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Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 às 21:10

Acesso de estudantes pobres à universidade pública cresce 400% entre 2004 e 2013, diz IBGE

O acesso de estudantes de baixa renda nas universidades públicas aumentou 400% entre 2004 e 2013, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE, divulgada nesta quarta-feira (17). Em 2004, apenas 1,4% dos estudantes do ensino superior pertencentes aos 20% com os menores rendimentos (1° quinto) frequentavam universidades públicas. Em 2013, essa proporção chegou a 7,2%.

Analisando de outra forma, em 2004, os 20% mais ricos do País representavam 55% dos universitários da rede pública e 68,9% da rede particular. Em 2013, essas proporções caíram para 38,8% e 43%, respectivamente. Desta forma, os 20% mais pobres, que eram apenas 1,7% dos universitários da rede pública, chegaram a 7,2%.

Na rede privada, a presença dos mais pobres mais do que dobrou, saltando de 1,3% para 3,7%. A proporção de estudantes de 18 a 24 anos na universidade passou de 32,9% em 2004 para 55% em 2013.

Escolaridade aumentou entre os mais pobres
A escolaridade média da população de 25 anos ou mais aumentou entre 2004 e 2013, passando de 6,4 para 7,7 anos de estudo. Esse incremento foi mais intenso entre os 20% com os menores rendimentos, que elevaram de 3,7 para 5,4 os seus anos de estudo.

Entre 2004 e 2013, a proporção de pessoas da faixa etária 25 a 34 anos com ensino superior praticamente dobrou, passando de 8,1% para 15,2%.

A distorção idade-série entre os estudantes do ensino fundamental regular de 13 a 16 anos de idade e que faziam parte do quinto mais pobre era 4,3 vezes maior em relação aos 20% mais ricos (5º quinto) em 2004. Em 2013, a distância entre essas taxas para o 1º quinto e o 5º quinto caiu para 3,3 vezes maior que a taxa dos 20% mais ricos (5°quinto). Os alunos de 13 anos a 16 anos que ainda estavam fora da série adequada eram 41,4% em 2013, contra 47,1% em 2004.

Também houve redução da distorção idade-série dos jovens de 15 anos a 17 anos, isto é, um número maior de alunos está cursando a série adequada à sua idade no ensino médio. Ou seja, em 2004 apenas 44,2% dos alunos dessa faixa etária estavam no ensino médio, em 2013, o percentual subiu para 55,2%.

Os jovens dessa faixa etária que ainda estão no ensino fundamental caíram de 34,7% para 26,7% no período. O número de jovens que não estudam também diminuiu de 18,1% para 15,7%.

A SIS 2014 tem como principal base de informações a Pnad 2013, além de fontes de dados como o Censo Demográfico 2010, a Projeção da População do Brasil por sexo e idade 2013, além de bases de dados do Inep, do Ministério da Educação e Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Seus resultados completos estão disponíveis no link

Fonte: IBGE.

Terça-feira, 9 de dezembro de 2014 às 17:47

Desemprego fica estável em 6,8% no trimestre e Norte se iguala ao Sudeste pela primeira vez

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,8% no terceiro trimestre de 2014, mostrando estabilidade em relação ao trimestre anterior e ficando abaixo da registrada em igual período do ano passado, de 6,9%, de acordo com a Pnad Contínua. Pela primeira vez na história da pesquisa, o desemprego na região Norte se igualou ao da região Sudeste, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo IBGE.

Desemprego_estavel_Pnad_IBGE

O desemprego na região caiu 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2013, com redução de 7,5% para 6,9%. Em relação ao segundo trimestre a queda foi de 0,3 ponto percentual. Em comparação, no Sudeste a taxa ficou em 6,9%, praticamente estável em relação ao segundo trimestre de 2014 (6,9%) e a igual período de 2013 (7%).

O nível de ocupação no Brasil para o mesmo período (56,8%) permaneceu estável frente ao 2º trimestre do mesmo ano (56,9%) e em relação ao 3º trimestre de 2013 (57,1%). A população ocupada avançou 0,2%, enquanto a população desocupada caiu – 0,9% deixando a taxa geral em estabilidade.

A região Nordeste apresentou o maior percentual de pessoas fora da força de trabalho (43,2%), e as regiões Centro-Oeste (34,9%) e Sul (36,2%), os menores. Esta configuração não se alterou significativamente ao longo da série histórica. As mulheres eram maioria nessa população: 66,3% no 3º trimestre de 2014. Em todas as regiões o comportamento foi similar. Aproximadamente um terço (34,4%) da população fora da força de trabalho era idosa (com 60 anos ou mais de idade). Aqueles com menos de 25 anos de idade eram 29,1% e os adultos (25 a 59 anos) eram 36,5%.

Carteira assinada
Segundo a Pnad, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada no terceiro trimestre deste ano, avanço de 1,5 ponto percentual em relação ao 3º trimestre de 2013.

Entre os trabalhadores domésticos, 32% tinham carteira assinada, contra 29,9% em igual período de 3013. Militares e servidores estatutários correspondiam a 68,2% dos empregados do setor público. Apesar do avanço em relação ao 3º trimestre de 2013, houve redução no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado frente ao trimestre anterior, de 227 mil. As regiões Norte (65,6%) e Nordeste (63,0%) mostraram os menores percentuais nesse indicador.

Norte e Nordeste têm maiores percentuais de trabalhadores por conta própria
A população ocupada, no 3° trimestre de 2014, era composta por 69,8% de empregados, 4,1% de empregadores, 23,3% de trabalhadores por conta própria e 2,8% de trabalhadores familiares auxiliares. Ao longo da série histórica da pesquisa essa composição não se alterou significativamente.

Nas regiões Norte (30,2%) e Nordeste (29,4%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões. O mesmo foi constatado para os trabalhadores familiares auxiliares: 7,1% na região Norte e 4,3% na região Nordeste (4,3%).

Dados resumidos
No 3º trimestre de 2014, a região Nordeste foi a que apresentou a maior taxa de desocupação, 8,6%, e a região Sul, a menor, 4,2%. Em relação ao 3º trimestre de 2013, a taxa da região Nordeste caiu 0,4 ponto percentual. A região Norte destacou-se com redução no mesmo período de 0,6 ponto percentual, de 7,5% passou para 6,9%, e igualou-se pela primeira vez na série histórica à taxa da região Sudeste (6,9%). Foram verificadas ainda diferenças significativas na taxa de desocupação entre homens (5,7%) e mulheres (8,2%).

Segundo o IBGE, a Pnad Contínua utiliza os novos conceitos recomendados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com informações do IBGE.

Quinta-feira, 4 de dezembro de 2014 às 17:34

Ministério da Saúde detalha regras da Lei Antifumo

Os estabelecimentos comerciais destinados especificamente à comercialização de produtos de fumo e os ambientes fechados onde o fumo será permitido, como tabacarias, locais de pesquisas e sets de filmagens, precisarão se adequar para atender às regras da Lei Antifumo, em vigor desde a última quarta-feira (3).

Regulamentação proíbe fumar em ambientes fechados de todo País. Antes da lei federal, oito estados já tinham normas próprias. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Regulamentação proíbe fumar em ambientes fechados de todo País. Antes da lei federal, oito estados já tinham normas próprias. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Esses locais deverão possuir uma área exclusiva para o consumo, com sistema de ventilação por exaustão capaz de reduzir o acúmulo de emissões de fumaça no seu interior e evitar a contaminação dos demais ambientes. Nesses ambientes, não será permitida a venda e fornecimento de alimentos e bebidas. Os fumantes, no entanto, poderão levar para o interior do local o que forem consumir.

“Esta não é uma ação isolada, que começou agora, é uma luta histórica. Estamos acumulando sucessivas conquistas no controle do tabaco, que impacta na saúde, na vida e na morte do brasileiro. O tabagismo é um desafio para toda sociedade, não somente para o sistema público de saúde. O impacto sobre a mortalidade da população brasileira mostra a necessidade de construir ações protetivas do cidadão”, afirmou o Ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Além disso, o ministro destacou que a lei não cerceia o direito de fumar do fumante, mas garante o direito do não-fumante a não ser exposto à fumaça e aos malefícios do fumo passivo.

As novas regras foram definidas em portaria assinada nesta quinta-feira (4) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e pelo ministro interino do Trabalho e Emprego, Nilton Machado. O documento estabelece as medidas de proteção aos trabalhadores expostos ao fumo durante o exercício da profissão. Onde for necessária a presença de trabalhadores para a execução de suas atividades, como cinegrafistas em sets de filmagens e cientistas em locais de pesquisa, deverão ser adotadas medidas para minimizar o tempo de permanência dos profissionais.

