Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:


Quarta-feira, 30 de março de 2016 às 13:07

Dilma diz que não vai fazer ajuste na economia cortando programas sociais

Dilma lançou a terceira fase do Programa Minha Casa Minha Vida, que vai contratar mais 2 milhões de unidades em todo o País até o fim de seu mandato, em 2018. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma lançou a terceira fase do Programa Minha Casa Minha Vida, que vai contratar mais 2 milhões de unidades em todo o País até o fim de seu mandato, em 2018. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em seu discurso no lançamento do programa Minha Casa Minha Vida 3, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (30), a presidenta Dilma Rousseff disse que dinheiro público “não pode resultar em muquifo (local sujo e que falta ordem)”, numa alusão às melhorias que estão sendo implementadas nesta fase de programa. Entre elas, a construção de moradias a cargo dos movimentos sociais e aumento do tamanho dos apartamentos.

“Temos de atender todos os 204 milhões de brasileiros, mas entre eles tem brasileiros que secularmente foram desassistidos. Portanto, eles têm que ter prioridade quando olhamos onde vamos gastar nosso dinheiro”, disse ela. “Não podemos ajustar a economia cortando programas sociais”.

A presidenta afirmou que o MCMV é símbolo de um governo que dá prioridade para as pessoas historicamente marginalizadas no Brasil. “Sabem quantos governos foram capazes de implementar um programa habitacional que garantisse a milhões de brasileiras e brasileiros a realização da casa própria? A resposta é simples: somente o governo do presidente Lula e o meu”.

“Os números do Minha Casa Minha Vida são grandiosos. Desde o lançamento do programa, em 2009, já entregamos 2,63 milhões de casas, beneficiando 10,5 milhões de pessoas”, concluiu.

A terceira etapa do MCMV vai contratar mais 2 milhões de unidades em todo o País até o fim de seu mandato, em 2018. Serão R$ 210,6 bilhões investidos, dos quais R$ 41,2 bilhões são do Orçamento Geral da União.

Sexta-feira, 25 de março de 2016 às 10:00

Pedem renúncia para evitar constrangimento de me tirar de forma ilegal e criminosa, diz Dilma

Em conversa com jornalistas brasileiros, a presidenta Dilma garantiu que nada foi encontrado sobre ela que justifique a cassação de seu mandato conquistado nas urnas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em conversa com correspondentes de jornais estrangeiros, a presidenta Dilma garantiu que nada foi encontrado sobre ela que justifique a cassação de seu mandato conquistado nas urnas e reforçou estar sendo vítima de um “golpe constitucional”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff concedeu, nesta quinta-feira (24), uma longa entrevista a jornalistas de veículos de comunicação estrangeiros, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em mais de 1h40 de conversa, Dilma voltou a refutar veementemente a possibilidade de renunciar ao cargo e reforçou estar sendo vítima de uma tentativa de “golpe constitucional”, por meio do processo de impeachment em análise na Câmara dos Deputados –que, segundo ela, começou como uma estratégia do presidente da Casa, Eduardo Cunha, para “ocultar os seus próprios problemas”.

Depois de um ano e quatro meses sendo investigada “devida e indevidamente”, Dilma garantiu que nada foi encontrado que justifique a cassação de seu mandato conquistado nas urnas. “Podem me virar dos avessos. E é esse o problema. Por que eles pedem que eu renuncie? Por que eu sou mulher, frágil? Eu não sou frágil, não foi isso a minha vida. Sabe por que pedem que eu renuncie? Para evitar o imenso constrangimento de tirar uma presidenta eleita, de forma indevida, de forma ilegal, de forma criminosa”, afirmou.

Presa aos 19 anos quando militava contra a ditadura militar, a presidenta lembrou da tortura para assegurar que não desistirá da luta nesse momento de tensão do País. “Lutei naquela época em condições muito mais difíceis. Vou lutar agora nas condições extremamente favoráveis. É a democracia do meu País, é ela que me dá força. Então, eu não renuncio, não. Para me tirar daqui vão ter que provar que eu tenho de sair”, garantiu.

