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Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 às 17:09

Em Davos, Levy reforça compromisso do Brasil com austeridade para por finanças públicas em ordem

Fórum Econômico Mundial 2015

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reforçou em entrevista ao jornal britânico Financial Times que o Brasil caminha para um período de austeridade e reformas econômicas pelo lado da oferta, o que significa reavaliar impactos causados pela diminuição da carga tributária nas variáveis macroeconômicas, como inflação, emprego e produtividade.

Ele afirmou que as reformas estão alinhadas com tendências internacionais, particularmente as políticas destinadas a estimular a economia dos Estados Unidos e da China.

“O mundo está mudando e está na hora do Brasil mudar”, afirmou o ministro. Em Davos (Suíça), onde participa do Fórum Econômico Mundial, Levy ponderou que políticas anticíclicas têm seus limites, especialmente quando você vê as duas maiores economias do mundo também mudando seus padrões.

O ministro deixou claro que não haverá cortes no Bolsa Família e argumenta que “os protestos de 2013 foram por um governo melhor, não por mais governo”. Ele afirma estar confiante que “no Brasil, a maioria das pessoas está pronta a pagar por serviços”.

Levy afirmou que, para recolocar as finanças em ordem, “teremos de cortar em várias áreas”. Ele manifestou a intenção de descartar subsídios e acertar preços, enfatizando o setor de “energia e outras áreas”, como potenciais alvos.

Além disso, Joaquim Levy gostaria de ver reformas em áreas sociais, argumentando que o formato dos benefícios do seguro-desemprego está “completamente defasado”.

Ele argumenta que o País precisa agora mais de reformas pelo lado da oferta do que de um estímulo à demanda e expressou confiança de que “assim que colocarmos a casa em ordem, a reação será positiva”.

O ministro afirmou ainda que “não está sozinho no governo” em suas intenções de fazer reformas econômicas. E argumenta que partidários destas reformas também se tornaram seu colegas, ao assumirem ministérios-chave na nova administração da presidenta Dilma Rousseff.

Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 às 17:52

Caminho do Brasil na última década combina crescimento com redução da desigualdade, diz Neri

Fórum Econômico Mundial 2015Da Secretaria de Assuntos Estratégicos

Para o Brasil contrariar a previsão de baixo crescimento que existe para América Latina e Caribe, com queda nas exportações e no consumo, é necessário combinar crescimento com redução da desigualdade, marca do País na última década. Esta foi a avaliação feita pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, nesta quarta-feira (21), durante o painel “O Contexto Latino-Americano: quais são as principais questões políticas, econômicas e sociais que estão transformando a região?”, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Neri ressaltou que essa nova década, inicialmente, está sendo diferente da última.

“Houve um redução no crescimento e uma estabilidade na queda da desigualdade. No entanto, é preciso recuperar o caminho do meio, que foi a marca do Brasil na última década, combinando crescimento com redução da desigualdade, que ainda é muito alta. Voltamos aos níveis de desigualdade dos anos 80 na América Latina e 60 no caso brasileiro”, enfatizou.

"Precisamos projetar o caminho do meio para o longo prazo obtendo e compartilhando avanços de produtividade", avaliou o ministro. Foto: World Economic Forum.

“Precisamos projetar o caminho do meio para o longo prazo obtendo e compartilhando avanços de produtividade”, avaliou o ministro. Foto: World Economic Forum.

O ministro também apontou para um paradoxo que acontece no caso brasileiro. “No Brasil, se pegarmos 2012, 2013, temos um crescimento baixo do PIB per capita, de 0,8 ao ano; em contraponto, a renda média das pessoas medidas pelas pesquisas domiciliares cresce 5,5 ao ano no mesmo período, e o crescimento se dá para pessoas em todos os níveis de renda. Ou seja, na vida a expansão continuou. Nós estamos em uma década onde todos ganham, em termo de renda domiciliar, mas não em termos de crescimento do PIB, o que tem implicações em termos de bem estar e políticos, se quisermos entender o momento atual. Precisamos projetar o caminho do meio para o longo prazo obtendo e compartilhando avanços de produtividade”, explicou.

Em relação ao ajuste fiscal, o ministro disse acreditar que é uma oportunidade para se avaliar o grande número de programas brasileiros, falando da iniciativa da SAE de lançar protocolo no tema. “No Brasil, o gasto público e a carga tributária são grandes, e é preciso cortar gastos da forma mais eficiente e equitativa possível. O momento é oportuno para avaliar quais são os programas que funcionam e os que não funcionam.”

Neri terminou ressaltando que talvez um dos principais desafios da economia brasileira atualmente seja a incerteza e que no momento em que o Brasil se encontra, existe a possibilidade de combatê-la, por meio de um choque de confiança que já está sendo feito, e retomar o crescimento.

Sobre as novas questões e aspirações na região para os próximos anos, Neri disse que a chave é a educação.

“A educação é boa para o crescimento, para combater a desigualdade, para tudo. E relacionado à educação, aponto dois pontos. Primeiro, imigração. Somos muito fechados em termos de imigração. Temos que nos abrir para o comércio, para o capital mas também para pessoas, em particular as mais qualificadas”, ressaltou.

O segundo ponto que ele relacionou foi sobre os jovens. “Apesar de estarem melhorando, a melhora não está acontecendo durante os anos de juventude. Temos o maior números de jovens que já tivemos e jamais teremos, e realmente precisamos focar na juventude, pois o futuro virá deles. Então precisamos nos engajar, usar a tecnologia para ouvi-los. Dispomos de novos instrumentos, precisamos usá-los em consonância com as necessidades expressas pelos jovens”, afirmou.

Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 às 10:36

Levy: Medidas são de longo prazo e vão atrair investimentos e garantir crescimento sólido

Fórum Econômico Mundial 2015

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que as medidas econômicas tomadas recentemente pelo governo – e as que serão tomadas nos próximos meses – garantirão, passo a passo, um crescimento sólido ao País. “Principalmente para o investidor internacional, é muito importante saber que estamos trabalhando não para o curtíssimo prazo. Não estamos aqui procurando fazer remendos. Estamos arrumando para termos um crescimento sólido. Então, acho que não vamos ter tantas dificuldades”, afiançou ele nessa quarta-feira (21), em entrevista coletiva em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

O ministro lembrou que a economia tem seu próprio tempo para reagir e que parte da inércia de 2014 pode se refletir no primeiro trimestre de 2015, mas isso não vai impedir a retomada do crescimento. “Tivemos uma contração, deu uma melhorada, e é muito provável que a gente vá continuar subindo”, enfatiza.

"A economia tem tudo para reagir bem quando as coisas estiverem nos seus lugares", afirmou o ministro em Davos. Fotos: Valeriano DiDomenico/ WE Forum; Wilson Dias/Agência Brasil

“A economia tem tudo para reagir bem quando as coisas estiverem nos seus lugares”, afirmou o ministro em Davos. Fotos: Valeriano DiDomenico/ WE Forum; Wilson Dias/Agência Brasil

“Temos que ser cautelosos. Mas acredito que, com a arrumada na casa que o governo está promovendo, dentro em pouco teremos a confiança [do mercado]. A gente já vê em alguns indicadores [positivos] do mercado de capitais. (…) Então, acho que a economia tem tudo para reagir bem quando as coisas estiverem nos seus lugares”, afirmou.

Em suas conversas com empresários, investidores e representantes de governos em Davos, o ministro relatou ter encontrado um interesse e uma torcida muito grandes pelo Brasil. “A gente já vê a disposição das pessoas para tomarem risco [de investir] no Brasil. Esse é o primeiro impacto.”

