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Quinta-feira, 28 de outubro de 2010 às 10:30

O desafio de superar a saudade numa plataforma de petróleo

A plataforma Cidade Angra dos Reis, no Campo de Tupi, Bacia de Santos (RJ) - Foto: Stéferson Faria/Agência de Notícias Petrobras

Trabalhar numa plataforma petrolífera como a unidade Cidade de Angra dos Reis, que entrará em operação nesta quinta-feira (28/10) no litoral do Rio de Janeiro, é um exercício constante de reinvenção dos costumes, referências pessoais e familiares, noção de tempo e espaço. Mas sobretudo é um desafio de superação de um sentimento comum a todos: a saudade. A nova plataforma brasileira, que chegou ao País há um mês, conta hoje com 120 trabalhadores. Eles ficam 15 dias embarcados e folgam outros 15, e têm uma rotina diária que exige disciplina, treinamento e comprometimento, mas principalmente o companheirismo para superar a saudade quando ela aperta.

É o que afirma Emmanoel Siquara Neto, Enfermeiro que trabalha no pequeno hospital equipado da embarcação. A unidade está preparada para prestar todo tipo de atendimento, diz ele, até os casos de saudade: “Aqui somos uma família. Muitas vezes o nosso atendimento é uma conversa, uma palavra amiga.” A maioria sente falta da família. O gerente operacional da Petrobras, Humberto Americano, trabalha embarcado há 24 anos e diz que essa falta é combatida com a convivência amistosa entre os colegas. Ele lembra de um caso em que seus filhos, quando pequenos, chegaram a tramar para que faltasse ao trabalho. “Meus filhos sumiram com a chave de casa pra eu não sair para trabalhar, eles não queriam que eu fosse embarcar”, lembra, emocionado.

O mergulhador José Danilo diz que a saudade é uma grande “amargura” que enfrenta com muito exercício físico e as opções de lazer existentes na plataforma – TV, internet e livros. É um dos que mais torce para que a prometida academia de ginástica da embarcação fique pronta o quanto antes.

Já o mestre de cabotagem Eraclides Santos, responsável pela manutenção da segurança pessoal e ambiental, está feliz com o que o mar tem a oferecer: tranquilidade, paz, baleias e golfinhos. Ele é apaixonado pela vida que leva e diz que para afastar a saudade quando ela chega, basta olhar para o belo cartão postal natural que tem para todos os lados. “O mar é uma paixão. A gente escolhe essa atividade exatamente para estar em contato com o que a gente gosta”, afirma. “O mar nos traz todos os dias uma coisa nova, uma situação nova. A gente trabalha, faz o que gosta, mas com essa maravilha que é estar aqui, vivendo nesse oceano, no nosso Brasil tão bonito, tão rico, isso dá prazer.”

Para trabalhar em uma embarcação, há uma seleção rigorosa. Luiz Carlos Mendes, gerente ativo de produção senior, é um dos responsáveis por escolher os que vão para alto mar. Ele explica que a pessoa precisa ter um perfil específico e com disponibilidade para se dedicar em tempo integral. Para os que escolhem essa profissão, há vantagens. Os salários são maiores que os do pessoal de terra, há seguro de vida e outros benefícios. A grande desvantagem, admite, é o afastamento da família e amigos. “Para trabalhar aqui, é necessário que essas pessoas tenham um perfil voltado para a área operacional. A pessoa tem que gostar dessa atividade, desse ritmo de vida, porque não tem horário, essas pessoas estão aqui tempo integral à disposição da empresa e às necessidades do trabalho”, diz Mendes.

A plataforma Cidade de Angra dos Reis está ligada a nove poços do pré-sal da Bacia de Campos e será a unidade produtora do Sistema Piloto de Tupi. Quando estiver em pleno funcionamento, no ano que vem, ela produzirá 100 mil barris por dia e 4 milhões de metros cúbicos de gás.

