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Segunda-feira, 22 de dezembro de 2014 às 12:54

Entrevista da presidenta Dilma Rousseff a jornais latino-americanos

A presidenta Dilma Rousseff respondeu às perguntas de vários jornais da América-Latina neste domingo (21) por ter sido escolhida a personalidade latino-americana de 2014.

Dilma falou sobre democracia, Mercosul, integração regional entre blocos, aproximação com o México, combate à corrupção, dentre outros aos jornais El Tiempo (Colômbia), El Comercio (Equador), El Universal (México), El Comercio (Peru), El País (Uruguai), El Nacional (Venezuela) e O Globo (Brasil).

Veja abaixo as perguntas e respostas na íntegra.

– El Mercurio, Chile:
Durante o seu segundo mandato, a política externa do Brasil desenvolverá um apoio maior para a democracia?

A promoção da democracia e a defesa dos direitos humanos são princípios da política externa brasileira, inscritos em nossa Constituição, e continuarão sendo em meu segundo mandato.

A prioridade da democracia em nossa política externa tem sido evidenciada, especialmente na América do Sul.

Apoiamos ativamente a introdução da cláusula democrática tanto no âmbito do Mercosul como no da Unasul. Todos os governos da região foram eleitos nas urnas e legitimados pela vontade popular. A existência de divergências entre nossos países, assim como no interior deles, é natural e parte intrínseca de regimes democráticos.

A Unasul atuou positivamente em crises como as da Bolívia, em 2008, do Paraguai, em 2012, e da Venezuela, em 2014.

Neste último caso, a atuação da Unasul, a pedido do presidente Maduro, comprovou a eficácia da entidade para auxiliar os Estados-membros na busca de soluções democráticas, pacíficas e negociadas em cenários de crise.

As recentes eleições na Colômbia, Chile, Bolívia, Uruguai e Brasil demonstraram o vigor da democracia em nossa região, em escrutínios marcados pela expressiva participação popular e pela mais ampla liberdade de expressão.

Nessas eleições, saiu vitoriosa a agenda da inclusão social, do desenvolvimento com distribuição de renda e, portanto, do combate à desigualdade, da garantia de oportunidades que tem caracterizado a nossa região nos últimos anos.

Quais mecanismos poderão ajudar na aproximação do Brasil com o bloco da Aliança do Pacífico?
A América do Sul é um continente diversificado, e é natural que cada país tenha sua visão e suas estratégias econômicas e comerciais.

Apreciamos muito a iniciativa do Chile de promover encontro entre os Chanceleres do Mercosul e da Aliança do Pacífico, a fim de estudarmos mecanismos de convergência entre esses dois processos de integração. Esse também é um dos objetivos do novo Secretário-Geral da Unasul, Ernesto Samper.

O Brasil e o Mercosul, na prática, já exercem o livre-comércio com Chile, Colômbia e Peru, por exemplo.

O Brasil também já tem diversos acordos com o México. Isso cria uma base concreta para a criação de uma área de livre-comércio na América do Sul.

Respeitamos as opções de muitos países por estabelecerem tratados de livre-comércio, mas os temas da integração não se colocam hoje da mesma forma que no século passado.

As estratégias diferenciadas de inserção na economia mundial não impedem uma cooperação profícua, em âmbito regional.

Pensamos que a integração sul-americana deve a um só tempo priorizar o lado comercial e também a necessidade de uma maior complementaridade produtiva, com ênfase na inovação tecnológica, que permita criar cadeias de valor, e a construção de uma forte infraestrutura energética e logística.

Isso nos dará uma maior competitividade, em relação ao resto do mundo. Para nós, a inserção nas cadeias produtivas globais passa também pelo fortalecimento das cadeias produtivas nacionais e regionais.

- El Tiempo, Colombia:
A senhora acredita que as denuncias envolvendo a Petrobras podem afetar a paz política necessária para o seu segundo mandato?

A minha indignação com as denúncias envolvendo a Petrobras é a mesma de todos brasileiros, e também quero, como todos os brasileiros, que os culpados sejam punidos.

Quem cometeu crime, delito ou malfeito deve pagar por isso. Ninguém está acima de suspeita no Brasil. Quem não lidar com seriedade, lisura e efetividade com o dinheiro público deve pagar por isso. Este é um compromisso do meu governo.

É fundamental ressaltar que a população reconhece o esforço do meu governo no combate contra a corrupção. Pesquisa do instituto Datafolha publicada em 6 de dezembro mostra que 46% dos brasileiros consideram que o meu governo foi o que mais investigou os casos de corrupção em toda a história e 40% consideram que o meu governo foi o que mais puniu corruptores. Esses índices de investigação e combate à corrupção são os maiores entre os presidentes pesquisados.

As investigações sobre desvios na Petrobras estão sendo conduzidas pela Polícia Federal do meu governo. No meu primeiro mandato, a Polícia Federal, além de várias outras instituições de controle, foi fortalecida e promoveu 162 operações de combate à corrupção e ao crime financeiro. Além disso, o meu governo aprovou leis que ampliaram a transparência e as punições por corrupção, como as leis de Acesso à Informação, da Ficha Limpa, da punição ao corruptor e a do combate às organizações criminosas.

Antes dos nossos governos, meu e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Procurador Geral da República era chamado de “Engavetador Geral da República”, porque deixava os processos nas gavetas e não investigava. Conosco isso mudou. No meu governo, ao contrário do que acontecia até 2002, respeitamos a autonomia do Ministério Público nomeando como Procurador Geral da República sempre o procurador mais votado pelos seus pares. Hoje, nada é engavetado. Tudo é objeto de investigação.

Só para se ter uma ideia dessa grande mudança, nos 8 anos dos governos imediatamente anteriores aos do PT, foram realizadas apenas 48 operações da Polícia Federal destinadas a combater a corrupção. Já nos 12 anos dos governos do PT, já foram realizadas 2.226 operações especiais da Polícia Federal.

O grande fortalecimento das instituições de controle e a intensa promoção da transparência administrativa, ocorridas nos governos do PT, por vezes criam a falsa impressão de que os casos de corrupção aumentaram. Na realidade, o que ocorre no Brasil de hoje é que, pela primeira vez na história, a chaga secular da corrupção vem sendo efetivamente combatida.

O Brasil não vive uma crise de corrupção, como afirmam alguns. Nos últimos anos começamos a por fim a um longo período de impunidade.

Isso é um grande avanço para a democracia brasileira.

Saliento, ademais, que tenho o firme propósito de promover, neste meu segundo mandato, uma Reforma Política que, entre outras coisas, combata a excessiva influência do poder econômico em nosso sistema de representação, fonte principal da corrupção política e dos desvios administrativos no Brasil.

- El Comercio, Equador:
Em países como Venezuela, Bolívia e Equador, os triunfos eleitorais estão sempre vinculados à figura de um líder (sendo que no primeiro exemplo de seu sucessor, Nicolás Maduro), sem sinais de que se esteja preparando uma troca de gerações para as próximas eleições. Como a senhora vê a postura do Partido dos Trabalhadores sobre isso daqui até 2018?

É natural que as democracias se consolidem em torno de líderes, tanto do partido que governa como da oposição. Isso ocorre em países do mundo inteiro, não apenas nos da América do Sul.

Toda democracia precisa muito tanto de líderes governamentais como de lideranças de oposição responsáveis e construtivas. Naturalmente, quando há mudança geracional, surgem novos desafios históricos, e com o Partido dos Trabalhadores não é diferente.

Sabemos que cada país tem suas características, cada sociedade tem sua dinâmica política, eleitoral, social. Quem decide o momento da mudança é a sociedade. Por exemplo, em seu tempo, Franklin Roosevelt foi eleito quatro vezes presidente dos EUA. Depois, a sociedade norte-americana adotou outras regras eleitorais que só permitem dois mandatos, sem recondução do presidente.

O PT é um partido tão jovem quanto a democracia brasileira. Acredita, como vários exemplos históricos evidenciam, que o jogo democrático exercido, a cada eleição, permite que mais líderes e mais ideias inovadoras apareçam. Quando a sociedade está pronta, a mudança se opera.

- El Universal, México:
A senhora acredita numa maior aproximação do Brasil com o México no seu segundo mandato ou os dois países são rivais estratégicos na América Latina?

México e Brasil são duas grandes nações em desenvolvimento que enfrentam desafios comuns, em especial a necessidade imperiosa de combater a pobreza e a fome, reduzindo as desigualdades sociais.

Somos duas sociedades diversas, ricas e multiétnicas. Temos a tarefa de incluir plenamente milhões de jovens, mulheres, negros e indígenas.

Para construir um caminho de desenvolvimento sustentável com condições de competir internacionalmente, precisamos realizar amplos investimentos em educação, inovação e infraestrutura. Precisamos nos articular no nosso hemisfério e nos fortalecer por meio de uma maior cooperação.

Não se trata de tarefa fácil, ainda mais em um contexto de crise econômica internacional persistente. Mas é o que os brasileiros e os mexicanos esperam que seus governantes façam.