Os estabelecimentos já existentes terão o prazo máximo de 180 dias para se adaptarem às normas. O descumprimento constitui infração de natureza sanitária com previsão de multa que varia de R$ 5 mil a R$ 1,5 milhão.

Legislação
A regulamentação das regras para proteger o trabalhador já estava prevista no Decreto 8.262/14, conhecido como Lei Antifumo. A legislação proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos derivados ou não do tabaco, em locais de uso coletivo, públicos ou privados, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado. Os narguilés também estão vetados.

A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros nos display dos pontos de venda. Outra obrigatoriedade prevista é o aumento dos espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco e a presença de advertências em 30% da parte frontal das embalagens dos produtos a partir de 2016.

Os estabelecimentos comerciais são responsáveis por garantir o ambiente livre do tabaco e cabe a eles orientar os clientes sobre a lei e pedir para que não fumem. Em casos de desrespeito à lei, o estabelecimento poderá receber advertência e multa, além de ser interditado e ter seu alvará de funcionamento cancelado. As vigilâncias sanitárias dos estados e municípios e as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego ficarão encarregadas de fiscalizar o cumprimento da legislação.

Fumo em queda
No Brasil, o número de fumantes permanece em queda. Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o percentual caiu 28% nas capitais brasileiras, nos últimos oito anos. Em 2006, 15,7% da população adulta que vivia nas capitais fumava. Em 2013, o número caiu para 11,3%. O dado é três vezes menor que o índice de 1989, quando IBGE apontou 34,8% de fumantes na população. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 9% nas capitais até 2022.

Responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil, o tabagismo é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina expõe os fumantes continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, fator de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer como o de pulmão e brônquios. Esse tipo de tumor é o de maior letalidade entre os homens brasileiros e o segundo entre as mulheres.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para quem deseja parar de fumar. Atualmente, 23.387 equipes da família, em 4.375 municípios, estão preparadas para atender à população. Além do acompanhamento profissional, são oferecidos medicamentos, como adesivos, pastilha e gomas de mascar. O Ministério da Saúde destinou R$ 41 milhões para compra desses medicamentos, o que permitiu o tratamento de mais de 145 mil tabagistas em 2014.

Quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 às 10:15

Governo estimula inclusão social e participação plena das pessoas com deficiência

No Brasil, mais de 45 milhões de pessoas possuem alguma deficiência, segundo dados do IBGE. Esse número representa quase 24% da população brasileira que encontram todos os dias dificuldades de locomoção, de integração no mercado de trabalho e de inserção social. É em favor dessas pessoas que se comemora, nesta quarta-feira (3), o Dia Internacional da Pessoa com a Deficiência.

Com o objetivo de promover a ampliação de oportunidades e a equiparações de direitos para essa população, o Governo Federal tem estimulado a capacitação profissional e investido na promoção do direito à locomoção das pessoas com deficiência, através do Programa Viver sem Limites. Só de 2011 para cá, foram mais de 15 mil matrículas em cursos do Pronatec voltadas para o público. Na semana passada, foi publicado no Diário Oficial da União uma versão do programa de qualificação técnica do Governo Federal voltada especificamente para as pessoas com deficiência: o Pronatec Viver Sem Limites, que pretende inserir socialmente, cada vez, o público.

Como parte dessa política inclusiva, a Presidência da República também lançou o Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência dentro das suas dependências com o objetivo de garantir inserção, plena participação e exercício dos direitos humanos aos seus servidores e visitantes. É o que destaca a assessora especial da Secretaria Geral da Presidência, Laís Carvalho de Figueiredo Lopes. Segundo Laís, conviver com colegas com deficiência é presenciar um exercício contínuo da superação de limites.

“A ideia de criar um programa de inclusão de pessoas com deficiência na Presidência da República é estimulada pela necessidade de valorização das pessoas com deficiência como protagonistas da sua própria história. A gente pretende que esse processo se fortaleça e que nos próximos anos a gente tenha cada vez mais pessoas com deficiência trabalhando nas diversas funções, trazendo sua competência para o ambiente profissional e transformando a sociedade num ambiente realmente mais inclusivo”, destaca.

