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Quinta-feira, 25 de junho de 2015 às 12:44

Governo assina contrato de R$ 830,5 mi para solucionar falta de água em São Paulo

 

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O valor global do contrato é de R$ 830 milhões, sendo R$ 83,05 milhões de contrapartida do governo de São Paulo e o restante são recursos do PAC. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff participou, nesta quinta-feira (25), no Palácio do Planalto, da assinatura de contrato de financiamento das obras de interligação das represas Jaguari e Atibainha, situadas no estado de São Paulo. Segundo a presidenta, o momento é histórico, pois soluciona a questão de abastecimento de água para a cidade de São Paulo e região metropolitana.

“Selamos hoje um momento histórico. Porque, de fato, acho que se encaminha o processo de solução de médio prazo do abastecimento de água da maior cidade do País. Então, é um momento que a gente deve comemorar, e tem que se preparar para continuar trabalhando no minuto seguinte”, afirmou ela, após reunião com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O contrato, no valor de R$ 830,50 milhões, foi assinado no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entre a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e o BNDES. Desse montante, R$ 83,05 milhões correspondem ao valor de contrapartida do governo paulista.

Eu acredito que hoje é especial porque essa interligação do Atibaia com o Jaguari é uma obra de fôlego. Ela apresenta uma solução, que não é uma solução emergencial, é uma estruturante”, destaca Dilma.

Serão quase 20 km de adutoras nas duas direções, 6,1 km dos quais em túnel, para possibilitar um aumento médio de 5,1 m³/s na disponibilidade de água no Sistema Cantareira. A obra, quando finalizada, aumentará a segurança hídrica para o abastecimento humano de toda a Região Metropolitana de São Paulo, beneficiando direta e indiretamente 39 municípios; e atenderá subsidiariamente a Região Metropolitana de Campinas, beneficiando diretamente e indiretamente 20 municípios.

A presidenta também destacou a parceria entre os governos federal e estadual para garantir a segurança hídrica em São Paulo, e citou obras estruturantes anteriores, como o projeto do Sistema São Lourenço, que está com obras em andamento, e o Sistema Adutor Alto Tietê, que foi concluído em 2012.

“Nessa parceria [federal e estadual] nós temos tido uma atitude muito proativa, porque não só no Atibaia, mas também no Projeto São Lourenço que, como o senhor [governador de São Paulo, Geraldo Alckmin,] disse, é água nova, e água nova significa também segurança hídrica e garantia de ter água disponível para a população de uma forma continuada mesmo que esse sistema hidrológico permaneça”, disse.

Confira a íntegra

Terça-feira, 28 de abril de 2015 às 15:30

Dilma comemora licença que permitirá licitar obras de infraestrutura viária em Pernambuco

A presidenta Dilma Rousseff comemorou, nesta terça-feira (28), durante a inauguração do polo automotivo em Goiana (PE), a concessão da licença ambiental prévia para o lote 2 do Arco Metropolitano de Recife. Com essa autorização, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já pode começar a elaborar o termo de referência para lançar o edital da licitação a fim de contratar a empresa responsável pela elaboração do projeto e execução das obras, que serão realizadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Nesta terça-feira, a presidenta Dilma anunciou a licença ambiental para a rodovia que facilitará a mobilidade de cargas que chegam e saem do Porto de Suape (acima). Foto: Governo de Pernambuco

Nesta terça-feira, a presidenta Dilma anunciou a licença ambiental para a rodovia que facilitará a mobilidade de cargas que chegam e saem do Porto de Suape (acima). Foto: Governo de Pernambuco

Segundo a presidenta Dilma, o processo de concessão deve ser anunciado ainda no mês de maio e as obras são parte de uma estratégia de desenvolvimento regional, “que tem por objetivo ter clareza da importância dessa região para o Brasil, do estado de Pernambuco, do estado do Ceará e do estado da Paraíba”, comentou.

Durante a inauguração em Goiana, a presidenta afirmou: “Quero aproveitar a oportunidade e compartilhar uma boa notícia: ontem foi concedida pela, Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, a licença prévia para o trecho entre São Lourenço da Mata e Suape do Arco Metropolitano, o chamado trecho sul do Arco. De posse dessa licença prévia, nós agora podemos fazer a licitação desse trecho pelo DNIT”, disse a presidenta.

Dilma Rousseff acrescentou que o governo está estudando a inclusão do trecho Norte dentro dos processos de concessão que serão anunciados em maio.

Além de citar nominalmente o Ceará, a Paraíba e a Bahia, Dilma fez questão também de se referir a importância das obras para outros estados da região. “Nós sabemos da importância para essa região, como um todo, dos projetos que levem um padrão de crescimento econômico e social, que é aquele que nós vemos e assistimos no Sul e no Sudeste do País“.

A obra em Pernambuco inclui uma pista dupla que ligará a BR-101 ao norte de Recife com o trecho sul da mesma rodovia, a fim de facilitar a mobilidade de cargas que chegam e saem do Porto de Suape.

Quinta-feira, 19 de março de 2015 às 18:16

Dilma Rousseff anuncia retomada das obras no aeroporto de Goiânia

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BRT Norte-Sul mudará a articulação do transporte em Goiânia, afirma a presidenta Dilma. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante assinatura da ordem de serviço do BRT Norte-Sul em Goiânia (GO), nesta quinta-feira (19), a presidenta Dilma Rousseff anunciou a retomada das obras no aeroporto da cidade. Segundo Dilma, o início das obras está previsto para o próximo dia 6 de abril e a conclusão para o mês de novembro.

Segundo a presidenta, serão reiniciadas as obras de reforma no pátio e na pista do aeroporto, que estavam paralisadas. “Nós vamos fazer tudo para que Goiânia tenha um aeroporto condizente com o dinamismo desse estado. Nós vamos fazer tudo para isso”, assegurou Dilma.

A presidenta aproveitou para lembrar que a obra do BRT vai trazer muitos impactos positivos na vida dos usuários de transporte público em Goiânia. “Um transporte rápido significa que você domina o seu tempo, que você pode usá-lo para cultura, para o lazer, para ficar com a sua família, mas sobretudo é um controle que cada cidadão e cada cidadã tem”, ressaltou a presidenta.

A exemplo do aeroporto e do BRT, a presidenta destacou a importância das parcerias entre os governos federal, estadual e municipal para concretizar obras que tragam melhorias aos cidadãos. “O Brasil é um país grande, complexo, ele precisa de parcerias: as públicas, com o setor privado. Dentro das públicas, com o estado, com os municípios e a União“, afirmou.

Confira a íntegra

Quinta-feira, 19 de março de 2015 às 15:05

Tempo real: assinatura de ordem de serviço de implantação do BRT Norte-Sul em Goiânia

17h06 – Está encerrada a cerimônia. Confira em instantes a cobertura completa.

16h59 – Presidenta anuncia início de obras no pátio e na pista do Aeroporto de Goiânia. Segundo a presidenta, o início está previsto para o próximo dia 6 de abril.

16h43 – Começa o discurso da presidenta Dilma. Acompanhe o minuto a minuto no Twitter do Blog do Planalto.

16h30 – De acordo com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, as milhares de pessoas que vão utilizar esse transporte vão poder se dedicar mais aos seus filhos, mais ao lazer, voltar mais cedo pra casa porque vão economizar tempo de deslocamento. Kassab lembrou que o empreendimento faz parte de um conjunto de obras do Pacto da Mobilidade.

16h17 – “O BRT Norte-Sul é moderno e eficiente porque é um transporte focado em atender as necessidades da população com excelência”, disse Paulo Garcia.

16h15 – Em seu discurso de boas vindas, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, destaca as parcerias existentes entre o município e o governo federal.

16h02 – A presidenta Dilma Rousseff acaba de chegar ao local do evento. Em instantes, terá início a cerimônia.

15h10 – O BRT Norte-Sul vai beneficiar cerca de 120 mil usuários após a conclusão das obras.

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A cerimônia será realizada no Paço Municipal, na capital goiana. Foto: Guilherme Rosa/Gabinete Digital-PR

15h – Logo mais, às 15h30, a presidenta Dilma Rousseff estará em Goiânia (GO) para assinar a ordem de serviço para implantação do BRT Norte-Sul.

