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Segunda-feira, 25 de abril de 2011 às 18:02

Bolsistas do ProUni terão mais tempo para concluir o curso universitário

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (25/4) a ampliação do prazo para estudantes bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) se formarem. Conforme a Portaria Normativa nº 9 do Ministério da Educação, os bolsistas do programa terão duas vezes o período mínimo do curso de graduação para se formarem; antes o prazo era de uma vez e meia. Com isso, os estudantes ganham mais tempo para concluírem a graduação utilizando a bolsa de estudos do ProUni.

Com a mudança, por exemplo, o bolsista de um curso regular de quatro anos, que antes teria até seis para se formar, passa a ter oito para concluir a graduação. A medida dá ao estudante que eventualmente não consiga terminar o curso no tempo regular — por necessidade de trancamento ou outros motivos — o direito à bolsa até a conclusão dessa etapa dos estudos.

De acordo com a nova regra, no caso de bolsa concedida para curso na qual o estudante beneficiário já estiver matriculado, será deduzido do prazo o período cursado antes da concessão da bolsa.

Criado em 2004, o ProUni oferece bolsas integrais e parciais (50% da mensalidade) a estudantes em instituições particulares de educação superior. Desde então, 863 mil estudantes foram contemplados com bolsas de estudos.

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Segunda-feira, 14 de março de 2011 às 16:06

Universidades brasileiras iniciam cursos de graduação em Moçambique

As cidades de Maputo, Beira e Lichinga, em Moçambique, marcam o início, nesta segunda-feira (14/3), das aulas dos quatro primeiros cursos de graduação a distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB) oferecidos na África. A iniciativa do governo brasileiro atende a um dos dispositivos do Acordo de Cooperação Cultural celebrado entre os dois países.

Ingressam na formação 630 estudantes. A graduação em pedagogia e as licenciaturas de matemática e biologia têm 180 vagas por curso e administração pública, 90 vagas. O governo de Moçambique distribuiu as vagas de forma igualitária entre a capital, Maputo, e as cidades de Beira, que fica a 1.200 quilômetros de distância, e Lichinga, na região noroeste e a 2 mil quilômetros de Maputo.

Segundo o Ministério da Educação do Brasil, a graduação de professores e a qualificação de quadros técnicos do governo de Moçambique serão feitas pelas universidades federais de Juiz de Fora (UFJF), de Goiás (UFG), Fluminense (UFF) e do Rio de Janeiro (Unirio), filiadas à Universidade Aberta do Brasil e integrantes do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) do Ministério da Educação.

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Segunda-feira, 29 de novembro de 2010 às 18:34

Projeto de escolas em tempo integral será ampliado e reforçado com Dilma

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Terça-feira, 9 de novembro de 2010 às 9:53

O resgate de uma dívida histórica com a África

Antes da aula inaugural, presidnente Lula conheceu laboratório de Biologia doado pelo governo brasileiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionais

Na aula inaugural proferida para alunos do ensino à distância, em Maputo, Moçambique, o presidente Lula deu um tom muito otimista. Durante mais de 30 minutos de conversa – inclusive foi assistido por estudantes que estavam em três pontos diferentes da região metropolitana de Maputo – o presidente brasileiro defendeu a autoestima do povo como forma de mostrar ao mundo que “se acreditarmos em nós mesmos poderemos ser tão sabidos quanto eles” [países desenvolvidos]. Lula buscou demonstrar que os investimentos do governo brasileiro na implantação dos cursos na capital moçambicana tem por finalidade “resgatar uma dúvida histórica” para com os povos africanos.

“Nenhum tema é tão capaz de unir e transformar um país quanto a educação. É por isso que o dia de hoje se reveste de grande significado para Moçambique e o Brasil. Estamos dando um passo vigoroso para a cooperação entre nossos países, cujo alcance talvez não possamos hoje sequer imaginar com precisão.”

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Quinta-feira, 21 de outubro de 2010 às 18:30

O fim da divisão entre quem pode e quem não pode

A divisão da sociedade brasileira entre os que podiam estudar em boas escolas e escolher depois as melhores universidades, e os que não podiam, está no fim. Com os mecanismos criados pelo governo para subsidiar o estudo dos jovens mais pobres, há cada vez mais oportunidades para todos. Dinheiro para educação não é gasto, mas investimento, frisou o presidente Lula durante evento realizado nesta quinta-feira (21/10) para a entrega das novas instalações do campus Porto da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

O mundo era dividido assim: tinham aqueles que podiam estudar em escolas boas, do ensino fundamental até o segundo grau, escolas bem pagas, escolas de alto nível educacional, e tinha a maioria dos pobres que eram obrigados a estudar em escola pública. Quando chegava no ensino universitário, era o rico, que tinha podido estudar em uma escola boa, que ia para uma universidade grátis, e o pobre, que não tinha estudado em uma escola boa, é que tinha que pagar uma universidade. Era o pior dos mundos… Essa sociedade dividida entre quem pode e quem não pode está acabando no Brasil.

