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Quinta-feira, 20 de agosto de 2015 às 17:11

Merkel afirma que atuará junto à Comissão Europeia para acelerar acordo com Mercosul

Selo_Blog_BraAle_v2Em declaração à imprensa nesta quinta-feira (20), a chanceler Angela Merkel, afirmou que durante a reunião de trabalho com a presidenta Dilma, os dois países avançaram na conversação sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Merkel afirmou que, da sua parte, irá trabalhar junto à Comissão Europeia para acelerar as negociações pelo acordo comercial. A previsão é que ocorra troca de propostas entre os dois blocos no último trimestre deste ano.

A chanceler destacou o papel de liderança que o Brasil exerce no bloco sul-americano e também falou sobre o protagonismo assumido pelo País no cenário mundial nos últimos anos. Citou a atuação nos desafios da política externa, os esforços pela manutenção da paz e a liderança pela privacidade na área da internet. O avanço do Brasil, segundo ela, se deve ao intenso desenvolvimento econômico e social vivido aqui nos últimos anos. E destacou o fato de o País ter saído do mapa da fome em 2014.

Protagonismo internacional do Brasil se deve ao intenso desenvolvimento econômico e social vivido pelo País nos últimos anos, avaliou a chanceler alemã. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Protagonismo internacional do Brasil se deve ao intenso desenvolvimento econômico e social vivido pelo País nos últimos anos, avaliou a chanceler alemã. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A chanceler salientou também o acordo firmado para evitar a bitributação na área de transportes marítimos e aéreos e o interesse alemão em parcerias no campo de energia eólica e investimentos em infraestrutura de transportes, portos e linhas de transmissão. Falou ainda sobre acordos em educação, saúde, agricultura, bioeconomia, indústria 4.0 (fábricas inteligentes) e adubos, entre outros.

Um novo encontro de alto nível entre os dois governos está previsto para ocorrer em dois anos, na Alemanha.

Mudança do clima
Brasil e Alemanha firmaram importantes acordos para conservação e regularização ambiental. Tendo em vista a realização da Conferência Mundial sobre o Clima da ONU (COP-21), que será realizada no final do ano em Paris, Angela Merkel afirmou que os dois países, que contam com tradição em parcerias nesta área, têm uma agenda ambiciosa em ações para proteção do clima. Disse que o Brasil deu um enorme passo para alcançar isso e se referiu à meta para reduzir o desmatamento a zero até 2030, da política de proteção dos povos indígenas, ações que são em benefício do mundo todo.

Sobre as ações do governo alemão, ela destacou a criação de um fundo de € 500 milhões para a questão climática e de urbanização. Falou também sobre a meta de descarbonização da indústria até o final do século.

Quarta-feira, 19 de agosto de 2015 às 20:20

Acordo Mercosul-UE é de grande interesse para o Brasil e para as empresas brasileiras, diz ministro

Selo_Blog_BraAle_v2Em reunião com empresários brasileiros nesta quarta-feira (19), a presidenta Dilma Rousseff discutiu temas relacionados ao comércio bilateral entre Brasil e Alemanha. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, existe um especial interesse do país na relação com a União Europeia. A reunião foi realizada como preparação à agenda oficial desta quinta-feira (20), com a visita da chanceler Angela Merkel.

Entre os assuntos que foram tratados, o ministro destacou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Ele afirmou que a expectativa é que seja iniciada a troca de ofertas entre os blocos. “Esse acordo Mercosul-União Europeia depende fundamentalmente de dois parceiros: o Brasil, pelo peso que tem, o protagonismo no Mercosul; e a Alemanha pelo extraordinário peso que a economia alemã tem na União Europeia. Portanto, eu tenho certeza que a presidenta quis dar a medida do quanto é importante que nós façamos reuniões preparatórias para que os encontros na agenda oficial possam resultar em ganhos para o país”, disse o ministro.