Vejo, portanto, uma relação marcada por convergências, não por divergências. Vejo México e Brasil como grandes aliados, não como rivais.

Brasil e México são também duas economias complexas e diversificadas, o que se reflete em intensa relação comercial e de investimentos. O Brasil – e o Mercosul como um todo – quer ampliar ainda mais as trocas comerciais com o México.

Além dos negócios, brasileiros e mexicanos têm interesse também em ampliar o conhecimento mútuo, a cooperação educacional e cultural, e o turismo. Eu disse ao Presidente Peña Nieto que pretendo visitar o México nos primeiros meses de meu segundo mandato, para discutir estes e outros pontos relevantes da agenda bilateral.

- El Comercio, Peru:
Como a senhora pode liderar uma campanha séria anticorrupção em seu País se o seu próprio partido é o protagonista do escândalo da Petrobras, empresa da qual foi presidente do Conselho de Administração durante os anos das denúncias?

Como disse na resposta ao El Tiempo, é a Polícia Federal sob o meu governo que está conduzindo as investigações sobre corrupção na Petrobras. Foram essas investigações que conduziram ao desmantelamento de um esquema que se suspeita tenha décadas de existência, sendo anterior aos governos do PT.

Quero enfatizar que somos nós, do meu governo, que lideramos o processo contra a impunidade no Brasil, acabando com a era em que se escondiam os ilícitos debaixo do tapete. Fui eu que demiti, três anos antes dessas investigações, o diretor que confessou à Justiça a formação do esquema de desvio de dinheiro na Petrobras.

As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, no que se refere ao envolvimento de políticos no esquema criminoso, não estão concluídas. Ressalto que, em qualquer partido político, podem existir pessoas que cometam crimes.
O que importa é que todos que estiverem envolvidos serão punidos.

- El País, Uruguai:
Com as dificuldades crescentes nas economias da Argentina e do Brasil, a senhora está disposta a empreender um caminho de maior abertura internacional do Mercosul?

O projeto de integração comercial do Mercosul sempre levou em conta a abertura para outros países, agrupamentos ou regiões. Veja o caso da negociação com a União Europeia: o Mercosul já tem sua proposta pronta enquanto a Comissão Europeia, ainda não obteve aval dos Estados Membros para sua oferta.

O Mercosul não é, como algumas vezes o acusam, um bloco fechado. Desde 1991, ano da criação do bloco, negociamos inúmeros acordos comerciais, tanto no âmbito da Aladi como fora dela. Se algumas dessas negociações não avançaram, não foi necessariamente por culpa do Mercosul, como é o exemplo da negociação com os europeus.

Outro aspecto a ser destacado é o fato de que no Mercosul todas as economias ganham, não apenas as maiores. Em 2004, com a criação do Focem, o bloco estabeleceu uma carteira de projetos que tem beneficiado especialmente os sócios menores, com um conjunto que hoje soma 45 projetos em áreas como energia, infraestrutura, saneamento e habitação, com aporte comunitário de US$ 1 bilhão.

Qual a sua posição sobre o fato de o Uruguai reclamar o direito de realizar acordos fora do Mercosul?
Sobre o formato das negociações comerciais do Mercosul e a possibilidade de acordos individuais extrabloco, é preciso ter presente que, desde o princípio, houve consenso de que o bloco deveria realizá-las de forma conjunta, como maneira de proteger os avanços já alcançados na integração intrazona, tanto em termos de preferências tarifárias internas, como também de arranjos produtivos.

Tal exigência está consagrada no artigo 1º do Tratado de Assunção. Isso não quer dizer que, ao negociar-se um acordo, não se levem em conta a situação e os interesses distintos dos diferentes países-membros. A conformação de eventuais listas de ofertas tarifárias do Mercosul se dá por meio de negociações entre os cinco países-membros, que têm a possibilidade de elaborar suas próprias listas nacionais, ou mesmo optar por não apresentar uma lista, caso da Venezuela na negociação com a União Europeia.

O Mercosul é um bloco aberto e flexível, que pode acomodar interesses diferentes e necessidades diversas.

A troca recente do ministro da Fazenda por um técnico mais enfocado para o mercado trará mudanças na orientação da política social do seu país?
O ministro Joaquim Levy tem uma longa carreira no serviço público. Foi secretário do Tesouro no primeiro governo Lula e secretário de Estado da Fazenda do governo do Estado do Rio de Janeiro. Convivi com o ministro Levy durante anos e tenho confiança na sua competência para conduzir o Ministério da Fazenda neste momento.

