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Quinta-feira, 19 de novembro de 2015 às 16:11

‘Universidades começam a ter cores de nosso povo porque temos política de cotas, Prouni e Fies’

A inclusão de toda a população negra e a capacidade de garantir oportunidades iguais são uma questões essenciais para qualquer governo, declarou a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (19), em cerimônia alusiva ao Dia Nacional da Consciência Negra, que é comemorado em 20 de novembro. Ressaltando que, no último Censo, mais de 54% da população brasileira se declarou negra e descendente de negros, a presidenta elencou uma série de políticas públicas que têm sido desenvolvidas nos últimos anos e que têm contribuído para mudar a questão racial no País.

'Chegamos até aqui, mas asseguro a vocês que nesse meu mandato a igualdade de oportunidade de direitos, continuará sendo nossa diretriz', garantiu a presidenta.  Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

‘Chegamos até aqui, mas asseguro a vocês que nesse meu mandato a igualdade de oportunidade de direitos, continuará sendo nossa diretriz’, garantiu a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Se hoje as universidades brasileiras começam a ter as cores de nosso povo, é porque temos a política de cotas, e temos também o Prouni e temos o Fies. É fundamental lembrar que, no Brasil, a pobreza sempre teve uma cor predominante. Sempre teve como predominante a cor negra. Por isso, os impactos positivos do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, da formação técnica para a população negra são maiores”.

Dilma afirmou que tanto as cotas nas universidades e nos institutos federais de educação, como as cotas no serviço público federal, fazem parte de um processo que não pode parar.

“É o processo de inclusão de toda a população negra, garantindo que todos tenham acesso às oportunidades que levarão a definição ao longo da sua trajetória de vida a ter aquilo que têm capacidade de conquistar”, disse.

Dilma dirigiu uma saudação especial às mulheres negras presentes à cerimônia, destacando a importância da Marcha das Mulheres Negras, realizada na quarta-feira (18), em Brasília. O ato, segundo ela, mostrou a força das mulheres negras, “sua capacidade de luta, sua dignidade e toda sua cultura”.

Apesar dos avanços até então conquistados, a presidenta disse que muito mais tem que ser feito. “Chegamos até aqui, mas asseguro a vocês que nesse meu mandato a igualdade de oportunidade de direitos a todos brasileiros e brasileiras, e aqui marcadamente aos negros e negras do meu país, continuará sendo nossa diretriz”.

Dilma afirmou que, por causa dos séculos em que houve escravidão no País, é necessário ter a consciência de que é necessário privilegiar aqueles que “permaneceram por séculos apartados ou até desconsiderados na divisão dos frutos da riqueza e do desenvolvimento”. Isso, segundo a presidenta exige ações afirmativas e ações de resgate histórico.

Quilombolas
Dilma fez uma menção especial às comunidades quilombolas, pela sua importância em honrar o sonho da liberdade, e a história de lutas das negras e negros brasileiros. Durante a cerimônia, foram entregues títulos definitivos de reconhecimento de domínio e contratos de concessão de direito real de uso às comunidades Lagoa dos Campinhos, em Amparo do São Francisco e Telha (SE); Serra da Guia, em Poço Redondo (SE); Conceição das Crioulas, em Salgueiro (PE); São José da Serra, em Valença (RJ); Cafundó, em Salto de Pirapora (SP); São Pedro, em Ibiraçu (ES); e Kalunga, nos municípios de Cavalcante, Teresinha de Goiás e Monte Alegre (GO).

“Alegra-me assinar os decretos de desapropriações de terra em favor das comunidades quilombolas, concluir o processo de legalização dessas terras. Com todos esses processos, mais famílias passarão a contar com a segurança de ter terra para viver, terra para produzir, terra para honrar e preservar suas tradições”, anunciou. Declarou ainda que o governo está empenhado em assegurar instrumentos para gerar mais inclusão produtiva e desenvolvimento nessas comunidades.

Sábado, 24 de outubro de 2015 às 20:04

Pelo twitter, Dilma deseja boa prova aos candidatos do Enem 2015

Utilizando sua conta pessoal no twitter neste sábado (24), a presidenta Dilma Rousseff desejou boa prova aos 7,7 milhões de inscritos na edição 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que começou hoje em todo o país.

