Terça-feira, 8 de março de 2016 às 13:54
Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a presidenta Dilma Rousseff enviou mensagem nesta terça-feira (8), pelo seu perfil no Twitter, a “todas as brasileiras que lutam diariamente para criar seus filhos, para ter uma profissão, para se afirmar como pessoa e para construir um País mais igual e mais justo”.
Saiba mais sobre as conquistas e os direitos das mulheres
A presidenta ressaltou que, nos últimos 13 anos, o governo trata como prioridade a questão de gênero e a garantia dos direitos das mulheres. E lembrou que há um ano foi sancionada a Lei do Feminicídio, cujo texto modificou o Código Penal para incluir o crime de assassinato de mulher por razões de gênero entre os tipos de homicídio qualificado. “Desde então, o assassinato de mulheres decorrentes de violência doméstica ou discriminação de gênero é crime hediondo”, afirmou.
Dilma destacou ainda outras políticas do governo federal focadas no combate à violência contra a mulher, como a criação de unidades da Casa da Mulher Brasileira, espaço de acolhimento, orientação, direitos, onde todos os serviços estão disponíveis às vítimas de violência. E a Lei Maria da Penha que, em vigor há mais de 9 anos, é considerada uma das mais modernas do mundo no rigor e na punição às agressões contra à mulher, vítimas de violência doméstica.
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Domingo, 27 de setembro de 2015 às 14:55
Durante encontro de líderes globais sobre igualdade de gênero e empoderamento das mulheres, nas Nações Unidas, neste domingo (27), a presidenta Dilma Rousseff destacou as ações do governo brasileiro na construção de políticas de igualdade de gênero nas mais diversas dimensões: trabalho, educação, combate à violência e legislação, entre outras.
A presidenta ressaltou que tem sido um esforço contínuo do governo a construção da igualdade de gênero, com empoderamento da mulher e com a ampliação de seus direitos. Entre as principais medidas, Dilma destacou os avanços na legislação, com a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, por exemplo. Mas ela frisou que, além da legislação, as mulheres brasileiras têm sido beneficiadas com políticas de inclusão social e de acesso a melhores condições de vida.

Mulheres brasileiras têm sido beneficiárias e protagonistas das políticas de inclusão social, afirmou a presidenta Dilma. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
“As mulheres também vêm sendo protagonistas do processo de inclusão social em curso no Brasil. Elas são as principais receptoras das políticas de renda e de acesso à moradia, à saúde e à educação. Ao superarmos a fome e darmos prioridade ao combate à pobreza, demos oportunidades para milhões de mulheres construírem suas vidas e de suas famílias. No Brasil, a pobreza tinha face: era mulher, era negra e era jovem”, afirmou.
A presidenta defendeu que o País precisa seguir avançando na conquista da igualdade de oportunidades para as mulheres. “Devemos percorrer o caminho do nosso empoderamento. As mulheres não são apenas destinatárias de políticas e de iniciativas públicas. Devemos falar por nós mesmas”, garantiu.
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Sexta-feira, 7 de agosto de 2015 às 19:02
A presidenta Dilma Rousseff lembrou, nesta sexta-feira (7), por meio de sua conta no Twitter, os nove anos da Lei Maria da Penha, que ela chamou de “a mais importante conquista no enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil”.
Por meio da rede social, a presidenta lembrou também a inauguração das duas primeiras unidades da Casa da Mulher Brasileira do País, instaladas em Campo Grande e em Brasília.
A política pública prevê a unificação de todos os serviços especializados para atender à mulher vítima de violência como delegacia, juizado, defensoria, promotoria, equipes psicossocial e de orientação para emprego e renda. Com o projeto, o governo federal pretende instalar uma unidade em todas as 27 capitais do País. Para a presidenta, “a Casa da Mulher Brasileira efetiva a Lei Maria da Penha”.
Dilma também aproveitou o espaço para reafirmar seu repúdio a todas as formas de violência e para estimular as mulheres vítimas de agressão a denunciar, por meio da Central de Atendimento à Mulher. “Não aceite, denuncie. Ligue 180!”, twittou a presidenta.
