Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:


Quinta-feira, 11 de dezembro de 2014 às 15:04

PAC 2 executa R$ 1 trilhão no governo Dilma

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) atingirá até 31 de dezembro de 2014 a execução de R$ 1,066 trilhão, o que representa 96,5% do previsto para o período 2011-2014. As ações concluídas atingiram R$ 796,4 bilhões nos seis eixos do PAC 2, 99,7% do valor global previsto concluir até 2014. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) durante apresentação do 11º Balanço do PAC 2 no Palácio do Itamaraty. Os ministros Miriam Belchior, Planejamento, Paulo Sérgio Passos, Transportes, e Edison Lobão, Minas e Energia, participaram do evento realizado em Brasília.

O 11º Balanço do PAC 2 foi apresentado pelos ministros Miriam Belchior, Paulo Sérgio Passos, e Edison Lobão. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O 11º Balanço do PAC 2 foi apresentado pelos ministros Miriam Belchior, Paulo Sérgio Passos, e Edison Lobão. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Eixo Transportes
O Eixo Transportes do PAC 2 concluiu R$ 66,9 bilhões em empreendimentos em todo o País.

Em rodovias são 5.188 km de obras finalizadas das quais 1.413 km foram concessões. Os destaques são a duplicação da BR-060, de Goiânia a Jataí, com 315 km e o Arco do Rio de Janeiro – BR-493. Também foram construídos 22 km da BR-448, a Rodovia do Parque, entre Porto Alegre e Sapucaia do Sul, a construção de 4,3 km da Via Expressa ao Porto de Salvador na BR-324. Ainda há obras em andamento em 7 mil km, sendo 2,6 mil km de duplicação e adequação e 4,3 mil km de construção e pavimentação.

Em ferrovias, ao longo de quatro anos, mil km entraram em operação, como o trecho de 855 km da Ferrovia Norte-Sul, de Palmas a Anápolis, e a extensão de 247 km da Ferronorte, entre Alto Araguaia e Rondonópolis.

Em portos, o PAC 2 concluiu 30 empreendimentos, como a ampliação do Cais Comercial do Porto de Vitória, construção dos Terminais de Passageiros de Natal e Recife e dragagens de aprofundamento nos portos de Imbituba (SC), Santos (SP), Natal (RN), Fortaleza (CE), São Francisco do Sul (SC), Itajaí (SC), Rio de Janeiro (RJ) e Suape (PE).

Na área de aeroportos, as obras do PAC 2 ampliaram a capacidade de atendimento para 70 milhões de passageiros por ano, com a conclusão de 37 empreendimentos. Entre as obras que foram concluídas nos aeroportos para facilitar e agilizar o deslocamento de passageiros estão: a reforma do Terminal de Passageiros 2 do Galeão (RJ), a recuperação de pistas e pátios dos aeroportos de Foz do Iguaçu (PR) e Campo Grande (MS), e a construção do Terminal 4 – Guarulhos (SP). E as concessões dos aeroportos de Brasília (DF), Campinas (SP), Guarulhos (SP) e São Gonçalo do Amarante (RN). Nos aeroportos regionais foram concluídas 15 obras em 11 cidades.

O PAC 2 universalizou ainda o acesso a retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões caçamba em municípios com menos de 50 mil habitantes. Foram entregues 5.071retroescavadeiras, 5.060 motoniveladoras e 5.060 caminhões caçamba alcançando toda a meta prevista no Programa.

Eixo energia
No Eixo Energia, o PAC 2 concluiu R$ 253,3 bilhões de ações em geração de energia elétrica e petróleo e gás natural.

Em geração, promoveu a entrada de 15.908 MW no parque gerador brasileiro. Entre as usinas que entraram em operação, vale destacar as hidrelétricas de Santo Antônio, e Jirau que ficam no estado de Rondônia. As duas já contam com 51 unidades geradoras totalizando 3.636 MW de capacidade instalada. Também entraram em operação 108 usinas eólicas, com capacidade instalada de 2.849 MW. A usina de Belo Monte, que terá 11.233 MW de capacidade instalada, já está com 62% de execução e a usina de Teles Pires, no Mato Grosso, está com 97 % de obras executadas.

