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Quarta-feira, 19 de novembro de 2014 às 19:00

Prévia da inflação oficial cai a 0,38% em novembro

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo relativo aos primeiros 15 dias de novembro (IPCA-15), caiu a 0, 38%, representando um recuo de 0, 10 ponto percentual abaixo da taxa de 0,48% de outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o resultando, afirmando que a economia brasileira voltou a se aquecer gradualmente no segundo semestre. “Inflação em queda, desemprego diminuindo, aumento do crédito e o bom resultado do comércio varejista demonstra que estamos em recuperação e não estão percebendo isso”, ressaltou após comentar os últimos dados econômicos.

Para Mantega, a desaceleração do (IPCA-15) em novembro “é uma boa notícia” e significa que a inflação está cedendo. “Normalmente, nessa época do ano, a inflação se acelera um pouco, o que não está acontecendo”, ressaltou.

O ministro ainda comentou a alta de 0,6% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em setembro: “É um bom número. Se isso se confirmar no PIB, mostra que não houve recessão”, explicou, acrescentando que a economia está crescendo mais no terceiro trimestre e no quarto.

Alimentos puxaram queda
Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 situou-se em 6, 42%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6, 62%). Em novembro de 2013, a taxa havia sido 0, 57%. A queda na primeira semana de novembro foi puxada pela desaceleração nos preços dos alimentos na passagem de outubro para novembro. O avanço do grupo Alimentação e Bebidas ficou em 0, 56%, ante uma alta de 0, 69% em outubro. Os alimentos contribuíram com 0, 14 ponto porcentual no IPCA-15 de novembro.

Entre alimentos cujos preços perderam força neste início de novembro, estão cebola (- 12,49%), farinha de mandioca (- 2,98%) e leite longa vida (- 2,89%). No sentido inverso, o item carnes subiu 1,90% (0,05 ponto porcentual), seguida de batata-inglesa (13,85%), tomate (12,12%) e frutas (2,80%). A maioria dos grupos de produtos e serviços pesquisados também apresentou variações inferiores às do mês anterior. Por ordem de impacto vieram, do grupo Habitação (de 0,80% em outubro para 0,56% em novembro), os itens energia elétrica (1,17%) e aluguel (0,62%), ambos com 0,03 ponto percentual.

Contribuíram para a variação das contas de energia elétrica, as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (3,74%), com reajuste de 17,75% em uma das concessionárias, em vigor a partir de 7 de novembro, e de São Paulo (1,52%), cujo reajuste de 20,61% em uma das concessionárias está em vigor desde 23 de outubro. Nas demais regiões as variações nas contas decorrem de alterações nas alíquotas do PIS/Pasep/Cofins.

Repetindo o impacto de 0,03 ponto percentual, a gasolina (0,68%) e o conserto de automóvel (1,68%) se juntaram aos itens anteriores, pressionando o grupo Transportes (de 0,25% em outubro para 0,20% em novembro), apesar da queda nos preços de outros itens como passagem aérea (- 2,35%) e ônibus interestadual (- 0,50%). O aumento de 0,68% no preço da gasolina refletiu parte do reajuste de 3,00% que passou a vigorar nas refinarias a partir de 7 de novembro.

Regiões
Dentre os índices regionais, o menor índice foi o de Brasília (0,15%) em virtude da queda de 6,50% nos preços das passagens aéreas, com peso de 2,22% e impacto de -0,14 ponto percentual.

O maior foi o de Goiânia (0,77%), onde os combustíveis (6,77%) foram responsáveis por 0,44 ponto percentual do índice do mês, com alta de 6,72% na gasolina e 10,38% no etanol.

Fonte: Com informações do IBGE e Ministério da Fazenda

Quarta-feira, 19 de novembro de 2014 às 11:36

Desemprego no Brasil cai ao menor nível para outubro da série histórica, diz IBGE

A taxa de desemprego caiu de 4,9% em setembro para 4,7% em outubro no conjunto das seis regiões metropolitanas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para o mês de outubro desde o inicio da série histórica, em março de 2002, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quarta-feira (19). Em outubro de 2002, a taxa estava em 11,2% também de acordo com o IBGE.

