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Terça-feira, 12 de abril de 2016 às 13:52

Dilma: ‘O que fizemos na Educação é só o começo, ainda há muito a fazer’

Em discurso, Dilma ressaltou os investimentos em educação feitos nos últimos 13 anos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em discurso, Dilma ressaltou os investimentos em educação feitos nos últimos 13 anos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Roussef defendeu nesta terça-feira (12) a continuidade da ampliação do acesso à educação para todos os brasileiros. Em discurso durante encontro da Educação pela Democracia, no Palácio do Planalto, Dilma enumerou os investimentos em educação feitos em seu governo que dão consistência ao conceito de “Pátria Educadora”, lema do seu segundo mandato.

“Nós criamos, sim, 18 universidades e 173 campus universitários. Implantamos 422 novas escolas técnicas federais, contratamos 49 mil professores por concursos para fazer frente à expansão e a interiorização dessa rede federal. Quatro milhões de jovens entraram nas universidades privadas, graças ao Prouni e ao Fies. Com o Pronatec 9,5 milhões de mulheres e homens, jovens e trabalhadores, fizeram curso de formação profissional. E serão mais 2 milhões esse ano. Aprovamos o Findeb e o Plano Nacional de Educação, apoiamos estados e municípios na expansão da rede de creches e pré-escolas, na garantia do transporte escolar, na implantação do ensino em tempo integral”.

A presidenta também citou dados do Enade 2014 que revelam que 35% dos concluintes de cursos universitários são os primeiros em suas famílias cursarem o ensino superior e se formar. Para Dilma, o percentual inédito, apesar de relevante, ainda não é o suficiente.

“Nós fizemos muito, e também no caso da educação vale nosso lema, isso que fizemos é só um começo, há ainda muito a fazer e a continuação desse projeto depende do respeito à soberania do voto popular, depende do respeito à democracia”.

Dilma ressaltou que a democratização do ensino pode ser ameaçador e fonte de preconceitos para alguns, mas que para seu governo é a “necessária semente de um Brasil de oportunidades para todos”.

“Pátria educadora é dar à universidade e à escola brasileira a cara e as cores do nosso povo, negros, índios, brancos, originários de escolas públicas. Pela primeira vez em nossa história, jovens pobres estão entrando nas universidades públicas e nas particulares, estão ganhando bolsas no exterior. E é bom que se diga, para quebrar o preconceito de muitos, e se dando muito bem e mostrando muita competência. As crianças e os jovens de famílias beneficiárias do Bolsa Família estão estudando mais e com desempenho escolar cada vez melhor”, concluiu.

Terça-feira, 12 de abril de 2016 às 13:07

Para Mercadante, história mostra que golpes sempre terminam com repressão

Para Mercadante, a tentativa infundada de impeachment é faz uma grande homenagem à honra da presidenta Dilma. Foto: Blog do Planalto

Para Mercadante, a tentativa infundada de impeachment é uma grande homenagem à honra da presidenta Dilma. Foto: Blog do Planalto

O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, reafirmou nesta terça-feira (12) que o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff é um golpe que pode prejudicar os avanços sociais conquistados na redemocratização do País, e lembrou as consequências de outros golpes ocorridos no Brasil.

“Todos os governos que começam com golpe terminam com repressão, com censura, com exclusão, com tortura, com medo, e foi assim na história do Brasil em muitos momentos”, disse.

O ministro, em discurso durante o Encontro da Educação pela Democracia, lembrou a trajetória do ex-presidente Getúlio Vargas, que suicidou-se enquanto chefe de Estado, como um exemplo de que o golpe não se valida na história do País.

“Onde estão os golpistas na história do Brasil? Na lata do lixo da história. Getúlio está aí. É nome de avenida, de faculdade. Tem partidos que reivindicam a sua herança”.   