A economia brasileira, assim como todas as economias emergentes, passa por um momento de transição, no qual ainda sofremos os efeitos externos do lento crescimento mundial – inclusive, com a redução dos preços das commodities. Todos nós sabemos que a recuperação da crise que começou lá atrás, em 2008, ainda é tênue. Nós temos um quadro difícil na Europa, uma recessão no Japão. A China está crescendo a níveis mais baixos nos últimos anos, e mesmo a recuperação nos Estados Unidos não mostra ainda toda a sua força. É, portanto, um quadro que exige atenção.

No meu segundo governo, a prioridade seguirá sendo o desenvolvimento econômico, a geração de empregos, a ampliação do poder de compra dos salários, o incentivo ao investimento e, sobretudo, a continuidade do processo de eliminação da pobreza e de redução das desigualdades

A política social não mudará.

- El Nacional, Venezuela:
É conveniente para a integração latinoamericana a existência de tantos blocos (Mercosul, Aliança do Pacífico, Unasul, Celac, Alba)? Qual o papel da Alba, iniciativa criada pela Venezuela em 2004, dentro do processo de integração regional?

A coexistência de diferentes mecanismos regionais reflete a rica diversidade sociopolítica de nossos países, mas comprova também o firme compromisso de todos eles com o ideal da integração.
O conceito de integração é rico e complexo, podendo incluir desde um simples arranjo comercial à integração produtiva, da cooperação econômica à concertação política.

Ele pode também assumir diferentes formatos e contornos, envolvendo grupos de países diversos, o que pode ser um reflexo do padrão de relacionamento histórico entre eles.

Na perspectiva brasileira, a coexistência de três desses mecanismos, dos quais fazemos parte, dá-se de forma natural. Para nós, o Mercosul representa o mecanismo de integração mais profunda, que engloba os diferentes campos de coordenação política, econômica e comercial. Já a Unasul e a Celac são principalmente instâncias de convergência política entre países sul-americanos (Unasul), além dos caribenhos e centro-americanos (Celac), sendo, portanto, complementares em muitos aspectos. É preciso salientar que, nos últimos anos, a Unasul vem assumindo funções importantes tanto em termos de mediação de crises políticas na região, como no caso da Venezuela, quanto em termos de cooperação em temas como segurança, defesa e infraestrutura.

Como tive a ocasião de salientar em discurso que fiz recentemente por ocasião da inauguração da nova sede da Unasul, em Quito, essa convivência entre mecanismos complementares de integração é a prova maior de que, em nossa região, vivemos no dia-a-dia uma situação de crescente “unidade na diversidade”.

- O Globo, Brasil
A aliança internacional mais visível de que o Brasil participa hoje são os Brics, com países de outros continentes. Por que a integração regional não avança?

A participação do Brasil no Brics, no G20 e em outros grupos não exclui, em nenhuma medida, o nosso contínuo engajamento nos foros de integração regional, um dos eixos prioritários da inserção internacional brasileira. Do ponto de vista do meu País, são processos complementares.

A integração regional tem avançado, e muito. O Mercosul avança como instância de integração econômica, tanto comercial como produtiva.

Acabo de regressar da Cúpula da Unasul, no Equador, onde inauguramos a sede da organização e discutimos temas fundamentais, como os projetos prioritários de infraestrutura regional.

Em junho deste ano, por ocasião da reunião dos países Brics no Brasil, promovemos um profícuo encontro Brics-Unasul focado no financiamento de projetos de integração dos países da Unasul. Ficou evidente o interesse recíproco na construção de relações entre a América do Sul e os países Brics e a importância do Brasil como elo entre elas. Isso demonstra a relevância de nossa região na arena global.

Do ponto de vista da América do Sul, a integração regional tem se consolidado como instrumento de preservação da estabilidade e da democracia na região – recordo que as recentes eleições na Colômbia, Chile, Bolívia, Uruguai e Brasil transcorreram em clima de participação popular e plena liberdade de expressão.

No âmbito da América Latina, temos avançado na cooperação por meio da Celac.

Nosso lema de convívio democrático é a unidade na diversidade e o respeito às características de cada país.

Aliás, é exatamente devido aos processos de integração regional que a América Latina ascendeu como protagonista e interlocutora na comunidade internacional.

Durante a campanha eleitoral, a senhora criticou muito seus adversários por estarem aliados a pessoas do sistema financeiro. No entanto, o primeiro nome indicado pela senhora para o novo ministério vem de um grande banco. Isso não é uma incoerência? Qual linha a senhora pretende seguir na política econômica no próximo mandato, mais à esquerda ou mais à direita? A nova equipe terá mesmo liberdade para tomar um rumo mais ortodoxo?
Como respondi anteriormente, o ministro Levy foi um quadro importante no governo Lula. Ter trabalhado em um banco não o diminui, ao contrário, apenas amplia a sua experiência profissional.

