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Quinta-feira, 21 de maio de 2015 às 18:21

Para FMI, acordo Mercosul-União Europeia trará benefícios econômicos à população dos dois blocos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) enxerga como promissor o fechamento de uma acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, afirmou, nesta quinta-feira (21), a diretora-geral do fundo, Christine Lagarde, após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Segundo Lagarde, um acordo como esse trará fortes benefícios econômicos para a população dos dois blocos.

Além de questões econômicas, Dilma e Christine Lagarde discutiram a agenda das mudanças climáticas e as medidas efetivas que o assunto exige. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Além de questões econômicas, Dilma e Christine Lagarde discutiram a agenda das mudanças climáticas e as medidas urgentes que o assunto exige. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A diretora também afirmou, em declaração à imprensa, que ela e a presidenta discutiram a agenda das mudanças climáticas e as medidas efetivas que o tema exige.

“A presidenta Dilma Rousseff e eu tivemos uma boa troca de pontos de vista acerca do atual estado da economia global, questões de desdobramento regional, bem como a possibilidade de uma relação comercial mais estreita entre o Mercosul e a União Europeia e os benefícios econômicos que disso adviriam. Discutimos também a agenda das mudanças do clima e questões relacionadas que exigem um tratamento urgente em escala global”, afirmou.

Quinta-feira, 21 de maio de 2015 às 17:31

Acordo com União Europeia é estratégico para ampliar e fortalecer o Mercosul

Brasil e UruguaiO acordo entre o Mercosul e a União Europeia é um dos passos estratégicos na área de comércio internacional da região e é uma prioridade da agenda do bloco, disse a presidenta Dilma nesta quinta-feira (21). “Vamos propor à União Europeia que definamos, para mais breve prazo possível, a data de apresentação simultânea das nossas ofertas comerciais,” enfatizou ela, durante a cerimônia oficial de recepção do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez.

Dilma disse que Uruguai e Brasil têm posições coincidentes de que o Mercosul representa um importante patrimônio comum, mas que é hora de avançar. “Como diz o presidente Tabaré Vázquez: ‘O Mercosul tem sempre de se adaptar às novas circunstâncias’. Como [ocorre] aliás, não só os seres humanos, como [com] aquilo que nós produzimos, as instituições e as entidades às quais dedicamos o nosso interesse”, afirmou.

O bloco econômico dos países da América do Sul, acrescentou a presidenta, é um “ambicioso processo de integração em nossa região, graças ao qual conquistamos resultados bastante expressivos. Desde a criação do bloco, o comércio interno multiplicou-se por 11: passamos a quase US$ 52 bilhões em 2014”.

O presidente uruguaio Tabaré Vázquez, concordou que o acordo com a União Europeia é de “fundamentalíssima importância” para o Mercado Comum do Sul. “Continuamos mantendo firmemente o processo de integração regional. Mas, ao mesmo tempo em que valorizamos e queremos resgatar e fortalecer o Mercosul, também pretendemos adaptar o Mercosul à realidade política internacional, à realidade econômica e comercial internacional. Nesse sentido, talvez uma adaptação nas regras do Mercosul, como uma maior flexibilização, pode abrir caminhos importantes para os nossos países e para melhorar a qualidade de vida com nossos povos”.

Confira a íntegra

Quinta-feira, 21 de maio de 2015 às 11:33

Tempo real: Almoço em homenagem ao presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez

14h15 – Agora o presidente Tabaré Vázquez faz brinde durante almoço em sua homenagem no Palácio Itamaraty.

14h10 – Presidenta fala durante almoço no Itamaraty.

14h – O presidente Tabaré Vázquez chega ao Palácio Itamaraty.

13h52 – Presidenta conversa com jornalistas na chegada ao Palácio Itamaraty.

13h30 – Está encerrada a cerimônia no Palácio do Planalto. Agora, Dilma e Tabaré seguem para o Palácio Itamaraty, onde será oferecido um almoço em homenagem ao Chefe de Estado uruguaio.

13h20 – Fala agora o presidente Tabaré Vázquez.

13h16 – Presidenta Dilma saúda o presidente Tabaré Vázquez e o povo uruguaio. “Tenho certeza que Uruguai e Brasil continuarão parceiros inseparáveis, empenhados na consolidação de um espaço de paz, cooperação, democracia e crescimento com justiça social em nosso continente e também no mundo”, afirmou.