Lei Maria da Penha – Sancionada pelo presidente Lula em 7 de agosto de 2006, a lei número 11.340, conhecida popularmente como a Lei Maria da Penha, é considerada uma das mais modernas do mundo no rigor e na punição às agressões contra à mulher, vítimas de violência doméstica.
Seu nome é uma homenagem à farmacêutica e ativista, Maria da Penha Fernandes, vítima de agressões do marido por mais de duas décadas.
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Quarta-feira, 25 de março de 2015 às 17:30
Com informações do Portal Brasil
Os ministros da Saúde, da Justiça, dos Direitos Humanos e da Secretaria de Políticas para as Mulheres assinaram, na manhã desta quarta-feira (25), portaria interministerial que estabelece um atendimento integrado às vítimas de violência doméstica.

A medida evita que mulheres vítimas de violência sexual precisem repetir exames clínicos na rede pública de saúde e no IML. Fotos: Elza Fiúza/Agência Brasil
A medida visa registrar informações e a coleta de vestígios durante o atendimento às pessoas em situação de violência doméstica nos atendimentos da rede pública de saúde, evitando que a vítima precise de dupla análise. Assim, a partir da portaria, o Instituto Médico Legal (IML) passa a considerar a coleta e os exames clínicos do paciente feito no hospital para possíveis processos criminais.
No entanto, os serviços de saúde não substituem as funções e atribuições da segurança pública. A implementação dessa ação possibilitará aos profissionais do SUS a realização do exame físico, a descrição das lesões. O registro de informações e a coleta de vestígios serão encaminhados, quando requisitados, à autoridade policial.
“Essa portaria organiza e integra o atendimento as vítimas de violência sexual. A mulher já foi violentada, agredida, com dor, e ela se submete ao exame nos hospitais, e depois ainda tem que repetir os exames no IML. Então com a portaria, o IML passa a se apoiar na coleta e nos exames feitos no hospital. É menos constrangimento para a mulher”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Segundo a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, a portaria vai, ainda, ajudar na implementação da Lei Maria da Penha no cotidiano das mulheres. “O que nós queremos é agilidade nas respostas para as mulheres e não deixar que elas morram por falta de atendimento, ou engravidem de um estupro, e a portaria oferece esse suporte. No ponto de vista da saúde e dos direitos das mulheres, a assinatura dessa portaria é um passo que completa os eixos do Programa Mulher Viver Sem Violência e aprofunda os direitos das mulheres”, afirmou.
A ministra acrescentou que a articulação entre os ministérios serve para afirmar e mostrar que nenhuma pasta teria condições de fazer esse trabalho isoladamente.
Ideli Salvatti, ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) apontou que embora o Brasil seja reconhecido internacionalmente pela redução da desigualdade social e regional, muitos crimes ainda são cometidos por conta das diferenças.
“A violência hoje tem marca de gênero, de raça, de idade, de território e de renda, é a onde as desigualadas ainda estão concentradas, por isso, permitir que vítimas de violência sexuais possam ter atendimento e o registro no mesmo local, caso elas queiram, é de fundamental importância no enfrentamento dessa violência”, avaliou.
A secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, diz que “a portaria busca dar o maior amparo para as mulheres brasileiras que por tanto tempo sofreram caladas e não puderam refazer seus projetos de vida”.
Mulher com Deficiência e Mobilidade Reduzida
Na oportunidade, foi assinada ainda uma portaria interministerial que institui um Grupo de Trabalho (GT) de Saúde da Mulher com Deficiência e Mobilidade Reduzida.
O GT será responsável por garantir um atendimento digno que leve em consideração a peculiaridade de cada paciente. Ele deve ajudar na ampliação dos cuidados das mulheres com deficiência, isso inclui a capacitação de profissionais e reorganização de serviços.
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Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 às 21:10
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Agenda de Cooperação em Assuntos Populacionais do Brics 2015-2020,
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Reunião de Ministros Responsáveis por Assuntos Populacionais,
Ricardo Paes de Barros,
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Secretaria de Assuntos Estratégicos
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Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 às 21:07
Rússia, Índia, China e África do Sul manifestaram interesse em aprender com os avanços alcançados pelo Brasil com o Minha Casa, Minha Vida, programas de urbanização de favelas, políticas para as mulheres, combate à pobreza, desenvolvimento agrário e prevenção e tratamento de pessoas portadoras de HIV. A avaliação foi feita pelo secretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Ricardo Paes de Barros, nesta quinta-feira (12), na apresentação da Agenda de Cooperação em Assuntos Populacionais do Brics 2015-2020.

