Quarta-feira, 4 de maio de 2016 às 19:32
O Brasil reduziu a pobreza e a extrema pobreza porque nos últimos anos foram construídas políticas públicas direcionadas à população de baixa renda. A avaliação foi feita pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, em evento de balanço dos programas sociais, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (4).
“O Brasil é referência no mundo em redução da pobreza. Saímos do patamar de 10% no governo Lula para menos de 3% da população em situação de extrema pobreza.”
Manifestando preocupação com a possibilidade de corte nos programas sociais, Tereza Campello disse ser necessário que a população fique vigilante para evitar retrocesso na redução das desigualdades.
“Não é verdade que aproveitamos para reduzir a extrema pobreza e a pobreza em bom momento da economia mundial. Conseguimos porque construímos políticas voltadas para a população de baixa renda”, disse a ministra.
Ela frisou que a diminuição da pobreza e da extrema pobreza não ocorreu pela ação de um único programa, mas por um conjunto de ações. “Não é só o Bolsa Família. É um conjunto de políticas que permite esse resultado mesmo com a economia mundial não esteja indo bem.”
Em avaliação feita a representantes de vários segmentos da população e de movimentos sociais diversos, a ministra do Desenvolvimento Social afirmou que os programas sociais estão sob ataque, principalmente o Bolsa Família, Pronatec, Brasil Carinhoso e o programa de inclusão rural e convivência no semiárido.
Citando exemplos e números sobre o avanço na redução da desigualdade, ela disse que algumas regiões vem atravessando uma das piores secas dos últimos 50 anos sem que houvesse saques e abandono de cidades no semiárido nordestino. E isso ocorreu devido ao Bolsa Família e a ações como a de construção de cisternas, programa Luz para Todos e programas de convivência com o semiárido.
Sobre o Bolsa Família, ela disse que há informações de que em eventual mudança de governo o programa deve ser reduzido.
“O debate não é quanto custa o Bolsa Família (que custa 0,47% do PIB). O debate que temos que fazer é quanto custa não dar o Bolsa Família e ter as crianças fora da escola.”
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Sábado, 12 de março de 2016 às 9:01
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Quarta-feira, 9 de março de 2016 às 21:20

Carlos Rubens Teixeira Júnior e Leonardo Fonseca Rodrigues com a presidenta Dilma: para eles, Pronatec foi a grande oportunidade de descobrirem suas verdadeiras vocações.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Dois jovens brasileiros encantaram a plateia que acompanhava a cerimônia de anúncio da nova etapa do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), nesta quarta-feira (9). Ganhadores do título de “Melhores do Mundo” na principal competição internacional de ensino técnico, a WorldSkills, Leonardo Rodrigues e Carlos Rubens Teixeira Júnior, ambos de 21 anos, consideram que o Pronatec foi a grande oportunidade de descobrirem suas verdadeiras vocações.
“Quero dizer para os jovens que eles são capazes e que é possível chegar onde eles sonham. Muitas vezes temos um sonho, só que muita gente vem para por areia nesse sonho. E o Pronatec pode ser a pista de decolagem para esses jovens alçarem grandes voos, assim como eu estou decolando.”, disse o carioca Leonardo Teixeira, bolsista do Pronatec e campeão mundial em joalheira e modelagem de joias.
Teixeira já tem o seu próprio ateliê e sonha em levar sua marca para o mundo. Nesta quarta-feira (9), ele realizou outro sonho: o de presentear a presidenta Dilma Rousseff com uma joia feita por ele. Para criar o adorno, ele se inspirou nas estrelas do Cruzeiro do Sul, representados no brasão da república.
“Quando soube que viria aqui, eu pensei: eu vou levar algo para a presidenta, eu tenho que honrá-la porque eu estaria na casa dela. Esse colar traduz a presença da presidenta e a sua força, como mulher presidenta que é”, destacou.
Filho de uma vendedora e de um mecânico industrial, o mineiro Carlos Rubens conta que a paixão pela área de instalações elétricas prediais, que o consagrou campeão mundial, surgiu durante o curso profissionalizante realizado pelo Senai, no âmbito do Pronatec.