Em reunião da presidenta com empresários, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi um dos temas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em reunião da presidenta com empresários, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi um dos temas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Segundo o ministro, Brasil e Alemanha possuem um comércio bilateral estimado em US$ 17 bilhões, sendo um dos três maiores parceiros comerciais brasileiros. Ele salientou, ainda, que empresas alemãs já têm uma forte presença no Brasil, com mais de mil empresas instaladas em território nacional.

Armando Monteiro destacou que o setor privado tem grande interesse nas parcerias com o país europeu, sobretudo as empresas que já atuam no mercado internacional, mas o objetivo também é ampliar os investimentos alemães no Brasil. “Há uma compreensão de que a Alemanha pode, sim ter um grande interesse no Plano de Concessões na área de infraestrutura que o Brasil está realizando. E nós identificamos algumas áreas, como ferrovias e portos, como áreas que podem interessar a investidores alemães e a empresas alemãs”, garantiu.

Quinta-feira, 16 de julho de 2015 às 23:39

Centrais do Cone Sul apresentam proposta para avanços trabalhistas e consolidação democrática

residenta Dilma Rousseff durante reunião com Centrais Sindicais do Cone Sul - CCSCS no Palácio do Planalto - Roberto Stuckert Filho

Presidenta Dilma durante reunião com Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

SELO_MERCOSUL-02 (1)Representantes de centrais sindicais dos países do Cone Sul se reuniram com a presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (16) para discutir avanços nos direitos sociais e trabalhistas na região e para garantir apoio à consolidação da democracia na América do Sul.

Para isso, os sindicalistas apresentaram uma proposta de atualização da Declaração Sócio-Laboral do Mercosul, que deverá ser assinada pelos representantes de Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Venezuela, que participam da 48º Cúpula de Chefes de Estado do bloco, nesta sexta-feira (17), em Brasília.

O documento reconhece a sociedade civil como protagonista na construção de direitos e define princípios e diretrizes que permitam aos trabalhadores cobrarem o cumprimento da legislação do setor. Entre as propostas apresentadas durante o Mercosul Social estão o direito ao trabalho decente, o combate ao trabalho infantil e a criação de uma zona franca social, que possibilite a identidade única para os cidadãos dos países do bloco.

Após o encontro entre as centrais e a presidenta Dilma, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, destacou, em entrevista coletiva à imprensa, o caráter democrático do documento e garantiu que esta é mais uma demonstração de um compromisso dos governos da região com a democracia e a justiça social.

“A presidenta reafirmou seu compromisso com a democracia na região e com o Mercosul, a partir da Declaração Sócio-Laboral, por mais direitos sociais e trabalhistas [nos países]. Este tema fará parte da discussão da cúpula presidencial e irá reafirmar o caráter estratégico do documento”, afirmou o ministro.

Mercosul poderá ter acordos coletivos próprios 
Os itens da nova declaração foram discutidos por representantes sindicais durante o chamado Mercosul Social, a 18ª Cúpula Social do Mercosul, realizada ao longo desta semana, como uma das atividades que antecederam a cúpula econômica e política dos chefes de Estado do bloco.

Entre os principais avanços, a nova declaração estabelece a possibilidade de realização de acordos coletivos no âmbito bloco e a consolidação do reconhecimento do direito de greve, entre outros temas.

A Declaração Sócio-Laboral do Mercosul completa 17 anos em 2015. O texto de 1998 possuía 25 artigos e a atualização tem 34 artigos.

Quinta-feira, 16 de julho de 2015 às 19:00

Presidência do Brasil foi “extremamente positiva” para o Mercosul, avalia embaixador da Argentina

SELO_MERCOSUL-02 (1)

Após seis meses à frente do Mercosul, o Brasil entrega nesta sexta-feira (17) a presidência temporária do bloco ao Paraguai, durante a 48ª Cúpula de Chefes de Estado. O governo da Argentina manifestou satisfação com os avanços, neste período, em temas que eram prioridades para os países-membros, afirmou nesta quinta-feira (16), o subsecretário argentino de Relações Econômica Internacionais, Carlos Bianco, em entrevista ao Blog do Planalto, após participar da reunião do Conselho do Mercado Comum, no Itamaraty.

