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Sexta-feira, 30 de setembro de 2011 às 12:30

Projeto de Lei propõe criação de Comitê Nacional de Combate à Tortura

Ministras Gleise Hoffmann (Casa Civil) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) recebem Subcomitê sobre Prevenção e Combate à Tortura das Nações Unidas. Foto: Paulo H. Carvalho/Casa Civil

A presidenta Dilma Rousseff encaminhou nesta sexta-feira (30/9) ao Congresso Nacional Projeto de Lei (PL) que propõe a criação de um Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e de um Comitê Nacional de Combate à Tortura. A informação é da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), que nesta manhã recebeu o Subcomitê sobre Prevenção e Combate à Tortura das Nações Unidas, em encontro no Palácio do Planalto coordenado pela Casa Civil.

O Sistema Nacional será composto por mecanismos de prevenção e combate à tortura, que contará com peritos e técnicos que terão a possibilidade de entrar em qualquer instituição fechada no Brasil, como penitenciárias, unidades prisionais, delegacias e instituições de longa permanência de idoso e de pessoas com sofrimento psíquico – dentro da perspectiva da reforma psiquiátrica. Já o Comitê Nacional será formado por integrantes de diversos ministérios e entidades da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos dos apenados no Brasil.

“Todas as pessoas que estão internadas ou cumprindo pena em instituições totais terão com o mecanismo de prevenção e combate à tortura um olhar externo, com cuidado, para que essas instituições cumpram as diretrizes da prevenção e do combate à tortura. Nós queremos enfrentar a tortura e preveni-la, e fazer com que ela não seja uma atitude presente nas unidades prisionais, nas delegacias”, disse a ministra.

ONU – O Subcomitê sobre Prevenção e Combate à Tortura das Nações Unidas está no Brasil e realizou uma série de visitas a instituições prisionais, como penitenciárias e delegacias. Durante o encontro em Brasília, o grupo apresentou ao governo federal considerações que servirão de subsídio à formulação de políticas de prevenção e combate à tortura e de reformulação do sistema prisional.

Ouça abaixo a íntegra da entrevista:

 
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Quinta-feira, 22 de setembro de 2011 às 11:29

Na ONU, Presidenta reitera compromisso constitucional do Brasil com uso pacífico e seguro da energia nuclear

Presidenta Dilma Rousseff discursa na Reunião de Alto Nível sobre Segurança Nuclear na ONU. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU “O acidente de Fukushima reforçou a percepção de que não podemos ser complacentes em matéria de segurança nuclear”, disse a presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (22/9), em seu discurso na Reunião de Alto Nível sobre Segurança Nuclear, ocorrida no Plenário da Assembleia Geral da ONU. A presidenta afirmou que o Brasil acompanhou com pesar os eventos de março passado na usina nuclear de Fukushima, no Japão.

 

“Temos laços profundos de amizade com o povo japonês e abrigamos a maior comunidade de nipodescendentes no exterior”.

Dilma Rousseff lembrou que o assunto do reforço da segurança nuclear foi debatido em recente reunião da Agência Internacional de Energia Atômica. Em sua opinião, é decisiva a ação internacional da Agência no sentido de supervisionar e fornecer parâmetros para condições de segurança mais adequadas. Ela lembrou que em muitas nações a energia nuclear continuará a ser a alternativa para atender as necessidades energéticas.

“O compromisso do Brasil com o uso pacífico e seguro da energia nuclear é irreversível e está expresso em nossa Constituição Federal.”

Na opinião da presidenta, o desarmamento nuclear é fundamental para a segurança e é o pilar do Tratado de Não Proliferação Nuclear, “cuja observância as potências nucleares devem ao mundo”. A presidenta combateu, em seu discurso, a posse de arsenais de armas de destruição em massa, já que cria direitos exclusivos e se traduz em uma concepção assimétrica e ultrapassada de mundo. Além disso, segundo ela, os armamentos nucleares são ineficazes e inadequados para lidar com as ameaças à segurança no século XXI. “Um mundo em que armas nucleares são aceitas será sempre um mundo inseguro”, disse.

