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Quarta-feira, 8 de julho de 2015 às 18:20

Brics querem maior representatividade para países em desenvolvimento e conclusão da Rodada Doha

ufa-2015

Brasil, Índia, China e África do Sul estão unidos em busca de maior representatividade dos países em desenvolvimento em instituições financeiras como o FMI e o Banco Mundial, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (8), em entrevista à agência de notícias russa Itar-Tass.

“Defendemos o fortalecimento do sistema multilateral de comércio, com primazia da OMC [Organização Mundial do Comércio] e dos esforços de conclusão da Rodada Doha, bem como a expansão e diversificação da participação dos Brics no comércio global. Temos trabalhado juntos para reforçar o G20 como o principal foro de cooperação econômica internacional, com vistas a um crescimento e desenvolvimento que sejam sustentáveis, equilibrados e inclusivos”, disse ela.

A presidenta acrescentou que, atualmente, a cooperação intergovernamental entre as agências setoriais dos países do Brics se estende por cerca de 30 áreas, como agricultura, saúde, ciência, tecnologia e inovação, trabalho, e, graças aos esforços da presidência russa, iniciada em abril deste ano, novas áreas serão agregadas.

Dilma disse, ainda, que o Brics é um dos eixos prioritários da política externa brasileira. “É um símbolo e um agente das transformações do sistema internacional – rumo a um sistema multipolar – desde sua criação, em 2009, em Ekaterimburgo.”

Com sua ampla representatividade, especialmente após a incorporação da África do Sul, em 2011, abrangendo países dos três continentes do mundo em desenvolvimento e com a Rússia, economia emergente, o Brics ampliou sua coordenação no segmento econômico-financeiro no G-20 e nas discussões sobre as reformas do Banco Mundial e do FMI.

Para a presidenta, o Brics é mais do que uma iniciativa intergovernamental. “Buscamos também a aproximação das sociedades civis, por meio do Foro Acadêmico e o Foro Empresarial. Com novas iniciativas como o encontro de jovens e das sociedades civis, fortalecem-se laços que transcendem as iniciativas dos governos”.

Ela acrescentou que, na área política, o Brasil tem mantido coordenação com seus parceiros do bloco, “para fortalecer o multilateralismo e revigorar o Direito Internacional, com papel central da ONU e de seu Conselho de Segurança, que precisam ser reformados de forma a adaptar-se ao século XXI.”

Presidenta Dilma concede entrevista à Itar-Tass

Brasil, Índia, China e África do Sul estão reunidos na VII Cúpula dos Brics, em Ufa, na Rússia. Imagem: Stanislav Krasilnikov/TASS

Parcerias com a Rússia
Sobre a reunião com o presidente Putin, Dilma comentou que o Brasil oferece grandes oportunidades para investidores russos na nova fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado no mês passado. “Acredito que empresas russas possam prospectar oportunidades no setor de ferrovias e portos, setores em que são bastante competitivas. Além disso, queremos buscar novas áreas de cooperação em ciência e tecnologia, defesa, energia e educação”.

Acrescentou ter sido muito bem recebida pelo presidente Vladimir Putin na visita que fez a Moscou, em 2012. “E foi uma grande satisfação recebê-lo no Brasil, em visita bilateral no ano passado, bem como na final da Copa do Mundo de futebol”, acrescentou.

Naquela ocasião, Dilma felicitou Putin pela organização exitosa dos Jogos Olímpicos de Sochi e celebrou o fato de que Brasil e Rússia – dois países dos Brics– estejam sucedendo um ao outro em eventos desse porte. “Em nossa reunião do ano passado, aliás, decidimos compartilhar essas experiências, para que os Jogos de 2016 e a Copa de 2018 sejam bem-sucedidos.”

Brasil e Rússia, completou, já têm um diálogo consolidado na parceria estratégica entre os dois países e devem manter constante diálogo sobre os principais assuntos da agenda internacional, como o fortalecimento – e atualização – do papel das Nações Unidas e a reforma do FMI, defendeu a presidenta brasileira.

“Nosso principal objetivo, no momento, é traduzir a parceria estratégica em resultados concretos, especialmente no campo econômico-comercial. Como conversamos em nossa reunião no ano passado, pretendemos diversificar o comércio bilateral, de forma a atingir a meta de US$ 10 bilhões no intercâmbio, a partir dos US$ 6,8 bilhões que tivemos em 2014”, destacou.

