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Quinta-feira, 30 de abril de 2015 às 12:56

Dilma afirma que medidas econômicas não vão retirar direito dos trabalhadores

Dilma se reuniu com centrais sindicais na véspera do Dia Internacional do Trabalhador. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma se reuniu com representantes de centrais sindicais na véspera do Dia do Trabalho. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff garantiu, nesta quinta-feira (30), que todas as medidas que estão sendo tomadas para combater os efeitos da crise internacional na economia brasileira não vão retirar qualquer direito dos trabalhadores. “A crise significou um conjunto de medidas, mas também é importante afirmar que mantivemos direitos trabalhistas, direitos previdenciários e políticas sociais. Mas propusemos ao congresso algumas correções nas políticas de seguridade social para evitar distorções e excessos, não para tirar direitos”, afirma.

As afirmações foram feitas durante reunião com representantes das centrais sindicais, no Palácio do Planalto, na véspera do Dia Internacional do Trabalhador, comemorado no dia primeiro de maio. Em sua fala, Dilma voltou a criticar aspectos do Projeto de Lei 4330, sobre terceirização, que abrem espaço para a transformação dos trabalhadores em pessoas jurídicas, a chamada “pejotização”.

“A regulamentação do trabalho terceirizado precisa manter, do nosso ponto de vista,  a diferenciação entre atividades fim e meio nos mais diversos ramos da atividade econômica. Para nós, é necessária [a diferenciação] para assegurar que o trabalhador tenha a garantia dos direitos conquistados nas negociações salariais. E também para proteger a previdência social da perda de recursos, garantindo sua sustentabilidade”, acrescentou.

Confira a íntegra

Sexta-feira, 13 de março de 2015 às 14:59

Governo federal lança Campanha de Uso Consciente de Energia

Do Portal Brasil 

Com o objetivo de mobilizar a população a adotar atitudes que evitem desperdícios de energia elétrica, o governo federal lança, nesta quinta-feira (12), a Campanha de Uso Consciente de Energia – Família Luz.

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Até o final do mês, serão veiculadas, em âmbito nacional, peças de TV, rádio e internet com dicas de economia no uso dos principais aparelhos elétricos que mais consomem eletricidade, como chuveiro elétrico, ar condicionado, geladeira e ferro de passar.

A campanha mostra os benefícios individuais e coletivos do consumo consciente. Ilustra, com exemplos simples, como é possível gerenciar melhor o uso da energia elétrica no dia a dia das famílias, além de ensinar como economizar no valor da conta de luz e utilizar a eletricidade de forma eficiente e racional é importante para o consumidor e para toda a população.

Terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 às 12:46

Medidas são para preservar benefícios importantes e corrigir eventuais distorções, diz Pepe Vargas

Um grupo de ministros se reuniu na manhã desta terça-feira (24), no Palácio do Planalto, com líderes das bancadas dos partidos da base no Senado para detalhar as medidas de ajuste fiscal do governo, além de debater as propostas com os senadores.

Após a reunião, o ministro Pepe Vargas conversou com a imprensa e explicou que não houve dos líderes algum enfrentamento às propostas. “Foram mais perguntas e esclarecimentos sobre dados concretos, impactos e números de pessoas que possam ser beneficiadas ou que possam ter alteração no que diz respeito a um benefício ou outro. Também houve preocupações de como estão o andamento das discussões com os movimentos sociais e centrais sindicais, e o impacto que isso pode ter dentro do Congresso Nacional”, disse o ministro.

As discussões sobre as medidas continuarão nos próximos dias. Hoje ainda, o governo se reúne com líderes das bancadas dos partidos da base na Câmara dos Deputados. Amanhã, está prevista reunião com as bancadas e os blocos partidários do Senado.

Participaram da reunião os ministros Pepe Vargas (Secretaria de Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência), Carlos Gabas (Previdência Social), Nelson Barbosa (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Manoel Dias (Trabalho e Emprego).

Sexta-feira, 9 de janeiro de 2015 às 12:59

Apesar de todos os desafios, inflação de 2014 ficou dentro da meta combinada, diz Levy

A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2014 em 6,41%, abaixo do teto da meta fixada pelo Banco Central, que era de 6,5% ao ano e menor que a de 2013, quando avançou 5,91%. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, enfatizou que, apesar de todos os desafios enfrentados pelo País em 2014, a taxa “ficou dentro do combinado”, disse ele, durante Face to Face do Portal Brasil nesta sexta-feira (9).

