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Sábado, 23 de agosto de 2014 às 10:30

Exploração do pré-sal impulsiona crescimento da indústria naval

A demanda por embarcações usadas na exploração do petróleo do pré-sal continua a atrair investimentos para o setor naval, que cresce 19,5% ao ano. A expansão da produção de petróleo dobrará até 2020 a participação da indústria de petróleo e gás no PIB e levará a indústria naval e offshore (exploração em alto mar) brasileira a faturar em torno de US$ 17 bilhões por ano no período.

Os dados fazem parte do estudo “Ressurgimento da Indústria Naval no Brasil (2000 – 2013)”, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e apresentado esta semana na Marintec South America – 11ª Navalshore, no Rio de Janeiro.

naval

O estudo aponta que o ritmo de crescimento verificado e o volume de investimentos na indústria naval – cerca de R$150 bilhões no período de 13 anos – já consolidaram o setor. Dentre os investimentos destacados estão os realizados por três programas coordenados pela Petrobras: o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), o Programa de Renovação e Expansão da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo (Prorefam) e o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da subsidiária Transpetro.

Um dos principais indicadores foi o rápido crescimento da força de trabalho empregada. Segundo o estudo, em março de 2013, a indústria naval empregava 71 mil trabalhadores. Estima-se que hoje 80 mil pessoas trabalham na área. O aumento de produção também beneficiou a cadeia de produção. A indústria de navipeças emprega cerca de 100 mil pessoas.

Encomendas
As encomendas previstas para a exploração de áreas do pré-sal garantem demanda para o setor pelos próximos 25 anos. Com base na perspectiva de encomendas de plataformas e embarcações de apoio para áreas do pré-sal, como o Campo de Libra, o estudo calcula uma demanda de pelo menos 544 embarcações a serem produzidas. O montante de recursos estimados é da ordem de R$ 227 bilhões.

Para atender a tantas encomendas de navios, sondas, plataformas e seus módulos (e integração), tornou-se necessária a construção de estaleiros em algumas regiões do Brasil. Entre 2013 e 2014, estão previstos para entrar em operação dez estaleiros de grande e médio portes, englobando investimentos da ordem de R$ 10,7 bilhões. Atualmente o país conta com 29 estaleiros considerados de grande e médio portes.

Inovação
O comércio mundial cresceu oito vezes desde 1970, bem acima do crescimento do PIB mundial. Isso mostra cada vez mais o aumento da frota mercante, necessária para a redução de assimetrias regionais.

Por enquanto, a demanda doméstica do setor de petróleo é estável e confiável. O estudo do Ipea afirma que o principal objetivo da indústria deve ser aumentar a inovação e a produtividade para garantir o crescimento do setor quando cessar a demanda interna.

Quarta-feira, 13 de agosto de 2014 às 19:07

Petrobras bate recorde na produção de petróleo em julho e atinge 2,1 milhões de barris ao dia

A produção total de petróleo da Petrobras no Brasil bateu recorde mensal em julho, com 2,152 milhões de barris por dia, informou a estatal na segunda-feira (11). Esse valor inclui o montante que resulta das operações da empresa para seus parceiros. A média diária, sem a participação dos parceiros, foi de 2 milhões e 49 mil barris ao dia, 2% a mais do que o mês anterior (2 milhões e 8 mil bpd).

A produção de petróleo e líquido de gás natural (LGN) no Brasil atingiu a média de 1 milhão 947 mil barris por dia no semestre, 1,4% superior à produção do 1º semestre de 2013. Segundo a empresa, esse aumento foi impulsionado pela entrada em operação dos novos sistemas de produção: P-63 (Papa-Terra), P-55 (Roncador), P-62 (Roncador) e P-58 (Jubarte), e pelo aumento da produção nos FPSOs Cidade de Itajaí (Baúna), Cidade de Paraty (Lula NE) e Cidade de São Paulo (Sapinhoá).

Produção também bate recorde no pré-sal
Em junho, a Petrobras bateu novo recorde de produção mensal no pré-sal, atingindo 477 mil barris de petróleo por dia, e em 13 de julho, foi registrado um recorde diário de 546 mil barris com apenas 25 poços produtores.