 

Quinta-feira, 5 de março de 2015 às 14:00

Brasil terá 218 usinas eólicas do PAC até 2017

Do site do PAC

O Parque Eólico de Geribatu, inaugurado pela presidenta Dilma Rousseff na última sexta-feira (27) em Santa Vitória do Palmar (RS), integra o maior complexo do setor na América Latina e também uma política de planejamento, expansão, diversificação e sustentabilidade energética do Brasil. Nesse sentido, os recursos do PAC possibilitarão ao País ter 218 Usinas de Energia Eólicas (UEEs) até 2017, das quais 130 (60%) já estão concluídas.

Confira abaixo o infográfico sobre esses investimentos que fazem do Brasil um dos países que mais investe em geração de energia eólica no mundo. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no final de 2012, este setor representava cerca de 2% de toda a capacidade instalada no Brasil. Até o final de 2023, essa fatia chegará a 11%. Em relação ao potencial de geração de energia eólica, o País ocupava a 15ª posição em 2013 e deverá, em 2015, chegar à 7ª posição do ranking mundial.

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Quarta-feira, 4 de março de 2015 às 17:30

Não há risco do governo não cumprir superávit de 1,2%, garante Pepe Vargas

Presidenta Dilma Rousseff recebe os líderes da base aliada no Senado e na Câmara dos Deputados.

Dilma recebe líderes da base aliada do Senado e da Câmara. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

O ministro Pepe Vargas, da Secretaria de Relações Institucionais, assegurou que será cumprido o superávit primário equivalente a 1,2% do PIB nas contas públicas, estabelecido pelo governo para esse ano. Ele explicou que o governo tem tomado medidas desde 2014 para que isso ocorra e que o principal eixo do ajuste fiscal ocorrerá sobre os gastos do governo. As declarações foram feitas após as reuniões entre a presidenta Dilma Rousseff e os líderes da base aliada do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, realizadas nesta quarta-feira (4).

O superávit primário é o dinheiro que o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) economiza depois de pagar as despesas, exceto juros da dívida pública. O PIB representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos no País.

Cortes de gastos
“O principal do ajuste fiscal é em cortes de gastos do governo. Mas, também, também nós queremos ter sustentabilidade ao longo do prazo. Não há risco nenhum de o governo não cumprir o primário de 1,2% que ele fixou, nenhum. Se eventualmente o Congresso Nacional fizer algum ajuste nas medidas que nós encaminhamos, alguma emenda, isso obviamente será ajustado no corte de outros gastos. Nós estamos aqui deixando claro que o superávit de 1,2% não tem risco de não ser cumprido”, explicou.

Exemplificando a contenção nos gastos, Pepe Vargas citou a redução do percentual de um 1/12 (um doze avos do orçamento), que o governo é autorizado a gastar enquanto o Congresso Nacional não vota a Lei Orçamentária para 2015. Com a redução do percentual para 1/18 (um dezoito avos), ele destacou que está sendo feita uma economia de 33% acima desse limite autorizado. “Assim que a Lei Orçamentária Anual for votada, o Ministério do Planejamento fará o decreto de programação orçamentária para cumprir com o ajuste fiscal”, completou.

Proposta de ajuste fiscal e retomada do crescimento
O ministro informou que, dentre os temas tratados nas reuniões, foram discutidas as medidas de ajuste do projeto de lei, que retoma termos da MP 669/15, enviado ao Congresso na terça-feira (3), que altera as alíquotas de desonerações das folhas de pagamento.

“Estamos fazendo um ajuste que é para retomarmos, o mais rapidamente possível, o crescimento econômico, a manutenção do nosso projeto de desenvolvimento com inclusão social, a manutenção do nosso projeto de desenvolvimento do País”, disse Pepe.

O ministro anunciou também que foi combinado o fluxo de reuniões mensais da presidenta com líderes da base aliada na Câmara e no Senado. “Por mais que os ministros conversem com os parlamentares, sempre que a presidenta da República tem a possibilidade de falar com os líderes, cria uma relação diferenciada. Os ministros ouvirem os parlamentares e os líderes da base aliada é importante, a presidenta da República ouvir é mais importante ainda.”

Ele destacou ainda que as medidas relativas a alguns benefícios sócias, como pensão por morte e pagamento de Seguro Defeso, a serem votadas pelo Congresso, beneficiam no final o próprio trabalhador. “São medidas de ajustes para fazer correções em benefícios que são direitos dos trabalhadores brasileiros. Nós queremos que os fundos que lastreiam esses direitos tenham sustentabilidade ao longo do tempo”, lembrou.

Minha Casa, Minha Vida 3
Pepe Vargas informou ainda que foram discutidas medidas que o governo deverá encaminhar brevemente, com destaque para as novas regras do Minha Casa, Minha Vida 3, que deve ser lançado ainda neste mês.

A nova fase do programa, anunciada pela presidenta Dilma ainda no ano passado tem a meta de contratação de mais 3 milhões de novas moradias, que se somarão a 2 milhões já entregues e a 1,75 milhão em construção.

Outras medidas que ainda serão encaminhadas em breve estão relacionadas com investimentos do PAC, conjunto de questões macroeconômicas e educação.

Pepe alertou para a necessidade de rapidez das medidas. “No momento que tu manda um projeto de Lei com urgência constitucional, ele tem prazo para tramitação, senão ele tranca a pauta. É óbvio que depois de votado ainda tem a noventena.”

Terça-feira, 3 de março de 2015 às 18:58

Ferrovia Norte-Sul entra em operação comercial

Da Valec

O trecho entre Anápolis (GO) e Palmas (TO) da Ferrovia Norte-Sul (FNS), uma das principais obras ferroviárias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entrou em operação comercial. Após a fase de testes de operação, duas locomotivas saíram do Pátio de Anápolis na semana passada com destino à Imperatriz (MA). O trecho começou a ser utilizado pela iniciativa privada já no novo modelo de venda de capacidade, marcando o início do livre acesso à infraestrutura ferroviária (open access).

O primeiro trecho a operar comercialmente, Anápolis-Palmas, possui 855 quilômetros. Foto: Carlos Neto / Valec

O trecho Anápolis-Palmas possui 855 quilômetros. Quando finalizada, a FNS terá mais de 4 mil quilômetros de trilhos. Foto: Carlos Neto / Valec

O trecho Anápolis-Palmas, com 855 quilômetros, é o primeiro do país a operar sob as novas regras que promovem a quebra do monopólio das atuais concessionárias e permite que todas as empresas que cumpram requisitos técnicos e operacionais, estabelecidos em lei, tenham acesso à infraestrutura ferroviária em condições objetivas, transparentes e não discriminatórias. Pelo modelo anterior, as cargas transportadas nas ferrovias eram comercializadas pelas próprias concessionárias que estabeleciam seus preços.

Nesta primeira fase de operação, a velocidade máxima permitida será de 40 km/h. Todo o trajeto é acompanhado pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da Valec e da FNS S.A. No mês passado, a Valec recebeu a última autorização da ANTT necessária para a operação comercial entre Palmas e Anápolis. Com isso, todo o trecho passa a estar apto e seguro para a operação das composições ferroviárias.

Nos próximos dias, a Valec espera realizar, no Pátio de Anápolis, o primeiro carregamento de farelo de soja. A carga seguirá com destino ao Porto de Itaqui (MA), interligando os modais. Para isso, é necessário que a empresa proprietária da carga conclua a construção da tulha de embarque, sob sua responsabilidade.

Ferrovia Norte-Sul
Concebida há 27 anos sob o propósito de interligar a malha ferroviária e diminuir custos de transporte, a FNS, que conectará quatro regiões e nove estados brasileiros, foi viabilizada após entrar no PAC. Dos mais de 4 mil quilômetros previstos, 1.574 quilômetros já estão em operação. O investimento é de R$ 25,8 bilhões.

Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 às 17:00

Trilhos da Ferrovia Norte-Sul estão prontos para entrar em operação

Do Portal do PAC

Ferrovia Norte-Sul está prestes a entrar em operação. Os testes nos trilhos do trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) revelaram que esse percurso já está adequado para a circulação dos trens. A inspeção foi realizada por uma empresa especializada, contratada pela Valec, conforme prevê a determinação do Ministério dos Transportes.

