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Segunda-feira, 20 de outubro de 2014 às 19:48

Programa de transferência de renda completa 11 anos ampliando acesso da população mais pobre

O principal programa de transferência de renda do País completa, nesta segunda-feira (20), 11 anos de criação. Lançado em outubro de 2003, o programa retirou, nos últimos anos, 36 milhões de pessoas da extrema pobreza e atende, atualmente, 50 milhões de brasileiros e 14 milhões de famílias de baixa renda.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, destaca a importância da redução da pobreza para o desenvolvimento do Brasil na última década: “Qualquer país com menos desigualdade é um país socialmente muito mais desenvolvido. Agora nós já temos como provar que a família pobre com garantia de renda gasta imediatamente em alimentação, vestuário, calçados, remédios, material escolar, ou seja, em produtos produzidos no Brasil, o que faz a economia ficar muito mais dinâmica”, afirmou.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), a cada R$ 1 investido no programa Bolsa Família há um aumento de R$ 1,78 no PIB do Brasil, o que, de acordo com Tereza Campello é o chamado efeito multiplicador do programa, segundo ela, muito maior do na maioria dos outros gastos públicos

Indicadores
De acordo com indicadores de pobreza elaborados pelo Banco Mundial, a pobreza crônica caiu de 8% para 1,1% no Brasil na última década. O indicador toma como base não só o parâmetro de renda, mas o acesso da população a serviços como saúde, educação, habitação, saneamento básico e o alcance a bens de consumo. O objetivo do Banco Mundial é que em 2030 o mundo consiga reduzir a pobreza extrema para 3% da população global.

Já para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) – que analisa a pobreza levando em conta indicadores como escolaridade, mortalidade infantil e acesso a bens e serviços – o índice de pobreza extrema no Brasil caiu de 6% em 2003 para 2,8% em 2013.

Redução da mortalidade infantil
Para a ministra Tereza Campello uma dos grandes avanços registrados pelo programa Bolsa Família foi a redução de 58% na mortalidade infantil, causada por desnutrição, nos últimos dez anos no País. “A destinação de renda para as famílias de baixa renda fez com que elas tivessem acesso à alimentação e isso fez com que crianças pobres brasileiras deixaram de morrer por uma causa evitável”, destacou. Segundo a ministra, tem havido uma mudança de perspectiva importante no Brasil, a partir da ampliação do número de crianças pobres que frequentam a escola e do aumento da escolaridade dos jovens.

Ampliação de acesso
Levando em conta a perspectiva da redução da pobreza a partir de uma dimensão global verifica-se entre a população brasileira um aumento do acesso a bens de consumo como a máquina de lavar, por exemplo, que cresceu 67,6% entre 2004 e 2013. Na faixa dos 5% mais pobres, esse índice subiu 219,2%. Já o número de domicílios em que os moradores possuem ensino fundamental completo cresceu 33% nos últimos dez anos. Entre os 5% mais pobres, esse índice cresceu 100%. O acesso à água potável também aumentou 6,3% na população como um todo (entre 2004 e 2013) e 5 vezes mais nos 5% mais pobres: 32,3%. Enquanto o acesso a escoamento sanitário, na população brasileira, aumentou 10,9% na população em geral e quatro vezes mais nos 5% mais pobres (41,7%)

Histórico
Criado em 2003 pelo Governo Federal, o programa Bolsa Família é considerado pela Associação Internacional de Seguridade Social (AISS) o maior programa de transferência de renda do mundo, embora possua um custo relativamente baixo. Em 2013, o orçamento do programa chegou aos R$ 24 bilhões de reais, cerca de 0,5% do PIB brasileiro. No entanto, a iniciativa beneficia, hoje, 50 milhões de brasileiros e mais de 14 milhões de famílias de baixa renda.

Sexta-feira, 17 de outubro de 2014 às 19:42

Salário das mulheres recupera defasagem em relação ao dos homens em 2014, aponta Caged

As mulheres estão avançando para a redução da defasagem salarial entre o que elas ganham e o que é pago aos homens. É o que revelam os dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta semana. Com relação ao salário médio real de admissão por grau de instrução, por exemplo, as mulheres sem escolaridade tiveram ajuste de 3,18% no emprego com carteira assinada, enquanto homens nesta mesma condição receberam 0,82% a mais entre janeiro e setembro de 2014, em relação a igual período do ano passado.

