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Sexta-feira, 29 de abril de 2016 às 11:15

Apresentação Mais Médicos



Quinta-feira, 10 de março de 2016 às 18:58

Ministério da Saúde anuncia R$ 10 milhões para pesquisas contra o vírus Zika

fiocruz

Presidenta Dilma e ministro Marcelo Castro visitaram a Fiocruz e conheceram os projetos em andamento na instituição. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta quinta-feira (10), no Rio de Janeiro (RJ), o investimento de R$ 10,4 milhões para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o desenvolvimento de estudos no combate ao mosquito Aedes aegypti. Destes, R$ 4,4 milhões serão para o financiamento da vacina contra o vírus zika.

O anúncio dos acordos foi feito durante visita às instalações da Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde o ministro Marcelo Castro, que acompanhou a presidenta Dilma Rousseff. No local, eles conheceram os projetos em andamento na instituição. O restante, cerca de R$ 6 milhões (US$ 1,5 milhão), será destinado para projetos de cooperação bilateral para pesquisas de zika e microcefalia entre a Fiocruz e o National Institutes of Helth (NIH) – agência de saúde do governo norte-americano. O repasse do recurso será feito por descentralização de crédito orçamentário.

Diante da situação de emergência em saúde, o investimento do Ministério da Saúde em estudos científicos já ultrapassa R$ 125 milhões para o desenvolvimento de vacinas e soros para as doenças causadas pelo Aedes aegypti. “O Brasil tem sido protagonista nesta área, e o Ministério da Saúde, desde o início, está dialogando com cientistas nacionais e internacionais e não poupará recursos para que seja possível desvendar a atuação do vírus zika e combater, de forma efetiva, seu alcance”, ressaltou o ministro.

O investimento em novas tecnologias é um dos eixos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia que está sendo executado pelo governo federal, além da parceria com os governos estaduais e municipais. A Fiocruz está à frente de estudos na área de diagnóstico, prevenção e tratamento para doenças transmitidas pelo vetor.

Dilma viista laboratório da Fiocruz

Durante visita ao laboratório da Fiocruz, a presidenta Dilma conheceu diversos produtos e inovações no combate ao Aedes aegypti. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante o encontro foram apresentadas inovações no combate ao Aedes aegypti, como, por exemplo, o programa científico internacional ‘Eliminar a Dengue’. A proposta é usar os mosquitos com a bactéria Wolbachia como uma alternativa segura e autossustentável para o controle da dengue e de outros vírus, como zika e chikungunya.

Outro projeto em andamento é a produção de 500 mil testes nacionais de biologia molecular para a realização de diagnóstico de dengue, chikungunya e zika. Hoje, o Brasil possui um teste para identificar cada doença, pois em cada processo são usados reagentes importados e, para descartar a presença da dengue e chikungunya, é necessário realizar cada exame separadamente.

Em fevereiro, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, também esteve na instituição para acompanhar as ações desenvolvidas no combate ao mosquito. Na ocasião, Chan elogiou a atuação do governo brasileiro para o enfrentamento ao vírus zika e se comprometeu a facilitar uma maior colaboração internacional, coordenando esforços internacionais em busca de um objetivo comum de achar vacinas e outras formas de combater ao Aedes aegypti.

Pesquisas
O Ministério da Saúde vai incluir o vírus zika no teste NAT (Teste de Ácido Nucleico) realizado nas bolsas de sangue em todo o País. A ação contará com o apoio dos Estados Unidos para dar celeridade nos processos de registro e a expectativa é que o Brasil se torne um centro de referência para validação dos ensaios ou testes moleculares que tem o vírus zika como alvo.

A produção do teste NAT com a inclusão do vírus zika será feito pelo Laboratório Biomanguinhos da Fiocruz, no Rio de Janeiro, que já detém a plataforma NAT no País, e a celeridade dos processos de registro ficarão a cargo de parceria firmada entre Anvisa e o Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos EUA.

O anúncio foi feito em fevereiro, após Reunião Bilateral Brasil-EUA Fortalecimento da Cooperação para a Resposta à Epidemia do Vírus Zika, realizada em Brasília. Também já estão em andamento outras parcerias entre os dois países, como a firmada com a Universidade Medical Branch, do Texas, para o desenvolvimento da vacina com o vírus zika. A parceria no Brasil para desenvolvimento da vacina será com o Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. O governo brasileiro vai investir aproximadamente R$ 10 milhões nesse programa.