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Terça-feira, 19 de outubro de 2010 às 19:24

Goiás vai se transformar em grande entroncamento logístico do País

O desenvolvimento do setor energético – com a construção de usinas hidrelétricas e linhas de transmissão –, a rodovia Norte-Sul e grandes investimentos na área de habitação, saneamento básico, saúde e projetos públicos de irrigação farão do estado de Goiás um grande entroncamento logístico, com imensas vantagens competitivas no mercado interno e no comércio exterior. Foi o que garantiu o presidente Lula nesta terça-feira (19/10), em Catalão (GO), em cerimônia de inauguração simultânea de seis usinas hidrelétricas.

Não é todo dia que temos a feliz oportunidade de inaugurar empreendimentos do porte destas seis usinas hidrelétricas. Afinal, estamos falando de obras do PAC que receberam, juntas, investimentos de R$ 2,9 bilhões e que vão suprir a demanda de energia de mais de um milhão de pessoas. Essas obras estão sendo inauguradas em um momento em que o Brasil voltou a investir pesadamente em geração e transmissão de energia elétrica. Com isso, Goiás se tornará um grande entroncamento logístico.

O presidente afirmou que após um profundo levantamento do potencial hidrelétrico, o Brasil modernizou o marco regulatório para o setor e devolveu ao Estado a capacidade de planejar a longo prazo, além de criar uma grande carteira de projetos na área de energia. Os investimentos estatais e privados em geração e transmissão de energia elétrica em todo o País chegaram, afirmou Lula, a R$ 48,6 bilhões entre 2007 e 2010.

A segunda etapa do PAC prevê investimentos totais de R$ 136,6 bilhões. Apenas em usinas hidrelétricas serão investidos R$ 116 bilhões de reais, na construção de dez usinas de modelo plataforma e mais 44 hidrelétricas convencionais – 12 delas no estado de Goiás.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

 

Na área de transmissão, segundo Lula, estão previstos investimentos totais de R$ 37,4 bilhões, com a construção de mais de 36 mil quilômetros de redes para grandes interligações, linhas e reforços regionais. O PAC 2 também prevê novidades no quesito preservação ambiental, como a instalação de aquecimento solar para o banho em residências.

As seis usinas hidrelétricas inauguradas em Goiás são: Serra do Facão (Catalão e Davinópolis), Barra dos Coqueiros (Cachoeira Alta e Caçu), Caçu (Cachoeira Alta e Caçu), Salto do Rio Verdinho (Itarumã e Caçu), Foz do Rio Claro (São Simão e Caçu), e Salto (Itarumã e Caçu). As novas usinas terão, ao todo, 645 MW de potência instalada e 445,6 MW médios de energia assegurada ao sistema elétrico.

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Quinta-feira, 14 de outubro de 2010 às 13:02

Em evento ‘triplo’ em Teresina (PI), a sensação do dever cumprido

Presidente Lula visita uma das salas de aula do novo campus Teresina Central do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao participar de evento ‘triplo’ em Teresina (PI) nesta quinta-feira (14/10), visitando escola técnica, assinando ordens de serviço para estradas e obras de linha de transmissão de energia, o presidente Lula afirmou que está concluindo seu mandato com a sensação de dever cumprido, ainda que saiba que há muito para ser feito ainda. “E é bom que a gente tenha essa sensação de que poderia ter feito mais, sempre poderia ter feito mais”, disse em seu discurso de pouco mais de 20 minutos. “Mas ao mesmo tempo saio com a sensação de que embora não tenha feito tudo o que era preciso fazer, nós fizemos muito mais do que qualquer outro governo já fez na história deste País.”

O presidente visitou as instalações ampliadas do campus Teresina Central do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI) e assinou ordens de serviço da construção e pavimentação da BR-020/São Raimundo Nonato (divisa com a Bahia), da BR-235/Bom Jesus (divisa com Bahia) e de obras da linha de subtransmissão Piripiri/Tabuleiro.

As novas instalações do IFPI permitirá um aumento de estudantes atendidos, de mil para quase 10 mil.

