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Terça-feira, 2 de junho de 2015 às 15:30

Brasil tem agenda muito clara de futuro ao mesmo tempo em que faz ajustes, afirma Dilma

O Plano Agrícola e Pecuário, lançado nesta terça-feira (2), com um volume recorde de recursos, é uma das ações de uma agenda de medidas de grande porte que serão adotadas pelo governo nos próximos dias. Entre elas, está o plano de concessões e investimentos em infraestrutura, a ser lançado no próximo dia 9 de junho. O objetivo é fortalecer o ambiente econômico e reforçar a confiança para que o Brasil volte a crescer no menor prazo possível, disse hoje a presidenta Dilma Rousseff.

Dilma lembrou que esses esforços ocorrem ao mesmo tempo em que o País faz os ajustes fiscais necessários para enfrentar as consequências da crise financeira internacional, em especial, os cortes nos gastos do governo federal. “Fizemos um grande esforço no sentido de assegurar que, simultaneamente a essa ação de ajustes, tenhamos também uma agenda de futuro. O Plano Safra é um dos pontos fundamentais na agenda de futuro. Com ele, manteremos a política de sustentação e expansão da agricultura brasileira, das nossas exportações, e continuamos privilegiando a agricultura de baixo carbono”, enfatizou.

“Daremos sequência às parcerias com o setor privado para ampliar a infraestrutura do País, expandindo nossas rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, tão importantes para a competitividade do agronegócio e de toda a economia”, reiterou.

Minha Casa, Minha Vida 3
Dilma resumiu a agenda de futuro afirmando que, com o Plano Agrícola e Pecuário, com as novas concessões em infraestrutura, com o Plano Nacional de Exportações e com o Plano de Defesa Agropecuária, o governo está compondo um amplo cronograma de crescimento sustentável.

A essas iniciativas logo se somarão o Plano Safra da Agricultura Familiar e o Minha Casa, Minha Vida 3“, disse ela.

Sobre o Plano Safra da Agricultura Familiar para o pequeno produtor, que será lançado no próximo dia 15 de junho, a presidenta destacou que o governo está fazendo “um enorme esforço, no sentido de assegurar que esse plano mantenha o crescimento da agricultura familiar no nosso País”.

Concessões e escoamento da safra
Segundo a presidenta, uma das diretrizes para a seleção das iniciativas desta nova rodada de concessões é, como na anterior, a melhoria do escoamento da safra agrícola. Por isso, serão priorizadas parcerias com o setor privado que propiciem a complementação da logística de transporte em direção à Saída Norte, para reduzir o custo de transporte da produção acima do paralelo 16; a expansão da rede de ferrovias; e a integração dos modais. O governo também vai acelerar a Lei dos Portos, disse a presidenta.

A Saída Norte representará uma mudança significativa na logística de transporte nacional nos próximos três a quatro anos, quando os portos da região Norte forem concluídos, bem como a BR 163 e BR 158. A primeira, liga o Sul ao Centro-Oeste e Norte, saindo de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, e chegando a Santarém, no Pará. Já a 158 deve sair do Pará, passando por Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e terminando no Rio Grande do Sul. Essa nova infraestrutura estimulará a competição para o Norte.

Exportações
“O Plano Nacional de Exportações, a ser lançado neste mês, também faz parte dessa agenda de retomada do crescimento,” disse a presidenta.

“Em diálogo com o setor produtivo, estamos construindo um conjunto de medidas para agregar valor às nossas exportações, ampliar e diversificar mercados e estimular o comércio exterior de nosso País. E isso, sem sombra de dúvida, beneficia o agronegócio porque o fortalecimento das exportações do agronegócio está entre as prioridades deste plano”.

Mercado internacional
O Brasil está elaborando uma agenda mais proativa de acesso a mercados para superar barreiras ao comércio com outros países, tanto as barreiras não-tarifárias como eventuais barreiras tarifárias. “Faz parte disso a nossa sistemática, a procura de ampliação de relações com os demais países. Foi o caso da visita do primeiro-ministro Li Keqiang [da China] e também da nossa visita ao México”, disse Dilma.

