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Sexta-feira, 13 de novembro de 2015 às 20:47

País melhorou em muitos aspectos na última década, diz ministra

O Brasil melhorou muito nos últimos dez anos e em muitos aspectos, afirma a ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, ao analisar os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad/IBGE) de 2014.

 “A gente avançou não só do ponto de vista da renda. Os indicadores de educação avançaram muito para a população pobre e para o resto dos brasileiros. Melhorou o acesso a energia elétrica, a água, a bens [duráveis] como geladeira. E melhorou principalmente o acesso da maioria dos brasileiros à internet. Acho que isso é uma grande vitória”, afirmou ela nesta sexta-feira (13), em entrevista ao Blog do Planalto .

 De acordo com ela, esses avanços são resultado de uma determinação do governo, que direcionou políticas públicas para melhorar a renda da população, não só com o Bolsa Família, mas com ganhos reais do salário mínimo, com um conjunto de políticas que chegou finalmente à população de baixa renda.

Os dados da Pnad, divulgados hoje, revelam esse Brasil que vem avançando, principalmente para a população de mais baixa renda. Quando a gente olha, as taxas de pobreza e de extrema pobreza caíram. Quando a gente olha os 10% mais pobres, a renda avançou 6,1%, três vezes mais do que os 10% mais ricos. Agora, também melhorou a renda de todo mundo – é importante colocar. A Pnad mostra que a renda de todos os brasileiros, em todas as faixas, melhorou mais de 2, 2,4%. Portanto, o Brasil não só vem melhorando para a população de baixa renda, mas vem reduzindo desigualdade. Acho que isso é importante, é bom para todo o Brasil, não só para a população pobre”.

Tereza Campello defende que esses avanços precisam ser mantidos. “O Brasil avançou muito, mas continua sendo um dos países mais desiguais do mundo. Portanto, ainda temos muito o que fazer. O Bolsa família não pode parar, a presidenta [Dilma Ropusseff] tem dito isso permanentemente”.

A ministra ressaltou que para que as melhoras continuem as principais políticas públicas serão continuadas. “O Minha Casa Minha Vida vai continuar, as ações em relação à primeira infância vão continuar. Uma das revelações importantes dessa Pnad é sobre como a gente melhorou para as crianças. Nossos indicadores de acesso à creche e primeira infância, escolas para crianças de 4 a 6 anos melhoraram. E, principalmente, reduziram a pobreza para as nossas crianças de 0 a 6 anos. Acho que essa é uma grande vitória do País”.

Sexta-feira, 13 de novembro de 2015 às 19:14

Renda média dos mais pobres duplica em 10 anos e derruba a desigualdade no Brasil

Brasileiros saem da pobreza

Taxa de extrema pobreza entre os brasileiros caiu de 7,6%, em 2004, para 2,8%, no ano passado, quase um terço do percentual da população que estava nessa faixa de renda em 2004. Foto: Everson Bressan/SMCS

A renda mensal média real dos 10% mais pobres do País quase duplicou em dez anos, com crescimento de 91% entre 2004 e 2014, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad/IBGE). A pesquisa, realizada no ano passado, foi divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, a taxa de extrema pobreza no Brasil caiu de 7,6% da população, em 2004, para 2,8%, no ano passado, quase um terço do percentual da população que estava nessa faixa de renda em 2004, no início do Programa Bolsa Família.

Durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, comemorou os dados. “Quando a gente olha os 10% mais pobres da população e compara com os 10% mais ricos, vê que esse crescimento foi quase três vezes o dos mais ricos. Mostra um primeiro esforço de olhar para a população mais pobre, que a gente vem fazendo ao longo desses dez anos, e que a Pnad conseguiu captar”.

A ministra chamou a atenção para o fato de que, mesmo em um período de crise internacional, a renda do conjunto da sociedade brasileira manteve uma taxa de crescimento de 2,4% real, portanto acima da inflação. “Em relação ao crescimento do rendimento médio mensal per capita dos domicílios, o avanço no Brasil ficou 2,4% acima da inflação de 2013 a 2014, de acordo com dados já atualizados”.

