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Segunda-feira, 6 de abril de 2015 às 16:12

Ajuste fiscal vai preservar educação, garante presidenta Dilma

 A presidenta Dilma Rousseff garantiu, ao dar posse ao ministro Renato Janine, que a “necessidade imperiosa” de promover ajustes na economia, reduzindo despesas do governo, não afetará os programas essenciais e estruturantes do Ministério da Educação.

“Permanecemos comprometidos com a meta de universalização do acesso das crianças de quatro e cinco anos à educação até 2016, conforme assinamos no Plano Nacional de Educação (PNE). Eu garanto às brasileiras e aos brasileiros […] que vamos continuar ampliando a oferta de ensino em tempo, integral, sobretudo na áreas onde há maior fragilidade e incidência de violência”, afirmou a presidenta.

A presidenta destacou que a segunda etapa do Pronatec vai além da inclusão e da expansão e pretende dar ênfase ao jovem aprendiz. Além disso, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terá continuidade, com ganhos de qualidade e mais controle pelo Estado. “Todos os contratos existentes até 2014 estão sendo renovados e já abrimos vagas para mais de  210 mil estudantes. Se somarmos os novos contratos do Fies, as novas bolsas do Prouni, e os aprovados no Sisu, apenas nos primeiros três meses de 2015, proporcionamos o acesso a 628 mil brasileiros ao ensino superior”.

A presidenta enfatizou também que não haverá recuo na política de garantir acesso ao ensino superior para os jovens e as jovens brasileiras. “O Ciência sem Fronteiras, a mesma coisa, continuará levando jovens a estudar nas melhores universidades do mundo”, disse.

“Para nós, a educação sempre teve uma função, uma dupla função. Primeiro, moldar uma nação democrática e soberana, apoiada na disseminação do conhecimento, consolidando, através da educação, um imenso esforço de garantir às jovens e aos jovens do País que, através da educação, toda política de ascensão social esteja enraizada e seja sustentável. Além disso, preparar o País para o seu grande desafio de fundar o crescimento na inovação tecnológica e, assim, adentrar na economia do conhecimento”, observou.

Segunda-feira, 6 de abril de 2015 às 14:11

Pré-sal já garante hoje recursos para revolução que Brasil fará na educação, afirma Dilma

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Presidenta Dilma: “Renato Janine Ribeiro é uma feliz novidade. Um ministro educador para uma Pátria Educadora”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (6), ao dar posse ao novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, que o que está em disputa hoje no Brasil é a forma de exploração do patrimônio do pré-sal, que representa centenas de bilhões de reais do Estado brasileiro e que já estão assegurados para a Educação e para a Saúde do País. Ela disse estar convencida de que, como uma Pátria Educadora, o Brasil dará o salto imprescindível para se tornar, finalmente, uma nação desenvolvida e, ao mesmo tempo, justa com seu povo.

“Os recursos dos royalties e do Fundo Social do pré-sal vão viabilizar uma verdadeira revolução na educação brasileira, que se realizará nas próximas décadas, mas que vai começar, progressivamente, a partir de agora”, disse ela. “Nós não podemos nos iludir. O que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio e quem fica com a maior parte”, afirmou.

E quem, acrescentou a presidenta, poderia ser a pessoa mais indicada para comandar toda essa transformação, neste momento, do que um professor? “Por isso, para consolidar a construção do desafio de uma Pátria Educadora, uma pátria que educa suas crianças e seus jovens, eu convidei um professor, um pensador e um apaixonado pela educação, que é Roberto Janine Ribeiro”, disse a presidenta.

Segundo Dilma, o novo ministro é “uma feliz novidade”. E explicou que ele terá o grande desafio de construir o futuro do País na área educacional a partir de quatro eixos genéricos. O primeiro será um esforço ainda maior em direção ao que ela chamou de federalismo cooperativo, uma vez que União, estados e municípios dividem responsabilidades na área da educação.

Outro eixo é a mudança no paradigma curricular e pedagógico do ensino básico, para dar urgência e primazia às capacitações analíticas, “fazendo da interpretação e composição de texto e do raciocínio lógico o ponto de partida do processo de aprendizado”, disse Dilma. Isso será feito em consulta permanente com a sociedade – aí incluídos professores, alunos, pais – a fim de construir uma base curricular comum.

