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Quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 às 10:43

Índice de Atividade Econômica aponta expansão de 0,04% em novembro

Com informações do Banco Central

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente ao mês de novembro de 2014 apresentou leve alta de 0,04% em novembro, após registrar queda de 0,12% em outubro, segundo dados revisados, divulgados nesta quinta-feira (15), pelo Banco Central.

A alta do IBC-Br de novembro veio acima do previsto pelo mercado. Foto: divulgação BCB

A alta do IBC-Br de novembro veio acima do previsto pelo mercado. Foto: divulgação BCB

O IBC-Br é um indicador que antecipa tendências na produção de três setores considerados importantes para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB): agropecuária, a indústria e o setor de serviços, mais os impostos sobre esses produtos. Por isso, é considerado como uma “prévia do PIB”, embora muitas vezes os dois índices acabem não sendo coincidentes, pela interferência de outros fatores mais abrangentes.

A alta do IBC-Br de novembro veio acima do previsto pelo mercado, cujas apostas giravam em torno de uma queda de até 0,20 % para este indicador. No acumulado do ano até novembro, o IBC-Br apresenta leve retração, de 0,12%.

O PIB representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos no País em determinado período e a pesquisa deste índice é feita pelo IBGE.

Quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 às 12:29

Volume de vendas no varejo sobe 0,9% em novembro, diz IBGE

Com informações do IBGE

As vendas no varejo brasileiro cresceram 0,9% em novembro, na comparação com outubro, informou nesta quarta-feira (14) o IBGE. O resultado foi impulsionado pelas vendas de Natal e veio acima do esperado, registrando o quarto mês seguido de alta.

Houve avanço de 1% na comparação com o igual mês de 2013; em 12 meses, o crescimento foi de 2,6%. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas (28/11/2014)

Houve avanço de 1% na comparação com o igual mês de 2013; em 12 meses, o crescimento foi de 2,6%. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas (28/11/2014)

De acordo com os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), houve avanço de 1% na comparação com o igual mês de 2013. Em 12 meses, o crescimento foi de 2,6%. As vendas no varejo acumularam alta de 2,4% de janeiro a novembro de 2014. Os números ficaram acima das expectativas do mercado, que giraram em torno de um avanço de 0,2% na comparação mensal e até mesmo de uma queda entre 1,30% e 0,35% na comparação anual.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,2% em novembro em relação a outubro, na série com ajuste sazonal (excluindo fatores temporários).

Setores
A maior contribuição para o resultado interanual positivo do varejo, em novembro, foi a de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, em função do aumento 9,3% no volume de vendas sobre novembro de 2013. “Por englobar lojas de departamentos, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, segmentos bastante sensíveis ao movimento natalino, seu desempenho indica antecipações de compra, especialmente artigos de enfeites para o Natal, fato já observado em anos anteriores”, comentou o IBGE.

Nos indicadores acumulados, a taxa para os primeiros 11 meses do ano foi de 7,8% e para os últimos 12 meses, de 8,2%. “Estes resultados, que superam a taxa geral do setor, devem-se, em certa medida, ao aumento da massa de rendimentos médio real habitual dos ocupados (3,0% sobre novembro de 2013, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE) e ao crédito, em que pese seu ritmo decrescente de expansão”, destacou o IBGE.

Sete entre as dez atividades pesquisadas tiveram alta
Em relação ao mês anterior de outubro, na série com ajuste sazonal, sete das dez atividades pesquisadas registraram resultados positivos no volume de vendas em novembro, com destaque para o segmento de Livros, jornais, revistas e papelarias, com variação de 9,6%; seguido por Veículos e motos, partes e peças (5,5%); Móveis e eletrodomésticos (5,4%); Equipamentos de escritório, informática e comunicação (4,9%); Tecidos, vestuário e calçados (3,4%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,7%); e Material de construção (0,4%).