Em conversa com internautas, Joaquim Levy garante inflação dentro da meta e defende contenção de gastos. Foto: Iano Andrade – Gabinete Digital/PR

 Ele previu que a taxa poderá flutuar durante o ano, mas que o Banco Central estará atento para manter a inflação dentro dos trilhos. “Em janeiro, realmente a inflação deve ser um pouco mais alta do que em alguns meses do ano passado. Em parte, é porque, janeiro e fevereiro são meses em que, todo ano, tem mais reajustes, como de escola, IPTU, ônibus etc”, lembrou.

O ministro reafirmou que ajustes já estão sendo feitos para que a economia do País volte a crescer. “Temos que fazer algumas arrumações e isso pode mexer em alguns preços. Os economistas chamam isso de mudança nos preços relativos e ela é importante para acomodar a economia em um novo caminho de crescimento”, explicou.

Para o futuro, Joaquim Levy disse que o objetivo é manter a inflação dentro da meta. “O mais importante é que o Banco Central, que é o guardião do valor do dinheiro, está atento e vai continuar cuidando para que a inflação esteja no caminho de não só ficar abaixo do teto, como expliquei acima, até o final de 2015, mas também para ela voltar para o objetivo de não passar de 4,5% em 2016.”

Ele voltou a defender a contenção dos gastos públicos, na luta contra o avanço da inflação. “Para a gente segurar a inflação é preciso que o governo não gaste demais. Se a gente fizer isso agora, vamos poder ter a inflação caindo no ano que vem”, enfatizou.

IPCA
A taxa anualizada do IPCA, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, mostrou o impacto dos alimentos e transportes na inflação de dezembro. O resultado final total do ano ficou em 6,41%. Em 2013, o indicador teve alta 5,91.

Mesmo não registrando a maior taxa entre os grupos de gastos analisados, os alimentos exerceram o maior impacto no IPCA, subindo 8,03%, um pouco abaixo da taxa de 2013, pressionados principalmente pelas carnes, com alta de 22,21%.

Em dezembro, o IPCA apresentou alta de 0,78% e ficou acima da taxa de 0,51% registrada em novembro em 0,27 ponto percentual. É a segunda maior taxa mensal do IPCA no ano, superada pela taxa de março, quando atingiu 0,92%. O ano de 2014 fechou, então, em 6,41%, acima dos 5,91% do ano anterior. Em dezembro de 2013, a taxa havia ficado em 0,92%.

Regiões
Dentre os índices regionais do mês, o maior ficou com a região metropolitana do Rio de Janeiro (1,39%), pressionado pelo item energia elétrica, cujas contas subiram 3,46% em função do reajuste de 17,75% em uma das concessionárias desde o dia 7 de novembro.

O item empregado doméstico também teve alta expressiva no Rio de Janeiro, de 1,83%. Além disto, o aumento nos preços dos alimentos consumidos fora de casa superou a média nacional, atingindo 2,28%.

As regiões metropolitanas de Recife (0,42%) e Belo Horizonte(0,44%) apresentaram os índices mais baixos do mês, destacando-se os alimentos, que ficaram em 0,72% e 0,63%, respectivamente.

Terça-feira, 25 de novembro de 2014 às 11:16

Integração regional é saída para América Latina enfrentar crise, diz ministro chileno

A economia mundial, após a crise de 2008, está se estruturando em função de microrregiões altamente integradas, o que exige maior unidade entre os países interessados em zelar pelos interesses comuns da América Latina, a fim de avançar rumo a um desenvolvimento sustentável e inclusivo na região, afirmou nesta segunda-feira (24) o ministro das Relações Internacionais do Chile, Heraldo Muñoz.

Para Heraldo Muñoz, a integração entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico não é uma opção, mas uma necessidade. Foto: Ministério das Relações Exteriores do Chile.

Para Heraldo Muñoz, a integração entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico não é uma opção, mas uma necessidade. Foto: Ministério das Relações Exteriores do Chile.