Dilma argumentou aos jornalistas que um impeachment sem provas do cometimento de crime de responsabilidade representaria uma ruptura da ordem democrática, com consequências drásticas para o futuro do País. Ela lembrou que as chamadas “pedaladas fiscais”, operações orçamentárias para a manutenção de programas sociais, foram utilizadas por outros presidentes, sem que houvesse qualquer questionamento, e que as contas do governo referentes a 2015 ainda não foram sequer entregues para análise. “Esse golpe, que rompe a normalidade democrática, ele pode não ter consequências imediatas, mas ele deixará uma marca na vida política brasileira, forte. Por isso nós temos de reagir, por isso nós temos de impedir, e por isso entendo a palavra de ordem do pessoal que me apoia: ‘Não vai ter golpe’”, acrescentou.

A presidenta também voltou a criticar a gravação e vazamento pela Justiça Federal no Paraná de conversas suas com o ex-presidente Lula, que deveriam ter sido remetidas para o Supremo Tribunal Federal (STF), único órgão competente para determinar investigação contra a Presidência da República. Para ela, a violação ilegal da privacidade atenta contra o Estado de Direito. “A democracia tem isso, você não pode sacrificar um pedaço dela e achar que ela fica inteira”, pontuou.

Dilma também demonstrou preocupação com a atuação politizada e partidarizada de alguns juízes. “Juiz tem de ser imparcial; juiz não pode julgar com as paixões políticas, por isso ele é vitalício, por isso ele não pode ser demitido pelo governo, ele não pode pressionado pelo governo, ele tem autonomia. É isso que diz a nossa Constituição”, observou.

Lula no governo e pacto por reformas
Em outro trecho da conversa com os jornalistas, a presidenta Dilma voltou a defender a nomeação do ex-presidente Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, e acusou aqueles que tentam impedir sua posse de agir para evitar o fortalecimento do governo. Ela garantiu, no entanto, que nenhum esforço será suficiente para evitar que Lula auxilie na estabilização política e econômica do País: “Ou ele vem como ministro, ou ele vem como meu assessor, isso eles não podem impedir. Ou ele vem de um jeito, ou vem do outro. Nós traremos o presidente Lula para nos ajudar no governo”.

Durante a conversa, Dilma defendeu a tolerância com as posições divergentes em relação ao cenário político do País. “A gente tem de escutar as ruas, mas escutar as ruas não significa - e não pode significar - usar as ruas para estimular a violência, para estimular a restrição à livre manifestação e ao livre pensamento das pessoas”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante a conversa, Dilma defendeu a tolerância com as posições divergentes em relação ao cenário político do País. “A gente tem de escutar as ruas, mas escutar as ruas não significa – e não pode significar – usar as ruas para estimular a violência, para estimular a restrição à livre manifestação e ao livre pensamento das pessoas”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Sobre as especulações de que a nomeação de Lula teria o objetivo de lhe garantir imunidade contra investigações, a presidenta foi enfática. “Supor que o presidente Lula viria aqui para se proteger é uma coisa que só pode passar na cabeça de alguém que queira criar problema onde não tem. Mas que proteção estranha! Porque um ministro não está protegido de investigação. Pelo contrário, ele é investigado pela Suprema Corte, diretamente se usa a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. Tanto é assim que a investigação do presidente da Câmara, que tem foro especializado, é uma investigação que ninguém pode questionar, ou pode?”, questionou, lembrando que como ministro, além de continuar sendo investigado, Lula perderia o direito de recorrer a instâncias superiores.

Dilma reforçou que conta com a habilidade de articulação política e a experiência administrativa do ex-presidente para chegar, após a superação da crise, “sem ruptura democrática”, a um pacto pela reforma política. “Do jeito que está o sistema político brasileiro, nós vamos ter sistemáticas crises”, sentenciou a presidenta. “Em alguns países você precisa de três partidos para a governabilidade, certo? Aqui, no Brasil, eu acho que precisa de três, no máximo, cinco. Hoje no Brasil nós temos de ter 14, 13, 12. O sistema político brasileiro não corresponde às necessidades e à complexidade da economia e da sociedade brasileira”.