Outra ação desenvolvida é a parceria com o governo da Paraíba e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis (CDC) dos Estados Unidos para um estudo de caso controle de microcefalia relacionada ao vírus zika no Brasil. O objetivo da pesquisa é estimar a proporção de recém-nascidos com microcefalia associada ao zika, além do risco da infecção pelo vírus.
Além disso, foi assinado contrato entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan para financiamento da terceira e última fase da pesquisa clínica para a vacina da dengue. No total, o Ministério da Saúde investirá R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo. Além da pasta, outros órgãos do governo federal devem colocar mais R$ 200 milhões.

Também foi assinado, na mesma ocasião, investimento por parte do Ministério da Saúde de mais R$ 8,5 milhões no desenvolvimento de soro contra o vírus zika. Atualmente, o Ministério da Saúde está firmando parceria com os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Educação (MEC) para o lançamento de uma série de editais que vão financiar pesquisas nesta área. Vale ressaltar que a pasta já está realizando reuniões para definição das áreas prioritárias e a seleção de projetos de médio e longo prazo que receberão estes investimentos.

Quinta-feira, 10 de março de 2016 às 14:23

Dilma visita laboratório da Fiocruz que desenvolve tecnologias de combate ao Aedes aegypti

A presidenta Dilma Rousseff visita, nesta quinta-feira (10), o Laboratório do Instituto Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro (RJ), para conhecer projetos que estão sendo desenvolvidos no combate aos vírus zika, dengue e chikungunya e ao vetor de transmissão dessas doenças, o mosquito Aedes aegypti. O instituto é a maior planta produtora de imunobiológicos brasileira e pertence à Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde.

Uma das principais tecnologias que a presidenta vai conhecer de perto é a que introduz a bactéria Wolbachia em ovos de Aedes aegypti. Quando presente no mosquito, a bactéria reduz a capacidade de transmissão do vírus. O estudo está sendo realizado pelo projeto ‘Eliminar a Dengue: Desafio Brasil’, que integra o esforço internacional sem fins lucrativos do Programa ‘Eliminate Dengue: Our Challenge’ (Eliminar a Dengue: Nosso Desafio).

O vice-presidente de Pesquisa da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, explica que a técnica não apresenta riscos aos seres humanos ou ao meio ambiente. Isso porque esse mecanismo de controle vetorial “coloca uma bactéria que já é amplamente distribuída no meio ambiente, portanto, não tem nenhum dolo. O único dolo que causa é contra o vírus”.

Segundo ele, o projeto já está em fase avançada, dando resultados significativos não só no Brasil, mas em outros países, como a Austrália e Vietnã.

Fiocruz laboratório

Laboratório da Fiocruz produz vacinas e testa tecnologia que introduz bactéria Wolbachia em ovos de Aedes aegypti. A bactéria impede que o inseto transmita o vírus da zika, dengue e chikungunya. Foto: Rafael Carlota/PR

No Brasil, o projeto tem financiamento do Ministério da Saúde, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e CNPq. O projeto conta, ainda, com recursos diretos da Fundação Bill & Melinda Gates, e com contrapartida da Fiocruz em estrutura, recursos humanos e equipamentos. A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro atuam como parceiros locais na implantação do projeto.

Outras tecnologias
Também desenvolvido para o controle vetorial de transmissão dos vírus, outro estudo aplica radiação nos mosquitos afetando a capacidade de reprodução. O resultado é a diminuição da população do Aedes aegypti.

Há ainda o projeto Unidades Disseminadoras, que funciona como uma armadilha com inseticida. Ao passar por ela, a fêmea do mosquito fica impregnada com a substância e a leva até o criadouro. Assim dissemina a ação inseticida e elimina as larvas até mesmo em focos não identificados pela população e pelos agentes de saúde. “Esse estudo é importante porque ele é barato, uma tecnologia barata”, avalia Stabeli.

Além disso, o Bio-Manguinhos está estudando o comportamento epidemiológico do vírus zika na população. “É importante saber para que se possa fazer a melhor estratégia vacinal, a melhor estratégia de combate ao vírus”, explica o vice-presidente. A Fiocruz possui também o Instituto Nacional de Infectologia e o Instituto Nacional da Mulher, da Criança e do Adolescente, que tem se empenhado na atenção às gestantes que estão infectadas pelo zika, em especial às gestantes com bebês com microcefalia.

Foto: Rafael Carlota

Produção de vacinas: Instituto Bio-Manguinhos é a maior planta produtora de imunobiológicos brasileira e pertence à Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde. Foto: Rafael Carlota/PR

Terça-feira, 1 de março de 2016 às 20:35

Entenda mais sobre o zika: boatos prejudicam o combate ao mosquito

Selo ZikaO mosquito Aedes aegypti é o principal vetor de transmissão do zika, suspeito de causar microcefalia em fetos. Mas boatos sobre a origem do vírus podem acabar atrapalhado na mobilização de combate ao mosquito. O Blog do Planalto conversou com o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, para esclarecer esses rumores.

Uma das informações falsas que circulam pela internet é que o surto da doença nos bebês tenha surgido de vacinas com problemas. Maierovitch garante que isso não tem fundamento. “A vacina usada na região Nordeste, que foi onde começou a aparecer o problema da microcefalia, é a mesma vacina utilizada no Brasil inteiro. Inclusive, boa parte das nossas vacinas é utilizada no mundo inteiro. São vacinas compradas do exterior. Então isso não faz o menor sentido”.

Há outro rumor, por exemplo, de que a utilização de mosquitos Aedes aegypti transgênicos em duas cidades da Bahia tenha causado mutações genéticas no próprio vírus zika. Na verdade, a experiência fez uma alteração genética intencional nos mosquitos para que seus descendentes não chegassem à vida adulta.

“O material genético do vírus não se mistura com o material genético do mosquito. São espécies independentes, mesmo que uma possa ser portadora da outra. E essas experiências com o mosquito transgênico foram feitas em dois municípios do estado da Bahia, que estão a centenas de quilômetros da principal cidade aonde apareceu a microcefalia, que é a capital de Pernambuco, Recife”, explicou o diretor.

Maierovitch também refutou a hipótese de uma contaminação ambiental, pois o padrão de disseminação da doença não foi em um local isolado. “Nós tivemos casos ao mesmo tempo em várias cidades, o que corresponde ao tipo de ocorrência de doenças que são transmitidas por vetores que já existem nesse lugar. É a mesma coisa que acontece com a transmissão de dengue”.

Quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 às 20:05

Entenda mais sobre o zika: mosquito é o principal perigo para a transmissão da doença

Selo ZikaO mais importante vetor de transmissão do zika vírus atualmente é o mosquito Aedes aegypti, alerta Cláudio Maierovitch, diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde. “Não há dúvidas de que o mais importante, aquilo que já era conhecido e que continua se confirmando, é a transmissão pelo mosquito Aedes aegypti”.

A fêmea do mosquito, que coloca seus ovos em água parada, transmite o vírus de uma pessoa que já está doente para outra, propagando a doença. Pesquisas em andamento, em vários países, indicam que o vírus zika está presente na saliva, no leite materno e também no sêmen humano, mas ainda não é possível saber se isso é suficiente para que a doença seja transmitidoatambém por essas vias.

Por isso, o diretor aconselha que todos, além de evitar que o Aedes aegypti se reproduza, se protejam também com o uso de preservativos, especialmente as grávidas. O zika vírus é suspeito de causar a microcefalia nos fetos e, por isso, as grávidas devem ter cuidados redobrados.

“Como as gestantes são as pessoas que mais nos preocupam, mesmo que elas estejam protegidas do mosquito, elas devem adotar medidas de proteção contra outras formas de contato. Em especial, o uso de preservativo em todas as relações sexuais”, afirma Cláudio Maierovitch.

Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 às 14:28

Governo federal investe R$ 100 milhões para vacina contra a dengue

Butantan - Foto - Marcos Santos - USP Imagen

Butantan: financiamento da 3ª e última fase da pesquisa para vacina da dengue terá R$ 100 milhões do Ministério da Saúde, R$ 100 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Finep, e R$ 100 milhões do BNDES. Foto – Marcos Santos/USP Imagen

A presidenta Dilma Rousseff participou, nesta segunda-feira (22), em São Paulo, da assinatura contrato entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan para financiamento da terceira e última fase da pesquisa clínica para a vacina da dengue. No total, o Ministério da Saúde investirá R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo. O investimento marca também o início da vacinação de um grupo de voluntários para dengue.

Ao todo, a previsão é um investimento de R$ 300 milhões do governo federal para os estudos do Butantan. Além dos recursos do Ministério da Saúde, estão sendo analisados outros R$ 100 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de um contrato da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e R$ 100 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, “o investimento é um compromisso do governo federal com o desenvolvimento de novas tecnologias contra o Aedes aegypti e as doenças transmitidas por esse mosquito”. “A pesquisa do Butantan é promissora contra a dengue e pode nos auxiliar na busca soluções contra o vírus Zika”, afirmou.