“A educação profissional pode abrir grandes portas na nossa vida. Assim como eu fiz o curso de aprendizagem do Pronatec e tive a oportunidade de ter uma visão sobre a profissão que eu escolhi, vi que era realmente eu gostava e tive a oportunidade de seguir em frente com isso. Creio que todo brasileiro deveria passar pela formação profissional”. Leonardo atualmente é instrutor de formação profissional do Senai e estuda Engenharia Elétrica”.
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Quarta-feira, 9 de março de 2016 às 14:50
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira (9) que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) é estratégico para o País superar o momento de dificuldade econômica e será um dos maiores legados deixados pela presidenta Dilma Rousseff, ao lado de outros, como o Mais Médicos. A afirmação foi feita durante a apresentação da segunda etapa do Pronatec, com anúncio de novas vagas e estratégias, em cerimônia no Palácio do Planalto.
“O Pronatec, que a presidenta Dilma construiu e implantou, é o principal instrumento da educação profissional no Brasil. Especialmente em uma situação de crise, é um dos grandes programas para virarmos essa página”, destacou. A senhora, presidenta, vai deixar vários legados, mas esse é um grande: o seu governo fez 9,4 milhões de matriculas no Pronatec. É uma coisa absolutamente essencial para a história do Brasil”.
Prova disso, citou o ministro, foi o fato de o País ter ficado em primeiro lugar no quadro geral de medalhas da WorldSkills, principal competição de educação profissional do mundo, realizada em agosto passado, em São Paulo. Foi a melhor colocação brasileira na história do evento, superando até o vice-campeonato conquistado na Inglaterra, em 2011.
Dos 56 participantes nacionais mais competitivos, 47 haviam feito o Pronatec. Mercadante contou que, na ocasião, todos queriam saber que programa era esse, que havia capacitado o Brasil, único país em desenvolvimento a superar países como a França, a Alemanha, o Japão, a Coreia do Sul, também concorrentes no WorldSkills.
Para ele, o fato revela que os brasileiros são habilidosos e capazes de superar obstáculos. “Foram 59 países, 1.192 participantes. E o Brasil ficou em primeiro lugar”, disse Mercadante, ao participar ao lado da presidenta Dilma, no Palácio do Planalto, da cerimônia de lançamento da nova fase do Pronatec, que terá dois milhões de novas vagas em 2016.
Educação de adultos
O ministro anunciou que neste ano haverá uma versão do programa destinada à educação de jovens e adultos (EJA), na qual os alunos poderão concluir o ensino médio e fundamental juntamente com a qualificação profissional. Os estudantes também poderão fazer cursos do Pronatec a distância. Para isso, o MEC fará uma parceria com mais de 30 TVs públicas do País, para transmitir as aulas, permitir orientação dos professores e diálogo entre os alunos. “Em vez de ficar vendo filmes, vai estudar no MECFlix”, brincou o ministro em alusão à rede de filmes Netflix.
Mercadante lembrou ainda que o governo já investiu, por meio de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cerca de R$ 14 bilhões para criar novos centros de pesquisa nas instituições associadas ao Pronatec. E que em breve o programa também vai se associar ao site do Sistema Nacional de Emprego (Sine), por meio de parceria com o Ministério do Trabalho e Previdência Social.
Em entrevista a jornalistas após a cerimônia, Mercadante garantiu que o orçamento para a ampliação de vagas para Pronatec está garantido, pois se trata de uma prioridade para o governo federal.
“Mesmo em um quadro de crise, temos de eleger o que é prioridade. O Pronatec é prioridade, por isso que estamos ampliando significativamente o número de vagas, inovando de várias formas, para fazer com mais competência um programa que é estratégico para enfrentar a crise.”
Defesa do ex-presidente Lula
Em seu discurso, o ministro Aloizio Mercadante também defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Por tudo o que ele fez por este País, não só pela educação, ele merecia mais respeito e consideração”, disse o ministro, em referência a condução coercitiva da qual Lula foi alvo na última sexta-feira (4), por causa da Operação Lava Jato.
“Tivemos muitos presidentes importantes no Brasil, mas houve um que nunca teve oportunidade de fazer ensino superior”, acrescentou Mercadante.
