Segunda-feira, 8 de abril de 2013 às 10:12
Obras estruturantes, renegociação das dívidas dos agricultores e mais R$ 9 bilhões para ações emergenciais. A presidenta Dilma Rousseff detalhou as medidas de enfrentamento aos efeitos da seca no Semiárido Nordestino e no Norte de Minas Gerais no programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (8). Para a presidente, o desafio é garantir segurança hídrica e produtiva à população do semiárido.
“A seca é uma realidade climática, mas, Luciano, nós temos suficiente conhecimento tecnológico, temos os recursos, temos os meios e o meu governo tem a vontade política para enfrentar os efeitos da seca para garantir que o Nordeste não sofra, cada ano de seca, com o atraso que a perda dos rebanhos, por exemplo, ocasiona. E, para isso, é necessária uma forte ação estruturante”, afirmou Dilma.
A presidenta destacou, entre as novas medidas anunciadas durante reunião com os governadores da região da Sudene, em Fortaleza, na última semana, a destinação de R$ 9 bilhões, que se somam aos R$ 7,6 bilhões já liberados para o enfrentamento imediato dos efeitos da seca. Dilma também detalhou e falou da importância dos investimentos em obras estruturantes, como barragens, canais e adutoras.
“Nós estamos investindo R$ 32 bilhões nessas obras. São barragens, canais, adutoras, estações elevatórias, sistemas de abastecimento de água que beneficiam os municípios e os estados da região nordestina. O governo federal, Luciano, não vai permitir que o povo do semiárido e de todo o Nordeste fique desamparado. Enquanto houver seca, nós vamos agir”, disse.
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Segunda-feira, 25 de março de 2013 às 10:17
Em viagem a Serra Talhada (PE), nesta segunda-feira (25), a presidenta Dilma Rousseff visitará a Estação de Tratamento de Água Cachoeira II, do Sistema Adutor Pajeú, cujo primeiro trecho será inaugurado em cerimônia após a visita.
Durante o evento também serão entregues 22 retroescavadeiras, adquiridas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com um investimento de R$ 3,8 milhões. Agora, são 68 municípios pernambucanos beneficiados com os novos equipamentos, que serão utilizados para reestruturar estradas vicinais.
Ônibus escolares
Ainda será feita a entrega de ônibus escolares a municípios do sertão pernambucano. Até junho, 29 prefeituras da região serão contempladas pelo programa Caminho da Escola, criado em 2007, e que tem como objetivo renovar a frota de veículos de transporte escolar, garantindo segurança e contribuindo para o acesso e permanência dos alunos nas escolas da rede pública da educação básica.
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Segunda-feira, 25 de março de 2013 às 9:47
Serão entregues nesta segunda-feira (25), em cerimônia com a presença da presidenta Dilma Rousseff, em Serra Talhada (PE), os primeiros 118 km do Sistema Adutor Pajeú, que vai de Floresta a Serra Talhada. Esse primeiro trecho já beneficia cerca de 90 mil famílias e evitou que a região sofresse os efeitos da forte estiagem deste ano.
Após a sua conclusão, com um investimento de R$ 547 milhões, os 598 km de extensão da Adutora vão captar água do Rio São Francisco e do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco e atenderão 400 mil pessoas, em 21 municípios de Pernambuco e oito da Paraíba. O restante da primeira etapa (79 km) está previsto para ser entregue até o início do segundo semestre.
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Segunda-feira, 4 de março de 2013 às 16:56
A presidenta Dilma Rousseff visitou, nesta segunda-feira (4), a 1ª etapa das obras do Sistema Adutor das Vertentes Litorâneas da Paraíba – ou Canal Acauã-Araçagi, em Itatuba (PB), que terá 112,5 km de extensão e beneficiará cerca de 300 mil pessoas. Em seu discurso, Dilma afirmou que o problema da água no Nordeste será resolvido, e que o recurso chegará às torneiras das donas de casa e às plantações da região do semiárido.
“Essa obra é um símbolo do apreço da importância da prioridade que o governo federal dá à questão da água. (…) A nossa geração vai resolver o problema da água aqui no Nordeste. (…) Vamos garantir que o produtor possa ter a sua cisterna em sua propriedade e ter acesso a sua água. (…) O desafio do tamanho do Brasil, e vamos colocar a água na torneira de todas as donas de casa”, disse.
Segundo Dilma, a transposição do Rio São Francisco é a ponte de água que resolverá o problema da água no Nordeste. E a Paraíba será um dos estados mais beneficiados com a transformação. Ela lembrou que, em outros governos, não se gastava R$ 200 milhões em todos os projetos como o sistema adutor de Itatuba. Para ela, a aplicação de quase R$ 1 bilhão apenas nessa iniciativa demonstra a mudança de postura em relação à questão.