A empresa interligou, até junho de 2014, 30 novos poços, número próximo ao total de poços interligados em todo o ano de 2013. Neste ano já foram incorporados três novos navios do tipo Pipe Laying Support Vessel (PLSV) à frota da Petrobras, aumentando a disponibilidade de equipamentos necessários ao crescimento da produção. O PLSV, ou navio lançador de linha, são embarcações que lançam e recolhem linhas no mar, utilizadas para conectar as plataformas a sistemas de produção de petróleo.

No refino, a Petrobras aumentou a carga processada e a produção de derivados, alcançando, em junho, recorde de processamento de petróleo nas refinarias no Brasil de 2 milhões 172 mil barris de petróleo por dia.

Programas de eficiência
Segundo a Petrobras, o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos (Proef) contribuiu com uma produção adicional de petróleo de 96 mil barris por dia no semestre. A eficiência operacional chegou a 80% na Unidade Operacional Bacia de Campos (UO-BC) no fim do semestre, tendo atingido em maio o recorde de eficiência operacional dos últimos 47 meses, de 81,2%.

Os programas estruturantes (Prodesin, Procop, Infralog, PRC-Poço e PRC-Sub) impactaram positivamente o caixa em R$ 5,6 bilhões no 1º semestre deste ano, relatou a diretoria da empresa.

Fonte: Portal Brasil com informações da Petrobras.

Segunda-feira, 11 de agosto de 2014 às 15:12

Consórcio inicia perfuração do primeiro poço exploratório em Libra

Mapa com a localização de Libra e sua distância da Costa. Agência Petrobras.

Mapa com a localização de Libra e sua distância da Costa. Agência Petrobras.

A Petrobras iniciou na quarta-feira (6) a perfuração do primeiro poço exploratório na área de Libra. Esse é o primeiro de dois poços previstos na primeira fase do Programa Exploratório Mínimo (PEM), proposta de exploração firmada com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras é a operadora do Consórcio de Libra (40%), formado também por Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%), juntamente com a Pré-Sal Petróleo S.A.

O primeiro poço atingirá a profundidade final (profundidade de água e sedimentos) de 5.850 metros e está a cerca de 170 km da costa do estado do Rio de Janeiro e a aproximadamente 5 km a Sudoeste do poço descobridor. Durante a perfuração serão realizados testes para adquirir informações necessárias ao desenvolvimento da produção de Libra.

Além da perfuração desses dois poços, o PEM inclui também a realização de um levantamento sísmico de toda a área do bloco, já concluído, e a realização de um teste de longa duração, que será iniciado em dezembro de 2016. Todo o Programa Exploratório Mínimo será concluído até o final de 2017 e a estimativa é de que o primeiro sistema de produção definitivo comece a operar em 2020.

Descoberto em 2010, o bloco de Libra está localizado em águas ultraprofundas no pré-sal da Bacia de Santos, numa área de 1.547,76 km², sendo considerado um prospecto de elevado potencial. O contrato estabelece que a fase exploratória tenha duração de quatro anos a partir da sua assinatura, em dezembro de 2013.

Perfuração de poços do pré-sal em 2013
A Petrobras alcançou um índice de sucesso de 100% na perfuração de 14 poços do pré-sal em 2013. Se considerar todos os poços perfurados (total de 76, sendo 45 em terra e 31 no mar), o índice de sucesso foi de 75% em 2013. Os investimentos em exploração nesse período somaram R$ 17,3 bilhões, incluindo, principalmente, os custos de perfuração, de levantamentos sísmicos e de aquisições de blocos. O ano foi encerrado com reservas provadas de petróleo e gás natural na ordem de 16,565 bilhões de barris de petróleo equivalente, que inclui gás natural. Esses valores equivalem a um aumento de 0,8% em relação às reservas provadas em 2012.

Fonte: Petrobras.