Mercadante completou dizendo que os golpistas fazem uma grande homenagem à honra da presidenta Dilma por não conseguirem provar crimes de responsabilidade contra ela. “Não há o que dizer das suas atitudes e da sua biografia ao longo de toda a sua vida pública e pessoal na nossa sociedade”.

 

Sexta-feira, 11 de março de 2016 às 12:59

Últimos 14 anos foram divisor de águas para universidades, diz reitora em reunião com Dilma

Dilma com reitores

Dilma com reitores: em 14 anos, dobraram de 500 mil para 1 milhão as vagas nas universidades públicas. E os campi passaram de 175 no interior para 321, o que significa uma forte interiorização.. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu, nesta sexta-feira (11), as propostas dos reitores das universidades federais brasileiras relacionadas ao futuro da educação superior. Após o encontro, a presidenta da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Maria Lucia Cavalli Neder, relatou em entrevista ao Blog do Planalto que Dilma garantiu que a educação continuará a ser uma das prioridades do governo.

Neder, que também é reitora da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), disse também que os reitores consideram os últimos 14 anos como um divisor de águas na educação superior no País. “Esses 14 anos que estamos vivendo, desde o presidente Lula, com continuidade da presidenta Dilma, foi o momento que nós reitores consideramos o divisor de águas na educação superior nesse País”.

Segundo a reitora, o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), tem sido importantíssimo para o País. “Só nas universidades federais, dobramos o número de vagas, saímos de 500 mil para 1 milhão. Saímos de 175 campus no interior para 321, o que significa uma forte interiorização das universidades federais no interior do País, em todos os estados”.

E acrescentou: “Também tivemos a oportunidade de contratar milhares de professores, com aumento considerável no número de doutores e mestres, implicando diretamente na questão da qualidade das nossas ações. Também triplicamos o número de curso de strictu sensu (doutorado e mestrado)”.

Propostas
Entre as metas apresentadas pelos reitores à presidenta Dilma está a construção dos Planos de Desenvolvimento Universitário (PDUs); a formação dos professores em níveis de educação inicial e continuada; a criação de lei da autonomia universitária; o plano de apoio a novos campi e universidades; a modernização na administração pedagógica das universidades; e a consolidação da pactuação feita para novos cursos.

De acordo com Neder, a presidenta Dilma, ao receber as propostas, avaliou que não pode haver qualquer problema que comprometa a continuidade desse processo de avanço na educação superior no País, e que afirmou que a educação uma das prioridades do governo.

“E nós sabemos que o futuro do País tem que, necessariamente, tem que estar apoiado na educação e também na democracia. Portanto, saímos daqui com bastante entusiasmo no sentido que podemos avançar e, da mesma forma também, que não teremos problema de continuidade nas ações que estão em curso nesse momento nas universidades”, finalizou a reitora.

Quarta-feira, 30 de dezembro de 2015 às 17:07

Pais reduziu extrema pobreza em 63% em 10 anos e manteve conquistas na crise, diz Ipea

Ipea Pnad avanço da renda

Ipea: base estruturante dos avanços feitos desde 2003 permaneceu em 2014, com crescimento real da renda do trabalhador, redução de desigualdades, melhora da escolaridade e das condições de vida dos brasileiros. Foto: Ubirajara Machado/MDS

O Brasil consegui reduzir a extrema pobreza em pelo menos 63% entre 2004 e 2014, segundo análise feita pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014. A avaliação está na Nota Técnica Pnad 2014, divulgada nesta quarta-feira (30), na sede da entidade, em Brasília.

De acordo com o Ipea, mesmo em 2014, quando começaram a ser sentidos aqui os primeiros efeitos da crise econômica mundial, o Brasil permaneceu em “franco processo de mudança social”. Isso porque a base estruturante desses avanços, que vêm sendo feitos desde 2003, permaneceu no ano passado, com o crescimento real da renda do trabalhador e a diminuição de desigualdades, o aumento da escolaridade e das condições gerais de vida dos brasileiros, além da redução das desigualdades entre negros e brancos, mulheres e homens, trabalhadores rurais e urbanos.

“Passamos por um ciclo ininterrupto de transformações sociais em dez anos (2004-2014). Todos os dados relacionados às questões sociais têm apresentado melhora e nos permitiram a constituição de um colchão de amortecimento às crises”, pontuou André Calixtre, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, durante o lançamento da Nota Técnica Pnad 2014 – breves análises.

Para o pesquisador, a renda crescente, a diminuição da desigualdade de renda, além da melhoria dos programas de transferência de renda e o aumento da cobertura previdenciária explicam os números de 2004 a 2014. “Houve uma retomada do ciclo de redução da extrema pobreza”.

Índice de Gini
O estudo é composto de diversas análises sobre temas como desigualdade social, gênero e raça e arranjos familiares. No primeiro texto,“Desigualdade e Pobreza”, o autor, Rafael Osorio, demonstra que tanto pelo índice de Gini quanto por outros três índices da família de indicadores de entropia generalizada as desigualdades de renda decrescem no Brasil de 2004 a 2014.

O Índice de Gini é um sistema de cálculo usado internacionalmente para medir o grau de concentração de renda em um em determinado grupo. Valores mais altos deste coeficiente indicam maior concentração de renda. Numericamente, o índice varia de zero a um (alguns apresentam de zero a cem), em que o valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o valor um (ou cem) representa o extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza.

Segundo o Ipea, o índice de Gini do País caiu de 0,570 em 2004 para 0,515 no ano passado. Da mesma forma, a parcela da população em situação de pobreza teve uma redução no período analisado. A queda na taxa de pobreza extrema de 2004 para 2014 varia de 63% a 68,5%, dependendo da linha de análise utilizada, uma redução média em torno de 10% ao ano.

Educação
Já a análise feita pelos pesquisadores Paulo Corbucci, Herton Ellery Araujo, Ana Codes e Camilo Bassi trata da evolução de dois indicadores educacionais: média de anos de estudo dos jovens brasileiros e taxa de alfabetização da população de 15 anos ou mais.

A pesquisa mostra que os dados da Pnad 2014 reiteram os avanços obtidos na última década com relação à ampliação da escolaridade dos jovens brasileiros, mas também confirmam a necessidade de maior atenção junto aos segmentos populacionais de maior idade.

Por outro lado, o texto “Breve análise dos dados da Pnad 2014 para o mercado de trabalho” explorou o tema por meio da comparação dos resultados de seus principais indicadores, ao longo dos dez anos. E concluiu que o desempenho dos rendimentos do trabalho, da informalidade e do desemprego foi amplamente favorável no período.

Os dados da Previdência capturados pela Pnad 2014, e analisador por Leonardo Alves Rangel, revelaram que a cobertura previdenciária da população ocupada (PO) de 16 a 64 anos e da população idosa (65 anos ou mais), quando considerados todos os beneficiários contributivos e não contributivos, pulou de 63,4% em 2004 para 72,9% em 2014 em toda a população ocupada de 16 a 64 anos. Quando se observa somente a população idosa, a cobertura subiu de 89,9% em 2004 para 91,3% em 2014.

Confira os dados completos da pesquisa na Nota Técnica PNAD 2014 – breves análises.

Quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 às 23:07

Dilma inaugura o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro

Para a presidenta Dilma, o Museu do Amanhã nos capacita a entender nossa história e construir um amanhã melhor. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Para a presidenta Dilma, o Museu do Amanhã nos capacita a entender nossa história e construir um amanhã melhor. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Roussef afirmou nesta quinta-feira (17) que o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, faz uma conexão entre o passado do Brasil, tão marcante nessa cidade que foi a antiga capital do País, onde se passou grande parte da história do império e da República Velha, com o futuro.

Para ela, a importância dessa conexão é que nos capacita a entender nossa história e construir um amanhã melhor. Por isso, acrescentou, o museu já faz parte do patrimônio histórico e cultural do Brasil, assim como o Museu de Congonhas, inaugurado por ela nesta semana, em Minas Gerais.

