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Quarta-feira, 26 de novembro de 2014 às 18:52

Desmatamento na Amazônia atinge segunda menor taxa da história

O Brasil reduziu em 18% a taxa de desmatamento na Amazônia no período de agosto de 2013 a julho de 2014. Trata-se da segunda menor taxa desde que começou a ser feito o monitoramento da floresta amazônica, em 1988. As informações, divulgadas nesta quarta (26), são do Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélites (Prodes), do Inpe.

Gráfico amazônia blog

O Inpe registrou 4.848 km² de desmatamento no período 2013/2014. A primeira menor taxa foi alcançada de 2011 para 2012, quando foram registrados 4.571 km² de áreas desmatadas. O dado deste ano representa diminuição em 18% em relação ao período anterior. Sete dos noves estados da Amazônia legal monitorados contribuíram com a redução, incluindo Pará, Mato Grosso e Rondônia, tradicionalmente mais representativos na pressão ao desmatamento.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o resultado é consequência da fiscalização, da inteligência e da busca pela regularização ambiental do governo federal em parceria com estados e sociedade civil. Ela destacou que durante o governo da presidenta Dilma, foram registradas as quatro menores taxas de desmatamento da história do monitoramento da Amazônia.

Durante a apresentação à imprensa, a ministra também esclareceu que o Prodes é o sistema oficial utilizado pelo governo para medir o desmatamento, uma vez que ele é mais preciso. O resultado apresentado por este sistema contraria previsões de outros sistemas, como o Deter, utilizado pelo governo para outra finalidade, e o sistema da ONG Imazon, ambos pouco precisos para medir o volume de desmatamento.

A ministra concedeu entrevista exclusiva ao Blog do Planalto. Confira abaixo.

Ministra Izabella Teixeira, o Prodes 2014 trouxe boas notícias?
O resultado do Prodes 2014 é a segunda menor taxa da história (…), este ano tivemos uma redução de 18% de desmatamento. (…) A primeira menor taxa foi no governo da presidenta Dilma, de 2011 para 2012.

Com isso concluímos estes quatro anos de governo da presidenta Dilma com as quatro melhores taxas da história do monitoramento da Amazônia e, portanto, a melhor média de desmatamento está no governo Dilma. É uma grande notícia, resultado do esforço do governo federal em parceria com os governos estaduais, com a sociedade, enfim, mas muito pelo esforço das organizações federais, dos fiscais do Ibama, pessoal da Força Nacional de Segurança, da Polícia Federal, o pessoal da Abin.

Essa mudança que a presidenta acaba de colocar em prática quando ela decide criar o GGI (Gabinete Permanente de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente), acabou propiciando novas rotinas de fiscalização e uma maior eficiência em torno do combate ao desmatamento ilegal. Então seguimos nossas metas da política nacional de clima, seguimos nosso compromisso de acabar com o crime, com o desmatamento ilegal, temos muito trabalho pela frente. Mas está aí, um resultado muito bom, excelente que na realidade mostra o esforço do governo e a seriedade com que estamos trabalhando para acabar com o crime ambiental na Amazônia.

Há uma influência direta das políticas públicas do governo?
Há uma influência direta tanto do ponto de vista do controle ambiental, melhorando essa performance federal com uso de instrumento de informação, com toda a inteligência, com o uso de aparatos de segurança. A própria Força Nacional de Segurança criou uma companhia de segurança dedicada à fiscalização ambiental que atua com os fiscais do Ibama. Nós estamos fazendo a chamada fiscalização ‘preventiva’, em função da inteligência – a gente chega antes de acontecer o desmatamento em grandes proporções. Nós estamos conseguindo desbaratar quadrilhas associadas ao desmatamento.

Mas também porque tem o outro lado, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e uma consciência que está começando a ficar mais explícita na sociedade, de que não vale a pena desmatar. Nós podemos sim mudar o patamar de produção de alimentos nesse País sem pressionar a Amazônia.

