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Quinta-feira, 14 de maio de 2015 às 18:10

Reconstruir a indústria naval foi uma decisão estratégica do governo, afirma presidenta

A construção de navios como o André Rebouças, que fez nesta quinta-feira (14) sua primeira viagem, resulta de uma decisão estratégica do governo, tomada desde o início dos anos 2000, de reconstruir a indústria naval do Brasil, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, durante a cerimônia inaugural da embarcação e do batismo do petroleiro Marcílio Dias, no Complexo Portuário de Suape, em Ipojuca, região metropolitana do Recife (PE).

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Presidenta Dilma posa em frente ao petroleiro André Rebouças. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

 “Nós não chegamos aqui porque, há um ano ou dois atrás, começamos a fazer o navio André Rebouças (…). Chegamos aqui porque rompemos com uma realidade terrível. O Brasil tinha sido, nos anos 80, o segundo maior produtor na área de indústria naval. E esse processo foi desmantelado. Foi tão desmantelado que os estaleiros que existiam, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao governo, produziam [apenas] pequenas embarcações. E alguns dos quais eu visitei – porque era então ministra de Minas e Energia -, tinham grama no chão. A grama crescia porque nenhum trabalhador, nenhum funcionário, ninguém passava pelos canteiros, pelas áreas dos estaleiros.

A embarcação André Rebouças é a nona a entrar em operação das 49 encomendadas a estaleiros nacionais pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Na mesma cerimônia, realizada no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE), também será batizado o petroleiro Marcílio Dias.

Como resultado dessas iniciativas, o número de trabalhadores do setor, que em 2002 não chegava a sete mil, hoje, de acordo com dados do governo, somam cerca de 72 mil pessoas, com carteira assinada, capacitadas e bem remuneradas, responsáveis pela quarta maior carteira de encomendas de navios do mundo.

Descentralização e conteúdo nacional
Segundo a presidenta Dilma Rousseff, a decisão de recuperar a indústria naval brasileira levou a duas importantes consequências. A primeira, foi a decisão de espalhar os estaleiros pelas diversas regiões do território nacional, além do Sudeste, onde tradicionalmente já existia, para o Norte, Sul e o Nordeste.

A outra opção política foi a de valorizar e priorizar a indústria brasileira, ao exigir um percentual de tecnologia nacional na construção dos grandes petroleiros usados pela Petrobras. Essa decisão, juntamente com o incremento da produção do pré-sal, foi responsável pelo restauração da indústria naval no País.

 A indústria naval renovada, “fez com que incorporássemos tecnologia, melhorássemos a formação dos nossos trabalhadores e gerássemos emprego e renda. O que nós queremos é produzir no Brasil o que pode ser produzido no Brasil”, acrescentou Dilma.  Apenas o petroleiro André Rebouças, por exemplo, tem 72% de conteúdo nacional, gerou mais de 2 mil empregos. O Marcílio Dias, batizado nesta quinta-feira, tem 67% de conteúdo nacional e criou 1,7 mil novos postos de trabalho.

Dilma recordou ainda que essas conquistas desmentiram o pessimismo de algumas pessoas, que diziam que o que o Brasil não tinha competência “para fazer, sequer, um casco de navio, de plataforma ou de qualquer um dos produtos da indústria de petróleo e gás.

Maldição do petróleo
Com essas políticas, reforçou a presidenta, o Brasil está trabalhando para evitar a chamada “a maldição do petróleo” ou a “doença holandesa”. O fenômeno ocorre em alguns países onde a abundância dessa commodity leva ao fim de outras indústrias e a população é obrigada a utilizar apenas produtos importados.

É o fato de que a riqueza gerada pode resultar no empobrecimento do resto do País e no enriquecimento só de um setor. Para não ter maldição do petróleo, temos de ter uma cadeia de petróleo e gás, fornecendo produtos com trabalhadores brasileiros treinados aqui, capazes, ganhando salários adequados e tendo uma renda adequada”, destacou a presidenta.

 E concluiu: porque não queremos a maldição do petróleo para o Brasil, vocês podem ter certeza, a política de conteúdo local veio para ficar

Confira a íntegra

Quinta-feira, 14 de maio de 2015 às 8:30

Presidenta Dilma inaugura petroleiro para exportação do pré-sal

A presidenta Dilma Rousseff participa, nesta quinta-feira (14), da cerimônia de viagem inaugural do petroleiro André Rebouças, da Transpetro. A embarcação é a nona a entrar em operação das 49 encomendadas a estaleiros nacionais pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Na mesma cerimônia, realizada no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE), também será batizado o petroleiro Marcílio Dias.

O navio André Rebouças, que será inaugurado pela presidenta Dilma nesta quinta-feira, tem capacidade para transportar cerca de 1 milhão de barris de petróleo, o equivalente a quase metade da produção brasileira diária. Só a construção do navio gerou mais de 2 mil empregos diretos no País. Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Só a construção do navio petroleiro André Rebouças foi responsável pela geração de mais de 2 mil empregos diretos no País. Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O André Rebouças tem a finalidade de exportar petróleo cru retirado no pré-sal e só sua construção foi responsável pela geração de mais de 2 mil empregos diretos no País. Os dois navios, que são do tipo suezmax, têm capacidade de transporte de cerca de 1 milhão de barris de petróleo cada um, o equivalente a quase metade da produção brasileira diária. Essa embarcação atende às limitações do Canal de Suez, no Egito: largura de 48 metros e calado de 17 metros.