A presidenta Dilma citou o exemplo da América Latina e do Caribe, onde é proibido o uso não-pacífico da energia nuclear. “Somos, portanto, uma das maiores áreas do mundo livres de armas nucleares e modelo para a paz e para a segurança mundiais. (…) Nossa segurança nuclear é marcada por uma obra de grande dimensão, uma obra de diplomacia regional única: a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade de Controle de Materiais Nucleares, que, esse ano, completa 20 anos”.

Ouça abaixo íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição:

 
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Quarta-feira, 21 de setembro de 2011 às 12:36

“O Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza”

Em discurso histórico, presidenta Dilma é a primeira mulher a abrir a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU Na abertura do Debate Geral da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta quarta-feira (21/9) em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff proferiu amplo discurso e abordou assuntos como representatividade das mulheres, crise econômica, reforma do Conselho de Segurança da ONU, Palestina e meio ambiente.

No início de sua fala, a presidenta afirmou ter certeza de que este será o século das mulheres. “Pela primeira vez na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo”, ressaltou.

 

Crise econômica – Dilma Rousseff chamou a atenção para o momento de crise financeira que o mundo vive e disse acreditar que, se não debelada, a crise pode se transformar em uma grave ruptura política e social. “Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção”, frisou. Na opinião da presidenta, como todos os países sofrem as consequências da atual situação econômica, todos têm o direito de participar das soluções. “Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países”.

Para a presidenta Dilma, a crise é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política. Segundo ela, ainda não foi encontrada uma solução por falta de “recursos políticos e de clareza de ideias” por parte dos países desenvolvidos. Citou, ainda, o exemplo de como o Brasil tem agido para fazer frente aos efeitos negativos da atual conjuntura.

“Com sacrifício, mas com discernimento, mantemos os gastos do governo sob rigoroso controle, a ponto de gerar vultoso superávit nas contas públicas – sem que isso comprometa o êxito das políticas sociais, nem nosso ritmo de investimento e de crescimento. Estamos tomando precauções adicionais para reforçar nossa capacidade de resistência à crise, fortalecendo nosso mercado interno com políticas de distribuição de renda e inovação tecnológica”, informou.

 

Conselho de Segurança – Dilma afirmou ainda que o Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. “Estamos aptos a prestar também uma contribuição solidária aos países irmãos do mundo em desenvolvimento, em matéria de segurança alimentar, tecnologia agrícola, geração de energia limpa e renovável e no combate à pobreza e à fome”, destacou.

A cada ano que passa, segundo a presidenta, “mais urgente se faz uma solução para a falta de representatividade do Conselho de Segurança, o que corrói sua credibilidade e sua eficácia”. Disse, ainda, que é preciso haver interrelação entre desenvolvimento, paz e segurança; e que as políticas de desenvolvimento devem ser, cada vez mais, associadas às estratégias do Conselho de Segurança na busca por uma paz sustentável.

“O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento”.

 

Palestina – Dilma Rousseff deu, também, as boas-vindas ao Sudão do Sul, por ser o mais novo membro das Nações Unidas, mas lamentou o fato de ainda não poder saudar o ingresso pleno da Palestina na Organização.

“O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembleia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título”.

 

Clima – Na visão da presidenta, é preciso que os países assumam as responsabilidades que lhes cabem quanto aos acordos referentes ao meio ambiente, em especial, ao clima. Ela lembrou aos participantes da Assembleia Geral da ONU que o Brasil defende um acordo global, abrangente e ambicioso para combater a mudança do clima.

“Apresentamos uma proposta concreta, voluntária e significativa, de redução [de emissões] durante a Cúpula de Copenhague, em 2009. Esperamos poder avançar já na reunião de Durban, apoiando os países em desenvolvimento nos seus esforços de redução de emissões e garantindo que os países desenvolvidos cumprirão suas obrigações, com novas metas no Protocolo de Quioto, para além de 2012.”