A obra conta com um investimento de R$ 860,8 milhões do governo federral, com uma contrapartida estadual de R$ 95,64 milhões. Nesta 1ª etapa, o empreendimento deve gerar 800 empregos diretos quando forem iniciadas as obras da 2ª etapa.

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Segunda-feira, 4 de março de 2013 às 8:11
No programa Café com a Presidenta desta segunda-feira (4), a presidenta Dilma Rousseff falou dos quase R$ 30 bilhões em investimento para ampliar a oferta de água para toda a população do Nordeste. Serão destinados, segundo ela, até 2014, R$ 24 bilhões para adutoras, barragens, canais, estações de tratamento e redes de abastecimento de água. Isso inclui a integração da Bacia do São Francisco, que, para Dilma, é “uma obra fantástica, que vai mudar para sempre a realidade do Nordeste”.
“A gente chama de obras estruturantes aquelas que aumentam de forma definitiva a oferta de água em vários municípios. Lá no Nordeste, a maior dessas obras é a integração da Bacia do Rio São Francisco e a minha determinação é que essa obra seja acelerada, aceleradíssima. Nós vamos entregar a obra etapa por etapa, e cada uma dessas etapas vai beneficiar cidades inteiras até que, no final de 2015, toda a obra estará pronta. Mas, além da integração da Bacia do Rio São Francisco, estamos fazendo muitas outras obras em todo o Nordeste. Para cada real que investimos na integração, nós temos mais dois reais aplicados em barragens e adutoras espalhadas pela região”, afirma.
A presidenta também falou do andamento dessas obras. Nesta segunda, Dilma visita, na Paraíba, as obras do canal das Vertentes Litorâneas, que vai levar as águas do Rio São Francisco para 38 municípios. Ela ainda citou obra do Eixão das Águas, no Ceará, que vai levar água do Castanhão, o maior açude do Brasil, para Fortaleza. A presidenta já verificou a primeira parte da Adutora do Algodão, que já está beneficiando mais de 100 mil moradores na região de Guanambi (BA) e o Sistema Piaus, no Piauí, que está quase pronto. Também estão sendo investidos mais de R$ 5 bilhões no programa Água para Todos, para levar cisternas e poços aos lugares mais distantes do semiárido.
“Desde o início do meu governo, nós já instalamos 260 mil cisternas nas casas e nos povoados do semiárido. E vamos instalar, mais 240 mil cisternas só este ano. Essas cisternas, são importantíssimas, porque elas permitem que as famílias armazenem a água da chuva ou mesmo armazenem a água recebida de carros-pipa sem ter que andar, às vezes, quilômetros e quilômetros para buscar água e carregá-la em baldes ou em latas”, detalhou Dilma, que também falou das ações emergenciais, como a maior Operação Carro-Pipa já vista, que contou com 4.624 veículos distribuindo água, com a ajuda do Exército, em 750 municípios.

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Terça-feira, 13 de novembro de 2012 às 18:57
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Terça-feira, 13 de novembro de 2012 às 18:15

Presidenta Dilma durante cerimônia no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O programa Mais Irrigação foi lançado nesta terça-feira (13), em cerimônia no Palácio do Planalto, com o objetivo de valorizar o agricultor familiar e desenvolver a economia regional de forma sustentável, gerar mais emprego e renda, e produzir alimentos de qualidade em 66 áreas de 16 estados. Para a presidenta Dilma Rousseff, o projeto terá um papel decisivo no enfrentamento à estiagem no semiárido nordestino.
“Hoje, ao lançar o Mais Irrigação, eu reafirmo um compromisso: nós vamos derrotar a seca e vamos usar para isso o que existe de melhor no mundo da tecnologia. Nós não vamos medir esforços. (…) A irrigação permanente e terras constantemente aproveitadas, sem sombra de dúvidas, são a melhor resposta para seca também. Nós queremos esse modelo bem sucedido e esperamos que ele se espalhe pelo Brasil, recriando oportunidades de produção e esperança”, afirmou.
A proposta é incluir o pequeno e o médio agricultor na cadeia produtiva, garantindo mercado, assistência técnica e preço justo, com investimentos de R$ 3 bilhões, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e outros R$ 7 bilhões vindos da iniciativa privada. As ações vão abranger 538 mil hectares com vocação para a produção de biocombustíveis, fruticultura e produção de leite, carne e grãos.
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Sexta-feira, 9 de novembro de 2012 às 21:50
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Sexta-feira, 9 de novembro de 2012 às 21:32

Presidenta Dilma Rousseff durante 16ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
No encerramento da 16ª Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), nesta sexta-feira (9), a presidenta Dilma Rousseff fez um balanço das ações de enfrentamento da estiagem desde abril, e destacou a ação coordenada entre os diversos entes federativos envolvidos. Para Dilma, os governos foram capazes de reconhecer as obras emergenciais e as estruturantes que deverão resolver a situação de forma definitiva.
