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Sexta-feira, 24 de junho de 2011 às 14:11

Brasil promove seminário em Roma para tratar de cooperação na área agrícola

Os ministros Wagner Rossi (Agricultura), Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) no seminário sobre Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais, promovido pelo Itamaraty na Embaixada do Brasil em Roma. Foto: Olímpio Cruz Neto/Ascom/Mapa

O Brasil tem intensificado, nos últimos anos, acordos de transferência de tecnologia na área agrícola com países vizinhos e africanos. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que a expertise da ciência brasileira tem sido fundamental para o desenvolvimento nacional e que isso já está sendo vivenciado por alguns países africanos. “Nos últimos 50 anos, a produtividade de grãos saltou 774%”, comentou, destacando que a safra atual será de 161,5 milhões de toneladas.

 

Ele avalia que o futuro da produtividade agrícola mundial depende cada vez mais do salto de produtividade experimentado pela agricultura tropical. “Nós podemos fazer mais para assegurar os estoques e garantir o fornecimento de alimentos para os nossos povos”, afirmou. Rossi lembrou que nos últimos oito anos, quase 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.

O ministro participou hoje (24/6)pela manhã, em Roma, do seminário de Cooperação Técnica: Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais, promovido pelo governo brasileiro na embaixada na capital italiana. Ele destacou as experiências bem-sucedidas promovidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em países como Moçambique, São Tomé e Príncipe, Gana e Guiné-Bissau. O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, participou de dois painéis.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, abriu o evento falando da importância da realização e ampliação dos acordos de cooperação e parceria técnica com países sul-americanos e africanos. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, também participou do seminário. Ele falou do fortalecimento da agricultura familiar brasileira nos últimos anos.

Atuação

Outros programas brasileiros que vêm obtendo êxito e são referência para órgãos como o Banco Mundial (Bird) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) foram abordados no seminário. É o caso do Plano Brasil sem Miséria, sob a responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social.

No início da semana, a presidenta Dilma Rousseff autorizou o governo a promover a doação de estoques públicos de alimentos a países de língua portuguesa e outras 15 nações: Bolívia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Zimbábue, Cuba, Autoridade Nacional Palestina, Sudão, Etiópia, República Centro Africana, Congo, Somália, Nigéria e Coreia do Norte. Esses países foram atingidos por catástrofes naturais.

A doação do Brasil envolve 100 mil toneladas de milho, 500 mil toneladas de arroz, 100 mil toneladas de feijão, 10 mil toneladas de leite em pó e uma tonelada de sementes de hortaliças. As operações serão feitas pela Companha Nacional de Abastecimento (Conab).

Sexta-feira, 10 de junho de 2011 às 17:23

Áudio – Brasil, de potência agrícola, pode ser também potência ambiental

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Sexta-feira, 10 de junho de 2011 às 17:23

Brasil, de potência agrícola, pode ser também potência ambiental

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Antonio Arraes Pereira, concede entrevista ao programa Brasil em Pauta. Foto: Antonio Cruz/ABr

Para o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, o Brasil é uma imensa potência agrícola e pode ser também uma potência ambiental, pois as duas coisas não são contraditórias, podem andar lado a lado. A afirmação, feita durante entrevista concedida ao programa “Brasil em Pauta” desta sexta-feira (10/6), serviu para exemplificar um dos programas adotados pela Embrapa, o Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, cujo objetivo é ensinar aos agricultores como utilizar técnicas de exploração intensiva de forma sustentável e, ainda, com obtenção de renda.

Pedro Arraes considera a extensão rural um meio fundamental para levar conhecimento aos pequenos produtores. Segundo ele, a Embrapa participa desse processo treinando e passando informações para os técnicos, no sentido de que as tecnologias possam alcançar os pequenos produtores.

“A agricultura familiar é um componente importantíssimo para a segurança alimentar interna”, com a produção de arroz, feijão, mandioca e produtos da nossa mesa do dia a dia”, afirmou ele.

Ouça abaixo a íntegra da entrevista do presidente da Embrapa, Pedro Arraes.
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Para Arraes, ela forma um casamento perfeito com a agricultura empresarial: “Eu acho que essa é a grande fortaleza que o Brasil tem.”

Arraes também falou durante a entrevista do importante papel que desempenha a extensão rural no sentido de manter os jovens nas pequenas cidades. E explicou que o segredo é fortalecer a extensão rural e ensinar aos jovens “o que fazer”, para que valorizem a cultura regional que têm.

