Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:


Quarta-feira, 26 de novembro de 2014 às 19:07

Presidenta Dilma sanciona lei que obriga SUS a realizar exame de câncer de próstata

A presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.045, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar exames para a detecção precoce do câncer de próstata sempre que, a critério médico, o procedimento for considerado necessário. A medida, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (26), também determina que profissionais de saúde devem ser capacitados para novos avanços nos campos da prevenção.

PR_Dilma_Sanciona_exame_cancer_prostata_SUS

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo.

“O Ministério da Saúde tem trabalhado na estruturação das unidades de atendimento do SUS e intensificado ações para diagnóstico precoce de câncer na população. A nova lei reforça a importância de preparar os serviços públicos e envolver os profissionais de saúde de forma que garanta atendimento adequado e humanizado, orientando sobre os sinais e sintomas da doença e encaminhando para realização de exames quando houver indicação clínica”, afirma o coordenador nacional de Saúde dos Homens do Ministério da Saúde, Eduardo Chakora.

A doença pode ser responsável, somente neste ano, pela morte de 13 mil homens no País, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer José Alencar (Inca). A Sociedade Brasileira de Urologia alerta que exames devem ser feitos anualmente a partir dos 50 anos.

Segunda-feira, 24 de novembro de 2014 às 16:48

Municípios recebem R$ 1,6 bilhão para melhoria do atendimento no SUS

A população de 5.041 municípios brasileiros será beneficiada com a melhoria do atendimento nas unidades de saúde. A lista das cidades que receberão os recursos adicionais pelo Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), foi publicada nesta quinta-feira (20) pelo Ministério da Saúde. O incentivo faz parte do processo de modernização da gestão da saúde do Governo Federal, com adoção de novos padrões e indicadores de qualidade, estimulando tanto a autoavaliação das equipes como a oportunidade de aprimoramento do cuidado. Ao todo, serão repassados R$ 1,6 bilhão referentes à certificação de 29.598 equipes de atenção básica e 19.050 equipes de Saúde Bucal.

PMAQ_SUS_1.6bi_municipios

Das equipes de atenção básica avaliadas, cerca de 50% (14.288) atingiram resultado acima da média ou muito acima da média. Quanto à saúde bucal, 44% (8.492) das equipes tiveram avaliação acima da média. As equipes de Atenção Básica que recebem conceito muito acima da média recebem adicional de R$ 8,5 mil por mês; acima da média passa a ter um aditivo de R$ 5,1 mil. As demais avaliações ganham um complemento de R$ 1,7 mil. Para as equipes de saúde bucal os valores são, respectivamente, R$ 2,5 mil, R$ 1,5 mil e R$ 500.

O processo de certificação, que determinou o volume de recursos a serem transferidos aos municípios, é realizado pelo Ministério da Saúde com o apoio de 49 Instituições de Ensino e Pesquisa de todas as regiões do país. A avaliação é composta por três partes: uso de instrumentos autoavaliativos – o que corresponde 10% da avaliação; desempenho em resultados do monitoramento dos 24 indicadores de saúde firmados no momento da adesão do Programa – responsável por 20% da avaliação; e desempenho nos padrões de qualidade verificados in loco por avaliadores externos, que corresponde a 70% da nota de avaliação.

O objetivo do PMAQ é garantir um alto nível de atendimento por meio de um conjunto de estratégias de qualificação, acompanhamento e avaliação do trabalho das equipes de saúde. Este ano, o programa foi ampliado para todas as equipes de Atenção Básica, incluindo os Núcleos de Atenção à Saúde da Família (NASF) e avançando na atenção especializada contemplando os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), que antes não faziam parte do programa. Desde 2011, quando foi lançado, o PMAQ já repassou aos municípios mais de R$ 5,2 bilhões em recursos. Ao todo, o investimento em atenção básica aumentou em 106% nos últimos quatro anos. Só em 2014 serão aproximadamente R$ 20 bilhões.

Avaliação Externa
Para avaliação das equipes que aderiram ao segundo ciclo do PMAQ, também foi considerada a opinião dos usuários do SUS. Ao todo, foram aplicados questionários, entre novembro de 2013 e maio de 2014, a mais 115 mil brasileiros de todos os estados sobre o atendimento prestado pelas equipes de atenção básica.