Dados divulgados pelo TerraClass 2012, nesta quarta-feira (26), também revelaram contribuições importantes no combate ao desmatamento?
Hoje de manhã nós divulgamos a terceira fase do programa TerraClass, uma parceria com a Embrapa e com o Inpe, avaliando tudo o que aconteceu com a área desmatada da Amazônia. Cerca de 18,5% do território da floresta foram desmatadas nesses anos todos, mais de 25 anos, e nós fizemos uma análise do que aconteceu. (…) Coisas importantes foram anunciadas hoje. Primeiro, o que tem de novo na agricultura de mais produção de alimentos na Amazônia vem da pastagem, quer dizer, não está tendo uma pressão como tinha no passado em cima da floresta, são apenas 2% que vem de novas áreas.

Segundo, a boa notícia também mostrando que o que era pastagem está voltando, uma parte disso, para ser floresta secundária. Então nós temos cerca de 23% desse território desmatado em regeneração em floresta secundária. Ou seja, a floresta está voltando para onde ela tinha sido removida. (…) Tudo o que está em regeneração na Amazônia nesta área é duas vezes e meia em área maior que a área desmatada nesse período todo. Aquilo que o Prodes detecta como desmatamento, a área em recuperação é duas vezes e meia o que foi desmatado.

E com a votação do Código Florestal, com o CAR, nós vamos ter que reflorestar.

São todas boas notícias mostrando que a gente reduz o desmatamento de um lado e vamos forçar agora a recuperação da floresta, onde foi desmatada, e cumprindo o Código Florestal (…) fazer o maior programa de reflorestamento desse País, de recuperação de vegetação nativa e com isso pressionar ou acelerar para que a gente possa acabar o desmatamento ilegal na Amazônia.

TerraClass 2012
O projeto TerraClass qualifica o desmatamento da Amazônia Legal com base em áreas desflorestadas mapeadas por satélites. O TerraClass 2012, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo MMA, revelou que a área de vegetação em processo de recuperação na Amazônia foi duas vezes e meia maior do que o desmatamento verificado na região. Os dados contabilizam 113 mil km² de floresta regenerada entre 2008 e 2012.No mesmo período, o Prodes registrou 44 mil km² de áreas desmatadas.

Realizado pelo Inpe em parceria com a Embrapa, o TerraClass descreve a situação do uso e da cobertura da terra considerando as classes temáticas referentes a agricultura anual, pasto limpo, pasto sujo, pasto com solo exposto, regeneração com pasto, vegetação secundária, mosaico de ocupações, mineração, área urbana e reflorestamento.Para esse relatório, foram mapeados 751 mil km², o que corresponde ao total do desmatamento verificado de 1988 a 2012, e representa 18,5% da área da Amazônia.

Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 às 11:12

Inovação tecnológica contribui para melhoria da vida de pessoas mais carentes

Terça-feira, 14 de outubro de 2014 às 20:39

Inovação tecnológica contribui para melhoria da vida de pessoas mais carentes, avalia secretário

Durante toda essa semana, centenas de atividades em todo o Brasil e milhares de pessoas estarão discutindo a ciência e tecnologia em prol do desenvolvimento social. Para Oswaldo Duarte Filho, secretário de Ciência e Tecnologia para inclusão social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o principal objetivo é pegar o conhecimento que é desenvolvido nas instituições de pesquisa e universidades, transformar isso em políticas públicas para serem aplicadas nos municípios e populações que mais precisam.

“A boa ciência e tecnologia é aquela que se reflete na melhoria da qualidade de vida das pessoas. É com esse pensamento que nós lançamos no ano passado o tema para esse ano, buscando fazer com que as pessoas pudessem, as instituições de pesquisa, pensassem um pouquinho no que eles estão fazendo e qual o benefício que ele está trazendo para a sociedade”, afirma o secretário.

Oswaldo diz que a tecnologia está tão presente na vida das pessoas que é preciso aumentar a percepção do cidadão sobre. “Além desse tipo de tecnologia, existe o que chamamos de tecnologias sociais. Quando a Embrapa desenvolve um sistema de cisterna, de tratamento de esgoto, a baixo custo, para ser utilizado na zona rural, ele está usando tecnologia diretamente para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, garante.

O secretário do MCTI também destacou uma experiência que associa a alta tecnologia desenvolvida no campo acadêmico em benefício da população mais carente.