13h – Começa a declaração conjunta à imprensa dos presidentes do Brasil e do Uruguai. Acompanhe o minuto a minuto no twitter do Blog do Planalto.

12h53 – Confira algumas imagens da chegada do presidente Tabaré Vázquez ao Palácio do Planalto. Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR.


11h50 – Salva de tiros de canhão saúda o Chefe de Estado do Uruguai. Entenda a origem da homenagem:

11h41 – Presidente Tabaré Vázquez chega ao Palácio do Planalto e passa as tropas em revista.

11h40 -Os presidentes do Brasil e do Uruguai discutirão o avanço dos principais projetos de integração bilateral e de temas regionais e multilaterais, com ênfase no Mercosul  e no processo de integração regional.

O Brasil e o Uruguai estabeleceram, em julho de 2012, um novo paradigma para as relações bilaterais, que se baseia em uma integração profunda e abrangente, destinada a proporcionar benefícios concretos aos dois países. A decisão refletiu-se na criação do Grupo de Alto Nível Brasil–Uruguai, que tem impulsionado importantes projetos bilaterais nas áreas de facilitação do comércio, integração produtiva, infraestrutura de transportes, cooperação fronteiriça e integração energética.

No plano comercial, o Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. Em 2014, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 4,9 bilhões, superando o recorde histórico anterior, de 2012.9915

11h35 – Há menos de dois meses, Tabaré Vázquez recebeu a faixa de seu antecessor, José Mujica. A presidenta Dilma esteve em Montevidéu para prestigiar a posse de Tabaré.

Nesta quinta (21), o recém-empossado presidente do Uruguai encontra-se com a presidenta Dilma Rousseff para realizar a primeira visita de Estado de seu mandato e tratar de interesses bilaterais, como comércio, energia e infraestrutura, além de planos multilaterais relacionados ao Mercosul, Unasul e Celac.

11h26 – Logo mais começam os ritos oficiais para receber o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez.

Sábado, 11 de abril de 2015 às 15:02

Integração regional tem o potencial de promover justiça social nas Américas, afirma Dilma

Cúpula das Américas 2015

Para a presidenta Dilma Rousseff, a democracia e os novos paradigmas políticos preponderantes na América Latina, nos últimos anos, inverteram a lógica da ação do Estado na região conferindo prioridade ao desenvolvimento sustentável aliado à justiça social. A afirmação foi feita na 1º Sessão Plenária da Cúpula das Américas, na manhã deste sábado (11), no Panamá.

Hoje, a América Latina e o Caribe têm menos pobreza, fome, analfabetismo e mortalidade infantil. (…) Mas é preciso mais riqueza, dignidade, educação e é isso o que vamos construir nos próximos anos”, defendeu.

“Educação inclusiva e de qualidade é indispensável para romper o ciclo de reprodução da desigualdade", afirmou Dilma. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Educação inclusiva e de qualidade é indispensável para romper o ciclo de reprodução da desigualdade”, afirmou Dilma. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em sua fala, a presidenta atribuiu esses avanços ao vigor democrático da região nos últimos anos e a capacidade dos países latino-americanos de se organizarem em fóruns como o Mercosul, a Aliança do Pacífico, a Unasul e a Celac. Segundo Dilma, a integração regional tem o potencial de reduzir as desigualdades sociais e promover  desenvolvimento. Ela defendeu também a necessidade de ampliar e consolidar a justiça social no continente.

Para isso, a presidenta reafirmou o papel que a educação ocupa no combate às desigualdades, segundo ela, hoje o maior desafio da América Latina:

Educação inclusiva e de qualidade é o maior desafio do nosso continente, porque ela é indispensável para romper o ciclo de reprodução da desigualdade para gerar oportunidade de inovação, democratizar acesso e a produção do conhecimento”.

Nesse sentido, Dilma ressaltou a importância do desenvolvimento baseado no investimento em pesquisa e na ciência, que seria capaz de romper um ciclo histórico dos países latino-americanos, historicamente, exportadores de produtos primários.

“O nosso objetivo é não sermos apenas produtores de commodities e sim entrarmos na economia do conhecimento e introduzirmos a inovação. Sim, temos riqueza (…) Podemos ser grandes produtores de commodities, mas também temos homens e mulheres que serão capazes de criar um novo século de inovação baseada na pesquisa e ciência”, afirmou.

