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Quinta-feira, 10 de março de 2016 às 18:58

Ministério da Saúde anuncia R$ 10 milhões para pesquisas contra o vírus Zika

fiocruz

Presidenta Dilma e ministro Marcelo Castro visitaram a Fiocruz e conheceram os projetos em andamento na instituição. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou nesta quinta-feira (10), no Rio de Janeiro (RJ), o investimento de R$ 10,4 milhões para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o desenvolvimento de estudos no combate ao mosquito Aedes aegypti. Destes, R$ 4,4 milhões serão para o financiamento da vacina contra o vírus zika.

O anúncio dos acordos foi feito durante visita às instalações da Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde o ministro Marcelo Castro, que acompanhou a presidenta Dilma Rousseff. No local, eles conheceram os projetos em andamento na instituição. O restante, cerca de R$ 6 milhões (US$ 1,5 milhão), será destinado para projetos de cooperação bilateral para pesquisas de zika e microcefalia entre a Fiocruz e o National Institutes of Helth (NIH) – agência de saúde do governo norte-americano. O repasse do recurso será feito por descentralização de crédito orçamentário.

Diante da situação de emergência em saúde, o investimento do Ministério da Saúde em estudos científicos já ultrapassa R$ 125 milhões para o desenvolvimento de vacinas e soros para as doenças causadas pelo Aedes aegypti. “O Brasil tem sido protagonista nesta área, e o Ministério da Saúde, desde o início, está dialogando com cientistas nacionais e internacionais e não poupará recursos para que seja possível desvendar a atuação do vírus zika e combater, de forma efetiva, seu alcance”, ressaltou o ministro.

O investimento em novas tecnologias é um dos eixos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia que está sendo executado pelo governo federal, além da parceria com os governos estaduais e municipais. A Fiocruz está à frente de estudos na área de diagnóstico, prevenção e tratamento para doenças transmitidas pelo vetor.

Dilma viista laboratório da Fiocruz

Durante visita ao laboratório da Fiocruz, a presidenta Dilma conheceu diversos produtos e inovações no combate ao Aedes aegypti. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante o encontro foram apresentadas inovações no combate ao Aedes aegypti, como, por exemplo, o programa científico internacional ‘Eliminar a Dengue’. A proposta é usar os mosquitos com a bactéria Wolbachia como uma alternativa segura e autossustentável para o controle da dengue e de outros vírus, como zika e chikungunya.

Outro projeto em andamento é a produção de 500 mil testes nacionais de biologia molecular para a realização de diagnóstico de dengue, chikungunya e zika. Hoje, o Brasil possui um teste para identificar cada doença, pois em cada processo são usados reagentes importados e, para descartar a presença da dengue e chikungunya, é necessário realizar cada exame separadamente.

Em fevereiro, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, também esteve na instituição para acompanhar as ações desenvolvidas no combate ao mosquito. Na ocasião, Chan elogiou a atuação do governo brasileiro para o enfrentamento ao vírus zika e se comprometeu a facilitar uma maior colaboração internacional, coordenando esforços internacionais em busca de um objetivo comum de achar vacinas e outras formas de combater ao Aedes aegypti.

Pesquisas
O Ministério da Saúde vai incluir o vírus zika no teste NAT (Teste de Ácido Nucleico) realizado nas bolsas de sangue em todo o País. A ação contará com o apoio dos Estados Unidos para dar celeridade nos processos de registro e a expectativa é que o Brasil se torne um centro de referência para validação dos ensaios ou testes moleculares que tem o vírus zika como alvo.

A produção do teste NAT com a inclusão do vírus zika será feito pelo Laboratório Biomanguinhos da Fiocruz, no Rio de Janeiro, que já detém a plataforma NAT no País, e a celeridade dos processos de registro ficarão a cargo de parceria firmada entre Anvisa e o Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos EUA.

O anúncio foi feito em fevereiro, após Reunião Bilateral Brasil-EUA Fortalecimento da Cooperação para a Resposta à Epidemia do Vírus Zika, realizada em Brasília. Também já estão em andamento outras parcerias entre os dois países, como a firmada com a Universidade Medical Branch, do Texas, para o desenvolvimento da vacina com o vírus zika. A parceria no Brasil para desenvolvimento da vacina será com o Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. O governo brasileiro vai investir aproximadamente R$ 10 milhões nesse programa.

