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Sábado, 26 de julho de 2014 às 11:00

Ideli comenta posse dos membros do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura

Sábado, 26 de julho de 2014 às 11:00

Peritos terão acesso a espaços de privação de liberdade para combater tortura

A posse dos novos membros do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura ocorreu nesta sexta-feira (25), em cerimônia no Palácio do Planalto. O comitê, instituído em 2013, faz parte do Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (SNPCT) e tem como atribuições avaliar e propor ações de prevenção e combate à tortura, integrando órgãos do governo e segmentos sociais.

Ele também deverá acompanhar a apuração de denúncias de tortura e será responsável pela manutenção de banco de dados com informações de denúncias, decisões judiciais e ações institucionais e governamentais sobre o tema. Segundo a ministra de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, está prevista na lei do SNPCT para os próximos 90 dias, a criação do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT). Ideli explicou que a função do mecanismo será realizar visitas periódicas e regulares aos locais de privação de liberdade para verificar condições das pessoas e recomendar medidas para adequação aos parâmetros nacionais e internacionais.

“O mecanismo vai ser composto por 11 peritos que serão contratados, pessoas especializadas, com capacidade reconhecida e que terão a prerrogativa de, sem qualquer ordem e nem autorização de nenhuma outra autoridade, de adentrar em qualquer espaço onde as pessoas estejam privadas de sua liberdade e poder conferir, combater, confirmar e eliminar as questões de tortura”, explicou a ministra.

Entenda como funcionará o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura

Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura480

Infográfico: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Direitos Humanos.

Quinta-feira, 5 de junho de 2014 às 10:00

Lei institui o Conselho Nacional dos Direitos Humanos

O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), órgão colegiado mais antigo do país, agora passa a ser o Conselho Nacional dos Direitos Humanos. A Lei 12.986/2014 foi sancionada pela presidenta Dilma e publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última terça-feira (03).

Com a mudança, o órgão fica mais robusto, ganhando autonomia e prerrogativas legais. “O novo Conselho representará um ganho para a sociedade civil, além de fortalecer as entidades democráticas”, explica o professor de Direito Tarciso Dal Maso Jardim, integrante do CDDPH. Ele avalia que a aprovação da Lei é um marco histórico e dialoga com os tratados internacionais de direitos humanos.

Entre as funções do Conselho está a de receber representações ou denúncias de condutas contrárias aos direitos humanos, acompanhar ações cíveis ou criminais sobre violações e recomendar a inclusão de matéria específica sobre o tema nos currículos escolares.

A ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, destacou que a sanção é ainda mais importante por se dar justamente na passagem dos 50 anos do golpe militar, momento em que o país reafirma sua soberania e trabalha para esclarecer as atrocidades realizadas durante o regime ditatorial: “É um compromisso com o respeito e a dignidade de todos os brasileiros e todas as brasileiras”.

Quarta-feira, 4 de junho de 2014 às 17:09

Dilma sanciona lei que torna crime discriminar pessoas com Aids

A presidenta Dilma Rousseff sancionou lei que torna crime a discriminação às pessoas vivendo com HIV/Aids. O novo crime, com pena de um a quatro anos de reclusão, está previsto na Lei 12.984/2014, e foi publicada nesta terça-feira (3) no Diário Oficial da União.

O projeto tramitou por 11 anos no Congresso Nacional. Desde que foi proposto, em 2003, também foi objeto de análise e adequações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

“A aprovação da lei é uma vitória contra a discriminação – uma das grandes vulnerabilidades das pessoas que vivem com HIV e Aids em todo o mundo. Combater qualquer forma de preconceito é uma medida de saúde pública que vai melhorar o acesso dessas pessoas tanto à prevenção como aos serviços de saúde e tratamento de aids”, explicou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites virais, Fábio Mesquita.

