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Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 às 17:06

Programa Mais Médicos aloca mais de 3 mil novos profissionais na primeira chamada de 2015

Com informações do Ministério da Saúde

O balanço da apresentação dos profissionais com CRM brasileiro na 1ª chamada de 2015 do programa Mais Médicos mostra que 84% dos médicos se apresentaram nas cidades onde foram alocados. Entre os 3.936 profissionais que deveriam confirmar a participação nos municípios até o dia 20 de fevereiro, 3.304 compareceram.

"O resultado até o momento é muito surpreendente", destacou o ministro da Saúde sobre o interesse dos médicos brasileiros pelo programa. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“O resultado até o momento é muito surpreendente”, destacou o ministro da Saúde sobre o interesse dos médicos brasileiros pelo programa. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Com isso, estão disponíveis para a segunda chamada 835 vagas em 498 municípios e 12 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Os candidatos inscritos têm até às 20h desta terça-feira (24) para selecionar até quatro cidades disponíveis.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou o interesse dos médicos brasileiros pelo programa. “A incorporação do Provab (Programa de Valorização da Atenção Básica) foi uma estratégia para estimular a participação dos profissionais com CRM Brasil. O resultado até o momento é muito surpreendente e começou a ocorrer mais rápido do que o esperado, desde o início do processo quando mais de 15 mil médicos se inscreveram neste novo edital do programa, o que é muito positivo”, avalia.

A maioria dos médicos que se apresentou (1.896) optou pelo benefício da pontuação de 10% nas provas de residência médica, caso tenha conceito satisfatório durante os 12 meses de atuação no programa. Outros 1.408 profissionais escolheram os benefícios do Mais Médicos, incluindo os 930 médicos do Provab que resolveram confirmar a atuação no município por mais três anos. Os profissionais começam a atuar nos municípios no dia 2 de março.

Ao todo, 1.294 cidades e 12 distritos indígenas aderiam ao edital lançado em janeiro. Até o momento, 1.086 municípios e 3 DSEIs conseguiram ocupar integral ou parcialmente as vagas dentro da primeira chamada. Entre os 498 municípios com vagas restantes nas unidades básicas de saúde para as próximas chamadas, 292 tiveram a solicitação parcialmente atendida e 206 ainda não conseguiram atrair nenhum médico. Nenhum dos distritos indígenas preencheu todas as vagas.

Cerca de 70% (610) dos municípios escolhidos estão dentro do critério de vulnerabilidade social e econômico, como as cidades com 20% de sua população em extrema pobreza, com IDH baixo e muito baixo, localizadas no semiárido, Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira e nas periferias de capitais e regiões metropolitanas. A região Nordeste foi a mais atendida nesta primeira fase: das 1.784 opções disponíveis, 1.505 foram preenchidas. No Sudeste, das 1.019 solicitadas, 837 foram ocupadas, seguido do Centro-Oeste, com 314 ocupadas entre as 393 disponíveis, do Sul, com 408, das 520 possíveis e do Norte com 240 profissionais para as 395 vagas apontadas pelos municípios.

Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 às 12:10

Parto normal no SUS atrai gestantes que possuem convênio

Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 às 12:00

“Tem uma lógica de respeito às pessoas”, diz mãe que procurou SUS para parto normal

O parto normal é o procedimento mais procurado no SUS por usuárias de plano de saúde. Só no período de 2008 a 2012, 96.223 mulheres que possuem convênio médico realizaram esse procedimento na rede pública. O dado é do mapeamento divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Ministério da Saúde sobre as operações de ressarcimento financeiro realizadas ao SUS pelas operadoras de planos de saúde. Segundo a legislação, quando usuários de planos de saúde utilizam a rede pública, as operadoras precisam reembolsar o SUS pelo serviço.

De acordo com as mães, esse fenômeno tem acontecido em virtude da dificuldade das gestantes em encontrar médicos na rede suplementar dispostos a realizar um parto normal. Atualmente, no Brasil, 84% dos partos realizados na rede privada são cesarianas. No SUS esse índice é de 40%.

É o caso da enfermeira Thaís Severino, de 35 anos, que é mãe de Helena, de oito meses. Usuária de plano de saúde desde 2012, após procurar três obstetras do seu convênio, ela optou por realizar um parto normal na Casa de Parto de São Sebastião, região no entorno do DF.