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Avanço dos salários entre homens e mulheres, segundo Caged/MTE.

Atualmente, a defasagem salarial de gênero ainda existe em todas as regiões do País. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2013 (Pnad/IBGE) – que é mais ampla que o Caged por abrangir outras formas de trabalho sem carteira assinada – mostram que no início da década passada o rendimento das mulheres equivalia a 70% do rendimento dos homens. Dez anos depois, em 2012, a diferença, segundo a Pnad, ficou ainda maior, subindo a 73%. No grupo com 12 anos ou mais de estudo, o rendimento feminino cai para 66% da renda masculina.

Mas, no último ano, os números do Caged mostram uma tendência consistente inversa, de melhora para as mulheres. “Na questão de gênero, tem acontecido nos últimos meses – e neste mês isso se repetiu – que o aumento salarial das mulheres foi superior, em termos percentuais, ao dos homens”, afirma o ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Dias. Como consequência, explica ele, há uma perspectiva real de que os salários sejam mais equilibrados entre os dois sexos em um futuro próximo.

A pesquisa aponta que, no nível fundamental completo, os homens tiveram uma variação de 1,84% no emprego formal, na passagem de 2013 para 2014, enquanto para as mulheres a variação foi de 2,52% em igual período. No nível médio completo os homens avançaram 0,59% e as mulheres, 1,82%, revela o Caged.

Reduções menores
Segundo o levantamento do ministério, os dados apontam que as mulheres obtiveram comportamento mais favorável em termos de aumentos salariais relação aos homens em quase todos os níveis de escolaridade. No ensino superior completo os homens apresentaram uma redução no salário de admissão de 3,50%, enquanto as mulheres registraram uma perda de 0,46%.

“Neste grau de instrução se verifica o maior diferencial entre os salários de admissão da mulher versus o dos homens (64,74%). Esse resultado dá continuidade ao processo paulatino de recuperação dos salários das mulheres comparativamente o dos homens, verificado nos últimos anos”, diz o estudo.

É interessante notar, no entanto, que a recuperação do salário feminino diminui enquanto avança a escolaridade. No nível superior completo, por exemplo, o salário masculino do emprego com carteira assinada avançou 1,17% no período, enquanto o das mulheres variou 1,74%.

“Os salários médios reais de admissão das mulheres mostram uma maior representatividade nos níveis de escolaridade mais baixos em relação aos dos homens: analfabeto (94,75%) e até o quinto ano incompleto do ensino fundamental (83,05%)”, conclui o estudo do Ministério do Trabalho.

Segunda-feira, 13 de outubro de 2014 às 16:01

Mercado agora prevê avanço de 0,28% para o PIB neste ano, revela pesquisa do BC

Os analistas e investidores do mercado financeiro alteraram para cima a expectativa de expansão da economia brasileira neste ano, que passou assim de 0,24% para 0,28%. Essa é a primeira mudança positiva no mapa das previsões feitas pelo setor para o Produto Interno Bruto (PIB) do País em 19 semanas, segundo dados do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13), pelo Banco Central. Para 2015, a projeção para expansão do PIB permaneceu em 1%.

O PIB representa a soma de todos bens e serviços produzidos no Brasil. A projeção para superávit da balança comercial (total de exportações menos as importações) em 2014 também subiu, passando de US$ 2,41 bilhões para R$ 2,44 bilhões, de acordo com a pesquisa feita na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 7,24 bilhões para US$ 7,27 bilhões. A pesquisa Focus é realizada semanalmente e divulgada na primeira segunda-feira seguinte.

Estabilidade
Ainda de acordo com levantamento semanal do BC, o mercado aposta que a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, mantida estável pelo Banco Central em 11% ao ano no começo de setembro, permaneça neste patamar até o fim de 2014. Para 2015, a previsão dos analistas para a Selic se manteve também estável, em 11,88% ao ano.

A projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos (IED) no Brasil segue em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa para aporte de recursos estrangeiros na produção do País subiu de US$ 57,7 bilhões para US$ 59,2 bilhões.

