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Sexta-feira, 24 de abril de 2015 às 8:05

Visita oficial da presidenta da República da Coreia

Agenda presidencial

Nesta sexta-feira (24), a República da Coreia inicia visita de Estado ao Brasil. Às 11h, a presidenta Dilma Rousseff recebe, em cerimônia oficial no Palácio do Planalto, a presidenta Park Geun-hye.

Às 11h20, será realizada uma reunião privada entre as mandatárias, seguida de cerimônia de assinatura de atos, às 12h20; e de declaração à imprensa, às 12h30.

A partir das 13h, Dilma oferecerá um almoço em homenagem à presidenta Park Geun-hye, no Palácio Itamaraty.

*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

Quarta-feira, 22 de abril de 2015 às 18:51

Brasil e Coreia do Sul vão aprofundar parceria no Ciência sem Fronteiras

Brasil Coreia do Sul

O Brasil vai aprofundar a parceria com a Coreia do Sul no âmbito do Ciência Sem Fronteiras.  Esse é um dos temas da primeira visita de Estado da presidenta daquele país, Park Geun-hye, a partir da próxima sexta-feira (24). Geun-hye será recebida pela presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Desde 2012, a Coreia do Sul já recebeu 449 bolsistas brasileiros do programa em universidades coreanas. Além disso, mais de 100 empresas da Coreia do Sul tem oferecido estágios profissionalizantes para os estudantes brasileiros. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (22), durante entrevista coletiva concedida pelo subsecretário-geral Político do Itamaraty, embaixador José Alfredo Graça Lima.

Segundo o embaixador José Alfredo Graça Lima, a Coréia do Sul já recebeu 449 bolsistas brasileiros. Foto: RafaB/PR

Segundo o embaixador José Alfredo Graça Lima, a Coreia do Sul já recebeu 449 bolsistas brasileiros. Foto: RafaB/PR

Além da área de educação, os dois países pretendem aprofundar também a cooperação em investimento, ciência e tecnologia, inovação, comércio, cultura e energia. Após o encontro bilateral, haverá uma cerimônia de assinatura de atos, para oficializar parcerias nesses temas, e um almoço, no Palácio do Itamaraty, oferecido pela presidenta Dilma à governante coreana.

Veja roteiro da presidenta da Coreia do Sul no Brasil
Após a agenda com a presidenta Dilma, Park Geun-hye vai para São Paulo participar de um encontro empresarial organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Câmara coreana de comércio e indústria.

No dia seguinte, Park se reúne com representantes da comunidade coreana no Brasil, estimada em 50 mil pessoas.

Balança Comercial
Outra pauta em destaque no encontro é a balança comercial entre os dois países. A Coreia do Sul é o sétimo maior parceiro comercial do Brasil no mundo. E o Brasil é o maior parceiro dos coreanos na América Latina. No entanto, o saldo é desfavorável para os brasileiros. O fluxo comercial foi de US$ 12,3 bilhões em 2014, com déficit de US$ 4,7 bilhões.  Este ano, até março, o comércio está em US$ 2,5 bilhões, com déficit de US$ 1,04 bilhão.

Para o embaixador José Alfredo Graça Lima, uma das formas de equilibrar o comércio entre os dois países é abertura do mercado coreano para a carne suína brasileira. “É um produto com valor agregado importante, para que se possa almejar um maior equilíbrio na balança comercial. Independente disso é importante ressaltar também que a Coreia é fonte de investimentos produtivos importantes no Brasil no setor siderúrgico, automotivo”, disse o embaixador.

Ainda de acordo com Graça Lima, a Coreia do Sul é responsável por aproximadamente US$ 3 bilhões em investimentos no Brasil, principalmente nas áreas automotiva, de semicondutores e de siderurgia.

Domingo, 1 de março de 2015 às 7:30

Relações entre Brasil e Uruguai estão em estágio excepcional, avalia embaixador

A presidenta Dilma Rousseff será uma das chefes de Estado presentes à cerimônia de posse de Tabaré Vázquez, que assume a presidência do Uruguai neste 1º de março, sucedendo José Mujica.