O terceiro eixo é dispor de diretores e professores bem qualificados, bem remunerados e estimulados. “No caso dos diretores, queremos aprimorar sua formação e incentivar as boas experiências de elevação de desempenho das escolas. No caso dos professores, também, além de ampliar as oportunidades de formação, vamos discutir com estados e municípios as diretrizes de uma carreira nacional”, detalhou a presidenta.

Finalmente, a meta contida no último eixo será estimular o uso de tecnologias e técnicas no processo de formação. “Não se trata de substituir o professor, mas de dar-lhe instrumentos que enriqueçam o processo pedagógico, ampliando a interação do ambiente escolar com o conjunto da sociedade e o uso e acesso a softwares que permitam que haja um salto de qualidade também”.

Conquistas e desafios
Dilma Rousseff lembrou que, nos últimos anos, o governo realizou muitos projetos e iniciativas importantes. “Fizemos muita coisa. Democratizamos o acesso ao ensino em todos os níveis, diminuímos as barreiras geográficas e de gênero, diminuímos as barreiras de classe social e etnia. Diminuímos, enfim, um conjunto de desigualdades e distribuições desiguais da educação pelo Brasil”.

Agora, enfatizou, o governo prossegue na criação de uma escola, e sobretudo de uma universidade, com o jeito, o rosto e as cores do povo brasileiro. “Nunca tivemos tanta diversidade em nossos bancos escolares e universitários”, disse. O Plano Nacional de Educação (PNE), que sancionei no ano passado, estabelece um cronograma de investimentos para a próxima década [com recursos dos royalties do pré-sal].”

A presidenta lembrou ainda que feito um grande esforço na educação nos últimos anos, desde o início do governo do presidente Lula até agora. “E eu falo sobretudo do período do meu governo. Garantimos recursos para a construção de 6.185 creches e para adoção do ensino em tempo integral em 61 mil escolas”.

Ao mesmo tempo, com o Pronatec, disse, mais de oito milhões de jovens e trabalhadores, homens e mulheres, adultos, enfim, pessoas de todas as idades, tiveram acesso a cursos de formação profissional e formação de uma competência, no sentido de se incluir melhor no mundo do trabalho.

“Agora, o nosso desafio são mais 12 milhões que devem ser matriculados ao longo dos próximos quatro anos. No meu primeiro mandato, implantamos 208 campi de Institutos Federais de Educação. E levamos, o que é muito importante, para o interior do Brasil, para o Norte e o Nordeste, um conjunto de campi que, junto com toda iniciativa realizada no governo do presidente Lula, permitiu a maior interiorização e diversificação regional da nossa universidade”, acrescentou.

 

Confira a íntegra

Terça-feira, 24 de março de 2015 às 15:32

Governo vai analisar contratos para impedir abusos no Fies

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (24), no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou que o governo identificou abusos no reajuste das mensalidades repassadas aos estudantes inseridos no Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo Mercadante, o governo vai analisar “contrato por contrato” para impedir que o aluno pague um valor excessivo ao fim do financiamento.

Mercadante afirmou que o governo vai analisar os contratos para impedir mais abusos. Foto: Ichiro Guerra/PR.

Mercadante afirmou que o governo vai analisar os contratos para impedir mais abusos. Foto: Ichiro Guerra/PR.

“É responsabilidade do Estado defender o consumidor, defender o estudante, e buscar um bom entendimento em relação a essa questão. Por isso que hoje a renovação do contrato possui limite de aumento do financiamento, que é a inflação acumulada no ano. O que está acima disso vai ter que ser rediscutido”, pontuou o ministro.

Para isso, o governo aplicou medidas existentes em outros programas educacionais, como nota mínima no ENEM, cadastro único de alunos e coordenação das matrículas pelo Ministério da Educação.

“A meritocracia que vai estabelecer o acesso ao FIES. O aluno tem que ter no mínimo 450 pontos no ENEM, e já é assim no ProUni.  Então os melhores alunos terão prioridade no financiamento. Há outros critérios, como renda, qualidade dos cursos, etc”, disse. Segundo Mercadante, 1,2 milhão de alunos já refizeram seu financiamento.

