Quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 às 10:06

Ilustração do Metrô Leve, previsto para o novo sistema de transportes de Brasília (DF). Prefeituras podem inscrever projetos de transporte sobre pneus, como corredores de ônibus exclusivos e de Veículos Leves sobre Pneus, e também sistemas sobre trilhos, como trens urbanos, metrôs e Veículos Leves sobre Trilhos. Foto: Divulgação Metrô/DF/GDF
As 24 maiores cidades brasileiras receberão R$ 18 bilhões para melhoria do sistema de transporte público por meio do PAC Mobilidade Grandes Cidades, projeto integrante da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento. O anúncio será feito nesta quarta-feira (16/2) pelos ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e das Cidades, Mário Negromonte, em reunião de trabalho no Palácio do Planalto, que marcará a abertura do processo de seleção dos projetos.
Os projetos devem obrigatoriamente ser destinados a ampliar a capacidade de locomoção e melhorar a infraestrutura do transporte público coletivo. O investimento do governo federal -- R$ 6 bilhões diretos da União e R$ 12 bilhões por meio de financiamento – beneficiarão 39% da população do país que vive em regiões metropolitanas. Os projetos podem incluir sistemas de transporte sobre pneus, como corredores de ônibus exclusivos e de Veículos Leves sobre Pneus (VLP/BRT), e também sistemas sobre trilhos, como trens urbanos, metrôs e Veículos Leves sobre Trilhos (VLT).
“O governo está estruturando uma política pública de mobilidade urbana para o país, que atende o direcionamento da presidenta Dilma Rousseff, de apresentar soluções para os gargalos de mobilidade dos grandes centros urbanos, num esforço para melhorar a qualidade de vida de milhares de cidadãos, priorizando o transporte público”, afirmou o ministro Mário Negromonte.
Por sua vez, a ministra Miriam Belchior defende que o PAC Mobilidade “reforça o compromisso do governo federal em melhorar a qualidade de vida da população nas grandes cidades do Brasil, enfrentando um dos mais graves problemas do país”.
Os projetos devem ser apresentados pelos estados e/ou municípios seguindo critérios pré-estabelecidos para enquadramento, como, por exemplo, a garantia de sustentabilidade operacional dos sistemas, a compatibilidade entre a demanda e os modais propostos, bem como a adequação às normas de acessibilidade. Além desses critérios, se dará prioridade para os projetos que beneficiem áreas com população de baixa renda, que já contem com projeto básico pronto e que tenham situação fundiária regularizada. A partir do próximo dia 21 de fevereiro as inscrições poderão ser feitas no site do ministério das Cidades.
Um dos projetos que serão inscritos no PAC Mobilidade Grandes Cidades será o do metrô de Porto Alegre (RS), segundo o prefeito da cidade, José Fortunati. Ele conversou com o Blog do Planalto sobre o projeto e os benefícios que ele trará ao município. Veja abaixo:
Os 24 municípios do PAC Mobilidade foram divididos em três grupos:
MOB 1: esse grupo é formado por capitais de regiões metropolitanas com mais de três milhões de habitantes e corresponde a 31% da população brasileira. As nove cidades desse grupo são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador e Curitiba.
MOB 2: inclui municípios com população entre um e três milhões de habitantes e corresponde a 4% da população do país. Nesse grupo estão seis cidades: Manaus, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas, e São Luís.
MOB 3: é voltado para cidades de 700 mil a um milhão de habitantes e também corresponde a 4% da população brasileira. Fazem parte, os seguintes municípios: Maceió, Teresina, Natal, Campo Grande, João Pessoa, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Bernardo do Campo.
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Quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 às 14:41
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Quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 às 14:33

Presidenta Dilma comandou primeira parte da reunião do fórum de infraestrutura, nesta quinta-feira (20/1), no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O Programa de Aceleração do Crescimento destinará R$ 11 bilhões para obras de contenção de encostas e drenagem contra enchentes, afirmou a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, nesta quinta-feira (20/1), em entrevista coletiva concedida após a primeira reunião do Fórum de Infraestrutura, aberta pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.
Ouça abaixo a íntegra da entrevista da ministra Miriam Belchior.
A ministra ressaltou que R$ 10 bilhões serão destinados à drenagem e R$ 1 bilhão para contenção de encostas, sendo que metade desses recursos já está à disposição para ser liberado aos municípios que apresentarem projetos consistentes. No caso das obras de contenção de encostas, o governo federal destinou R$ 500 milhões para 77 cidades brasileiras que se encontram em situação de maior gravidade. A ministra ressaltou que muitas delas já apresentaram projetos e pediu aos demais prefeitos que priorize a questão, para que as obras sejam executadas no período de secas, impedindo que novos desastres como os que aconteceram na região Serrana do Rio de Janeiro se repitam no próximo verão.
“Nós vamos atender primeiro onde os problemas são mais graves”, alertou a ministra.

Ministra Miriam Belchior explica aos jornalistas as metas de investimento do governo federal em obras como drenagem de rio e recuperação de encostas. Foto: Ichiro Guerra/PR
A ministra reafirmou o compromisso do governo federal de investir na prevenção de desastres naturais e disse que o PAC vem exatamente nesse sentido. Informou, ainda, que a população que vive em áreas de risco será retirada, mas que o programa Minha Casa, Minha Vida atenderá essas pessoas, que serão alocadas em locais seguros.
Questionada sobre a possibilidade de cortes nas verbas do PAC, a ministra afirmou que o contingenciamento de recursos não foi discutido na reunião, mas que “a última coisa que será cortada é o PAC”. Explicou ainda que o Fórum de Infraestrutura, sob coordenação do Ministério do Planejamento, é um dos quatro fóruns temáticos de gestão de governo instituídos pela presidenta Dilma – os outros são Combate à Miséria, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Desenvolvimento Econômico, liderado pelo Ministério da Fazenda, e acesso à Cidadania, sob gestão da Secretaria-Geral da Presidência da República.
A ministra relatou que a reunião foi aberta pela presidenta Dilma, que durante cerca de 30 minutos fez um balanço do PAC 1, que executou 82% do previsto, e pediu alinhamento entre os ministérios para a realização do PAC 2. Segundo Belchior, os grandes desafios do governo daqui para frente são aperfeiçoar o monitoramento do Programa e ampliar as condições para que os ministérios, os governos estaduais e municipais e a iniciativa privada consigam fazer as obras de infraestrutura.
“Nós estamos começando o trabalho com um balanço para que a gente consiga fazer o PAC 2 com tanto sucesso quanto o PAC 1 mas com menos suor do que nós tivemos nos primeiros quatro anos (…). Todo mundo está aprendendo a fazer obra de infraestrutura – o setor público, os três entes da federação, e o setor privado. Para isso a gente precisa simplificar ainda mais os procedimentos e acelerar processos internos”, afirmou.
Segundo a ministra, estão previstos para o PAC 2 R$ 955 bilhões até 2014, sendo que já começou a seleção de projetos. A partir de março de 2011, a verba começará a ser liberada aos municípios com projetos aprovados.
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Terça-feira, 18 de janeiro de 2011 às 16:28
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta terça-feira (18/1), mostra que a geração de empregos no Brasil fechou 2010 com novos 2.524.678 trabalhadores com carteira assinada. O resultado é inédito na história do país. Ao longo do governo Lula foram criados 15 milhões de novos postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Os dados foram anunciados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, na sede do Ministério, em Brasília, ao prevê que em 2011 serão criados três milhões de empregos.
“Em boa parte de 2009 a economia ficou parada. Voltamos a crescer em 2010 com uma retomada muito forte, por isso a comparação com 2009 é favorável. A crise freou a economia e o pós-crise revelou um ritmo muito rápido de recuperação do Brasil. Para confirmar, basta comparar nosso crescimento com Europa e EUA, onde a recuperação da crise foi bem mais lenta. Além disso, o potencial de investimentos em nosso país é muito grande e isso promoveu a geração vigorosa de empregos. O Estado, aliás, tem se mostrado a locomotiva desse crescimento”, analisa o ministro.