Para a presidenta, outras reformas que o Brasil necessita, como a reforma tributária, dependem inicialmente desse pacto político, que restabeleça a confiança e evite que disputas partidárias levem ao agravamento da situação econômica, como tem ocorrido desde o ano passado como as chamadas “pautas bomba” no Congresso.

Ainda assim, segundo Dilma, apesar da confluência de fatores que prejudicou o País nos últimos anos, como o fim do ciclo de valorização das commodities, a queda do preço do petróleo e a seca em diversas regiões do País, a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação. “Nós saímos de um déficit na balança comercial de quatro [US$ 4 bilhões] e fomos para um superávit de 19,6 [US$ 19,6 bilhões]. E nós já estamos, em torno de 30 [US$ 30 bilhões] de superávit anualizado neste mês. Então, o Brasil começou a se mexer. Ele vai se mexer, ele vai continuar”, disse, antevendo que a crise econômica pode ser superada até o fim do ano, caso haja uma distensão no cenário político.

Manifestações, tolerância e inclusão social
Outro tópico que foi alvo de preocupação de Dilma Rousseff foi o cenário de manifestações pró e contra o governo e a radicalização de opiniões políticas no País. A presidenta defendeu a liberdade de expressão e manifestação, mas alertou para a necessidade de tolerância com as posições divergentes. “A gente tem de escutar as ruas, mas escutar as ruas não significa –e não pode significar– usar as ruas para estimular a violência, para estimular a restrição à livre manifestação e ao livre pensamento das pessoas”, disse Dilma, adicionando: “Você não pode utilizar manifestação na porta da casa das pessoas para constrangê-las. Não se pode fazer isso com ministros, não se pode fazer isso com deputados. Isso está errado, isso não é método democrático. Isso, de fato, é método fascista de atuação”, criticou.

“Nós não somos um povo intolerante. Você olha que nós temos um tempo grande de vida política, partidária, no País. Você nunca teve um momento de tamanha intolerância, de tamanha estigmatização de pessoas”.

No entanto, a presidenta disse acreditar que as bases para a paz social no Brasil existem. “Elas não estão rompidas. O Brasil não é um país em insurreição”, afirmou. Para Dilma, esse processo passa pela continuidade das políticas de inclusão social e redução das desigualdades. “Mesmo se você considera que o fim da miséria é só um começo. Quando a pessoa sai da miséria, ela quer mais coisas, ela quer melhores serviços, ela quer acesso a bens culturais, com toda razão, porque é o que nós queremos. Por que eles vão ser diferentes? Só por que saíram da pobreza? A base do país não é uma base explosiva, não tem uma diferença religiosa. Nós não temos conflito étnico, nós somos um país que sempre cultuou a paz”, analisou.

Confira a íntegra

Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016 às 10:40

Visita da presidenta Dilma ao Chile vai coroar parceria entre os dois países

Viagens internacionaisA presidenta Dilma Rousseff chega nesta sexta-feira (26) a Santiago, capital do Chile, para a sua primeira visita oficial ao País. Dilma será recebida pela presidenta Michelle Bachelet em uma cerimônia no Palácio de La Moneda.

Para o embaixador do Brasil no Chile, Georges Lamazière, a vinda de Dilma Rousseff vai coroar a aproximação dos países, sobretudo na área comercial. “Desde que Bachelet assumiu o mando aqui no Chile, ela tem buscado sempre aproximação maior com o Brasil. Ela atribuiu uma prioridade grande, de certa maneira para reaproximar o Chile do Brasil e dos outros vizinhos da América do Sul”, analisa o diplomata.

O Brasil atingiu em 2015 a condição de terceiro maior parceiro comercial do Chile, com cerca de 6,3% de participação no comércio exterior global do país, superando o Japão. China e EUA, os dois primeiros colocados, responderam por 25,1% e 15,7%, respectivamente. No ano passado, o saldo na balança comercial entre os dois países, favorável ao Brasil, foi de US$ 1,482 bilhão, um aumento de quase 10% se comparado a 2014. Desde 2010, o Brasil vem obtendo superávits no comércio bilateral com o Chile, e desde 2014 não há alíquota de importação incidindo sobre nenhum bem brasileiro.