Segunda-feira, 16 de março de 2015 às 21:10

Governo terá critérios mínimos para o Fies e assumirá controle de matrículas

Antes as matrículas eram feitas diretamente com a instituição, agora elas vão ter de passar pelo governo", informou a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Antes as matrículas eram feitas diretamente com a instituição, agora elas vão ter de passar pelo governo”, informou a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidenta Dilma Rousseff esclareceu, nesta segunda-feira (16), que o governo federal mudou as regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que terá agora critérios mínimos de seleção. Além disso, o Executivo controlará a disponibilização de vagas. “O governo cometeu um erro no Fies. (…) Em vez de controlar as matrículas, quem controlava as matrículas era o setor privado. Este é um erro que detectamos. Voltamos atrás e estamos ajustando o programa”, reconheceu.

Em entrevista coletiva após cerimônia de sanção do Código do Processo Civil, a presidenta lembrou essa sistemática não foi aplicada no Prouni, nem no Enem ou em qualquer outro programa do governo. “E isso não é culpa do setor privado, fomos nós que fizemos”. E explicou que, antes, “as matrículas eram feitas diretamente com as instituições, agora terão de passar pelo governo”. Ela informou que o Fies saltou de 74 mil pra 731 mil matrículas.

Quanto aos critérios para a concessão do financiamento, Dilma afirmou que agora haverá padrões mínimos para isso. “Não aceitamos mais que uma pessoa que tirar zero em português tenha direito a bolsa. Vai ter de ter um mínimo. [Antes] podia ter 450 pontos e zero em português. Tem de olhar como será daqui para frente, mas está regularizado, todas as pessoas, todas as matrículas para trás, todas”, enfatizou Dilma.

Confira a íntegra

Terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 às 13:20

Presidenta Dilma inaugura em Campo Grande primeira Casa da Mulher Brasileira

Terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 às 13:13

Dilma: Estado atuará de forma unificada com tolerância zero à violência contra mulher

"Mato Grosso do Sul não será mais reconhecido como lugar de violência contra a mulher. Aqui vamos pegar o touro à unha", declarou a presidenta em Campo Grande. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Mato Grosso do Sul não será mais reconhecido como lugar de violência contra a mulher. Aqui vamos pegar o touro à unha”, declarou a presidenta em Campo Grande. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante inauguração nesta terça-feira (3), em Campo Grande (MS), Dilma Rousseff afirmou que a Casa da Mulher Brasileira viabiliza a ação conjunta de todos os órgãos do Estado em política de combate à violência contra a mulher. A cidade é a primeira das 27 capitais a instalar a Casa, um dos eixos do programa Mulher, Viver sem Violência.

“Nessas casas nós queremos viabilizar o ataque conjunto de todos os órgãos do estado brasileiro, de todos os órgãos da federação, das polícias, da Defensoria Pública, do Ministério Público, juntos atuando de forma unificada para garantir que, de fato, o Estado brasileiro, não importa que governo, tenha tolerância zero em relação a violência que se abate sobre a mulher. Eu tenho certeza que nós aqui vamos pegar o touro à unha, nós todas e todos os nosso companheiros, parceiros também. (…) É dever nosso, dever de todos nós, assegurar que a mulher viva sem medo, que tenha direito de construir a sua vida sem medo e sem ofensa.”

A instalação da primeira casa do País em Mato Grosso do Sul é emblemática, uma vez que o estado é o 2º com mais casos de estupro no Brasil: um a cada sete horas, estatística que leva em consideração apenas os casos registrados nas polícias. Campo Grande é a capital com a maior taxa de atendimentos registrados na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, segundo o Balanço Anual de 2014. A unidade da Casa da Mulher terá como missão demonstrar para todo o Brasil, com um exemplo de atendimento, acolhimento e apoio à mulher, que é possível mudar a cultura de violência de gênero.

Dilma lembrou também a efetividade de outras ações e programas do governo em mudar essa cultura. Ela citou o Ligue 180, instrumento que aproximou a mulher da denúncia; o fortalecimento do atendimento às mulheres nas fronteiras secas do País, com três centros de atendimento em funcionamento e outros sete a serem construídos este ano; e os ônibus que realizam atendimento à mulher. Além disso, Dilma ressaltou a importância das política que empoderam a mulher como indutor da transformação cultural.

