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Quarta-feira, 30 de dezembro de 2015 às 17:07

Pais reduziu extrema pobreza em 63% em 10 anos e manteve conquistas na crise, diz Ipea

Ipea Pnad avanço da renda

Ipea: base estruturante dos avanços feitos desde 2003 permaneceu em 2014, com crescimento real da renda do trabalhador, redução de desigualdades, melhora da escolaridade e das condições de vida dos brasileiros. Foto: Ubirajara Machado/MDS

O Brasil consegui reduzir a extrema pobreza em pelo menos 63% entre 2004 e 2014, segundo análise feita pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014. A avaliação está na Nota Técnica Pnad 2014, divulgada nesta quarta-feira (30), na sede da entidade, em Brasília.

De acordo com o Ipea, mesmo em 2014, quando começaram a ser sentidos aqui os primeiros efeitos da crise econômica mundial, o Brasil permaneceu em “franco processo de mudança social”. Isso porque a base estruturante desses avanços, que vêm sendo feitos desde 2003, permaneceu no ano passado, com o crescimento real da renda do trabalhador e a diminuição de desigualdades, o aumento da escolaridade e das condições gerais de vida dos brasileiros, além da redução das desigualdades entre negros e brancos, mulheres e homens, trabalhadores rurais e urbanos.

“Passamos por um ciclo ininterrupto de transformações sociais em dez anos (2004-2014). Todos os dados relacionados às questões sociais têm apresentado melhora e nos permitiram a constituição de um colchão de amortecimento às crises”, pontuou André Calixtre, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, durante o lançamento da Nota Técnica Pnad 2014 – breves análises.

Para o pesquisador, a renda crescente, a diminuição da desigualdade de renda, além da melhoria dos programas de transferência de renda e o aumento da cobertura previdenciária explicam os números de 2004 a 2014. “Houve uma retomada do ciclo de redução da extrema pobreza”.

Índice de Gini
O estudo é composto de diversas análises sobre temas como desigualdade social, gênero e raça e arranjos familiares. No primeiro texto,“Desigualdade e Pobreza”, o autor, Rafael Osorio, demonstra que tanto pelo índice de Gini quanto por outros três índices da família de indicadores de entropia generalizada as desigualdades de renda decrescem no Brasil de 2004 a 2014.

O Índice de Gini é um sistema de cálculo usado internacionalmente para medir o grau de concentração de renda em um em determinado grupo. Valores mais altos deste coeficiente indicam maior concentração de renda. Numericamente, o índice varia de zero a um (alguns apresentam de zero a cem), em que o valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o valor um (ou cem) representa o extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza.

Segundo o Ipea, o índice de Gini do País caiu de 0,570 em 2004 para 0,515 no ano passado. Da mesma forma, a parcela da população em situação de pobreza teve uma redução no período analisado. A queda na taxa de pobreza extrema de 2004 para 2014 varia de 63% a 68,5%, dependendo da linha de análise utilizada, uma redução média em torno de 10% ao ano.

Educação
Já a análise feita pelos pesquisadores Paulo Corbucci, Herton Ellery Araujo, Ana Codes e Camilo Bassi trata da evolução de dois indicadores educacionais: média de anos de estudo dos jovens brasileiros e taxa de alfabetização da população de 15 anos ou mais.

A pesquisa mostra que os dados da Pnad 2014 reiteram os avanços obtidos na última década com relação à ampliação da escolaridade dos jovens brasileiros, mas também confirmam a necessidade de maior atenção junto aos segmentos populacionais de maior idade.

Por outro lado, o texto “Breve análise dos dados da Pnad 2014 para o mercado de trabalho” explorou o tema por meio da comparação dos resultados de seus principais indicadores, ao longo dos dez anos. E concluiu que o desempenho dos rendimentos do trabalho, da informalidade e do desemprego foi amplamente favorável no período.