Apresentaram reduções no volume de vendas Combustíveis e lubrificantes (-0,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,3%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,8%).

Roraima liderou avanço entre regiões
Das 27 unidades da federação, 23 apresentaram resultados positivos na comparação entre novembro de 2014 e novembro de 2013, quanto ao volume de vendas. Os principais avanços ocorreram em Roraima (18,4%), Amapá (17,3%), Acre (9,4%), Rondônia (9,2%), e Tocantins (5,4%).

Os resultados negativos foram verificados em São Paulo (-0,3%), Espírito Santo (-1,3%), Mato Grosso (-1,9%) e Distrito Federal (-2,7%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, os destaques foram, pela ordem, Minas Gerais (2,0%), Ceará (4,7%), Rio de Janeiro (1,2%), Bahia (2,6%) e Pernambuco (2,7%).

Em relação ao varejo ampliado, 16 estados registraram variações positivas em relação a novembro do ano passado. As maiores taxas foram Roraima (15,8%), Tocantins (15,5%), Amapá (9,8%), Pará (5,5%) e Acre (4,7%).

Sexta-feira, 9 de janeiro de 2015 às 12:59

Apesar de todos os desafios, inflação de 2014 ficou dentro da meta combinada, diz Levy

A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2014 em 6,41%, abaixo do teto da meta fixada pelo Banco Central, que era de 6,5% ao ano e menor que a de 2013, quando avançou 5,91%. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, enfatizou que, apesar de todos os desafios enfrentados pelo País em 2014, a taxa “ficou dentro do combinado”, disse ele, durante Face to Face do Portal Brasil nesta sexta-feira (9).

Em conversa com internautas, Joaquim Levy garante inflação dentro da meta e defende contenção de gastos. Foto: Iano Andrade – Gabinete Digital/PR

 Ele previu que a taxa poderá flutuar durante o ano, mas que o Banco Central estará atento para manter a inflação dentro dos trilhos. “Em janeiro, realmente a inflação deve ser um pouco mais alta do que em alguns meses do ano passado. Em parte, é porque, janeiro e fevereiro são meses em que, todo ano, tem mais reajustes, como de escola, IPTU, ônibus etc”, lembrou.

O ministro reafirmou que ajustes já estão sendo feitos para que a economia do País volte a crescer. “Temos que fazer algumas arrumações e isso pode mexer em alguns preços. Os economistas chamam isso de mudança nos preços relativos e ela é importante para acomodar a economia em um novo caminho de crescimento”, explicou.

Para o futuro, Joaquim Levy disse que o objetivo é manter a inflação dentro da meta. “O mais importante é que o Banco Central, que é o guardião do valor do dinheiro, está atento e vai continuar cuidando para que a inflação esteja no caminho de não só ficar abaixo do teto, como expliquei acima, até o final de 2015, mas também para ela voltar para o objetivo de não passar de 4,5% em 2016.”

Ele voltou a defender a contenção dos gastos públicos, na luta contra o avanço da inflação. “Para a gente segurar a inflação é preciso que o governo não gaste demais. Se a gente fizer isso agora, vamos poder ter a inflação caindo no ano que vem”, enfatizou.

IPCA
A taxa anualizada do IPCA, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, mostrou o impacto dos alimentos e transportes na inflação de dezembro. O resultado final total do ano ficou em 6,41%. Em 2013, o indicador teve alta 5,91.

Mesmo não registrando a maior taxa entre os grupos de gastos analisados, os alimentos exerceram o maior impacto no IPCA, subindo 8,03%, um pouco abaixo da taxa de 2013, pressionados principalmente pelas carnes, com alta de 22,21%.

Em dezembro, o IPCA apresentou alta de 0,78% e ficou acima da taxa de 0,51% registrada em novembro em 0,27 ponto percentual. É a segunda maior taxa mensal do IPCA no ano, superada pela taxa de março, quando atingiu 0,92%. O ano de 2014 fechou, então, em 6,41%, acima dos 5,91% do ano anterior. Em dezembro de 2013, a taxa havia ficado em 0,92%.