A taxa superou expectativas do mercado, que rodava em torno de 4,8%. A quantidade de pessoas desocupadas somou 1,1 milhão, mostrando estabilidade em relação a setembro e queda de 10,1% frente ao mesmo período de 2013.

No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada ficou em 11,7 milhões, sem variação significativa nas duas comparações.

População ocupada cresceu
A população ocupada chegou a 23,3 milhões, alta de 0,8% na comparação mensal e estabilidade diante de outubro de 2013. A população não economicamente ativa foi estimada em 19 milhões. Em relação a setembro, houve estabilidade e, frente a outubro de 2013, cresceu 3,3%.

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado, em outubro de 2014, em 53,6%, para o total das seis regiões investigadas, registrando alta de 0,4 ponto percentual frente a setembro (53,2%) e queda de 0,6% no confronto com outubro do ano passado (54,2%).

Rendimento médio aumenta em todas as regiões
Em relação a setembro, o rendimento cresceu em Salvador (9,7%), Belo Horizonte (4,6%), Rio de Janeiro (0,8%) e São Paulo (2,8%); caiu em Porto Alegre (-1,8%) e não se alterou em Recife. Na comparação com outubro de 2013, o rendimento apresentou acréscimo em todas as regiões, com destaque para o Rio de Janeiro (8,6%) e Recife (8,4%).

Na classificação por grupamentos de atividade, para o total das seis regiões, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em relação a setembro de 2014 foi na Indústria (6,4%). Nenhum grupamento apresentou queda e Educação, Saúde, Administração Pública manteve-se estável. Na comparação anual, foi obervado aumento em todos os grupamentos, sendo o mais expressivo na Indústria (6,1%).

Regiões
Regionalmente, na comparação mensal, o cenário foi de estabilidade em todas as regiões. No confronto com outubro do ano passado, em Belo Horizonte, esse indicador caiu 1,9 ponto percentual (de 56,5% para 54,6%), e em Salvador ocorreu elevação de 1,6 ponto percentual (passou de 52,0% para 53,6%).

Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade de setembro para outubro de 2014, observou-se estabilidade em todos os grupamentos. Em comparação com outubro do ano passado, houve queda de 4,0% no Comércio e alta de 4,4% em Outros serviços.

Já na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido se deu entre os trabalhadores por conta própria, tanto na comparação mensal (5,2%) quanto na anual (6,0%). Militares e funcionários públicos estatutários apresentaram queda na comparação mensal (-1,5%) e, na comparação anual, os empregados sem carteira do setor privado mostraram rendimento estável.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Fonte: Com informações do IBGE.

Terça-feira, 18 de novembro de 2014 às 12:21

Crescimento acelera no setor de serviços e avança 6,4% em setembro, diz IBGE

O setor de serviços registrou crescimento nominal (sem descontar a inflação do período) de 6,4% em setembro, na comparação com igual mês de 2013. A alta de quase dois pontos percentuais ficou bem acima da registrada em agosto, quando avançou 4,5%, e em julho (crescimento de 4,6%). Apenas neste ano, o indicador acumula uma alta de 6,6% e, em 12 meses, de 7,1%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No acumulado do terceiro trimestre, o crescimento do setor de serviços avançou 5,1% frente ao mesmo período de 2013. Em setembro, os serviços prestados às famílias cresceram 7,7%; os serviços de informação e comunicação, 2,7%; os serviços profissionais, administrativos e complementares, 11,1%; transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 6,5%; e outros serviços, 9,0%.

No cálculo geral, segundo o IBGE, a alta de setembro foi puxada pelo bom desempenho do setor de serviços de informação que superou as marcas alcançadas em julho e agosto. Esse segmento tem peso de 35,7% no levantamento. Com o resultado, o peso na taxa relativa passou de 13,3% para 14,1%, entre agosto e setembro.