“Nós temos ações que visam reforçar a autonomia da mulher. Eu quero destacar a primeira ação, o Bolsa Família – 93% da pessoas que recebem são mulheres, o que reforça a autonomia das mulheres, e que foi importante para empoderar as mulheres mais pobres do nosso país. O Minha Casa, Minha Vida – nós já entregamos em torno de 2 milhões de moradias, 1,15 milhão sendo construídas e nós vamos contratar mais 3 milhões de moradias até o final de 2018. No caso das famílias de mais baixa renda, que é a maioria, temos até agora 89% das moradias tendo as mulheres como proprietárias, porque o Minha Casa, Minha Vida tem o objetivo de reforçar a estrutura familiar.”

Dilma falou também da construção de 6 mil creches contratada em seu primeiro mandato em parceria com os municípios. “É também para a mulher porque ela precisa trabalhar e ter onde se sinta segura em deixar seus filhos, é um incentivo a possibilidade de trabalho”, disse. Ela relacionou ainda o Pronatec, em que 58% dos alunos são mulheres; do Prouni, em que as mulheres são 53% dos bolsistas; e do Fies, 59%. “Isso mostra que as mulheres estão fazendo por si. Elas não se conformam em ser vítimas da violência. Não estamos falando de mulheres passivas, de mulheres que se conformam, estamos falando de mulheres que lutam e se elas lutam, é dever do Estado garantir proteção a elas”, disse.

Lugar de superação
Na conclusão de seu discurso, a presidenta citou Manoel de Barros, e com liberdade poética disse que as paredes da primeira Casa da Mulher Brasileira representam para as mulheres superação e abertura para a liberdade.

“O poeta Manoel de Barros, sul-mato-grossense de residência, [disse] que a palavra parede não seja símbolo de obstáculos da liberdade. Hoje nós estamos vendo essas paredes. Eu tenho certeza que um poeta, ele tem a capacidade de revelar de uma forma emocional, uma forma que todo nós entendemos. E ele fez isso com muita argúcia: a parede pode ser um local de superação, um local de abertura para a liberdade. Que essa Casa da Mulher, que essa Casa da Mulher mato-grossense-do-sul seja uma casa onde nós vamos ter um dos instrumentos maiores de liberdade. Tolerância zero contra o agressor, tolerância zero contra a violência.”

Confira a íntegra

Segunda-feira, 26 de janeiro de 2015 às 8:30

Prouni abre inscrições com oferta recorde de bolsas para 2015

O Programa Universidade para Todos (Prouni) disponibiliza, de hoje (26) até quinta-feira (29), um total de 213.113 bolsas de estudo em universidades privadas de todo o País. O número representa a maior oferta de bolsas do Prouni desde que o programa foi criado, há dez anos. Além disso, o programa registra um aumento de 20% na oferta de vagas em relação a 2014.

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Para se inscrever, os estudantes remanescentes de escolas públicas ou bolsistas integrais da rede privada devem acessar a página do Prouni na internet. A divulgação dos resultados acontecerá em duas chamadas. A primeira delas no dia 2 de fevereiro e a segunda no dia 19 de fevereiro. Atualmente, o programa beneficia mais de 562 mil jovens brasileiros de baixa renda com bolsas integrais ou de 50% em universidades privadas de todo o Brasil.

Para fazer a inscrição, o candidato deve ter participado do Enem de 2014 e ter obtido uma nota mínima de 450 pontos na prova. Além disso, o estudante não pode ter tirado nota zero na redação. Para concorrer à bolsa integral, o candidato precisa comprovar renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa, enquanto para as bolsas parciais a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por cada integrante da família.

Segundo o diretor de Políticas e Programas de Graduação do Ministério da Educação, Dilvo Ristoff, o Prouni tem promovido a democratização do ensino superior brasileiro nos últimos anos, por meio da inserção de estudantes de baixa renda, negros e pardos. De acordo com o diretor, mesmo cursos altamente competitivos, como Medicina e Engenharia, possuem hoje um perfil muito mais coerente com a composição da sociedade brasileira.

De acordo com o MEC, as mulheres ocupam hoje 52% das vagas do Prouni, enquanto 48% dos beneficiados são do sexo masculino. Negros, pardos e indígenas representam 49,9% dos bolsistas, enquanto 46,6% se autodeclararam brancos, 1,8% de origem asiática e 1,8 % não informaram sua raça.

