Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:

Quarta-feira, 27 de julho de 2011 às 17:33

Unidades de saúde deverão notificar compulsoriamente casos de agressão a idosos

Os estabelecimentos de saúde públicos e privados que prestarem atendimento a idosos vítimas de violência ou maus tratos deverão notificar compulsoriamente, às autoridades competentes, os casos de agressão. Lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada nesta quarta-feira (27/7) no Diário Oficial da União altera texto do Estatuto do Idoso e visa ampliar a proteção à população com mais de 60 anos.

Para os efeitos da lei, que entra em vigor em 90 dias, considera-se violência contra o idoso “qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico”.

Além de tipificar a violência, a nova lei obriga também os estabelecimentos e gestores de saúde a notificarem, não somente os profissionais. Para a ministra Maria do Rosário, trata-se de um avanço para o setor.

“Essa lei significa um avanço na proteção dos idosos. A tipificação da violência contra as pessoas idosas vai facilitar as notificações, o que nos ajudará a planejar e implementar políticas públicas para este segmento da população, que cresce rapidamente em nosso país. Estimativas do IBGE para os próximos 30 anos indicam que a população idosa vai ultrapassar 50 milhões de pessoas, alcançando cerca de 28% da população”, avalia.

A ministra comenta ainda que a nova lei chega em momento oportuno. “A medida, inclusive, vem em boa hora, visto que no final do ano realizaremos a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, ocasião em que representantes da sociedade civil e de governos municipais, estaduais e federal se reunirão para traçar, em conjunto, as principais diretrizes para as pessoas idosas”, afirma Maria do Rosário.

Dados do Disque Direitos Humanos (Disque 100), coordenado pela SDH/PR, registram um total de 3.049 denúncias de violências contra idosos em todo o país, entre janeiro e junho deste ano. O estado com maior número de denúncias é o Rio de Janeiro (429), seguido por São Paulo (395) e Bahia (310). Os estados com menor número de denúncias são Roraima (1), Amapá (3) e Acre (6).

Qualquer cidadão pode acionar o Disque Direitos Humanos, que funciona 24 horas por dia e sete dias por semana. Basta discar o número 100 de qualquer telefone, fixo ou celular. O anonimato é garantido e todas as denúncias são encaminhadas para as autoridades locais competentes.

Censo 2010 – Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é um país que caminha rapidamente para o envelhecimento populacional. Em 2010, a população com 65 anos ou mais representava 7,4% do total de brasileiros, que ultrapassa os 190 milhões de habitantes. Em 1991, essa taxa era 4,8%; passando a 5,9% em 2000.

Outra pesquisa publicada pelo IBGE em setembro de 2010 – a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), que analisa as condições de vida no país com base em diversos estudos – mostra que a expectativa de vida no país aumentou cerca de três anos entre 1999 e 2009. Assim, segundo o Instituto, o brasileiro vive, em média, 73,1 anos. No período avaliado, a expectativa de vida feminina passou de 73,9 anos para 77 anos. Entre os homens, a elevação foi de 66,3 anos para 69,4 anos.

Quarta-feira, 22 de junho de 2011 às 10:43

IBGE: taxa de desemprego é a menor para maio dos últimos nove anos

A taxa de desemprego foi a menor registrada para o mês de maio em nove anos, afirmou nesta quarta-feira (22/6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que analisa seis regiões metropolitanas. A taxa – estimada em 6,4% – representa o mesmo índice de abril deste ano e, comparando-se à maio de 2010 (7,5%), recuou 1,1 ponto percentual.

A população desocupada (1,5 milhão de pessoas) não apresentou variação em relação ao mês anterior e, frente a maio do ano passado, apresentou queda de 13,7%, ou seja, menos 242 mil pessoas a procura de trabalho. A população ocupada (22,4 milhões) apresentou estabilidade em comparação com abril e, no confronto com maio de 2010, ocorreu elevação de 2,5% nessa estimativa, representando um adicional de 552 mil trabalhadores. O número de brasileiros com carteira assinada no setor privado (10,8 milhões) não apresentou variação significativa frente a abril. Na comparação anual, houve uma elevação de 6,7%, representando um adicional de 676 mil postos de trabalho com carteira assinada.

O rendimento real habitual dos ocupados, cuja média é de R$ 1.566,70, representa o valor mais alto para o mês de maio desde 2002 e apresentou alta de 1,1% na comparação mensal e de 4% frente a maio do ano passado. A massa de rendimento real habitual (R$ 35,5 bilhões) ficou 1,6% acima da registrada em abril e cresceu 6,6% em relação a maio do ano passado. Já a massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 35,3 bilhões) estimada em abril de 2011 subiu 1,5% no mês e 6,9% no ano.

Regionalmente, na comparação mensal, a taxa de desocupação registrou variação significativa em duas regiões metropolitanas na comparação com abril de 2011: Belo Horizonte (de 5,3% para 4,7%) e Rio de Janeiro (de 4,8% para 5,4%). Frente a maio de 2010, foram registradas quedas em Recife (2,9 pontos percentuais), Salvador (1,5 ponto percentual), Belo Horizonte (1,1 ponto percentual), Rio de Janeiro (0,9 ponto percentual) e São Paulo (1,1 ponto percentual). Em Porto Alegre ocorreu estabilidade.

Na análise mensal, o contingente de desocupados variou em Belo Horizonte (queda de 11,3%) e no Rio de Janeiro (alta de 13,0%). Frente a maio de 2010, apresentou recuo em Recife (29,3%), Salvador (15,1%), Belo Horizonte (17,4%), Rio de Janeiro (13,4%) e São Paulo (12,1%). Em Porto Alegre ocorreu estabilidade.

Quinta-feira, 2 de junho de 2011 às 12:30

Lançado Plano de Superação da Extrema Pobreza – Brasil Sem Miséria

residenta Dilma Rousseff cumprimenta a presidenta da Cooperativa de Costureiras de Osasco-SP, Marise Alves Prazeres, durante cerimônia de lançamento do Plano de Superação da Extrema Pobreza - Brasil sem Miséria. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasil Sem Miséria A presidenta Dilma Rousseff participou, nesta quinta-feira (2/6), no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília (DF), da cerimônia de lançamento do Plano de Superação da Extrema Pobreza – Brasil sem Miséria. Com o envolvimento direto de oito ministérios, o projeto é uma das bandeiras da presidenta Dilma que tem por foco retirar cerca de 16,2 milhões de brasileiro da extrema pobreza.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que foi recebido mais cedo pela presidenta Dilma, também acompanhou a cerimônia. Foram convidadas cerca de 900 pessoas.

Com base em pesquisa do Ibge, o governo concluiu o universo de cidadãos com renda mensal de até R$ 70, público alvo do plano. Após a cerimônia, está prevista entrevista coletiva da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome,Tereza Campello. Acompanhe pelo Blog do Planalto ao vivo a cerimônia que é transmitida pela TV NBR.

A partir deste instante, os internautas podem acompanhar também as informações do Plano no site do BrasilSemMiséria.

Quinta-feira, 26 de maio de 2011 às 11:50

IBGE registra menor taxa de desempego em abril desde 2002

A taxa de desemprego de abril, estimada em 6,4%, é a mais baixa para o mês desde 2002, informou nesta quinta-feira (26/5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril do ano passado, a desocupação ficou em 7,3%.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), a população desocupada chegou a 1,5 milhão de pessoas e ficou estável em relação ao mês de março de 2011. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, registrou queda de 10,1%. Já a população ocupada somou 22,3 milhões, ficando estável em comparação com março. No confronto com abril de 2010, ocorreu elevação de 2,3% nessa estimativa, representando um adicional de 492 mil ocupados em doze meses.

O estudo aponta que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (10,8 milhões) não apresentou variação significativa em relação a março. Na comparação com abril de 2010, houve aumento de 6,8%, representando um adicional de 686 mil postos de trabalho com carteira assinada. O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.540,00) apresentou recuo de 1,8% na comparação mensal e aumento de 1,8% frente a abril do ano passado.

De acordo com o IBGE, em nenhuma das regiões metropolitanas foi registrada variação significativa se comparado a março. Em relação ao mesmo período de 2010, foram observados recuos em Recife (1,6 ponto percentual), Rio de Janeiro (1,1 ponto percentual) e Porto Alegre (0,8 ponto percentual). Nas outras regiões, houve estabilidade.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Veja aqui a publicação completa da pesquisa.