Inauguramos aqui um patrimônio histórico do País. Ele é um patrimônio histórico mesmo sendo tão novinho. Lá em Congonhas, é patrimônio histórico da humanidade. Daqui a pouco, o Museu do Amanhã será um patrimônio histórico da humanidade e transformará toda essa região aqui em um grande local para expressar a história do nosso País. O Rio tem a trajetória da nossa vida política também, e ela deve ser preservada”, afirmou.

A presidenta disse também que o local será um dos maiores símbolos da cidade para receber a todos as pessoas que forem à cidade prestigiar as Olímpiadas Rio2016. “Acredito que esse museu será um dos maiores representantes do País que queremos construir, e teremos extrema honra de mostrá-lo a todos que virão nas Olimpíadas”.

Quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 às 20:08

Museu do Amanhã marca processo de revitalização do centro histórico do Rio de Janeiro

Um novo marco para a cidade do Rio de Janeiro. Assim pode ser definido o Museu do Amanhã, novo espaço de lazer, cultura e educação que será inaugurado nesta quinta-feira (17) pela presidenta Dilma Rousseff.

Localizado na Praça Mauá, no centro da capital fluminense, o Museu do Amanhã é um museu de ciência que traz na essência a reflexão sobre o mundo que queremos. Hugo Barreto, diretor da Fundação Roberto Marinho, que foi a idealizadora do projeto em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, explica que o novo museu lida de maneira inovadora com o conhecimento e a visão do que é o futuro.


 “O Museu do Amanhã pretende, sendo um museu de ciências, oferecer uma possibilidade não só de experimentação no campo da ciência, como os demais museus de ciência do mundo, mas especialmente ser uma reflexão sobre o mundo que a gente quer construir no amanhã. Nesse futuro que não é uma data no calendário, lá longe, portanto eu não tenho que me preocupar. O amanhã, na verdade, é uma construção que todos nós, cariocas, brasileiros e cidadãos do mundo estamos construindo no dia a dia com cada uma das nossas escolhas, com cada uma das nossas decisões cotidianas”, afirma.

O projeto do Museu está inserido no projeto de revitalização da região Portuária do Rio de Janeiro e, na avaliação do presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Alberto Silva, já é um marco para a cidade.

“Ele é importante porque tem uma arquitetura arrojada, inovadora, um novo ícone e, portanto, um novo padrão arquitetônico para a cidade e para o Brasil. Ele é uma inovação do ponto de vista do seu conteúdo, porque é um equipamento cultural, um equipamento educativo, e que trata de questões tão importantes hoje como mudanças climáticas, sustentabilidade. Também é um marco nesse processo de renovação, na medida que nesse conjunto, nessa paisagem, a gente traz à luz, valoriza o passado, ele também simboliza esse olhar, essa perspectiva para o futuro”.

Quarta-feira, 16 de dezembro de 2015 às 22:14

Não se muda o País fechando escolas e reprimindo movimentos pacíficos, afirma Dilma

 “Nós podemos mudar o Brasil garantindo educação de qualidade para todos e criando oportunidades de trabalho decente", apontou Dilma Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Nós podemos mudar o Brasil garantindo educação de qualidade para todos e criando oportunidades de trabalho decente”, apontou Dilma Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Juventude, nesta quarta-feira (16), que há muitas formas de mudar o Brasil, mas certamente fechar escolas e reprimir movimentos pacíficos com movimentos sociais não são caminhos válidos.

“Não mudaremos o Brasil fechando escolas, isso é certo. Sabemos que fechar escolas é extinguir sonhos, é romper relações estabelecidas, é fragilizar de alguma forma o futuro. Nós também não vamos mudar o Brasil reprimindo movimentos pacíficos com forças policiais”.

Por outro lado, Dilma destacou os investimentos em educação como um dos principais caminhos para a mudança.

“Nós podemos mudar o Brasil garantindo educação de qualidade para todos e criando oportunidades de trabalho decente para que todos os jovens deste país construam uma vida profissional digna. Sem dúvida nenhuma esse é um caminho de mudança.”

Ela apontou a participação social, a exemplo da Conferência, como necessária na condução do governo. Para formular políticas para a juventude, de acordo com ela, deve-se ampliar a participação direta dos jovens e de suas entidades na representação de seus interesses.

“Eu não podia deixar de falar aqui sobre uma outra conquista que é o Estatuto da Juventude. É uma verdadeira carta de direitos dos jovens desse País. Essa política está sendo construída com a participação de vocês, por meio do Conselho Nacional da juventude e da Secretaria Nacional da Juventude”.

A presidenta ainda falou sobre a importância de o governo praticar uma política de segurança que respeite os direitos dos cidadãos, que considere todos os brasileiros – independentemente de origem, credo ou orientação sexual – com direitos iguais.

Terça-feira, 20 de outubro de 2015 às 15:24

Dilma afirma que viagem à Finlândia amplia parcerias em C&T, educação e investimentos

TwitterA presidenta Dilma Rousseff disse nesta terça (20), por meio de sua conta no Twitter, que a viagem de trabalho a Helsinque ajudou a ampliar a parceria entre o Brasil e a Finlândia em educação, investimentos, ciência, tecnologia e inovação.

“Em reuniões com o presidente Sauli Niinistö e o primeiro ministro Juha Sipilä, tratamos dos próximos passos nas relações entre nossos países. Brasil e Finlândia já desenvolvem importantes projetos na área educacional. Queremos ampliar ainda mais esse esforço”, afirmou.

Acrescentou que a educação é a chave “para preservar e aumentar nossas conquistas sociais, e nossa parceria com a Finlândia será fundamental para isso”.

“Agradeço ao governo e ao povo da Finlândia pela recepção. Kiitos paljon! Será um prazer recebê-los em nossa casa para os Jogos Rio2016”

Terça-feira, 20 de outubro de 2015 às 10:54

Cooperação entre Brasil e Finlândia fortalece a troca de conhecimento

Selo - FinlandiaUma das prioridades da presidenta Dilma Rousseff em sua visita oficial à Finlândia, nesta terça-feira (20), é fortalecer a agenda entre os dois países nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação. Para isso, a presidenta visita a Universidade de Aalto e se encontra com gestores públicos, especialistas e professores finlandeses, além de alunos brasileiros que estão em intercâmbio na capital finlandesa.

“A presidenta pretende reforçar o compromisso brasileiro nessa cooperação e manifestar o desejo brasileiro de que essa agenda não apenas continue, como também se aprofunde, se estruture e beneficie o Brasil”, afirmou o embaixador do Brasil na Finlândia, Antônio Francisco da Costa e Silva.

A Universidade de Aalto será um dos locais visitados pela presidenta Dilma em razão da forte cooperação educacional entre os dois países. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

A Universidade de Aalto será um dos locais visitados pela presidenta Dilma em razão da forte cooperação educacional entre os dois países. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Na área da educação, o país escandinavo foi um dos primeiros a receber alunos do programa Ciência sem Fronteiras e já concedeu, até o momento, 222 bolsas. Um desses bolsistas é o graduando Heitor Bittencourt, que nasceu em Ourinhos (SP), mas cursa Física no campus de São Carlos (SP) da Universidade de São Paulo (USP).

Heitor está na Finlândia há dois meses pelo programa Ciência Sem Fronteiras. Foto: Guilherme Rosa/ Blog do Planalto

Heitor está na Finlândia há dois meses pelo programa Ciência Sem Fronteiras. Foto: Guilherme Rosa/ Blog do Planalto

Heitor está estudando física de partículas na Universidade de Helsinque e acredita que a metodologia de ensino finlandês será um diferencial na sua carreira. “Tem uma lista muito grande de disciplinas que não tem ou que são diferentes no Brasil. São assuntos e abordagens, e isso para mim está sendo muito legal”.