Sexta-feira, 8 de agosto de 2014 às 11:05

Produção de petróleo atinge 2,2 milhões de barris por dia e bate recorde em junho

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de junho atingiu 2,79 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, sendo 86,6 milhões de metros cúbicos são de gás natural e 2,246 milhões de barris diários de petróleo, novo recorde que superou os 2,231 milhões de barris registrados em janeiro de 2012.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (7), pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em seu Boletim Mensal da Produção. Segundo a agência, em maio, a produção de petróleo e gás natural totalizou 2,721 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Houve aumento de 2,6% na produção de petróleo em relação a maio de 2014 e de 6,9% na comparação com junho de 2013.

A produção de gás natural superou em 2,4% a do mês anterior, de 84,5 milhões de metros cúbicos por dia, e em 8,2% a de junho de 2013.

Pré-sal
A produção no pré-sal aumentou 6,2% em relação ao mês anterior, totalizando 583,2 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 478 mil barris diários de petróleo e 16,7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A produção teve origem em 33 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Baleia Franca, Barracuda, Caratinga, Búzios, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e na área de Iara.

Fonte: Portal Brasil com informações da ANP.

Sábado, 19 de julho de 2014 às 4:52

Brasil é um dos seis países do G-20 que registram superavit primário

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Presidenta Dilma cumprimenta Heitor Muller, presidente reeleito da Federação e Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs/Ciergs). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em cerimônia de posse das novas diretorias da Federação e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs/Ciergs) nesta sexta-feira (18), a presidenta Dilma Rousseff elencou motivos para empresários se manterem otimistas e confiantes no aquecimento da indústria e retomada do crescimento. Segundo ela, o desenvolvimento sustentável do Brasil só será possível com indústria forte e pujante. Dilma também lembrou que a indústria brasileira teve a quinta maior taxa de expansão entre os países do G-20 em 2013 e que, em 2014, houve queda acentuada não somente no Brasil, mas no mundo inteiro.

“Temos mobilizado todos os instrumentos para preservar nosso crescimento, e principalmente, para garantir a continuidade da criação de empregos para os brasileiros. Perseguimos este objetivo, sem abdicar, um só instante, da robustez dos fundamentos macroeconômicos. (…) O Brasil, nesse momento, é um dos seis países do G-20 que registram superávit primário nas suas contas, junto com Arábia Saudita, a Itália, Alemanha, Turquia e a Coreia do Sul. Os demais não registram superávit primário.”

Durante a cerimônia, a presidenta detalhou conjunto de estímulos, já anunciados, para reduzir custos de produção em curto prazo, dando mais força à indústria. Dentre eles estão: a desoneração permanente da folha de pagamento; adoção do PSI (Programa de Sustentação do Investimento) com juros bem mais baixos; política de compras governamentais, priorizando produção no Brasil; estímulo ao desenvolvimento de cadeias produtivas; e incentivo ao aumento de exportações com o Reintegra. A presidenta aposta nas medidas somadas à questão da produtividade para dar mais fôlego à indústria nacional.

“Nós temos uma pauta de produtividade baseada em quatro pilares. Um é infraestrutura, o segundo é educação, o terceiro é inovação e o quarto é a construção de um Brasil sem burocracia.”

Na questão da infraestrutura, o investimento em ferrovias e em hidrovias ampliará a capacidade de escoar produção a menores custos. Na redução da burocracia, Dilma defende modelos regulatórios claros, com processos simplificados: “o princípio é que o cidadão é um só e o Estado que integre todos os guichês e o trate como um cidadão e um indivíduo.”

No sentido da inovação e da educação, a presidenta tornou a defender a necessidade de formação de técnicos, universitários, pesquisadores e lembrou que isso só é possível com muito investimento, como os 75% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para educação.

“No Brasil, nós precisamos da educação por quê? Para não voltar atrás na desigualdade e estabilizá-la, torná-la perene, precisamos formar técnicos, universitários, pesquisadores, enfim, precisamos formar as pessoas em todas as áreas, mas basicamente, precisamos saber que é necessário gastar bastante com educação básica, tanto com creches, como educação em tempo integral, como alfabetização na idade certa. Por isso, propusemos ao Congresso que se dedicasse 75% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para educação.”

