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Quinta-feira, 6 de novembro de 2014 às 15:52

Desemprego cai a 6,8% no segundo trimestre de 2014, divulga IBGE

A taxa de desemprego brasileira recuou para 6,8% no segundo trimestre de 2014, o que representa uma queda de – 0,3 ponto percentual em relação à dos três meses imediatamente anteriores, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Taxa_Desemprego_recua_IBGE

No primeiro trimestre, a taxa variou 0,8 ponto percentual em relação ao fim de 2013, ficando em 7,1%. Se comparada ao segundo trimestre do ano passado, a taxa caiu ainda mais, com baixa de – 0,6 ponto percentual em relação à do período, que foi de 7,4%.
Também aumentou o nível de ocupação da população (porcentagem de pessoas trabalhando no período). A taxa subiu a 56,9% no segundo trimestre, contra 56,7% no primeiro trimestre de 2014 e 56,9% do segundo trimestre de 2013.

Segundo o IBGE, no segundo trimestre deste ano, 92,1 milhões de pessoas estavam ocupadas e 6,8 milhões, desocupadas.

Outro avanço foi registrado na relação entre ocupados e desocupados. O número de desocupados no primeiro trimestre deste ano era 7 milhões e o de ocupados, 91,2 milhões. Já no segundo trimestre de 2013, essas taxas evoluíram para 7,3 milhões e 90,6 milhões, respectivamente.

Confrontando o 2º trimestre de 2014 com o mesmo trimestre de 2013, é possível observar queda na taxa de desocupação em todos os grupos etários, exceto 60 anos ou mais. A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade, 15,3%, apresentou patamar elevado em relação à taxa média total. Este comportamento foi verificado, tanto para o Brasil, quanto para as cinco grandes regiões abrangidas pela pesquisa.

Ocupação é de 68,4% entre homens e 46,4% para mulheres
No 2º trimestre de 2014, as regiões Sul (61,1%) e Centro-Oeste (61,5%) foram as que apresentaram os maiores níveis de ocupação (percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar) e a região Nordeste, o menor (51,9%). Em relação ao 2º trimestre do ano anterior, houve alta no nível da ocupação no Nordeste.

No 2º trimestre de 2014, o nível da ocupação foi estimado em 68,4% para os homens e 46,4% para as mulheres. Essa diferença foi verificada em todas as regiões, sendo que na Norte, estava maior a diferença e na Sul, a menor. Também no 2º trimestre de 2014, o nível da ocupação do grupo etário de 25 a 39 anos foi estimado em 75,8% e, para o grupo de 40 a 59 anos, em 69,4%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esta estimativa era 57,5%. Entre os menores de idade (de 14 a 17 anos) esta estimativa foi 16,3%, enquanto entre os idosos (60 anos ou mais), 21,9%.

O nível da ocupação dos jovens de 18 a 24 anos nas regiões Sul (67,1%) e Centro-Oeste (61,5%) ficou próximo ao observado no Nordeste para os adultos de 25 a 39 anos (69,0%) e 40 a 59 anos (65,0%).

A Pnad Contínua referente ao segundo trimestre tinha divulgação prevista para agosto deste ano, mas foi adiada por conta da paralisação parcial de servidores, entre maio e agosto. O resultado do terceiro trimestre será divulgado no final de dezembro. A cada trimestre, a Pnad Contínua investiga 211.344 domicílios particulares permanentes em cerca de 16 mil setores censitários, distribuídos em 3,5 mil municípios.

Fonte: com informações do IBGE.

Sexta-feira, 31 de outubro de 2014 às 10:10

Prouni foi determinante para que eu fizesse o curso superior, afirma ex-bolsista negra

Sexta-feira, 31 de outubro de 2014 às 10:00

“Prouni foi determinante para que eu fizesse o curso superior”, afirma ex-bolsista negra

Segundo dados do Ministério da Educação, dentre os estudantes contemplados em 2014 pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), mais da metade são negros. No primeiro ano do programa, 2005, apenas 37,2% dos estudantes eram negros. Hoje, são 56,48%. Em números absolutos, a quantidade de alunos negros passou de 35.568, há 10 anos, para 125.566 atualmente, um aumento de 353%.