O programa de Minibibliotecas também atinge as pessoas que moram em pequenas cidades, no meio rural, e que não tem acesso à informação. Segundo Arraes, “é um programa muito simples, mas tem um impacto enorme. Já atingimos, se não me engano, 1.300 municípios no Brasi…”. Ele explicou que o programa oferece às pessoas informações e documentação de como fazer uma horta, bem como outras dicas importantes, tanto para os pais quanto para as crianças e jovens.

Uma outra iniciativa da Embrapa para difundir o conhecimento entre jovens é o programa Embrapa Escola. Segundo Arraes, 47 unidades descentralizadas da Embrapa em vários estados do país recebem cerca de 50 mil estudantes por ano. Durante as visitas escolares, explicou ele, são distribuídos materiais próprios que mostram a importância da ciência em nossas vidas. A Embrapa também tem um programa especial para crianças, na internet, para que elas possam conviver com a ciência, enquanto brincam. Além disso, contou ele, está em fase de preparação de um jogo que vai mexer com os biomas brasileiros.

“É uma forma de (…) dar conhecimento da importância que tem agricultura e a preservação ambiental para o desenvolvimento do nosso país.”

Em relação ao tema das mudanças climáticas, Arraes informou que a empresa tem uma plataforma geral que aborda vários aspectos desse assunto. A primeira coisa que a Embrapa fez – disse ele – foi um levantamento de como se comportariam culturas importantes para o Brasil, tais como arroz, café, soja e frutas, caso a temperatura mundial aumentasse em 1, 2, 3 ,4 ou 5 graus, e usando as tecnologias que o país tem hoje. “Essa simulação nós já temos – explicou o presidente da Embrapa – e isso nos baliza para tomar algumas atitudes.”

A Embrapa também já possui 53 programas de melhoramento de diversas espécies, tais como soja, maracujá, trigo, feijão etc, e em todos esses programas está a preocupação de produzir novas cultivares – que vão ser lançadas para os produtores – com mais resistência à intolerância ao déficit hídrico, à seca e a altas temperaturas. Uma outra plataforma de estudo, explicou Arraes, é a avaliação de diversas culturas quanto à questão do aparecimento de doenças, insetos e pragas, caso aumente a temperatura do planeta. Esses são apenas alguns exemplos de linhas de pesquisa em andamento na Embrapa, informou o presidente da Embrapa, para que o país possa se adaptar às mudanças climáticas e mitigar os efeitos.

Na avaliação do presidente da Embrapa, talvez a maior revolução da Embrapa tenha sido a tropicalização de várias culturas, através do melhoramento genético. A soja, por exemplo, só era plantada em clima temperado, explicou Arraes. Segundo ele, desde que a empresa foi criada houve uma agregação de valor muito grande. A Embrapa entrou na era da sustentabilidade, e a complexidade é muito maior. Há novas linhas de trabalho e de pesquisa nos campos da nanotecnologia e biotecnologia, ferramentas novas que estão entrando e vão dar uma nova dimensão, e a Embrapa está se inserindo hoje para a próxima revolução, afirmou ele.

“Graças a Deus o PAC Embrapa revitalizou a nossa empresa toda, a estrutura física, laboratórios moderníssimos que nós temos hoje. Contratamos quase 2 mil novos empregados, a maioria deles de nível superior, jovens, motivados. Então, a gente espera que daqui para a frente a gente possa ter o Brasil agrícola e o Brasil potência ambiental.”

Quarta-feira, 13 de abril de 2011 às 18:50

Embrapa chega à China para fomentar cooperação científica e tecnológica

Viagens internacionais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) inaugurou nesta quarta-feira (13/4), em Pequim, o seu quarto laboratório virtual no exterior. O Labex China será coordenado pela Embaixada do Brasil em Pequim e a inauguração foi feita na sede da Chinese Academy of Agricultural Sciences (CAAS), instituição de pesquisa com a qual a empresa brasileira assinou memorando de entendimento. A cooperação atende a um dos itens previstos no Plano de Ação Conjunta 2010-2014, firmado pelos governos brasileiro e chinês.