Dilma destacou que o exame é considerado uma das maiores provas de acesso ao ensino superior do mundo e é requisito para seleção em universidades federais, estaduais e institutos de tecnologia por meio do Sisu. “O Exame também abre oportunidades por meio do ProUni, do Fies e do Sisutec”, lembrou.

A presidenta desejou a todos os candidatos um segundo dia de provas tranquilo e reforçou a orientação para que o estudante não esqueça o documento de identificação e chegue com antecedência ao local de prova.

Sexta-feira, 28 de agosto de 2015 às 18:54

Prioridades do governo são retomada do crescimento e redução da inflação, garante Dilma

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (28), durante entrega de 2,7 mil residências do Programa Minha Casa Minha Vida, que as prioridades do governo são a retomada do crescimento do país e a redução da inflação. Dessa forma, disse, serão protegidos o emprego e a renda do trabalhador.

A presidenta disse também que é compromisso do governo garantir a continuidade das políticas públicas que nos últimos anos foram responsáveis pela melhoria na qualidade de vida dos brasileiros. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta disse também que é compromisso garantir a continuidade de políticas públicas que melhoraram a qualidade de vida dos brasileiros nos últimos anos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Sei que nós hoje, no Brasil, estamos passando dificuldades. Muitos de vocês acham que a situação está incerta, que a inflação ainda está alta, têm medo de perder o emprego. Eu quero dizer para vocês que o meu governo pensa em duas coisas. Em como aumentar o emprego, garantir que o país volte a crescer, primeira coisa. Segunda coisa, em reduzir a inflação, porque nós sabemos que a inflação corrói a renda do trabalhador, a renda do empreendedor.”

A presidenta reafirmou que o Brasil é um país forte que vai crescer, vai superar as dificuldades, que são momentâneas, sem retroceder nas conquistas que a Democracia permitiu. “Temos muito o que preservar, nós conquistamos muita coisa”, ressaltou. “Não vamos deixar haver retrocesso nesse país. Nem no que se refere aos programas nem no que se refere à questão da Democracia.”

E Dilma falou também que é compromisso do governo garantir a continuidade das políticas públicas que nos últimos anos foram responsáveis pela melhoria na qualidade de vida dos brasileiros.

“Nós não vamos abrir mão das políticas que têm ajudado o povo brasileiro a melhorar de vida. O Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família. O Prouni, que garantiu, como dizia o pessoal, que a filha do pedreiro pode virar doutora. Garantir também o Fies; o Pronatec, que cria oportunidade de emprego, porque é um programa a favor do emprego, porque forma os jovens trabalhadores desse país; o Pronaf, que é o programa para a agricultura familiar, que também vai continuar.”

Em especial, falou sobre o Mais Médicos, programa responsável por levar atendimento médico a 63 milhões de pessoas antes desassistidas. “Tem um especial que eu tenho um carinho imenso, é o Mais Médicos. Porque no Brasil tinha municípios que não tinham nenhum médico, nem unzinho. Esse foi o primeiro passo para garantir que as pessoas tivessem acesso à saúde”.

Segunda-feira, 10 de agosto de 2015 às 13:50

Defendemos os diversos programas sociais e por isso defendemos o governo Dilma, diz Flávio Dino

Dino com Dilma

O governador do Maranhão, Flávio Dino, defendeu o respeito à constituição e às regras do jogo estabelecidas pela nação brasileira. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 

O governador do Maranhão, Flávio Dino, defendeu nesta segunda-feira (10) os programas sociais do governo federal. “Defendemos e apoiamos o Bolsa Família; o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego); o Minha Casa Minha Vida; o ProUni (Programa Universidade para Todos); o Luz para Todos; o Brasil Carinhoso e por isso, defendemos e apoiamos o governo de Vossa Excelência”, disse se referindo a presidenta Dilma Rousseff, durante a cerimônia de entrega de moradias do Minha Casa, Minha Vida, em São Luís (MA).