A nova equipe econômica trabalhará em medidas de elevação gradual, mas estrutural, do resultado primário da União, de modo a estabilizar e depois reduzir a dívida bruta do setor público em relação ao PIB. Também continuaremos a melhorar nossa política de aumento do investimento e de ampliação de produtividade, pois é isso que sustenta um crescimento mais rápido do PIB e dos salários reais, com estabilidade macroeconômica.

Para os próximos anos, nossa prioridade é recuperar a capacidade de crescimento da economia, com controle rigoroso da inflação e fortalecimento das contas públicas, e, assim, garantirmos o emprego e a renda.

Os ajustes a serem realizados, inevitáveis ante a persistência de um quadro econômico internacional difícil, não serão efetuados, contudo, à custa dos empregos e dos salários dos brasileiros, especialmente dos mais vulneráveis, como já se fez no Brasil e como se faz atualmente em outros países do mundo.

O Brasil vive uma crise de corrupção envolvendo empreiteiras privadas, empresas públicas e políticos. O governo terá distanciamento e condições de levar até o fim os processos de investigação, responsabilização e punição dos envolvidos? O Brasil passa por uma espécie de processo de “mãos limpas”?
Como já ressaltei em resposta ao jornal El Tiempo, o Brasil não vive uma crise de corrupção. A corrupção sempre existiu no Brasil. O Brasil vive, na realidade, um momento ímpar e inédito de efetivo fim da impunidade e de combate à corrupção. O que está em crise no Brasil é a histórica impunidade.

O meu governo tem o compromisso de combater a corrupção e de apoiar o Ministério Público assegurando, da nossa parte, todas as condições para oferecer uma denúncia sólida à Justiça.

Repito: no que depender de mim, não sobrará pedra sobre pedra, doa a quem doer.

Durante a campanha eleitoral, fui a única candidata que propôs medidas concretas contra a corrupção e a impunidade.

São elas:
1.Transformar o “caixa dois” eleitoral em crime.
2.Impor julgamentos mais rápidos, penas mais severas e confisco de bens para quem enriquecer ilicitamente em cargos públicos.
3.Criar uma nova estrutura, nos tribunais superiores, para agilizar investigações e julgamentos de acusados que possuam foro privilegiado.

Isso é fundamental para acabar com a corrupção porque a impunidade é um mal do qual a corrupção e os crimes financeiros se alimentam. Vamos enviar essas propostas ao Congresso e intensificar o combate à corrupção e à impunidade.

Sexta-feira, 19 de dezembro de 2014 às 20:56

Síntese da fala da presidenta Dilma em sua diplomação sobre corrupção

Sexta-feira, 19 de dezembro de 2014 às 20:54

Discurso da presidenta Dilma durante cerimônia de diplomação

Quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 às 21:44

Dilma convoca pacto nacional contra a corrupção

"Temos que criar uma nova consciência de moralidade pública e imbuir deste espírito as atuais e as próximas gerações", disse Dilma. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“Temos que criar uma nova consciência de moralidade pública e imbuir deste espírito as atuais e as próximas gerações”, disse Dilma. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Em solenidade de diplomação para seu segundo mandato como presidenta da República, nesta quinta-feira (18), Dilma Rousseff convocou “um grande pacto contra a corrupção” entre a sociedade e todas as esferas de governo.

“Esse pacto vai desaguar na grande reforma política que o Brasil precisa promover a partir do próximo ano. Vamos convidar todos os Poderes da República e todas as forças vivas da sociedade para elaborarmos, juntos, uma série de medidas e compromissos duradouros”, declarou.

Dilma reforçou a necessidade do diálogo com a sociedade e instituições numa “guerra contra a corrupção” e saiu em defesa da Petrobras, alvo de recentes denúncias.

“Toda vez que, no Brasil, se tentou condenar e desprestigiar o capital nacional estavam tentando, na verdade, dilapidar o nosso maior patrimônio – nossa independência e nossa soberania”, observou a presidenta.

“Temos que saber apurar e saber punir, sem enfraquecer a Petrobras, sem diminuir a sua importância para o presente e para o futuro. (…) Temos que punir as pessoas, não destruir as empresas. Temos que saber punir o crime, não prejudicar o país ou sua economia”, enfatizou.

Dilma Rousseff destacou os esforços do país em investigar e descobrir a verdade, tanto em relação a crimes praticados durante a ditadura, como o recente trabalho da Comissão Nacional da Verdade, quanto na investigação de acusações.