Regiões
Dentre os índices regionais do mês, o maior ficou com a região metropolitana do Rio de Janeiro (1,39%), pressionado pelo item energia elétrica, cujas contas subiram 3,46% em função do reajuste de 17,75% em uma das concessionárias desde o dia 7 de novembro.

O item empregado doméstico também teve alta expressiva no Rio de Janeiro, de 1,83%. Além disto, o aumento nos preços dos alimentos consumidos fora de casa superou a média nacional, atingindo 2,28%.

As regiões metropolitanas de Recife (0,42%) e Belo Horizonte(0,44%) apresentaram os índices mais baixos do mês, destacando-se os alimentos, que ficaram em 0,72% e 0,63%, respectivamente.

Segunda-feira, 29 de dezembro de 2014 às 12:42

Produção de grãos e carnes em 2014 são as maiores na história do País

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em 2014 representa entre 22% e 23% do PIB total da economia brasileira, com cerca de R$ 1,1 trilhão. O aumento da produção de grãos e carnes foi um dos fatores responsáveis por esses resultados do PIB e do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP). Tanto a safra de grãos, quanto a produção de carnes, foram as maiores obtidas até hoje no Brasil. Para os grãos a safra é estimada em 193,5 milhões de toneladas, e para as carnes, 25,9 milhões de toneladas. As atividades agrícolas representam 70% e a pecuária, cerca de 30% do valor produzido no ano.

Agronegócio blog

Segundo a Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), esse resultado mostra que houve expansão, não apenas da produção das lavouras e da pecuária, mas também do setor de insumos, como fertilizantes, defensivos, máquinas e equipamentos.

A estimativa de faturamento da agropecuária expressa em VBP em 2014 é de R$ 461,6 bilhões, 2,5% superior ao obtido em 2013, que foi de R$ 450,3 bilhões. A pecuária teve um melhor desempenho do que as lavouras, apresentando um crescimento real de 10,3 % em relação a 2013. Já as lavouras tiveram um decréscimo de 1,6 %.

Os preços mais baixos este ano para atividades relevantes como cana-de-açúcar, milho, cacau, feijão, soja e trigo, foram responsáveis pela redução do VBP das lavouras. Já na pecuária, o aumento no faturamento, em especial das carnes bovina, suína e de frango, deve-se ao comportamento favorável do mercado internacional quanto à demanda de preços.

Segundo a AGE, pesquisas mostram que 90% do crescimento do produto agropecuário deve-se aos ganhos de produtividade e 10% ao aumento no uso de insumos. Mesmo com impactos climáticos fortes em algumas regiões como, por exemplo, o excesso de chuvas, secas ou geadas, a produtividade tem tido aumento contínuo no tempo, o que é essencial para garantir o crescimento do setor em prazo mais longo.

Previsões 2015
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de grãos em 2015 é estimada em cerca de 202 milhões de toneladas. A previsão é que haja um crescimento de 4,2% na produção, e aumento de área de 1,5%.

O faturamento expresso em VBP para 2015 deve ser semelhante ao desse ano e deve girar em torno de R$ 462 bilhões. Não há indicação de que os preços previstos para os principais grãos serão mais baixos do que os atuais. Além disso, o clima e as condições de outros mercados, especialmente no que se refere a expectativas de produção e a condições de demanda por produtos brasileiros, são decisivos no resultado a ser obtido.

Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 às 21:15

Acesso à universidade aumentou entre os mais pobres

Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 às 21:10

Acesso de estudantes pobres à universidade pública cresce 400% entre 2004 e 2013, diz IBGE

O acesso de estudantes de baixa renda nas universidades públicas aumentou 400% entre 2004 e 2013, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE, divulgada nesta quarta-feira (17). Em 2004, apenas 1,4% dos estudantes do ensino superior pertencentes aos 20% com os menores rendimentos (1° quinto) frequentavam universidades públicas. Em 2013, essa proporção chegou a 7,2%.