Para levar toda essa energia aos mercados consumidores, foram concluídas 53 linhas de Transmissão de Energia Elétrica, totalizando 19.862 km de extensão e 15 subestações. No PAC 2, 14 leilões viabilizaram a concessão de 26.159 km de novas linhas de transmissão, com investimento previsto de R$ 36,3 bilhões.

No setor de petróleo e gás natural, foram concluídos 28 empreendimentos em exploração e produção de petróleo, 21 em refino e petroquímica, 11 em fertilizantes e gás natural e três em combustíveis renováveis. Foi contratado o financiamento de 426 embarcações e 13 estaleiros. O pré-sal, em outubro deste ano, alcançou a produção de 640 mil barris em um único dia, equivalente a 28% da produção nacional.

Na área de refino e petroquímica, destaca-se a entrada em operação em novembro da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, com capacidade para processar 230 mil barris de petróleo por dia. O Complexo Petroquímico do Rio Janeiro já atingiu 82% de obras executadas. Foram concluídas ainda as obras de modernização e melhoria da qualidade das refinarias existentes, com investimentos de mais de R$ 22 bilhões nos quatro anos.

Cidade Melhor
O Eixo Cidade Melhor concluiu, com investimentos de R$ 10,7 bilhões, 1.600 empreendimentos de saneamento, incluindo esgotamento sanitário e saneamento integrado. Além disso, foram concluídos 86 empreendimentos de drenagem, 27 de contenção de encostas e 46 de pavimentação.

Em mobilidade urbana, foram concluídos, ou estão em fase final de obras, e já operam 31 empreendimentos. Em 2014, destacam-se o trecho Lapa-Retiro da Linha 1 do metrô de Salvador, as Linhas Sul e Centro do metrô de Recife, a Linha Sul do metrô de Fortaleza, os BRTs Leste-Oeste e Norte-Sul, além da Via Mangue, em Recife, os BRTs da Área Central, da Av. Cristiano Machado, da Av. Antônio Carlos, em Belo Horizonte, o BRT Transcarioca, no Rio de Janeiro, o Corredor Mário Andreazza, em Cuiabá, o BRT Eixo Sul, em Brasília, e o trem urbano São Leopoldo-Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre.

Por meio do PAC Cidades Históricas, o Governo Federal disponibilizou R$ 1,6 bilhão para recuperação de monumentos e sítios urbanos de 44 cidades, em 20 estados. Estão em execução, por exemplo, as restaurações da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Ouro Preto (MG) e do Mercado Público de Jaguarão (RS).

Comunidade Cidadã
No Eixo Comunidade Cidadã, foram contratadas a construção ou ampliação de 14.448 Unidades Básicas de Saúde, com investimentos de R$ 3,7 bilhões, em 4.145 municípios de todo o país, das quais 9.002 estão em obras e 3.326 foram concluídas até 2014.

Foram também contratadas 484 Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que terão capacidade mensal de até 3,1 milhões de atendimentos e, desse total, 283 estão em obras e 39 foram concluídas até outubro de 2014.

Minha Casa, Minha Vida
O programa Minha Casa, Minha Vida concluiu empreendimentos no valor de R$ 449,7 bilhões. Foram contratadas 3,7 milhões de moradias, sendo que 1,87 milhão já foram entregues. São mais de sete milhões de pessoas beneficiadas, quase três vezes a população de Belo Horizonte (MG).

Água e Luz Para Todos
No Eixo Água e Luz Para Todos foram concluídas ações no valor de R$ 10,3 bilhões.

No PAC 2, foram realizados mais de 538 mil ligações de energia elétrica para 2 milhões de pessoas que vivem no campo, em assentamentos da reforma agrária, aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas. Desse total, mais de 205 mil pessoas são beneficiárias do Programa Brasil Sem Miséria.

Em recursos hídricos, mais de 238 localidades tiveram sistemas de abastecimento de água implantados e foram construídos 58 sistemas de esgotamento sanitário. Estão concluídos 1.150 empreendimentos, que melhoraram o sistema de abastecimento de água em áreas urbanas e 32 empreendimentos de recursos hídricos para combater a escassez de água no Nordeste.