De acordo com a nova lei, é considerado crime impedir a permanência de aluno portador do HIV ou com aids em creche, escola ou instituição de ensino superior. Também é considerado crime negar emprego ou trabalho à pessoa infectada ou, ainda, exonerá-la ou demiti-la de seu cargo ou emprego devido a sua condição de saúde.

A segregação no ambiente de trabalho ou escolar da pessoa com HIV ou Aids e a divulgação de sua condição com intuito de ofendê-lo e a recusa ou atraso no atendimento de saúde também são considerados crimes.

Em entrevista à Voz do Brasil, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, destacou a importância da medida para enfrentamento ao estigma das pessoas que vivem com Aids.

“Nós já tivemos no Brasil situações aonde pessoas portadoras de determinadas doença foram discriminadas, foram, inclusive, apartadas do convívio da sociedade como foi o caso da hanseníase no século XX, a própria tuberculose… então é muito importante nós não permitirmos que determinadas doenças repitam situações sociais de afastamento, discriminação, isolamento de pessoas pelo fato de estarem contaminadas ou com uma determinada doença.”

Fonte: Departamento de Aids do Ministério da Saúde e EBC

Quarta-feira, 21 de maio de 2014 às 20:46

Dilma sanciona lei que torna crime hediondo a exploração de crianças e adolescentes

A presidenta Dilma Rousseff sancionou, nesta quarta-feira (21), lei que transforma em crime hediondo a violência sexual contra crianças e adolescentes. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), Ideli Salvatti, falou da medida como mais um instrumento para inibir ocorrências desta natureza.

“(…) a pena fica muito mais difícil de ser cumprida, é mais rigorosa, não tem fiança, não tem indulto, não tem progressão da pena para esta pessoa condenada por ter cometido um crime de violência sexual contra criança e adolescente. (…) A presidenta Dilma foi muito enfática na audiência da sanção: tolerância zero na questão da violência contra crianças e adolescentes”, afirmou.

Por ocasião da sanção, a ministra comentou a visita ao Palácio do Planalto da apresentadora Xuxa Meneghel, protagonista da campanha publicitária pelo Disque 100 e também chamou atenção ao aplicativo “Proteja Brasil” para smartphones, duas formas de denúncia sobre crimes de violência contra crianças e adolescentes.

“A visita da Xuxa, que é madrinha do nosso Disque 100, instrumento que, desde a época do presidente Lula já foi criado, mais de 11 anos, e agora reforçado, as pessoas que veem qualquer tipo de suspeita. E a presidenta ficou muito surpresa com os meninos do Nordeste que inventaram um aplicativo fantástico. Baixa lá no smartphone o aplicativo é Proteja Brasil”, recomendou a ministra.

Sexta-feira, 9 de setembro de 2011 às 17:34

Em entrevista coletiva, ministra Maria do Rosário fala sobre projeto da Comissão da Verdade

Após audiência com a presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (9/9) no Palácio do Planalto, a ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, concedeu entrevista coletiva sobre o projeto da Comissão da Verdade, enviado ao Congresso Nacional para votação. Veja abaixo vídeo com a íntegra da entrevista:

Quinta-feira, 16 de junho de 2011 às 10:03

Lançamento do Programa Minha Casa, Minha Vida 2 e secretário-geral da ONU

Agenda presidencial
A presidenta Dilma Rousseff inicia a agenda de trabalho, nesta quinta-feira (16/6), em audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, no Palácio do Planalto.

Ainda pela manhã, no Salão Nobre do Palácio do Planalto, a presidenta Dilma comanda cerimônia de lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida 2.

À tarde, a presidenta reúne-se com a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, e em seguida, com o ministro da Educação, Fernando Haddad.

No início da noite, Dilma Rousseff recebe o secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-monn, no Palácio do Planalto.