No câmbio, a expectativa do mercado financeiro para 2014 permaneceu em R$ 2,40 por dólar e em 2015, de R$ 2,50 por dólar, sem alteração.

Já a estimativa para a retração da produção industrial passou de 2,14% para 2,16%, em 2014. No próximo ano, o mercado aposta em uma recuperação do setor, com crescimento de 1,3%, ante a previsão de 1,4% divulgada na semana passada.

Fonte: com informações do Banco Central.

Quarta-feira, 8 de outubro de 2014 às 16:41

Inflação convergirá para dentro da meta até dezembro, diz Fazenda

"Meta da inflação é anual, não mensal", lembrou secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (08).

“Meta da inflação é anual, não mensal”, lembrou secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland, em coletiva nesta quarta-feira (08). Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil.

A inflação brasileira deve convergir até dezembro para dentro das metas definidas pelo governo para 2014, afirmou nesta quarta-feira (8) o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland. A meta prevista é de 4,5%, podendo ficar dois pontos a mais para baixo ou para cima, isto é, entre 2,5% e 6,5% ao ano. Para Holland, a inflação não vai estourar o teto da meta anual e a previsão é de que atinja 6,2% até dezembro.

O secretário analisou o avanço de 0,57% da inflação oficial em setembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dado divulgado nesta quarta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo ele, esse indicador sofreu o impacto de fatores sazonais em relação aos alimentos, como a entressafra, agravada pelos efeitos da maior seca do País em 60 anos e cujos efeitos ainda se fazem sentir.

Tais fatores impulsionaram, principalmente, o preço da carne bovina, que está pressionado também pelo aumento da demanda internacional do produto. “A alta é um comportamento típico do mês por causa de alimentos como proteínas. Mas é importante dizer que existem outros substitutos e a população precisa ficar atenta a isso. Outros produtos apresentam deflação”, alertou.

“Foi sazonal esse movimento da inflação. (…) Mas diversos itens do dia a dia do consumidor apresentaram deflação em setembro: tomate, óleo, batata e feijão”.

Holland explicou que a inflação ainda sofre também a acomodação do aumento das tarifas de energia e das passagens aéreas, mas que esses itens devem se estabilizar até novembro. Eventuais reajustes não serão da magnitude dos que ocorreram nos últimos dois meses, ressaltou. “E o terceiro [item] é o reajuste dentro do calendário de energia residencial, que está vencendo o ciclo de reajustes”.

Holland enfatizou que a economia brasileira tem bons fundamentos e citou medidas do governo para enfrentar a inflação, como os investimentos em infraestrutura, além das desonerações e do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), para a qualificação da mão de obra no País, que terão impacto positivo na melhora na produtividade.

Inflação é anual, não mensal
Holland frisou que as metas de inflação são anuais e não mensais, portando o importante é a soma, o resultado final. E destacou que há 11 anos o governo tem mantido a inflação dentro das metas estabelecidas. “Assim com a inflação ficou acima das expectativas em setembro, em vários outros meses ficou abaixo das previsões. Costumamos dizer que, na média, nós economistas acertamos. Por mais que tenha esses desvios de previsões mês a mês”.

Recordou que no ano passado, o IPCA começou alto, em 0,86%, 0,9% e foi caindo até julho. Depois, voltou a subir, mas fechou dentro do previsto. O ano em curso também está tendo variações, começou baixo, subiu em março, caiu em junho e julho, com pico em setembro e deve cair de outubro a dezembro.

Quarta-feira, 8 de outubro de 2014 às 12:52

Indústria confirma reação e cresce em dez dos 14 estados pesquisados pelo IBGE

O aumento no ritmo da produção industrial nacional na passagem de julho para agosto, série com ajuste sazonal, foi acompanhada por dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os maiores avanços foram no Rio Grande do Sul (4,2%), Goiás (3,3%) e Espírito Santo (3,2%), segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (8).

Nos resultados, o Rio Grande do Sul registrou o segundo mês seguido de crescimento na produção, acumulando nesse período expansão de 6,0%. Já o estado de Goiás eliminou o recuo de 2% verificado em julho último, enquanto o Espírito Santo acumulou ganho de 11,2% em três meses consecutivos de taxas positivas.