Nesse sentido, ela destacou também a relação do Brasil com a União Europeia, com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e também a visita que fará agora em junho aos Estados Unidos, além da visita que receberá, em agosto, da chanceler Angela Merkel, da Alemanha.

“Vamos [participar desses encontros] com essa decisão e esse intuito de ter uma posição clara, ofensiva no que se refere à barreiras não tarifárias. Vmos também simplificar nossos procedimentos, desburocratizar processos na área de comércio exterior. Ampliar ainda mais as ações de promoção comercial, aprimorar os mecanismos de apoio às exportações, tanto mecanismos creditícios como também mecanismos regulatórios”, exlicou a presidenta.

Todas essas medidas, acrescentou, terão impacto no agronegócio brasileiro, cuja competitividade é inegável e reconhecida por todos, mas que encontra ainda restrições de ordem não tarifária para expansão de seus mercados. E lembrou que o Plano Nacional de Defesa Agropecuária, lançado em maio, tem o objetivo de capacitar ainda mais a produção agrícola e pecuária brasileira, para superar barreiras sanitárias que ganham cada vez mais relevo no mercado internacional.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 22:39

Novas parcerias comerciais aumentam valor agregado das exportações brasileiras à China

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 22:03

Novas parcerias comerciais aumentam valor agregado das exportações brasileiras à China

Brasil e China

Na reunião bilateral entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês Xi Jinping, realizada nesta quinta-feira (17) no Palácio do Planalto, foram assinados 32 atos, dentre eles, importantes parcerias comerciais. O Brasil tem na China seu principal parceiro comercial desde 2009, sendo que o volume de negócios chegou a quase US$ 90 bilhões em 2013. Este valor deve crescer ainda mais com o levantamento do embargo e disposição de compra de carne bovina pela China.

Sobre a exportação de carne, o Blog do Planalto conversou com o diretor de Assuntos Corporativos da Brasil Foods, Marcos Jansk. Ele destacou a complementariedade que existe entre os dois países e o potencial de aumento nas exportações para o parceiro comercial.

“Quase metade do que se vende para a China é agronegócio, mas eu diria que quase 80% é soja, e nós temos a chance agora de adicionar mais valor aos nossos produtos através de proteínas animais, de carnes. Então, ao invés de a gente estar exportando US$ 500 por tonelada, nós podemos chegar a até US$ 5 mil por tonelada, a partir da exportação da proteína.”
, avaliou o diretor.

Durante a reunião, a presidenta Dilma destacou a necessidade de diversificar e agregar valor às exportações e investimentos brasileiros relacionados à China. Ela citou como exemplo importante a venda de 60 aeronaves da Embraer. Frederico Fleury Curado, presidente da fabricante de aviões, contou ao Blog mais sobre os contratos assinados durante a cerimônia.

“Nós assinamos hoje dois contratos: um de 40 aeronaves, com uma empresa que já é cliente nossa, chamada Tianjin Airlines; e outro de 20 aeronaves com uma empresa que na verdade é uma empresa de leasing, que é do maior banco chinês, atualmente o maior banco do mundo, o ICBC. (…) além das commodities, além de minérios, além de soja e produtos agrícolas, o Brasil também passa a exportar para a China produtos com alto valor agregado”, declarou.

Outro setor que apresenta grandes oportunidades de aumentar o valor agregados das exportações ao país asiático, é o de serviços. Essa é a avaliação de Luigi Nese, presidente da Confederação Nacional de Serviços. Ele ressaltou a experiência do Brasil em informatização/tecnologia bancária como geradora de oportunidades de negócios.

“Nós temos uma expertise muito grande aqui no Brasil, o sistema financeiro brasileiro é um dos melhores informatizados do mundo e podemos ter condições de implementar isso na abertura de mercado que eles estão fazendo agora, implementando o setor financeiro dentro da China, inclusive para financiamento de varejo”, afirmou Nese.

Segunda-feira, 7 de julho de 2014 às 18:51

Exportações têm melhor resultado do ano com saldo de US$ 1,2 bi em julho

A balança comercial brasileira apresentou saldo positivo de US$ 1, 289 bilhão na primeira semana de julho, resultado da diferença entre exportações que somaram US$ 4, 234 bilhões e US$ 2, 945 bilhões em importações. Esse foi o melhor resultado semanal da balança comercial no ano de 2014, informou nesta segunda-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

A média diária exportada em julho, que corresponde ao valor negociado por dia útil, subiu de US$ 904,7 milhões para US$ 1,059 bilhão, representando alta de 17% na comparação com todo o mês de julho de 2013.

A alta foi puxada, segundo o Mdic, pelos produtos semimanufaturados e básicos, com alta respectiva de 32,9% e 31% nas vendas. Entre estes produtos semi-industrializados, os mais exportados foram ferro e aço, açúcar bruto e couro e peles de animais. Entre os produtos básicos, o aumento foi devido, principalmente, a soja em grão, petróleo em bruto, minério de cobre, café em grão, carne bovina e bovinos vivos.

Por outro lado, decresceram vendas de manufaturados (-3,9%), por conta de plataforma de produção de petróleo e gás, automóveis de passageiros, óleos combustíveis, veículos de carga, autopeças e etanol.

Em relação à média de junho deste ano (US$ 1,023 bilhão), crescimento foi de 3,4%, com aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (18,7%) e de básicos (4,7%). Decresceram, contudo, vendas de bens manufaturados (-1,7%) no período.

Importações menores
As importações, na primeira semana de julho, foram de US$ 2,945 bilhões e registraram média diária de US$ 736,3 milhões. Com esse desempenho, houve queda de 25,4% na comparação com julho do ano passado (US$ 987,2 milhões).

Houve retração, principalmente, nas aquisições de combustíveis e lubrificantes (-58,1%), veículos automóveis e partes (-32,6%), equipamentos mecânicos (-25,1%), borracha e obras (-23,2%), siderúrgicos (-21,1%) e aparelhos eletroeletrônicos (-18,5%).

Na comparação com a média de junho deste ano (US$ 905,1 milhões), houve diminuição de 18,7%, com redução nas despesas de combustíveis e lubrificantes (-48,7%), aeronaves e peças (-47,3%), produtos farmacêuticos (-33,6%) veículos automóveis e partes (-26,7%) e equipamentos mecânicos (-19,7%).

O saldo comercial semanal foi superavitário em US$ 1, 289 bilhão (média diária de US$ 322, 3 milhões). Já a corrente de comércio, na primeira semana do mês, alcançou US$ 7,179 bilhões (média de US$ 1, 794 bilhão). Pelo desempenho diário, houve queda de 5,1% no comparativo com julho passado (US$ 1,891 bilhão) e diminuição de 6,9% na relação com junho último (US$ 1,928 bilhão).

Ano
De janeiro à primeira semana de julho deste ano (126 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 114,765 bilhões (média diária de US$ 910,8 milhões). Na comparação com a média diária do período equivalente de 2013 (US$ 931,4 milhões), as exportações retrocederam em 2,2%.

As importações foram de US$ 115,967 bilhões, com média diária de US$ 920,4 milhões. O valor está 3,5% abaixo da média registrada no período correspondente de 2013 (US$ 953,9 milhões).

No acumulado do ano, o saldo da balança comercial está deficitário em US$ 1,202 bilhão, com resultado médio diário negativo de US$ 9,5 milhões. No período equivalente de 2013, havia déficit de US$ 2,877 bilhões, com média diária negativa de US$ 22,5 milhões. A corrente de comércio soma, em 2014, US$ 230,732 bilhões, com desempenho diário de US$ 1,831 bilhão. O valor é 2,9% menor que a média aferida no período correspondente do ano passado (US$ 1,885 bilhão).

Fonte: Portal Brasil com informações do Mdic

Quinta-feira, 14 de julho de 2011 às 23:28

O Brasil pode, de fato, se transformar numa das maiores economias do século 21

Presidenta Dilma Roussefff discursa em cerimônia de posse da nova diretoria da Fiergs e da Ciergs, no Teatro Sesi, em Porto Alegre. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Roussef, durante discurso, nesta quinta-feira (14/7) à noite, por ocasião da posse da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS) assegurou que “o Brasil pode, de fato, se transformar numa das maiores economias do século 21″. Para isso, o governo federal vai tornar disponível todos os mecanismos para que o setor produtivo se expanda.

