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Quinta-feira, 21 de janeiro de 2016 às 16:20

Em PE, Dilma pede que população ajude a combater mosquito que transmite Zika

Dilma pede ajuda para Zika

Dilma: “Por mais esforços que nós façamos, sempre é possível ter uma água parada que não vimos. E quem tem mil olhos? A população e ela que pode nos ajudar”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff pediu que a população ajude no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do Zika vírus, causa do aumento de casos microcefalia em bebês nos últimos meses. O pedido foi feito nesta quinta-feira (21), durante a inauguração da pista lateral da Via Mangue, em Recife (PE).

Pernambuco é o estado brasileiro com maior número de casos suspeitos de microcefalia, mas a doença tem sido detectada em outras cidades de várias regiões do País.

Temos de assegurar que as pessoas se conscientizem de que não podem deixar água parada, porque é ali que o mosquito se prolifera”,lembrou. “A gente só vai conseguir ter esse o combate e ser vitorioso se a população se engajar. Por mais esforços que nós façamos, sempre é possível ter uma água parada que nós não vimos. E daí, quem tem mil olhos? A população tem mil olhos. E é ela que pode também nos ajudar, para que, enquanto não temos a vacina, enquanto não podemos fazer um combate mais genérico a ele, que a gente tire as condições de reprodução do mosquito”.

A presidenta acrescentou que o Ministério da Saúde está fazendo um esforço, junto com todos os grandes laboratórios brasileiros e internacionais, para que se chegue a uma vacina – não apenas contra o zika, mas também contra a dengue. 

Dilma elogiou a atuação do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e do prefeito de Recife, Geraldo Júlio, no combate ao mosquito Aedes aegypti, afirmando que os dois tiveram uma ação protagonista neste sentido. “Eles iniciaram esse combate, que tem de ser feito em três fases. [Além do combate ao mosquito], temos que dar todo apoio e atendimento às crianças vítimas de microcefalia e as suas famílias”.

Segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 às 17:01

Brasil registra 1ª vacina contra dengue do País

Aedes Aegypit

Proteção contra Aedes Aegypt: doses devem ser aplicadas 3 vezes, a cada 6 meses. Laboratório afirma que, a partir da primeira dose, vacina protege quase 70% das pessoas. Imagem: domínio público.

Foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28) o registro concedido pela Anvisa para a primeira vacina contra dengue no Brasil. Trata-se da Dengvaxia, produzida pela empresa francesa Sanofi Pasteur. Para que a vacina possa começar a ser vendida, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos ainda precisa definir o valor de cada dose, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS vai avaliar a possibilidade de incluir o produto ao sistema público de imunizações. O governo vai avaliar custo, efetividade e impactos epidemiológico e orçamentário da incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde. A Anvisa alerta que a vacina não protege contra os vírus Chikungunya e Zika.

A vacina apresentou uma eficácia global confirmada contra qualquer sorotipo da dengue de 65,6% na população acima de nove anos de idade. A eficácia nessa população foi de 58,4% contra o sorotipo 1; de 47,1% contra o sorotipo 2; de 73,6% contra o sorotipo 3 e de 83,2% contra o sorotipo 4. Se considerada a forma da dengue que leva à hospitalização, a eficácia verificada da vacina foi de 80,8%. Ou seja, há uma proteção maior para casos de dengue considerados mais severos, que levam à internação dos pacientes.

As doses devem ser aplicadas em três etapas, com intervalos de seis meses. Mas a informação do laboratório é de que, já a partir da primeira dose, vacina protege quase 70% das pessoas. A capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano.

Validação
Para validar a vacina, a primeira contra a dengue registrada no Brasil, a Anvisa observou a comprovação da qualidade, segurança e eficácia do produto, além da certificação de cumprimento das Boas Práticas de Fabricação e as respectivas autorizações sanitárias para o funcionamento da empresa fabricante. A análise de todos esses dados foi pautada na relação benefício x risco da vacina.

Ainda de acordo com a Anvisa, a avaliação do dossiê de registro da vacina foi realizada dentro dos padrões estabelecidos pela agência brasileira e por organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o International Vaccine Institute (DVI).

