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Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 14:58

O “marco Lula” do Pré-sal

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Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 14:57

O carimbo do presidente Lula

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Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 14:54

Petroágua

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Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 14:01

O ‘marco Lula’ do Pré-sal brasileiro

Os geólogos da Petrobras aproveitaram a visita do presidente Lula ao navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis, que deu início à exploração comercial do pré-sal do Campo de Tupi na Bacia de Santos, para homenageá-lo com uma descoberta geológica que fizeram na região. Eles descobriram que a parte mais alta do Pré-sal local tem nove ‘dedos’, que é como chamam os picos geológicos do fundo do mar. Esses picos são usados como marcos para orientá-los no fundo mar. Resolveram então batizar o marco encontrado ali no Campo de Tupi da Bacia de Santos de ‘Marco Lula’.

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras , Guilherme Estrella, disse que ao ser consultado sobre a homenagem, ficou preocupado em saber se ela seria bem aceita, mas depois decidiu levá-la adiante porque simbolizava a história do presidente. Lula disse que não tinha como não ficar feliz com a homenagem, porque os geólogos da Petrobras, bem como os demais funcionários da empresa, são grandes orgulhos do País.

“E eu já estava feliz que a Petrobras aprendeu que toda vez que eu venho aqui eles fazem uma luvinha para mim, aprenderam a cortar o dedinho -- antes o dedo ficava pendurado… “, brincou.

Ouça a íntegra da fala do presidente após receber a homenagem:

 

Em seguida, usou o petróleo extraído da camada pré-sal para carimbar o uniforme de trabalhadores e integrantes da comitiva que visitava o navio-plataforma:

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Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 13:12

Vídeo exclusivo com imagens do navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis

Confira nosso vídeo exclusivo com imagens do interior do navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis que o presidente Lula está visitando neste momento na Bacia de Santos, no litoral do Rio de Janeiro. Conheça as instalações, alguns dos trabalhadores e as principais alegrias e tristezas de quem passa 15 dias por mês embarcado em alto mar.

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Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 10:30

O desafio de superar a saudade numa plataforma de petróleo

A plataforma Cidade Angra dos Reis, no Campo de Tupi, Bacia de Santos (RJ) - Foto: Stéferson Faria/Agência de Notícias Petrobras

Trabalhar numa plataforma petrolífera como a unidade Cidade de Angra dos Reis, que entrará em operação nesta quinta-feira (28/10) no litoral do Rio de Janeiro, é um exercício constante de reinvenção dos costumes, referências pessoais e familiares, noção de tempo e espaço. Mas sobretudo é um desafio de superação de um sentimento comum a todos: a saudade. A nova plataforma brasileira, que chegou ao País há um mês, conta hoje com 120 trabalhadores. Eles ficam 15 dias embarcados e folgam outros 15, e têm uma rotina diária que exige disciplina, treinamento e comprometimento, mas principalmente o companheirismo para superar a saudade quando ela aperta.

É o que afirma Emmanoel Siquara Neto, Enfermeiro que trabalha no pequeno hospital equipado da embarcação. A unidade está preparada para prestar todo tipo de atendimento, diz ele, até os casos de saudade: “Aqui somos uma família. Muitas vezes o nosso atendimento é uma conversa, uma palavra amiga.” A maioria sente falta da família. O gerente operacional da Petrobras, Humberto Americano, trabalha embarcado há 24 anos e diz que essa falta é combatida com a convivência amistosa entre os colegas. Ele lembra de um caso em que seus filhos, quando pequenos, chegaram a tramar para que faltasse ao trabalho. “Meus filhos sumiram com a chave de casa pra eu não sair para trabalhar, eles não queriam que eu fosse embarcar”, lembra, emocionado.

O mergulhador José Danilo diz que a saudade é uma grande “amargura” que enfrenta com muito exercício físico e as opções de lazer existentes na plataforma – TV, internet e livros. É um dos que mais torce para que a prometida academia de ginástica da embarcação fique pronta o quanto antes.

Já o mestre de cabotagem Eraclides Santos, responsável pela manutenção da segurança pessoal e ambiental, está feliz com o que o mar tem a oferecer: tranquilidade, paz, baleias e golfinhos. Ele é apaixonado pela vida que leva e diz que para afastar a saudade quando ela chega, basta olhar para o belo cartão postal natural que tem para todos os lados. “O mar é uma paixão. A gente escolhe essa atividade exatamente para estar em contato com o que a gente gosta”, afirma. “O mar nos traz todos os dias uma coisa nova, uma situação nova. A gente trabalha, faz o que gosta, mas com essa maravilha que é estar aqui, vivendo nesse oceano, no nosso Brasil tão bonito, tão rico, isso dá prazer.”

