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Segunda-feira, 28 de julho de 2014 às 13:29

Conheça o lado social da atuação brasileira nas Forças de Paz no Haiti

Infográfico: Pedro Dutra/Ministério da Defesa


A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) completou dez anos no mês de junho. Com apoio de outros 20 países, o Brasil detém comando da Missão, instituída em 2004 pelo Conselho de Segurança ONU para restabelecer a segurança e a normalidade institucional após sucessivos episódios de violência e turbulência política.

O efetivo total de militares na missão é de 5.773 homens. Além destes, existem cerca de 2,4 mil policiais da ONU (UNPol). O contingente brasileiro, o Brazilian Battalion (Brabat), é o maior, com 1.377 integrantes.

O efetivo militar brasileiro conta ainda com capelães, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, assessoria jurídica, assessoria de comunicação, dentistas e médicos. Este aparato possibilita à tropa equilíbrio e preparo físico e psicológico para seguir focada na missão.

A presença da Minustah assegurou a realização de eleições presidenciais em 2006 e 2010 com passagem pacífica do poder. A Missão da ONU também atuou no esforço de reconstrução do Haiti após o terremoto devastador de janeiro de 2010. A previsão é que haja eleição ainda em 2014 para senadores, deputados e prefeitos.

Atuação brasileira
A tropa permanece por seis meses no Haiti para dar continuidade ao trabalho de manutenção de um ambiente seguro e estável, apoio às atividades de assistência humanitária e fortalecimento das instituições nacionais haitianas. Mas a ajuda vai além das escoltas e patrulhas.

A participação brasileira, que nestes dez anos de missão soma trabalho de 30.259 militares, é reconhecida pelo povo haitiano e por autoridades internacionais pela desenvoltura com que combinam funções militares com atividades sociais e de cunho humanitário. Os militares também realizam ações de Cooperação Civil-Militar (CIMIC) nas quais atuam em escolas e orfanatos e fazem diversas atividades como procedimentos de higiene bucal, doação de alimentos e brinquedos e oficinas de desenho para milhares de crianças.

A tropa é formada integralmente por voluntários. Esses são preparados no Brasil e passam por avaliações física, médica e psicológica. Recebem também instruções de tiro, utilização de armamento não letal, primeiros socorros, escolta de comboios, segurança e proteção de autoridade, regras de conduta da Minustah, fundamentos das operações de paz da ONU, patrulhamento, operações de busca e apreensão, controle de distúrbios, entre outras. Em 2010, o país passou a contar com o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), no Rio de Janeiro (RJ), voltado à preparação de militares, brasileiros e estrangeiros, que irão compor as missões de paz das Nações Unidas.

O Blog do Planalto conversou com dois voluntários que serviram no Haiti. O 1º sargento Silveira, que atuou lá em 2012, contou sobre sua experiência e destacou seu senso de realização. “Essa experiência que a gente traz vai fazer parte da vida para sempre. É uma experiência que a gente não esquece nunca mais”, disse. Já o coronel Bochi serviu no Haiti antes do terremonto, entre 2008 e 2009, e retornou mais tarde pelo Ministério da Defesa para avaliação e controle de danos pós-terremoto. Ele descreve a presença brasileira desde 2004 e também ressalta o sentimento pessoal. “É uma lição individual que não tem preço. É a missão de nossas vidas”, afirma.

Em coordenação com a ONU e com os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) que integram a Missão, o Brasil projeta a retirada gradual de suas tropas à medida que o governo haitiano demonstre disposição e capacidade de garantir a segurança do país.

Missões com participação do Brasil
O Brasil participa das missões de paz da ONU desde 1947. O primeiro envio de tropas a um país estrangeiro aconteceu com a participação na Força de Emergência das Nações Unidas do Batalhão Suez, criada para evitar conflitos entre egípcios e israelenses. Foi só recentemente, no entanto, que o Brasil assumiu tarefas de coordenação e comando militar de importantes operações, como no Haiti (2004) e no Líbano (2011), o que trouxe prestígio à política externa do país, aumentando a projeção brasileira no cenário mundial. Atualmente, 1.743 militares brasileiros das três Forças participam de nove missões de paz ao redor do mundo.

