Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:


Quinta-feira, 5 de novembro de 2015 às 22:02

Monteiro diz que encontro com empresários foi positivo e destaca avanços para estado de Alagoas

np_worck_25082015_114

Armando Monteiro destacou seguro de exportação para que setor sucroalccoleiro possa ter acesso a financiamento junto à rede bancária, vinculado à realização das cotas de exportação de Alagoas. Foto: Marcelo Camargo/ABr

O ministro Armando Monteiro, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) fez um balanço positivo do encontro entre empresários de Alagoas e a presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (5), em Maceió.

“Foi um encontro muito produtivo, em que a que as autoridades governamentais, especialmente a presidenta, pôde ouvir sugestões, críticas, avaliações, para orientar a ação do governo e para fazer, eventualmente, correções de rumo e para que o governo tenha maior sintonia com as demandas regionais”, disse.

O ministro destacou basicamente três questões de interesse direto de Alagoas. “A primeira, é o compromisso que a presidenta reafirmou, mais uma vez, com essa importante obra, que é o Canal do Sertão, cuja 3ª etapa ela entregou hoje, a 4ª etapa já está em curso e já se falou, inclusive, da 5ª e última etapa dessa importante obra, para dar segurança hídrica, reforçar a infraestrutura hídrica de Alagoas”.

O outro ponto importante, acrescentou o ministro, foi o anúncio de que a Embrapa vai finalmente ter um núcleo em Alagoas.“Vai dar um suporte técnico e tecnológico ao desenvolvimento das atividades agropecuárias aqui. E, finalmente, um tema muito importante, que é um apoio do seguro de exportação para que o setor sucroalccoleiro de Alagoas possa ter acesso a financiamento junto à rede bancária e, sobretudo, vinculado à realização das cotas de exportação de Alagoas”.

Monteiro destacou que o encontro foi enriquecido com a presença de importantes lideranças locais, como a de José Carlos Lyra de Andrade, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), e a de outros ministros de Estado, como Kátia Abreu, da Agricultura, e Gilberto Occhi, da integração nacional.

Quinta-feira, 1 de outubro de 2015 às 20:53

Presidenta Dilma fará visita de Estado para ampliar relações entre Brasil e Colômbia

Brasil e Colômbia, os dois países mais populosos da América do Sul, querem ampliar suas relações comerciais. Para isso, os governos dos dois países pretendem fechar acordos de compras governamentais, investimentos e facilitação de comércio durante a primeira visita de Estado que a presidenta Dilma Rousseff fará ao País, nos próximos dias 4 e 5 de outubro.

A informação foi dada pelo subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, em entrevista concedida à imprensa nesta quinta-feira (1), no Itamaraty, em Brasília. Segundo ele, embora a Colômbia seja a terceira maior economia da América do Sul, ocupa apenas o sétimo lugar como parceiro comercial do Brasil no continente. “É um comércio que passou de U$ 1,5 bi em 2005 para mais de U$ 4 bi no ano passado”.

Por isso, garante, “o eixo principal da visita é o empenho dos dois governos em dar mais realce à relação econômica e comercial. A Colômbia é o segundo país mais populoso da América do Sul e a terceira economia. O comércio e os investimentos têm crescido bastante ao longo desses últimos anos, mas ainda está aquém do seu potencial”.

Exportações
Hoje, mais de 90% das exportações brasileiras para a Colômbia consistem em produtos industrializados. Os principais produtos são químicos, automóveis, peças automotivas, ferro e aço. Já as principais importações do Brasil são carvão e petróleo.

“Nós esperamos que sejam anunciados vários entendimentos nas áreas de compras governamentais, facilitação de comércio, de investimentos. A expectativa é de medidas governamentais para acelerar essas relações”, enfatizou Mesquita. Além de economia e comércio, o embaixador disse que haverá diálogo sobre ciência e tecnologia, educação e agricultura familiar.

