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Quarta-feira, 30 de julho de 2014 às 12:53

Presença da Venezuela no Mercosul fortalece Cúpula Social

Durante o 46º encontro dos chefes de estado do Mercosul, na Venezuela, governos e movimentos sociais, sindicais e culturais se reuniram na 16º Cúpula Social do bloco. As reuniões ocorrem paralelamente desde 2006 e, neste ano, o encontro teve cerca de 400 participantes. Criada para expandir e fortalecer a participação social no processo de integração regional, a Cúpula Social reúne representantes de governos, parlamentos, centrais sindicais, confederações da agricultura familiar, pastorais sociais, cooperativas, organizações de pequenos e médios empresários e de entidades que tratam de economia solidária, direitos humanos, mulheres, juventude, meio ambiente, saúde e educação, entre outros.

Gisele Ricobom, Pró-Reitora de Relações Institucionais e Internacionais da Unila (Universidade da Integração Latino-americana), reiterou a importância do fórum social no âmbito do bloco.

“A Cúpula Social da Venezuela representa o ingresso efetivo da sociedade civil venezuelana no Mercosul. Esse é o aspecto mais simbólico da Cúpula. Deve-se lembrar que a experiência da participação popular da Venezuela, resultado da revolução bolivariana, traz uma nova configuração para esse espaço de diálogo. A entrada da Venezuela ressaltou o aspecto político, socialista e bolivariano, que representa uma forma de defesa efetiva das demandas da sociedade civil. Essa é uma experiência muito rica que poderá ressignificar o conjunto de ações dos movimentos sociais dos outros países do Mercosul”, disse a reitora.

Assim como o encontro de chefes de Estado, a Cúpula Social repudiou mais uma vez o conflito na Faixa de Gaza.

“Outro aspecto relevante foi a defesa unânime do povo da palestina. Há uma comoção geral pelo genocídio que, uma vez mais, enfrenta o povo palestino. Nesse sentido, a Cúpula recomendou aos presidentes dos Estados membros do Mercosul a suspensão do Tratado de Livre Comércio do Mercosul com o Estado de Israel”, afirmou Gisele.

Desde 2010, a Unila participa das Cúpulas Sociais, quando sediou a Cúpula Social e a Cúpula dos Presidentes em Foz do Iguaçu, no Brasil. A universidade participa das discussões e também da organização dos eventos. A reitora lembra que, na Cúpula de Brasília (2012), um conjunto de professores sistematizou e registrou as discussões o que resultou em um documento publicado pela Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil.

Segundo Gisele, a Cúpula ainda necessita de institucionalização efetiva e mais apoio financeiro. Ela afirma que a “maioria” das demandas se repete, exatamente porque não há obrigação de resposta ao que foi solicitado.

“Uma das demandas da Cúpula que ocorreu em Montevidéu no ano passado foi exatamente a sua institucionalização, pois a Cúpula não é órgão do Mercosul. Reivindica-se muito também formas de financiamento que permitam a organização e participação autônoma dos movimentos sociais, sem ingerências governamentais”, defende.

Terça-feira, 29 de julho de 2014 às 17:21

Governo brasileiro reitera chamado por cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza

A presidenta Dilma Rousseff reforçou o pedido do governo brasileiro por um cessar-fogo imediato, abrangente e permanente entre as partes envolvidas no conflito na Faixa de Gaza. Durante a reunião da 46ª Cúpula do Mercosul, nesta terça-feira (29), em Caracas, ela falou sobre o compromisso com a estabilidade e com a paz em todos os quadrantes do mundo.

Desde o início, o Brasil condenou tanto o lançamento de mísseis contra Israel, como também o uso desproporcional da força israelense que resultou num elevado número de vítimas civis, segundo Dilma. Ela defende que o diálogo pela paz na região do Oriente Médio passa pelo reconhecimento e construção dos Estados de Israel e da Palestina.

“Consideramos que para a estabilidade da região e até para a segurança de Israel, a existência dos dois Estados é precondição. Acreditamos que o conflito israelo-palestino é um conflito que tem um potencial de desestabilizar toda aquela região. Por isso, reiteramos essa questão do cessar-fogo imediato, abrangente e permanente”, frisou a presidenta.


Confira a íntegra

Terça-feira, 29 de julho de 2014 às 16:30

Problema que atinge a Argentina é ameaça a todo o sistema financeiro, afirma presidenta

Durante reunião da 46ª Cúpula do Mercosul, a presidenta Dilma Rousseff reiterou a solidariedade brasileira com o desafio que a Argentina enfrenta no processo de reestruturação da dívida soberana do país. Nesta terça-feira (29), na Venezuela, ela lembrou que pretende levar o tema à próxima reunião do G20, na Austrália, da mesma forma que foi discutido na reunião com os membros do BRICS, em Brasília.

“O problema que atinge hoje a Argentina é uma ameaça não só a um país irmão, atinge a todo o sistema financeiro internacional. Não podemos aceitar que a ação de alguns poucos especuladores coloquem em risco a estabilidade e o bem-estar de países inteiros. Precisamos de regras claras e de um sistema que permita foros imparciais, permita previsibilidade e, portanto, justiça no processo de reestruturação de dívidas soberanas”, comentou.

Dilma ainda desejou sucesso à Argentina na presidência pro-tempore do Mercosul, no próximo semestre. Ela afirmou que confia na liderança da presidenta Cristina Kirchner para que o bloco siga no caminho do fortalecimento.

Crescimento do Mercosul

A presidenta destacou também o fortalecimento dos mercados internos dos membros do Mercosul e a importância da integração dos países sul-americanos. Neste sentido, ela considerou a adesão da Bolívia como um passo importantíssimo na direção de interagir com outros parceiros e de maior projeção internacional do bloco, que já conta com o segundo maior território, a quarta maior população e a quinta maior economia do mundo.

“O Brasil aposta e todos os demais parceiros do Mercosul apostamos na ampliação das trocas econômicas e comerciais. E aí, é muito importante a economia boliviana e as demais economias da America do Sul. Devemos buscar a implementação da desgravação tarifária, o que vai permitir que nós criemos zona de livre comércio sul-americana”, analisou Dilma.


Confira a íntegra

Terça-feira, 29 de julho de 2014 às 9:47

46ª Cúpula do Mercosul

Agenda presidencial

Nesta terça-feira (29), a presidenta Dilma Rousseff participa da 46ª Cúpula do Mercosul, em Caracas, na Venezuela. Às 9h haverá a cerimônia de oferenda floral e fotografia oficial da 46ª Cúpula. Em seguida, às 9h30, acontece a reunião privada dos presidentes do Mercosul.

Está prevista para 11h a fotografia oficial dos presidentes do Mercosul, estados associados e convidados. Na sequência, às 11h15, ocorre a Sessão Plenária da 46ª Cúpula do Mercosul e cerimônia de transmissão da presidência pro tempore.

Domingo, 27 de julho de 2014 às 11:00

Brasil proporá tarifa zero entre países do Mercosul, Colômbia, Chile e Peru

O Brasil proporá, terça-feira (29), em Caracas, na reunião dos presidentes dos cinco países-membros do Mercado Comum do Sul (Mercosul), a redução a zero das tarifas de importação de produtos entre o bloco e a Colômbia, o Peru e o Chile. Apesar de não pertencerem ao bloco, os três países mantêm acordos de redução de tarifas com os membros do Mercosul.

De acordo com o vice-secretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Simões, o bloco já tem acordos de redução de tarifas de importação, a chamada desgravação tarifária. A intenção do governo é antecipar a vigência da tarifa zero.

“São acordos que têm, de um lado, o Mercosul e, do outro, a Colômbia, o Peru e o Chile e existem acordos entre eles. A proposta é que, nos acordos que já existem, que foram assinados e estão em vigor – entre Mercosul e Peru, entre Mercosul e Chile e entre Mercosul e Colômbia – antecipar o final do acordo, antecipar a vigência da tarifa zero. Hoje, conforme o que foi assinado, a tarifa zero viria no final de 2019. Nós propomos antecipar para o final deste ano,” explicou o embaixador.

Caso os países do Mercosul concordem com a proposta, o passo seguinte será realizar uma reunião do bloco com cada um dos três países. Essa proposta, que já foi discutida anteriormente, voltará à pauta nesta reunião, disse Simões. “O Brasil levantou esses pontos e os três países já manifestaram o desejo de trabalhar na liberalização do comércio. É claro que vamos ver como fica isso para os demais países do Mercosul e depois para os demais países com os quais queremos trabalhar.”

Colômbia Peru e Chile integram a Aliança do Pacífico, bloco comercial que inclui ainda o México e a Costa Rica. A proposta é realizar uma reunião com a Aliança do Pacífico antes de dezembro. O Mercosul tem também acordos de liberalização comercial com a Bolívia e o Equador.

Segundo o embaixador, o interesse do Brasil em antecipar a redução das tarifas explica-se pelo aumento no comércio com os três países e por envolver produtos manufaturados. “De 2002 a 2013, por exemplo, o comércio com a Colômbia aumentou 300%, com o Peru, 389%, e com o Chile, 200%”, informou Simões. “É um comércio importante porque envolve produtos manufaturados. Que são de alto valor agregado, que rendem empregos com carteira assinada.”

A 46ª Cúpula do Mercosul também marca o retorno do Paraguai ao bloco regional, do qual o país tinha sido suspenso em 2012. Na época, os outros membros do Mercosul (Argentina, Brasil e Uruguai) questionaram a rapidez com que o Congresso paraguaio destituiu o então presidente Fernando Lugo, que teve apenas duas horas para se defender das acusações de mau desempenho no cargo. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente, Federico Franco, mas, durante dele, o Paraguai ficou sem voz e sem voto no Mercosul.

Além dos presidentes do Brasil, Dilma Roussef, da Argentina, Cristina Kirchne, do Paraguai, Horacio Cartes, do Uruguai, José Mujica, e da Venezuela, Nicolás Maduro, estará presente o presidente da Bolívia, Evo Morales, cujo país está associado ao bloco e em processo de incorporação como membro pleno.

Fonte: EBC.

Sexta-feira, 18 de julho de 2014 às 17:29

Acordo Mercosul-União Europeia é tema de encontro entre Dilma e Durão Barroso

Presidenta Dilma Rousseff  durante encontro no Palácio da Alvorada com o senhor José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma Rousseff durante encontro no Palácio da Alvorada com o senhor José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta sexta-feira (18), no Palácio da Alvorada, José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia – braço executivo da União Europeia. Os dois presidentes conversaram sobre as relações Brasil-União Europeia e sobre a necessidade de consolidação das negociações comerciais Mercosul-União Europeia. Também consideraram temas da atualidade internacional, como a situação em Gaza e na Ucrânia.

Durão Barroso aproveitou a ocasião para elogiar a organização da “bem sucedida Copa do Mundo, que qualificou de “uma grande festa do esporte e da união entre os povos”. Cumprimentou também o Brasil pela realização da Cúpula do Brics, em especial pela criação do novo banco de desenvolvimento, o New Development Bank (NDB).

Dilma elogiou a atuação de Durão Barroso na presidência da Comissão Europeia e desejou êxito ao próximo presidente, Jean-Claude Juncker, que assumirá em outubro próximo.

Segunda-feira, 22 de abril de 2013 às 17:50

Dilma telefona para presidente eleito do Paraguai e deseja governo bem-sucedido

A presidenta Dilma Rousseff telefonou, no início da tarde desta segunda-feira (22), para o presidente eleito da República do Paraguai, Horacio Cartes, a fim de transmitir os cumprimentos pela vitória nas eleições presidenciais do último domingo naquele país. Dilma desejou um governo bem-sucedido e ressaltou a disposição para recompor as relações bilaterais e do Paraguai com o Mercosul.

Horacio Cartes agradeceu o telefonema e disse estar pronto a trabalhar pela normalização das relações do Paraguai com o Brasil, e com os demais países da região. Manifestou também o interesse em conhecer melhor a experiência brasileira de combate à fome e à pobreza.

Quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 às 15:01

Brasil e União Europeia anunciam comissão para avaliar investimentos

Após a VI Reunião de Cúpula Brasil-União Europeia, com a participação dos presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a criação de uma comissão para avaliar investimentos recíprocos. Ela ressaltou que o país já é o quinto maior investidor na EU. O bloco europeu é o maior parceiro comercial do Brasil.

“O plano de ação conjunta Brasil-União Europeia tem diretrizes para atuação em trinta diálogos setoriais, abrangendo política industrial e regulatória, ciência e tecnologia, educação, direitos humanos e serviços financeiros. (…) Definimos uma comissão bilateral para tratar sistematicamente das nossas relações, em especial da questão do investimento, com foco na questão da complementaridade”, afirmou.

Segundo a presidenta, durante o encontro foi debatida a proposta de acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que será um dos temas da reunião de cúpula entre o bloco europeu e a Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac), que será neste fim de semana no Chile. Dilma também manifestou preocupação com a situação no Oriente Médio e com os conflitos na Síria e no Mali.

“Nós, nos próximos dias, teremos uma reunião de alto nível entre o Mercosul e a União Europeia que nós consideramos estratégica. Naquele momento nós vamos ter a oportunidade de definir os próximos passos da negociação do acordo de associação. Acordo que seria muito importante para as duas regiões, e que deve buscar, dentro das relações comerciais, um equilíbrio das assimetrias”, defendeu.

Confira a íntegra

 

Sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 às 9:58

Antes de cúpula do Mercosul, Dilma recebe José Mujica, presidente do Uruguai

Antes do inicio da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que acontece nesta sexta-feira (7), em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff recebeu, no Palácio do Planalto, o presidente do Uruguai, José Mujica. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 às 6:00

Agenda: Cúpula de chefes de Estado do Mercosul

Agenda presidencialA Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados e Fórum Empresarial do Mercosul acontece nesta sexta-feira (7), em Brasília, e começa às 9h, com o café da manhã de trabalho oferecido pela presidenta Dilma Rousseff aos chefes de estado do Mercosul, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Às 11h, será o momento da fotografia oficial dos chefes de Estado, que se reúnem a partir das 11h15. O encerramento está marcado para as 13h20. Em seguida, às 13h30, será oferecido almoço. Às 16h, Dilma recebe a presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, no Palácio da Alvorada, para encontro bilateral.

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