Por isso, acrescentou ele, é preciso aprofundar o comércio intrarregional entre a América Latina e o Caribe e aumentar a ainda escassa presença desses países nas cadeias globais de valor. As afirmações do ministro foram feitas durante o encontro entre representantes do Mercosul e da Aliança Pacífico, no Centro Cultural Gabriela Mistral (GAM), em Santiago, no Chile.

O país sedia o seminário “Diálogo sobre Integração Regional: Aliança do Pacífico e Mercosul”, que dá sequência à reunião entre chanceleres dos Estados-parte dos dois blocos, realizada em 1º de novembro, em Cartagena das Índias, na Colômbia.

O chanceler chileno acrescentou que, neste momento, é preciso preservar o diálogo econômico em um contexto em que a economia mundial não consegue recuperar o dinamismo dos anos anteriores à crise de 2008. “Vemos um estancamento na Zona do Euro, uma recessão no Japão e, ao mesmo tempo, uma recuperação insuficiente dos Estados Unidos”, destacou. Para ele, a integração entre os dois blocos não é uma opção, mas uma necessidade e, para que ocorra, é imperativo construir pontes entre as diferentes iniciativas de integração regional, como o Mercosul e a Aliança do Pacífico.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil , Luiz Alberto Figueiredo, participou do primeiro painel do seminário ao lado dos chanceleres de outros países. O encontro ministerial também contou com a presença de representantes de diversos organismos internacionais, do empresariado e da sociedade civil das nações envolvidas neste processo. Na ocasião, Figueiredo destacou a importância da convergência entre os dois blocos, acima das diferenças econômicas e comerciais.

Segundo o Itamaraty, o fluxo comercial entre os países do Mercosul e da Aliança do Pacífico alcançou US$ 52 bilhões em 2012. Os investimentos entre os países dos blocos são expressivos. Em 2013, o Brasil investiu US$ 14,1 bilhões junto aos países da Aliança do Pacífico, ao passo que o conjunto dos países da Aliança investiu US$ 3,5 bilhões no Brasil.

O Mercosul busca a integração aduaneira de serviços e fatores produtivos entre Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Já a Aliança do Pacífico propõe uma estratégia de integração conformada por Chile, Colômbia, México e o Peru, com perspectivas de uma saída pelo Oceano Pacífico rumo também a mercados asiáticos.

Bachelet diz que momento é “histórico”
Para a presidenta do Chile, Michelle Bachelet, que abriu o encontro, esse é um “momento histórico em que dois processos de integração se sentam para dialogar e encontrar convergências em temas que interessam a toda a região”.

“Somos uma região diversa e sabemos que isso também é uma riqueza, com caminhos distintos rumo ao desenvolvimento. Trabalhamos com políticas econômicas diferentes, temos enfrentado de diversos modos nossos desafios democráticos. É justamente essa multiplicidade de olhares que pode dar solidez a nossa missão compartilhada com o mundo”, acrescentou Bachelet.

O encontro em Santiago teve ainda a contribuição de associações de classe, sindicais, empresários, acadêmicos e representantes de organismos como a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), a Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Fonte: com informações do Itamaraty e do Ministério de Relações Exteriores do Chile.

Quarta-feira, 19 de novembro de 2014 às 19:00

Prévia da inflação oficial cai a 0,38% em novembro

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo relativo aos primeiros 15 dias de novembro (IPCA-15), caiu a 0, 38%, representando um recuo de 0, 10 ponto percentual abaixo da taxa de 0,48% de outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o resultando, afirmando que a economia brasileira voltou a se aquecer gradualmente no segundo semestre. “Inflação em queda, desemprego diminuindo, aumento do crédito e o bom resultado do comércio varejista demonstra que estamos em recuperação e não estão percebendo isso”, ressaltou após comentar os últimos dados econômicos.

Para Mantega, a desaceleração do (IPCA-15) em novembro “é uma boa notícia” e significa que a inflação está cedendo. “Normalmente, nessa época do ano, a inflação se acelera um pouco, o que não está acontecendo”, ressaltou.

O ministro ainda comentou a alta de 0,6% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em setembro: “É um bom número. Se isso se confirmar no PIB, mostra que não houve recessão”, explicou, acrescentando que a economia está crescendo mais no terceiro trimestre e no quarto.