Terça-feira, 17 de maio de 2011 às 12:37

Brasil cresce mais em cidades de médio porte, diz presidente do IBGE

Presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, foi entrevistado no programa "Brasil em Pauta" desta terça-feira (17/5), na Rádio Nacional. Foto: Antonio Cruz/ABr

No programa “Brasil em Pauta” desta terça-feira (17/5), o diretor-presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, avaliou que uma das grandes informações positivas levantadas pelo Censo 2010 é que o processo de expansão demográfica do Brasil já não está mais concentrado nas grandes cidades brasileiras – como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre – mas se estendendo por uma quantidade importante de cidades de médio porte em todo o país, o que traz mais oportunidades de emprego para a sociedade. Um exemplo disso é a cidade de Rio das Ostras, que do ano 2000 para o ano de 2010 triplicou sua população, e foi o município que mais cresceu em todo o país.

Por outro lado, Pereira Nunes avalia como negativo o fato de o Brasil ainda ter cerca de 16 milhões de pessoas que vivem em uma faixa de renda considerada de extrema pobreza. O diretor-presidente do IBGE afirmou que o primeiro passo em relação à população brasileira considerada de extrema pobreza foi exatamente a identificação de cidadãos nessas condições de vida. Segundo ele, as informações coletadas pelo IBGE foram repassadas ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que está avaliando os dados e elaborando um programa voltado para esse grupo.

Mas o diretor-presidente do IBGE revela que embora se esteja falando de 16 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, essa pobreza não é homogênea no Brasil, pois em cada lugar ela tem características diferentes: no Maranhão é de uma natureza, na periferia de São Paulo é de outra, em Brasília é de outra natureza. E o que o governo federal está fazendo – não o IBGE, ressalta – é analisar as características socioeconômicas de cada um dos grandes grupos (analfabetos, idosos, sem acesso à saneamento etc) para estabelecer políticas públicas específicas.

Ouça abaixo a íntegra da entrevista concedida ao programa “Brasil em Pauta”.

 

Uma outra questão revelada pelo Censo, ao longo dos anos, é o processo cada vez maior de autoreconhecimento do brasileiro em relação à sua cor. Segundo Pereira Nunes, se compararmos o Censo de 2000 com o censo de 2010, houve um aumento da proporção da população que se declarou negra, assim como da que se declarou como indígena. Para se ter ideia, 1,2 milhão não declarou a sua própria cor no Censo de 2000. Esse número caiu para apenas 60 mil pessoas em 2010.

“Isso não quer dizer que a população desse grupo esteja crescendo mais que os demais, não. É simplesmente porque está havendo cada vez mais um autoreconhecimento de cada agrupamento específico (…) ou seja, cada qual se reconhecendo cada vez mais como um cidadão na própria sociedade.”

A questão da idade do brasileiro também é um fator, de acordo com o diretor-presidente do IBGE, que daqui para a frente também passará a fazer parte da agenda de todas as discussões de planejamento da sociedade brasileira para o futuro. A população brasileira está, proporcionalmente, apresentando um número maior de pessoas com mais idade, explicou.

“Só para se ter uma ideia, encontramos no Censo de 2010 cerca de 24 mil pessoas com mais de cem anos de idade.”

Na avaliação dele, a população está envelhecendo por dois motivos que são concomitantes: o cidadão está vivendo cada vez mais, a expectativa de vida está aumentando, e a taxa de fecundidade (dada pelo número médio de filhos que a mulher brasileira tem) está caindo, ou seja, estão nascendo menos crianças.

Pelos dados do IBGE, em 2000 o Brasil tinha 50 milhões de crianças de zero a 14 anos de idade; já em 2010 esse número caiu para 45 milhões. Ou seja, uma queda absoluta de 5 milhões em um país que aumentou – em termos absolutos – em 21 milhões de brasileiros: “Éramos 169 milhões em 2000, e somos 190 milhões em 2010″, esclarece Pereira Nunes. Nesse sentido, deverá haver uma mudança significativa no planejamento da sociedade, explica ele.

“Se eu olho para as próximas décadas eu vejo uma sociedade onde cada vez mais a atenção ao idoso, à saúde, a Previdência Social, o mercado de trabalho, tudo isso terá que levar em consideração uma sociedade envelhecida.”

Em relação à identificação do número atual de homossexuais no país, o diretor-presidente do IBGE explicou que houve a oportunidade de o cidadão responder sobre a sua relação de parentesco com a pessoa de referência do domicílio. Mas o modelo adotado pelo IBGE não conta o total da população que se declara espontaneamente homossexual mas, sim, os casais do mesmo sexo. “Em termos de casais do mesmo sexo, o que nós encontramos no Brasil foi exatamente o número de 60 mil pessoas nessa situação.”

Os dados apurados pelo IBGE sobre analfabetismo (número de pessoas com mais de 15 anos que declaram não saber ler ou escrever) identificaram um índice de 9,6% em 2010. Segundo Nunes, se hoje a taxa de analfabetismo é de 9,6%, cinquenta, quarenta anos atrás essa taxa era de 50% da população. O que aconteceu, explica o diretor do IBGE, é que essas pessoas de antigamente ingressaram no mercado de trabalho, constituíram família, envelheceram, e ainda hoje são os mesmos que compõem o contingente muito grande de analfabetos, ou seja, os que no passado eram jovens e analfabetos, são hoje os idosos e analfabetos.

Então, a taxa de analfabetismo de idosos no Brasil chega a 26% da população, de cada quatro pessoas com mais de 65 anos de idade, quase uma delas é analfabeta, explica Nunes. Já o analfabetismo da população em idade jovem, até 19 anos, por exemplo, é de 2%, o que significa que para o jovem e para a criança de hoje o acesso à escola está universalizado, e o desafio é outro.

“O desafio que o Brasil tem daqui para a frente não é abrir portas para colocar crianças na escola. As portas já existem. O que precisa é fechar as portas para impedir a evasão escolar e garantir um bom ensino para cada criança brasileira.”

De acordo com Pereira Nunes, o Censo 2010 – do ponto de vista do trabalho de campo, da contagem da população, e do tratamento dos dados – já está concluído. O documento pode ser baixado pela internet no endereço www.ibge.gov.br . A partir de agora, cada um dos temas será aprofundado, com análise do perfil da população, da família e de outros fatores. O diretor-presidente do IBGE informou também que daqui para a frente o Instituto fará uma série de publicações, e chamou a atenção para uma que, especificamente, será muito importante para o planejamento urbano das grandes cidades brasileiras: a que vai identificar, em cada bairro do município, as condições de habitação do cidadão. Pereira Nunes explicou que além de fazer perguntas sobre o cidadão e seu domicílio, o IBGE também estuda o entorno da localidade onde o cidadão habita, para saber se tem iluminação publica, saneamento básico, calçamento, arborização, e acessos para a mobilidade de pessoas portadoras de deficiência.

Na avaliação dele, “trata-se de uma série de informações que servem para o planejamento urbano, e para que o governo local possa tomar medidas para melhorar as condições de vida da população.”

Essas informações serão divulgadas pelo IBGE dentro de algumas semanas. Mas antes de divulgar, o Instituto vai discutir com os gestores de cerca de 375 prefeituras onde foram encontradas situações de habitação não adequadas (que são chamadas de aglomerados subnormais), para que eles conheçam a leitura feita pelo IBGE. “Mas isso não significa dizer que se a prefeitura discordar da leitura do IBGE, o IBGE vai mudar, não”, explicou.

“Se a prefeitura discordar e provar que o dado do IBGE não é como a gente está lendo, a gente vai rever. Não necessariamente a revisão implicará em refazer o trabalho que foi feito.”

Terça-feira, 10 de maio de 2011 às 11:26

Safra nacional de grãos deve crescer 6% em 2011, prevê IBGE

IBGE prevê que safra de grãos alcance 158,7 milhões de toneladas em 2011, crescimento de 6% em relação ao ano de 2010. Foto: Arquivo/ABr

O IBGE divulgou nesta terça-feira (10/5), no Rio de Janeiro, a projeção para a safra de grãos em 2011. De acordo com o resultado, a produção nacional atingirá 158,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, superior em 6% à safra recorde obtida em 2010 (149,7 milhões de toneladas). Os dados integram a quarta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011.

A área a ser colhida em 2011, ainda segundo o levantamento divulgado, de 48,6 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 4,3%, frente à área colhida em 2010. As três principais culturas, que somadas representam 90,8% do volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas: o arroz, o milho e a soja, respondem por 82,5% da área a ser colhida registrando, em relação ao ano anterior, variações de 2,1%, 4,1% e 2,8%, respectivamente. Quanto à produção os acréscimos são, nessa ordem, de 18,4%, 3,0% e 6,3%.

Entre as Grandes Regiões, esse volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresenta a seguinte distribuição: Região Sul, 66,0 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 57,0 milhões de toneladas; Sudeste, 16,4 milhões de toneladas; Nordeste, 15,0 milhões de toneladas e Norte, 4,3 milhões de toneladas.

Comparativamente ao ano anterior, são constatados incrementos nas Regiões Norte (7,4%), Nordeste (26,5%), Centro-Oeste (8,5%), Sul (2,8%), e decréscimo na Sudeste (-3,8%). O Paraná, nessa avaliação para 2011, mantém a liderança na produção nacional de grãos, com uma participação de 20,6%, seguido pelo Mato Grosso com 19,9% e Rio Grande do Sul com 17,0%.

Sexta-feira, 29 de abril de 2011 às 14:55

Censo 2010: população brasileira está mais velha e chega a 190.755.799

Censo 2010 aponta crescimento do número de mulheres em relação a quantidade de homens no Brasil. Foto: Arquivo/ABr

O Brasil tem 190.755.799 habitantes. É o que constata a Sinopse do Censo Demográfico 2010, que contém os primeiros resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil, divulgada nesta sexta-feira (29/4) pelo IBGE. Os dados mostram ainda que o país segue a tendência de envelhecimento, que para cada grupo de 100 mulheres há 96 homens e que há mais pessoas se declarando pretas e pardas.

Segundo o Censo 2010, atualmente, 24,1% da população brasileira é menor de 14 anos; em 1991, essa faixa etária representava 34,7% da população. Outro fenômeno verificado é o aumento contínuo da representatividade de idosos: 7,4% da população têm mais de 65 anos, contra 4,8% em 1991.

Já a taxa média anual de crescimento baixou de 1,64%, em 2000, para 1,17%, em 2010. Mesmo assim a população brasileira aumentou quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando foram contados 9.930.478 habitantes. Outro dado aponta que as maiores taxas médias de crescimento anual de população foram observadas nas regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%), seguidas das pelas regiões Nordeste (1,07%), Sudeste (1,05%) e Sul (0,87%).

De acordo com o IBGE, a média de moradores por domicílio caiu para 3,3; em 2000, a relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados era de 3,8. Esse comportamento persistiu tanto na área urbana quanto na área rural, diz o Instituto.

Distribuição por sexo – O levantamento aponta que há 96 homens para cada 100 mulheres no país, resultado em um excedente de 3.941.819 mulheres. Entretanto, nascem mais homens no Brasil: a cada 205 nascimentos, 105 são de homens. A diferença ocorre, segundo o IBGE, porque a taxa de mortalidade masculina é superior. Na relação por situação de domicílio, os homens são maioria no meio rural: 15.696.816 homens para 14.133.191 mulheres. Já no meio urbano, as mulheres seguem à frente, como na média nacional: são 83.215.618 para 77.710.174 homens.

Casais gays – A pesquisa do IBGE mostra que o Brasil já registra mais de 60 mil pessoas vivendo com parceiros do mesmo sexo. A região Sudeste é a que tem mais casais que se assumiram homossexuais, com 32.202. Em seguida, está a região Nordeste, com 12.196; e a Sul, com 8.034. O número representa 0,2% do total de cônjuges (37,547 milhões) em todo o país. É a primeira vez que o dado foi pesquisado.

Negros e pardos – Os dados trazem ainda a informação de que há mais pessoas se declarando pretas e pardas. Este grupo subiu para 43,1% e 7,6%, respectivamente, na década de 2000, enquanto, no censo anterior, era 38,4% e 6,2% do total da população brasileira. Já a população branca representava, em 2010, 47,7% do total; a população amarela (oriental) 1,1% e, a indígena, 0,4%.

Analfabetismo caiu – O Instituto aponta que houve melhora no índice de analfabetismo: hoje 9% da população brasileira não é alfabetizada; em 2000 eram 12,9%. Em números absolutos, 14,6 milhões de pessoas não sabem ler nem escrever, de um universo de 162 milhões de pessoas com mais de 10 anos.

Nos próximos meses, o IBGE divulgará novos dados do Censo de 2010 sobre a estrutura territorial do País, a malha dos setores censitários e novas informações sociais, econômicas, demográficas e domiciliares referentes aos dados do universo, conforme pode ser conferido no calendário de divulgações.

Sexta-feira, 1 de abril de 2011 às 10:27

Produção industrial tem a maior alta em 11 meses e crescimento de 4,6% no bimestre

Em fevereiro de 2011 a produção industrial avançou 1,9%, o resultado mais elevado desde março 2010, quando foi registrado um crescimento de 3,5%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (1/4) pelo IBGE. Na comparação com fevereiro do ano passado, o total da indústria registrou expansão de 6,9%, acima dos 2,4% registrados em janeiro último. Assim, o setor acumulou crescimento de 4,6% no primeiro bimestre de 2011.

A elevação do ritmo da atividade industrial em fevereiro atingiu 17 dos 27 ramos industriais. O setor de alimentos cresceu 6,7%, e veículos automotores 4,7%, exercendo as maiores influências sobre o total da indústria. Enquanto o primeiro ramo, após recuar 5,2% entre setembro e dezembro, avançou pelo segundo mês seguido e acumulou ganho de 7,7% nesse período, o segundo eliminou a queda de 4,2% assinalada em janeiro último.

Também merece destaque – segundo o IBGE – as contribuições positivas vindas de produtos de metal (7,%), metalurgia básica (3,3%), equipamentos médico-hospitalares, ópticos e outros (11%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (6,7%) e bebidas (2,8%). Por outro lado, as principais pressões negativas vieram de outros produtos químicos (-3,7%), edição e impressão (-4%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-5,7%).

Ainda na comparação com o mês anterior, o segmento de bens intermediários (1,3%) alcançou o resultado mais elevado entre as categorias de uso, revertendo as duas taxas ligeiramente negativas de dezembro de 2010 (-0,1%) e de janeiro de 2011 (-0,3%). A produção de bens de capital (0,9%) ficou positiva pelo segundo mês consecutivo, acumulando nesses dois meses ganho de 2,2%. Os setores de bens de consumo semi e não duráveis (-0,2%) e de bens de consumo duráveis (-2,3%) apontaram os resultados negativos.

Média móvel trimestra
l – Com o resultado de 1,9% registrado em fevereiro, o índice de média móvel trimestral mostrou acréscimo de 0,5% na passagem dos trimestres encerrados em janeiro e fevereiro, após apontar variação negativa de 0,2% nos últimos dois meses. O destaque ficou com a produção de bens de consumo duráveis que assinalou crescimento de 1,1% e manteve a sequência de taxas positivas iniciada em setembro último.

Os demais resultados positivos foram observados em bens de capital (0,5%) e em bens intermediários (0,3%), que prosseguiram com a trajetória de crescimento iniciada em outubro de 2010. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis ficou estável em fevereiro, após apontar -0,4% em dezembro de 2010 e -0,1% em janeiro de 2011.

Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 às 13:58

Caged: país fecha janeiro de 2011 com 152 mil empregos gerados

Caged indica criação de 152 mil empregos com carteira assinada em janeiro de 2011. Foto: Arquivo/ABr

Foram criados 152.091 novos empregos formais no mês de janeiro de 2011, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (24/2) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o que representa uma expansão de 0,42% em relação ao estoque de dezembro. Os números indicam que janeiro de 2011 foi o segundo melhor em relação ao saldo da série histórica do Caged para o período, iniciada em 1992. Apenas janeiro de 2010, quando foram criadas mais de 184 mil vagas, superou o aumento registrado no mês passado.

Segundo Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, também divulgada hoje, houve uma queda de 0,8 ponto percentual na taxa de ocupação entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Já em comparação com o mês de janeiro de 2010, a taxa de ocupação subiu 1,1 ponto percentual. A diferença entre as pesquisas é que Caged indica as vagas formais criadas em todo o país; já o IBGE inclui postos formais e informais e analisa apenas seis regiões metropolitanas.

Para o ministro da pasta, Carlos Lupi, a redução da geração de empregos na comparação entre os meses de janeiro de 2010 e 2011 não significa desaceleração da economia. Segundo ele, o que ocorreu foi uma adequação do mercado.

“Não considero uma desaceleração. Nós tivemos em janeiro de 2010 um efeito de crescimento da contratação comparado com as demissões que tivemos em 2009. Então, muitas empresas começaram a recontratar empregados que haviam demitido anteriormente. Em 2010 foram mais de 2,5 milhões de empregos criados. O que vemos agora é uma adequação do emprego ao mercado de trabalho, ao resultado da economia a cada ano”, disse o ministro.

O Caged indica ainda que nos últimos 12 meses houve a criação de 2.107.619 postos de trabalho, equivalente à expansão de 6,23%, o melhor resultado para o período. Em doze meses, incorporando-se as informações prestadas pelas empresas fora do prazo, o volume de emprego atingiu 2.467.372 postos de trabalho, um aumento de 7,34% sobre o período anterior.

Segundo o MTE, os dados demonstram que a expansão do emprego no Brasil foi resultado da evolução quase generalizada dos oito setores da atividade econômica. Dois deles – serviços e extrativa mineral – apresentam geração recorde. Outros dois, por motivos sazonais, revelaram queda: comércio e administração pública.

Entre as unidades da federação, 21 aumentaram o nível de emprego em janeiro. Em cinco delas houve recorde, como nos estados de Goiás e Paraná.

Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 às 12:02

País tem a menor taxa de desemprego nos meses de janeiro desde 2003

O Brasil registrou a menor taxa de desemprego para os meses de janeiro desde 2003, segundo Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira (24/2) pelo IBGE. A taxa de desocupação caiu 1,1 ponto percentual em relação a janeiro de 2010 – quando se registrava 7,2% – e, se comparado a janeiro de 2003 – quando a taxa era de 11,2% -, a queda foi de 5,1 pontos percentuais.

Taxa de desocupação nos meses de janeiro, de 2003 a 2011. Fonte: PME/IBGE

A taxa da população desocupada (1,423 milhão) caiu 15,6% em relação a janeiro do ano passado; já a da população ocupada (22,08 milhões) cresceu 2,2% em relação a janeiro de 2010. O número de trabalhadores com carteira assinada, atualmente de 10,474 milhões, ficou estável em relação à dezembro último e cresceu 6,6% se comparado a janeiro de 2010. Já o rendimento médio real dos trabalhadores, de R$ 1.538,30, subiu 0,5% em relação a dezembro do ano passado e 5,3% comparando com janeiro de 2010.

A massa de rendimento médio real habitual, de R$ 34,6 bilhões, caiu 0,8% no último mês e subiu 8,4% na comparação dos meses de janeiro 2010/2011. A massa de rendimento médio real efetivo, estimada para dezembro de 2010 em R$ 42,9 bilhões, cresceu 18,3% desde dezembro de 2010 e 8,6% na comparação entre os meses de janeiro de 2010 e 2011.

Comparando-se com o mês de dezembro de 2010, houve crescimento de 0,8 ponto percentual na taxa de desocupação e recuo de 1,6% da população ocupada. Segundo o IBGE, isso se deve ao fato de haver, historicamente, um poder de efetivação do emprego menor nos meses de janeiro. Por outro lado, explica o Instituto, o fato de a taxa de emprego ser a melhor no primeiro mês dos últimos anos demonstra que o mercado está mais estável e resistente.

“Nos meses de janeiro, ao pegarmos a série histórica, a taxa de desemprego costuma subir, principalmente em função do desaquecimento do comércio e da dispensa das vagas temporárias. Entretanto, a menor taxa registrada em janeiro nos últimos anos demonstra que, mesmo levando em conta o caráter sazonal, há o reflexo do momento positivo da economia e do crescimento da produção”, afirmou Adriana Beringuy, economista da PME.

A PME inclui postos formais e informais de trabalho e analisa seis regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A pesquisa é divulgada ao final de todos os meses do ano, com dados do mês ante anterior. Essa foi a primeira edição que trouxe informações de 2011.

Tweets

Portal da Copa

Portal da Copa

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-