Na visita, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, recepcionará Dilma em sua residência oficial, a Casa de Nariño. Depois, a presidenta vai visitar um monumento local, o congresso e a suprema corte da Colômbia. No fim da visita, ela encerrará, junto com Santos, um fórum empresarial com empresários dos dois países.

ACE 59
O Acordo de Complementação Econômica nº 59 (ACE 59) será um dos assuntos discutidos entre os dois chefes de estado. O Brasil pretende antecipar o cronograma de desgravação tarifária, que reduz progressivamente as tarifas de importação até que cheguem a zero. “No momento está previsto para que os impostos zerem até 2018. Idealmente, a gente anteciparia isso até para o próximo ano”, disse o embaixador.

Assinado há aproximadamente dez anos em um esforço do governo brasileiro para constituir uma rede de livre comércio com todos os países da América do Sul, o ACE 59 cobre em torno de 80% do comércio entre Brasil e Colômbia.

Quinta-feira, 30 de julho de 2015 às 22:38

Crise internacional não é desculpa e temos de ver realidade com olhos claros, afirma Dilma

Dilma com Governadores

Alta do dólar que afeta inflação também eleva competitividade de vários setores da economia brasileira.“Detectamos um aumento real no nosso saldo comercial”, disse Dilma a governadores. Foto: Ichiro Guerra/PR

A presidenta Dilma disse, nesta quinta-feira (30), que ela e os governadores eleitos em todo o País em 2014 assumiram compromissos junto à população brasileira em um cenário econômico bem mais propício que o atual. Ela afirmou que a crise internacional continua a não esmorecer, e lembrou o caso da China, que passa por dificuldades.

“É importante que nós consideremos que fomos eleitos e fizemos nossas campanhas numa conjuntura ainda bem mais favorável do que aquela que estamos enfrentando. E iniciamos nossas campanhas numa conjuntura ainda mais favorável do que quando tomamos posse”, afirmou em reunião com os governadores de todo o País, no Palácio da Alvorada.

Apartir de agosto de 2014, disse, houve um fato importante no cenário internacional, que foi o colapso nos preços das commodities, principais itens da pauta de exportações do País, como minério de ferro, soja e petróleo.

Ao mesmo tempo, ocorreu uma crise cambial mundial, com grande desvalorização do real, gerando impacto sobre preços e a inflação, e uma seca que durou três anos e está sendo considerada a maior dos últimos 100 anos.

A consequência de tudo isso para o governo federal foi uma forte queda na arrecadação de impostos e de contribuições sociais.“Nós experimentamos uma significativa redução das receitas e acredito que alguns estados também têm visto ocorrer um desempenho similar nas suas receitas”, ressaltou.

“Além disso, a crise internacional continua não esmorecendo, não é? Agora é a vez da China passar por grandes dificuldades. Tenho certeza que também vai superá-las. Tudo isso que eu estou falando não é desculpa para ninguém aqui. É o fato que nós, como governantes que somos, não podemos nos dar ao luxo de não ver a realidade com olhos muito claros. Não podemos nos dar ao luxo de ignorar a realidade”, alertou.

Oportunidade
Por outro lado, a presidenta Dilma ressaltou que a alta do dólar elevou a competitividade de vários setores da economia brasileira.“Detectamos um aumento real no nosso saldo comercial”,comentou. Esse poderá ser mais um fator importante para a retomada do crescimento brasileiro.

Sobre isso, acrescentou que a competitividade brasileira não depende apenas do câmbio, mas também de iniciativas tomadas pelo governo.“Fizemos um Plano Nacional de Exportações e estamos trabalhando para simplificar processos, reduzir burocracia e, sobretudo, abrir mercados, por meio de acordos comerciais”, concluiu.

Segunda-feira, 13 de julho de 2015 às 1:07

Brasil atrai milhares de visitantes na Expo Milão 2015 com temas sobre produção de alimentos

O tema da Expo Milão 2015, “Alimentando o Planeta, Energia para a Vida”, parece ter sido criado especialmente para o Brasil, afirma o presidente da Apex, David Barioni Neto, que participou da organização do pavilhão nacional na Feira Mundial deste ano. Talvez isso explique o grande sucesso do estande brasileiro, eleito pela mídia italiana como um dos cinco melhores do evento e chegando à casa de 1.100 visitantes por hora, diz ele.

