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Terça-feira, 5 de janeiro de 2016 às 19:57

Fim dos ‘autos de resistência’ em ações policiais fortalece cidadania, diz secretário

Sottili - auto de resistência

Para Sottili, fim do auto de resistência é vitória do País ante a comunidade internacional: “A própria ONU recomenda que esse instrumento deve acabar em qualquer parte do mundo onde ainda persista”. Foto: Wilson Dias/ABr

O secretário especial de Direitos Humanos do governo federal, Rogério Sottili, comemorou nesta terça-feira (5) o fim dos chamados “autos de resistência”, termo usado nos boletins de ocorrência sobre ações policiais que causam lesões corporais ou a morte de civis. Para ele, a medida “fortalece uma cultura de paz, em que o agente do Estado deve ser visto, e deve se sentir, como um agente de defesa da cidadania, não apenas como um cuidador do patrimônio”.

De acordo com a resolução publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (4), ficam abolidos os termos “auto de resistência” e “resistência seguida de morte” nos boletins de ocorrência e inquéritos da Polícia Federal e da Polícia Civil em todo o território nacional. A partir de agora, todas as ocorrências desse tipo deverão registradas como “lesão corporal decorrente de oposição à intervenção policial” ou “homicídio decorrente de oposição à ação policial” e um inquérito policial com tramitação prioritária deverá ser aberto.

O processo será enviado ao Ministério Público, independentemente de qualquer procedimento correcional interno que venha a ser adotado pelas polícias. Além disso, o delegado de polícia responsável deverá verificar se o executor e as pessoas que o ajudaram usaram, de forma moderada, os meios necessários e disponíveis para defender-se ou vencer a resistência.

O texto publicado no Diário Oficial é uma resolução conjunta do Conselho Superior de Polícia, órgão da Polícia Federal, e do Conselho Nacional dos Chefes da Polícia Civil.

Cultura da violência
Segundo Rogério Sottili, a mudança trará consequências benéficas e muito importantes para a população, principalmente as mais atingidas pela violência na periferia de São Paulo, do Rio de Janeiro e mesmo em estados menores, como Alagoas.

“O que se vê hoje é uma violência [policial] muito bem dirigida para a juventude negra, periférica, pobre. E por que isso? Porque [as polícias] estão acobertadas, entre vários outros motivos, por uma lei que possibilita que o policial atire sem pensar. Mate e não responda a processo algum por este ato. Ele simplesmente preenche um relatório, afirmando que foi resistência seguida de morte”.

Segundo ele, dados dos últimos dez a 12 anos indicam que os homicídios no Brasil caíram de forma drástica. Mas, “se você fizer um recorte de classe, de raça, vai perceber que, entre a juventude negra da periferia, os indicadores de homicídios cresceram de forma inversamente proporcional à queda de um modo geral”.

O secretário acredita que o auto de resistência reflete a visão de uma construção nacional histórica muito violenta. “Começou com uma ação inaugural de genocídio indígena no início da nossa história civilizatória, entre aspas, passou por três séculos de escravidão e por duas ditaduras, uma civil e uma militar. Isso promoveu todo um processo de cultura de violência muito forte no nosso País”. Além disso, lembra Sottili, o auto de resistência tem origem em uma lei da ditadura militar.

“Se a gente juntar isso com as outras normativas, que nesse processo foram se construindo, percebe-se que acabou facilitando toda uma ação discriminatória, uma ação violenta por agentes de Estado”.

Vitória ante a comunidade internacional
Sottili considera o fim do auto de resistência uma importante resposta à luta travada pelos movimentos de direitos humanos do País e também uma vitória do Brasil perante a comunidade internacional.

“A própria ONU tem recomendações de que esse instrumento deve acabar em qualquer parte do mundo em que ainda persista”, diz ele, lembrando que a proposta já estava prevista entre as diretrizes do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNH3) e também é respaldada por uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos Humanos de 2012, que já pedia o fim dos autos de resistência.

Ele acredita que agora há um clima propício para que a medida seja implantada com sucesso, inclusive na Polícia Militar. “Uma outra lógica está sendo construída. Se você pegar pesquisas junto a instituições policiais, por exemplo, entre a Polícia Militar de São Paulo, mais de 70% dos policiais são a favor da desmilitarização da Força. Isso tem que se refletir em normativas, em resoluções e leis”.

O secretário afirma que a resolução conjunta de vários órgãos policiais sinaliza a organização de forças para que o País fique em sintonia com a sociedade civil, com a sociedade dos direitos humanos, com a modernidade, com a contemporaneidade dos países, com a ONU e com as próprias polícias, sobretudo a polícia Federal e a polícia Civil.

“Esse ano promete. Vamos avançar nas conquistas importantes para o fortalecimento da democracia, especialmente para o fortalecimento dos direitos humanos e do respeito à vida e a diversidade”, conclui.

Segunda-feira, 30 de novembro de 2015 às 22:27

Dilma defende que acordo de Paris atribua responsabilidade diferente a quem já poluiu mais

SELO_COP21 A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira (30), que o novo acordo global sobre o clima, que está sendo negociado durante a Conferência de Paris, precisa ser justo quanto à diferença entre os países em desenvolvimento e os desenvolvidos.

“A emissão de gases de efeito estufa é cumulativa, não é algo que ocorre hoje – ou a partir de hoje. Ela vem se desenrolando através do século e, portanto, se acumulou. Nesse sentido, [o acordo] tem que ser justo, dentro do princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, explicou.

A presidenta defendeu que o acordo passe por uma revisão a cada cinco anos, colocando-se entre os primeiros governantes a defenderem explicitamente essa medida, considerada importante porque as metas de redução anunciadas pelos países, até o momento, não deverão ser capazes de limitar o aquecimento global, até 2100, a 2°C acima dos níveis pré-industriais, como pretendido pela ONU.

Com as revisões, essas metas poderiam ser ampliadas, inclusive com a ajuda de novas tecnologias. “Nós acreditamos que, ao longo dos próximos anos, haverá grandes inovações na área do meio ambiente, principalmente no que se refere à energia, a práticas agrícolas. Enfim, a todos aqueles mecanismos necessários para que a gente reduza as emissões. Por isso, o acordo tem de contemplar essa revisão de cinco em cinco anos”.

Países em desenvolvimento
Dilma apontou ainda a necessidade de que a COP21 leve em consideração as características que diferenciam os diversos países em desenvolvimento e os desenvolvidos. Para ela, a revisão quinquenal do acordo será útil para chegar a uma convergência sobre esses pontos, ao longo do tempo.

“A convergência é no sentido de que todos se aproximem. Tem países que já atingiram um grau de utilização da energia que países em desenvolvimento ou emergentes não atingiram; um grau de acesso à energia elétrica, por exemplo, que países inteiros não atingiram. Então, essa convergência será uma espécie de mapa do caminho, que permite solucionar esse problema da diferenciação, mantendo a responsabilidade comum”.

Disse defender esse ponto de vista com tranquilidade, “porque o Brasil assume metas que cumpre, independentemente de meios de implementação”.

“Qualquer país que tiver acesso a meios de implementação, como financiamento, tecnologias e capacitação, pode cumprir antes [as metas], tem mais condições de cumprir antes”, acrescentou, lembrando que o Brasil tem a meta de, tomando como base o ano de 2005, reduzir em 43% suas emissões de gases de efeito estufa até 2030, com uma etapa intermediária de 37% até 2025.

Basicamente, nosso objetivo é reduzir, até 2030, o desmatamento ilegal a zero. Plantar e recuperar 12 milhões de hectares de floresta; e fazer toda a recuperação das pastagens degradadas – são 15 milhões de [hectares de] pastagens degradadas. Além disso, nós aceitamos que haja um desmatamento legal. Como que nós compensaremos esse desmatamento legal? Através desse processo de reflorestamento e de recuperação de pastagem degradada”, explicou.

A presidenta alertou que a falta de metas ambiciosas de redução das emissões de gases de efeito estufa, capazes de garantir essa meta, pode trazer consequências dramáticas ao mundo, não apenas em termos de danos ao meio ambiente, mas também às populações.

“É você ter as terras agricultáveis comprometidas. Países inteiros, ou uma parte de países, como Bangladesh, um terço dele invadido pela água. As pequenas ilhas, também submersas. E não é só isso. Em países como o Brasil, a Índia, a China, os Estados Unidos, a França, e vários outros, nós teremos áreas devastadas pela inundação”.

Quinta-feira, 26 de novembro de 2015 às 18:29

Defendemos acordo robusto e eficaz, diz negociador-chefe do Brasil na COP21

O embaixador José Antônio Carvalho, negociador-chefe do Brasil na COP21, afirmou que, além de levar metas ambiciosas à conferência, o Brasil não vai a Paris para sair com resultados “minimalistas”.

A COP21 é a 21ª edição da Conferência do Clima, que reúnirá 195 países entre 30 de novembro e 11 de dezembro em busca de um novo acordo global sobre o clima que limite o aumento da temperatura do planeta a 2 graus Celsius até 2100. O Brasil é um dos países que apresentaram metas mais ambiciosas para a redução de emissões de gases do efeito estufa. O País anunciou o objetivo de reduzir essas emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030.

“Defendemos um acordo robusto e eficaz. O Brasil não aceita que a solução para Paris é apenas termos um acordo. O acordo não pode e não deve ser um acordo minimalista, que adie decisões fundamentais da criação desse novo arcabouço legal de ação multilateral”, enfatizou o embaixador, que é subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Itamaraty, em briefing de imprensa antes da viagem da comitiva brasileira à França.

Para isso, o Brasil defende que o acordo seja justo, equilibrado, ambicioso e duradouro. De acordo com o Carvalho, encontrar o equilíbrio entre os membros participantes será um desafio.

“Queremos privilegiar a questão da mitigação, que trata da redução da emissão dos gases de efeito estufa, mas também defendemos que ele [o acordo] seja robusto na área de adaptação. [Que estabeleça] como os países aumentarão a sua capacidade de enfrentar a mudança do clima e que tenha meios para que os países em desenvolvimento possam, de forma ambiciosa e progressiva, aumentar as suas contribuições”, destacou.

Com metas ousadas, o Brasil tem elementos favoráveis à sua credibilidade, como as contribuições apresentadas pela presidenta Dilma Rousseff na ONU, em setembro, em Nova Iorque.

“Não vamos apenas olhar para trás, mas vamos, a partir do que foi feito anteriormente, avançar na redução das nossas emissões e criar condições para a economia. Nossa credibilidade provém não só da atuação dos negociadores, mas de exemplos, ações, e envolvimento muito forte, muito marcado da nossa presidenta, sempre muito presente na definição das posições brasileiras”.

O Brasil também é reconhecido por possuir característica de protagonismo, por sua capacidade de diálogo e credibilidade negociadora. Segundo o diplomata, o País possui capacidade de interlocução com todos os envolvidos de todos os países.

“O Brasil tem sido suficientemente criativo, com soluções que busquem e promovam o consenso. O Brasil tem uma credibilidade negociadora muito forte”, ressaltou.

A COP21 vai reunir em Paris pelo menos 147 chefes de Estado e de Governo, entre os representantes dos 195 países mais a União Europeia.

Quarta-feira, 25 de novembro de 2015 às 20:26

Disque 180 é instrumento eficaz contra violência à mulher, diz ministra sobre 10 anos do canal

O Disque 180 é um instrumento eficiente para o combate à violência contra a mulher, de forma a garantir o combate às desigualdades, que é o verdadeiro sentido da democracia. Foi o que afirmou a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, nesta quarta-feira (25), data que marca os dez anos de criação do serviço e também o Dia Internacional pela Não-Violência Contra as Mulheres.

Balanço divulgado nesta quarta revela que o serviço fez 4,7 milhões de atendimentos nesses dez anos.

“Nós temos, nesses dez anos do Disque 180, conseguido criar um canal para que as mulheres tenham cada vez mais voz para fazer as suas denúncias de situações de violência que vive, e serem também orientadas, e suas queixas e denúncias encaminhadas para os setores responsáveis. Essa é uma forma de garantir democracia, essa é uma forma de superação de desigualdades”, afirmou.

Ela destacou que, além do Disque, muitos outros programas e ações têm sido desenvolvidos pela Secretaria de Política para as Mulheres, que hoje faz parte do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. “Nós temos avanços significativos como, por exemplo, a Casa da Mulher Brasileira, que nós já temos duas funcionando, aqui no Distrito Federal e no Mato Grosso do Sul. Nós temos também uma vitória que tivemos nesse ano, que é a Lei do Feminicídio. Além disso, nós temos estatísticas oficiais e acadêmicas que tem nos dado um panorama da real situação da mulher no Brasil”, destacou.

Graças a essas iniciativas, o Brasil é hoje uma referência nas políticas para enfrentamento à violência contra as mulheres. “Foi onde nós mais avançamos”, comentou Nilma, lembrando o elogio feito ao governo brasileiro pela senhora Phumzile Mlambo-Ngcuka, da África do Sul, durante sua recente visita ao País. Phumzile é diretora-executiva da ONU Mulheres, a Entidades das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres.

“Para nós foi uma honra o elogio da senhora Phumzile, porque, como diretora-executiva da ONU Mulher, ela sabe muito bem o que o Brasil representa para os outros países, e que ele é referência nessas políticas para o enfrentamento à violência contra as mulheres”, enfatizou a ministra Nilma Lino Gomes.

Quarta-feira, 11 de novembro de 2015 às 19:20

Dilma defende que governança da internet tenha caráter global e democrático

A presidenta Dilma Rousseff aproveitou a abertura da 10ª reunião anual do Fórum de Governança da Internet da ONU para afirmar que “um importante desafio” que os integrantes do fórum têm pela frente é “a conclusão do processo de reforma do sistema de supervisão das funções centrais da internet”. 

Segundo a presidenta, “esse exercício deve resultar na criação de uma estrutura de caráter global, que efetivamente responda as demandas e os anseios da comunidade, e que preste contas de sua atuação”. 

Atualmente a corporação que supervisiona a atribuição de nomes e números da internet é subordinada ao governo dos Estados Unidos.

“Alguns temas requerem deliberação em nível multilateral. Nesse caso, todos os países devem ter a possibilidade de participar em igualdade de condições, sem que apenas um país ou um pequeno grupo de países tenham ascendência sobre os demais. Uma internet submetida a arranjos intergovernamentais que excluam os demais setores não seria democrática. Tampouco são aceitáveis arranjos multissetoriais sujeitos à supervisão de um ou de poucos Estados”, afirmou a presidenta, em vídeo gravado e divulgado na abertura do evento nesta terça-feira (10).

Ao defender o multilateralismo e o multissetorialismo da internet, a presidenta declarou que, no Brasil, “a exitosa experiência com o modelo multissetorial e pluriparticipativo implementado por nosso comitê gestor nos inspirou a construir e aprovar o Marco Civil da Internet”. 

Dilma enfatizou que “a internet só é possível num cenário de respeito aos direitos humanos, à liberdade de expressão, à neutralidade da rede, à diversidade, à universalidade, à segurança e à proteção da privacidade e dos dados de todos”. 

A presidenta também se comprometeu a ampliar o acesso à internet, por meio do programa Banda Larga para Todos. “É necessário o esforço conjugado de todos os participantes aqui presentes para que possamos avançar no desenvolvimento de uma sociedade de inclusão digital”. 

O evento segue até sexta-feira (13), em João Pessoa (PB). O tema desta edição é “Evolução da Governança da Internet: Capacitar o Desenvolvimento Sustentável”. Essa é a segunda vez que o encontro acontece no Brasil. A primeira cidade brasileira que sediou o fórum foi o Rio de Janeiro, em 2007.

Quinta-feira, 22 de outubro de 2015 às 18:24

Dilma: lotéricos têm papel crucial na estratégia do governo de enfrentamento da pobreza

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Dilma: tarefa das lotéricas é essencial na imensidão do Brasil e terá continuidade, porque governo não recuará na garantia de direitos a nossos cidadãos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta quinta-feira (22), que os lotéricos são parte de uma importante rede que permite ao governo federal garantir que, mesmo em locais onde não há agências bancárias, os cidadãos recebam benefícios sociais no dia certo. Ela sancionou, sem vetos, um projeto de lei que disciplina o prazo para permissão da atividade lotérica.

“Milhões de famílias sacam todos os meses, nas lotéricas, o benefício do Bolsa Família. Aposentados recebem sua aposentadoria ou sua pensão do INSS, trabalhadores retiram seu seguro-desemprego ou seu Fundo de Garantia. Nas lotéricas se paga e se recebe”, enfatizou a presidenta.

Dilma anotou que a tarefa das lotéricas é essencial para garantir direitos às brasileiras e aos brasileiros “na imensidão e na diversidade extrema de nosso País. Uma tarefa que terá continuidade, porque nós não vamos recuar na garantia de direitos a nossos cidadãos. E, portanto, as lotéricas ainda terão muito trabalho”, disse.

