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Sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 às 14:55

Dilma: Brasil será um dos países do Conselho de Segurança da ONU a ter submarino nuclear

"A imensidão da Amazônia Azul guarda recursos decisivos para o desenvolvimento de nosso país como, por exemplo, as riquezas do pré-sal", defendeu a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“A imensidão da Amazônia Azul guarda recursos decisivos para o desenvolvimento de nosso país como, por exemplo, as riquezas do pré-sal”, defendeu a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Em um futuro cada vez mais próximo, a força naval brasileira poderá escrever mais um feito para sua história, declarou a presidenta Dilma Rousseff durante inauguração, nesta sexta-feira (12), do prédio principal do Estaleiro de Construção de Submarinos no Estaleiro e Base Naval da Marinha em Itaguaí (RJ). Em seu discurso, Dilma destacou que o complexo naval levará o Brasil a ser um dos países do “seleto grupo” do Conselho de Segurança da ONU a dominar a tecnologia de construção de submarinos com propulsão nuclear.

“Em um futuro cada vez mais próximo, a força naval brasileira poderá escrever mais um feito na sua história: ter contribuído decisivamente para que a nossa nação, para que o nosso País integre o seleto grupo de cinco países integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas que dominam a tecnologia de construção de submarinos com propulsão nuclear”, declarou.

Em seu discurso, Dilma lembrou da importância de uma defesa bem equipada e preparada para defender a soberania do Brasil e suas riquezas, como o pré-sal.

“Temos um patrimônio muito valioso a proteger e parte dele está em nossas águas juridicionais. A imensidão da Amazônia Azul guarda recursos decisivos para o desenvolvimento de nosso país como, por exemplo, as riquezas do pré-sal. É imprescindível, por isso, contar com uma Marinha moderna, bem equipada e com efetivos bem preparados para exercer seu papel constitucional de garantir a soberania de nosso país”, defendeu a presidenta.

Submarino Tapajó, um dos que foram construídos no Brasil. Foto: Gabinete Digital/PR.

Submarino Tapajó, construído no Brasil. Foto: Gabinete Digital/PR.

A presidenta afirmou também que o Brasil, considerando suas relações internacionais pacíficas, aprendeu com países desenvolvidos que o poder de compra do Estado e os projetos de modernização e reequipagem das Forças Armadas podem ser instrumentos em favor do desenvolvimento industrial. Dilma destacou também o empreendimento será também um polo de geração de empregos.

“Há um segundo objetivo estratégico para os investimentos que estamos realizando aqui: fazer da nossa indústria da defesa um vetor de inovação, de incorporação tecnológica e de expansão da indústria do nosso país. (…) A exigência que colocamos de nacionalização crescente do processo produtivo fortalece nossas plantas industriais e eleva o seu patamar tecnológico. A partir de uma demanda concreta de fortalecimento da capacidade de nossa Marinha, estamos produzindo mais tecnologia, mais inovação, mais desenvolvimento industrial e, sobretudo, mais empregos no Brasil”, disse.

Dilma destacou, ainda, que contribuem para o cenário de investimentos na indústria naval, as inovações na legislação, que garantem o regime de tributação diferenciado para as indústrias de defesa, e a programas do governo federal de estímulo a essa indústria.

Confira a íntegra

Domingo, 7 de dezembro de 2014 às 10:00

Produção de petróleo e gás no Brasil bate novo recorde em outubro, diz ANP

A produção de petróleo bateu novo recorde no País em outubro, com 2,393 milhões de barris diários de petróleo, acima dos 2,358 milhões registrados em setembro. Esse aumento correspondente a um avanço de 1,5% em relação ao mês anterior e de 15,1% na comparação com outubro de 2013, segundo balanço divulgado na última quarta-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Recorde_Petroleo_Outubro_ANP

A produção total de petróleo e gás natural do mês alcançou cerca de 2,98 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, sendo, deste total, 92,7 milhões de metros cúbicos de gás natural. Com isso, a produção de gás natural superou o recorde de 90,9 milhões de metros cúbicos diários, alcançado em agosto deste ano, apresentando aumento de 4,2% em relação a setembro de 2014 e de 27,2% em relação a outubro de 2013.