“Eu cheguei a fazer o pré-natal com três médicos na rede privada. Os dois primeiros se predispuseram, inicialmente, a fazer o parto normal, mas eu percebi que eles sempre destacavam muito as exceções e os empecilhos ao parto natural nas consultas.  Essa postura me fragilizava muito”, conta a enfermeira que alega que a sua formação profissional foi decisiva para sua opção de fazer um parto normal.

 A enfermeira Thaís Severino teve sua filha na Casa de Parto de São Sebastião, no DF. Apesar de ser usuária de plano de saúde, ela optou por um parto humanizado no SUS. Foto: Arquivo pessoal.


A enfermeira Thaís Severino teve sua filha na Casa de Parto de São Sebastião, no DF. Apesar de ser usuária de plano de saúde, ela optou por um parto humanizado no SUS. Foto: Arquivo pessoal.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o índice recomendável de cesarianas deve ficar em torno de 15%, já que o procedimento é indicado apenas em casos em que haja complicações reais para a mulher e para o bebê.  No entanto, no Brasil, as cesarianas marcadas tem sido priorizadas – sobretudo na rede privada – por questões como a comodidade, já que permitem a compatibilização de agendas entre mães e médicos, e a relativa praticidade do procedimento cirúrgico, que não dura mais de duas horas.

“A verdade é que tem mesmo os profissionais que marcam a cesárea porque têm que viajar, porque têm consulta depois. Foram questões como essa que me ajudaram na decisão em fazer no SUS, porque eu sei que o SUS não tem essa lógica. Não tem essa lógica de produção, de horário marcado, na experiência que eu pude ver, tem uma lógica de respeito às pessoas”, ressalta.

De acordo com a obstetra Renata Reis, a cesariana é uma cirurgia extraordinária que sempre salvou muitas vidas. No entanto, a profissional alerta que é fundamental que o procedimento seja realizado de maneira necessária.

A cesariana é uma cirurgia abdominal de médio porte. Todo procedimento cirúrgico a gente tem que colocar na balança os riscos e os benefícios. Eu entendo que em uma cirurgia que não tenha indicação, que não tenha necessidade, os riscos são muito maiores que os benefícios. Esses riscos não têm justificativa”, alerta.

A enfermeira Thaís Severino com o marido, o advogado Sérgio Britto, e a filha do casal, Helena. Segundo Thaís, o sucesso da experiência da chegada de Helena fortaleceu o vínculo da família. Foto: Arquivo pessoal

A enfermeira Thaís Severino com o marido, o advogado Sérgio Britto, e a filha do casal, Helena. Segundo Thaís, o sucesso da experiência da chegada de Helena fortaleceu o vínculo da família. Foto: Arquivo pessoal

Segundo a médica, uma cesariana marcada representa uma chance três vezes maior de morte tanto para a mãe quando para o bebê. Além disso, há maiores chances de hemorragia, infecção, trombose, além dos riscos relacionados à anestesia.

Para a criança, a principal consequência é a prematuridade e a imaturidade pulmonar. De acordo com dados do Ministério da Saúde, as cesáreas agendadas também aumentam em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e é a principal causa do encaminhamento de bebês para UTIs neonatais.

Renata também enfatiza que a única prova existente que um bebê está pronto para o nascimento é o trabalho de parto. “Realizar uma cesariana marcada, ainda que seja em uma idade gestacional mais avançada, com 39 ou 40 semanas, não significa que o bebê está pronto para nascer. Talvez aquele bebê precisasse de mais tempo para estar maduro. Quando não ocorre o trabalho de parto, o bebê não tem o seu tempo respeitado”, alerta.

É o que também avalia a mãe de Helena. Segundo a enfermeira, a filha – que nasceu com 40 semanas e cinco dias – nunca ficou doente, nunca passou por uma UTI neonatal e nem por procedimentos invasivos como a aspiração das vias aéreas.

“A Helena nasceu muito bem. Todo mundo dizia que ela parecia mais velha do que era. Ela é muito ativa. Eu acho que é porque ela nasceu no tempo certo, madura. Quando ela nasceu ela já tinha o pescoço durinho, já fazia um monte de coisas que as pessoas diziam que só crianças mais velhas faziam. Sinceramente, eu não sei se essas crianças são assim porque não nascem maduras, principalmente, quando se leva em conta o número de cesáreas que são feitas hoje em dia”, avalia.

