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Sábado, 20 de setembro de 2014 às 14:25

Novos dados da Pnad reafirmam trajetória de queda das desigualdades

Novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) reafirmam a trajetória de queda das desigualdades e mantêm as principais tendências verificadas nesta década. A correção da análise de dados e microdados, anunciada na sexta-feira (19) pelo governo federal, mostrou, entre outros reparos, a queda nas desigualdades sociais do país, medida pelo índice de Gini, e na desigualdade de renda proveniente do trabalho. Os novos números reforçam que a renda do brasileiro tem aumentado com velocidade crescente, nos últimos anos.

Entre 2011 e 2013, um brasileiro levaria 12,8 anos para ver sua renda mensal dobrar de valor. Se levado em consideração o período iniciado em 1993, esse mesmo cidadão levaria 23,6 anos para ver sua renda dobrar, apontam os dados revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os ministros Miriam Belchior, Tereza Campello, Henrique Paim e Marcelo Néri, durante coletiva sobre a correção dos dados da Pnad. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

Os ministros Miriam Belchior, Tereza Campello, Henrique Paim e Marcelo Néri, durante coletiva sobre a correção dos dados da Pnad. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Néri, observou que, apesar de ainda não haver números consolidados, 2014 deverá marcar a maior queda na desigualdade nos últimos dez anos.

Ele citou , como exemplo dessa tendência, o índice que aponta queda nas diferenças de renda familiar per capita. Segundo ele, o índice foi de 0,527 em 2011 para 0,524 em 2012 e 0,522 em 2013. Quanto mais próximo de 1 mais desigual e, portanto, a diminuição do índice é um resultado positivo para o país.

Néri ainda ressaltou que o rendimento dos brasileiros cresceu, em média, 5,5% por ano entre 2011 e 2013, e que a desigualdade também atingiu, no ano passado, seu menor nível histórico em outras dimensões, como nos rendimentos do trabalho e nos rendimentos pessoais de todas as fontes.

Apesar de o percentual de pessoas que ganham até um salário mínimo ter ficado em 25,2% da população ocupada em 2013, e não 24,8%, a desigualdade diminuiu porque a taxa dos que ganham de cinco a 20 salários mínimos passou de 7,6% para 7,3% entre as duas análises e os que recebem mais de 20 salários mínimos permaneceu em 0,7%.

Já o rendimento mensal do trabalho variou menos do que o estimado: 3,8%, e não 5,7%, com isso, o valor do rendimento médio mensal ficou em R$ 1.651, e não R$ 1.681. “O mundo está em crise e o Brasil continua aumentando a renda por dois anos consecutivos”, afirmou a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

No caso do desemprego, a taxa de 6,5% em 2013 não foi alterada pela correção dos dados da Pnad, mantendo-se em patamar baixo quando comparado a diversos países que enfrentam problema de desemprego.
A taxa de desocupação permanece a mesma, de 6,3% da população, mas o contingente de pessoas é 6,637 milhões, e não 6,693 milhões. O nível de ocupação total ficou em 61,8% da população, no lugar de 61,2%. O trabalho infantil caiu 10,6%, e não 12,3% divulgado.

Educação
Ainda de acordo com os dados revisados, a taxa de analfabetismo em 2012 era 8,7% da população e caiu para 8,5%. O dado divulgado anteriormente foi 8,3%. “Na faixa de 15-29 anos, fechamos a torneira o analfabetismo. Mantiveram trajetória de melhoria em todos os indicadores. As oportunidades estão sendo geradas pelo governo e refletem nos dados, principalmente, de quem está fazendo curso técnico”, afirmou o ministro da Educação, Henrique Paim.

Após a correção dos dados, permaneceu a tendência de aumento de escolarização das crianças. Um favor de destaque foi o forte avanço à pré-escola, cuja taxa de acesso foi corrigida de 81,2% para 81,4%, a maior da série histórica, garantindo a entrada mais cedo de um maior número de crianças na educação formal, fundamental para novas quedas futuras das desigualdades. “Com os novos dados, percebemos um bom caminho a ser seguido na educação, proporcionando assim uma melhor qualidade de vida às pessoas com o passar dos anos”, ressaltou Paim.

Veja apresentação com os dados revisados da Pnad

Investigação
De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, uma comissão, constituída por representantes dos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Justiça e Casa Civil, além da Controladoria-Geral da União (CGU), avaliará a consistência dos dados da pesquisa. A comissão terá 30 dias para analisar os fatos e a responsabilidade funcional. Miriam Belchior destacou a rapidez com que o IBGE corrigiu os dados. “Isso não apaga o erro, que é gravíssimo, mas colocou à disposição da sociedade de forma transparente o mais rápido possível, as informações corrigidas.”

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, houve um erro técnico que superestimou a população das regiões metropolitanas do País, o que influenciou em outros dados, como o índice de Gini, e provocou alterações nos resultados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Os dados revisados já estão na página do IBGE.

Fonte: Portal Brasil com informações do IBGE, Ministério do Planejamento e EBC.

Sexta-feira, 19 de setembro de 2014 às 20:58

Governo cria comissões para investigar dados divulgados na Pnad 2013

Foi anunciada, nesta sexta-feira (19), a criação de duas comissões para investigar os dados divulgados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). A primeira comissão, formada por especialistas independentes, avaliará a consistência dos dados da pesquisa. Também será constituída comissão de sindicância para averiguar fatos que envolveram a divulgação dos dados.

A comissão de sindicância será constituída por representantes dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Justiça e Casa Civil, além da Controladoria-Geral da União (CGU). Os integrantes da comissão de especialistas deverão ser indicados até a próxima terça-feira (23), segundo informou a ministra Miriam Belchior. “A partir do trabalho dessas duas comissões, as decisões serão tomadas”, garantiu a ministra.

 Neste sábado (20), às 10h30, representantes do governo concedem entrevista coletiva para comentar os novos dados da Pnad, apresentados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Confira a íntegra da nota do Ministério do Planejamento:
Hoje, o Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística – IBGE informou a “existência de erros extremamente graves” na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2013.

Considerando a importância dessa pesquisa para o conhecimento da realidade brasileira e a elaboração de políticas públicas, o governo decide:

-  Criar comissão de renomados especialistas, de instituições independentes, para avaliar a consistência da Pnad.
-  Criar comissão de sindicância para apurar as razões do ocorrido e eventual responsabilidade funcional, que caso se verifique poderá implicar em medidas disciplinares. Integrarão essa comissão, a Casa Civil e os ministérios do Planejamento, da Justiça e Controladoria Geral da União.

Assessoria de Comunicação
Ministério do Planejamento

Sexta-feira, 19 de setembro de 2014 às 16:18

Pnad 2013: População mais pobre teve acesso a mais bens duráveis

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou o crescimento da posse de bens duráveis pelos brasileiros, como máquinas de lavar, computadores e veículos. A melhoria do acesso a esses bens ocorreu principalmente para a parcela mais pobre da população, conforme avaliou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

PNAD 2013

A pesquisa aferiu que, em 2013, houve crescimento de 7,8% nas unidades domiciliares com máquina de lavar, alcançando uma proporção de 58,3% no País. A proporção de domicílios que apresentaram fogão (98,8%) e televisão (97,2%) se manteve a mesma em relação a 2012. Já a respeito dos computadores, houve crescimento de 8,8% de presença nos domicílios, ressaltando a região Nordeste, com crescimento de 14%, com 686,6 mil novos domicílios. Em 2013, dos 32,2 milhões de domicílios brasileiros que apresentaram microcomputador em casa, 28 milhões estavam com acesso à Internet.

“A vida continua melhorando para todos os brasileiros. (…) Acho que merece destaque a melhoria do acesso a bens e serviços por todos, em especial para os mais pobres. Todos os bens e serviços, se vocês olharem uma série histórica, vocês veem um crescimento do acesso de forma consistente e sistemática. Alguns que já chegam a patamares elevados”, afirmou a ministra.

Em relação à posse de automóveis, a Pnad mostrou crescimento de 4,8% no número de domicílios em que ao menos um morador possuía carro para uso pessoal, chegando a 28,4 milhões de unidades domiciliares, o equivalente a 43,6% dessas unidades. Todas as regiões exibiram crescimento, com destaque para regiões Norte e Nordeste, que apresentaram maiores taxas, 7% e 9,5%, respectivamente.

Sobre a existência de motocicletas nos domicílios, foi constatado crescimento de 1,4%, chegando a 12,9 milhões de unidades domiciliares. Entre as regiões, os movimentos foram distintos: enquanto no Norte, Nordeste e Centro-Oeste dados indicaram crescimento (7,2%, 6,3% e 4%, nessa ordem), o Sudeste apresentou retração de 4,2% e o Sul teve retração de 3,2%.

Quinta-feira, 18 de setembro de 2014 às 20:10

Pnad revela aumento de 1,5 milhão de domicílios com saneamento básico em 2013

PNAD 2013

O Brasil aumentou em 1,5 milhão o número de domicílios atendidos com rede coletora de esgoto no ano de 2013, aponta Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentada nesta quinta-feira (18). No mesmo período, também foi registrada expansão de 1,1 milhão no número de domicílios atendidos com rede de abastecimento de água, ao passo que o serviço de coleta de lixo passou a atender a mais 1,8 milhão de domicílios.

Em saneamento básico, a proporção de domicílios que dispunham do serviço passou de 63,3% em 2012 para 64,3% em 2013, atingindo 41,9 milhões de unidades atendidas. Todas as regiões do País apresentaram avanços, com destaque para a evolução do Sul, Norte e Centro-Oeste, que assinalaram crescimentos de 8,4%, 8,3% e 7,1%, respectivamente, no conjunto de domicílios atendidos pela rede coletora de esgoto.

Pnad_IBGE_saneamento_energia_eletrica

O crescimento no número de domicílios atendidos pela rede geral de abastecimento de água foi de 2%, alcançando o total de 85,3% (55,6 milhões) das unidades domiciliares brasileiras. Na coleta de lixo, o aumento foi de 3,2%, alcançando 89,8% (58,4 milhões) do total de domicílios, contra 88,8% (56,6 milhões) em 2012. A região Nordeste foi a que mais expandiu o serviço, com acréscimo de 5,1%.

Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, chamou a atenção para o acesso a água pela parcela mais pobre da população.

“Quando olhamos os 5% mais pobres, (…) a gente vê um crescimento muito grande de acesso à água. Isso já reflete o acesso às cisternas no Nordeste, o acesso a outras formas de água para a população isolada em comunidades rurais. Então, mostrando aí no caso da água uma vitória muito grande de um bem e um acesso a direito constitucional estratégico, para
não só melhoria de qualidade de vida, mas melhoria da saúde da população”
, avaliou.

Iluminação elétrica
De 2012 para 2013, o número de domicílios que eram atendidos pelo serviço de iluminação elétrica cresceu 2,1%, alcançando a proporção de 99,6% de domicílios beneficiados no Brasil. A região Norte alcançou 97,7% dos domicílios atendidos. Nas demais regiões, os percentuais foram superiores a 99%.

Quinta-feira, 18 de setembro de 2014 às 19:42

Desigualdade como acesso a conjunto de bens e serviços caiu expressivamente, avalia ministra

PNAD 2013

Representantes do governo avaliaram como “expressivos” os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados nesta quinta-feira (18). A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; o ministro da Educação, José Henrique Paim; e o ministro Marcelo Neri, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, afirmaram que a qualidade de vida dos brasileiros aumentou desde o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles consideraram o resultado positivo e importante para subsidiar a continuidade de políticas públicas, principalmente aquelas relacionadas à educação, redução da desigualdade e acesso à renda.

