Segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 às 17:41
Os investimentos em segurança feitos pelo governo federal, em parceria com o Estado e a Prefeitura do Rio, no Complexo do Alemão e no Morro Dona Marta, são impressionantes e os resultados já começam a aparecer, afirmaram os senadores americanos John McCain e Jonh Barrasso, do Partido Republicano, que estiveram com a presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (10/1) no Palácio do Planalto (DF), em Brasília. McCain e Barrasso visitaram as comunidades cariocas e conheceram equipamentos como a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) neste último fim de semana. McCain lembrou a Dilma que esteve no Rio de Janeiro em 1957 e que, por isso, tem um carinho especial pela cidade.
Os parlamentares americanos ficaram cerca de uma hora com a presidenta Dilma e além do tema da segurança pública, conversaram também sobre energia, meio ambiente e defesa, mais precisamente a questão da compra de novos aviões-caça por parte do Brasil. Os dois representantes do Senado americano destacaram ainda a liderança regional e mundial do Brasil hoje e afirmaram que o País poderá receber grandes investimentos de empresas dos Estados Unidos na exploração do petróleo da camada pré-sal. Aos dois foi explicado como o Brasil pretende investir parte dos recursos do Pré-sal em áreas como Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia.
Na manhã desta segunda-feira (10/1), a presidenta Dilma recebeu telefonema do presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, que a cumprimentou pela eleição e manifestou intenção de estreitar a relação entre os dois países. Os dois presidentes conversaram ainda sobre o projeto conjunto do foguete lançador de satélites Cyclone 4, instalado na base militar de Alcântara, no Maranhão.
Yanukovich ainda manifestou interesse de visitar o Brasil em maio e convidou Dilma para uma visita, ainda este ano, ao país do leste europeu. Não foram definidas datas, mas a presidenta deverá visitar ainda este ano o país vizinho Bulgária, terra de seu pai, Pedro Rousseff.
Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 às 14:48
Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Terça-feira, 7 de dezembro de 2010 às 16:09
O corte no orçamento previsto para o ano que vem não vai atingir as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), garantiu o presidente Lula nesta terça-feira (7/12), em entrevista coletiva concedida no Rio de Janeiro (RJ), após cerimônia realizada no Palácio da Cidade. O presidente afirmou que houve um mal entendido em relação à afirmação dada ontem (6/12) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo Lula, caso sejam necessários cortes no Orçamento, eles serão feitos no custeio e não em obras para investimento.
Para Lula, o PAC “é como o oxigênio que a gente respira” e que não se pode cortar centavo algum do programa, pois é fundamental para que o País continue dando certo. O que pode ocorrer, disse o presidente, é um manejo orçamentário para dar celeridade a projetos e obras que estão mais adiantadas e que esse entendimento é compartilhado pela presidenta eleita, Dilma Rousseff.
Vocês estão vendo a minha fisionomia? Vocês acham que eu estou com ar de que vai ser cortado algum centavo do PAC? Vocês acham que o meu semblante está dizendo que vai ser cortado? O que nós temos que ter em conta é o seguinte: nós temos que manter a inflação controlada, nós temos que manter a estabilidade econômica, e nós precisamos manter dinheiro para investimento. Isso significa que, se tiver que mexer em alguma coisa, vai se mexer em custeio e não em investimento para obra.
Lula disse ainda que caso o relatório técnico a respeito da compra de caças chegue às suas mãos a tempo de levá-lo para consulta do Conselho de Defesa, e desde que haja um consenso com a presidenta eleita, ele tomará a decisão ainda em seu mandato. “Mas se ela falar ‘deixa para eu fazer’, eu certamente deixarei para ela fazer”, disse. Questionado sobre o projeto de lei a respeito dos royalties do Pré-sal, Lula defendeu que pretende vetá-lo assim que receber a proposta do Congresso e que irá decretar uma Medida Provisória baseada no acordo de partilha previamente acertado com o governador Sérgio Cabral.
Sobre a presença das tropas das Forças Armadas no Complexo do Alemão, Lula disse que é uma das parcerias mais bem sucedidas entre os governos federal e estadual, mas que não quer que o Exército faça o papel de polícia. Para ele, essa é uma das poucas vezes em que os policiais cariocas estão orgulhosos de exercer o papel de policial sem vergonha, sem medo de serem chamados de corruptos ou de violentos. “Ele percebe que ele está sendo útil para aquela comunidade. Então, eu acho que nós vamos continuar, por muito tempo, trabalhando juntos”, afirmou.
Ouça aqui a entrevista coletiva do presidente Lula no Rio de Janeiro:
Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Sexta-feira, 26 de novembro de 2010 às 21:42
O presidente Lula inaugurou, nesta sexta-feira (26/11), três termelétricas a gás simultaneamente em Manaus (AM), que abastecerão a capital amazonense e outras cidades da região, além de empresas locais, afirmando que com essa energia segura e limpa, está garantido o desenvolvimento da região (que vem crescendo 12% ao ano, acima da média nacional), que poderá gerar emprego, renda e melhoria na qualidade de vida da população. O gás será levado pelo gasoduto Coari-Manaus, inaugurado em novembro de 2009, uma obra que levou 30 anos para ser feita, com muito sacrifício e engenharia de ponta. Com as novas termelétricas, os apagões de energia elétrica em Manaus podem virar história de vez e o Brasil inteiro ganha com a redução de emissões de gases do efeito estufa, já que termelétricas a óleo diesel serão desligadas.
Nós estamos aqui fazendo uma inauguração, estamos felizes, é como se a gente chegasse em casa e a comida estivesse na mesa e não perguntasse o trabalho e o sacrifício que a mãe da gente teve em fazer a comida, se ela tinha dinheiro para comprar, se ela se queimou na hora de fazer. Muitas vezes a gente come, não pergunta nada e ainda reclama.
Lula agradeceu o companheirismo do ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga (eleito senador este ano) – “um dos melhores e mais extraordinários parceiros que eu construí na minha vida política”, disse – e celebrou o fato de a Petrobras agora não investir mais apenas em petróleo, mas também em gás natural e biocombustíveis:
A Petrobras não era muito chegada a gás, só pensava em petróleo. Foi um trabalho imenso de discussão com a direção da Petrobras, com o conselho da Petrobras, para que a gente fizesse os investimentos necessários.
(…) Hoje estão convencidos de que a Petrobras não pode ser apenas uma empresa de petróleo, a Petrobras pode se transformar na empresa de energia mais importante do planeta. Ela pode cuidar do gás, da termelétrica, do petróleo, mas pode cuidar também do combustível renovável, que é o que precisamos. E ela que não gostava de álcool, já é dona das maiores usinas de São Paulo.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula em Manaus:
Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 17:55