A presidenta aproveitou para lembrar que o Bolsa Família completa 12 anos nesta semana, e afirmou que as lotéricas têm “papel crucial” na estratégia de enfrentamento da pobreza e da exclusão social.

“Tanto a ONU quanto o Banco Mundial reconhecem, neste processo do Bolsa Família, uma invenção brasileira de alta repercussão. Só não sabem que, por trás dessa tecnologia, tem uma rede de milhares e milhares de lotéricas espalhadas por este País tão continental”.

Nova legislação
A lei sancionada hoje foi amplamente discutida e aprovada pelas lideranças de todos os partidos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Ela permite a prorrogação automática da permissão de lotéricas que receberam outorga para funcionamento antes de 1999, quando não era exigida a realização de licitação para a atividade.

O objetivo com a medida é conferir segurança jurídica à situação de mais de seis mil unidades em todo o País, que se encontram nessa situação.

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, quando foi muito aplaudida por centenas de lotéricos, Dilma lembrou que a nova lei é curta, simples e tem apenas três artigos.

“Seu alcance, no entanto, é amplo, pois oferece uma perspectiva clara de futuro para 46% dos agentes lotéricos do Brasil. Essa lei é resultado da mobilização dos lotéricos – e a gente pode ver, pela força de vocês, aqui hoje, o quanto colocaram de esperança e de energia para aprová-la”, afirmou.

Quarta-feira, 21 de outubro de 2015 às 23:47

‘Cortar o Bolsa Família significa atentar contra 50 milhões de brasileiros’, afirma Dilma

Twitter A presidenta Dilma Rousseff alertou nesta quarta-feira que “cortar o Bolsa Família significa atentar contra 50 milhões de brasileiros que hoje têm uma vida melhor por causa do programa”.

“Não podemos permitir que isso aconteça”, afirmou, em seu Twitter.

O Bolsa Família completou 12 anos ontem (20), o que significa que “o Brasil tem a primeira geração de crianças que não passaram fome e que estão na escola”, comemorou a presidenta.

“É o maior programa de inclusão social do mundo. Destinado aos mais vulneráveis, ele mantém 36 milhões de pessoas fora da extrema pobreza. O Bolsa Família garante ainda que 17 milhões de crianças e adolescentes estejam na escola e ajudou a reduzir em 58% a mortalidade infantil”, lembrou.

Por isso, ela disse estar certa de que o bom senso prevalecerá na destinação de recursos ao programa.

“O Bolsa Família é prioridade máxima para o meu governo, como foi para o do ex-presidente Lula. A ONU e o Banco Mundial reconhecem a importância e o sucesso do Bolsa Família”.

Sexta-feira, 16 de outubro de 2015 às 18:24

‘Construir o mundo que queremos exigirá coragem e determinação de todos’, afirma Dilma em artigo

Em artigo publicado nesta sexta-feira no site da TV americana CNN, a presidenta Dilma Rousseff, ao abordar os 70 anos da criação da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que as últimas sete décadas ensinaram ao mundo que as agendas da paz global, da segurança e do desenvolvimento sustentável são interconectadas e interdependentes, e que governos, sociedade civil e indivíduos devem seguir o caminho do compromisso e da cooperação.

A ONU completa 70 anos no próximo dia 24.

O Conselho de Segurança da ONU, disse a presidenta, não tem estado à altura de seus desafios e não reflete a nova correlação de poder no mundo, o que demonstra a necessidade de reforma. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O Conselho de Segurança da ONU, disse a presidenta, não tem estado à altura de seus desafios e não reflete a nova correlação de poder no mundo. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Construir o mundo que queremos exigirá coragem e determinação de todos”, escreveu a presidenta.

Dilma afirmou que sete décadas depois de sua fundação, a ONU se confronta com desafios sem precedentes, e disse que a segurança coletiva e a preservação da paz, que estiveram na origem da organização, veem-se ameaçadas por conflitos locais de alta intensidade e pela barbárie terrorista.