Tereza Campelo Pnad

Campello: “Pnad mostra que crescimento entre 10% mais pobres foi quase 3 vezes o dos mais ricos. Mostra o esforço de olhar para a população mais pobre, que a gente vem fazendo ao longo desses dez anos”. Foto: Valter Campanato/ABr

Em termos de valores, entre os mais ricos, o ganho médio mensal avançou de R$ 5.514 em 2004 a R$ 7.154 no ano passado. Entre os 10% mais pobres, no mesmo período, a renda média passou de R$ 134 para R$ 256, de acordo com os dados do IBGE. O rendimento médio mensal real de todos os trabalhadores do País foi apurado em R$ 1.774 em 2014, ou seja, valor que é  0,8% superior à média de R$ 1.760 encontrada em 2013.

Coeficiente de Gini
De acordo com Tereza Campello, a melhora da desigualdade no Brasil é visível em todos os tipos de avaliação “Quando a gente olha todas as fontes, o rendimento do trabalho, quando a gente olha a renda por domicílios, que captura melhor a informação da população de baixa renda, e inclusive pelo Coeficiente de Gini”.

O Índice de Gini é um sistema de cálculo usado internacionalmente para medir o grau de concentração de renda em um em determinado grupo. Valores mais altos deste coeficiente indicam maior concentração de renda. Numericamente, varia de zero a um (alguns apresentam de zero a cem), em que o valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o valor um (ou cem) representa o extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza.

Desta forma, a desigualdade de renda, medida pelo índice de Gini, que era de 0,495 em 2013, passou para 0,490 em 2014, mantendo a tendência observada nos últimos anos. Em uma década, desde 2004, quando esse indicador era de 0,545, a queda registrada foi de 10%.

As regiões Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais tiveram redução nesse indicador, passando de 0,501 e 0,487, respectivamente, em 2013, para 4,4% e 3,5% em 2015. Já o Sudeste foi a única região que apresentou elevação no índice de Gini, passando de 0,475 para 0,478, um avanço de 0,7%.

Tereza Campelo acrescentou que o indicador de Gini mostra um avanço menor que a taxa de rendimento real dos domicílios porque captura mais a redução da desigualdade, mas revela o que vem acontecendo com a população de baixa renda e por isso mesmo é tão importante.

“Se a gente olhar a queda do Gini, a redução da desigualdade é consistente, seja quando a gente olha a tendência histórica, quando a gente olha por região. Obviamente que, onde a gente tinha mais desigualdade e renda, ele tem um comportamento muito melhor. E isso também mostra aquilo que eu venho dizendo: a renda de todos vem aumentando, mas a dos mais pobres aumenta mais, e é por isso, que a gente vem conseguindo reduzir a desigualdade de renda no Brasil”.

Terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 às 17:30

Cresce o número de trabalhadores com carteira assinada no 4º trimestre de 2014, mostra Pnad

Com informações do IBGE

No 4º trimestre de 2014, cerca de 77,7% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, um avanço de 0,6 ponto percentual em relação a igual trimestre de 2013. A informação é da Pnad, divulgada nesta terça-feira (10), pelo IBGE.

Pnad apontou avanço de 0,6 ponto percentual em relação a igual trimestre de 2013. Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil. Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Pnad apontou avanço de 0,6 ponto percentual em relação a igual trimestre de 2013. Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil.

Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 32,1% tinham carteira de trabalho assinada no 4º trimestre de 2014, acima dos 31,1% registrados no mesmo trimestre do ano passado. Os militares e servidores estatutários correspondiam a 68,2% dos empregados do setor público.

No mesmo período, com exceção da região Sudeste, que registrou estabilidade, a proporção dos empregados do setor privado com carteira assinada aumentou em todas as regiões. As regiões Norte (64,8%) e Nordeste (63,4%) apresentaram os menores percentuais nesse indicador.

No 4° trimestre de 2014, entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 32,1% deles tinham carteira de trabalho assinada, o que representou um avanço frente à proporção do 4º trimestre de 2013 (31,1%).

Terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 às 12:00

Desemprego cai a 6,8% em 2014 e é o menor dos últimos dois anos, aponta IBGE

Com informações do IBGE

A taxa de desemprego no País ficou em 6,8% em 2014, na média. Foi o menor índice desde 2012, quando atingiu 7,4% no ano e também abaixo do patamar registrado em 2013, que foi 7,1%. Considerando apenas o mês de dezembro, a taxa ficou em 4,3%, nível igual ao de dezembro de 2013, considerado o menor da série histórica, iniciada em 2002. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta terça-feira (10), pelo IBGE.

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Queda no nível de desocupação
Em dezembro, a população desocupada caiu 11,8% nas seis regiões pesquisadas, para 1,051 milhão, em relação ao mês anterior. Na comparação com dezembro de 2013, a queda foi de 0,9%. Já a população ocupada chegou a 23,224 milhões no último mês do ano, recuando 0,7% em relação a novembro. Na comparação com dezembro do ano anterior, ficou quase estável.

Em relação ao trimestres, o nível da ocupação no Brasil, no 4º trimestre de 2014, foi estimado em 56,9%. Não houve variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior, quando era 56,8%. Regionalmente, no 4º trimestre de 2014, as regiões que apresentaram os maiores percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar foram a Centro-Oeste (61,5%) e a Sul (61,2%), enquanto na região Nordeste foi verificado o menor nível da ocupação, 52,2%.

A população desocupada também mostrou queda na comparação com o trimestre imediatamente anterior, passando de 6,7 milhões para 6,5 milhões de pessoas.

O nível da ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) foi estimado em 56,9% no 4º trimestre de 2014 no Brasil, permanecendo estável frente ao trimestre anterior (56,8%) e em relação ao 4º trimestre do ano passado (57,3%).

A Pnad Contínua substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). De acordo com os dados, o desemprego ficou em 4,3% em dezembro do ano passado, taxa igual à de 2013, considerada a menor desde o início da série histórica, em 2002.

A cada trimestre, pesquisa analisa os dados de 211.344 domicílios em aproximadamente 16 mil setores censitários em cerca de 3.500 municípios.

Regiões
Regionalmente, no 4º trimestre de 2014, as regiões que apresentaram os maiores percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar foram a Centro-Oeste (61,5%) e a Sul (61,2%), enquanto na região Nordeste foi verificado o menor nível da ocupação, 52,2%.

A a redução mais expressiva no desemprego no ano passado foi registrado na região metropolitana do Rio de Janeiro, com 23,4%, seguida de São Paulo (-16,5%) e Belo Horizonte (-12,5%).

Homens e mulheres
As análises apontaram diferenças no nível da ocupação entre homens e mulheres, ou seja, a proporção de homens com 14 anos ou mais de idade trabalhando era superior ao de mulheres deste mesmo grupo etário. No 4º trimestre de 2014, o nível da ocupação dos homens, no Brasil, foi estimado em 68,2% e o das mulheres, em 46,7%.

Faixas etárias
No 4º trimestre de 2014, o nível da ocupação do grupo etário de 25 a 39 anos foi estimado em 75,8%, para o grupo etário de 40 a 59 anos em 69,9%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esta estimativa era 57,9%.

Entre os menores de idade (de 14 a 17 anos) esta estimativa foi 15,9%, enquanto entre os idosos (60 anos ou mais), 22,1%.

Quinta-feira, 6 de novembro de 2014 às 15:52

Desemprego cai a 6,8% no segundo trimestre de 2014, divulga IBGE

A taxa de desemprego brasileira recuou para 6,8% no segundo trimestre de 2014, o que representa uma queda de – 0,3 ponto percentual em relação à dos três meses imediatamente anteriores, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No primeiro trimestre, a taxa variou 0,8 ponto percentual em relação ao fim de 2013, ficando em 7,1%. Se comparada ao segundo trimestre do ano passado, a taxa caiu ainda mais, com baixa de – 0,6 ponto percentual em relação à do período, que foi de 7,4%.
Também aumentou o nível de ocupação da população (porcentagem de pessoas trabalhando no período). A taxa subiu a 56,9% no segundo trimestre, contra 56,7% no primeiro trimestre de 2014 e 56,9% do segundo trimestre de 2013.