A vacina contra dengue produzida pela Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. foi aprovada para a seguinte indicação terapêutica: prevenção da dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 em indivíduos dos 9 aos 45 anos de idade e que moram em áreas endêmicas. No momento não há dados suficientes para a comprovação da segurança de uso da vacina em indivíduos menores de 9 anos de idade, principalmente na faixa etária de 2 a 5 anos, bem como para os brasileiros maiores que 45 anos. O esquema de vacinação aprovado foi o intervalo de seis meses entre as doses.

O Ministério da Saúde divulgou nota, nesta segunda-feira, afirmando que tem apoiado e acompanhado o desenvolvimento de novas tecnologias para o combate ao Aedes Aegypit e aos vírus transmitidos pelo mosquito. No dia 11 de dezembro, por exemplo, “a Anvisa aprovou o início de estudos da  fase III da vacina contra dengue do Instituto Butantan. A Fiocruz  também realiza pesquisa sobre vacinas contra dengue, além de outros laboratórios internacionais”, informou.

Com informações da Agência Brasil e do Diário Oficial da União.

Confira abaixo as orientações dadas pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, na última quarta-feira (23), para evitar o Aedes Aegypt.

Quarta-feira, 23 de dezembro de 2015 às 14:06

Governo anuncia criação de gabinete de crise para ajudar saúde do Rio de Janeiro

Novo ministro da Saúde garantiu que vai fortalecer os programas sociais da pasta. Foto: Agência Brasil

“Vamos agir em sinergia e em harmonia, distribuindo tarefas e tomando todas as decisões para amenizar a crise na saúde no Rio de Janeiro”, diz ministro. Foto: Blog do Planalto

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou, nesta quarta-feira (23) no Palácio do Planalto, que o governo federal irá instaurar um gabinete de crise para buscar soluções para minimizar os problemas nas unidades de saúde pública do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada em reunião emergencial convocada pela presidenta Dilma Rousseff nesta manhã, feita por teleconferência, com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

“Estamos constituindo um gabinete de crise, que vai unir as três redes (de saúde), federal, estadual e municipal, para fornecer equipamentos necessários, medicamentos, transferências de pacientes e encontrar uma solução, o mais urgentemente possível, para o problema da saúde que está grave no momento no RJ”, informou o ministro da Saúde.

Segundo Marcelo Castro, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que participou da reunião, ficou responsável por buscar soluções para a questão financeira no estado. “Vamos agir em sinergia e em harmonia, distribuindo tarefas e tomando todas as decisões para amenizar a crise na saúde no Rio de Janeiro”, afirmou.

Também participaram da reunião, o presidente do Banco do Brasil, Alexandre Correa, a presidente da Caixa, Miriam Belchior e representantes da Defesa Civil e da Secretaria de Governo.

Segunda-feira, 23 de novembro de 2015 às 13:31

Governo cria grupo de trabalho para combate a surto de microcefalia

A presidenta Dilma Rousseff determinou a criação de um grupo interministerial, sob coordenação da Casa Civil, para tratar do surto de microcefalia que acomete estados do nordeste. O tema foi tratado na reunião de coordenação política desta segunda-feira (23).

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“Quando se fala em saúde pública, os recursos têm que ser destinados, e essa é a vontade da presidenta Dilma”, afirmou o ministro Edinho Silva. Foto: Blog do Planalto

De acordo com boletim epidemiológico do dia 17/11 sobre microcefalia, do Ministério da Saúde, foram notificados 399 casos da doença em recém-nascidos de sete estados da região Nordeste. O maior número de casos foi registrado em Pernambuco (268), primeiro estado a identificar aumento de microcefalia em sua região e que conta com o acompanhamento de equipe do Ministério da Saúde desde o dia 22 de outubro. Em seguida, estão os estados de Sergipe (44), Rio Grande do Norte (39), Paraíba (21), Piauí (10), Ceará (9) e Bahia (8).

De acordo com o ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, a presidenta também pediu que o ministro Marcelo Castro, da Saúde, realize uma reunião com pesquisadores, para que o governo avance ainda mais nas medidas que estão sendo tomadas em caráter emergencial.

“A presidenta pediu que o ministro tome todas as medidas necessárias para que a gente possa, independente das conclusões dos estudos que estão sendo feitos, enfrentar o surto, combatendo em primeiro lugar o mosquito, e que a gente possa desencadear uma campanha informativa junto à sociedade”.

Edinho Silva explicou que há estudos científicos que indicam que os casos de microcefalia têm como causa o zika vírus, que teria o mesmo vetor de transmissão da dengue, o mosquito aedes aegypti.

Em resposta a um questionamento de jornalistas, o ministro também esclareceu que não era possível tomar medidas preventivas por se tratar de uma ocorrência sem registro na história da medicina. “Inclusive os estudos ainda estão sendo feitos para que se possa constatar a real origem”.

Questionado sobre a necessidade de recursos num cenário de ajuste fiscal, o ministro afirmou tratar-se de saúde pública, uma questão maior. “Por mais que a gente tenha em nosso horizonte a questão do equilíbrio fiscal do governo, quando se fala em saúde pública, os recursos têm que ser destinados, e essa é a vontade da presidenta Dilma”.

O ministro Edinho Silva também afirmou que a presidenta Dilma está comandando pessoalmente todas as ações do governo federal para mitigação das perdas causadas pelo rompimento de barragem de rejeitos em Mariana (MG). “Tanto em relação à questão humanitária como em relação à questão ambiental”, ressaltou.

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O ministro Edinho Silva também afirmou que a presidenta Dilma está comandando pessoalmente todas as ações do governo federal para mitigação das perdas causadas pelo rompimento de barragem de rejeitos em Mariana (MG). “Tanto em relação à questão humanitária como em relação à questão ambiental”, ressaltou.

O ministro lembrou que o governo federal vem tomando medidas duras na responsabilização da mineradora Samarco. Já no dia em que sobrevoou a região em que ocorreu o desastre, na quinta-feira (12), a presidenta anunciou multas no valor de R$ 250 milhões, com aplicação pelo Ibama, pelo lançamento de rejeitos em rios próximos à barragem, e em razão dos prejuízos causados à biodiversidade.

“Independentemente das investigações, o governo já tomou medidas duras, porque é evidente que tem uma responsabilidade e essa responsabilidade tem que ser cobrada”, disse o ministro.

O governo também reconheceu a situação de emergência em Mariana por procedimento sumário, para a ampliação das ações de assistência e reconstrução das áreas prejudicadas e possibilitar que as famílias afetadas pudessem sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A situação de emergência foi publicada na quarta-feira (11) no Diário Oficial da União.

O governo federal também instituiu o Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas ao desastre. O objetivo do Comitê é acompanhar as ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais afetados, recuperação de ecossistemas e de reconstrução decorrentes do desastre. Coordenado pela Casa Civil, é composto pelos ministérios da Integração Nacional, Justiça, Defesa, Minas e Energia, Meio Ambiente e Cultura e pela Advocacia-Geral da União.

Dilma articulou ainda ações conjuntas com os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e Paulo Hartung, do Espírito Santo, estados afetados pelo desastre ambiental. O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, tem acompanhado as ações emergenciais nas cidades afetadas.

Terça-feira, 13 de outubro de 2015 às 9:03

Outubro Rosa alerta mulheres e sociedade sobre a prevenção ao câncer de mama

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Movimento comemorado em todo o mundo visa a conscientização sobre o câncer de mama, doença que mais acomete as mulheres em todo o mundo, mas pode ser evitada. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Começou neste mês o Outubro Rosa, movimento comemorado em todo o mundo que tem por objetivo a conscientização sobre o câncer de mama, o tipo de câncer que mais acomete as mulheres, segundo dados internacionais. No Brasil, o Ministério da Saúde participa da campanha com diversas ações e vários prédios e monumentos também são iluminados com essa cor, inclusive o Palácio do Planalto.

Este também é o câncer mais comum entre as brasileiras, depois do câncer de pele não melanoma. No Brasil, em 2015, devem ocorrer 57.120 novos casos de câncer de mama, segundo dados do Ministério da Saúde.

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e atinge inclusive os homens, embora em menor proporção.

Mulheres, acima de 35 anos, são as principais vítimas e a campanha, realizada pelo Ministério da Saúde e por outras entidades, tem como tema prioritário a importância de que elas façam a prevenção, inclusive com o autoexame das mamas, e tenham o diagnóstico precoce da doença.

O Outubro Rosa foi criado no início da década de 90, mesma época em que o símbolo da prevenção ao câncer de mama, o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA) e, desde então, promovido anualmente em diversos países.