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Quarta-feira, 9 de março de 2016 às 13:04

Dilma: “Estamos hoje aqui criando não só um caminho de oportunidade para milhões de brasileiros e brasileiras pelo Pronatec, estamos criando um caminho para o próprio País, que precisa desse investimento para ultrapassar esse momento e voltar a crescer”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidente Dilma Rousseff anunciou, nesta quarta-feira (9), as novas metas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que terá dois milhões de novas vagas em 2016. Parte delas será ofertada especialmente a estudantes do programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA), do Ministério da Educação (MEC). Ao lado do ministro da Educação, Aloízio Mercadante, a presidenta afirmou que, com o Pronatec, o governo está ampliando a competitividade do Brasil.
“Estamos hoje aqui criando não só um caminho de oportunidade para milhões de brasileiros e brasileiras, estamos criando um caminho para o próprio País. O País precisa desse investimento para ultrapassar, não só esse momento e voltar a crescer. Mas, quando voltar a crescer, voltar sempre com melhor qualidade, com maior capacidade de inovação. É isso que nós queremos: mais e melhor”, destacou.
De acordo com Dilma, o Pronatec, criado por ela em 2011, tem ajudado o Brasil a superar a histórica falta de investimento em educação técnico-profissional. “Eu acredito que o Pronatec é uma conquista e uma realização de sucesso no Brasil. Nós decidimos que investir em educação técnico-profissional era uma exigência. Uma exigência para que o País pudesse ter uma nova característica no próximo ciclo econômico, lá em 2011 ainda”, recordou.
“Nós acreditávamos que muito dificilmente a expansão da economia internacional continuaria, pelo contrário. Vínhamos de uma crise grave no mundo e reconhecemos a importância de o Brasil ter competitividade, ser capaz de produzir mais e melhor, pagar mais e melhor seus trabalhadores. E, sobretudo, se qualificar por uma nova fase em que a presença da inovação e da qualificação profissional fossem o principal instrumento pelo qual o País cresceria”.
Novidades
De 2011 a 2015, o programa teve mais de 9 milhões de matrículas. Além da meta de ter 2 milhões de inscritos em 2016, a nova fase do Pronatec, lançada hoje, terá 372 mil vagas para estudantes do EJA, pessoas com mais de 18 anos que não terminaram o ensino fundamental ou o médio. A presidenta anunciou que o Ministério da Educação vai criar uma espécie de roteiro curricular, para que todos os cursos já feitos pelos estudantes possam ser aproveitados nos cursos subsequentes.
Além disso, será associada a qualificação profissional às aulas do fundamental e médio. Pelo menos 25% das matrículas de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, serão vinculadas à educação profissional.
O MEC também fará parcerias com TVs públicas para oferecer cursos técnicos em uma plataforma on-line de qualificação profissional. Os estudantes do programa também poderão optar pelo e-Pronatec, que permite estudar à distância, de acordo com a própria disponibilidade, por meio de plataformas digitais, simuladores, animações e outros métodos de aprendizagem na internet, na TV Escola e em demais canais educativos, ofertados principalmente pelos institutos federais e pelo Sistema S (Sesc, Senat, Senai, Senac e outros).
A presidenta Dilma destacou ainda que todas essas modificações visam elevar a capacidade produtiva dos brasileiros e do Brasil, especialmente nas áreas de tecnologia e inovação, que constam do decreto assinado hoje. “Implantamos esse programa baseados em dois caminhos que convergiam para um caminho único de oportunidade: primeiro, o reconhecimento que não era mais possível que o ensino médio no País não tivesse, associado a ele, um curso profissionalizante, um curso técnico. Segundo, o fato que deveríamos, também, trilhar o caminho da formação profissional para os trabalhadores e as trabalhadoras do nosso País que já tinham atingido a idade do trabalho e queriam novamente o acesso à uma melhoria profissional. O Pronatec é um caminho de oportunidade e esperança de criar para todos um Brasil muito melhor”, concluiu.
Sobre o Pronatec
Em geral, são oferecidos pelo Pronatec dois tipos de formação: cursos técnicos de maior duração, que variam de um ano e meio a dois anos, e cursos de qualificação profissional de curta duração, que vão de dois a três meses até seis meses.