Para trabalhar em uma embarcação, há uma seleção rigorosa. Luiz Carlos Mendes, gerente ativo de produção senior, é um dos responsáveis por escolher os que vão para alto mar. Ele explica que a pessoa precisa ter um perfil específico e com disponibilidade para se dedicar em tempo integral. Para os que escolhem essa profissão, há vantagens. Os salários são maiores que os do pessoal de terra, há seguro de vida e outros benefícios. A grande desvantagem, admite, é o afastamento da família e amigos. “Para trabalhar aqui, é necessário que essas pessoas tenham um perfil voltado para a área operacional. A pessoa tem que gostar dessa atividade, desse ritmo de vida, porque não tem horário, essas pessoas estão aqui tempo integral à disposição da empresa e às necessidades do trabalho”, diz Mendes.

A plataforma Cidade de Angra dos Reis está ligada a nove poços do pré-sal da Bacia de Campos e será a unidade produtora do Sistema Piloto de Tupi. Quando estiver em pleno funcionamento, no ano que vem, ela produzirá 100 mil barris por dia e 4 milhões de metros cúbicos de gás.

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Segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 13:18

Investimento em estudo e pesquisa gera riqueza e desenvolvimento

Presidente Lula e trabalhadores da refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos (SP). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Grandes conquistas, como o Pré-sal, só aparecem com investimento em estudo, pesquisa e produção científica, e seus benefícios têm efeito multiplicador na economia – no caso, recuperando a indústria naval brasileira, que hoje emprega 50 mil trabalhadores. O presidente Lula citou esse exemplo nesta segunda-feira (18/10) durante a inauguração de novas unidades da Petrobras na Refinaria Henrique Lage (Revap) em São José dos Campos (SP) para reafirmar o compromisso do seu governo não apenas com a autossufiência na produção de petróleo mas também na produção de combustíveis limpos e não-poluentes.

Tudo isso vai gerar muito emprego, muita riqueza e muitos dólares para o Brasil. Porque a gente não quer apenas exportar o óleo cru, a gente quer exportar derivados com maior valor agregado. Além disso, está acontecendo uma revolução no Brasil e por conta disso é importante vocês saberem o que esta acontecendo. Além do polo petroquímico do Rio de Janeiro, a gente resolveu fazer mais quatro refinarias – a Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, a Abreu e Lima, em Pernambuco, uma em Fortaleza e outra em São Luís do Maranhão.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

 

Lula está convicto de que o Brasil será vanguarda na produção de combustíveis limpos e não poluentes, a exemplo do óleo diesel que está sendo produzido na Revap, que é “da mais alta qualidade e com um baixo teor de enxofre”.

Na verdade, tal como o óleo diesel é hoje, parece o óleo que colocamos na frigideira para fritar um bife. Dê uma olhada na cor do óleo de hoje e veja, ele vai ficar assim, ó, branquinho, ou seja, isso aqui, quando os caminhões estiverem usando o óleo, não vão liberar partículas, então vamos respirar melhor.

Em operação desde 24 de março de 1980, a Revap processa 14% dos derivados de petróleo do Brasil, o que representa 252 mil barris/dia. A Refinaria é responsável pelo abastecimento integral de querosene de aviação no Aeroporto Internacional de Guarulhos e atende a demanda dos demais derivados de petróleo no Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Litoral Norte de São Paulo, Sul Fluminense, Grande São Paulo e o Centro-Oeste do País. A modernização da Revap vai proporcionar a produção de combustíveis mais limpos, a redução das importações de derivados e o aumento das exportações de gasolina e maior arrecadação de impostos. As obras compreendem nove projetos principais, dos quais sete fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre 2000 e 2009, foram investidos US$ 3,5 bilhões e, para o período de 2010 a 2014, será de US$ 1,97 bilhão.

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Quinta-feira, 7 de outubro de 2010 às 14:05

Plantamos a semente de recuperação da indústria naval

O navio-plataforma P-57, da Petrobras, tem 312 metros de comprimento, 105 de altura e 56 de largura. Quando estiver em operação no campo de Jubarte, entre o Rio e Espírito Santo, contará com 110 profissionais a bordo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil plantou a semente para recuperação da indústria naval, que desde a década de 1970 não recebia investimentos e não era tida como importante para movimentar o mercado interno, gerando emprego e desenvolvimento, afirmou o presidente Lula nesta quinta-feira (7/10), em Angra dos Reis, na cerimônia de batismo da plataforma P-57.

A primeira coisa que a gente teve que fazer foi despertar o espírito de nacionalismo nas pessoas, a gente gostar um pouco mais desta bandeira verde-amarela e, gostando dela, aprendemos a gostar mais da gente, a acreditar mais na gente. Nessa plataforma, mais de 60% da produção foi brasileira; nas próximas podemos pensar em 70 por cento, 80 por cento, e daqui a pouco podemos pensar em uma plataforma 100 por cento brasileira. Se lançarem o desafio, nós podemos fazer.