O instituto também destacou a contribuição do segmento transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, que registrou alta de 6,5%, bem superior às taxas de 3,2% de agosto e de 4,6% de julho. Esse segmento tem peso de 30,7% no levantamento e, com o avanço, aumentou sua participação relativa de 22,2% para 32,8%.

O crescimento dos serviços profissionais, administrativos e complementares ficou em 11,1% em setembro, superior às variações de agosto (7,7%) e de julho (7,0%). Os serviços técnico-profissionais, que abrangem os serviços intensivos em conhecimento, cresceram 10,6% e os serviços administrativos e complementares, que abrangem os serviços intensivos em mão-de-obra, 11,2%. Com uma contribuição absoluta de 2,3 pontos percentuais, esse segmento contribuiu, em termos relativos, com 35,9% para a composição do índice geral.

O IBGE considera os avanços registrados em setembro e outubro normalmente se devem ao fato de as indústrias começarem a demandar mais matérias primas, a fim de aumentar sua produção para atender os consumidores no período do Natal. Além disso, a pesquisa constatou em setembro uma recuperação do setor de transporte aéreo, após a queda registrada durante a Copa do Mundo, tanto no segmento de voos de negócios, quanto lazer.

Regionalmente, as maiores altas vieram do Distrito Federal (20,6%), Ceará (11,8%) e Tocantins (11,0%), seguido por Rio Grande do Norte (1,0%), Minas Gerais (1,3%) e Piauí (1,4%). Apresentaram variações nominais negativas Roraima (-1,8%), Mato Grosso (-1,1%) e Amapá (-1,0%).

Com informações do IBGE.

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014 às 10:00

Brasil deve colher nova safra recorde de 198,3 milhões de toneladas de grãos em 2015

O Brasil deverá colher uma safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas de 198,3 milhões de toneladas em 2015, o que representa um aumento de 2,5% em relação à deste ano, segundo a primeira estimativa divulgada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O avanço deverá ser puxado especialmente pela soja, cuja safra deverá ser 9% maior que a de 2014, com aumento de 1,6% na área prevista. Entre os seis produtos de maior relevância na safra de verão, cinco apresentam variações positivas na produção: feijão 1ª safra (11,0%), amendoim (em casca) 1ª safra (10,7%), soja (9,0%), arroz (em casca) 1,4% e o milho 1ª safra (0,3%). O algodão herbáceo registrou variação negativa na produção, de 8%.

A estimativa da área a ser colhida é de 56,2 milhões de hectares, apresentou acréscimo de 6,3% frente à área colhida em 2013 (52,8 milhões de hectares) e de 0,4% em relação ao mês anterior. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que somados representaram 91,4% da estimativa da produção e responderam por 85,0% da área a ser colhida.
Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 660 hectares na área de arroz e de 8,3% na área da soja.

O milho teve sua área a ser colhida reduzida em 0,7%. No que se refere à produção, houve acréscimos de 3,4% para o arroz, 5,6% para a soja e diminuição de 2,7% para o milho, quando comparado a 2013.

Regiões
Nessa avaliação para 2014, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 24,4%, seguido pelo Paraná (18,5%) e Rio Grande do Sul (15,6%), que somados representaram 58,5% do total nacional previsto.

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 82,1 milhões de toneladas; região Sul, 72,3 milhões de toneladas; Sudeste, 17,8 milhões de toneladas; Nordeste, 15,8 milhões de toneladas e Norte, 5,5 milhões de toneladas.

Comparativamente à safra passada, foi constatado incremento de 10,0% na região Norte, de 32,2% na região Nordeste e de 4,7% na Região Centro-Oeste. As regiões Sul e Sudeste apresentaram, respectivamente, diminuição de 1,1% e 9,8% em relação à produção do ano anterior.

Fonte: com informações do IBGE.

Sexta-feira, 7 de novembro de 2014 às 14:00

Inflação oficial desacelera para 0,42% em outubro, informa IBGE

A inflação oficial do País, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou de 0,57% em setembro para 0,42% em outubro, de acordo com dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (7). Em igual mês do ano passado, o avanço era maior, de 0,57%.

