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Sexta-feira, 3 de outubro de 2014 às 17:48

Pré-sal aumenta produção em 11% em agosto

A produção no pré-sal aumentou 11% em agosto, em relação ao mês anterior, totalizando 647 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 533 mil barris diários de petróleo e 18,1 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em boletim nesta sexta-feira (3).

A produção teve origem em 35 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Baleia Franca, Jubarte, Barracuda, Caratinga, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e nas áreas de Iara e Entorno de Iara.

Os poços do pré-sal são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Quarta-feira, 24 de setembro de 2014 às 19:38

Brasil resiste à crise gerando 12 milhões de empregos e distribuindo renda, afirma Dilma

“Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário básico [mínimo], aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, se reduziu a desigualdade”, afirmou a presidenta Dilma na Assembleia Geral da Onu sobre o Brasil ter saído do mapa da fome elaborado pelas Nações Unidas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário mínimo, aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, se reduziu a desigualdade”, afirmou Dilma na ONU sobre o Brasil ter saído do mapa da fome. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

ONU

O Brasil passou ao largo das políticas recessivas, hoje adotadas por algumas das principais economias do mundo, e soube dar respostas próprias à grande crise do sistema financeiro internacional, deflagrada em 2008, após a quebra do banco Lehman Brothers e, em seguida, transformada em muitos países em crise de dívidas soberanas.

“Resistimos às suas piores consequências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento”, afirmou nesta quarta-feira (24) a presidenta Dilma Rousseff, ao abrir a 69ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. “No período da crise, enquanto o mundo desempregava centena de milhões de trabalhadores, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais”, enfatizou.

“Continuamos a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura”, disse ela. E lembrou que, nos anos recentes, o Brasil saltou da 13ª para 7ª maior economia do mundo e a renda per capita mais que triplicou e a desigualdade caiu.

Há poucos dias, afirmou a presidenta, a organização da ONU para alimentação e agricultura, a FAO, informou que o Brasil saiu do mapa da fome. “Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário básico [mínimo], aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, se reduziu a desigualdade”.

Trinta e seis milhões de brasileiros deixaram a miséria; 22 milhões desde 2011. Para esse resultado contribuíram também políticas sociais e de transferência de renda reunidas no Plano Brasil Sem Miséria. “Se em 2002, mais da metade dos brasileiros era pobre ou muito pobre, hoje três em cada quatro brasileiros integram a classe média e os extratos superiores. Além disso, nos consolidamos como um dos principais destinos de investimentos externos”, acrescentou.

Não menos importante, pontuou a chefe de Estado, foi a retomada do investimento brasileiro em infraestrutura, em uma forte parceria com o setor privado. A presidenta enfatizou que todos esses ganhos estão ocorrendo em ambiente de solidez fiscal.

“Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa. (…) Reduzimos a dívida pública líquida de aproximadamente 60% para 35% do Produto Interno Bruto (PIB). A dívida externa bruta em relação ao PIB caiu 42% para 14%”, disse. O PIB representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos em um país.

Além disso, continuou a presidenta, as reservas internacionais foram multiplicadas por dez e assim, nos tornamos credores internacionais. E a taxa de inflação anual tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas em vigor no País.

Mas, ressalvou a presidenta, ainda que o Brasil tenha conseguido resistir às consequências mais danosas da crise global, ela também atingiu o País, de forma mais aguda no último ano. “Tal fato decorre da persistência, em todas as regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente nosso crescimento”.

Por isso, a presidenta reiterou a defesa feita no ano passado na abertura do Debate Geral, em prol da retomada do crescimento da economia global, com a adoção de políticas indutoras do investimento, do comércio internacional e da diminuição das desigualdades entre países.

Avanços do País
A presidenta Dilma destacou ainda que, nos últimos 12 anos, em particular, o Brasil acrescentamos a essas conquistas a construção de uma sociedade inclusiva baseada na igualdade de oportunidades. “A grande transformação em que estamos empenhados produziu uma economia moderna e uma sociedade mais igualitária. Exigiu, ao mesmo tempo, forte participação popular, respeito aos Direitos Humanos e uma visão sustentável de nosso desenvolvimento”, enumerou.

