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Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 às 10:00

Aeroportos do Rio de Janeiro se preparam para os Jogos Olímpicos

Do Portal Brasil 2016

Para receber os 380 mil estrangeiros esperados para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio2016, além dos turistas brasileiros que se deslocarão até o Rio de Janeiro, os aeroportos da cidade receberão melhorias de infraestrutura e operação. O Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) será reformado e ampliado, enquanto o Santos Dumont receberá melhorias na operação e conforto.

Até 2016, concessionária responsável pelo Galeão investirá R$ 2 bilhões em reforma e ampliação. Foto: Divulgação/Rio Galeão

Até 2016, concessionária responsável pelo Galeão investirá R$ 2 bilhões em reforma e ampliação. Foto: Divulgação/Rio Galeão

O investimento em infraestrutura e melhoria de serviços no Galeão é de R$ 2 bilhões até os Jogos, de acordo com informações do Rio Galeão, consórcio responsável pela operação, manutenção e ampliação do local ao longo de 25 anos. O objetivo é que, até as Olimpíadas, o Galeão opere com capacidade de 37,5 milhões de passageiros por ano. Atualmente, são 17, 3 milhões anuais.

Até abril de 2016, deve ser construído um novo píer ligado ao Terminal 2, com 26 novas pontes de embarque e 500 mil metros quadrados dedicados ao estacionamento de aeronaves, com 47 novas posições. Ao fim dos trabalhos, o aeroporto terá 64 pontes de embarque e 97 posições de estacionamento de aviões. Além disso, serão acrescidos 68 balcões de check-in aos atuais 227.

Outra mudança será no estacionamento: haverá quatro novos andares no edifício-garagem, com 2.700 vagas adicionais. Hoje, são 4.284. Todas estarão conectadas a um sistema de localização de vagas. Câmeras de segurança serão instaladas nos dois terminais e será criado um centro de comando e monitoramento.

Melhorias implantadas
A área comercial do aeroporto já sofreu modificações: desde agosto de 2014 foram abertos 30 novos estabelecimentos, e outros serão instalados no início de 2015. De agosto a outubro de 2014, quando o consórcio passou pela operação de transição com o apoio da Infraero, outras ações também já haviam sido implementadas, como a oferta de internet rápida nos terminais, o início da modernização dos estacionamentos – com a instalação de cancelas automáticas e câmeras de segurança –, a substituição de telhas e calhas para conter infiltrações e vazamentos, além da ampliação da infraestrutura migratória do aeroporto, com melhorias na rede e equipamentos de Tecnologia da Informação (TI).

“Sabemos que o desafio é grande, mas estamos otimistas de que cumpriremos todas as nossas metas. Um aeroporto representa a porta de entrada de uma cidade. O Rio de Janeiro é mundialmente conhecido e merece um aeroporto à altura, por isso, trabalhamos para oferecer o melhor aos milhares de visitantes e aos próprios cariocas”, disse Luiz Rocha, presidente do consórcio Rio Galeão.

Santos Dumont
O Aeroporto Santos Dumont, com capacidade para 9,9 milhões de passageiros por ano, também passa por intervenções para a melhoria das operações e aumento do conforto. Cinco ações estão em curso, sob responsabilidade da Infraero, com investimentos de R$ 51,09 milhões.

As obras no pátio de aeronaves têm o objetivo de adequar a área de manobras às características das aeronaves que operam atualmente no aeroporto. Para não interferir nas operações, os trabalhos foram divididos em dez fases. Quatro já foram executadas. O investimento é de R$ 36,19 milhões e a previsão do fim dos trabalhos é para julho de 2015.

A obra de conclusão do 2º pavimento de embarque ocorre desde outubro do ano passado, com investimento de R$ 9,6 milhões. Os serviços incluem a instalação de piso em granito, acabamento, forro, instalações hidrossanitárias, elétricas, eletrônicas e de ar condicionado. Com isso, a praça de alimentação do aeroporto terá 12 novos pontos comerciais.

Outras três intervenções pretendem aprimorar o sistema de refrigeração do terminal de passageiros, com investimento de R$ 5,3 milhões. A reforma das torres de resfriamento foi finalizada. A ampliação da capacidade do sistema, com instalação de mais uma unidade de resfriamento, está em fase de conclusão. Por fim, películas protetoras estão sendo aplicadas para reduzir o calor nos ambientes, com transparência e baixa refletividade. Os trabalhos estão 85% concluídos.