“Financiamos um projeto de alta tecnologia para usar em uma coisa elementar: transporte escolar. Na região amazônica, as crianças são transportadas por barcos e o custo do combustível na região é muito alto, a logística encarece demais, chega a custar 22 vezes o que custa em uma refinaria e às vezes os municípios não têm recursos para colocar o combustível no barco. Então, nós apoiamos um grupo que trabalha com energia solar. Eles desenvolveram um barco para funcionar com energia fotovoltaica para transporte escolar. Nós já testamos aqui e agora ele está na região da Ilha do Marajó para testar em serviço. Ali tem tecnologia de ponta colocada”, relata.

Para Oswaldo, educação, ciência e tecnologia são ferramentas essenciais para o Brasil dar um salto de desenvolvimento.“Ciência, tecnologia e educação geram desenvolvimento, geram novos empregos, empregos qualificados, com salários melhores, geram independência para um país, geram o desenvolvimento econômico e social. Esse é o grande caminho”, finalizou.

Quinta-feira, 28 de agosto de 2014 às 12:43

Crédito para agricultura familiar contribui para recorde de produção

O governo federal, por meio de programa de crédito à agricultura familiar, disponibilizará R$ 24,1 bilhões a operações de custeio e investimento para o período de 2014/2015. Trata-se do maior volume de recursos da história do programa, que financia projetos individuais ou coletivos que gerem renda a agricultores familiares e assentados da reforma agrária. As taxas de juros são as mais baixas dos financiamentos rurais e o índice de inadimplência é dos menores entre os sistemas de crédito do País.

Foto: Eduardo Aigner/MDA

A agricultura familiar é responsável por 75% dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros. Foto: Eduardo Aigner/MDA.

Na safra de 2013/2014 foram anunciados R$ 21 bilhões, mas o valor acessado pelos agricultores familiares superou o montante, atingindo volume de R$ 22,3 bilhões em créditos. Mais de 57% (R$ 12,7 bilhões) desses recursos foram destinados à recuperação de infraestrutura rural para aumento da produção de alimentos.

Para David Wylkerson, secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a diminuição da burocratização a cada ano tem permitido que um maior número de agricultores e agricultoras habilitados acessem recursos do programa, garantindo maior produção.

“Tal programa se traduz na garantia de inserção de políticas públicas para o campo brasileiro, a exemplo do crédito, da assistência técnica, sendo que a cada ano tem se buscado aprimorá-la, tendo como consequência o incremento de políticas que garantem a melhoria da qualidade de vida dos agricultores e agricultoras”, declarou.

Estima-se que no Brasil a agricultura familiar é responsável por 75% dos alimentos que vai para mesa do brasileiro. Pelo menos, cinco milhões de famílias vivem da agricultura familiar e produzem a maioria dos alimentos consumidos no País, como mandioca (83%), feijão (70%) e leite (58%). Esse modelo de produção está em 84% dos estabelecimentos agropecuários e responde por aproximadamente 38% de participação no valor bruto da produção do meio rural, segundo o último levantamento agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 14 milhões de pessoas ocupadas, algo em torno de 74% do total das ocupações distribuídas em cerca de 80 milhões de hectares (25% da área total).

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Estes dados revelam a participação efetiva da agricultura familiar no resultado da produção agrícola do Brasil, que tem batido recordes nos últimos anos. No ano passado, o Valor Bruto da Produção (VBP) das lavouras e da pecuária no país alcançaram cerca de R$ 438 bilhões, um recorde. Estudo elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), indica que neste ano o VPB deve ter alta de 1,8%, superando R$ 445,75 bilhões, novo recorde.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, conversou com o Blog do Planalto e disse avaliar muito positivamente o acesso ao crédito pelas famílias. De acordo com ele, o programa de crédito ajuda a criar a base econômica para estimular e apoiar a produção agropecuária em todo o nosso País.

“Cada vez mais o crédito é nacionalizado e universalizado. (…) Nós estamos muito felizes com o desempenho e cada dia um número maior de agricultores e agricultoras, jovens, mulheres, acessam esse crédito e investem de uma forma adequada em suas propriedades. Isto significa que o país se prepara para ter maior produção de alimentos, alimentos com mais qualidade. Isso significa que há um maior dinamismo econômico nos nossos municípios, nas nossas regiões, o que é muito bom para o nosso País”, afirmou.