Infográfico: Ministério da Defesa - Fonte: Livro Branco de Defesa Nacional

Sexta-feira, 16 de novembro de 2012 às 15:59

Em Cádiz, Dilma se reúne com presidente do Haiti

Dilma Rousseff se encontrou, nesta sexta-feira (16), com o presidente do Haiti, Michel Martelly. Chefes de Estado e Governo se reúnem, até amanhã, na XXII Cúpula Ibero-Americana, em Cádiz, na Espanha. Foto: Ichiro Guerra/PR

Terça-feira, 5 de abril de 2011 às 17:55

“É com orgulho que constato a evolução democrática da sociedade brasileira”

Na cerimônia de apresentação de 70 oficiais-generais, no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância das Forças Armadas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff ressaltou nesta terça-feira (5/4) que as Forças Armadas brasileiras compartilham os valores da justiça, da democracia, da paz e da igualdade e que o momento constata a evolução democrática da sociedade brasileira. A afirmação foi feita durante a cerimônia de apresentação de 70 novos oficiais-generais, logo após a presidenta ter sido condecorada com insígnias das Ordens dos Méritos da Defesa e das Forças Armadas em momento reservado no Palácio do Planalto.

“Um país que conta, como o Brasil, com Forças Armadas caracterizadas por um estrito apego às suas obrigações constitucionais, é um país que corrigiu seus próprios caminhos e alcançou um elevado nível de maturidade institucional (…). Contribuem, dessa forma, para consolidar nosso país como um Estado democrático de direito por excelência”, disse.

Ouça abaixo íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição:

 

Em seu primeiro discurso dirigido aos militares, a presidenta destacou a atuação das Forças Armadas brasileiras no Haiti e prestou homenagem a “todos os brasileiros que tombaram durante essa missão de paz”. Frisou, ainda, a importância do fortalecimento do sistema de defesa do Brasil – uma das prioridades de seu governo – em virtude do descobrimento do pré-sal.

“Estejam seguros de que não me escapam outras características singulares da profissão das Armas. O patriotismo, o estoicismo, a abnegação, a disciplina, a hierarquia. Não me escapam as privações às quais muitos de vocês são submetidos no cumprimento do dever.”

Dilma Rousseff externou o desejo de que as Forças Armadas integrem “a prioridade fundamental” de seu governo – o fim da pobreza extrema no Brasil –, por “sua larga experiência de trabalhos sociais desenvolvida em todo o território nacional e alcançando as regiões mais longínquas e remotas”, e concluiu: “Estou segura de que compartilham minha convicção de que não existe desenvolvimento econômico e social e política externa soberana sem uma política de defesa afirmativa”.

Condecoração – a presidenta Dilma Rousseff recebeu do Ministério da Defesa a insígnia de Grã-Mestra da Ordem do Mérito da Defesa. A Ordem é conferida aos militares das Forças Armadas, aos civis nacionais e aos militares e civis estrangeiros que tenham prestado relevantes serviços às Forças Armadas do Brasil.

Na ocasião, a presidenta Dilma também foi agraciada com outras três medalhas: a Ordem do Mérito Militar, concedida pelo Exército Brasileiro; a Ordem do Mérito Naval, da Marinha; e a Ordem do Mérito Aeronáutico, da Força Aérea Brasileira. Ao ser empossada como Presidenta da República, a presidenta Dilma automaticamente recebeu a Grã-Cruz, o mais elevado grau das condecorações de todas as Ordens.

Terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 às 18:10

França apoia Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas

Presidenta Dilma recebe a ministra de Negócios Estrangeiros da França, Michele Alliot-Marie, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu o apoio do presidente da França, Nicolas Sarkozy, para que o Brasil se torne membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Neste mês de fevereiro, o Brasil ocupa a presidência temporária do Conselho. A sinalização foi pela ministra de Negócios Estrangeiros da França, Michèle Alliot-Marie, durante audiência no Palácio do Planalto. A ministra francesa, na oportunidade, entregou uma carta de Sarkozy e destacou que o presidente francês manifestou interesse em avançar a parceria estratégica com o governo brasileiro e manter o mesmo nível de relacionamento que teve com o ex-presidente Lula.

Durante o encontro, a ministra Alliot-Marie explicou que o governo da França vê a importância do Brasil no G20 e relatou a preocupação de seu país em relação as commodities. Mais cedo, a ministra assinou ato para a implementação do projeto de cooperação bilateral em computação de alto desempenho. Pelo Brasil, o ato foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. De acordo com documento divulgado pelo Itamaraty, Brasil e França vão elaborar “Programa de Trabalho” para, no prazo de três meses, definirem as diretrizes para implementação.

“O projeto terá por objetivo dotar o Brasil, até o ano de 2014, de infraestrutura de supercomputação de classe mundial, para apoiar a pesquisa científica e a prestação de serviços ao Governo brasileiro e à sociedade brasileira, em distintas aplicações, de caráter transversal – sistema que deverá situar o país entre os trinta maiores no mundo em termos de capacidade de processamento de informações.”

A ministra Michèle Alliot-Marie também esteve com o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Secretário-geral da OEA

Mais cedo, a presidenta Dilma recebeu o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, junto com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota (D). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Antes da audiência à ministra francesa, a presidenta Dilma Rousseff recebeu o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, no Palácio do Planalto. Durante a conversa, falou-se sobre a situação política na região, com foco em Honduras, país que teve a participação suspensa no organismo internacional. Do governo brasileiro, Insulza foi informado que a única objeção para o reconhecimento daquele país diz respeito ao restabelecimento dos direitos políticos do ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya, posição homologada também por outros países que integram a OEA.

A reconstrução do Haiti foi outro tema abordado na audiência, em especial no que diz respeito aos desafios enfrentados neste processo, bem como a questão eleitoral naquele país. Ainda na conversa, houve reconhecimento de que a situação na América do Sul encontra-se muito positiva e a presidenta Dilma, no encontro, reiterou compromisso do Brasil no fortalecimento da OEA.

Terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 às 9:04

Alimentação familiar, militares mortos no Haiti e privatização dos Correios

Conversa com a Presidenta

A coluna semanal “Conversa com a Presidenta”, da presidenta Dilma Rousseff, que estreia nesta terça-feira (8/2), distribuída para publicação em cerca de 170 jornais, aborda os temas alimentação familiar, a situação das famílias dos militares mortos no terremoto que devastou parte do Haiti e a situação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A primeira questão foi apresentada pelo líder comunitário Alberto Estevão da Silva, do município de Arcoverde (PE). Ele indagou se a presidenta “irá fortalecer os projetos referentes à alimentação familiar” e “ampliar o trabalho realizado entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e as associações comunitárias, que recebem alimentos para doar”. Como será essa parceria a partir de agora?, quis saber o líder comunitário.

“Essa parceria, que tem dado ótimos resultados, será fortalecida e ampliada. Nosso governo tem como prioridade absoluta a erradicação da extrema pobreza, o que inclui garantir segurança alimentar. O Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) desembolsou no ano passado R$ 800 milhões na compra de 540 mil toneladas de alimentos. Este ano, estamos planejando gastar R$ 2 bilhões, o que representa um aumento de 150%. A Conab compra e encaminha os alimentos – entre outros canais, através das associações comunitárias – aos que vivem em situação de insegurança alimentar. As entidades vão contar com uma quantidade maior de produtos e poderão atender muito mais pessoas. Os alimentos são distribuídos também aos 89 Restaurantes Populares e às 406 Cozinhas Comunitárias, que cobram, em média, R$ 1,50 por refeição. Os produtos são usados ainda para recompor os estoques estratégicos de segurança alimentar e nutricional. Nesse processo, que envolve vários ministérios e órgãos governamentais, contamos também com a participação das prefeituras em vários aspectos, incluindo identificação dos beneficiários finais, planejamento da compra e distribuição, conservação, educação alimentar e nutricional, etc. Na verdade, essa é uma tarefa que exige a participação de todos nós, do governo e da sociedade.”

Moradora em São Paulo, a professora Isadora M. Bueno lembrou que por ocasião de um ano do terremoto que devastou Porto Príncipe, capital do Haiti, o governo prestou homenagem aos 18 militares brasileiros que morreram naquele país. A professora perguntou sobre como está a situação das famílias dos militares e se elas contam com “algum apoito do governo”.

“Isadora, o Brasil jamais deixaria de amparar as famílias dos 18 militares vítimas do terremoto mais devastador dos últimos 100 anos. Eles estavam no Haiti contribuindo para pacificar as forças em conflito e prestando solidariedade a um povo que, mesmo antes da tragédia, já vivia uma situação de extrema gravidade. Em 31 de dezembro, o governo passado liberou a quantia de R$ 500 mil para cada família, atendendo ao que dispõe a Lei 12.257, encaminhada ao Congresso pelo então presidente Lula.”

E prosseguiu: “Em relação às 16 crianças e adolescentes dependentes dos militares mortos, notificamos todas as famílias de que estamos concedendo bolsas de estudos no valor de R$ 510,00 mensais para cada uma. Para receber o benefício, as famílias devem procurar a unidade militar onde servia o titular e comprovar a matrícula, frequência e rendimento escolar até a conclusão dos ensinos fundamental e médio. Quanto aos que prosseguirem com os estudos, ingressando em curso superior, o benefício será estendido até os 24 anos de idade. O valor das bolsas será atualizado nas datas e de acordo com os mesmos índices dos benefícios do regime geral da Previdência Social.”

Coube a Márcio Rogério Godoy Nóbrega, funcionário dos Correios de Bauru (SP), indagar sobre a possibilidade da privatização dos Correios. “Pois a empresa está se tornando S/A. Nós, funcionários, não queremos que a empresa seja privatizada. No governo do PT ela corre esse risco?”, perguntou.

“Não, Márcio, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não será privatizada. Aliás, essa medida nem está em cogitação. O que nós buscamos é o fortalecimento da ECT como instituição pública importante para o desenvolvimento do Brasil. Assim, você e os mais de 100 mil empregados que compõem o quadro dos Correios podem ficar tranquilos, pois as iniciativas para modernizar a empresa não passam por sua privatização. Ao contrário, buscam tornar a empresa ainda mais forte. A logística para a execução do serviço postal, que inclui infraestrutura, processos adequados, tecnologia de ponta e pessoal qualificado, é a chave do sucesso dos Correios. Além de enfrentar os novos desafios que se apresentam, a empresa se prepara para aproveitar as oportunidades de ampliação dos negócios, especialmente em segmentos como de logística integrada, serviços financeiros postais e correio digital. Essas oportunidades são potencializadas pela ampla rede de atendimento da empresa, pela confiança da população na instituição e pela capacidade empreendedora dos seus recursos humanos.”

Veja aqui a íntegra da coluna Conversa com a Presidenta.

Quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 às 18:22

Política externa baseada em não-intervenção, multilateralismo, direitos humanos e paz

Em sua primeira viagem internacional após posse, presidenta Dilma Rousseff vai à Argentina e é recepcionada pela presidenta Cristina Kircher na Casa Rosada. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Relações Exteriores
A política externa no governo Dilma Rousseff será marcada pela forte presença em organismos multilaterais, pela defesa aos Direitos Humanos e à estabilidade democrática e pelo fortalecimento da América Latina. O balanço, feito pelo assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidenta da República, Marco Aurélio Garcia, compõe a série “Relações Exteriores”, que o Blog do Planalto traz durante esta semana. Para ver os outros posts da série, clique no selinho ao lado.

Marco Aurélio afirmou que, ao mesmo tempo em que o governo dará continuidade a iniciativas de fortalecimento da América Latina e África, terá como foco a preservação e o desenvolvimento do relacionamento com os Estados Unidos, a União Europeia e “uma intervenção muito clara nas esferas multilaterais – nas Nações Unidas, na Organização Mundial do Comércio e no G20”.

“Enfim, em todas aquelas instâncias nas quais de alguma maneira se está esboçando um novo formato geopolítico e geoeconômico”, completou.