 

A presidenta mencionou em seu discurso o fato de o Brasil ter descoberto que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. “Uma verdadeira política de direitos humanos tem por base a diminuição da desigualdade e da discriminação entre as regiões, entre as pessoas e entre os gêneros. Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de, até o final do meu governo, erradicar a pobreza extrema no Brasil”.

 

Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição.

 
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Quarta-feira, 21 de setembro de 2011 às 10:25

Abertura do Debate Geral da 66ª Assembleia-Geral da ONU

Presidenta Dilma Rousseff abre o Debate Geral da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU Fato inédito na história da comunidade internacional, a presidenta Dilma Rousseff foi a primeira mulher a abrir o Debate Geral da 66ª Assembleia-Geral da ONU. O evento reúne nesta quarta-feira (21/9), em Nova York, chefes de Estado e de Governo dos 193 Países-Membros das Nações Unidas. Como é tradição desde a primeira Assembleia Geral, que aconteceu em 1947, o Brasil abre o debate geral, que este ano tem como tema “O papel da mediação na solução de disputas por meios pacíficos”.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a Assembleia-Geral da ONU, em sua 66ª sessão, deverá privilegiar, dentre outros temas, questões relacionadas à mediação e à diplomacia preventiva.

Veja abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff:

ONU -- Três reuniões de alto nível também acontecem na Sede da ONU em Nova York para marcar o início da 66ª Sessão da Assembleia Geral durante os dias 19, 20 e 22/9, com a presença dos chefes de Estado e de Governo. A primeira delas foi realizada nos dias 19 e 20, e tratou da prevenção e do controle de doenças não transmissíveis em todo o mundo, especialmente dos desafios enfrentados pelos países em desenvolvimento.

A segunda reunião de alto nível, realizada ontem (20/9), teve como foco a desertificação, a degradação do solo e a seca no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, como preparação para a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), agendada para junho de 2012.

A terceira reunião de alto nível da Assembleia será realizada nesta quinta-feira (22/9), e vai celebrar o 10º aniversário da Declaração e do Programa de Ação de Durban – o projeto da comunidade internacional para ação na luta contra o racismo.

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Terça-feira, 20 de setembro de 2011 às 16:38

Iniciativa coordenada pelo Brasil e EUA incentiva transparência na gestão pública

Ao lado do presidente Barack Obama e dos chefes de Estado do Reino Unido, África do Sul, Filipinas, Indonésia, México e Noruega, entre outras autoridades, presidenta Dilma participa do lançamento da Parceria para Governo Aberto, em Nova York. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU Foi lançada oficialmente nesta terça-feira (20/9), em Nova York, a Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP), uma iniciativa internacional que pretende difundir e incentivar globalmente práticas governamentais como transparência orçamentária, acesso público à informação e participação social. A presidenta Dilma Rousseff participou do evento, ao lado do presidente Barack Obama, além dos chefes de Estado do Reino Unido, África do Sul, Filipinas, Indonésia, México e Noruega. Esses oito países integram o Comitê Diretor da OGP, juntamente com nove organizações não governamentais, entre elas o brasileiro Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). Brasil e EUA copresidem a Parceria.

Durante o lançamento, os membros do Comitê Diretor endossaram uma Declaração de Princípios e apresentaram os Planos de Ação nacionais, comprometendo-se a adotar medidas concretas para o aumento da integridade pública, a gestão mais efetiva dos recursos e dos serviços públicos, a criação de comunidades mais seguras e o aumento da integridade no setor privado. A ideia de criação da OGP foi lançada pelo presidente Obama em setembro de 2010, na 65ª Assembleia Geral da ONU. O Brasil foi o primeiro país a ser convidado para a parceria e, em seguida, os outros seis países do grupo inicial.