“Quando eu voltar para o Brasil em maio do ano que vem, com certeza o que eu aprendi aqui vai ser muito importante e útil para mim. (…) São disciplinas que vão complementar meus estudos daqui e também do Brasil para eu ter uma formação um pouco diferenciada e poder aplicar isso posteriormente”, diz Heitor, que pretende seguir carreira como pesquisador.

Professores para o futuro
A cooperação educacional entre Brasil e Finlândia resultou também no projeto VET – Professores para o Futuro, em que 62 professores brasileiros de ensino técnico vêm fazer uma aperfeiçoamento de três meses em universidades finlandesas. Há a previsão da vinda de mais 30 professores da rede federal para continuação do intercâmbio.

“Esses estágios já deram frutos. Os professores começaram a multiplicar a informação e a experiência que eles obtiveram aqui. Há duas semanas, tivemos a visita de uma comitiva do Conif [Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional], composta aproximadamente por 50 membros, que estava justamente querendo refletir sobre a experiência acumulada nesse projeto”, contou Costa e Silva.

O embaixador enfatiza que a visita consolida todas essas cooperações educacionais, ainda mais com um parceiro como a Finlândia, que apresenta resultados internacionalmente reconhecidos na área. “Óbvio, isso é resultado de uma política de longo prazo de investimento na educação, uma educação exclusiva, uma educação centrada no aluno e na valorização dos professores, que são dois objetivos que o Brasil persegue”.

CT&I
Com economia voltada para a geração de conhecimento e inovação, a Finlândia contribui para o esforço brasileiro de promoção de pesquisa em coordenação com os setores produtivos, com vistas a alcançar um novo patamar de competitividade.

O relacionamento Brasil-Finlândia em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) tem sido dinâmico e estrutura-se em diversos mecanismos de cooperação – por exemplo, entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep),e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do lado brasileiro, e a Academia da Finlândia (Aka), o Centro de Pesquisas Técnicas (VTT) e a Agência Finlandesa de Inovação (Tekes), do lado finlandês.

Áreas importantes da cooperação bilateral em inovação são: desenvolvimento e produção de micro e nanotecnologia (nanotubos e grafeno); biotecnologia, indústria alimentícia e farmacêutica; indústria florestal e serviços ambientais; energias renováveis e etanol.

“Um dos componentes dessa cooperação de CT&I é a possibilidade de nós transferirmos essa experiência de conhecimento e de treinamento da Finlândia para o Brasil, mas também que ela comece a dar frutos em um âmbito empresarial, e que haja maior relacionamento entre indústrias com alto valor agregado de CT&I no Brasil e na Finlândia em benefício de pequenas e médias empresas”, disse o embaixador Antônio da Costa e Silva.

Pesquisa inovadora

Hosana pretende aplicar toda a inovação do seu projeto de doutorado em novas pesquisas no Brasil. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Hosana pretende aplicar toda a inovação do seu projeto de doutorado em novas pesquisas no Brasil. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

“Interface baseada em biosensores” pode parecer complicado, mas é esse tema que a doutoranda brasileira Hosana Celeste passa a maior parte do seu dia pesquisando. Aluna do Ciência Sem Fronteiras, ela trabalha em um dos projetos mais inovadores da Universidade de Aalto, que consiste em juntar cinema e neurociência por meio de biosensores colados no espectador que permitem mudar a narrativa do filme de acordo com a resposta neurocognitiva da pessoa.

“Eu tenho aprendido muito, a gente foi super bem recebido. Temos todo um apoio da instituição, do grupo de pesquisa. Tem algumas disciplinas que eles oferecem na área de computação para que você aprenda algumas técnicas relacionadas à aplicação e à utilização desse tipo de biosensor”, explica a aluna natural de Campinas (SP).