Em discurso durante entrega de Mensagem ao Congresso Nacional proferido ontem (2/2), a presidenta Dilma Rousseff endossou essa posição ao afirmar que “nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo. Nossa participação nas forças da ONU – especialmente na Missão para a Estabilização do Haiti – é emblemática do nosso compromisso com a paz e a estabilidade democrática”.

“O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao da América do Sul. Se geografia é destino, como se diz na geopolítica, estamos muito felizes com o nosso destino. Juntamente com nossos vizinhos sul-americanos, poderemos transformar nossa região, que vemos como um espaço de paz e crescente cooperação, em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à Unasul”, disse a presidenta aos membros do Congresso Nacional.

Marco Aurélio comentou, ainda, afirmação da presidenta Dilma durante viagem à Argentina na segunda-feira (31/1), em que ela disse que o século XXI seria o “Século da América Latina”. Segundo ele, “significa concretamente que está havendo transformações em nossa região que vão nos habilitar a ter uma presença mais forte no mundo de hoje”.

“No passado mais distante, a região era colonizada; posteriormente foi submetida a formas de dominação econômica muito intensas, que eram também reproduzidas internamente. No entanto, o que nós estamos assistindo na última década é um processo muito forte de afirmação não só nacional de alguns países, mas um desejo de integração bastante grande”, disse.

Confira os principais trechos da entrevista

Viagem à Argentina

A aliança entre a Argentina e o Brasil não vai esgotar a problemática da integração sul-americana, latino americana, mas sem essa aliança não haverá uma integração consistente.


Venezuela no Mercosul

Traz para o Mercosul um mercado importante. A Venezuela é um país com mais de 25 milhões de habitantes, é um país extremamente rico em matéria de petróleo, o que interessa à região, e é um país no qual hoje tem sido feitos muitos investimentos brasileiros, tem aumentado bastante o nosso comércio exterior e dos outros países da região também. Com o ingresso da Venezuela e a eliminação de certas restrições de ordem alfandegária, nós vamos ter sem dúvida nenhuma uma expansão bastante consistente do comércio da região.

Colômbia

Se a Colômbia fizesse uma opção pelo Mercosul seria um aspecto extremamente importante. O Mercosul mudaria de perfil se a Colômbia efetivamente abrisse negociações com os outros quatro ou cinco países para seu ingresso.

Segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 às 10:59

Imagens do Haiti, um ano após o terremoto

Quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 às 10:55

Indefinição da política eleitoral trava reconstrução do Haiti

Da sacada do hotel onde está hospedado, em Porto Príncipe, o ex-ditador Baby Doc acena para fotógrafos e jornalistas para mostrar que está bem. Foto: Marcelo Casal/ABr

Haiti pós-terremoto
A indefinição da política eleitoral no Haiti é apontada como principal entrave no processo de reconstrução do Haiti, país devastado por terremoto a um ano. A avaliação é do embaixador do Brasil naquele país, Igor Kipman, que também apresentou balanço das ações brasileiras em Porto Príncipe, capital haitiana. Segundo Kipman, nestes últimos doze meses ocorreram avanços, mas não na velocidade ideal.

“Na próxima semana, provavelmente, devemos ter o resultado das eleições e estimamos um segundo turno no dia 20 de março.”

Kipman explicou que haverá a fixação de um novo calendário eleitoral, com anúncios de prazos e da posse presidencial, que, em função dos impasses internos, não ocorrerá mais no dia 7 de fevereiro deste ano. Para o embaixador, esse conjunto de fatores prejudica o andamento de projetos de recuperação do mais pobre país das Américas. Segundo ele, uma das atividades em andamento é o combate ao colera.

“Quanto ao restante, existe apenas expectativa. Enquanto isso, fica tudo em ponto morto. Os projetos mais importantes geridos pela comissão de reconstrução estão aguardando continuidade.”

Sobre o possível retorno do ex-ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, ao poder, Kipman diz que, nessa eleição em curso, o ex-ditador não pode ser candidato, mas não descarta a possibilidade de anulação do pleito.

“O Comite Eleitoral Provisório, diante de todos esses percalços e opiniões divergentes pode decidir anular as eleições e aí parte-se para um novo processo, com novas inscrições de candidatos. É uma possibilidade. Não é impossível, mas é uma possibilidade que eu acho muito remota”, disse o embaixador.

Apesar de o embaixador brasileiro achar pouco provável a entrada do ex-presidente na disputa eleitoral, o advogado de Baby Doc, Reynold George, sinalizou que seu cliente não deixará o país.

“Ele é um político e todo o político tem pretensões políticas. Ser novamente presidente do Haiti é um direito dele”, disse o advogado.

Reynold George apontou algumas tentativas de condenação de seu cliente, mas que não se concretizaram por inexistência de provas e também em função da prescrição destes crimes imputados a Baby Doc que esteve em exilio por 25 anos na França, antes de retornar ao Haiti, no último domingo (16/1). “Não conseguiram condená-lo na França e não vão conseguir aqui também”, previu.

A atuação da tropa de paz no Haiti sob liderança de militares brasileiros motivou o Ministério da Defesa a convidar jornalistas para conhecer de perto o trabalho desenvolvido. O Blog do Planalto participa desta visita que teve foco no ex-presidente haitiano em função do inesperado retorno dele ao país e da mobilização, nos últimos dias, em relação ao processo de validação do primeiro turno das eleições.

Terça-feira, 18 de janeiro de 2011 às 19:24

Chefe da Força de Paz afirma que não há risco de o Haiti sofrer novo golpe de Estado

Porto Príncipe - O comandante militar da Força de Paz no Haiti (Minustah), general Luiz Guilherme Paul Cruz, diz que não há mais possibilidade de ditadura no país. Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Haiti pós-terremoto

Um grupo de 36 pessoas, sendo 30 jornalistas brasileiros, está nesta semana em Porto Príncipe, capital do Haiti, a convite do Ministério da Defesa, para acompanhar os desdobramentos da missão dos militares brasileiros um ano após o terremoto que devastou parte do país. Com a tragédia, o contingente aumentou de 7 mil para 8,7 mil militares. O Blog do Planalto acompanha a missão.

Foram 11 horas de voo e três paradas – Santarém (PA), Boa Vista (RR) e Caracas, na Venezuela – até o pouso, em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), nesta segunda-feira (17), no Aeroporto Internacional de Porto Príncipe, Toussaint Louverture.

Logo na chegada, o grupo se deparou com os escombros do antigo aeroporto e foi surpreendido com a notícia do retorno a capital haitiana do ex-ditador Jean Claude Duvalier, conhecido como Baby Doc, filho do também ditador François Duvalier, o Papa Doc, falecido em 1971.

Em entrevista coletiva concedida aos jornalistas brasileiros, o comandante militar da Força de Paz no Haiti (Minustah), general Luiz Guilherme Paul Cruz, afirmou que não há chance alguma de que país sofra novamente uma ditadura.

“Não há possibilidade de nenhum grupo trazer ou conquistar poder, ameaçar o Estado ou qualquer outra coisa que possa trazer de mais ao País, em função do uso indiscriminado da violência. Poderá haver manifestações, faz parte do processo, mas não haverá nenhum grupo capaz de trazer o que seria uma revolução, uma troca do poder que não fosse diante das leis haitianas. Não há nenhuma força capaz de fazer isso”, assegurou Paul Cruz.

Baby Doc foi um ditador do Haiti, sucedendo seu pai, François Duvalier, no posto de presidente da República. Em 1957, assumiu a presidência e implantou um regime ditatorial até sua morte, em 1971. A pressão política continuou sob o comando de Baby-Doc, filho de François Duvalier. Já na decada 80, com a crise econômica e o empobrecimento da população, o regime de terror perdeu força, até que, em 1985, Baby-Doc fugiu para um exílio na Franca.

Eleição suspensa
– A tensão politica das autoridades locais se deve aos questionamentos da eleição dos candidatos à presidência haitiana, que levou o pleito para o segundo turno. Os primeiros resultados apontavam a liderança da ex-primeira-dama Mirlande Manigat (31%), seguida pelo candidato governista Jude Célestin (22%), com o candidato Michel Martelly, um cantor popular, na terceira posição e fora do segundo turno. O segundo turno aconteceria no último domingo (16/1), mas foi cancelada.