Analisando de outra forma, em 2004, os 20% mais ricos do País representavam 55% dos universitários da rede pública e 68,9% da rede particular. Em 2013, essas proporções caíram para 38,8% e 43%, respectivamente. Desta forma, os 20% mais pobres, que eram apenas 1,7% dos universitários da rede pública, chegaram a 7,2%.

Na rede privada, a presença dos mais pobres mais do que dobrou, saltando de 1,3% para 3,7%. A proporção de estudantes de 18 a 24 anos na universidade passou de 32,9% em 2004 para 55% em 2013.

Escolaridade aumentou entre os mais pobres
A escolaridade média da população de 25 anos ou mais aumentou entre 2004 e 2013, passando de 6,4 para 7,7 anos de estudo. Esse incremento foi mais intenso entre os 20% com os menores rendimentos, que elevaram de 3,7 para 5,4 os seus anos de estudo.

Entre 2004 e 2013, a proporção de pessoas da faixa etária 25 a 34 anos com ensino superior praticamente dobrou, passando de 8,1% para 15,2%.

A distorção idade-série entre os estudantes do ensino fundamental regular de 13 a 16 anos de idade e que faziam parte do quinto mais pobre era 4,3 vezes maior em relação aos 20% mais ricos (5º quinto) em 2004. Em 2013, a distância entre essas taxas para o 1º quinto e o 5º quinto caiu para 3,3 vezes maior que a taxa dos 20% mais ricos (5°quinto). Os alunos de 13 anos a 16 anos que ainda estavam fora da série adequada eram 41,4% em 2013, contra 47,1% em 2004.

Também houve redução da distorção idade-série dos jovens de 15 anos a 17 anos, isto é, um número maior de alunos está cursando a série adequada à sua idade no ensino médio. Ou seja, em 2004 apenas 44,2% dos alunos dessa faixa etária estavam no ensino médio, em 2013, o percentual subiu para 55,2%.

Os jovens dessa faixa etária que ainda estão no ensino fundamental caíram de 34,7% para 26,7% no período. O número de jovens que não estudam também diminuiu de 18,1% para 15,7%.

A SIS 2014 tem como principal base de informações a Pnad 2013, além de fontes de dados como o Censo Demográfico 2010, a Projeção da População do Brasil por sexo e idade 2013, além de bases de dados do Inep, do Ministério da Educação e Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Seus resultados completos estão disponíveis no link

Fonte: IBGE.

Terça-feira, 9 de dezembro de 2014 às 17:47

Desemprego fica estável em 6,8% no trimestre e Norte se iguala ao Sudeste pela primeira vez

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,8% no terceiro trimestre de 2014, mostrando estabilidade em relação ao trimestre anterior e ficando abaixo da registrada em igual período do ano passado, de 6,9%, de acordo com a Pnad Contínua. Pela primeira vez na história da pesquisa, o desemprego na região Norte se igualou ao da região Sudeste, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo IBGE.

Desemprego_estavel_Pnad_IBGE

O desemprego na região caiu 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2013, com redução de 7,5% para 6,9%. Em relação ao segundo trimestre a queda foi de 0,3 ponto percentual. Em comparação, no Sudeste a taxa ficou em 6,9%, praticamente estável em relação ao segundo trimestre de 2014 (6,9%) e a igual período de 2013 (7%).

O nível de ocupação no Brasil para o mesmo período (56,8%) permaneceu estável frente ao 2º trimestre do mesmo ano (56,9%) e em relação ao 3º trimestre de 2013 (57,1%). A população ocupada avançou 0,2%, enquanto a população desocupada caiu – 0,9% deixando a taxa geral em estabilidade.