Segundo o IBGE, no segundo trimestre deste ano, 92,1 milhões de pessoas estavam ocupadas e 6,8 milhões, desocupadas.

Outro avanço foi registrado na relação entre ocupados e desocupados. O número de desocupados no primeiro trimestre deste ano era 7 milhões e o de ocupados, 91,2 milhões. Já no segundo trimestre de 2013, essas taxas evoluíram para 7,3 milhões e 90,6 milhões, respectivamente.

Confrontando o 2º trimestre de 2014 com o mesmo trimestre de 2013, é possível observar queda na taxa de desocupação em todos os grupos etários, exceto 60 anos ou mais. A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade, 15,3%, apresentou patamar elevado em relação à taxa média total. Este comportamento foi verificado, tanto para o Brasil, quanto para as cinco grandes regiões abrangidas pela pesquisa.

Ocupação é de 68,4% entre homens e 46,4% para mulheres
No 2º trimestre de 2014, as regiões Sul (61,1%) e Centro-Oeste (61,5%) foram as que apresentaram os maiores níveis de ocupação (percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar) e a região Nordeste, o menor (51,9%). Em relação ao 2º trimestre do ano anterior, houve alta no nível da ocupação no Nordeste.

No 2º trimestre de 2014, o nível da ocupação foi estimado em 68,4% para os homens e 46,4% para as mulheres. Essa diferença foi verificada em todas as regiões, sendo que na Norte, estava maior a diferença e na Sul, a menor. Também no 2º trimestre de 2014, o nível da ocupação do grupo etário de 25 a 39 anos foi estimado em 75,8% e, para o grupo de 40 a 59 anos, em 69,4%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esta estimativa era 57,5%. Entre os menores de idade (de 14 a 17 anos) esta estimativa foi 16,3%, enquanto entre os idosos (60 anos ou mais), 21,9%.

O nível da ocupação dos jovens de 18 a 24 anos nas regiões Sul (67,1%) e Centro-Oeste (61,5%) ficou próximo ao observado no Nordeste para os adultos de 25 a 39 anos (69,0%) e 40 a 59 anos (65,0%).

A Pnad Contínua referente ao segundo trimestre tinha divulgação prevista para agosto deste ano, mas foi adiada por conta da paralisação parcial de servidores, entre maio e agosto. O resultado do terceiro trimestre será divulgado no final de dezembro. A cada trimestre, a Pnad Contínua investiga 211.344 domicílios particulares permanentes em cerca de 16 mil setores censitários, distribuídos em 3,5 mil municípios.

Fonte: com informações do IBGE.

Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 às 11:19

Programa de transferência de renda completa 11 anos ampliando acesso da população mais pobre

Segunda-feira, 20 de outubro de 2014 às 19:48

Programa de transferência de renda completa 11 anos ampliando acesso da população mais pobre

O principal programa de transferência de renda do País completa, nesta segunda-feira (20), 11 anos de criação. Lançado em outubro de 2003, o programa retirou, nos últimos anos, 36 milhões de pessoas da extrema pobreza e atende, atualmente, 50 milhões de brasileiros e 14 milhões de famílias de baixa renda.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, destaca a importância da redução da pobreza para o desenvolvimento do Brasil na última década: “Qualquer país com menos desigualdade é um país socialmente muito mais desenvolvido. Agora nós já temos como provar que a família pobre com garantia de renda gasta imediatamente em alimentação, vestuário, calçados, remédios, material escolar, ou seja, em produtos produzidos no Brasil, o que faz a economia ficar muito mais dinâmica”, afirmou.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), a cada R$ 1 investido no programa Bolsa Família há um aumento de R$ 1,78 no PIB do Brasil, o que, de acordo com Tereza Campello é o chamado efeito multiplicador do programa, segundo ela, muito maior do na maioria dos outros gastos públicos

Indicadores
De acordo com indicadores de pobreza elaborados pelo Banco Mundial, a pobreza crônica caiu de 8% para 1,1% no Brasil na última década. O indicador toma como base não só o parâmetro de renda, mas o acesso da população a serviços como saúde, educação, habitação, saneamento básico e o alcance a bens de consumo. O objetivo do Banco Mundial é que em 2030 o mundo consiga reduzir a pobreza extrema para 3% da população global.