“As oportunidades de cooperação com o Brics são imensas e a gente está começando a escavar e aproveitar essas oportunidades”, disse Paes de Barros. Foto: Renan Carvalhais – Gabinete Digital/PR
O documento consolida o resultado da I Reunião de Ministros Responsáveis por Assuntos Populacionais do Brics e II Seminário de Funcionários e Peritos em Questões Populacionais do Brics, que acontece em Brasília de 10 a 13 de fevereiro. As experiências compartilhadas entre os cinco países estabeleceu uma agenda de cooperação em seis assuntos: planejamento, metodologia, indicadores e metas; grupos demográficos (cuidados com crianças, jovens e pessoas com necessidade de assistência); transição e pós-transição demográfica; empoderamento de mulheres e meninas; saúde sexual e reprodutiva; e migração e urbanização.
Paes de Barros listou as experiências brasileiras que despertaram atenção dos parceiros do Brics durante a reunião ministerial.
“Violência doméstica, eu acho que é uma área em que eles têm um interesse muito grande, o Brasil tem feito avanços importantes com a Lei Maria da Penha; toda a nossa política lidando com urbanização, por exemplo programas como o Minha Casa, Minha Vida, programas de urbanização de favelas que valoriza o capital das famílias mais pobres; até a política de Saúde e prevenção e cuidado com os portadores de HIV, para a África do Sul, por exemplo, tem uma importância muito grande. E todas as políticas nossas de combate à pobreza e desenvolvimento agrário também têm uma importância muito grande para esses países”, disse.
Ele apontou também os pontos fortes dos outros países com os quais o Brasil pode aprender, discutir internamente e colocar em prática. Citou que com os russos e chineses, por exemplo, pode aprender da experiência de como elevar a participação da mulher no mercado de trabalho, bem como reduzir as diferenças de gênero. Falou também que com estes dois países pode-se aprender como reduzir a desproporção entre o papel da mulher e do homem dentro de casa e como promover a maior participação da mulher em posições de decisão no setor privado e no setor público brasileiro.
“O Brasil tem metas muito arrojadas desde redução da pobreza, como igualdade de gênero, igualdade racial e direitos humanos e a gente precisa de inovações e aperfeiçoamento em política pública. Quanto mais a gente conseguir interagir com países, os mais diversos possíveis, e que tenham políticas inovadoras, melhor para o Brasil. As oportunidades dessa cooperação com o Brics são imensas e a gente está começando a escavar e aproveitar essas oportunidades”, afirmou. Explicou também que a Comissão Nacional de População e Desenvolvimento é a responsável no País de reunir toda essa informação e experiência e compartilhar com os ministérios.
A próxima reunião ministerial sobre o tema será realizada em 2018, na China. Até lá, acontece uma programação de reuniões técnicas sobre cada uma das seis áreas temáticas identificadas como de interesse comum para avançar no intercâmbio e na cooperação.
Consolidação do Brics
Alexandre Ghisleni, diretor do departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Itamaraty, destacou que a reunião realizada no Brasil tem como resultados contribuir para a consolidação da identidade do Brics e para a definição da cooperação Sul-Sul.
“Nós estamos consolidando o Brics como um agrupamento de países que tem uma agenda própria, que tem cooperação interna, que tem pontos em comum, e que, portanto, pode se projetar com uma identidade própria. Destacamos a necessidade de cooperação Sul-Sul, os países do Brics gostariam de compartilhar nossa experiência não apenas entre nós mas com outros países em desenvolvimento que tiverem interesse.”
Ele declarou também que, ao tratar do tema População e Desenvolvimento, os países do Brics produzem material de interesse para o mundo em desenvolvimento e que tem impacto positivo no prosseguimento das discussões internacionais que irão acontecer em abril na Comissão de População e Desenvolvimento das Nações Unidas.