Em 12 meses, o indicador acumula alta de 6,59%, abaixo dos 6,75% no mês anterior, mas ainda acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%. A taxa, nessa apuração, é a maior para o mês de outubro desde 2011. No ano, de janeiro a outubro, o IPCA tem alta de 5,05%.

A queda foi puxa por uma alta menor nos grupos alimentação e bebidas e transportes, que representam 43,23% das despesas das famílias. Com esse resultado de setembro, o indicador acumula alta de 5,05% em 2014. Em igual período do ano passado, tinha subido 4,38%.

Muitos produtos perderam força de um mês para o outro, especialmente as carnes, que passaram de 3,17% para 1,46%. “Mesmo assim, o item carnes, com 0, 04 ponto percentual, permaneceu com o status de principal impacto adquirido no mês passado”, afirmou o IBGE.

Entre as altas, o tomate passou de -9,42% em setembro para 12,37% em outubro, por ter voltado a subir, se destaca no grupo Alimentação e Bebidas (de 0,78% para 0,46%). Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,59%, abaixo dos 6,75% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2013, a taxa havia sido 0,57%.

Passagem aérea tem forte recuo
No grupo dos Transportes (de 0,63% em setembro para 0,39% em outubro), foi o item passagem aérea que mostrou forte recuo, indo para 1,94% após a alta de 17,85% de setembro. Além deste, outros itens recuaram, a exemplo do conserto de automóvel (de 1,35% para 0,92%) e do automóvel novo (de 0,76% para 0,61%).

Por outro lado, tanto a gasolina quanto o etanol foram para 0,18%, enquanto haviam registrado queda de, respectivamente, 0,07% e 0,01% em setembro.

Junto com Alimentos e Transportes outros cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados reduziram suas taxas. No caso de Habitação (de 0,77% em setembro para 0,68% em outubro), ainda que tenha desacelerado, ficou com o maior resultado de grupo.

Os destaques foram a energia elétrica (de 1,37% para 1,20%), aluguel (de 0,57% para 0,61%) e mão de obra para pequenos reparos (de 1,04% para 0,82%). A propósito da mão de obra, o resultado de 0,82% sobressai tendo em vista que as informações de rendimentos da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) das regiões metropolitanas de Porto Alegre e Salvador não estiveram disponíveis para cálculo dos índices de julho, agosto e setembro, o que levou à adaptação da metodologia.

Fonte: com informações do IBGE.

Quinta-feira, 6 de novembro de 2014 às 15:52

Desemprego cai a 6,8% no segundo trimestre de 2014, divulga IBGE

A taxa de desemprego brasileira recuou para 6,8% no segundo trimestre de 2014, o que representa uma queda de – 0,3 ponto percentual em relação à dos três meses imediatamente anteriores, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No primeiro trimestre, a taxa variou 0,8 ponto percentual em relação ao fim de 2013, ficando em 7,1%. Se comparada ao segundo trimestre do ano passado, a taxa caiu ainda mais, com baixa de – 0,6 ponto percentual em relação à do período, que foi de 7,4%.
Também aumentou o nível de ocupação da população (porcentagem de pessoas trabalhando no período). A taxa subiu a 56,9% no segundo trimestre, contra 56,7% no primeiro trimestre de 2014 e 56,9% do segundo trimestre de 2013.

Segundo o IBGE, no segundo trimestre deste ano, 92,1 milhões de pessoas estavam ocupadas e 6,8 milhões, desocupadas.

Outro avanço foi registrado na relação entre ocupados e desocupados. O número de desocupados no primeiro trimestre deste ano era 7 milhões e o de ocupados, 91,2 milhões. Já no segundo trimestre de 2013, essas taxas evoluíram para 7,3 milhões e 90,6 milhões, respectivamente.