Já para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) – que analisa a pobreza levando em conta indicadores como escolaridade, mortalidade infantil e acesso a bens e serviços – o índice de pobreza extrema no Brasil caiu de 6% em 2003 para 2,8% em 2013.

Redução da mortalidade infantil
Para a ministra Tereza Campello uma dos grandes avanços registrados pelo programa Bolsa Família foi a redução de 58% na mortalidade infantil, causada por desnutrição, nos últimos dez anos no País. “A destinação de renda para as famílias de baixa renda fez com que elas tivessem acesso à alimentação e isso fez com que crianças pobres brasileiras deixaram de morrer por uma causa evitável”, destacou. Segundo a ministra, tem havido uma mudança de perspectiva importante no Brasil, a partir da ampliação do número de crianças pobres que frequentam a escola e do aumento da escolaridade dos jovens.

Ampliação de acesso
Levando em conta a perspectiva da redução da pobreza a partir de uma dimensão global verifica-se entre a população brasileira um aumento do acesso a bens de consumo como a máquina de lavar, por exemplo, que cresceu 67,6% entre 2004 e 2013. Na faixa dos 5% mais pobres, esse índice subiu 219,2%. Já o número de domicílios em que os moradores possuem ensino fundamental completo cresceu 33% nos últimos dez anos. Entre os 5% mais pobres, esse índice cresceu 100%. O acesso à água potável também aumentou 6,3% na população como um todo (entre 2004 e 2013) e 5 vezes mais nos 5% mais pobres: 32,3%. Enquanto o acesso a escoamento sanitário, na população brasileira, aumentou 10,9% na população em geral e quatro vezes mais nos 5% mais pobres (41,7%)

Histórico
Criado em 2003 pelo Governo Federal, o programa Bolsa Família é considerado pela Associação Internacional de Seguridade Social (AISS) o maior programa de transferência de renda do mundo, embora possua um custo relativamente baixo. Em 2013, o orçamento do programa chegou aos R$ 24 bilhões de reais, cerca de 0,5% do PIB brasileiro. No entanto, a iniciativa beneficia, hoje, 50 milhões de brasileiros e mais de 14 milhões de famílias de baixa renda.

Sexta-feira, 17 de outubro de 2014 às 19:42

Salário das mulheres recupera defasagem em relação ao dos homens em 2014, aponta Caged

As mulheres estão avançando para a redução da defasagem salarial entre o que elas ganham e o que é pago aos homens. É o que revelam os dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta semana. Com relação ao salário médio real de admissão por grau de instrução, por exemplo, as mulheres sem escolaridade tiveram ajuste de 3,18% no emprego com carteira assinada, enquanto homens nesta mesma condição receberam 0,82% a mais entre janeiro e setembro de 2014, em relação a igual período do ano passado.

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Avanço dos salários entre homens e mulheres, segundo Caged/MTE.

Atualmente, a defasagem salarial de gênero ainda existe em todas as regiões do País. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2013 (Pnad/IBGE) – que é mais ampla que o Caged por abrangir outras formas de trabalho sem carteira assinada – mostram que no início da década passada o rendimento das mulheres equivalia a 70% do rendimento dos homens. Dez anos depois, em 2012, a diferença, segundo a Pnad, ficou ainda maior, subindo a 73%. No grupo com 12 anos ou mais de estudo, o rendimento feminino cai para 66% da renda masculina.

Mas, no último ano, os números do Caged mostram uma tendência consistente inversa, de melhora para as mulheres. “Na questão de gênero, tem acontecido nos últimos meses – e neste mês isso se repetiu – que o aumento salarial das mulheres foi superior, em termos percentuais, ao dos homens”, afirma o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Dias. Como consequência, explica ele, há uma perspectiva real de que os salários sejam mais equilibrados entre os dois sexos em um futuro próximo.

