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Segunda-feira, 26 de setembro de 2011 às 10:18

“A força do nosso país e as opiniões do nosso povo estão sendo cada vez mais respeitadas lá fora”

Café com a presidenta A presidenta Dilma Rousseff fez uma avaliação da participação do Brasil na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no programa de rádio Café com a Presidenta desta segunda-feira (26/9). Ela afirmou que foi uma honra discursar na abertura da Assembleia e destacou a necessidade de se buscar uma saída para crise econômica internacional:

“Eu estava representando ali o Brasil, um país que vem tendo cada vez mais destaque no cenário internacional. A força do nosso país e as opiniões do nosso povo estão sendo cada vez mais respeitadas lá fora. Falei da crise econômica internacional em meu discurso, Luciano [Seixas, apresentador], porque o mundo vive um momento muito delicado. É uma crise financeira que nasceu nos países mais ricos e está deixando milhões e milhões de desempregados em todo o mundo, em especial, nos países mais ricos. A posição defendida pelo Brasil na ONU é de que a saída para a crise econômica mundial deve ser discutida por todos os países juntos”.

A Presidenta acrescentou que os países desenvolvidos têm maior responsabilidade em relação à crise, mas que todos os outros países sofrem as consequências de alguma forma, ainda que indireta. “Então, todos devem ter o direito de participar das soluções.”

Segundo Dilma Rousseff, o Brasil está preparado para esse momento, uma vez que possui reservas internacionais em dólar, um mercado interno fortalecido e os empregos mantidos. Ela disse que o governo trabalha para assegurar o crescimento da economia e para manter a política de distribuição de renda, com melhoria de oportunidades para a população.

Outro assunto de destaque no programa foi a participação da Presidenta na Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis, na qual ela falou sobre o programa Saúde não tem Preço.

“Nós já distribuímos 5,4 milhões de medicamentos, em 20 mil farmácias que têm aquela placa – “Aqui tem Farmácia Popular”. Isso significa que estamos garantindo o direito das pessoas ao tratamento de saúde”. Ela destacou a importância do programa e afirmou que “praticamente nenhum país do mundo distribui de graça, para a sua população, remédios para hipertensão e diabetes. Por isso o interesse sobre esse assunto foi grande, e o nosso exemplo está servindo de inspiração.”

Assembleia Geral da ONU - O momento histórico de ser a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral das Nações Unidas foi destaque também no Café com a Presidenta. Segundo Dilma Rousseff, “os caminhos para a participação da mulher estão cada vez mais abertos no mundo inteiro, mas há muito o que avançar. A ONU Mulheres, liderada pela ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet, é um passo importante para coordenar as ações e políticas de apoio às mulheres em todo o mundo”.

“Eu voltei muito animada da Assembleia da ONU. Levamos para o mundo as nossas experiências, as nossas ideias e nossa forma de encontrar soluções para os problemas.”

Por último, a Presidenta falou sobre os programas sociais e o desenvolvimento econômico do Brasil. Ela afirmou que o Brasil está mostrando ao mundo que é possível fazer a economia crescer e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas melhorem de vida.

“Foi assim que conseguimos driblar a crise econômica mundial em 2008, e é assim que estamos nos preparando para evitar impactos maiores da crise atual sobre o Brasil e sua economia.”

Ouça abaixo a íntegra do programa Café com a Presidenta ou leia aqui a transcrição:

[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2011/09/prd0210.mp3[/podcast]

Terça-feira, 4 de janeiro de 2011 às 17:32

Governo estuda ajustes ao orçamento e medidas contra desvalorização do dólar

O Orçamento Geral da União para 2011 sofrerá alguns ajustes, a serem preparados pelos ministérios, e medidas serão adotadas pelo governo para evitar uma maior desvalorização do dólar, anunciou nesta terça-feira (4/1) o ministro Guido Mantega, em coletiva à imprensa realizada no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF). O volume de recursos a serem cortados deve ser definido em até 15 dias.

Mantega explicou que uma ação fiscal forte do governo neste primeiro ano ajudará o câmbio e diminuirá a demanda do Estado. “Estamos garantindo que haverá uma ação fiscal forte do governo”, disse Mantega, acrescentando que a redução de despesas poderá atingir o custeio da máquina pública. Isso poderá, futuramente, reduzir os juros, ajudando a política anti-inflacionária do Banco Central, afirmou. Segundo Mantega, o governo dará atenção especial ao dólar para evitar sua desvalorização exagerada, o que traz prejuízos aos exportadores, mas não quis revelar o “conjunto de bondades”, porque isso poderia causar uma grande procura por dólar no mercado.

“O governo está atento a esta questão do câmbio. Não permitiremos que o dólar derreta. Não vamos deixar os amigos americanos ter o dólar derretendo. O governo vai ajudar seja de forma direta ou indireta.”

Mantega insistiu em diversos momentos que a redução de gastos orçamentários não será linear. “Ainda não temos uma definição em relação a isto e vai demorar um pouco mais. Cada ministério está levantando o que podemos reduzir de custeio, postergar projetos… O governo começa janeiro com gasto pequeno.”

