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Sexta-feira, 14 de novembro de 2014 às 12:00

Negra e moradora da periferia, estudante de Direito do Mackenzie quebra paradigmas

Brasilidade_Tamires_Gomes_Sampaio

Domingo, 9 de novembro de 2014 às 22:06

Presidenta Dilma destaca organização e trabalho dos colaboradores durante Enem 2014

Twitter

A presidenta Dilma Rousseff agradeceu neste domingo (9), em seu perfil no Twitter, os colaboradores que trabalharam durante a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizadas nestes sábado (8) e domingo (9). Foram 917 mil colaboradores trabalhando em 1.752 municípios. Para Dilma, o Enem é um modelo modelo de acesso ao ensino superior.

“Os 8,7 milhões de candidatas e candidatos tiveram condições para realizar suas provas com tranquilidade e buscar seu sonho na universidade”, afirmou a presidenta, que também destacou o sucesso na organização das provas.

Em 2014, por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), o Enem abriu 170 mil vagas em 115 instituições públicas de ensino superior. Em 2015, segundo a presidenta, serão mais vagas e mais cursos.

Dilma lembrou que a nota do Enem é usada também para entrar no Programa Universidade para Todos (ProUni), obter o Financiamento Estudantil (Fies) e acessar o Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), além de credenciar para o Ciência sem Fronteiras.

Terça-feira, 4 de novembro de 2014 às 19:39

Bolsistas do ProUni possuem as melhores notas médias do Enade, aponta estudo

Alunos de faculdades particulares com bolsas integrais do Programa Universidade Para Todos (ProUni) possuem as maiores notas gerais médias do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), revela estudo da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior (Abraes). Os resultados dos prounistas são superiores à média nacional e dos alunos de faculdades públicas.

A pesquisa mostra que quem recebe o benefício tem média de acertos de 49,35 na avaliação do governo federal com concluintes do ensino superior, enquanto a nota dos alunos de ensino público é de 47,87. A média geral ficou em 43,19. O estudo da Abraes cruzou a nota média dos estudantes com dados socioeconômicos.

Apesar das condições menos favoráveis, dentro da estrutura de seleção e de incentivos do programa, o bolsista do ProUni na rede privada compensa sua desvantagem com base no esforço individual, se dedicando ao programa e obtendo resultado acima da média.

Joceline Gomes, 26 anos, é aluna da primeira turma do programa, em 2005, e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Brasília. Para ela, a bolsa integral foi determinante para uma maior dedicação durante o curso. “Eu acredito que toda pessoa que entra com qualquer tipo de ação afirmativa para cursar uma faculdade quer provar que ela merece estar ali. Eu estava na faculdade e ia honrar a vaga que eu conquistei. Dei o meu melhor e tirei as melhores notas. Foi assim do início ao fim do curso. Tanto que, no último semestre, eu tinha o maior índice de todos os turnos do curso de Comunicação Social da universidade. Eles me presentearam com uma viagem”, afirma Joceline.

Os alunos ProUni aparecem numa proporção três vezes menor do que a média no grupo das piores notas, e duas vezes maior do que a média no grupo das melhores notas. Além disso, o levantamento também mostrou que o número de horas de estudo dedicadas fora de sala de aula dos bolsistas é superior ao das escolas públicas.

Sexta-feira, 31 de outubro de 2014 às 10:10

Prouni foi determinante para que eu fizesse o curso superior, afirma ex-bolsista negra

Sexta-feira, 31 de outubro de 2014 às 10:00

“Prouni foi determinante para que eu fizesse o curso superior”, afirma ex-bolsista negra

Segundo dados do Ministério da Educação, dentre os estudantes contemplados em 2014 pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), mais da metade são negros. No primeiro ano do programa, 2005, apenas 37,2% dos estudantes eram negros. Hoje, são 56,48%. Em números absolutos, a quantidade de alunos negros passou de 35.568, há 10 anos, para 125.566 atualmente, um aumento de 353%.

Joceline Gomes, 26 anos, é aluna da primeira turma do programa, em 2005. Para ela, sua vida mudou ao conquistar uma bolsa integral no curso de Jornalismo da Universidade Católica de Brasília (DF). “Minha família era de classe média baixa, a gente não tinha acesso a nada. Quando entrei na universidade e vi que eu realmente podia estar lá, que aquela vaga realmente era minha, que eu tinha uma bolsa integral que ia me permitir cursar uma faculdade, foi a oportunidade da minha vida. Isso me transformou no que sou hoje. O programa foi determinante para que eu fizesse o curso superior”, afirma a jovem negra, moradora de Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.

A ex-bolsista se formou em 2008 e hoje trabalha na sua área de formação. Segundo levantamento da Seppir, 85% dos alunos formados pelo programa possuem emprego, sendo que 65% trabalham com carteira assinada. A maioria desses estudantes trabalha na área em que se formaram. Para a jovem, a melhoria de vida não veio somente para ela. “Eu fui a primeira a entrar na faculdade de toda a minha família. Isso já vai encorajando outras pessoas da família. Então você vai puxando toda uma geração de pessoas e vai influenciando. Primeiro dentro da sua família, depois com seus amigos, e vai aumentando esse círculo”, assegura.

Quinta-feira, 30 de outubro de 2014 às 17:36

Enem tem novo recorde no número de inscritos

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) registrou novo recorde no número de participantes. Em 2014, 8,7 milhões de estudantes se inscreveram, o que representa um aumento de 21,6% de em relação ao ano anterior. Desde 2009, ano em que foi reformulado e passou a ser utilizado também como mecanismo de seleção para ingresso no ensino superior, o número de participantes mais que dobrou. Naquele ano, foram 4,1 milhões de inscritos.

Inscritos_Enem_1998_2014

A região Norte foi a que teve maior aumento no número de inscritos, 27,36%, atingindo total de 950.245 participantes. Em seguida veio Centro-Oeste, com aumento de 24,49%, 772.658 participantes; e Nordeste, com 22,01% de aumento, 2.877.673 participantes.

O estado que mais cresceu em número de inscritos foi o Amapá. O crescimento foi de 48,64%, alcançando o total de 62.304 participantes. O segundo maior crescimento foi alcançado no Distrito Federal, 40,20% com total de 160.910 participantes; o terceiro, Goiás, com 37,25% e total de 268.856 participantes.

Mais de 70% são isentos da taxa de inscrição
Uma análise do perfil quanto a pagamento/isenção, revela que 57,17% (4,9 milhões) dos participantes neste ano são estudantes isentos da taxa de inscrição por motivo de carência comprovada. Outros 16,33% (1,4 milhão) receberam a isenção por terem cursado o ensino médio em escola pública. Os demais 26,48% (2,3 milhões) são pagantes.

Enem_graficos_inscricoes_maisnegros_maiscarentes

Os estudantes que se autodeclararam negros são a maioria dos inscritos, cerca de 5 milhões, parcela de 57,91% do total. Os que se autodeclaram brancos são quase 3,3 milhões, parcela de 37,70% do total.

Na análise por gênero, estudantes do sexo feminino são a maioria, 5 milhões, o que representa 58,11% do total de inscritos. Os do sexo masculino são 3,6 milhões, participação de 41,88%.

Participação abre portas
O Enem foi criado em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da educação básica e, a partir disso, contribuir para a melhoria da qualidade do ensino.

Com a reformulação em 2009, o exame passou a contribuir ainda mais para a democratização das oportunidades de acesso às vagas oferecidas por Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas. Hoje, o Enem é requisito para seleção de alunos em 115 universidades federais, estaduais e institutos de tecnologia por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

A nota do candidato participante também abre portas para outros programas do governo federal, como o ProUni, que oferece bolsas de estudo parciais e integrais em IFES privadas. Uma boa média final pode garantir o acesso ao programa Ciência sem Fronteiras.