Em 2010, foi registrado crescimento em quatro dos cinco setores da atividade econômica: Serviços, 1.008.595 postos; Comércio: 601.846 postos; Indústria de Transformação, 536.070; Construção Civil, 329.195. A Agricultura foi o único setor a encerrar o ano com saldo negativo: 2.580 postos fechados.
“Os setores que mais crescem e vão continuar crescendo são os de Serviços, Comércio e Construção Civil. Vamos continuar investindo porque o investimento gera empregos. A renda vai continuar crescendo acima da inflação. O resultado da RAIS 2010, mais para o meio do ano, será maior do que o de 2009, com aproximadamente 3 milhões de empregos formais, já que somam-se a estes 2,5 milhões os novos postos de trabalho criados no Serviço Público, que não entram no Caged”, diz Lupi.
O levantamento por nível geográfico revela expansão do emprego em todas as grandes regiões e unidades da federação. O Sudeste – por exemplo – lidera com 1.276.903 postos e recorde em 3 estados; seguido pelo Nordeste, com 488.561 postos e recorde em 8 dos 9 estados; em terceiro lugar o Sul, com 444.713 postos e recorde em todos os estados; o Centro-Oeste com 178.242 postos e recorde em um estado; e o Norte, com 136.259 postos e recorde em um estado.
O ministro Lupi se mostra otimista quanto ao crescimento do mercado de trabalho no Brasil em 2011. “O Brasil tem muito a se desenvolver. O mercado está crescendo e por isso a circulação de mão-de-obra é maior. Temos o ‘PAC 2′, o ‘Minha Casa, Minha Vida’, as Olimpíadas e a Copa, que contribuirão para seguirmos avançando. Vamos gerar três milhões de novos empregos formais em 2011. O controle da inflação e a economia crescendo justificam este avanço. O Brasil tem 10 anos de crescimento, geração de emprego e renda”, prevê Lupi.
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Quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 às 14:37

Presidenta Dilma Rousseff se reuniu com oito ministros no Palácio do Planalto para discutir a criação de amplo programa para erradicar a pobreza extrema no País. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff reuniu-se com oito ministros na manhã desta quinta-feira (6/1), no Palácio do Planalto, para dar o ponta-pé inicial a um programa para erradicar a pobreza extrema no Brasil. De acordo com a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, a quem caberá coordenar o programa, a proposta seguirá os moldes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com metas claras de gestão e monitoramento. O grupo conta com a participação de oito ministérios que definirão, daqui para frente, as etapas a serem desenvolvidas.
Segundo a ministra Campello, a ideia é construir um programa de investimentos baseado na inclusão produtiva e na ampliação da rede de benefícios da transferência de renda. O grupo interministerial, afirmou, terá reuniões periódicas para estruturar o programa e divulgá-lo à sociedade. Segundo Campello, a ação do governo se dará independentemente de outros programas sociais já existentes, como por exemplo o Bolsa Família.
Na conversa com jornalistas realizada no Palácio do Planalto, a ministra apresentou Ana Fonseca, que será a secretária executiva do novo programa. Fonseca, que atuou no governo Lula na elaboração de políticas sociais, disse que sua expectativa é de ampliar a cidadania no País e que os investimentos virão do orçamento já previsto. Ao término da entrevista, a ministra foi indagada sobre reajuste do valor do Bolsa Família. Campello explicou que o tema não foi tratado na reunião com a presidenta Dilma e não há qualquer decisão ainda sobre o assunto.
Participaram da reunião com a presidenta Dilma, além da ministra Tereza Campello, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Antonio Palocci (Casa Civil), Miriam Belchior (Planejamento, Orçamento e Gestão), Alexandre Padilha (Saúde), Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Fernando Haddad (Edução) e Mário Negromonte (Cidades).