Sexta-feira, 27 de maio de 2011 às 19:13

Ministros divulgam nota pública sobre assassinato de líder camponês

Os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) divulgaram na noite desta sexta-feira (27/5), nota pública em que manifestam sobre o assassinato do líder camponês Adelino Ramos, ocorrido hoje pela manhã, em Vista Alegre do Abunã, em Rondônia. O texto informa que “imediatamente ao recebimento da notícia, entramos em contato com a Polícia Civil, com o governador do estado de Rondônia e com a Polícia Federal, exigindo a mais rigorosa atitude para investigar o caso e punir os criminosos, tanto os executores como os possíveis mandantes”.

“É necessária uma ação enérgica e exemplar. Só coibiremos essa violência absurda quando acabarmos com a impunidade”, diz a nota pública.

A ministra Maria do Rosário, segundo assessores, informou à presidenta Dilma Rousseff sobre o crime e, de imediato, foi determinado pela presidenta que a ministra acompanhe as investigações deste assassinato.

A seguir o Blog do Planalto reproduz o texto divulgado pelas assessorias dos dois ministérios.


NOTA PÚBLICA

Sobre o assassinato do líder camponês Adelino Ramos, na localidade de Vista Alegre do Abunã, em Rondônia, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a Secretaria-Geral da Presidência da República vêm a público manifestar:

1 – Adelino era uma liderança reconhecida na região Norte do país, sendo presidente do Movimento Camponeses Corumbiara e da Associação dos Camponeses do Amazonas. Dinho, como era conhecido, morava em um assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) com outras famílias e seu grupo buscava regularizar sua produção. Segundo lideranças locais, ele vinha recebendo ameaças de morte de madeireiros da região. Na manhã de hoje, na companhia de sua família, ele foi executado a tiros no município localizado na divisa dos estados de Rondônia, Acre e Amazonas. Cabe ressaltar que ele era um remanescente do massacre de Corumbiara, ocorrido em 9 de agosto de 1995, que resultou na morte de 13 pessoas.

2 – O assassinato de Adelino Ramos merece o nosso total repúdio e indignação. Há três dias o Brasil se chocou com a execução de duas lideranças em circunstâncias semelhantes, no Pará. Hoje, mais uma morte provavelmente provocada pela perseguição aos movimentos sociais. Essas práticas não podem ser rotina em nosso país e precisam de um basta imediato.

3 – Segundo levantamento conjunto da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e da Ouvidoria Agrária Nacional, desde 2001, já foram registrados 71 assassinatos em Rondônia motivados por questões agrárias. Mais de 90% dos casos ficaram sem punição.

4 – Imediatamente ao recebimento da notícia, entramos em contato com a Polícia Civil, com o governador do estado de Rondônia e com a Polícia Federal, exigindo a mais rigorosa atitude para investigar o caso e punir os criminosos, tanto os executores como os possíveis mandantes. É necessária uma ação enérgica e exemplar. Só coibiremos essa violência absurda quando acabarmos com a impunidade.

5 – O governo brasileiro não tolera que crimes como esses aconteçam e fiquem impunes no nosso país. Nesta semana, a presidenta Dilma Rousseff já determinou que a Polícia Federal acompanhe as investigações no Pará, numa atitude enérgica e clara de que crimes como esses não podem se tornar uma prática rotineira em nosso país. Acompanharemos de perto os desdobramentos para garantir justiça. É isso que se espera de um Estado democrático de direito e é assim que o governo procederá.

Brasília/DF, 27 de maio de 2011

Maria do Rosário Nunes

Ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Gilberto Carvalho
Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

Terça-feira, 17 de maio de 2011 às 18:21

Secretaria de Direitos Humanos da PR reitera esforço na luta contra homofobia

Parlamentares debateram a homofobia em seminário realizado na Câmara dos Deputados. Foto: Antonio Cruz/ABr

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulgou, nesta terça-feira (17/5), nota pública em reconhecimento à importância dessa data como “Dia Nacional de Luta contra a Homofobia”. A secretaria reitera o esforço do governo federal na luta contra o preconceito.