Outra ação desenvolvida é a parceria com o governo da Paraíba e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis (CDC) dos Estados Unidos para um estudo de caso controle de microcefalia relacionada ao vírus zika no Brasil. O objetivo da pesquisa é estimar a proporção de recém-nascidos com microcefalia associada ao zika, além do risco da infecção pelo vírus.
Além disso, foi assinado contrato entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan para financiamento da terceira e última fase da pesquisa clínica para a vacina da dengue. No total, o Ministério da Saúde investirá R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo. Além da pasta, outros órgãos do governo federal devem colocar mais R$ 200 milhões.

Também foi assinado, na mesma ocasião, investimento por parte do Ministério da Saúde de mais R$ 8,5 milhões no desenvolvimento de soro contra o vírus zika. Atualmente, o Ministério da Saúde está firmando parceria com os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Educação (MEC) para o lançamento de uma série de editais que vão financiar pesquisas nesta área. Vale ressaltar que a pasta já está realizando reuniões para definição das áreas prioritárias e a seleção de projetos de médio e longo prazo que receberão estes investimentos.

Segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016 às 17:04

Não há fragilidade nas estatísticas dos casos de microcefalia, diz Marcelo Castro

Marcelo Castro - balanço do dia de mobilização contra aedes

Para Castro não há dúvida sobre correlação da contaminação pelo zika e casos de microcefalia, segundo pesquisas. “Porém, o que ainda não está 100% claro é se há algum fator contribuinte, que ao lado do vírus zika, desencadeie a má-formação fetal”, alertou. Foto: Elza Fiuza/ABr

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, esclareceu nesta segunda-feira (15) que não há inconsistências nas estatísticas divulgadas pelo governo sobre casos de microcefalia. Durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Castro explicou que a epidemia de zika identificada no segundo semestre de 2015, e o consequente aumento nos casos de má-formação fetal, levaram a uma alteração no protocolo de notificação da microcefalia.

“Não há nenhuma fragilidade. A microcefalia não era de notificação compulsória, [porque] nós não tínhamos epidemia de microcefalia no Brasil. Nós tínhamos, em média, 150 casos notificados por ano”, afirmou o ministro, que lembrou que o primeiro caso de zika no País foi registrado em abril de 2015 –até então o vírus não havia sido identificado nas Américas. “Então surgiu uma epidemia de microcefalia seis, sete, oito, nove meses após a chegada do vírus aqui. Isso é o que nós temos de informação com toda a precisão”, acrescentou.

Marcelo Castro esclareceu também aos jornalistas que não há dúvida sobre a correlação da contaminação pelo vírus zika com os casos de microcefalia e citou resultado de pesquisas de cientistas e pesquisadores brasileiros divulgado em novembro confirmando que a epidemia de microcefalia é consequência direta da epidemia de vírus zika.

Ele apontou também que os estados do País que tiveram maior ocorrência da contaminação de vírus zika, meses depois tiveram também epidemia de microcefalia, numa relação direta. “Além disso, [há] o fato biológico estabelecido, concreto, de vários casos que aconteceram no Brasil e fora do Brasil. Quando fazem a pesquisa na criança encontram o vírus no cérebro da criança com microcefalia. Isso é uma coisa fora de questão, isso está estabelecido: a causalidade entre a microcefalia e o vírus zika”.

Fatores contribuintes
Segundo o ministro da Saúde, porém, o que ainda não está 100% claro é se há algum fator contribuinte, que ao lado do vírus zika, desencadeie a má-formação fetal.

“Como é a primeira vez que está ocorrendo na história da humanidade, nenhum cientista de nenhuma parte do mundo tem ainda a resposta para isso”. 

Parceria com os Estados Unidos
O ministro Marcelo Castro lembrou que ainda este mês será realizado no Brasil um encontro entre representantes da Secretaria de Saúde americana, técnicos do National Institutes of Health (NIH), do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), técnicos do Ministério da Saúde, do Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, entre outros especialistas convidados.