Com base em critérios objetivos, o grupo convidou cerca de 70 países e mais de 40 organizações não governamentais para participar do evento de apresentação da OGP em julho deste ano, em Washington, DC. Até o momento, cerca de 30 novos países já formalizaram sua intenção de aderir à OGP. Eles deverão adotar as medidas necessárias para o atendimento dos requisitos mínimos e se comprometer a avançar na transparência governamental, na luta contra a corrupção e no engajamento da sociedade civil. Devem, ainda, endossar a Declaração de Princípios e apresentar seus Planos de Ação nacionais em outro evento, que dessa vez será no Brasil, em março de 2012. A lista completa dos países pode ser acessada no site da OGP.

Brasil – O Plano de Ação brasileiro para implementação no primeiro ano de funcionamento da OGP inclui a adequação do Portal da Transparência ao padrão de “dados abertos”; a implementação do Sistema Federal de Acesso à Informação; e a implementação da Infraestrutura Nacional de Dados Abertos; a disponibilização de dados do Sistema de Convênios (Siconv) em formato “dados abertos”; e a construção da “Plataforma Aquarius (de gestão de informações estratégicas em Ciência e Tecnologia). As informações são da Controladoria-Geral da República (CGU).

Participaram da elaboração do plano brasileiro, além da CGU, o Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Ciência e Tecnologia; e da Educação; além da Casa Civil e da Secretaria-Geral da Presidência da República, dentre outros órgãos. Foram também ouvidas organizações da sociedade civil.

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Segunda-feira, 19 de setembro de 2011 às 17:52

Durante reunião da ONU Mulheres, Dilma diz que Brasil luta contra qualquer tipo de discriminação

Presidenta Dilma Rousseff participa do Colóquio de Alto Nível sobre Participação Política de Mulheres, ao lado da diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU Ao participar do Colóquio de Alto Nível sobre Participação Política de Mulheres, na tarde desta segunda-feira (19/9), em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff destacou que combater as consequências e as causas da crise financeira internacional é essencial para o empoderamento das mulheres.

Ela frisou que as mulheres e crianças são as maiores vítimas das desigualdades sociais, guerras, violência doméstica e da precariedade na saúde pública, e que um ponto fundamental para a reversão desse quadro é aumentar a participação feminina nas instâncias decisórias.

A presidenta lembrou que tem atuado na promoção da equidade de gênero e que o núcleo central de seu governo é composto por mulheres – dez ministérios brasileiros são comandados por mulheres. Entretanto, Dilma Rousseff frisou que ainda há muito a se fazer no sentido de aumentar a participação feminina nas instâncias de poder; 52% das população brasileira é do sexo feminino, mas apenas 10% compõem o quadro do Congresso Nacional.

Durante seu discurso, a presidenta elogiou a criação da ONU Mulher e falou sobre a experiência brasileira de promoção da saúde, inclusão social, prevenção e combate à violência contra a mulher e a luta contra qualquer tipo de discriminação.

“A recusa da desigualdade é plenamente compatível com o respeito à diferença. Promover os direitos humanos é combater a discriminação baseada em gênero, raça, condição física, orientação sexual, pensamento diferente e religião. Essas lutas são todas indissociáveis”.

Dilma Rousseff também destacou sua participação, na próxima quarta-feira (21/9), no discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. “Com orgulho o Brasil participa dessa iniciativa (…). Depois de amanhã, serei a primeira mulher a abrir o debate geral da Assembleia da ONU e gostaria de compartilhar essa honra com todas as mulheres aqui presentes”.

Ouça abaixo íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição.

 
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Segunda-feira, 20 de junho de 2011 às 19:59

Conselho de Segurança não representa a situação mundial atual, diz Joseph Deiss

Presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Após audiência com a presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (20/6), no Palácio do Planalto, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, defendeu a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, “questão muito importante ao Brasil”, e disse que todos os países-membros da ONU concordam que o Conselho “não representa mais a real situação do mundo atual”.