“Temos a felicidade de estar vivendo em um país onde a verdade não tem mais medo de aparecer e onde as pessoas enfrentam a verdade sem medo. Um país que não tem medo de discutir os crimes do arbítrio durante a ditadura e também não tem medo de expor e punir as mazelas da corrupção e dos crimes financeiros”, afirmou.

Confira a íntegra

Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 às 20:56

Governo tem total confiança em Graça Foster, diz ministro Ricardo Berzoini

O ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, afirmou nesta quarta-feira (17), que o governo tem total confiança na gestão da presidenta da Petrobras, Graça Foster, e de sua diretoria.

“Entendemos que o enfrentamento dos assuntos da Petrobras tem sido conduzido com zelo , com firmeza e com determinação pela presidenta e pela diretoria”, disse ele, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Ministro Ricardo Berzoini durante coletiva nesta tarde no Palácio do Planalto. Foto: Thamyres Ferreira - SRI/PR.

Ministro Berzoini durante coletiva nesta tarde. Foto: Thamyres Ferreira – SRI/PR.

Segundo Berzoini, esse é o caminho para enfrentar as dificuldades e a necessidade de encontrar o caminho correto para a Petrobras ter total eficiência e manter a confiança do povo brasileiro.

“E, principalmente para que possamos ter nessa empresa, que é um patrimônio do povo brasileiro, uma gestão correta e eficiente e ter a transparência em relação a todos os seus negócios”, acrescentou.

Terça-feira, 25 de novembro de 2014 às 16:03

Petrobras conclui perfuração do primeiro poço de extensão em Libra

A Petrobras concluiu no dia 6 de novembro a perfuração do primeiro poço de extensão na área do Consórcio de Libra, o 3-BRSA-1255 (3-RJS-731), informalmente conhecido como NW, informou a empresa nesta segunda-feira (24). Localizado na porção Noroeste do bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, o poço está a aproximadamente 4 km a Sudeste do poço descobridor, o 2-ANP-2A-RJS.

Petrobras_cpnclui_perfuracao_Libra

Na última semana, a Petrobras informou sobre a existência de petróleo nesse poço, que atingiu a profundidade final de 5.734 metros e está localizado a 185 km da costa do Rio de Janeiro, a uma profundidade de água de 1.963 metros.

“Com essa perfuração, foi confirmada a existência de uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 290 metros e um reservatório que apresenta boa porosidade e permeabilidade. As amostras coletadas do poço confirmaram tratar-se do mesmo petróleo encontrado no poço descobridor 2-ANP-2A-RJS, com 27 graus API. Está previsto, ainda, um teste de formação na zona portadora de petróleo para verificar a produtividade dos reservatórios”, acrescentou a estatal, no seu site.

O Consórcio de Libra – que é composto por Petrobras (operadora, com 40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%), CNOOC Limited (10%) e a companhia estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) – continuará as atividades previstas no Plano de Exploração aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Neste momento, o segundo poço em perfuração – 3-RJS-735 – informalmente conhecido como L2C1, já atingiu a base da camada de sal e tem previsão de iniciar a fase de perfuração dentro do reservatório nos próximos dias.

Fonte: Com informações da Petrobras.

Sábado, 22 de novembro de 2014 às 13:01

Nota à imprensa sobre reportagem da revista Veja

Nota OficialA reportagem de capa da revista Veja de hoje é mais um episódio de manipulação jornalística que marca a publicação nos últimos anos.

Depois de tentar interferir no resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da presidenta Dilma.

As práticas ilegais do senhor Paulo Roberto Costa só vieram a público em 2014, graças às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Aos fatos:

Em 6 de novembro de 2014, Veja procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informando que iria publicar notícia, “baseada em provas factuais”, de que a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu mensagem eletrônica do senhor Paulo Roberto Costa, então diretor da Petrobras, sobre irregularidades detectadas em 2009 pelo Tribunal de Contas da União nas obras da refinaria Abreu e Lima. O repórter indagava que medidas e providências foram adotadas diante do acórdão do TCU. A revista não enviou cópia do e-mail.

No dia 7 de novembro, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República encaminhou a seguinte nota para a revista:

“Em 2009, a Casa Civil era responsável pela coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Assim, relatórios e acórdãos do TCU relativos às obras deste programa eram sistematicamente enviados pelo próprio tribunal para conhecimento da Casa Civil.

