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Quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 às 12:23

Ministério da Saúde investirá R$ 1,6 bilhão em construção e reforma de Unidades Básicas de Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou, nesta terça-feira (29), durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, os principais investimentos da Pasta para os municípios, incluindo R$ 1,6 bilhão para a construção, ampliação e reforma de Unidades Básicas de Saúde (UBS); R$ 520 milhões para 225 projetos de apoio à construção de Unidade de Pronto Atendimento (UPA); e R$ 3,6 bilhões, até 2014, para o Programa Brasil Sorridente.

“O Ministério da Saúde quer levar saúde com qualidade para perto das pessoas, para onde elas moram. Isso será possível meio na construção e reforma de UBS e com mais profissionais de saúde”, afirmou. A meta para este ano, segundo o ministro, é construir 1.253 de novas UBS, ampliar 5.629 e reformar 4.348. O Programa de Requalificação de UBS já beneficiou 3.872 municípios em todo Brasil. Entre 2010 e 2011, foi investido R$ 1,16 bilhão na contratação de 3.966 unidades em mais de 2,5 mil cidades.

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Quinta-feira, 25 de agosto de 2011 às 10:30

Áudio – Número de beneficiados pela distribuição gratuita de medicamentos contra doenças crônicas aumentou mais de 200%

 

Sexta-feira, 8 de julho de 2011 às 17:59

SUS vacinou 13.894.650 crianças contra a pólio e reforça campanha contra o sarampo no Brasil

Ministério da Saúde intensifica campanha de vacinação contra o sarampo em oito estados brasileiros. Em agosto, vacinação ocorrerá nos demais estados.

O Ministério da Saúde informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) vacinou até ontem (7/7) 13.894.650 crianças contra a pólio. Esse total, de acordo com o ministério, representa 98,21% do público alvo, o que supera a meta 95% de todas as crianças de zero a menores de cinco anos contra a doença.

“As campanhas de vacinação são uma conquista da saúde pública e da sociedade brasileira. Essa grande adesão permite que o Brasil continue livre da pólio”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O ministro lembrou que, em 2011, o governo federal assegurou um novo avanço no Programa Nacional de Imunização, com a inclusão de crianças de seis meses a menores de dois anos, além de gestantes na campanha contra gripe.

Em 13 de agosto acontece em todo o território nacional a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Todas as crianças de zero a menores de cinco anos precisam receber o reforço das duas gotinhas.

SARAMPO – No dia 18 de junho, além da pólio, oito estados brasileiros (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) iniciaram a campanha de vacinação de segmento contra o sarampo . A mobilização se estende até o dia 22 de julho. Até ontem 8.251.893 crianças receberam a vacina, o que corresponde a 80,48% da meta. O objetivo é manter o Brasil sem a transmissão interna do vírus.

A Europa vive um surto da doença. Segundo a OMS, desde janeiro, já foram registrados mais de 6,5 mil casos – sendo 5 mil deles na França. Com as férias de julho, aumenta tanto o fluxo de estrangeiros no Brasil quanto a ida de brasileiros para o exterior. Ou seja, a campanha teve início primeiramente nesses oito estados brasileiros em razão do maior fluxo turístico, densidade populacional e baixa cobertura da vacina tríplice viral.

Nessa primeira etapa, a meta é vacinar 95% de um total de 10.253.073 crianças de um ano a menores de sete anos (6 anos, 11 meses e 29 dias), mesmo as que já tenham sido imunizadas anteriormente. Nos municípios dos demais estados brasileiros e no Distrito Federal, as crianças de 1 ano a menores e 7 anos vão receber a vacina contra sarampo de 13 de agosto a 16 de setembro.

O sarampo é uma doença aguda e contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após o surgimento das manchas. A vacina é o meio mais eficaz de prevenção.