Sexta-feira, 28 de novembro de 2014 às 16:17

Indústria reage com alta de 1,7% no trimestre e puxa fim da recessão técnica do PIB

A indústria, que amargava resultados negativos há quatro trimestres, surpreendeu o mercado e liderou a volta do crescimento do Produto Interno Brasileiro (PIB), com avanço de 1,7% neste trimestre frente aos três meses anteriores, já descontados os fatores temporários (sazonais). A expectativa do mercado era de um crescimento em torno de 0,8% neste setor. Com isso, entre outros fatores, o PIB brasileiro saiu da chamada recessão técnica e cresceu 0,1% de julho a setembro, na comparação com o trimestre anterior, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento na indústria é importante porque significa maior valor agregado nos produtos para exportação, estímulo à tecnologia e inovação e empregos mais qualificados no mercado interno.

Ao mesmo tempo, a taxa de investimento, representada pela formação bruta de capital fixo, avançou 1,3% no trimestre – mais um dado positivo que pode ter ajudado a alavancar a recuperação da indústria. A taxa de investimento atingiu 17,4% do PIB no terceiro trimestre.

Crescimento na indústria é generalizado
No setor da indústria, que tem mostrado reação frente aos estímulos concedidos pelo governo, todos os subsetores cresceram em relação ao trimestre anterior. Destaque para o avanço de 2,2% da extrativa mineral, seguido por construção civil (1,3%), indústria de transformação (0,7%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,1%).

Em relação a igual período de 2013, a indústria extrativa mineral teve expansão de 8,2%, com aumento das extrações de petróleo e gás natural e de minerais ferrosos.

Outro segmento que puxou o avanço do PIB no trimestre foi o de serviços, com alta de 0,5%.

Segundo o IBGE, no acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2014, o PIB registrou crescimento de 0,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no resultado acumulado do ano até o mês de setembro, a variação positiva foi de 0,2% em relação a igual período de 2013. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2014 alcançou R$ 1.289,1 bilhões.

Setores
Nos serviços, o crescimento foi puxado por transporte, armazenagem e correio (1,4%) e intermediação financeira e seguros (0,6%). As demais atividades também registraram variação positiva: atividades imobiliárias e aluguel (0,5%), comércio (0,4%), administração, saúde e educação pública(0,4%), outros serviços (0,3%) e serviços de informação (0,1%).

Na comparação com o 3º trimestre de 2013, os serviços apresentaram crescimento de 0,5%, novamente com destaque para intermediação financeira e seguros (3,2%), além de serviços imobiliários e aluguel (2,0%) e serviços de informação (2,0%).

Na comparação com igual período de 2013, o PIB do terceiro trimestre apresentou variação negativa de -0,2%. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País. A recessão técnica é caracterizada pela queda do PIB em dois trimestres seguidos, como ocorreu no primeiro e no segundo trimestres deste ano (quedas de 0,2% e 0,6%, respectivamente).

Quarta-feira, 19 de novembro de 2014 às 19:00

Prévia da inflação oficial cai a 0,38% em novembro

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo relativo aos primeiros 15 dias de novembro (IPCA-15), caiu a 0, 38%, representando um recuo de 0, 10 ponto percentual abaixo da taxa de 0,48% de outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o resultando, afirmando que a economia brasileira voltou a se aquecer gradualmente no segundo semestre. “Inflação em queda, desemprego diminuindo, aumento do crédito e o bom resultado do comércio varejista demonstra que estamos em recuperação e não estão percebendo isso”, ressaltou após comentar os últimos dados econômicos.

Para Mantega, a desaceleração do (IPCA-15) em novembro “é uma boa notícia” e significa que a inflação está cedendo. “Normalmente, nessa época do ano, a inflação se acelera um pouco, o que não está acontecendo”, ressaltou.

O ministro ainda comentou a alta de 0,6% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em setembro: “É um bom número. Se isso se confirmar no PIB, mostra que não houve recessão”, explicou, acrescentando que a economia está crescendo mais no terceiro trimestre e no quarto.

Alimentos puxaram queda
Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 situou-se em 6, 42%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6, 62%). Em novembro de 2013, a taxa havia sido 0, 57%. A queda na primeira semana de novembro foi puxada pela desaceleração nos preços dos alimentos na passagem de outubro para novembro. O avanço do grupo Alimentação e Bebidas ficou em 0, 56%, ante uma alta de 0, 69% em outubro. Os alimentos contribuíram com 0, 14 ponto porcentual no IPCA-15 de novembro.

Entre alimentos cujos preços perderam força neste início de novembro, estão cebola (- 12,49%), farinha de mandioca (- 2,98%) e leite longa vida (- 2,89%). No sentido inverso, o item carnes subiu 1,90% (0,05 ponto porcentual), seguida de batata-inglesa (13,85%), tomate (12,12%) e frutas (2,80%). A maioria dos grupos de produtos e serviços pesquisados também apresentou variações inferiores às do mês anterior. Por ordem de impacto vieram, do grupo Habitação (de 0,80% em outubro para 0,56% em novembro), os itens energia elétrica (1,17%) e aluguel (0,62%), ambos com 0,03 ponto percentual.

Contribuíram para a variação das contas de energia elétrica, as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (3,74%), com reajuste de 17,75% em uma das concessionárias, em vigor a partir de 7 de novembro, e de São Paulo (1,52%), cujo reajuste de 20,61% em uma das concessionárias está em vigor desde 23 de outubro. Nas demais regiões as variações nas contas decorrem de alterações nas alíquotas do PIS/Pasep/Cofins.

Repetindo o impacto de 0,03 ponto percentual, a gasolina (0,68%) e o conserto de automóvel (1,68%) se juntaram aos itens anteriores, pressionando o grupo Transportes (de 0,25% em outubro para 0,20% em novembro), apesar da queda nos preços de outros itens como passagem aérea (- 2,35%) e ônibus interestadual (- 0,50%). O aumento de 0,68% no preço da gasolina refletiu parte do reajuste de 3,00% que passou a vigorar nas refinarias a partir de 7 de novembro.

Regiões
Dentre os índices regionais, o menor índice foi o de Brasília (0,15%) em virtude da queda de 6,50% nos preços das passagens aéreas, com peso de 2,22% e impacto de -0,14 ponto percentual.

O maior foi o de Goiânia (0,77%), onde os combustíveis (6,77%) foram responsáveis por 0,44 ponto percentual do índice do mês, com alta de 6,72% na gasolina e 10,38% no etanol.

Fonte: Com informações do IBGE e Ministério da Fazenda

Quarta-feira, 19 de novembro de 2014 às 11:36

Desemprego no Brasil cai ao menor nível para outubro da série histórica, diz IBGE

A taxa de desemprego caiu de 4,9% em setembro para 4,7% em outubro no conjunto das seis regiões metropolitanas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para o mês de outubro desde o inicio da série histórica, em março de 2002, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quarta-feira (19). Em outubro de 2002, a taxa estava em 11,2% também de acordo com o IBGE.

A taxa superou expectativas do mercado, que rodava em torno de 4,8%. A quantidade de pessoas desocupadas somou 1,1 milhão, mostrando estabilidade em relação a setembro e queda de 10,1% frente ao mesmo período de 2013.

No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada ficou em 11,7 milhões, sem variação significativa nas duas comparações.

População ocupada cresceu
A população ocupada chegou a 23,3 milhões, alta de 0,8% na comparação mensal e estabilidade diante de outubro de 2013. A população não economicamente ativa foi estimada em 19 milhões. Em relação a setembro, houve estabilidade e, frente a outubro de 2013, cresceu 3,3%.

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado, em outubro de 2014, em 53,6%, para o total das seis regiões investigadas, registrando alta de 0,4 ponto percentual frente a setembro (53,2%) e queda de 0,6% no confronto com outubro do ano passado (54,2%).

Rendimento médio aumenta em todas as regiões
Em relação a setembro, o rendimento cresceu em Salvador (9,7%), Belo Horizonte (4,6%), Rio de Janeiro (0,8%) e São Paulo (2,8%); caiu em Porto Alegre (-1,8%) e não se alterou em Recife. Na comparação com outubro de 2013, o rendimento apresentou acréscimo em todas as regiões, com destaque para o Rio de Janeiro (8,6%) e Recife (8,4%).

Na classificação por grupamentos de atividade, para o total das seis regiões, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em relação a setembro de 2014 foi na Indústria (6,4%). Nenhum grupamento apresentou queda e Educação, Saúde, Administração Pública manteve-se estável. Na comparação anual, foi obervado aumento em todos os grupamentos, sendo o mais expressivo na Indústria (6,1%).