O Uruguai tem sido, nos últimos anos, um dos principais parceiros comerciais do Brasil na América Latina. O Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. Em 2014, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 4,86 bilhões (crescimento de mais de 25% em relação a 2013), superando recorde histórico anterior, registrado em 2012.

Segundo o embaixador brasileiro no Uruguai, João Carlos de Souza Gomes, as relações de cooperação e interconexão entre os dois países têm se ampliado nos últimos anos em diversos setores. Ele destaca que Brasil e Uruguai atuam fortemente para ampliar integração não só bilateralmente quanto regionalmente, sobretudo no âmbito do Mercosul e Unasul.

Prova disso é o Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai (GAN), um projeto de integração profunda e abrangente, concebido como motor e exemplo para o aprofundamento do processo de integração regional. Seu objetivo é coordenar a implementação de projetos bilaterais prioritários, centralizando as iniciativas desenvolvidas nas diversas áreas do relacionamento bilateral. O embaixador brasileiro enumera diversos projetos em andamento que trarão benefícios nas áreas de infraestrutura, circulação de bens e pessoas e comércio interregional.

“Foi concluída a ferrovia que vai unir o Brasil ao Uruguai e isso tem um significado muito importante porque a maior parte do comércio entre os dois países é feito através de rodovias. Então, ao disponibilizar-se uma ferrovia, você vai conseguir um aumento do comércio a custos mais reduzidos”, cita João Carlos.

João Carlos destaca outra obra que trará importantes benefícios para toda a região: a construção da segunda ponte sobre o rio Jaguarão, que divide Brasil e Uruguai. “Essa obra vai permitir o aumento do fluxo de caminhões e de carros de passeio e medidas também na área da livre circulação de bens e pessoas”, afirma.

O embaixador acredita que as relações entre Brasil e Uruguai atingiram um estágio excepcional e diz que o mandato de Tabaré Vázquez dará continuidade às parcerias já existentes entre os dois países.

“De fato, o Brasil e o Uruguai são países irmãos. Nós temos certeza que a relação deve continuar nesse mesmo nível de intensidade, de amizade e cooperação. Nós temos pela frente ainda um largo caminho a ser percorrido, mas que está sendo acelerado de uma forma muito harmônica em benefício dos dois países. Sempre digo que entre o Brasil e o Uruguai nada nos separa e tudo nos une”, finaliza.

Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 às 14:22

Alemanha e Brasil vão inaugurar consultas intergovernamentais

A presidenta Dilma Rousseff se reuniu, nesta sexta-feira (13), com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, no Palácio do Planalto. Um dos principais assuntos da reunião foi a preparação das Consultas Intergovernamentais de alto nível entre os dois países, arranjo que será inaugurado em agosto com a presença da chanceler Angela Merkel em Brasília.

Durante visita, ministro alemão tratou ainda com presidenta Dilma sobre livre comércio entre Mercosul e União Europeia, entre outros temas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante visita, ministro alemão tratou ainda com presidenta Dilma sobre livre comércio entre Mercosul e União Europeia, entre outros temas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em entrevista coletiva após a reunião, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, explicou que “as consultas intergovernamentais são um mecanismo de discussão abrangente e amplo sob a liderança da presidenta Dilma e da chanceler Merkel, e com a participação de ministros dos dois gabinetes, responsáveis pelos principais temas bilaterais”.

Além das consultas, outros temas bilaterais discutidos foram livre comércio entre Mercosul e União Europeia, reforma do Conselho de Segurança da ONU, governança na internet, direito à privacidade na era digital, investimentos e cooperação nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e educação.

Vieira ressaltou que a Alemanha é o principal parceiro do Brasil na Europa, e o quarto no mundo. Hoje, são 1,6 mil empresas alemãs no País. “Precisamos continuar e ampliar os fluxos de comércio e investimentos para o bem da nossa economia”, disse o ministro.

Steinmeier destacou que os dois países possuem valores em comum, mas também interesses econômicos. Em sua delegação foi acompanhado de vários empresários interessados em informações de investimentos no Brasil. “A mensagem que queremos emitir com a visita é que continuamos a ser parceiros confiáveis em questões de economia e investimentos. As crises que acontecem nesse momento na Europa e na América do Sul nos aproximam nas relações externas.”

Memorando Férias-Trabalho
Após a reunião com a presidenta Dilma, o ministro Steinmeier assinou, juntamente com o ministro Mauro Vieira, o Memorando de Entendimento entre o Governo do Brasil e da Alemanha sobre um Programa de Férias-Trabalho.

O memorando manifesta a intenção de possibilitar aos jovens de ambos os países viajar à Alemanha ou ao Brasil por um período mais longo e exercer uma atividade remunerada temporária para fins de complementação dos recursos financeiros da viagem ou da formação.

Para o ministro alemão, o memorando é um grande progresso. “Poderemos possibilitar o acesso ao trabalho àqueles que, por razão profissional ou acadêmica, querem conhecer e visitar durante algum tempo o outro pais. Esse memorando que assinamos essa manhã dará essa oportunidade a curto e médio prazo”, afirmou.

Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 às 21:10

Brics querem aprender com avanços nas polpolíticas sociais brasileiras

Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 às 21:07

Parceiros do Brics querem aprender com avanços nas políticas sociais brasileiras

Rússia, Índia, China e África do Sul manifestaram interesse em aprender com os avanços alcançados pelo Brasil com o Minha Casa, Minha Vida, programas de urbanização de favelas, políticas para as mulheres, combate à pobreza, desenvolvimento agrário e prevenção e tratamento de pessoas portadoras de HIV. A avaliação foi feita pelo secretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Ricardo Paes de Barros, nesta quinta-feira (12), na apresentação da Agenda de Cooperação em Assuntos Populacionais do Brics 2015-2020.

"As oportunidades de cooperação com o Brics são imensas e a gente está começando a escavar e aproveitar essas oportunidades", disse Paes de Barros. Foto: Renan Carvalhais - Gabinete Digital/PR

“As oportunidades de cooperação com o Brics são imensas e a gente está começando a escavar e aproveitar essas oportunidades”, disse Paes de Barros. Foto: Renan Carvalhais – Gabinete Digital/PR

O documento consolida o resultado da I Reunião de Ministros Responsáveis por Assuntos Populacionais do Brics e II Seminário de Funcionários e Peritos em Questões Populacionais do Brics, que acontece em Brasília de 10 a 13 de fevereiro. As experiências compartilhadas entre os cinco países estabeleceu uma agenda de cooperação em seis assuntos: planejamento, metodologia, indicadores e metas; grupos demográficos (cuidados com crianças, jovens e pessoas com necessidade de assistência); transição e pós-transição demográfica; empoderamento de mulheres e meninas; saúde sexual e reprodutiva; e migração e urbanização.

Paes de Barros listou as experiências brasileiras que despertaram atenção dos parceiros do Brics durante a reunião ministerial.

“Violência doméstica, eu acho que é uma área em que eles têm um interesse muito grande, o Brasil tem feito avanços importantes com a Lei Maria da Penha; toda a nossa política lidando com urbanização, por exemplo programas como o Minha Casa, Minha Vida, programas de urbanização de favelas que valoriza o capital das famílias mais pobres; até a política de Saúde e prevenção e cuidado com os portadores de HIV, para a África do Sul, por exemplo, tem uma importância muito grande. E todas as políticas nossas de combate à pobreza e desenvolvimento agrário também têm uma importância muito grande para esses países”, disse.

Ele apontou também os pontos fortes dos outros países com os quais o Brasil pode aprender, discutir internamente e colocar em prática. Citou que com os russos e chineses, por exemplo, pode aprender da experiência de como elevar a participação da mulher no mercado de trabalho, bem como reduzir as diferenças de gênero. Falou também que com estes dois países pode-se aprender como reduzir a desproporção entre o papel da mulher e do homem dentro de casa e como promover a maior participação da mulher em posições de decisão no setor privado e no setor público brasileiro.

“O Brasil tem metas muito arrojadas desde redução da pobreza, como igualdade de gênero, igualdade racial e direitos humanos e a gente precisa de inovações e aperfeiçoamento em política pública. Quanto mais a gente conseguir interagir com países, os mais diversos possíveis, e que tenham políticas inovadoras, melhor para o Brasil. As oportunidades dessa cooperação com o Brics são imensas e a gente está começando a escavar e aproveitar essas oportunidades”, afirmou. Explicou também que a Comissão Nacional de População e Desenvolvimento é a responsável no País de reunir toda essa informação e experiência e compartilhar com os ministérios.

A próxima reunião ministerial sobre o tema será realizada em 2018, na China. Até lá, acontece uma programação de reuniões técnicas sobre cada uma das seis áreas temáticas identificadas como de interesse comum para avançar no intercâmbio e na cooperação.

Consolidação do Brics
Alexandre Ghisleni, diretor do departamento de Direitos Humanos e Temas Sociais do Itamaraty, destacou que a reunião realizada no Brasil tem como resultados contribuir para a consolidação da identidade do Brics e para a definição da cooperação Sul-Sul.

“Nós estamos consolidando o Brics como um agrupamento de países que tem uma agenda própria, que tem cooperação interna, que tem pontos em comum, e que, portanto, pode se projetar com uma identidade própria. Destacamos a necessidade de cooperação Sul-Sul, os países do Brics gostariam de compartilhar nossa experiência não apenas entre nós mas com outros países em desenvolvimento que tiverem interesse.”

Ele declarou também que, ao tratar do tema População e Desenvolvimento, os países do Brics produzem material de interesse para o mundo em desenvolvimento e que tem impacto positivo no prosseguimento das discussões internacionais que irão acontecer em abril na Comissão de População e Desenvolvimento das Nações Unidas.

Domingo, 25 de janeiro de 2015 às 14:00

Brasil apresentará políticas sociais na 3ª Reunião de Cúpula da Celac

Celac 2015

As políticas sociais do governo federal que nos últimos anos retiraram milhões de pessoas da pobreza, tiraram o Brasil do Mapa da Fome Mundial e elevaram o poder aquisitivo da população, serão apresentadas pela presidenta Dilma Rousseff na 3° Reunião de Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O encontro terá como tema “A Luta contra a Pobreza” e acontecerá nos dias 28 e 29 de janeiro, em São José, capital da Costa Rica.

Nesta sexta-feira (23), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, embaixador Antônio Simões destacou também que, além dos avanços em políticas sociais, o Brasil está empenhado na promoção de cooperação com os países da Comunidade nas áreas da agricultura familiar, direito dos afrodescendentes, desenvolvimento sustentável e energético.

“Nós vamos levar para a Celac uma série de experiências que funcionaram bem aqui no Brasil e que resultaram na redução das desigualdades e que fizeram com que mais pessoas pudessem ascender aos bens, declarou o subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, embaixador Antônio Simões. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

“Nós vamos levar para a Celac uma série de experiências que funcionaram bem aqui no Brasil e que resultaram na redução das desigualdades e que fizeram com que mais pessoas pudessem ascender aos bens”, declarou Simões. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

O embaixador ainda destacou avanços comerciais obtidos pelo Brasil nos últimos anos por meio do estreitamento das relações com o bloco. De 2002 a 2014, o comércio do Brasil com a Celac mais que quadriplicou, saindo de U$$ 20 bilhões em 2002 para U$$ 84 bilhões no ano passado, o que representa mais de 18% das trocas comerciais do Brasil com o mundo.

Na coletiva, Simões lembrou a realização da próxima reunião de Cúpula Brasil – União Europeia, que acontecerá em junho, em Bruxelas.

Sobre a Celac
Trata-se de organismo internacional de cooperação formada por 33 países da América Latina e do Caribe. A comunidade foi criada em 2010, na Cúpula do México, e tem como objetivo aprofundar a integração política, econômica, social e cultural dos países da região.

Além disso, o bloco tem avançado, nos últimos anos, à favor de políticas públicas e projetos de cooperação internacional, com base nos valores democráticos e nos direitos humanos.

Assista à entrevista de briefing na íntegra

Sábado, 17 de janeiro de 2015 às 19:45

Mauro Vieira afirma que execução de brasileiro gera sombra na relação entre Brasil e Indonésia

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se pronunciou sobre a execução do brasileiro, Marco Archer, neste sábado (17), na Indonésia. Em coletiva concedida à imprensa, o ministro Mauro Vieira destacou que a execução do brasileiro gerou uma sombra na relação bilateral entre os dois países.

"Chamar o embaixador para consultas é uma decisão que expressa uma gravidade e um momento de tensão", declarou o ministro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Chamar o embaixador para consultas é uma decisão que expressa uma gravidade e um momento de tensão”, declarou o ministro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A execução do brasileiro cria uma sombra de dúvida, uma animosidade, uma dificuldade na relação bilateral. O Brasil tem princípios que lhes são caros e nós fizemos um apelo de comutação da pena porque nos parecia que, respeitando, evidentemente, o ordenamento jurídico indonésio, acreditávamos que a clemência e a cumutação da pena seriam as medidas esperadas”, afirmou o ministro.

Mauro Vieira anunciou também que uma nota de repúdio formal foi entregue ao embaixador da Indonésia no Brasil. Além disso, o embaixador brasileiro na Indonésia foi chamado para consulta.

“Chamar o embaixador para consultas é uma decisão que expressa uma gravidade e um momento de tensão, de dificuldade na relação. O embaixador já recebeu a instrução e está viajando nas próximas horas para o Brasil”, explicou.

O ministro ainda afirmou que o Brasil usou todas as medidas possíveis para viabilizar a clemência do réu, que infelizmente foram negadas. Archer foi condenado à morte por tráfico de drogas por ter sido apreendido com 13 quilos de cocaína no País asiático, em 2004.

Em nota divulgada neste sábado (17), a presidenta Dilma Rousseff também lamentou a execução do brasileiro e dirigiu uma mensagem de conforto à família de Archer. Para a presidenta, a pena de morte é um instituto que não só fere o preceito constitucional do Brasil, como que é também contrário à índole e aos valores morais do povo brasileiro.

Sábado, 17 de janeiro de 2015 às 10:00

Reunião da OMC em Davos debaterá liberação mundial do comércio proposta em Bali

Pacote de Bali será o tema central da reunião ministerial. Foto: divulgação WEForum

Pacote de Bali será o tema central da reunião ministerial. Foto: divulgação WEForum

A implementação do acordo de liberalização do comércio mundial, proposto na última reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em dezembro de 2013, conhecido como Pacote de Bali, será o tema central da reunião ministerial informal que a entidade realizará no próximo dia 24 de janeiro, à margem do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que começa na próxima quarta-feira (21).

A definição dos próximos passos para a elaboração do “Programa de Trabalho Pós-Bali” deverá abrir caminho para a conclusão da Rodada Doha de negociações comerciais da OMC, informa o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que coordena a parte brasileira no encontro.

O acordo aduaneiro, denominado Acordo de Facilitação Comercial, e que deveria ser adotado em Genebra antes do final de julho de 2014, prevê uma simplificação dos procedimentos alfandegários para dinamizar o comércio mundial em cerca de US$ 1 bilhão e criar aproximadamente 21 milhões de empregos, entre eles 18 milhões previstos nos países em desenvolvimento. A OMC reúne 160 membros.

Segundo o Itamaraty, a “miniministerial” de Davos já se tornou evento tradicional do calendário da OMC. Convocada anualmente pelo governo suíço, a reunião será presidida pelo Conselheiro Federal (Ministro) para Assuntos Econômicos, Johann Schneider-Ammann.

Rodada Doha
Lançada em 2001, a Rodada Doha pouco avançou desde 2008, em função de divergências entre os principais atores e das tensões geradas na esteira da crise financeira global.

Apesar das dificuldades e da demora em concluir a Rodada Doha, a OMC continua a desempenhar papel preponderante no comércio mundial. As regras da OMC constituem parâmetros fundamentais para todos os acordos comerciais e seu sistema de solução de controvérsias continua a contribuir para o respeito às normas e para evitar o protecionismo.

Participação do Brasil
De acordo com o Itamaraty, o Brasil sustenta que é extremamente importante concluir a Rodada Doha para atualizar as regras da OMC e reduzir as distorções remanescentes, especialmente em áreas como o comércio agrícola. O País é um dos mais competitivos e com maior potencial de expansão da agricultura e teria muito a ganhar com a redução dos subsídios e das altas tarifas vigentes nos principais mercados.

A conclusão da Rodada Doha, segundo o ministério, também deverá gerar liberalização adicional do comércio de bens industriais e serviços, o que contribuirá para a expansão do comércio mundial e para a promoção do desenvolvimento.

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 às 21:34

Grupo Celac-China decide ampliar investimentos mútuos a US$ 250 bilhões em dez anos

Com informações do MRE

Representantes da China e dos países da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), aprovaram três documentos principais durante a primeira reunião do foro, realizada na última semana, em Pequim. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (12), pelo Itamaraty, o principal documento aprovado foi o Plano de Cooperação 2015-2019, que abrange uma ampla gama de iniciativas.

Representantes da China e da Celac aprovaram o Plano de Cooperação 2015-2019. Foto: divulgação Itamaraty

Representantes da China e da Celac aprovaram o Plano de Cooperação 2015-2019. Foto: divulgação Itamaraty

Pelo plano, os signatários do acordo se comprometeram a ampliar o comércio e os futuros investimentos entre a China e os países da Celac, de forma equilibrada e benéfica para os dois lados. A meta prevista para o comércio é de US$ 500 bilhões e os investimentos recíprocos devem alcançar US$ 250 bilhões em dez anos, com ênfase especial em alta tecnologia e produção de bens de valor agregado (produtos industrializados).

O foro também decidiu aumentar a troca de visitas, encontros e foros multilaterais entre os líderes da China e da Celac e seus estados-membros, além de aumentar o diálogo e os mecanismos de consulta entre os dois lados. A meta é a plena utilização do fórum como plataforma.

Intercâmbio
Os países do foro consideram a possibilidade de realizar intercâmbios entre partidos políticos, governos locais e jovens chineses e latino-americanos. Nesse sentido, a China irá convidar 1.000 líderes políticos dos países da Celac para visita aquele país nos próximos cinco anos. A China oferecerá aos países da Celac mais de 10 mil bolsas de estudo em diversas categorias no período de quatro anos.

Deve ser realizado, no devido prazo, o Fórum China-América Latina e Caribe Prefeitos de Capitais e o Fórum de Cooperação China-América Latina e Caribe Governos Locais. A China manterá o Fórum China-América Latina e Caribe Jovens Líderes Políticos.

Fortalecimento das relações
O Foro Celac-China é o primeiro mecanismo de interlocução externa formalizado pela Celac com um país em desenvolvimento. Segundo o Itamaraty, o papel da Celac será gradualmente fortalecido, como mecanismo representativo da região, que veicula consensos regionais construídos com base nos interesses nacionais de seus Estados-membros.

Para o chanceler chinês, Wang Yi, a I Reunião Ministerial do Foro Celac-China abre uma nova janela para as relações entre os países envolvidos. Para ele, desde a entrada do novo século, a China e as nações da América Latina vêm seguindo estreitamente a tendência de desenvolvimento conjunto, reforçando de forma constante os intercâmbios político, econômico-comercial e cultural.

Essa cooperação resultou em inúmeros êxitos nos domínios de recursos e energia, infraestrutura, finanças, agricultura e manufatura e tecnologia de ponta. Agora, acrescentou em artigo na imprensa local, a reunião ministerial materializa a cooperação integral entre China e Celac.

“Para mim é motivo de especial satisfação que minha primeira participação em um encontro multilateral como chanceler do Brasil se dê em uma reunião que congrega todos os países da América Latina e Caribe, com os quais compartilhamos história, cultura, desafios, bem como diversas oportunidades de cooperação, e a China, principal parceiro comercial do Brasil, importante parceiro estratégico”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

“Inauguramos um mecanismo com potencial para conceber e implementar novas iniciativas que reforcem e diversifiquem o relacionamento sino-latino-americano e caribenho. Lançamos, hoje, uma parceria duradoura, equilibrada e plena de possibilidades”, acrescentou.

O tema do foro foi Nova Plataforma, Novo Ponto de Partida, Nova Oportunidade. O grupo China-Celac foi criado em 2011 e é composto por 34 países, correspondendo a 21% do PIB, 26% da população e 19% do território mundiais. O foro foi lançado durante a Cúpula de Brasília que reuniu líderes da China e de países da América Latina e Caribe. A ideia da reunião entre os chanceleres foi proposta pela China, durante a Cúpula de Brasília de Líderes do país e da Celac em Brasília, em julho de 2014, como forma de incrementar sua aproximação e investimentos na região.

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