“Por não ser um país-membro, não posso fazer proposições”, ponderou Deiss. Entretanto, afirmou que “não é possível [o Conselho de Segurança] continuar com essa forma”. Na opinião do presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, para se chegar a um consenso é importante que os países respondam a cinco questões: quais serão os membros permanentes, com será a reforma, quantos membros permanentes e não-permanentes deverá ter o Conselho, como será a distribuição entre as regiões e o método de trabalho.

Além da reforma do Conselho de Segurança – um dos temas do encontro – Deiss informou que tratou com a com a presidenta brasileira questões ligadas à governança e agenda global, reforma do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e a atual situação política mundial, em especial no Norte da África e Oriente Médio.

“Esta é a prova da força, envolvimento e engajamento do Brasil nas Nações Unidas (…). O Brasil está presente em todas as mais importantes atividades das Nações Unidas. Nas questões de segurança, desenvolvimento e direitos humanos (…). Posso dizer que o dia foi muito produtivo”, afirmou.

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Segunda-feira, 20 de junho de 2011 às 19:45

Joseph Deiss, da Assembleia Geral das Nações Unidas, fala da reunião com presidenta Dilma

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Sexta-feira, 27 de maio de 2011 às 18:00

Defesa homenageia militares e civis que atuaram em Missões de Paz da ONU

Cerca de 400 militares e civis que participaram de mIssões de Paz da ONU foram homenageados pelo Ministério da Defesa. Foto:Elio Sales/Ministério da Defesa

Usando a tradicional boina azul, símbolo da atuação pacífica das forças da ONU, cerca de 400 militares brasileiros que já participaram como mantenedores da paz em missões das Nações Unidas, em áreas de conflito em todo o mundo, foram homenageados, nesta sexta-feira (27/5), no QG do Exército, em Brasília (DF), durante solenidade que comemora o Dia Internacional dos Peacekeepers.

Ordem do Dia do ministro da Defesa, Nelson Jobim, lida durante a cerimônia pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, destacou a atuação do Brasil em missões de paz no exterior. Em seguida, ocorreu deposição de flores em homenagem aos mantenedores de paz brasileiros que morreram em missão das Nações Unidas destinadas a monitorar ou supervisionar cessar-fogos, tréguas ou acordos armistícios e combater a violência em áreas conflituosas.

Durante a solenidade, os peacekeepers desfilaram juntamente com tropas da Marinha, Exército e Aeronáutica. Representantes diplomáticos de nações que contribuem com as ações de paz da ONU foram convidados para assistir ao desfile e participar das homenagens aos peacekeepers. A solenidade coordenada pelo Ministério da Defesa teve também a participação do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

No momento, existem 2249 peacekeepers brasileiros em missões da ONU em todo o mundo. A última missão em que peacekeepers brasileiros foram chamados a atuar foi a Força-Tarefa Marítima, aprovada pelo Ministério da Defesa, em janeiro deste ano, composta por 10 oficiais e praças da Marinha brasileira, unidade que integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). A maior missão de paz de que o Brasil participa é a Missão para a Estabilização do Haiti (Minustah), iniciada em 2004. Atuam no Haiti, hoje, 2166 militares brasileiros.

Comandante do Exército, general Enzo Martins Peri (Centro) -representando o ministro da Defesa, Nelson Jobim-; ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota; comandane da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito; chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General José Carlos de Nardi e, representando o comandante da Marinha o almirante Luiz Umberto de Mendonça (Chefe do Estado Miaor da Armada) procederam a deposição de flore. Foto: Elio Sales/Ministério da Defesa

Além de tropas militares no Haiti e da Força-Tarefa Marítima no Líbano, o Brasil possui no momento funcionários ou observadores militares em missões da ONU nas seguintes regiões do mundo: África Ocidental, 1 assessor militar; Sudão, 20 observadores militares e 2 funcionários; Libéria,1 oficial de ligação, 1 funcionário e 2 observadores militares; Costa do Marfim, 1 observador militar e 1 funcionário; Haiti, 23 funcionários; Timor-Leste, 3 observadores militares; Chipre, 1 funcionário; e Saara Ocidental, 11 observadores militares.