O Butantan, principal produtor de imunobiológicos do país, é vinculado ao governo do Estado de São Paulo e já desenvolve estudos e pesquisas nas áreas de Biologia e Biomedicina em parceria com instituições estrangeiras. Uma delas é o National Institutes of Health (NIH) – agência de saúde do governo norte-americano –, com o qual o Instituto está em estágio avançado de desenvolvimento da vacina contra a dengue.

Marceo Castro no Butantan

Castro: “Investimento é compromisso do governo com desenvolvimento de novas tecnologias contra o Aedes e doenças transmitidas pelo mosquito. Pesquisa do Butantan pode nos auxiliar na busca soluções contra vírus Zika”. Foto: Marco Mari/Blog do Planalto

No total, 17 mil voluntários de 13 cidades, em cinco regiões do Brasil, participarão dos estudos clínicos que devem durar um ano. Os resultados da pesquisa dependem de como será a circulação do vírus, mas o Butantan estima ter a vacina contra a dengue disponível em 2018.

Vacina Zika
O Ministério da Saúde anunciou no último dia 11 de fevereiro o primeiro acordo internacional para desenvolvimento de vacina contra o vírus zika. A pesquisa será realizada conjuntamente pelo governo brasileiro e a Universidade do Texas Medical Branch dos Estados Unidos. Para isso, serão disponibilizados pelo governo brasileiro US$ 1,9 milhão nos próximos cinco anos.

De acordo com o cronograma de trabalho, a previsão é de desenvolvimento do produto em dois anos. A parceria no Brasil para desenvolvimento da vacina será com o Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, e poderá contar com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 às 14:00

Desenvolvimento de vacina brasileira contra dengue encurta caminho para prevenir zika

Selo ZikaO Instituto Butantan inicia nesta segunda-feira (22), no Hospital das Clínicas, em São Paulo, a última fase de testes da vacina contra a dengue. A vacina, desenvolvida no Brasil, tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue. Os resultados nas fases de teste anteriores já superaram as expectativas quanto à eficácia e segurança, se mostrando superior a outras vacinas já disponíveis ou em desenvolvimento. A experiência na criação desta vacina pode encurtar o desenvolvimento de uma para combater o vírus zika.

“Com a nossa experiência na vacina contra a dengue, teremos um avanço muito grande , poderemos mais rapidamente trabalharmos numa vacina contra a zika. Nós temos vários tipos de abordagem para a vacina de zika, que já iniciamos aqui, e também estamos trabalhando num soro para neutralizarmos o vírus antes de ele causar o dano na cabeça das crianças”, afirma o diretor do Instituto Butantan, o Prof. Dr. Jorge Kalil.

Por ser produzida com vírus vivos, geneticamente atenuados, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas sem potencial para provocar a doença. Ele destacou ainda a relevância de recursos disponibilizados pelos governos federal e estadual para pesquisa e desenvolvimento da vacina.”Nós não só vamos resolver um problema brasileiro, mas um problema mundial porque tanto dengue como zika são reais ameaças à população mundial”, avalia.

A experiência na criação da vacina da dengue pode encurtar o desenvolvimento de uma para combater o vírus zika.  Foto: Camilla Carvalho/ Instituto Butantan

A experiência na criação da vacina da dengue pode encurtar o desenvolvimento de uma para combater o vírus zika. Foto: Camilla Carvalho/Instituto Butantan

Atende critérios ideais
A terceira e última fase de experimentação da vacina em humanos tem como objetivo comprovar definitivamente a eficácia do imunizante para combater a aquisição da dengue. O coordenador dos estudos no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Ésper Kallas, ressalta que a vacina brasileira atende os requisitos ideais.

“Qualquer vacina que preencha os critérios de ser uma vacina eficaz, que funcione muito bem, de forma duradoura, de preferência com dose única, que possa ser transportada pelo País inteiro, armazenada com facilidade, que seja de domínio dos brasileiros, é ideal. Acho que a vacina que testamos aqui chega muito próxima desses objetivos”.