Na ocasião, Dino também cumprimentou os contemplados pelo programa de moradias “que representam muito” do que está sendo feito no Brasil. “Uma casa não é feita só de telhado e parede. Uma casa é feita de gente, de calor, alegria, esperança e fé. É por isso que estamos em um momento bonito, em que milhares de pessoas trabalharam nessas obras”, destacou.

Para o governador maranhense, o País vai retomar o crescimento econômico. “Acreditamos no Brasil, a crise econômica vai passar (…) o Minha Casa, Minha Vida não parou, está continuando e terá fase 3 que vai garantir que outros milhares de maranhenses tenham acesso a esse bem especial”, enfatizou. Em seu discurso, o governador ressaltou ainda o cumprimento da democracia. Segundo ele, o País é contra a corrupção e defende a apuração de investigação sobre “qualquer tipo de coisa errada”. No entanto, destacou ser preciso separar as coisas, garantindo o “respeito à constituição e às regras do jogo estabelecidas pela nossa nação”.

A presidenta Dilma Rousseff entregou 4.467 moradias, simultaneamente, em quatro cidades de dois estados: São Luís e Caxias, no Maranhão; Campo Grande e Anastácio, no Mato Grosso do Sul. As unidades habitacionais, destinadas a famílias com renda de até R$1,6 mil (Faixa 1), beneficiaram mais de 17 mil pessoas.

Em São Luís, foram entregues 1.300 unidades do Residencial Amendoeira (Etapas 1,2 e 3) e 720 do Residencial Santo Antônio. No município de Caxias, 1.000 unidades do Residencial Vila Paraíso (blocos C e D). No Mato Grosso do Sul, as unidades entregues foram divididas entre, Campo Grande, 688 casas do Residencial Celina Jalad e Anastácio, 759 casas próprias do Residencial Jardim Independência II.

Segunda-feira, 6 de abril de 2015 às 16:12

Ajuste fiscal vai preservar educação, garante presidenta Dilma

 A presidenta Dilma Rousseff garantiu, ao dar posse ao ministro Renato Janine, que a “necessidade imperiosa” de promover ajustes na economia, reduzindo despesas do governo, não afetará os programas essenciais e estruturantes do Ministério da Educação.

“Permanecemos comprometidos com a meta de universalização do acesso das crianças de quatro e cinco anos à educação até 2016, conforme assinamos no Plano Nacional de Educação (PNE). Eu garanto às brasileiras e aos brasileiros […] que vamos continuar ampliando a oferta de ensino em tempo, integral, sobretudo na áreas onde há maior fragilidade e incidência de violência”, afirmou a presidenta.

A presidenta destacou que a segunda etapa do Pronatec vai além da inclusão e da expansão e pretende dar ênfase ao jovem aprendiz. Além disso, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terá continuidade, com ganhos de qualidade e mais controle pelo Estado. “Todos os contratos existentes até 2014 estão sendo renovados e já abrimos vagas para mais de  210 mil estudantes. Se somarmos os novos contratos do Fies, as novas bolsas do Prouni, e os aprovados no Sisu, apenas nos primeiros três meses de 2015, proporcionamos o acesso a 628 mil brasileiros ao ensino superior”.

A presidenta enfatizou também que não haverá recuo na política de garantir acesso ao ensino superior para os jovens e as jovens brasileiras. “O Ciência sem Fronteiras, a mesma coisa, continuará levando jovens a estudar nas melhores universidades do mundo”, disse.

“Para nós, a educação sempre teve uma função, uma dupla função. Primeiro, moldar uma nação democrática e soberana, apoiada na disseminação do conhecimento, consolidando, através da educação, um imenso esforço de garantir às jovens e aos jovens do País que, através da educação, toda política de ascensão social esteja enraizada e seja sustentável. Além disso, preparar o País para o seu grande desafio de fundar o crescimento na inovação tecnológica e, assim, adentrar na economia do conhecimento”, observou.

Segunda-feira, 6 de abril de 2015 às 14:11

Pré-sal já garante hoje recursos para revolução que Brasil fará na educação, afirma Dilma

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Presidenta Dilma: “Renato Janine Ribeiro é uma feliz novidade. Um ministro educador para uma Pátria Educadora”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (6), ao dar posse ao novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, que o que está em disputa hoje no Brasil é a forma de exploração do patrimônio do pré-sal, que representa centenas de bilhões de reais do Estado brasileiro e que já estão assegurados para a Educação e para a Saúde do País. Ela disse estar convencida de que, como uma Pátria Educadora, o Brasil dará o salto imprescindível para se tornar, finalmente, uma nação desenvolvida e, ao mesmo tempo, justa com seu povo.