A Integração do Rio São Francisco, maior obra hídrica do Brasil com 477 km de extensão, iniciou o bombeamento de água no Eixo Leste. No Eixo Norte, as obras estão com 68% executadas. No Eixo Leste, progrediram para 67% no mesmo período. O Projeto atualmente emprega mais de 11 mil trabalhadores e 3.800 mil máquinas estão em operação.

Quarta-feira, 10 de dezembro de 2014 às 18:40

Para Dilma, agraciados com prêmio dos direitos humanos combatem “chagas” diariamente

"Num país como o nosso, pessoas como vocês se instituem em exemplos, em exemplos e referências, e isso cria valores éticos e valores morais, que é muito importante, sobretudo para a nossa juventude", disse a presidenta. Na foto, ela entrega prêmio à senhora Clara Charf,  na Categoria Igualdade de Gênero, no Palácio do Itamaraty. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“Num país como o nosso, pessoas como vocês se instituem em exemplos, em exemplos e referências, e isso cria valores éticos e valores morais, que é muito importante, sobretudo para a nossa juventude”, disse a presidenta. Na foto, ela entrega prêmio à senhora Clara Charf, na Categoria Igualdade de Gênero. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Dando seguimento às comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, a presidenta Dilma Rousseff condecorou os 23 agraciados com a 20ª Premiação dos Direitos Humanos 2014, no Palácio do Itamaraty. Ela os enfatizou como exemplos para o país por contribuírem no enfrentamento às violações dos direitos humanos e também para a afirmação destes direitos no Brasil.

“A luta que vocês travam é de fundamental importância. São batalhas diárias que impõem sacrifícios, são causas que exigem abnegação, fraternidade e muita generosidade. Preconceito, violência, tortura, miséria, exploração sexual, tráfico de pessoas, intolerância religiosa, trabalho escravo, são chagas combatidas por vocês cotidianamente. São chagas que o Brasil precisa ver devidamente afastadas do cenário, da vida brasileira”, afirmou a presidenta.

Dilma disse ainda que os premiados impulsionam o país e ajudam a construir um Brasil do qual podemos nos orgulhar. “Vocês representam a iniciativa da sociedade, a iniciativa das outras esferas de governo, a iniciativa de milhões de pessoas nessa área”, pontuou. E lembrou ainda da entrega do relatório final da Comissão nacional da Verdade e classificou o momento como um “marcante na trajetória democrática do nosso país.” Mais cedo, na cerimônia de entrega, a presidenta afirmou que a busca da verdade histórica é a forma de construir a democracia e zelar pela sua preservação.

Redução das desigualdades e injustiças
A presidenta fez um breve balanço de alguns programas que dialogam com a luta pela garantia dos direitos dos cidadãos como a superação da pobreza extrema de 22 milhões de brasileiros; os 3,7 milhões de beneficiados do Minha Casa, Minha Vida; os 50 milhões de pessoas atendidas pelo Mais Médicos; as políticas do Viver Sem Limites para garantir autonomia da pessoa com deficiência; as Casas da Mulher Brasileira no combate à violência contra a mulher; a criação de 6 mil creches; os 8 milhões de vagas no Pronatec, além do enfrentamento constante ao trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes, lei de cotas nas universidades e no serviço público, bem como o acesso dos idosos às políticas públicas específicas.

Confira a íntegra

Quinta-feira, 27 de novembro de 2014 às 20:23

Barbosa diz que Programa Banda Larga para Todos será uma das prioridades do Planejamento

Uma das missões do ministro que assumirá o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Nelson Barbosa, é a coordenação dos principais investimentos do governo federal, como do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida, além do programa de concessões do governo federal.

Nelson Barbosa, ministro do Planejamento indicado pela presidenta Dilma Rousseff, em coletiva  nesta quinta-feira (27). Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

Nelson Barbosa, ministro do Planejamento indicado pela presidenta Dilma Rousseff, em coletiva nesta quinta-feira (27). Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, nesta quinta-feira (27), Barbosa disse que pretende ampliar esses investimentos com as parcerias público-privadas e destacou o programa Banda Larga para Todos, de inclusão digital, lançado pela presidenta Dilma Rousseff.

A previsão, segundo ele, que participou do início do programa, é de que o Banda Larga para Todos possa atingir todo o País nos próximos quatro anos. Ao comentar sobre essa iniciativa, em setembro passado, durante o evento Diálogos Conectados, a presidenta disse que construir uma grande malha de infraestrutura de telecomunicações é uma das prioridades para o Brasil no próximo período para superar o desafio de um desenvolvimento nacional mais robusto no setor.

“Estamos num período de transição. Vamos aguardar as indicações do Ministério das Comunicações”, disse ele, sobre as metas do programa.

Sobre as políticas sociais, Nelson Barbosa acha perfeitamente possível a manutenção dos programas de inclusão, não apenas via renda, mas também com mais investimentos em educação e saúde, o que já começou a ser feito. “A velocidade de crescimento desses programas sociais serão adequadas ao crescimento econômico. Mas o processo de inclusão social continuará avançando”, afirmou.

Barbosa disse que, no momento, o mais importante é manter a política macroeconômica brasileira robusta para 2015. “Independentemente do cenário internacional, a direção do desenvolvimento a mesma. O que o cenário nos dá é graus de liberdade maiores ou menores, mas a direção continua a mesma”, garantiu.

Confira a íntegra

Quinta-feira, 27 de novembro de 2014 às 10:00

Sem Minha Casa, Minha Vida muitos trabalhadores estariam desempregados, diz mestre de obras

Mineiro, natural de Pompeu (MG), o mestre de obras Acrísio dos Reis Campos (63), se mudou para Brasília há quatro anos para trabalhar em canteiro de obras do Minha Casa, Minha Vida, no município de Valparaíso (GO), a cerca de 30km da capital. Ele é um dos trabalhadores da área de construção civil beneficiados pela geração de 1,2 milhão de novos postos em todo o País em cinco anos de programa, conforme estudo recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Acrisio_mestre_obras_MCMV_Foto_RafaB

“Para mim, o meu emprego representa não só a minha sobrevivência ou da minha família. Aqui eu ajudo a construir os sonhos dos outros”, diz Acrísio. Foto: RafaB – Gabinete Digital/PR.

Seu Acrísio, como é chamado pelos colegas, conta que viu muita crise em sua trajetória na construção civil e que as expectativas dos trabalhadores do setor melhoraram com o Minha Casa, Minha Vida. “Eu acho que se não existisse esse programa eu teria hoje muitos colegas desempregados. A construção civil hoje gera muito emprego. Nesse período que eu tenho na área, de 35 anos, eu já vi muita crise. As coisas melhoraram muito nos últimos anos”, destaca.

Segundo o trabalhador, este é um dos melhores momentos do setor: “Hoje a gente vê todo mundo trabalhando satisfeito. Porque tem um emprego, né? Isso representa muito para quem precisa trabalhar. Antigamente, a gente começava uma obra e tinha um bocado de gente na porta pedindo uma vaga. Era muito difícil”, lembra.

Além disso, o mestre de obras afirma que a remuneração dos trabalhadores da construção civil passou por uma melhora importante nos últimos anos. De acordo com ele, a oferta elevada de empregos também tem impedido a exploração de mão de obra, uma prática que, segundo ele, era comum há alguns anos. Ele ressalta que postos de trabalho nas construções e a remuneração são maiores para operários capacitados pelo Pronatec em áreas de instalações elétricas, hidráulicas, além dos cursos de pedreiro ofertados.

Sonho da Casa Própria
O mestre de obras se considera um privilegiado por contribuir com a realização do “sonho da casa própria” de dezenas famílias: “O que a gente faz aqui é construir sonhos”, afirma.

Segundo o mestre de obras, que é casado e tem cinco filhos, é muito gratificante ver a felicidade das pessoas quando estão recebendo seu primeiro apartamento: “Quando a gente está concluindo a construção, eles começam a visitar a obra. A gente percebe a felicidade das famílias. É muito bom saber que eu estou fazendo a minha parte. (…) Para mim, o meu emprego representa não só a minha sobrevivência ou da minha família. Aqui eu ajudo a construir os sonhos dos outros”, conclui.

Acrísio está ajudando a construir um conjunto de apartamentos que terão em torno de 55m² destinado ao público do programa. Os imóveis terão dois quartos, sala, cozinha e banheiro. A previsão de entrega do empreendimento é de 18 meses.

Quinta-feira, 27 de novembro de 2014 às 8:30

Investimento no PAC avança 41,1% em 2014 e atinge R$ 51, 5 bilhões até outubro, diz Tesouro

Os investimentos feitos pelo governo federal no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) avançaram 41,1% em 2014, em relação a igual período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26), pelo Tesouro Nacional. Com isso, os recursos investidos no programa somaram R$ 51,5 bilhões nos dez primeiros meses deste ano, contra R$ 36,5 bilhões em 2013.

PAC_avanca4.1_2014_atinge51.5bi

O PAC foi lançado em 2007 e, em 2011, o governo lançou o PAC2. Em junho, durante o balanço da fase dois do programa, o Ministério do Planejamento informou que 95,5% das ações previstas para 2011-2014 haviam sido concluídas e 84,6% dos recursos tinham sido executados. Com isso, o PAC2 cumpre a função de realizar obras de infraestrutura para elevar a competitividade do País, gerar empregos e incentivar os investimentos públicos e privados.

Estímulos à produção
Entre janeiro e setembro deste ano, o governo federal abriu mão de arrecadar R$ 75 bilhões por causa das desonerações tributárias, concedidas para estimular o mercado interno e o setor produtivo do País, como a folha de pagamento, cesta básica e ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins – Importação.

Esses recursos podem ser considerados como um investimento do governo para aumentar a competitividade brasileira. Apenas em setembro, a renúncia fiscal foi de R$ 8,39 bilhões sobre a arrecadação do mês, contra R$ 6,8 bilhões em igual mês do ano passado.

Entre os descontos e isenções de impostos já concedidas pelo governo está a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros novos, móveis e eletrodomésticos da linha branca (como geladeiras e fogões). Neste ano, só as desonerações fiscais somam mais de R$ 75 bilhões.

Sexta-feira, 14 de novembro de 2014 às 14:00

Minha Casa, Minha Vida formalizou empresas e ajudará construção a crescer em 2015, diz CBIC

O presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, diz que o programa Minha Casa, Minha Vida foi fundamental para a formalização das empresas que atuam na área de habitação popular. Martins defende também que o MCMV passe a ser considerado uma política de Estado, e não de governo, para evitar a descontinuidade. Para ele, o programa continuará a ser o grande indutor de crescimento da construção civil em 2015. Leia mais na entrevista abaixo.

Obras do Minha Casa Minha Vida em Santa Maria, Distrito Federal (DF). Foto: divulgação/PAC.

Obras do Minha Casa Minha Vida em Santa Maria, Distrito Federal (DF). Foto: divulgação/PAC.

Qual a expectativa do mercado da construção civil para 2015? A inclusão de 350 mil unidades no Minha Casa, Minha Vida deve ajudar no crescimento do setor?
O programa deve ajudar no crescimento da construção civil, sem dúvida. É muito importante a garantia de que possamos iniciar janeiro contratando no Minha Casa, Minha Vida. Estimula porque não haverá descontinuidade. O que precisa ser feito são os novos parâmetros para o mercado em 2015, seja o limite dos valores (faixas de renda), a forma de atuação nas regiões do país e a situação dos municípios que atingiram a meta de contratação. Se for parametrizado rapidamente, 2015 será um ano exitoso para o Minha Casa, Minha Vida.

Como a indústria avalia as contribuições da habitação popular para o mercado?
Hoje, existem 500 mil trabalhadores com emprego direto ligado a esse programa. Quando tenho um universo de 3,5 milhões de trabalhadores, na construção civil, com carteira assinada, dá para ver o grau de importância. Antes, 87% eram autogestão. O Minha Casa, Minha Vida contribuiu para a formalização. Aí, você tem qualidade melhor, prazos compatíveis, formalidade, documentação, financiamento, tudo organizado.

