Quinta-feira, 19 de novembro de 2015 às 16:11
A inclusão de toda a população negra e a capacidade de garantir oportunidades iguais são uma questões essenciais para qualquer governo, declarou a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (19), em cerimônia alusiva ao Dia Nacional da Consciência Negra, que é comemorado em 20 de novembro. Ressaltando que, no último Censo, mais de 54% da população brasileira se declarou negra e descendente de negros, a presidenta elencou uma série de políticas públicas que têm sido desenvolvidas nos últimos anos e que têm contribuído para mudar a questão racial no País.

‘Chegamos até aqui, mas asseguro a vocês que nesse meu mandato a igualdade de oportunidade de direitos, continuará sendo nossa diretriz’, garantiu a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
“Se hoje as universidades brasileiras começam a ter as cores de nosso povo, é porque temos a política de cotas, e temos também o Prouni e temos o Fies. É fundamental lembrar que, no Brasil, a pobreza sempre teve uma cor predominante. Sempre teve como predominante a cor negra. Por isso, os impactos positivos do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, da formação técnica para a população negra são maiores”.
Dilma afirmou que tanto as cotas nas universidades e nos institutos federais de educação, como as cotas no serviço público federal, fazem parte de um processo que não pode parar.
“É o processo de inclusão de toda a população negra, garantindo que todos tenham acesso às oportunidades que levarão a definição ao longo da sua trajetória de vida a ter aquilo que têm capacidade de conquistar”, disse.
Dilma dirigiu uma saudação especial às mulheres negras presentes à cerimônia, destacando a importância da Marcha das Mulheres Negras, realizada na quarta-feira (18), em Brasília. O ato, segundo ela, mostrou a força das mulheres negras, “sua capacidade de luta, sua dignidade e toda sua cultura”.
Apesar dos avanços até então conquistados, a presidenta disse que muito mais tem que ser feito. “Chegamos até aqui, mas asseguro a vocês que nesse meu mandato a igualdade de oportunidade de direitos a todos brasileiros e brasileiras, e aqui marcadamente aos negros e negras do meu país, continuará sendo nossa diretriz”.
Dilma afirmou que, por causa dos séculos em que houve escravidão no País, é necessário ter a consciência de que é necessário privilegiar aqueles que “permaneceram por séculos apartados ou até desconsiderados na divisão dos frutos da riqueza e do desenvolvimento”. Isso, segundo a presidenta exige ações afirmativas e ações de resgate histórico.
Quilombolas
Dilma fez uma menção especial às comunidades quilombolas, pela sua importância em honrar o sonho da liberdade, e a história de lutas das negras e negros brasileiros. Durante a cerimônia, foram entregues títulos definitivos de reconhecimento de domínio e contratos de concessão de direito real de uso às comunidades Lagoa dos Campinhos, em Amparo do São Francisco e Telha (SE); Serra da Guia, em Poço Redondo (SE); Conceição das Crioulas, em Salgueiro (PE); São José da Serra, em Valença (RJ); Cafundó, em Salto de Pirapora (SP); São Pedro, em Ibiraçu (ES); e Kalunga, nos municípios de Cavalcante, Teresinha de Goiás e Monte Alegre (GO).
“Alegra-me assinar os decretos de desapropriações de terra em favor das comunidades quilombolas, concluir o processo de legalização dessas terras. Com todos esses processos, mais famílias passarão a contar com a segurança de ter terra para viver, terra para produzir, terra para honrar e preservar suas tradições”, anunciou. Declarou ainda que o governo está empenhado em assegurar instrumentos para gerar mais inclusão produtiva e desenvolvimento nessas comunidades.
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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015 às 18:54
A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (28), durante entrega de 2,7 mil residências do Programa Minha Casa Minha Vida, que as prioridades do governo são a retomada do crescimento do país e a redução da inflação. Dessa forma, disse, serão protegidos o emprego e a renda do trabalhador.

A presidenta disse também que é compromisso garantir a continuidade de políticas públicas que melhoraram a qualidade de vida dos brasileiros nos últimos anos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
“Sei que nós hoje, no Brasil, estamos passando dificuldades. Muitos de vocês acham que a situação está incerta, que a inflação ainda está alta, têm medo de perder o emprego. Eu quero dizer para vocês que o meu governo pensa em duas coisas. Em como aumentar o emprego, garantir que o país volte a crescer, primeira coisa. Segunda coisa, em reduzir a inflação, porque nós sabemos que a inflação corrói a renda do trabalhador, a renda do empreendedor.”