A Embrapa também assinou, no último dia 12, acordos de cooperação com a Chinese Academy of Sciences (CAS) e a Chinese Academy of Tropical Agricultural Sciences (CATAS), instituições com as quais pesquisadores brasileiros já desenvolvem projetos em conjunto. Com a assinatura, espera-se aumentar a abrangência nas cooperações.

“A CAS tem instalações de ponta em biotecnologia e nanotecnologia e a CATAS atua em agricultura tropical. Queremos manter pesquisadores do Labex China também nessas instituições”, explica Roberto Sainz, pesquisador da Secretaria de Relações Internacionais.

A inauguração do Labex China e a assinatura dos acordos com CAS acontecem paralelamente à reunião de cúpula dos BRICS – bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A reunião, marcada para amanhã (14/4), em Sanya, no sul da China, contará com os chefes de estado dos cinco países emergentes.

Laboratório virtual

O projeto Labex foi criado em 1998 para fomentar a cooperação científica e tecnológica com outros países. Trata-se de um laboratório virtual que não dispõe dos recursos de um laboratório convencional. As equipes compartilham os meios físicos com as instituições parceiras. Atualmente, a Embrapa conta com Labex nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e na Europa – com pesquisadores atualmente na Inglaterra e na França.

O Labex China terá foco nas áreas de recursos e melhoramentos genéticos, biocombustíveis e agroenergia, processamento de alimentos, produção animal, agroecologia, pastagens, entre outras.

Bandeira da China Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à China.

Quarta-feira, 2 de março de 2011 às 18:16

Embrapa ganha mais autonomia para atuar em outros países

Embrapa ampliará presença no exterior com mais autonomia. Foto: Divulgação Projeto Africa-Brazil/Embrapa

A Embrapa terá mais autonomia para atuar no exterior em atividades de cooperação científica, de transferência de tecnologia e de produção de alimentos. A Lei nº 12.383, publicada nesta quarta-feira (2/3) no Diário Oficial da União, facilita o atendimento às demandas das nações em desenvolvimento pelas tecnologias tropicais desenvolvidas pela estatal. Até então, a presença formal fora do Brasil ocorria por meio de projetos estabelecidos com instituições parceiras, como já vem ocorrendo em países da África, Europa e Ásia, além dos Estados Unidos.

“A ampliação do trabalho da Embrapa no exterior vai consolidar a posição de liderança do Brasil na produção de alimentos”, afirma o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

O texto altera a Lei nº 5.851/72 de criação da Embrapa, que autorizava a empresa a atuar apenas em território brasileiro. A lei publicada hoje teve origem em medida provisória editada pelo governo em setembro de 2010. Na prática, a Embrapa torna-se independente para criar escritórios no exterior, por exemplo, com maior flexibilidade de gestão e administração.

A medida permite à empresa enviar e receber recursos para regiões onde já estão instalados projetos, sem limitações jurídicas. Dessa forma, operações como abertura de contas bancárias, contratação de profissionais e procedimentos administrativos locais não dependem mais exclusivamente de convênios.

Segundo a Embrapa, a intenção não é criar centros de pesquisa ou novas estruturas no exterior, tampouco tornar sem efeito os acordos já existentes. O objetivo principal é que não seja mais indispensável a intermediação de organismos internacionais na atuação da Embrapa em outros países.

Atuação no exterior – A cooperação científica entre Embrapa e instituições de pesquisa de outros países ocorre há 12 anos por meio de programas de treinamentos, intercâmbio de pesquisadores e execução de projetos de pesquisa.

A atuação fora do Brasil foi intensificada em 1998, com a criação do Laboratório Virtual no Exterior nos Estados Unidos, em parceria com o Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura norte-americano. Além do Labex EUA, estão hoje em operação laboratórios virtuais em três países da Europa – Holanda, França e Inglaterra) – e um na Coreia do Sul. No âmbito da cooperação para transferência de tecnologia, a estatal brasileira tem sido demandada por países da África e da América Latina e outros continentes.

Segunda-feira, 22 de novembro de 2010 às 22:35

Não há tempo a perder: as boas oportunidades de negócio estão bem aqui

Presidente Lula recebe o prêmio Personalidade do Ano 2010 da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Seja no campo agrícola ou tecnológico, o Brasil tem um amplo leque de oportunidades a oferecer a empresários portugueses, que podem se valer dos históricos laços político, econômico, cultural e linguístico para saírem na frente em relação a investidores de outros países. E ambos os países podem ainda unir forças para explorarem as oportunidades que se apresentam também na África e na América Latina. “Nós não temos tempo a perder”, afirmou o presidente Lula em discurso realizado nesta segunda-feira (22/11) no jantar comemorativo dos 98 anos da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, realizado na Hípica Paulista, em São Paulo, em que recebeu o Prêmio Especial Personalidade do Ano 2010.