No momento, há 14 navios encomendados pela Transpetro a estaleiros nacionais em diferentes fases de construção, sendo seis no estágio de acabamentos.


 

 

Sexta-feira, 9 de janeiro de 2015 às 20:00

Promef já conta com 8 novos petroleiros em operação e 15 navios em construção

Da Petrobras

O Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) começa o ano de 2015 com oito petroleiros em operação, 15 navios em construção – sendo seis na fase de acabamento – e oito com previsão de entrega até o fim do ano. Com o programa, a subsidiária de logística da Petrobras investe R$ 11,2 bilhões na encomenda de 49 navios e 20 comboios hidroviários a estaleiros nacionais.

O Promef viabilizou a construção de três novos estaleiros que juntos respondem pela construção de 30 navios. Foto: Marco Mari - Gabinete Digital/PR

O Promef viabilizou a construção de três novos estaleiros que juntos respondem pela construção de 30 navios. Foto: Marco Mari – Gabinete Digital/PR

Os navios construídos por meio do Promef transportam grande parte do combustível que ajuda a movimentar o Brasil. Para se ter uma ideia, um petroleiro do tipo Suezmax – como o Henrique Dias, que entrou em operação em dezembro de 2014 – tem capacidade para 1 milhão de barris, o que equivale a quase metade da produção diária do país.

O programa foi fundamental para a retomada da indústria naval brasileira. O setor chegou a ter menos de 2 mil trabalhadores no fim da década de 90 e atualmente gera mais de 80 mil empregos diretos. O Promef viabilizou ainda a construção de três novos estaleiros – Atlântico Sul e Vard Promar, em Pernambuco, que juntos respondem pela construção de 30 navios; e Rio Tietê, em São Paulo –, além da revitalização do Estaleiro Mauá (Eisa Petro-Um), no Rio de Janeiro. O Brasil tem hoje a terceira maior carteira mundial de encomendas de petroleiros.

Os oito petroleiros que estão operando são os Suezmax Henrique Dias, Dragão do Mar, Zumbi dos Palmares e João Cândido; e os navios de produtos José Alencar, Rômulo Almeida, Sérgio Buarque de Holanda e Celso Furtado. Para este ano, outros oito navios estão com entrega prevista, sendo dois Suezmax, dois Panamax e quatro Gaseiros. Desses, seis se encontram em acabamento, sendo um Suezmax (Estaleiro Atlântico Sul), dois Panamax (Eisa Petro-1) e três Gaseiros (Vard Promar).

Os três pilares do Promef são construir navios no Brasil, manter um índice de conteúdo nacional mínimo de 65% e atingir competitividade internacional, após a curva de aprendizado. Os dois primeiros pilares estão consolidados. E a busca por competitividade mundial é o atual foco. Os principais players da indústria naval, como Japão, Coreia do Sul e China levaram, respectivamente, 63, 53 e 23 anos para atingir a maturidade do setor. Em um período menor, o Brasil já começa a obter resultados comparáveis aos do mercado chinês.

Tipos de navios
Suezmax – petroleiro para o transporte de óleo cru. A capacidade de carregamento está na faixa de 140 mil a 175 mil toneladas de porte bruto (TPB). Essa embarcação atende às limitações do Canal de Suez, no Egito: largura de 48 metros e calado de 17 metros.

Panamax – petroleiro para o transporte de óleo cru e produtos escuros com capacidade de carregamento na faixa de 65 mil a 80 mil TPB. Possui porte similar àqueles que passam nas eclusas do Canal do Panamá.

Produtos – petroleiro para o transporte de produtos derivados de petróleo, como diesel, nafta, gasolina, óleo combustível e querosene de aviação. A capacidade de carregamento está na faixa de 30 mil a 50 mil toneladas de porte bruto (TPB). É destinado, prioritariamente, à navegação de cabotagem.

Gaseiros – embarcação construída para o transporte de gás liquefeito de petróleo. É destinado, prioritariamente, à navegação de cabotagem.

Sábado, 23 de agosto de 2014 às 10:30

Exploração do pré-sal impulsiona crescimento da indústria naval

A demanda por embarcações usadas na exploração do petróleo do pré-sal continua a atrair investimentos para o setor naval, que cresce 19,5% ao ano. A expansão da produção de petróleo dobrará até 2020 a participação da indústria de petróleo e gás no PIB e levará a indústria naval e offshore (exploração em alto mar) brasileira a faturar em torno de US$ 17 bilhões por ano no período.

Os dados fazem parte do estudo “Ressurgimento da Indústria Naval no Brasil (2000 – 2013)”, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e apresentado esta semana na Marintec South America – 11ª Navalshore, no Rio de Janeiro.