Terça-feira, 6 de janeiro de 2015 às 13:24

Luz Para Todos é prorrogado até 2018 para atender a mais 228 mil famílias

Do site do PAC

O programa Luz Para Todos foi prorrogado até dezembro de 2018, para levar energia elétrica a mais 228 mil famílias do meio rural. A decisão foi tomada pela presidenta Dilma Rousseff por meio do decreto Nº 8.387.

A prorrogação ocorre porque durante a execução do programa são localizadas famílias excluídas, que não recebem o serviço gratuito. Anteriormente, o Decreto nº 7.520/2011 já havia prorrogado o programa Luz Para Todos para o período de 2011 a 2014.

Até novembro de 2014, o programa atendeu 3,1 milhões de famílias (ou 15,3 milhões de pessoas), com investimentos de quase R$ 23 milhões.

O Luz Para Todos, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, foi criado em 2003 para acabar com a exclusão elétrica no País. A execução do programa é feita pelas concessionárias de energia elétrica e cooperativas de eletrificação rural, em parceria com os governos estaduais.

Sábado, 3 de janeiro de 2015 às 10:00

Barbosa diz que investimentos em infraestrutura terão PIL e mais parcerias privadas

Em paralelo às medidas de equilíbrio fiscal e orçamentário que serão adotadas pelo governo a partir de agora, Nelson Barbosa destacou nesta sexta-feira (2), ao assumir o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão em lugar de Miriam Belchior, que vai manter o foco em medidas de aumento do investimento e elevação da produtividade da economia brasileira.

“O Ministério do Planejamento continuará a ter um papel central na coordenação dos programas de investimento do governo federal. Ao Programa de Aceleração do Crescimento, ao Programa Minha Casa, Minha Vida e às Parcerias Público Privadas (PPP), se somará a coordenação do Programa de Investimento em Logística em uma ampla agenda institucional de estímulo ao investimento de longo prazo”, enumerou.

Barbosa destacou também a parceria do Planejamento com os ministérios setoriais em defesa dos interesses da população nas parcerias com a iniciativa privada. “Darei prioridade a ações que ampliem a atratividade de investimentos em infraestrutura para o capital privado e, ao mesmo tempo, preservem os interesses dos usuários finais dos serviços. Essa combinação requer o estabelecimento de parâmetros adequados para o investimento e a garantia de que parte dos ganhos de produtividade serão repassados para as tarifas de cada serviço”.

A meta é busca soluções que agilizem a realização e reduzam custos dos projetos de infraestrutura, aumentando a participação privada no seu financiamento. “Ao mesmo tempo, fortaleceremos a transparência e os instrumentos de controle. Para isso contamos com a parceria do TCU e com o aperfeiçoamento nos marcos legais de compras governamentais, regulação e licenciamento”.

Crise e produtividade
Barbosa elogiou os avanços realizados pelo governo nos últimos anos na área de infraestrutura, mas afirmou que ainda há muito a fazer. “Nos últimos 12 anos o Brasil vivenciou uma fase importante de desenvolvimento econômico e social. Uma fase em que o crescimento da renda e a redução das desigualdades transformaram nosso País, gerando oportunidades de progresso para setores da população antes não lembrados”, disse.

Por isso mesmo, a crise internacional de 2008 encontrou o Brasil preparado para enfrentá-la. O caminho escolhido foi o oposto ao adotado em crises anteriores. O governo apostou em ações emergenciais e estruturais, de incentivo ao crescimento e ao emprego.
Mas agora, ressaltou, com a permanência dos efeitos perversos dessa crise na economia mundial, “precisamos aumentar nossa produtividade, sobretudo em um contexto de competição internacional cada vez mais acirrada, que nos impõe pressa e eficiência”. E voltou a enfatizar que “nossa carência de infraestrutura não é justificativa para fazer investimentos a qualquer preço”.

Transparência e combate à burocracia
O aumento da eficiência do Estado também é uma das competências básicas do Ministério do Planejamento e parte importante da agenda de desenvolvimento dos próximos anos, segundo Nelson Barbosa.