Para ele, o comando brasileiro foi extremamente positivo. “Consideramos que a presidência pro tempore pelo Brasil foi um êxito absoluto, disse. Acrescentou que o maior avanço ocorreu nas discussões em relação ao processo de adesão da Bolívia, como sexto país membro do bloco. O tema tem sido debatido desde 2011. “Acreditamos que avançou em muito temas que eram prioridade para o Mercosul, em particular a ampliação da quantidade de sócios, que é a adesão da Bolívia como membro pleno”, enfatizou.

Bianco destacou também as discussões para renovação do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), como instrumento de fortalecimento do bloco. “É uma bandeira do Mercosul, principalmente porque tem o objetivo de reduzir assimetrias entre os países maiores, mais ricos e os países de menor desenvolvimento”, comentou.

Destacou ainda que o Focem pode servir como condição para qualquer negociação externa, visto que se o bloco é capaz de manter esse instrumento, que assegura o tratamento diferenciado e especial para os países menores, também é capaz de pleitear esse mesmo direito nas negociações com os países mais desenvolvidos.

De acordo com o subsecretário argentino, outro tema abordado nas discussões foi o encerramento de importantes regimes econômicos especiais “que são muito importantes para o fortalecimento da zona livre de comércio e da união aduaneira”.

A próxima presidência temporária do Mercosul será assumida pelo Paraguai. Os países-membros se alternam na presidência pro tempore a cada seis meses.

Focem
O Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) destina-se a financiar programas para promover a convergência estrutural em várias áreas, em particular das economias menores e regiões menos desenvolvidas da região.

O Brasil é o maior contribuinte, aportando 70% dos recursos do fundo. A Argentina é responsável pela integralização de 27% do montante; o Uruguai, pela contribuição de 2%; e o Paraguai, de 1%.

Terça-feira, 14 de julho de 2015 às 21:05

Participação popular é diretriz do governo brasileiro e fortalece união do Mercosul

A garantia de autonomia à sociedade civil e promoção de espaços para que a participação popular aconteça é uma determinação institucional do governo da presidenta Dilma Rousseff. A mesma visão leva o governo brasileiro a fortalecer os instrumentos de participação popular dos movimentos sociais latino-americanos, defendeu, nesta terça-feira (14), o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, ao abrir a 18ª Cúpula Social do Mercosul, em Brasília.

Para o ministro Miguel Rossetto, o Mercosul  é um patrimônio de todos os povos sul-americanos e um instrumento efetivo de desenvolvimento econômico e social da região. Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto

Para o ministro Miguel Rossetto, o Mercosul é um patrimônio de todos os povos sul-americanos e um instrumento efetivo para o desenvolvimento econômico e social da região. Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto

Para ele, a participação social é um estímulo a uma forte integração regional no Mercosul, que é hoje um patrimônio de todos os povos sul-americanos e um instrumento efetivo de desenvolvimento econômico e social da região.

“Quanto mais as sociedades dos nossos países acompanham os processos decisórios, participam, estimulam e propõem iniciativas para a qualificação da estratégia Mercosul, mais forte nós teremos uma verdadeira integração, que queremos que seja econômica, que seja política e que seja social. O Mercosul hoje é um patrimônio dos nossos países e dos nossos povos. Nós queremos que esse patrimônio de integração seja um grande instrumento de crescimento e desenvolvimento para todos os povos do Mercosul’.

O ministro também destacou o apoio dado pelo governo brasileiro à organização da Cúpula Social, no período que marca o fim da presidência temporária do Brasil à frente Mercosul. E que, nesta edição, traz como tema “Avançar no Mercosul com mais integração, mais direitos e mais participação”.