Pré-sal
A produção no pré-sal aumentou 14,1% em relação ao mês anterior, totalizando 739,5 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 607,1 mil barris diários de petróleo e 21 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A produção teve origem em 40 poços, localizados nos campos de Lula, Jubarte, Sapinhoá, Baleia Azul, Baleia Franca, Barracuda, Caratinga, Marlim Leste, Linguado, Pampo, Trilha, em Teste de Longa Duração no bloco BM-S-11 e em Teste de Formação Rochosa na área de Entorno de Iara.

Os poços do pré-sal são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Queima de gás
O aproveitamento do gás natural no mês foi de 95,8%. A queima de gás natural em outubro foi de 3,9 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de aproximadamente 1,9% em relação ao mês anterior e aumento de 37,2% em relação a outubro de 2013.

Campos produtores
Em torno de 90,9% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 93% da produção de petróleo e 74,6% da produção de gás natural do Brasil foram extraídos de campos marítimos.

O campo de Roncador, na bacia de Campos, foi o de maior produção de petróleo, com média de 328 mil barris por dia. O maior produtor de gás natural foi o campo de Lula, na bacia de Santos, com média diária de 8,9 milhões de metros cúbicos.

A plataforma FPSO Cidade de São Paulo, localizada no campo de Sapinhoá, produziu, através de 4 poços a ela interligados, cerca de 132 mil barris de óleo equivalente por dia e foi a unidade com maior produção. Os campos cujos contratos são de acumulações marginais produziram um total de 85 barris diários de petróleo e 1,9 mil metros cúbicos de gás natural por dia.

Dentre esses campos, Bom Lugar, operado pela Alvopetro, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, com 38,3 barris de óleo equivalente por dia.

A produção procedente das bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) foi de 171,1 Mboe/d, sendo 140,3 Mbbl/d de petróleo e 4,9 MMm³/d de gás natural. Desse total, 4,1 Mboe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 311 boe/d no Estado de Alagoas, 1.997 boe/d na Bahia, 7 boe/d no Espírito Santo, 1.517 boe/d no Rio Grande do Norte e 253 boe/d em Sergipe.

Com informações da ANP.

Terça-feira, 25 de novembro de 2014 às 16:03

Petrobras conclui perfuração do primeiro poço de extensão em Libra

A Petrobras concluiu no dia 6 de novembro a perfuração do primeiro poço de extensão na área do Consórcio de Libra, o 3-BRSA-1255 (3-RJS-731), informalmente conhecido como NW, informou a empresa nesta segunda-feira (24). Localizado na porção Noroeste do bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, o poço está a aproximadamente 4 km a Sudeste do poço descobridor, o 2-ANP-2A-RJS.

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Na última semana, a Petrobras informou sobre a existência de petróleo nesse poço, que atingiu a profundidade final de 5.734 metros e está localizado a 185 km da costa do Rio de Janeiro, a uma profundidade de água de 1.963 metros.

“Com essa perfuração, foi confirmada a existência de uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 290 metros e um reservatório que apresenta boa porosidade e permeabilidade. As amostras coletadas do poço confirmaram tratar-se do mesmo petróleo encontrado no poço descobridor 2-ANP-2A-RJS, com 27 graus API. Está previsto, ainda, um teste de formação na zona portadora de petróleo para verificar a produtividade dos reservatórios”, acrescentou a estatal, no seu site.

O Consórcio de Libra – que é composto por Petrobras (operadora, com 40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%), CNOOC Limited (10%) e a companhia estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) – continuará as atividades previstas no Plano de Exploração aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Neste momento, o segundo poço em perfuração – 3-RJS-735 – informalmente conhecido como L2C1, já atingiu a base da camada de sal e tem previsão de iniciar a fase de perfuração dentro do reservatório nos próximos dias.

Fonte: Com informações da Petrobras.

Quinta-feira, 20 de novembro de 2014 às 15:00

Principais trechos do discruso da presidenta Dilma na abertura da Conae 2014

Quinta-feira, 20 de novembro de 2014 às 14:55

Discurso da presidenta Dilma durante a Conferência Nacional de Educação

Quinta-feira, 20 de novembro de 2014 às 14:50

Dilma: “A educação é hoje a prioridade número 1 do nosso modelo de crescimento com inclusão social”

"A educação é o duplo caminho para a manutenção da redução da desigualdade e para a entrada no mundo do conhecimento, da pesquisa científica e tecnológica e da inovação”, afirmou a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“A educação é o duplo caminho para a manutenção da redução da desigualdade e para a entrada no mundo do conhecimento, da pesquisa científica e tecnológica e da inovação”, afirmou a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Durante abertura da Conferência Nacional da Educação (Conae2014), nesta quinta-feira (20), a presidenta Dilma Rousseff avaliou que os resultados da conferência podem servir de base para a regulamentação do Plano Nacional de Educação (PNE), além de debater a construção da base nacional comum curricular prevista no Plano e na Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional.