Sábado, 18 de junho de 2011 às 7:37

Hoje é dia de vacinar contra a poliomielite

Os postos de saúde de todo o país funcionarão neste sábado (18/6) durante o Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite. Todas as crianças de zero a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) devem tomar as duas gotinhas contra a paralisia infantil. A meta é vacinar pelo menos 95% das 14.148.182 crianças nessa faixa etária, em todo o Brasil. A segunda fase da campanha será no dia 13 de agosto, quando meninos e meninas dessa idade devem ser novamente levados aos postos, para tomar mais duas gotinhas.

A convocação dos pais e dos responsáveis para levar as crianças aos postos de vacinação começou no último domingo, por meio da campanha publicitária veiculada nos principais meios de comunicação do país. O Ministério da Saúde investiu R$ 46,6 milhões na compra e distribuição das vacinas a serem usadas nas duas etapas da campanha nacional. Além disso, transferiu R$ 20,2 milhões às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, para organizarem a campanha. Ao todo, o Ministério da Saúde enviou 21.665.465 doses para todos os estados e o Distrito Federal (confira a tabela 1).

A pólio é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá principalmente por via oral.

O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso da doença no país foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. Porém, é importante continuar vacinando as crianças porque o vírus da paralisia infantil permanece ativo em outros países. De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos da doença e quatro deles são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.

Abaixo ouça o jingle para rádios.

 

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Quinta-feira, 2 de junho de 2011 às 19:20

Brasil atinge meta de vacinação contra a gripe

Brasil atinge meta de vacinação contra a gripe. Foto: Elza Fiúza/Arquivo/ABr

O país superou nesta quinta-feira (2/6) a meta de vacinação de 80% da população-alvo contra a gripe. Segundo o Ministério da Saúde (MS), 81,33% do público da 13ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe já está imune.

A campanha, focada na vacinação de idosos, gestantes, indígenas, crianças menores de dois anos e trabalhadores de saúde, engloba um público de cerca de 30 milhões de brasileiros. Segundo o MS, mais de 24,3 milhões de pessoas desse grupo já foram imunizadas contra os três principais vírus ativos no hemisfério Sul, incluindo o influenza A (H1N1).

Ao todo, 240 mil profissionais participaram da campanha em 33 mil postos de saúde, totalizando 32,7 milhões de doses da vacina distribuídas no Brasil.

O Ministério recomenda que os estados e municípios que ainda não atingiram a meta nacional estipulada continuem com a imunização de sua população local até que atinjam a meta. Para saber mais detalhes do funcionamento da campanha nessas regiões, os interessados devem procurar as secretarias de saúde estaduais e municipais.

Terça-feira, 31 de maio de 2011 às 16:40

Observatório para combate ao tabagismo é lançado no Dia Mundial sem Tabaco

O Dia Mundial sem Tabaco é lembrado mundialmente nesta terça-feira (31/05) e, para chamar a atenção dos brasileiros para a importância da data, o Ministério da Saúde lançou o Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco.

Na página colocada à disposição pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde, os interessados poderão encontrar mais informações sobre legislação e dados estatísticos do tabagismo no Brasil, orientações sobre o tratamento, entre outros.

Entre as ações que marcam o Dia Mundial sem Tabaco estão ainda a consulta pública da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que estimula operadoras de planos de saúde a criarem programas de promoção da saúde destinados a seus usuários, e o incentivo a projetos sobre tabagismo em 163 municípios do país, sendo que 44 deles já proíbem o fumo em ambiente fechado.

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Segunda-feira, 23 de maio de 2011 às 15:32

Indústria vai acelerar processo de produção de vacinas em caso de pandemias de gripe

Assembleia geral da OMS define novas regras para produção de vacinas em situações de pandemias de gripe. Foto: Christopher Black/OMS

Assembleia da OMS define novas regras para produção de vacinas em situações de pandemias de gripe. Foto: Christopher Black/OMS

Pela primeira vez, os países membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegaram a um acordo sobre o compartilhamento de vírus e benefícios – medicamentos, kits diagnóstico e vacinas, entre outros insumos – decorrentes de uma pandemia de influenza, como a que ocorreu em 2009, causada pelo vírus H1N1. O principal ganho para os países será a possibilidade de ter acesso mais rápido a produtos para a proteção de suas populações, como vacinas, que em geral são insumos de altíssimo custo.