Diante das reclamações e protestos após o anúncio dos resultados, o presidente René Préval solicitou à Organização dos Estados Americanos (OEA) o envio de uma missão ao Haiti para avaliar o processo eleitoral. A Organização produziu um relatório com recomendações sobre o processo eleitoral. O material da missão será enviado ao Conselho Eleitoral, que tomará a decisão final.

Nesta terça-feira (18/1), Baby Doc foi detido pelo Ministério Público Haitiano para prestar esclarecimentos sobre os desvios de verbas públicas da época em que era presidente. Até o momento, Baby Doc não foi liberado.

Cólera – Enquanto isso, a Embaixada do Brasil em Porto Príncipe divulgou um balanço sobre o surto de cólera. Cerca de 3,3 mil pessoas morreram e quase 189 estão hospitalizadas. De acordo com a Embaixada, a taxa de letalidade no início da epidemia era de 8% e agora foi reduzida para cerca de 2%, mais próxima aos padrões internacionais.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) coordena a ajuda internacional e a Organização Mundial de Saúde vem prestando apoio direto ao Ministério da Saúde Pública deste país. Existem exclusivamente 474 médicos, 1.421 enfermeiros, além de 47 brigadas de fiscalização nas zonas mais afetadas com 1.300 profissionais de saúde cubanos.

Também foram formados 1 mil agentes de mobilização social e 1,2 mil agentes sanitários. O Brasil doou US$ 1 milhão à Cruz Vermelha e a Embaixada do Brasil na capital haitiana utilizou US$ 233 mil para aquisição de medicamentos. O Ministério da Saúde, por meio da FAB, enviou 10 toneladas de medicamentos e as tropas brasileiras fazem palestras de prevenção ao cólera.

Já a ONG Viva Rio trabalha na prestação de assistência médica, formação de pessoas e na instalação de banheiros portáteis e filtros.

Quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 às 11:29

Haiti: “Reafirmo nossa determinação de ajudar na reconstrução desse país”

A presidenta Dilma Rousseff manifestou, por meio de mensagem por ocasião do transcurso de um ano do terremoto que devastou o Haiti, “nossa determinação de ajudar na reconstrução desse país”. Há um ano, um terremoto que atingiu grau 7 na escala Richter, arrasou Porto Príncipe, capital haitiana.

“Reafirmo nossa determinação de ajudar na reconstrução desse país, cujo povo não se rende diante das adversidades e tem dado provas de grande coragem e vontade de viver. O Brasil e a MINUSTAH vão perseverar, pois sabemos que os haitianos não desistirão.”

Leia abaixo a íntegra da mensagem da presidenta Dilma Rousseff.

Mensagem da Presidenta da República, Dilma Rousseff, por ocasião do transcurso de um ano do terremoto no Haiti.

“O terremoto que devastou o Haiti, ceifando centenas de milhares de vidas, completa hoje exatamente um ano. Quero me associar aos que participam, em todo o mundo, de cerimônias rememorativas dessa imensa tragédia que se abateu sobre aquele povo irmão. Esse é um momento de reflexão, de lembrarmos as vítimas, e de conclamarmos a comunidade internacional para um renovado esforço em prol da recuperação do país, que ainda vive uma situação de extrema gravidade.

Quero também enaltecer o trabalho dos nossos soldados que participaram da Missão das Nações Unidas (MINUSTAH), lutando incansavelmente para a estabilização e colaborando para a recuperação da infraestrutura do país. Lembro, e presto uma homenagem aos 18 militares brasileiros, à médica e humanista Zilda Arns e ao Representante Adjunto da ONU para o Haiti, Luiz Carlos da Costa, que estavam em missão de solidariedade e lamentavelmente perderam a vida durante o terremoto.

Reafirmo nossa determinação de ajudar na reconstrução desse país, cujo povo não se rende diante das adversidades e tem dado provas de grande coragem e vontade de viver. O Brasil e a MINUSTAH vão perseverar, pois sabemos que os haitianos não desistirão.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

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