Segunda-feira, 29 de junho de 2015 às 16:56

Dilma: EUA são parceiros importantes e trabalharei com Obama para aprofundar essa relação

Brasil-EUA-2015

Dilma Rousseff ressaltou nesta segunda-feira (29), em Nova Iorque, ao encerrar o Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil, que a parceria com os Estados Unidos é fundamental para que o País possa dar um novo salto no investimento em logística. “Os Estados Unidos, tanto no que se refere ao comércio quanto aos investimentos, são um dos parceiros fundamentais do Brasil”, afirmou.

A presidenta disse ainda que pretende trabalhar bastante nesse sentido com o presidente Barack Obama, “em nossas reuniões de amanhã”, em Washington. “Pretendo também aproveitar todas essas boas reuniões que nós realizamos hoje, primeiro com grandes investidores financeiros, depois com grandes investidores na área produtiva e de serviços”, para alavancar a parceria entre os dois países.

Presidenta Dilma visita memorial Martin Luther King

Barack Obama levou a presidenta Dilma para visitar o memorial Martin Luther King, em Washington. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 

Dilma Rousseff participa, ainda nesta segunda-feira, de um jantar oferecido pelo presidente Barack Obama, no Blue Room, da Casa Branca.

Em sua passagem por Nova Iorque, a presidenta também se encontrou com empresários brasileiros, com empresários americanos do setor produtivo e com investidores. Nesta manhã, se reuniu ainda com o empresário da comunicação Rupert Murdoch e com o ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger.

Investimentos mútuos
Ela destacou ainda a longa história de cooperação e integração econômica entre as duas nações americanas. “Os Estados Unidos continuam sendo o principal investidor estrangeiro no Brasil, com estoque de US$ 116 bilhões em 2013. E 3 mil empresas americanas atuam no Brasil em áreas mais diversas possíveis, como petróleo, gás, energia elétrica, bancos, telecomunicações, atividades imobiliárias, automóveis, metalurgia e agricultura. É um imenso leque.”

No sentido inverso, o Brasil também está presente nos Estados Unidos e tem aumentado essa presença nos últimos anos. Atualmente, as empresas brasileiras têm um estoque de US$ 15,7 bilhões investidos em vários tipos de negócios e atividades como alimentação, siderurgia, serviços de informação e produtos farmacêuticos.

“Certamente, temos certeza que é possível ampliar muito mais a nossa cooperação. E isso significa a nossa cooperação tanto governo-governo, como com os empresários e entre os empresários”, disse a presidenta.

Visita à Califórnia

Sobre parcerias na área de educação, ciência e tecnologia, a presidenta Dilma afirmou que será muito importante a visita que fará à Califórnia. “Porque nós temos um interesse fundamental com o governo americano, com as empresas americanas, com a sociedade americana, com a academia, enfim, com todos os setores aqui em atividade”, disse.

O Brasil, enfatizou, tem grande interesse em parcerias na área de educação, ciência, tecnologia e inovação, explicou. “Daí porque é tão importante essa nossa visita à Califórnia. Porque vamos olhar, basicamente, três áreas: a área de tecnologia da informação, a área de biotecnologia e a área de defesa, sobretudo, aeroespacial.”

Segunda-feira, 29 de junho de 2015 às 16:39

Viagem aos Estados Unidos impulsiona cooperação e parceria com o Brasil, afirma Dilma

Brasil-EUA-2015

Antes de embarcar para Washington, onde se encontrará com o presidente Barack Obama nesta segunda-feira (29), a presidenta Dilma Rousseff usou sua conta pessoal no twitter para reafirmar a importância da visita de trabalho aos Estados Unidos, que deve, segundo a presidenta, impulsionar ainda mais a cooperação e parceria entre os dois países.

“Tenho certeza de que esta viagem impulsionará ainda mais a cooperação e parceria entre Brasil e Estados Unidos, em uma relação pautada pelo respeito mútuo e nossa contribuição para o desenvolvimento da paz, o respeito ao meio ambiente e a afirmação da justiça social no mundo”, escreveu.

Durante a manhã, Dilma destacou a qualidade da participação de representantes do setor produtivo internacional no Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil. A presidenta participou, nos últimos dias, de reuniões com empresários e investidores brasileiros e americanos como parte da agenda de compromissos em sua visita oficial aos Estados Unidos.

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Segunda-feira, 29 de junho de 2015 às 16:34

Dilma comemora qualidade do debate com empresários sobre investimentos no Brasil

Brasil-EUA-2015

A presidenta Dilma Rousseff destacou, nesta segunda-feira (29), a qualidade da participação de representantes do setor produtivo internacional no Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil, realizado em Nova Iorque.

Dilma cumpre uma agenda econômica em Nova Iorque, tendo também se encontrado com empresários brasileiros, com empresários americanos do setor produtivo e com investidores. Nesta manhã, Dilma ainda se reuniu com o empresário da comunicação Rupert Murdoch e com o ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger. Hoje à noite, em Washington, ela será recebida pelo presidente Barack Obama em jantar na Casa Branca.

Segundo a presidenta, os debates do encontro empresarial vão estimular o interesse nas grandes oportunidades de negócios e investimento que estão surgindo no País com o lançamento do Programa de Investimento em Logística 2015-2018.

“Ao todo, estimamos R$ 198,4 bilhões, o que está em torno de US$ 65 bilhões, em novos investimentos nesse período de concessões. Desse valor, quase R$ 70 bilhões serão realizados até 2018”, destacou ela, ao encerrar o encontro.

A presidenta enfatizou que o País adotou importes medidas de ajuste fiscal e se prepara para um novo salto de crescimento. “Os números [brasileiros] transmitem uma mensagem alta e clara para os investidores: há demanda por investimentos em infraestrutura no Brasil”, afirmou.

Citou, como exemplo, a produção de grãos, que cresceu 129,8% de 2000 para 2014. “Temos que atender a toda a expansão dessa produção, que ocorreu nos últimos anos, e aquela acumulada no passado. Portanto, esse crescimento de 128% significa demanda por transporte de pessoas, mas, sobretudo, por transporte de cargas saindo para a região Norte do Brasil, por meio do rio Amazonas e chegando ao Canal do Panamá ou diretamente, aqui, aos Estados Unidos ou à Europa. E pelo Canal do Panamá para Ásia.”

No mesmo período, acrescentou, a frota de veículos no Brasil cresceu 184,6%. O que revela a forte pressão sobre as rodovias nacionais. “Se você aliviar as rodovias, ampliando as ferrovias, diminui a pressão. Com mais carros, oportunidades de negócios e investimento que surgem no Brasil, especialmente na área de infraestrutura.”

Quanto à movimentação dos portos, o valor dobrou de 2000 para 2014, o que também implica em grandes oportunidades para investimentos privados. E nos aeroportos, o movimento de passageiros cresceu mais de 150% também no mesmo período. “Mais e mais pessoas, pela melhoria da renda, utilizam os aeroportos no Brasil e tem uma forte pressão sobre eles”, comentou a presidenta.

Todos esses números também representam uma mensagem alta e clara para o governo, acrescentou a presidenta. “Sobretudo no período de maior restrição fiscal, como atravessamos hoje, é preciso transformar a demanda potencial por melhor infraestrutura em projetos viáveis de investimento para o capital privado. É exatamente isso que nós procuramos fazer. Essa viagem, esse encontro fazem parte desse processo”.

Ela disse que os detalhes dessa iniciativa foram exatamente o objeto de apresentação e discussão realizados na manhã desta segunda-feira. E que toda a equipe de ministros de presidentes de entidades governamentais permanecem à disposição nesta tarde, para esclarecer todas as dúvidas que ainda houver.

“Certamente, temos certeza que é possível ampliar muito mais a nossa cooperação. E isso significa a nossa cooperação tanto governo-governo, como com os empresários e entre os empresários”, disse a presidenta.

Dilma destacou também que faz parte da fase de construção das bases para um novo ciclo de expansão do crescimento a necessidade do aumento da produtividade, que permitirá a recuperação do crescimento sustentável da economia brasileira. “Com mais produtividade, os salários e os lucros vão poder crescer sem pressionar a inflação. Com mais produtividade, a nossa arrecadação pública, a arrecadação do governo também crescerá mais rapidamente sem aumento da carga tributária. Nós vamos crescer mais e ter melhores empregos. Daremos também continuidade às políticas de redução da desigualdade que tiraram da miséria milhões de brasileiros e que nos permitiram estar construindo um país de classe média com melhores serviços públicos.”