Os dados da Previdência capturados pela Pnad 2014, e analisador por Leonardo Alves Rangel, revelaram que a cobertura previdenciária da população ocupada (PO) de 16 a 64 anos e da população idosa (65 anos ou mais), quando considerados todos os beneficiários contributivos e não contributivos, pulou de 63,4% em 2004 para 72,9% em 2014 em toda a população ocupada de 16 a 64 anos. Quando se observa somente a população idosa, a cobertura subiu de 89,9% em 2004 para 91,3% em 2014.

Confira os dados completos da pesquisa na Nota Técnica PNAD 2014 – breves análises.

Quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 às 23:07

Dilma inaugura o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro

Para a presidenta Dilma, o Museu do Amanhã nos capacita a entender nossa história e construir um amanhã melhor. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Para a presidenta Dilma, o Museu do Amanhã nos capacita a entender nossa história e construir um amanhã melhor. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Roussef afirmou nesta quinta-feira (17) que o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, faz uma conexão entre o passado do Brasil, tão marcante nessa cidade que foi a antiga capital do País, onde se passou grande parte da história do império e da República Velha, com o futuro.

Para ela, a importância dessa conexão é que nos capacita a entender nossa história e construir um amanhã melhor. Por isso, acrescentou, o museu já faz parte do patrimônio histórico e cultural do Brasil, assim como o Museu de Congonhas, inaugurado por ela nesta semana, em Minas Gerais.

Inauguramos aqui um patrimônio histórico do País. Ele é um patrimônio histórico mesmo sendo tão novinho. Lá em Congonhas, é patrimônio histórico da humanidade. Daqui a pouco, o Museu do Amanhã será um patrimônio histórico da humanidade e transformará toda essa região aqui em um grande local para expressar a história do nosso País. O Rio tem a trajetória da nossa vida política também, e ela deve ser preservada”, afirmou.

A presidenta disse também que o local será um dos maiores símbolos da cidade para receber a todos as pessoas que forem à cidade prestigiar as Olímpiadas Rio2016. “Acredito que esse museu será um dos maiores representantes do País que queremos construir, e teremos extrema honra de mostrá-lo a todos que virão nas Olimpíadas”.

Quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 às 20:08

Museu do Amanhã marca processo de revitalização do centro histórico do Rio de Janeiro

Um novo marco para a cidade do Rio de Janeiro. Assim pode ser definido o Museu do Amanhã, novo espaço de lazer, cultura e educação que será inaugurado nesta quinta-feira (17) pela presidenta Dilma Rousseff.

Localizado na Praça Mauá, no centro da capital fluminense, o Museu do Amanhã é um museu de ciência que traz na essência a reflexão sobre o mundo que queremos. Hugo Barreto, diretor da Fundação Roberto Marinho, que foi a idealizadora do projeto em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, explica que o novo museu lida de maneira inovadora com o conhecimento e a visão do que é o futuro.


 “O Museu do Amanhã pretende, sendo um museu de ciências, oferecer uma possibilidade não só de experimentação no campo da ciência, como os demais museus de ciência do mundo, mas especialmente ser uma reflexão sobre o mundo que a gente quer construir no amanhã. Nesse futuro que não é uma data no calendário, lá longe, portanto eu não tenho que me preocupar. O amanhã, na verdade, é uma construção que todos nós, cariocas, brasileiros e cidadãos do mundo estamos construindo no dia a dia com cada uma das nossas escolhas, com cada uma das nossas decisões cotidianas”, afirma.

O projeto do Museu está inserido no projeto de revitalização da região Portuária do Rio de Janeiro e, na avaliação do presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Alberto Silva, já é um marco para a cidade.

“Ele é importante porque tem uma arquitetura arrojada, inovadora, um novo ícone e, portanto, um novo padrão arquitetônico para a cidade e para o Brasil. Ele é uma inovação do ponto de vista do seu conteúdo, porque é um equipamento cultural, um equipamento educativo, e que trata de questões tão importantes hoje como mudanças climáticas, sustentabilidade. Também é um marco nesse processo de renovação, na medida que nesse conjunto, nessa paisagem, a gente traz à luz, valoriza o passado, ele também simboliza esse olhar, essa perspectiva para o futuro”.