Pelo acordo firmado na Assembleia Mundial de Saúde, que está acontecendo em Genebra, na Suíça, a indústria fica obrigada a acelerar o processo de transferência de tecnologia de produção de vacinas para os países que têm capacidade de fabricar imunizantes. Também deverá doar 10% da produção para o fundo estratégico da OMS, usado para abastecer países com menos condições financeiras de adquirir vacinas.

Com isso, em situações de pandemia, todas as amostras de secreção respiratória coletadas de pacientes com sintomas de gripe serão rastreadas pela rede internacional de laboratórios de referência para influenza. Isso dará mais velocidade ao processo de isolamento viral e produção de vacinas. A diretora geral da OMS, Margaret Chan, agradeceu publicamente ao Brasil pela contribuição no processo de discussão e aprovação do acordo, que levou quatro anos.

Histórico – Em 2006, a Indonésia registrou casos de influenza aviária e precisou enviar amostras de vírus para um centro colaborador da OMS na Austrália. Na ocasião, a Indonésia apresentou queixa formal à OMS, argumentando que, sem normas que regulassem o setor, os países com surtos de influenza não podiam usufruir de informações importantes sobre os vírus com a rapidez necessária para tomar decisões.

Na Assembleia Mundial da Saúde de 2009, durante a pandemia, o Brasil liderou grupo de países que defendiam que as inovações tecnológicas relativas à nova gripe deveriam ser públicas. Com apoio das delegações de dois continentes (Ásia e África), além do México e de países da América do Sul, o Brasil conseguiu aprovar resolução que recolocou o tema de compartilhamento de informações sobre a influenza A H1N1 e todas as novas gripes na agenda de debates em nível mundial.

A medida barrou a tentativa de um grupo de países de encerrar as negociações sobre o tema. A resolução incumbiu à OMS o papel de articuladora internacional para promover e facilitar o acesso a dados sobre o vírus, além de medicamentos, vacinas e insumos para diagnóstico.

“Época de crise não é época de lucro, é época de solidariedade, para garantir a proteção das pessoas e, consequentemente, a segurança sanitária dos países”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, na sessão de em que o acordo foi aprovado.

Durante a Assembleia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comunicou a intenção do Brasil de ser o primeiro país da América Latina a integrar a rede de centros colaboradores da OMS para influenza. Atualmente, existem 11 centros em nove países: Estados Unidos, Hong Kong, Reino Unido, Japão, Rússia, Índia, França, Austrália e China. A preparação do país começará ainda este ano e a previsão é de que o Brasil passe a integrar a rede até o fim de 2012.

Dezenas de instituições públicas de diversos países fazem parte da rede global de vigilância da influenza. Este grupo de laboratórios coleta amostras de secreção respiratória de pacientes e envia à OMS informações sobre os tipos de vírus da gripe encontrados.

Com base nesses dados, a Organização informa aos países a composição da vacina contra a gripe sazonal, que sempre utiliza os três vírus que mais circulam em determinada parte do mundo. No Brasil, são três os laboratórios de referência: Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro; Instituto Adolf Lutz, em São Paulo; e Instituto Evandro Chagas, no Pará. Uma dessas três instituições deverá ser o centro colaborador do Brasil junto à OMS.
 

Terça-feira, 10 de maio de 2011 às 9:03

Esporte na escola, exames pelo SUS e reforma agrária

A coluna “Conversa com a Presidenta” desta terça-feira (10/5), publicada em jornais e revistas no Brasil e no exterior, aborda temas como a prática do esporte na rede pública de ensino, os valores dos exames laboratoriais pagos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como a previsão da presidenta Dilma Rousseff para a reforma agrária. Coube ao professor Gentil Soares de Lima, morador em Umuarama (PR), indagar sobre os “projetos e programas que serão efetivados para fazer chegar de forma concreta o esporte ao ambiente escolar”.