Confrontando o 2º trimestre de 2014 com o mesmo trimestre de 2013, é possível observar queda na taxa de desocupação em todos os grupos etários, exceto 60 anos ou mais. A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade, 15,3%, apresentou patamar elevado em relação à taxa média total. Este comportamento foi verificado, tanto para o Brasil, quanto para as cinco grandes regiões abrangidas pela pesquisa.

Ocupação é de 68,4% entre homens e 46,4% para mulheres
No 2º trimestre de 2014, as regiões Sul (61,1%) e Centro-Oeste (61,5%) foram as que apresentaram os maiores níveis de ocupação (percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar) e a região Nordeste, o menor (51,9%). Em relação ao 2º trimestre do ano anterior, houve alta no nível da ocupação no Nordeste.

No 2º trimestre de 2014, o nível da ocupação foi estimado em 68,4% para os homens e 46,4% para as mulheres. Essa diferença foi verificada em todas as regiões, sendo que na Norte, estava maior a diferença e na Sul, a menor. Também no 2º trimestre de 2014, o nível da ocupação do grupo etário de 25 a 39 anos foi estimado em 75,8% e, para o grupo de 40 a 59 anos, em 69,4%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esta estimativa era 57,5%. Entre os menores de idade (de 14 a 17 anos) esta estimativa foi 16,3%, enquanto entre os idosos (60 anos ou mais), 21,9%.

O nível da ocupação dos jovens de 18 a 24 anos nas regiões Sul (67,1%) e Centro-Oeste (61,5%) ficou próximo ao observado no Nordeste para os adultos de 25 a 39 anos (69,0%) e 40 a 59 anos (65,0%).

A Pnad Contínua referente ao segundo trimestre tinha divulgação prevista para agosto deste ano, mas foi adiada por conta da paralisação parcial de servidores, entre maio e agosto. O resultado do terceiro trimestre será divulgado no final de dezembro. A cada trimestre, a Pnad Contínua investiga 211.344 domicílios particulares permanentes em cerca de 16 mil setores censitários, distribuídos em 3,5 mil municípios.

Fonte: com informações do IBGE.

Sexta-feira, 31 de outubro de 2014 às 18:19

Mais mulheres assumem a chefia das famílias, revela pesquisa do IBGE

Em 2000, as mulheres comandavam 24,9% dos 44,8 milhões de domicílios particulares existentes no País. Em 2010, essa proporção cresceu para 38,7% dos 57,3 milhões de domicílios brasileiros, o que representam um aumento de 13,7 pontos percentuais, segundo as Estatísticas de Gênero – Uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010, produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgadas nesta sexta-feira (31).

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Este indicador se eleva ligeiramente a 39,3% para famílias em áreas urbanas e diminuiu consideravelmente (24,8%) para famílias em áreas rurais. Do total de famílias com responsável de cor ou raça preta ou parda, 38,7% tinham a mulher nesta condição.

Nas famílias formadas pelo responsável sem cônjuge e com filho(s), as mulheres foram maioria na condição de responsável (87,4%). O critério para definir a pessoa responsável pela família é de que aquela pessoa seja reconhecida como tal pelos demais membros do domicílio.

Quando se observa o tipo de composição familiar, a proporção de mulheres responsáveis pela família foi inferior à média nacional naquelas compostas por casal com filho (23,8%) ou casal sem filho (22,7%).

Contribuição delas no rendimento familiar
O indicador utilizado para analisar a contribuição do rendimento monetário das mulheres foi a média do percentual do rendimento monetário das mulheres, de dez anos ou mais de idade, em relação ao rendimento monetário familiar total.

No Brasil, este indicador foi 40,9%, enquanto para os homens a média da contribuição foi 59,1%, em 2010. Para as mulheres residentes em áreas rurais, a contribuição monetária no rendimento familiar total foi ligeiramente maior (42,4%) em comparação àquelas residentes em áreas urbanas (40,7%). E enquanto no Nordeste o valor chegou a 46,8%, no Centro-Oeste foi o mais baixo entre as regiões, de 37,8%.