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Sexta-feira, 10 de outubro de 2014 às 10:00
Nesta sexta-feira, 10 de outubro, é comemorado o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, trazendo à reflexão os números da violência ao gênero e o que se tem feito para combater o problema. No Brasil, uma das ferramentas à disposição das brasileiras e estrangeiras é a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, mantida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR).

O Ligue 180, além de receber denúncias, presta informações sobre procedimentos em caso de violação de direitos – especialmente os relacionados à violência doméstica e familiar. De janeiro a junho de 2014, aproximadamente 16 mil denúncias de violência contra a mulher foram encaminhadas aos sistemas de justiça e segurança pública dos estados e do Distrito Federal.
A maior parte da demanda recebida pelo Ligue 180 está relacionada a pedidos de informações. Do total de 265.351 atendimentos registrados de janeiro a junho de 2014, conforme dados apresentados em entrevista pela secretária de Enfrentamento à Violência da SPM, Aparecida Gonçalves, 33,88% foram pedidos de informações sobre redes de serviços, 31,89% de informações gerais e 16,66 % sobre violência doméstica e familiar. Pedidos de esclarecimentos sobre leis, decretos e direitos da mulher representam um percentual de 15,23% – ou seja, um dado bem próximo da porcentagem de violência doméstica e familiar.
O Ligue 180, transformado em disque-denúncia em março deste ano, mantém parcerias com as secretarias de Segurança Pública estaduais e distrital, além das representações do Ministério Público e a Polícia Federal, agilizando o levantamento das denúncias.
Histórico
O 10 de outubro de 1980 foi marcado com um movimento iniciado em São Paulo, quando mulheres se reuniram nas escadarias do Teatro Municipal para protestar contra o aumento dos crimes de gênero em todo o País. A partir daí, a data faz parte do calendário das celebrações femininas no Brasil e, em 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A legislação é conhecida por 98% da população brasileira e, por causa dela, se estruturou uma rede de atendimento especializada para as mulheres vítimas de violência.
A rede inclui agentes governamentais e não-governamentais formuladores, fiscalizadores e executores de políticas voltadas às mulheres: organismos, ONGs feministas, movimento sociais, conselhos dos direitos das mulheres entre outros. Conta com serviços/programas voltados para a responsabilização dos agressores; universidades; órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela garantia de direitos. Além de serviços especializados e não-especializados de atendimento às mulheres em situação de violência, estão previstos, ainda, 26 unidades da Casa da Mulher Brasileira, local que integrará uma série de serviços no mesmo espaço.
Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres.
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Quarta-feira, 20 de agosto de 2014 às 10:07
Maria se separou do marido há oito meses. Mesmo assim, continua a sofrer ameaças do agora ex-marido que a persegue em seu ambiente de trabalho. Ela teme que isso afete seu desempenho e atrapalhe a criação dos seus filhos. Depois de tantos problemas, resolveu recorrer à Delegacia da Mulher de Brasília para denunciar o fato.
“Preciso que ele se afaste e dê paz, sossego para viver bem com minhas meninas. Antes as mulheres ficavam com medo, hoje elas já tão mais soltas, então acho que precisa denunciar mesmo”, defende Dolores Silva*.
A delegacia é parte da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, formada por um conjunto de ações e serviços, com objetivo de identificar e encaminhar essas vítimas em situação de violência. Em 10 anos (2003 – 2013), o número de serviços subiu 309%.
Hoje são 231 Centro Especializados de Atendimento às Mulheres, 78 Casa Abrigo, 45 unidades de Núcleos de Atendimento Especializado da Defensoria Pública, 500 Delegacias de Atendimento a Mulher/Núcleos, 100 Juizados, Varas Especializadas e Varas Adaptadas e 46 unidades de Núcleos de Ministérios Públicos Estaduais Especializados em Violência/Promotorias Especializadas.
Um dos marcos para a mudança na atenção à mulher foi a sanção da Lei Maria da Penha, que acaba de completar oito anos. Para a Eleonora Menicucci, Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a criação desse mecanismo legal em 2006 representou um “golpe” no patriarcado brasileiro. Outro destaque foi a recente campanha sobre o Ligue 180, parte do programa “Mulher, Viver sem Violência” lançado em 2013.