Confira a íntegra

Segunda-feira, 2 de março de 2015 às 8:30

Exclusivo: José Mujica exalta sintonia entre Brasil e Uruguai em prol do desenvolvimento regional

José Mujica deixa a presidência do Uruguai depois de um mandato de cinco anos. Como legado, elevou o nível das relações comerciais e políticas com o Brasil. Hoje, o país vizinho exerce a presidência pro-tempore da Unasul e também articula com o Brasil importantes decisões dentro do Mercosul.

Em depoimento exclusivo ao Blog do Planalto, Mujica agradeceu a boa vontade política do governo brasileiro nos últimos anos para  a concretização de importantes parcerias e diz que a expectativa para o governo de seu sucessor, Tabaré Vázquez, é de dar continuidade aos projetos e desafios em andamento.

“Existe uma continuidade nos últimos dez anos e vai continuar por, no mínimo, mais cinco anos. Isso nos dá estabilidade na política. Penso que não haverá sobressaltos nem para nós e nem para o Brasil”, afirma. Claro que poderá haver uma diferença em nuances, mas temos orientações muito parecidas e nossa sintonia com os últimos governos brasileiros é muito importante”, diz.

Mujica reiterou também a posição estratégica do Brasil como parceiro comercial de seu país e também sua incontestável liderança política regional. “Sabemos que o Brasil é um país gigantesco para nossa escala, e que é decisivo para que exista – ou não exista – integração na América do Sul”, analisa.

O agora ex-presidente diz que os interesses da região devem prevalecer e que as decisões a serem tomadas devem levar em consideração os interesses latino-americanos. “Devemos ter em mente que devemos ter uma única rivalidade, que é no futebol, e nada mais; a rivalidade desportiva e nenhuma outra; nas outras temos que convergir sempre que possível”, brinca.

Domingo, 1 de março de 2015 às 8:00

Uruguai e Brasil: um “novo paradigma”, artigo da presidenta Dilma Rousseff

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Em artigo publicado neste domingo, 1º de março, no jornal Uruguaio El Pais, a presidenta Dilma Rousseff traça cronologia histórica para relembrar as boas relações entre Brasil e Uruguai. Dentre elas, Dilma destaca inauguração do Parque Eólico Artilleros, a mais recente parceria que beneficiará ambos países com interconexão e segurança energética, além da evolução do comérico entre os países, que chegou ao crescimento de 24% em 2014.

Dilma Rousseff também homenageia José Mujica e cumprimenta o novo presidente Tabaré Vázquez, de quem acompanha posse logo mais. Veja o artigo na íntegra.

Com enorme alegria visito o Uruguai pela quarta vez como presidenta do Brasil.

Neste momento de despedida de José Mujica e de retorno de Tabaré Vázquez à Presidência celebro os avanços obtidos na integração bilateral e reafirmo nossa determinação de seguir adiante nesse caminho.

Desde o início de meu primeiro mandato, em 2011, tive clara a natureza única e privilegiada do diálogo com o governo e a sociedade uruguaios. Esse tipo de convergência não se dá por acaso.

O espírito de confiança mútua e irmandade no relacionamento Brasil-Uruguai remonta a 1909, quando negociamos o Tratado que estabeleceu o condomínio binacional da Lagoa Mirim e do Rio Jaguarão. Além de atender ao pleito pela livre navegação, o Tratado gerou dinâmica cooperativa nas relações bilaterais, que abriu caminho para a interconexão ferroviária Rivera-Santana do Livramento (1913) e a construção da ponte internacional sobre o Rio Quaraí (1915). Cidades como Santana do Livramento e Rivera passaram a simbolizar a comunhão entre uruguaios e brasileiros.

Ciente do caráter especial das relações entre nossos países, o Presidente Mujica e eu decidimos estabelecer novo paradigma para o relacionamento bilateral, baseado em iniciativas concretas, com vistas a uma integração profunda e abrangente. Para tanto, instituímos, em 2012, o Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai, encarregando-o de supervisionar projetos de integração em áreas prioritárias, capazes de gerar mais desenvolvimento e mais inclusão social para nossas sociedades.

Trata-se, na prática, de buscar maior complementação industrial, crescente dinamismo na integração da infraestrutura, maior fluidez em nossas fronteiras, mais e melhor comércio, além da consolidação de nossa interconexão energética.

O Parque Eólico de Artilleros, que tive o prazer de co-inaugurar, representa iniciativa de cooperação pioneira e emblemática, entre a UTE e a Eletrobras, no setor de geração renovável de energia. Artilleros soma-se à nova linha de transmissão entre o Brasil e o Uruguai, cuja entrada em operação fortalecerá a segurança energética de nossos dois países.