Ele disse que continuará reforçando o trabalho de simplificação e desburocratização das ações de governo, agregando tecnologia e inovando nos processos de trabalho. “O governo tem que se modernizar continuamente. Incluir mais tecnologia para ganhar produtividade. Melhorar o planejamento de suas ações. Focar na melhoria da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos e do ambiente de negócios para as empresas”.

Destacou ações como a criação do Portal Único de Comércio Exterior, a implantação do E-social – que é a unificação das declarações para Previdência, FGTS e Receita -, a integração de sistemas informatizados do governo federal e outras iniciativas que, disse ele, serão fomentadas e ampliadas.

Plano Plurianual
Especificamente neste ano, caberá a este ministério coordenar e elaborar o Plano Plurianual do governo federal, o PPA, para a 2016-19, que definirá a estratégia de desenvolvimento de médio prazo para o País.

“Faremos uma ampla análise de todos os programas de governo, avaliando os resultados dos PPAs anteriores e buscando definir as políticas públicas adequadas à nova realidade do País”, adiantou o novo ministro.

Segundo ele, a palavra de ordem é melhorar a qualidade do gasto público, sempre orientado para uma estratégia de desenvolvimento com redução das desigualdades sociais e regionais. Dentro dessa agenda de modernização da gestão pública, será dada prioridade à revisão de processos de trabalho, avaliação de resultados e ampliação da transparência e da participação da sociedade. “O aumento da transparência das ações de governo, aliás, será objeto de constante atenção na nossa gestão”.

Quinta-feira, 1 de janeiro de 2015 às 21:20

Dilma: País terá nova fase na infraestrutura com PAC 3 e Programa de Investimento em Logística 2

Quinta-feira, 1 de janeiro de 2015 às 21:11

Dilma: País terá nova fase na infraestrutura com PAC 3 e Programa de Investimento em Logística 2

Posse Presidencial 2015

A presidenta Dilma Rousseff afirmou que o Brasil se prepara para uma nova fase de investimentos em infraestrutura. “Agora, vamos lançar o PAC 3 e o Programa de Investimento em Logística 2. Assim, a partir de 2015 iniciaremos a implantação de uma nova carteira de investimento em logística, energia, infraestrutura social e urbana, combinando investimento públicos e parcerias privadas”, anunciou durante discurso de posse no Congresso Nacional, nesta quinta-feira (1º).

Dilma afirmou que um País mais competitivo está nascendo a partir dos investimentos em infraestrutura, energia e logística. “Desde 2007, foram duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento – o PAC-1 e o PAC-2 – que totalizaram cerca de R$ 1 trilhão e R$ 600 bilhões em investimentos, em milhares de quilômetros de rodovias, de ferrovias; em obras nos portos, terminais hidroviários e em aeroportos. Na expansão da geração e da rede de transmissão de energia. Em obras de saneamento e ligações de energia do Luz para Todos”, enumerou.

E lembrou que, com o Programa de Investimentos em Logística, o País deu um passo adiante, construindo parcerias com o setor privado, implementando um novo modelo de concessões que acelerou a expansão e permitiu um salto de qualidade de nossa logística. “Asseguramos a concessão de aeroportos e de milhares de quilômetros de rodovias e a autorização para dezenas de novos terminais portuários de uso privado”.

Regulação
A presidenta adiantou que o governo vai aprimorar os modelos de regulação, o mercado privado de crédito de longo prazo, as garantias para financiamento de projetos de grande vulto. E reafirmou seu compromisso de apoiar estados e municípios na tão desejada expansão da infraestrutura de transporte coletivo das cidades.

“Está em andamento uma carteira de R$ 143 bilhões em obras de mobilidade urbana por todo o Brasil”, informou.

Banda larga
Dilma Rousseff, mais uma vez, deixou claro seu compromisso com a recuperação e ampliação da infraestrutura, tão necessária ao desenvolvimento nacional, inclusive na área digital. “Assinalo que, neste novo mandato, daremos especial atenção à infraestrutura que vai nos conduzir ao Brasil do futuro: a rede de internet em banda larga. Em 2014, em um esforço conjunto com este Congresso Nacional, demos ao Brasil uma das legislações mais modernas do mundo na área da internet, o Marco Civil da Internet.”

