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Domingo, 2 de janeiro de 2011 às 14:35

Primeiro dia de trabalho da nova presidente tem sete audiências bilaterais

O primeiro dia de trabalho da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto foi dedicado a sete audiências a autoridades internacionais que estiveram na cerimônia de posse, ontem, em Brasília (DF). Após as reuniões bilaterais, o novo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, repassou aos jornalistas detalhes dos assuntos tratados nos encontros. De acordo com o chanceler brasileiro, o incremento das parcerias entre Brasil e os países representados foi destaque nas conversas.

A primeira da série de reuniões, realizadas no Palácio do Planalto, foi com o Príncipe Felipe de Astúrias. De acordo com Patriota, ele entregou à presidente uma correspondência do rei Juan Carlos. Em seguida, Dilma Rousseff recebeu o presidente do Uruguai, José Mujica, e os dois concordaram em manter as reuniões trimestrais que já vinham sendo realizadas. Segundo Patriota, o Uruguai estuda a possibilidade de adotar o sistema nipo-brasileiro para televisão digital.

O aumento do fluxo comercial entre Brasil e Coreia do Sul norteou a conversa de Dilma com o primeiro-ministro Kim Hwang-Sik. “Na conversa foi manifestado o desejo do equilíbrio do comércio, bem como estabelecer acordo de comércio entre a Coreia e o Mercosul”, declarou Patriota.

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Segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 às 13:49

Em café da manhã com jornalistas, presidente celebra o diálogo

EntrevistasAo fazer uma avaliação pessoal para os jornalistas que cobrem o dia a dia da Presidência da República, em encontro realizado na manhã desta segunda-feira (27/12), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o presidente Lula disse que é resultado “de uma sociedade em processo de efervescência”, fruto de diversos movimentos que marcaram a história recente do País. O presidente fez questão de lembrar aos convidados que sua gestão foi marcada pelo diálogo com os diversos setores da sociedade brasileira:

“Eu mudei as relações do Estado com a sociedade e do Governo com os movimentos sociais.”

O presidente fez uma avaliação preliminar dos oito anos de seu governo e garantiu que o Brasil está preparado para se transformar na quinta economia mundial, sendo necessário para isso manter o ritmo dos investimentos. Disse ainda que só poderá fazer uma avaliação dos erros e acertos da administração em seis meses ou um ano. “Deixo a Presidência da República com a sensação do dever cumprido”, afirmou.

Lula está contente com a equipe montada pela presidente eleita Dilma Rousseff e manifestou confiança no desempenho de sua sucessora. Para o presidente, “Dilma vai ter uma vida mais facilitada” pois conhece todas as questões do governo.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

 

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Segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 às 9:12

Entrevista ao programa É Notícia: “Cumprimos quase tudo que nós prometemos”

EntrevistasA vida de presidente da República é solitária e de muito trabalho, mas nem por isso menos gratificante, principalmente quando se termina o mandato cumprindo boa parte do que foi prometido no programa de governo apresentado na campanha, afirmou o presidente Lula em entrevista concedida ao programa É Notícia, da RedeTV!, que foi ao ar domingo (19/12). Lula disse ainda ao repórter Kennedy Alencar que não pode dizer que não será novamente candidato a presidente da República porque é um político nato e construiu uma excelente relação política durante os oitos anos de seu mandato, mas que ainda é muito cedo para dar palpite. O importante agora, afirmou, é trabalhar para a presidente eleita Dilma Rousseff fazer um bom governo. “Quando chegar na hora certa a gente ver o que vai acontecer. ”

O presidente Lula também falou sobre política externa e sua relação com líderes mundiais, apontando os primeiros-ministros Singh (Índia) e Hu Jintao (China) como grandes parceiros do Brasil nos últimos anos, assim como o ex-presidente americano George W. Bush e o presidente francês Nicolas Sarkozy. Sobre Obama, diz torcer muito pelo seu sucesso, mas acredita que ele cometeu alguns erros políticos na Casa Branca. “Eu acho que o Obama não tinha que fazer muita coisa nos Estados Unidos. Ele só tinha que ter a ousadia que o povo americano teve votando nele”, afirmou.

“É uma figura para quem eu torço, porque eu acho que a vitória de um negro jovem nos Estados Unidos tem o mesmo significado da história de um índio na Bolívia, da minha no Brasil, são outros segmentos da sociedade, que eram marginalizados, em ascenção. (…) Por isso que eu valorizo a democracia, porque isso só acontece na democracia.”

Lula disse ainda que para governar é preciso coração e paixão, e saber a hora de dizer ‘não’. “Quando você diz ‘não’, as pessoas precisam compreender que você não pode fazer aquilo. Quando você pode, você faz. Se você criar essa relação verdadeira com a sociedade, fica muito fácil governar o País”, afirmou.

Aproveitou a entrevista para reafirmar que a presidente eleita está montando o seu ministério com as pessoas que conhece e acredita, e que se muitos dos escolhidos são atuais ministros, é porque ela tem plena confiança neles. E quanto ao fato dela pedir conselhos a ele, é mais do que normal, disse Lula. “Seria anormal ela pedir conselho para o Serra.”

“Eu tenho acompanhado alguns editoriais, colunistas, eu acho muito engraçado o incomôdo que eles têm, dizendo que eu tô montando o governo da Dilma, que o Guido foi meu ministro, que o Paulo Bernardo foi ministro, será que essas pessoas perderam o bom senso? Porque veja, a Dilma foi ministra da Casa Civil, a Dilma coordenava o governo, a Dilma se reuniu mais com o Guido do que eu. Mais com o Paulo Bernardo do que eu. A Dilma se reuniu mais com os ministros do meu governo do que eu. Porque antes dos ministros chegarem a mim, era precedido de três, quatro reuniões com a Casa Civil. Então, os ministros que a Dilma escolheu, sao mais amigos da Dilma do que meu. Ela escolheu a turma dela. Por coincidência, é a minha turma. Mas do ponto de vista da convivência, ela conviveu muito mais com eles.”

Ouça aqui a entrevista:

 

Para ler a transcrição da entrevista, clique aqui.

Confira abaixo o vídeo da entrevista (divido em três partes):

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

Sábado, 4 de dezembro de 2010 às 14:59

Democracia na América Latina está consolidada, mas é preciso ficar alerta

Presidente Lula em sua intervenção na sessão plenária da XX Cúpula Ibero-Americana realizada em Mar del Plata, na Argentina. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionaisApesar de todas as campanhas feitas nos últimos anos para enfraquecer os governos dos países latino-americanos, a democracia na região está consolidada e a América Latina já não é tratada no mundo como se fosse menor, enalteceu o presidente Lula em discurso feito na sessão plenária da XX Cúpula Ibero-Americana realizada neste sábado em Mar del Plata, na Argentina. Mas Lula alertou: é preciso ficar alerta para não permitir que aconteça o que tentou-se fazer no Equador em setembro passado, quando o presidente Rafael Correa enfrentou uma violenta onda de insurreição por parte da polícia equatoriana, e também o que aconteceu no Brasil em 2005 quando, segundo Lula, houve “uma sórdida campanha que tinha como objetivo enfraquecer o governo para provar que um trabalhador não poderia governar”.

Nós estamos aprendendo a construir esse mundo extraordinário que se transformará numa grande nação. Acho que o exemplo que Kirchner deixa para nós é que o corpo se vai, mas as ideias não. Elas estão aí a adentrar na cabeça dos estudantes, dos trabalhadores, das mulheres, e dos companheiros presidentes.

Em suas duas intervenções durante a sessão plenária, Lula fez sua homenagem ao ex-presidente argentino Nestor Kirchner, morto em outubro passado, afirmando que ele é um dos responsáveis pela melhora nas relações Brasil-Argentina, bem como na mudança de comportamento dos empresários, diplomatas e governos de ambos os países. Para Lula, Kirchner foi fundamental para recuperar o Mercosul, derrotar a Alca na América do Sul e criar a Unasul. Era um conciliador, afirmou o presidente brasileiro, que recuperou a economia argentina e também a autoestima de seu povo.

Eu acho que da mesma forma que coube a mim recuperar a autoestima do povo brasileiro, voltar a fazer o povo brasileiro gostar do Brasil, eu acho que o Kirchner conseguiu fazer na Argentina. Era o Maradona no futebol e o Kirchner na política, era quase uma unanimidade, mesmo os que não gostavam tinham que respeitar a ousadia.

Lula reafirmou ainda a importância dos países latino-americanos atuarem mais em conjunto, mantendo estreitos laços políticos e comerciais, para fortalecer a região. Se o Brasil cresce, disse, os demais países do continente também crescem. É preciso fazer um esforço para explorar a totalidade do potencial que existe entre os países latino-americanos, afirmou. Como exemplo, citou a melhora nas relações econômicas entre Brasil e Argentina, que tinham uma balança comercial de apenas US$ 7 bilhões em 2003 e hoje têm de quase US$ 35 bilhões. “Hoje nós temos consciência o quanto a Argentina é importante para o Brasil, e a Argentina tem a consciencia de quanto o Brasil é importante para a Argentina”, frisou Lula.

Ouça aqui a primeira intervenção do presidente Lula na sessão plenária da XX Cúpula Ibero-Americana de Mar de Plata:

 

Segunda intervenção do presidente Lula na reunião:

 

Quinta-feira, 25 de novembro de 2010 às 23:48

Prioridade na América Latina é diplomacia da solidariedade e do entendimento entre iguais

Viagens internacionaisO Brasil está determinado a trabalhar pela convergência dos processos de integração política e econômica da América do Sul, América Central e Caribe e prioriza, em sua política externa, uma relação baseada na diplomacia da solidariedade e do entendimento entre iguais. Essa foi a tônica do discurso do presidente Lula nesta quinta-feira (25/11), em Georgetown, durante cerimônia em que foi condecorado com a Ordem de Excelência, a mais alta distinção guianesa.

Sempre uso a imagem de que não é possível o Brasil desenvolver-se sem que seus vizinhos também encontrem o caminho da paz e da prosperidade. Nossa empreitada é um trabalho comum. Esse espírito de fraternidade é a base indispensável de uma América do Sul mais unida, próspera e justa.

Os presidentes Lula e Bharrat Jagdeo, da Guiana, em cerimônia realizada em Georgetown que homenageou o presidente brasileiro. Foto: Ricardos Stuckert/PR

O presidente brasileiro fez questão de enfatizar o esforço do Brasil em consolidar “o destino continental da Guiana”, lembrando o avanço dos dois países na relação bilateral. Como exemplo, citou a criação do Comitê de Fronteira, o acordo “Regime Especial Fronteiriço e de Transporte para as Localidades de Bonfim e Lethem”, que será implantado em breve, e a inauguração da ponte sobre o rio Tacutu, primeira ligação física entre os dois países.

Ao presidente guianense, Bharrat Jagdeo, Lula ratificou que é necessário somar esforços e continuar estabelecendo “sólidas pontes de diálogo e cooperação”, para enfrentar com maior êxito os desafios da integração regional. Segundo ele, os dois países devem trabalhar juntos para o fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e a posição dos países amazônicos nas negociações sobre mudança do clima.

Nesse sentido devemos impulsionar juntos o projeto de integração não só da América do Sul, mas também da América Latina e Caribe. Esperamos contar com apoio da Guiana para iniciar as negociações Mercosul-Caricom, tão logo o bloco caribenho esteja pronto.

Após a cerimônia, o presidente Lula foi homenageado com uma apresentação cultural local e, em seguida, participa de um jantar com os chefes de Estado da Unasul.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula durante a cerimônia:

 

Quinta-feira, 25 de novembro de 2010 às 19:50

Brasil e Guiana juntos na defesa da selva amazônica

Instrução de abrigos improvisados, ministrada aos cadetes da Força de Defesa da Guiana durante o Estágio de Vida na Selva, pelo capitão de Infantaria Luciano Casagrande (direita) e pelo 1° sargento de Infantaria Gilmar Rodrigues (esquerda), ambos designados instrutores na Jungle and Amphibious Training School, Guyana Defense Force – Guiana

Viagens internacionaisAtendendo à solicitação da Força de Defesa da Guiana, o governo brasileiro está desenvolvendo um projeto inédito de apoio e treinamento ao Exército guianense em operação na selva amazônica. Essa é mais uma das ações de cooperação bilateral entre Brasil e Guiana, que recebe esta semana a IV Cúpula de Chefes de Estado da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

A missão teve início em março de 2010 e, com a orientação de instrutores brasileiros, cerca de 400 cadetes, sargentos e oficiais de Guiana estão sendo treinados para sobreviver na floresta e defender a fronteira. Além de passarem por um estágio de vida na selva, os militares recebem aulas de português e, alguns deles, são encaminhados para um treinamento mais específico no Brasil.