Sexta-feira, 2 de outubro de 2015 às 21:10

Mais Médicos e remédios para doenças crônicas estão garantidos, afirma novo ministro da Saúde

O novo ministro da Saúde, Marcelo Castro, garantiu nesta sexta-feira (2) que os programas sociais da pasta, como Mais Médicos e Saúde Não tem Preço, que oferece gratuitamente remédios para doenças crônicas, serão mantidos durante sua gestão. Castro afirmou que vai dar continuidade aos programas já criados pelo atual governo.

Novo ministro da Saúde garantiu que vai fortalecer os programas sociais da pasta. Foto: Agência Brasil

Novo ministro da Saúde garantiu que vai fortalecer os programas sociais da pasta. Foto: Agência Brasil

“A população de menor renda depende diretamente disso aí. O governo é da presidenta Dilma [Rousseff], é um governo de continuidade que vem do governo Lula, evidente que programas que foram criados no governo Lula e no governo Dilma vão continuar. O Mais Médicos que é um programa de grande sucesso cada vez mais vai ser fortalecido e incentivado”, assegurou em entrevista ao Blog do Planalto.

Castro destacou que resultados melhores serão possíveis com racionalização, padronização e economia para “fazer mais com menos”. “Vamos priorizar aquelas áreas que têm uma melhor resposta, um maior alcance social. Quanto mais barato, quanto mais simples, quanto maior for o alcance de uma ação na saúde, aí será priorizada. Sobretudo as ações preventivas, as ações de promoção da saúde, para a gente alcançar um número maior com um recurso menor”, enfatizou.

Sexta-feira, 25 de setembro de 2015 às 19:03

Brasil oferece tratamento gratuito para HIV/Aids e é referência mundial no setor, diz ONU

ONUO Brasil tem a comemorar quando se trata de políticas públicas para o controle do HIV/Aids. A taxa de detecção da doença se estabilizou nos últimos dez anos. A cada 100 mil habitantes, apenas 20 são identificados com o vírus. Além disso, a taxa de mortalidade pela doença diminuiu. Os números positivos tornam o País uma referência mundial no combate à epidemia, que é um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), proposto pela ONU em 2000 e com validade até 2015.

Em todo o território nacional, o tratamento contra a doença é universal e gratuito. Nesse quesito, de acordo com o relatório sobre os ODM, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil fica à frente de vários países que não conseguiram universalizar o tratamento.

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O Ministério da Saúde adotou um novo protocolo de tratamento para os infectados com HIV, visando estimular o uso da terapia antirretroviral no contexto das intervenções de prevenção combinadas. Pacientes identificados com a doença podem fazer o tratamento de graça no Sistema Público de Saúde (SUS). Atualmente, 420 mil pessoas diagnosticadas com o vírus estão em tratamento com antirretrovirais.

Segundo o levantamento,“a estabilidade da taxa de detecção em um contexto de crescente aumento da capacidade de diagnóstico sinaliza, ao mesmo tempo, a interrupção da propagação da doença e a redução da incidência”.

Para o diretor do departamento DST/Aids do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, o acesso ao tratamento é fundamental para inibir a propagação da doença. “Na medida em que começa a tratar uma pessoa que tem HIV, a quantidade de vírus que tem circulando no corpo dela cai. Esse vírus se esconde e, portanto, ele não está mais onde transmite. Uma pessoa que está em tratamento há pelo menos seis meses tem chance muito pequena de transmitir o HIV, mesmo tendo HIV”, explica.

Vida plena
O presidente da organização não-governamental Amigos da Vida, Christiano Ramos, convive com a doença há 30 anos. Para ele, com os avanços da medicina, não existem mais limitações. “Quando descobri a doença não existiam os medicamentos antirretrovirais. Naquela época, Aids era uma sentença de morte. Hoje eu tenho vida plena, em que posso tudo. Só não posso fazer sexo sem camisinha”, comemora.

Terça-feira, 4 de agosto de 2015 às 16:39

Janine anuncia 3 mil novas vagas de residência e diz que País é capaz de formar os médicos que precisa

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Janine e Chioro assinaram protocolo para criação de novas vagas: programa sai da fase emergencial e está entrando em uma era de estruturação. Foto: Rafael Holanda/Blog do Planalto

O Brasil tem que ser capaz de formar os médicos de que ele necessita, afirmou o ministro da Educação, Renato Janine, na cerimônia que marcou os dois anos do Programa Mais Médicos, nesta terça-feira (4), no Palácio do Planalto. Na cerimônia, que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff, Janine e o ministro da Saúde, Arthur Chioro, assinaram convênios para a abertura de mais três mil vagas de residência médica.

