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Quinta-feira, 26 de novembro de 2015 às 17:12

Dilma recebe governador e determina ida de ministro a PE para ajudar combate à microcefalia

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Paulo Câmara: “Aumento de crianças nascendo com essa doença mostra necessidade de unir forças, do governo federal e dos estados, para que a gente possa combater a microcefalia” Foto: José Cruz/ABr

A presidenta Dilma Rousseff recebeu, nesta quinta-feira (26), no Palácio do Planalto, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, em reunião em que ambos discutiram o aumento dos casos de microcefalia no estado e uma ação conjunta para o combate à doença.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, que também participou do encontro, deve ir a Recife (PE) na próxima semana, juntamente com integrantes da Defesa Civil, para definir a atuação do governo federal e estadual contra o surto. Essa teria sido uma das medidas acertadas no encontro, segundo o governador.

A microcefalia é uma malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

“O aumento de casos de crianças nascendo com essa doença mostra a necessidade de união de forças, tanto do governo federal quanto dos estados para que a gente possa fazer um desdobramento no combate à microcefalia”, disse o governador, após a reunião.

Câmara convocou os prefeitos de municípios pernambucanos para participar de reunião de emergência na segunda-feira (30), em Recife, com o objetivo de mapear os casos, identificar as causas e definir estratégias de combate à doença. De acordo com boletim epidemiológico do dia 24/11 sobre microcefalia, do Ministério da Saúde, foram notificados 739 casos suspeitos da doença, em 160 municípios brasileiros.

Pernambuco é o estado com o maior número de casos registrados (487), e o primeiro a identificar aumento da doença. O estado conta com o acompanhamento de equipe do Ministério da Saúde desde o dia 22 de outubro. Em seguida, estão Paraíba (96), Sergipe (54), Rio Grande do Norte (47), Piauí (27), Alagoas (10), Ceará (9), Bahia (8) e Goiás (01).

O governo ainda não identificou a causa do aumento da doença, mas há estudos científicos que indicam que os casos de microcefalia têm como causa o zika vírus, que teria o mesmo vetor de transmissão da dengue, o mosquito aedes aegypti.

Grupo interministerial
O assunto foi tema da reunião semanal de coordenação política. Na ocasião, a presidenta determinou a criação de um grupo interministerial, sob coordenação da Casa Civil, para tratar do surto de microcefalia que acomete estados do Nordeste.

Quinta-feira, 5 de novembro de 2015 às 15:55

Trouxemos o São Francisco para acabar com o desespero da seca em Alagoas, afirma Dilma

Segundo Dilma, o governo enfrenta a seca, pela primeira vez, com obras estruturantes e duradouras. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Segundo Dilma, o governo enfrenta a seca, pela primeira vez, com obras estruturantes e duradouras. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff  disse, nesta quinta-feira (5), que a inauguração do terceiro trecho do Canal do Sertão Alagoano, em Inhapi, é um marco histórico para o Nordeste. Pela primeira vez, destacou ela, o Brasil está enfrentando a seca não apenas com ações de redução do impacto da estiagem, mas com obras estruturantes, que garantem o fornecimento contínuo de água para a população. Com a inauguração  do terceiro trecho, já são 93 km de canais entregues.

“A gente sabe que as águas do São Francisco estão 93 quilômetros distantes daqui. Agora, o que nós fizemos foi trazer o São Francisco para cá. Eu vi o Rio São Francisco correndo ao apertar aquele botão e abrir a comporta. Vi a água chegando – e ela vai chegar até [à cidade de] Arapiraca”. A presidenta acrescentou estar orgulhosa da obra inaugurada hoje, que tornou possível essa conquista.

Políticas para conviver com a seca
A expectativa é de que o canal possa, a partir de agora, modificar a paisagem, hoje muito seca devido ao quinto ano de estiagem que castiga o Nordeste. Essa situação, segundo a presidenta, só não traz um desespero à população graças a programas como o de carros-pipa e o de cisternas, que são ações emergenciais.

Dilma aproveitou para reforçar que devem ser mantidas essas políticas voltadas para o convívio da população com a seca, um fenômeno natural e cíclico. “Conviver com a seca é entender que a seca pode ocorrer e quem tem de tomar medidas para conviver com ela somos nós, tanto os governos estaduais quanto os municipais, mas também o governo federal”.

Nesse sentido, lembrou a importância da criação do Bolsa Garantia-Safra e do Bolsa Estiagem, além de toda uma rede de proteção que é garantida pelo Bolsa Família.

Dilma: "Eu vi o Rio São Francisco correndo ao apertar aquele botão e abrir a comporta. Vi a água chegando – e ela vai chegar até [à cidade de] Arapiraca”. Foto: Isac Nóbrega/PR

Dilma: “Eu vi o Rio São Francisco correndo ao apertar aquele botão e abrir a comporta. Vi a água chegando – e ela vai chegar até [à cidade de] Arapiraca”. Foto: Isac Nóbrega/PR

Obras para o futuro
No entanto, apontou a presidenta, é preciso olhar para o futuro. E foi por isso que o governo resolveu investir em obras estruturantes no Nordeste. “Aqui mora uma parte expressiva do Brasil, é justo que as condições de vida aqui sejam da melhor qualidade – e aí entra uma obra como o Canal do Sertão Alagoano, para transformar essa região, fazer com que se possa plantar”.

Essa decisão de fazer obras estruturantes e duradouras contra a seca, lembrou Dilma, começou no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está sendo mantida por ela, apesar do desafio de fazer ajustes no orçamento do governo para enfrentar os efeitos da crise financeira internacional.

“Essas obras estão não apenas em Alagoas. Todos os estados do Nordeste têm obras relacionadas à questão da garantia do acesso à agua. Porque a água é essencial para as pessoas sobreviverem e terem o mínimo de condições para viver de forma digna e decente. Daí a importância, por exemplo, do projeto de integração do São Francisco, que inclui o Canal do Sertão Alagoano”.

Adutoras e bacia leiteira
O projeto do canal abrange também adutoras, que levarão a água até a população. “Não basta só ter só o canal ali. A adutora é que vai levar a água para dona de casa, para tirar a sede das pessoas, para tirar a sede dos animais, beneficiando 180 mil habitantes, oito municípios”.

Dilma disse que planeja retornar à região até o fim do ano, quando deve entrar em funcionamento a Adutora da Bacia Leiteira, que vai levar água a 19 municípios, beneficiando quase 500 mil pessoas. Bacia leiteira é uma zona de abastecimento formada por várias fazendas ou propriedades agrícolas que se dedicam à atividade de produção de leite em uma região.

A presidenta abordou ainda a importância dos perímetros irrigados, citando o exemplo do Projeto de Irrigação do município de Delmiro Gouveia (AL), entre outros.

“Tem vários projetos de irrigação associados ao Canal do Sertão Alagoano. Precisamos construir as condições de fazer todos eles, atraindo pessoas tanto da agricultura familiar como empresários e investidores, que terão a garantia da água de qualidade”.
Confira a íntegra

Quarta-feira, 4 de novembro de 2015 às 20:27

Dilma entrega 3º trecho de obra que leva água ao sertão de AL e beneficiará 1 mi de pessoas

Com investimento de R$ 851,1 milhões, o trecho tem 28,2 quilômetros de extensão e vai beneficiaar mais de 60 mil pessoas. Foto: Isac Nóbrega/PR

Com investimento de R$ 851,1 milhões, o trecho tem 28,2 quilômetros de extensão e vai beneficiaar mais de 60 mil pessoas. Foto: Isac Nóbrega/PR

A presidenta Dilma Rousseff vai até Inhapi (AL), nesta quinta-feira (5), para entregar o trecho III do Canal do Sertão Alagoano, que vai beneficiar mais de 60 mil pessoas. Com investimento de R$ 851,1 milhões, o trecho tem 28,2 quilômetros de extensão.