Quarta-feira, 16 de dezembro de 2015 às 22:14

Não se muda o País fechando escolas e reprimindo movimentos pacíficos, afirma Dilma

 “Nós podemos mudar o Brasil garantindo educação de qualidade para todos e criando oportunidades de trabalho decente", apontou Dilma Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Nós podemos mudar o Brasil garantindo educação de qualidade para todos e criando oportunidades de trabalho decente”, apontou Dilma Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Juventude, nesta quarta-feira (16), que há muitas formas de mudar o Brasil, mas certamente fechar escolas e reprimir movimentos pacíficos com movimentos sociais não são caminhos válidos.

“Não mudaremos o Brasil fechando escolas, isso é certo. Sabemos que fechar escolas é extinguir sonhos, é romper relações estabelecidas, é fragilizar de alguma forma o futuro. Nós também não vamos mudar o Brasil reprimindo movimentos pacíficos com forças policiais”.

Por outro lado, Dilma destacou os investimentos em educação como um dos principais caminhos para a mudança.

“Nós podemos mudar o Brasil garantindo educação de qualidade para todos e criando oportunidades de trabalho decente para que todos os jovens deste país construam uma vida profissional digna. Sem dúvida nenhuma esse é um caminho de mudança.”

Ela apontou a participação social, a exemplo da Conferência, como necessária na condução do governo. Para formular políticas para a juventude, de acordo com ela, deve-se ampliar a participação direta dos jovens e de suas entidades na representação de seus interesses.

“Eu não podia deixar de falar aqui sobre uma outra conquista que é o Estatuto da Juventude. É uma verdadeira carta de direitos dos jovens desse País. Essa política está sendo construída com a participação de vocês, por meio do Conselho Nacional da juventude e da Secretaria Nacional da Juventude”.

A presidenta ainda falou sobre a importância de o governo praticar uma política de segurança que respeite os direitos dos cidadãos, que considere todos os brasileiros – independentemente de origem, credo ou orientação sexual – com direitos iguais.

Terça-feira, 20 de outubro de 2015 às 15:24

Dilma afirma que viagem à Finlândia amplia parcerias em C&T, educação e investimentos

TwitterA presidenta Dilma Rousseff disse nesta terça (20), por meio de sua conta no Twitter, que a viagem de trabalho a Helsinque ajudou a ampliar a parceria entre o Brasil e a Finlândia em educação, investimentos, ciência, tecnologia e inovação.

“Em reuniões com o presidente Sauli Niinistö e o primeiro ministro Juha Sipilä, tratamos dos próximos passos nas relações entre nossos países. Brasil e Finlândia já desenvolvem importantes projetos na área educacional. Queremos ampliar ainda mais esse esforço”, afirmou.

Acrescentou que a educação é a chave “para preservar e aumentar nossas conquistas sociais, e nossa parceria com a Finlândia será fundamental para isso”.

“Agradeço ao governo e ao povo da Finlândia pela recepção. Kiitos paljon! Será um prazer recebê-los em nossa casa para os Jogos Rio2016”

Terça-feira, 20 de outubro de 2015 às 10:54

Cooperação entre Brasil e Finlândia fortalece a troca de conhecimento

Selo - FinlandiaUma das prioridades da presidenta Dilma Rousseff em sua visita oficial à Finlândia, nesta terça-feira (20), é fortalecer a agenda entre os dois países nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação. Para isso, a presidenta visita a Universidade de Aalto e se encontra com gestores públicos, especialistas e professores finlandeses, além de alunos brasileiros que estão em intercâmbio na capital finlandesa.

“A presidenta pretende reforçar o compromisso brasileiro nessa cooperação e manifestar o desejo brasileiro de que essa agenda não apenas continue, como também se aprofunde, se estruture e beneficie o Brasil”, afirmou o embaixador do Brasil na Finlândia, Antônio Francisco da Costa e Silva.

A Universidade de Aalto será um dos locais visitados pela presidenta Dilma em razão da forte cooperação educacional entre os dois países. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

A Universidade de Aalto será um dos locais visitados pela presidenta Dilma em razão da forte cooperação educacional entre os dois países. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Na área da educação, o país escandinavo foi um dos primeiros a receber alunos do programa Ciência sem Fronteiras e já concedeu, até o momento, 222 bolsas. Um desses bolsistas é o graduando Heitor Bittencourt, que nasceu em Ourinhos (SP), mas cursa Física no campus de São Carlos (SP) da Universidade de São Paulo (USP).

Heitor está na Finlândia há dois meses pelo programa Ciência Sem Fronteiras. Foto: Guilherme Rosa/ Blog do Planalto

Heitor está na Finlândia há dois meses pelo programa Ciência Sem Fronteiras. Foto: Guilherme Rosa/ Blog do Planalto

Heitor está estudando física de partículas na Universidade de Helsinque e acredita que a metodologia de ensino finlandês será um diferencial na sua carreira. “Tem uma lista muito grande de disciplinas que não tem ou que são diferentes no Brasil. São assuntos e abordagens, e isso para mim está sendo muito legal”.

“Quando eu voltar para o Brasil em maio do ano que vem, com certeza o que eu aprendi aqui vai ser muito importante e útil para mim. (…) São disciplinas que vão complementar meus estudos daqui e também do Brasil para eu ter uma formação um pouco diferenciada e poder aplicar isso posteriormente”, diz Heitor, que pretende seguir carreira como pesquisador.

Professores para o futuro
A cooperação educacional entre Brasil e Finlândia resultou também no projeto VET – Professores para o Futuro, em que 62 professores brasileiros de ensino técnico vêm fazer uma aperfeiçoamento de três meses em universidades finlandesas. Há a previsão da vinda de mais 30 professores da rede federal para continuação do intercâmbio.

“Esses estágios já deram frutos. Os professores começaram a multiplicar a informação e a experiência que eles obtiveram aqui. Há duas semanas, tivemos a visita de uma comitiva do Conif [Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional], composta aproximadamente por 50 membros, que estava justamente querendo refletir sobre a experiência acumulada nesse projeto”, contou Costa e Silva.

O embaixador enfatiza que a visita consolida todas essas cooperações educacionais, ainda mais com um parceiro como a Finlândia, que apresenta resultados internacionalmente reconhecidos na área. “Óbvio, isso é resultado de uma política de longo prazo de investimento na educação, uma educação exclusiva, uma educação centrada no aluno e na valorização dos professores, que são dois objetivos que o Brasil persegue”.

CT&I
Com economia voltada para a geração de conhecimento e inovação, a Finlândia contribui para o esforço brasileiro de promoção de pesquisa em coordenação com os setores produtivos, com vistas a alcançar um novo patamar de competitividade.

O relacionamento Brasil-Finlândia em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) tem sido dinâmico e estrutura-se em diversos mecanismos de cooperação – por exemplo, entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep),e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do lado brasileiro, e a Academia da Finlândia (Aka), o Centro de Pesquisas Técnicas (VTT) e a Agência Finlandesa de Inovação (Tekes), do lado finlandês.

Áreas importantes da cooperação bilateral em inovação são: desenvolvimento e produção de micro e nanotecnologia (nanotubos e grafeno); biotecnologia, indústria alimentícia e farmacêutica; indústria florestal e serviços ambientais; energias renováveis e etanol.

“Um dos componentes dessa cooperação de CT&I é a possibilidade de nós transferirmos essa experiência de conhecimento e de treinamento da Finlândia para o Brasil, mas também que ela comece a dar frutos em um âmbito empresarial, e que haja maior relacionamento entre indústrias com alto valor agregado de CT&I no Brasil e na Finlândia em benefício de pequenas e médias empresas”, disse o embaixador Antônio da Costa e Silva.

Pesquisa inovadora

Hosana pretende aplicar toda a inovação do seu projeto de doutorado em novas pesquisas no Brasil. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Hosana pretende aplicar toda a inovação do seu projeto de doutorado em novas pesquisas no Brasil. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

“Interface baseada em biosensores” pode parecer complicado, mas é esse tema que a doutoranda brasileira Hosana Celeste passa a maior parte do seu dia pesquisando. Aluna do Ciência Sem Fronteiras, ela trabalha em um dos projetos mais inovadores da Universidade de Aalto, que consiste em juntar cinema e neurociência por meio de biosensores colados no espectador que permitem mudar a narrativa do filme de acordo com a resposta neurocognitiva da pessoa.

“Eu tenho aprendido muito, a gente foi super bem recebido. Temos todo um apoio da instituição, do grupo de pesquisa. Tem algumas disciplinas que eles oferecem na área de computação para que você aprenda algumas técnicas relacionadas à aplicação e à utilização desse tipo de biosensor”, explica a aluna natural de Campinas (SP).

Graduada em Artes Plásticas e mestre em Multimeios, ambos os cursos na Universidade de Campinas (Unicamp), Hosana passou seis anos se especializando na Europa até voltar para o Brasil para fazer o doutorado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) sob a tutela da doutora Rosangella Leote.

Hosana agradeceu a oportunidade de trabalhar com a cineasta Pia Tikka, uma das maiores pesquisadoras do mundo nessa área, e elogiou o incentivo finlandês para projetos de inovação, e disse que pretende voltar de vez ao Brasil para aplicar seus conhecimentos, seja no âmbito acadêmico ou profissional.

“Eu volto para o Brasil em julho do ano que vem e tenho mais um ano ainda no meu projeto de doutorado na Unesp. Então eu pretendo desenvolver esse conhecimento que eu adquiri aqui. (…) Certamente pretendo aplicar em uma possível pesquisa futuramente no Brasil”.

Segunda-feira, 19 de outubro de 2015 às 21:46

Na Finlândia, Dilma prioriza educação, ciência, tecnologia e inovação

Selo - FinlandiaA presidenta Dilma Rousseff chegou à Finlândia nesta segunda-feira (19) para sua primeira visita oficial ao País, na qual espera aprofundar a agenda bilateral em áreas prioritárias como educação, ciência, tecnologia e inovação. Nesta terça-feira (20), Dilma vai se encontrar com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, com o primeiro-ministro, Juha Sipilä, e com empresários locais, além de visitar a Universidade de Aalto.

Os encontros da presidenta no país escandinavo também são uma oportunidade para ampliar o diálogo entre os dois países em temas da agenda internacional, como comércio e finanças, meio ambiente, mudança do clima e reforma das Nações Unidas. A Finlândia apoia o pleito brasileiro por um assento permanente em um Conselho de Segurança da ONU e os dois países coincidem na necessidade de promover a atualização das instâncias de governança global.

Presidenta Dilma na chegada ao Aeroporto Internacional de Helsinque-Vantaa, na Finlândia. Ela foi recebida pelo embaixador do Brasil na Finlândia, Antonio Francisco da Costa e Silva Neto, e a Chefe do Protocolo da Finlândia, Maimo Henriksson. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Na chegada ao Aeroporto Internacional de Helsinque-Vantaa, Dilma foi recebida pelo embaixador do Brasil na Finlândia, Antonio Francisco da Costa e Silva Neto, e a chefe do Protocolo da Finlândia, Maimo Henriksson. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Segundo o embaixador do Brasil na Finlândia, Antônio Francisco da Costa e Silva, “a visita da presidenta Dilma à Finlândia é extremamente oportuna porque, desde o encontro dela com o primeiro ministro finlandês no Brasil, em 2012, eles haviam acordado dar especial prioridade à cooperação bilateral em matéria de educação, ciência, tecnologia e inovação, onde a Finlândia evidentemente tem um desempenho notável e reconhecido internacionalmente”.

Além do interesse em desenvolver ações conjuntas em educação básica e na formação de educadores, áreas de reconhecida competência da Finlândia, o Brasil poderá fortalecer parcerias existentes em biotecnologia e nanotecnologia, bem como explorar novas áreas de cooperação em temas como redes elétricas inteligentes, nos setores naval e de exploração offshore de petróleo, além de possíveis iniciativas em indústrias como as de papel e celulose e de telecomunicações

“Nossa aposta no relacionamento com a Finlândia, que é historicamente excelente, é de manter dando frutos relevantes para o Brasil em matéria de reforma do nosso ensino, de melhoria da nossa capacidade de inovação e empreendedorismo, sobretudo com maior conteúdo cientifico e tecnológico”, disse o embaixador.

Segundo ele,  a Finlândia tem uma experiência relevante nessas áreas e tem também o desejo de compartilhar com o Brasil. “Um relacionamento baseado na confiança mútua que sempre existiu entre os dois países e que agora consegue, com base nesse relacionamento, nos oferecer frutos concretos”, afirmou.

Quinta-feira, 15 de outubro de 2015 às 16:15

Pelo Twitter, Dilma parabeniza professores

TwitterNesta quinta-feira (15), a presidenta Dilma Rousseff usou sua conta no twitter para prestar homenagem aos professores e reafirmar o compromisso de seu governo com a educação.

“Ela [a educação] é e será, cada vez mais, nossa grande prioridade. Apesar das dificuldades q enfrentamos, criaremos, até o fim do ano, 906 mil novas vagas no ensino superior, além de 1,3 milhão no Pronatec”.

No post, a presidenta reconheceu que nada disso seria possível sem os professores. “Vamos trabalhar cada vez mais pela valorização deste parceiro do conhecimento e construtor do futuro. Cumprimento os professores e professoras, q cumprem missão tão nobre para o desenvolvimento do País. Muito obrigada por tudo”, escreveu.

Quinta-feira, 13 de agosto de 2015 às 19:20

Vou lutar para manter Lei de Partilha enquanto for presidenta, afirma Dilma aos movimentos sociais

Dilma regime de partilha

Dilma: “Tem coisas que são fundamentais para o País. Esta é uma delas. Porque esta é uma riqueza finita”, que deve beneficiar a população. Foto: R. Stuckert Filho

A presidenta Dilma Rousseff garantiu, nesta quinta-feira (13), que vai lutar para manter o regime de partilha do Pré-Sal enquanto for presidenta do Brasil. Segundo ela, a Petrobras investiu muitos recursos do povo brasileiro para fazer as pesquisas que resultaram na descoberta dessa que é uma das maiores reservas de óleo do planeta.

“Nós fizemos a Lei de Partilha porque, naquele caso do Pré-sal, a gente sabia onde estava o petróleo, qual era a qualidade e quanto tinha. Então uma parte do petróleo tinha de ficar com a Nação brasileira, com o Estado brasileiro, foi por isso que nós fizer o modelo de partilha”, disse a presidenta.

Por isso, acrescentou: “Enquanto eu for presidente, vou lutar até a minha última força para manter a Lei de Partilha”. No regime de concessão, o concessionário é dono de todo o petróleo que produz. Já no regime de partilha, o Estado é o dono do petróleo produzido.

Dilma Rousseff defendeu também a política de conteúdo local para a cadeia produtiva de petróleo, que significa que todos os bens produzidos para esse setor deverão ter uma parte do bem, sistema ou serviço, produzida no Brasil. Essa politica visa fortalecer a demanda dirigida ao mercado doméstico, garantindo a manutenção do emprego, com consequências positivas para a diversificação do parque industrial nacional

“Fizemos um modelo de conteúdo nacional para impedir que a gente fosse vítima de duas coisas: uma é a chamada maldição do petróleo, que se caracteriza por você ter um setor de petróleo forte e o resto todo fraco [devido ao excesso de importações]. Então, fazer um conteúdo nacional junto à indústria do petróleo era criar uma indústria de fornecimento que garantisse emprego, que aumentasse a qualidade do emprego, que transformasse essa riqueza que é o petróleo em um passaporte para o futuro. Por isso, fizemos a Lei de Conteúdo Local, que é produzir no Brasil o que é possível produzir no Brasil”.