A região Nordeste apresentou o maior percentual de pessoas fora da força de trabalho (43,2%), e as regiões Centro-Oeste (34,9%) e Sul (36,2%), os menores. Esta configuração não se alterou significativamente ao longo da série histórica. As mulheres eram maioria nessa população: 66,3% no 3º trimestre de 2014. Em todas as regiões o comportamento foi similar. Aproximadamente um terço (34,4%) da população fora da força de trabalho era idosa (com 60 anos ou mais de idade). Aqueles com menos de 25 anos de idade eram 29,1% e os adultos (25 a 59 anos) eram 36,5%.

Carteira assinada
Segundo a Pnad, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada no terceiro trimestre deste ano, avanço de 1,5 ponto percentual em relação ao 3º trimestre de 2013.

Entre os trabalhadores domésticos, 32% tinham carteira assinada, contra 29,9% em igual período de 3013. Militares e servidores estatutários correspondiam a 68,2% dos empregados do setor público. Apesar do avanço em relação ao 3º trimestre de 2013, houve redução no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado frente ao trimestre anterior, de 227 mil. As regiões Norte (65,6%) e Nordeste (63,0%) mostraram os menores percentuais nesse indicador.

Norte e Nordeste têm maiores percentuais de trabalhadores por conta própria
A população ocupada, no 3° trimestre de 2014, era composta por 69,8% de empregados, 4,1% de empregadores, 23,3% de trabalhadores por conta própria e 2,8% de trabalhadores familiares auxiliares. Ao longo da série histórica da pesquisa essa composição não se alterou significativamente.

Nas regiões Norte (30,2%) e Nordeste (29,4%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões. O mesmo foi constatado para os trabalhadores familiares auxiliares: 7,1% na região Norte e 4,3% na região Nordeste (4,3%).

Dados resumidos
No 3º trimestre de 2014, a região Nordeste foi a que apresentou a maior taxa de desocupação, 8,6%, e a região Sul, a menor, 4,2%. Em relação ao 3º trimestre de 2013, a taxa da região Nordeste caiu 0,4 ponto percentual. A região Norte destacou-se com redução no mesmo período de 0,6 ponto percentual, de 7,5% passou para 6,9%, e igualou-se pela primeira vez na série histórica à taxa da região Sudeste (6,9%). Foram verificadas ainda diferenças significativas na taxa de desocupação entre homens (5,7%) e mulheres (8,2%).

Segundo o IBGE, a Pnad Contínua utiliza os novos conceitos recomendados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com informações do IBGE.

Quinta-feira, 4 de dezembro de 2014 às 17:34

Ministério da Saúde detalha regras da Lei Antifumo

Os estabelecimentos comerciais destinados especificamente à comercialização de produtos de fumo e os ambientes fechados onde o fumo será permitido, como tabacarias, locais de pesquisas e sets de filmagens, precisarão se adequar para atender às regras da Lei Antifumo, em vigor desde a última quarta-feira (3).

Regulamentação proíbe fumar em ambientes fechados de todo País. Antes da lei federal, oito estados já tinham normas próprias. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Regulamentação proíbe fumar em ambientes fechados de todo País. Antes da lei federal, oito estados já tinham normas próprias. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Esses locais deverão possuir uma área exclusiva para o consumo, com sistema de ventilação por exaustão capaz de reduzir o acúmulo de emissões de fumaça no seu interior e evitar a contaminação dos demais ambientes. Nesses ambientes, não será permitida a venda e fornecimento de alimentos e bebidas. Os fumantes, no entanto, poderão levar para o interior do local o que forem consumir.

“Esta não é uma ação isolada, que começou agora, é uma luta histórica. Estamos acumulando sucessivas conquistas no controle do tabaco, que impacta na saúde, na vida e na morte do brasileiro. O tabagismo é um desafio para toda sociedade, não somente para o sistema público de saúde. O impacto sobre a mortalidade da população brasileira mostra a necessidade de construir ações protetivas do cidadão”, afirmou o Ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Além disso, o ministro destacou que a lei não cerceia o direito de fumar do fumante, mas garante o direito do não-fumante a não ser exposto à fumaça e aos malefícios do fumo passivo.