Presidente Lula durante visita ao navio-plataforma FPSO Cidade de Angra dos Reis no Campo de Tupi, da Bacia de Santos. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O início da exploração comercial de petróleo da camada pré-sal hoje no Campo de Tupi, no litoral do Rio de Janeiro, só confirma a importância da Petrobras para o Brasil, afirmou o presidente Lula em breve discurso realizado após visitar o navio-plataforma responsável pela extração. Afirmando ser, sem sombra de dúvida, o presidente da República mais feliz do mundo no momento, Lula disse que está ainda mais convicto de que a Petrobras é o grande símbolo de orgulho do povo brasileiro.
“Quando a gente quiser lembrar de uma coisa competente, uma coisa que dá certo, a gente tem que lembrar da Petrobras, porque ela com o seu corpo de funcionários, engenheiros, geólogos”, elogiou o presidente, acrescentando que ela é importante não apenas pelo seu valor de mercado, mas também pela qualidade de seus funcionários.
A gente sabe que a descoberta do petróleo é resultado de investimento em pesquisa, em gente, e quando a gente colhe o resultado disso, a gente deve ficar muito feliz. Mas muito mais feliz porque quando você (José Gabrielli, presidente da Petrobras) e o Estrella (Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção), em 2006, foram na minha sala dizer que tinham descoberto o Pré-sal, a gente não tinha noção que tão rapidamente a gente iria começar a fazer a exploração comercial do nosso petróleo do Pré-sal.
(…) Eu não imaginei que a gente tivesse essa competência, de em apenas quatro anos a gente estar aqui mostrando o primeiro tonelzinho de petróleo da exploração em definitivo da nossa querida Petrobras e do nosso querido Pré-sal.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Lula aproveitou para fazer uma pequena provocação ao diretor Estrella: como pode um litro de gasolina ser mais barato que um litro d’água?

Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 16:53
Há 10 anos, o setor petrolífero brasileiro vivia a época ‘da latinha’: um vazamento em refinaria só deveria ser corrigido quando enchesse uma lata. A situação era emblemática do sucateamento das refinarias brasileiras e os petroleitos esperam que esse tempo não volte mais. Para isso pediram hoje ao presidente Lula, durante visita ao navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, que aumente os investimentos em manutenção das refinarias.
“Hoje viemos aqui para entregar uma carta ao presidente Lula pedindo maior investimento em manutenção nas refinarias. Ainda há muito o que ser feito nesse sentido. Mas hoje há uma diferença: antes a ordem era ‘não fazer’, para deixar o pior acontecer e se ter uma justificativa para as privatizações. Agora não, a ordem dada é ‘fazer’, para o setor se tornar mais forte e competitivo”, afirmou Simão Zanardi, Secretário de Saúde e Segurança da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Zanardi lembra que o sucateamento provocou um dos maiores acidentes ambientais do País – o vazamento de óleo na Baía de Guanabara em 2001, no Rio de Janeiro. Segundo ele, o acidente foi causado por uma gambiarra feita na refinaria para tentar resfriar o óleo conduzido por dutos submersos no mar, uma vez que o resfriador havia quebrado. Com a alta temperatura, a tubulaçao rompeu.
Marcos Amaral, diretor do Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias, explicou que as ‘gambiarras’ eram comuns para compensar a falta de investimentos em manutenção. “Quando havia um vazamento, tentávamos contê-lo com um ‘batoque de madeira’, feito de cabo de vassoura. Nós batíamos com esse pedaço de madeira no lugar que deveria ser soldado e fazíamos uma espécie de remendo. Eram essas as nossas condições de trabalho”, criticou.
Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 14:54

Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 14:01

Os geólogos da Petrobras aproveitaram a visita do presidente Lula ao navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis, que deu início à exploração comercial do pré-sal do Campo de Tupi na Bacia de Santos, para homenageá-lo com uma descoberta geológica que fizeram na região. Eles descobriram que a parte mais alta do Pré-sal local tem nove ‘dedos’, que é como chamam os picos geológicos do fundo do mar. Esses picos são usados como marcos para orientá-los no fundo mar. Resolveram então batizar o marco encontrado ali no Campo de Tupi da Bacia de Santos de ‘Marco Lula’.
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras , Guilherme Estrella, disse que ao ser consultado sobre a homenagem, ficou preocupado em saber se ela seria bem aceita, mas depois decidiu levá-la adiante porque simbolizava a história do presidente. Lula disse que não tinha como não ficar feliz com a homenagem, porque os geólogos da Petrobras, bem como os demais funcionários da empresa, são grandes orgulhos do País.
“E eu já estava feliz que a Petrobras aprendeu que toda vez que eu venho aqui eles fazem uma luvinha para mim, aprenderam a cortar o dedinho -- antes o dedo ficava pendurado… “, brincou.
Ouça a íntegra da fala do presidente após receber a homenagem:
Em seguida, usou o petróleo extraído da camada pré-sal para carimbar o uniforme de trabalhadores e integrantes da comitiva que visitava o navio-plataforma:

Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 13:12

Confira nosso vídeo exclusivo com imagens do interior do navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis que o presidente Lula está visitando neste momento na Bacia de Santos, no litoral do Rio de Janeiro. Conheça as instalações, alguns dos trabalhadores e as principais alegrias e tristezas de quem passa 15 dias por mês embarcado em alto mar.
Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 10:30

A plataforma Cidade Angra dos Reis, no Campo de Tupi, Bacia de Santos (RJ) - Foto: Stéferson Faria/Agência de Notícias Petrobras
Trabalhar numa plataforma petrolífera como a unidade Cidade de Angra dos Reis, que entrará em operação nesta quinta-feira (28/10) no litoral do Rio de Janeiro, é um exercício constante de reinvenção dos costumes, referências pessoais e familiares, noção de tempo e espaço. Mas sobretudo é um desafio de superação de um sentimento comum a todos: a saudade. A nova plataforma brasileira, que chegou ao País há um mês, conta hoje com 120 trabalhadores. Eles ficam 15 dias embarcados e folgam outros 15, e têm uma rotina diária que exige disciplina, treinamento e comprometimento, mas principalmente o companheirismo para superar a saudade quando ela aperta.
É o que afirma Emmanoel Siquara Neto, Enfermeiro que trabalha no pequeno hospital equipado da embarcação. A unidade está preparada para prestar todo tipo de atendimento, diz ele, até os casos de saudade: “Aqui somos uma família. Muitas vezes o nosso atendimento é uma conversa, uma palavra amiga.” A maioria sente falta da família. O gerente operacional da Petrobras, Humberto Americano, trabalha embarcado há 24 anos e diz que essa falta é combatida com a convivência amistosa entre os colegas. Ele lembra de um caso em que seus filhos, quando pequenos, chegaram a tramar para que faltasse ao trabalho. “Meus filhos sumiram com a chave de casa pra eu não sair para trabalhar, eles não queriam que eu fosse embarcar”, lembra, emocionado.
O mergulhador José Danilo diz que a saudade é uma grande “amargura” que enfrenta com muito exercício físico e as opções de lazer existentes na plataforma – TV, internet e livros. É um dos que mais torce para que a prometida academia de ginástica da embarcação fique pronta o quanto antes.
Já o mestre de cabotagem Eraclides Santos, responsável pela manutenção da segurança pessoal e ambiental, está feliz com o que o mar tem a oferecer: tranquilidade, paz, baleias e golfinhos. Ele é apaixonado pela vida que leva e diz que para afastar a saudade quando ela chega, basta olhar para o belo cartão postal natural que tem para todos os lados. “O mar é uma paixão. A gente escolhe essa atividade exatamente para estar em contato com o que a gente gosta”, afirma. “O mar nos traz todos os dias uma coisa nova, uma situação nova. A gente trabalha, faz o que gosta, mas com essa maravilha que é estar aqui, vivendo nesse oceano, no nosso Brasil tão bonito, tão rico, isso dá prazer.”
Para trabalhar em uma embarcação, há uma seleção rigorosa. Luiz Carlos Mendes, gerente ativo de produção senior, é um dos responsáveis por escolher os que vão para alto mar. Ele explica que a pessoa precisa ter um perfil específico e com disponibilidade para se dedicar em tempo integral. Para os que escolhem essa profissão, há vantagens. Os salários são maiores que os do pessoal de terra, há seguro de vida e outros benefícios. A grande desvantagem, admite, é o afastamento da família e amigos. “Para trabalhar aqui, é necessário que essas pessoas tenham um perfil voltado para a área operacional. A pessoa tem que gostar dessa atividade, desse ritmo de vida, porque não tem horário, essas pessoas estão aqui tempo integral à disposição da empresa e às necessidades do trabalho”, diz Mendes.
A plataforma Cidade de Angra dos Reis está ligada a nove poços do pré-sal da Bacia de Campos e será a unidade produtora do Sistema Piloto de Tupi. Quando estiver em pleno funcionamento, no ano que vem, ela produzirá 100 mil barris por dia e 4 milhões de metros cúbicos de gás.
Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima: