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Segunda-feira, 21 de dezembro de 2015 às 12:01

Relacionamento entre Brasil e Argentina é estratégico e será continuado, diz ministro

Mauro Vieira: relações entre Brasil e Argentina devem ser intensificadas  no início de 2016. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mauro Vieira: relações entre Brasil e Argentina devem ser intensificadas no início de 2016. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após encontro com a chanceler argentina, Suzana Malcorra, o ministro de Relações Exteriores no Brasil, Mauro Vieira, afirmou neste domingo (20), que as relações entre os dois países devem ser intensificadas no início de 2016

“Conversamos sobretudo sobre relacionamento bilateral, para traçar programa entre Brasil e Argentina, para ser implementado a partir do próximo ano, logo após posse do novo governo”, comentou. O novo presidente argentino, Mauricio Macri, tomou posse no último dia 10.

O ministro acredita que Macri dará continuidade à relação comercial existente entre os países vizinhos. “O relacionamento do Brasil com a Argentina é estratégico. É muito importante e continuará sendo. Tenho certeza que teremos, como sempre tivemos no passado, um excelente relacionamento”, disse.

Os dois participaram de reuniões preparatórias para a 49ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que acontece nesta segunda-feira (21), em Assunção, no Paraguai.

Sábado, 21 de novembro de 2015 às 22:29

Presidente da COP 21 visita Brasil neste domingo e se reúne com a presidenta Dilma

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Após audiência com a presidenta, Fabius será recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Itamaraty. Foto: Glen Johnson/ US Department Of State

O ministro de Negócios Estrangeiros e do Desenvolvimento Internacional da França, Laurent Fabius, visita o Brasil neste domingo (22), quando será recebido, em audiência, pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada.

Além de ministro, Fabius é também presidente da COP 21, a próxima conferência do clima da ONU, que deve ser realizada em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro.

Após a audiência com a presidenta, o ministro Fabius será recebido pelo ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, para um almoço de trabalho no Palácio Itamaraty, do qual participará também a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Na ocasião, serão discutidos temas referentes à 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-21), o estado das negociações Mercosul-UE, o combate ao terrorismo e outros assuntos de interesse comum.

Após o almoço, Mauro Vieira, Izabella Teixeira e Fabius concederão entrevista coletiva à imprensa, às 14h.

Quarta-feira, 4 de novembro de 2015 às 14:04

Dilma recebe credenciais de 22 embaixadores

Dilma cumprimenta a embaixadora da Letônia, Alda Vanaga, uma dos 22 embaixadores que entregaram suas credenciais à presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma cumprimenta a embaixadora da Letônia, Alda Vanaga, uma dos 22 embaixadores que entregaram suas credenciais à presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu, nesta quarta-feira (4), as cartas credenciais de 22 embaixadores, que passam assim a estar aptos para representar oficialmente os seus países no Brasil. A cerimônia, no Palácio do Planalto, fechou o ciclo dos ritos para o cargo. A credencial é uma carta formal enviada por um Chefe de Estado para outro, que concede a acreditação diplomática a um representante.

Os novos embaixadores credenciados representam Luxemburgo, Letônia, Turcomenistão, Indonésia, Argélia, Nova Zelândia, Filipinas, República Dominicana, Costa Rica, Malauí, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Canadá, Sri Lanka, França, Mali, Egito, Sudão, Gabão, Eslovênia e União Europeia.

O Brasil possui relações com todos os países membros da ONU. Há apenas 11 países no mundo que têm relações diplomáticas com todos os 193 membros.

Embaixadas no Brasil

Há 135 embaixadas estrangeiras residentes em Brasília – o que a coloca entre as 15 cidades do mundo com maior número de representações diplomáticas residentes. Há, além disso, 43 organizações internacionais e 55 embaixadas não residentes – ou seja, que têm relações diplomáticas com o Brasil mas não possuem sede física no País. De 2003 ao fim de 2014, foram instaladas 39 novas embaixadas residentes em Brasília. Duas delas, da Mongólia e do Bareine, instalaram-se no ano passado.

Sexta-feira, 9 de outubro de 2015 às 20:33

Dilma espera que Rio 2016 seja um espaço de celebração da paz colombiana

ONUA presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (9), que espera que os Jogos Olímpicos Rio 2016 possam celebrar o acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). A afirmação foi feita na declaração à imprensa durante visita de Estado à Colômbia.