“No dia 17 de maio de 1990, há exatos 21 anos, a Organização Mundial de Saúde retirou oficialmente a homossexualidade do rol de doenças, reconhecendo que “a homossexualidade é um estado mental tão saudável quanto a heterossexualidade”. A data ficou marcada como o Dia Mundial de Luta contra a Homofobia, em que se comemoram as conquistas e se reforçam as lutas da população LGBT.”

O texto lembra ainda que “no dia 4 de junho de 2010, o presidente Lula assinou decreto que instituiu a data como o Dia Nacional de Combate à Homofobia; tal decreto simboliza o compromisso do Estado Brasileiro com o enfrentamento da violência praticada contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.”

Assim, prossegue a nota, “o Estado Brasileiro e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) têm sido parceiros do movimento social na luta contra o preconceito, a discriminação e a violência que, infelizmente, ainda são praticados contra a população LGBT no Brasil”. Para reforçar o diálogo com a sociedade civil, continua a nota oficial, foi instalado, em março deste ano, o Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT, que tem por finalidade formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito nacional, voltadas para o combate à discriminação e para a promoção e a defesa dos direitos de LGBT.

“No período de 15 a 18 de dezembro de 2011, a SDH/PR realizará a 2ª Conferência Nacional LGBT, que terá como tema “Por um país livre da pobreza e da discriminação: promovendo a cidadania LGBT”. A conferência terá entre seus objetivos avaliar a implementação e execução do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT, propondo estratégias para seu fortalecimento e diretrizes para a implementação de políticas públicas de erradicação da pobreza e combate à discriminação da população LGBT”, informa o texto.

Diante desses compromissos, continua, a SDH/PR promove em todo o território nacional a campanha “FAÇA DO BRASIL UM TERRITÓRIO LIVRE DA HOMOFOBIA”, divulgando o serviço do Disque Direitos Humanos (Disque 100), que recebe denúncias de violações praticadas contra LGBT em todo o país, 24 horas por dia.

O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT), Toni Reis, entregou à presidenta em exercício da Câmara dos Deputados, deputada Rose de Freitas, um abaixo-assinado com cerca de 100 mil assinaturas em apoio ao Projeto de Lei 5003/01, da ex-deputada Iara Bernardi, que criminaliza a homofobia. Aprovada pela Câmara em 2006, a proposta está no Senado (PLC 122/06).

“Somos a favor da liberdade de expressão, mas ninguém pode expressar opiniões que incitem a violência”, afirmou. As assinaturas também foram entregues à senadora Marta Suplicy, 1ª vice-presidente do Senado, para que sejam levadas ao presidente daquela Casa, José Sarney.

Eles participaram da abertura do 8º Seminário LGBT, realizado durante as comemorações do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia. O evento, promovido pelo Congresso Nacional com o apoio da ABGLT, tem como slogan “Quem ama tem o direito de casar – Pela aprovação da PEC do Casamento Civil entre Homossexuais”.

O seminário foi organizado pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional e pelas comissões de Legislação Participativa; de Educação e Cultura; e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

Gays, lésbicas, travestis e transexuais de todo o país estão reunidos hoje (17/5) na Câmara para pedir a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o casamento civil entre homossexuais.

A PEC, de autoria do deputado Jean Willys (P-SOL-RJ), estende aos casais homossexuais os mesmos direitos que têm os heterossexuais. Segundo ele, a ideia do seminário surgiu depois da decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união para casais homossexuais.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Manoela D’Ávila (PCdoB-RS), disse que a PEC prevê não o casamento religioso, mas a igualdade de direitos civis. “Queremos que todos sejam iguais na mesma lei, tenham os mesmos direitos”, defendeu.

Para a senadora Marta Suplicy (PT-SP), essa é uma luta que deve continuar. Ela é relatora, no Senado, do projeto que criminaliza a homofobia.

“Temos de caminhar com estratégia, paciência, determinação”, disse. “E no Senado teremos de ser negociadores, de conversar e avançar”, completou.

Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 10:30

Um Brasil de grandes oportunidades em infraestrutura para investidores asiáticos

Presidenta Dilma Rousseff discursa na cerimônia de abertura do Fórum Boao, na China. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais
A presidenta Dilma Rousseff aproveitou o discurso de abertura do Fórum Boao, na China, para apresentar um Brasil disposto a receber investimentos estrangeiros. Durante quase 13 minutos, a presidenta Dilma mostrou um país de grandes oportunidades como as obras de infraestrutura incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do pré-sal, da Copa do Mundo 2014 e dos Jogos Olímpicos 2016. Dilma Rousseff contou também sobre programas sociais implantados pelo governo federal, como o Bolsa Família, e o firme propósito para os próximos anos de erradicar a pobreza.

“Por isso, existem grandes oportunidades no Brasil. Também estamos ampliando nossos investimentos em ciência, tecnologia e inovação, bem como na construção de um desenvolvimento ambientalmente sustentável. Nós hoje combinamos estabilidade econômica, crescimento acelerado, projeto estratégico de desenvolvimento, impulso à ciência, tecnologia e inovação, inclusão social e distribuição de renda, Estado de direito democrático, estabilidade política, compromisso com os direitos humanos e com a sustentabilidade ambiental e um profundo sentimento de autoestima de nosso povo.”

Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff no Fórum Boao, na China.

 

De acordo com a presidenta, “o mundo do século XXI requer criatividade para forjar novos laços entre regiões e continentes”. Ela frisou que “a Ásia e a América Latina podem e devem estreitar seus vínculos, seus laços, seus negócios e suas parcerias, reduzindo distâncias físicas, aproximando visões de mundo, integrando povos e culturas”.

E prosseguiu: “atuamos em cenários econômicos, políticos e sociais distintos. Não buscamos modelos únicos, nem tampouco unanimidades. Os consensos que se tentaram na história recente sob a égide do mercado ou do Estado, que supostamente nunca falhariam, mostraram-se frágeis como castelo de cartas. O grande desafio é construir na diversidade, associando distintos projetos em ambiente de cooperação para o desenvolvimento de todos.”

Ao terminar o pronunciamento, a presidenta brasileira disse esperar que o 10º Fórum de Boao “se fortaleça e que também se fortaleça a determinação de romper paradigmas para aperfeiçoar um diálogo pioneiro entre Estados, sociedades, empresas e instituições, para juntos vencermos os desafios de construir um mundo com as nossas melhores tradições de humanidade, de paz e de solidariedade”.

A pose para foto oficial dos chefes de Governo e de Estado durante abertura do Fórum Boao, na China. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

No último dia da visita oficial à China, a presidenta participou da abertura do Fórum de Boao para a Ásia, cujo tema este ano é “Desenvolvimento Inclusivo: agenda comum e novos desafios”. Participaram ainda da cerimônia os presidentes Hu Jintao, da China; Jacob Zuma, da África do Sul e Dmitri Medvedev, da Rússia; os primeiros-ministros da Coreia do Sul, Kim Hwang-Sik; da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero; e da Ucrânia, Mykola Azarov; além do vice-primeiro ministro da Nova Zelândia, Bill English.

Para uma plateia bastante diversificada, inclusive com empresários expoentes do mercado asiático, a presidenta brasileira iniciou o pronunciamento destacando a importância de participar do encontro. Ela avaliou que o fórum “se constitui num dos mais importantes espaços multilaterais de discussão sobre o destino desta parte importante da Humanidade”.

“Somos favoráveis a todas as iniciativas que busquem aproximar, integrar e desenvolver as relações da Ásia e da América do Sul, as duas regiões que mais crescem no mundo. Apesar da distância entre nossas regiões, o Brasil se reconhece no continente asiático. Nosso país tem composição multiétnica e se formou por fortes movimentos de migrações europeias, africanas e também asiáticas.”