“Reitero aqui meu compromisso de, nos próximos quatro anos, promover a universalização do acesso a um serviço de internet em banda larga barato, rápido e seguro”, enfatizou.

Desigualdades regionais
“Quero reafirmar o compromisso de continuar reduzindo os desequilíbrios regionais, impulsionando políticas transversais e projetos estruturantes, especialmente no Nordeste e na região Amazônica”, disse.

E acrescentou que foi decisivo o esforço feito pelo governo para mitigar o impacto desta prolongada seca no semiárido nordestino, mas mais importante será a conclusão da nova e transformadora infraestrutura de recursos hídricos perenizando 1.000 quilômetros de rios, combinada com o importante investimento social em mais de um milhão de cisternas.

Domingo, 28 de dezembro de 2014 às 14:00

Junho: Copa do Mundo e segunda fase do Pronatec e do Ciências Sem Fronteiras

Especial Retrospectiva 2014

No primeiro evento de junho, a presidenta inaugurou o BRT Transcarioca, no Rio de Janeiro. Para Dilma, o ônibus expresso constitui um dos maiores legados das obras relacionadas à Copa e às Olimpíadas.

No mesmo dia, a presidenta entregou 564 unidades habitacionais no Complexo de Manguinhos, ainda na capital carioca. O empreendimento, construído com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

Dilma sancionou lei que torna crime a discriminação às pessoas vivendo com HIV/Aids. O novo crime, com pena de um a quatro anos de reclusão, está previsto na Lei 12.984/2014, e foi publicada no dia 3 de junho no Diário Oficial da União.

Em seguida, a presidenta anunciou investimentos de R$ 527 milhões em recursos federais para Santa Catarina. Os investimentos serão destinados para a duplicação de rodovias, para aquisição de equipamentos para o complexo do Hospital Regional de Biguaçu (SC) e para obras e projetos de mobilidade urbana.

retrospectiva jun

Dilma ainda participou da formatura de 2 mil alunos do  Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Florianópolis (SC).

Após promulgar a Lei que reserva aos negros 20% das vagas nos concursos públicos federais, a presidenta Dilma Rousseff classificou o ato como uma vitória contra a discriminação racial, por meio de políticas afirmativas.

Às vésperas do início da Copa do Mundo, Dilma destacou, em artigo, valores que o Brasil deixará de legado para o mundo, como a mensagem de uma Copa sem racismo, além de enaltecer a inclusão social vivida pelo país nos últimos doze anos, sua democracia plena e, ainda, o espírito acolhedor e o amor pelo futebol do povo brasileiro. Dias depois, a presidenta participou da cerimônia de abertura da Copa do Mundo na Arena Itaquera (SP).

Ainda em Junho, Dilma lançou o Pronatec2, que vai oferecer 12 milhões de vagas em 220 cursos técnicos e 646 cursos de qualificação a partir de 2015.“Precisamos olhar e focar na questão da produtividade da economia. E ela é Pronatec, é inovação de alta complexidade e investimento em infraestrutura. O Brasil precisa desse salto. O Pronatec é esse lugar especial onde se une social e econômico. Porque cada vez mais nosso país terá que será integrado por técnicos, cientistas e pesquisadores. Mas temos que ter técnicos capazes de agregar valor ao produto e renda à família”, analisou a presidenta.

Após fortes chuvas no Sul do país, Dilma sobrevoou áreas atingidas por enchentese garantiu ações de socorro, assistência e restabelecimento às regiões afetadas.A presidenta voltou à Brasília para anunciar a oferta de 100 mil novas bolsas de estudo na segunda fase do programa Ciência sem Fronteiras. Ela reiterou objetivo do programa, focado em formar estudantes de vários níveis de graduação, pós-graduação e pesquisadores no exterior em escala compatível com os desafios do país.

Em São Paulo, a presidenta anunciou R$ 1,98 bilhão para BRTs e corredores exclusivos e R$ 651 mil para obras de combate a enchentes no estado.

Chefes de Estado
Em junho, a presidenta Dilma recebeu a visita de vários chefes de estado, ocasionando algumas agendas bilaterais. Primeiramente, ela recebeu a presidenta da República do Chile, Michelle Bachelet. Dilma e Bachelet trataram de temas da agenda bilateral, em especial as questões relacionadas à cooperação energética, ao comércio e aos investimentos.