Em relação aos investimentos, o Brasil se consolidou como o principal destino dos investimentos chilenos no exterior, com estoque acumulado de mais de US$ 25 bilhões, o que corresponde a quase 27% do total dos investimentos chilenos no mundo. Atualmente, mais de 150 empresas chilenas desenvolvem cerca de 290 projetos no Brasil, divididos entre os setores industrial (42%), de serviços (28%), de energia (18%) e agropecuária.

Nesse sentido, avalia o embaixador, as parcerias comerciais entre os dois países se mostram fortes e consolidadas, o que não impede que as discussões para ampliar o comércio – tanto do ponto de vista bilateral quanto com outros parceiros, por meio de blocos como o Mercosul e a Aliança do Pacífico – avancem ainda mais.

O Palácio La Moneda será o local do encontro entre Dilma e a presidenta chilena Michele Bachelet. Foto: Isac Nóbrega/PR

O Palácio La Moneda será o local do encontro entre Dilma e Michelle Bachelet. Será a primeira visita oficial da presidenta ao Chile. Foto: Isac Nóbrega/PR

“O Chile se esmerou, buscou aproximar os dois blocos [Mercosul e Aliança do Pacífico]. Sendo membro associado do Mercosul e membro pleno do Pacífico, não viu nos dois blocos uma oposição. Inclusive, o Chile cunhou uma frase que eu acho muito apropriada, que é ‘a convergência na diversidade’. Não somos iguais nem como países, nem como blocos, Mercosul tem regras diferentes do Pacífico, mas isso não implica que não convirjamos pouco a pouco em tudo aquilo que for possível mais rapidamente e, posteriormente, o que for mais difícil, construindo uma aproximação, que vai ser benéfica comercialmente para todos”, afirma.

Georges Lamazière assegura que a visita da presidenta Dilma só vai garantir o fortalecimento das relações entre Brasil e Chile, que vêm sendo construídas ao longo do tempo. “[Essa visita] é um pouco também comemorar a qualidade dessa relação, a qualidade do entendimento, discutir outros temas que possam  surgir sobre a pauta internacional no qual o Brasil e Chile sempre conversam com muita franqueza e de modo geral com muita convergência de ideias”, finaliza.

Segunda-feira, 21 de dezembro de 2015 às 11:03

Dilma chega ao Paraguai para reunião com líderes do Mercosul

Após seis meses à frente do Mercosul, o Paraguai entrega nesta segunda-feira (21), a presidência temporária do bloco ao Uruguai, durante a 49ª Cúpula de Chefes de Estado, que ocorre em Assunção, no Paraguai.

A presidenta Dilma Rousseff chega à cidade para participar das reuniões de chefe de estado, juntamente com os outros quatro representantes do Bloco. São eles: Mauricio Macri, da Argentina; Horacio Cartes, do Paraguai e Tabaré Vázquez, do Uruguai. Desde 2012, também faz parte do Mercosul, a Venezuela.

A 49ª Cúpula do Mercosul vai reunir os cinco chefes de Estado do bloco em Assunção, no Paraguai. Foto: Luciene Cruz/ Blog do Planalto

A 49ª Cúpula do Mercosul vai reunir os cinco chefes de Estado do bloco em Assunção, no Paraguai. Foto: Luciene Cruz/ Blog do Planalto

Durante a presidência pro tempore, a prioridade do Paraguai foi definir o Plano de Ação para o fortalecimento do Mercosul Comercial e Econômico, com o objetivo de eliminar barreiras ao comércio entre os países membros.

A liderança paraguaia também deu continuidade às discussões visando o processo de diálogo com a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru), iniciado em novembro de 2014. A ideia é realizar nova reunião entre os dois agrupamentos em breve, para definir o Plano de Ação, que prevê medidas, como facilitação do comércio, aproximação dos setores privados, cooperação aduaneira e certificação digital.