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Quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 às 20:50
Muitos duvidaram que o governo conseguisse contratar, até o final deste ano, um milhão de casas dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Não só conseguiu como ultrapassou a meta, chegando a 1 milhão e 3 mil casas, conforme anunciou nesta quarta-feira (29/12) a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, durante cerimônia realizada em Salvador (BA). O presidente Lula, em sua última viagem antes de entregar a faixa presidencial à presidente eleita Dilma Rousseff, neste sábado (1/1) em Brasília (DF), comemorou os números e pediu humildade aos críticos da imprensa que duvidaram nas últimas semanas que isso não aconteceria:
“Possivelmente algumas pessoas estavam acostumados com um tipo de governo que ficava sentado com a bunda da cadeira e que nao se importava de chamar os seus companheiros para cobrar as coisas que tinham que cobrar.
(…) E nós fizemos, para dizer àqueles que duvidavam que nunca mais ousem duvidar da capacidade de construção de casas dos trabalhadores brasileiros, da CEF e do governo brasileiro, que está determinado a resolver um problema de déficit habitacional crônico neste País. Então aqueles que escreveram esta semana que a gente não ia entregar 1 milhão de casas, por favor, peçam desculpas e reescrevam a matéria de vocês. Falem que nós fizemos mais do que a gente imaginava, não é feio pedir desculpas. Feio é persistir no erro e na ignorância de alguns que ousaram não acreditar que nós seríamos capazes.”
O presidente lembrou quantas vezes se reuniu com a presidente eleita, então minista da Casa Civil, Dilma Rousseff, a presidente da Caixa e a coordenadora do PAC, Miriam Belchior (futura ministra do Planejamento), para cobrar resultados, sendo muitas vezes duro com os interlocutores. Mas a pressão deu tão certo que a contratação de novas unidades habitacionais já começou a entrar pelo programa da presidente Dilma, disse Lula, aproveitando também para parabenizar o governador Jaques Wagner (Bahia) porque seu estado foi o que mais contratou no País.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
A exemplo do que fez no Ceará, o presidente também conversou com jornalistas após o evento em Salvador, quando comentou a nova pesquisa divulgada hoje sobre sua popularidade, que atingiu 87% de aprovação – um recorde mundial, ultrapassando os números obtidos pela ex-presidente chilena Michelle Bachelet (84%) e o ex-presidente uruguaio Tabaré Vasquez (80%):
“A minha alegria é muito grande. Estou mais alegre do que quando eu tomei posse. Quando eu tomei posse eu estava nervoso e estava apreensivo se eu iria tomar conta do recado. Hoje estou tranquilo, porque demos conta do recado e o povo brasileiro compreendeu tudo o que nós fizemos neste país. Saio feliz, de alma limpa, de cabeça erguida.”
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Terça-feira, 21 de dezembro de 2010 às 9:54
Até 30 mil pessoas por dia. Esse é o número de moradores, turistas, visitantes e trabalhadores que se deslocarão diariamente no teleférico do Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. O equipamento vai beneficiar cerca de 400 mil pessoas das 13 comunidades que compõem o Complexo do Alemão e foi uma das obras mais difíceis do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como definiu o secretário de Obras do Rio de Janeiro, Hudson Braga.
Com um sistema de 152 gôndolas, o teleférico tem capacidade para transportar 3 mil passageiros por hora e 30 mil por dia, percorrendo 3,5 quilômetros em cerca de 15 minutos. Os moradores recebem com otimismo e curiosidade a novidade. A atendente Jaqueline Espírito Santo, moradora do Complexo há cinco anos, é uma das pessoas que veem o novo sistema como um benefício, mas que tem “suas ressalvas” a respeito do funcionamento do teleférico. Mesmo achando um grande facilitador para a vida da comunidade, a jovem disse ter medo de utilizar o sistema. Ao saber que o presidente Lula estará lá, nesta terça-feira (21/12), para a viagem inaugural do teleférico, Jaqueline respirou aliviada:
“Se o Lula anda no teleférico, então também tenho coragem de andar. Se ele vai é porque é seguro, então vou vencer o meu medo e aproveitar esse benefício”, disse Jaqueline.
