Sexta-feira, 19 de agosto de 2011 às 13:30

Presidenta Dilma Rousseff posa para foto com o senhor Anderson Aparecido de Souza e família, beneficiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida, na entrega de novas moradias. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O programa Minha Casa, Minha Vida, que em sua segunda edição tem a meta de construir 2 milhões de unidades habitacionais, é a mostra de que o Brasil não está em crise e que pretende se blindar de possíveis efeitos do desequilíbrio econômico mundial investindo em moradia, geração de emprego, fortalecimento da indústria e inclusão social. Essa foi a tônica do discurso da presidenta Dilma Rousseff que, nesta sexta-feira (19/8), entregou cerca de 2 mil residências em São José do Rio Preto (SP).
A presidenta fez alusão ao círculo virtuoso desencadeado pelo programa, que movimenta setores como o da construção civil e comércio, e resulta, ainda, na construção de creches, escolas e unidades de saúde nas áreas onde as residências são entregues. Dilma Rousseff frisou também que garantir habitação digna é prover ao país segurança e estabilidade social.
“Enquanto houver uma família brasileira sem teto, nós, como nação, não teremos segurança. Nós temos que garantir que as famílias desse país possam olhar para o futuro com esperança e saber que o caminho da construção de um país passa pela capacidade que a gente tem de dar para esses pequenininhos brasileiros, esses brasileirinhos e essas brasileirinhas, a oportunidade que muitas vezes seus pais e suas mães não tiveram, mas que eles têm que ter.”
A presidenta lembrou, ainda, da assinatura, ontem (18/8), de termo de compromisso entre o governo federal e os governos estaduais da região Sudeste para ações locais do Plano Brasil sem Miséria, momento em que cumprimentou o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, pela parceria no complemento ao programa Bolsa Família. Ela reafirmou seu compromisso republicano e disse que é responsabilidade dos governos colocar as necessidades da população acima de diferenças partidárias. “Na hora da eleição a gente disputa, mas na hora de governar, temos que governar olhando o interesse do povo”, disse.
Entrevista coletiva - Após a solenidade, a presidenta Dilma Rousseff conversou rapidamente com a imprensa. Ela foi questionada sobre a liberação de recursos para construção da BR – 153, e informou que para liberar os R$ 180 milhões previstos é necessário que se conclua o projeto executivo. “Mas nós iremos fazer a BR 153, eu asseguro a vocês”, afirmou.
Os jornalistas pediram, ainda, que ela comentasse algumas declarações do novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, ao que ela respondeu: “Eu não sei o que o ministro da Agricultura disse e eu não me posiciono sobre o que os outros dizem”.
Ouça abaixo as íntegras do discurso e do quebra-queixo concedido pela presidenta Dilma Rousseff.
Imprima:
Terça-feira, 28 de junho de 2011 às 21:02