Ela ainda relata que durante a gravidez foi “bombardeada” por familiares e amigas para agendar logo uma cesariana: “Parece que as pessoas que querem estar ativas no seu trabalho de parto, na chegada do seu filho, estão fazendo uma coisa antinatural. A lógica está completamente invertida”, argumenta.

Thaís grávida de sua primeira filha, Helena. Ela conta que durante a gravidez foi “bombardeada” por familiares e amigas para agendar logo sua cesariana. “A lógica está completamente invertida”, argumenta. Foto: Arquivo pessoal.

Thaís grávida de sua primeira filha, Helena. Ela conta que durante a gravidez foi “bombardeada” por familiares e amigas para agendar logo uma cesariana. “A lógica está completamente invertida”, argumenta. Foto: Arquivo pessoal.

Mudança de modelo
De acordo com a coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, o Governo Federal tem como objetivo instituir uma mudança no modelo de atenção ao parto e ao nascimento no País de modo a qualificar a assistência obstétrica e neonatal no Brasil.

Para isso, ela destaca a importância da presença das enfermeiras obstétricas ou obstetrizes na atenção às mulheres em partos de baixo risco, a reformulação dos centros de parto normal em ambientes mais acolhedores para as gestantes, além do respeito à privacidade e à liberdade da mulher no momento do parto. “Nosso objetivo é trocar a cesárea agendada por uma assistência qualificada e humanizada, que gere grande satisfação para as mulheres”, afirma.

Nesse sentido, ela destaca o trabalho da Rede Cegonha que busca qualificar a assistência ao parto normal no SUS. Segundo a coordenadora, o projeto veio para alterar o modelo de assistência ao parto a ao nascimento nos hospitais públicos do País, mudando as estruturas e os processos de cuidado. Segundo ela, a ideia é reverter o atual modelo tecnocrático e biologicista do parto por um procedimento humanizado, acolhedor e respeitoso para a mulher e para suas famílias.

Parto humanizado
A Casa de Parto de São Sebastião é uma instituição, vinculada ao SUS, voltada ao parto normal humanizado. A unidade realiza uma média de 36 partos naturais por mês. Só no ano passado, foram 426 partos normais. Para serem atendidas no local, as mães precisam ter feito o pré-natal completo – o que representa um mínimo de sete consultas – nunca ter passado por uma cesariana e não apresentar indicativo de gravidez de risco, como pressão alta, por exemplo.

Para a coordenadora do Ministério da Saúde, Esther Vilela, o Governo Federal tem investido para reverter o atual modelo tecnocrático e biologicista do parto. “A Rede Cegonha veio para isso”, afirma. Foto: Divulgação – Gabinete Digital/PR.

Para a coordenadora do Ministério da Saúde, Esther Vilela, o Governo Federal tem investido para reverter o atual modelo tecnocrático e biologicista do parto. “A Rede Cegonha veio para isso”, afirma. Foto: Divulgação – Gabinete Digital/PR.

De acordo com a enfermeira obstétrica e diretora da Casa de Parto, Jussara Vieira, uma casa de parto ou um centro de parto normal busca ao máximo atender às necessidades da mulher, proporcionando conforto e privacidade para a mãe e seu acompanhante.

Ela destaca que esses centros são equipados com vários materiais que funcionam como métodos não farmacológicos de alívio da dor como bolas, barras, banheiras e chuveiros com água morna. Além disso, ela ressalta que os profissionais do local são altamente capacitados para dar toda a assistência necessária à gestante.

É o que também argumenta Thaís.  Segundo a mãe de Helena, a Casa de Parto não tem luxo, nem serviços de hotelaria, mas tem toda a estrutura necessária para a realização de um parto humanizado. Quando indagada se havia se arrependido de trocar uma possível cesariana no seu plano de saúde por um parto normal no SUS, ela respondeu que encontrou muito mais segurança na Casa de Parto de São Sebastião.

“Em nenhum momento eu me arrependo. A verdade é que eu não acho que eu teria segurança no meu plano de saúde. Eu não acho que eu entrando num hospital, com os médicos que me atenderam do plano, eu conseguiria ter um parto normal. E na Casa de Parto, com os profissionais que conheci, com os princípios que eu sei que eles têm, eu me senti bem mais acolhida e segura”, ressaltou.  

Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015 às 18:35

Primeira chamada de 2015 do Mais Médicos tem 95% das vagas preenchidas por brasileiros

Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015 às 18:27

Primeira chamada do Mais Médicos em 2015 preenche 95% das vagas ofertadas

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Mais Médicos superou período de tensão e tem credibilidade com a população, gestores e profissionais médicos, diz Chioro. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

O resultado da primeira chamada de 2015 do Mais Médicos, divulgado hoje (11) registrou um índice de 95% das vagas ofertadas preenchidas por profissionais com CRM brasileiro. O Ministério da Saúde anunciou também que 91% dos municípios que aderiram ao novo edital tiveram a demanda atendida.

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, os números são surpreendentes e positivos, refletindo o aprimoramento do programa. Este ano foram 1.294 cidades que solicitaram profissionais e desse total 1.181 conseguiram atrair profissionais para suprir 100% das vagas disponíveis, o equivalente a 91% dos municípios inscritos. A expectativa é atender 63 milhões de pessoas neste novo ciclo.

“Hoje o programa é uma realidade. O tensionamento que se estabeleceu em torno dele já não tem mais a mesma dimensão e é um programa que goza de enorme credibilidade junto à população, entre os gestores municipais e estaduais e entre os próprios médicos”, avalia Chioro.

O ministro destacou também que entre os 3.936 profissionais selecionados na primeira chamada, 59% optaram pelo benefício da pontuação extra de 10% nas provas de residência médica.

“Isso é um indicativo, mas nós também temos que considerar que 41% dos médicos com CRM brasileiro escolheram ir para o Mais Médicos, ir para a atenção básica em municípios muito pobres, nas periferias de grandes cidades, em regiões de muito difícil acesso, mas é onde o povo brasileiro mais precisa de médicos com vontade de atender bem, com qualidade, à população brasileira”, garante.

Com a ocupação das 4.146 vagas apontadas pelos municípios no novo edital, o governo federal garantirá em 2015 a permanência de 18.247 médicos nas unidades básicas de saúde de todo o país, levando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas. Serão 4.058 municípios beneficiados dos 5.568 municípios do Brasil, o que representa 72,8% de todas as cidades brasileiras, além dos 34 distritos indígenas. Até 2014, 14.462 médicos atuavam em 3.785 municípios, beneficiando 50 milhões de brasileiros.

Os médicos selecionados nessa primeira chamada têm até o dia 20 para formalizar a adesão ao programa. Quem não cumprir esta etapa irá perder a vaga, que voltará a ser ofertada em uma nova chamada prevista para os dias 23 e 24 de fevereiro. A terceira chamada está prevista para os dias 17 e 18 de março. Só a partir dessa etapa é que serão oferecidas vagas para médicos com diploma expedido no exterior e posteriormente para médicos estrangeiros.

Veja apresentação com dados da primeira chamada

Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015 às 17:25

Ministério da Saúde realiza ação em aplicativos de relacionamento para prevenção à aids

Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015 às 17:17

Governo divulga prevenção à aids nos aplicativos de relacionamento Tinder e Hornet

 Com informações do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (9), ação de prevenção à aids nos aplicativos de celular Tinder e o Hornet. O objetivo é chamar a atenção dos jovens ao uso do preservativo e a escolha dos aplicativos, que promovem encontro de pessoas a partir de localização geográfica e de interesse, levou em conta a ampla repercussão nesse público. Tanto o Tinder quanto o Hornet possuem milhares de usuários no Brasil, sendo que o segundo é voltado para o público gay masculino.

Um dos perfis criados no Tinder para a ação de enfrentamento à aids em novas mídias. Imagem: divulgação/Ministério da Saúde.

Um dos perfis criados no Tinder para a ação de enfrentamento à aids em novas mídias. Imagem: divulgação/Ministério da Saúde.