“Eu considero que nós fomos capazes de elencar as medidas que eram consideradas emergenciais e urgentes. E medidas que nós temos certeza que são aquelas fundamentais para que a gente, em definitivo, supere essa fase em que a seca possa se abater sobre nós de uma forma que nos deixe sem defesas, que são as obras estruturantes. (…) Entendemos que esse país não tem mais o direito deixar que a seca se transforme em flagelo. (…) Nós não vamos deixar que o Nordeste volte atrás. Vamos usar essa seca para avançar mais. Nós vamos resolver estruturalmente o problema da seca.”, disse.
Para a presidenta, a situação deverá continuar sendo acompanhada, e novas prorrogações de benefícios, como o Bolsa Estiagem, poderão voltar a acontecer. Uma nova avaliação deve ser feita em dezembro. Outro ponto destacado por Dilma é a distribuição de milho pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que deverá ser aumentada, com preços subsidiados, para pequenos produtores.
“Estaremos atentos para a necessidade de prorrogar [os benefícios]. Nós vamos, em dezembro, fazer uma avaliação bastante apurada. Esses dois benefícios que construímos, porque era preciso ter uma ordem de prioridade. A primeira questão era proteger o agricultor que perdesse renda e sua família, e junto garantir carros-pipa”, afirmou.
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Segunda-feira, 25 de julho de 2011 às 12:43
Para o Brasil crescer, o Nordeste tem que crescer; para o Brasil se desenvolver, o Nordeste tem que se desenvolver. A afirmação é da presidenta Dilma Rousseff, que concedeu na manhã desta segunda-feira (25/7) entrevista às rádios Gazeta AM e Novo Nordeste AM em Maceió (AL). A presidenta reiterou o compromisso do governo federal no desenvolvimento da região e na redução dos índices de pobreza e desigualdade social e pediu apoio da população nordestina.
“Nós temos esse compromisso com o Nordeste (…). E nós temos que contar com a força, a criatividade do povo nordestino para transformar o Brasil numa grande nação, num grande país.”
Em visita a Alagoas para o lançamento regional do Plano Brasil sem Miséria e para firmar, junto aos governadores do Nordeste, Pacto pela Erradicação da Miséria, a presidenta lembrou que combater a pobreza extrema é, necessariamente, investir no desenvolvimento do país e de seu povo. Entre as ações do Plano, a presidenta lembrou da construção de 750 mil cisternas até 2012, cuja concentração está no Nordeste, e da implantação de unidades básicas de saúde nas microrregiões mais pobres apontadas pelo IBGE.
Para o fortalecimento da agricultura familiar, a presidenta informou que o governo passa a comprar, por meio da Conab, alimentos que serão comercializados em supermercados de todo o país com o selo Brasil sem Miséria, que certificará a qualidade e a procedência dos produtos.
“[O Plano Brasil sem Miséria] atinge desde atos concretos como a distribuição de sementes, assistência técnica, passando por serviços de saúde, incluindo água, e também nós fazemos a chamada busca ativa (…). O que nós queremos é chegar até essa população e dar as condições para ela ter acesso a oportunidades, por isso um dos pactos que faremos com os governadores é que cada estado faça um mapa das oportunidades”, disse.
Dilma Rousseff comentou o andamento das obras do canal do sertão alagoano, que levará água potável ao agreste do estado. Ela informou que a primeira fase da obra segue em ritmo acelerado e que será concluída em breve e que a segunda etapa, que resultará na efetiva irrigação até o município de Delmiro Gouveia, será concluída até dezembro de 2012. É necessário a partir de agora – ponderou a presidenta – que se faça o projeto executivo da terceira etapa da obra, integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Questionada sobre a possibilidade de renegociar dívidas de pequenos agricultores junto a bancos públicos, a presidenta lembrou que o governo federal já deu importante passo nesse sentido. Em junho de 2010, a partir de demanda dos próprios agricultores, foi concedida anistia a dividas de até R$ 10 mil e desconto de 70% para saldo devedor entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Para ter direito ao benefício, o agricultor deve procurar a agência bancária concessora do crédito.
“O agricultor deve procurar a agência do banco em que ele contratou o crédito. Se ele não procurar a agência, se ele não fizer o pleito de anistia ou de redução da dívida, ele não vai ter. Quanto mais rápido ele procurar, melhor. E esse processo de renegociação está em curso, ainda não acabou, está aberto”, ponderou.
Sobre a dívida pública do estado de Alagoas, a presidenta assegurou que “o governo federal vai fazer todo o possível para modificar a situação”, que definiu como “muito pesada para o estado”. Uma das saídas é a possibilidade de crédito junto ao BID diretamente aos estados; em outra frente, informou a presidenta, o governo solicitou estudo do Ministério da Fazenda para que haja modificação, dentro dos parâmetros de responsabilidade fiscal, dos indicadores de pagamento da dívidas dos estados junto à União.
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