Acesso ao crédito
O acesso às linhas de financiamento se inicia na discussão da família sobre a necessidade do crédito, seja ele para custeio da safra ou atividade agroindustrial, seja para investimento em máquinas, equipamentos ou infraestrutura de produção e serviços agropecuários ou não-agropecuários.

Após a decisão do que financiar, a família deve procurar sindicato rural ou empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), como a Emater, para obtenção da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), emitida segundo renda anual e atividades exploradas, direcionando o agricultor para linhas específicas de crédito. Para beneficiários da reforma agrária e do crédito fundiário, o agricultor deve procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou a Unidade Técnica Estadual (UTE).

Agricultor familiar
A Lei 11.326 de 24 de julho de 2006 considera agricultor familiar aquele que pratica atividades no meio rural em área de até quatro módulos fiscais (que variam de acordo com região) e utiliza nas atividades econômicas do estabelecimento mão-de-obra predominantemente da própria família. Silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores e quilombolas, que se enquadram nesses critérios, também são considerados agricultores familiares.

Ano Internacional da Agricultura Familiar
A agricultura familiar foi escolhida pela Organização das Nações Unidas como temática central para 2014. O Ano Internacional da Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena (AIAF) é fruto da iniciativa de movimentos sociais do campo com apoio de vários governos, inclusive do Brasil, que iniciaram uma campanha em 2008 para que as Nações Unidas adotassem a proposta de um Ano Internacional da Agricultura Familiar. O objetivo do marco é reconhecer a importância da agricultura familiar na produção sustentável de alimentos; na segurança alimentar e na erradicação da pobreza.

Sexta-feira, 24 de junho de 2011 às 14:11

Brasil promove seminário em Roma para tratar de cooperação na área agrícola

Os ministros Wagner Rossi (Agricultura), Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) no seminário sobre Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais, promovido pelo Itamaraty na Embaixada do Brasil em Roma. Foto: Olímpio Cruz Neto/Ascom/Mapa

O Brasil tem intensificado, nos últimos anos, acordos de transferência de tecnologia na área agrícola com países vizinhos e africanos. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que a expertise da ciência brasileira tem sido fundamental para o desenvolvimento nacional e que isso já está sendo vivenciado por alguns países africanos. “Nos últimos 50 anos, a produtividade de grãos saltou 774%”, comentou, destacando que a safra atual será de 161,5 milhões de toneladas.

 

Ele avalia que o futuro da produtividade agrícola mundial depende cada vez mais do salto de produtividade experimentado pela agricultura tropical. “Nós podemos fazer mais para assegurar os estoques e garantir o fornecimento de alimentos para os nossos povos”, afirmou. Rossi lembrou que nos últimos oito anos, quase 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média.

O ministro participou hoje (24/6)pela manhã, em Roma, do seminário de Cooperação Técnica: Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais, promovido pelo governo brasileiro na embaixada na capital italiana. Ele destacou as experiências bem-sucedidas promovidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em países como Moçambique, São Tomé e Príncipe, Gana e Guiné-Bissau. O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, participou de dois painéis.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, abriu o evento falando da importância da realização e ampliação dos acordos de cooperação e parceria técnica com países sul-americanos e africanos. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, também participou do seminário. Ele falou do fortalecimento da agricultura familiar brasileira nos últimos anos.

Atuação

Outros programas brasileiros que vêm obtendo êxito e são referência para órgãos como o Banco Mundial (Bird) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) foram abordados no seminário. É o caso do Plano Brasil sem Miséria, sob a responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social.

No início da semana, a presidenta Dilma Rousseff autorizou o governo a promover a doação de estoques públicos de alimentos a países de língua portuguesa e outras 15 nações: Bolívia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Zimbábue, Cuba, Autoridade Nacional Palestina, Sudão, Etiópia, República Centro Africana, Congo, Somália, Nigéria e Coreia do Norte. Esses países foram atingidos por catástrofes naturais.

A doação do Brasil envolve 100 mil toneladas de milho, 500 mil toneladas de arroz, 100 mil toneladas de feijão, 10 mil toneladas de leite em pó e uma tonelada de sementes de hortaliças. As operações serão feitas pela Companha Nacional de Abastecimento (Conab).