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O estudo aponta que o ritmo de crescimento verificado e o volume de investimentos na indústria naval – cerca de R$150 bilhões no período de 13 anos – já consolidaram o setor. Dentre os investimentos destacados estão os realizados por três programas coordenados pela Petrobras: o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), o Programa de Renovação e Expansão da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo (Prorefam) e o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da subsidiária Transpetro.

Um dos principais indicadores foi o rápido crescimento da força de trabalho empregada. Segundo o estudo, em março de 2013, a indústria naval empregava 71 mil trabalhadores. Estima-se que hoje 80 mil pessoas trabalham na área. O aumento de produção também beneficiou a cadeia de produção. A indústria de navipeças emprega cerca de 100 mil pessoas.

Encomendas
As encomendas previstas para a exploração de áreas do pré-sal garantem demanda para o setor pelos próximos 25 anos. Com base na perspectiva de encomendas de plataformas e embarcações de apoio para áreas do pré-sal, como o Campo de Libra, o estudo calcula uma demanda de pelo menos 544 embarcações a serem produzidas. O montante de recursos estimados é da ordem de R$ 227 bilhões.

Para atender a tantas encomendas de navios, sondas, plataformas e seus módulos (e integração), tornou-se necessária a construção de estaleiros em algumas regiões do Brasil. Entre 2013 e 2014, estão previstos para entrar em operação dez estaleiros de grande e médio portes, englobando investimentos da ordem de R$ 10,7 bilhões. Atualmente o país conta com 29 estaleiros considerados de grande e médio portes.

Inovação
O comércio mundial cresceu oito vezes desde 1970, bem acima do crescimento do PIB mundial. Isso mostra cada vez mais o aumento da frota mercante, necessária para a redução de assimetrias regionais.

Por enquanto, a demanda doméstica do setor de petróleo é estável e confiável. O estudo do Ipea afirma que o principal objetivo da indústria deve ser aumentar a inovação e a produtividade para garantir o crescimento do setor quando cessar a demanda interna.

Segunda-feira, 25 de outubro de 2010 às 19:11

Gerar milhares de empregos é bom. Garantir sua continuidade é melhor ainda

Mais do que empregar nove mil trabalhadores para a construção de um navio – 3 mil diretos e 6 mil indiretos – a retomada da indústria naval brasileira pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Promef trouxeram para o Brasil uma perspectiva de continuidade na geração desses empregos, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Alex Santos.

Nos anos anteriores, quando se lançava um navio, nós costumávamos dizer que, junto com ele, três mil trabalhadores eram lançados ao mar, porque gerava desemprego. Hoje em dia eles têm uma perspectiva de continuidade: lança-se um navio, e há outro na carreira para ser lançado novamente.

O renascimento da indústria naval brasileira vem transformando a vida de muita gente. Como a do casal Suelen e Gilson. Ela, após um curso profissionalizante, se tornou soldadora, profissão que exibe com orgulho. “Minha vida agora é muito melhor”, diz, com orgulho. “Antes eu não tinha garantia nenhuma de emprego. Agora, mesmo entregando um navio, sabemos que há outros para serem construídos e que o emprego da gente está garantido.”

Gilson, ex-cobrador de ônibus, trabalha há quatro anos na indústria naval e hoje é encarregado da produção. Para ele, uma das grandes vantagens da profissão é a possibilidade de crescimento. “Mudou praticamente tudo na minha vida. É daqui que levo meu sustento, é daqui que estou conseguindo comprar o meu carro. Graças a Deus estou conseguindo o que eu tinha almejado antes. Aqui só não aprende e cresce se você não quiser.”

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Sexta-feira, 7 de maio de 2010 às 13:28

E o ‘impossível’ vira realidade no Porto de Suape (PE)

Sexta-feira, 11 de setembro de 2009 às 16:17

Pré-sal promove renascimento da indústria naval brasileira

Presidente Lula discursa para platéia de trabalhadores do Estaleiro Atlântico Sul, que deu início à montagem de seu primeiro navio petroleiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula discursa para platéia de trabalhadores do Estaleiro Atlântico Sul, que deu início à montagem de seu primeiro navio petroleiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Pré-sal está dando uma força e tanto para indústria naval brasileira. É o que se vê, por exemplo, no Porto de Suape, em Ipojuca (PE), onde o maior estaleiro do Hemisfério Sul – o Atlântico Sul (EAS) – está prestes a entregar o seu primeiro navio de transporte de petróleo, um gigante de mais de 21 mil toneladas de aço com previsão de lançamento em janeiro de 2010.

A embarcação, a primeira também do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro (subsidiária da Petrobras no setor de logística e transporte de combustíveis), teve sua quilha batizada hoje pelo presidente Lula, em cerimônia que marca o momento de colocação da primeira peça da embarcação no dique seco, onde os últimos ajustes são feitos em terra antes do lançamento ao mar.

Outros sete navios foram encomendados pela Transpetro ao estaleiro, impulsionando não apenas a indústria naval como também a economia de Ipojuca e região.

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