“Acho que na hora que a gente tiver posto todas as peças no lugar, tiver dado a sinalização de preços, muitas empresas e pessoas vão estar retomando suas decisões [de investir no País]. E eu acho que esse é o caminho pra gente retomar o crescimento e também preservar os empregos”, acrescentou.

Competitividade e mercado de trabalho
Joaquim Levy explicou que os ajustes econômicos vão preparar o País para um cenário global mais competitivo, em que o bônus das commodities já não está mais tão presente. Por isso, é preciso facilitar a vida de quem acredita e investe no Brasil, simplificando, por exemplo, as questões tributárias, a fim de criar um cenário favorável ao mercado financeiro, ao investimento, ao empreendedorismo, à geração do emprego e ao crescimento da renda.

“Muita coisa, que ainda vamos fazer nos próximos meses, vai facilitar exatamente essa questão”, adiantou.

Segundo ele, o governo tem uma grande agenda nesse sentido. “Todo o governo, não apenas a Fazenda. Para as pequenas e médias empresas, que são aquelas que mais rapidamente criam empregos. Então, para falarmos do mercado de trabalho, temos que ver todas as outras coisas que vamos fazer. Estamos realmente trabalhando ao máximo para antecipar essas medidas de facilitação, para criar um ambiente para que as pessoas que acreditam no Brasil possam fazer as coisas.”

Durante a entrevista em Davos, o ministro ainda elogiou o trabalho que vem sendo feito pelo empresário Armando Monteiro à frente do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, quanto ao aumento da competitividade das empresas brasileiras.“Ele tem focado muito em que a gente tem que exportar, tem que estar aí conquistando mercado.”

Para Levy, a atual queda no preço do petróleo pode ajudar a economia mundial a crescer e ser benéfica para o Brasil neste sentido.

“Se a economia mundial cresce, exportar fica até mais fácil. Nos Estados Unidos, onde a economia vem crescendo, nossas exportações vêm aumentando. Inclusive as exportações de manufaturados. Então, a queda do petróleo é uma boa notícia, inclusive para as nossas indústrias, no sentido de manufatura. Porque abre novos mercados para o Brasil. Por isso, quando se olha no geral, o petróleo mais baixo é bom para o Brasil”, concluiu.

Ouça a entrevista na íntegra

Quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 às 16:59

Levy apresenta novo cenário econômico brasileiro a empresários na Suíça

Fórum Econômico Mundial 2015

Com informações da Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participou nesta quinta-feira (22), em Davos, na Suíça, como principal convidado, de um almoço com empresários, investidores e autoridades, quando apresentou as medidas tomadas em seu mandato frente à pasta. O almoço foi promovido por um banco brasileiro e realizado como evento paralelo ao Fórum Econômico Mundial, que vai até 24 de janeiro.

Entre os presentes ao encontro, estiveram o ministro das Finanças da Colômbia, Mauricio Cardenas, os empresários brasileiros Roberto Setubal, presidente do Itaú, Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, Victor Hollick, da Camargo Correa, Romulo de Mello, presidente da Cielo, e Bernardo Gradin, do grupo Graal, entre outros. Após o evento com empresários, o ministro não falou com a imprensa.

Ministro Joaquim Levy participou de almoço com empresários e autoridades em evento realizado em paralelo ao Fórum Econômico Mundial de Davos. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

Ministro Joaquim Levy participou de almoço com empresários e autoridades em evento realizado em paralelo ao Fórum Econômico Mundial de Davos. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

Ainda nesta quarta-feira, Levy mantém encontros bilaterais com o ministro de Finanças da Turquia, Mehmet Simsek; e com o secretário de Economia do México, Ildefonso Guajardo Villareal.

O fórum mundial discute questões urgentes, como o crescimento econômico global, instabilidades políticas, desigualdades regionais e segurança pública.

Recentemente, o ministro informou que procurará no encontro passar a imagem de um Brasil com economia de grandes recursos e que adota política macroeconômica voltada para a concessão de benefícios sociais.

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