“A missão consiste em prover para eles conhecimento e suporte técnico profissional para estruturar a escola de selva na Guiana, porque o Brasil hoje é o número um no mundo nesse tipo de treinamento”, explicou o capitão de infantaria do Exército, Luciano Casagrande, um dos instrutores brasileiros.

O curso ministrado pelos brasileiros tem quatro meses de duração. Em sua primeira fase, os militares passam três semanas na selva e recebem instrução para sobreviver naquele local. Em seguida, passam cinco dias isolados na floresta, em um exercício de sobrevivência. Após aprovados, passam a receber um treinamento mais técnico para preparação ao combate e patrulhamento contra o narcotráfico e crime organizado na região.

O Brasil tem investido na ampliação do relacionamento com a Guiana, país que faz fronteira com  estados do Norte. Além do apoio à Força de Defesa, o governo brasileiro tem trabalhado para intensificar o comércio entre os dois países, facilitando a entrada de produtos guianenses, e investindo em projetos de infraestrutura, como a construção da ponte sobre o rio Itacutú, que liga os dois países, inaugurada pelo presidente Lula em setembro de 2009, e a pavimentação de 450 quilômetros de uma rodovia que ligaria Boa Vista (RR) a Georgetown.  Um dos principais objetivos da Unasul é o fortalecimento da cooperação entre os países membros – Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela.

Quinta-feira, 25 de novembro de 2010 às 9:01

Entrevista com o embaixador Antonio Simões, representante do Brasil na Unasul

Quinta-feira, 25 de novembro de 2010 às 9:00

Brasil quer mecanismo na Unasul para defender democracia na América do Sul

Viagens internacionaisA inclusão de uma cláusula democrática no Tratado Constitutivo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) é um dos principais assuntos que os chefes de Estado discutirão na próxima sexta-feira (26/11), em Georgetown, na Guiana, durante a IV Cúpula da Unasul. O presidente Lula será um dos principais defensores da inclusão de um protocolo adicional que funcione como um mecanismo para defender as democracias da América do Sul.

O embaixador Antônio Simões, delegado brasileiro na Unasul, explica que a há um consenso a respeito da necessidade da inclusão de uma cláusula que consolide o compromisso da organização com a defesa dos princípios democráticos. “Se alguma democracia estiver ameaçada, a Unasul vai ter um mecanismo de proteção: esse país vai ser suspenso da organização enquanto a democracia não for restabelecida”, disse.

A Cúpula de Georgetown marca o final da presidência pró-tempore do Equador e o início da presidência da Guiana. Além disso, será discutido o nome de quem sucederá Nestor Kirchner na Secretaria-Geral da Unasul. O ex-presidente da Argentina faleceu no último dia 27 de outubro, deixando vago o cargo de Secretário-Geral da organização.

Na opinião do embaixador, direitos humanos também serão pauta central das conversas entre os presidentes, que avaliarão se a Unasul deve ou não ter o seu conselho de direitos humanos. A iniciativa foi lançada pelo Brasil em junho de 2009, como forma de fortalecer a participação de todos os países da América do Sul em reuniões dedicadas ao diálogo e à cooperação em direitos humanos no plano regional.

Essa discussão existe não porque os países não têm interesse em direitos humanos, porque a maioria dos países da Unasul já discutem direitos humanos no espaço de países Mercosul e países associados. Então a ideia que agente tem é de discutir se precisa realmente de um novo âmbito ou se nós vamos tratar isso dentro do âmbito que existe hoje.

A Cúpula discutirá também medidas de fomento à confiança e segurança, aprovadas pelo Conselho de Defesa da Unasul. “São medidas que levam os países a ver o outros como aliados na averbação da ordem democrática, na preservação da paz, na preservação da segurança interna. São medidas que levam os países a trabalhar mais na área da cooperação”, explica Simões.