As novas regras foram definidas em portaria assinada nesta quinta-feira (4) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e pelo ministro interino do Trabalho e Emprego, Nilton Machado. O documento estabelece as medidas de proteção aos trabalhadores expostos ao fumo durante o exercício da profissão. Onde for necessária a presença de trabalhadores para a execução de suas atividades, como cinegrafistas em sets de filmagens e cientistas em locais de pesquisa, deverão ser adotadas medidas para minimizar o tempo de permanência dos profissionais.

Os estabelecimentos já existentes terão o prazo máximo de 180 dias para se adaptarem às normas. O descumprimento constitui infração de natureza sanitária com previsão de multa que varia de R$ 5 mil a R$ 1,5 milhão.

Legislação
A regulamentação das regras para proteger o trabalhador já estava prevista no Decreto 8.262/14, conhecido como Lei Antifumo. A legislação proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos derivados ou não do tabaco, em locais de uso coletivo, públicos ou privados, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado. Os narguilés também estão vetados.

A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros nos display dos pontos de venda. Outra obrigatoriedade prevista é o aumento dos espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco e a presença de advertências em 30% da parte frontal das embalagens dos produtos a partir de 2016.

Os estabelecimentos comerciais são responsáveis por garantir o ambiente livre do tabaco e cabe a eles orientar os clientes sobre a lei e pedir para que não fumem. Em casos de desrespeito à lei, o estabelecimento poderá receber advertência e multa, além de ser interditado e ter seu alvará de funcionamento cancelado. As vigilâncias sanitárias dos estados e municípios e as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego ficarão encarregadas de fiscalizar o cumprimento da legislação.

Fumo em queda
No Brasil, o número de fumantes permanece em queda. Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o percentual caiu 28% nas capitais brasileiras, nos últimos oito anos. Em 2006, 15,7% da população adulta que vivia nas capitais fumava. Em 2013, o número caiu para 11,3%. O dado é três vezes menor que o índice de 1989, quando IBGE apontou 34,8% de fumantes na população. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 9% nas capitais até 2022.

Responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil, o tabagismo é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, fator de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer como o de pulmão e brônquios. Esse tipo de tumor é o de maior letalidade entre os homens brasileiros e o segundo entre as mulheres.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para quem deseja parar de fumar. Atualmente, 23.387 equipes da família, em 4.375 municípios, estão preparadas para atender à população. Além do acompanhamento profissional, são oferecidos medicamentos, como adesivos, pastilha e gomas de mascar. O Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para compra desses medicamentos, o que permitiu o tratamento de mais de 145 mil tabagistas em 2014.

Quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 às 10:15

Governo estimula inclusão social e participação plena das pessoas com deficiência

No Brasil, mais de 45 milhões de pessoas possuem alguma deficiência, segundo dados do IBGE. Esse número representa quase 24% da população brasileira que encontram todos os dias dificuldades de locomoção, de integração no mercado de trabalho e de inserção social. É em favor dessas pessoas que se comemora, nesta quarta-feira (3), o Dia Internacional da Pessoa com a Deficiência.

Com o objetivo de promover a ampliação de oportunidades e a equiparações de direitos para essa população, o Governo Federal tem estimulado a capacitação profissional e investido na promoção do direito à locomoção das pessoas com deficiência, através do Programa Viver sem Limites. Só de 2011 para cá, foram mais de 15 mil matrículas em cursos do Pronatec voltadas para o público. Na semana passada, foi publicado no Diário Oficial da União uma versão do programa de qualificação técnica do Governo Federal voltada especificamente para as pessoas com deficiência: o Pronatec Viver Sem Limites, que pretende inserir socialmente, cada vez, o público.

Como parte dessa política inclusiva, a Presidência da República também lançou o Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência dentro das suas dependências com o objetivo de garantir inserção, plena participação e exercício dos direitos humanos aos seus servidores e visitantes. É o que destaca a assessora especial da Secretaria Geral da Presidência, Laís Carvalho de Figueiredo Lopes. Segundo Laís, conviver com colegas com deficiência é presenciar um exercício contínuo da superação de limites.

“A ideia de criar um programa de inclusão de pessoas com deficiência na Presidência da República é estimulada pela necessidade de valorização das pessoas com deficiência como protagonistas da sua própria história. A gente pretende que esse processo se fortaleça e que nos próximos anos a gente tenha cada vez mais pessoas com deficiência trabalhando nas diversas funções, trazendo sua competência para o ambiente profissional e transformando a sociedade num ambiente realmente mais inclusivo”, destaca.

Sexta-feira, 28 de novembro de 2014 às 16:17

Indústria reage com alta de 1,7% no trimestre e puxa fim da recessão técnica do PIB

A indústria, que amargava resultados negativos há quatro trimestres, surpreendeu o mercado e liderou a volta do crescimento do Produto Interno Brasileiro (PIB), com avanço de 1,7% neste trimestre frente aos três meses anteriores, já descontados os fatores temporários (sazonais). A expectativa do mercado era de um crescimento em torno de 0,8% neste setor. Com isso, entre outros fatores, o PIB brasileiro saiu da chamada recessão técnica e cresceu 0,1% de julho a setembro, na comparação com o trimestre anterior, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento na indústria é importante porque significa maior valor agregado nos produtos para exportação, estímulo à tecnologia e inovação e empregos mais qualificados no mercado interno.

Ao mesmo tempo, a taxa de investimento, representada pela formação bruta de capital fixo, avançou 1,3% no trimestre – mais um dado positivo que pode ter ajudado a alavancar a recuperação da indústria. A taxa de investimento atingiu 17,4% do PIB no terceiro trimestre.

Crescimento na indústria é generalizado
No setor da indústria, que tem mostrado reação frente aos estímulos concedidos pelo governo, todos os subsetores cresceram em relação ao trimestre anterior. Destaque para o avanço de 2,2% da extrativa mineral, seguido por construção civil (1,3%), indústria de transformação (0,7%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,1%).

Em relação a igual período de 2013, a indústria extrativa mineral teve expansão de 8,2%, com aumento das extrações de petróleo e gás natural e de minerais ferrosos.

Outro segmento que puxou o avanço do PIB no trimestre foi o de serviços, com alta de 0,5%.

Segundo o IBGE, no acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2014, o PIB registrou crescimento de 0,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no resultado acumulado do ano até o mês de setembro, a variação positiva foi de 0,2% em relação a igual período de 2013. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2014 alcançou R$ 1.289,1 bilhões.

Setores
Nos serviços, o crescimento foi puxado por transporte, armazenagem e correio (1,4%) e intermediação financeira e seguros (0,6%). As demais atividades também registraram variação positiva: atividades imobiliárias e aluguel (0,5%), comércio (0,4%), administração, saúde e educação pública(0,4%), outros serviços (0,3%) e serviços de informação (0,1%).

Na comparação com o 3º trimestre de 2013, os serviços apresentaram crescimento de 0,5%, novamente com destaque para intermediação financeira e seguros (3,2%), além de serviços imobiliários e aluguel (2,0%) e serviços de informação (2,0%).

Na comparação com igual período de 2013, o PIB do terceiro trimestre apresentou variação negativa de -0,2%. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País. A recessão técnica é caracterizada pela queda do PIB em dois trimestres seguidos, como ocorreu no primeiro e no segundo trimestres deste ano (quedas de 0,2% e 0,6%, respectivamente).

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