Na área da saúde, o Brasil conseguiu atingir a meta de redução da mortalidade infantil, antes do prazo estabelecido pelas Metas do Milênio. Foi universalizado o acesso ao ensino fundamental e perseguido o mesmo objetivo no ensino médio. O governo está empenhados em aumentar sua qualidade, melhorando os currículos e valorizando o professor.

Educação inclusiva
Dilma afirmou que o ensino técnico avançou com a criação de centenas de novas escolas e a formação e qualificação tecno-profissional de oito milhões de jovens, nos últimos quatro anos. Houve uma expansão sem precedentes da educação superior: novas universidades públicas e mais de três milhões de alunos contemplados com bolsas e financiamentos que garantem acesso a universidades privadas.

Ações afirmativas permitiram o ingresso massivo de estudantes pobres, negros e indígenas na universidade, destacou.

Finalmente, disse, os desafios de construção de uma sociedade do conhecimento ensejaram a criação do Programa Ciência sem Fronteiras, pelo qual mais de 100 mil estudantes de graduação e pós-graduação são enviados às melhores universidades do mundo.

Pré-sal
Dilma lembrou que, por iniciativa presidencial, o Congresso Nacional aprovou lei que destina 75% dos royalties e 50% do fundo de recursos do pré-sal para a educação e 25% para a saúde.

“Vamos transformar recursos finitos – como o petróleo e o gás – em algo perene: educação, conhecimento científico e tecnológico e inovação. Esse será nosso passaporte para o futuro”, enfatizou.

Quarta-feira, 24 de setembro de 2014 às 13:00

Presidenta Dilma Rousseff discursa na 69º Assembleia da ONU

Quarta-feira, 24 de setembro de 2014 às 12:50

Dilma: Brasil está preparado para contribuir para paz, sustentabilidade e inclusão social no mundo

“Estou certa de que não nos furtaremos a cumprir, com coragem e lucidez, nossas altas responsabilidades na construção de uma ordem internacional alicerçada na promoção da Paz, no desenvolvimento sustentável, na redução da pobreza e da desigualdade”, afirmou Dilma na abertura do Debate Geral da Assembleia da ONU. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“Estou certa de que não nos furtaremos a cumprir, com coragem e lucidez, nossas altas responsabilidades na construção de uma ordem internacional alicerçada na promoção da Paz, no desenvolvimento sustentável, na redução da pobreza e da desigualdade”, afirmou Dilma na abertura do Debate Geral da Assembleia da ONU. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

ONU

A presidenta Dilma Rousseff abriu, na manhã desta quarta-feira (24), a 69º Assembleia da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque. Ela afirmou que o Brasil está pronto a dar sua contribuição em um cenário de grandes desafios internacionais. Para Dilma, o ano de 2015 desponta como “um verdadeiro ponto de inflexão”.

“Estou certa de que não nos furtaremos a cumprir, com coragem e lucidez, nossas altas responsabilidades na construção de uma ordem internacional alicerçada na promoção da Paz, no desenvolvimento sustentável, na redução da pobreza e da desigualdade”, afirmou.

Nos últimos doze anos, o País conseguiu avanços importantes para a construção de uma sociedade baseada na igualdade de oportunidade. Uma “grande transformação” que exigiu, ao mesmo tempo, forte participação popular, respeito aos Direitos Humanos e uma visão sustentável. Ela celebrou a realização das eleições como um símbolo da democracia conquistada há quase trinta anos.  Dilma apontou também a importância de uma agenda internacional marcada pelo multilateralismo, pelo respeito ao Direito Internacional, pela busca da paz e pela prática da solidariedade.

Veja abaixo os pontos abordados pela presidenta em seu discurso.

Inclusão
Um dos resultados desse processo transformador foi a notícia de que o Brasil saiu do mapa da fome da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Segundo Dilma, a valorização dos salários, o aumento dos empregos e as políticas sociais e de transferência de renda reunidas no Plano Brasil Sem Miséria, tiraram 20 milhões de pessoas da miséria durante o seu governo. Desde 2003, 36 milhões saíram da pobreza extrema, segundo Dilma.

Ela também informou que o Brasil atingiu as Metas do Milênio de redução da mortalidade infantil. Sobre educação, exaltou a reestruturação do ensino técnico, a criação de novas Universidades Públicas, além do oferecimento de bolsas, instituição de cotas e do Programa Ciência sem Fronteiras. Para Dilma, todos esses esforços fazem parte do desafio da construção de uma “sociedade do conhecimento”.