A maioria delas será oferecida a estudantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Cerca de 75% das bolsas serão destinadas à formação de especialistas em medicina geral de família e de comunidade. As bolsas serão financiadas pelos ministérios da Saúde e da Educação. A meta do governo é criar 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina até 2018 e 12,4 mil vagas de residência para formação de médicos em áreas prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Janine destacou, no entanto, que trazer médicos de fora não é nenhum demérito ao País. “O Reino Unido e os Estados Unidos estão cheios de médicos estrangeiros. Qualquer pessoa que vê uma série de TV vê quanto médico paquistanês, quanto médico indiano, quanto médico latino-americano há no Reino Unido, há nos Estados Unidos. Mas nós queremos garantia que o Brasil forme todos os médicos de que ele precisa. Isso é uma intervenção na formação de médicos, que é a parte do Ministério da Educação”, explicou.

O ministro lembrou que, quando foi criado o Mais Médicos, em 2013, havia uma certa emergência, que levou o governo a trazer profissionais de outros países, inclusive cubanos. “É bom lembrar: emergência não é o mesmo que urgência. Emergência não é pressa, emergência é risco até mesmo de vida. Então, era necessária uma atuação emergencial, quer dizer uma atuação rápida. Uma ação de socorro para salvar pessoas. Isso é o que é mais visível, o que é mais conhecido até hoje do Mais Médicos”.

Segundo Janine, essa lembrança se cristalizou e ainda hoje muita gente vê o Mais Médicos por essa ação inicial, que foi fundamental para o que o governo intencionava, que era mandar os profissionais para os municípios sem médicos. “[Era] vamos garantir o atendimento, vamos utilizar muitos médicos cubanos nisso”, recorda ele, mas acrescenta que, nesse ano, a quase totalidade dos médicos que atenderam a chamada do governo foram brasileiros.

Aumento das vagas
Para Janine, a parte emergencial ficou para trás e agora o governo entra na parte estruturante do programa. “Toda essa projeção de quantas vagas, de quantos médicos a gente tem que ter para a população, passa pela ideia da autossuficiência na provisão de médicos. Vou repetir de maneira mais clara: o Brasil tem que ser capaz de formar os médicos de que ele necessita”, afirmou.

Renato Janine adiantou que foi criado até mesmo um órgão, uma diretoria especial no Ministério da Educação (MEC) para expandir o Mais Médicos na área do ensino superior público, bem como foi reformulada uma secretaria para atender a expansão da medicina no ensino superior privado. Foi anunciada, durante a cerimônia de dois anos do Mais Médicos, a contratação de 880 professores para lecionar nas universidades federais que abriram novas vagas nos cursos de medicina ou criaram faculdades na área, após a criação do programa.

“Então, toda essa atuação está conjugada numa longa escala. Eu acho que desde que nós anunciamos o último edital, faz poucas semanas, um edital do MEC, mas no qual a Saúde teve sempre sua participação, desde que anunciamos acho que a opinião pública está percebendo melhor que não é uma ação de emergência. Não é uma ação de socorro, apenas. É uma ação de longo prazo”.

Mais Especialidades
Durante a cerimônia realizada nesta terça-feira, a presidenta Dilma assinou um decreto que regulamenta o Cadastro Nacional de Especialidades, considerado o início para a implantação do Programa Mais Especialidades, uma das suas promessas de campanha.

O cadastro terá informações de médicos de todo o País. O objetivo é melhorar o planejamento para distribuição de especialistas no território nacional. Na visão do ministro Renato Janine, toda a formação do Mais Especialidades vai pela mesma linha mais estruturante do programa.

Coapes
Nesta terça-feira , os ministros da Saúde, Arthur Chioro, e da Educação, Renato Janine, também assinaram a portaria interministerial para o lançamento da regulamentação nacional dos Contratos Organizativos de Ação Pública Ensino-Saúde (Coapes).