Presidenta Dilma espera que, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a América Latina possa celebrar o acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). Na foto, ela entrega os mascotes dos jogos ao Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma espera que, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a América Latina possa celebrar o acordo de paz entre o governo colombiano e as Farc. Na foto, ela entrega os mascotes dos jogos ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Nada melhor que uma Olimpíada. Ela tem um marco histórico baseado na paz entre as cidades gregas. A Olimpíada é justamente isso, o momento em que o esporte, como relação entre povos, ultrapassa qualquer barreira e cria essa que é a comunhão pacífica entre as diferentes nações. Será uma Olimpíada que vai comemorar a paz e a unidade na Colômbia”, disse.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse esperar que o Brasil possa ser anfitrião da comemoração do fim “do último e único conflito armado do hemisfério” durante os Jogos. “Ainda temos um caminho pela frente, mas acredito que possamos chegar aos Jogos Olímpicos com a chama olímpica da paz. Acredito que isso seria muito importante”, afirmou.

Os Jogos Olímpicos no Brasil começam no dia 5 de agosto de 2016. A data marca o encontro de 10.500 atletas, de 206 países diferentes, nos primeiros jogos da América do Sul. Durante os 17 dias de competição serão disputadas 306 provas com medalhas em 42 modalidades.

Sexta-feira, 9 de outubro de 2015 às 18:06

Paz entre governo colombiano e as Farc é uma vitória de toda a América Latina, defende Dilma

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Dilma: êxito dessa negociação transcende fronteiras e o Brasil quer cooperar com essa fase de pós-conflito. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU
A presidenta Dilma Rousseff abriu a declaração que fez à imprensa, nesta sexta-feira (9), em Bogotá, na Colômbia, transmitindo o reconhecimento do Brasil pela decisão que ela chamou de “corajosa” do governo colombiano de implementar o processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Para a presidenta Dilma, o anúncio desse acordo, feito no final do mês de setembro em Cuba, pelo presidente Santos e pelo líder guerrilheiro Timoleón Jiménez, é um orgulho para toda a América do Sul e transcende as fronteiras da Colômbia e de toda a América Latina.

O acordo colocará fim a décadas de um conflito armado que vitimou cerca de 220 mil pessoas e forçou o deslocamento de mais de seis milhões de colombianos para fora de suas regiões de origem, tanto por parte das forças oficiais quanto guerrilheiras.

“Quero aproveitar esta ocasião para transmitir o reconhecimento do Brasil, e meu apreço pessoal, por sua decisão corajosa ao implementar o processo de paz, aqui na Colômbia com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Abrir esse processo é um orgulho para toda América do Sul, para todo esse hemisfério. Acredito que o êxito dessa negociação transcende as fronteiras de seu país. Transcende as fronteiras também da América Latina (…) Em um momento em que nós vemos, no mundo, quase uma impotência em estabelecer acordos de paz, essa sua vitória vai ser uma vitória de todos nós”, defendeu a presidenta.

Além disso, Dilma enfatizou que o processo de paz é resultado de disposição e vontade política, que tem recebido apoio de diversos países e organizações, como é o caso da Unasul.

Ela acrescentou a disposição do Brasil em cooperar com a fase pós-conflitos na Colômbia e de contribuir para a reconstrução do país, a partir de experiências brasileiras bem sucedidas, em áreas como agricultura familiar e comercial, infraestrutura e inclusão social.

Eu gostaria de dizer que o Brasil tem imenso interesse em cooperar com a fase pós-conflitos, com a reconstrução tanto no que se refere ao Plano Nacional de Agricultura, contribuindo com a nossa experiência na área da agricultura familiar e da agricultura comercial, como também nos dispondo a cooperar nas questões relativas a infraestrutura com foco em inclusão social que também pode vir a facilitar bastante o desenvolvimento das áreas que até então estavam conflituadas”, acrescentou.

Conflito
Iniciada no início dos anos de 1960, após décadas de lutas regionais, a guerra civil colombiana é um dos conflitos internos mais antigos da América Latina e envolve a disputa entre forças conservadoras e guerrilheiras pelo poder na Colômbia. O conflito propagou-se com o tráfico de drogas, gerando consequências trágicas para a Colômbia, com reflexos até hoje para o cenário político colombiano e para a população civil do país.

Sexta-feira, 9 de outubro de 2015 às 10:43

Caixa e banco colombiano assinam acordo para ações em regiões de fronteira

ONUA visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff à Colômbia, nesta sexta-feira (9), deve resultar na assinatura de importantes acordos em diferentes áreas. Um desses acordos será firmado entre a Caixa Econômica Federal, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e a Banca de Las Oportunidades da Colômbia.

O acordo prevê a colaboração técnica internacional para promover ações de educação financeira para empreendedores da região de fronteira entre Tabatinga, no Brasil, e Letícia, na Colômbia.

O objetivo geral do projeto é o desenvolvimento da região de fronteira por meio da universalização de serviços bancários, educação financeira e apoio às cadeias produtivas locais.

As ações descritas no projeto contarão com o apoio técnico e financeiro da CAF e o intercâmbio de conhecimento e experiências exitosas entre Brasil e Colômbia, por meio da Caixa e da Banca de las Oportunidades.

Sexta-feira, 9 de outubro de 2015 às 9:15

Modelo brasileiro de apoio à agricultura familiar deve inspirar Plano Nacional colombiano

ONU
Durante a visita da presidenta Dilma Rousseff a  Bogotá, nesta sexta-feira (9), o Brasil deve assinar com a Colômbia um acordo de cooperação para contribuir com políticas de desenvolvimento rural e agricultura familiar. O modelo brasileiro vai servir de inspiração para a construção do Plano Nacional de Agricultura Familiar a ser lançado na Colômbia.

No final do mês de setembro, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, esteve em Bogotá para uma visita oficial e discutiu a intenção da Colômbia de aprofundar a cooperação entre os dois países em temas ligados à questão rural, sobretudo na área da agricultura familiar. Antes disso, já havia um relacionamento entre o MDA e governo colombiano com troca de missões técnicas e tratativas informais para aprofundar a cooperação.

Após décadas de conflito, a Colômbia enfrenta grandes desafios para consolidar os acordos de paz e se destacam os esforços para a construção de alternativas de inclusão socioeconômica de seus membros, bem como a reabsorção dos desalojados pelos conflitos que agora retornam ao interior do país.

Modelo brasileiro
Ao longo da última década, o Brasil se tornou grande referência nas políticas de segurança alimentar e combate à pobreza. As políticas de fortalecimento da agricultura familiar desempenharam importante papel na superação da insegurança alimentar e na produção de alimentos saudáveis e de qualidade.

Políticas de acesso e ordenamento fundiário, cadastro rural, financiamento e seguro da produção, assistência técnica e extensão rural, empoderamento econômico de mulheres rurais, políticas de agregação de valor e compras públicas convergiram com as políticas sociais para garantir a produção de alimentos e de renda no meio rural. A experiência do Brasil será muito benéfica para a Colômbia, em que 75% dos municípios são rurais.

Cooperação
Os principais temas de cooperação a serem elencados no memorando de intenções são:

a) Políticas, programas, recomendações normativas e estratégias para o desenvolvimento rural territorial sustentável e da agricultura familiar;
b) Processos de inovação tecnológica;
c) Assistência técnica e extensão rural;
d) Métodos e procedimentos de identificação e registro de agricultores familiares; e
e) Troca de experiências em políticas de crédito, seguro, financiamento e compras públicas da agricultura familiar.

Quinta-feira, 8 de outubro de 2015 às 15:36

Visita reafirma apoio do Brasil ao processo de paz na Colômbia, diz embaixadora Berenguer

ONU

A presidenta Dilma Rousseff será a primeira chefe de Estado a visitar a Colômbia após os anúncios do último dia 23 de setembro, em que foram definidos termos de um acordo de paz entre o governo do país e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). O acordo colocará fim a décadas de conflito armado.

O governo do Brasil, por meio do Ministério das Relações Exteriores, divulgou nota saudando os esforços para o êxito do processo de paz na Colômbia e que o resultado será uma vitória “não apenas para o povo colombiano, mas para toda a América do Sul, que se consolida como região de paz, de diálogo e de cooperação”, diz trecho da nota.

Segundo a embaixadora brasileira em Bogotá, Maria Elisa Berenguer, o momento é oportuno e reafirma o apoio brasileiro ao processo de paz.

A visita de Estado da Presidenta Dilma à Colômbia se dá em um momento que não poderia ser mais oportuno, tanto do ponto de vista das relações bilaterais, como também do contexto regional. A presença da presidenta aqui, nesse momento, certamente é um sinal de apoio. Sempre manifestamos o nosso apoio, o país e a própria presidenta manifestou esse apoio ao presidente Santos, mas a presença dela aqui só vem reafirmar isso”, afirma a embaixadora.

Quinta-feira, 8 de outubro de 2015 às 15:28

Brasil tem papel de destaque na colaboração para retirar minas deixadas pelos conflitos na Colômbia

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Colômbia é o segundo país com maior número de minas terrestres e, dos dez batalhões de desminagem do país, nove foram formados por brasileiros. Foto: Agência Brasil.

ONUO Brasil tem dado importantes contribuições para a Colômbia no sentido de minimizar os efeitos deixados pelo longo conflito entre o governo do país e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). Uma delas é o processo de desminagem, que é a retirada de minas explosivas enterradas no solo do território colombiano.

De acordo com embaixadora brasileira em Bogotá, Maria Elisa Berenguer, a Colômbia é segunda nação do mundo em quantidade de minas antipessoal, perdendo apenas para o Afeganistão. O país latino-americano assumiu compromisso para acabar com essas minas até 2021 e a cooperação militar do Brasil tem sido decisiva, por meio de intercâmbio de pessoas e formação, por exemplo.