A presidenta reafirmou que o Brasil é um país forte que vai crescer, vai superar as dificuldades, que são momentâneas, sem retroceder nas conquistas que a Democracia permitiu. “Temos muito o que preservar, nós conquistamos muita coisa”, ressaltou. “Não vamos deixar haver retrocesso nesse país. Nem no que se refere aos programas nem no que se refere à questão da Democracia.”
E Dilma falou também que é compromisso do governo garantir a continuidade das políticas públicas que nos últimos anos foram responsáveis pela melhoria na qualidade de vida dos brasileiros.
“Nós não vamos abrir mão das políticas que têm ajudado o povo brasileiro a melhorar de vida. O Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família. O Prouni, que garantiu, como dizia o pessoal, que a filha do pedreiro pode virar doutora. Garantir também o Fies; o Pronatec, que cria oportunidade de emprego, porque é um programa a favor do emprego, porque forma os jovens trabalhadores desse país; o Pronaf, que é o programa para a agricultura familiar, que também vai continuar.”
Em especial, falou sobre o Mais Médicos, programa responsável por levar atendimento médico a 63 milhões de pessoas antes desassistidas. “Tem um especial que eu tenho um carinho imenso, é o Mais Médicos. Porque no Brasil tinha municípios que não tinham nenhum médico, nem unzinho. Esse foi o primeiro passo para garantir que as pessoas tivessem acesso à saúde”.
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Sábado, 13 de junho de 2015 às 17:32
As universidades brasileiras terão 640 mil novos estudantes apenas neste primeiro semestre de 2015. Somado com o número do segundo semestre, o total chegará a 1 milhão de universitários neste ano, segundo a presidenta Dilma Rousseff. Em entrevista ao Programa do Jô, nesta sexta-feira (12), ela disse que estão garantidas as verbas para manter, neste ano, os principais programas da Educação e que o ajuste fiscal não comprometerá a estratégia “Brasil, Pátria Educadora”, uma bandeira do seu segundo mandato.
“Nós, neste ano, teremos um milhão de novos estudantes na rede universitária, tanto pública, quanto privada. Antes, um milhão se fazia em três anos, quatro anos. Porque só tinha três milhões de pessoas fazendo escola [superior]”, comparou. E disse que é importante cuidar da educação desde os primeiros anos da criança, para levá-la à universidade. Por isso, o governo federal financiará a construção de seis mil neste ano.
“A grande questão do Brasil é educação, mais educação, mais educação”, afirmou ela. Porque somente assim será possível manter a recente redução das desigualdades e a distribuição de renda feita no País, que elevou 50 milhões de pessoas à classe média e retirou 35 milhões da pobreza, explicou. “Para isso ser sustentável e perene, duradouro e efetivo e a gente não voltar atrás, essas pessoas precisam receber educação de qualidade”.
Dilma destacou a importância do conhecimento tecnológico e da inovação para a soberania brasileira. “Para virar um país desenvolvido, e ser uma nação soberana, o Brasil tem de investir em ciência, tecnologia e inovação. E isso tem por base a educação”.
Caminhos para a universidade
Ainda sobre o ensino universitário, a presidenta destacou que os avanços foram construídos ao longo dos últimos 13 anos, “porque você nunca faz isso de um dia para o outro. O acesso à universidade foi garantido através do Sistema Único, que é feito pelo Enem, que é o Sisu. Duplicamos o número de estudantes que fazem hoje universidades públicas”.
E acrescentou: “Nós demos algo que não tinha no Brasil, bolsas em universidades privadas. Você tira o imposto e paga a bolsa. O governo tira o importo e, com esse dinheiro que eles não vão pagar imposto, paga-se a bolsa. Isto daí chama-se Prouni, isso é o Prouni”.
Em seguida, ela abordou o Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies. O programa foi mantido neste ano pelo governo, mesmo passando por uma reestruturação orçamentária. No Fies, disse Dilma Rousseff, se o curso é de quatro anos, o governo financia o pagamento e o aluno só paga 13 anos após ter iniciado os estudos.
Ensino médio e profissionalizante
A presidente contou que, no início do governo, constatou a necessidade de continuar reforçando o ensino profissionalizante. “Vimos o seguinte: um país sem ensino técnico profissionalizando, não consegue inovar. Você precisa não só de cientista, de pesquisador, precisa de técnico de nível médio. E técnico de nível médio tem de ser uma profissão valorizada. Então, fizemos o Programa Nacional de Ensino Técnico (Pronatec)”.
Para viabilizar o Pronatec, o governo procurou parcerias com instituições privadas que já tinham uma estrutura na área do ensino técnico, como o Senai, da confederação Nacional da Indústria; o Senac, do Comércio; o Senat, do Transporte; e o Senar, da Agricultura. “Com esses quatro, fizemos uma parceria e formamos oito milhões de pessoas, homens e mulheres – e é bom dizer que as mulheres foram 52% dos oito milhões”.
O primeiro objetivo, enfatizou Dilma Rousseff, é dar ao estudante do ensino médio uma formação técnica de qualidade. “Por exemplo, ele vai ser um eletricista de primeiro time ao mesmo tempo em que faz seu ensino médio, final de ensino médio”.
O segundo objetivo é fazer a mesma coisa para o trabalhador. “Mas, para o trabalhador, criamos cursos menores. Ou seja, de menor prazo, mas que têm uma sequência. Então, ele começa, por exemplo, como instalador de eletricidade predial. Depois, passa para um outro curso. Geralmente os cursos duram 180 dias ou três meses”. Dessa forma, o governo garante a formação continuada do trabalhador.
Pequenos empreendedores
O governo também oferece cursos para empreendedores e microempreendedores individuais. “Porque nós formalizamos esse pessoal que tem o micronegócio, o microempreendedor individual. Que pode ser a mulher que tem um cabeleireiro; a mulher que faz uma unha; o pipoqueiro; o outro, que faz um serviço”.
Segundo a presidenta, é importante formalizar esses pequenos empresários para que tenham acesso ao microcrédito. “Ele pode tirar, vamos supor, R$12 mil e abrir um ‘negocinho’. Nós damos assistência para ele, ensinamos como é que ele faz as contas dele e acompanhamos isso”. Ele pode também pagar um percentual pequeno sobre sua atividade e ter direito à aposentadoria a partir do momento que cumprir os prazos.
Creches
Em sua entrevista na televisão, a presidenta Dilma falou sobre a importância das creches para o sucesso da vida escolar das crianças, para que todas tenham as mesmas oportunidades. “Antes falavam assim: ‘Ou você faz um bom ensino fundamental ou você faz um ensino universitário’. Não. O ensino tem que ser bom da creche à pós-graduação. Um depende do outro. É tudo interligado”.
Ela lembrou também que se costuma dizer que as creches são necessárias para que as mães possam trabalhar. “Eu acho que é bom para a mãe que trabalha ter creche. Mas você precisa de creche não é para ela, é para a criança. A raiz da desigualdade está na capacidade que a criança vai ter de ser estimulada. Quanto mais estímulo a criança tiver, melhor é o desenvolvimento intelectual, afetivo, emocional. E melhor ela se dedica, depois, ao aprendizado”.
Com essa meta, o governo federal criou um programa para a construção de seis mil creches no País. “Nós não fazemos diretamente as creches. A gente dá os recursos para os municípios fazerem. A mesma coisa acontece com os demais níveis até o ensino técnico”, ressaltou.
Por tudo isso, ter creche no Brasil não é uma questão acessória, enfatizou a presidenta. “Não é um colorido. Ter creche no Brasil ataca a desigualdade na raiz e permite que você crie um futuro de crianças saudáveis”.
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Segunda-feira, 6 de abril de 2015 às 16:12
A presidenta Dilma Rousseff garantiu, ao dar posse ao ministro Renato Janine, que a “necessidade imperiosa” de promover ajustes na economia, reduzindo despesas do governo, não afetará os programas essenciais e estruturantes do Ministério da Educação.
“Permanecemos comprometidos com a meta de universalização do acesso das crianças de quatro e cinco anos à educação até 2016, conforme assinamos no Plano Nacional de Educação (PNE). Eu garanto às brasileiras e aos brasileiros […] que vamos continuar ampliando a oferta de ensino em tempo, integral, sobretudo na áreas onde há maior fragilidade e incidência de violência”, afirmou a presidenta.
A presidenta destacou que a segunda etapa do Pronatec vai além da inclusão e da expansão e pretende dar ênfase ao jovem aprendiz. Além disso, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terá continuidade, com ganhos de qualidade e mais controle pelo Estado. “Todos os contratos existentes até 2014 estão sendo renovados e já abrimos vagas para mais de 210 mil estudantes. Se somarmos os novos contratos do Fies, as novas bolsas do Prouni, e os aprovados no Sisu, apenas nos primeiros três meses de 2015, proporcionamos o acesso a 628 mil brasileiros ao ensino superior”.
A presidenta enfatizou também que não haverá recuo na política de garantir acesso ao ensino superior para os jovens e as jovens brasileiras. “O Ciência sem Fronteiras, a mesma coisa, continuará levando jovens a estudar nas melhores universidades do mundo”, disse.
“Para nós, a educação sempre teve uma função, uma dupla função. Primeiro, moldar uma nação democrática e soberana, apoiada na disseminação do conhecimento, consolidando, através da educação, um imenso esforço de garantir às jovens e aos jovens do País que, através da educação, toda política de ascensão social esteja enraizada e seja sustentável. Além disso, preparar o País para o seu grande desafio de fundar o crescimento na inovação tecnológica e, assim, adentrar na economia do conhecimento”, observou.
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Segunda-feira, 6 de abril de 2015 às 14:11

Presidenta Dilma: “Renato Janine Ribeiro é uma feliz novidade. Um ministro educador para uma Pátria Educadora”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (6), ao dar posse ao novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, que o que está em disputa hoje no Brasil é a forma de exploração do patrimônio do pré-sal, que representa centenas de bilhões de reais do Estado brasileiro e que já estão assegurados para a Educação e para a Saúde do País. Ela disse estar convencida de que, como uma Pátria Educadora, o Brasil dará o salto imprescindível para se tornar, finalmente, uma nação desenvolvida e, ao mesmo tempo, justa com seu povo.
“Os recursos dos royalties e do Fundo Social do pré-sal vão viabilizar uma verdadeira revolução na educação brasileira, que se realizará nas próximas décadas, mas que vai começar, progressivamente, a partir de agora”, disse ela. “Nós não podemos nos iludir. O que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio e quem fica com a maior parte”, afirmou.
E quem, acrescentou a presidenta, poderia ser a pessoa mais indicada para comandar toda essa transformação, neste momento, do que um professor? “Por isso, para consolidar a construção do desafio de uma Pátria Educadora, uma pátria que educa suas crianças e seus jovens, eu convidei um professor, um pensador e um apaixonado pela educação, que é Roberto Janine Ribeiro”, disse a presidenta.
Segundo Dilma, o novo ministro é “uma feliz novidade”. E explicou que ele terá o grande desafio de construir o futuro do País na área educacional a partir de quatro eixos genéricos. O primeiro será um esforço ainda maior em direção ao que ela chamou de federalismo cooperativo, uma vez que União, estados e municípios dividem responsabilidades na área da educação.
Outro eixo é a mudança no paradigma curricular e pedagógico do ensino básico, para dar urgência e primazia às capacitações analíticas, “fazendo da interpretação e composição de texto e do raciocínio lógico o ponto de partida do processo de aprendizado”, disse Dilma. Isso será feito em consulta permanente com a sociedade – aí incluídos professores, alunos, pais – a fim de construir uma base curricular comum.
O terceiro eixo é dispor de diretores e professores bem qualificados, bem remunerados e estimulados. “No caso dos diretores, queremos aprimorar sua formação e incentivar as boas experiências de elevação de desempenho das escolas. No caso dos professores, também, além de ampliar as oportunidades de formação, vamos discutir com estados e municípios as diretrizes de uma carreira nacional”, detalhou a presidenta.
Finalmente, a meta contida no último eixo será estimular o uso de tecnologias e técnicas no processo de formação. “Não se trata de substituir o professor, mas de dar-lhe instrumentos que enriqueçam o processo pedagógico, ampliando a interação do ambiente escolar com o conjunto da sociedade e o uso e acesso a softwares que permitam que haja um salto de qualidade também”.
Conquistas e desafios
Dilma Rousseff lembrou que, nos últimos anos, o governo realizou muitos projetos e iniciativas importantes. “Fizemos muita coisa. Democratizamos o acesso ao ensino em todos os níveis, diminuímos as barreiras geográficas e de gênero, diminuímos as barreiras de classe social e etnia. Diminuímos, enfim, um conjunto de desigualdades e distribuições desiguais da educação pelo Brasil”.
Agora, enfatizou, o governo prossegue na criação de uma escola, e sobretudo de uma universidade, com o jeito, o rosto e as cores do povo brasileiro. “Nunca tivemos tanta diversidade em nossos bancos escolares e universitários”, disse. “O Plano Nacional de Educação (PNE), que sancionei no ano passado, estabelece um cronograma de investimentos para a próxima década [com recursos dos royalties do pré-sal].”
A presidenta lembrou ainda que feito um grande esforço na educação nos últimos anos, desde o início do governo do presidente Lula até agora. “E eu falo sobretudo do período do meu governo. Garantimos recursos para a construção de 6.185 creches e para adoção do ensino em tempo integral em 61 mil escolas”.
Ao mesmo tempo, com o Pronatec, disse, mais de oito milhões de jovens e trabalhadores, homens e mulheres, adultos, enfim, pessoas de todas as idades, tiveram acesso a cursos de formação profissional e formação de uma competência, no sentido de se incluir melhor no mundo do trabalho.
“Agora, o nosso desafio são mais 12 milhões que devem ser matriculados ao longo dos próximos quatro anos. No meu primeiro mandato, implantamos 208 campi de Institutos Federais de Educação. E levamos, o que é muito importante, para o interior do Brasil, para o Norte e o Nordeste, um conjunto de campi que, junto com toda iniciativa realizada no governo do presidente Lula, permitiu a maior interiorização e diversificação regional da nossa universidade”, acrescentou.

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Terça-feira, 17 de março de 2015 às 18:04
Todos os estudantes que efetuaram contratos com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até 2014 terão o aditamento assegurado. O prazo final para renovação será o próximo dia 30 de abril, garantiu o Ministério da Educação (MEC).
De acordo com o secretário executivo do MEC, Luiz Claudio Costa, os estudantes que possuem contratos ativos do Fies podem ficar tranquilos quanto à renovação. “Acreditamos que o prazo de 30 de abril é mais do que suficiente, mas caso seja necessário, nós vamos adiar. O importante é que todos os estudantes terão os seus contratos renovados e aditados”, afirmou. O secretário ressaltou também que a renovação será retroativa ao semestre e que o Ministério vai assegurar a continuidade dos estudos dos titulares dos contratos.
Já foram aditados até o momento mais de 872 mil contratos e a expectativa do MEC é que mais de 700 mil ainda sejam feitos até a data limite estabelecida.
Além de garantir a renovação de 1,9 milhão de pessoas, o MEC está com mais vagas para novos contratos, mas a partir de agora serão analisados de acordo com critérios mínimos de seleção. A presidenta Dilma Rousseff comentou ontem, em entrevista coletiva, que o governo realizou alterações nas regras para o Fies, como o controle da disponibilização de vagas para garantir um padrão mínimo nas novas concessões do Fundo.
Segundo a presidenta, o governo errou ao deixar as Instituições de Ensino Superior controlarem as matrículas, pois isso ocasionou em distorções para a concessão das bolsas. “Não aceitamos mais que uma pessoa que tirar zero em português tenha direito a bolsa. Vai ter de ter um mínimo. [Antes] podia ter 450 pontos e zero em português. Tem de olhar como será daqui para frente, mas está regularizado, todas as pessoas, todas as matrículas para trás, todas”, enfatizou Dilma.
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Segunda-feira, 16 de março de 2015 às 21:10

Antes as matrículas eram feitas diretamente com a instituição, agora elas vão ter de passar pelo governo”, informou a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
A presidenta Dilma Rousseff esclareceu, nesta segunda-feira (16), que o governo federal mudou as regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que terá agora critérios mínimos de seleção. Além disso, o Executivo controlará a disponibilização de vagas. “O governo cometeu um erro no Fies. (…) Em vez de controlar as matrículas, quem controlava as matrículas era o setor privado. Este é um erro que detectamos. Voltamos atrás e estamos ajustando o programa”, reconheceu.
Em entrevista coletiva após cerimônia de sanção do Código do Processo Civil, a presidenta lembrou essa sistemática não foi aplicada no Prouni, nem no Enem ou em qualquer outro programa do governo. “E isso não é culpa do setor privado, fomos nós que fizemos”. E explicou que, antes, “as matrículas eram feitas diretamente com as instituições, agora terão de passar pelo governo”. Ela informou que o Fies saltou de 74 mil pra 731 mil matrículas.
Quanto aos critérios para a concessão do financiamento, Dilma afirmou que agora haverá padrões mínimos para isso. “Não aceitamos mais que uma pessoa que tirar zero em português tenha direito a bolsa. Vai ter de ter um mínimo. [Antes] podia ter 450 pontos e zero em português. Tem de olhar como será daqui para frente, mas está regularizado, todas as pessoas, todas as matrículas para trás, todas”, enfatizou Dilma.

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Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 às 11:00
Da revista O Brasil Mudou
“Quando eu era pequeno, muitas vezes só tinha o beiju para levar para a escola. Eu comia antes de chegar lá, para não deixar que a criançada ‘mangasse’ de mim. Tinha medo dos outros, passava vergonha”, lembra o barbeiro Duval Pereira, de 65 anos. Duval é casado, pai de quatro filhos e mora há 60 anos em Pedra Branca, uma pequena cidade do Vale do Piancó, região pobre e seca do sertão paraibano, a quase 400 quilômetros da capital, João Pessoa.
Ele conta a história emocionado, com voz embargada. O beiju de que falou é uma massa de milho, que servia para alimentar os animais e também as crianças, no passado. Duval foi agricultor durante toda a vida, como o pai e seus antecessores. Aposentou-se e montou uma pequena barbearia ao lado da praça da igreja, onde cobra R$ 1 ou R$ 2 pelo corte de cabelo.

“Hoje, ninguém mais vai embora para procurar emprego. Aqui tem trabalho,” afirma o barbeiro paraibano Duval Pereira. Foto: Sérgio Amaral/ MDS.
A praça é símbolo da mudança que a cidade de menos de cinco mil habitantes viveu nos últimos anos. Todas as noites, os jovens se encontram no local para aproveitar a rede Wi-Fi grátis e se conectar ao mundo, por meio da internet, a partir dos celulares.
Pedra Branca, como centenas de municípios brasileiros, vive hoje uma nova realidade, impulsionada pela implantação de programas sociais do Governo Federal, integrados e articulados entre si. Enquanto na Paraíba o Bolsa Família é o vetor central da mudança, em Itanhaém, cidade praiana e turística do litoral Sul de São Paulo, com cerca de 95 mil habitantes, a mudança partiu da agricultura, com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Duval é taxativo: “O Bolsa Família é muito bom. Não é muito dinheiro, mas aqui ajuda muito o pessoal todo. Hoje ninguém vai mais embora daqui para procurar emprego. Aqui tem trabalho”, reforça.
Ele lembra também a infância difícil, sofrida com a estiagem. “O primeiro sapato que eu botei no pé foi com 17 anos, emprestado de um vizinho”. Duval, seu pai e seus oito irmãos muitas vezes trabalhavam em troca de milho ou feijão.
Uma realidade parecida foi relatada por Ivan de Souza, 38 anos, enquanto o barbeiro o atendia. “Aos oito anos, eu já trabalhava na roça, com meu pai. Três dias na nossa roça e três dias ‘alugados’. A gente cuidava do algodão dos donos de terra. Eles nos pagavam em milho. Nossa comida era milho com leite e pão com leite”. Hoje, sua família tem outra vida. Ele planta e trabalha numa oficina de motos e bicicletas. A família é beneficiária do Bolsa Família. Ivan faz questão de que os três filhos, de 15, 11 e 8 anos, estudem. “Meus meninos nunca precisaram pegar numa enxada”, orgulha-se.
O Bolsa Família também ajudou muito a família de Cícero e Maria Ledriana Silva. Agricultores, eles recebem o benefício há nove anos: os atuais R$ 119 complementam a renda da família. “O dinheiro sempre ajudou muito. Um pouco para a feira, para comprar um chinelo, uma roupa, um remédio às vezes, um livro que precisa para escola ou até para tirar xerox”, conta Ledriana.
Há um ano, o casal montou uma horta no meio do sertão, que recebe água de um poço perfurado por eles. Começaram produzindo cebolinha, que hoje vendem para a prefeitura: R$ 60 por mês. “Vamos começar a vender para o PAA também”, contou sorridente Ledriana, prevendo um ganho de mais de R$ 500 por mês.

Beneficiários do Bolsa Família, os agricultores Cícero e Maria Ledriana montaram uma horta no meio do sertão e hoje já estão vendendo o excesso da produção. Foto: Sérgio Amaral/MDS
“Estamos ampliando”, destacou Cícero. “Plantamos também coentro, berinjela, pimentão, pimenta de cheiro, abobrinha e quiabo. Tem mamão para comermos em casa, mas quando tem bastante, a gente ainda vende. Tudo natural”. O produtor explica que aprendeu muita coisa com o pai. “Ele sempre trabalhou pros outros e me levava junto. Por isso, não estudei. Aprendi também com programas de TV. E, sempre que eu preciso de algo, peço pro meu filho pesquisar para mim na internet”, conta.
O filho mais velho, diz com orgulho, acaba de entrar no curso de Administração da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa. “Passou, entre os colegas de escola, em 1º lugar no Enem”, comemora Ledriana. O dinheiro vindo do PAA vai ajudar os estudos, explica Cícero. “Meus filhos agora vão precisar ainda mais de minha ajuda, porque estão indo para a faculdade”.
Em Igaracy, cidade vizinha a Pedra Branca com pouco mais de 6 mil habitantes, o comerciante Whellington da Costa, 45 anos, é um entusiasta das mudanças positivas que a região viveu na última década. “Meu pai já era comerciante aqui. E, quando dava seca, o pessoal vinha para quebrar o comércio, ficava todo mundo aflito”, lembra. A seca atual durou mais de dois anos e foi uma das piores desde 1932. “Não tivemos problema”, destaca, ao apontar algo que muitos nas cidades da região relatam. “Não há mais saques. Hoje todo mundo tem seu ganho”.
Dono de duas lojas na praça central – uma de pequenos equipamentos e suprimentos agrícolas e outra de eletrodomésticos –, Whellington conta que não há mais miseráveis na cidade. Para ele, o Bolsa Família é essencial para municípios como Igaracy, com pouca dinâmica econômica própria. “Nas cidades pequenas, se não tivesse a ajuda do governo federal, não existia nem comerciante. O pessoal recebe o Bolsa Família e vem comprar. Compra fiado também, em 30 dias vêm e pagam, sem problema”, destaca.

Para o comerciante Whellington Costa, o Bolsa Família é fundamental para municípios com baixa dinamia econômica. Foto: Sérgio Amaral/MDS
A filha mais velha do comerciante estuda na capital do estado. Está terminando o ensino médio e quer estudar Medicina. “Ela vai pegar o Fies (Financiamento Estudantil) para poder estudar”. Os dois outros filhos moram em Igaracy. Todos estudam e têm transporte garantido para a escola. “Antigamente, o pessoal da zona rural vinha em cima de carro, acontecia muitos acidentes. Hoje andam de ônibus, aqueles amarelinhos com faixa preta, em uma estrada boa, que foi asfaltada em 2010”, conta o comerciante, referindo-se aos ônibus do programa Caminho da Escola, do Ministério da Educação.
Ele ainda lista outras importantes ações do governo federal na região: uma nova escola está em fase final de construção, casas foram entregues pelo Minha Casa Minha Vida, a prefeitura recebeu máquinas para apoiar a produção, como retroescavadeira, caçamba e patrola, e uma adutora foi inaugurada. Sua cidade mudou.
Leia as outras matérias da Revista O Brasil Mudou
* Subalimentação deixou de ser um fenômeno generalizado no Brasil
* Ações em educação garantem pleno desenvolvimento intelectual dos jovens
* Depois de curso do Pronatec, Simone Vieira consegue emprego e deixa o Bolsa Família
* Governo lança revista online com brasileiros que mudaram suas vidas por meio de programas sociais
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Terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 às 13:20
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Terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 às 13:13

“Mato Grosso do Sul não será mais reconhecido como lugar de violência contra a mulher. Aqui vamos pegar o touro à unha”, declarou a presidenta em Campo Grande. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Durante inauguração nesta terça-feira (3), em Campo Grande (MS), Dilma Rousseff afirmou que a Casa da Mulher Brasileira viabiliza a ação conjunta de todos os órgãos do Estado em política de combate à violência contra a mulher. A cidade é a primeira das 27 capitais a instalar a Casa, um dos eixos do programa Mulher, Viver sem Violência.
“Nessas casas nós queremos viabilizar o ataque conjunto de todos os órgãos do estado brasileiro, de todos os órgãos da federação, das polícias, da Defensoria Pública, do Ministério Público, juntos atuando de forma unificada para garantir que, de fato, o Estado brasileiro, não importa que governo, tenha tolerância zero em relação a violência que se abate sobre a mulher. Eu tenho certeza que nós aqui vamos pegar o touro à unha, nós todas e todos os nosso companheiros, parceiros também. (…) É dever nosso, dever de todos nós, assegurar que a mulher viva sem medo, que tenha direito de construir a sua vida sem medo e sem ofensa.”
A instalação da primeira casa do País em Mato Grosso do Sul é emblemática, uma vez que o estado é o 2º com mais casos de estupro no Brasil: um a cada sete horas, estatística que leva em consideração apenas os casos registrados nas polícias. Campo Grande é a capital com a maior taxa de atendimentos registrados na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, segundo o Balanço Anual de 2014. A unidade da Casa da Mulher terá como missão demonstrar para todo o Brasil, com um exemplo de atendimento, acolhimento e apoio à mulher, que é possível mudar a cultura de violência de gênero.
Dilma lembrou também a efetividade de outras ações e programas do governo em mudar essa cultura. Ela citou o Ligue 180, instrumento que aproximou a mulher da denúncia; o fortalecimento do atendimento às mulheres nas fronteiras secas do País, com três centros de atendimento em funcionamento e outros sete a serem construídos este ano; e os ônibus que realizam atendimento à mulher. Além disso, Dilma ressaltou a importância das política que empoderam a mulher como indutor da transformação cultural.
“Nós temos ações que visam reforçar a autonomia da mulher. Eu quero destacar a primeira ação, o Bolsa Família – 93% da pessoas que recebem são mulheres, o que reforça a autonomia das mulheres, e que foi importante para empoderar as mulheres mais pobres do nosso país. O Minha Casa, Minha Vida – nós já entregamos em torno de 2 milhões de moradias, 1,15 milhão sendo construídas e nós vamos contratar mais 3 milhões de moradias até o final de 2018. No caso das famílias de mais baixa renda, que é a maioria, temos até agora 89% das moradias tendo as mulheres como proprietárias, porque o Minha Casa, Minha Vida tem o objetivo de reforçar a estrutura familiar.”
Dilma falou também da construção de 6 mil creches contratada em seu primeiro mandato em parceria com os municípios. “É também para a mulher porque ela precisa trabalhar e ter onde se sinta segura em deixar seus filhos, é um incentivo a possibilidade de trabalho”, disse. Ela relacionou ainda o Pronatec, em que 58% dos alunos são mulheres; do Prouni, em que as mulheres são 53% dos bolsistas; e do Fies, 59%. “Isso mostra que as mulheres estão fazendo por si. Elas não se conformam em ser vítimas da violência. Não estamos falando de mulheres passivas, de mulheres que se conformam, estamos falando de mulheres que lutam e se elas lutam, é dever do Estado garantir proteção a elas”, disse.
Lugar de superação
Na conclusão de seu discurso, a presidenta citou Manoel de Barros, e com liberdade poética disse que as paredes da primeira Casa da Mulher Brasileira representam para as mulheres superação e abertura para a liberdade.
“O poeta Manoel de Barros, sul-mato-grossense de residência, [disse] que a palavra parede não seja símbolo de obstáculos da liberdade. Hoje nós estamos vendo essas paredes. Eu tenho certeza que um poeta, ele tem a capacidade de revelar de uma forma emocional, uma forma que todo nós entendemos. E ele fez isso com muita argúcia: a parede pode ser um local de superação, um local de abertura para a liberdade. Que essa Casa da Mulher, que essa Casa da Mulher mato-grossense-do-sul seja uma casa onde nós vamos ter um dos instrumentos maiores de liberdade. Tolerância zero contra o agressor, tolerância zero contra a violência.”

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