Terça-feira, 1 de julho de 2014 às 16:10

Petrobras ultrapassa a produção de 500 mil barris de petróleo por dia no Pré-Sal

Terça-feira, 1 de julho de 2014 às 16:10

Petrobras ultrapassa a produção de 500 mil barris de petróleo por dia no Pré-Sal

A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras na camada Pré-Sal, nas bacias de Santos e de Campos, superou a marca dos 500 mil barris por dia (bpd) – atingindo 520 mil bpd no dia 24 de junho – configurando novo recorde de produção diária. Desse volume, 78% (406 mil bpd) correspondem à parcela da Petrobras e o restante, à contribuição das empresas parceiras da companhia.

O volume de 520 mil barris por dia foi alcançado em apenas oito anos após a primeira descoberta de petróleo na camada Pré-Sal, ocorrida em 2006. Na porção americana do Golfo do México, por exemplo, foram necessários 20 anos para se produzir 500 mil barris diários. No Mar do Norte, o patamar foi atingido em dez anos.

A produção média do Pré-Sal, no mês de maio, representa 22% do total da produção operada pela Petrobras no Brasil, em 2018 representará 52% do total produzido, devendo chegar a 3,2 milhões de barris por dia. Serão 19 novas unidades de produção instaladas na Bacia de Santos até o final de 2018. Com contribuição desses projetos, a expectativa é que a produção exclusivamente nas áreas do Pré-Sal, em 2017, ultrapasse barreira de um milhão de barris por dia.

Quanto à produtividade, o Pré-Sal no país supera a média mundial. A produtividade média por poço em operação comercial na Bacia de Santos tem sido da ordem de 25 mil barris de petróleo por dia, maior que a registrada no Mar do Norte (15 mil barris de petróleo por poço/dia) e no Golfo do México (10 mil barris de petróleo por poço/dia). Alguns poços da Bacia de Santos apresentam produtividade acima de 30 mil barris diários.

Em 2013 a Petrobras alcançou índice de sucesso geológico de 100% no Pré-Sal. Os 14 poços perfurados nas bacias de Santos e Campos nesse ano, todos operados pela companhia, identificaram presença de petróleo. Apenas entre janeiro de 2013 e março de 2014 a Petrobras realizou 15 novas descobertas. As descobertas da última década, estão entre as mais importantes, em todo o mundo, apresentando volumes potenciais significativos e indicando a presença de óleo de excelente qualidade e alto valor comercial.



Redução em 55% do tempo de perfuração de poços no Pré-Sal representam economia
Com experiência adquirida e introdução de novas tecnologias e melhores práticas, tempo médio de perfuração de poços no Pré-Sal nos campos de Lula e Sapinhoá passou de 126 dias, em 2010, para 60 dias em 2013, redução de 55%.

Com essa redução, a companhia está conseguindo considerável economia de recursos, devido à diminuição dos dias em operação de sondas. Como o custo médio de perfuração de um poço é de aproximadamente US$ 1 milhão por dia, a Petrobras está economizando, em média, US$ 66 milhões na atividade de perfuração por poço no Pré-Sal. Um avanço significativo, considerando a magnitude que essa economia representa para o caixa da Petrobras.

Saiba mais sobre o Pré-Sal
O termo Pré-Sal se refere a conjunto de rochas localizadas em águas ultraprofundas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de Pré-Sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, onde em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros.

As maiores descobertas de petróleo, no Brasil, foram feitas pela Petrobras na camada Pré-Sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontram grandes volumes de óleo leve. Na Bacia de Santos, o óleo identificado tem densidade de 28,5º API (escala para medir densidade do petróleo), baixa acidez e baixo teor de enxofre, características de um petróleo de alta qualidade e maior valor de mercado.

Terça-feira, 1 de julho de 2014 às 13:27

500 mil barris/dia do pré-sal tornam irreversível papel estratégico da Petrobras, afirma Dilma

Presidenta Dilma comemora produção recorde de barris de petróleo do pré-sal. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma recebe da presidenta da Petrobras, Graça Foster, rocha extraída do pré-sal do Campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos em homenagem à produção recorde de barris. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A Petrobras demonstra que o papel estratégico dela para o país é inequívoco, segundo a presidenta Dilma Rousseff, graças a produção diária de 500 mil barris de petróleo por dia em campos do pré-sal. Em cerimônia, nesta terça-feira (1), no Rio de Janeiro (RJ), ela afirmou que a marca faz parte da cadeia ininterrupta de sucesso da empresa, além de defendê-la de críticas.