“O governo garantiu, antes de tudo, apoio [à cúpula]. Apoio institucional aos movimentos sociais e à sociedade civil. O estímulo à participação popular é uma determinação institucional do nosso governo, que já há vários anos estimula e apoia a participação da sociedade civil no espaço Mercosul. O espaço Mercosul para o nosso governo é um espaço estratégico. Quando esses países desse grande continente da América do Sul fazem com que seus destinos estejam vinculados a uma estratégia comum de desenvolvimento, isso cria um ambiente de paz e desenvolvimento favorável. Portanto, quanto maior a presença da sociedade, tanto maior o acompanhamento da sociedade nos processos do Mercosul, mais forte e eficiente é essa integração”, acrescentou.

 Prévia da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul
A previsão é que a Cúpula Social do Mercosul – que acontece até a próxima quinta-feira (16) – reúna em torno de 600 lideranças da sociedade civil como organizações da agricultura familiar, cooperativas de economia solidária, mulheres, jovens, negros, estudantes, deficientes físicos e minorias sexuais sul-americanas para discutir políticas públicas que possam ser implementadas pelos países do bloco.

As propostas resultantes serão encaminhadas à Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que reunirá os presidentes dos cinco países membros (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) na próxima sexta-feira, em Brasília. O evento contará também com a presença dos presidentes da Bolívia e da Guiana.

 

Segunda-feira, 13 de julho de 2015 às 20:08

Mercosul deve avançar sobre adesão da Bolívia durante reunião em Brasília, diz embaixador

SELO_MERCOSUL-02 (1)A próxima reunião do Mercosul, que será realizada nesta sexta-feira (17), em Brasília, trará avanços em relação ao processo de adesão da Bolívia ao bloco, tema que vem sendo debatido desde 2011, afirmou o subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, embaixador Antônio Simões, em entrevista concedida à imprensa nesta segunda-feira (13), no Itamaraty, em Brasília.

De acordo com o embaixador, a previsão é que no encontro os cinco países que atualmente compõem a entidade (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) assinem o protocolo de adesão, que possibilitará o futuro ingresso boliviano.

Segundo o embaixador Antônio Simões, a próxima reunião do Mercosul deve ser importante para a definição de avanços para a oferta que o Mercosul apresentará à União Europeia para a definição de um futuro acordo de livre comércio entre os dois blocos. Foto: RafaB/ Blog do Planalto

Segundo o embaixador Antônio Simões, a próxima reunião do Mercosul será importante para a definição de avanços para a oferta que o Mercosul apresentará à União Europeia. O objetivo é a definição de um futuro acordo de livre comércio entre os dois blocos. Foto: RafaB/ Blog do Planalto

“Provavelmente vamos assinar aqui o protocolo de adesão em relação à adesão da Bolívia, o que ainda precisará ser aprovado nos Congressos do Brasil e Paraguai. A adesão plena da Bolívia se dará quando todos os Congressos dos cinco países o tiverem ratificado. (…) Mas a assinatura do protocolo de adesão vai permitir que todos os países do Mercosul possam trabalhar pela ratificação desse protocolo para que a Bolívia seja, em breve, membro pleno do Mercosul”, acrescentou Simões, em entrevista ao Blog do Planalto.

Mercosul-União Europeia
O embaixador também sinalizou a importância das reuniões que antecedem a Cúpula dos Chefes de Estado, para que seja possível realizar avanços na oferta que o Mercosul apresentará à União Europeia (EU), para um acordo de livre comércio entre os dois blocos.

Atualmente, tanto o Mercosul quanto a EU montam uma lista de produtos que poderão ter tarifa de importação zerada. A previsão é de que a apresentação das duas ofertas aconteça no último trimestre de 2015.