Sexta-feira, 10 de junho de 2011 às 17:23

Áudio – Brasil, de potência agrícola, pode ser também potência ambiental

 

Sexta-feira, 10 de junho de 2011 às 17:23

Brasil, de potência agrícola, pode ser também potência ambiental

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Antonio Arraes Pereira, concede entrevista ao programa Brasil em Pauta. Foto: Antonio Cruz/ABr

Para o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, o Brasil é uma imensa potência agrícola e pode ser também uma potência ambiental, pois as duas coisas não são contraditórias, podem andar lado a lado. A afirmação, feita durante entrevista concedida ao programa “Brasil em Pauta” desta sexta-feira (10/6), serviu para exemplificar um dos programas adotados pela Embrapa, o Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, cujo objetivo é ensinar aos agricultores como utilizar técnicas de exploração intensiva de forma sustentável e, ainda, com obtenção de renda.

Pedro Arraes considera a extensão rural um meio fundamental para levar conhecimento aos pequenos produtores. Segundo ele, a Embrapa participa desse processo treinando e passando informações para os técnicos, no sentido de que as tecnologias possam alcançar os pequenos produtores.

“A agricultura familiar é um componente importantíssimo para a segurança alimentar interna”, com a produção de arroz, feijão, mandioca e produtos da nossa mesa do dia a dia”, afirmou ele.

Ouça abaixo a íntegra da entrevista do presidente da Embrapa, Pedro Arraes.

 

Para Arraes, ela forma um casamento perfeito com a agricultura empresarial: “Eu acho que essa é a grande fortaleza que o Brasil tem.”

Arraes também falou durante a entrevista do importante papel que desempenha a extensão rural no sentido de manter os jovens nas pequenas cidades. E explicou que o segredo é fortalecer a extensão rural e ensinar aos jovens “o que fazer”, para que valorizem a cultura regional que têm.

O programa de Minibibliotecas também atinge as pessoas que moram em pequenas cidades, no meio rural, e que não tem acesso à informação. Segundo Arraes, “é um programa muito simples, mas tem um impacto enorme. Já atingimos, se não me engano, 1.300 municípios no Brasi…”. Ele explicou que o programa oferece às pessoas informações e documentação de como fazer uma horta, bem como outras dicas importantes, tanto para os pais quanto para as crianças e jovens.

Uma outra iniciativa da Embrapa para difundir o conhecimento entre jovens é o programa Embrapa Escola. Segundo Arraes, 47 unidades descentralizadas da Embrapa em vários estados do país recebem cerca de 50 mil estudantes por ano. Durante as visitas escolares, explicou ele, são distribuídos materiais próprios que mostram a importância da ciência em nossas vidas. A Embrapa também tem um programa especial para crianças, na internet, para que elas possam conviver com a ciência, enquanto brincam. Além disso, contou ele, está em fase de preparação de um jogo que vai mexer com os biomas brasileiros.

“É uma forma de (…) dar conhecimento da importância que tem agricultura e a preservação ambiental para o desenvolvimento do nosso país.”

Em relação ao tema das mudanças climáticas, Arraes informou que a empresa tem uma plataforma geral que aborda vários aspectos desse assunto. A primeira coisa que a Embrapa fez – disse ele – foi um levantamento de como se comportariam culturas importantes para o Brasil, tais como arroz, café, soja e frutas, caso a temperatura mundial aumentasse em 1, 2, 3 ,4 ou 5 graus, e usando as tecnologias que o país tem hoje. “Essa simulação nós já temos – explicou o presidente da Embrapa – e isso nos baliza para tomar algumas atitudes.”

A Embrapa também já possui 53 programas de melhoramento de diversas espécies, tais como soja, maracujá, trigo, feijão etc, e em todos esses programas está a preocupação de produzir novas cultivares – que vão ser lançadas para os produtores – com mais resistência à intolerância ao déficit hídrico, à seca e a altas temperaturas. Uma outra plataforma de estudo, explicou Arraes, é a avaliação de diversas culturas quanto à questão do aparecimento de doenças, insetos e pragas, caso aumente a temperatura do planeta. Esses são apenas alguns exemplos de linhas de pesquisa em andamento na Embrapa, informou o presidente da Embrapa, para que o país possa se adaptar às mudanças climáticas e mitigar os efeitos.