A presidenta sustentou que, no período, a ONU experimentou progressos e retrocessos, e que a agenda da organização, inicialmente baseada no ideal de construir um mundo fundado no direito internacional e na resolução pacífica de conflitos, ampliou-se, abrindo-se para questões relacionadas ao meio ambiente, à erradicação da pobreza, ao desenvolvimento social e aos direitos humanos, incluindo o combate à discriminação por gênero, raça e identidade sexual.

Contudo, anotou a presidenta, atualmente os mecanismos que visam à manutenção da segurança coletiva e da paz mostram-se ineficazes e obsoletos. Segundo ela, o Conselho de Segurança da ONU não tem estado à altura de seus desafios e não reflete a nova correlação de poder no mundo.

“A reforma do Conselho de Segurança é necessária”, escreveu Dilma. “Não simplesmente por ser um caminho para a promoção da democratização e legitimidade. Ela é indispensável para o cumprimento dos principais objetivos da Carta das Nações Unidas”.

A presidenta abordou a questão dos refugiados do Oriente Médio e do Norte da África, e voltou a afirmar, assim como fez em discurso na Assembleia Geral da ONU, que, em um mundo onde circulam livremente bens, capital, informação e ideias, é absurdo impedir o livre trânsito de seres humanos.

Meio ambiente
Dilma lembrou a Rio 92 e a Rio+20 para demonstrar que o Brasil tem estado tradicionalmente envolvido na agenda de desenvolvimento sustentável. Ela saudou a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e disse que reafirmam a necessidade da solidariedade e da cooperação para promover o crescimento econômico, a inclusão social e a proteção ambiental.

A presidenta apontou que o Brasil se comprometeu a reduzir, até 2030, em 43% as emissões de gases de efeito estufa, com base no ano de 2005, e disse que o País garantirá, também, a presença de 45% de fontes renováveis no total da matriz energética.

Dilma afirmou que, com políticas de sustentabilidade e de políticas públicas ambientalmente amigáveis, o Brasil levou adiante um dos maiores processos de inclusão social da história da humanidade, e anotou que mais de 36 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema e 42 milhões de brasileiros ingressaram na classe média. Ela também lembrou que desde o ano passado o Brasil não mais está no Mapa Mundial da Fome.

A presidenta enfatizou, ainda, que “o Brasil está determinado e disposto a assumir suas responsabilidades para ajudar a promover um mundo de paz, progresso, inclusão e sustentabilidade”.

Segunda-feira, 28 de setembro de 2015 às 19:33

Dilma diz que Agenda 2030 exige compromisso e que Brasil superou fome com políticas públicas

ONUO compromisso e a solidariedade entre nações serão vitais para implantar a Agenda 2030, anunciada pelas Nações Unidas por ocasião do 70º aniversário da entidade. “Esta agenda exige solidariedade global, determinação de cada um de nós e compromisso com o enfrentamento da mudança do clima, com a superação da pobreza e da miséria e a construção de oportunidade para todos”, enfatizou a presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (28), ao abrir a Assembleia Geral da organização.

extrema e, como resultado, no ano passado o Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome Em seu discurso na ONU, a presidenta Dilma lembrou que foi a partir de políticas sociais inovadoras de transferência de renda que o Brasil conseguiu superar a fome. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em seu discurso na ONU, a presidenta Dilma lembrou que foi a partir de políticas sociais inovadoras de transferência de renda que o Brasil conseguiu tirar 36 milhões de pessoas da pobreza extrema. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma lembrou que, desde 2003, políticas sociais inovadoras e de transferência de renda contribuíram para que mais de 36 milhões de brasileiros superassem a pobreza extrema e, como resultado, no ano passado o Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome. Agora, o ONU adota as mesmas políticas como o segundo dos 17 novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que vão substituir os 8 Objetivos do Milênio, na nova agenda.

“Isso evidencia a eficácia de nossa política, chamada Fome Zero, que agora se transforma no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 2”, comemorou a presidenta Dilma Rousseff, ao abrir a 70ª Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta segunda-feira (28), em Nova Iorque.

Confira a íntegra

Segunda-feira, 28 de setembro de 2015 às 15:34

Dilma se encontra com presidente Obama na ONU

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos EUA, Barack Obama, se cumprimentam após o discurso brasileiro de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas. Foto: Roberto Stuckert Filho//PR

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos EUA, Barack Obama, se cumprimentam após o discurso brasileiro de abertura na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Foto: Roberto Stuckert Filho//PR

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