O que a indústria tem feito para melhorar a produtividade?
Investimento e capacitação. Capacitando melhor, o trabalhador se torna mais produtivo, tem salário melhor e fica mais satisfeito. Investir em equipamentos melhora as condições de trabalho. É muito melhor um trabalhador usar uma empilhadeira do que carregar um saco de cimento. Mas uma empilhadeira não se paga em uma obra. Por isso, na parte de tecnologia, a continuidade do programa é vital.

O senhor defende a tese de que habitação popular deveria ser política de Estado?
É uma questão de sobrevivência do programa Minha Casa, Minha Vida ser enquadrado como uma política de Estado e não de governo. Os governos podem ajustá-lo. Cada dia mais, a habitação de interesse social demanda tecnologia. O custo tem que ser reduzido, a produtividade aumentada e a qualidade do imóvel melhor. Tem que incorporar tecnologia. Para isso, é preciso garantia de sequência.

Com informações da Agência Caixa de Notícias.

Quinta-feira, 6 de novembro de 2014 às 13:40

Minha Casa, Minha Vida contribuiu para reduzir déficit habitacional no Brasil

Estudo preparado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido de entidades da construção civil, identificou que, em cinco anos de operação, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi responsável por resultados importantes para a economia brasileira. O estudo “Políticas Permanentes de Habitação” foi elaborado pela professora Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV. Segundo ela, o programa contribuiu para reduzir o déficit habitacional.

“O déficit habitacional no Brasil, em sua composição, é quase totalmente de famílias de baixa renda. Hoje, 73% das famílias que estão no déficit têm até três salários mínimos”, afirma a pesquisadora. Segundo ela, as pessoas de baixa renda têm mais dificuldade de se inserir nas condições exigidas pelos agentes financeiros. “Os programas habitacionais, ao fornecer subsídios e condições de financiamento subsidiadas, permitem inserir essa população e ajudam a reduzir o déficit habitacional”, disse Ana Maria Castelo.

Maria de Fátima Araujo da Silva é uma destas beneficiárias, no Paranoá (DF). Morava de aluguel desde que chegou a Brasília, em 1974, e desde então esperava pelo sonho da casa própria. Contemplada pelo Minha Casa, Minha Vida, ela pagará apenas R$ 80 por mês pela moradia nova, contra os R$ 390 que desembolsava de aluguel antes. “Com esse dinheiro [que sobra], de repente, dá pra eu ir montando as coisas aos pouquinhos,” avalia. Maria de Fátima aproveita para pontuar a surpresa de receber a unidade pronta para morar. “Eu achei ia receber ela (sic) no ‘osso’, assim sem azulejo, sem piso, sem nada. Recebi ela (sic) pronta pra morar”, contou.

Demanda por habitação
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostram que o déficit habitacional está em queda nos últimos anos: uma redução de 8,04% no período entre 2009 e 2012. A modalidade coabitação, quando familiares compartilham a mesma residência, caiu em 24,12%. Já no caso das habitações precárias, aquelas em áreas de risco e sem acesso a serviços, a redução no déficit foi de 18,99%. No caso do déficit causado pelo adensamento, ocupação do solo sem o planejamento, o déficit caiu em 5,45%.

Atualmente o déficit está em cinco milhões de moradias. A pesquisadora estimou que a demanda por habitação de baixa renda deva alcançar 20 milhões de unidades em 2024.

Para atender essa demanda, será necessário, segundo ela, construir 11,2 milhões de habitações sociais, a um custo total de R$ 760 bilhões. Até 29 de julho, foram contratadas, de acordo com a Caixa Econômica Federal, 3.553.314 unidades habitacionais por meio do Minha Casa, Minha Vida. Foram investidos, nestas moradias, mais de R$ 223 bilhões. Deste total, foram concluídas 2.040.706 habitações (R$ 136,87 bilhões), 797.666 (R$ 44,98 bilhões) estavam em produção e 692.942 (R$ 39,25 bilhões) estavam na fase inicial, com obra executada em até 25%.

Política de estado
Para a melhor continuidade dos programas de habitação de interesse social, a professora Ana Maria Castelo defende a tese de que programas como o Minha Casa, Minha Vida sejam transformados em políticas de estado. “É preciso que haja uma política continuada”, afirmou.