A medida é importante, agregou, porque transforma a riqueza do petróleo em uma riqueza de toda a sociedade. Nesse ponto, a presidenta agradeceu a contribuição da União Nacional dos Estudantes (UNE), por ter defendido que que os royalties do petróleo e o Fundo Social do Pré-sal fossem destinados à educação.

Esse fundo soberano foi criado para receber a parcela dos recursos do pré-sal que cabem ao governo federal, como royalties e participações especiais. “Tem coisas que são fundamentais para o País. Esta é uma delas. Porque esta é uma riqueza finita. Só tem um jeito de a gente transformar essa riqueza, que acaba, em uma riqueza que dura: é transformando as pessoas”.

Sobre os atuais desafios econômicos vividos pelo Brasil, Dilma falou não não se pode negar a realidade, mas lembrou que é preciso enfrentar as dificuldades quando aparecem.

“Quando a gente tem dificuldade e enfrenta é uma coisa, quando a gente não enfrenta é outra. Nós entraremos numa travessia e ela vai ser feita sem retrocesso nas políticas sociais”, garantiu.

Ela contestou as afirmações de que o governo está reduzindo principalmente o gasto com educação. “Ora, nos mantivemos esse ano como aumento, ou seja, como quantidade a mais de jovens que tiveram acesso ao ensino superior, uma quantidade muito expressiva [de estudantes]. Estou falando o que entrou esse ano Até dezembro de 2015, vão ser 900 mil estudantes”.

Sexta-feira, 24 de abril de 2015 às 15:16

Brasil considera a Educação uma área vital para manter inclusão social

Brasil Coreia do SulNo Brasil, cada vez mais, a educação tem o papel estratégico de assegurar a sustentabilidade do esforço de inclusão social e de combate à pobreza dos últimos anos. E os brasileiros admiram a Coreia do Sul pelos extraordinários avanços alcançados na área, “hoje referência mundial na produção de conhecimento, graças também à excelência de seus centros de estudo e pesquisa”, disse a presidenta Dilma, ao receber, nesta sexta-feira (24), a primeira visita de Estado da presidenta Park Geun-hye.

“Os acordos no campo das tecnologias da informação e da comunicação, assinados hoje, criam um programa de cooperação que vai unir empresas, universidades e centros de pesquisa. Essas iniciativas conjuntas gerarão oportunidades de negócios e o desenvolvimento de alto conteúdo tecnológico que atendam aos mercados nacionais e internacionais”, destacou a presidenta brasileira.

Dilma Rousseff destacou que é por meio da educação que estão sendo formados cientistas, pesquisadores e técnicos, para que o Brasil consolide sua entrada na economia do conhecimento. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma Rousseff destacou que é por meio da educação que estão sendo formados cientistas, pesquisadores e técnicos, para que o Brasil consolide sua entrada na economia do conhecimento. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma lembrou que a Coreia do Sul foi o primeiro país asiático a engajar-se no Programa Ciência Sem Fronteiras, já tendo recebido 525 bolsistas brasileiros em suas universidades. “As oportunidades de estágio oferecidas por empresas coreanas – a maioria delas com importantes investimentos no Brasil – são fundamentais para a qualificação da formação acadêmica e para a futura interação entre os setores privados dos dois países.”

Educação para avançar na economia
Dilma Rousseff destacou que também é por meio da educação que estão sendo formados cientistas, pesquisadores e técnicos, para que o Brasil consolide sua entrada na economia do conhecimento e trate a inovação como tema central no desenvolvimento do País.


“A presidenta Park e eu concordamos com o caráter estratégico de nossa parceria no setor energético, em especial para assegurar a ampliação do uso de energias renováveis. A associação entre a Eletrobras, a Eletronuclear e a empresa coreana Kepco, formalizada hoje, permitirá o intercâmbio de tecnologias e experiências no campo da energia termonuclear, com ganhos para ambos os lados.”

Confira a íntegra

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