Para dialogar com o maior número de pessoas foram criados cinco perfis de personagens (três homens e duas mulheres) que se identificavam como pessoas à procura de sexo sem camisinha. O intuito da ação foi chegar às pessoas que aceitam uma relação sexual sem uso do preservativo. Ao interagir com esses personagens, as pessoas receberam, imediatamente, uma mensagem direta sobre a importância da prevenção e sexo seguro. Dessa forma, o Ministério da Saúde atinge o público utilizando novas mídias, masi afeitas ao público-alvo. Além disso, a ação preserva a identidade dos participantes, não havendo nenhum tipo de perfil público ou informação compartilhável fora do ambiente do aplicativo.

A ação contou com um projeto piloto nos dias 23 e 24 de janeiro em Brasília, sendo estendida para o Rio de Janeiro (30 e 31 de janeiro) e Salvador (31 de janeiro e 01 de fevereiro). Nessas ações, foram realizadas mais de duas mil interações com o público. Os locais visitados foram bares, boates LGBT e shows.

A ação foi anunciada durante a divulgação da Campanha de Prevenção às DST e Aids do Carnaval 2015, no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltou a importância não apenas do uso da camisinha, mas também da realização do teste e tratamento oportuno, no caso do diagnóstico positivo. “A campanha de Carnaval deste ano, que também será estendida a outras festas populares, inovou ao focar na prevenção combinada: camisinha, testagem e tratamento”, ressaltou o ministro.

Por outro lado, Chioro lembrou que a prevenção deve ser adotada por toda a população brasileira. “Hoje não podemos falar de grupo de risco. Todas as pessoas com vida sexual ativa são vulneráveis. Dai a importância de usar a camisinha e se testar”, destacou o ministro.

#PartiuTeste
Na última sexta-feira (6), a Pasta anunciou um novo diagnóstico para a aids. O teste oral para aids com resultado em até 30 minutos, que estará disponível para usuários do SUS no decorrer deste ano.

Sábado, 7 de fevereiro de 2015 às 15:00

Casos de morte por dengue caem 83% em janeiro

Com informações do Ministério da Saúde

No primeiro mês de 2015, em comparação com janeiro do ano passado, as mortes causadas por dengue reduziram 83%. Foram 37 óbitos em 2014 e seis em 2015. Os novos dados foram apresentados pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante sua participação, neste sábado (7), no Dia D+1 de mobilização contra dengue e chikungunya, em Valparaíso (GO).

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Ministro Arthur Chioro participa de mobilização contra dengue e chikungunya . Foto: Rodrigo Nunes/MS.

 

Além das mortes, os casos graves e a nova denominação “dengue com sinais de alarme” também apresentaram queda. Os 77 casos de dengue com sinais de alarme – quando a doença tem maior chance de se agravar – são 80,8% menor que os 402 registrados em janeiro de 2014. Nos casos graves, a redução foi de 71,42%, caindo de 49 – em 2014 – para 14, em 2015.

Os dados também mostram que o período de maior transmissão da dengue já começou e demonstra que é preciso ficar alerta. O primeiro balanço do Ministério da Saúde de 2015 registrou um aumento de 57,2% dos casos notificados no mês de janeiro, comparado ao mesmo período do ano passado. Foram 40.916 notificações no primeiro mês de 2015, contra os 26.017 em janeiro de 2014.

Na ocasião, o ministro chamou a atenção para o aumento dos casos no primeiro mês do ano. Segundo ele, os números representam um alerta à população e aos gestores de que é preciso ficar atento e reforçar as ações de prevenção. “Precisamos focar nas medidas de prevenção, eliminando os criadouros do mosquito transmissor da doença,  o Aedes aegypti”, afirmou.

Chioro também comentou a redução dos casos graves e óbitos. “A boa notícia é que os serviços de saúde estão diagnosticando e tratando melhor, o que vem refletindo em redução dos casos graves e óbitos”. Ele reforçou, no entanto, a importância do manejo adequado dos pacientes. “Os profissionais de saúde devem ficar atentos aos sinais e sintomas da doença, principalmente de agravamento, para evitar os óbitos”, afirmou.

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, ressaltou que cerca de 70% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão em residências. “Em 15 minutos semanais é possível fazer uma vistoria em casa e acabar com qualquer possível criadouro do mosquito. Toda a vizinhança precisa se engajar no combate ao mosquito”, convocou Giovanini.

O coordenador alertou também para o hábito das pessoas de estocar água em casa, especialmente neste período de estiagem. “Acumular água em casa sem proteção, sem que os vasilhames estejam corretamente fechados, facilita a reprodução do mosquito transmissor da dengue”, ressaltou o coordenador, lembrando que não pode deixar também de considerar os outros fatores de risco para a procriação de mosquitos, como calhas, pneus, brinquedos, caixas d’água destampada, vasilhas de água para animais.

Chikungunya
Além do perigo da dengue, o período de chuvas deste ano trará uma nova ameaça à saúde: a febre chikungunya. Em 2015, foram registrados 23 casos autóctones da doença, sendo 22 na Bahia e um em Goiás. Nenhum caso importado.

Em 2014, foram confirmados 2.847 casos de febre chikungunya, sendo 94 importados, ou seja, de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela e Ilhas do Caribe. Outros 2.753 são autóctones – diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Foram 1.554 casos em Oiapoque (AP); 996 em Feira de Santana (BA); 198 em Riachão do Jacuípe (BA); um em Baixa Grande (BA); dois no Distrito Federal; um em Boa Vista (RR); e um em Campo Grande (MS).

Reforço
Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle dessas doenças, o Ministério da Saúde repassou um recurso adicional de R$ 150 milhões a todos os estados e municípios brasileiros. Os recursos são exclusivos para qualificação das ações de combate aos mosquitos transmissores da dengue e do chikungunya, o que inclui a contratação de agentes de vigilância. Do total repassado, R$ 121,8 milhões foram para secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões às secretarias estaduais. O valor representa um subsídio de 12% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde de R$ 1,25 bilhão.

A preparação contra a dengue foi reforçada com a distribuição de insumos estratégicos, como larvicidas, inseticidas e kits para diagnóstico. Além disso, o Ministério da Saúde elaborou e divulgou os planos nacionais de contingência de dengue e chikungunya e assessorou estados na criação dos planos locais.

No final de 2014, o Ministério da Saúde, realizou, em parceria com os gestores locais Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) em 1.824 municípios. O levantamento é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, por possibilitar aos gestores locais de saúde identificar os locais mais críticos com a presença do mosquito transmissor e antecipar as ações de prevenção.

 

Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015 às 18:29

Teste oral para aids com resultado em até 30 minutos estará disponível para usuários do SUS

Com informações do Ministério da Saúde

Os usuários do SUS passarão a contar com um novo tipo de diagnóstico para a aids. Trata-se do teste oral, que está sendo distribuído aos estados pelo Ministério da Saúde. A previsão do governo federal é de que, no decorrer de 2015, o teste oral esteja disponível na rede pública de saúde.

saude

No início deste ano, o ministério enviou aos estados cerca de 140 mil testes. Estes testes estavam sendo utilizados dentro do projeto Viva Melhor Sabendo, parceria da Pasta com 60 organizações da sociedade civil de todo o País. As ONGs saem a campo para testar as populações-chave (transexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam drogas e profissionais do sexo) em bares, parques e outros locais de concentração LGBT.

Nesse período, foram realizados 14 mil testes de HIV via oral, sendo 381 positivos para a doença. Desse total, 43% nunca haviam feito teste de HIV. O objetivo do projeto é reduzir as novas infecções pelo HIV nessas populações. Atualmente, das cerca de 750 mil pessoas que vivem com HIV/aids no Brasil, estima-se que 150 mil delas ainda não saibam serem portadoras do vírus. O número de testes positivos nas ações realizadas pelas ONGs mostra índice maior em relação aos dados da população em geral. Enquanto a taxa de prevalência do HIV na população geral do Brasil é de 0,4%, na de travestis é de 12%. Já nos grupos de transexuais, de gays e de profissionais do sexo masculino a prevalência é, em média, de 5%.

No teste oral não é necessário furar o dedo ou tirar sangue como nos testes rápidos e tradicionais disponíveis nas unidades de saúde do Brasil. O fluído para o teste é extraído da gengiva e o começo da mucosa da bochecha, com o auxílio da haste coletora. O resultado sai em até 30 minutos. A grande vantagem é a segurança e a confiabilidade, além de não necessitar de infraestrutura laboratorial. Quando o resultado dá positivo para HIV, a pessoa é encaminhada à rede de serviço de referência previamente organizada para diagnóstico e tratamento em cada município-sede do projeto.

Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 às 19:00

Mais Médicos: 4.146 novas vagas para o programa

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