Outra informação que foi recebida com entusiasmo pela comunidade é a gratuidade do transporte para os moradores da favela. Eles poderão, segundo Hudson, subir e descer o morro uma vez ao dia sem desembolsar nenhum centavo.
Incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e construído pela Secretaria de Estado de Obras, por intermédio da Empresa de Obras Públicas (Emop), o teleférico é o primeiro sistema de transporte de massa por cabos do Brasil. Além da estação localizada no bairro de Bonsucesso, outras cinco foram construídas na comunidade – Morro do Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Fazendinha.
O secretário de obras explica, ainda, que as estações terão sistema de integração com ônibus e trens e contarão com diversos benefícios sociais. Na estação Morro do Adeus, os usuários terão uma agência bancária e uma sala de leitura; na estação Itararé haverá um centro de serviços à comunidade; no Morro do Alemão, um centro de referência da juventude e na estação Fazendinha, uma biblioteca.
A meta, explica Hudson, é que o teleférico seja entregue à população em março do próximo ano, após 90 dias de testes.
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Segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 às 19:16
Quem leu ou vier a ler o caderno especial do jornal O Globo sobre a Era Lula não terá dúvida: a direção do jornal, seus editores e analistas estão entre os 3% a 4% de brasileiros que consideram o Governo Lula ruim ou péssimo.
Para eles, a aprovação de mais de 80% alcançada pelo presidente Lula e seu governo ao final de oito anos de mandato é um mistério. Talvez uma ilusão ou uma hipnose coletiva, que estaria impedindo o povo de enxergar a realidade. Para O Globo e seus analistas, o Brasil avançou muito pouco na Era Lula e os poucos avanços teriam sido apesar do governo e não por causa de suas ações.
Como disse o presidente Lula no dia em que registrou em cartório o seu legado, a imprensa não tem interesse nas ações construtivas do governo, ela prefere focalizar as destrutivas. Cabe ao próprio governo fazer chegar à sociedade o contraponto.
Por isso, o Blog do Planalto consolida aqui as contestações feitas pelo governo ao balanço da Era Lula publicado pelo Globo no último domingo. Os textos tiveram a colaboração dos ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, Luiz Paulo Barreto, da Justiça, José Gomes Temporão, da Saúde, Fernando Haddad, da Educação, e Paulo Passos, dos Transportes, da Subchefe de Acompanhamento e Monitoramento da Casa Civil e futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, Maurício Muniz da Casa Civil, Marcia Quadrado do Ministério do Desenvolvimento Agrario, e Yuri Rafael Della Giustina, Ministério das Cidades.
A edição final é da chefe do Gabinete Adjunto de Informações em Apoio à Decisão do Gabinete Pessoal do Presidente, Maya Takagi.
Aqui está o ponto de vista do governo que O Globo se recusa a considerar e transmitir aos seus leitores. São os avanços reais do Brasil na Era Lula. Um Brasil que avançou muito, mas precisa avançar mais. Um Brasil que continuará avançando com a presidenta Dilma, que a maioria do País elegeu para continuar a era de transformações e de desenvolvimento com justiça social e altivez, iniciada por Lula.