“Desigualdade não pode ser medida só pela renda. Se olhar a desigualdade como o acesso a um conjunto de bens e serviços, então a desigualdade tem caído de forma expressiva e vai continuar caindo”, disse a ministra.

Ela também destacou dados importantes na redução do trabalho infantil e no aumento da escolaridade. Em um único ano, houve queda de 15% do número de crianças na faixa etária de 5 e 13 anos que trabalhavam. Entre as crianças nessa faixa etária que ainda trabalham, 96,4% estão na escola.“Estamos melhorando no que é estratégico para o governo, que é a educação”, disse Tereza Campello.

De uma maneira geral, a ministra apontou que diversos aspectos do estudo revelam melhora na vida dos brasileiros. Entre itens estão a universalização da energia elétrica, aumento no número beneficiados com coleta seletiva e crescimento de acesso a bens e serviços.

“Nossa avaliação é que a vida continua melhorando para todos os brasileiros. Os dados mostram a sustentabilidade do crescimento e da melhora de vida da população”, disse Campello.

Educação
O ministro da Educação, José Henrique Paim, mostrou dados históricos para apontar avanços expressivos na educação. Foi registrada queda do analfabetismo em todas faixas etárias e em todas regiões, atingindo a menor taxa da história: escolarização de crianças na faixa entre 4 e 5 anos de idade subiu de 78% para 81%, em apenas um ano. O ministro informou que, na faixa de 15 a 19 anos, a taxa de analfabetismo em 2013 atingiu 1%. Na década de 70, este índice era de 24,3%.

“O Brasil não está mais produzindo analfabetos. Nosso desafio agora é garantir o aumento do ritmo de redução do analfabetismo”, comemorou Paim.

O ministro também destacou o aumento na média de anos de estudo. Nos últimos três anos, a taxa está aumentando mais que em anos anteriores. Para ele, isso sinaliza que em uma década a média de anos de estudo aumentará em dois anos. Em 1980, quando o analfabetismo era de cerca de 20% da população eram 2,6 anos de estudo. Hoje, são 7,7.

Trabalho
Para o ministro Marcelo Neri, o principal dado apresentado pela Pnad 2013 é a melhora da renda do brasileiro. Segundo ele, houve melhora qualitativa dos postos de trabalho, com renda média maior, o aumento do percentual de trabalhadores formais e a diminuição dos postos de trabalho não qualificados, além da diminuição da população ocupada nas idades menores.

“A renda do trabalho por brasileiro subiu quatro vezes mais que o PIB. É uma tendência que vem se mantendo há mais de dez anos. Ao contrário dos outros países, em que a economia cresce mais, o País está garantindo uma melhoria real na qualidade de vida de seus trabalhadores”, garante Neri.

Ministros em coletiva de imprensa de avaliação dos dados da Pnad 2013, Foto: Isabelle Araújo/MEC.

Ministros em coletiva de imprensa de avaliação dos dados da Pnad 2013, Foto: Isabelle Araújo/MEC.

Quinta-feira, 18 de setembro de 2014 às 19:30

País reduz analfabetismo em cerca de 300 mil pessoas em um ano, mostra Pnad

PNAD 2013

A educação brasileira avançou em diversas áreas entre 2012 e 2013, segundo os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um dos dados mais importantes é que a taxa de analfabetismo voltou a cair entre pessoas a partir de 15 anos.

Em apenas um ano, 297,7 mil pessoas com idade acima de 15 anos se alfabetizaram, reduzindo o nível de analfabetismo do País de 8,7% para 8,3%. A redução foi observada em todas as regiões brasileiras, com destaque para o Nordeste, onde a taxa caiu de 17,4% em 2012 para 16,6% em 2013. A taxa de analfabetos ficou menor entre os mais jovens. Na faixa entre 15 e 17 anos, recuou a 0,8 em 2013.

Em 2013, 98,4% das crianças de 6 a 14 anos estavam na escola contra 98,2% no ano anterior e 97% em 2007. Na faixa de 15 a 17 anos, eram 82,1% em 2007, 84,2% em 2012 e 84,3% em 2013.

Pnad_Educacao_IBGE_reducao_analfabetismo

Níveis de ensino
A taxa de analfabetismo funcional também caiu, de 18,3% para 17,8% em um ano, entre pessoas com mais de 15 anos e menos de quatro anos de estudo em relação às pessoas da mesma faixa etária. E o número médio de anos de estudo no País avançou de 7,5 em 2012, para 7,7 em 2013.

No Sudeste, essa taxa atingiu 8,3 anos, contra 8,2 em 2012. No Nordeste, avançou para 6,6 contra 6,4 em 2012. Entre as mulheres, a média passou para 7,9 anos em 2013 contra 7,7 no ano anterior. Entre os homens, o aumento foi menor, média de 7,4 contra 7,3 em 2012.

Na comparação entre 2012 e 2013, houve redução de 33,5% para 31,2% da proporção de pessoas com ensino fundamental incompleto e aumento de 9,8% para 10,0% da proporção daquelas com ensino fundamental completo. O número de brasileiros que completaram o ensino superior, que inclui também mestrado e doutorado, se elevou em 0,9 ponto percentual no período.

Considerando as faixas etárias, aumentou o número de pessoas de 25 anos ou mais de idade com ensino médio completo (de 25,2% para 25,9%). Acima da faixa dos 25 anos, a quantidade de pessoas que têm nível superior completo aumentou de 12% para 12,9%, com reflexos positivos no mercado de trabalho, onde o percentual de trabalhadores com nível superior completo deu um salto de 13,1% para 14,2% em apenas um ano – maior variação positiva entre todos os graus de instrução.

Desde 2008, a participação dos ocupados com curso superior cresceu 3,8 pontos percentuais. No mesmo período, cresceu 4,1 pontos a fatia dos trabalhadores com ensino médio completo ou equivalente, para 30,4%.

Regiões
Dentre as grandes regiões, o Norte era a que possuía a maior proporção de estudantes na rede pública de ensino, em todos os níveis, exceto no nível superior, em que se iguala com a região Nordeste (33,5%).

A região Sudeste, por sua vez, tinha a menor proporção de estudantes na rede pública para os ensinos fundamental (84,2%), médio (84,4%) e superior (19,3%).

Quinta-feira, 18 de setembro de 2014 às 17:51

Trabalho infantil registra menor taxa da história

PNAD 2013

De 2012 para 2013, houve queda de 15% no número de crianças de 5 a 13 anos que estavam em situação de trabalho infantil. São 486 mil crianças nessa faixa etária em 2013, a menor taxa da história do País. A maior parte dessas crianças (96,4%) está na escola e trabalha na atividade agrícola (63,8%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados, nesta quinta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostrou queda de 12,3% no número de trabalhadores de 5 a 17 anos de idade, entre 2012 e 2013. Isso significa menos 438 mil crianças e jovens trabalhando. Em termos percentuais, a maior queda ocorreu entre pessoas de 5 a 9 anos de idade, faixa etária da qual 24 mil crianças deixaram de trabalhar. A maior redução de contingente, contudo, ocorreu no grupo de 14 a 17 anos, cerca de 360 mil pessoas, sendo 225 mil delas nas regiões Nordeste e Sudeste.

trabalho_infantil_menor_taxa_historia_Pnad2013

Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o salto qualitativo nesta questão só foi possível porque nenhuma das formas de trabalho infantil tem sido negligenciada.

“O trabalho infantil mudou de qualidade. As crianças estavam fora da escola, em trabalhos perigosos, como olarias e carvoarias. Esse tipo de trabalho está desaparecendo no Brasil. A vitória é, além da redução do número de crianças e adolescentes trabalhando, que a maioria dos jovens que estão trabalhando também está na escola. No caso dos jovens de 15 a 18 anos, estamos em parceria com o Ministério da Educação para que eles ingressem na educação profissional”, declarou.

Em 2013, o rendimento mensal dos trabalhadores entre 5 e 17 anos era de R$ 557 por mês. Eles trabalharam, em média, 27 horas por semana. A legislação brasileira proíbe o trabalho de crianças e adolescentes menores de 16 anos. Entre 14 e 16 anos é possível exercer atividades remuneradas apenas na condição de aprendiz.

Quinta-feira, 18 de setembro de 2014 às 16:03

Mais de 50% dos brasileiros tiveram acesso à internet em 2013

PNAD 2013

Mais da metade dos brasileiros têm acesso à internet. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados, nesta quinta-feira (18), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 50,1% dos brasileiros acessaram a internet em 2013, ante 49,2%, em 2012. São 2,5 milhões de novos internautas de 10 anos ou mais de idade, aumento de 2,9% entre 2012 e 2013.

Em todas as regiões houve crescimento no número de internautas de 2012 para 2013: Norte (0,4%), Nordeste (4,9%), Sudeste (2,2%), Sul (4,5%) e Centro-Oeste (1,3%).

Para o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, o crescimento do acesso à internet vai melhorar o bem-estar dos brasileiros.

“Nós estamos na era do conhecimento, na era da informação. O Brasil é o sexto país com maior expansão de acesso à internet nos últimos anos”, avalia.

Em 2001, o percentual de brasileiros conectados era de apenas 12,6%. As residências moradias com computador conectado à internet aumentaram de 8,5% para 43,7%, no mesmo período.

Telefonia
O levantamento também constatou que 75,5% da população possui celular. Em todas grandes regiões, houve crescimento do total de pessoas com celular, de 2012 para 2013: Norte (5,6%), Nordeste (6,2%), Sudeste (4,5%), Sul (4,9%) e Centro-Oeste (5,1%).

O crescimento da telefonia celular digital também avançou no período analisado pela pesquisa. Do total de domicílios, 53,1% tinham apenas celular como meio telefônico em 2013, acima da taxa de 51,4% de 2012.

O reflexo disso é a queda de 5,6% em 2013 no número de domicílios com apenas telefonia fixa. Ou seja, apenas 1,8 milhão dos 61,5 milhões de domicílios, 2,7% do total, tinham apenas telefone fixo.

Os domicílios com qualquer tipo de telefone cresceram 3,8%, de 2012 para 2013. São 2,2 milhões novos lares com aparelhos. Em 92,7% dos pesquisados, há registro de qualquer tipo de telefonia.

Quinta-feira, 18 de setembro de 2014 às 12:17

Trabalho com carteira assinada cresceu em 2013, aponta IBGE

PNAD 2013

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostrou que o mercado de trabalho brasileiro está cada vez mais inclusivo, qualificado e consolidado. Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) detalha que, de 2012 para 2013, o número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada aumentou 3,6%. Formado por 36,8 milhões de pessoas em 2013, o contingente registrou acréscimo de 1,3 milhão de cidadãos. Frente a 2008, quando era de 30,2 milhões, o crescimento foi de 22%.

O aumento ocorreu em todas as regiões, sendo os maiores acréscimos registrados nas regiões Nordeste (6,8%) e Sul (5,3%). A comparação entre 2008 e 2013 mostrou que as regiões Nordeste e Centro-Oeste apresentaram os maiores percentuais de expansão de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado, 30,1% e 34,5%, respectivamente.

Pnad_IBGE_Trabalho

No Brasil, cerca de 102 milhões de pessoas compõem a população economicamente ativa. A maioria desse contingente, 46%, está no setor de serviços. O aumento de carteiras assinadas foi acompanhado de alta na renda. O valor do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos em 2013 foi 5,7% superior à média do rendimento apurado em 2012. Em 2013, foi estimado em R$ 1.681,00, frente ao de 2012 de R$ 1.590,00. O maior crescimento foi registrado na região Sul, com aumento de 8,1%. Na região também foi registrada a maior alta no número de trabalhadores com carteira assinada.

“A elevação do número de empregos com carteira assinada aliada ao aumento do rendimento médio do trabalho representa um passo fundamental para a garantia de cidadania, inclusão produtiva e bem estar social. Essas conquistas ocorrem no momento em que os países desenvolvidos ainda sofrem os efeitos da crise de 2008, o que coloca o Brasil em uma posição de destaque em nível global”, diz Silvani Alves Pereira da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego.

A diferença entre sexos também está diminuindo. De acordo com a Pnad 2013, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos dos homens foi de R$ 1 890,00 e o das mulheres, R$ 1 392,00. Em termos proporcionais, as mulheres receberam em média 73,7% do rendimento de trabalho dos homens. Em 2012, essa proporção era de 72,8%.

O menor diferencial do rendimento médio por sexo foi verificado no Amapá, onde as mulheres receberam 98,2% do rendimento de trabalho dos homens, ao passo que o maior diferencial foi verificado em Santa Catarina, onde as mulheres receberam 64,1% do rendimento de trabalho dos homens.

Micro e pequena empresa
A regularização aumentou também entre os trabalhadores por conta própria e os empregadores. Em 2013, eram 19,7 milhões de trabalhadores conta própria e aproximadamente 3,5 milhões, 18,0%, trabalhavam em empreendimentos registrados no CNPJ. Em 2012, esse percentual era 16,8%. Dentre os 3,6 milhões de empregadores, a pesquisa mostrou que, para 2,9 milhões deles, o empreendimento em que trabalhavam contava com esse registro, ou seja, 79,1%. Em 2012, eram 76,2%.

Qualificação
No caso da participação de ocupados com ensino fundamental incompleto, houve redução de 6,6 pontos percentuais. Por outro lado, o crescimento entre os trabalhadores com ensino médio completo ou equivalente foi de 4,1 pontos percentuais. Destaca-se também a elevação de 3,8 pontos percentuais na participação de ocupados com ensino superior completo desde 2008.

Quinta-feira, 18 de setembro de 2014 às 12:00

Pnad mostra melhoria na vida dos brasileiros em quase todos os aspectos levantados pela pesquisa

PNAD 2013

A qualidade de vida dos 201,5 milhões de brasileiros avançou em quase todos setores, entre 2012 e 2013, em todas regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na área de saneamento, o total de domicílios com coleta de esgoto e fossa séptica chegou a 41,9 milhões no ano passado, aumentando de 63,3% para 64,3%, de acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (18).

Foram registrados avanços nesta área em todas as regiões, sendo os mais significativos no Sul (8,4 %), Norte (8,3 %) e Centro-Oeste (7,1 %). No caso da coleta de lixo, as residências atendidas aumentaram 3,2 % em 2013, em comparação ao ano anterior, passando de 56,6 milhões para 58,4 milhões e totalizando 89,8% de habitações. Em 2012, esse índice era de 88,8%.

A maior expansão foi observada no Nordeste (5,1 %). O saneamento básico tem impacto direto na saúde da população e está entre os principais indicadores da qualidade de vida de uma nação, ao lado da educação.

Analfabetismo
A taxa de analfabetismo voltou a cair em 2013. Em apenas um ano, 297,7 mil pessoas com idade acima de 15 anos se alfabetizaram, reduzindo o nível de analfabetismo do país de 8,7% para 8,3%. A redução foi observada em todas regiões do País, com destaque para o Nordeste, onde a taxa diminuiu de 17,4% em 2012 para 16,6% em 2013.

Na comparação entre 2012 e 2013, houve redução de 33,5% para 31,2% da proporção de pessoas com ensino fundamental incompleto e aumento de 9,8% para 10,0% da proporção daquelas com ensino fundamental completo.

Aumentou também o número de pessoas de 25 anos ou mais de idade com ensino médio completo (de 25,2% para 25,9%). O peso daquelas que completaram o ensino superior, que inclui também mestrado e doutorado, se elevou em 0,9 ponto percentual no período.

Dentre as grandes regiões, a região Norte era a que possuía a maior proporção de estudantes na rede pública de ensino, em todos os níveis, exceto no nível superior, em que se iguala com a região Nordeste (33,5%). A região Sudeste, por sua vez, tinha a menor proporção de estudantes na rede pública para os ensinos fundamental (84,2%), médio (84,4%) e superior (19,3%).

Em 2013, 98,4% das crianças de 6 a 14 anos estavam na escola. Eram 98,2% no ano anterior e 97% em 2007. Na faixa de 15 a 17 anos, eram 82,1% em 2007, 84,2% em 2012 e 84,3% em 2013.

Bens duráveis
O aumento da renda fez crescer o acesso da população aos chamados bens duráveis, que são mais caros e demoram mais a serem trocados, como geladeira, televisão e automóvel, entre outros.

De acordo com a Pnad, cerca de 58,3% residências do País tinham máquina de lavar em 2013, avanço de 7,8% em relação a 2012. A televisão estava em 97,2% dos domicílios, e a geladeira, em 97,3%.

O total de domicílios com computadores também subiu, passando de 46,4% para 49,5%, de 2012 para 2013. No Nordeste, o aumento foi de 14%. Dos 32,2 milhões de domicílios brasileiros com computadores em 2013, 28% tinham acesso à internet.

Aumento da telefonia
O avanço da telefonia celular digital também avançou no período analisado pela pesquisa. Do total de domicílios, 53,1% tinham celular em 2013, acima da taxa de 51,4% de 2012.

Por outro lado, caiu 5,6% em 2013 o número de domicílios com apenas telefonia fixa. Ou seja, apenas 1,8 milhão dos 61,5 milhão de domicílios, ou 2,7% do total, tinham apenas telefone fixo.

Inclusão digital
Com o aumento do acesso aos bens duráveis, inclusive ao computador, e da telefonia, aumentou o número de brasileiros conectados à internet. Pela primeira vez, mais da metade da população brasileira passou a ter acesso à rede. Em 2013, 50,1% da população tinha se conectado à internet alguma vez, em casa ou em outro local, ante 49,2%, em 2012.

Em 2001, esse percentual era de apenas 12,6% .As residências moradias com computador conectado à internet aumentaram de 8,5% para 43,7%, no mesmo período.

Trabalho infantil
A Pnad mostrou uma queda de 12,3% no número de trabalhadores entre 5 e 17 anos de idade entre 2012 e 2013. Em termos percentuais, a maior queda ocorreu entre pessoas de 5 a 9 anos de idade, faixa da qual 24 mil crianças deixaram de trabalhar.

A maior queda de contingente, contudo, ocorreu no grupo de 14 a 17 anos, cerca de 362 mil pessoas, sendo 225 mil delas nas regiões Nordeste e Sudeste.

Rendimento médio mensal real cresce
O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais ocupadas com rendimento em 2013 foi de R$ 1.681, valor 5,7% superior ao de 2012 (R$ 1.590). A região Sul foi a que apresentou o maior incremento, 8,1% (de R$ 1.731 para R$ 1.872), e a região Centro-Oeste, com o maior valor médio (de R$ 1.906 para R$ 1.992), apresentou a menor variação (4,5%).

A região Nordeste mostrou um crescimento de 5,7%, mas possui o menor rendimento médio (de R$ 1.086 para R$ 1.148). Três unidades da federação apresentaram redução nesse tipo de rendimento: Acre (de R$ 1.342 para R$ 1.302), Amapá (de R$ 1.632 para R$ 1.616) e Espírito Santo (de R$1.577 para R$ 1.557).

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