O Brasil tem um histórico relevante de participação em missões de paz da ONU. A primeira experiência foi o envio do Batalhão Suez, uma unidade de infantaria de cerca de 600 homens ao Egito, de janeiro de 1957 a julho de 1967. A finalidade da missão, denominada 1ª. Força de Emergência das Nações Unidas (Unef 1) era evitar conflitos entre forças egípcias e israelenses. Durante os 10 anos em que participou da tarefa, em Suez, o Brasil enviou cerca de 6300 homens ao local, tendo inclusive exercido o comando operacional da missão, de janeiro de 1965 a janeiro de 1966.

De acordo com o Ministério da Defesa, o Brasil também deu apoio à Força de Segurança das Nações Unidas na Nova Guiné Ocidental, que operou entre agosto de setembro de 1962, por meio do envio de dois observadores militares que atuavam no Batalhão Suez.

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Terça-feira, 17 de maio de 2011 às 16:27

Em Moscou, Putin dá apoio ao Brasil para integrar Conselho de Segurança da ONU

O vice-presidente Michel Temer e o primeiro-ministro Vladimir Putin em cerimônia que marcou assinatura de acordos entre Brasil e Rússia. Foto: VPR/Divulgação

O vice-presidente da República, Michel Temer, assinou nesta terça-feira (17/5), em Moscou, declaração conjunta de cooperação no âmbito do grupo de Coordenação de Alto Nível com o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin. O texto salienta o apoio russo ao ingresso brasileiro no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, abre campo para investimentos no setor energético, implanta sistema de intercâmbio de ensino para bolsistas em pesquisa científica nos dois países e garante maior cooperação na área agrícola, fortalecendo a aliança estratégica entre os dois países.

O Brasil retribuiu ao governo russo com apoio incisivo ao pleito daquele país para o ingresso na Organização Mundial do Comércio até 2011, com ampla negociação entre os parceiros internacionais que já integram o organismo de controle das relações comerciais. A maior ampliação das relações entre Brasil e Rússia pode ser traduzida na meta estabelecida de alcançar o volume de US$ 10 bilhões no comércio bilateral. Em 2010, Brasil e Rússia negociaram cerca de US$ 6 bilhões.

“As transformações no Conselho de Segurança devem ter como objetivo ampliar sua representatividade e reforçar sua eficácia. A parte russa considera o Brasil como um participante relevante e influente das relações internacionais e reafirma seu apoio a candidatura do Brasil como um merecedor e forte candidato a um assento permanente em um Conselho de Segurança da Nações Unidas ampliado”, diz o documento, revelando mais avanços na posição russa em relação à reivindicação do Brasil.

Leia aqui a íntegra do documento firmado entre Michel Temer e Vladimir Putin.

Na área científica, foi acertada a cooperação em educação, com a concessão de bolsas de ensino para estudantes e pesquisadores em áreas estratégicas, como nanotecnologia, matemática, física entre outros. Ficou acertado no Memorando de Entendimento um cronograma de 60 dias para colocar em pratica o acordo. Também ficou definido apoio mútuo para a criação do Centro de Inovações Skolkovo, na Rússia, e do Parque Tecnológico Cidade Digital, em Brasilia. No mesmo sentido, a área espacial foi abordada com a cooperação estabelecida para o aperfeiçoamento do veiculo lançador de satélite do Brasil.

A tecnologia russa em redes de transmissão de energia foi tema de entendimento entre a Eletrobras e a Inter Rao EES. A Rússia tem tecnologia mais avançada neste setor, que é necessário aos investimentos energéticos brasileiros. Outros aportes podem ser feitos por empresas russas na área de prospecção e refino de petróleo.

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