Dilma reiterou a importância do uso de recursos finitos, como os do petróleo do Pré-Sal para a melhora da educação, conhecimento científico e tecnológico e inovação. “Esse será nosso passaporte para o futuro”, ressaltou.

Economia
Dilma afirmou que o Brasil apresenta solidez fiscal e estabilidade monetária, conseguindo proteger o Brasil durante a crise econômica mundial, deflagrada em 2008. Neste período, enquanto o mundo desempregava centena de milhões de trabalhadores, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais.

“Resistimos às suas piores consequências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento. Continuamos a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura”, afirmou.

Ela informou dados que demonstram como o Brasil está preparado para o cenário de volatilidade externa. Lembrou que o País é, hoje, a 7ª maior economia do mundo, a renda per capita mais que triplicou e a desigualdade caiu. Além disso, os investimentos externos e em infraestrutura foram retomados e a situação fiscal é sólida.

Mesmo com bons números, Dilma afirmou que a crise atingiu o Brasil, de forma mais aguda, nos últimos anos. Para ela, uma consequência da falta de dinamismo da economia global.

“É imperioso pôr fim ao descompasso entre a crescente importância dos países em desenvolvimento na economia mundial e sua insuficiente participação nos processos decisórios das instituições financeiras internacionais, como o FMI e o Banco Mundial. É inaceitável a demora na ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento nessas instituições”, defendeu Dilma.

A presidenta afirmou que um dos passos para o desenvolvimento sustentável e justo da economia mundial foi dado pelos Brics, que realizou a sexta reunião de cúpula no Brasil neste ano.

Conselho de Segurança
A manutenção da paz é um dos mais importantes desafios da conjuntura atual, segundo Dilma. Para a presidenta, as intervenções militares não têm contribuído para o fim dos conflitos, pelo contrário. Como exemplo, citou a questão palestina, um conflito “precariamente administrado”.

Por isso, Dilma voltou a defender uma reforma do Conselho de Segurança. Ela considera os 70 anos das Nações Unidas, celebrados em 2015, a ocasião propícia para o avanço que a situação requer. “Um Conselho mais representativo e mais legítimo poderá ser também mais eficaz”, enfatizou.

Mudança climática
Dilma comemorou a convocação da Cúpula do Clima, aberta ontem na ONU. A presidenta afirmou que o governo brasileiro se empenhará para que o resultado das negociações leve a um novo acordo equilibrado, justo e eficaz. Ela pediu compromisso dos países desenvolvidos com o desenvolvimento sustentável, definindo metas de financiamento e cooperação científica.

“A mudança do clima é um dos grandes desafios da atualidade. Necessitamos, para vencê-la, sentido de urgência, coragem política e o entendimento de que cada um deverá contribuir segundo os princípios da equidade e das responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, defendeu.

O Brasil tem feito a sua parte para enfrentar a mudança do clima. Dilma lembrou o comprometimento brasileiro com a redução voluntária de emissões e a redução do desmatamento em 79% nos últimos dez anos, uma conquista do empenho de governo, sociedade e agentes públicos e privados.

Discriminação e exclusão
A presidenta reiterou o compromisso do Brasil com a valorização da mulher no mundo do trabalho, combate à violência contra mulher, defendeu a promoção da igualdade racial e repudiou a homofobia.

“Acreditamos firmemente na dignidade de todo ser humano e na universalidade de seus direitos fundamentais. Estes devem ser protegidos de toda seletividade e de toda politização”, defendeu.

Na abertura da sessão, Dilma disse que o Brasil tem “grande satisfação” em ver na Presidência desta Sessão da Assembleia Geral “um filho da África”, Sam Kutesa, ministro de Relações Internacionais de Uganda. Para ela, a miscigenação brasileira é um “orgulho”.

“Os brasileiros somos ligados por laços históricos, culturais e de amizade ao continente africano, cuja contribuição foi e é decisiva para a constituição da identidade nacional de meu país”, lembrou.

Corrupção
Dilma reafirmou o empenho do Brasil no “combate sem tréguas à corrupção”. Ela afirma que o fim da impunidade e a melhora da fiscalização são os caminhos para o fim dessa prática. A presidenta citou criação do Portal da Transparência, aprovação da Lei de Acesso à Informação e criação de leis que punem corrupto e corruptor.

“O fortalecimento de tais instituições é essencial para o aprimoramento de uma governança aberta e democrática”.

Internet
A presidenta Dilma relembrou a discussão sobre a governança mundial da internet na reunião de 2013, quando Brasil e Alemanha provocaram esse debate e Dilma propôs a criação de um marco civil para a governança e o uso da Internet.

“É indispensável tomar medidas que protejam eficazmente os direitos humanos tanto no mundo real como no mundo virtual, como preconiza resolução desta Assembleia sobre a privacidade na era digital”, pediu Dilma.

Confira a íntegra

Sábado, 23 de agosto de 2014 às 10:30

Exploração do pré-sal impulsiona crescimento da indústria naval

A demanda por embarcações usadas na exploração do petróleo do pré-sal continua a atrair investimentos para o setor naval, que cresce 19,5% ao ano. A expansão da produção de petróleo dobrará até 2020 a participação da indústria de petróleo e gás no PIB e levará a indústria naval e offshore (exploração em alto mar) brasileira a faturar em torno de US$ 17 bilhões por ano no período.

Os dados fazem parte do estudo “Ressurgimento da Indústria Naval no Brasil (2000 – 2013)”, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e apresentado esta semana na Marintec South America – 11ª Navalshore, no Rio de Janeiro.

naval

O estudo aponta que o ritmo de crescimento verificado e o volume de investimentos na indústria naval – cerca de R$150 bilhões no período de 13 anos – já consolidaram o setor. Dentre os investimentos destacados estão os realizados por três programas coordenados pela Petrobras: o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), o Programa de Renovação e Expansão da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo (Prorefam) e o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da subsidiária Transpetro.

Um dos principais indicadores foi o rápido crescimento da força de trabalho empregada. Segundo o estudo, em março de 2013, a indústria naval empregava 71 mil trabalhadores. Estima-se que hoje 80 mil pessoas trabalham na área. O aumento de produção também beneficiou a cadeia de produção. A indústria de navipeças emprega cerca de 100 mil pessoas.

Encomendas
As encomendas previstas para a exploração de áreas do pré-sal garantem demanda para o setor pelos próximos 25 anos. Com base na perspectiva de encomendas de plataformas e embarcações de apoio para áreas do pré-sal, como o Campo de Libra, o estudo calcula uma demanda de pelo menos 544 embarcações a serem produzidas. O montante de recursos estimados é da ordem de R$ 227 bilhões.

Para atender a tantas encomendas de navios, sondas, plataformas e seus módulos (e integração), tornou-se necessária a construção de estaleiros em algumas regiões do Brasil. Entre 2013 e 2014, estão previstos para entrar em operação dez estaleiros de grande e médio portes, englobando investimentos da ordem de R$ 10,7 bilhões. Atualmente o país conta com 29 estaleiros considerados de grande e médio portes.

Inovação
O comércio mundial cresceu oito vezes desde 1970, bem acima do crescimento do PIB mundial. Isso mostra cada vez mais o aumento da frota mercante, necessária para a redução de assimetrias regionais.

Por enquanto, a demanda doméstica do setor de petróleo é estável e confiável. O estudo do Ipea afirma que o principal objetivo da indústria deve ser aumentar a inovação e a produtividade para garantir o crescimento do setor quando cessar a demanda interna.

Quarta-feira, 13 de agosto de 2014 às 19:07

Petrobras bate recorde na produção de petróleo em julho e atinge 2,1 milhões de barris ao dia

A produção total de petróleo da Petrobras no Brasil bateu recorde mensal em julho, com 2,152 milhões de barris por dia, informou a estatal na segunda-feira (11). Esse valor inclui o montante que resulta das operações da empresa para seus parceiros. A média diária, sem a participação dos parceiros, foi de 2 milhões e 49 mil barris ao dia, 2% a mais do que o mês anterior (2 milhões e 8 mil bpd).

A produção de petróleo e líquido de gás natural (LGN) no Brasil atingiu a média de 1 milhão 947 mil barris por dia no semestre, 1,4% superior à produção do 1º semestre de 2013. Segundo a empresa, esse aumento foi impulsionado pela entrada em operação dos novos sistemas de produção: P-63 (Papa-Terra), P-55 (Roncador), P-62 (Roncador) e P-58 (Jubarte), e pelo aumento da produção nos FPSOs Cidade de Itajaí (Baúna), Cidade de Paraty (Lula NE) e Cidade de São Paulo (Sapinhoá).