Tema da Expo Milão 2015, “Alimentando o Planeta, Energia para a Vida”, parece ter sido criado especialmente para o Brasil, afirma o presidente da Apex. Fotos: Marco Mari/Blog do Planalto

Tema da Expo Milão 2015, “Alimentando o Planeta, Energia para a Vida”, parece ter sido criado especialmente para o Brasil, afirma o presidente da Apex. Fotos: Marco Mari/Blog do Planalto

Uma das principais atrações da Expo é justamente uma rede montada no pavilhão brasileiro, simbolizando a ligação do agronegócio, passando pela agricultura familiar, pela tecnologia da Embrapa e chegando aos dados que mostram que o Brasil é o segundo maior exportador mundial de alimentos, contou Barione, em entrevista ao Blog do Planalto.

Outro destaque é o Fome Zero, programa que hoje é referência mundial em segurança alimentar e vem servindo de inspiração para diversos países implantarem sistemas semelhantes. A presidenta Dilma Rousseff visitou o estande brasileiro no sábado (11).

O pavilhão também foi utilizado para fazer eventos de negócios, coordenados e bancados, em parte, pela Apex. O objetivo é aumentar as exportações brasileiras para o continente europeu, inclusive a Itália. E também para a captação de investimentos.

“Tivemos um importante evento, em conjunto com o Sebrae, sobre sustentabilidade, não somente do agronegócio, mas também em sentido mais amplo, com a apoio da universidade de Milão. Realizamos também eventos de captação de negócios e reunidos mais de 50 empresários italianos que têm interesse em investir no Brasil, basicamente em algumas áreas como produtos de medicina, setor automobilístico, semicondutores, energias renováveis e produtos médicos”, relatou o presidente da Apex.

Dom Pedro II levou Brasil à Expo pela 1ª vez
O Brasil tem uma longa história e uma grande tradição com a Expo Universal, conhecida em inglês como World Fair, que foi criada em 1851. E logo em 1862 o Brasil já participou pela primeira vez da exposição, por uma decisão de Dom Pedro II.

“Foi Dom Pedro II que colocou o Brasil na Expo Universal, justamente para mostrar que o País estava começando a se industrializar, que tinha tecnologia. Ele tinha uma visão espetacular, de colocar o Brasil já no mapa do mundo ”, disse David Barioni Neto.

Desde então, a feira tem tido edições históricas, como a de 1889 em Paris, da qual o Brasil também participou, que deixou, como marco, a Torre Eiffel. “Para você ver como a Expo tem importância, especialmente no continente europeu, que tem uma tradição tremenda em relação à feira”, acrescentou Barioni.

Segundo ele, a atual edição reuniu 145 países em quase seis quilômetros de feira, praticamente todas as nações de economia pujante e em desenvolvimento do mundo.

Sábado, 11 de julho de 2015 às 10:39

Visita à Europa tem bom resultado e italianos já querem comprar avião cargueiro feito no Brasil

inauguraçAo da fiera de mila

Dilma elogiou a Expo Milão 2015, sobretudo pavilhão brasileiro, que mostra com muitos detalhes a produção e a força da agricultura nacional. Foto: R.Stuckert Filho/PR

O Brasil está fazendo uma política de comércio exterior forte e ativa para abrir mercados e estimular exportações, de acordo com as informações prestadas pela presidenta Dilma Rousseff neste sábado (11), em entrevista coletiva concedida após visitar o Pavilhão Brasil, na Expo Milão 2015.

 “Nesse sentido, a Itália vai representar um grande mercado para nós. Assim como a Rússia, que abriu o mercado de leite ao Brasil”, afirmou. Segundo a presidenta, os italianos mostraram interesse em comprar o cargueiro gigante KC 390, a maior aeronave desenvolvida e produzida no País.