“Nós já temos diversos programas em andamento e vamos ampliar ainda mais o acesso dos estudantes à prática esportiva. Com uma rotina de vida saudável, com regras de convivência, os jovens desenvolvem a autoestima, ficam distantes da criminalidade e entre eles podem despontar futuros competidores. Uma das principais iniciativas nesse campo é o Mais Educação, implementado em 2007 pelo Ministério da Educação (MEC). Em 2010, o programa beneficiou 2,2 milhões de estudantes com várias atividades fora dos horários de aula, incluindo cultura, artes, educação científica e esportes. O braço esportivo do Mais Educação é uma parceria com o programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Os estudantes podem praticar modalidades como vôlei, basquete, handebol, tênis de mesa, judô, caratê, taekwondo, yoga, natação, xadrez, atletismo, ciclismo e tênis.”

Confira aqui a íntegra da coluna “Conversa com a Presidenta”.

Para este ano, continuou a presidenta, a meta é atender 15 mil escolas públicas e oferecer educação integral para 3 milhões de alunos. A presidenta Dilma informou que o Ministério do Esporte tem também o Bolsa Atleta, que financia alunos de escolas públicas ou particulares com potencial para se tornarem atletas olímpicos. “E mais: o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do MEC, está financiando a construção, pelas prefeituras, de quadras poliesportivas cobertas. Desde janeiro, 249 prefeituras já foram autorizadas a construir 454 quadras, das 2.500 planejadas para este ano”, informou.

Já farmacêutico bioquímico José Wilton de Melo, de Iguatu (CE), quis saber “a razão de o valor dos procedimentos pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) referentes a exames clínicos laboratoriais se encontrarem congelados desde julho de 1994″. A presidenta contou que não existe congelamento e que somente nos últimos três anos, o Ministério da Saúde promoveu quatro grandes reajustes da tabela de procedimentos do SUS.

“Entre os procedimentos que tiveram reajustes, estavam os exames clínicos laboratoriais, incluindo os hormonais, neonatais, microbiológicos, bioquímicos, toxicológicos, sorológicos e imunológicos. Em 2008, foram reajustados em 11,12% os valores de 55 procedimentos relacionados a exames hormonais (HGH). É importante ressaltar que o Ministério da Saúde tem como objetivo levar o atendimento qualificado para mais perto da casa do brasileiro. Além de reajustar os valores da tabela, o governo federal também ampliou o acesso da população a esses exames. Em 2010, foram realizados na rede pública 471 mil exames laboratoriais, contra 383 mil exames em 2008, o que representou um crescimento de 23%.”

Reforma agrária foi o terceiro tema da coluna “Conversa com a Presidenta”. A apicultora Maria Aparecida Barros, moradora em Belém (PA), indagou sobre o que o governo federal “prevê para este tema” e se a presidenta Dilma acredita na reforma agrária. “Sim, Maria Aparecida, eu acredito na reforma agrária, que democratiza o acesso à terra, garante a produção de alimentos saudáveis e baratos e gera renda e bem-estar social no campo”, respondeu a presidenta.

“Além do mais, ajuda no esforço pela erradicação da extrema pobreza e contribui para reduzir o inchaço das periferias das cidades. Todo o Brasil ganha com a reforma agrária, e não apenas os beneficiários diretos do programa. É por isso que nós avançamos como nunca no governo passado. Durante os 40 anos de existência do Incra, o número de famílias assentadas superou 1 milhão e mais da metade – 614 mil – recebeu terras entre 2003 e 2010. Dos 85,8 milhões de hectares utilizados para assentamentos, 56% foram nos últimos oito anos.”

E prosseguiu: “Não nos limitamos a fornecer terra. Nós construímos ou recuperamos 53 mil km de estradas vicinais para o escoamento da produção, financiamos a construção ou reforma de 405 mil casas dos assentamentos, fornecemos assistência técnica e programas educacionais, entre vários outros benefícios. Também ampliamos o acesso dos assentados aos recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).”