Esse contrato representa o compromisso das instituições de ensino e dos gestores municipais e estaduais em garantir que os estudantes tenham, na rede de serviços do SUS, o campo de aprendizagem complementar a sua formação.

Segundo Chioro,“todo mundo vai ter que se comprometer com a formação de um novo médico, mais comprometido com as necessidades do país, um médico com uma formação técnica excelente, mas também com uma visão e um compromisso humanístico. É um compromisso em cuidar cada vez melhor da população brasileira”, disse.

Chioro garante que a portaria vai melhorar a qualidade da formação de médicos no País. “Nós não vamos abrir mais faculdades de medicina. Vamos abrir mais faculdades, mas cuidar para que a qualidade da formação seja primorosa e ela não deixe nada a dever ao povo brasileiro, ou seja, nós queremos Mais Médicos, mas mais qualidades também”.

Quarta-feira, 29 de julho de 2015 às 8:00

Ministros da Casa Civil, Planejamento e Saúde

Agenda presidencial

Nesta quarta-feira (29), a presidenta Dilma Rousseff cumpre agenda no Palácio do Planalto: às 10h, ela recebe o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Em seguida, às 11h, a reunião será com Nelson Barbosa, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão.

À tarde, a partir das 15h, a presidenta se encontra com o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

Terça-feira, 28 de julho de 2015 às 21:41

Mais Médicos levou profissionais a todos os municípios brasileiros, destaca Chioro

O Programa Mais Médicos modificou a realidade do atendimento básico em todo o Brasil, segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro. A avaliação sobre o desempenho do programa foi feita durante o lançamento do Dialoga Brasil, nesta terça-feira (28). O Mais Médicos permitiu levar atendimento a 63 milhões de brasileiros e a meta é chegar a 2018 garantindo atendimento a 70 milhões de pessoas.

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Para Arthur Chioro, o programa Mais Médicos ampliou e qualificou o sistema de atenção básica em todo o Brasil. Foto: RafaB/ Blog do Planalto

 

Com esses resultados, o programa despertou a atenção de vários países, como o Chile, que estão vindo ao Brasil para saber como implantar ações semelhantes. E a partir de agora também estará disponível para sugestões na nova plataforma lançada hoje, onde poderá receber sugestões enviadas pela sociedade.

De acordo com Chioro, o Mais Médicos ampliou e qualificou o sistema de atenção básica em todo o Brasil, garantindo que os profissionais cheguem à população que mais precisa de atendimento. “O Brasil tinha em 2013 1,8 médicos por mil habitantes, alguma coisa em torno de 384 mil médicos concentrados com uma formação de especialistas, muito distante daquilo que nós precisávamos. Nós temos um planejamento de chegar a 2026 com 600 mil médicos, o que significa elevar para 2,7 médicos por mil habitantes, que é o padrão que o Reino Unido tem hoje”, analisou o ministro.

Para isso, Arthur Chioro afirma que será necessário investir na ampliação e qualificação do programa. “Por isso todo esse movimento de ampliação das faculdades de medicina, interiorização, criação das residências médicas, inclusive no interior, para que esses médicos não se formem e migrem novamente para os grandes centros”, garantiu.

O resultado desse esforço do governo será a presença efetiva dos profissionais de medicina em todo o País. “O que nós queremos é garantir aquilo que hoje já é uma realidade: não há mais municípios no Brasil que não contam com a presença de um médico. Não há mais equipes de saúde da família que trabalham sem a presença do médico”, frisou.

Apenas com a atenção básica estruturada será possível lançar o Mais Especialidades, garante Chioro. “Nós conseguimos resolver 80, 85% dos motivos que levam alguém a procurar serviços de saúde. Isso desafoga as emergências, isso permite criar o Mais Especialidades. Imagine criar o Mais Especialidades sem atenção básica estruturada. Seria um caos. Seria uma quantidade de recursos irracionalmente colocados no sistema”, disse.

Chioro comemorou também o resultado da seleção de novos profissionais em 2015, quando 100% das vagas foram preenchidos por médicos brasileiros. “Cem por cento das vagas foram preenchidas por médicos brasileiros; 92% por médicos com diploma validado e 8% com brasileiros formados no exterior. Nenhuma vaga das novas vieram para médicos estrangeiros. Ou seja, nós viveremos um momento de transição onde a participação, o controle social vai ser fundamental”, finalizou.

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