Entre as 23.944 UBS avaliadas, mais de 70% das UBS divulgam para os cidadãos as ações e ofertas de serviços das equipes e mais de 90% das equipes ofertam consultas voltadas para o pré-natal, atendimento a crianças, e a agravos como hipertensão arterial e diabetes mellitus. Em relação à saúde bucal, mais de 80% das equipes de saúde bucal ofertam consultas para crianças de até 5 anos e ofertam ações de prevenção e detecção de câncer de boca.

Para 64% dos usuários entrevistados, as instalações das UBS são “boa” ou “muito boas”. Em relação ao atendimento, mais de 80% consideram o cuidado recebido pela equipe como “bom” ou “muito bom” e ainda recomendariam a unidade de saúde a um amigo ou familiar. O PMAQ revelou ainda que 57% das unidades de saúde têm acesso à internet e, entre elas, 78% a banda larga funciona de maneira contínua.

Banda Larga
O Ministério da Saúde também está investindo na ampliação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) nas Unidades Básicas de Saúde. O projeto oferece gratuitamente conexão à internet – por via terrestre e satélite – a telecentros, escolas, unidades de saúde, aldeias indígenas, postos de fronteira e quilombos. Desde o início do projeto, 1.660 UBS já tiveram o ponto de banda larga instalado em 769 municípios e 23 estados.

A previsão é chegar até agosto de 2015 a 12.251 unidades básicas de saúde com acesso rápido à internet em suas sedes. As UBS contempladas nesta primeira etapa são aquelas que tiveram equipes certificadas no 1º ciclo do PMAQ. A conectividade à internet apoia a implantação do sistema com Prontuário Eletrônico de Saúde (PEC) no SUS, melhorando o acompanhamento das ações de saúde por meio da integração automatizada aos sistemas de informação que apoiam as Redes de Atenção.

Fonte: Ministério da Saúde.

Segunda-feira, 17 de novembro de 2014 às 17:16

Governo inclui no SUS nova vacina contra coqueluche para grávidas e recém-nascidos

A partir deste mês, está incluído no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) a dTpa, uma nova vacina para grávidas que ampliará a proteção aos recém-nascidos contra a coqueluche. A vacina garante ao bebê imunidade à doença nos primeiros meses, até completar o esquema vacinal definido pelo calendário básico. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (17), em Brasília.

"É uma vacina nova, mas tem uma eficácia muito alta", disse Arthur Chioro, ministro da Saúde. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

“É uma vacina nova, mas tem uma eficácia muito alta”, disse Arthur Chioro, ministro da Saúde. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

A inclusão da nova vacina no calendário faz parte de estratégia de combate à coqueluche, que desde 2011 tem aumentado o número de casos em todo o mundo, sobretudo em crianças menores de 6 meses. Essa faixa etária concentra 87% dos casos de ocorrência da doença, uma vez que ainda não receberam proteção completa pelas doses de vacinas. Entre 2011 e 2013, foram registrados no Brasil 4,9 mil casos em menores de três meses, 35% de todos os casos do país no período. Essa faixa etária é ainda mais afetada em relação aos óbitos. No período, foram 204 óbitos, o que representa 81% do total nacional.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltou que vacinas sempre se destacam como fator principal na prevenção de doenças e que a administração da dTpa para gestantes é aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Já está sendo adotada como uma das estratégias para controle da coqueluche em vários países. (…) É uma vacina nova, mas tem uma eficácia muito alta. É isso que temos buscado na introdução de novas vacinas no calendário nacional”, declarou.

A dTpa tem eficácia de 97,8% contra a coqueluche, de 97,2% contra a difteria e de 99% contra o tétano. É segura tanto para a mãe quanto para o feto e deve ser administrada a cada nova gravidez.

Até o final de 2014, a população alvo da vacina é de 484 mil gestantes e profissionais das UTIs neonatais e maternidades. Em 2015, o objetivo é vacinar 2,9 milhões de gestantes e profissionais. Já foram distribuídas 1,2 milhões de doses para todos os estados, estando disponível nos 35 mil postos da rede pública. Além disso, o Programa Nacional de Imunizações fará o envio mensal de 300 mil doses. Ao todo, foram adquiridas 4 milhões de doses, com investimento de R$ 87,2 milhões.

Esquema vacinal
As gestantes recebiam pelo SUS três doses da vacina dupla adulto (dT) contra difteria e tétano. A partir de agora, tomarão duas doses da dT e uma terceira da dTpa, ampliando a proteção também contra a coqueluche. Esta última deverá ser aplicada entre a 27ª e a 36ª semanas de gestação, período que permite que a mãe produza anticorpos e os transfira ao bebê por meio da placenta. Desta forma, a criança nasce protegida da coqueluche até receber as doses previstas no cartão de vacinação.

Dúvidas
O Ministério da Saúde preparou perguntas e respostas sobre a nova vacina. Tire todas as suas dúvidas sobre a vacinação contra a coqueluche.

Veja a apresentação do Ministério da Saúde realizada na coletiva

Sexta-feira, 14 de novembro de 2014 às 15:00

Novas parcerias para produção de medicamentos inovadores

Sexta-feira, 14 de novembro de 2014 às 14:57

Produção de medicamentos inovadores no País vai gerar economia de mais de R$ 4 bilhões

O Brasil passará a produzir medicamentos de última geração para o tratamento de doenças reumáticas e tuberculose. A transferência de tecnologia será feita por meio de Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs), política do governo federal voltada à produção de tecnologias inovadoras e estratégicas para a rede pública de saúde, e prevê investimentos de mais de R$ 213 milhões no primeiro ano.

Ministro Arthur Chioro anuncia novas parcerias na área de biotecnologia. Foto: José Cruz/Agência Brasil.

Ministro Arthur Chioro anuncia novas parcerias na área de biotecnologia. Foto: José Cruz/Agência Brasil.

Atualmente há 104 parcerias em curso para produzir 97 insumos de saúde, com financiamento previsto em R$ 13 bilhões. Este valor pode chegar à ordem de R$ 20 bilhões em um período de quatro anos. Após a internacionalização de todas as tecnologias, está prevista economia R$ 4,1 bilhões por ano em compras públicas.

Os dois novos acordos, anunciados pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta quarta-feira (12), já cumprem regras do novo marco regulatório das PDPs. As normas foram apresentadas pela primeira vez na abertura do evento Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, que reúne em Brasília cerca de 800 pesquisadores, representantes do setor produtivo e gestores de saúde. Por meio delas ficam estabelecidas as responsabilidades e compromissos por parte das empresas envolvidas, bem como prazos para apresentação, acompanhamento e execução das propostas, dando maior segurança jurídica e econômica.

“A compra pública permite não só diminuir o preço dos medicamentos, mas permite, acima de tudo, negociar a internacionalização da tecnologia. As PDPs garantem maior acesso aos usuários do tratamento, promove maior economia para o sistema e permite o desenvolvimento tecnológico dos laboratórios públicos. Estamos falando de autonomia, desenvolvimento, inovação e valorização do nosso complexo industrial”, declarou o ministro.

Um dos medicamentos que será produzido é o Infliximabe, produto biotecnológico que permite ao país avançar no desenvolvimento das mais modernas tecnologias em saúde. O Infliximabe é indicado para o tratamento de um conjunto de doenças reumáticas e autoimunes, como artrite reumatoide e doença de Crohn. Atualmente, cerca de seis mil pessoas fazem uso deste medicamento, que é de alto custo.

Para a produção do Infliximabe, a PDP, no valor de R$ 206 milhões, será firmada entre os laboratórios públicos – Biomanguinhos e IVB – e os privados – Bionovis e Janseng-Cilag. Com o contrato, a estimativa do Ministério da Saúde é de uma economia de R$ 10 milhões ao ano com a compra do medicamento.

O segundo acordo firmado se refere a um fármaco inovador desenvolvido pela Farmanguinhos, em parceria com a empresa indiana Lupin, que associa um único medicamento quatro princípios ativos no tratamento da tuberculose, o que favorece a maior adesão ao tratamento por parte do pacientes. A combinação também evita o aumento da multirresistência da doença e possibilita maior conforto ao paciente, devido à redução do número de comprimidos a serem ingeridos por dia. Atualmente o medicamento é disponibilizado à população a partir da importação deste produto pela OPAS/OMS.

Fonte: Ministério da Saúde.

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 às 12:45

Mais de 2 milhões de meninas já tomaram a 2ª dose da Vacina contra HPV

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 às 12:35

Meninas devem tomar segunda dose contra HPV para garantir proteção

Para garantir 100% de proteção contra o HPV (Papiloma Vírus Humano), provocador do câncer do colo do útero, meninas de 11 a 13 anos precisam tomar todas doses previstas na vacinação: a segunda, seis meses depois da primeira, e a terceira, de reforço, cinco anos depois. Mais de 2,2 milhões de meninas já tomaram a segunda dose da vacina contra o HPV desde o início da nova fase da campanha, no 1º de setembro. O número representa 45% do público-alvo, formado por 4,9 milhões de meninas de 11 a 13 anos.