Joceline Gomes, 26 anos, é aluna da primeira turma do programa, em 2005. Para ela, sua vida mudou ao conquistar uma bolsa integral no curso de Jornalismo da Universidade Católica de Brasília (DF). “Minha família era de classe média baixa, a gente não tinha acesso a nada. Quando entrei na universidade e vi que eu realmente podia estar lá, que aquela vaga realmente era minha, que eu tinha uma bolsa integral que ia me permitir cursar uma faculdade, foi a oportunidade da minha vida. Isso me transformou no que sou hoje. O programa foi determinante para que eu fizesse o curso superior”, afirma a jovem negra, moradora de Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.

A ex-bolsista se formou em 2008 e hoje trabalha na sua área de formação. Segundo levantamento da Seppir, 85% dos alunos formados pelo programa possuem emprego, sendo que 65% trabalham com carteira assinada. A maioria desses estudantes trabalha na área em que se formaram. Para a jovem, a melhoria de vida não veio somente para ela. “Eu fui a primeira a entrar na faculdade de toda a minha família. Isso já vai encorajando outras pessoas da família. Então você vai puxando toda uma geração de pessoas e vai influenciando. Primeiro dentro da sua família, depois com seus amigos, e vai aumentando esse círculo”, assegura.

Quinta-feira, 30 de outubro de 2014 às 20:00

Índice de confiança do consumidor atinge maior patamar desde janeiro, diz CNI

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) subiu 2,1% de setembro para outubro e chegou a 112 pontos neste mês, o maior valor desde janeiro deste ano, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (30) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a entidade, foi a primeira vez, desde março de 2013, que o índice aumentou na comparação anual e o resultado se deve à melhora das expectativas sobre a evolução dos preços e do emprego. “O resultado confirma a tendência de recuperação da confiança do consumidor”, avalia a CNI.

O índice de expectativas de inflação aumentou 12,7% e o de desemprego subiu 7% frente a setembro. Conforme a metodologia da pesquisa, quanto maior o indicador de expectativa, maior é o número de pessoas que espera que a inflação e o desemprego não aumentarão nos próximos meses. Na comparação com outubro do ano passado, o indicador de expectativa de inflação subiu 6,1% e, o de desemprego, 5,9%.

Fonte: com informações da CNI.

Terça-feira, 28 de outubro de 2014 às 22:00

Entrevista da presidenta Dilma Roussef ao Jornal da Band

Terça-feira, 28 de outubro de 2014 às 21:56

Dilma afirma que disposição e abertura para o diálogo com a sociedade serão essenciais

    "Ninguém participa de um processo eleitoral sem que o que esteja em questão seja a mudança, a melhoria", afirmou a presidenta Dilma ao jornalista Ricardo Boechat. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Ninguém participa de um processo eleitoral sem que o que esteja em questão seja a mudança, a melhoria”, afirmou a presidenta Dilma ao jornalista Ricardo Boechat. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em entrevista ao Jornal da Band nesta terça-feira (28), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o diálogo será imprescindível para definir o futuro do Brasil. Isso significa, segundo Dilma, ouvir os setores organizados da sociedade e quem estiver disposto a contribuir para o processo.

“A reeleição, como a eleição, é sempre, no caso da democracia, uma expectativa de mudança. Ninguém participa de um processo eleitoral sem que o que esteja em questão seja a mudança, a melhoria. Eu acho que é isso que é a pauta”, afirmou a presidenta.

Dilma também falou sobre temas como a crise financeira e o impacto na economia brasileira, além da crise de abastecimento de água que afeta o estado de São Paulo. Confira trechos da entrevista:

Economia
A presidenta falou sobre a necessidade de reconquistar a confiança do mercado na economia brasileira e afirmou que, segundo as agências internacionais sinalizaram, não haverá risco de redução do risco Brasil antes de 2015. “A economia brasileira possui fundamentos fortes. É importante que nós todos nos unamos no sentido de perceber que o Brasil tem fundamentos fortes. (…) Os investidores internacionais mantêm um grau de investimento direto no Brasil muito expressivo. Nós somos um dos países que mais atraem investimento direto externo. Nós não temos essa sinalização de que vai haver, num futuro imediato uma redução do grau de risco no Brasil”, disse.