Regiões
Regionalmente, na comparação mensal, o cenário foi de estabilidade em todas as regiões. No confronto com outubro do ano passado, em Belo Horizonte, esse indicador caiu 1,9 ponto percentual (de 56,5% para 54,6%), e em Salvador ocorreu elevação de 1,6 ponto percentual (passou de 52,0% para 53,6%).

Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade de setembro para outubro de 2014, observou-se estabilidade em todos os grupamentos. Em comparação com outubro do ano passado, houve queda de 4,0% no Comércio e alta de 4,4% em Outros serviços.

Já na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido se deu entre os trabalhadores por conta própria, tanto na comparação mensal (5,2%) quanto na anual (6,0%). Militares e funcionários públicos estatutários apresentaram queda na comparação mensal (-1,5%) e, na comparação anual, os empregados sem carteira do setor privado mostraram rendimento estável.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Fonte: Com informações do IBGE.

Terça-feira, 18 de novembro de 2014 às 12:21

Crescimento acelera no setor de serviços e avança 6,4% em setembro, diz IBGE

O setor de serviços registrou crescimento nominal (sem descontar a inflação do período) de 6,4% em setembro, na comparação com igual mês de 2013. A alta de quase dois pontos percentuais ficou bem acima da registrada em agosto, quando avançou 4,5%, e em julho (crescimento de 4,6%). Apenas neste ano, o indicador acumula uma alta de 6,6% e, em 12 meses, de 7,1%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No acumulado do terceiro trimestre, o crescimento do setor de serviços avançou 5,1% frente ao mesmo período de 2013. Em setembro, os serviços prestados às famílias cresceram 7,7%; os serviços de informação e comunicação, 2,7%; os serviços profissionais, administrativos e complementares, 11,1%; transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 6,5%; e outros serviços, 9,0%.

No cálculo geral, segundo o IBGE, a alta de setembro foi puxada pelo bom desempenho do setor de serviços de informação que superou as marcas alcançadas em julho e agosto. Esse segmento tem peso de 35,7% no levantamento. Com o resultado, o peso na taxa relativa passou de 13,3% para 14,1%, entre agosto e setembro.

O instituto também destacou a contribuição do segmento transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, que registrou alta de 6,5%, bem superior às taxas de 3,2% de agosto e de 4,6% de julho. Esse segmento tem peso de 30,7% no levantamento e, com o avanço, aumentou sua participação relativa de 22,2% para 32,8%.

O crescimento dos serviços profissionais, administrativos e complementares ficou em 11,1% em setembro, superior às variações de agosto (7,7%) e de julho (7,0%). Os serviços técnico-profissionais, que abrangem os serviços intensivos em conhecimento, cresceram 10,6% e os serviços administrativos e complementares, que abrangem os serviços intensivos em mão-de-obra, 11,2%. Com uma contribuição absoluta de 2,3 pontos percentuais, esse segmento contribuiu, em termos relativos, com 35,9% para a composição do índice geral.

O IBGE considera os avanços registrados em setembro e outubro normalmente se devem ao fato de as indústrias começarem a demandar mais matérias primas, a fim de aumentar sua produção para atender os consumidores no período do Natal. Além disso, a pesquisa constatou em setembro uma recuperação do setor de transporte aéreo, após a queda registrada durante a Copa do Mundo, tanto no segmento de voos de negócios, quanto lazer.

Regionalmente, as maiores altas vieram do Distrito Federal (20,6%), Ceará (11,8%) e Tocantins (11,0%), seguido por Rio Grande do Norte (1,0%), Minas Gerais (1,3%) e Piauí (1,4%). Apresentaram variações nominais negativas Roraima (-1,8%), Mato Grosso (-1,1%) e Amapá (-1,0%).

Com informações do IBGE.

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014 às 10:00

Brasil deve colher nova safra recorde de 198,3 milhões de toneladas de grãos em 2015

O Brasil deverá colher uma safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas de 198,3 milhões de toneladas em 2015, o que representa um aumento de 2,5% em relação à deste ano, segundo a primeira estimativa divulgada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O avanço deverá ser puxado especialmente pela soja, cuja safra deverá ser 9% maior que a de 2014, com aumento de 1,6% na área prevista. Entre os seis produtos de maior relevância na safra de verão, cinco apresentam variações positivas na produção: feijão 1ª safra (11,0%), amendoim (em casca) 1ª safra (10,7%), soja (9,0%), arroz (em casca) 1,4% e o milho 1ª safra (0,3%). O algodão herbáceo registrou variação negativa na produção, de 8%.

A estimativa da área a ser colhida é de 56,2 milhões de hectares, apresentou acréscimo de 6,3% frente à área colhida em 2013 (52,8 milhões de hectares) e de 0,4% em relação ao mês anterior. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que somados representaram 91,4% da estimativa da produção e responderam por 85,0% da área a ser colhida.
Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 660 hectares na área de arroz e de 8,3% na área da soja.

O milho teve sua área a ser colhida reduzida em 0,7%. No que se refere à produção, houve acréscimos de 3,4% para o arroz, 5,6% para a soja e diminuição de 2,7% para o milho, quando comparado a 2013.

Regiões
Nessa avaliação para 2014, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 24,4%, seguido pelo Paraná (18,5%) e Rio Grande do Sul (15,6%), que somados representaram 58,5% do total nacional previsto.

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 82,1 milhões de toneladas; região Sul, 72,3 milhões de toneladas; Sudeste, 17,8 milhões de toneladas; Nordeste, 15,8 milhões de toneladas e Norte, 5,5 milhões de toneladas.

Comparativamente à safra passada, foi constatado incremento de 10,0% na região Norte, de 32,2% na região Nordeste e de 4,7% na Região Centro-Oeste. As regiões Sul e Sudeste apresentaram, respectivamente, diminuição de 1,1% e 9,8% em relação à produção do ano anterior.

Fonte: com informações do IBGE.

Sexta-feira, 7 de novembro de 2014 às 14:00

Inflação oficial desacelera para 0,42% em outubro, informa IBGE

A inflação oficial do País, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou de 0,57% em setembro para 0,42% em outubro, de acordo com dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (7). Em igual mês do ano passado, o avanço era maior, de 0,57%.

Em 12 meses, o indicador acumula alta de 6,59%, abaixo dos 6,75% no mês anterior, mas ainda acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%. A taxa, nessa apuração, é a maior para o mês de outubro desde 2011. No ano, de janeiro a outubro, o IPCA tem alta de 5,05%.

A queda foi puxa por uma alta menor nos grupos alimentação e bebidas e transportes, que representam 43,23% das despesas das famílias. Com esse resultado de setembro, o indicador acumula alta de 5,05% em 2014. Em igual período do ano passado, tinha subido 4,38%.

Muitos produtos perderam força de um mês para o outro, especialmente as carnes, que passaram de 3,17% para 1,46%. “Mesmo assim, o item carnes, com 0, 04 ponto percentual, permaneceu com o status de principal impacto adquirido no mês passado”, afirmou o IBGE.

Entre as altas, o tomate passou de -9,42% em setembro para 12,37% em outubro, por ter voltado a subir, se destaca no grupo Alimentação e Bebidas (de 0,78% para 0,46%). Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,59%, abaixo dos 6,75% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2013, a taxa havia sido 0,57%.

Passagem aérea tem forte recuo
No grupo dos Transportes (de 0,63% em setembro para 0,39% em outubro), foi o item passagem aérea que mostrou forte recuo, indo para 1,94% após a alta de 17,85% de setembro. Além deste, outros itens recuaram, a exemplo do conserto de automóvel (de 1,35% para 0,92%) e do automóvel novo (de 0,76% para 0,61%).

Por outro lado, tanto a gasolina quanto o etanol foram para 0,18%, enquanto haviam registrado queda de, respectivamente, 0,07% e 0,01% em setembro.

Junto com Alimentos e Transportes outros cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados reduziram suas taxas. No caso de Habitação (de 0,77% em setembro para 0,68% em outubro), ainda que tenha desacelerado, ficou com o maior resultado de grupo.

Os destaques foram a energia elétrica (de 1,37% para 1,20%), aluguel (de 0,57% para 0,61%) e mão de obra para pequenos reparos (de 1,04% para 0,82%). A propósito da mão de obra, o resultado de 0,82% sobressai tendo em vista que as informações de rendimentos da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) das regiões metropolitanas de Porto Alegre e Salvador não estiveram disponíveis para cálculo dos índices de julho, agosto e setembro, o que levou à adaptação da metodologia.

Fonte: com informações do IBGE.

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