Embora a vacina faça parte do Calendário Nacional de Imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) e esteja disponível durante todo o ano nos postos de vacinação, as adolescentes devem seguir o cronograma de intervalo entre uma dose e outra. A primeira dose sozinha não protege contra o vírus. A vacina garante proteção contra câncer do colo do útero, terceiro tumor mais frequente na população feminina e terceira causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, reforça a importância de convocar os responsáveis pelas adolescentes para que levem as meninas até os postos de saúde para tomarem a segunda dose. “Eu peço para que as mães, avós, responsáveis por meninas de 11 a 13 anos, não deixem de levá-las para vacinar. A primeira dose sozinha não protege contra o vírus. Por isso, é fundamental tomar a segunda dose. O Ministério da Saúde garante a segurança da vacina. Atualmente, ela é utilizada em mais de cinquenta países, com cerca de 175 milhões de doses aplicadas. Vacinar contra o HPV é um gesto de amor e proteção pelas meninas do nosso País”, enfatiza.

A segurança da vacina é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, a conclusão dos casos de efeitos adversos registrados no Brasil só reforça a segurança. “O desfecho desses casos, sem qualquer lesão ou sequela, é uma comprovação que a vacina é segura” salienta, lembrando que muitas reações são psicológicas, comuns em vacinação em ambientes fechados como escolas, quarteis e trabalhos.

Para o secretário, a meta de vacinar 80% das meninas será alcançada. “Eu não creio que as famílias vão perder esta oportunidade. É sempre bom lembrar que, apesar dos avanços na redução das mortes por câncer do colo do útero no Brasil, 14 mulheres morrem todos os dias com esse tipo de câncer no país”, enfatiza. Desde 10 de março, quando a imunização passou a ser ofertada gratuitamente no SUS, 4,7 milhões de meninas receberam a primeira dose, o que representa 96% do público-alvo.

O SUS oferece a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos do vírus (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero em todo mundo e os subtipos 6 e 11 por 90% das verrugas anogenitais.

A vacina contra HPV está disponível nas mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas pelo país. Neste ano, são vacinadas as adolescentes do primeiro grupo, de 11 a 13 anos. Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de nove a 11 anos e, em 2016, as meninas de nove anos.

Prevenção 
Tomar a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. No entanto, a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. A Pasta orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.

“A combinação da vacina com o Papanicolau é perfeita porque protege as meninas para o futuro. As meninas que tomam a vacina hoje, se ao chegarem aos vinte e cinco anos, começarem também a fazer o Papanicolau, praticamente será uma geração livre de câncer de colo de útero. Isso era algo impensável há 10 anos”, destaca o ministro Chioro.

O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da OMS indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer José de Alencar estima o surgimento de 15 mil novos casos.

Fonte: Ministério da Saúde.

Sábado, 8 de novembro de 2014 às 10:01

Dia D marca início de Campanha Nacional de Vacinação contra paralisia infantil e sarampo

Foto: Divulgação

Ação será realizada em mais de 100 mil pontos de vacinação em todo o país e estimativa é de que 12 milhões de crianças sejam vacinadas. Foto: Divulgação

O Dia D de mobilização para a vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo, que será realizado neste sábado (8), marcará o início da Campanha Nacional de Vacinação. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participará da ação na unidade de saúde Gothardo Peixoto Figueiredo Lima, no Bairro Damas, em Fortaleza (CE). A mobilização será realizada em mais de 100 mil pontos de vacinação em todo o país. Haverá, ainda, um novo Dia D, em 22 de novembro, com o objetivo de reforçar o alcance da campanha. A expectativa é de que mais de 12 milhões de crianças sejam vacinadas até 28 de novembro.

A campanha, que tem como objetivo manter a erradicação da poliomielite e garantir a eliminação do sarampo no Brasil, contará com a participação de mais de 350 mil profissionais de saúde. Além disso, estarão disponíveis 42 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais, para garantir a vacinação aos locais de difícil acesso. Para garantir que o esquema básico seja cumprido, as vacinas contra a poliomielite, o sarampo, rubéola e caxumba continuam disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde do Sistema Único de Saúde.

A vacinação contra a poliomielite será destinada a crianças entre seis meses e cinco anos de idade incompletos. A medida tem como objetivo manter a erradicação da doença no Brasil, que não apresenta casos de poliomielite desde 1990. Para isso, o Ministério disponibilizará mais de 17,8 milhões de doses da VOP (Vacina Oral Poliomielite) durante a campanha. A meta é vacinar pelo menos 95% do público alvo, cerca de 12 milhões de crianças.