“É um grande avião de carga que vai substituir os Hércules [usados pela FAB], fabricados pelos Estados Unidos. Além de ser um avião de transporte de carga pesada, é um jato, o que modifica as oportunidades de transporte que ele tem”. A aeronave realizou o primeiro voo experimental em fevereiro e a primeira entrega para a Força Aérea Brasileira (FAB) está prevista para o segundo semestre de 2016.

Viagem produtiva
A presidenta acrescentou que sua viagem à Itália foi bastante produtiva e falou sobre os encontros que manteve com o presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, e com o primeiro-ministro, Matteo Renzi. “Nas duas conversas, nós estreitamos muito a nossa parceria”, disse.

Atualmente, 1,2 mil empresas italianas têm negócios no Brasil, em diversos setores, como o de automóveis. Por isso, na sexta-feira (10), a presidenta Dilma afirmou que  a Itália é um “parceiro essencial” e convidou o empresariado local a “intensificar” os investimentos no País, por meio do Programa de Investimento em Logística (PIL).

Em Milão, ela lembrou ainda os bons resultados obtidos durante a VII Cúpula dos Brics, em Ufa, na Rússia. “Eu gostei muito dessa viagem dos Brics”, comentou.

Expo Milão 2015
A presidenta elogiou a Expo Milão 2015, sobretudo o pavilhão brasileiro que, segundo ela, mostra com muitos detalhes a produção e a força da agricultura nacional. Desta forma, os visitantes têm a oportunidade de ver que o Brasil é um grande produtor de alimentos. “Grãos, cereais. É um grande produtor de proteína. É um grande produtor de frutas. E a exposição tem uma certa característica bem nossa. Achei muito interessante o som dos passarinhos”, comentou.

A imprensa italiana classificou o estande brasileiro como um dos cinco melhores da feira. Além dele, Dilma Rousseff visitou também o Pavilhão Zero (Divinus halitus terrae), onde conheceu, entre outras atrações, o “Arquivo do Mundo”, uma sala com uma instalação artística inspirada em grandes bibliotecas e murais sobre conhecimento humano nas áreas de artes e ciências; a instalação “Domesticação das plantas”, em formato de jarra de terracota com imagens relativas ao mundo vegetal como base da nutrição; e a “Domesticação dos animais”, sala com esculturas de animais com importância na alimentação humana.

 

Terça-feira, 2 de junho de 2015 às 15:30

Brasil tem agenda muito clara de futuro ao mesmo tempo em que faz ajustes, afirma Dilma

O Plano Agrícola e Pecuário, lançado nesta terça-feira (2), com um volume recorde de recursos, é uma das ações de uma agenda de medidas de grande porte que serão adotadas pelo governo nos próximos dias. Entre elas, está o plano de concessões e investimentos em infraestrutura, a ser lançado no próximo dia 9 de junho. O objetivo é fortalecer o ambiente econômico e reforçar a confiança para que o Brasil volte a crescer no menor prazo possível, disse hoje a presidenta Dilma Rousseff.

Dilma lembrou que esses esforços ocorrem ao mesmo tempo em que o País faz os ajustes fiscais necessários para enfrentar as consequências da crise financeira internacional, em especial, os cortes nos gastos do governo federal. “Fizemos um grande esforço no sentido de assegurar que, simultaneamente a essa ação de ajustes, tenhamos também uma agenda de futuro. O Plano Safra é um dos pontos fundamentais na agenda de futuro. Com ele, manteremos a política de sustentação e expansão da agricultura brasileira, das nossas exportações, e continuamos privilegiando a agricultura de baixo carbono”, enfatizou.

“Daremos sequência às parcerias com o setor privado para ampliar a infraestrutura do País, expandindo nossas rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, tão importantes para a competitividade do agronegócio e de toda a economia”, reiterou.