Lula afirmou ainda que desde a sua posse foi enfático em dizer que era a educação, e não o mercado, que iria ajudar a combater os principais problemas do País.

Ora, se o governo não cuida do aposentado, não cuida dos trabalhadores, não cuida das crianças, não cuida dos índios, não cuida da nossa floresta amazônica, não cuida das nossas águas, ainda não quer que ninguém estude, eu quero saber para que servia o Estado brasileiro até então.

A ampliação do campus Porto em Pelotas é parte do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e resultou na entrega de 29 novas salas de aula, nove laboratórios e 19 salas administrativas destinadas à área acadêmica, totalizando 11 mil metros quadrados. Desde o início da expansão das universidades, em 2003, já foram criadas 14 novas universidades e mais de 100 campi novos.

O Reuni, em um ano e meio, se tornou uma coisa revolucionária. Nós conseguimos mais que dobrar. De 113 mil alunos, que era a renovação das escolas federais todos os anos, já chegamos nesse ano para 259 mil alunos, mais do que o dobro.

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Quinta-feira, 21 de outubro de 2010 às 15:26

Brasil cumpre metas do ensino superior

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Quarta-feira, 20 de outubro de 2010 às 15:41

Com reivindicações atendidas, movimento estudantil deve pensar em nova pauta

Presidente Lula, o ministro Fernando Haddad (Educação) e o presidente da UNE, Augusto Chagas, posam após cerimônia de anúncio das mudanças do Fies. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A nova direção da União Nacional de Estudantes (UNE) terá que pensar em um novo programa para a educação, uma vez que a pauta de reivindicações foi atendida praticamente em sua totalidade, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (20/10), na cerimônia de anúncio das novas medidas para o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

Sem precisar tomar nenhuma ‘cacetada’ como se tomou antigamente, serem presos como foram antigamente, apanhar e ser perseguidos como foram antigamente, sem serem expulsos de nenhuma universidade, vocês conseguiram quase tudo que vocês reivindicaram. Agora, a nova direção da UNE terá que pensar em um novo programa, independentemente de quem seja o governo. E o Fies vai fazer com que a UNE seja mais representativa nas universidades privadas, onde é sempre mais difícil fazer política. Eu acho que agora vocês vão ganhar mais abrangência. Nós estamos universalizando a participação da UNE no movimento estudantil brasileiro.

Para Lula, um País como o Brasil, que tem estados com 92% dos estudantes universitários em escolas particulares, merecia o Fies, que permite “universalizar as possibilidades para todo e qualquer jovem, independentemente da origem social, posa estudar”.

Não há mais retorno. Não é possível imaginar que alguém ouse parar com essa caminhada da educação em nosso país, porque as pessoas perceberam que é possível terem acesso à educação no país. O Brasil percebeu que nós estamos na era do conhecimento e que investir em educação é mais do que necessário.

Em entrevista após a cerimônia, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que um dos maiores entraves para a ampliação do Fies era a exigência de fiador. Com a mudança, o programa dispensará a figura do fiador para estudantes com renda per capta de até 1 salário mínimo e meio e para alunos de licenciatura, sem restrição de renda.

Com isso, vamos incluir a grande parcela da população que não tem acesso ao ensino superior. Os alunos que possuem bolsa parcial pelo ProUni também poderão aderir ao novo formato do Fies. Dessa forma, praticamente universaliza-se o acesso ao ensino superior.

A partir de amanhã (21/10), as universidades interessadas em dispensar os estudantes da apresentação de fiador no Fies poderão aderir ao novo modelo. Os universitários que já fazem parte do Fies e estão pagando suas dívidas também poderão pedir a ampliação do prazo conforme as novas regras. As universidades que aderirem abrirão mão de 7% do valor das mensalidades dos alunos sem fiador.

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Quarta-feira, 20 de outubro de 2010 às 13:06

Fies muda para ajudar na universalização do ensino superior

Duas medidas anunciadas nesta quarta-feira (20/10) pelo presidente Lula facilitam a vida dos estudantes que usam o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e reafirmam a prioridade por universalizar o acesso do brasileiro ao ensino superior.

A principalmente mudança é que agora quem pleitear recursos do Fies não precisará mais apresentar um fiador. Para tal, foi instituído o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), composto por recursos do Tesouro e parte dos títulos que são transferidos pelos Fies às instituições participantes. Esse fundo será o fiador do estudante, desde que ele esteja matriculado em cursos de licenciatura ou que tenha renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio.

Augusto Chagas, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), acredita que a não obrigatoriedade do fiador vai facilitar a vida de quem não tinha acesso às universidades, resultando no aumento significativo do número de vagas do Fies.

Agora, com essa conquista do fundo fiador, finalmente quem de fato mais precisa do financiamento vai ter acesso a ele. Acho que é uma conquista importante. Jovens que hoje estão fora da universidade que querem estudar, querem ter uma profissão melhor, querem se preparar vão ter a oportunidade também por meio desse programa.

