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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 às 20:00

Dilma participa da cerimônia de posse de Evo Morales nesta quinta-feira em La Paz

A presidenta Dilma Rousseff participa nesta quinta-feira (22) em La Paz, na Bolívia, da cerimônia de posse do presidente reeleito Evo Morales. Para o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, a relação diplomática entre os dois países é importante para o Brasil, que participou ativamente do processo de redemocratização do país andino.

De acordo com Marco Aurélio Garcia, com os dois presidentes reeleitos há uma disposição ainda maior para novas frentes de cooperação. Foto: RafaB - Gabinete Digital/PR

De acordo com Marco Aurélio Garcia, com os dois presidentes reeleitos há uma disposição ainda maior para novas frentes de cooperação. Foto: RafaB – Gabinete Digital/PR

“A relação diplomática entre Brasil e Bolívia hoje é muito boa e de longa data. Nós tivemos uma presença muito forte em momentos de crise na Bolívia, fomos um fator de moderação e de resolução pacífica de conflitos que, em determinados momentos, poderiam ter gerado uma guerra civil no país. Ajudamos nesse processo de fortalecimento democrático do país. Esse ciclo de democracia política se combina também com uma transformação econômica e social muito importante do país”, afirmou.

Marco Aurélio destacou que a Bolívia é um dos poucos países que possuem superávit comercial com o Brasil, em função da grande quantidade de gás boliviano importado.

“As relações econômicas entre Brasil e Bolívia são muito grandes porque a Bolívia talvez seja um dos poucos países que tem superávit comercial com o Brasil, em função do grande volume de exportação de gás que eles realizam para nós. Nós temos honrado o compromisso do gasoduto de uma forma muito grande. E a Bolívia também é um importador de produtos brasileiros”, disse Garcia.

O assessor disse ainda que, com os dois presidentes reeleitos e em início de governo, há uma disposição ainda maior para novas frentes de cooperação entre os dois países.

“Agora, com os dois renovados, há uma disposição de desenvolver uma política no âmbito energético e em outros âmbitos muito grandes. E nós temos também com a Bolívia uma cooperação muito grande na questão da repressão ao narcotráfico”, sinalizou.

Sábado, 17 de janeiro de 2015 às 19:45

Mauro Vieira afirma que execução de brasileiro gera sombra na relação entre Brasil e Indonésia

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se pronunciou sobre a execução do brasileiro, Marco Archer, neste sábado (17), na Indonésia. Em coletiva concedida à imprensa, o ministro Mauro Vieira destacou que a execução do brasileiro gerou uma sombra na relação bilateral entre os dois países.

"Chamar o embaixador para consultas é uma decisão que expressa uma gravidade e um momento de tensão", declarou o ministro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Chamar o embaixador para consultas é uma decisão que expressa uma gravidade e um momento de tensão”, declarou o ministro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A execução do brasileiro cria uma sombra de dúvida, uma animosidade, uma dificuldade na relação bilateral. O Brasil tem princípios que lhes são caros e nós fizemos um apelo de comutação da pena porque nos parecia que, respeitando, evidentemente, o ordenamento jurídico indonésio, acreditávamos que a clemência e a cumutação da pena seriam as medidas esperadas”, afirmou o ministro.

Mauro Vieira anunciou também que uma nota de repúdio formal foi entregue ao embaixador da Indonésia no Brasil. Além disso, o embaixador brasileiro na Indonésia foi chamado para consulta.

“Chamar o embaixador para consultas é uma decisão que expressa uma gravidade e um momento de tensão, de dificuldade na relação. O embaixador já recebeu a instrução e está viajando nas próximas horas para o Brasil”, explicou.

O ministro ainda afirmou que o Brasil usou todas as medidas possíveis para viabilizar a clemência do réu, que infelizmente foram negadas. Archer foi condenado à morte por tráfico de drogas por ter sido apreendido com 13 quilos de cocaína no País asiático, em 2004.

Em nota divulgada neste sábado (17), a presidenta Dilma Rousseff também lamentou a execução do brasileiro e dirigiu uma mensagem de conforto à família de Archer. Para a presidenta, a pena de morte é um instituto que não só fere o preceito constitucional do Brasil, como que é também contrário à índole e aos valores morais do povo brasileiro.

Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 às 13:50

Governo fez todos os esforços para salvar brasileiro na Indonésia, diz Marco Aurélio Garcia

Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 às 13:41

Governo fez todos os esforços para salvar brasileiro na Indonésia, diz Marco Aurélio Garcia

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, falou ao Blog do Planalto nesta sexta-feira (16) sobre o telefonema da presidenta Dilma Rousseff ao presidente da Indonésia, Joko Widodo. Na conversa, Dilma fez um apelo pessoal em favor dos cidadãos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenados à morte pela Justiça indonésia.

“Poderia perfeitamente ser resolvido de outra forma”, afirmou o assessor. Foto: RafaB – Gabinete Digital/PR

“Poderia perfeitamente ser resolvido de outra forma”, afirmou o assessor. Foto: RafaB – Gabinete Digital/PR

Para Marco Aurélio, o Brasil fez todos os esforços para salvar os brasileiros, respeitando a soberania da Indonésia. Porém o resultado foi “extremamente frustrante”, podendo criar uma dificuldade no relacionamento entre os dois países.

Nós fizemos um movimento muito forte há cerca de dez dias quando se evidenciou que era iminente a execução de um dos presos. Para nós foi extremamente frustrante porque o presidente Widodo persistiu na posição de levar adiante a execução do Marco Archer. Então evidentemente isso vai criar uma dificuldade grande no relacionamento entre Indonésia e o Brasil porque nos parece que, respeitando a legislação daquele país, de qualquer maneira está se utilizando uma pena extremamente pesada para um crime, grave, mas que poderia perfeitamente ser resolvido de outra forma”, afirmou o assessor.

Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 às 12:41

Dilma apela ao presidente da Indonésia pelos dois brasileiros condenados à morte

Nota Oficial

A presidenta Dilma Rousseff telefonou na manhã desta sexta-feira (16) ao presidente da Indonésia, Joko Widodo, para transmitir apelo pessoal em favor dos cidadãos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenados à morte pela Justiça da Indonésia e na iminência de serem executados.

De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República, Dilma ressaltou ter consciência da gravidade dos crimes cometidos pelos brasileiros e que respeita a soberania da Indonésia, mas que fazia o apelo como Chefe de Estado, como mãe, por razões humanitárias e expressando o sentimento da sociedade brasileira.

Apesar do apelo, o presidente Widodo disse que não poderia comutar a sentença de Marco Archer, pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e que foi garantido o devido processo legal aos brasileiros.

Leia a nota na íntegra:

A Presidenta Dilma Rousseff falou ao telefone, na manhã de hoje, 16 de janeiro, com Presidente da Indonésia, Joko Widodo, para transmitir apelo pessoal em favor dos cidadãos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenados à morte pela Justiça da Indonésia e na iminência de serem executados.

A Presidenta ressaltou ter consciência da gravidade dos crimes cometidos pelos brasileiros. Disse respeitar a soberania da Indonésia e do seu sistema judiciário, mas como Chefe de Estado e como mãe, fazia esse apelo por razões eminentemente humanitárias. A Presidenta recordou que o ordenamento jurídico brasileiro não comporta a pena de morte e que seu enfático apelo pessoal expressava o sentimento da sociedade brasileira.

O Presidente Widodo disse compreender a preocupação da Presidenta com os dois cidadãos brasileiros, mas ressalvou que não poderia comutar a sentença de Marco Archer, pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal.

A Presidenta Dilma reiterou lamentar profundamente a decisão do Presidente Widodo de levar adiante a execução do brasileiro Marcos Archer, que vai gerar comoção no Brasil e terá repercussão negativa para a relação bilateral.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 às 21:34

Grupo Celac-China decide ampliar investimentos mútuos a US$ 250 bilhões em dez anos

Com informações do MRE

Representantes da China e dos países da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), aprovaram três documentos principais durante a primeira reunião do foro, realizada na última semana, em Pequim. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (12), pelo Itamaraty, o principal documento aprovado foi o Plano de Cooperação 2015-2019, que abrange uma ampla gama de iniciativas.

Representantes da China e da Celac aprovaram o Plano de Cooperação 2015-2019. Foto: divulgação Itamaraty

Representantes da China e da Celac aprovaram o Plano de Cooperação 2015-2019. Foto: divulgação Itamaraty

Pelo plano, os signatários do acordo se comprometeram a ampliar o comércio e os futuros investimentos entre a China e os países da Celac, de forma equilibrada e benéfica para os dois lados. A meta prevista para o comércio é de US$ 500 bilhões e os investimentos recíprocos devem alcançar US$ 250 bilhões em dez anos, com ênfase especial em alta tecnologia e produção de bens de valor agregado (produtos industrializados).

O foro também decidiu aumentar a troca de visitas, encontros e foros multilaterais entre os líderes da China e da Celac e seus estados-membros, além de aumentar o diálogo e os mecanismos de consulta entre os dois lados. A meta é a plena utilização do fórum como plataforma.

Intercâmbio
Os países do foro consideram a possibilidade de realizar intercâmbios entre partidos políticos, governos locais e jovens chineses e latino-americanos. Nesse sentido, a China irá convidar 1.000 líderes políticos dos países da Celac para visita aquele país nos próximos cinco anos. A China oferecerá aos países da Celac mais de 10 mil bolsas de estudo em diversas categorias no período de quatro anos.

Deve ser realizado, no devido prazo, o Fórum China-América Latina e Caribe Prefeitos de Capitais e o Fórum de Cooperação China-América Latina e Caribe Governos Locais. A China manterá o Fórum China-América Latina e Caribe Jovens Líderes Políticos.

Fortalecimento das relações
O Foro Celac-China é o primeiro mecanismo de interlocução externa formalizado pela Celac com um país em desenvolvimento. Segundo o Itamaraty, o papel da Celac será gradualmente fortalecido, como mecanismo representativo da região, que veicula consensos regionais construídos com base nos interesses nacionais de seus Estados-membros.

Para o chanceler chinês, Wang Yi, a I Reunião Ministerial do Foro Celac-China abre uma nova janela para as relações entre os países envolvidos. Para ele, desde a entrada do novo século, a China e as nações da América Latina vêm seguindo estreitamente a tendência de desenvolvimento conjunto, reforçando de forma constante os intercâmbios político, econômico-comercial e cultural.

Essa cooperação resultou em inúmeros êxitos nos domínios de recursos e energia, infraestrutura, finanças, agricultura e manufatura e tecnologia de ponta. Agora, acrescentou em artigo na imprensa local, a reunião ministerial materializa a cooperação integral entre China e Celac.

“Para mim é motivo de especial satisfação que minha primeira participação em um encontro multilateral como chanceler do Brasil se dê em uma reunião que congrega todos os países da América Latina e Caribe, com os quais compartilhamos história, cultura, desafios, bem como diversas oportunidades de cooperação, e a China, principal parceiro comercial do Brasil, importante parceiro estratégico”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

“Inauguramos um mecanismo com potencial para conceber e implementar novas iniciativas que reforcem e diversifiquem o relacionamento sino-latino-americano e caribenho. Lançamos, hoje, uma parceria duradoura, equilibrada e plena de possibilidades”, acrescentou.

O tema do foro foi Nova Plataforma, Novo Ponto de Partida, Nova Oportunidade. O grupo China-Celac foi criado em 2011 e é composto por 34 países, correspondendo a 21% do PIB, 26% da população e 19% do território mundiais. O foro foi lançado durante a Cúpula de Brasília que reuniu líderes da China e de países da América Latina e Caribe. A ideia da reunião entre os chanceleres foi proposta pela China, durante a Cúpula de Brasília de Líderes do país e da Celac em Brasília, em julho de 2014, como forma de incrementar sua aproximação e investimentos na região.

Segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 às 16:56

Brasil e Angola firmam acordo para facilitar concessão de visto

Da Agência Brasil

Os governos brasileiro e angolano firmaram acordo para facilitar a concessão de visto entre os dois países. O protocolo foi publicado na edição de hoje (5) do Diário Oficial da União. O acordo foi assinado durante a reunião entre o presidente José Eduardo dos Santos e a presidenta Dilma Rousseff, no mês de junho, em Brasília.

Foto: Divulgação/Casa da Moeda

Foto: Divulgação/Casa da Moeda


Pelo acordo, os vistos de negócios são válidos para múltiplas entradas em um período de dois anos, permitindo ao titular a permanência de até 90 dias não prorrogáveis, em cada período de um ano. Os vistos serão concedidos no prazo máximo de dez dias a contar da data do pedido.

Pelo protocolo, são beneficiários dos vistos os cidadãos que desejem fazer prospecção de mercado, participar de reuniões de negócios, assinar contratos e atividades financeiras, de gestão e administrativas, negociar projetos de investimento, além de empresários e investidores, exceto nas situações às quais se aplicam vistos de trabalho ou permanentes, que requerem autorização específica. Os vistos concedidos nos termos do acordo não permitem o exercício de qualquer atividade remunerada.

Sexta-feira, 2 de janeiro de 2015 às 13:31

Maduro quer fortalecer diálogo da Venezuela com Brasil em segundo mandato de Dilma

Após reunião bilateral, realizada nesta sexta-feira (02) no Palácio do Planalto, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou ter conversado com a presidenta Dilma Rousseff, sobre a dinamização da agenda entre os dois países. Maduro destacou a cooperação na economia e no desenvolvimento industrial.

"Temos uma base muito bem construída durante 12 anos de um novo tipo de relacionamento Brasil-Venezuela: confiança política", avaliou Maduro. Foto: Roberto Stuckert/PR

“Temos uma base muito bem construída durante 12 anos de um novo tipo de relacionamento Brasil-Venezuela: confiança política”, avaliou Maduro. Foto: Roberto Stuckert/PR

“Foi uma reunião muito promissora da relação que, neste segundo governo da presidenta Dilma, vamos continuar desenvolvendo. Estamos bastante articulados com o Brasil para construirmos juntos um processo de industrialização de maior nível tecnológico e de maior nível de investimentos no marco do Mercosul e das relações bilaterais com o Brasil. Sobre iniciativas no campo alimentar, no campo farmacêutico e de outros campos que estão se abrindo, vamos dinamizar toda a agenda, sobretudo da cooperação econômica, industrial, tecnológica, agrícola e agroalimentar”, explicou.

Maduro falou também sobre a cooperação bilateral construída nos últimos anos e agradeceu a atenção da presidenta com o país.

“Agradeci muito toda a solidariedade que ela sempre tem demonstrado com a Venezuela. Temos uma base muito bem construída durante 12 anos de um novo tipo de relacionamento Brasil-Venezuela: confiança política. Nós conhecemos o governo, nós conhecemos o setor econômico, temos confiança no processo que se possa adiantar”, destacou.

Quinta-feira, 1 de janeiro de 2015 às 21:51

Dilma e vice-presidente americano falam sobre relações entre Brasil e EUA

Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com Joe Biden, Vice-Presidente dos Estados Unidos da América no Palácio do Itamaraty. (Brasília - DF, 01/01/2015) Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com Joe Biden, vice-presidente dos Estados Unidos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Após a cerimônia de posse nesta quinta-feira (1º), a presidenta Dilma Rousseff teve encontro com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Os dois conversaram no Palácio do Itamaraty. Na saída da reunião, o americano comentou que a posse de Dilma é um novo começo. “É um novo ano, um novo começo”, afirmou.

Mais cedo, durante discurso no Congresso Nacional, a presidenta destacou a importância de fortalecer as relações entre os dois países. “É de grande relevância aprimorarmos nosso relacionamento com os Estados Unidos, por sua importância econômica, política, científica e tecnológica, sem falar no volume de nosso comércio bilateral”, afirmou Dilma.

Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 às 18:45

Dilma fala da retomada de relações entre EUA e Cuba e importância do Porto de Mariel

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