Para Dilvo Ristoff, o Prouni possui também três ingredientes fundamentais para o sucesso de uma política pública: é altamente inclusivo, possui baixo custo – no último ano, a renúncia fiscal concedida pelo Governo às universidades privadas ficou em torno de R$ 600 milhões – além de contribuir para a elevação da qualidade do ensino superior privado brasileiro.

O Programa
Segundo dados do Ministério da Educação, ao longo dos últimos 10 anos o Prouni concedeu 1,5 milhão de bolsas de estudos para estudantes carentes de todo o País. Nesse período, o programa formou mais de 430 mil profissionais em todas as áreas do conhecimento. O número equivale a quatro gerações de formandos de todas as universidades federais brasileiras, que formam cerca de 105 mil estudantes por ano.

Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 às 8:30

Prouni elevou nível de ensino das faculdades particulares brasileiras nos últimos dez anos

O Programa Universidade para Todos (Prouni) tem comprovado, nos últimos dez anos, que a educação tem o potencial de mudar a vida das pessoas. São exemplos de milhares de jovens de todo o País, com alto rendimento escolar, remanescentes da escola pública e que puderam, a partir dessa oportunidade, mudar sua própria realidade social e de suas famílias.

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Joceline Gomes (esquerda) e Francisco Amorin (direita) só ingressaram na Universidade graças ao Prouni. Dilvo Ristoff, do MEC, (centro) diz que se trata de uma “revolução em potencial” a democratização do acesso ao ensino superior no País. Fotos: Divulgação/Gabinete Digital – PR.

É o caso dos jornalistas Joceline Gomes, de 27 anos, e Francisco Amorin, 28, que fizeram parte da primeira turma do Prouni, de 2005, e que foram os primeiros integrantes de suas famílias a ingressar em uma universidade.

Para estimular histórias como essas, o Ministério da Educação disponibiliza 213.113 bolsas a partir de segunda-feira (26) até a próxima quinta (29). Esta é a maior oferta de bolsas para o Prouni desde que o programa foi criado, há dez anos. O número representa também aumento de 20% na oferta de vagas em relação a 2014.

Atualmente, o programa beneficia mais de 562 mil jovens brasileiros de baixa renda com bolsas integrais ou de 50% em universidades privadas de todo o País.

Segundo Joceline Gomes, sua vida mudou ao conquistar uma bolsa integral no curso de jornalismo na Universidade Católica de Brasília, uma das mais tradicionais do Distrito Federal.

“Quando eu estava saindo do ensino médio eu entrei na faculdade e eu entrei na faculdade por causa do Prouni. A minha família, nós éramos de classe média baixa, a gente não tinha acesso a nada. Foi depois que eu entrei na universidade que eu consegui meu primeiro emprego. Essa foi a oportunidade da minha vida, me transformou no que eu sou hoje. A vida da minha família mudou completamente por conta da existência do programa”, afirma a jovem negra, moradora de Taguatinga, região administrativa do DF, que obteve a maior média de desempenho acadêmico da faculdade de Comunicação durante todo o curso.

De acordo com o diretor de Políticas e Programas de Graduação do MEC, Dilvo Ristoff, o Prouni promoveu a democratização do acesso ao ensino superior no Brasil. Segundo ele, o programa se tornou uma alternativa entre um ensino público e gratuito, altamente competitivo, que apresentava poucas vagas à época, e o ensino superior privado e pago, ambos praticamente inacessíveis – há alguns anos – ao estudante carente, oriundo da escola pública.

Além disso, o diretor destaca que o Prouni elevou o nível de ensino das faculdades particulares brasileiras ao trazer os bons alunos das escolas públicas para o ensino superior privado. O diretor atribui os resultados à dedicação e ao esforço pessoal desses alunos.

“A oportunidade que é dada para essas pessoas faz com que elas levem isso muito a sério. Elas vêem o Prouni como a grande oportunidade que tiveram na vida e se agarram a isso para garantir o sucesso na sua trajetória profissional. Por traz de cada um desses números há uma história maravilhosa. É o filho de pais analfabetos, que teve a primeira oportunidade na vida de chegar à educação superior”, destaca.

