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Domingo, 2 de janeiro de 2011 às 14:35

Primeiro dia de trabalho da nova presidente tem sete audiências bilaterais

O primeiro dia de trabalho da presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto foi dedicado a sete audiências a autoridades internacionais que estiveram na cerimônia de posse, ontem, em Brasília (DF). Após as reuniões bilaterais, o novo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, repassou aos jornalistas detalhes dos assuntos tratados nos encontros. De acordo com o chanceler brasileiro, o incremento das parcerias entre Brasil e os países representados foi destaque nas conversas.

A primeira da série de reuniões, realizadas no Palácio do Planalto, foi com o Príncipe Felipe de Astúrias. De acordo com Patriota, ele entregou à presidente uma correspondência do rei Juan Carlos. Em seguida, Dilma Rousseff recebeu o presidente do Uruguai, José Mujica, e os dois concordaram em manter as reuniões trimestrais que já vinham sendo realizadas. Segundo Patriota, o Uruguai estuda a possibilidade de adotar o sistema nipo-brasileiro para televisão digital.

O aumento do fluxo comercial entre Brasil e Coreia do Sul norteou a conversa de Dilma com o primeiro-ministro Kim Hwang-Sik. “Na conversa foi manifestado o desejo do equilíbrio do comércio, bem como estabelecer acordo de comércio entre a Coreia e o Mercosul”, declarou Patriota.

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Segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 às 9:12

Entrevista ao programa É Notícia: “Cumprimos quase tudo que nós prometemos”

EntrevistasA vida de presidente da República é solitária e de muito trabalho, mas nem por isso menos gratificante, principalmente quando se termina o mandato cumprindo boa parte do que foi prometido no programa de governo apresentado na campanha, afirmou o presidente Lula em entrevista concedida ao programa É Notícia, da RedeTV!, que foi ao ar domingo (19/12). Lula disse ainda ao repórter Kennedy Alencar que não pode dizer que não será novamente candidato a presidente da República porque é um político nato e construiu uma excelente relação política durante os oitos anos de seu mandato, mas que ainda é muito cedo para dar palpite. O importante agora, afirmou, é trabalhar para a presidente eleita Dilma Rousseff fazer um bom governo. “Quando chegar na hora certa a gente ver o que vai acontecer. ”

O presidente Lula também falou sobre política externa e sua relação com líderes mundiais, apontando os primeiros-ministros Singh (Índia) e Hu Jintao (China) como grandes parceiros do Brasil nos últimos anos, assim como o ex-presidente americano George W. Bush e o presidente francês Nicolas Sarkozy. Sobre Obama, diz torcer muito pelo seu sucesso, mas acredita que ele cometeu alguns erros políticos na Casa Branca. “Eu acho que o Obama não tinha que fazer muita coisa nos Estados Unidos. Ele só tinha que ter a ousadia que o povo americano teve votando nele”, afirmou.

“É uma figura para quem eu torço, porque eu acho que a vitória de um negro jovem nos Estados Unidos tem o mesmo significado da história de um índio na Bolívia, da minha no Brasil, são outros segmentos da sociedade, que eram marginalizados, em ascenção. (…) Por isso que eu valorizo a democracia, porque isso só acontece na democracia.”

Lula disse ainda que para governar é preciso coração e paixão, e saber a hora de dizer ‘não’. “Quando você diz ‘não’, as pessoas precisam compreender que você não pode fazer aquilo. Quando você pode, você faz. Se você criar essa relação verdadeira com a sociedade, fica muito fácil governar o País”, afirmou.

Aproveitou a entrevista para reafirmar que a presidente eleita está montando o seu ministério com as pessoas que conhece e acredita, e que se muitos dos escolhidos são atuais ministros, é porque ela tem plena confiança neles. E quanto ao fato dela pedir conselhos a ele, é mais do que normal, disse Lula. “Seria anormal ela pedir conselho para o Serra.”

“Eu tenho acompanhado alguns editoriais, colunistas, eu acho muito engraçado o incomôdo que eles têm, dizendo que eu tô montando o governo da Dilma, que o Guido foi meu ministro, que o Paulo Bernardo foi ministro, será que essas pessoas perderam o bom senso? Porque veja, a Dilma foi ministra da Casa Civil, a Dilma coordenava o governo, a Dilma se reuniu mais com o Guido do que eu. Mais com o Paulo Bernardo do que eu. A Dilma se reuniu mais com os ministros do meu governo do que eu. Porque antes dos ministros chegarem a mim, era precedido de três, quatro reuniões com a Casa Civil. Então, os ministros que a Dilma escolheu, sao mais amigos da Dilma do que meu. Ela escolheu a turma dela. Por coincidência, é a minha turma. Mas do ponto de vista da convivência, ela conviveu muito mais com eles.”

Ouça aqui a entrevista:

[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2010/12/pr2241-2@.mp3[/podcast]

Para ler a transcrição da entrevista, clique aqui.

Confira abaixo o vídeo da entrevista (divido em três partes):

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

Quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 às 13:08

Presidente presta solidariedade em público ao Wikileaks

(Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Lula prestou solidariedade nesta quinta-feira (9/12) ao fundador do Wikileaks, Julian Assange, preso esta semana após seu grupo ter divulgado mensagens produzidas pela diplomacia americana, e criticou a imprensa brasileira por não defender o ativista australiano e a liberdade de expressão. ”O rapaz foi preso e eu não estou vendo nenhum protesto contra a [o cerceamento à] liberdade de expressão. É engraçado, não tem nada”, afirmou o presidente, que fez questão de registar o seu:

Ô, Stuckinha (Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial da Presidência), pode colocar no Blog do Planalto o primeiro protesto, então, contra a [o cerceamento à] liberdade de expressão na internet, para a gente poder protestar, porque o rapaz estava apenas colocando aquilo que ele leu. E se ele leu porque alguém escreveu, o culpado não é quem divulgou, o culpado é quem escreveu. Portanto, em vez de culpar quem divulgou, culpe quem escreveu a bobagem, porque senão não teria o escândalo que tem. Então, Wikileaks, minha solidariedade pela divulgação das coisas e meu protesto contra a [o cerceamento à] liberdade de expressão.

Lula, que participava do evento em que foi apresentado um balanço de quatro anos do PAC, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), disse ainda desconhecer se seus embaixadores também enviam esse tipo de mensagem, como os diplomatas americanos, e alertou a presidente eleita Dilma Rousseff para que avise seu ministro (das Relações Exteriores) que “se não tiver o que escrever, não escreva bobagem, passe em branco a mensagem”.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:

[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2010/12/pr2216-2@1.mp3[/podcast]

Terça-feira, 21 de setembro de 2010 às 12:29

Amorim destaca em Nova York a ajuda do Brasil na reconstrução do Haiti

Ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) e o ex-presidente americano Bill Clinton durante sessão especial da Comissão Interina para a Recuperação do Haiti. Foto: Adriana Grooisman

A participação do Brasil no processo de reconstrução do Haiti, assolado por terremoto no início deste ano, foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em discurso na Comissão Interina para a Recuperação do Haiti. A reunião, ocorrida em um hotel de Nova York, é parte da agenda do ministro brasileiro que representa o presidente Lula na 65ª Assembleia Geral da ONU, de 20 a 29 de setembro, nos Estados Unidos.

“O Brasil foi o primeiro e ainda é até hoje o maior contribuinte para o Fundo de Reconstrução do Haiti. Naturalmente, nós estaríamos muito contente de ser superada em breve. A esta luz, nós estamos prontos para desempenhar um papel mais importante na Secretaria da Comissão”, afirmou Amorim, que participa nesta terça-feira (21/9) de reunião ministerial do grupo BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). À tarde, Amorim tem encontro com o ministro de Negócios Estrangeiros da Itália.