“Os recursos dos royalties e do Fundo Social do pré-sal vão viabilizar uma verdadeira revolução na educação brasileira, que se realizará nas próximas décadas, mas que vai começar, progressivamente, a partir de agora”, disse ela. “Nós não podemos nos iludir. O que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio e quem fica com a maior parte”, afirmou.

E quem, acrescentou a presidenta, poderia ser a pessoa mais indicada para comandar toda essa transformação, neste momento, do que um professor? “Por isso, para consolidar a construção do desafio de uma Pátria Educadora, uma pátria que educa suas crianças e seus jovens, eu convidei um professor, um pensador e um apaixonado pela educação, que é Roberto Janine Ribeiro”, disse a presidenta.

Segundo Dilma, o novo ministro é “uma feliz novidade”. E explicou que ele terá o grande desafio de construir o futuro do País na área educacional a partir de quatro eixos genéricos. O primeiro será um esforço ainda maior em direção ao que ela chamou de federalismo cooperativo, uma vez que União, estados e municípios dividem responsabilidades na área da educação.

Outro eixo é a mudança no paradigma curricular e pedagógico do ensino básico, para dar urgência e primazia às capacitações analíticas, “fazendo da interpretação e composição de texto e do raciocínio lógico o ponto de partida do processo de aprendizado”, disse Dilma. Isso será feito em consulta permanente com a sociedade – aí incluídos professores, alunos, pais – a fim de construir uma base curricular comum.

O terceiro eixo é dispor de diretores e professores bem qualificados, bem remunerados e estimulados. “No caso dos diretores, queremos aprimorar sua formação e incentivar as boas experiências de elevação de desempenho das escolas. No caso dos professores, também, além de ampliar as oportunidades de formação, vamos discutir com estados e municípios as diretrizes de uma carreira nacional”, detalhou a presidenta.

Finalmente, a meta contida no último eixo será estimular o uso de tecnologias e técnicas no processo de formação. “Não se trata de substituir o professor, mas de dar-lhe instrumentos que enriqueçam o processo pedagógico, ampliando a interação do ambiente escolar com o conjunto da sociedade e o uso e acesso a softwares que permitam que haja um salto de qualidade também”.

Conquistas e desafios
Dilma Rousseff lembrou que, nos últimos anos, o governo realizou muitos projetos e iniciativas importantes. “Fizemos muita coisa. Democratizamos o acesso ao ensino em todos os níveis, diminuímos as barreiras geográficas e de gênero, diminuímos as barreiras de classe social e etnia. Diminuímos, enfim, um conjunto de desigualdades e distribuições desiguais da educação pelo Brasil”.

Agora, enfatizou, o governo prossegue na criação de uma escola, e sobretudo de uma universidade, com o jeito, o rosto e as cores do povo brasileiro. “Nunca tivemos tanta diversidade em nossos bancos escolares e universitários”, disse. O Plano Nacional de Educação (PNE), que sancionei no ano passado, estabelece um cronograma de investimentos para a próxima década [com recursos dos royalties do pré-sal].”

A presidenta lembrou ainda que feito um grande esforço na educação nos últimos anos, desde o início do governo do presidente Lula até agora. “E eu falo sobretudo do período do meu governo. Garantimos recursos para a construção de 6.185 creches e para adoção do ensino em tempo integral em 61 mil escolas”.

Ao mesmo tempo, com o Pronatec, disse, mais de oito milhões de jovens e trabalhadores, homens e mulheres, adultos, enfim, pessoas de todas as idades, tiveram acesso a cursos de formação profissional e formação de uma competência, no sentido de se incluir melhor no mundo do trabalho.

“Agora, o nosso desafio são mais 12 milhões que devem ser matriculados ao longo dos próximos quatro anos. No meu primeiro mandato, implantamos 208 campi de Institutos Federais de Educação. E levamos, o que é muito importante, para o interior do Brasil, para o Norte e o Nordeste, um conjunto de campi que, junto com toda iniciativa realizada no governo do presidente Lula, permitiu a maior interiorização e diversificação regional da nossa universidade”, acrescentou.