Após receber do Congresso Nacional (em agosto de 2009), do TCU (em 29 de setembro de 2009) e da Petrobras (em 29 de setembro de 2009), as informações sobre eventuais problemas nas obras da refinaria Abreu e Lima, a Casa Civil tomou as seguintes medidas:

a. Encaminhamento da matéria à Controladoria Geral da União, em setembro de 2009, para as providências cabíveis;

b. Determinação para que o grupo de acompanhamento do PAC procedesse ao exame do relatório, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia e a Petrobras;

c. Participação em reunião de trabalho entre representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento, Petrobras e MME, após a inclusão da determinação de suspensão das obras da refinaria Abreu e Lima no Orçamento de 2010, aprovado pelo Congresso.

Nesta reunião, realizada em 20 de janeiro de 2010, “houve consenso sobre a viabilidade da regularização das pendências identificadas pelo TCU” nas obras da refinaria Abreu e Lima (conforme razões de veto de 26 de janeiro de 2009). Foi decidido, também, o acompanhamento da solução destas pendências, por meio de reuniões regulares entre o MME, o TCU e a Petrobras.

A partir daí, o Presidente da República decidiu pelo veto da proposta de paralisação da obra, com base nos seguintes elementos:

1) a avaliação de que as pendências levantados pelo TCU seriam regularizáveis;

2) as informações prestadas em nota técnica do MME que evidencia os prejuízos decorrentes da paralisação; e

3) o pedido formal de veto por parte do então Governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Este veto foi apreciado pelo Congresso Nacional, sendo mantido.

A partir de 2011, o Congresso Nacional, reconhecendo os avanços no trabalho conjunto entre MME, Petrobras e TCU, não incluiu as obras da refinaria Abreu e Lima no conjunto daquelas que deveriam ser paralisadas.

E a partir de 2013, tendo em vista as providências tomadas pela Petrobras, o TCU modificou o seu posicionamento sobre a necessidade de paralisação das obras da refinaria Abreu e Lima”.

A inconsistência da reportagem de Veja é evidente. As pendências apontadas pelo TCU nas obras da refinaria Abreu e Lima já haviam sido comunicadas, em agosto, à Casa Civil pelo Congresso e foram repassadas ao órgão competente, a CGU.

Como fica evidente na nota, representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Petrobras e do Ministério de Minas e Energia discutiram a solução das pendências e, posteriormente, o Congresso Nacional concordou com o prosseguimento das obras na refinaria.

Mais uma vez, Veja desinforma seus leitores e tenta manipular a realidade dos fatos. Mais uma vez, irá fracassar.

Secretaria de Imprensa
Presidência da República

Segunda-feira, 17 de novembro de 2014 às 18:36

Produção da Petrobras no Brasil cresce 9% e bate recorde em outubro

A produção de petróleo da Petrobras no Brasil, no 3º trimestre de 2014, atingiu a média de 2 milhões 90 mil barris por dia (bpd), 9% acima do mesmo período de 2013, segundo comunicado divulgado pela estatal nesta segunda-feira (17). O volume representa recorde histórico, acima do recorde anterior, registrado em dezembro de 2010.

Petrobras_recorde_producao_petroleo

De acordo com a empresa, o avanço se deve, principalmente, ao aumento da produção das plataformas P-58, P-55, P-62 e da plataforma do tipo Floating, Pruduction, Storage and Offloading (FPSO) Cidade de Paraty, além do início dos Testes de Longa Duração de Iara Oeste e Tartaruga Verde. A produção total operada pela Petrobras alcançou 2 milhões 207 mil barris por dia neste trimestre.

Apenas a produção de petróleo atingiu em outubro a média de 2 milhões 126 mil bpd, novo recorde histórico, superando o recorde anterior, atingido em dezembro de 2010. Outubro foi o nono mês consecutivo de crescimento da produção de petróleo da companhia no País.

Já a produção de gás natural cresceu 7% em relação ao trimestre anterior, alcançando 441 mil bpd no 3º trimestre de 2014, devido à maior produção nos campos de Mexilhão, Uruguá-Tambaú, Sapinhoá e Lula Nordeste.

Foram conectados 15 novos poços produtores no 3º trimestre, totalizando 46 poços nos nove meses do ano. A previsão é que sejam conectados mais 16 poços produtores no 4º trimestre, finalizando 2014 com 62 interligações, praticamente o dobro dos poços produtores interligados em 2013 (34 poços).

Em outubro de 2014, nossa frota de PLSVs (Pipe-laying Support Vessels), embarcações necessárias para realizar estas conexões de poços às plataformas, atingiu 18 unidades. Até o final do ano serão 19 navios.

O Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef) contribuiu com uma produção adicional de petróleo de 164 mil bpd no 3º trimestre de 2014. A eficiência operacional da Unidade Operacional Bacia de Campos (UO-BC), que foi de 68% no 2º trimestre de 2012, chegou a 81% neste 3º trimestre de 2014.