Nas famílias em que o responsável era de cor ou raça preta ou parda o indicador chegou a 42,0%, em famílias com responsável de cor ou raça branca a contribuição das mulheres foi 39,7%. Nas famílias formadas por casais, a média da participação do rendimento feminino foi de 33,5% quando não havia filho e de 31,7% quando havia filho na família, enquanto nas famílias monoparentais – responsável sem cônjuge e com filho(s) – o indicador atingiu 70,8%.

Entre 2000 e 2010, a proporção de mulheres na população com ao menos um filho diminuiu nas faixas etárias mais jovens. Em 2010, 37,3% das 50,0 milhões de famílias (únicas e conviventes principais) que residiam em domicílios particulares, tinham a mulher como responsável e a contribuição delas no rendimento familiar era de 40,9% em média. Dos 57,3 milhões de domicílios particulares permanentes em 2010, 38,7% tinham mulheres como responsáveis.

Educação
Quanto à educação, o percentual de jovens de 15 a 17 anos que cursavam o ensino médio (apropriado à sua idade) era de 42,4% para os homens e 52,2% para as mulheres. A proporção de jovens de 15 a 17 anos de idade que só trabalhava era quase o dobro entre os homens (7,6%) se comparada à das mulheres (4,0%). Já a proporção nessa mesma faixa etária dos que não trabalhavam nem estudavam era de 12,6% para as mulheres e 9,1% para os homens.

Caem as proporções de mulheres jovens com filho
A proporção de mulheres de 15 a 19 anos de idade com ao menos um filho nascido vivo diminuiu de 14,8%, em 2000, para 11,8%, em 2010. Essa proporção decresceu de forma substantiva nos grupos de 20 a 24 (de 47,3% para 39,3%), 25 a 29 (de 69,2% para 60,1%) e 30 a 34 anos de idade (de 81,9% para 76,0%) no mesmo período.

Nas áreas urbanas, em 2010, 11,1% das jovens de 15 a 19 anos tinham ao menos um filho nascido vivo, enquanto para áreas rurais este indicador foi de 15,5%. No grupo de mulheres de 25 a 29 anos de idade, a proporção daquelas com algum filho foi de 57,9% em áreas urbanas e 75,4% em áreas rurais.

Quanto aos diferenciais por cor ou raça, enquanto 8,8% das brancas de 15 a 19 anos de idade tinham ao menos um filho nascido vivo, para as pretas ou pardas o indicador foi de 14,1%, em 2010. Essa diferença se ampliou nos grupos de mulheres de 20 a 24 (31,9% das brancas e 45,6% das pretas ou pardas tinham filhos) e 25 a 29 anos de idade (53,4% das brancas e 66,3% das pretas ou pardas).

Mais trabalho e maior avanço salarial
As mulheres tiveram o maior aumento real do rendimento médio de todas as fontes na comparação entre 2000 e 2010, quando avançou 12,0%. A atividade delas no trabalho também subiu mais do que a dos homens no período. A taxa passou de 79,7% para 75,7% entre os homens e de 50,1% para 54,6% entre as mulheres. Mas a desigualdade entre os sexos resiste na patriarcal sociedade brasileira: elas ainda ganham em média 68% do que os homens recebem.

Fonte: com informações do IBGE.

Sexta-feira, 24 de outubro de 2014 às 12:11

Jovens adiam busca pelo emprego e aliviam pressão sobre o mercado de trabalho, aponta IBGE

Os jovens brasileiros estão esperando mais para procurar um emprego, indicam os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada na quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As razões dessa mudança não são captadas pelo levantamento, mas há indícios de que aumento da renda dos domicílios ou busca pela formação escolar e pela capacitação profissional estejam na raiz da nova tendência.

A mudança impactou positivamente a taxa de desocupação de setembro de 2014, que atingiu 4,9%, menor patamar registrado neste mês desde 2002, quando começou a série histórica da pesquisa, superando inclusive as taxas de períodos de forte crescimento da economia do País, como 2003 e 2005.