“No comércio exterior”, disse a presidenta Dilma, “utilizaremos instrumentos ousados. Com clara ênfase nos produtos manufaturados. Continuaremos investindo.” Dilma Rousseff explicou também que é preciso atacar os problemas sociais e que uma das missões do seu governo é erradicar a miséria e que, por este motivo, lançou recentemente o plano Brasil sem miséria . A presidente assegurou também que para que o país alcance este patamar de crescimento “se for capaz de desenvolver sua indústria” e que ela possibilite gerar emprego da qualidade para milhões de brasileiros.

No discurso, a presidenta contou que o país é parte do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – pelo fato de ter dimensões continentais, fato comum aos demais integrantes do bloco econômico, como também de possui extensas reservas naturais. “Mas, as nossas similaridades acabam ai. O Brasil não abandonou a sua população nesses últimos dez anos”, contou para em seguida explicar que o governo vem transformando o perfil sócio-econômico do país ao longo desta última década.

Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição.
 

Leia o artigo completo »

Sexta-feira, 1 de julho de 2011 às 14:50

Comércio brasileiro tem superávit de US$ 12,985 bilhões no primeiro semestre de 2011

De janeiro a junho de 2011 (124 dias úteis), o superávit foi de US$ 12,985 bilhões e a média por dia útil, de US$ 104,7 milhões, conforme dados da balança comercial brasileira divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo comercial é 63,3% maior que o do mesmo período de 2010, na comparação pelo resultado médio diário.

As exportações, no primeiro semestre do ano, chegaram a US$ 118,306 bilhões (média diária de US$ 954,1 milhões), valor 31,6% maior que o do mesmo período de 2010. Já as importações, fecharam o período em US$ 105,321 bilhões (média diária de US$ 849,4 milhões) – resultado 28,5% maior, considerando o mesmo critério e períodos comparativos. A corrente de comércio totalizou US$ 223,627 bilhões, com média diária de US$ 1,803 bilhão. Na comparação com a média diária do primeiro semestre de 2010, houve aumento de 30,1%.

Resultado Mensal

O mês de junho de 2011 registrou saldo comercial positivo de US$ 4,430 bilhões, com valor médio diário de US$ 211 milhões. O superávit do período é 31,6% maior que o de maio deste ano e está 95,4% acima do registrado em junho do ano passado, na comparação pela média diária.

Nos 21 dias úteis do mês, as exportações totalizaram US$ 23,692 bilhões, fechando com média diária de US$ 1,128 bilhão. Por esse critério, o resultado é maior que o verificado no mês passado (6,9%) e em junho de 2010 (38,6%).

Nas importações de abril (US$ 19,262 bilhões e média diária de US$ 917,2 milhões), houve crescimento pelo resultado médio diário de 29,9% em relação a maio de 2011 e 2,5% considerando junho do ano passado. Como resultado da soma das exportações e importações, a corrente de comércio foi de US$ 42,954 bilhões, com média diária de US$ 2,045 bilhões.

Últimas Semanas

O saldo comercial da quarta semana de junho foi positivo em US$ 966 milhões e média diária de US$ 241,5 milhões. A corrente de comércio, nestes quatro dias úteis (20 a 26), foi de US$ 8,118 bilhões e média diária de US$ 2,029 bilhões. As exportações foram de US$ 4,542 bilhões (média diária de US$ 1,135 bilhão) e importações de US$ 3,576 bilhões (média diária de US$ 894 milhões).

Na quinta semana do mês, o superávit contabilizado foi de US$ 849 milhões, com média diária de US$ 212,3 milhões, levando-se em consideração que houve quatro dias úteis (27 a 30). As vendas ao mercado externo somaram US$ 4,877 (média diária de US$ 1,219 bilhão) e as compras foram de US$ 4,028 bilhões (resultado diário de US$ 1,007 bilhão).