Segundo a SPM, desde a criação da Maria da Penha – a lei completou oito anos recentemente -, foram emitidas 370 mil medidas protetivas, que impõe o afastamento do agressor da mulher ameaçada.
Depois da campanha nacional Violência Contra a mulher – Eu ligo, realizada em junho deste ano e com a conversão do Ligue 180 em disque-denúncia, o número médio de ligações diárias foi de 12 mil para 20 mil por dia. Para a ministra, isso mostra que passamos por uma mudança cultural.
“[Dizem] que em briga de marido e mulher não se mete a colher de pau. Se mete, sim! (…) Eu acredito que a sociedade brasileira está em um processo de mudança cultural em relação à questão da violência. É absolutamente lamentável conviver com a violência contra as mulheres pelo fato de serem mulheres. (…) como é um valor, uma cultura patriarcal, é muito importante que seja quebrada (…) a sociedade tem que perceber isso. E está percebendo e está mudando”, defendeu Menicucci.

Para a ministra, com a aprovação da Lei Maria da Penha, o governo federal passou a ter a responsabilidade de implementação. E com o programa Mulher Viver sem Violência ocorre uma grande mudança. Parcerias entre governo federal, estaduais e os órgãos da Justiça, tornaram possível distribuir melhor as políticas voltadas para o sexo feminino.
“Representa a implementação definitiva de uma política de Estado de enfrentamento de violência contra as mulheres”, explicou.
De acordo com a assistente social, Eloisa de Oliveira Alves, que trabalha no Centro de Referência de Atendimento à Mulher do Distrito Federal, a dependência emocional e econômica que muitas mulheres têm frente a seus parceiros continua sendo um dos principais problemas. Apesar disso, ela observa que nos últimos anos houve um empoderamento das mulheres o que gerou mais consciência e coragem para denunciar.
“As mulheres estão tendo mais coragem de denunciar os parceiros. Por quê? Porque quando o Estado realmente pega para si a situação, a responsabilidade, que hoje é uma questão de direitos humanos, e as mulheres precisam realmente ser amparadas pelo Estado com políticas sérias, efetivas, então eu vejo que realmente está tendo outro encaminhamento. É uma questão pública a violência contra a mulher. Tem que ser levado ao espaço público, não é mais privado”, disse.
*Nome fictício.
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Sexta-feira, 15 de agosto de 2014 às 17:06
O Brasil deu um salto na atenção especial à mulher na última década. Dados da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) apontam aumento de 309% no número de serviços especializados de atendimento ao sexo feminino. Em dez anos, os serviços cresceram de 332 para 1027.
Além da Central, Delegacias Especializadas, Casas Abrigo, Juizados de Violência Doméstica e Familiar, serviços de Saúde, centros de referência e núcleos ou postos de enfrentamento ao tráfico de pessoas são alguns dos serviços que compõem a Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência. Nos números também estão contabilizados serviços disponibilizados pela Justiça, Ministério Público e serviços para migrantes.
A Rede busca identificar e encaminhar adequadamente as vítimas de violência doméstica e garantir a integralidade e humanização desta assistência. A criação e promoção destes serviços especializados, por parte da União, estados e municípios, estão previstas também na Lei Maria da Penha (lei nº 11.340/2006), que completou oito anos no último dia 7 de agosto.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) disponibiliza uma lista completa, na internet, com dados sobre os serviços. Estas informações também podem ser obtidas por meio do Ligue 180.
Saiba mais sobre a Rede de Atendimento.
Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).
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Quinta-feira, 7 de agosto de 2014 às 20:21

Secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, fala dos avanços e desafios na implementação da Lei Maria da Penha. Foto: Raquel Lasalvia/SPM.
A sanção da Lei Maria da Penha (LMP) completa oito anos nesta quinta-feira (7). A legislação, que acompanhou referências internacionais nesse tipo de legislação, se transformou no principal instrumento legal de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Brasil. Desde que a entrou em vigor, cerca de 700 mil processos judiciais se fundamentaram nela para promover punições, medidas de proteção e atendimentos, segundo o Conselho Nacional de Justiça.
A secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Aparecida Gonçalves, fala dos avanços e desafios da LMP. Confira a entrevista a seguir.
A Lei Maria da Penha completa oito anos. Qual é sua avaliação?