 

Confira a íntegra

Terça-feira, 24 de março de 2015 às 15:32

Governo vai analisar contratos para impedir abusos no Fies

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (24), no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou que o governo identificou abusos no reajuste das mensalidades repassadas aos estudantes inseridos no Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo Mercadante, o governo vai analisar “contrato por contrato” para impedir que o aluno pague um valor excessivo ao fim do financiamento.

Mercadante afirmou que o governo vai analisar os contratos para impedir mais abusos. Foto: Ichiro Guerra/PR.

Mercadante afirmou que o governo vai analisar os contratos para impedir mais abusos. Foto: Ichiro Guerra/PR.

“É responsabilidade do Estado defender o consumidor, defender o estudante, e buscar um bom entendimento em relação a essa questão. Por isso que hoje a renovação do contrato possui limite de aumento do financiamento, que é a inflação acumulada no ano. O que está acima disso vai ter que ser rediscutido”, pontuou o ministro.

Para isso, o governo aplicou medidas existentes em outros programas educacionais, como nota mínima no ENEM, cadastro único de alunos e coordenação das matrículas pelo Ministério da Educação.

“A meritocracia que vai estabelecer o acesso ao FIES. O aluno tem que ter no mínimo 450 pontos no ENEM, e já é assim no ProUni.  Então os melhores alunos terão prioridade no financiamento. Há outros critérios, como renda, qualidade dos cursos, etc”, disse. Segundo Mercadante, 1,2 milhão de alunos já refizeram seu financiamento.

Segunda-feira, 16 de março de 2015 às 21:10

Governo terá critérios mínimos para o Fies e assumirá controle de matrículas

Antes as matrículas eram feitas diretamente com a instituição, agora elas vão ter de passar pelo governo", informou a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Antes as matrículas eram feitas diretamente com a instituição, agora elas vão ter de passar pelo governo”, informou a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidenta Dilma Rousseff esclareceu, nesta segunda-feira (16), que o governo federal mudou as regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que terá agora critérios mínimos de seleção. Além disso, o Executivo controlará a disponibilização de vagas. “O governo cometeu um erro no Fies. (…) Em vez de controlar as matrículas, quem controlava as matrículas era o setor privado. Este é um erro que detectamos. Voltamos atrás e estamos ajustando o programa”, reconheceu.

Em entrevista coletiva após cerimônia de sanção do Código do Processo Civil, a presidenta lembrou essa sistemática não foi aplicada no Prouni, nem no Enem ou em qualquer outro programa do governo. “E isso não é culpa do setor privado, fomos nós que fizemos”. E explicou que, antes, “as matrículas eram feitas diretamente com as instituições, agora terão de passar pelo governo”. Ela informou que o Fies saltou de 74 mil pra 731 mil matrículas.

Quanto aos critérios para a concessão do financiamento, Dilma afirmou que agora haverá padrões mínimos para isso. “Não aceitamos mais que uma pessoa que tirar zero em português tenha direito a bolsa. Vai ter de ter um mínimo. [Antes] podia ter 450 pontos e zero em português. Tem de olhar como será daqui para frente, mas está regularizado, todas as pessoas, todas as matrículas para trás, todas”, enfatizou Dilma.

Confira a íntegra

Terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 às 13:20

Presidenta Dilma inaugura em Campo Grande primeira Casa da Mulher Brasileira

Terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 às 13:13

Dilma: Estado atuará de forma unificada com tolerância zero à violência contra mulher

"Mato Grosso do Sul não será mais reconhecido como lugar de violência contra a mulher. Aqui vamos pegar o touro à unha", declarou a presidenta em Campo Grande. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Mato Grosso do Sul não será mais reconhecido como lugar de violência contra a mulher. Aqui vamos pegar o touro à unha”, declarou a presidenta em Campo Grande. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante inauguração nesta terça-feira (3), em Campo Grande (MS), Dilma Rousseff afirmou que a Casa da Mulher Brasileira viabiliza a ação conjunta de todos os órgãos do Estado em política de combate à violência contra a mulher. A cidade é a primeira das 27 capitais a instalar a Casa, um dos eixos do programa Mulher, Viver sem Violência.