Segunda-feira, 22 de novembro de 2010 às 22:35

Não há tempo a perder: as boas oportunidades de negócio estão bem aqui

Presidente Lula recebe o prêmio Personalidade do Ano 2010 da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Seja no campo agrícola ou tecnológico, o Brasil tem um amplo leque de oportunidades a oferecer a empresários portugueses, que podem se valer dos históricos laços político, econômico, cultural e linguístico para saírem na frente em relação a investidores de outros países. E ambos os países podem ainda unir forças para explorarem as oportunidades que se apresentam também na África e na América Latina. “Nós não temos tempo a perder”, afirmou o presidente Lula em discurso realizado nesta segunda-feira (22/11) no jantar comemorativo dos 98 anos da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, realizado na Hípica Paulista, em São Paulo, em que recebeu o Prêmio Especial Personalidade do Ano 2010.

Pouco antes de discursar, o presidente Lula acompanhou uma apresentação da atleta olímpica de hipismo, Luiza Tavares de Almeida, que agradeceu o apoio do governo aos esportistas que representam o País em competições olímpicas mundo afora.

Os avanços da agricultura e da indústria petrolífera brasileira, entre outros, têm que ser olhados na perspectiva dos próximos 20 ou 30 anos, afirmou Lula, para darem a exata noção do amplo campo de oportunidades que as novas tecnologias agrícolas e o Pré-sal oferecem, bem como as áreas de software, infraestrutura e energias renováveis.

Sabemos todos que a intenção de ambos os países é aumentar os investimentos e intercâmbios econômicos e comerciais. Um bom caminho nesse sentido será a realização conjunta de encontros entre empresários e investidores portugueses e brasileiros, especialmente nas áreas de software e infraestrutura.

Ao reafirmar sua convicção “no extraordinário potencial do relacionamento entre os dois países”, o presidente brasileiro disse que tem orgulho de ter incentivado empresas brasileiras e portuguesas a investirem nos respectivos países, porque Brasil e Portugal “podem muito mais do que seu tamanho”. Aproveitou para citar o sucesso de empresas como Petrobras, Embraer, Camargo Correa e Votorantin em terras portuguesas, e que há hoje mais de 600 empresas brasileiras com capitais portugueses.

Aquilo que parecia um obstáculo entre Brasil e Portugal, que eram oito ou 10 mil quilômetros de oceano (na época do Descobrimento), na verdade hoje significa um caminho, uma ponte, uma oportunidade, basta que o Brasil compreenda que ele não tem que ter relação com quem é o maior, ele tem que ter relação com quem é o melhor para nós, e Portugal é um país importante e estratégico para o Brasil manter uma relação importante e a língua é a vantagem comparativa.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula no evento:

 

Quinta-feira, 18 de novembro de 2010 às 15:11

Brasil e Zâmbia unidos pelo combate à herança de exclusão

Alunos de uma escola de Brasília saúdam os presidentes Lula e Rupiah Banda, de Zâmbia, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um dos pontos que unem hoje Brasil e Zâmbia, além dos acordos bilaterais de cooperação, são os instrumentos que ambos os países utilizam para resgatar a dívida social que têm com suas respectivas populações. Por meio de políticas de transferências de renda e segurança alimentar, Brasil e Zâmbia procuram combater a herança de exclusão e caminhar rumo ao desenvolvimento, afirmou o presidente Lula ao saudar Rupiah Banda, presidente do país africano, em almoço oferecido nesta quinta-feira (18/11) no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF). Antes, representantes dos dois países participaram de cerimônia de assinatura de atos comerciais e de cooperação.

Lula observou em seu discurso que Zâmbia vem promovendo desenvolvimento e tem hoje estabilidade política, graças às políticas públicas de incorporação econômica das camadas mais pobres da população. Tais práticas, disse o presidente brasileiro, “não só funcionam, como constituem a base do crescimento sustentável”.

O presidente Lula disse também que estava feliz por reencontrar Rupiah Banda, com quem esteve em Zâmbia em julho deste ano. “Sob sua liderança, a Zâmbia vem consolidando importante trajetória de promoção do desenvolvimento e de estabilidade política”, disse. “Essa é a pátria de Kenneth Kaunda (primeiro presidente do país após a independência), cuja luta contra o colonialismo fez da Zâmbia uma referência para a África contemporânea. Essa é também a pátria da solidariedade, que deu apoio aos movimentos de libertação de Angola, Moçambique, Zimbábue e África do Sul, nos movimentos de independência da África Austral.”

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula no evento:

 

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