Mais do que isso, em setembro, a UO-BC alcançou a maior produção de óleo dos últimos 20 meses (420 mil bpd) e a maior eficiência dos últimos 50 meses (82,4%).

Recorde no Pré-Sal
A produção no pré-sal manteve excelente desempenho. A Petrobras alcançou em 18 de setembro de 2014 mais um recorde diário de produção, com um total de 618 mil bpd, por meio de 29 poços, todos com ótima produtividade. Este recorde foi novamente batido em 28 de outubro, quando foi registrado 640 mil bpd no pré-sal das bacias de Campos e Santos, com 31 poços produtores. Essas vazões incluem a parcela operada pela Petrobras para empresas parceiras.

Novos sistemas de produção entrarão em operação até o final deste ano para garantir a continuidade do crescimento sustentado da curva de produção.

Além do FPSO Cidade de Mangaratiba, que iniciou produção no campo de Iracema Sul no dia 14 de outubro, 20 dias antes do programado, entrarão em operação, nas próximas semanas, o FPSO Cidade de Ilhabela – já ancorado no campo de Sapinhoá e com as operações de conexão do primeiro poço em andamento – e a plataforma P-61, já ancorada no campo de Papa-Terra (pós-sal da Bacia de Campos).

Também já está em operação de montagem a sonda SS-88, que permitirá o início da perfuração do primeiro poço a ser conectado à P-61. Assim, o ano de 2014 registrará o início de produção de 5 novas plataformas, repetindo a marca de 2013.

Oferta de Gás Natural avança 14%
A demanda de gás natural no Brasil alcançou 97,7 milhões m3/dia, em função, principalmente, do aumento da geração termelétrica a gás natural. No 3º trimestre de 2014 a geração termelétrica a gás natural fornecida pela Petrobras atingiu 7,7 GW médios, sendo 4,6 GW médios de geração própria. A geração de 7,7 GW médios foi 35% superior aos 5,7 GW médios gerados no mesmo período do ano anterior.

A maior oferta de gás natural nacional, que alcançou 45,6 milhões m3/dia no 3º trimestre de 2014, 14% maior que o realizado no mesmo período do ano anterior, permitiu o atendimento da demanda crescente e a redução em 16% da necessidade de importação de gás natural liquefeito (GNL), cujos volumes também foram trazidos a menores custos.

Com informações da Agência Petrobras.

Domingo, 16 de novembro de 2014 às 13:10

Para presidenta Dilma “caso da Petrobras não é algo engavetável”

G20

Em Brisbane (Austrália), logo após o encerramento da Reunião de Cúpula do G20, neste domingo (16), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que a investigação feita na Petrobras mudará as relações entre sociedade, Estado e empresas privadas. “O fato de nós, neste momento, estarmos com isso de forma absolutamente aberta, sendo investigado, é um diferencial imenso”, afirmou Dilma.

De acordo com a presidenta, este é o primeiro caso de corrupção efetivamente investigado no Brasil: “Esse não é, de fato, eu tenho certeza disso, o primeiro escândalo de corrupção do país. Agora, ele é sim o primeiro escândalo na nossa história realmente investigado, o que é muito diferente”, reforçou Dilma.

"É essencial tratar da educação como sendo não apenas uma questão social, mas uma questão econômica fundamental", disse Dilma em coletiva em Brisbane, Austrália. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma Rousseff em entrevista coletiva após Cúpula G20. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“Nós tivemos o primeiro escândalo da nossa história investigado. Há aí uma diferença substantiva e eu acho que isso pode de fato mudar o país para sempre. Em que sentido? No sentido que vai se acabar com a impunidade. Essa é, para mim, a característica principal dessa investigação. É mostrar que ela não é algo engavetável”.

A presidenta ressaltou ainda que é preciso tomar cuidado para que a sociedade brasileira não “condene” a Petrobras pelos atos de corrupção que foram cometidos por alguns funcionários da estatal. Também destacou que o fato de a Lava Jato ter colocado atrás das grades “corruptos e corruptores” é uma questão simbólica para o País.

Ao final da entrevista, Dilma afirmou que os contratos das construtoras investigadas com Petrobras já estão sendo revistos, mas que isso não representa a revisão dos contratos de todas as estatais do País. De sexta feira até este domingo (16), a operação Lava Jato já resultou na prisão de 23 pessoas, incluindo a de um ex-diretor da Petrobras.

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 às 16:10

Obras da Refinaria Abreu e Lima entram na reta final com alguns sistemas em operação

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