Presidência brasileira
A 48° Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul marcará o fim da presidência temporária do Brasil no bloco. Na ocasião, a presidenta Dilma Rousseff transferirá o cargo para o presidente paraguaio, Horacio Cartes. De acordo com as normas do Mercosul, os cinco países que o integram se alternam na presidência do bloco a cada seis meses.

Simões também destacou o trabalho executado pelo governo brasileiro à frente do Mercosul, que retomou as negociações do bloco em áreas como relacionamento externo, turismo, normas comerciais, fiscalização do transporte internacional rodoviário, controle sanitário, informática e telecomunicações.

Segundo o embaixador, neste período, o Brasil, “buscou reativar aquilo que nós chamamos de Mercosul clássico. Nós levamos adiante mais de 300 reuniões dos órgãos mais diversos possíveis desde aqueles que tratam do relacionamento externo até aqueles que tratam de transporte rodoviário, controle sanitário, turismo. Uma grande variedade de temas com a preocupação final de trazer o Mercosul para a vida das pessoas”, ressaltou o embaixador.

Exportações
Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, o Mercosul representa o maior mercado de exportação para os produtos nacionais. O bloco representa a área em que o Brasil alcança seu maior superávit. Somente no primeiro semestre de 2015, a balança comercial brasileira com esses países ficou positiva em US$ 2,3 bilhões.

A região é ainda o principal destino para exportações brasileiras de produtos manufaturados, de alto valor agregado, e o maior mercado internacional para quase sete mil micro e pequenas empresas brasileiras.

Quinta-feira, 11 de junho de 2015 às 19:09

Mercosul deve sinalizar que está unido para fechar acordo com a União Europeia

celacA presidenta Dilma Rousseff defendeu, nesta quinta-feira (11), a importância dos países do Mercosul sinalizarem que estão unidos e que farão uma oferta conjunta de acordo com a União Europeia. Dilma conversou com jornalistas após encontro com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Bruxelas, durante o último dia da programação da II Cúpula UE-Celac.

A reunião teve, entre seus objetivos, o de avançar nas condições para fechar uma possível data de apresentação da oferta simultânea de um acordo entre os dois blocos. E, apesar dessa data não ter sido ainda acertada, Dilma Rousseff avaliou que o encontro foi positivo, pois um documento desse porte é de grande complexidade e foi possível avançar nos detalhes da negociação.

“Não é trivial, entre quaisquer países, fazer um acordo comercial [desse porte]. Vinte e sete países integram a União Europeia. Se a gente considerar que são países diferenciados e que eles têm, também, de fazer suas discussões, seria algo fantástico. Por que até hoje não saiu ainda um acordo entre a União Europeia e os Estados Unidos? Por que não saiu um acordo entre a União Europeia e o Japão? Acordos bilaterais podem ser difíceis para qualquer país ou para qualquer região. O que você tem que ter é disposição de fazer”, disse.

Retomada da Rodada Doha
De outra parte, a presidente lembrou que o fato de esse acordo estar sendo fechado não significa que não se possa tentar novamente avançar na Rodada Doha, que visa liberalizar o comércio mundial.

“Na verdade, a Rodada de Doha é que criaria um outro ambiente, um completo e diferente ambiente para o comércio internacional entre todos os países. Acho que, assim, teria um efeito grande no Produto Interno Bruto do mundo. Um acordo internacional do padrão Doha, que era aqui que a gente queria”, afirmou.

Participação da Argentina
Dilma Rousseff disse também acreditar na participação da Argentina no acordo Mercosul-UE e que o país vizinho é um grande parceiro do Brasil. “Nós temos que ter toda a consideração com a Argentina e não existe motivo para a Argentina não ir conosco. Ela tem essa disposição de fechar [o acordo]”, garantiu.

Parcerias com a Alemanha
A presidenta relatou ainda que conversou com Angela Merkel sobre a visita que a chanceler fará no segundo semestre ao Brasil, acompanhada de vários ministros de Estado. “Essa visita, para nós, é importantíssima. Uma visita de alto nível, ela não vai sozinha, vai com uma parte do ministério. O Brasil passa a ser um parceiro especial porque essa visita de alto nível é feita com poucos países”.

Os principais pontos da pauta do encontro, segundo Dilma, serão ampliação do comércio; uma parceria forte na área de indústria, desenvolvimento tecnológico, científico; formação profissional e técnica.

“Porque eles se caracterizam – a indústria alemã – por uma grande expertise na área de inovação ali, chão de fábrica. E pela capacidade de ter uma indústria de alta qualidade, de alta precisão. Então, nos interessa isso. Nos interessa continuar a nossa discussão sobre cibersegurança. E também uma cooperação na área de tecnologia digital, na medida em que o mundo tende a digitalizar todos os processos, mesmo os mais complexos”, afirmou Dilma.

Cenário econômico
Merkel e Dilma Rousseff conversaram, ainda, sobre questões relativas às relações no G20 e em outros organismos financeiros e também discutiram sobre temas relevantes no cenário mundial. “Principalmente, fizemos uma avaliação da recuperação econômica na Europa, em um cenário de recuperação ainda incipiente”, disse a presidenta, com base na divulgação do Banco Mundial que a economia internacional vai crescer 2,8% neste ano.

Mesmo assim, disse acreditar em um processo de recuperação a partir do próximo ano, tanto para a China quanto para o Brasil e outros países emergentes. “Apesar do fim do superciclo das commodities, que se encerrou, acho que todos esses países vão ter uma recuperação – o Brasil, a China, a África do Sul, a Rússia. Todos nós vamos ter uma recuperação. E na América Latina é importante notar que também ocorreu uma mudança no patamar do crescimento. De um lado por conta dos minérios – cobre, etc. – de outro lado, por conta do preço do petróleo”, avaliou.

Próximos eventos no Brasil
Sobre sua conversa com Donald Tusk, a presidenta informou que eles falaram também sobre os próximos encontros que serão realizados no Brasil. “Vai ter [a 8ª Cúpula] Mercosul-Brasil em julho e vai ter [reunião de chanceleres com] União Europeia no segundo semestre. Nós temos que marcar a data para esse encontro entre a União Europeia e o Brasil, que os nossos chanceleres farão”.

Segundo informações divulgadas pela União Europeia, a próxima cúpula de chanceleres UE-Brasil, a ser realizada no terceiro trimestre deste ano, será um momento importante para avaliar o progresso alcançado na relação bilateral e estabelecer objetivos comuns para o próximo ano.

Quarta-feira, 10 de junho de 2015 às 21:21

Dilma, Merkel e Tusk se reúnem nesta quinta-feira para definir condições do acordo Mercosul-UE

celacA presidenta Dilma se reunirá nesta quinta-feira (11), com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e com a chanceler alemã, Angela Merkel, para fechar as condições e uma possível data para a apresentação da oferta simultânea de acordo entre o Mercosul e a União Europeia. “O fato é o seguinte: o Mercosul está em condições de apresentar uma oferta. Agora, também queremos que a União Europeia nos diga que ela também está em condições de apresentar uma oferta, e que os 27 países irão ofertar. Ou se algum não vai ofertar. Nós queremos saber quem. E como a oferta é simultânea, nós nos dispomos a marcar uma data”, disse ela.

Dilma acrescentou que, na reunião de amanhã, deverão ser construídas as condições para apresentação do acordo, “que é do interesse de todo o Mercosul e, seguramente, da União Europeia”. Estão previstos também alguns encontros bilaterais entre os governantes, disse.

Parcerias Celac-UE
Os representantes dos países que participam da II Cúpula União Europeia-Celac, em Bruxelas, definiram nesta quarta-feira (10) os principais eixos de cooperação entre o bloco. Os temas centrais de interesse do grupo são comércio e investimentos; educação, ciência, tecnologia e inovação e a questão da mudança do clima, além do crime organizado, do combate às drogas e do terrorismo.