É o que revela o estudo da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior (Abraes). Segundo a pesquisa, os resultados dos bolsistas do Prouni no Enade são superiores em seis pontos à média nacional e supera em dois pontos a média dos estudantes de universidades públicas.

Para o jornalista Francisco Amorin – filho de uma diarista, que cresceu no município de Águas Lindas, região no entorno do DF – sua entrada na Universidade tornou a ideia de cursar uma faculdade menos distante para os integrantes de sua família. “Ter alguém dentro da família que pôde cursar uma faculdade mudou essa perspectiva. O Prouni ampliou as possibilidades para o estudante de baixa renda e tornou o sonho de cursar uma faculdade algo mais próximo”, ressaltou.

O diretor Dilvo Ristoff explica que representa uma revolução em potencial quando cada pessoa de uma família ingressa pela primeira vez na universidade: “O pai ou a mãe que tem educação superior vai querer que seu filho também chegue à universidade. Existe uma grande revolução acontecendo hoje no Brasil, que democratizou o acesso ao ensino superior no País. Políticas como o Prouni, o Sisu, o Fies e a Lei de Cotas fizeram com que o campus brasileiro passasse a ter a cara do Brasil”, afirma.

O Programa
Segundo dados do Ministério da Educação, ao longo desses 10 anos o Prouni concedeu 1,5 milhão de bolsas de estudos para estudantes carentes de todo o País. Nesse período, o programa formou mais de 430 mil profissionais em todas as áreas do conhecimento. O número equivale a quatro gerações de formandos de todas as universidades federais brasileiras, que formam cerca de 105 mil estudantes por ano.

Sexta-feira, 2 de janeiro de 2015 às 18:20

Rossetto assume Secretaria-Geral defendendo justiça social e ampliação da participação popular

Sexta-feira, 2 de janeiro de 2015 às 18:10

Rossetto assume Secretaria-Geral defendendo justiça social e ampliação da participação popular

“Quando ouvimos a população, governamos melhor, acertamos mais e erramos menos", afirmou Rossetto ao assumir o cargo. Foto: Renan Carvalhais - Gabinete Digital/PR

“Quando ouvimos a população, governamos melhor, acertamos mais e erramos menos”, afirmou Rossetto ao assumir o cargo. Foto: Renan Carvalhais – Gabinete Digital/PR

O sociólogo Miguel Rossetto assumiu, na tarde desta sexta-feira (2), a Secretaria-Geral da Presidência da República defendendo avanços no projeto de justiça social desenvolvido pelo Governo Federal nos últimos anos, além do fortalecimento dos instrumentos de participação popular.

“Ao reeleger a presidenta Dilma, o povo brasileiro reafirmou um projeto político democrático, popular e voltado à justiça social. É nessa direção que pretendemos avançar para que os direitos sociais e políticos caminhem para a frente e façam com que a população mais pobre ocupe um lugar de protagonismo na definição dos destinos da sociedade brasileira”, afirmou Rossetto.

Em seu pronunciamento, em cerimônia de posse realizada no Palácio do Planalto, Rossetto destacou a necessidade de uma reforma política para o País que contribua para a valorização da democracia participativa. Ele ainda ressaltou a importância do governo trabalhar para criar oportunidades para os brasileiros. Segundo Rossetto, é fundamental que todos os cidadãos possam contribuir para o crescimento do País e compartilhar dessa riqueza.

Gilberto Carvalho, por sua vez em seu discurso de despedida, reafirmou que os governos da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula iniciaram um processo de mudança fundamental no estado brasileiro ao inverter a lógica de prioridades do governo a favor da redução das desigualdades sociais e dos processos de exclusão do Brasil. Nesse sentido, ele destacou projetos como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida, o Prouni e o Pronatec.

Perfil
O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, é sociólogo e um dos fundadores do PT e da CUT. Foi eleito deputado federal em 1994 e vice-governador do Rio Grande do Sul na gestão Olívio Dutra.

Em 2003, assumiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário, onde permaneceu até 2006. De 2008 a março de 2014 foi presidente da Petrobras Distribuidora. Em março do ano passado, retornou ao Ministério do Desenvolvimento Agrário onde permaneceu até setembro de 2014.

–> Saiba quem são os ministros do segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff

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