Terça-feira, 31 de maio de 2011 às 9:07

Parcerias comunitárias, abertura de novos mercados no exterior e controle da inflação

Conversa com a Presidenta

A coluna Conversa com a Presidenta publicada nesta terça-feira (31/5), em dezenas de jornais e revistas no Brasil e no exterior, aborda temas como a parceria de associações de bairro ou comunitárias para pôr fim à fome e à miséria, a abertura de novos mercados para o setor agropecuário e o controle da inflação. A primeira questão veio de Arcoverde (PE). A aposentada Maria José Bezerra perguntou quais são ações de governo para acabar com a fome e a miséria.

Leia aqui a íntegra da coluna Conversa com a Presidenta.

“Para o êxito dos nossos programas sociais, nós consideramos fundamental ampliar e fortalecer a parceria com estados, municípios e com a sociedade, o que inclui as entidades comunitárias. Desenvolvemos um programa de capacitação que está qualificando 21 mil conselheiros municipais de assistência social, entre os quais estão os representantes de associações das comunidades. Eles são fundamentais para o controle dos programas, garantindo que nossas ações cheguem de fato aos que mais precisam. Este ano, serão promovidas as conferências nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional e de Assistência Social, envolvendo cerca de 500 mil pessoas.”

E prosseguiu a presidenta Dilma: “Serão encontros importantes, que começam nos municípios, para que as comunidades possam participar. As associações comunitárias têm papel importante também na distribuição de alimentos.” No ano passado, disse a presidenta, nós desembolsamos R$ 800 milhões com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e, com aumentos gradativos até 2014, vamos chegar ao gasto anual de R$ 2 bilhões, um aumento de 150%.

“Os alimentos são comprados pela Conab e encaminhados aos que vivem em situação de insegurança alimentar pelas associações comunitárias, entre outros canais. Com o aumento da aquisição de alimentos, as entidades terão à disposição muito mais produtos e vão poder atender um número muito maior de pessoas.”

O agricultor Edson Benedetto, morador de Caçador (SC), disse que a viagem da presidenta Dilma à China, ocorrida em abril deste ano, “trouxe boas novas para a região do meio-oeste catarinense, que é forte na suinocultura”. Ele indagou: “Que setores agropecuários terão iguais boas novas, pela abertura de novos mercados no exterior?”

“Além da suinocultura, vários outros setores estão sendo beneficiados com a diversificação do nosso comércio exterior. Ampliamos o número de empresas exportadoras de carnes bovina e de frango para a China e conseguimos autorização para exportar gelatinas e produtos derivados do leite. No esforço para diversificar as exportações agropecuárias, já identificamos vários outros produtos com potencial de incremento das vendas por meio de promoção comercial. Alguns deles foram apresentados ao ministro do Comércio da China, Chen Deming, e sua comitiva, durante visita a Brasília este mês: milho, café torrado, cafés especiais, sucos, inclusive de laranja, carnes de aves, mel e vinhos.”

Dilma Rousseff disse também que “outras negociações estão sendo feitas pelo Ministério da Agricultura com mercados importantes, como os da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, para a exportação de carnes bovina e suína”. Essas estratégias, segundo informou a presidenta, contribuíram para o nosso país alcançar um superávit comercial de US$ 5 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado: US$ 2,1 bilhões.

“É importante ressaltar que o Brasil tem hoje a maior agropecuária do mundo e é o único país que ainda pode dobrar sua produção e suas exportações sem alterar o meio ambiente e sem afetar o mercado interno.”

Morador em Vila Velha (ES), o universitário Sidney Lima Neto perguntou: “Como a senhora pretende controlar a inflação, já que houve aumento abusivo no preço da gasolina e elevação nos valores dos produtos da cesta básica?”

“Sidney, posso assegurar a você que a inflação já começou a declinar mais fortemente. Esse recuo está acontecendo porque os preços no mercado internacional pararam de subir e porque adotamos as medidas corretas no Brasil. Tudo que fazemos é sempre com muito critério e equilíbrio, para controlar a inflação sem comprometer o crescimento econômico e a geração de empregos. Entre os mecanismos acionados, destaco o estímulo à agricultura. Para esta safra, a Conab prevê uma colheita recorde de 159,5 milhões de toneladas de grãos.”

E continuou: “Além disso, também estamos controlando o crescimento do consumo, com o corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União e medidas financeiras para moderar a expansão do crédito. Mais importante, estamos mantendo os estímulos aos investimentos, pois é o aumento da capacidade de produção de nosso país que garante o controle da inflação. Todas estas medidas reduzirão a inflação sem comprometer o crescimento da economia.”

Segunda-feira, 2 de maio de 2011 às 11:59

Exportações brasileiras, em abril, ficaram em US$ 20,173 bilhões

As exportações brasileiras atingiram o volume de US$ 20,173 bilhões em abril. Já as importações ficaram em US$ 18,310 bilhões. Com isso a balança comercial registrou superávit de US$ 1,863 bilhão. O superávit do período é 32,6% maior que o de março deste ano e está 52,8% acima do registrado em abril do ano passado, na comparação pela média diária. Os números foram divulgados, nesta segunda-feira (2/5), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Entre janeiro e abril deste ano, segundo o ministério, as exportações alcançaram US$ 71,405 bilhões e as importações, US$ 66,373 bilhões. Deste modo, a corrente de comércio (exportações mais importações) ficou em US$ 137,778 bilhões e o saldo chegou a US$ 5,032 bilhões. As vendas externas nos quatro primeiros meses de 2011 cresceram 31,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. As importações entre janeiro e abril deste ano ficaram 27,1% acima do volume dos quatro meses de 2010.

Coletiva

A balança comercial detalhada do mês será divulgada hoje pelo ministro Fernando Pimentel e o secretário-executivo do MDIC, Alessandro Teixeira, durante entrevista coletiva. Excepcionalmente este mês, a coletiva será às 15h, em São Paulo, no auditório do Banco do Brasil, na Avenida Paulista.

Junto com o resultado mensal, também serão comentadas as operações de comércio exterior da quinta semana de abril, que teve corrente de comércio de US$ 10,609 bilhões e média diária de US$ 2,121 bilhões. O saldo comercial do período foi positivo em US$ 1,167 bilhão e média diária de US$ 233,4 milhões.

Os dois resultam de exportações de US$ 5,888 bilhões (média diária de US$ 1,177 bilhão) e importações de US$ 4,721 bilhões (média diária de US$ 944,2 milhões).

Segunda-feira, 4 de abril de 2011 às 17:13

Brasil quer aumentar exportação de carne e tabaco para a China

Às vésperas da visita oficial da presidenta Dilma Rousseff à China, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento leva para Pequim equipe técnica para negociar a ampliação da exportação de produtos agropecuários. Os especialistas terão reuniões no decorrer desta semana tendo por foco as negociações em relação às vendas de carne suína do Brasil e do tabaco produzido em Alagoas e na Bahia. O grupo brasileiro é chefiado pelo diretor do Departamento de inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Luiz Carlos Oliveira. O diretor avalia que as negociações são de grande relevância para o setor.

“A China representa um grande futuro para o comércio de produtos agropecuários brasileiros. A intenção do governo é ampliar a pauta de intercâmbio comercial de interesse do agronegócio nacional”, afirma.

De acordo com o ministério, a delegação vai discutir a abertura das exportações de carne suína do Brasil. Atualmente, o governo brasileiro negocia a aprovação de 26 estabelecimentos de abate, dos quais 13 já foram visitados e inspecionados pelos chineses no ano passado. Caso as negociações avancem, essa será a primeira vez que o Brasil exportará carne suína para a China, um dos maiores consumidores mundiais do produto.

Outra proposta da missão é ampliar a habilitação de outros estados, Bahia e Alagoas, para a exportação de tabaco. Atualmente, o Brasil vende fumo proveniente apenas do Rio Grande do Sul. Para avançar nessas negociações, o país receberá a visita de inspetores chineses na época da safra, que começa neste mês. O objetivo é auditar o processo de cultivo, armazenamento e transporte das folhas de tabaco baianas e alagoanas. Os estados são livres da doença mofo azul, pré-requisito do governo chinês para começar os embarques do produto.

Durante a missão também será discutida a ampliação do mercado de aves. O Brasil vai apresentar 28 solicitações de aprovação de estabelecimentos. O Ministério também pedirá autorização para a exportação de frutas cítricas e agendará a vinda de missões chinesas para a comercialização de milho e embriões bovinos.

“São negociações em curso e que sinalizam alguns avanços. Todavia, dependem de entendimentos técnicos fortalecidos por interesses comerciais bilaterais. A China libera cada commodity mediante protocolos sanitários específicos. Daí a necessidade de estabelecer uma pauta de protocolos e acordos prévios aos entendimentos comerciais”, explica Oliveira.

A consolidação das negociações se dará posteriormente com a visita da presidenta Dilma Rousseff à China entre os dias 12 e 15 de abril.

Comércio bilateral

Desde 2008, a China é o principal comprador de produtos agropecuários brasileiros. O país compra do Brasil mais que o dobro que o segundo colocado no ranking, os Países Baixos. Outro dado importante é o crescimento de 214%, nos últimos três anos, das exportações brasileiras de produtos agropecuários para a China, que passaram de US$ 3,5 bilhões em 2007 para US$ 11 bilhões em 2010.

O complexo soja (óleo, grão e farelo) lidera as compras chinesas, com US$ 7,9 bilhões ou 20 milhões de toneladas. Dos três subprodutos, o grão representa a maior parcela das importações: US$ 7,1 bilhões. O Brasil também exporta para a China produtos florestais (madeira, cortiça, celulose e subprodutos) totalizando US$ 1,28 bilhão.

O valor total das exportações do complexo sucroalcooleiro, que compreende açúcar e etanol, é de US$ 514,77 milhões, sendo US$ 514,76 milhões referentes à importação de açúcar. A China também importa carne bovina e de frango do Brasil. No ano passado, as importações do produto chegaram a US$ 225,6 milhões, dos quais US$ 219,6 milhões referem-se à importação de carne de frango.

Sexta-feira, 1 de abril de 2011 às 11:30

Balança comercial tem superávit de US$ 3,173 bilhões no primeiro trimestre de 2011

No primeiro trimestre de 2011, o superávit da balança comercial chega a US$ 3,173 bilhões (média diária de US$ 51,2 milhões). O resultado é 253,9% maior que o verificado no mesmo período do ano passado (média diária de US$ 14,5 milhões). Nos 62 dias úteis de 2011, a corrente de comércio somou US$ 99,293 bilhões (média diária de US$ 1,601 bilhão), com aumento de 25,9% sobre a média do mesmo período do ano passado (US$ 1,271 bilhão).

Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De acordo com o resultado, no acumulado do ano, as exportações alcançaram US$ 51,233 bilhões (média diária de US$ 826,3 milhões), 28,5% acima do verificado no mesmo período de 2010, que teve média diária de US$ 643,1 milhões.

Enquanto isso, no primeiro trimestre o acumulado das importações também está 23,3% maior em relação ao ano passado (média diária de US$ 628,7 milhões). Entre janeiro e março deste ano, as importações chegam a US$ 48,060 bilhões (média diária de US$ 775,2 milhões).

No mês passado – com 21 dias úteis – houve o registro de superávit de US$ 1,552 bilhão na balança comercial, com média diária de US$ 73,9 milhões por dia útil. No comparativo com as médias de outros meses, o valor é 152,6% maior que o registrado em março de 2010 (US$ 29,3 milhões) e 23,3% superior ao de fevereiro último (US$ 60 milhões).

A corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 37,020 bilhões, com média diária de US$ 1,762 bilhão. Houve crescimento de 31,7% em relação à média de março de 2010 (US$ 1,338 bilhão) e aumento de 9,3% na comparação com fevereiro último (média de US$ 1,613 bilhão).

As vendas brasileiras ao mercado externo foram de US$ 19,286 bilhões (média diária de US$ 918,4 milhões). Por este comparativo, o número é 34,3% superior à média de US$ 683,8 milhões do mês de março de 2010 e está 9,8% acima da media de fevereiro deste ano (US$ 836,7 milhões)

As aquisições no exterior foram de US$ 17,734 bilhões (média de US$ 844,5 milhões). A média é 29% maior que a de março do ano passado (US$ 654,6 milhões). Já na comparação com o resultado médio de fevereiro de 2011 (US$ 776,7 milhões), os gastos no mercado externo também registraram aumento de 8,7%.

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