“Dos dez batalhões de desminagem que a Colômbia tem, nove foram formados por brasileiros. E esperamos formar mais três esse ano. O Brasil tem colaborado na formação dos desminadores e oferece toda a colaboração na formação de doutrinas de desminagem e oferecemos também intercâmbio de pessoa”.

Desde a chegada dos primeiros militares brasileiros, em 2005, quando o Brasil ganhou um papel de destaque para o desenvolvimento da desminagem no país, já foram destacados mais de 40 especialistas brasileiros para integrar o chamado Grupo de Monitores Interamericanos de Junta Interamericana de Defesa da OEA.

Berenguer comentou que o Brasil quer inclusive aumentar essa cooperação. “Essa é uma colaboração que, pessoalmente, me deixa muito feliz, porque eu sei que a Colômbia precisa e reconhece essa colaboração e estamos dispostos a aumentar mais, seja no âmbito da OEA (Organização dos Estados Iberoamericanos), da JID (Junta Interamericana de Defesa), seja no âmbito bilateral, há uma grande disposição dos militares brasileiros para essa cooperação”, destaca a embaixadora.

E agregou que parcerias como essa podem contribuir para fortalecer a integração regional. “Toda a cooperação brasileira com a Colômbia, seja ela bilateral ou por intermédio de organismos internacionais, está orientada em dar cumprimento a dois imperativos constitucionais: a da integração latino-americana, considerando que o fim do conflito é decisivo e trará benefícios para toda a região; e o princípio da autodeterminação dos povos. Oferecemos a experiência de nossos militares sem estabelecer nenhum tipo de condição”, salienta Maria Elisa.

E acrescenta: “Se a gente puder fortalecer mais ainda a Colômbia nessa tarefa que ela tem pela frente, eu acho que nós teremos dado uma boa contribuição”, diz.

Quarta-feira, 12 de agosto de 2015 às 14:05

Dilma: Estado brasileiro só será respeitado no mundo se a soberania popular for respeitada aqui

Dilma Cumprimenta formandos do Itamaraty

Brasil hoje é reconhecido como protagonista internacional. “Não haverá dificuldades que possam interromper nossa trajetória de relevante presença no mundo”, assegurou Dilma aos novos diplomatas. Foto: R. Stuckert Filho/PR

“O Estado nacional brasileiro só será respeitado no mundo na medida em que, em nosso território, se exerce e se respeita plenamente a soberania popular”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (12), no Palácio do Itamaraty, onde participou da cerimônia de formatura da turma Paulo Kol 2013-2015, do Instituto Rio Branco, e da condecoração aos primeiros colocados da turma com insígnias da Ordem do Rio Branco. Paulo Kol era jornalista e professor do Instituto Rio Branco e faleceu neste ano.

“Essa soberania”, continuou a presidenta, “significa submissão à vontade geral, expressa nas urnas”. Dela depende o cumprimento do programa econômico, social e político de mudanças que a sociedade escolheu majoritariamente.

Ela disse aos novos diplomatas que cabe a eles cuidar para que os fatores internacionais não criem constrangimentos ao livre exercício da soberania popular e, ao mesmo tempo, fazer desta um trunfo maior de nosso pertencimento à comunidade internacional.

Dilma Rousseff destacou para os formandos também que hoje o Brasil é reconhecido como protagonista internacional. “Não haverá dificuldades que possam interromper nossa trajetória de relevante presença no mundo”, assegurou.

Acerca da liderança brasileira no cenário internacional, a presidenta defendeu a soberania das nações e o respeito ao multilateralismo. “São duas faces da democracia, que nos impõem respeitar a diversidade de nossas sociedades e aquelas que o mundo apresenta”.

Segundo Dilma, a política externa não só é um instrumento de projeção do país no mundo, mas um elemento fundamental de nosso projeto nacional de desenvolvimento. “A integração pressupõe democracia. Ela só foi possível quando os povos de nossa região derrotaram as ditaduras no século passado”. Qualquer interrupção do processo democrático, não importa de que forma ela se manifeste, poria em risco a integração regional.

A mesma preocupação em favorecer a formação de um mundo multipolar esteve na origem da constituição do Ibas, com a Índia e a África do Sul e, juntamente com a China e a Rússia, na criação do Brics. “Esse último bloco experimentou extraordinário avanço nos dois últimos anos, desde que, na reunião de cúpula de Fortaleza, decidimos criar o Novo Banco de Desenvolvimento do Brics e constituir o Acordo Contingente de Reservas.”

Durante a cerimônia, a presidenta ouviu o secretário João Lucas Ijino Santana, orador da turma, que falou sobre o paraninfo, o jornalista Paulo Kol, ex-professor do Instituto Rio Branco.

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