O Bloco
O Mercosul tem por objetivo consolidar a integração política, econômica e social entre seus países, fortalecer os vínculos entre os cidadãos do bloco e contribuir para melhorar sua qualidade de vida.

A Bolívia está, atualmente, em processo de adesão ao bloco como Estado Parte. Em julho de 2015, assinou-se novo Protocolo de Adesão daquele país ao Mercosul, dando continuidade ao processo iniciado em 2012.

São Estados Associados do Mercosul o Chile, o Peru, a Colômbia, o Equador, a Guiana e o Suriname. Todos os países da América do Sul estão vinculados ao Mercosul, seja como Estado Parte, seja como Associado.

Domingo, 15 de novembro de 2015 às 22:35

Levy demonstra otimismo: ‘Estamos preparando o Brasil que a gente quer’

"Estamos preparando o Brasil que a gente quer", destaca Levy após reunião do G20, na Turquia. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

“Estamos preparando o Brasil que a gente quer”, destaca Levy após reunião do G20, na Turquia. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

.selo turquia 2O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, garantiu que o Brasil não ficou só no ajuste e que o governo está tomado medidas estruturais para o País voltar a crescer. “Estamos preparando o Brasil que a gente quer”, disse em entrevista coletiva após participar do primeiro dia de trabalho Cúpula do G20, que acontece na Turquia.

Levy ressaltou que é preciso ter “otimismo” e que quando se “conserta as coisas, a resposta é rápida”. “Eu acho que a gente tem que ter otimismo. A gente tem um trabalho difícil para fazer. O segredo é ter paciência, não tem formula mágica”, comentou.

O ministro mencionou ainda a importância de o Congresso Nacional manter os vetos da presidenta Dilma Rousseff sobre as medidas econômicas pendentes para que o Brasil consiga alcançar o equilíbrio fiscal.

Segundo ele, a manutenção dos vetos é “absolutamente” fundamental. “Vai ser uma manifestação muito concreta de que o Congresso e toda sociedade entenda que você não pode dar um aumento de 70% para funcionário público neste momento”.

Terça-feira, 20 de outubro de 2015 às 13:02

Dilma: economia brasileira é robusta e é garantido que iremos ultrapassar a crise

Selo - FinlandiaA presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira, em Helsinque, que a economia brasileira é bastante robusta e que “é absolutamente garantido” que o Brasil vai sair da crise econômica. Ela enfatizou a necessidade de que o País tenha estabilidade política para ter “um caminho mais tranquilo” em direção à recuperação da economia.

A economia brasileira é uma bastante robusta. Nós somos um país com US$ 370 bilhões de reservas. Ao mesmo tempo não temos nenhuma bolha imobiliária nem tampouco nenhuma crise bancária”, disse a presidenta em resposta a questionamento de jornalistas durante declaração à imprensa na Finlândia. Nesta terça-feira, Dilma participou de uma reunião com empresários e investidores finlandeses, na sede da entidade dedicada ao estímulo à exportação do país, a Finpro.

Presidenta Dilma e o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, durante declaração conjunta à imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma e o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, durante declaração conjunta à imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta explicou que o governo praticou, nos últimos seis anos, uma política anticíclica, que foi responsável por garantir, durante este período de crise internacional, uma das menores taxas de desemprego em toda a história do País. Ela anotou que, em função do prolongado cenário internacional com dificuldades, diante do fim do superciclo das commodities e após a desaceleração de outros países emergentes, o governo não tem mais instrumentos para impedir os efeitos da crise.

Dilma avaliou que essas circunstâncias exigem um profundo reequilíbrio fiscal, e que o governo já vem fazendo isso, acompanhado de outras ações para o controle da inflação e que conduzam à estabilidade macroeconômica.

“Isso nos levará, necessariamente, a voltar a crescer e também a gerar empregos”, demonstrou. “É importante dizer que é necessário, sem dúvida, estabilidade política para que a gente tenha um um percurso mais tranquilo em relação à recuperação econômica. E o governo tomou todas as medidas nesse sentido. Estamos reconstituindo a base política de sustentação do governo e é absolutamente garantido que nós iremos ultrapassar essa crise”.

Segunda-feira, 19 de outubro de 2015 às 21:31

Nos 12 anos do Bolsa Família, beneficiários agora podem consultar informações no celular

980632-df19102015-dsc_3726

Tereza Campello: “Qualquer beneficiário poderá saber, sem sair de casa, quando vai receber, dez dias antes do início do pagamento”. Foto: José Cruz/Agência Brasil/ABr

A ministra Tereza Campello, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, anunciou, nesta segunda-feira, o lançamento do aplicativo do Bolsa Família para celulares. A ferramenta foi elaborada pela Caixa Econômica Federal e conta com funções disponíveis para beneficiários e não-beneficiários do programa.

“Qualquer beneficiário terá a oportunidade de saber, sem sair de casa, quando vai receber; dez dias antes do início do pagamento, poderá saber quanto será transferido, o local de saque mais próximo e se está com a frequência escolar correta ou se a criança precisa vacinar”, explicou a ministra, durante entrevista ao programa semanal Bom Dia, Ministro, transmitido pela TV NBr, do governo federal.

O lançamento do aplicativo faz parte das comemorações dos 12 anos do programa social, completados nesta terça-feira. Ele já pode ser baixado gratuitamente em celulares que usam sistema operacional do Google, da Apple ou do Windows.

“É mais um canal prático e seguro de comunicação com as famílias do Bolsa Família”, completou a ministra.

A ministra também garantiu a continuidade do programa de transferência de renda, que atende cerca de 14 milhões de famílias, ou aproximadamente 50 milhões de pessoas. O programa é um sucesso aclamado por várias entidades internacionais, como a ONU, e serve de modelo para países de todo o mundo.

“O Bolsa Família está garantido para 2015 e já está previsto no orçamento de 2016. É um compromisso garantido pela presidenta Dilma. O programa não vai sofrer nenhum tipo de interrupção, está preservado sem nenhum tipo de corte”, afirmou.

Benefício reforça a economia do País
A ministra ressaltou a importância do programa de transferência de renda que investe 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e faz a economia local girar. “Não é o Bolsa Família que está desequilibrando as contas. Ele faz a economia continuar a funcionar. O programa não é só bom para quem recebe, mas é bom para toda a economia, além de garantir as crianças nas escolas, o acesso à saúde e garantir o futuro delas”, destacou.

Campello reforçou o papel do programa ao quebrar o ciclo da pobreza. “São 12 anos de sucesso. Não somente porque crianças estão na escola, mas porque comprovadamente o programa apoiou a redução da mortalidade infantil, porque permite o acesso ao Pronatec para as famílias. O Bolsa Família é uma grande porta de entrada para a população de baixa renda nos serviços públicos”, avaliou.

Fiscalização
A ministra Tereza Campello também destacou que as informações do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e dos beneficiários do Bolsa Família são cruzadas com frequência com outros bancos de dados para evitar o recebimento indevido.

“Toda família tem de atualizar o cadastro a cada dois anos; quem não atualiza no prazo estipulado pode acabar sendo desligado. Tem muitas famílias que melhoram de vida, mas querem continuar no Cadastro Único para garantir benefícios e acesso a outros programas”, disse. Ela lembrou que, devido ao cruzamento de dados e à atualização cadastral, 600 mil pessoas saíram do Bolsa Família em 2014 porque não precisavam mais do benefício.

A ministra atribuiu críticas ao Bolsa Família ao preconceito de parte da população contra quem faz parte do programa. “O melhor remédio contra o preconceito é a informação”, disse Campello ao esclarecer que o benefício é apenas um complemento de renda, que 75% dos adultos do Bolsa Família trabalham e que a taxa de natalidade entre os pobres do Nordeste caiu 26%, enquanto no restante do país a redução foi de 10%. O MDS vai repassar neste mês de outubro R$ 2,3 bilhões aos beneficiários, com o valor médio de R$ 163,57 por família.

Programa é sucesso mundial
Tereza Campello lembrou que o programa de transferência de renda é reconhecido internacionalmente e é apontado como um dos responsáveis pela saída do país do Mapa da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com uma redução de 82% do número de subalimentados no Brasil.

Em 2003, no início do Bolsa Família, 10% da população estava em situação de insegurança alimentar.

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Segunda-feira, 28 de setembro de 2015 às 14:46

“Economia brasileira é mais forte, sólida e resiliente do que há alguns anos”, afirma Dilma na ONU

ONUOs esforços do governo brasileiro para combater a crise econômica, como a reorganização do quadro fiscal, o controle da inflação e a retomada do crédito, contribuirão para uma maior expansão do consumo das famílias, afirmou a presidenta Dilma Rousseff em seu discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU, nesta segunda-feira (28), em Nova Iorque.

Em uma fala assistida por milhares de pessoas em todo o mundo, inclusive investidores do País no exterior, Dilma argumentou que o Brasil está num momento de transição para um novo ciclo de expansão mais profundo e duradouro. Lembrou que a retomada do crescimento com distribuição de renda é possível por causa da solidez da economia doméstica.

“Hoje, a economia brasileira é mais forte, sólida e resiliente do que há alguns anos. Temos condições de superar as dificuldades atuais e avançar na trilha do desenvolvimento”.

Ela garantiu que o processo de inclusão social do País não foi interrompido por causa da crise financeira internacional. “Essas [as políticas fiscais, a distribuição de renda e o combate à miséria] são as bases para este novo ciclo de crescimento e desenvolvimento, baseado no aumento da produtividade e na geração de mais oportunidades de investimento para empresas e de empregos para os cidadãos”, exaltou.

A presidenta lembrou que, para evitar que os efeitos da crise mundial de 2008 atingissem o Brasil, o governo reduziu impostos, ampliou o crédito e reforçou investimentos. Mas que esse esforço chegou a um limite, tanto por razões fiscais internas como por outras, relacionadas à economia mundial.

“Diante dessa situação, estamos reequilibrando o nosso orçamento e assumimos uma forte redução de nossas despesas, do gasto de custeio e até de parte do investimento. Realinhamos preços, estamos aprovando medidas de redução permanente de gastos. Enfim, propusemos cortes drásticos de despesas e redefinimos nossas receitas”, enfatizou.

“Além das ações de reequilíbrio fiscal e financeiro, de estímulo às exportações, também adotamos medidas de incentivo ao investimento em infraestrutura e energia”, acrescentou, referindo-se às oportunidades abertas aos investidores estrangeiros no Brasil por ações como o Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado neste ano pelo governo federal.

Sexta-feira, 14 de agosto de 2015 às 14:43

Minha Casa Minha Vida já investiu R$ 270 bilhões na economia brasileira, afirma Dilma

Dilma: "um em cada cinco habitantes de Juazeiro moram em uma casa decente e digna do Minha Casa, Minha Vida. E esse é um prêmio que eu carrego na minha vida". Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma: “um em cada cinco habitantes de Juazeiro vai morar em uma casa decente e digna do Minha Casa, Minha Vida. E esse é um prêmio que eu carrego na minha vida”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Os recursos investidos no Programa Minha Casa Minha Vida, em qualquer cidade brasileira, aquecem a economia e beneficiam a todos no País, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (14), ao participar da entrega de 1.480 unidades habitacionais no município de Juazeiro, no norte da Bahia.

O custo de cada moradia entregue hoje foi avaliado em cerca de R$ 60 mil e cada proprietário deverá pagar uma parte de R$ 6 mil, divididos em parcelas mensais que vão variar entre R$ 25 e R$ 80 mensais, dependendo da renda da família. Com isso, 90% do valor total do imóvel é subsidiado pelo governo, por meio da Caixa Econômica Federal.

O importante desse investimento, disse a presidenta, é que as casas beneficiam, além das famílias que receberam o imóvel, as empresas que constroem o material que é usado, que participam das várias etapas dos empreendimentos e geram empregos nas diversas regiões. Desta forma, o Minha Casa Minha Vida já injetou R$ 270 bilhões na economia brasileira, de uma carteira de investimentos totais de cerca de R$ 550 bilhões em infraestrutura.