Produção também bate recorde no pré-sal
Em junho, a Petrobras bateu novo recorde de produção mensal no pré-sal, atingindo 477 mil barris de petróleo por dia, e em 13 de julho, foi registrado um recorde diário de 546 mil barris com apenas 25 poços produtores.

A empresa interligou, até junho de 2014, 30 novos poços, número próximo ao total de poços interligados em todo o ano de 2013. Neste ano já foram incorporados três novos navios do tipo Pipe Laying Support Vessel (PLSV) à frota da Petrobras, aumentando a disponibilidade de equipamentos necessários ao crescimento da produção. O PLSV, ou navio lançador de linha, são embarcações que lançam e recolhem linhas no mar, utilizadas para conectar as plataformas a sistemas de produção de petróleo.

No refino, a Petrobras aumentou a carga processada e a produção de derivados, alcançando, em junho, recorde de processamento de petróleo nas refinarias no Brasil de 2 milhões 172 mil barris de petróleo por dia.

Programas de eficiência
Segundo a Petrobras, o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos (Proef) contribuiu com uma produção adicional de petróleo de 96 mil barris por dia no semestre. A eficiência operacional chegou a 80% na Unidade Operacional Bacia de Campos (UO-BC) no fim do semestre, tendo atingido em maio o recorde de eficiência operacional dos últimos 47 meses, de 81,2%.

Os programas estruturantes (Prodesin, Procop, Infralog, PRC-Poço e PRC-Sub) impactaram positivamente o caixa em R$ 5,6 bilhões no 1º semestre deste ano, relatou a diretoria da empresa.

Fonte: Portal Brasil com informações da Petrobras.

Segunda-feira, 11 de agosto de 2014 às 15:12

Consórcio inicia perfuração do primeiro poço exploratório em Libra

Mapa com a localização de Libra e sua distância da Costa. Agência Petrobras.

Mapa com a localização de Libra e sua distância da Costa. Agência Petrobras.

A Petrobras iniciou na quarta-feira (6) a perfuração do primeiro poço exploratório na área de Libra. Esse é o primeiro de dois poços previstos na primeira fase do Programa Exploratório Mínimo (PEM), proposta de exploração firmada com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras é a operadora do Consórcio de Libra (40%), formado também por Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%), juntamente com a Pré-Sal Petróleo S.A.

O primeiro poço atingirá a profundidade final (profundidade de água e sedimentos) de 5.850 metros e está a cerca de 170 km da costa do estado do Rio de Janeiro e a aproximadamente 5 km a Sudoeste do poço descobridor. Durante a perfuração serão realizados testes para adquirir informações necessárias ao desenvolvimento da produção de Libra.

Além da perfuração desses dois poços, o PEM inclui também a realização de um levantamento sísmico de toda a área do bloco, já concluído, e a realização de um teste de longa duração, que será iniciado em dezembro de 2016. Todo o Programa Exploratório Mínimo será concluído até o final de 2017 e a estimativa é de que o primeiro sistema de produção definitivo comece a operar em 2020.

Descoberto em 2010, o bloco de Libra está localizado em águas ultraprofundas no pré-sal da Bacia de Santos, numa área de 1.547,76 km², sendo considerado um prospecto de elevado potencial. O contrato estabelece que a fase exploratória tenha duração de quatro anos a partir da sua assinatura, em dezembro de 2013.

Perfuração de poços do pré-sal em 2013
A Petrobras alcançou um índice de sucesso de 100% na perfuração de 14 poços do pré-sal em 2013. Se considerar todos os poços perfurados (total de 76, sendo 45 em terra e 31 no mar), o índice de sucesso foi de 75% em 2013. Os investimentos em exploração nesse período somaram R$ 17,3 bilhões, incluindo, principalmente, os custos de perfuração, de levantamentos sísmicos e de aquisições de blocos. O ano foi encerrado com reservas provadas de petróleo e gás natural na ordem de 16,565 bilhões de barris de petróleo equivalente, que inclui gás natural. Esses valores equivalem a um aumento de 0,8% em relação às reservas provadas em 2012.

Fonte: Petrobras.