Obras realizadas
A presidenta também destacou que nos quatro anos de seu primeiro mandato foram concedidos mais quilômetros de rodovias e ferrovias do que nos 30 anos anteriores. “Na concessão de rodovias, em quatro anos concedemos mais de 5,3 mil km. Se compararmos com o que se realizou em cada um dos governos nos últimos 30 anos, o que nós conseguimos na concessão foi maior. A mesma coisa se pode dizer das ferrovias. Nós conseguimos m pouco mais de 1.180 km entre 2011 e 2014. E também foi mais que os governos no passado conseguiram, cada um em seu período”, disse.

Nos aeroportos, foram feitas seis concessões “e até então jamais havia sido concedido nenhum aeroporto à iniciativa privada. Em portos, a partir da aprovação da Lei dos Portos, autorizamos a construção ou a expansão de 40 terminais de uso privado. E prorrogamos três arrendamentos de terminais de uso público. Em apenas dois anos, nós viabilizamos a realização de R$ 11,5 bilhões”.

Quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 às 20:00

Dilma participa da cerimônia de posse de Evo Morales nesta quinta-feira em La Paz

A presidenta Dilma Rousseff participa nesta quinta-feira (22) em La Paz, na Bolívia, da cerimônia de posse do presidente reeleito Evo Morales. Para o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, a relação diplomática entre os dois países é importante para o Brasil, que participou ativamente do processo de redemocratização do país andino.

De acordo com Marco Aurélio Garcia, com os dois presidentes reeleitos há uma disposição ainda maior para novas frentes de cooperação. Foto: RafaB - Gabinete Digital/PR

De acordo com Marco Aurélio Garcia, com os dois presidentes reeleitos há uma disposição ainda maior para novas frentes de cooperação. Foto: RafaB – Gabinete Digital/PR

“A relação diplomática entre Brasil e Bolívia hoje é muito boa e de longa data. Nós tivemos uma presença muito forte em momentos de crise na Bolívia, fomos um fator de moderação e de resolução pacífica de conflitos que, em determinados momentos, poderiam ter gerado uma guerra civil no país. Ajudamos nesse processo de fortalecimento democrático do país. Esse ciclo de democracia política se combina também com uma transformação econômica e social muito importante do país”, afirmou.

Marco Aurélio destacou que a Bolívia é um dos poucos países que possuem superávit comercial com o Brasil, em função da grande quantidade de gás boliviano importado.

“As relações econômicas entre Brasil e Bolívia são muito grandes porque a Bolívia talvez seja um dos poucos países que tem superávit comercial com o Brasil, em função do grande volume de exportação de gás que eles realizam para nós. Nós temos honrado o compromisso do gasoduto de uma forma muito grande. E a Bolívia também é um importador de produtos brasileiros”, disse Garcia.

O assessor disse ainda que, com os dois presidentes reeleitos e em início de governo, há uma disposição ainda maior para novas frentes de cooperação entre os dois países.

“Agora, com os dois renovados, há uma disposição de desenvolver uma política no âmbito energético e em outros âmbitos muito grandes. E nós temos também com a Bolívia uma cooperação muito grande na questão da repressão ao narcotráfico”, sinalizou.

Sábado, 17 de janeiro de 2015 às 19:45

Mauro Vieira afirma que execução de brasileiro gera sombra na relação entre Brasil e Indonésia

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se pronunciou sobre a execução do brasileiro, Marco Archer, neste sábado (17), na Indonésia. Em coletiva concedida à imprensa, o ministro Mauro Vieira destacou que a execução do brasileiro gerou uma sombra na relação bilateral entre os dois países.

"Chamar o embaixador para consultas é uma decisão que expressa uma gravidade e um momento de tensão", declarou o ministro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Chamar o embaixador para consultas é uma decisão que expressa uma gravidade e um momento de tensão”, declarou o ministro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A execução do brasileiro cria uma sombra de dúvida, uma animosidade, uma dificuldade na relação bilateral. O Brasil tem princípios que lhes são caros e nós fizemos um apelo de comutação da pena porque nos parecia que, respeitando, evidentemente, o ordenamento jurídico indonésio, acreditávamos que a clemência e a cumutação da pena seriam as medidas esperadas”, afirmou o ministro.

Mauro Vieira anunciou também que uma nota de repúdio formal foi entregue ao embaixador da Indonésia no Brasil. Além disso, o embaixador brasileiro na Indonésia foi chamado para consulta.