Dias depois, a presidentarecebeu a chanceler alemãAngela Merkel para reunião e jantar de trabalho, no Palácio da Alvorada. A presidenta destacou o relacionamento econômico entre Brasil e Alemanha, cujo comércio bilateral foi de cerca de US$ 22 bilhões em 2013.

A presidenta ainda fez reuniões bilaterais com o presidente da Angola, José Eduardo dos Santos, com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o então recém-eleito presidente da República da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 às 16:10

Discurso da presidenta Dilma Rousseff na 47ª Reunião de Cúpula do Mercosul

Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 às 15:59

Brasil buscará fortalecer financiamento à infraestrutura no Mercosul, afirma Dilma

Durante a Cúpula, Dilma anunciou que sob a presidência brasileira, Mercosul estabelecerá a Reunião Especializada dos Direitos dos Afrodescendentes. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante a Cúpula, Dilma anunciou que sob a presidência brasileira, Mercosul deverá renovar o Focem, além de estabelecer a Reunião Especializada dos Direitos dos Afrodescendentes. Foto oficial da 47ª Cúpula do Mercosul e Estados Associados. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Em seu discurso na 47ª Cúpula do Mercosul, que marca o início de uma nova presidência pro tempore brasileira, Dilma Rousseff destacou que considera fundamental a renovação do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), instrumento financeiro de financiamento a projetos de desenvolvimento socioeconômico e de infraestrutura. A presidenta também anunciou que será estabelecida a Reunião Especializada sobre Direitos dos Afrodescendentes.

“Um ponto fundamental, eu acredito que vai estar na Presidência Pro Tempore brasileira, e também na Presidência Pro Tempore que vai nos seguir, que é a renovação do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul, o Focem, que tem sido uma das grandes realizações do nosso bloco. (…) O Brasil espera e tem certeza que até o final de 2015 nós possamos renovar e fortalecer o Focem, essa ferramenta que tem sido essencial para a nossa integração e para a redução das assimetrias entre nossas economias e entre nossos países”, disse Dilma.

Hoje, o fundo conta com 45 projetos que atingem US$ 1,45 bilhão e financia, desde 2005, iniciativas em áreas como energia, infraestrutura, saneamento e habitação, com resultados diretos na melhoria de vida de nossas populações.

A presidenta afirmou que, no próximo período, o Brasil se empenhará em aprofundar as discussões sobre o futuro da união aduaneira, avançar na definição de estratégia conjunta de inserção internacional e aperfeiçoar os mecanismos institucionais. Disse também que isso torna-se ainda mais importante face ao cenário de crise mundial.

“Fizemos do Mercosul a mais abrangente iniciativa de integração já empreendida na nossa América Latina, transformamos o Mercosul em um projeto ambicioso para alcançar o desenvolvimento econômico com justiça social e a nossa integração. (…) O Brasil vai se empenhar de todas as formas para que o Mercosul continue avançando. Eu conto, para tudo isso, com a ajuda de todos vocês. (…) Frente a este cenário mundial, nós temos que dobrar a nossa aposta na integração regional. Nós temos de dobrar essa aposta e reforçar nossas capacidades e nossas alternativas.”

Reforçando a importância de avançar na integração, Dilma destacou que desde a criação do bloco, em 1991, o comércio entre os países cresceu mais de doze vezes, saltando de US$ 4,5 bilhões para US$ 59,3 bilhões, em 2013, crescimento superior à evolução do comércio mundial. Para fazer a integração avançar mais, defendeu os projetos regionais de infraestrutura e as discussões para diversificar a produção e agregar valor. Lembrou também dos encontros realizados entre empresários de diversos setores ─ setor metalmecânico, químico, plástico, têxtil, calçadista, alimentício e de cosméticos, eletrônicos e de tecnologia da informação ─ que permitiram a identificação de oportunidades concretas para a integração das cadeias produtivas.

A presidenta ainda frisou a importância de acelerar acordos de complementação econômica com Chile, Colômbia, Equador, Peru e México e de intensificar o diálogo com a Aliança do Pacífico. Sobre as negociações com a União Europeia, Dilma pontuou que o Mercosul já concluiu sua oferta e aguarda definições daquele bloco para realizar troca das propostas.