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Os números confirmam a previsão feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na última sexta-feira (3), de que a recuperação da indústria e do varejo entre julho e agosto sinalizam retomada da economia brasileira no segundo semestre. “A economia está em trajetória de aceleração nesse terceiro trimestre e isso vai continuar no quarto”, enfatizou o ministro na ocasião.

Ceará (2,8%), Pernambuco (2,7%), Paraná (2,1%), Pará (2%) e São Paulo (0,8%) também apontaram taxas positivas mais intensas do que a média nacional (0,7%), enquanto Santa Catarina (0,5%) e Minas Gerais (0,1%) mostraram avanços mais moderados.

Indústria em cheque no mundo
Nesta terça-feira (7), o Ministério da Economia da Alemanha informou que a produção industrial daquele país, que representa a maior economia da Europa, teve a pior queda em cinco anos, desde o início da crise financeira , em 2009. A baixa foi de 4% na comparação mensal, bem acima da expectativa do mercado, que girava em torno de um recuo de 1,5%.

A queda reflete a desconfiança das empresas em fazer novos investimentos, fenômeno que se repete em todo o mundo. Em vista deste cenário, nesta terça-feira, o ministro Guido Mantega também pediu que países desenvolvidos adotem medidas mais eficientes e façam esforço extra para estimular o crescimento das suas economias e, assim, contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global.

Segundo Guido Mantega, a discussão sobre como elevar o PIB no mundo faz parte da agenda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do G-20 e é essa a posição que o Brasil defenderá durante a reunião de cúpula do grupo, que acontecerá na Austrália, em novembro.

Fonte: com informações do Ministério da Fazenda e do IBGE.

Quarta-feira, 8 de outubro de 2014 às 10:00

Pacto Federativo: saiba o papel de cada ente da federação na gestão da educação pública

A educação passou a ser um direito essencial, estabelecido em lei, desde a Constituição de 1988. Para atender a essa importante obrigação, a política educacional vem ampliando o número de vagas e melhorando a qualidade dos serviços públicos do setor. Medidas como oferta de material didático, alimentação e transporte têm contribuído para garantir o acesso e a permanência de alunos nas escolas. Para se ter uma ideia dessa evolução, na década de 1980, a taxa de analfabetismo no Brasil chegou a casa de 25,5% da população em idade adulta, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2013, este índice já era de 8,3%.

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Também a partir de 1988, a União, os estados e municípios passaram a ter a obrigação de proporcionar meios de acesso à cultura, à educação e à ciência, como previsto no artigo 23 da Carta. Para evitar que haja duplicidade de esforços nestas áreas, a Constituição indica quem deve ter a ação prioritária em cada área.

União é responsável pelo ensino superior
A União é responsável, prioritariamente, pelo ensino superior e pela educação profissional. Além disso, o governo federal deve estabelecer as regras para atuação dos estados e municípios neste setor, bem como oferecer a assistência técnica e financeira aos governos estaduais e municipais, a fim de garantir igualdade de oportunidades. Pela Constituição, a União deve aplicar, anualmente, pelo menos 18% da receita de impostos em educação.

Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), só nos últimos dez anos o número de ingressantes em cursos de graduação aumentou 76,4% no Brasil, saindo de 3,9 milhões de registros em 2003 para 7,3 milhões no ano passado. Em 2013, foram registradas ainda 1,1 milhão de novas matrículas no ensino profissionalizante.

=> Acesse o Painel do Ministério da Educação e confira os investimentos em educação da União. Veja também no Portal da Transparência

Estados devem focar no ensino fundamental e médio
A prioridade dos estados é o ensino fundamental e médio. Eles devem supervisionar os seus sistemas de ensino e são obrigados a aplicar, no mínimo, 25% de suas receitas nessas áreas. Só no ano passado, quase 30 milhões de estudantes estavam matriculados no ensino fundamental e 8,3 milhões no ensino médio no País.

=> Acesse o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) e confira os investimentos em educação do seu estado ou os relatórios estaduais

Municípios
Os municípios têm papel fundamental na área da educação e são responsáveis, principalmente, pelas instituições de ensino fundamental e de educação infantil. O município deve aplicar o mínimo de 25% de suas receitas de impostos e transferências. Em 2013, era de 7,6 milhões o número de crianças matriculadas na educação infantil no Brasil.

=> Acesse aqui o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) e confira os investimentos em educação do seu município

Distrito Federal
Em relação ao Distrito Federal, se acumulam as competências estaduais e municipais, aplicando o mínimo de 25% de sua receita de impostos e transferências.

=> Confira os investimentos do DF

Quinta-feira, 2 de outubro de 2014 às 12:49

Indústria supera previsões e cresce novamente 0,7% em agosto, diz IBGE

A produção da indústria brasileira cresceu 0,7% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o segundo avanço seguido, após cinco meses de queda. Em julho, a produção industrial também cresceu 0,7% ante junho.

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O crescimento foi verificado em 14 dos 24 ramos da indústria e ficou acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de uma alta de 0,1% em agosto. Um dos destaques foram os chamados bens intermediários, com alta de 1,1% em agosto, interrompendo quatro meses seguidos de taxas negativas.

De acordo com IBGE, “o crescimento de 0,7% da atividade industrial na passagem de julho para agosto teve predomínio de índices positivos, alcançando 14 dos 24 ramos pesquisados, com destaque para o avanço de 2,4% registrado por indústrias extrativas, que apontou o sexto resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de 7,3%”.

Setores
Outras contribuições positivas importantes sobre o total da indústria vieram dos setores de máquinas e equipamentos (3,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,5%), de produtos alimentícios (1,1%), de produtos de borracha e material plástico (4,1%), de produtos do fumo (15,4%) e de produtos de metal (2,7%).

Por outro lado, entre os dez ramos que reduziram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram assinalados por bebidas (-6,1%), perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (-4,2%), produtos farmacêuticos e farmoquímicos (-7,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,5%) e outros equipamentos de transporte (-6,9%).

“Vale ressaltar que, com exceção do primeiro setor, que mostrou taxa negativa pelo segundo mês seguido e acumulou perda de 8,6% nesse período, as demais atividades apontaram resultados positivos em julho último: 2,8%, 4,1%, 8,4% e 31,0%, respectivamente”, informa o IBGE.

Fonte: com informações do IBGE.

Quinta-feira, 25 de setembro de 2014 às 18:05

Desemprego de 5% é o menor nível histórico para agosto desde 2002, diz IBGE

O Brasil continua mantendo o pleno emprego, com taxa de desocupação de 5% em agosto para o total das seis regiões metropolitanas investigadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa ficou praticamente estável na comparação com julho (4,9%) e também a agosto de 2013 (5,3%).

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Essa foi a menor taxa para um mês de agosto da série da Pesquisa Mensal de Emprego, iniciada em março de 2002. De acordo com o padrão econômico, uma taxa de desemprego de 6% é considera como pleno emprego.

Além do pleno emprego, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores, de R$ 2.055,50, cresceu 1,7% em relação a julho (R$ 2.022,04). Em relação a agosto do ano passado, o aumento foi ainda maior, com avanço de 2,5% (R$ 2.005,72).

“A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 48,2 bilhões) em agosto de 2014 cresceu 2,4% no mês e 1,8% no ano. Já a massa de rendimento médio real efetivo dos ocupados, referente a julho de 2014, (R$ 48,3 bilhões) cresceu 1,7% no mês e 2,5% no ano”, informou o IBGE.

Na comparação mensal, os salários aumentaram em Recife (0,6%); Salvador (1,2%); Belo Horizonte (4,2%); Rio de Janeiro (1,2%); São Paulo (1,4%) e em Porto Alegre (2,5%). Na comparação com igual período de 2013, a renda apresentou avanço no Rio de Janeiro (8,6%), Recife (3,6%) e São Paulo (1,4%), e recuou em Salvador (-2,4%) e em Belo Horizonte (-0,7%). Nas outras regiões, os resultados ficaram estáveis.

Entre os setores que mais geraram emprego, o setor da construção cresceu 5,1% de julho para agosto e o de serviços domésticos recuou 3,9%. Na comparação com agosto do ano passado, os serviços domésticos caíram 7,2%.