A recomendação do Ministério da Saúde é de que todas as crianças na faixa etária da campanha sejam vacinadas, pois a VOP vale tanto para colocar em dia a vacinação atrasada como para reforço de quem está com o calendário em dia. A VIP (Vacina Inativada Poliomielite), utilizada no início de esquema de vacinação, também estará disponível para crianças com o calendário atrasado, ou seja, que não iniciaram o esquema de vacinação com as duas primeiras doses injetáveis, aos dois e quatro meses de idade.

Em relação ao sarampo, a recomendação é que sejam vacinadas crianças entre um e cinco anos de idade (incompletos). A meta é atingir ao menos 95% do público alvo, cerca de 10,3 milhões de crianças. Para isso, o Ministério da Saúde distribuirá mais de 11,8 milhões de doses da vacina tríplice viral, que além de imunizar contra o sarampo, também garante a proteção contra a rubéola e a caxumba.

Todos os estados e o Distrito Federal participarão da campanha de seguimento contra o sarampo. No estado do Ceará e em alguns municípios de Pernambuco, a vacinação foi antecipada a fim de interromper a cadeia de transmissão do vírus, devido ao registro de casos da doença em 2013 e 2014. Vale destacar que, apesar dos registros da doença nesses dois estados, todos os casos foram importados ou relacionados à importação, e o Brasil ainda é considerado livre do sarampo. No entanto, as crianças entre seis meses e cinco anos de idade incompletos que residem nesses estados devem comparecer aos postos de saúde para receberem a vacina contra poliomielite e atualizar a caderneta de vacinação para o sarampo, caso estejam em atraso.

Poliomielite
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave e a única forma de prevenção é por meio da vacinação. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

Embora, atualmente, o Brasil esteja livre da paralisia infantil, é fundamental a continuidade das campanhas de vacinação, para evitar a reintrodução do vírus no país. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 10 países registraram casos de poliomielite em 2013 e 2014, sendo que três deles são considerados endêmicos – Paquistão, Nigéria e Afeganistão.

Sarampo
O sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A única forma de prevenção também é por meio da vacina.

Os últimos registros de contágio autóctone de sarampo no Brasil ocorreram em 2000. Em 2013 e 2014, foram registrados casos importados ou relacionados à importação, com concentração nos estados de Pernambuco e Ceará. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença, de acordo com a OMS. Cabe ressaltar que, com o fluxo de turismo e comércio entre os países, o risco de importação do vírus é maior.

Fonte: Ministério da Saúde.

Quinta-feira, 6 de novembro de 2014 às 19:59

Novembro Azul chama atenção para combate ao câncer de próstata

Monumentos e prédios públicos receberam iluminação especial para lembrar o Novembro Azul, campanha de conscientização para alertar a população sobre a importância de realizar exames periódicos para detectar alteração da próstata.

Foto: Palácio do Planalto, Roberto Stuckert Filho/PR. Memorial JK, Congresso Nacional e Itamaraty, Valter Campanato/Agência Brasil.

Fotos: Palácio do Planalto, Roberto Stuckert Filho/PR. Memorial JK, Congresso Nacional e Itamaraty, Valter Campanato/Agência Brasil.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o câncer de próstata é o segundo tipo mais incidente entre homens no mundo e o quinto em taxa de mortalidade. No Brasil, é o câncer mais incidente entre homens e é o segundo tipo em mortalidade no Brasil. Em 2012, foram registrados 13.354 óbitos pela doença, o que representa 13,1% dos óbitos por câncer em homens.

O câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos ocorrem a partir dos 65 anos. O risco também é maior entre homens que tenham história familiar de câncer de próstata, especialmente quando os casos ocorrem antes dos 60 anos. Como prevenção, a sugestão é realizar consultas médicas e exames periódicos, sobretudo para os homens que se concentram no grupo de maior risco.

Com o objetivo de ampliar o acesso da população masculina aos serviços de saúde, principalmente na atenção primária, o Ministério da Saúde lançou, em 2009, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH). A iniciativa foi uma resposta à constatação de que os agravos do sexo masculino são um problema de saúde pública. A cada três mortes de adultos, duas são do sexo masculino.

Fonte: Inca e Instituto Lado a Lado pela Vida.

Terça-feira, 4 de novembro de 2014 às 12:40

Casos de dengue têm redução de 61% em 2014

Tweets

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-