Os trilhos passaram por uma série de testes que vão desde a verificação visual e inspeção por ultrassom até ensaios laboratoriais de massa, dimensional, dureza, tração e alongamento. Segundo a Valec, todos os lotes analisados estão de acordo com o esperado pelo tipo de material e aplicação e não haverá comprometimento à segurança e à vida útil dos trilhos.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também auxiliou nas análises, constatando que os trilhos TR-57 adquiridos pela Valec atendem tecnicamente à demanda de tráfego da ferrovia.

Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 às 18:00

Quatro obras do PAC estão entre as 100 mais importantes do mundo

Com informações do Portal do PAC

Seis grandes obras de infraestrutura do Brasil estão entre as 100 mais importantes do mundo, de acordo com lista feita pela consultoria internacional KPMG, e quatro delas têm o carimbo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): o Projeto de Integração do rio São Francisco (PISF), Morar Carioca – comunidade sustentável, o Campo de Libra do Pré-sal e a Parceria Público-Privada (PPP) do sistema de tratamento de esgoto de Recife (PE). As outras duas obras brasileiras incluídas na lista, divulgada no final de 2014, são a Ferrovia Transcontinental e o Metrô da Linha 6 de São Paulo.

Obras foram selecionadas de acordo com complexidade, relevância, viabilidade e impacto na sociedade. Fotos: divulgação PAC; divulgação Cidade Olímpica; Bruno Veiga/Agência Petrobras; divulgação PAC

Obras foram selecionadas de acordo com complexidade, relevância, viabilidade e impacto na sociedade. Fotos: divulgação PAC; divulgação Cidade Olímpica; Bruno Veiga/Agência Petrobras; divulgação PAC

Segundo a publicação, cada um dos 100 projetos listados “representa o espírito de infraestrutura, desenvolvimento e financiamento privado”, e revela como governos pelo mundo estão se desdobrando para encontrar meios para financiar importantes projetos de infraestrutura – como é o caso do PAC.

Das quatro obras do PAC listadas pela consultoria KPMG, a que é integralmente financiada com recursos do PAC é o Projeto de Integração do São Francisco, que gera mais de 10 mil empregos e está com quase 70% de seus trabalhos concluídos. O projeto vai levar água para mais de 12 milhões de pessoas que moram em 390 municípios do Nordeste do país. É a maior obra de infraestrutura hídrica brasileira e uma das maiores do mundo. O projeto se destaca por executar 477 quilômetros de canais em dois eixos de transferência de água – Norte e Leste – com a construção de 4 túneis, 14 aquedutos, 9 estações de bombeamento e 27 reservatórios.

A lista das obras é um relatório global que a empresa KPMG faz a cada dois anos. Foram criados quatro grupos para selecionar as obras mais importantes de acordo com sua complexidade, relevância para o país, viabilidade econômica e impacto na sociedade. Para se chegar à lista final de 100 obras, foram convidados especialistas independentes dos Estados Unidos, China, Índia e Brasil, que formaram quatro júris para cada região avaliada. Após algumas rodadas de discussão dos júris, chegou-se à lista final de 100 empreendimentos.

Segundo o sócio da KPMG no Brasil, Maurício Endo, o Brasil retomou com vigor os investimentos em infraestrutura e tem feito boas iniciativas para financiar essas obras. “O PAC é um indutor e realmente tem acelerado e beneficiado vários projetos de infraestrutura, inclusive alguns de parceria público-privada, aportando recursos na área de transporte urbano, por exemplo”, afirma o consultor, que elogia a integração cada vez maior entre o PAC e o Programa de Investimento em Logística (voltado para concessões), para que o Brasil aumente ainda mais o investimento em infraestrutura logística. “A infraestrutura é crucial para o crescimento das exportações e para o crescimento doméstico.”

Edson Costa, coordenador do departamento de Recursos Hídricos da Secretaria do PAC, lembra que a Integração do rio São Francisco é um projeto muito antigo e vem sendo debatido desde a época do Império, há mais de 100 anos. Mas só depois da inclusão da obra no PAC, em 2007, é que ela realmente começou a andar. Segundo ele, o PAC, criou um ambiente melhor de investimentos no país, priorizando algumas obras importantes e criando mecanismos para financiar os projetos.  “A possibilidade de conclusão das obras que compõem a carteira do PAC são maiores, pois existe tratamento diferenciado na gestão, no monitoramento e na garantia dos recursos”, explicou.