Além disso, o exame é pré-requisito para firmar contratos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Também serve como certificação de conclusão do Ensino Médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Confira o balanço

Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 às 11:16

Maioria dos beneficiados com bolsas de estudo do governo é negra

Sexta-feira, 17 de outubro de 2014 às 15:32

Ação afirmativa: mais da metade dos alunos do programa federal de bolsas são negros

Segundo dados do Ministério da Educação, dentre os estudantes contemplados em 2014 pelo programa do governo federal que concede bolsas de estudo de ensino superior, mais da metade são negros. No primeiro ano do programa, 2005, apenas 37,2% dos estudantes eram negros. Hoje, são 56,48%. Em números absolutos, a quantidade de alunos negros passou de 35.568, há 10 anos, para 125.566 atualmente, um aumento de 353%.

Para a diretora de Programas de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), Mônica de Oliveira, o aumento se deve a dois fatores. “Com o passar do tempo, se ampliam a divulgação e o grau de informação da população. Esse é um elemento. E outra questão fundamental é que a população negra passa a reconhecer que essas políticas estão dirigidas a ela prioritariamente. Isso é uma mudança de como a população negra se enxerga no universo das políticas públicas”.

Mônica acrescenta ainda que o programa é um fator de mudança na vida dos alunos. É o caso de Joceline Gomes, 26 anos, aluna da primeira turma do programa, em 2005. Ela conquistou uma bolsa integral no curso de Jornalismo da Universidade Católica de Brasília (DF). “Minha família era de classe média baixa, a gente não tinha acesso a nada. Quando entrei na universidade e vi que eu realmente podia estar lá, que aquela vaga realmente era minha, que eu tinha uma bolsa integral que ia me permitir cursar uma faculdade, foi a oportunidade da minha vida. Isso me transformou no que sou hoje. O programa foi determinante para que eu fizesse o curso superior”, afirma a jovem negra, moradora de Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.

Joceline se formou em 2008 e hoje trabalha na sua área de formação. Segundo levantamento da Seppir, 85% dos alunos formados pelo programa possuem emprego, sendo que 65% trabalham com carteira assinada. A maioria desses estudantes trabalha na área em que se formaram. Para a jovem, a melhoria de vida não veio somente para ela. “Eu fui a primeira a entrar na faculdade de toda a minha família. Isso já vai encorajando outras pessoas da família. Então você vai puxando toda uma geração de pessoas e vai influenciando. Primeiro dentro da sua família, depois com seus amigos, e vai aumentando esse círculo”, assegura.

Programa
O programa concede bolsas de estudo integrais e parciais (50%) em instituições privadas de ensino superior, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, a estudantes brasileiros, sem diploma de nível superior. Para concorrer às bolsas integrais, o candidato deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais, essa renda deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

São reservadas bolsas a pessoas com deficiência e aos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos. O percentual de bolsas destinadas aos cotistas é igual àquele de cidadãos pretos, pardos e indígenas, em cada estado, segundo o último censo do IBGE. Vale lembrar que o candidato cotista também deve se enquadrar nos demais critérios de seleção do programa.

Desde a sua criação, em 2005, o programa concedeu mais de 1,6 milhão de bolsas de estudo.

Segunda-feira, 13 de outubro de 2014 às 17:57

Fiscalização em cursos com deficiência reduz número de diplomas em saúde e educação

Tão importante quanto a expansão do número de matrículas no ensino superior é a qualidade dos cursos. O governo federal tem trabalhado, permanentemente, em ações de regulação e supervisão em cursos, sobretudo naqueles com deficiências.

As flutuações ocorridas de um ano para outro, especificamente, de 2012 para 2013, sejam no total de concluintes, ou de formados por área, são reflexo direto da supervisão de instituições de ensino superior pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), do Ministério da Educação (MEC).

Na queda verificada em 2013, 97% está concentrada em 14 instituições de ensino superior entre mais de 2,4 mil existentes no País. Das 14, a maioria passou por processo de supervisão, resultando em suspensão, redução de vagas ou descredenciamento. E essas ações impactaram nos cursos da área de saúde e, em maior grau, naqueles da área de educação, principalmente na modalidade a distância.