Existem bons avanços. Dentre eles, destaco as mudanças de estrutura do Estado brasileiro para atender às mulheres em situação de violência, como a do Poder Judiciário, ao criar os Juizados de Violência contra a Mulher, e a do Ministério Público, com promotorias especializadas. A Defensoria Pública, por exemplo, começou a defender a vítima de violência doméstica. A Lei Maria da Penha traz esse processo inovador.
O fato de a Lei Maria da Penha ter efetividade na prática fez com que, nesses oito anos, ocorresse um aumento no número de denúncias de mulheres vítimas de violência doméstica aos serviços públicos do Estado. Por meio seja da Central de Atendimento à Mulher – o Ligue 180, seja das delegacias ou dos serviços de segurança e justiça.
É importante salientar que isso acontece porque as mulheres têm coragem de fazer a denúncia. Percebe-se que o comportamento das mulheres está mudando. Elas começaram a denunciar na primeira vez, passaram a ter mais coragem, a acreditar no Estado.
É possível afirmar que a mulher passou a se sentir mais protegida com a lei?
Sim. Isso é real. Tanto é que passaram a buscar mais o Estado brasileiro. Elas acreditam na questão das medidas protetivas de urgência, acreditam na prisão do agressor e em seu afastamento do lar. Elas têm, na verdade, elementos suficientes para poder dizer que se sentem protegidas.
Existe um perfil da mulher que é mais alvo de violência?
Não, todas as mulheres são alvo de violência doméstica. Não podemos dizer que existe um perfil, se é mais pobre ou se é mais rica, por exemplo. A gente tem que desmistificar essa ideia.
Quando se pensa em violência, se pensa na violência física. Existem outras formas de violência mais difíceis de a vítima perceber?
Sim. A violência psicológica. Há também um tipo que tem tido mais visibilidade recentemente – não que não acontecesse antes –, que é do assédio no transporte, as chamadas “encoxadas”. Também existe o assédio moral. Chamo atenção para outro tipo que está na Lei Maria da Penha e que a maioria da população não consegue perceber: a violência patrimonial. Ninguém consegue perceber que esconder um documento da mulher ou rasgá-lo é uma violência patrimonial, por exemplo. Quebrar o copo, a xícara, os pratos é violência patrimonial e está enquadrado na Lei Maria da Penha. Eu acho que isso é muito importante que a população saiba.
Na sua percepção, quais são os desafios hoje da LMP? No que é preciso avançar?
Há muito a se fazer. O fato de a gente ter tido uma série de conquistas não quer dizer que não precisamos avançar cada vez mais. Precisamos implementar mais serviços especializados. É preciso aumentar o número de serviços de atendimento psicológico às mulheres, capilarizar o atendimento e fazer com que os servidores da assistência social, da saúde e da segurança pública tenham mais sensibilidade com relação à questão da violência contra a mulher.
Outro grande desafio que está colocado na questão da implementação da Lei Maria da Penha está relacionado aos poderes executivos estaduais e municipais. É preciso que assumam a pauta da violência contra a mulher como prioridade, definam orçamento e criem serviços para que, efetivamente, possam dar conta da demanda.
Celebração da Data
Para celebrar a data a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) promoverá a iluminação do Cristo Redentor na cor roxa. Durante o dia, uma performance foi realizada em Campo Grande, região da zona oeste do Rio de grande incidência de violência doméstica. A campanha, que também distribuiu material informativo, busca estimular denúncias e divulgar o Disque 180, especializado nesse crime.
Em Brasília (DF), quem passou hoje pela estação de metrô 102 Sul, pode participar de atividades comemorativas e de reflexão sobre combate à violência doméstica contra a mulher. No local ocorreram atividades culturais, como a apresentação de uma banda formada só por mulheres; oficinas de cabelo afro, de turbante e de artesanato; e uma oficina de krav magá (técnica israelense de defesa pessoal). Também fez parte da programação um debate sobre desafios no enfrentamento à violência contra as mulheres. As atividades foram organizadas pelo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), unidade da Secretaria da Mulher do Distrito Federal que oferece acolhimento ao público feminino.
Fonte: Blog do Planalto com informações da SPM.
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