“Nessas casas nós queremos viabilizar o ataque conjunto de todos os órgãos do estado brasileiro, de todos os órgãos da federação, das polícias, da Defensoria Pública, do Ministério Público, juntos atuando de forma unificada para garantir que, de fato, o Estado brasileiro, não importa que governo, tenha tolerância zero em relação a violência que se abate sobre a mulher. Eu tenho certeza que nós aqui vamos pegar o touro à unha, nós todas e todos os nosso companheiros, parceiros também. (…) É dever nosso, dever de todos nós, assegurar que a mulher viva sem medo, que tenha direito de construir a sua vida sem medo e sem ofensa.”

A instalação da primeira casa do País em Mato Grosso do Sul é emblemática, uma vez que o estado é o 2º com mais casos de estupro no Brasil: um a cada sete horas, estatística que leva em consideração apenas os casos registrados nas polícias. Campo Grande é a capital com a maior taxa de atendimentos registrados na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, segundo o Balanço Anual de 2014. A unidade da Casa da Mulher terá como missão demonstrar para todo o Brasil, com um exemplo de atendimento, acolhimento e apoio à mulher, que é possível mudar a cultura de violência de gênero.

Dilma lembrou também a efetividade de outras ações e programas do governo em mudar essa cultura. Ela citou o Ligue 180, instrumento que aproximou a mulher da denúncia; o fortalecimento do atendimento às mulheres nas fronteiras secas do País, com três centros de atendimento em funcionamento e outros sete a serem construídos este ano; e os ônibus que realizam atendimento à mulher. Além disso, Dilma ressaltou a importância das política que empoderam a mulher como indutor da transformação cultural.

“Nós temos ações que visam reforçar a autonomia da mulher. Eu quero destacar a primeira ação, o Bolsa Família – 93% da pessoas que recebem são mulheres, o que reforça a autonomia das mulheres, e que foi importante para empoderar as mulheres mais pobres do nosso país. O Minha Casa, Minha Vida – nós já entregamos em torno de 2 milhões de moradias, 1,15 milhão sendo construídas e nós vamos contratar mais 3 milhões de moradias até o final de 2018. No caso das famílias de mais baixa renda, que é a maioria, temos até agora 89% das moradias tendo as mulheres como proprietárias, porque o Minha Casa, Minha Vida tem o objetivo de reforçar a estrutura familiar.”

Dilma falou também da construção de 6 mil creches contratada em seu primeiro mandato em parceria com os municípios. “É também para a mulher porque ela precisa trabalhar e ter onde se sinta segura em deixar seus filhos, é um incentivo a possibilidade de trabalho”, disse. Ela relacionou ainda o Pronatec, em que 58% dos alunos são mulheres; do Prouni, em que as mulheres são 53% dos bolsistas; e do Fies, 59%. “Isso mostra que as mulheres estão fazendo por si. Elas não se conformam em ser vítimas da violência. Não estamos falando de mulheres passivas, de mulheres que se conformam, estamos falando de mulheres que lutam e se elas lutam, é dever do Estado garantir proteção a elas”, disse.

Lugar de superação
Na conclusão de seu discurso, a presidenta citou Manoel de Barros, e com liberdade poética disse que as paredes da primeira Casa da Mulher Brasileira representam para as mulheres superação e abertura para a liberdade.

“O poeta Manoel de Barros, sul-mato-grossense de residência, [disse] que a palavra parede não seja símbolo de obstáculos da liberdade. Hoje nós estamos vendo essas paredes. Eu tenho certeza que um poeta, ele tem a capacidade de revelar de uma forma emocional, uma forma que todo nós entendemos. E ele fez isso com muita argúcia: a parede pode ser um local de superação, um local de abertura para a liberdade. Que essa Casa da Mulher, que essa Casa da Mulher mato-grossense-do-sul seja uma casa onde nós vamos ter um dos instrumentos maiores de liberdade. Tolerância zero contra o agressor, tolerância zero contra a violência.”

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