O ministro da Integração Nacional, Giberto Occhi, comemora o estágio avançado da obra. “Vamos chegar a 93 km de canal entregues”, afirmou, em entrevista à rádio Jovem Pan de Maceió, capital alagoana. “A presidenta faz a abertura de uma comporta a partir da qual a água será liberada para percorrer o canal nessa extensão.

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Giberto Occhi: “Canal já começa a mudar o cenário daquele sertão alagoano seco, árido e sem perspectiva de abastecimento de água”. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Occhi revelou ainda que no trecho IV, 50% da obra já está executada. “Temos uma perspectiva de, já no inicio do ano, entregar mais um pedaço desse trecho e ultrapassar mais de 100 km de extensão”.

O ministro garante que o canal já está trazendo transformações para a região. “Tive a oportunidade de sobrevoar essa obra no mês passado, até para verificar a conclusão desse trecho. Pude perceber que já começa a mudar o cenário daquele sertão alagoano seco, árido e sem perspectiva de abastecimento de água”.

Canal do Sertão Alagoano
A obra, localizada a 304 quilômetros de Maceióé uma das maiores do Nordeste, e vai levar água do Velho Chico para municípios alagoanos, beneficiando cerca de 1 milhão de pessoas, em 42 municípios. Financiado pelo governo federal, o Canal do Sertão tem Orçamento de R$ 2,3 bilhões. Atualmente, já tem 65 quilômetros construídos e disponibiliza água para consumo humano, animal e atividade agrícola nos municípios alagoanos de Delmiro Gouveia, Pariconha e Água Branca.

Sexta-feira, 28 de agosto de 2015 às 19:55

Transnordestina rompe ciclo histórico e gera quase 6 mil empregos no sertão do Nordeste

Romper um ciclo histórico de um povo acostumado a deixar a terra natal e a família para tentar uma vida melhor nas grandes cidades do País. É o que a construção da ferrovia Transnordestina tem proporcionado a milhares de trabalhadores do Nordeste brasileiro: geração de empregos em uma região marcada, historicamente, pelas poucas oportunidades. Hoje, só a obra da Transnordestina emprega quase 6 mil operários nos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Muitos deles com histórias de vida de anos de trabalho, longe da família, em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo.

Construção da Transnordestina tem gerado empregos em uma região marcada, historicamente, pelas poucas oportunidades. Foto: divulgação TLSA

Construção da Transnordestina tem gerado empregos em uma região marcada, historicamente, pelas poucas oportunidades. Foto: divulgação TLSA

É o que conta o carpinteiro José Clairton, de 31 anos, que há oito meses trabalha nas obras da Transnordestina no município de Lavras da Mangabeira, no interior do Ceará. Casado e pai de dois filhos, um de cinco e outro de dez anos, Clairton passou quatro anos longe da família, trabalhando em uma fábrica de cimento em São Paulo. Só voltou para Lavras no final do ano passado, quando um amigo lhe contou sobre as oportunidades de trabalho na obra da ferrovia.

José Clairton. Foto: Ana Carollina Melo/Blog do Planalto

José Clairton. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

“Eu fui para São Paulo porque antes não tinha trabalho aqui. Antes tinha muita gente parada. Hoje, eu conheço muita gente que trabalha na obra. Quase todo mundo que mora aqui trabalha na ferrovia. A maioria do pessoal de carpintaria, armação de ferragens, pedreiros e serventes”, contou.

Em entrevista ao Blog do Planalto, Clairton também destacou a felicidade de trabalhar hoje no Ceará, ao lado da família e destacou que, enquanto tiver oportunidades, não quer deixar o Nordeste. “É muito bom trabalhar na terra da gente, no lugar da gente. É a melhor coisa que tem estar perto da nossa família. Agora, eu quero crescer, subir de função para dar uma vida melhor para mim e para a minha família. Se puder, não saio mais daqui”, revelou.

Dinamismo econômico
Uma história parecida com a do encarregado de terraplanagem de 44 anos, Otávio Xavier que precisou trabalhar em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Mato Grosso para conseguir sustentar a esposa e os quatro filhos. Ele conta que sempre trabalhou em obras da construção civil, mas que nunca tinha conseguido trabalhar no Nordeste. “Era muito difícil conseguir emprego aqui”, lembra.

Otávio Xavier. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

Otávio Xavier. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

Hoje ele diz que a Transnordestina tem gerado emprego para colegas de estados próximos como o Piauí e Pernambuco e que toda a população da região do Sertão do Cariri espera que, depois de pronta, a ferrovia possa melhorar ainda mais a vida da população local.

“A vida das pessoas tem melhorado muito aqui. A nossa expectativa é que a ferrovia traga cada vez mais trabalho, mais emprego para as pessoas. Essa obra trouxe muito recursos para a região, principalmente para essa região nossa do Cariri”, enfatizou.

É o que também espera o apontador Reginaldo Cruz, que há sete meses realiza o controle de cargas nas obras do lote 2 do trecho entre Missão Velha (CE) e Pecém (CE) da Transnordestina. Ele, que nasceu e cresceu em Lavras da Mangabeira, precisou ir para a capital do Ceará “ganhar a vida”.

Reginaldo Cruz. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

Reginaldo Cruz. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

“Eu sempre ganhei no máximo um salário mínimo como almoxarife em Fortaleza. Hoje, eu ganho quase o dobro trabalhando na minha terra”.

E acrescentou a percepção que tem de como a obra da Transnordestina conseguiu dinamizar a economia e mudar a realidade do povo da região.

“Antes emprego aqui era só na agricultura. Hoje, no município, o comércio melhorou bastante. Melhorou uns 80%, principalmente, para quem trabalha na obra. A Transnordestina está melhorando muito a vida das pessoas aqui. São muito grandes os benefícios que uma obra dessas traz. A impressão que a gente tem é que quando uma obra dessas passa, a cidade automaticamente cresce e se desenvolve também”, afirmou.

Sexta-feira, 14 de agosto de 2015 às 14:23

Governo desenvolveu políticas que evitaram êxodo rural e saques a supermercados na seca

"Hoje você não vê pessoas invadindo supermercados porque não têm o que comer, porque elas têm os programas sociais do governo”, disse Dilma.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Hoje você não vê pessoas invadindo supermercados porque não têm o que comer, porque elas têm os programas sociais do governo”, disse Dilma.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A região Nordeste passou, nos últimos anos, pela maior seca em 100 anos. Mas as políticas públicas do governo federal evitaram que houvesse, como no passado, êxodo rural e atos de desespero, como saques a supermercados, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (14), ao entregar moradias do Minha Casa Minha Vida em Juazeiro, na Bahia.

“Nos últimos quatro anos, o Nordeste passou por uma das maiores secas históricas do últimos 100 anos. No passado, quando havia seca, havia coisas terríveis. As pessoas tinham problemas para se alimentar, passavam fome. Hoje não passam mais, porque tem Bolsa Família. Hoje você não vê pessoas invadindo supermercados porque não têm o que comer, porque têm os programas sociais do governo”, disse.

Essas políticas incluem também a preocupação com o meio ambiente, para que a população possa conviver com o fenômeno da seca, que se repete sempre no Nordeste, lembrou a presidenta. “Não se combate a seca. Não é possível controlar a seca e fazer chover. A gente convive com a seca. O que significa criar as condições para que, havendo seca, as pessoas não sofram. Podemos fazer cisternas”, exemplificou.

Nessa questão, a presidenta cumprimentou a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que é parceria do governo federal na construção de cisternas na região. A ASA é uma rede formada por cerca de mil organizações da sociedade civil que atuam na gestão e no desenvolvimento de políticas de convivência com a região semiárida. Por meio dessa parceria, lembrou Dilma, foram construídas mais de um milhão de cisternas no semiárido.

A presidenta também alertou que é necessário olhar com carinho para o Rio São Francisco, que sofre as consequências da estiagem prolongada. “A primeira coisa que temos de fazer no São Francisco, é recuperar as margens rio. Porque um dos fatores de agravamento da seca é a falta da mata ciliar na beira dos rios”.

Ela lembrou também que o governo federal desenvolve o projeto de integração de bacias do São Francisco, para levar água a regiões tradicionalmente afetadas pela seca e que não têm rios perenes. Disse inclusive que voltará ao Nordeste, daqui a duas semanas, para visitar as obras.

“Isso que vai distinguir o meu governo e o do presidente Lula dos outros governos. Nos últimos 13 anos nós olhamos para o Nordeste”, afirmou.

 

Sábado, 28 de março de 2015 às 14:04

Semana em Imagens | MP do Salário Mínimo, governadores do Nordeste e bancada feminina


Quarta-feira, 25 de março de 2015 às 22:11

Dilma recebe apoio dos governadores do Nordeste

Dilma se reuniu com os governadores dos nove estados do Nordeste. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma se reuniu com os governadores dos nove estados do Nordeste. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25), após reunião no Palácio do Planalto entre a presidenta Dilma Rousseff e os nove governadores do Nordeste, o governador da Bahia, Rui Costa, afirmou que a mudança no indexador das dívidas dos Estados e municípios não é um item relevante para o nordeste brasileiro. Segundo ele, o impacto é basicamente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

“O perfil e o período de contratação das dívidas dos estados do Nordeste não tem rebatimento e acolhimento com esse projeto que está no Congresso Nacional”, afirmou Rui Costa. “Para nós, é muito mais relevante discutir uma nova fonte de empréstimos e abertura de crédito para os estados, além de ver a aprovação no Senado da questão do comércio eletrônico”, concluiu.

A abertura de crédito foi um dos assuntos discutidos durante a reunião, na qual os governadores apresentaram cinco pontos para apreciação da presidenta. Além de novos financiamentos, foram discutidos a continuidade dos investimentos federais em andamento na região, o apoio à rede pública de saúde, a inclusão do Nordeste como laboratório para o Sistema Único de Segurança Pública e o combate à estiagem.

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, também esteve na reunião e disse que a presidenta se comprometeu a aprofundar a discussão sobre esses cinco pontos. “São pontos que ajudam a fortalecer o pacto federativo e que precisam ser refletidos. Alguns nós não podíamos responder, a não ser aprofundando a discussão dentro do governo, e encaminhando também as demandas específicas dessa agenda em cada governo”.

Também participaram da reunião o vice-presidente, Michel Temer, e os ministros da Secretaria de Relações Institucionais, da Fazenda, do Planejamento e da Previdência Social. Os governadores também entregaram uma carta à presidenta expressando o compromisso da região com o estado democrático de direito.

Apoio ao ajuste fiscal
Os nove governadores presentes no encontro aproveitaram para demonstrar apoio aos ajustes fiscais propostos pelo governo federal.

“É como se nós estivéssemos em um período de chuva e avistássemos longe a possibilidade de sol e um tempo melhor. Então nós vamos trabalhar para passar o mais rapidamente possível. E para isso é necessário o ajuste fiscal, que terá o apoio dos governadores do Nordeste”, declarou o governador da Bahia, Rui Costa.

Para o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, é preciso ter um diálogo dos governadores com os parlamentares de suas bancadas para esclarecer possíveis questões sobre os ajustes fiscais. “Vem uma proposta e tem que ser analisada, e a partir dessa análise, com seriedade necessária, oferecer o melhor para o País. O Brasil precisa de equilíbrio”, salienta Coutinho.

Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 às 17:06

Programa Mais Médicos aloca mais de 3 mil novos profissionais na primeira chamada de 2015

Com informações do Ministério da Saúde

O balanço da apresentação dos profissionais com CRM brasileiro na 1ª chamada de 2015 do programa Mais Médicos mostra que 84% dos médicos se apresentaram nas cidades onde foram alocados. Entre os 3.936 profissionais que deveriam confirmar a participação nos municípios até o dia 20 de fevereiro, 3.304 compareceram.

"O resultado até o momento é muito surpreendente", destacou o ministro da Saúde sobre o interesse dos médicos brasileiros pelo programa. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“O resultado até o momento é muito surpreendente”, destacou o ministro da Saúde sobre o interesse dos médicos brasileiros pelo programa. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Com isso, estão disponíveis para a segunda chamada 835 vagas em 498 municípios e 12 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Os candidatos inscritos têm até às 20h desta terça-feira (24) para selecionar até quatro cidades disponíveis.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou o interesse dos médicos brasileiros pelo programa. “A incorporação do Provab (Programa de Valorização da Atenção Básica) foi uma estratégia para estimular a participação dos profissionais com CRM Brasil. O resultado até o momento é muito surpreendente e começou a ocorrer mais rápido do que o esperado, desde o início do processo quando mais de 15 mil médicos se inscreveram neste novo edital do programa, o que é muito positivo”, avalia.

A maioria dos médicos que se apresentou (1.896) optou pelo benefício da pontuação de 10% nas provas de residência médica, caso tenha conceito satisfatório durante os 12 meses de atuação no programa. Outros 1.408 profissionais escolheram os benefícios do Mais Médicos, incluindo os 930 médicos do Provab que resolveram confirmar a atuação no município por mais três anos. Os profissionais começam a atuar nos municípios no dia 2 de março.

Ao todo, 1.294 cidades e 12 distritos indígenas aderiam ao edital lançado em janeiro. Até o momento, 1.086 municípios e 3 DSEIs conseguiram ocupar integral ou parcialmente as vagas dentro da primeira chamada. Entre os 498 municípios com vagas restantes nas unidades básicas de saúde para as próximas chamadas, 292 tiveram a solicitação parcialmente atendida e 206 ainda não conseguiram atrair nenhum médico. Nenhum dos distritos indígenas preencheu todas as vagas.

Cerca de 70% (610) dos municípios escolhidos estão dentro do critério de vulnerabilidade social e econômico, como as cidades com 20% de sua população em extrema pobreza, com IDH baixo e muito baixo, localizadas no semiárido, Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira e nas periferias de capitais e regiões metropolitanas. A região Nordeste foi a mais atendida nesta primeira fase: das 1.784 opções disponíveis, 1.505 foram preenchidas. No Sudeste, das 1.019 solicitadas, 837 foram ocupadas, seguido do Centro-Oeste, com 314 ocupadas entre as 393 disponíveis, do Sul, com 408, das 520 possíveis e do Norte com 240 profissionais para as 395 vagas apontadas pelos municípios.

Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 às 18:00

Quatro obras do PAC estão entre as 100 mais importantes do mundo

Com informações do Portal do PAC

Seis grandes obras de infraestrutura do Brasil estão entre as 100 mais importantes do mundo, de acordo com lista feita pela consultoria internacional KPMG, e quatro delas têm o carimbo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): o Projeto de Integração do rio São Francisco (PISF), Morar Carioca – comunidade sustentável, o Campo de Libra do Pré-sal e a Parceria Público-Privada (PPP) do sistema de tratamento de esgoto de Recife (PE). As outras duas obras brasileiras incluídas na lista, divulgada no final de 2014, são a Ferrovia Transcontinental e o Metrô da Linha 6 de São Paulo.