A presidenta Dilma informou que o governo vai “continuar a investir no assentamento de milhares de novas famílias e a estimular o desenvolvimento de agroindústrias para aumentar a produção e agregar valor aos seus produtos”.

“Queremos ampliar a assistência técnica, o acesso ao crédito e infraestrutura, como luz elétrica, mais estradas, abastecimento de água, entre outros incentivos. A efetividade do programa de reforma agrária é necessária para a construção de um país com justiça fundiária, segurança alimentar e paz no campo.”

Terça-feira, 19 de abril de 2011 às 10:18

Abril Saúde marca atenção às populações indígenas brasileiras

Dia do Índio: governo anuncia conjunto de medidas para a comunidade indígena brasileira. Foto: Mário Vilela/Funai

Na semana em que se comemora o Dia do Índio, o governo federal lança uma série de programas voltados ao atendimento de saúde dos cerca de 220 povos indígenas do país, intitulado de Abril Saúde. Nesta terça-feira (19/4), o Ministério da Saúde anunciou o lançamento de três importantes programas federais voltados a essa parcela da população: Brasil Sorridente Indígena, Rede Cegonha Indígena e Programa de Controle do Câncer de Colo de Útero e de Mama Indígena.

O objetivo da ação é aumentar o acesso desses povos a uma saúde de qualidade, adaptando programas de excelência já existentes à realidade indígena, e atende a uma das pautas de reivindicação que os índios encaminharam ao governo há um ano, quando o então presidente Lula visitou a Reserva Raposa Serra do Sol (RR), nas comemorações ao Dia do Índio.

Os programas Brasil Sorridente Indígena, Programa de Controle do Câncer de Colo de Útero e de Mama Indígena e Rede Cegonha Indígena são voltados para garantia da saúde bucal, com consultas e exames
odontológicos; acesso à atendimento ginecológico e exames como papanicolau e mamografia e a uma rede de proteção à saúde que se inicia no pré-natal e se estende até a primeira infância, respectivamente.

O Abril Saúde Indígena – realizado entre 18 e 20 de abril – é uma iniciativa da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), criada há exatos seis meses também em cumprimento às reivindicações apresentadas ao governo. A nova Secretaria é a responsável por coordenar a política nacional de atenção à saúde indígena, promovendo o diálogo intercultural, ampliando o acesso e qualificando os serviços, observando as características e especificidades de cada etnia.

Decreto nº 7461, publicado no Diário Oficial da União,regulamenta a execução das ações de atenção à saúde aos povos indígenas e a organização do controle social, no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. Além disso, os Conselhos Distritais de Saúde Indígena terão um programa específico de Inclusão Digital, que incluem um Kit do Canal Saúde com ponto do canal, TV e antena parabólica.

Na ocasião, haverá ainda a regulamentação da autonomia dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), que passarão a atuar como unidades gestoras, dando maior agilidade às ações de saúde indígena.

Crianças da aldeia indígena Mapuera (PA). Foto: Mário Vilela/Funai

Outras medidas também estão sendo adotadas pelo governo no sentido de atender a agenda de reivindicações apresentada pelos povos indígenas. Veja abaixo balanço da Fundação Nacional do Índio (Funai):

Terras indígenas -
A Política Nacional de Gestão Territorial em Terras Indígenas (PNGATI) está sendo elaborada e pode ser assinada ainda esse ano. “Representa um passo fundamental para garantia dos direitos dos povos indígenas e também para consolidar, aprimorar e reconhecer sua contribuição na preservação da biodiversidade em todos os territórios dos biomas brasileiros”, diz a Funai. Confira aqui mapa com a situação fundiária indígena.

Programas sociais -
As políticas de segurança alimentar e geração de renda junto às aldeias foram amplamente reformuladas, tendo como enfoque a sustentabilidade social, econômica e ambiental e norteada pelo conceito do etnodesenvolvimento e pelo princípio da autonomia indígena.

