Terça-feira, 5 de abril de 2011 às 20:19

Nesta terça-feira (5/4), no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff cumprimenta um oficial-general do Exército, sendo observada pelo vice-presidente, Michel Temer; pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim; e pelo comandante do Exército, general Enzo Peri. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A primeira cerimônia de apresentação de oficiais-generais recém promovidos a uma comandante-em-chefe mulher, a presidenta Dilma Rousseff, não trouxe nenhuma inovação em relação às cerimônias anteriores, nas quais o ato era feito a presidentes homens. O cerimonial seguido foi exatamente o mesmo previsto na última cerimônia de apresentação no governo do presidente Lula, ocorrida em 20 de dezembro de 2010.
Uma curiosidade nesse tipo de evento é que os generais promovidos não fazem a continência aos superiores – nem ao Presidente (a) da República, nem ao ministro da Defesa, nem ao seu comandante de Força. A continência, aliás, é expressamente desaconselhada no livreto com o roteiro da cerimônia, que é entregue a cada militar promovido. Na última cerimônia do governo Lula, por exemplo, a página 3 do livreto instruía:
“Ao ouvir o seu nome, o Oficial-General que se encontra no local de espera 2 (dois), acompanhado da esposa, desloca-se em direção ao Senhor Presidente da República, até a distância de um passo, apresenta-se e aguarda o cumprimento (aperto de mão) do Presidente da República. Em seguida, apresenta sua esposa que recebe o cumprimento do Presidente da República (aperto de mão). A esposa e o Oficial-General cumprimentam a Primeira-Dama (aperto de mão), o Vice-Presidente da República (aperto de mão), o Ministro da Defesa (aperto de mão), retornam aos seus lugares no dispositivo inicial e sentam-se.
Obs:
(…)
-Durante a apresentação, o Oficial-General não presta a continência individual, apenas declina o posto e o nome de guerra”.
Na primeira cerimônia do governo Dilma, o texto foi mantido com os ajustes relativos ao gênero, especialmente com a troca de “presidente” por “presidenta”.
O cerimonial de apresentação de Oficiais-Generais está alinhado com a praxe entre os militares, de não prestar continência em ambientes fechados, situação na qual em geral eles estão sem cobertura (quepe). No passado, a continência era até proibida nessas circunstâncias, como lembram antigos oficiais. Hoje há mais flexibilidade, mas a praxe é a expressão de respeito ser feita com outras formas de cumprimento, inclusive com o aperto de mãos.
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Quinta-feira, 23 de setembro de 2010 às 16:03

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Terça-feira, 7 de setembro de 2010 às 13:06

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Sexta-feira, 30 de abril de 2010 às 22:44

Em discurso, Lula enfatizou que não mudará os rumos da economia em função das eleições. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula afirmou, na noite desta sexta-feira (30/4), em cerimônia de posse da nova diretoria da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em São Paulo, que não abrirá mão de medidas que possam controlar a economia do país em benefício de candidatos às eleições de outubro de 2010. Segundo Lula, “não há eleição que me faça jogar fora o que nós acumulamos nesse período”. Ele enfatizou que os ganhos no período representam “um patrimônio do povo brasileiro”.
Durante discurso, Lula tocou nesta questão para relatar que, ontem (29/4), quando o Copom (Conselho de Política Monetária) decidiu aumentar a taxa Selic, ocorreu uma série de críticas à decisão por parte “companheiros que certamente só se manifestam no dia da reunião do Copom”. E explicou: “Veja, nós atingimos um grau de maturidade e seriedade que a gente não pode afrouxar… Se a gente deixar desandar não controla mais. Fui dirigente sindical que viveu inflação a 80% ao mês…”
Lula recordou que em outras ocasiões, por conta do momento eleitoral, se tomava decisões que mais adiante prejudicaram a economia do país. Ele frisou que o Brasil somente chegará à condição de quinta economia mundial dentro dos próximos anos se for mantida a seriedade na política econômica. O presidente usou o exemplo de um carro andando numa velocidade a 100 quilômetros/hora: “Se não brecar no momento certo pode quebrar a cara”.
“Enquanto for presidente não haverá nada que me faça jogar fora um milímetro daquilo que conquistamos juntos. Credibilidade se conquista com seriede. Esse que vos fala não vai permitir. Quem ganhar vai receber um país arrumado e com credibilidade para que possa fazer muito mais…”

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:
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