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Sexta-feira, 3 de setembro de 2010 às 14:17

Sociedade tem que participar da consolidação das políticas públicas

Presidente Lula conversa com o ministro Fernando Haddad (Educação) durante inauguração de sete campi de universidades federais no Rio Grande do Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A arte de governar é conhecer as necessidades do povo, chamar a sociedade para participar da consolidação das políticas públicas, e não ter preconceitos e nem medo de ouvir as demandas populares, afirmou o presidente Lula nesta sexta-feira (3/9), em Santa Maria (RS), na cerimônia de inauguração simultânea de prédios em 7 campi universitários federais no Grande do Sul.

Imaginem o absurdo do absurdo: eu sou um presidente do país e não recebo reitores, não recebo prefeitos, não recebo trabalhadores, não recebo estudantes, não recebo entidades. Então, o que eu estou fazendo na Presidência da República, para quem eu estou governando? Como é que a gente poderia consertar o país se a gente não chamasse a sociedade para ajudar a consertar o país?

Lula disse que se cada governante se preocupasse em atender as necessidades básicas da população, a realidade brasileira seria bem diferente:

A grande lição de vida, o grande legado que eu vou deixar e que pode servir de lição de vida para quem vier governar depois de mim é fazer o óbvio. Se cada um de nós fizesse o óbvio quando estamos no governo, nós não erraríamos e faríamos a revolução que estamos fazendo

Segundo o presidente, o contato direto com o povo é responsável pelo fortalecimento da democracia e o desenvolvimento do País. Lula citou como exemplo a abertura do Palácio do Planalto para representantes de segmentos sociais, que passaram a ter acesso ao governo para que suas demandas fossem ouvidas. Ele lembrou que muitos consideraram que o governo estava “avacalhando” o Palácio do Planalto ao levar até lá catadores de papel, moradores de rua, representantes dos sem-teto. Mas o Palácio, frisou Lula, não é espaço apenas para reis, rainhas, presidentes e banqueiros, mas também para estabelecer uma nova relação entre o governo e a sociedade.

O que nós estamos querendo é mudar o preconceito que levou este país a tantos anos de atraso, mudar a lógica perversa de que o Brasil deveria ser governado para 35% da população – o resto era o resto. Os preconceitos vão sendo derrubados para mostrar que é possível, através da democracia, a gente conquistar mais espaço.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

 

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Quinta-feira, 2 de setembro de 2010 às 17:33

Maior desafio da Unila é tornar-se a alma gêmea da integração latino-americana

Mais do que cumprir seu papel acadêmico, o que se espera da nova Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) é que ela seja uma caixa de ressonância dos anseios dos povos da América Latina, sendo ouvida e respeitada como um centro avançado de referência da inteligência dos países da região, afirmou o presidente Lula durante a aula inaugural que deu na instituição, em Foz do Iguaçu (PR). Citando o economista Celso Furtado, Lula disse aos alunos da primeira turma da Unila que a integração regional tem que criar novas estruturas para funcionarem como alavancas de uma nova lógica de desenvolvimento. “Esse é o espírito que deve orientar a Unila”, afirmou Lula. “Esse é o protagonismo estratégico que esperamos dela, como caixa de ressonância de um novo e auspicioso capítulo da unidade regional.”

Na primeira parte de sua fala, o presidente Lula leu um discurso em que falou da importância de se desenvolver a tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai, oferecendo crescimento econômico, empregos, educação, saúde, lazer e urbanismo, para garantir a segurança da região, porque toda fronteira é na verdade uma grande sala de visitas de um país para o outro. Não há segurança sem cidadania, frisou o presidente brasileiro.

“Quem acha possível haver segurança sem cidadania esquece que as fronteiras representam também o espaço onde começa um país. Ela forma de fato uma espécie de sala de visita da sociedade, a síntese daquilo que somos, daquilo que estamos construído, daquilo que queremos ser. (…) Para que as nossas fronteiras possam representar dignamente o país, com respeito a nossos vizinhos e a nós mesmos, estamos assinando hoje o decreto de criação da Comissão Permanente de Desenvolvimento e Integração da Faixa da Fronteira.”

Reafirmou o compromisso brasileiro em promover a integração latino-americana em que todos os países tenham chances iguais de se desenvolver e em que a solidariedade fale mais alto do que as duras normas do comércio exterior. “Uma integração efetiva não se faz apenas com trocas comerciais”, observou.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

 

A segunda parte de sua apresentação foi dedicada às lembranças de sua trajetória política, os movimentos latino-americanos de esquerda e o longo caminho que percorreram até chegarem ao poder em diversos países da região. O presidente falou, por exemplo, sobre sua desilusão com a política após ter ficado em terceiro lugar nas eleições para governador de São Paulo, em 1982, e lembrou que foi o então presidente de Cuba, Fidel Castro, que o reanimou em 1985, ao perguntar: “Você conhece, na história da humanidade, algum operário que tenha recebido 1 milhão e 250 mil votos?”

Veja o vídeo (que foi dividido em três partes):

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