Saúde - A estruturação do Subsistema de Saúde Indígena gerou, ao longo dos últimos anos, a possibilidade de impactos positivos crescentes na saúde dos povos indígenas brasileiros: constituição de serviços contínuos e equipes profissionais nas terras indígenas, inserção crescente de indígenas nas equipes de saúde de atenção primária, a constituição de formas participativas protagonizadas pelos usuários e trabalhadores indígenas e a inclusão dos povos indígenas ao processo de universalização do SUS.

No dia 19/10/2010, o governo transferiu a gestão do Subsistema de Saúde Indígena, antes gerida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a uma secretaria específica subordinada ao Ministério da Saúde, a Sesai, assegurando a autonomia dos distritos sanitários especiais indígenas.

Direitos civis – Criação da ação de Proteção Social dos Povos Indígenas, que atua em articulação com diversas áreas do governo em relação à documentação, previdência, eletrificação rural, Bolsa Família e combate à desnutrição.

Cultura – Programa de Documentação de Línguas Indígenas (Prodoclin) dedicado a registrar e preservar cerca de vinte línguas e culturas indígenas brasileiras ameaçadas de desaparecimento. Já se beneficiaram do programa 54 aldeias e mais de 12 mil indígenas.

Criança da reserva indígena Raposa Serra do Sol (RR). Foto: Patrícia Linden/Arquivo

Política indigenista - Reestruturação da Funai e criação da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI). A Funai teve ampliação de seu quadro de servidores e passou a ter atuação regionalizada, respeitando-se as territorialidades indígenas e os contextos regionais com gestão participativa, por meio de comitês de gestão paritária, nas 36 coordenações regionais instituídas. Segundo a Funais “nacionalmente a CNPI constitui-se no mais relevante espaço de articulação das políticas públicas voltadas aos povos indígenas, envolvendo diversos órgãos do governo federal e representantes indígenas de todas as regiões do país”.

Índios isolados -
A Funai mantém 12 Frentes de Proteção Etnoambiental, que trabalham exclusivamente com índios isolados – povos indígenas que conseguiram se manter afastados do contato com as sociedades.

Atualmente o governo identificou no Brasil 77 referências de grupos de índios isolados, sendo que dessas referências, 30 são confirmadas. Ao identificar esses grupos, a Funai monitora o território para garantir-lhes o direito de se manterem no isolamento, respeitando suas estratégias de sobrevivência física e cultural, segundo seus usos e costumes.

A política vale para os povos de recente contato, aqueles que já estabeleceram alguma relação com segmentos da sociedade nacional, mas que têm conhecimento reduzido dos códigos e valores das sociedades majoritárias.

Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 12:07

Governo quer acabar com a desiguladade regional na prevenção ao câncer de mama

O governo federal está trabalhando para diminuir as desigualdades regionais nas ações de prevenção e combate ao câncer de mama e “não à toa a presidenta Dilma Rousseff lançou em Manaus o Programa de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama”, no último dia 23 de março. No programa Brasileiras, uma edição especial do Brasil em Pauta, transmitido nesta sexta-feira (15/4) pela NBR TV, o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, falou por cerca de uma hora sobre as ações do governo federal no atendimento de saúde à mulher brasileira.

O secretário enfatizou que o governo desenvolveu uma força-tarefa, na qual fazem parte o Ministério da Saúde, estados, municípios, vigilância sanitária e Instituto Nacional do Câncer (Inca), para vistoriar o mamógrafos no país. Ele informou que atualmente há no Brasil pouco mais de de 4 mil mamógrafos, sendo cerca de 2 mil do Sistema Único de Saúde (SUS), e que destes a metade opera abaixo da capacidade.

“Nós estamos fazendo uma força-tarefa pra vistoriar os mamógrafos e colocá-los para funcionar. Desta forma, além de incrementar outros, melhorar os existentes e colocá-los mais modernos, nós vamos dar um impacto muito positivo para essa área”, frisou.

Ouça abaixo íntegra do programa Brasil em Pauta, com o secretário de Atenção à Saúde do MS, Helvécio Magalhães:

 

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