Para a professora, o MCMV precisa superar questões como o valor do preço dos terrenos, sobretudo nos grandes centros, a destinação de áreas para moradia de interesse social, a qualificação de mão de obra do mercado do setor e a melhoria da produtividade nas construtoras.

A economista acredita que a modalidade de arrendamento ou aluguel social, “sem tradição no Brasil”, poderia ser alternativa às ações de redução do déficit habitacional. “A gente não vai conseguir resolver toda questão da necessidade de habitação simplesmente produzindo moradias novas”, afirmou.

Fonte: com informações da Agência Caixa de Notícias.

Quinta-feira, 30 de outubro de 2014 às 19:10

Projeto fotográfico revela como o Minha Casa, Minha Vida transforma vidas em São Paulo

Quinta-feira, 30 de outubro de 2014 às 19:02

Projeto fotográfico revela como o Minha Casa, Minha Vida transforma vidas em São Paulo

O projeto "Minha Casa Minha Cara Minha Vida" foi uma parceria da Secretaria de Habitação de São Bernardo do Campo com o Museu da Pessoa e o Grupo Meraki. Foto: divulgação/PAC.

O projeto “Minha Casa Minha Cara Minha Vida” foi uma parceria da Secretaria de Habitação de São Bernardo do Campo com o Museu da Pessoa e o Grupo Meraki. Foto: Carol Quintanilha.

Moisés trabalhou na roça em Ilhéus (BA) e cedo foi para São Paulo. Cansado de pegar ônibus errado na cidade grande, decidiu aprender a ler e escrever. Gostou tanto da experiência que montou uma biblioteca comunitária com livros doados e virou referência.

Maria do Socorro veio do Ceará e tinha uma vida de classe média na juventude, quando decidiu morar sozinha e trabalhar. Precisou até morar em favela, onde “aprendeu a conhecer as pessoas”, diz ela.

Os dois hoje são vizinhos em São Bernardo do Campo (SP) e suas histórias, bem como de outros moradores das 1.072 moradias dos conjuntos habitacionais Jardim Silvina e Nova Silvina, do programa Minha Casa, Minha Vida, foram registradas pelo projeto Minha Casa Minha Cara Minha Vida, coordenado pelo Museu da Pessoa. O projeto revela como a aquisição de uma casa própria pode transformar a vida de uma pessoa.

“A pessoa, quando conta a história de vida dela, se sente protagonista, valorizada. E vemos histórias difíceis de vida, que tem uma transformação com a aquisição da casa”, afirma Rosana Miziara, coordenadora do projeto, que pretende preservar a memória e estreitar o vínculo dos moradores desses condomínios. “Em outro sentido, as pessoas se apropriam melhor do espaço, cuidam mais dele e respeitam seu vizinho quando conhecem a história do outro.”

Veja o depoimento de vários moradores, entre eles, Moisés e Maria do Socorro:

Fonte: PAC.

Quinta-feira, 4 de setembro de 2014 às 18:02

Dilma visita um dos maiores residenciais do programa de financiamento de casas no Nordeste

Residencial Cidade Jardim em Fortaleza (CE). Foto: Imprensa/Caixa

Residencial Cidade Jardim em Fortaleza (CE). Foto: Imprensa/Caixa

A presidenta Dilma Rousseff visitou, nesta quinta-feira (04), o Residencial Cidade Jardim, no bairro de José Walter, em Fortaleza. O empreendimento, que faz parte do programa de habitação popular do governo, é composto por 5.536 apartamentos, sendo que 784 famílias já estão morando no local. Até outubro, serão entregues outras 288 unidades. Os imóveis possuem área privativa de 43,29m², divididos em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço.

O Residencial Cidade Jardim é destinado a famílias com renda de até R$ 1,6 mil (Faixa I) e recebeu investimento total de R$ 352 milhões com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). O valor estimado de cada unidade varia entre R$ 61 e 64 mil. O conjunto conta ainda ao todo com 277 unidades adaptadas às pessoas com deficiências.

Além das unidades habitacionais, o residencial ainda conta com pavimentação, energia elétrica, acesso a transporte público,13 quadras poliesportivas, três pistas de skate, 115 playgrounds, 42 salões para eventos e quatro campos de futebol.

Tweets

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-