Alimentos puxaram queda
Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 situou-se em 6, 42%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6, 62%). Em novembro de 2013, a taxa havia sido 0, 57%. A queda na primeira semana de novembro foi puxada pela desaceleração nos preços dos alimentos na passagem de outubro para novembro. O avanço do grupo Alimentação e Bebidas ficou em 0, 56%, ante uma alta de 0, 69% em outubro. Os alimentos contribuíram com 0, 14 ponto porcentual no IPCA-15 de novembro.

Entre alimentos cujos preços perderam força neste início de novembro, estão cebola (- 12,49%), farinha de mandioca (- 2,98%) e leite longa vida (- 2,89%). No sentido inverso, o item carnes subiu 1,90% (0,05 ponto porcentual), seguida de batata-inglesa (13,85%), tomate (12,12%) e frutas (2,80%). A maioria dos grupos de produtos e serviços pesquisados também apresentou variações inferiores às do mês anterior. Por ordem de impacto vieram, do grupo Habitação (de 0,80% em outubro para 0,56% em novembro), os itens energia elétrica (1,17%) e aluguel (0,62%), ambos com 0,03 ponto percentual.

Contribuíram para a variação das contas de energia elétrica, as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (3,74%), com reajuste de 17,75% em uma das concessionárias, em vigor a partir de 7 de novembro, e de São Paulo (1,52%), cujo reajuste de 20,61% em uma das concessionárias está em vigor desde 23 de outubro. Nas demais regiões as variações nas contas decorrem de alterações nas alíquotas do PIS/Pasep/Cofins.

Repetindo o impacto de 0,03 ponto percentual, a gasolina (0,68%) e o conserto de automóvel (1,68%) se juntaram aos itens anteriores, pressionando o grupo Transportes (de 0,25% em outubro para 0,20% em novembro), apesar da queda nos preços de outros itens como passagem aérea (- 2,35%) e ônibus interestadual (- 0,50%). O aumento de 0,68% no preço da gasolina refletiu parte do reajuste de 3,00% que passou a vigorar nas refinarias a partir de 7 de novembro.

Regiões
Dentre os índices regionais, o menor índice foi o de Brasília (0,15%) em virtude da queda de 6,50% nos preços das passagens aéreas, com peso de 2,22% e impacto de -0,14 ponto percentual.

O maior foi o de Goiânia (0,77%), onde os combustíveis (6,77%) foram responsáveis por 0,44 ponto percentual do índice do mês, com alta de 6,72% na gasolina e 10,38% no etanol.

Fonte: Com informações do IBGE e Ministério da Fazenda

Segunda-feira, 17 de novembro de 2014 às 12:25

“Prévia” do PIB avança 0,6% no 3º trimestre e indica recuperação da economia brasileira

A economia brasileira cresceu 0,60% no terceiro trimestre de julho a setembro, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado pelo mercado uma espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB). É a maior expansão desde o segundo trimestre de 2013, quando o indicador avançou 1,47%, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (17), pelo Banco Central.

Apenas em setembro, o avanço foi de 0,40% ante agosto, quando a alta foi de 0,20%. Nos três meses anteriores (abril-junho), houve uma queda de 0,79% em relação ao período janeiro-março. Os números de agora ficaram acima da média prevista pelo mercado, que girava em torno de 0,1%, e indicam que economia saiu da chamada “recessão técnica” observada nos dois primeiros trimestres do ano, entrando em trajetória de recuperação neste segundo semestre de 2014.

Os dados também confirmam a previsão do Banco Central, de que haveria uma recuperação da economia no segundo semestre, após a retração verificada no primeiro semestre.

Na série com ajuste sazonal (descontando-se os fatores temporários), a alta foi de 0,40% em setembro ante o mês anterior. O número passou de 146,66 pontos em agosto, na série dessazonalizada, para 147,25 pontos em setembro. Na comparação entre setembro de 2014 e setembro de 2013, a expansão foi de 0,92%, na série sem ajustes sazonais, que também registrou um IBC-Br em 148,65 pontos.

Em 12 meses encerrados em setembro de 2014, o crescimento também foi de 0,60% na série sem ajuste. No acumulado do ano até setembro, o indicador apresenta leve alta de 0,01%.

O indicador
O IBC-Br é um indicador criado pelo Banco Central para tentar verificar antecipadamente o desenvolvimento do País, a partir da observação de variáveis oriundas de três setores-chave da economia: agropecuária, indústria e serviços. A estimativa sobre a atividade econômica incorpora a produção estimada para esses setores, mais os impostos sobre produtos.

O cálculo considera a variação da média dos valores mensais apurados em cada trimestre, com ajuste sazonal. Os dados oficiais do PIB do terceiro trimestre, apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), serão divulgados no dia 28 de novembro.

Fonte: com informações do Banco Central.

Sexta-feira, 7 de novembro de 2014 às 17:00

Dilma Rousseff: “Eu não vendo o que eu não consigo entregar”

Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (6), a presidenta Dilma Rousseff voltou a se comprometer com a retomada do crescimento, o combate à inflação e ao desemprego. Nesse sentido, a presidenta garantiu olhar “com lupa” todos os problemas fiscais. Para ela, é necessário responsabilidade com a manutenção do bem-estar do trabalhador.

"O que nós vamos tentar é um processo de ajuste de todas as contas do governo, todas", afirmou Dilma Rousseff. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“O que nós vamos tentar é um processo de ajuste de todas as contas do governo, todas”, afirmou Dilma Rousseff. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“O que eu estou dizendo é que esta visão de corte de gastos é similar àquela maluca [visão] de choque de gestão, tá? Que vende o que não consegue entregar. Eu não vendo o que eu não consigo entregar. O que nós vamos tentar é um processo de ajuste de todas as contas do governo, todas. Nós vamos revisitar cada uma, olhar”, enfatizou.

Dilma disse que o governo já está trabalhando para fazer os ajustes necessários. “Olha, nós temos que fazer um ajuste em várias coisas, não é só cortar gasto, sabe? Ao longo do governo você descobre várias coisas. (…) Várias contas que podem ser reduzidas”, explicou.

Dilma garantiu que não reduzirá ministérios, especialmente aqueles envolvidos em programas importantes de infraestrutura, como as secretarias de Portos e de Aviação Civil. Outra garantia é a manutenção e fortalecimento do Ministério da Micro e Pequena empresa. Para a presidenta, a luta pela desburocratização e pela melhoria do ambiente empresarial é crucial para a retomada do crescimento. A presidenta voltou a mencionar a importância de programas como o Pronatec para o aumento da produtividade brasileira.

No cenário nacional, ela garantiu que fatores que pressionaram a inflação neste ano como a seca, não vão durar. “Nós vamos ter de fazer aqui: apertar o controle da inflação; nós vamos ter limites dados pela nossa restrição fiscal para fazer toda uma política anticíclica que poderia ser necessária agora, mas vão ter limites”.

Para ela, o cenário internacional é desafiador para todos os países, especialmente os emergentes. A queda no preço das commodities, como petróleo, soja, ferro “não é trivial”.

“Qual é a minha esperança? Minha esperança é: o Brasil terá uma recuperação, o Brasil terá uma recuperação. Enquanto isso eu espero que o mundo também tenha. Por que, aí, a nossa recuperação será mais potencializada pela recuperação internacional. (…) E eu tenho certeza que tanto a China, quanto a União Europeia serão fatores decisivos. Meu interesse na reunião do G20 é ver como eles estão encarando esse futuro. (…) Nós vamos fazer nossa parte para a gente estar, porque até agora nós não deixamos o barco afundar. Nós mantivemos o nível de investimento, em um sufoco danado, mas mantivemos. Nós mantivemos também o emprego e a renda”, defendeu.

Apesar dos desafios, Dilma lembrou que o Brasil ainda atrai muitos investimentos, como a taxa de Investimentos Estrangeiros Direto de R$ 66,5 bilhões de dólares.

“Nós somos de qualquer jeito o 5º país do mundo, receptor de investimento direto externo, o 5º, neste caso aqui, o que fica claro é uma coisa: mesmo sendo reinvestimento, é investimento novo, quando você reinveste, você está fazendo um investimento novo”, explicou.

Democracia
Dilma disse ter compromisso com as instituições e a democracia. Para ela, as instituições podem ser “aperfeiçoadas”, como qualquer produto humano, mas o Brasil demonstra que instituições têm funcionado com “uma regularidade, uma isenção e uma clareza fundamental”. Ela reiterou sua defesa da interação e do diálogo com a oposição e a sociedade. “Nós somos um exemplo de grande democracia no mundo, e acho que nossas eleições elas são produtos disso”, disse.

Corrupção
Dilma avaliou que estamos em um momento importante para acabar com a impunidade. “Eu não vou engavetar nada, não vou pressionar pra não investigarem, e quero todos os responsáveis devidamente punidos”, afirma.

Imprensa
Ao mencionar a discussão sobre regulação econômica da mídia, a presidenta afirmou que a imprensa é uma das “pedras fundadoras da democracia”. Para ela, “a liberdade de expressão talvez seja a grande conquista que emergiu de todo esse processo de redemocratização”.

Dilma explicou que a regulação econômica “diz respeito a processos de monopólio e oligopólio, que pode ocorrer em qualquer setor econômico onde se visa o lucro e não a benemerência”. Ela defendeu um debate amplo sobre o assunto.

“Acho que isso jamais poderá ser feito sem uma ampla discussão com a sociedade. É o tipo da coisa que exige consulta pública, é o tipo da coisa que exige amplo debate. (…) Eu acho que a internet é o grande mecanismo de você abrir discussão pública. Mas isso não implica que você não faça discussões setoriais. A experiência demonstra, em todos os processos, que a reunião setorial é crucial”, defendeu.

Confira a íntegra

Terça-feira, 28 de outubro de 2014 às 22:00

Entrevista da presidenta Dilma Roussef ao Jornal da Band

Terça-feira, 28 de outubro de 2014 às 21:56

Dilma afirma que disposição e abertura para o diálogo com a sociedade serão essenciais

    "Ninguém participa de um processo eleitoral sem que o que esteja em questão seja a mudança, a melhoria", afirmou a presidenta Dilma ao jornalista Ricardo Boechat. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Ninguém participa de um processo eleitoral sem que o que esteja em questão seja a mudança, a melhoria”, afirmou a presidenta Dilma ao jornalista Ricardo Boechat. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em entrevista ao Jornal da Band nesta terça-feira (28), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o diálogo será imprescindível para definir o futuro do Brasil. Isso significa, segundo Dilma, ouvir os setores organizados da sociedade e quem estiver disposto a contribuir para o processo.

“A reeleição, como a eleição, é sempre, no caso da democracia, uma expectativa de mudança. Ninguém participa de um processo eleitoral sem que o que esteja em questão seja a mudança, a melhoria. Eu acho que é isso que é a pauta”, afirmou a presidenta.

Dilma também falou sobre temas como a crise financeira e o impacto na economia brasileira, além da crise de abastecimento de água que afeta o estado de São Paulo. Confira trechos da entrevista:

Economia
A presidenta falou sobre a necessidade de reconquistar a confiança do mercado na economia brasileira e afirmou que, segundo as agências internacionais sinalizaram, não haverá risco de redução do risco Brasil antes de 2015. “A economia brasileira possui fundamentos fortes. É importante que nós todos nos unamos no sentido de perceber que o Brasil tem fundamentos fortes. (…) Os investidores internacionais mantêm um grau de investimento direto no Brasil muito expressivo. Nós somos um dos países que mais atraem investimento direto externo. Nós não temos essa sinalização de que vai haver, num futuro imediato uma redução do grau de risco no Brasil”, disse.

Crise internacional
Dilma Rousseff garantiu que o governo brasileiro tem buscado enfrentar a crise sem comprometer empregos e salários dos trabalhadores. “Eu acredito que o Brasil, hoje, tem condições de sair desse processo de baixo crescimento em busca de um processo de mais alto crescimento. Nós temos um mercado interno robusto, porque milhões de brasileiros foram para a classe média. Somos um país que temos uma proteção externa, ninguém sofre como sofria porque não tinha reservas, nós temos reservas e elas nos protegem”, pontuou.

Crise hídrica
A presidenta também comentou sobre a ajuda do governo federal ao estado de São Paulo para enfrentar a questão da falta de água na região, inclusive com repasse de recursos para obras de enfrentamento. “Tudo que São Paulo precisar da nossa ação, nós faremos. Independentemente do que diga a Constituição, esse é um problema tão grave que afeta toda a população brasileira, São Paulo, a economia e tudo”, explicou a presidenta.

–> Assista à entrevista da presidenta Dilma Rousseff ao Jornal da Band na íntegra

Íntegra do áudio do Jornal da Band

Confira a íntegra

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