A agenda de trabalho prevê também reuniões com ministro de Negócios Estrangeiros da Austrália;com o Secetário Geral da Liga dos Estados Árabes; com a Ministra de Negócios Estrangeiros da África do Sul; e com o Ministro de Negócios Estrangeiros da Geórgia. Depois, o chanceler brasileiro participa de reunião ministerial da Unasul.

A participação de Amorim nas atividades da Assembleia da ONU contempla diversas reuniões bilaterais com ministros do Japão, Sérvia, Belarus, Índia, África do Sul, Indonésia e Palestina. Na quinta-feira (23/9), ele profere discurso de abertura do Debate Geral da Assembléia Geral das Nações Unidas. Em seguida, mantém a agenda de rueniões com os ministros dos Emirados Árabes Unidos, Serra Leoa, Vietnã e Alemanha. À tarde, participa da reunião de cúpula do CSNU – “Ensuring the SC’s effective role in maintaining international peace and security”.

Confira aqui a íntegra da agenda do ministro Celso Amorim em Nova York.

Quinta-feira, 16 de setembro de 2010 às 9:00

Seminário defende reforma de organismos internacionais e maior participação da sociedade civil

Educação, sustentabilidade econômica e ambiental, fortalecimento da indústria, comércio e agricultura, melhoria da infraestrutura e políticas sociais são temas importantes para garantir uma governança global, justa e sustentável, com participação efetiva da sociedade. Esse que é hoje o grande desafio da humanidade será destaque de seminário internacional promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) a ser realizado nesta quinta-feira (16/9) em Brasília (DF).

O presidente Lula tem apontado, em seus discursos, a importância da governança global “para o fortalecimento e desenvolvimento das nações mais pobres” e defendido que ela seja mais representativa e transparente, para revitalizar a vontade coletiva em busca de soluções consensuais:

O mundo está carente de governança global. O mundo não aceita a supremacia de uma nação sobre a outra. O mundo quer e exige instituições multilaterais que decidam e cumpram.

O foco do seminário sobre governança global promovido pelo CDES é discutir a inserção da sociedade civil nos organismos multilaterais e propor a reforma de instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU), Banco Mundial (Bird), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Organização Mundial do Comércio (OMC), entre outros, explica a secretária do CDES, Esther Albuquerque:

É consenso mundial que esses organismos internacionais multilaterais precisam sofrer uma reforma estrutural, ampliando a participação dos países em desenvolvimento e permitindo a participação efetiva da sociedade civil.

O Seminário Internacional sobre Governança Global terá dois dias de duração e resultará em um documento que será subsídio para uma proposta de reforma dos organismos internacionais.

Terça-feira, 10 de agosto de 2010 às 16:07

Em respeito às leis internacionais, Brasil assina decreto ‘internalizando’ sanções ao Irã

O presidente Lula assinou decreto, nesta terça-feira (10/8), “internalizando” as sanções impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, mas o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, frisou que o governo brasileiro é contrário às medidas e que elas não trarão qualquer prejuízo às relações comerciais entre Brasil e o país persa. Segundo o ministro, o decreto envolve apenas as diretrizes da ONU e não as sanções unilaterais adotadas pelos Estados Unidos ou União Européia.

Amorim disse que a decisão do governo brasileiro refere-se apenas às determinações da resolução número 1929 que se relaciona ao comércio de armamentos pesados ou equipamento para produção de energia nuclear. Os acordos no setor de agroindústria, por exemplo, não serão prejudicados. O chanceler brasileiro fez questão de explicar qure as indústrias brasileiras com negócios no Irã têm liberdade de decidirem pela manutenção ou não de seus respectivos negócios. De parte do governo, nenhuma decisão impedirá a continuidade do comércio bilateral.

Isso não afetará profundamente as relações com o Brasil. Peço que prestem atenção na resposta. O Brasil, embora sem concordar com elas e sem concordar com o método neste momento em que o Irã fez uma abertura, está internalizando as sanções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. As sanções unilaterais, do ponto de vista legal nosso, não nos concernem. Agora não posso dizer que uma empresa que tenha negócio com o Estados Unidos e que prefira não se arrriscar. Isso é um problema da empresa. Não será uma disposição legal brasileira. Não aceitamos as sançoes unilaterais. Nós somos respeitadores das leis internacionais ao contrário de outros que muitas vezes praticam ações unilaterais, que frequentemente criticam o direitos humanos de um lado e financiam governos que violam direitos humanos de outro. Nós seguimos a lei internacional e a lei internacional manda que nós façamos isso.

Na entrevista, Amorim voltou a relatar sobre os procedimentos do governo brasileiro em favor de Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada pelo govereno iraniano a morte por apedrejamento. O chanceler contou também que Colômbia e Venezuela estão em processo de entedimento para o pronto restabelecimento da paz. Além disso, confirmou que um avião da FAB [Força Aérea Brasileira] foi colocado à disposição do presidente do Paraguai, Fernando lugo, para que venha ao Brasil onde se submeterá a tratamento médico para câncer.

Segunda-feira, 9 de agosto de 2010 às 13:03

Presidente defende, em entrevista à IstoÉ, frente ampla e reforma política

Quinta-feira, 5 de agosto de 2010 às 18:06

Clima de expectativa em Bogotá para a posse do novo presidente colombiano

Viagens internacionaisO clima em Bogotá, capital da Colômbia, para a posse do novo presidente Juan Manuel Santos, é de muita expectativa. O atual presidente, Álvaro Uribe, fará um pronunciamento para prestar contas de seus oito anos de governo e a cidade já se enfeita para receber os 17 chefes de Estado e Governo que já confirmaram presença para a cerimônia de posse.

Um dos mais aguardados na capital colombiana é o presidente Lula, que tem sido o personagem central do noticiário local, principalmente devido a uma possível intermediação sua no conflito entre Colômbia e Venezuela. Lula visitará a Venezuela e terá encontro com o presidente Hugo Chávez antes de chegar à Colômbia.

Conheça mais detalhes da visita do presidente Lula à Venezuela e à Colômbia:

Bandeira da Colômbia Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Colômbia.

Quarta-feira, 4 de agosto de 2010 às 14:20

África é peça-chave para novo ciclo de expansão da economia mundial

Quarta-feira, 4 de agosto de 2010 às 12:13

Unasul é o foro ideal para discutir conflito Colômbia-Venezuela

Para o presidente Lula, a Unasul é o foro privilegiado para o debate da crise entre Venezuela e Colômbia, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, nesta quarta-feira (4/8) em reunião de briefing com a imprensa, sobre a viagem do presidente aos dois países esta semana. O Brasil, afirmou Baumbach, não levará propostas para dirimir o conflito entre os dois países e manterá sua posição de “auxiliar na retomada do diálogo e na recomposição das relações entre os governos, porque o presidente acredita que isso é muito importante para a transformação do espaço sulamericano, que esteja livre de tensões e de conflitos”.

O porta-voz destacou ainda que o governo brasileiro está ciente de que o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos Calderón, quer dialogar. O presidente Lula espera que isso leve a uma melhoria nas relações entre Colômbia e Venezuela.

Sobre a reunião com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Baumbach lembrou que será o 10o. encontro desde 2007. Os dois chefes de Estado tomarão conhecimento do Primeiro Plano de Ação Social, elaborado em reunião do “Gabinete Social” instituído no encontro que tiveram em abril. O Plano tem o objetivo de incrementar a cooperação em programas sociais.

Ouça a íntegra da entrevista do porta-voz:
[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2010/08/baumbach102@1.mp3[/podcast]

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