Em seguida, a presidenta brasileira apresentou votos de pesar aos povos do Japão e da Nova Zelândia, que passaram por recentes “eventos naturais”, como terremoto seguido de tsunami. Neste momento, Dilma Rousseff informou que após os compromissos na China, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, visitará o Japão para “expressar ao governo japonês a nossa solidariedade e disposição de apoio”.

Após apresentar seus sentimentos aos dois povos, a presidenta tratou, no discurso, da parte econômica lembrando que “o mundo atravessa um período de profundas transformações”. A multipolaridade econômica e comercial avança, segundo ela, deslocando velhas hegemonias e paradigmas. Esse processo abre espaço para um novo dinamismo, no qual a Ásia é um polo emergente e a América Latina desponta como espaço econômico relevante. Lembrou também da recente crise financeira mundial de 2008.

“Hoje a economia mundial está em recuperação, mas com velocidades diferentes de crescimento entre países avançados e em desenvolvimento. Esta assimetria tem gerado desafios para a administração de nossas economias. De um lado, a expansão da liquidez por parte dos países avançados pressiona a inflação mundial e aprecia as moedas de vários países, sobretudo dos exportadores de commodities, ao mesmo tempo em que promove a insegurança alimentar e energética em outras nações.”

Dilma Rouseff assegurou também ser favorável ao controle da inflação e à estabilidade fiscal. “Eu gostaria de destacar que, para nós, o controle da inflação e a estabilidade são fundamentais para a recuperação da economia mundial”, manifestou.

“Mas isso tem que ter como objetivo criar condições para o crescimento econômico, para a inclusão social, sobretudo naqueles países onde parcelas enormes da população ainda vivem em situação de pobreza ou de pobreza extrema. Desenvolver com inclusão social – que é o tema deste Fórum – é a questão chave para todos nós, mulheres e homens do século XXI. Os movimentos em todo o Oriente Médio e no Norte da África evidenciam que as pessoas estão carentes de inclusão social. Eu acredito que não haverá crescimento sustentado e estável de longo prazo sem fortes programas de inclusão social, redução de desigualdades e participação.”

A presidenta disse também que é importante conjugar o crescimento econômico com melhora na distribuição de renda; passou pela consolidação da macroeconomia e explicou sobre a rede de proteção social como programas de distribuição de renda, aumentos do salário real e de universalização dos serviços públicos.

“Citando alguns exemplos: na área de combate à pobreza e educação criamos o Bolsa Família, um dos maiores programas de renda do mundo, que elevou a renda de milhões de pessoas. Ampliamos o acesso ao ensino básico, criamos mecanismos de financiamento que garantiram o acesso a milhões… milhares de jovens de baixa renda ao ensino superior. Elevamos o nosso investimento e levamos à população rural eletricidade, beneficiando milhões e milhões de famílias. Na habitação, também iniciamos um grande programa de construção de casas.”

Dilma Rousseff destacou também outro ponto de grande importância para o governo brasileiro: a ampliação do investimento e do consumo. Isso permitiu ao país, segundo ela, sair de forma rápida e consistente da grave crise econômica internacional. No setor financeiro, ampliamos o acesso ao crédito. Com isso, fortalecemos a nossa economia e geramos mais de 15 milhões de empregos formais. Nos primeiros três meses deste ano, mantivemos o mesmo ritmo de geração de emprego.

“Foi o aumento do emprego e da renda que viabilizou a construção de um mercado interno de consumo de massas, capaz de sustentar o crescimento de nossa economia e gerar ótimas oportunidades de investimento para o capital privado. Enfim, a democratização do crédito, a elevação da renda do trabalho, as transferências de renda, a universalização de serviços e investimentos em infraestrutura retiraram 36 milhões de pessoas da pobreza num país de 190 milhões e expandiu a classe média brasileira.”

A agenda da presidenta Dilma Rousseff, neste último dia de visita oficial à China, inclui ida ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ZTE, em Xian.

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