Mas o presidente Lula disse que pretende ainda voltar ao Piauí para inaugurar outras obras, como o trecho da ferrovia Transnordestina em Eliseu Martins. A ferrovia, afirmou, “será um passo importante para o crescimento econômico do Piauí, sobretudo porque vai baratear e vai incentivar novos investimentos na produção agrícola naquela região”. Também pretende voltar para inaugurar o hospital universitário, um dos mais modernos do País. A cerimônia só não aconteceu hoje porque o processo eleitoral impediu que fosse feito concurso para a contratação de funcionários, explicou o presidente.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

 

Leia o artigo completo »

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Quarta-feira, 13 de outubro de 2010 às 19:19

Desenvolvimento do Xingu (PA) nas mãos de quem vive na região

Ninguém melhor do que a população da região do Xingu, no Pará, para dizer como se dará o desenvolvimento local e como serão utilizados seus recursos naturais. Após três audiências públicas realizadas no início deste ano, lideranças indígenas, agricultores, comerciantes, líderes religiosos, cientistas e organizações não-governamentais ligadas ao meio ambiente, entre outros, estabeleceram as diretrizes para ações estratégicas na região, e elas estão resumidas no Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, que será lançado oficialmente nesta quinta-feira (14/10) pelo presidente Lula. Entre as ações propostas no plano estão a regularização fundiária, a inclusão social e o fomento a atividades econômicas. O plano tem um orçamento previsto de R$ 500 milhões.

“O Plano é um instrumento inovador, um instrumento de planejamento do desenvolvimento da região, é um instrumento que incorpora a sociedade, a população local, fazendo com que ela assuma de fato a condução do seu desenvolvimento. Além disso, é um plano que respeita o meio ambiente, uma vez que todas as atividades produtivas sustentáveis que estão previstas no plano buscam o equilíbrio entre o meio ambiente e a ação do homem”, explica André Farias, Secretário de estado de Integração Regional do Pará.

O Plano leva em consideração os impactos causados pela construção da usina Belo Monte e tem como premissa a possibilidade de conciliar o crescimento econômico da Amazônia com a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. Segundo o presidente do Consórcio Belo Monte e prefeito de Anapu (PA), Chiquinho do PT, “a população local é favorável, quer a construção de Belo Monte, desde que haja respeito ao meio ambiente, que se leve em consideração os danos ambientais e a reparação deles”.

O valor de R$ 500 milhões estava previsto no edital do leilão para a construção de Belo Monte, vencido pelo Consórcio Norte Energia. O montante faz parte dos mais de R$ 1,5 bilhão que o Consórcio vai desembolsar como compensação estipulada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para reduzir os impactos ambientais e sociais da obra. As compensações foram condicionantes para a licença ambiental concedida pelo Ibama. Há ainda a previsão de investimento de mais de R$ 500 milhões do governo federal para a realização de 20 mil ligações na região, por meio do programa Luz para Todos.

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Quinta-feira, 30 de setembro de 2010 às 19:21

A lição do Golfo do México nos tornou mais exigentes em relação ao Pré-sal

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Quinta-feira, 26 de agosto de 2010 às 15:26

Os ‘fantasmas’ de Itaipu e Belo Monte

O presidente Lula levou à gargalhadas empresários e técnicos do setor elétrico nacional nesta quinta-feira (26/8), no Palácio do Planalto, ao contar situações bizarras envolvendo as obras de dois dos mais importantes empreendimentos de energia elétrica do País. Lula contou que já fez vários dicursos contra a construção de Itaipu Binacional, usina construída em Foz do Iguaçu (PR) bem na divisa com o Paraguai, da mesma forma como já foi contra a usina de Belo Monte, que será construída no rio Xingu, no Pará.

“Vocês nem imaginam quantos discursos fiz contra a construção de Belo Monte. E é exatamente no meu governo que ela acontece”, disse Lula na cerimônia que marcou a assinatura do decreto em que concede a Norte Energia -- vencedora do leilão para construir Belo Monte -- para em seguida pedir ao ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que fizesse um catálogo de casos bizarros apresentados para barrar a construção das duas usinas.

Zimmermann contou ao Blog do Planalto que o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Miguel Samek, tem um arquivo contendo reportagens publicadas nos anos 80 que diziam, por exemplo, que o lago da usina iria transbordar e provocar alagamento em Buenos Aires, cidade a 1,3 mil quilômetros de Itaipu. Os arquivos mostram também casos mais dramáticos -- da criação de uma “bomba atômica” à mudança do eixo da terra ou terremotos provocados pelo peso da área inundada.