Segundo a técnica do IBGE, Adriana Araújo Beringuy, responsável pela PME, os jovens, ao lado dos idosos e das mulheres, estão engrossando a fatia do mercado de trabalho chamada de população inativa, aquela que não está empregada e nem buscando emprego.

“O aumento dessa População não Economicamente Ativa (PNEA) diminui a pressão sobre a busca do emprego, gerando um impacto positivo sobre a taxa de desocupação”, explica ela. Fazendo comparação entre setores, a População em Idade Ativa (PIA) cresceu 1,1% em 2014 – essa faixa compreende as pessoas com 10 anos ou mais. Já a População Economicamente Ativa (PEA) caiu 1%, enquanto a PNEA cresceu 3,7% no período analisado pela presente pesquisa.

Adriana acrescenta que esse o movimento atípico no mercado de trabalho foi registrado nos últimos dois anos e se intensificou neste ano. “Quando se observa o gráfico com a evolução da taxa de desocupação no total das seis regiões metropolitanas abrangidas pelo levantamento, se nota um descolamento muito grande dos dados de 2014 em relação aos anos anteriores”, diz ela.

A pesquisadora destaca ainda que houve um aumento da renda das mulheres e o retorno ao mercado de trabalho de um volume expressivo de pessoas acima dos 50 anos, elevando a renda do domicílio, proporcionando aos jovens um ambiente propício à qualificação profissional e ao adiamento da busca pelo emprego.

Como a PME é focada apenas no emprego, ela não capta essa variação na renda do domicílio. Mesmo assim, a pesquisa revelou que o rendimento dos trabalhadores vem crescendo cerca de 1,5% ao ano, em termos reais.

Quinta-feira, 23 de outubro de 2014 às 16:30

Desemprego cai a 4,9% em setembro e atinge menor taxa da história para o mês, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil caiu de 5% em agosto para 4,9% em setembro na seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), chegado assim ao menor patamar para o mês em toda a séria histórica, iniciada em 2002, informou nesta quinta-feira (23) o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). O resultado superou as estimativas do mercado, que giravam em torno de 5,10%.

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Em relação a setembro de 2013 (5,4%), o recuo foi de 0,5 ponto percentual. A população desocupada caiu 20,9% frente a setembro de 2013 e a renda avançou. No mês passado, o rendimento médio real dos trabalhadores teve alta de 0,1%, para R$ 2.067,10, e cresceu 1,5% em relação a setembro de 2013, quando era de R$ 2.035,62.

A massa de renda real dos ocupados somou R$ 48,4 bilhões em setembro, mostrando estabilidade em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2013, a massa cresceu 0,9%. Já a massa de renda real efetiva dos ocupados somou R$ 48,7 bilhões em agosto, uma alta de 0,4% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2013, o aumento foi de 1,9% na massa de renda efetiva.

Ocupação
Em relação a setembro do ano passado, a população desocupada caiu 10,9% (menos 145 mil desempregados). A população desocupada foi estimada e m 1,2 milhão de pessoas, ficando u estável em relação a agosto. Frente a setembro de 2013, houve queda de -10,9%.

O contingente de ocupados somou 23,1 milhões de pessoas, mostrando estabilidade em ambas as comparações. O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (11,7 milhões) também mostrou estabilidade em ambas as comparações.

A redução da população desocupada em relação a agosto último foi puxada por uma queda de 12,3% em São Paulo. No confronto com setembro de 2013, a população desocupada recuou em São Paulo (-23,3%), Rio de Janeiro (-23,2%) e em Belo Horizonte (-17,6%), mas subiu 45,5% em Porto Alegre.

Em setembro de 2014, a população ocupada foi estimada em 23,1 milhões para o conjunto das seis regiões, permanecendo estável em relação a agosto último e a setembro de 2013. Regionalmente, em relação a setembro de 2013, houve alta em Salvador (3,3%) e estabilidade nas demais regiões pesquisadas.

Fonte: com informações do IBGE.

Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 às 11:19

Programa de transferência de renda completa 11 anos ampliando acesso da população mais pobre

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