Direitos dos Afrodescendentes
Ao afirmar que os direitos humanos são tema permanente da pauta do Mercosul, a presidenta Dilma anunciou a criação, durante a presidência pro tempore brasileira, a Reunião Especializada sobre Direitos dos Afrodescendentes.

“Podemos nos orgulhar: os direitos humanos são tema permanente de nossa agenda. Ao trabalho das Altas Autoridades de Direitos Humanos, fórum por nós criado em 2004, somam-se agora novas iniciativas. Neste mês, foi instalada a Reunião de Autoridades sobre Povos Indígenas, criada durante a Presidência Pro Tempore venezuelana. No próximo semestre, sob a presidência brasileira, estabeleceremos a Reunião Especializada dos Direitos dos Afrodescendentes.”

Confira a íntegra

Quinta-feira, 27 de novembro de 2014 às 18:21

Após encontro com Dilma, presidenta do Santander anuncia crédito de US$ 10 bi para infraestrutura

Presidenta Dilma Rousseff recebe a presidenta do Grupo Santander, Ana Botín, e o presidente do Banco Santander Brasil, Jesús Zabalza. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma Rousseff recebe a presidenta do Grupo Santander, Ana Botín, e o presidente do Banco Santander Brasil, Jesús Zabalza. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu a presidenta mundial do Grupo Santander, Ana Botín, nesta quinta-feira (27) no Palácio do Planalto. Durante a conversa, a presidenta do banco espanhol reafirmou o compromisso com o desenvolvimento do Brasil e anunciou a disponibilização de US$ 10 bilhões de crédito para empresas investirem em infraestrutura.

“Brasil é estratégico para o Grupo Santander. Somente este ano já investimos mais de US$ 4 bilhões e continuaremos investir, pois temos plena confiança no desenvolvimento do País”, afirmou Ana em nota.

Há cerca de um ano, o ex-presidente do grupo, Emílio Botín, anunciou o aporte de US$ 10 bilhões em apoio ao Programa de Desenvolvimento de Infraestrutura. Segundo o Santander, esta verba foi totalmente utilizada. Por isso, a confiança na economia brasileira persiste, principalmente no papel das pequenas e médias empresas. O banco quer assessorar essas empresas em seu dia a dia e na administração de seus negócios.

“As pequenas e médias empresas são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do País, devido ao seu papel de grande geradoras de emprego e renda. Por isso queremos estar cada vez mais próximos delas”, ressalta.

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014 às 13:29

Dilma conversa com secretário da Unasul sobre infraestrutura regional e redução de desigualdades

O secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, disse que a agenda com presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (10) no Palácio do Planalto, tratou de desenvolvimento regional, de redução de desigualdade social, além de agenda política. “Em síntese, o que queremos é passar da visão à ação. Temos que ter ações concretas (…) que beneficiem os sul-americanos. (…) Para a Unasul é muito importante o papel que tem o Brasil como grande articulador dos equilíbrios regionais”, disse o secretário após o encontro.

Ernesto Samper destacou o papel do Brasil como grande articulador do equilíbrio regional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ernesto Samper destacou o papel do Brasil como grande articulador do equilíbrio regional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ernesto Samper defendeu que países que compõem a Unasul não precisem, necessariamente, buscar em outras partes do mundo possibilidades de desenvolvimento, citando o crescimento do comércio entre os países sul-americanos: “O maior crescimento nos investimentos têm sido em investimento que vêm da região.” Segundo Samper, também também foi conversada a prioridade de desenvolvimento de projetos de infraestrutura e interesse mútuo entre os países, como uma ferrovia ligando o oceano Pacífico ao Atlântico, além de sistema de hidrovias do Sul.

Agenda social e política
Samper ratificou o papel da Unasul em encontrar fórmulas concretas de combater as desigualdades de gêneros. O secretário-geral também considerou que a Unasul deve seguir vigilante e atuante nos casos de ameaça à ordem e à democrática no continente.

A próxima cúpula da Unasul ocorrerá em dezembro no Equador, quando será inaugurada sua sede. Na ocasião, o presidente José Mujica, do Uruguai, assumirá a presidência pró-tempore do organismo.

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