Contra Belo Monte, já se disse que a área do reservatório não produzirá energia suficiente que possa justificar o empreendimento -- um argumento que, segundo o ministro, vem de quem não conhece a fundo o projeto.

O presidente Lembrou ainda do caso da usina Tijuco Alto, que fica entre os estados de São Paulo e Paraná, outro empreendimento do setor elétrico que enfrenta dificuldades para ser concluído. O impasse, no caso, refere-se a uma caverna que seria alagada. O presidente chamou a atenção para outros casos que geraram embargos em obras do governo, como por exemplo, uma “machadinha” que sinalizaria um sítio arqueológico ou a “perereca” que atrasou as obras de duplicação da BR-101, no Rio Grande do Sul.

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Quarta-feira, 25 de agosto de 2010 às 16:13

Petrobras terá decisão política, depois de acerto técnico

Enquanto a imprensa especula sobre a capitalização da Petrobras, o presidente Lula aguarda a apresentação de detalhes técnicos do processo para então tomar uma decisão. “Quando os técnicos apresentarem o acordo, eu tomarei a decisão política”, foi o recado enviado pelo presidente aos jornalistas que o acompanhavam no Palácio Itamaraty, durante visita do presidente de Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá.

A companhia petrolífera brasileira busca recursos para investimentos na produção de petróleo e gás na chamada camada pré-sal. A Petrobras tem um blog que busca esclarecer o assunto, confira aqui.

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Terça-feira, 17 de agosto de 2010 às 13:12

O Nordeste brasileiro está vivendo um período de ouro

EntrevistasCom as obras de infraestrutura tocadas pelo governo federal, o Nordeste brasileiro vive um período de ouro. A avaliação foi feita pelo presidente Lula, nesta terça-feira (17/8), durante entrevista a emissoras de rádio de estados nordestinos. Para o presidente, as oportunidades criadas nos nove estados do Nordeste permitirão que dentro dos próximos dez anos a região esteja transformada. Lula apontou também um outro fenômeno: o processo de migração dos nordestinos para as regiões Sul e Sudeste se inverte. Agora, os nordestinos estão retornando para suas cidades de origem e, com isso, buscam investir em negócios.

Instigados pelos radialistas, o presidente respondeu a questões como críticas de políticos de oposição o governo federal sobre investimentos na região. Segundo Lula, um levantamento comparativo com os últimos 30 anos irá concluir que o seu governo destinou mais recursos para a região se somados os recursos destinados por seus antecessores. Atualmente, além da Ferrovia Transnordestina, estão em curso o canal do rio São Francisco, a Ferrovia Norte-Sul, dentre outros empreendimentos. Na próxima sexta-feira, a Petrobras deve concluir as negociações para as obras da refinaria no Ceará. Lula defendeu também um estaleiro para aquele estado.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

 

No Piauí, Lula acredita na possibilidade de uma reserva de gás igual a encontrada no Maranhão. O presidente informou que o rio Parnaíba deve contar com a construção de usinas hidrelétricas. “Eu acho que as coisas estão indo bem. Nos próximos 10 anos, quem vier para o NE não vai reconheçe-lo de tão bonito que ele vai ficar”, disse.

O presidente queixou-se do aparelho fiscalizador do Estado que impede a realização de obras [por parte do governo federal e informou que após as eleições irá trabalhar na conclusão de um marco regulatório. Segundo ele, se o então presidente Juscelino Kubstichek viesse a construir Brasília nos dias atuais enfrentaria problemas para tocar as obras.

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Segunda-feira, 16 de agosto de 2010 às 10:15

Potencial hídrico bem aproveitado é de dar orgulho

Café com o presidenteO presidente reafirmou, nesta segunda-feira (16/8), no programa Café com o Presidente, que é possível gerar energia limpa, emprego e renda com a preservação do meio ambiente, a exemplo do que tem sido feito nas usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia.