Presidente em exercício Michel Temer discursa na cerimômia de entrega do Prêmio Destaque Agência Estado - Empresas. Foto: Ichiro Guerra/PR
O presidente da República em exercício, Michel Temer, participou na noite dessa terça-feira (28/6) da cerimônia de entrega do Prêmio Destaque Agência Estado Empresas. No evento, foram agraciadas as dez melhores companhias de capital aberto – com negociação no mercado mobiliário – com melhor desempenho para seus acionistas em 2010. A Ambev ficou com o primeiro lugar. O vice-presidente e diretor de relações com os investidores da Ambev, Nelson Jamel, recebeu o prêmio das mãos do presidente Temer.
O Destaque Agência Estado Empresas tem por objetivo reconhecer as empresas e seus executivos que tiveram resultados acima da média nos setores em que atuam. O ranking das companhias de maior destaque, composto por cerca de 200 empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), baseia-se no Ranking Agência Estado – Economática.
Além disso existem sete critérios adotados pela organização do evento: variação do retorno sobre o patrimônio líquido; preço/lucro; preço/valor patrimonial da ação; dividendo/valor patrimonial da ação; oscilação; volatilidade e liquidez da Bovespa. Para participar da avaliação de classificação no ranking da premiação as sociedades devem possuir patrimônio líquido acima de R$ 10 milhões, divulgar seus balanços no prazo previsto em lei e ainda estar em dia com seus credores no período analisado.
O Prêmio Destaque Agência Estado Empresas foi criado em 2000 pela Agência Estado, que atua na distribuição de informações financeiras on-line e em tempo real, além de prover soluções eletrônicas para os mercados profissionais.
Imprima:
Sexta-feira, 3 de junho de 2011 às 10:48
O IBGE divulgou nesta sexta-feira (3/6) os números do PIB brasileiro. Segundo o instituto, em relação ao quarto trimestre de 2010, o PIB a preços de mercado do primeiro trimestre de 2011 cresceu 1,3%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. O maior destaque foi a agropecuária (crescimento de 3,3% no volume do valor adicionado), seguida da indústria (2,2%) e dos serviços (1,1%).
Na comparação com o primeiro trimestre de 2010, o PIB cresceu 4,2% e, dentre as atividades econômicas, destacou-se o aumento dos serviços (4,0%), seguidos pela indústria (3,5%) e pela agropecuária (3,1%).
No acumulado nos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2011 (12 meses), o crescimento foi de 6,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O PIB em valores correntes alcançou R$ 939,6 bilhões no primeiro trimestre.

Na comparação com o 4º trimestre de 2010, investimento volta a acelerar
Na comparação com o 4º trimestre de 2010 (em que o PIB teve aumento de 1,3%), o crescimento da indústria foi de 2,2%, com destaque para o desempenho da indústria de transformação (2,8%). Construção civil (2,0%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,7%) também cresceram; já a extrativa mineral caiu 1,5%.
No setor de serviços (1,1%), as maiores elevações foram em comércio (1,9%) e transporte, armazenagem e correio (1,7%). Os serviços de informação tiveram crescimento de 1,1%, seguidos por administração, saúde e educação públicas (0,9%) e atividades imobiliárias e aluguel (0,2%). A atividade outros serviços registrou estabilidade no trimestre, enquanto intermediação financeira e seguros teve queda de 0,4%.
Em relação aos componentes da demanda interna, o destaque ficou com a formação bruta de capital fixo (FBCF ou investimento planejado), que voltou a acelerar e registrou expansão de 1,2% no primeiro trimestre de 2011 (depois de ter crescido 0,4% no trimestre imediatamente anterior).
Após apresentar crescimentos de 1,1%, 1,7% e 2,3%, respectivamente, nos últimos três trimestres de 2010, a despesa de consumo das famílias desacelerou e teve variação de 0,6% no primeiro trimestre de 2011. Já a despesa de consumo da administração pública cresceu 0,8%.
Presidente do BC, Alexandre Tombini, comentou os resultados do PIB
“O crescimento de 4,2% do PIB no primeiro trimestre deste ano, em relação ao primeiro trimestre de 2010, segundo os dados das Contas Nacionais divulgados hoje pelo IBGE, confirma que a economia brasileira se encontra em um ciclo sustentado de expansão, em ritmo mais condizente com o equilíbrio interno e externo.
A demanda doméstica continua sendo o grande suporte da economia, com o consumo das famílias registrando crescimento de 5,9%, em relação ao primeiro trimestre de 2010 (trigésima variação positiva consecutiva nessa base de comparação), desempenho que tem sido impulsionado pela expansão moderada do crédito às famílias, pela geração de empregos e de renda. A Formação Bruta de Capital Fixo, uma boa medida do investimento, cresceu 8,8% no primeiro trimestre, em relação ao primeiro trimestre de 2010, um desempenho robusto e que sugere que o empresariado nacional permanece confiante nas perspectivas para a economia brasileira neste e nos próximos anos.”
Imprima: