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Segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 às 17:01

Brasil registra 1ª vacina contra dengue do País

Aedes Aegypit

Proteção contra Aedes Aegypt: doses devem ser aplicadas 3 vezes, a cada 6 meses. Laboratório afirma que, a partir da primeira dose, vacina protege quase 70% das pessoas. Imagem: domínio público.

Foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28) o registro concedido pela Anvisa para a primeira vacina contra dengue no Brasil. Trata-se da Dengvaxia, produzida pela empresa francesa Sanofi Pasteur. Para que a vacina possa começar a ser vendida, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos ainda precisa definir o valor de cada dose, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS vai avaliar a possibilidade de incluir o produto ao sistema público de imunizações. O governo vai avaliar custo, efetividade e impactos epidemiológico e orçamentário da incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde. A Anvisa alerta que a vacina não protege contra os vírus Chikungunya e Zika.

A vacina apresentou uma eficácia global confirmada contra qualquer sorotipo da dengue de 65,6% na população acima de nove anos de idade. A eficácia nessa população foi de 58,4% contra o sorotipo 1; de 47,1% contra o sorotipo 2; de 73,6% contra o sorotipo 3 e de 83,2% contra o sorotipo 4. Se considerada a forma da dengue que leva à hospitalização, a eficácia verificada da vacina foi de 80,8%. Ou seja, há uma proteção maior para casos de dengue considerados mais severos, que levam à internação dos pacientes.

As doses devem ser aplicadas em três etapas, com intervalos de seis meses. Mas a informação do laboratório é de que, já a partir da primeira dose, vacina protege quase 70% das pessoas. A capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano.

Validação
Para validar a vacina, a primeira contra a dengue registrada no Brasil, a Anvisa observou a comprovação da qualidade, segurança e eficácia do produto, além da certificação de cumprimento das Boas Práticas de Fabricação e as respectivas autorizações sanitárias para o funcionamento da empresa fabricante. A análise de todos esses dados foi pautada na relação benefício x risco da vacina.

Ainda de acordo com a Anvisa, a avaliação do dossiê de registro da vacina foi realizada dentro dos padrões estabelecidos pela agência brasileira e por organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o International Vaccine Institute (DVI).

A vacina contra dengue produzida pela Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. foi aprovada para a seguinte indicação terapêutica: prevenção da dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 em indivíduos dos 9 aos 45 anos de idade e que moram em áreas endêmicas. No momento não há dados suficientes para a comprovação da segurança de uso da vacina em indivíduos menores de 9 anos de idade, principalmente na faixa etária de 2 a 5 anos, bem como para os brasileiros maiores que 45 anos. O esquema de vacinação aprovado foi o intervalo de seis meses entre as doses.

O Ministério da Saúde divulgou nota, nesta segunda-feira, afirmando que tem apoiado e acompanhado o desenvolvimento de novas tecnologias para o combate ao Aedes Aegypit e aos vírus transmitidos pelo mosquito. No dia 11 de dezembro, por exemplo, “a Anvisa aprovou o início de estudos da  fase III da vacina contra dengue do Instituto Butantan. A Fiocruz  também realiza pesquisa sobre vacinas contra dengue, além de outros laboratórios internacionais”, informou.

Com informações da Agência Brasil e do Diário Oficial da União.

Confira abaixo as orientações dadas pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, na última quarta-feira (23), para evitar o Aedes Aegypt.

Sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 às 14:36

Dilma destaca mobilização do governo contra microcefalia e fala em ‘guerra’ contra vírus

A presidenta Dilma Rousseff aproveitou a participação na 15ª Conferência Nacional de Saúde, nesta sexta-feira (4), para ratificar o empenho do governo brasileiro para reduzir os casos de microcefalia que têm como causa o zika vírus, que teria o mesmo vetor de transmissão da dengue, o mosquito aedes aegypti.

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Governo vai intensificar combate e prevenção ao mosquito aedes aegypti, afirmou a presidenta Dilma Rousseff.  Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma vai neste sábado (5) a Pernambuco para lançar o plano que tem como objetivo prevenir e combater o mosquito transmissor da doença.

Estamos mobilizando os agentes de saúde, toda a estrutura da Defesa Nacional, parte do governo federal, além do Exército, Marinha e Aeronáutica para nos ajudar nessa ação”, comentou.