Sexta-feira, 8 de agosto de 2014 às 11:05

Produção de petróleo atinge 2,2 milhões de barris por dia e bate recorde em junho

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de junho atingiu 2,79 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, sendo 86,6 milhões de metros cúbicos são de gás natural e 2,246 milhões de barris diários de petróleo, novo recorde que superou os 2,231 milhões de barris registrados em janeiro de 2012.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (7), pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em seu Boletim Mensal da Produção. Segundo a agência, em maio, a produção de petróleo e gás natural totalizou 2,721 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Houve aumento de 2,6% na produção de petróleo em relação a maio de 2014 e de 6,9% na comparação com junho de 2013.

A produção de gás natural superou em 2,4% a do mês anterior, de 84,5 milhões de metros cúbicos por dia, e em 8,2% a de junho de 2013.

Pré-sal
A produção no pré-sal aumentou 6,2% em relação ao mês anterior, totalizando 583,2 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 478 mil barris diários de petróleo e 16,7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A produção teve origem em 33 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Baleia Franca, Barracuda, Caratinga, Búzios, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e na área de Iara.

Fonte: Portal Brasil com informações da ANP.

Sábado, 19 de julho de 2014 às 4:52

Brasil é um dos seis países do G-20 que registram superavit primário

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Presidenta Dilma cumprimenta Heitor Muller, presidente reeleito da Federação e Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs/Ciergs). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em cerimônia de posse das novas diretorias da Federação e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs/Ciergs) nesta sexta-feira (18), a presidenta Dilma Rousseff elencou motivos para empresários se manterem otimistas e confiantes no aquecimento da indústria e retomada do crescimento. Segundo ela, o desenvolvimento sustentável do Brasil só será possível com indústria forte e pujante. Dilma também lembrou que a indústria brasileira teve a quinta maior taxa de expansão entre os países do G-20 em 2013 e que, em 2014, houve queda acentuada não somente no Brasil, mas no mundo inteiro.

“Temos mobilizado todos os instrumentos para preservar nosso crescimento, e principalmente, para garantir a continuidade da criação de empregos para os brasileiros. Perseguimos este objetivo, sem abdicar, um só instante, da robustez dos fundamentos macroeconômicos. (…) O Brasil, nesse momento, é um dos seis países do G-20 que registram superávit primário nas suas contas, junto com Arábia Saudita, a Itália, Alemanha, Turquia e a Coreia do Sul. Os demais não registram superávit primário.”

Durante a cerimônia, a presidenta detalhou conjunto de estímulos, já anunciados, para reduzir custos de produção em curto prazo, dando mais força à indústria. Dentre eles estão: a desoneração permanente da folha de pagamento; adoção do PSI (Programa de Sustentação do Investimento) com juros bem mais baixos; política de compras governamentais, priorizando produção no Brasil; estímulo ao desenvolvimento de cadeias produtivas; e incentivo ao aumento de exportações com o Reintegra. A presidenta aposta nas medidas somadas à questão da produtividade para dar mais fôlego à indústria nacional.

“Nós temos uma pauta de produtividade baseada em quatro pilares. Um é infraestrutura, o segundo é educação, o terceiro é inovação e o quarto é a construção de um Brasil sem burocracia.”

Na questão da infraestrutura, o investimento em ferrovias e em hidrovias ampliará a capacidade de escoar produção a menores custos. Na redução da burocracia, Dilma defende modelos regulatórios claros, com processos simplificados: “o princípio é que o cidadão é um só e o Estado que integre todos os guichês e o trate como um cidadão e um indivíduo.”

No sentido da inovação e da educação, a presidenta tornou a defender a necessidade de formação de técnicos, universitários, pesquisadores e lembrou que isso só é possível com muito investimento, como os 75% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para educação.

“No Brasil, nós precisamos da educação por quê? Para não voltar atrás na desigualdade e estabilizá-la, torná-la perene, precisamos formar técnicos, universitários, pesquisadores, enfim, precisamos formar as pessoas em todas as áreas, mas basicamente, precisamos saber que é necessário gastar bastante com educação básica, tanto com creches, como educação em tempo integral, como alfabetização na idade certa. Por isso, propusemos ao Congresso que se dedicasse 75% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para educação.”

Terça-feira, 1 de julho de 2014 às 16:10

Petrobras ultrapassa a produção de 500 mil barris de petróleo por dia no Pré-Sal

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