Minha Casa, Minha Vida 3
Dilma resumiu a agenda de futuro afirmando que, com o Plano Agrícola e Pecuário, com as novas concessões em infraestrutura, com o Plano Nacional de Exportações e com o Plano de Defesa Agropecuária, o governo está compondo um amplo cronograma de crescimento sustentável.

A essas iniciativas logo se somarão o Plano Safra da Agricultura Familiar e o Minha Casa, Minha Vida 3“, disse ela.

Sobre o Plano Safra da Agricultura Familiar para o pequeno produtor, que será lançado no próximo dia 15 de junho, a presidenta destacou que o governo está fazendo “um enorme esforço, no sentido de assegurar que esse plano mantenha o crescimento da agricultura familiar no nosso País”.

Concessões e escoamento da safra
Segundo a presidenta, uma das diretrizes para a seleção das iniciativas desta nova rodada de concessões é, como na anterior, a melhoria do escoamento da safra agrícola. Por isso, serão priorizadas parcerias com o setor privado que propiciem a complementação da logística de transporte em direção à Saída Norte, para reduzir o custo de transporte da produção acima do paralelo 16; a expansão da rede de ferrovias; e a integração dos modais. O governo também vai acelerar a Lei dos Portos, disse a presidenta.

A Saída Norte representará uma mudança significativa na logística de transporte nacional nos próximos três a quatro anos, quando os portos da região Norte forem concluídos, bem como a BR 163 e BR 158. A primeira, liga o Sul ao Centro-Oeste e Norte, saindo de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, e chegando a Santarém, no Pará. Já a 158 deve sair do Pará, passando por Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e terminando no Rio Grande do Sul. Essa nova infraestrutura estimulará a competição para o Norte.

Exportações
“O Plano Nacional de Exportações, a ser lançado neste mês, também faz parte dessa agenda de retomada do crescimento,” disse a presidenta.

“Em diálogo com o setor produtivo, estamos construindo um conjunto de medidas para agregar valor às nossas exportações, ampliar e diversificar mercados e estimular o comércio exterior de nosso País. E isso, sem sombra de dúvida, beneficia o agronegócio porque o fortalecimento das exportações do agronegócio está entre as prioridades deste plano”.

Mercado internacional
O Brasil está elaborando uma agenda mais proativa de acesso a mercados para superar barreiras ao comércio com outros países, tanto as barreiras não-tarifárias como eventuais barreiras tarifárias. “Faz parte disso a nossa sistemática, a procura de ampliação de relações com os demais países. Foi o caso da visita do primeiro-ministro Li Keqiang [da China] e também da nossa visita ao México”, disse Dilma.

Nesse sentido, ela destacou também a relação do Brasil com a União Europeia, com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e também a visita que fará agora em junho aos Estados Unidos, além da visita que receberá, em agosto, da chanceler Angela Merkel, da Alemanha.

“Vamos [participar desses encontros] com essa decisão e esse intuito de ter uma posição clara, ofensiva no que se refere à barreiras não tarifárias. Vmos também simplificar nossos procedimentos, desburocratizar processos na área de comércio exterior. Ampliar ainda mais as ações de promoção comercial, aprimorar os mecanismos de apoio às exportações, tanto mecanismos creditícios como também mecanismos regulatórios”, exlicou a presidenta.

Todas essas medidas, acrescentou, terão impacto no agronegócio brasileiro, cuja competitividade é inegável e reconhecida por todos, mas que encontra ainda restrições de ordem não tarifária para expansão de seus mercados. E lembrou que o Plano Nacional de Defesa Agropecuária, lançado em maio, tem o objetivo de capacitar ainda mais a produção agrícola e pecuária brasileira, para superar barreiras sanitárias que ganham cada vez mais relevo no mercado internacional.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 22:39

Novas parcerias comerciais aumentam valor agregado das exportações brasileiras à China

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 22:03

Novas parcerias comerciais aumentam valor agregado das exportações brasileiras à China

Brasil e China

Na reunião bilateral entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês Xi Jinping, realizada nesta quinta-feira (17) no Palácio do Planalto, foram assinados 32 atos, dentre eles, importantes parcerias comerciais. O Brasil tem na China seu principal parceiro comercial desde 2009, sendo que o volume de negócios chegou a quase US$ 90 bilhões em 2013. Este valor deve crescer ainda mais com o levantamento do embargo e disposição de compra de carne bovina pela China.

Sobre a exportação de carne, o Blog do Planalto conversou com o diretor de Assuntos Corporativos da Brasil Foods, Marcos Jansk. Ele destacou a complementariedade que existe entre os dois países e o potencial de aumento nas exportações para o parceiro comercial.

“Quase metade do que se vende para a China é agronegócio, mas eu diria que quase 80% é soja, e nós temos a chance agora de adicionar mais valor aos nossos produtos através de proteínas animais, de carnes. Então, ao invés de a gente estar exportando US$ 500 por tonelada, nós podemos chegar a até US$ 5 mil por tonelada, a partir da exportação da proteína.”
, avaliou o diretor.

Durante a reunião, a presidenta Dilma destacou a necessidade de diversificar e agregar valor às exportações e investimentos brasileiros relacionados à China. Ela citou como exemplo importante a venda de 60 aeronaves da Embraer. Frederico Fleury Curado, presidente da fabricante de aviões, contou ao Blog mais sobre os contratos assinados durante a cerimônia.

“Nós assinamos hoje dois contratos: um de 40 aeronaves, com uma empresa que já é cliente nossa, chamada Tianjin Airlines; e outro de 20 aeronaves com uma empresa que na verdade é uma empresa de leasing, que é do maior banco chinês, atualmente o maior banco do mundo, o ICBC. (…) além das commodities, além de minérios, além de soja e produtos agrícolas, o Brasil também passa a exportar para a China produtos com alto valor agregado”, declarou.

Outro setor que apresenta grandes oportunidades de aumentar o valor agregados das exportações ao país asiático, é o de serviços. Essa é a avaliação de Luigi Nese, presidente da Confederação Nacional de Serviços. Ele ressaltou a experiência do Brasil em informatização/tecnologia bancária como geradora de oportunidades de negócios.

“Nós temos uma expertise muito grande aqui no Brasil, o sistema financeiro brasileiro é um dos melhores informatizados do mundo e podemos ter condições de implementar isso na abertura de mercado que eles estão fazendo agora, implementando o setor financeiro dentro da China, inclusive para financiamento de varejo”, afirmou Nese.

Segunda-feira, 7 de julho de 2014 às 18:51

Exportações têm melhor resultado do ano com saldo de US$ 1,2 bi em julho

A balança comercial brasileira apresentou saldo positivo de US$ 1, 289 bilhão na primeira semana de julho, resultado da diferença entre exportações que somaram US$ 4, 234 bilhões e US$ 2, 945 bilhões em importações. Esse foi o melhor resultado semanal da balança comercial no ano de 2014, informou nesta segunda-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

A média diária exportada em julho, que corresponde ao valor negociado por dia útil, subiu de US$ 904,7 milhões para US$ 1,059 bilhão, representando alta de 17% na comparação com todo o mês de julho de 2013.

A alta foi puxada, segundo o Mdic, pelos produtos semimanufaturados e básicos, com alta respectiva de 32,9% e 31% nas vendas. Entre estes produtos semi-industrializados, os mais exportados foram ferro e aço, açúcar bruto e couro e peles de animais. Entre os produtos básicos, o aumento foi devido, principalmente, a soja em grão, petróleo em bruto, minério de cobre, café em grão, carne bovina e bovinos vivos.

Por outro lado, decresceram vendas de manufaturados (-3,9%), por conta de plataforma de produção de petróleo e gás, automóveis de passageiros, óleos combustíveis, veículos de carga, autopeças e etanol.

Em relação à média de junho deste ano (US$ 1,023 bilhão), crescimento foi de 3,4%, com aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (18,7%) e de básicos (4,7%). Decresceram, contudo, vendas de bens manufaturados (-1,7%) no período.