Além da eficácia, o fato de a vacina ser em dose única (protege dos quatro tipos de vírus da dengue) é uma de suas grande vantagens. É possível ser aplicadas em todas as idades, inclusive em crianças. “Se a gente der uma dose só, é muito mais fácil proteger as pessoas do que, por exemplo, se tivesse ter que dar 3 doses separadas, porque a gente sabe que algumas dessas pessoas acabam não voltando para fazer a vacinação”, anota Kallas.

Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 às 9:00

Entenda mais sobre o zika: vírus é novo no Brasil e se espalhou rapidamente

Selo Zika

Como surgiu o zika vírus no Brasil? Para Cláudio Maierovitch, diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, essa questão é muito difícil de responder. O mais importante é enfrentar o mal e as doenças que parecem estar associadas a ele, como a microcefalia. Em uma série de vídeos produzidos pelo governo, Maierovitch esclarece detalhes sobre a origem e tratamento da nova enfermidade.

“Antes esse vírus estava restritivo ao continente africano e à Ásia. Um pouco na Oceania também, onde houve até grandes epidemias – mas em ilhas muito distantes do continente americano. (…) E chegou ao Brasil. O fato é que ele chegou e se espalhou muito rapidamente”.

Segundo Cláudio Maierovitch, a chegada do vírus zika ao País é uma situação completamente nova. Por isso demorou um pouco para que os médicos pudessem fazer um diagnóstico preciso da doença. “Os profissionais do Brasil não tinham qualquer experiência com o zika. Então, o Ministério da Saúde, com as secretarias estaduais e municipais [de Saúde], trabalharam muito para obter o diagnóstico de uma doença diferente que tinha aparecido, até confirmar que era o vírus zika”.

Inicialmente, pelos conhecimentos disponíveis na época, acreditou-se que era uma enfermidade relativamente leve, sem consequências mais graves. Até que, no meio do segundo semestre de 2015, foram identificadas crianças com microcefalia, nascidas de mães que provavelmente tinham tido zika durante a gravidez.

A partir de então, explica o médico Maierovitch, “essa passou a grande preocupação da Saúde no País”.

Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 às 8:00

Ministro da Casa Civil e assinatura de contrato com Instituto Butantan

Agenda presidencialNesta segunda-feira (22), a presidenta Dilma Rousseff recebe o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. A reunião está marcada para as 9h30, no Palácio do Planalto.

No período da tarde, a presidenta vai a São Paulo para participar da cerimônia de assinatura de contrato entre o Ministério da Saúde e a Fundação Butantan para o desenvolvimento da vacina da dengue. O evento será realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a partir das 14h. Após o compromisso, Dilma Rousseff retorna a Brasília.

*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal do Planalto.

Quinta-feira, 21 de janeiro de 2016 às 16:20

Em PE, Dilma pede que população ajude a combater mosquito que transmite Zika

Dilma pede ajuda para Zika

Dilma: “Por mais esforços que nós façamos, sempre é possível ter uma água parada que não vimos. E quem tem mil olhos? A população e ela que pode nos ajudar”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff pediu que a população ajude no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do Zika vírus, causa do aumento de casos microcefalia em bebês nos últimos meses. O pedido foi feito nesta quinta-feira (21), durante a inauguração da pista lateral da Via Mangue, em Recife (PE).

Pernambuco é o estado brasileiro com maior número de casos suspeitos de microcefalia, mas a doença tem sido detectada em outras cidades de várias regiões do País.

Temos de assegurar que as pessoas se conscientizem de que não podem deixar água parada, porque é ali que o mosquito se prolifera”,lembrou. “A gente só vai conseguir ter esse o combate e ser vitorioso se a população se engajar. Por mais esforços que nós façamos, sempre é possível ter uma água parada que nós não vimos. E daí, quem tem mil olhos? A população tem mil olhos. E é ela que pode também nos ajudar, para que, enquanto não temos a vacina, enquanto não podemos fazer um combate mais genérico a ele, que a gente tire as condições de reprodução do mosquito”.

A presidenta acrescentou que o Ministério da Saúde está fazendo um esforço, junto com todos os grandes laboratórios brasileiros e internacionais, para que se chegue a uma vacina – não apenas contra o zika, mas também contra a dengue. 

Dilma elogiou a atuação do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e do prefeito de Recife, Geraldo Júlio, no combate ao mosquito Aedes aegypti, afirmando que os dois tiveram uma ação protagonista neste sentido. “Eles iniciaram esse combate, que tem de ser feito em três fases. [Além do combate ao mosquito], temos que dar todo apoio e atendimento às crianças vítimas de microcefalia e as suas famílias”.

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