Todos são gratuitos e o aluno ganha a matrícula, os livros, o uniforme, o material para usar nas aulas práticas e até auxílio para alimentação e o transporte. Os cursos são divididos principalmente nas áreas da indústria, comércio, agricultura e transportes. Dos beneficiados do Pronatec, 70% são jovens com até 29 anos, 60% são mulheres e um terço das matrículas é no Nordeste.
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Quarta-feira, 9 de março de 2016 às 8:01
A presidenta Dilma Rousseff participa nesta quarta-feira (9), às 10h, no Palácio do Planalto, de cerimônia do Pronatec, quando serão anunciadas medidas de fortalecimento para a formação técnica e profissional.
Às 15h, toma parte do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, também no Palácio do Planalto. Depois, às 17h, recebe a deputada federal Mara Gabrilli.
* Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.
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Segunda-feira, 25 de janeiro de 2016 às 10:12
A presidenta Dilma Rousseff afirmou, em entrevista ao jornal equatoriano “El Comercio”, que o governo está empenhado em recuperar o equilíbrio fiscal, reduzir a inflação e restaurar a confiança dos investidores, para que a economia brasileira entre em um novo ciclo de crescimento e investimento.
“Estou confiante de que a economia brasileira vai superar esses desafios e emergir ainda mais forte e mais competitiva”, declarou.

Detalhe da capa do jornal equatoriano “El Comercio”. Foto: Reprodução/Blog do Planalto
De acordo com ela, foram lançados programas para fazer avançar o investimento, em especial em parceria com o setor privado, como Programa de Investimento em Logística, o Programa de Investimento em Energia Elétrica e o Plano Nacional de Exportações.
Ela anotou que tudo isso está sendo feito sem descuidar dos direitos trabalhistas e sociais e as “conquistas dos últimos 13 anos”.
“Não retrocederemos em políticas bem-sucedidas de inclusão social e não descuidaremos daqueles que mais precisam. Mesmo no contexto de ajuste, mantivemos os programas sociais e os principais investimentos”.
Dilma citou como exemplos a integração e revitalização do Rio São Francisco, o programa Minha Casa Minha Vida, novas vagas em universidades, o Pronatec, o Bolsa Família e o Mais Médicos.
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Quinta-feira, 15 de outubro de 2015 às 16:15
Nesta quinta-feira (15), a presidenta Dilma Rousseff usou sua conta no twitter para prestar homenagem aos professores e reafirmar o compromisso de seu governo com a educação.
“Ela [a educação] é e será, cada vez mais, nossa grande prioridade. Apesar das dificuldades q enfrentamos, criaremos, até o fim do ano, 906 mil novas vagas no ensino superior, além de 1,3 milhão no Pronatec”.
No post, a presidenta reconheceu que nada disso seria possível sem os professores. “Vamos trabalhar cada vez mais pela valorização deste parceiro do conhecimento e construtor do futuro. Cumprimento os professores e professoras, q cumprem missão tão nobre para o desenvolvimento do País. Muito obrigada por tudo”, escreveu.
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Sexta-feira, 2 de outubro de 2015 às 17:17
O governo continuará a implementar políticas fundamentais para a população brasileira, apesar de ter realizado profundos e significativos cortes no orçamento e nas despesas públicas, garantiu a presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (2), ao anunciar a reforma administrativa e ministerial.
A presidenta citou alguns exemplos que confirmam essa afirmação. “Somente em 2015, justamente nesse ano de dificuldades que estamos enfrentando, criaremos, até o final do ano, 906 mil novas vagas em universidades para os jovens. Abrimos 1,3 milhão de vagas no Pronatec. Entregaremos, até o final do ano, 360 mil casas do Minha Casa, Minha Vida. Já contratamos mais de 4 mil médicos do Mais Médicos, e com esse número chegamos a 63 milhões de pessoas atendidas”, enfatizou.

No anúncio da reforma administrativa, desta manhã, Dilma lembrou que mesmo em um ano de dificuldades, o governo criou 906 mil novas vagas em universidades públicas, 1,3 milhão de vagas no Pronatec e entregou 360 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma lembrou também que inaugurou, neste ano, a primeira estação de bombeamento do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco. Ela reforçou que o governo pretende entregar a obra até o final do ano que vem. Dilma também acrescentou, na lista de realizações de 2015, o lançamento dos planos de financiamento do agronegócio e de financiamento da agricultura familiar com aumento de 20% em relação aos da safra anterior.
“Fica claro, por esses dados, que o processo de inclusão social não foi interrompido. Esperamos que o reequilíbrio fiscal, a ser aprovado pelo Congresso, e o controle da inflação – em processo – garantam a retomada do crescimento e do crédito. E possam contribuir também para uma maior expansão do consumo das famílias nos próximos meses”.
Investimentos em infraestrutura
Falando sobre infraestrutura, Dilma Rousseff destacou que o governo lançou neste ano a segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL) e o Programa de Investimento em Energia Elétrica (PIEE). E falou sobre a melhora nas exportações brasileiras. “Até setembro, obtivemos um saldo na balança comercial de US$ 10 bilhões”.
Ela ressalvou que esses fatos não significam que o Brasil superou as dificuldades. “Elas devem ser – e serão – continuamente enfrentadas”. Mas acrescentou que significam, sim, que há um processo de avanço em curso e que o governo não deseja uma volta atrás.
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Quarta-feira, 2 de setembro de 2015 às 14:16
Durante encontro com os medalhistas brasileiros da WorldSkills 2015, a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) para o País. Das 27 medalhas conquistadas pelo Brasil durante a competição, 25 tiveram a participação de estudantes do Pronatec, incluídos os 11 jovens que ganharam medalha de ouro.

Presidenta Dilma e os medalhistas brasileiros da edição 2015 da WorldSkills, durante encontro do Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Segundo a presidenta, o Pronatec tem sido decisivo para garantir formação técnica e profissionalizante de qualidade e que esse tipo de mão de obra é estratégica para o País.
“Um país como o Brasil, que tem o desafio de entrar no novo ciclo de crescimento, ele precisa muito de educação. Ele precisa de educação, da creche à pós-graduação, e precisa, sobretudo, de educação técnica – tanto de nível médio quanto de educação do nível profissionalizante”, afirmou a presidenta.
Dilma destacou que o sucesso na execução do Pronatec se deve à parceria com as entidades do Sistema S. E salientou que os investimentos feitos pelo governo federal têm trazido resultados positivos.
“Cada centavo que o governo federal investiu no programa Pronatec, ele vale a pena e dá um imenso retorno ao nosso país, para todos os brasileiros e, sobretudo, eles nos orgulham, porque nós vemos que o que nós estamos fazendo é, justamente, construir hoje o futuro do Brasil”, garantiu.
Segundo a presidenta, as transformações estruturais que o país almeja devem passar, necessariamente, pelo incentivo à educação e à qualificação profissional. “Nenhum país do mundo se transformou em uma grande economia sem a educação técnica profissionalizante. Esse caminho de oportunidade que o Pronatec abre, que o Senai abre, ele faz parte também de toda uma trajetória que nós queremos que os jovens percorram. Para nós esse ensino técnico-profissionalizante, ele é uma das maiores alavancas do crescimento futuro”, finalizou.
Pronatec
Criado pelo governo federal em 2011, o Pronatec tem o propósito de expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica no país, além de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino médio público. O programa busca ampliar as oportunidades educacionais e de formação profissional qualificada para jovens, trabalhadores e beneficiários de programas de transferência de renda.
Até agora, mais de 8 milhões de estudantes já foram matriculados no ensino profissionalizante em escolas públicas ou como bolsistas em escolas privadas e do sistema S. Os cursos, financiados pelo governo federal, são ofertados de forma gratuita por instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e das redes estaduais, distritais e municipais de educação profissional e tecnológica. Também são ofertantes as instituições do Sistema S, como o Senai, Senat, Senac e Senar. A Partir de 2013, as instituições privadas, devidamente habilitadas pelo Ministério da Educação, também passaram a oferecer os cursos do programa.

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