A parceria entre os dois países é resultado das tratativas entre a presidenta Dilma e o presidente dos EUA, Barack Obama, para o enfrentamento da microcefalia. “Já tem ação em curso, nós temos um documento assinado entre o Ministério da Saúde e a Universidade do Texas, para o desenvolvimento de uma vacina. Hoje nós temos aqui no Brasil, 15 pesquisadores do CDC, que junto com nossos técnicos do Ministério da Saúde, estão na Paraíba para fazer exatamente essa correlação entre o vírus zika e a microcefalia se há algum outro fator estabelecido”, acrescentou.

Segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016 às 14:29

Mobilização Zika Zero visitou 2,8 milhões de residências em 428 municípios do País

O Dia Nacional de Mobilização Zika Zero, realizado no último sábado (13), alcançou a visitação de 2,8 milhões de residências em 428 municípios do País. As casas, terrenos baldios e construções abandonadas concentram de 70% a 80% dos focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor de transmissão da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.

“Nós seremos vitoriosos. Para isso é imprescindível que a sociedade brasileira abrace essa causa e elimine os criadouros do mosquito”, afirmou o ministro da Saúde. Foto: Ichiro Guerra/PR

“Nós seremos vitoriosos. Para isso é imprescindível que a sociedade brasileira abrace essa causa e elimine os criadouros do mosquito”, afirmou o ministro da Saúde. Foto: Ichiro Guerra/PR

A ação contou com o envolvimento pessoal da presidenta Dilma Rousseff, que vistoriou casas e conversou com moradores no Rio de Janeiro, e com a participação de mais 162 representantes do governo federal em diferentes cidades. Este número envolve tanto o primeiro escalão do governo, como ministros, até chefes de autarquias e de presidentes de bancos públicos federais e de estatais.

Os dados foram divulgados em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (15). A ação abrangeu diretamente 220 mil integrantes das Forças Armadas, 46 mil agentes de combate às endemias e 266 mil agentes comunitários de saúde. A mobilização contou também com o apoio dos governos estaduais e municipais.

“Fizemos uma grande mobilização nacional. Ficou patente que essa causa une todo o País. Foi um dia muito importante mostrando identidade e unidade nacional, do município até o governo federal. Todos com a compreensão de que o mosquito não é municipal, não é estadual, não é federal”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro. “Nós seremos vitoriosos. Para isso é imprescindível, é indispensável que a sociedade brasileira abrace essa causa e elimine os criadouros do mosquito”.

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, destacou o sucesso da mobilização envolvendo as Forças Armadas. “Julgamos que alcançou plenamente os objetivos, integrou a ação das Forças Armadas com ações do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais de saúde. Essa mobilização e integração, que ocorreram em todos os 26 estados e no Distrito Federal, foi importante para elevar o nível de mobilização das famílias, das pessoas dentro de casa”.

Ele reforçou que a ação não terminou no sábado. A partir desta segunda (15), 55 mil integrantes das Forças Armadas prosseguem atuando até o dia 18 aplicando larvicidas e produtos de combate ao mosquito ou no apoio aos agentes de saúde.

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, avaliou que o Dia Nacional de Mobilização Zika Zero foi fundamental para o engajamento da sociedade. “Não há poder público sem participação da sociedade que consiga vencer essa batalha”.

Ele incentivou cada família, no seu dia de faxina semanal, a tirar de 15 a 30 minutos para revisitar ralos, caixas d’água, e todo o quintal. “A tarefa será perene, de longo prazo. Temos que ter dimensão de longo prazo do combate, [tem que ser uma] questão constante”, disse.

Ele apontou que, na sexta-feira (19), começam, sob coordenação do Ministério da Educação, ação de conscientização dos estudantes. A medida coincide com o retorno às aulas na maior parte das escolas pelo País e também contará com o apoio das Forças Armadas.

Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016 às 22:16

Ministros visitarão casas em mobilização nacional contra o Aedes aegypti

Ministros acertam detalhes do Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti, ação que será realizada simultaneamente em 353 municípios. Foto: Ichiro Guerra/PR

Ministros acertam detalhes do Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti, ação que será realizada simultaneamente em 353 municípios. Foto: Ichiro Guerra/PR

Os ministros do governo federal vão participar, neste sábado (13) de uma grande mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, chikungunya e zika. A ação será realizada, simultaneamente, em 353 municípios brasileiros, com apoio de secretários-executivos, presidentes de estatais e 220 mil militares.

A ordem foi dada pela própria presidenta Dilma Rousseff, que vai acompanhar toda a ação do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos 2016.  Nesta quinta-feira (11), foi realizada uma reunião para acertar os detalhes do chamado Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti.

Tivemos uma reunião hoje, coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, com todos os ministros, secretários-executivos, presidentes de empresas e autarquias federais. Ou seja, toda a cúpula do governo federal”, relatou o ministro da Saúde, Marcelo Castro. De acordo com ele, o objetivo é que todos estejam bem preparados “para o grande dia”.

Além das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), prefeitos, governadores e, agora, os ministros, a operação vai contar com aproximadamente 46 mil agentes de combate às endemias e 266 mil agentes comunitários de saúde.

Esforço Máximo
“Selecionamos 353 cidades onde faremos essa ação. Cada ministro, cada diretor de empresa irá para uma cidade diferente dos diversos estados. Qual a finalidade dessa grande mobilização? É mostrar que o governo federal, os governos estaduais e os governos municipais estão fazendo o esforço máximo para combater o mosquito”.

Marcelo Castro alerta, no entanto, que nem mesmo esse esforço será suficiente para deter o Aedes aegypti se a população não se engajar na luta. “É preciso que a sociedade também se mobilize. Mesmo porque dois terços dos criadouros do mosquito estão dentro das residências. Então, o que estamos pedindo? Que as pessoas tirem 15 minutos de um dia por semana – estamos sugerindo que seja no sábado, o sábado da faxina. Com 15 minutos, a pessoa pode percorrer o quintal da sua casa, pode percorrer a sua casa e destruir todos os criadouros, eliminar todos os criadouros do mosquito, para não deixa-lo nascer”.

E, já que não existe vacina e tampouco um remédio contra o zika vírus , a maneira mais eficiente de combater o mosquito é não o deixando nascer. “Há vários exemplos de cidades que conseguiram eliminar o mosquito. Mas, em todos esses casos, houve a participação efetiva da sociedade, que tem de ser um trabalho continuado, permanente, ininterrupto. Nós precisamos vencer essa luta contra o mosquito que está transmitindo três doenças graves: dengue, zika e chikungunya. Nós, governo e sociedade, venceremos o mosquito”, afirma Marcelo Castro.

Sexta-feira, 29 de janeiro de 2016 às 17:21

Hospitais públicos passarão por faxina contra Aedes aegypti na próxima semana, anuncia Castro

Em continuação ao esforço inédito do governo na batalha contra o Aedes aegypti, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, informou nesta sexta-feira (29) que todos os hospitais públicos, privados e filantrópicos do país que atendem a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) vão passar por um “dia da faxina” contra o Aedes aegypti na próxima quarta-feira (4).

O anúncio foi feito após reunião na Sala Nacional de Coordenação e Controle da Dengue, em Brasília, da qual participaram a presidenta Dilma Rousseff, os ministros Marcelo Castro (Saúde), Gilberto Occhi (Integração Nacional), Aloizio Mercadante (Educação) e Jaques Wagner (Casa Civil) e governadores dos estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo (por meio de videoconferência).

Nesta sexta-feira (29), o Ministério da Saúde promove um dia de mobilização nacional para inspecionar e eliminar possíveis focos do mosquito em todos os prédios públicos no país. Segundo o ministro, as ações demonstram que o governo, além de cobrar que a sociedade se engaje contra o Aedes aegypti, também está fazendo a sua parte.

Além de ser o nosso dever, é simbólico. Estamos pedindo que as pessoas façam [essa faxina] também nas suas casas”, explicou o ministro. Segundo ele, a grande mobilização nacional no dia 13 fevereiro, com a presença de cerca de 220 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, vai receber o reforço de mais 46 mil agentes comunitários, que farão vistorias dentro das residências brasileiras.