Crise internacional
Dilma Rousseff garantiu que o governo brasileiro tem buscado enfrentar a crise sem comprometer empregos e salários dos trabalhadores. “Eu acredito que o Brasil, hoje, tem condições de sair desse processo de baixo crescimento em busca de um processo de mais alto crescimento. Nós temos um mercado interno robusto, porque milhões de brasileiros foram para a classe média. Somos um país que temos uma proteção externa, ninguém sofre como sofria porque não tinha reservas, nós temos reservas e elas nos protegem”, pontuou.

Crise hídrica
A presidenta também comentou sobre a ajuda do governo federal ao estado de São Paulo para enfrentar a questão da falta de água na região, inclusive com repasse de recursos para obras de enfrentamento. “Tudo que São Paulo precisar da nossa ação, nós faremos. Independentemente do que diga a Constituição, esse é um problema tão grave que afeta toda a população brasileira, São Paulo, a economia e tudo”, explicou a presidenta.

–> Assista à entrevista da presidenta Dilma Rousseff ao Jornal da Band na íntegra

Íntegra do áudio do Jornal da Band

Confira a íntegra

Sexta-feira, 24 de outubro de 2014 às 12:11

Jovens adiam busca pelo emprego e aliviam pressão sobre o mercado de trabalho, aponta IBGE

Os jovens brasileiros estão esperando mais para procurar um emprego, indicam os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada na quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As razões dessa mudança não são captadas pelo levantamento, mas há indícios de que aumento da renda dos domicílios ou busca pela formação escolar e pela capacitação profissional estejam na raiz da nova tendência.

A mudança impactou positivamente a taxa de desocupação de setembro de 2014, que atingiu 4,9%, menor patamar registrado neste mês desde 2002, quando começou a série histórica da pesquisa, superando inclusive as taxas de períodos de forte crescimento da economia do País, como 2003 e 2005.

Segundo a técnica do IBGE, Adriana Araújo Beringuy, responsável pela PME, os jovens, ao lado dos idosos e das mulheres, estão engrossando a fatia do mercado de trabalho chamada de população inativa, aquela que não está empregada e nem buscando emprego.

“O aumento dessa População não Economicamente Ativa (PNEA) diminui a pressão sobre a busca do emprego, gerando um impacto positivo sobre a taxa de desocupação”, explica ela. Fazendo comparação entre setores, a População em Idade Ativa (PIA) cresceu 1,1% em 2014 – essa faixa compreende as pessoas com 10 anos ou mais. Já a População Economicamente Ativa (PEA) caiu 1%, enquanto a PNEA cresceu 3,7% no período analisado pela presente pesquisa.

Adriana acrescenta que esse o movimento atípico no mercado de trabalho foi registrado nos últimos dois anos e se intensificou neste ano. “Quando se observa o gráfico com a evolução da taxa de desocupação no total das seis regiões metropolitanas abrangidas pelo levantamento, se nota um descolamento muito grande dos dados de 2014 em relação aos anos anteriores”, diz ela.

A pesquisadora destaca ainda que houve um aumento da renda das mulheres e o retorno ao mercado de trabalho de um volume expressivo de pessoas acima dos 50 anos, elevando a renda do domicílio, proporcionando aos jovens um ambiente propício à qualificação profissional e ao adiamento da busca pelo emprego.

Como a PME é focada apenas no emprego, ela não capta essa variação na renda do domicílio. Mesmo assim, a pesquisa revelou que o rendimento dos trabalhadores vem crescendo cerca de 1,5% ao ano, em termos reais.

Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 às 11:14

Emprego formal gera 123,7 mil vagas em setembro, aponta Caged

Quarta-feira, 15 de outubro de 2014 às 19:19

Vagas com carteira assinada crescem em todas as regiões e Pernambuco lidera no Nordeste

O trabalho com carteira assinada cresceu praticamente em todas as unidades da federação em setembro, com destaque para Pernambuco (+21.971 postos) e Alagoas (+13.748 postos), de acordo com dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (15), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As principais atividades nestes dois estados estão ligadas ao setor canavieiro.

Em seguida aparecem Rio de Janeiro (+12.686 postos), Paraná (+11.547 postos) e São Paulo (+11.343 postos). Segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, os dados mostram que o País caminha rumo à redução das desigualdades regionais de renda. Ainda de acordo com ele, as disparidades regionais têm sido uma preocupação constante do governo, que tem implementado políticas bem-sucedidas neste sentido.

“O Brasil tem melhorado, e muito [na redução das desigualdades regionais], com o aumento não só do número de empregos, mas quanto ao valor da remuneração nas regiões Norte e Nordeste”, destaca o ministro.

No ano passado, o Nordeste foi a região que mais gerou empregos formais. E nesse mês de setembro foi a que mais abriu vagas com carteira assinada, alcançando um total de mais de 63 mil empregos de qualidade, lembra o ministro.

Em apenas quatro estados houve redução de emprego: Rondônia (-917 postos), Minas Gerais (-840 postos), Piauí (-401 postos) e Acre (-90 postos).

Caged_setembro_2014

Quarta-feira, 8 de outubro de 2014 às 18:04

Portal lançado pelo governo facilitará abertura de micro e pequenas empresas

O governo federal lançou, nesta quarta-feira (8), o Portal Empresa Simples. A plataforma permite abertura da empresa em até cinco dias. O portal funciona como projeto piloto no Distrito Federal e estará disponível em todo o País até novembro. Cerca de oito milhões de micro e pequenos empresários brasileiros serão beneficiados pelo projeto.

Portal_Empresa_Simples

Clique na imagem para acessar o Portal Empresa Simples.

Durante lançamento, o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República (SMPE), Guilherme Afif Domingos, destacou importância do projeto e busca pela desburocratização das empresas no Brasil. “A simplificação é a palavra de ordem no Brasil hoje. Temos que facilitar a vida dos brasileiros”, disse.

O Portal Empresa Simples foi criado com base em diagnóstico da SMPE sobre o crescimento das micro e pequenas empresas ainda ser insuficiente para atender demanda de emprego e renda da economia brasileira.

Entre as principais características do portal, destacam-se a central de atendimento telefônico (0800) e digital (ouvidoria.pes@planalto.gov.br), o aumento da comunicação direta com o poder municipal e a praça eletrônica de comércio, que aproximará compradores e vendedores.

Praça eletrônica de comércio
Além de simplificar o processo de abertura de empresas, o Empresa Simples também funciona como praça eletrônica de comércio, aproximando compradores de vendedores.

Nessa praça eletrônica, será possível obter lista de características da empresa; quadro de colaboradores; dados sobre balanço, capacidade de gestão e qualidade do produto; análises da companhia em questão, que serão realizadas por empresas parceiras; entre outros detalhes.

Também é possível ao governo divulgar anúncios sobre editais. Desse modo, as empresas não precisam entregar documentos para participar concorrência governamental, já que todos seus dados estarão no sistema.

O espaço pretende também dar mais visibilidade aos micros e pequenos empresários brasileiros no comércio exterior e garantir segurança a clientes internacionais, podendo confirmar dados das companhias na plataforma.

Redesim
Com a construção do portal, a SMPE implanta a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) em até cinco dias em todo o País, possibilitando registro de legalização de empresas em processo único, que pode ser realizado pela internet, com contratos e declarações eletrônicos. Nesse período, qualquer empresa, independentemente do porte, obtém permissão da prefeitura para exercício de suas atividades no endereço indicado, registro na Junta Comercial, inscrição no CNPJ e licenças de funcionamento.

Fonte: Portal Brasil.

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