Obras foram selecionadas de acordo com complexidade, relevância, viabilidade e impacto na sociedade. Fotos: divulgação PAC; divulgação Cidade Olímpica; Bruno Veiga/Agência Petrobras; divulgação PAC

Obras foram selecionadas de acordo com complexidade, relevância, viabilidade e impacto na sociedade. Fotos: divulgação PAC; divulgação Cidade Olímpica; Bruno Veiga/Agência Petrobras; divulgação PAC

Segundo a publicação, cada um dos 100 projetos listados “representa o espírito de infraestrutura, desenvolvimento e financiamento privado”, e revela como governos pelo mundo estão se desdobrando para encontrar meios para financiar importantes projetos de infraestrutura – como é o caso do PAC.

Das quatro obras do PAC listadas pela consultoria KPMG, a que é integralmente financiada com recursos do PAC é o Projeto de Integração do São Francisco, que gera mais de 10 mil empregos e está com quase 70% de seus trabalhos concluídos. O projeto vai levar água para mais de 12 milhões de pessoas que moram em 390 municípios do Nordeste do país. É a maior obra de infraestrutura hídrica brasileira e uma das maiores do mundo. O projeto se destaca por executar 477 quilômetros de canais em dois eixos de transferência de água – Norte e Leste – com a construção de 4 túneis, 14 aquedutos, 9 estações de bombeamento e 27 reservatórios.

A lista das obras é um relatório global que a empresa KPMG faz a cada dois anos. Foram criados quatro grupos para selecionar as obras mais importantes de acordo com sua complexidade, relevância para o país, viabilidade econômica e impacto na sociedade. Para se chegar à lista final de 100 obras, foram convidados especialistas independentes dos Estados Unidos, China, Índia e Brasil, que formaram quatro júris para cada região avaliada. Após algumas rodadas de discussão dos júris, chegou-se à lista final de 100 empreendimentos.

Segundo o sócio da KPMG no Brasil, Maurício Endo, o Brasil retomou com vigor os investimentos em infraestrutura e tem feito boas iniciativas para financiar essas obras. “O PAC é um indutor e realmente tem acelerado e beneficiado vários projetos de infraestrutura, inclusive alguns de parceria público-privada, aportando recursos na área de transporte urbano, por exemplo”, afirma o consultor, que elogia a integração cada vez maior entre o PAC e o Programa de Investimento em Logística (voltado para concessões), para que o Brasil aumente ainda mais o investimento em infraestrutura logística. “A infraestrutura é crucial para o crescimento das exportações e para o crescimento doméstico.”

Edson Costa, coordenador do departamento de Recursos Hídricos da Secretaria do PAC, lembra que a Integração do rio São Francisco é um projeto muito antigo e vem sendo debatido desde a época do Império, há mais de 100 anos. Mas só depois da inclusão da obra no PAC, em 2007, é que ela realmente começou a andar. Segundo ele, o PAC, criou um ambiente melhor de investimentos no país, priorizando algumas obras importantes e criando mecanismos para financiar os projetos.  “A possibilidade de conclusão das obras que compõem a carteira do PAC são maiores, pois existe tratamento diferenciado na gestão, no monitoramento e na garantia dos recursos”, explicou.

O professor de finanças da Universidade de Brasília (UnB), José Carneiro da Cunha, diz que a Integração do São Francisco é sem dúvida uma das obras mais estratégicas em andamento hoje no país, por atacar um problema antigo, que é o abastecimento de água no Nordeste.

“Resolvendo isso, vai também potencializar a produção agrícola da região e dando melhores oportunidades de emprego.” Pode inclusive, diz Cunha, gerar uma redução da pressão de expansão das fronteiras agrícolas na Amazônia, já que o PISF contribuirá para melhorar a qualidade do solo do semiárido por meio da irrigação. “Além disso, faz surgir novas atividades econômicas na região, reduzindo a necessidade de programas assistenciais, o que é muito bom.”

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014 às 20:40

Governo comemora a marca de 750 mil cisternas no semiárido

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