Lula ressaltou ainda a importância de se investir e valorizar a capacidade produtiva e intelectual da população local, de forma a nacionalizar a produção e trazer os benefícios e desenvolvimento para dentro do País. Segundo o presidente, sem exercitar as capacidades intelectual e profissional de sua gente, um País acaba sendo tratado como insignificante.

Cada plataforma que agente fizesse lá fora, cada emprego que a gente fizesse lá fora, quantos adolescentes a gente estaria permitindo que fossem encaminhados para a criminalidade neste país por falta de perspectiva de estudo, por falta de perspectiva de trabalho?

O navio-plataforma P-57 ganhou o nome de Apolônio de Carvalho, importante líder político da esquerda brasileira. Sua viúva, Renée de Carvalho, 91 anos, foi homenageada como a madrinha da embarcação. Ela foi representada na cerimônia pelos filhos René Luiz de Carvalho e Raul de Carvalho.

A embarcação irá explorar petróleo na camada pré-sal no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, e terá capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo por dia e dois milhões de metros cúbicos de gás.

Ouça a íntegra do discurso do presidente:

 

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Quarta-feira, 6 de outubro de 2010 às 17:09

O renascimento da indústria naval emociona metalúrgico

O mestre em calderaria de manutenção Paulo Roberto de Sousa não esconde sua emoção quando fala do seu trabalho no estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis, e da importância dele para o desenvolvimento da economia do município situado no litoral sul do Rio de Janeiro. Filho de metalúrgico, Paulo Roberto fala com propriedade sobre a nova fase da cidade que abriga 168.664 habitantes numa área de 800 quilômetros quadrados.

“Noventa por cento da população depende da indústria naval”, afirma. Ele explica que viveu o tempo áureo dos estaleiros, que dava emprego para os moradores. Depois, a decadência com o fechamento de vários postos de trabalho. Nos anos 80, o metalúrgico se viu obrigado a trabalhar no Porto de Sepetiba, município situado próximo a Angra.

Há 10 anos, porém, quando se espalhou pelos quatro cantos a notícia sobre a instalação do estaleiro BrasFELS em Angra, Paulo Roberto viu a oportunidade de voltar à terra natal e trabalhar na função de mais gosta. Foi o segundo operário contratado pela empresa que está com os negócios de vento em popa. Hoje, parte da encomendas das plataformas e navios-plataformas da Petrobras passa pelas instalações do estaleiro que receberá o presidente Lula na quinta-feira (7/10) para cerimônia de batismo do navio-plataforma P-57 da Petrobras, que ajudará na exploração de petróleo no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, entre os litorais dos estados do Rio e Espírito Santo.

Segundo a Petrobras, a unidade inaugura uma nova geração de plataformas, concebidas e montadas a partir do conceito de engenharia que privilegia a simplificação de projetos e a padronização de equipamentos. Um modelo que será referência para as futuras plataformas da Petrobras, como a P-58 e P-62, e para as unidades que irão operar no pré-sal da Bacia de Santos.

Leia o artigo completo »

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Terça-feira, 5 de outubro de 2010 às 18:01

Uma grande festa para uma grande plataforma

Uma grande festa está sendo preparada para o batizado nesta quinta-feira (7/10) da P-57, um grande navio-plataforma da Petrobras capaz de explorar e armazenar petróleo que será instalado no campo de Jubarte, a 80 quilômetros da costa do Espírito Santo. O evento, que contará com a presença do presidente Lula, será realizado no cais do estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis, litoral sul do estado do Rio. Foram convidadas cerca de oito mil pessoas, entre operários do estaleiro angrense, lideranças empresariais e sociais, políticos e jornalistas. A garrafa de champanhe deve ser jogada ao casco da embarcação por Rennê de Carvalho, viúva de Apolônio Pinto de Carvalho, expressiva liderança de partidos de esquerda brasileira que emprestará seu nome à embarcação.

O presidente Lula se desloca de helicóptero para Angra dos Reis a partir da Base Aérea de Santa Cruz, zona oeste do Rio. Na chegada, o presidente se encontrará com 32 operários das empresas que construíram a plataforma, para tirar fotos, e depois seguirá para o palco montado no cais, próximo ao local onde o navio-plataforma será batizado.

De Angra, Lula retorna para o Rio, onde participará, às 14 horas, da cerimônia de inauguração da expansão das instalações do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), na Ilha do Fundão.

Segundo a Petrobras, as novas instalações, que agregam arrojadas técnicas de construção, sustentabilidade e ecoeficiência, representam um salto para o desenvolvimento de tecnologia na Petrobras. Com a ampliação, o complexo da Petrobras na Ilha do Fundão ocupará mais 300 mil m2, tornando-se um dos maiores centros de pesquisa aplicada do mundo. A ampliação também contará com modernos laboratórios para atender exclusivamente às demandas do pré-sal.

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