Na evolução do comércio, verificamos resultados concretos. Em 2014, alcançamos recorde histórico, com crescimento de 27% do intercâmbio comercial. Não se trata apenas de aumento quantitativo, mas de ganho de qualidade: há apreciável incremento de produtos processados e manufaturados nas exportações entre os países. É significativa, nesse contexto, a consolidação da indústria automobilística no Uruguai, para o que contribuem decisivamente os mercados do Brasil e dos demais sócios do Mercosul.

O intenso relacionamento entre o Brasil e o Uruguai transcende nossas fronteiras. A atuação coordenada de nossos dois países tem sido essencial para a construção e consolidação do Mercosul, da Unasul e da Celac.

Isso tem sido possível porque compartilhamos valores — fundados na paz, na solidariedade e na democracia — e porque estamos empenhados na busca soberana pelo desenvolvimento com justiça social. Claro está que a integração bilateral e regional contribui decisivamente para esses objetivos.

Neste momento de celebração da democracia no Uruguai, quero registrar, com sentida emoção, meu apreço e minha amizade ao presidente José Mujica. Dom Pepe é, a um só tempo, exemplo de vida e fonte de inspiração, tendo deixado uma marca na história uruguaia e regional, tanto por sua trajetória pessoal, de luta permanente pela justiça social, quanto pelo que realizou em benefício do povo uruguaio.

Tenho plena convicção de que manteremos, com o presidente Tabaré Vázquez, o mesmo nível de excelência no relacionamento entre nossos países. O retorno de Tabaré – amigo do Brasil – à chefia da nação uruguaia nos dá a certeza de podermos avançar ainda mais na consolidação da integração entre o Uruguai e o Brasil, em prol do desenvolvimento e do bem-estar das nossas sociedades e do conjunto da região.

Domingo, 1 de março de 2015 às 7:30

Relações entre Brasil e Uruguai estão em estágio excepcional, avalia embaixador

A presidenta Dilma Rousseff será uma das chefes de Estado presentes à cerimônia de posse de Tabaré Vázquez, que assume a presidência do Uruguai neste 1º de março, sucedendo José Mujica.

O Uruguai tem sido, nos últimos anos, um dos principais parceiros comerciais do Brasil na América Latina. O Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. Em 2014, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 4,86 bilhões (crescimento de mais de 25% em relação a 2013), superando recorde histórico anterior, registrado em 2012.

Segundo o embaixador brasileiro no Uruguai, João Carlos de Souza Gomes, as relações de cooperação e interconexão entre os dois países têm se ampliado nos últimos anos em diversos setores. Ele destaca que Brasil e Uruguai atuam fortemente para ampliar integração não só bilateralmente quanto regionalmente, sobretudo no âmbito do Mercosul e Unasul.

Prova disso é o Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai (GAN), um projeto de integração profunda e abrangente, concebido como motor e exemplo para o aprofundamento do processo de integração regional. Seu objetivo é coordenar a implementação de projetos bilaterais prioritários, centralizando as iniciativas desenvolvidas nas diversas áreas do relacionamento bilateral. O embaixador brasileiro enumera diversos projetos em andamento que trarão benefícios nas áreas de infraestrutura, circulação de bens e pessoas e comércio interregional.

“Foi concluída a ferrovia que vai unir o Brasil ao Uruguai e isso tem um significado muito importante porque a maior parte do comércio entre os dois países é feito através de rodovias. Então, ao disponibilizar-se uma ferrovia, você vai conseguir um aumento do comércio a custos mais reduzidos”, cita João Carlos.

João Carlos destaca outra obra que trará importantes benefícios para toda a região: a construção da segunda ponte sobre o rio Jaguarão, que divide Brasil e Uruguai. “Essa obra vai permitir o aumento do fluxo de caminhões e de carros de passeio e medidas também na área da livre circulação de bens e pessoas”, afirma.

O embaixador acredita que as relações entre Brasil e Uruguai atingiram um estágio excepcional e diz que o mandato de Tabaré Vázquez dará continuidade às parcerias já existentes entre os dois países.

“De fato, o Brasil e o Uruguai são países irmãos. Nós temos certeza que a relação deve continuar nesse mesmo nível de intensidade, de amizade e cooperação. Nós temos pela frente ainda um largo caminho a ser percorrido, mas que está sendo acelerado de uma forma muito harmônica em benefício dos dois países. Sempre digo que entre o Brasil e o Uruguai nada nos separa e tudo nos une”, finaliza.

Sábado, 28 de fevereiro de 2015 às 17:22

Mercosul aprova modelo de placas unificadas para veículos do bloco

Dilma Rousseff e José Mujica apresentam novo modelo de placa unificado para veículos dos países do Mercosul. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Dilma Rousseff e José Mujica apresentam novo modelo de placa unificado para veículos dos países do Mercosul. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Foi aprovado neste sábado (28) o modelo da placa unificada para veículos dos cinco países que fazem parte do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Em reunião nesta tarde no Uruguai, a presidenta Dilma Rousseff disse que a placa unificada é o indício da integração entre o bloco em termos de movimentação de pessoas.

“É um passo que vai ser seguido de vários outros passos para que se possa consolidar [a integração]”, afirma. Após cumprimentar o presidente uruguaio José Mujica e autoridades presentes, Dilma disse “demos o primeiro passo, agora trata-se de caminhar para frente”, disse à imprensa após cerimônia de inauguração do Parque Eólico Artilleros.

Nova placa facilitará fiscalização, circulação e controle de veículos dentro do bloco. Imagem: Divulgação/Mercosul.

Nova placa facilitará fiscalização, circulação e controle de veículos dentro do bloco. Imagem: Divulgação/Mercosul.

A norma, que vale a partir de 2016, foi incorporada na Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A placa facilitará a circulação e o controle de veículos nos países bloco, contribuindo, por exemplo, para uma melhor fiscalização aduaneira e migratória.

Além disso, a unificação resultará em um sistema integrado de consultas às informações dos veículos. Essa integração também facilitará o acesso a dados de propriedade, modelo, marca, fabricação e tipo de veículo, além de gerar informações sobre roubos e furtos.

A partir de 1º de janeiro de 2016, a placa comum será de uso obrigatório para todos os veículos registrados pela primeira vez. Os países que desejarem poderão antecipar a adoção da placa.

Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 às 14:22

Alemanha e Brasil vão inaugurar consultas intergovernamentais

A presidenta Dilma Rousseff se reuniu, nesta sexta-feira (13), com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, no Palácio do Planalto. Um dos principais assuntos da reunião foi a preparação das Consultas Intergovernamentais de alto nível entre os dois países, arranjo que será inaugurado em agosto com a presença da chanceler Angela Merkel em Brasília.

Durante visita, ministro alemão tratou ainda com presidenta Dilma sobre livre comércio entre Mercosul e União Europeia, entre outros temas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante visita, ministro alemão tratou ainda com presidenta Dilma sobre livre comércio entre Mercosul e União Europeia, entre outros temas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em entrevista coletiva após a reunião, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, explicou que “as consultas intergovernamentais são um mecanismo de discussão abrangente e amplo sob a liderança da presidenta Dilma e da chanceler Merkel, e com a participação de ministros dos dois gabinetes, responsáveis pelos principais temas bilaterais”.

Além das consultas, outros temas bilaterais discutidos foram livre comércio entre Mercosul e União Europeia, reforma do Conselho de Segurança da ONU, governança na internet, direito à privacidade na era digital, investimentos e cooperação nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e educação.

Vieira ressaltou que a Alemanha é o principal parceiro do Brasil na Europa, e o quarto no mundo. Hoje, são 1,6 mil empresas alemãs no País. “Precisamos continuar e ampliar os fluxos de comércio e investimentos para o bem da nossa economia”, disse o ministro.

Steinmeier destacou que os dois países possuem valores em comum, mas também interesses econômicos. Em sua delegação foi acompanhado de vários empresários interessados em informações de investimentos no Brasil. “A mensagem que queremos emitir com a visita é que continuamos a ser parceiros confiáveis em questões de economia e investimentos. As crises que acontecem nesse momento na Europa e na América do Sul nos aproximam nas relações externas.”

Memorando Férias-Trabalho
Após a reunião com a presidenta Dilma, o ministro Steinmeier assinou, juntamente com o ministro Mauro Vieira, o Memorando de Entendimento entre o Governo do Brasil e da Alemanha sobre um Programa de Férias-Trabalho.

O memorando manifesta a intenção de possibilitar aos jovens de ambos os países viajar à Alemanha ou ao Brasil por um período mais longo e exercer uma atividade remunerada temporária para fins de complementação dos recursos financeiros da viagem ou da formação.