“Este deverá ser o ponto de partida para as mudanças curriculares dos ensinos fundamental e médio, tornando-os mais eficientes para a formação cidadã e aproximando do mundo do trabalho. Com a base nacional comum, poderemos também construir os novos currículos do ensino superior, ponto fundamental para a formação dos novos professores”, explicou a presidenta.

Dilma ressaltou o processo democrático de construção do PNE, por meio de discussões em edições anteriores do Conae. Ela lembrou que, por isso, sancionou o Plano sem vetos. Na época da sanção, o ministro Henrique Paim afirmou a valorização do professor como elemento importante para alcançar metas no Plano.

“Nós sabemos que em regimes democráticos – regimes verdadeiramente democráticos, não formalmente democráticos, mas verdadeiramente democráticos -, as políticas relevantes para a população podem e devem ser debatidas diretamente com a sociedade”, afirmou a presidenta.

Dilma reiterou o compromisso do governo federal com a educação pontuando a importância destacada da área para continuar o combate à desigualdade, além de ser decisiva para avanço do país em diversas áreas.

“A educação é hoje a prioridade, a prioridade das prioridades, a numero 1 do nosso modelo de crescimento com inclusão social. A educação é o duplo caminho para a manutenção da redução da desigualdade e para a entrada no mundo do conhecimento, da pesquisa científica e tecnológica e da inovação”, enfatizou.

A presidenta lembrou que o governo aprovou a destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para a Educação, garantindo recursos para transformar a educação no grande motor de desenvolvimento nacional. Dilma reforçou que os recursos devem garantir a valorização dos professores, do incentivo à educação integral e da alfabetização na idade certa.

Dilma também citou a ampliação do acesso aos cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) e o Ciência Sem Fronteiras como políticas de incentivo à qualificação e acesso à educação, bem como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que, segundo a presidenta, é uma conquista para o acesso ao ensino superior.

A presidenta afirmou que espera que novas contribuições para o PNE surjam das discussões da Conae 2014.

“Conto com vocês para podermos continuar construindo não um projeto de governo, mas um projeto de Estado, que tenha na educação a sua base”, afirmou.

Confira a íntegra

Segunda-feira, 17 de novembro de 2014 às 18:36

Produção da Petrobras no Brasil cresce 9% e bate recorde em outubro

A produção de petróleo da Petrobras no Brasil, no 3º trimestre de 2014, atingiu a média de 2 milhões 90 mil barris por dia (bpd), 9% acima do mesmo período de 2013, segundo comunicado divulgado pela estatal nesta segunda-feira (17). O volume representa recorde histórico, acima do recorde anterior, registrado em dezembro de 2010.

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De acordo com a empresa, o avanço se deve, principalmente, ao aumento da produção das plataformas P-58, P-55, P-62 e da plataforma do tipo Floating, Pruduction, Storage and Offloading (FPSO) Cidade de Paraty, além do início dos Testes de Longa Duração de Iara Oeste e Tartaruga Verde. A produção total operada pela Petrobras alcançou 2 milhões 207 mil barris por dia neste trimestre.

Apenas a produção de petróleo atingiu em outubro a média de 2 milhões 126 mil bpd, novo recorde histórico, superando o recorde anterior, atingido em dezembro de 2010. Outubro foi o nono mês consecutivo de crescimento da produção de petróleo da companhia no País.

Já a produção de gás natural cresceu 7% em relação ao trimestre anterior, alcançando 441 mil bpd no 3º trimestre de 2014, devido à maior produção nos campos de Mexilhão, Uruguá-Tambaú, Sapinhoá e Lula Nordeste.

Foram conectados 15 novos poços produtores no 3º trimestre, totalizando 46 poços nos nove meses do ano. A previsão é que sejam conectados mais 16 poços produtores no 4º trimestre, finalizando 2014 com 62 interligações, praticamente o dobro dos poços produtores interligados em 2013 (34 poços).