“Temos consciência de que é preciso produzir energia limpa, temos consciência de que é preciso preservar o meio ambiente e temos mais consciência ainda de que é necessário cuidar para que a comunidade – trabalhadores, pequenos proprietários, indígenas – possa viver dignamente, sem ser prejudicada pela hidrelétrica.”

Lula destacou a visita que realizou na última sexta-feira (13/8) às obras das hidrelétricas, que produzirão, juntas, cerca de 6.600 megawatts e que estão gerando 25 mil empregos, aproximadamente. “Se a gente é governo, contrata uma obra e não acompanha essa obra, a gente, muitas vezes, fica à mercê de coisas que independem da vontade do governo”, afirmou, lembrando que o tempo de construção de duas hidrelétricas desse porte é inédito no mundo:

Só para você ter uma ideia, em Santo Antônio, nós fomos visitar a montagem de duas turbinas e que talvez, já em 2011, comece a produzir energia. Em Jirau, possivelmente em março de 2012 já comece a produzir, o que é uma coisa extraordinária, no menor espaço de tempo possível. Como ser humano, como brasileiro, eu estou orgulhoso, porque nós estamos fazendo o aproveitamento do nosso potencial hídrico.

Ouça a íntegra do programa:

 

Para ler a transcrição, clique aqui.

O presidente ressaltou ainda o avanço ocorrido na Previdência Social brasileira, com a implantação do sistema de controle da Previdência, que permite o acompanhamento on line de todas as agências da Previdência no território nacional e com o novo sistema de contratação dos bancos. “Antes, a gente pagava para os bancos pagarem os aposentados. Agora, a gente não só não paga como os bancos prestam serviços para os aposentados. Na verdade é a bancarização, a modernização, chegando às pessoas mais humildes desse país. Eu fiquei muito feliz, acho que o modelo implantado pela Previdência Social é um modelo extraordinário”, concluiu.

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Sexta-feira, 13 de agosto de 2010 às 17:19

Com mais energia, Porto Velho vai gerar oportunidades para quem estiver preparado

O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (13/8), durante visita ao canteiro de obras da hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho (RO), que vai prestigiar a formatura de 510 alunos do programa Acreditar Junior, do consórcio de empresas que toca o projeto. “Ter uma profissão é uma coisa sagrada para mim”, disse o presidente em seu discurso, lembrando aos jovens do programa que o Brasil tem gerado muitos empregos e que as boas oportunidades surgirão para quem estiver bem preparado.

Quando essas turbinas começarem a produzir energia, vocês vão ver a quantidade de empresas que virão para cá. Então vocês tratem de se preparar. (…) Porto Velho e Rondônia vão sofrer uma transformação que vocês não têm noção. (…) O que vai garantir o futuro certo de vocês é a boa formação profissional que vocês tiverem.

A usina tem potência instalada de aproximadamente 3,2 mil megawatts e capacidade para abastecer 11 milhões de residências, o que beneficiará cerca de 40 milhões de pessoas.

Ouça a íntegra do discurso:

 

O programa Acreditar Junior é destinado a filhos dos que participam da obra da hidrelétrica, entre 14 e 17 anos, que estejam cursando no mínimo o 6º ano do ensino fundamental. Os participantes recebem meio salário mínimo, FGTS, férias remuneradas, 13º salário, vale transporte e seguro de vida. Ao final do programa, os alunos estão qualificados para o mercado de trabalho. O programa atende à lei do Jovem Aprendiz e o curso compreende os módulos Teórico e Prático, com duração de um ano.

O presidente reafirmou a importância de se manter a matriz energética brasileira limpa, investindo em hidrelétricas, lembrando que hoje o Brasil está mais preparado para construir usinas sem agredir ao meio ambiente, graças à tecnologia. Disse ainda que projetos como o da usina de Santo Antônio são importantes para a geração de empregos e o desenvolvimento do País.

As obras da usina já geram mais de 11 mil empregos e contam com investimento de R$ 13,5 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões serão aplicados até 2010. A previsão é de que a usina entre em pleno funcionamento em novembro de 2015. O empreendimento é considerado referência em hidrelétricas sustentáveis por utilizar tecnologia com melhor eficiência energética e menor impacto ambiental.

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