Para o ministro alemão, o memorando é um grande progresso. “Poderemos possibilitar o acesso ao trabalho àqueles que, por razão profissional ou acadêmica, querem conhecer e visitar durante algum tempo o outro pais. Esse memorando que assinamos essa manhã dará essa oportunidade a curto e médio prazo”, afirmou.

Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 às 8:30

Presença de Dilma na posse de Evo Morales marca retomada de amplo diálogo

Em entrevista ao Blog do Planalto, o encarregado de negócios do Brasil na Bolívia, embaixador Antônio José Rezende de Castro, afirmou que a presença da presidenta Dilma Rousseff na posse do presidente Evo Morales, nesta quinta-feira (22), fecha um ciclo de reaproximação importante para a história dos dois países.

“A relevância da Bolívia para o Brasil não podia ser maior. A Bolívia é parte da nossa circunstância na América do Sul. Uma país vizinho, país amigo, com o qual mantemos relações diplomáticas, comerciais e históricas. E tem se aproximado cada vez mais do Brasil nos últimos tempos”, afirma.

O Brasil é, historicamente, o principal parceiro comercial da Bolívia. É o primeiro destino das exportações bolivianas – equivalendo a cerca de 40% do total – em função da venda do gás natural, e segunda origem das importações, atrás apenas do Chile. Rezende de Castro destaca a importância da relação econômica entre os dois países, principalmente levando em conta o crescimento da relevância da Bolívia na América do Sul.

“Há um interesse econômico mútuo muito grande, hoje em dia cristalizado na venda de grande quantidade de gás natural ao Brasil, que representa boa parte do consumo da região centro-sul brasileira. Essa relação vem se estreitando e aumentando e ela vem sendo traduzida em uma aproximação política cada vez mais ampla. Como é o caso, por exemplo, da presença muito ativa da Bolívia na Unasul, União dos Países Sulamericanos, e também na entrada próxima da Bolívia no Mercosul como membro pleno. A Bolívia já é um membro associado há algum tempo. A sua entrada como membro pleno ajudará a aproximar mais ainda os dois países em campos dos mais variados possíveis da cooperação técnica, econômica e cultural”, avaliou o encarregado de negócios.

As relações econômicas com o Brasil têm impulsionado o desenvolvimento boliviano. A presença econômica brasileira o país, em termos de superávit comercial, investimentos e remessas de imigrantes, alcança a ordem de US$ 1,6 bilhão anuais.

O intercâmbio comercial brasileiro com o país passou de US$ 818 milhões, em 2002, para US$ 4,9 bilhões, em 2012 – o que representa um crescimento de quase 600%. No período, as exportações brasileiras para a Bolívia cresceram de US$ 422 milhões para aproximadamente US$ 1,5 bilhão, incremento de 355%. A pauta ofertada pelo Brasil à Bolívia é diversificada, com preponderância de itens de alto valor agregado, como produtos manufaturados.

Cooperação social
O Brasil possui com a Bolivia vários acordos de cooperação técnica, principalmente na área social. Entre os principais, está o primeiro banco de leite da Bolívia, em La Paz, no qual o Brasil doou e instalou equipamentos, e capacitou os funcionários bolivianos. Há também o projeto Amazônia Sem Fogo, que atua no combate às queimadas na selva boliviana, em que o Brasil, junto com a Itália, participa com investimentos e capacitação. Já o Centro Cultural Brasil Bolívia, em La Paz, ensina português para cerca de 400 bolivianos, além de promover a cultura brasileira no exterior.

Para Rezende de Castro, “a Bolívia tem buscado no Brasil uma aproximação, um respaldo e um apoio para promover de maneira mais rápida o seu crescimento em aspectos que transcendem o mero crescimento econômico, mas sim o crescimento social. Estamos falando de cooperação econômica, técnica, social e cultural. E que o Brasil tem tido uma presença muito ativa e no qual pretendemos, na medida que essa aproximação entre os dois países se estreitem, estarmos cada vez mais presentes”.

Fronteira
A Bolívia é o país com o qual o Brasil compartilha sua maior fronteira (3.423 km). Em 2011, foram criados os “Comitês de Integração Fronteiriça”, com o objetivo de buscar soluções para questões específicas das zonas de fronteira, como o narcotráfico.

Foram realizadas as reuniões dos Comitês que operam em Corumbá/Puerto Suárez (2011), Brasileia-Epitaciolândia/Cobija (2012), Cáceres/San Matías (2013) e Guajará-Mirim/Guayaramerín (2013). Essa nova política de integração fronteiriça busca dar novo ímpeto à cooperação e trazer efetivas melhorias à população local.

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