Em outubro de 2014, nossa frota de PLSVs (Pipe-laying Support Vessels), embarcações necessárias para realizar estas conexões de poços às plataformas, atingiu 18 unidades. Até o final do ano serão 19 navios.

O Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef) contribuiu com uma produção adicional de petróleo de 164 mil bpd no 3º trimestre de 2014. A eficiência operacional da Unidade Operacional Bacia de Campos (UO-BC), que foi de 68% no 2º trimestre de 2012, chegou a 81% neste 3º trimestre de 2014.

Mais do que isso, em setembro, a UO-BC alcançou a maior produção de óleo dos últimos 20 meses (420 mil bpd) e a maior eficiência dos últimos 50 meses (82,4%).

Recorde no Pré-Sal
A produção no pré-sal manteve excelente desempenho. A Petrobras alcançou em 18 de setembro de 2014 mais um recorde diário de produção, com um total de 618 mil bpd, por meio de 29 poços, todos com ótima produtividade. Este recorde foi novamente batido em 28 de outubro, quando foi registrado 640 mil bpd no pré-sal das bacias de Campos e Santos, com 31 poços produtores. Essas vazões incluem a parcela operada pela Petrobras para empresas parceiras.

Novos sistemas de produção entrarão em operação até o final deste ano para garantir a continuidade do crescimento sustentado da curva de produção.

Além do FPSO Cidade de Mangaratiba, que iniciou produção no campo de Iracema Sul no dia 14 de outubro, 20 dias antes do programado, entrarão em operação, nas próximas semanas, o FPSO Cidade de Ilhabela – já ancorado no campo de Sapinhoá e com as operações de conexão do primeiro poço em andamento – e a plataforma P-61, já ancorada no campo de Papa-Terra (pós-sal da Bacia de Campos).

Também já está em operação de montagem a sonda SS-88, que permitirá o início da perfuração do primeiro poço a ser conectado à P-61. Assim, o ano de 2014 registrará o início de produção de 5 novas plataformas, repetindo a marca de 2013.

Oferta de Gás Natural avança 14%
A demanda de gás natural no Brasil alcançou 97,7 milhões m3/dia, em função, principalmente, do aumento da geração termelétrica a gás natural. No 3º trimestre de 2014 a geração termelétrica a gás natural fornecida pela Petrobras atingiu 7,7 GW médios, sendo 4,6 GW médios de geração própria. A geração de 7,7 GW médios foi 35% superior aos 5,7 GW médios gerados no mesmo período do ano anterior.

A maior oferta de gás natural nacional, que alcançou 45,6 milhões m3/dia no 3º trimestre de 2014, 14% maior que o realizado no mesmo período do ano anterior, permitiu o atendimento da demanda crescente e a redução em 16% da necessidade de importação de gás natural liquefeito (GNL), cujos volumes também foram trazidos a menores custos.

Com informações da Agência Petrobras.

Sexta-feira, 3 de outubro de 2014 às 17:48

Pré-sal aumenta produção em 11% em agosto

A produção no pré-sal aumentou 11% em agosto, em relação ao mês anterior, totalizando 647 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 533 mil barris diários de petróleo e 18,1 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em boletim nesta sexta-feira (3).

A produção teve origem em 35 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Baleia Franca, Jubarte, Barracuda, Caratinga, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e nas áreas de Iara e Entorno de Iara.

Os poços do pré-sal são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Quarta-feira, 24 de setembro de 2014 às 19:38

Brasil resiste à crise gerando 12 milhões de empregos e distribuindo renda, afirma Dilma

“Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário básico [mínimo], aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, se reduziu a desigualdade”, afirmou a presidenta Dilma na Assembleia Geral da Onu sobre o Brasil ter saído do mapa da fome elaborado pelas Nações Unidas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário mínimo, aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, se reduziu a desigualdade”, afirmou Dilma na ONU sobre o Brasil ter saído do mapa da fome. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

ONU

O Brasil passou ao largo das políticas recessivas, hoje adotadas por algumas das principais economias do mundo, e soube dar respostas próprias à grande crise do sistema financeiro internacional, deflagrada em 2008, após a quebra do banco Lehman Brothers e, em seguida, transformada em muitos países em crise de dívidas soberanas.

“Resistimos às suas piores consequências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento”, afirmou nesta quarta-feira (24) a presidenta Dilma Rousseff, ao abrir a 69ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. “No período da crise, enquanto o mundo desempregava centena de milhões de trabalhadores, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais”, enfatizou.

“Continuamos a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura”, disse ela. E lembrou que, nos anos recentes, o Brasil saltou da 13ª para 7ª maior economia do mundo e a renda per capita mais que triplicou e a desigualdade caiu.

Há poucos dias, afirmou a presidenta, a organização da ONU para alimentação e agricultura, a FAO, informou que o Brasil saiu do mapa da fome. “Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões empregos, valorizou o salário básico [mínimo], aumentando em 71% seu poder de compra. Com isso, se reduziu a desigualdade”.

Trinta e seis milhões de brasileiros deixaram a miséria; 22 milhões desde 2011. Para esse resultado contribuíram também políticas sociais e de transferência de renda reunidas no Plano Brasil Sem Miséria. “Se em 2002, mais da metade dos brasileiros era pobre ou muito pobre, hoje três em cada quatro brasileiros integram a classe média e os extratos superiores. Além disso, nos consolidamos como um dos principais destinos de investimentos externos”, acrescentou.

Não menos importante, pontuou a chefe de Estado, foi a retomada do investimento brasileiro em infraestrutura, em uma forte parceria com o setor privado. A presidenta enfatizou que todos esses ganhos estão ocorrendo em ambiente de solidez fiscal.

“Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa. (…) Reduzimos a dívida pública líquida de aproximadamente 60% para 35% do Produto Interno Bruto (PIB). A dívida externa bruta em relação ao PIB caiu 42% para 14%”, disse. O PIB representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos em um país.

Além disso, continuou a presidenta, as reservas internacionais foram multiplicadas por dez e assim, nos tornamos credores internacionais. E a taxa de inflação anual tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas em vigor no País.

Mas, ressalvou a presidenta, ainda que o Brasil tenha conseguido resistir às consequências mais danosas da crise global, ela também atingiu o País, de forma mais aguda no último ano. “Tal fato decorre da persistência, em todas as regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente nosso crescimento”.

Por isso, a presidenta reiterou a defesa feita no ano passado na abertura do Debate Geral, em prol da retomada do crescimento da economia global, com a adoção de políticas indutoras do investimento, do comércio internacional e da diminuição das desigualdades entre países.

Avanços do País
A presidenta Dilma destacou ainda que, nos últimos 12 anos, em particular, o Brasil acrescentamos a essas conquistas a construção de uma sociedade inclusiva baseada na igualdade de oportunidades. “A grande transformação em que estamos empenhados produziu uma economia moderna e uma sociedade mais igualitária. Exigiu, ao mesmo tempo, forte participação popular, respeito aos Direitos Humanos e uma visão sustentável de nosso desenvolvimento”, enumerou.

Na área da saúde, o Brasil conseguiu atingir a meta de redução da mortalidade infantil, antes do prazo estabelecido pelas Metas do Milênio. Foi universalizado o acesso ao ensino fundamental e perseguido o mesmo objetivo no ensino médio. O governo está empenhados em aumentar sua qualidade, melhorando os currículos e valorizando o professor.

Educação inclusiva
Dilma afirmou que o ensino técnico avançou com a criação de centenas de novas escolas e a formação e qualificação tecno-profissional de oito milhões de jovens, nos últimos quatro anos. Houve uma expansão sem precedentes da educação superior: novas universidades públicas e mais de três milhões de alunos contemplados com bolsas e financiamentos que garantem acesso a universidades privadas.

Ações afirmativas permitiram o ingresso massivo de estudantes pobres, negros e indígenas na universidade, destacou.

Finalmente, disse, os desafios de construção de uma sociedade do conhecimento ensejaram a criação do Programa Ciência sem Fronteiras, pelo qual mais de 100 mil estudantes de graduação e pós-graduação são enviados às melhores universidades do mundo.

Pré-sal
Dilma lembrou que, por iniciativa presidencial, o Congresso Nacional aprovou lei que destina 75% dos royalties e 50% do fundo de recursos do pré-sal para a educação e 25% para a saúde.

“Vamos transformar recursos finitos – como o petróleo e o gás – em algo perene: educação, conhecimento científico e tecnológico e inovação. Esse será nosso passaporte para o futuro”, enfatizou.

Quarta-feira, 24 de setembro de 2014 às 13:00

Presidenta Dilma Rousseff discursa na 69º Assembleia da ONU

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