Na avaliação do presidente da Embrapa, talvez a maior revolução da Embrapa tenha sido a tropicalização de várias culturas, através do melhoramento genético. A soja, por exemplo, só era plantada em clima temperado, explicou Arraes. Segundo ele, desde que a empresa foi criada houve uma agregação de valor muito grande. A Embrapa entrou na era da sustentabilidade, e a complexidade é muito maior. Há novas linhas de trabalho e de pesquisa nos campos da nanotecnologia e biotecnologia, ferramentas novas que estão entrando e vão dar uma nova dimensão, e a Embrapa está se inserindo hoje para a próxima revolução, afirmou ele.

“Graças a Deus o PAC Embrapa revitalizou a nossa empresa toda, a estrutura física, laboratórios moderníssimos que nós temos hoje. Contratamos quase 2 mil novos empregados, a maioria deles de nível superior, jovens, motivados. Então, a gente espera que daqui para a frente a gente possa ter o Brasil agrícola e o Brasil potência ambiental.”

Quarta-feira, 13 de abril de 2011 às 18:50

Embrapa chega à China para fomentar cooperação científica e tecnológica

Viagens internacionais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) inaugurou nesta quarta-feira (13/4), em Pequim, o seu quarto laboratório virtual no exterior. O Labex China será coordenado pela Embaixada do Brasil em Pequim e a inauguração foi feita na sede da Chinese Academy of Agricultural Sciences (CAAS), instituição de pesquisa com a qual a empresa brasileira assinou memorando de entendimento. A cooperação atende a um dos itens previstos no Plano de Ação Conjunta 2010-2014, firmado pelos governos brasileiro e chinês.

A Embrapa também assinou, no último dia 12, acordos de cooperação com a Chinese Academy of Sciences (CAS) e a Chinese Academy of Tropical Agricultural Sciences (CATAS), instituições com as quais pesquisadores brasileiros já desenvolvem projetos em conjunto. Com a assinatura, espera-se aumentar a abrangência nas cooperações.

“A CAS tem instalações de ponta em biotecnologia e nanotecnologia e a CATAS atua em agricultura tropical. Queremos manter pesquisadores do Labex China também nessas instituições”, explica Roberto Sainz, pesquisador da Secretaria de Relações Internacionais.

A inauguração do Labex China e a assinatura dos acordos com CAS acontecem paralelamente à reunião de cúpula dos BRICS – bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A reunião, marcada para amanhã (14/4), em Sanya, no sul da China, contará com os chefes de estado dos cinco países emergentes.

Laboratório virtual

O projeto Labex foi criado em 1998 para fomentar a cooperação científica e tecnológica com outros países. Trata-se de um laboratório virtual que não dispõe dos recursos de um laboratório convencional. As equipes compartilham os meios físicos com as instituições parceiras. Atualmente, a Embrapa conta com Labex nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e na Europa – com pesquisadores atualmente na Inglaterra e na França.

O Labex China terá foco nas áreas de recursos e melhoramentos genéticos, biocombustíveis e agroenergia, processamento de alimentos, produção animal, agroecologia, pastagens, entre outras.

Bandeira da China Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à China.

Quarta-feira, 2 de março de 2011 às 18:16

Embrapa ganha mais autonomia para atuar em outros países

Embrapa ampliará presença no exterior com mais autonomia. Foto: Divulgação Projeto Africa-Brazil/Embrapa

A Embrapa terá mais autonomia para atuar no exterior em atividades de cooperação científica, de transferência de tecnologia e de produção de alimentos. A Lei nº 12.383, publicada nesta quarta-feira (2/3) no Diário Oficial da União, facilita o atendimento às demandas das nações em desenvolvimento pelas tecnologias tropicais desenvolvidas pela estatal. Até então, a presença formal fora do Brasil ocorria por meio de projetos estabelecidos com instituições parceiras, como já vem ocorrendo em países da África, Europa e Ásia, além dos Estados Unidos.