O professor de finanças da Universidade de Brasília (UnB), José Carneiro da Cunha, diz que a Integração do São Francisco é sem dúvida uma das obras mais estratégicas em andamento hoje no país, por atacar um problema antigo, que é o abastecimento de água no Nordeste.

“Resolvendo isso, vai também potencializar a produção agrícola da região e dando melhores oportunidades de emprego.” Pode inclusive, diz Cunha, gerar uma redução da pressão de expansão das fronteiras agrícolas na Amazônia, já que o PISF contribuirá para melhorar a qualidade do solo do semiárido por meio da irrigação. “Além disso, faz surgir novas atividades econômicas na região, reduzindo a necessidade de programas assistenciais, o que é muito bom.”

Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 às 13:00

Brasil universaliza entrega de máquinas a municípios com até 50 mil habitantes

Com informações do MDA e do Portal do Pac

O maior programa de aquisição de máquinas do mundo foi executado no Brasil nos últimos três anos. O PAC 2 Equipamentos, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), universalizou o acesso a retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba em municípios com menos de 50 mil habitantes. A ação, que teve investimento de cerca de R$ 5 bilhões beneficiou 5.071 municípios, que representam 91% das prefeituras do País.

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Foram doados mais de 18 mil equipamentos, sendo 15.191 são retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba usados para abrir estradas que garantem a mobilidade, o escoamento da produção e o acesso a serviços como de ambulância e transporte escolar para quem vive no meio rural brasileiro. Outros 1.440 caminhões-pipa e 1.440 pás-carregadeiras foram entregues a municípios nordestinos em situação de emergência por causa da estiagem e os localizados na região do Semiárido para a abertura de açudes, poços e cacimbas.

Juntas, essas máquinas têm possibilitado uma série de melhorias para o meio rural brasileiro. Com elas são construídos açudes e abertas estradas, ampliando acessos em todo o País.

Para os prefeitos, que receberam os equipamentos do programa para atuar em benefício da população, a iniciativa promove a estruturação produtiva de milhares de agricultores familiares. “Sabe quando você é criança e quer muito um presente, mas sabe que talvez seus pais não tenham dinheiro pra comprar? No caso dos moradores de Rincão, o final foi feliz. Com as máquinas do programa, conseguimos revitalizar aproximadamente 500 quilômetros de estradas”, conta o prefeito de Rincão, Dudu Bolito, no estado de São Paulo.

Para o prefeito de Poço Redondo (SE), as máquinas deram autonomia ao município. Foto: Andrea Farias

Para o prefeito de Poço Redondo (SE), as máquinas deram autonomia ao município. Foto: Andrea Farias

Combate aos efeitos da estiagem
No Semiárido, como a cidade Venha Ver, no Rio Grande do Norte, as máquinas do programa ajudaram a minimizar os prejuízos causados pelos longos períodos de estiagem. O prefeito do município, Expedito Salviano, relata que os equipamentos foram utilizados para dar melhores condições aos agricultores familiares que precisam transportar a produção.

“Costumo dizer que, hoje, vivemos em outros tempos. Para uma região tão sofrida pela seca como o Semiárido, máquinas como essas são muito importantes. Melhoramos a infraestrutura no meio rural, nas estradas que dão acesso a elas, além de pequenos barreiros para armazenamento de água.”

Autonomia para os municípios
Em Poço Redondo, no Sergipe, a 170 quilômetros da capital Aracaju, o prefeito Roberto Araújo Silva, diz que as máquinas do PAC Equipamentos deram autonomia ao município.

“Já passamos mais de um ano sem fazer nenhuma melhoria nas nossas estradas, justamente por não termos os equipamentos necessários. Agora, é diferente. Com as máquinas, temos autonomia para recuperar as vias e oferecer mais condições aos agricultores familiares e aos moradores do campo, que são 74% da nossa população. Além disso, Poço Redondo é o município com o maior número de assentamentos do estado. São 32, no total, com 3,5 mil famílias assentadas”, comemora.

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