A pesquisa aponta que, no nível fundamental completo, os homens tiveram uma variação de 1,84% no emprego formal, na passagem de 2013 para 2014, enquanto para as mulheres a variação foi de 2,52% em igual período. No nível médio completo os homens avançaram 0,59% e as mulheres, 1,82%, revela o Caged.

Reduções menores
Segundo o levantamento do ministério, os dados apontam que as mulheres obtiveram comportamento mais favorável em termos de aumentos salariais relação aos homens em quase todos os níveis de escolaridade. No ensino superior completo os homens apresentaram uma redução no salário de admissão de 3,50%, enquanto as mulheres registraram uma perda de 0,46%.

“Neste grau de instrução se verifica o maior diferencial entre os salários de admissão da mulher versus o dos homens (64,74%). Esse resultado dá continuidade ao processo paulatino de recuperação dos salários das mulheres comparativamente o dos homens, verificado nos últimos anos”, diz o estudo.

É interessante notar, no entanto, que a recuperação do salário feminino diminui enquanto avança a escolaridade. No nível superior completo, por exemplo, o salário masculino do emprego com carteira assinada avançou 1,17% no período, enquanto o das mulheres variou 1,74%.

“Os salários médios reais de admissão das mulheres mostram uma maior representatividade nos níveis de escolaridade mais baixos em relação aos dos homens: analfabeto (94,75%) e até o quinto ano incompleto do ensino fundamental (83,05%)”, conclui o estudo do Ministério do Trabalho.

Sábado, 20 de setembro de 2014 às 14:25

Novos dados da Pnad reafirmam trajetória de queda das desigualdades

Novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) reafirmam a trajetória de queda das desigualdades e mantêm as principais tendências verificadas nesta década. A correção da análise de dados e microdados, anunciada na sexta-feira (19) pelo governo federal, mostrou, entre outros reparos, a queda nas desigualdades sociais do país, medida pelo índice de Gini, e na desigualdade de renda proveniente do trabalho. Os novos números reforçam que a renda do brasileiro tem aumentado com velocidade crescente, nos últimos anos.

Entre 2011 e 2013, um brasileiro levaria 12,8 anos para ver sua renda mensal dobrar de valor. Se levado em consideração o período iniciado em 1993, esse mesmo cidadão levaria 23,6 anos para ver sua renda dobrar, apontam os dados revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os ministros Miriam Belchior, Tereza Campello, Henrique Paim e Marcelo Néri, durante coletiva sobre a correção dos dados da Pnad. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

Os ministros Miriam Belchior, Tereza Campello, Henrique Paim e Marcelo Néri, durante coletiva sobre a correção dos dados da Pnad. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Néri, observou que, apesar de ainda não haver números consolidados, 2014 deverá marcar a maior queda na desigualdade nos últimos dez anos.

Ele citou , como exemplo dessa tendência, o índice que aponta queda nas diferenças de renda familiar per capita. Segundo ele, o índice foi de 0,527 em 2011 para 0,524 em 2012 e 0,522 em 2013. Quanto mais próximo de 1 mais desigual e, portanto, a diminuição do índice é um resultado positivo para o país.

Néri ainda ressaltou que o rendimento dos brasileiros cresceu, em média, 5,5% por ano entre 2011 e 2013, e que a desigualdade também atingiu, no ano passado, seu menor nível histórico em outras dimensões, como nos rendimentos do trabalho e nos rendimentos pessoais de todas as fontes.

Apesar de o percentual de pessoas que ganham até um salário mínimo ter ficado em 25,2% da população ocupada em 2013, e não 24,8%, a desigualdade diminuiu porque a taxa dos que ganham de cinco a 20 salários mínimos passou de 7,6% para 7,3% entre as duas análises e os que recebem mais de 20 salários mínimos permaneceu em 0,7%.

