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Sexta-feira, 4 de setembro de 2015 às 11:43

“Não pensaram só em fazer uma casa, mas em dar uma nova vida para a gente”

A presidenta Dilma Rousseff entrega, nesta sexta-feira (4), 1.948 unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), em Campina Grande (PB), do Loteamento Acácio Figueiredo e Raimundo Suassuna. O empreendimento é destinado a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil e teve investimento de R$ 91,3 milhões.
O residencial é equipado com infraestrutura completa, escolas, posto de saúde, creche, redes de água, energia elétrica e disponibilidade de acesso ao transporte público. Fotos: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

O residencial é equipado com infraestrutura completa, escolas, posto de saúde, creche, redes de água, energia elétrica e disponibilidade de acesso ao transporte público. Fotos: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Rosana Santos, 38 anos, é uma das beneficiadas pelo residencial. Mãe de oito filhos, ela é viúva de dois maridos e vive de pensão. Ela, que pagava 270 reais de aluguel, conta as dificuldades de quem mudou de casa cinco vezes nos últimos dois anos. “Eu já sofri muito procurando casa de aluguel. É muito difícil arrumar uma casa quando a gente tem muita criança, sem contar também as condições financeiras para pagar”.

Rosana e parte de sua família. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Rosana e parte de sua família. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

A ansiedade já tomou conta de Rosana. Ela não dorme há uma semana na expectativa de mudar para a casa nova. Lá, vai morar com seis dos oito filhos, além de dois netos, pagando uma prestação de 38 reais. Mas não é só por receber a casa que Rosana comemora.  “Não é só ter uma casa, é ter uma casa que é digna para mim, para os meus filhos e para todas as famílias que precisam. É abrir a porta e ter uma casa hoje que tem rua calçada, tem escola, tem creche. Então, é um local que não pensaram somente em fazer uma casa, mas pensou em dar uma nova vida à gente. Uma nova chance de esperança na vida para nós e para todas as famílias beneficiadas aqui de Campina Grande”.

Ao ser questionada sobre o que vai primeiro quando se mudar, Rosana pensa nas crianças. “Meus filhos vão querer correr, brincar, contar para os amigos que têm uma casa nova. Chegar na escola e dizer que tem uma casa na cerâmica, no PVC, com banheiro bonito. É uma benção”, imagina.

Além de escolas e creche, o residencial é equipado com infraestrutura completa, pavimentação, posto de saúde, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem, energia elétrica e disponibilidade de acesso ao transporte público.

Vida Melhor
A aposentada Josefa Farias, 75 anos, vive em um terreno irregular na margem de um riacho, a uns 300 metros do residencial. Ela mora com a neta Maria José da Silva, 23 anos, que possui uma deficiência mental desde criança, necessitando, em tempo integral, dos cuidados de dona Josefa. “Cuido mais dela do que de mim”, diz a avó com os olhos atentos nos movimentos da neta.

Apenas um riacho separa a antiga e a nova casa de dona Josefa. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Apenas um riacho separa a antiga e a nova casa de dona Josefa. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Josefa conta que ficou viúva em 2001 e, de lá para cá, passou muitas dificuldades. Ela deu o exemplo de quando o riacho subiu o nível da água, em 2013, enchendo o barraco de dona Josefa até a metade da parede. Com muito trabalho, ela recuperou tudo que tinha perdido na enchente e agora espera não passar mais por isso na casa nova, que consegue ver da porta da casa antiga.

“Daqui, onde estou morando hoje, gosto não, porque vivo morrendo dentro d’água. Estou muito feliz de receber a minha casa. Vai ficar melhor para mim e para ela. Todo dia eu namoro a minha casinha, pensando no dia que eu vou pra ela”, conta.

Como o residencial possui dois Postos de Saúde Familiar, Josefa pretende levar Maria para exames de rotina, confiante na melhora da qualidade de saúde de sua neta. “Agora vão tratar melhor dela”, diz esperançosa.

“É o futuro a ser construído”
Há dois anos, Vanessa de Souza, 24 anos, se mudou para a casa da mãe com sua filha Larissa, de 3 anos, após se divorciar do marido. Com um salário mensal de 300 reais trabalhando como auxiliar de cozinha, Vanessa tenta ajudar a mãe com parte dos seus ganhos. “Na verdade minha mãe que me ajuda porque não tenho condições de pagar um aluguel”.

Vanessa está com tudo pronto para mudar para a casa nova. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Mas agora Vanessa está animada porque vai mudar para o residencial com sua filha. Quando soube que tinha sido sorteada, ela separou um dinheiro e comprou móveis e eletrodomésticos usados para mobiliar a casa nova.

“Estou muito feliz porque consegui realizar um sonho na minha vida, que é a minha casa própria. Estou muito satisfeita. Já estou com minhas coisas tudo compradas, tudo guardadinhas, só esperando mesmo a hora de me entregarem a casa. Na hora que me entregarem eu estou indo porque não quero perder nenhum minuto sem estar dentro dela”, conta ansiosa.

Vanessa já visitou a casa, o que aumenta mais ainda a ansiedade. “Gostei muito de lá e não vejo a hora para eu levar as minhas coisas. É o futuro a ser construído”.

Sexta-feira, 14 de agosto de 2015 às 14:43

Minha Casa Minha Vida já investiu R$ 270 bilhões na economia brasileira, afirma Dilma

Dilma: "um em cada cinco habitantes de Juazeiro moram em uma casa decente e digna do Minha Casa, Minha Vida. E esse é um prêmio que eu carrego na minha vida". Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma: “um em cada cinco habitantes de Juazeiro vai morar em uma casa decente e digna do Minha Casa, Minha Vida. E esse é um prêmio que eu carrego na minha vida”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Os recursos investidos no Programa Minha Casa Minha Vida, em qualquer cidade brasileira, aquecem a economia e beneficiam a todos no País, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (14), ao participar da entrega de 1.480 unidades habitacionais no município de Juazeiro, no norte da Bahia.

O custo de cada moradia entregue hoje foi avaliado em cerca de R$ 60 mil e cada proprietário deverá pagar uma parte de R$ 6 mil, divididos em parcelas mensais que vão variar entre R$ 25 e R$ 80 mensais, dependendo da renda da família. Com isso, 90% do valor total do imóvel é subsidiado pelo governo, por meio da Caixa Econômica Federal.

O importante desse investimento, disse a presidenta, é que as casas beneficiam, além das famílias que receberam o imóvel, as empresas que constroem o material que é usado, que participam das várias etapas dos empreendimentos e geram empregos nas diversas regiões. Desta forma, o Minha Casa Minha Vida já injetou R$ 270 bilhões na economia brasileira, de uma carteira de investimentos totais de cerca de R$ 550 bilhões em infraestrutura.

Além disso, nos locais onde se constroem as casas, continuou, também se criam novas comunidades, gerando novos negócios. “Aqui vocês vão criar toda uma vida em comum. Aqui perto vai ter gente trabalhando para trazer aquilo que vocês compram todo dia. Isso aqui vai virar um bairro”, disse Dilma.

E lembrou que outras quatro mil moradias estão sendo construídas na cidade, totalizando 11 mil unidades habitacionais do programa em Juazeiro. “Daí, fico muito feliz de estar aqui, porque um em cada cinco habitantes de Juazeiro vai morar em uma casa decente e digna do Minha Casa Minha Vida. E esse é um prêmio que eu carrego na minha vida”.

Providenciar casa para quem precisa é novidade no Brasil
Isso porque, acrescentou Dilma, o Minha Casa Minha Vida ainda é uma novidade no País. “Eu sei perfeitamente que o Brasil tem toda uma tradição de não a olhar para aqueles que mais precisam, para aqueles que sofrem, para aqueles que trabalham. E nós, desde o governo do presidente Lula, falamos: ‘Não, tem de acabar com isso. O dinheiro que nós somos, depois da eleição, indicados para administrar, tem de ser dedicado para resolver a vida e melhorar a vida dos brasileiros”.

A presidenta lembrou os moradores de que as casas são um patrimônio que ficará para a família dos beneficiados e que cada um deles deverá zelar por essa conquista. “A casa própria é patrimônio de vocês. Isso aqui é riqueza de vocês. Se [a casa] começa valendo R$ 60 mil, daqui a pouco vai valer R$ 120 e vai se valorizando. Eu vi que aqui tem muita criança pequena, que tem de viver em um lugar que tem árvore”, acrescentando que pediu à prefeitura que plante árvores e crie creches no Residencial Juazeiro.

Sexta-feira, 6 de março de 2015 às 7:28

Minha Casa Minha Vida leva moradia a quase seis mil pessoas em Araguari (MG)

A presidenta Dilma Rousseff estará no município de Araguari (MG) nesta sexta-feira (6) para entregar 1.472 novas moradias do Residencial Bela Suíça II, construídas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A expectativa é beneficiar mais de 5.800 pessoas.

As casas possuem área privativa de 44,77 m², dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e piso cerâmico em todos os ambientes. Foto: Adriana Machado - Gabinete Digital/PR

As casas possuem área privativa de 44,77 m², dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e piso cerâmico em todos os ambientes. Foto: Adriana Machado – Gabinete Digital/PR

Segundo o superintendente regional da Caixa Econômica Federal no Triângulo Mineiro, Clayton Rosa Carneiro, a entrega das unidades habitacionais compõe um esforço do governo em garantir moradia a todas as faixas de renda do município. “Esse empreendimento está inserido em uma expansão urbana de Araguari, onde temos uma heterogeneização de famílias e de faixas de renda. As pessoas que estão se mudando para cá vão ter à disposição uma infraestrutura de transporte, saúde, educação e lazer”, explica.

O empreendimento Residencial Bela Suíça II é formado por 710 casas, e contou com investimento de R$ 42,6 milhões. O Residencial Bela Suíça III tem 762 unidades e contou com R$ 45,7 milhões em recursos. Os empreendimentos são compostos por casas com área privativa de 44,77 m², dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e piso cerâmico em todos os ambientes.

De acordo com dados do Ministério das Cidades, o MCMV já contratou no estado de Minas Gerais 376.295 unidades habitacionais e entregou 245.418 moradias, totalizando um investimento de R$ 25,8 bilhões. Em Araguari, foram investidos R$ 409,4 milhões para a contratação de 6.476 unidades.  No País, o programa contratou mais de 3,7 milhões de moradias e entregou 2.025.829, com investimento de R$244,2 bilhões.

Sonho realizado
Uma das unidades vai ser ocupada pela dona de casa Luciana Vieira da Silva, de 36 anos. Solteira, mãe de dois filhos, um deles com síndrome de Down, Luciana vive com um salário mínimo e até então morava de favor na casa de uma tia. “Ter uma criança com Down requer uma dedicação muito grande e eu precisei parar de trabalhar para cuidar dele. A gente recebe um salário mínimo por causa dele e essa é minha única renda”, conta.

Luciana se inscreveu no programa de moradia da prefeitura de Araguari em outubro do ano passado e em pouco tempo soube que havia sido selecionada. “Não acreditei quando me contaram. Chorei muito, parecia que tinha ganhado na loteria. Para mim, ter uma casa significa dignidade para mim e para os meus filhos. Sempre tive esse sonho mas não tinha como realizar. Agora posso dizer que tenho uma casa que é minha e dos meus filhos. Estou muito, muito feliz”, afirma.

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 às 13:51

Investimentos no Minha Casa, Minha Vida estão mantidos, afirma Kassab

O novo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, garantiu, em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, que os investimentos em obras do Minha Casa, Minha Vida estão mantidos para 2015. Kassab fez essa afirmação após reunião com a presidenta Dilma na manhã desta segunda-feira (12), no Palácio do Planalto.

"O Minha Casa Minha Vida é um programa que terá continuidade e que permanecerá como uma prioridade do governo", disse o ministro das Cidades. Foto: RafaB - Gabinete Digital/PR

“O Minha Casa Minha Vida é um programa que terá continuidade e que permanecerá como uma prioridade do governo”, disse o ministro das Cidades. Foto: RafaB – Gabinete Digital/PR

“O programa Minha Casa Minha Vida não sofrerá cortes, é um programa que terá continuidade e que permanecerá como uma prioridade do governo. Isso já é uma definição da presidenta Dilma”, afirmou.

O ministro também destacou que o governo federal permanece comprometido a socorrer o estado de São Paulo para solucionar a crise de abastecimento de água que atinge o estado.

Além disso, Kassab ressaltou os investimentos previstos para a capital paulista em obras de mobilidade urbana – como metrô e corredores de ônibus – e nas áreas de saneamento e canalização, que aumentarão a segurança da população paulistana, inclusive em áreas densamente povoadas.

Sexta-feira, 9 de janeiro de 2015 às 10:00

Investimentos do FGTS em unidades do Minha Casa, Minha Vida chegam a R$ 106 bilhões

Da Agência Caixa de Notícias

O FGTS foi responsável por financiamentos de mais de R$ 106 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) desde 2009. Esse montante viabilizou a construção de 1,5 milhão de unidades em todo o Brasil desde o início do programa habitacional. Os subsídios chegaram a R$ 28,2 bilhões até novembro de 2014, de acordo com o Conselho Curador do FGTS.

Os subsídios às moradias do programa já atingiram a marca de R$ 28,2 bilhões. Residencial Canário, Complexo do Alemão (RJ). Foto: Wendel Pires/ACN

Os subsídios às moradias do programa já atingiram a marca de R$ 28,2 bilhões. Residencial Canário, Complexo do Alemão (RJ). Foto: Wendel Pires/ACN

O FGTS atua em todas as três faixas do Minha Casa, Minha Vida, que atendem às famílias com renda mensal entre R$ 1.600 e R$ 5 mil. Pelas regras do programa, quanto menor a renda, maior o subsídio. O Fundo participa com 82,5% e o governo federal com 17,5% do valor total nas operações subsidiadas.

O secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS, Quênio Cerqueira de França, disse que os mais de R$ 106 bilhões usados em habitação popular pelo FGTS refletem o papel social do Fundo no apoio ao trabalhador, à sua família e à sociedade.

“O FGTS já inovou, desde 2001, com a política de subsídios. Ao participar ativamente do Minha Casa Minha Vida, fez novo marco histórico porque houve a leitura de que para atingir as camadas da população que mais necessitam de casa própria, seria necessário esse apoio do FGTS. É um fundo privado, com dinheiro do trabalhador, ajudando a sociedade e toda a população”, afirmou França.

O FGTS subsidia financiamentos para aquisição de imóveis desde 1998. Até hoje, o montante subsidiado pelo Fundo já alcançou R$ 42,9 bilhões, sendo R$ 28,2 bilhões somente no Minha Casa, Minha Vida.

De acordo com o Ministério das Cidades, o programa fecha o ano de 2014 com 3,7 milhões de unidades contratadas e mais de 1,8 milhão entregues em todas as regiões do país.

Quinta-feira, 6 de novembro de 2014 às 13:40

Minha Casa, Minha Vida contribuiu para reduzir déficit habitacional no Brasil

Estudo preparado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido de entidades da construção civil, identificou que, em cinco anos de operação, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi responsável por resultados importantes para a economia brasileira. O estudo “Políticas Permanentes de Habitação” foi elaborado pela professora Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV. Segundo ela, o programa contribuiu para reduzir o déficit habitacional.

“O déficit habitacional no Brasil, em sua composição, é quase totalmente de famílias de baixa renda. Hoje, 73% das famílias que estão no déficit têm até três salários mínimos”, afirma a pesquisadora. Segundo ela, as pessoas de baixa renda têm mais dificuldade de se inserir nas condições exigidas pelos agentes financeiros. “Os programas habitacionais, ao fornecer subsídios e condições de financiamento subsidiadas, permitem inserir essa população e ajudam a reduzir o déficit habitacional”, disse Ana Maria Castelo.

Maria de Fátima Araujo da Silva é uma destas beneficiárias, no Paranoá (DF). Morava de aluguel desde que chegou a Brasília, em 1974, e desde então esperava pelo sonho da casa própria. Contemplada pelo Minha Casa, Minha Vida, ela pagará apenas R$ 80 por mês pela moradia nova, contra os R$ 390 que desembolsava de aluguel antes. “Com esse dinheiro [que sobra], de repente, dá pra eu ir montando as coisas aos pouquinhos,” avalia. Maria de Fátima aproveita para pontuar a surpresa de receber a unidade pronta para morar. “Eu achei ia receber ela (sic) no ‘osso’, assim sem azulejo, sem piso, sem nada. Recebi ela (sic) pronta pra morar”, contou.

Demanda por habitação
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostram que o déficit habitacional está em queda nos últimos anos: uma redução de 8,04% no período entre 2009 e 2012. A modalidade coabitação, quando familiares compartilham a mesma residência, caiu em 24,12%. Já no caso das habitações precárias, aquelas em áreas de risco e sem acesso a serviços, a redução no déficit foi de 18,99%. No caso do déficit causado pelo adensamento, ocupação do solo sem o planejamento, o déficit caiu em 5,45%.

Atualmente o déficit está em cinco milhões de moradias. A pesquisadora estimou que a demanda por habitação de baixa renda deva alcançar 20 milhões de unidades em 2024.

Para atender essa demanda, será necessário, segundo ela, construir 11,2 milhões de habitações sociais, a um custo total de R$ 760 bilhões. Até 29 de julho, foram contratadas, de acordo com a Caixa Econômica Federal, 3.553.314 unidades habitacionais por meio do Minha Casa, Minha Vida. Foram investidos, nestas moradias, mais de R$ 223 bilhões. Deste total, foram concluídas 2.040.706 habitações (R$ 136,87 bilhões), 797.666 (R$ 44,98 bilhões) estavam em produção e 692.942 (R$ 39,25 bilhões) estavam na fase inicial, com obra executada em até 25%.

Política de estado
Para a melhor continuidade dos programas de habitação de interesse social, a professora Ana Maria Castelo defende a tese de que programas como o Minha Casa, Minha Vida sejam transformados em políticas de estado. “É preciso que haja uma política continuada”, afirmou.

Para a professora, o MCMV precisa superar questões como o valor do preço dos terrenos, sobretudo nos grandes centros, a destinação de áreas para moradia de interesse social, a qualificação de mão de obra do mercado do setor e a melhoria da produtividade nas construtoras.

A economista acredita que a modalidade de arrendamento ou aluguel social, “sem tradição no Brasil”, poderia ser alternativa às ações de redução do déficit habitacional. “A gente não vai conseguir resolver toda questão da necessidade de habitação simplesmente produzindo moradias novas”, afirmou.

Fonte: com informações da Agência Caixa de Notícias.

Quinta-feira, 2 de outubro de 2014 às 11:04

Prédio no centro de São Paulo será transformado em moradia popular

Reforma do edifício Ipiranga, abandonado há quatro anos, beneficiará 120 famílias. Foto: divulgação PAC.

Reforma do edifício Ipiranga, abandonado há quatro anos, beneficiará 120 famílias. Foto: divulgação PAC.

O programa de habitação popular do governo federal financia, pela primeira vez, a reforma de um prédio vazio para transformá-lo em habitação popular. Localizado no centro de São Paulo, o edifício Ipiranga, abandonado há quatro anos, será moradia para 120 famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. O contrato foi assinado nessa sexta-feira (26), entre a Caixa Econômica Federal e a Unificação das Lutas de Cortiço (ULC).

O edifício possui 21 andares e 7,1 mil metros quadrados de área construída. Serão até seis unidades habitacionais em cada piso, cada uma medindo entre 25 e 63 metros quadrados. A reforma está prevista para terminar em 18 meses e terá investimento de R$ 11,6 milhões, sendo R$ 9,2 milhões pelo governo federal e R$ 2,4 milhões pelo governo estadual.

Na categoria de financiamento contratada, a ULC será responsável pela contratação e fiscalização da empreiteira que fará a obra. As famílias que assumirem o financiamento vão pagar prestação mensal de 5% da renda bruta familiar ou R$ 25, o que for maior. O edifício, situado no número 1.125 da Avenida Ipiranga, foi cedido pela Secretaria do Patrimônio da União por meio da Concessão de Direito Real de Uso (CDRU).

Para o diretor de habitação da Caixa, Teotônio Rezende, a reforma vai garantir uma função social do imóvel, que estava abandonado. “A contratação de um projeto de moradia que prevê a requalificação de um prédio vazio em área central da cidade de São Paulo garante função social ao imóvel e permite uma integração com os serviços e infraestruturas disponíveis no centro. A conjunção de recursos públicos para habitação com uma regulamentação municipal que reconhece a importância da área central, como é hoje o Plano Diretor de São Paulo/SP, permite avanços no enfrentamento do déficit habitacional, com qualidade e retorno para toda a cidade”, disse.

Segundo a Caixa, outros projetos de requalificação em áreas centrais estão em análise.

Requalificação de Imóveis
Outras experiências de requalificação de imóveis já foram implantadas com diferentes modalidades de crédito. No programa habitacional de baixa renda que usa recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), foram contratadas reformas em imóveis do patrimônio público, como, por exemplo, o Residencial Conquista, prédio com 42 apartamentos populares localizado no centro de Porto Alegre (RS), e do Condomínio Manhattan, com 168 unidades habitacionais, que está em execução em Aracaju (SE).

Quarta-feira, 2 de julho de 2014 às 12:37

Minha Casa, Minha Vida garante direito de ter um lar digno, afirma Dilma

Quarta-feira, 2 de julho de 2014 às 12:37

Minha Casa, Minha Vida garante direito de ter um lar digno, afirma Dilma

Presidenta Dilma visita unidade habitacional de residencial do Minha Casa Minha Vida. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma visita unidade habitacional de residencial do Minha Casa Minha Vida. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Após 496 famílias receberem unidades habitacionais em Vila Velha (ES), nesta quarta-feira (2), a presidenta Dilma Rousseff classificou como importantíssimo a entrega das chaves às famílias que terão acesso ao “sonho da casa própria” graças aos subsídios do governo federal. A primeira etapa do residencial recebeu R$ 22,8 milhões do programa Minha Casa, Minha Vida.

“Aqui, no Residencial Vila Velha são 496 famílias, porque uma casa é uma família. Então, eu conto por família, são 496 famílias. E aí não é tijolo, não é alumínio, não é o azulejo, não é a cerâmica do chão, são os afetos que vão estar lá dentro”, comentou.

Dilma ainda destacou o balanço das casas do Minha Casa, Minha Vida no estado. Das 2,750 milhões de moradias do programa, 17,8 mil foram entregues, e 31 mil estão contratadas no Espírito Santo, beneficiando cerca de 50 mil famílias capixabas.

Residencial Vila Velha
O empreendimento em Vila Velha (ES) do Minha Casa, Minha Vida, foi contratado em três etapas, com investimento total de R$ 68,2 milhões. Cada etapa conta com 496 moradias, e depois de finalizadas, as duas restantes vão complementar benefício para 5.952 pessoas.

No total, são 1.488 apartamentos, distribuídos em 31 blocos no residencial localizado no bairro Jabaeté. As unidades com valor de R$ 46 mil, compostas de sala, dois quartos, cozinha, banheiro, área de serviço externa, com piso cerâmico em todos os ambientes. 26 destas unidades estão adaptadas para pessoas com deficiência.

Tanto as infraestruturas internas e externas do Residencial Vila Velha estão concluídas, com disponibilidade de transporte público para os moradores. Internamente, o empreendimento conta com parque infantil e quadra esportiva. As famílias ainda moram a cerca de 2 km de creches, escolas, postos de saúde e unidade de segurança.

Segunda-feira, 23 de junho de 2014 às 11:17

Dilma: Queremos que brasileiros tenham a segurança e a riqueza da casa própria

Presidenta Dilma visita casa do Residencial Macapaba, entregue hoje em Macapá (AP).

Presidenta Dilma visita casa do Residencial Macapaba, entregue hoje em Macapá (AP). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidenta Dilma Rousseff destacou o esforço do governo federal para a população brasileira ter acesso à casa própria, na entrega de 2.148 casas e apartamentos do Minha Casa, Minha Vida, em Macapá (AP), nesta segunda-feira (23). Ela afirmou que este patrimônio é a riqueza distribuída ao se investir o dinheiro dos impostos em habitação popular.

“O Minha Casa, Minha Vida está distribuindo riqueza pelos brasileiros, garantindo acesso à casa própria. Resolver realizar o sonho da casa própria, esse imenso sonho que é ter um lar para criar os filhos, receber os amigos, receber todas aquelas oportunidades, de fato, é o que faz a vida da gente valer a pena. A casa própria é lar, mas também riqueza, não vamos esquecer. A partir de agora, a parte que mais precisa da população brasileira também tem acesso a riqueza, patrimônio da sua casa”, constatou.

No total, o governo investiu R$ 265 milhões nos residenciais Macapaba 1 e 2, em Macapá. Neste ano, eles beneficiarão mais de 17 mil pessoas com 4.366 moradias, após a entrega da 2ª etapa, prevista para agosto.

“Nesse residencial vão ter 4.366 famílias, 1% da população de Macapá. E vão ter também aqui um novo caminho de oportunidades. No final desse período, até o final desse ano, nós esperamos ter, entre entregues e contratadas, 10 mil moradias, sendo precisa, 10.147. Nós construímos casas e vocês constroem novos sonhos, novos sonhos para vocês, para suas famílias, para as crianças, para os meninos e para as meninas”, comentou a presidenta.

Localizado na BR-156, Km 3,9, o Residencial Macapaba 1 é composto por 164 casas e 1.984 apartamentos distribuídos em 124 blocos com 16 apartamentos cada. As casas têm área privativa de 39,68m² e os apartamentos 44,50m², todos divididos em 2 quartos, circulação, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, com piso cerâmico em todos os ambientes. As casas estão avaliadas em R$ 58,69 mil e os apartamentos em R$ 60,69 mil.

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