- Introdução: Resolvendo problemas seculares
- O eixo da mudança: a inclusão social é o motor do crescimento
- Entrando no trilho do conhecimento: da creche ao doutorado
- O paciente precisa melhorar, mas já respira sem aparelhos
- A liberação de recursos destravou e o Brasil voltou a ter obras de saneamento
- Mais crédito e mais famílias assentadas do que todos os outros governos juntos
- Porta de saída da miséria e de entrada na cidadania
- O caminho da paz, com justiça e cidadania
- Destravando as engrenagens do crescimento
- Reduzindo o custo Brasil
- Ninguém respeita quem não se respeita
- Recuperando a capacidade de orientar o desenvolvimento e servir a toda população
- Transportando gente e tecnologia na velocidade do futuro
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Quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 às 15:40

Miriam Belchior, coordenadora-geral do PAC, apresenta o balanço dos quatro anos do programa em solenidade realizada no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Os quatro anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram comemorados pelo governo nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com todos os ministros e auxiliares que de alguma forma contribuíram para o seu desenvolvimento. Coube à coordenadora-geral do PAC, Miriam Belchior, futura ministra do Planejamento do governo Dilma Rousseff, promover o balanço das realizações nestes quatro anos de programa (2007 -- 2010). Segundo Belchior, até o último dia deste ano serão executados R$ 619 bilhões a título de investimentos, o que representa 94,1% do montante previsto (R$ 657,4 bilhões) para o período.
Como parte destas obras terão continuidade em 2011, o balanço divulgado pela coordenadora do PAC mostra apenas as obras que estarão prontas até o fim de dezembro de 2010. Apenas os eixos Logística, Energia e Social e Urbano somarão R$ 225,2 bilhões em investimentos até dezembro deste ano. Nas áreas de Habitação e Saneamento, as ações concluídas somarão R$ 218,8 bilhões até dezembro de 2010.
Miriam Belchior disse que o programa representou a retomada dos investimentos em infraestrutura no Brasil após um longo período em que o País deixou de fazer esses investimentos. “Com o PAC retomamos empreendimentos que estavam paralisados ou em ritmo muito lento, como as Eclusas de Tucuruí e o Canal do Sertão Alagoano, e demos início a empreendimentos estruturantes para o país, como as Usinas Hidrelétricas no Rio Madeira, a Integração do São Francisco e a Refinaria Abreu e Lima”, afirmou.
O PAC deixa o legado de crescimento contínuo do Brasil, de retomada do planejamento em infraestrutura e de cooperação entre o governo federal, os estados, municípios e iniciativa privada.
Após as apresentações, o núcleo do PAC, composto por ministros e assessores, concedeu entrevista coletiva. Na conversa, os jornalistas indagaram sobre a possibilidade de cortes nos investimentos no programa. Belchior e os ministros Guido Mantega [Fazenda] e Paulo Bernardo [Planejamento, Orçamento e Gestão] explicaram que aquelas obras previstas para o PAC 2 poderão sofrer atraso. Mas, as definições devem ser tratadas com a presidente eleita Dilma Rousseff.
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Quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 às 14:42

Presidente Lula no evento em que foi apresentado o balanço dos quatro anos do PAC, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Brasil do Pré-sal, do Luz para Todos, das grandes obras em infraestrutura, das maiores refinarias e hidrelétricas em construção no mundo, do Minha Casa, Minha Vida, da geração recorde de emprego e renda e da inclusão social é a grande conquista do povo brasileiro, afirmou o presidente Lula nesta quinta-feira (9/12), em Brasília (DF), durante a cerimônia de apresentação do balanço de quatro anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E o País que hoje “anda a 120 km por hora”, disse Lula, tem razões de sobra para comemorar: com o Brasil em condições “excepcionais”, a presidenta eleita, Dilma Rousseff, irá pisar um pouco mais no acelerador rumo a um desenvolvimento jamais visto.
O milagre do PAC, como definiu Lula, só foi possível porque a mesma importância de uma grande rodovia, como a BR-101, ou do Rodoanel de São Paulo, foi dada a toda pessoa que morava de forma inadequada em uma palafita. Para Lula, o PAC foi uma “confraria bem intencionada” dos governos federal, estaduais e municipais, empresários e trabalhadores, que resultou em uma cumplicidade em defesa do Brasil e nos resultados “nunca antes vistos” do programa.
Essa grandeza é que fez o PAC dar certo e tenho certeza que é essa grandeza que vai fazer com que esse país continue dando certo e continue avançando.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:
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