A presidenta também reiterou a necessidade de conscientização da população para evitar novos casos.

É importante junto com toda essa ação, falar da consciência das pessoas. Mais forte que tudo isso [ação do governo] é que cada um dos brasileiros não deixe água parada. Nós temos de, efetivamente, nos dispor a essa luta, uma verdadeira guerra contra esse vírus”, completou.

A presidenta afirmou que, além de atuar na prevenção, o governo fará “uso de tecnologia para propor para procurar vacinas que sejam comercializáveis, inclusive de mudanças em moscas estéreis para também tratar de outra forma a erradicação do vetor“.

Sexta-feira, 23 de outubro de 2015 às 21:11

Dilma saúda MST por feira e diz que reforma agrária é fundamental para um Brasil desenvolvido

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, em vídeo veiculado na 1ª Feira Nacional da Reforma Agrária, que “a reforma agrária é continuará a ser uma luta fundamental para a construção do Brasil desenvolvido com que sonhamos”.

A feira, que ocorre no Parque da Água Branca, em São Paulo, desde quinta-feira (22) e vai até domingo (25), é organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e reúne 800 agricultores de assentamentos de 23 estados e do Distrito Federal. O objetivo da feira é mostrar os produtos da agricultura familiar e conscientizar a sociedade sobre os alimentos orgânicos.

Dilma afirmou, na gravação, que a reforma agrária “que queremos e estamos fazendo” garante “o acesso à terra e, também, assegura apoio à produção sustentável, cria os canais de comercialização justa e garante qualidade de vida às famílias nos assentamentos”.

Em 2015, o governo federal assentou 15 mil famílias acampadas. Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, que entregou recentemente um plano de reforma agrária para a presidenta, o objetivo do governo é assentar, até o fim de 2018, todas as famílias de sem-terra acampadas remanescentes no Brasil. De acordo com ele, isso corresponde a cerca de 120 mil famílias
.
Dilma afirmou ainda, no vídeo, que nos últimos 12 anos o governo federal e o MST, em parceria, construíram as bases para que o Brasil deixasse o Mapa da Fome da ONU.

“Superamos essa chaga histórica, combinando uma rede de proteção social capaz de atender efetivamente aos que mais precisam com políticas bem estruturadas de apoio aos nossos pequenos agricultores”, ressaltou a presidenta.

Dilma disse que o governo e o movimento estão “prontos para enfrentar, juntos, uma nova tarefa: a de garantir comida de verdade para as populações do campo e das cidades”.

“Vamos superar mais esse desafio, mantendo e ampliando direitos de nossa população e com ainda mais um estímulo à produção sustentável de alimentos, investindo na agroecologia e no trabalho de vocês”.

A presidenta avaliou que a primeira edição da Feira Nacional da Reforma Agrária “mostra que o MST e os camponeses do Brasil estão prontos para continuar protagonizando o processo de construção de uma nação mais justa, que garante alimentos saudáveis a todos os seus cidadãos e a devida e necessária valorização a quem os produz”.

Dilma ainda anotou que a iniciativa “é mais uma prova do admirável poder de organização, da força produtiva e da competência das trabalhadoras e dos trabalhadores do campo de nosso País”.

“Nos próximos dias, todos que visitarem o Parque da Água Branca terão acesso a alimentos de qualidade e a uma diversidade ímpar de sabores, vindos de todos os cantos de nosso País. Ao experimentar as comidas típicas de todas as regiões, sentirão por que devemos celebrar sermos um País com sabores regionais e por que devemos nos orgulhar de nossa agricultura familiar”.

Com informações da Agência Brasil.

Terça-feira, 6 de outubro de 2015 às 15:45

Sociedade e governo ganham com formalização de empresas, diz Afif Domingos

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Afif: simplificação é matéria que une a todos e mostra que é possível construir consenso em um momento em que se fala só de dissenso. Foto: Rafael Hollanda/Blog do Planalto

A formalização de empresas é a porta que traz o maior número de pessoas para o mundo legal, onde todos pagam menos e o governo arrecada mais, afirmou nesta terça-feira (6) o empresário Guilherme Afif Domingos. O ex-ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa destacou que, graças à determinação da presidenta Dilma, medidas importantes nesse sentido têm sido aprovadas, como o sistema Bem Mais Simples e a Rede Simples, que permite que micro e pequenos empresários abram e fechem seus negócios online, com menos burocracia e mais agilidade.

São passos importantes para acabar com essa imagem do Brasil como país que não apoia o empreendedorismo, destacou. É preciso facilitar a vida dos cidadãos, dos micro e pequenos empresários, setor que, segundo Afif, “segura as pontas” do emprego no Brasil. “Temos de acreditar nisso. Simplificação do imposto, graduado de acordo com a possibilidade  de pagar do cidadão, é o caminho para a formalização maciça. O Simples mostra isso, segurando as pontas do emprego”.

Para o empresário, simplificação é matéria que une a todos. “Mostra que podemos construir consenso em um momento em que se fala só de dissenso, desde que se tenham metas bem definidas e objetivos muito claros. Não depende de verba, dependo de decisão política, como foi a decisão politica da presidenta, nos apoiando em todos os momentos. Vale a pena lutar pela simplificação, pela micro e pequena empresa. E a senhora tem essa convicção na alma”, disse.

Afif Domingos foi convidado pela presidenta Dilma para participar da Implantação do Sistema de Registro e Licenciamento de Empresa do Distrito Federal. Na ocasião, a presidenta também assinou o Decreto Presidencial que beneficia pequenos empreendedores nas contratações do governo federal. Brasília é a primeira unidade da Federação a integrar a Rede Simples, a Rede Nacional de Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios.

Segundo Afif, o projeto piloto de integração à Rede Simples foi realizado aqui porque, entre outros fatores, a junta comercial do Distrito Federal pertence à União. E todas as empresas públicas situadas da capital são registradas na junta comercial do DF. “É ao mesmo tempo um estado e um município, uma cidade-Estado que permite trabalhar com integração”, explicou. O convênio foi fechado em março deste ano.

O ex-ministro comemorou também a unificação do CNPJ das empresas em todo o Brasil. “Todos os estados e municípios vão compartilhar esse mesmo número” e não terão de criar outros.

Afif Domingos agradeceu o empenho da presidenta e afirmou que continuará apoiando Dilma nessa causa: “A senhora tomou a decisão correta e nós estamos aqui, ao seu lado, para prosseguirmos na luta. Não importa onde estiver, nós estaremos juntos”.

Segunda-feira, 5 de outubro de 2015 às 23:41

Governo pode recorrer ao Supremo se TCU não garantir isenção no julgamento de contas, diz AGU

Adams

Adams (E) entrega ao presidente do TCU pedido de afastamento de Augusto Nardes da relatoria do processo sobre contas do governo em 2014. Foto: Wilson Dias/ABr

O governo federal poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal se considerar que o Tribunal de Contas da União (TCU) não tomou as devidas providências para garantir a isenção do julgamento das contas de 2014 da presidenta Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira (5) o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.  “Isso é possível de se questionar no Supremo”, se o tribunal não atender os requisitos mínimos de garantia da análise do processo.

Ele protocolou hoje, no TCU, um pedido de afastamento do ministro Augusto Nardes da relatoria do processo. O documento foi entregue ao presidente daquele tribunal, Aroldo Cedraz. Segundo Adams, esses requisitos mínimos de isenção do processo estariam prejudicados por um “vício substancial”, pois o relator Nardes já manifestou, reiteradas vezes, suas opiniões pessoais sobre o processo ainda em curso.

Por isso, acrescentou, é preciso garantir que as contas da presidenta Dilma sejam julgadas de maneira imparcial, objetiva e ponderada, quer sejam rejeitadas ou aprovadas. “E não de forma dirigida”, disse ele.
“Nós queremos um processo devidamente saneado. Evidentemente, se esse posicionamento acontecer na quarta, será julgado. Nós faremos uma sustentação na representação, assim como faremos uma sustentação no mérito do processo e falaremos sobre isso nos dois casos. Agora, o processo não é só uma suspeição. Também é uma infração disciplinar. Por isso que nós encaminhamos o processo também à Corregedoria. E os dois processos têm que ser avaliados juntos, pelo corregedor e pelo ministro”, esclareceu Adams.

Segunda-feira, 17 de agosto de 2015 às 9:02

Agenda: presidenta Dilma se reúne com lideranças da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira

Agenda presidencialA presidenta Dilma Rousseff se reúne, às 9h desta segunda-feira (17), no Palácio do Planalto, com os ministros da coordenação política do governo, para discutir temas desta semana.

Às 19h30, a presidenta recebe, no Palácio da Alvorada, lideranças da Câmara dos Deputados.

*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações,acesse o Portal Planalto.

Domingo, 22 de fevereiro de 2015 às 10:00

MEC quer ouvir comunidade escolar para programa de valorização de diretores de escolas públicas

Com informações do MEC

O Ministério da Educação (Mec) está criando um programa de valorização de diretores de escolas públicas de ensino básico municipais, estaduais e federais de todo o País. Para isso, está ouvindo na consulta pública Diretor Faz Diferença, até 2 de março, a comunidade escolar e todos que quiserem contribuir no processo.

DiretorPrincipal

O ministro da Educação, Cid Gomes, acredita que o primeiro passo para a valorização do diretor de escola é justamente ouvir as pessoas. “É importante que a gente envolva toda a comunidade escolar, para que todos possam dar suas opiniões, expor suas questões, compartilhar conosco suas experiências e seu conhecimento”, explica.

Administrar uma escola passa, entre outras coisas, por gerir os recursos financeiros, administrar conflitos tanto de estudantes ou mesmo entre os professores e funcionários, além de realizar um planejamento estratégico para garantir o bom funcionamento da escola e o sucesso na educação. Diante de tantas e difíceis tarefas, um diretor bem preparado e valorizado pode fazer mais para diminuir as diferenças na educação pública brasileira.

Para participar da consulta pública, alunos, pais, professores, gestores, comunidade escolar, academia, estudiosos e sociedade em geral poderão apresentar suas experiências sobre o trabalho de diretores escolares e fazer propostas, sugestões e comentários. Os interessados deverão responder a duas perguntas: Como você avalia a importância de um diretor de escola de educação básica? e Como você entende que pode ser valorizado o papel do diretor de escola de educação básica?

“Todas as pessoas que tenham algum sentimento de compromisso com a educação, com a melhoria da educação no nosso país, com a valorização da escola, com a compreensão da importância do papel de um executivo, que é o diretor da escola, podem contribuir”, convida Cid Gomes.

Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 às 18:00

Quatro obras do PAC estão entre as 100 mais importantes do mundo

Com informações do Portal do PAC

Seis grandes obras de infraestrutura do Brasil estão entre as 100 mais importantes do mundo, de acordo com lista feita pela consultoria internacional KPMG, e quatro delas têm o carimbo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): o Projeto de Integração do rio São Francisco (PISF), Morar Carioca – comunidade sustentável, o Campo de Libra do Pré-sal e a Parceria Público-Privada (PPP) do sistema de tratamento de esgoto de Recife (PE). As outras duas obras brasileiras incluídas na lista, divulgada no final de 2014, são a Ferrovia Transcontinental e o Metrô da Linha 6 de São Paulo.

Obras foram selecionadas de acordo com complexidade, relevância, viabilidade e impacto na sociedade. Fotos: divulgação PAC; divulgação Cidade Olímpica; Bruno Veiga/Agência Petrobras; divulgação PAC

Obras foram selecionadas de acordo com complexidade, relevância, viabilidade e impacto na sociedade. Fotos: divulgação PAC; divulgação Cidade Olímpica; Bruno Veiga/Agência Petrobras; divulgação PAC

Segundo a publicação, cada um dos 100 projetos listados “representa o espírito de infraestrutura, desenvolvimento e financiamento privado”, e revela como governos pelo mundo estão se desdobrando para encontrar meios para financiar importantes projetos de infraestrutura – como é o caso do PAC.

Das quatro obras do PAC listadas pela consultoria KPMG, a que é integralmente financiada com recursos do PAC é o Projeto de Integração do São Francisco, que gera mais de 10 mil empregos e está com quase 70% de seus trabalhos concluídos. O projeto vai levar água para mais de 12 milhões de pessoas que moram em 390 municípios do Nordeste do país. É a maior obra de infraestrutura hídrica brasileira e uma das maiores do mundo. O projeto se destaca por executar 477 quilômetros de canais em dois eixos de transferência de água – Norte e Leste – com a construção de 4 túneis, 14 aquedutos, 9 estações de bombeamento e 27 reservatórios.

A lista das obras é um relatório global que a empresa KPMG faz a cada dois anos. Foram criados quatro grupos para selecionar as obras mais importantes de acordo com sua complexidade, relevância para o país, viabilidade econômica e impacto na sociedade. Para se chegar à lista final de 100 obras, foram convidados especialistas independentes dos Estados Unidos, China, Índia e Brasil, que formaram quatro júris para cada região avaliada. Após algumas rodadas de discussão dos júris, chegou-se à lista final de 100 empreendimentos.

Segundo o sócio da KPMG no Brasil, Maurício Endo, o Brasil retomou com vigor os investimentos em infraestrutura e tem feito boas iniciativas para financiar essas obras. “O PAC é um indutor e realmente tem acelerado e beneficiado vários projetos de infraestrutura, inclusive alguns de parceria público-privada, aportando recursos na área de transporte urbano, por exemplo”, afirma o consultor, que elogia a integração cada vez maior entre o PAC e o Programa de Investimento em Logística (voltado para concessões), para que o Brasil aumente ainda mais o investimento em infraestrutura logística. “A infraestrutura é crucial para o crescimento das exportações e para o crescimento doméstico.”

Edson Costa, coordenador do departamento de Recursos Hídricos da Secretaria do PAC, lembra que a Integração do rio São Francisco é um projeto muito antigo e vem sendo debatido desde a época do Império, há mais de 100 anos. Mas só depois da inclusão da obra no PAC, em 2007, é que ela realmente começou a andar. Segundo ele, o PAC, criou um ambiente melhor de investimentos no país, priorizando algumas obras importantes e criando mecanismos para financiar os projetos.  “A possibilidade de conclusão das obras que compõem a carteira do PAC são maiores, pois existe tratamento diferenciado na gestão, no monitoramento e na garantia dos recursos”, explicou.

O professor de finanças da Universidade de Brasília (UnB), José Carneiro da Cunha, diz que a Integração do São Francisco é sem dúvida uma das obras mais estratégicas em andamento hoje no país, por atacar um problema antigo, que é o abastecimento de água no Nordeste.

“Resolvendo isso, vai também potencializar a produção agrícola da região e dando melhores oportunidades de emprego.” Pode inclusive, diz Cunha, gerar uma redução da pressão de expansão das fronteiras agrícolas na Amazônia, já que o PISF contribuirá para melhorar a qualidade do solo do semiárido por meio da irrigação. “Além disso, faz surgir novas atividades econômicas na região, reduzindo a necessidade de programas assistenciais, o que é muito bom.”

Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015 às 10:00

Matrículas em educação integral apresentam crescimento de 41,2% em 2014

Pelo quinto ano consecutivo, as matrículas em educação integral apresentam crescimento expressivo. O número de alunos que permanecem, pelo menos, sete horas diárias em atividades escolares aumentou 41,2%, passando de 3,1 milhões em 2013 para 4,4 milhões em 2014. Desde 2010, o contingente de crianças e adolescentes atendidos em tempo integral mais que triplicou. É o que mostra o Censo Escolar da Educação Básica de 2014, divulgado nesta quarta-feira, 11, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Censo aponta que 54,8% das escolas brasileiras têm alunos com deficiência incluídos em turmas regulares. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Censo aponta que 54,8% das escolas brasileiras têm alunos com deficiência incluídos em turmas regulares. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente do Inep, Chico Soares, afirmou que o censo aponta, a cada ano os resultados das políticas públicas. “A expansão da educação integral é fruto do programa Mais Educação, desenvolvido pelo MEC, por meio do qual são transferidos recursos às escolas para manter os alunos em jornada estendida”, disse.

Ao todo, o Censo de 2014 registra 49,8 milhões de alunos matriculados na educação básica. No ano anterior, eram 50 milhões. “A queda é fruto do tamanho da população, que diminui a cada ano. É consequência, ainda, de um fenômeno positivo, a melhoria dos indicadores de progressão e, em consequência, a redução da defasagem idade-série. O problema está sendo enfrentado e diminui a cada ano”, observou o presidente do Inep.

O ensino fundamental é a maior etapa de toda educação básica e ultrapassa os 28 milhões de alunos. Destes, 15,7 milhões cursam os anos iniciais e 12,8 milhões os anos finais. Um dos destaques dessa etapa é que praticamente todos os alunos do primeiro ano do ensino fundamental estão na idade adequada para a série.

No ensino médio, o número de matrículas permaneceu estável em quatro anos. A frequência dessa etapa é de 8,3 milhões de alunos, 95,9% desse total em áreas urbanas. As redes estaduais são as que detêm a maior participação, com 84,7% do total de matrículas.

Inclusão
O Censo aponta que 54,8% das escolas brasileiras têm alunos com deficiência incluídos em turmas regulares. Em 2008, esse percentual era de apenas 31%. A evolução está em sintonia com os desafios propostos pelo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a universalização do atendimento em educação a segmento da população de 4 a 17 anos, preferencialmente na rede regular de ensino.

Proinfância
“Outro aspecto positivo comprovado pelo Censo é a expansão do atendimento em creches, fruto do Proinfância, programa do MEC que destina a estados e municípios recursos para ampliação e melhoria da oferta”, destacou Chico Soares. São 2,9 milhões de crianças matriculadas, o equivalente a um aumento na oferta de 40% nos últimos quatro anos.

Profissional
A modalidade Educação Profissional também está evoluindo e já conta com 1,78 milhão de alunos matriculados, uma elevação de 89,2% em relação a 2008. Chico Soares avaliou que um dos fatores que impulsionam a educação profissional de nível médio é o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Terça-feira, 17 de fevereiro de 2015 às 10:00

Primeira fábrica privada de semicondutores do hemisfério Sul será inaugurada em 2015 no Brasil

O Brasil sediará a primeira fábrica privada de semicondutores do hemisfério Sul a atuar em toda a etapa de produção, a Unitec, que deve entrar em operação a partir do segundo semestre deste ano. A previsão é de que o empreendimento tenha um custo total de R$ 1 bilhão, do qual R$ 207 milhões concedidos pela Finep, por meio do BNDES.

Semicondutores blog

Na fabricação de chips, quanto menor o número de nanômetros, mais sofisticada a tecnologia. Outras empresas que atuam no Brasil nesta área produzem chips de 600 nanômetros. Além disso, elas encapsulam chips comprados no exterior. Já a Unitec produzirá chips de 130 a 90 nanômetros e atuará em todo o processo de fabricação.

Segundo a Finep, a construção da Unitec, que vai fabricar o “chip do futuro”, transforma de maneira revolucionária o padrão industrial brasileiro. Os componentes produzidos por essa planta trarão uma característica de inovação muito forte para a indústria brasileira, com fortes investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

A Finep lembra que o Brasil já teve já teve fábricas de semicondutores nos anos 70 e 80, com a tecnologia da época. Mas estas empresas desapareceram no inicio dos anos 90.

A planta da Unitec está sendo erguida em uma área de 20.000m² de construção total e 5.000 m² de sala limpa, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Os primeiros produtos a serem vendidos no mercado devem ser cartões inteligentes para bancos, operadoras de telefonia e empresas de transporte público.

O diferencial competitivo, de acordo com Finep, deve ser o atendimento a nichos de mercado, produzindo circuitos integrados customizados e obtendo, consequentemente, margens maiores do que na produção em massa de semicondutores. Uma das parceiras do projeto é a IBM, líder mundial no segmento de semicondutores.

O empreendimento permitirá que o País ingresse no seleto grupo de países com alta tecnologia em semicondutores, com forte demanda nacional e internacional, suprindo a praticamente inexistente oferta de componentes locais . O projeto foi realizado graças à parceria entre o BNDES, a Corporación América, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), IBM (NYSE:IBM), Matec Investimentos e a Tecnologia Infinita WS-Intecs.

Empregos
A previsão é de que a Unitec gere 300 empregos diretos, na produção de 360 wafers por dia – lâminas de silício das quais são feitos os chips.
A mão de obra especializada no design de semicondutores no Brasil já existe, e muito se deve aos centros de design criados dentro do programa federal CI Brasil. Com apoio da Finep, a iniciativa ajudou a criar 21 centros de design em todo o País, com mais de 500 designers em atividade especializados em projetar chips.

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