Importações menores
As importações, na primeira semana de julho, foram de US$ 2,945 bilhões e registraram média diária de US$ 736,3 milhões. Com esse desempenho, houve queda de 25,4% na comparação com julho do ano passado (US$ 987,2 milhões).

Houve retração, principalmente, nas aquisições de combustíveis e lubrificantes (-58,1%), veículos automóveis e partes (-32,6%), equipamentos mecânicos (-25,1%), borracha e obras (-23,2%), siderúrgicos (-21,1%) e aparelhos eletroeletrônicos (-18,5%).

Na comparação com a média de junho deste ano (US$ 905,1 milhões), houve diminuição de 18,7%, com redução nas despesas de combustíveis e lubrificantes (-48,7%), aeronaves e peças (-47,3%), produtos farmacêuticos (-33,6%) veículos automóveis e partes (-26,7%) e equipamentos mecânicos (-19,7%).

O saldo comercial semanal foi superavitário em US$ 1, 289 bilhão (média diária de US$ 322, 3 milhões). Já a corrente de comércio, na primeira semana do mês, alcançou US$ 7,179 bilhões (média de US$ 1, 794 bilhão). Pelo desempenho diário, houve queda de 5,1% no comparativo com julho passado (US$ 1,891 bilhão) e diminuição de 6,9% na relação com junho último (US$ 1,928 bilhão).

Ano
De janeiro à primeira semana de julho deste ano (126 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 114,765 bilhões (média diária de US$ 910,8 milhões). Na comparação com a média diária do período equivalente de 2013 (US$ 931,4 milhões), as exportações retrocederam em 2,2%.

As importações foram de US$ 115,967 bilhões, com média diária de US$ 920,4 milhões. O valor está 3,5% abaixo da média registrada no período correspondente de 2013 (US$ 953,9 milhões).

No acumulado do ano, o saldo da balança comercial está deficitário em US$ 1,202 bilhão, com resultado médio diário negativo de US$ 9,5 milhões. No período equivalente de 2013, havia déficit de US$ 2,877 bilhões, com média diária negativa de US$ 22,5 milhões. A corrente de comércio soma, em 2014, US$ 230,732 bilhões, com desempenho diário de US$ 1,831 bilhão. O valor é 2,9% menor que a média aferida no período correspondente do ano passado (US$ 1,885 bilhão).

Fonte: Portal Brasil com informações do Mdic

Quinta-feira, 14 de julho de 2011 às 23:28

O Brasil pode, de fato, se transformar numa das maiores economias do século 21

Presidenta Dilma Roussefff discursa em cerimônia de posse da nova diretoria da Fiergs e da Ciergs, no Teatro Sesi, em Porto Alegre. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Roussef, durante discurso, nesta quinta-feira (14/7) à noite, por ocasião da posse da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS) assegurou que “o Brasil pode, de fato, se transformar numa das maiores economias do século 21″. Para isso, o governo federal vai tornar disponível todos os mecanismos para que o setor produtivo se expanda.

“No comércio exterior”, disse a presidenta Dilma, “utilizaremos instrumentos ousados. Com clara ênfase nos produtos manufaturados. Continuaremos investindo.” Dilma Rousseff explicou também que é preciso atacar os problemas sociais e que uma das missões do seu governo é erradicar a miséria e que, por este motivo, lançou recentemente o plano Brasil sem miséria . A presidente assegurou também que para que o país alcance este patamar de crescimento “se for capaz de desenvolver sua indústria” e que ela possibilite gerar emprego da qualidade para milhões de brasileiros.

No discurso, a presidenta contou que o país é parte do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – pelo fato de ter dimensões continentais, fato comum aos demais integrantes do bloco econômico, como também de possui extensas reservas naturais. “Mas, as nossas similaridades acabam ai. O Brasil não abandonou a sua população nesses últimos dez anos”, contou para em seguida explicar que o governo vem transformando o perfil sócio-econômico do país ao longo desta última década.

Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição.
 

Leia o artigo completo »

Tweets

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-