Todas essas pessoas irão de casa em casa, destruindo os criadouros, conscientizando as pessoas, ensinando como deve fazer, porque nós não podemos dar folga aos mosquitos. Eles têm uma capacidade de reprodução muito grande. É um trabalho permanente, continuado e ininterrupto”, ressaltou.

Quarta-feira, 27 de janeiro de 2016 às 16:13

Dilma propõe na Cúpula da Celac cooperação no combate ao vírus da zika

CelacEm seu discurso na Cúpula de Chefes de Estado e de governo da Celac, nesta quarta-feira (27) em Quito, no Equador, a presidenta Dilma Rousseff propôs aos países-membro uma ação de cooperação no combate ao vírus da zika e à microcefalia. Considerando que vários países da região já têm experiência no combate à dengue, cujo vírus também é transmitido pelo Aedes aegypti, a presidenta defende que a ação mais imediata seja a de difusão das melhores práticas, seguida pela cooperação no campo da pesquisa científica e tecnológica.

Em entrevista a jornalistas após seu discurso, Dilma ressaltou que será feita uma reunião do Mercosul na próxima terça-feira (2) em Montevidéu, Uruguai, para tratar do combate ao vírus. O encontro será aberto à participação dos demais países. A Celac também realizará uma reunião específica de seus ministros da saúde.

A "batalha [não está] perdida. Se nós todos não nos unirmos, e se a população não participar, nós perdemos essa guerra", afirmou a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A “batalha [não está] perdida. Se nós todos não nos unirmos, e se a população não participar, nós perdemos essa guerra”, afirmou a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Perguntada pelos jornalistas, a presidenta esclareceu a posição do governo no combate ao vírus da zika, de que é necessária uma união de esforços para não se perder esta guerra. Ela defendeu o trabalho do ministro da Saúde, Marcelo Castro.

“A batalha [não está] perdida, não. Isso não é o que ele [Castro] está pensando, nem o que ele diz. O que o ministro disse, é o seguinte: ‘Se nós todos não nos unirmos, e se a população não participar, nós perderemos essa guerra’. Absolutamente certo.”

Ela ainda respondeu que está satisfeita com a atuação do ministro, e destacou o trabalho que ele tem desempenhado para estabelecer a cooperação entre o governo e os laboratórios no exterior em relação à pesquisa de vacina contra a dengue.

Forças Armadas e dia da faxina
A presidenta citou ainda o envolvimento das Forças Armadas como um dos vetores de organização do combate para a erradicação física dos criadouros do mosquito e de conscientização da população.

“Para que as pessoas percebam que não é algo que você possa adiar, fazer depois. E de agora até junho nós temos de fazer isso”, disse.

Terça-feira, 26 de janeiro de 2016 às 10:27

Governo fará operação de guerra ao Aedes aegypti com 220 mil homens em todo o País

A presidenta Dilma Rousseff determinou, nesta segunda-feira (25), que seja travado um combate nacional ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças, inclusive a febre zika, que causa microcefalia em bebês. Para isso, no próximo dia 13 de fevereiro o governo vai mobilizar um batalhão de 220 mil homens das Forças Armadas. Eles vão sair de casa em casa, em todo o Brasil, distribuindo panfletos e orientando as famílias a participarem da mobilização para a eliminação dos criadouros do inseto.

“Se a sociedade brasileira não chamar a si esta responsabilidade neste momento grave, não seremos vitoriosos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Castro. Foto: Blog do Planalto

“Se a sociedade brasileira não chamar a si esta responsabilidade neste momento grave, não seremos vitoriosos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Castro. Foto: Blog do Planalto


As informações foram dadas pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, após reunião com a presidenta Dilma. “Há 30 anos que esse mosquito habita o País e não conseguimos eliminá-lo. Se a sociedade brasileira não chamar a si esta responsabilidade neste momento grave, de uma das crises maiores de saúde pública já vivida em qualquer tempo no Brasil, não seremos vitoriosos”.

Sobre a operação do dia 13, o ministro prevê que o total de agentes públicos a serem mobilizados poderá até superar os 220 mil. “Não serão só as Forças Armadas [que vão participar], como as polícias militares, os corpos de bombeiros, os agentes de combate às endemias, os agentes comunitários de saúde. Isso daí é um exército de aproximadamente 300 mil pessoas”.

Em entrevista ao Blog do Planalto, Castro lembrou que o governo conta com 266 mil agentes comunitários de saúde, 46 mil agentes de combate às endemias. “E todas essas pessoas estão indo de casa em casa, mobilizados para que a sociedade chame a si essa responsabilidade, para eliminar o mosquito e livrar a população brasileira dessas três graves doenças – dengue, chinkungunya, zika”, disse .

“Principalmente da zika, que causa microcefalia – essa doença grave, irreversível, que impede o desenvolvimento do cérebro, que a pessoa fica dependente de cuidados especiais para o resto da sua vida”.

Distribuição de repelentes
O ministro garantiu que o governo não vai “economizar nada” no combate ao mosquito, o que ainda é a forma mais eficaz de evitar o vírus zika, já que ainda não existe vacina contra a doença. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deverá fazer a distribuição gratuita de repelentes às grávidas do Bolsa Família.

“Convocamos os produtores de repelentes, os laboratórios, para quarta-feira [27]. E teremos uma reunião aqui, entre mim, o ministro Jaques Wagner [da Casa Civil] e os representantes dos laboratórios, para ver a disponibilidade de produção. Para a gente adquirir esses repelentes e distribuir para as gestantes que fazem parte do cadastro do Bolsa Família”, afirmou.

O ministro da Saúde recomendou que todas as gestantes devem adquirir o produto nas farmácias e user efetivamente o repelente, para evitar as consequências tão graves da picada do mosquito Aedes aegypti.

Quarta-feira, 23 de dezembro de 2015 às 14:06

Governo anuncia criação de gabinete de crise para ajudar saúde do Rio de Janeiro

Novo ministro da Saúde garantiu que vai fortalecer os programas sociais da pasta. Foto: Agência Brasil

“Vamos agir em sinergia e em harmonia, distribuindo tarefas e tomando todas as decisões para amenizar a crise na saúde no Rio de Janeiro”, diz ministro. Foto: Blog do Planalto

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou, nesta quarta-feira (23) no Palácio do Planalto, que o governo federal irá instaurar um gabinete de crise para buscar soluções para minimizar os problemas nas unidades de saúde pública do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada em reunião emergencial convocada pela presidenta Dilma Rousseff nesta manhã, feita por teleconferência, com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

“Estamos constituindo um gabinete de crise, que vai unir as três redes (de saúde), federal, estadual e municipal, para fornecer equipamentos necessários, medicamentos, transferências de pacientes e encontrar uma solução, o mais urgentemente possível, para o problema da saúde que está grave no momento no RJ”, informou o ministro da Saúde.

Segundo Marcelo Castro, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que participou da reunião, ficou responsável por buscar soluções para a questão financeira no estado. “Vamos agir em sinergia e em harmonia, distribuindo tarefas e tomando todas as decisões para amenizar a crise na saúde no Rio de Janeiro”, afirmou.

Também participaram da reunião, o presidente do Banco do Brasil, Alexandre Correa, a presidente da Caixa, Miriam Belchior e representantes da Defesa Civil e da Secretaria de Governo.

Terça-feira, 8 de dezembro de 2015 às 21:47

Dilma se reúne com governadores para acelerar Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia

Dilma com governadores - microcefalia

Medidas mais urgentes são combate aos focos do mosquito transmissor, o aedes aegyptie, e na proteção de mulheres em período fértil e gestantes. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff se reuniu nesta terça-feira (8), no Palácio do Planalto, com governadores de estado para tratar das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. As medidas mais urgentes estão centradas no combate aos focos do mosquito transmissor, o aedes aegypti, e na proteção de mulheres em período fértil e gestantes, sobretudo nos três primeiros meses de gestação.

“A microcefalia é um drama muito sério e temos que combatê-la com todas as forças. Para isso, a presidenta Dilma convocou todos os governadores e colocou à disposição o Exército Nacional, a Defesa Civil, os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias. Toda a sociedade brasileira precisa ser mobilizada”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, após o encontro.

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Castro: governo atuará com o Exército, Defesa Civil, agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. Foi também foi montado um centro de controle e avaliação de todas as ações do plano. Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Segundo Castro, foi montado no Ministério de Integração Nacional um centro de controle e avaliação de todas as ações do plano. Além disso, será montados um centro regional em cada estado, que será integrado a Brasília. “O governo fará tudo para combater esse problema tão grave que o Brasil está passando”, disse.

A maior proliferação do mosquito ocorre entre os meses de fevereiro, por isso o ministro ressaltou necessidade de acelerar o plano de enfrentamento. “Temos que fazer um trabalho urgente, visitando todas as casas e destruindo os criadouros de mosquito. É qualquer água acumulada”, disse Castro.

O ministro informou ainda que, até o momento, foram registrados 1.761 casos suspeitos de microcefalia, em 422 municípios de 14 unidades da federação. O estado de Pernambuco registrou o maior número de casos (804). Em seguida estão os estados da Paraíba (316) e Bahia (180).

Sábado, 5 de dezembro de 2015 às 13:10

Presidenta faz reunião em Pernambuco sobre ações de enfrentamento ao surto de microcefalia

Presidenta Dilma Rousseff durante reunião para tratar de ações de enfrentamento das doenças transmitidas pelo aedes aegypti. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma Rousseff durante reunião para tratar de ações de enfrentamento das doenças transmitidas pelo aedes aegypti. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff chegou na manhã deste sábado (5) ao Recife (PE) para realizar reunião de trabalho sobre ações de enfrentamento à microcefalia e demais doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti. Pernambuco é o Estado mais afetado pela doença.

Participam da reunião o governador, Paulo Câmara; os ministros da Saúde, Marcelo Castro; da Integração Nacional, Gilberto Occhi; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro; o secretário nacional de Defesa Civil, general Adriano; e prefeitos de municípios afetados.

O secretario estadual de Saúde de Pernambuco, José Iran, avaliou que a reunião com a presidenta Dilma é muito importante para a intensificação dos esforços conjuntos.

“Essa reunião é fundamental para a solução do problema. Essa luta é dos três entes federativos: municipal, estadual e federal”, disse.

Secretários de Saúde de Pernambuco e Recife e prefeitos de Goiana e Araçoiaba enfatizam a parceria com o governo federal como fundamental no combate ao surto. Fotos: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Secretários de Saúde de Pernambuco e Recife e prefeitos de Goiana e Araçoiaba enfatizam a parceria com o governo federal como fundamental no combate ao surto. Fotos: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Iran relata que o estado decretou estado de emergência e mais de 150 prefeitos estão mobilizados para combater a microcefalia. Há 646 casos notificados e 211 confirmados.

O secretário de Saúde de Recife, Jailson Corrêa, destaca o apoio que a capital tem recebido do Exército.

“Fizemos uma importante parceria com o Exército Brasileiro em que 150 soldados somaram aos 600 agentes de endemias da prefeitura. Aumentamos em 30% a capacidade de trabalho graças aos agentes das Forças Armadas”.

O pico de casos em Recife foi entre outubro e novembro, sendo que 115 casos foram registrados até então.

O prefeito de Goiana, Frederico Gadelha, também manifestou expectativa pela reunião com a presidenta. “Sempre desenvolvemos políticas sociais para melhorar a qualidade de vida e sempre fomos apoiados pelo governo federal. Esperamos boas novidades do governo para erradicar de vez esse problema”, apontou.

Goiana tem 55 casos notificados e 12 confirmados, sendo que outros 2.700 estão em investigação.
O prefeito de Araçoiaba, Joamy Alves, disse ser importante a mobilização das três esferas de poder para o sucesso no combate ao surto de microcefalia.

“Com essa reunião com a presidenta Dilma, o ministro e o governo do estado, vamos combater pra valer. Vamos mobilizar toda a sociedade civil organizada”.

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