As informações foram dadas pela presidenta Dilma Rousseff, que está participando do encontro na Bélgica.

Quarta-feira, 10 de junho de 2015 às 12:30

Brasil e Mercosul têm condições de apresentar em breve proposta comercial à UE, afirma Dilma

celacA presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (10), em Bruxelas, que o Brasil e o Mercosul têm condições de apresentar brevemente à União Europeia a proposta de acordo sobre o livre comércio com o bloco europeu. A declaração foi feita em coletiva de imprensa, após reunião com o primeiro-ministro belga, Charles Michel, a quem a presidente transmitiu a informação. Dilma participa na Bélgica da II Cúpula entre os países da Celac e da União Europeia.

“Acredito que isso possa ocorrer nos próximos dias ou meses. E esperamos que, da mesma forma, essa questão evolua de forma satisfatória do ponto de vista da União Europeia”, disse a presidenta.

"O Brasil tem uma relação muito importante e estratégica com a Bélgica. Para nós é muito importante que essa relação se expanda", afirmou Dilma. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“O Brasil tem uma relação muito importante e estratégica com a Bélgica. Para nós é muito importante que essa relação se expanda”, afirmou Dilma. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante o encontro, os mandatários discutiram também as relações bilaterais. Falando sobre o Programa de Investimentos em Logística, lançado nesta terça-feira (9), Dilma destacou que a expertise de empresas belgas instaladas no Brasil, especialmente daquelas que atuam no setor de portos e infraestrutura, será muito útil. Dilma lembrou que Brasil e Bélgica já têm uma relação forte, mas que é importante que se desenvolva ainda mais.

“A Bélgica e as empresas belgas têm uma presença muito forte no Brasil em várias áreas”, afirmou. “Trocamos ideias a respeito desse momento que o mundo atravessa. do fim do superciclo das commodities e a necessidade de se ampliar a cooperação econômica, o comércio internacional e ampliar os investimentos.” A presidenta apontou também a agricultura como um campo importante de cooperação.

Dilma ainda agradeceu à parceria daquele país ao receber alunos brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras. De acordo com ela, os estudantes que buscam universidades de alto nível seus estudos encontraram na Bélgica uma acolhimento muito especial. “E nos propomos a expandir essa relação, inclusive, acrescentando essas bolsas e os estágios. Estágios nas empresas, tanto aquelas que estão no Brasil como nas próprias brasileiras que aqui investem.”

Confira a íntegra

Quinta-feira, 21 de maio de 2015 às 18:21

Para FMI, acordo Mercosul-União Europeia trará benefícios econômicos à população dos dois blocos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) enxerga como promissor o fechamento de uma acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, afirmou, nesta quinta-feira (21), a diretora-geral do fundo, Christine Lagarde, após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Segundo Lagarde, um acordo como esse trará fortes benefícios econômicos para a população dos dois blocos.

Além de questões econômicas, Dilma e Christine Lagarde discutiram a agenda das mudanças climáticas e as medidas efetivas que o assunto exige. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Além de questões econômicas, Dilma e Christine Lagarde discutiram a agenda das mudanças climáticas e as medidas urgentes que o assunto exige. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A diretora também afirmou, em declaração à imprensa, que ela e a presidenta discutiram a agenda das mudanças climáticas e as medidas efetivas que o tema exige.

“A presidenta Dilma Rousseff e eu tivemos uma boa troca de pontos de vista acerca do atual estado da economia global, questões de desdobramento regional, bem como a possibilidade de uma relação comercial mais estreita entre o Mercosul e a União Europeia e os benefícios econômicos que disso adviriam. Discutimos também a agenda das mudanças do clima e questões relacionadas que exigem um tratamento urgente em escala global”, afirmou.

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