Graduada em Artes Plásticas e mestre em Multimeios, ambos os cursos na Universidade de Campinas (Unicamp), Hosana passou seis anos se especializando na Europa até voltar para o Brasil para fazer o doutorado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) sob a tutela da doutora Rosangella Leote.

Hosana agradeceu a oportunidade de trabalhar com a cineasta Pia Tikka, uma das maiores pesquisadoras do mundo nessa área, e elogiou o incentivo finlandês para projetos de inovação, e disse que pretende voltar de vez ao Brasil para aplicar seus conhecimentos, seja no âmbito acadêmico ou profissional.

“Eu volto para o Brasil em julho do ano que vem e tenho mais um ano ainda no meu projeto de doutorado na Unesp. Então eu pretendo desenvolver esse conhecimento que eu adquiri aqui. (…) Certamente pretendo aplicar em uma possível pesquisa futuramente no Brasil”.

Segunda-feira, 19 de outubro de 2015 às 21:46

Na Finlândia, Dilma prioriza educação, ciência, tecnologia e inovação

Selo - FinlandiaA presidenta Dilma Rousseff chegou à Finlândia nesta segunda-feira (19) para sua primeira visita oficial ao País, na qual espera aprofundar a agenda bilateral em áreas prioritárias como educação, ciência, tecnologia e inovação. Nesta terça-feira (20), Dilma vai se encontrar com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, com o primeiro-ministro, Juha Sipilä, e com empresários locais, além de visitar a Universidade de Aalto.

Os encontros da presidenta no país escandinavo também são uma oportunidade para ampliar o diálogo entre os dois países em temas da agenda internacional, como comércio e finanças, meio ambiente, mudança do clima e reforma das Nações Unidas. A Finlândia apoia o pleito brasileiro por um assento permanente em um Conselho de Segurança da ONU e os dois países coincidem na necessidade de promover a atualização das instâncias de governança global.

Presidenta Dilma na chegada ao Aeroporto Internacional de Helsinque-Vantaa, na Finlândia. Ela foi recebida pelo embaixador do Brasil na Finlândia, Antonio Francisco da Costa e Silva Neto, e a Chefe do Protocolo da Finlândia, Maimo Henriksson. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Na chegada ao Aeroporto Internacional de Helsinque-Vantaa, Dilma foi recebida pelo embaixador do Brasil na Finlândia, Antonio Francisco da Costa e Silva Neto, e a chefe do Protocolo da Finlândia, Maimo Henriksson. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Segundo o embaixador do Brasil na Finlândia, Antônio Francisco da Costa e Silva, “a visita da presidenta Dilma à Finlândia é extremamente oportuna porque, desde o encontro dela com o primeiro ministro finlandês no Brasil, em 2012, eles haviam acordado dar especial prioridade à cooperação bilateral em matéria de educação, ciência, tecnologia e inovação, onde a Finlândia evidentemente tem um desempenho notável e reconhecido internacionalmente”.

Além do interesse em desenvolver ações conjuntas em educação básica e na formação de educadores, áreas de reconhecida competência da Finlândia, o Brasil poderá fortalecer parcerias existentes em biotecnologia e nanotecnologia, bem como explorar novas áreas de cooperação em temas como redes elétricas inteligentes, nos setores naval e de exploração offshore de petróleo, além de possíveis iniciativas em indústrias como as de papel e celulose e de telecomunicações

“Nossa aposta no relacionamento com a Finlândia, que é historicamente excelente, é de manter dando frutos relevantes para o Brasil em matéria de reforma do nosso ensino, de melhoria da nossa capacidade de inovação e empreendedorismo, sobretudo com maior conteúdo cientifico e tecnológico”, disse o embaixador.

Segundo ele,  a Finlândia tem uma experiência relevante nessas áreas e tem também o desejo de compartilhar com o Brasil. “Um relacionamento baseado na confiança mútua que sempre existiu entre os dois países e que agora consegue, com base nesse relacionamento, nos oferecer frutos concretos”, afirmou.

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