“A ampliação do trabalho da Embrapa no exterior vai consolidar a posição de liderança do Brasil na produção de alimentos”, afirma o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

O texto altera a Lei nº 5.851/72 de criação da Embrapa, que autorizava a empresa a atuar apenas em território brasileiro. A lei publicada hoje teve origem em medida provisória editada pelo governo em setembro de 2010. Na prática, a Embrapa torna-se independente para criar escritórios no exterior, por exemplo, com maior flexibilidade de gestão e administração.

A medida permite à empresa enviar e receber recursos para regiões onde já estão instalados projetos, sem limitações jurídicas. Dessa forma, operações como abertura de contas bancárias, contratação de profissionais e procedimentos administrativos locais não dependem mais exclusivamente de convênios.

Segundo a Embrapa, a intenção não é criar centros de pesquisa ou novas estruturas no exterior, tampouco tornar sem efeito os acordos já existentes. O objetivo principal é que não seja mais indispensável a intermediação de organismos internacionais na atuação da Embrapa em outros países.

Atuação no exterior – A cooperação científica entre Embrapa e instituições de pesquisa de outros países ocorre há 12 anos por meio de programas de treinamentos, intercâmbio de pesquisadores e execução de projetos de pesquisa.

A atuação fora do Brasil foi intensificada em 1998, com a criação do Laboratório Virtual no Exterior nos Estados Unidos, em parceria com o Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura norte-americano. Além do Labex EUA, estão hoje em operação laboratórios virtuais em três países da Europa – Holanda, França e Inglaterra) – e um na Coreia do Sul. No âmbito da cooperação para transferência de tecnologia, a estatal brasileira tem sido demandada por países da África e da América Latina e outros continentes.

Segunda-feira, 22 de novembro de 2010 às 22:35

Não há tempo a perder: as boas oportunidades de negócio estão bem aqui

Presidente Lula recebe o prêmio Personalidade do Ano 2010 da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Seja no campo agrícola ou tecnológico, o Brasil tem um amplo leque de oportunidades a oferecer a empresários portugueses, que podem se valer dos históricos laços político, econômico, cultural e linguístico para saírem na frente em relação a investidores de outros países. E ambos os países podem ainda unir forças para explorarem as oportunidades que se apresentam também na África e na América Latina. “Nós não temos tempo a perder”, afirmou o presidente Lula em discurso realizado nesta segunda-feira (22/11) no jantar comemorativo dos 98 anos da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, realizado na Hípica Paulista, em São Paulo, em que recebeu o Prêmio Especial Personalidade do Ano 2010.

Pouco antes de discursar, o presidente Lula acompanhou uma apresentação da atleta olímpica de hipismo, Luiza Tavares de Almeida, que agradeceu o apoio do governo aos esportistas que representam o País em competições olímpicas mundo afora.

Os avanços da agricultura e da indústria petrolífera brasileira, entre outros, têm que ser olhados na perspectiva dos próximos 20 ou 30 anos, afirmou Lula, para darem a exata noção do amplo campo de oportunidades que as novas tecnologias agrícolas e o Pré-sal oferecem, bem como as áreas de software, infraestrutura e energias renováveis.

Sabemos todos que a intenção de ambos os países é aumentar os investimentos e intercâmbios econômicos e comerciais. Um bom caminho nesse sentido será a realização conjunta de encontros entre empresários e investidores portugueses e brasileiros, especialmente nas áreas de software e infraestrutura.

Ao reafirmar sua convicção “no extraordinário potencial do relacionamento entre os dois países”, o presidente brasileiro disse que tem orgulho de ter incentivado empresas brasileiras e portuguesas a investirem nos respectivos países, porque Brasil e Portugal “podem muito mais do que seu tamanho”. Aproveitou para citar o sucesso de empresas como Petrobras, Embraer, Camargo Correa e Votorantin em terras portuguesas, e que há hoje mais de 600 empresas brasileiras com capitais portugueses.

Aquilo que parecia um obstáculo entre Brasil e Portugal, que eram oito ou 10 mil quilômetros de oceano (na época do Descobrimento), na verdade hoje significa um caminho, uma ponte, uma oportunidade, basta que o Brasil compreenda que ele não tem que ter relação com quem é o maior, ele tem que ter relação com quem é o melhor para nós, e Portugal é um país importante e estratégico para o Brasil manter uma relação importante e a língua é a vantagem comparativa.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula no evento:

 

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