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Outras questões pontuais também tiveram impacto nos números de 2013, como migrações de estudantes de um curso para outro dentro da mesma instituição, ou mesmo entre instituições, o que hoje ocorre com mais frequência devido às oportunidades que o jovem tem, por meio do Sisu, do Prouni e do Fies.

Além disso, qualquer análise da evolução do número de concluintes do ensino superior brasileiro deve considerar a tendência histórica observada em séries de longo prazo. Em 2003, este número nas Instituições de Ensino Superior (IES) do País era 554.230, e, em 2013, o Brasil alcançou a marca de 994.812 – um aumento de 79,5%.

Fiscalização
Em 2011, o MEC criou a Seres. Dentre suas principais atribuições estão regulação e supervisão de IES, públicas e privadas, pertencentes ao Sistema Federal de Educação Superior; e cursos superiores de graduação do tipo bacharelado, licenciatura e tecnológico, e de pós-graduação lato sensu, todos na modalidade presencial ou a distância.

Sábado, 13 de setembro de 2014 às 11:03

Ministro diz que 48% dos contratos do Fies atendem a estudantes pretos e pardos

O ministro da Educação, Henrique Paim, disse na quarta-feira (10) que 83% dos estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm renda familiar per capita média de até um salário mínimo e meio, ao falar na abertura do 1º Seminário de Avaliação da Lei de Cotas. Ele ressaltou ainda que 48% dos contratos de financiamento são com pessoas pretas ou pardas.

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O seminário reuniu representantes de diversas instituições para discutir a política de cotas e os aperfeiçoamentos que podem ser feitos no acesso à educação superior por parte de alunos de escolas públicas, negros e indígenas. A Lei de Cotas define, entre outras coisas, o preenchimento de 50% das vagas em universidades federais por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, atendendo no mínimo à proporção de pretos, pardos e indígenas da população local. Além disso, metade deve ser reservada para aqueles com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo.

Segundo Paim, 37% das vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foram destinados a cotas e todas as universidades federais já atingiram o mínimo previsto em lei, de 25% das vagas destinadas a cotas. Ele disse ainda que 52% dos estudantes do Programa Universidade para Todos (ProUni) são negros (pretos ou pardos).

Para o ministro, quando se fala em redução das desigualdades educacionais, não significa atendimento diferenciado, mas a garantia de que o estudante tenha acesso nas mesmas condições daqueles que não têm registro de desigualdade. “As políticas afirmativas na área educacional são a verdadeira redenção que nós podemos ter, porque é a partir da educação que vamos garantir a perenidade na recuperação da história brasileira, que passou por séculos de escravidão”, disse Paim.

A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, disse que é importante definir uma metodologia de monitoramento da Lei de Cotas que permita medir o efeito que a lei tem provocado na democratização do acesso à educação superior no Brasil.

Segundo ela, o País passa hoje por processos de transição demográfica e de sistema produtivo baseados principalmente no aumento da escolaridade da classe trabalhadora e nos investimentos em inovações tecnológicas feita pelas empresas. “Isso significa um desafio para o conjunto da sociedade e para a população negra, especificamente. As mudanças provocadas nesses últimos anos foram significativas, mas ainda insuficientes para eliminar as profundas desigualdades raciais, que são um núcleo duro das desigualdades que marcam a sociedade brasileira”, disse a ministra.

Para Luiza Bairros, as ações afirmativas vão acelerar o processo de inclusão. “Se é verdadeiro, como dizem os demógrafos, que esse processo de mudança no perfil da população pode acabar nos próximos oito ou dez anos, podemos aproveitar esse período de oportunidade para inclusão, que não é exclusivo para negros, mas para todos os setores da sociedade que ficaram de fora dos benefícios dos processos de desenvolvimento pelos quais o país passou”.

Fonte: EBC.

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