População ocupada e carteira assinada
O contingente de pessoas ocupadas em agosto de 2014 foi de 23,1 milhões para o conjunto das seis regiões, com avanço de 0,8% em relação a julho de 2014. Em relação a agosto de 2013, não houve variação.

A análise mensal mostrou que essa população manteve-se estável em todas as regiões. Em relação a agosto de 2013, houve alta em Salvador (3,6%) e estabilidade nas demais regiões.

A população economicamente ativa nas seis regiões pesquisadas alcançou 24,4 milhões de pessoas, crescendo 0,9% em relação a julho e se mantendo estável frente a agosto de 2013.

Já a população não economicamente ativa (19,0 milhões de pessoas) não teve variação estatisticamente significativa em relação a julho (19,2 milhões) e cresceu 3,7% em relação a agosto de 2013.

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 11,8 milhões, mostrando estabilidade em ambas as comparações.

Dados consolidados
A pesquisa voltou a ser divulgada integralmente neste mês, após três edições sem dados referentes às regiões metropolitanas de Salvador e Porto Alegre.

Com o fim da greve dos servidores do instituto, agora saíram as taxas completas da pesquisa de maio, junho e julho, que são de 4,9%, 4,8% e 4,9%, respectivamente.

Regiões
Entre as regiões analisadas, a do Rio de Janeiro apresentou queda na taxa de desemprego na passagem de julho para agosto, de 3,6% para 3%, a menor da série histórica. Nas outras regiões, os índices ficaram estáveis.

Na comparação com agosto de 2013, foi registrada queda no Rio de Janeiro, de 4,5% para 3,0%. Porto Alegre foi a única região metropolitana pesquisa a apresentar aumento na taxa, de 3,4% para 4,8%. Nas outras regiões, o índice ficou estável.

Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE.

Sábado, 20 de setembro de 2014 às 14:25

Novos dados da Pnad reafirmam trajetória de queda das desigualdades

Novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) reafirmam a trajetória de queda das desigualdades e mantêm as principais tendências verificadas nesta década. A correção da análise de dados e microdados, anunciada na sexta-feira (19) pelo governo federal, mostrou, entre outros reparos, a queda nas desigualdades sociais do país, medida pelo índice de Gini, e na desigualdade de renda proveniente do trabalho. Os novos números reforçam que a renda do brasileiro tem aumentado com velocidade crescente, nos últimos anos.

Entre 2011 e 2013, um brasileiro levaria 12,8 anos para ver sua renda mensal dobrar de valor. Se levado em consideração o período iniciado em 1993, esse mesmo cidadão levaria 23,6 anos para ver sua renda dobrar, apontam os dados revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os ministros Miriam Belchior, Tereza Campello, Henrique Paim e Marcelo Néri, durante coletiva sobre a correção dos dados da Pnad. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

Os ministros Miriam Belchior, Tereza Campello, Henrique Paim e Marcelo Néri, durante coletiva sobre a correção dos dados da Pnad. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Néri, observou que, apesar de ainda não haver números consolidados, 2014 deverá marcar a maior queda na desigualdade nos últimos dez anos.

Ele citou , como exemplo dessa tendência, o índice que aponta queda nas diferenças de renda familiar per capita. Segundo ele, o índice foi de 0,527 em 2011 para 0,524 em 2012 e 0,522 em 2013. Quanto mais próximo de 1 mais desigual e, portanto, a diminuição do índice é um resultado positivo para o país.

Néri ainda ressaltou que o rendimento dos brasileiros cresceu, em média, 5,5% por ano entre 2011 e 2013, e que a desigualdade também atingiu, no ano passado, seu menor nível histórico em outras dimensões, como nos rendimentos do trabalho e nos rendimentos pessoais de todas as fontes.

Apesar de o percentual de pessoas que ganham até um salário mínimo ter ficado em 25,2% da população ocupada em 2013, e não 24,8%, a desigualdade diminuiu porque a taxa dos que ganham de cinco a 20 salários mínimos passou de 7,6% para 7,3% entre as duas análises e os que recebem mais de 20 salários mínimos permaneceu em 0,7%.

Já o rendimento mensal do trabalho variou menos do que o estimado: 3,8%, e não 5,7%, com isso, o valor do rendimento médio mensal ficou em R$ 1.651, e não R$ 1.681. “O mundo está em crise e o Brasil continua aumentando a renda por dois anos consecutivos”, afirmou a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

No caso do desemprego, a taxa de 6,5% em 2013 não foi alterada pela correção dos dados da Pnad, mantendo-se em patamar baixo quando comparado a diversos países que enfrentam problema de desemprego.
A taxa de desocupação permanece a mesma, de 6,3% da população, mas o contingente de pessoas é 6,637 milhões, e não 6,693 milhões. O nível de ocupação total ficou em 61,8% da população, no lugar de 61,2%. O trabalho infantil caiu 10,6%, e não 12,3% divulgado.

Educação
Ainda de acordo com os dados revisados, a taxa de analfabetismo em 2012 era 8,7% da população e caiu para 8,5%. O dado divulgado anteriormente foi 8,3%. “Na faixa de 15-29 anos, fechamos a torneira o analfabetismo. Mantiveram trajetória de melhoria em todos os indicadores. As oportunidades estão sendo geradas pelo governo e refletem nos dados, principalmente, de quem está fazendo curso técnico”, afirmou o ministro da Educação, Henrique Paim.

Após a correção dos dados, permaneceu a tendência de aumento de escolarização das crianças. Um favor de destaque foi o forte avanço à pré-escola, cuja taxa de acesso foi corrigida de 81,2% para 81,4%, a maior da série histórica, garantindo a entrada mais cedo de um maior número de crianças na educação formal, fundamental para novas quedas futuras das desigualdades. “Com os novos dados, percebemos um bom caminho a ser seguido na educação, proporcionando assim uma melhor qualidade de vida às pessoas com o passar dos anos”, ressaltou Paim.

Veja apresentação com os dados revisados da Pnad

Investigação
De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, uma comissão, constituída por representantes dos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Justiça e Casa Civil, além da Controladoria-Geral da União (CGU), avaliará a consistência dos dados da pesquisa. A comissão terá 30 dias para analisar os fatos e a responsabilidade funcional. Miriam Belchior destacou a rapidez com que o IBGE corrigiu os dados. “Isso não apaga o erro, que é gravíssimo, mas colocou à disposição da sociedade de forma transparente o mais rápido possível, as informações corrigidas.”

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, houve um erro técnico que superestimou a população das regiões metropolitanas do País, o que influenciou em outros dados, como o índice de Gini, e provocou alterações nos resultados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Os dados revisados já estão na página do IBGE.

Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE, Ministério do Planejamento e EBC.

Sexta-feira, 19 de setembro de 2014 às 20:58

Governo cria comissões para investigar dados divulgados na Pnad 2013

Foi anunciada, nesta sexta-feira (19), a criação de duas comissões para investigar os dados divulgados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). A primeira comissão, formada por especialistas independentes, avaliará a consistência dos dados da pesquisa. Também será constituída comissão de sindicância para averiguar fatos que envolveram a divulgação dos dados.

A comissão de sindicância será constituída por representantes dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Justiça e Casa Civil, além da Controladoria-Geral da União (CGU). Os integrantes da comissão de especialistas deverão ser indicados até a próxima terça-feira (23), segundo informou a ministra Miriam Belchior. “A partir do trabalho dessas duas comissões, as decisões serão tomadas”, garantiu a ministra.

 Neste sábado (20), às 10h30, representantes do governo concedem entrevista coletiva para comentar os novos dados da Pnad, apresentados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Confira a íntegra da nota do Ministério do Planejamento:
Hoje, o Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística – IBGE informou a “existência de erros extremamente graves” na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2013.

Considerando a importância dessa pesquisa para o conhecimento da realidade brasileira e a elaboração de políticas públicas, o governo decide:

-  Criar comissão de renomados especialistas, de instituições independentes, para avaliar a consistência da Pnad.
-  Criar comissão de sindicância para apurar as razões do ocorrido e eventual responsabilidade funcional, que caso se verifique poderá implicar em medidas disciplinares. Integrarão essa comissão, a Casa Civil e os ministérios do Planejamento, da Justiça e Controladoria Geral da União.

Assessoria de Comunicação
Ministério do Planejamento

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