Além disso, nos locais onde se constroem as casas, continuou, também se criam novas comunidades, gerando novos negócios. “Aqui vocês vão criar toda uma vida em comum. Aqui perto vai ter gente trabalhando para trazer aquilo que vocês compram todo dia. Isso aqui vai virar um bairro”, disse Dilma.

E lembrou que outras quatro mil moradias estão sendo construídas na cidade, totalizando 11 mil unidades habitacionais do programa em Juazeiro. “Daí, fico muito feliz de estar aqui, porque um em cada cinco habitantes de Juazeiro vai morar em uma casa decente e digna do Minha Casa Minha Vida. E esse é um prêmio que eu carrego na minha vida”.

Providenciar casa para quem precisa é novidade no Brasil
Isso porque, acrescentou Dilma, o Minha Casa Minha Vida ainda é uma novidade no País. “Eu sei perfeitamente que o Brasil tem toda uma tradição de não a olhar para aqueles que mais precisam, para aqueles que sofrem, para aqueles que trabalham. E nós, desde o governo do presidente Lula, falamos: ‘Não, tem de acabar com isso. O dinheiro que nós somos, depois da eleição, indicados para administrar, tem de ser dedicado para resolver a vida e melhorar a vida dos brasileiros”.

A presidenta lembrou os moradores de que as casas são um patrimônio que ficará para a família dos beneficiados e que cada um deles deverá zelar por essa conquista. “A casa própria é patrimônio de vocês. Isso aqui é riqueza de vocês. Se [a casa] começa valendo R$ 60 mil, daqui a pouco vai valer R$ 120 e vai se valorizando. Eu vi que aqui tem muita criança pequena, que tem de viver em um lugar que tem árvore”, acrescentando que pediu à prefeitura que plante árvores e crie creches no Residencial Juazeiro.

Quarta-feira, 12 de agosto de 2015 às 14:00

Mais inclusão interna significa maior projeção externa, afirma ministro Mauro Vieira

971360-12082015-dsc_8699

Mauro Vieira: um país determinado a promover o plano de desenvolvimento social, econômica e político cultural dos seus cidadãos estará mais apto a afirmar-se no mundo. Foto: Antônio Cruz/ABr

A diversidade na formação e a origem dos novos 32 diplomatas do Itamaraty trazem renovação à instituição, avaliou o ministro de Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira, durante formatura da turma Paulo Kol, do Instituto Rio Branco, realizada nesta quarta-feira (12). Os formandos são originários de 15 estados e graduados em diferentes áreas.

“São formandos de 11 cursos universitários diferentes, nos campos das ciências humanas, exatas e ideológicas. Essa diversidade de origem e formação enriquece e renova a nossa instituição”, afirmou. Vieira ainda acrescentou que tem “confiança” que a nova turma vai trabalhar pelo Brasil “com grande entusiasmo”.

Vieira ressaltou que o Instituto Rio Branco é responsável por assegurar o profissionalismo do MRE. “É lá [no Instituto] que começamos a adquirir competências técnicas e indispensáveis ao exercício da nossa profissão e a defesa dos interesses do país no exterior. Lá que se lançam bases do prestígio internacional do Itamaraty”.

Na ocasião, o ministro destacou que a consolidação da economia interna reflete maior visibilidade do Brasil. “Um país determinado a promover o plano de desenvolvimento social, econômica e político cultural dos seus cidadãos estará mais apto a afirmar-se no mundo. Mais inclusão interna significa maior projeção externa”, avaliou. E acrescentou que, quando o Brasil se tornou mais inclusivo, aumentou a capacidade de influência nos órgãos internacionais, o que reflete melhor os valores e interesses nacionais.

O titular da pasta comentou ainda que o atual momento da crise econômica internacional é um alerta para a necessidade de que as nações em desenvolvimento “tenham maior peso no processo decisório, inclusive porque esses países têm dado importante contribuição para retomada do crescimento mundial”.

Tweets

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-