“Chamar o embaixador para consultas é uma decisão que expressa uma gravidade e um momento de tensão, de dificuldade na relação. O embaixador já recebeu a instrução e está viajando nas próximas horas para o Brasil”, explicou.

O ministro ainda afirmou que o Brasil usou todas as medidas possíveis para viabilizar a clemência do réu, que infelizmente foram negadas. Archer foi condenado à morte por tráfico de drogas por ter sido apreendido com 13 quilos de cocaína no País asiático, em 2004.

Em nota divulgada neste sábado (17), a presidenta Dilma Rousseff também lamentou a execução do brasileiro e dirigiu uma mensagem de conforto à família de Archer. Para a presidenta, a pena de morte é um instituto que não só fere o preceito constitucional do Brasil, como que é também contrário à índole e aos valores morais do povo brasileiro.

Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 às 13:50

Governo fez todos os esforços para salvar brasileiro na Indonésia, diz Marco Aurélio Garcia

Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 às 13:41

Governo fez todos os esforços para salvar brasileiro na Indonésia, diz Marco Aurélio Garcia

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, falou ao Blog do Planalto nesta sexta-feira (16) sobre o telefonema da presidenta Dilma Rousseff ao presidente da Indonésia, Joko Widodo. Na conversa, Dilma fez um apelo pessoal em favor dos cidadãos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenados à morte pela Justiça indonésia.

“Poderia perfeitamente ser resolvido de outra forma”, afirmou o assessor. Foto: RafaB – Gabinete Digital/PR

“Poderia perfeitamente ser resolvido de outra forma”, afirmou o assessor. Foto: RafaB – Gabinete Digital/PR

Para Marco Aurélio, o Brasil fez todos os esforços para salvar os brasileiros, respeitando a soberania da Indonésia. Porém o resultado foi “extremamente frustrante”, podendo criar uma dificuldade no relacionamento entre os dois países.

Nós fizemos um movimento muito forte há cerca de dez dias quando se evidenciou que era iminente a execução de um dos presos. Para nós foi extremamente frustrante porque o presidente Widodo persistiu na posição de levar adiante a execução do Marco Archer. Então evidentemente isso vai criar uma dificuldade grande no relacionamento entre Indonésia e o Brasil porque nos parece que, respeitando a legislação daquele país, de qualquer maneira está se utilizando uma pena extremamente pesada para um crime, grave, mas que poderia perfeitamente ser resolvido de outra forma”, afirmou o assessor.

Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 às 12:41

Dilma apela ao presidente da Indonésia pelos dois brasileiros condenados à morte

Nota Oficial

A presidenta Dilma Rousseff telefonou na manhã desta sexta-feira (16) ao presidente da Indonésia, Joko Widodo, para transmitir apelo pessoal em favor dos cidadãos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenados à morte pela Justiça da Indonésia e na iminência de serem executados.

De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República, Dilma ressaltou ter consciência da gravidade dos crimes cometidos pelos brasileiros e que respeita a soberania da Indonésia, mas que fazia o apelo como Chefe de Estado, como mãe, por razões humanitárias e expressando o sentimento da sociedade brasileira.

Apesar do apelo, o presidente Widodo disse que não poderia comutar a sentença de Marco Archer, pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e que foi garantido o devido processo legal aos brasileiros.

Leia a nota na íntegra:

A Presidenta Dilma Rousseff falou ao telefone, na manhã de hoje, 16 de janeiro, com Presidente da Indonésia, Joko Widodo, para transmitir apelo pessoal em favor dos cidadãos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenados à morte pela Justiça da Indonésia e na iminência de serem executados.

A Presidenta ressaltou ter consciência da gravidade dos crimes cometidos pelos brasileiros. Disse respeitar a soberania da Indonésia e do seu sistema judiciário, mas como Chefe de Estado e como mãe, fazia esse apelo por razões eminentemente humanitárias. A Presidenta recordou que o ordenamento jurídico brasileiro não comporta a pena de morte e que seu enfático apelo pessoal expressava o sentimento da sociedade brasileira.

O Presidente Widodo disse compreender a preocupação da Presidenta com os dois cidadãos brasileiros, mas ressalvou que não poderia comutar a sentença de Marco Archer, pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal.

A Presidenta Dilma reiterou lamentar profundamente a decisão do Presidente Widodo de levar adiante a execução do brasileiro Marcos Archer, que vai gerar comoção no Brasil e terá repercussão negativa para a relação bilateral.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 às 21:34

Grupo Celac-China decide ampliar investimentos mútuos a US$ 250 bilhões em dez anos

Com informações do MRE

Representantes da China e dos países da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), aprovaram três documentos principais durante a primeira reunião do foro, realizada na última semana, em Pequim. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (12), pelo Itamaraty, o principal documento aprovado foi o Plano de Cooperação 2015-2019, que abrange uma ampla gama de iniciativas.

Representantes da China e da Celac aprovaram o Plano de Cooperação 2015-2019. Foto: divulgação Itamaraty

Representantes da China e da Celac aprovaram o Plano de Cooperação 2015-2019. Foto: divulgação Itamaraty

Pelo plano, os signatários do acordo se comprometeram a ampliar o comércio e os futuros investimentos entre a China e os países da Celac, de forma equilibrada e benéfica para os dois lados. A meta prevista para o comércio é de US$ 500 bilhões e os investimentos recíprocos devem alcançar US$ 250 bilhões em dez anos, com ênfase especial em alta tecnologia e produção de bens de valor agregado (produtos industrializados).

O foro também decidiu aumentar a troca de visitas, encontros e foros multilaterais entre os líderes da China e da Celac e seus estados-membros, além de aumentar o diálogo e os mecanismos de consulta entre os dois lados. A meta é a plena utilização do fórum como plataforma.

Intercâmbio
Os países do foro consideram a possibilidade de realizar intercâmbios entre partidos políticos, governos locais e jovens chineses e latino-americanos. Nesse sentido, a China irá convidar 1.000 líderes políticos dos países da Celac para visita aquele país nos próximos cinco anos. A China oferecerá aos países da Celac mais de 10 mil bolsas de estudo em diversas categorias no período de quatro anos.

Deve ser realizado, no devido prazo, o Fórum China-América Latina e Caribe Prefeitos de Capitais e o Fórum de Cooperação China-América Latina e Caribe Governos Locais. A China manterá o Fórum China-América Latina e Caribe Jovens Líderes Políticos.

Fortalecimento das relações
O Foro Celac-China é o primeiro mecanismo de interlocução externa formalizado pela Celac com um país em desenvolvimento. Segundo o Itamaraty, o papel da Celac será gradualmente fortalecido, como mecanismo representativo da região, que veicula consensos regionais construídos com base nos interesses nacionais de seus Estados-membros.

Para o chanceler chinês, Wang Yi, a I Reunião Ministerial do Foro Celac-China abre uma nova janela para as relações entre os países envolvidos. Para ele, desde a entrada do novo século, a China e as nações da América Latina vêm seguindo estreitamente a tendência de desenvolvimento conjunto, reforçando de forma constante os intercâmbios político, econômico-comercial e cultural.

Essa cooperação resultou em inúmeros êxitos nos domínios de recursos e energia, infraestrutura, finanças, agricultura e manufatura e tecnologia de ponta. Agora, acrescentou em artigo na imprensa local, a reunião ministerial materializa a cooperação integral entre China e Celac.

“Para mim é motivo de especial satisfação que minha primeira participação em um encontro multilateral como chanceler do Brasil se dê em uma reunião que congrega todos os países da América Latina e Caribe, com os quais compartilhamos história, cultura, desafios, bem como diversas oportunidades de cooperação, e a China, principal parceiro comercial do Brasil, importante parceiro estratégico”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

“Inauguramos um mecanismo com potencial para conceber e implementar novas iniciativas que reforcem e diversifiquem o relacionamento sino-latino-americano e caribenho. Lançamos, hoje, uma parceria duradoura, equilibrada e plena de possibilidades”, acrescentou.

O tema do foro foi Nova Plataforma, Novo Ponto de Partida, Nova Oportunidade. O grupo China-Celac foi criado em 2011 e é composto por 34 países, correspondendo a 21% do PIB, 26% da população e 19% do território mundiais. O foro foi lançado durante a Cúpula de Brasília que reuniu líderes da China e de países da América Latina e Caribe. A ideia da reunião entre os chanceleres foi proposta pela China, durante a Cúpula de Brasília de Líderes do país e da Celac em Brasília, em julho de 2014, como forma de incrementar sua aproximação e investimentos na região.

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