“Esses 500 mil barris foram considerados uma ilusão que nós, como representantes do governo, estávamos praticando e impondo à Petrobras. Mesmo que baseado em dados tecnicamente sólidos, essas questões falsas foram levantadas contra a Petrobras. Mas, em apenas oito anos, a Petrobras fez com que as nossas plataformas, trabalhando na desafiadora distância de 300 quilômetros da costa e bombeando óleo de profundezas abissais, mostrassem aos incrédulos que o pré-sal é uma riqueza palpável e tangível, e que, acima de tudo, pertence ao povo brasileiro”, constatou.

Dilma também celebrou a contratação direta da Petrobras para exploração do excedente em óleo de outros campos do pré-sal: Búzios, Entorno de Iara, Florim e Tupi. Para a presidenta, com a produção diária de 500 mil barris de petróleo, e a nova tarefa de explorar entre 10 a 14 bilhões de barris nestes quatro campos, indicam que a empresa tem grande papel no ciclo de desenvolvimento do país, além de garantir que riquezas se transformarão em patrimônio para o povo.

“Estamos falando de volumes expressivos de recursos. Considerando as quatro áreas que a Petrobras foi autorizada a explorar diretamente. Estamos falando de pelo menos R$ 1,3 trilhão destinados para educação e saúde ao longo dos próximos 35 anos. Imaginem o quanto que as políticas de educação vão avançar, o quanto vai crescer qualidade dos serviços para nossa população”, analisou.

Terça-feira, 24 de junho de 2014 às 17:52

Governo espera R$ 630 bilhões a mais para saúde e educação com recursos do pré-sal

Terça-feira, 24 de junho de 2014 às 17:52

Governo espera R$ 630 bilhões a mais para saúde e educação com recursos do pré-sal

O governo federal anunciou a contratação direta da Petrobras para a exploração do excedente de óleo, pelo modelo de partilha, em quatro campos do pré-sal. A decisão foi discutida em reunião da presidenta Dilma Rousseff com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nesta terça-feira (24). Segundo o Ministério de Minas e Energia, uma pesquisa exploratória descobriu que o volume excedente está em torno de 10 a 14 bilhões de barris de óleo equivalente, nos campos de Buzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi.

“A contratação que hoje foi decidida permitirá que a gente consiga colocar essa produção muito rapidamente dentro do mercado, trazendo benefícios para a União em termos de receitas, e também benefícios para a Petrobras. (…) Para se ter uma ideia, ao longo do horizonte do contrato, são esperados mais de R$ 600 bilhões indo para a educação e para a saúde, dentro daquilo que foi aprovado no Congresso Nacional recentemente”, explicou o secretário de Petróleo e Gás do MME, Marco Antônio Almeida.

Por meio de cessão onerosa, a Petrobras já tinha o direito de produzir 5 bilhões de barris de óleo equivalente nestes quatro campos, além das áreas do Sul de Lula e Sul de Guará, desde 2010. Este foi um dos motivos pelos quais o governo decidiu pela contratação direta da empresa para o volume excedente, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que também ressalta que a decisão do CNPE tem amparo jurídico.

“A lei permite que se faça isso. A lei que criou o regime de partilha de produção estabelece que o CNPE poderá propor a presidenta da república a cessão direta, pelo regime de partilha, à Petrobras. E como ela já está ali, operando em outras circunstâncias pelo regime de concessão onerosa, entendeu-se que seria bem mais barata a produção desse petróleo através da própria Petrobras do que por uma nova licitação”, analisou Lobão.

O contrato pelo regime de partilha prevê que 76,2% da riqueza produzida nestes campos do pré-sal seja destinada a União, que ainda receberá um bônus de R$ 2 bilhões na assinatura.

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