Pouco antes de discursar, o presidente Lula acompanhou uma apresentação da atleta olímpica de hipismo, Luiza Tavares de Almeida, que agradeceu o apoio do governo aos esportistas que representam o País em competições olímpicas mundo afora.

Os avanços da agricultura e da indústria petrolífera brasileira, entre outros, têm que ser olhados na perspectiva dos próximos 20 ou 30 anos, afirmou Lula, para darem a exata noção do amplo campo de oportunidades que as novas tecnologias agrícolas e o Pré-sal oferecem, bem como as áreas de software, infraestrutura e energias renováveis.

Sabemos todos que a intenção de ambos os países é aumentar os investimentos e intercâmbios econômicos e comerciais. Um bom caminho nesse sentido será a realização conjunta de encontros entre empresários e investidores portugueses e brasileiros, especialmente nas áreas de software e infraestrutura.

Ao reafirmar sua convicção “no extraordinário potencial do relacionamento entre os dois países”, o presidente brasileiro disse que tem orgulho de ter incentivado empresas brasileiras e portuguesas a investirem nos respectivos países, porque Brasil e Portugal “podem muito mais do que seu tamanho”. Aproveitou para citar o sucesso de empresas como Petrobras, Embraer, Camargo Correa e Votorantin em terras portuguesas, e que há hoje mais de 600 empresas brasileiras com capitais portugueses.

Aquilo que parecia um obstáculo entre Brasil e Portugal, que eram oito ou 10 mil quilômetros de oceano (na época do Descobrimento), na verdade hoje significa um caminho, uma ponte, uma oportunidade, basta que o Brasil compreenda que ele não tem que ter relação com quem é o maior, ele tem que ter relação com quem é o melhor para nós, e Portugal é um país importante e estratégico para o Brasil manter uma relação importante e a língua é a vantagem comparativa.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula no evento:
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Quinta-feira, 14 de outubro de 2010 às 19:46

Construindo a sobrevivência coletiva de um novo setor produtivo

A cadeia produtiva da palma de óleo está nascendo no Brasil de olho na harmonia entre empresários e trabalhadores, já que um depende do outro, para garantir a sustentabilidade do negócio e evitar a reprodução de antigos modelos excludentes como o da cana-de-açúcar, em que o usineiro era extremamente rico e o cortador de cana extremamente miserável. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (14/10) pelo presidente Lula durante a 2ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Palma de Óleo, em Belém (PA). Construindo essa harmonia, afirmou Lula, o Brasil poderá mostrar ao mundo que é civilizado e capaz de construir uma cadeia produtiva sadia.

Nós queremos que o empresário da palma seja rico, mas também que o trabalhador da palma viva dignamente, sustente sua família e coloque seus filhos na universidade. (…) O que vocês estão construindo é a sobrevivência coletiva de um setor que está nascendo neste País, e ele pode nascer totalmente diferente das coisas velhas que nós conhecemos no Brasil.

O presidente afirmou ainda estar seguro de que valeu à pena acreditar na política de biocombustíveis e também na necessidade de investir no zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar e do dendê pelo País. Outra decisão acertada, disse Lula, foi dar condições para que a Embrapa fizesse suas pesquisas e torná-la uma multinacional da pesquisa agrícola, trabalhando em países africanos, sulamericanos e centroamericanos. “A nossa ideia é que a Embrapa se transforme numa empresa do tamanho do que ela fez de bem para a agricultura brasileira”, afirmou.

Ouça a íntegra do discurso:
[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2010/10/pr2102-2@.mp3[/podcast]

A grande novidade que o Brasil tem a oferecer ao mundo hoje é a elaboração de um programa como o da produção de óleo de palma respeitando o meio ambiente, gerando emprego, distribuindo renda e recuperando áreas degradadas na Amazônia. “Muita gente ainda não tem essa dimensão”, avaliou.

Quarta-feira, 6 de outubro de 2010 às 11:30

Brasil se une à África no combate à fome

Em um mundo onde 925 milhões de pessoas são subnutridas, sendo a maioria delas na África subsaariana, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a cooperação multilateral passa a ser uma das principais ferramentas para o combate à fome e à miséria. Nesse sentido, o governo brasileiro, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, tem dado sua contribuição com ações de fortalecimento à agricultura no continente africano.

Com o objetivo de discutir projetos inovadores para serem replicados e diversos países da África, está realizado nesta quarta-feira (6/10), em Brasília, o Fórum da Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária. O evento reúne cerca de 125 pesquisadores, de 14 países, entre africanos e brasileiros.

A ideia central é levar informações sobre as práticas agrícolas e pecuárias até os produtores africanos, por meio do incentivo à pesquisa. Nesse sentido, a Embrapa pode contribuir muito, pois temos vários projetos já desenvolvidos que podem ser prontamente usados nesse sentido. É um grande exemplo de cooperação Sul-Sul, afirmou o pesquisador Paulo Duarte, responsável pelos países africanos, na Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa.

O fórum da Plataforma – transformada em programa de governo, após seu lançamento em maio de 2010, no âmbito do Diálogo Brasil-África – selecionará, dentre os 61 projetos submetidos, os que serão financiados por organizações internacionais para desenvolvimento conjunto nos próximos três anos. Para esse período, o programa conta com US$ 3 milhões.

Esperamos que a Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária contribua para o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU, especialmente as relacionadas a redução da fome e da pobreza, conclui Duarte.

Além de pesquisadores africanos e brasileiros, estarão presentes representantes do Banco Mundial, Agência de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID), Fórum para Pesquisa Agrícola na África (Fara), Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Ifad), Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e Embrapa.

Quinta-feira, 23 de setembro de 2010 às 18:35

MP facilita internacionalização da Embrapa

Presidente Lula e o ministro Wagner Rossi em cerimônia que comemorou os 37 anos da Embrapa em 29 de abril de 2010 em Brasília. Foto José Cruz/ABr

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) passará a atuar de forma mais flexível em suas operações no exterior. Medida provisória publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira(23/9) altera a redação da lei que criou a estatal, permitindo que as atividades de cooperação científica, tecnológica e de transferência de tecnologia fora do território nacional sejam exercidas com mais autonomia. Dessa forma, cresce o potencial de internacionalização da empresa.

Na opinião do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, a Embrapa tem hoje reconhecimento internacional e demandas de países que enfrentam desafios como aquele que o Brasil venceu, de ampliar sua produção de alimentos sem aumentar a área plantada, o que a coloca entre as grandes empresas de pesquisa agrícola do mundo.

“A instituição ganhará agora um novo status internacional. Isso é resultado do seu quadro técnico de excelentes pesquisadores e do apoio do presidente Lula e do seu reconhecimento ao papel da Embrapa no desenvolvimento da agricultura brasileira. A medida provisória vai permitir à estatal ampliar sua participação entre as grandes empresas internacionais de pesquisa”, destaca.

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Quarta-feira, 28 de julho de 2010 às 15:41

A ONU deve interessar-se mais pelas transformações em curso na nossa região

Presidente Lula cumprimenta o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no Itamaraty, em Brasília. Foto Ricardo Stuckert/PR

A paz entre as nações foi o tema central dos discursos dos presidente Lula e Daniel Ortega, nesta quarta-feira (28/&0, durante visita do presidente da Nicarágua ao Brasil. Após reunião com Ortega, Lula fez saudação onde enfatizou que “a ONU deve interessar-se mais pelas transformações em curso na região”. O presidente nicaraguense lembrou da luta de Lula em prol da paz, seja na América Latina, Caribe ou no Oriente Médio. O presidente brasileiro defendeu uma profunda reforma na ONU.

Ela própria [ONU] deve reformar-se com vistas a superar flagrante desequilíbrio na representação entre Estados em seu Conselho, responsável pela paz e segurança coletiva. Nesse sentido, foi grande a contribuição dada pela Nicarágua ao fortalecimento do multilateralismo de cunho democrático, social e humanitário, representado na forte liderança exercida pelo Padre Miguel d´Escoto durante sua presidência da 63ª Assembleia-Geral da ONU.

Ouça a íntegra do discurso do presidente Lula no almoço oferecido ao presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

[podcast]http://www.imprensa.planalto.gov.br/media/audio/pr1988-2@.mp3[/podcast]

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