Já o rendimento mensal do trabalho variou menos do que o estimado: 3,8%, e não 5,7%, com isso, o valor do rendimento médio mensal ficou em R$ 1.651, e não R$ 1.681. “O mundo está em crise e o Brasil continua aumentando a renda por dois anos consecutivos”, afirmou a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

No caso do desemprego, a taxa de 6,5% em 2013 não foi alterada pela correção dos dados da Pnad, mantendo-se em patamar baixo quando comparado a diversos países que enfrentam problema de desemprego.
A taxa de desocupação permanece a mesma, de 6,3% da população, mas o contingente de pessoas é 6,637 milhões, e não 6,693 milhões. O nível de ocupação total ficou em 61,8% da população, no lugar de 61,2%. O trabalho infantil caiu 10,6%, e não 12,3% divulgado.

Educação
Ainda de acordo com os dados revisados, a taxa de analfabetismo em 2012 era 8,7% da população e caiu para 8,5%. O dado divulgado anteriormente foi 8,3%. “Na faixa de 15-29 anos, fechamos a torneira o analfabetismo. Mantiveram trajetória de melhoria em todos os indicadores. As oportunidades estão sendo geradas pelo governo e refletem nos dados, principalmente, de quem está fazendo curso técnico”, afirmou o ministro da Educação, Henrique Paim.

Após a correção dos dados, permaneceu a tendência de aumento de escolarização das crianças. Um favor de destaque foi o forte avanço à pré-escola, cuja taxa de acesso foi corrigida de 81,2% para 81,4%, a maior da série histórica, garantindo a entrada mais cedo de um maior número de crianças na educação formal, fundamental para novas quedas futuras das desigualdades. “Com os novos dados, percebemos um bom caminho a ser seguido na educação, proporcionando assim uma melhor qualidade de vida às pessoas com o passar dos anos”, ressaltou Paim.

Veja apresentação com os dados revisados da Pnad

Investigação
De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, uma comissão, constituída por representantes dos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Justiça e Casa Civil, além da Controladoria-Geral da União (CGU), avaliará a consistência dos dados da pesquisa. A comissão terá 30 dias para analisar os fatos e a responsabilidade funcional. Miriam Belchior destacou a rapidez com que o IBGE corrigiu os dados. “Isso não apaga o erro, que é gravíssimo, mas colocou à disposição da sociedade de forma transparente o mais rápido possível, as informações corrigidas.”

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, houve um erro técnico que superestimou a população das regiões metropolitanas do País, o que influenciou em outros dados, como o índice de Gini, e provocou alterações nos resultados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Os dados revisados já estão na página do IBGE.

Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE, Ministério do Planejamento e EBC.

Sexta-feira, 19 de setembro de 2014 às 20:58

Governo cria comissões para investigar dados divulgados na Pnad 2013

Foi anunciada, nesta sexta-feira (19), a criação de duas comissões para investigar os dados divulgados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). A primeira comissão, formada por especialistas independentes, avaliará a consistência dos dados da pesquisa. Também será constituída comissão de sindicância para averiguar fatos que envolveram a divulgação dos dados.

A comissão de sindicância será constituída por representantes dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Justiça e Casa Civil, além da Controladoria-Geral da União (CGU). Os integrantes da comissão de especialistas deverão ser indicados até a próxima terça-feira (23), segundo informou a ministra Miriam Belchior. “A partir do trabalho dessas duas comissões, as decisões serão tomadas”, garantiu a ministra.

 Neste sábado (20), às 10h30, representantes do governo concedem entrevista coletiva para comentar os novos dados da Pnad, apresentados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Confira a íntegra da nota do Ministério do Planejamento:
Hoje, o Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística – IBGE informou a “existência de erros extremamente graves” na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2013.

Considerando a importância dessa pesquisa para o conhecimento da realidade brasileira e a elaboração de políticas públicas, o governo decide:

-  Criar comissão de renomados especialistas, de instituições independentes, para avaliar a consistência da Pnad.
–  Criar comissão de sindicância para apurar as razões do ocorrido e eventual responsabilidade funcional, que caso se verifique poderá implicar em medidas disciplinares. Integrarão essa comissão, a Casa Civil e os ministérios do Planejamento, da Justiça e Controladoria Geral da União.

Assessoria de Comunicação
Ministério do Planejamento

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