“Vamos analisar cada ministerio. Vamos reduzir gastos com passagens e diárias. Redução de serviços. Os projetos prioritários continuam. Os que puderem ser postergados. Não tenho um número. O parâmetro será aquele que conseguirmos reduzir. Isso faz parte do movimento ciclico. A economia brasileira já está consolidada e não precisa do estímulo fiscal, espaço para o gasto privado. O Estado pode sair ou reduzir as atividades. Teremos um resultado fiscal melhor para este ano. Não se trata de ajuste fiscal conservador. É um movimento de ajuste. Teremos crescimeto de 5% [do PIB] e reacomodação.”

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Quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 às 22:30

Viva o Mercosul! Viva a Cúpula Social do Mercosul!

Presidente Lula participa, juntamente com outros chefes de Estado e de Governo do Mercosul e de Países Associados, do encerramento da reunião da Cúpula Social do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Depois de tudo que foi conquistado no Mercosul, governos e sociedade civil não podem recuar, porque ainda falta muito para conquistar. Em seu discurso no encerramento da 10ª Cúpula Social do Mercosul, realizada nesta quinta-feira (16/12) em Foz do Iguaçu (PR), o presidente Lula conclamou os movimentos sociais a continuarem gritando, protestando e levantando suas bandeiras, para que os líderes da América do Sul jamais se esqueçam deles, e pediu para que mantenham sua cooperação com os governos sem perder autonomia. “Os movimentos sociais não podem ser correia de transmissão nem de governo nem de partido, mas dos interesses da sociedade civil que vocês tão bem representam”, afirmou Lula.

Após ler seu discurso institucional, em que elogiou a iniciativa brasileira de reunir presidentes sul-americanos e movimentos sociais – algo que, lembrou, é muito difícil de acontecer em outras cúpulas, como a do G20, por exemplo -, e reafirmou sua vontade de ver o Mercosul cada vez mais “democrático, cidadão e solidário”, o presidente brasileiro pediu licença aos convidados presentes para “dar umas duas palavrinhas” de improviso.

Ouça aqui a íntegra dos discursos (institucional e de improviso) do presidente Lula:

[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2010/12/pr2236-2@.mp3[/podcast]

Destacou que muito já foi conquistado pelo bloco econômico, principalmente se não perdermos de vista as coisas como elas eram há oito, dez anos, em que havia muita dependência da região aos países europeus e aos Estados Unidos:

“Somente quando tivemos coragem de dizer que nós queríamos ser donos de nossas decisões, é que conseguimos vencer alguns obstáculos que pareciam intransponíveis.”

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Quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 às 0:05

Democracia política e social comanda leme do desenvolvimento brasileiro

Quarta-feira, 17 de novembro de 2010 às 22:20

2011 é o ano de viajar ainda mais para País ganhar competitividade

Ao participar da posse da nova diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (17/11), em evento realizado em Brasília (DF), o presidente Lula deu um conselho: procurar a presidente Dilma Rousseff assim que ela montar o novo governo para discutir, juntamente com o novo ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio, um calendário de viagens pelo mundo para vender os produtos brasileiros lá fora. “Não existe outra hipótese de a gente ganhar competitividade se a gente ficar aqui esperando”, afirmou Lula, lembrando aos presentes que a guerra cambial promovida pelos Estados Unidos e China coloca desafios comerciais gigantes para o Brasil no mercado externo.

“Tenho conversado muito com o ministro Mantega e a nossa companheira Dilma, e nós estamos trabalhando preocupados com o que está acontecendo com os Estados Unidos e a China. O fato de duas economias desse tamanho tentarem fazer a sua competitividade desvalorizando suas moedas não é correto e não é justo para o comércio internacional”, enfatizou Lula, sob aplausos da plateia que lotou o Centro de Convenções Brasil 21 na capital federal.

O presidente afirmou que o Brasil terá um superávit comercial de cerca de US$ 16 bilhões e que este é um bom número, mas que o momento não é de contentamento. É importante a indústria brasileira construir não só sua pauta de reivindicação para o próximo governo, mas também a pauta de negociação. “Não temos o direito de jogar fora as nossas conquistas… Eu tenho certeza de que a presidente Dilma tem a mesma vontade, igual ou mais do que eu… Trabalhem que o Brasil merece!”, conclamou. “Quem viver a partir de 2011, vai viver um novo país.”

Lula também falou sobre sua expectativa em relação à discussão da reforma tributária no Congresso Nacional a partir do ano que vem. O presidente está convicto de que o País está mais maduro e consciente, e que por isso haverá mais maturidade para se fazer a reforma. “Porque é o segundo projeto que a gente manda para lá e chega lá não acontece nada. Como se tivesse um inimigo oculto que todo mundo é favorável a entrar e quando entra desaparece a vontade”, criticou. Ele só espera que governo, trabalhadores e empresários sentem-se à mesa para negociar os pontos dessa reforma sem que haja prejuízo para nenhuma das partes:

Eu não quero nem ajudar os trabalhadores prejudicando os empresários, nem ajudar os empresários prejudicando os trabalhadores. É preciso construir um denominador comum porque vocês sabem que é a única forma de a gente fazer as coisas bem feitas e consolidar o processo democrático neste País.

Ouça a íntegra do discurso do presidente:
[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2010/11/pr2165-2@.mp3[/podcast]

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Quarta-feira, 17 de novembro de 2010 às 16:22

Inclusão bancária dos mais pobres ajudou a impulsionar economia brasileira

Infográfico: Thiago Melo

Parte do desenvolvimento econômico brasileiro nos últimos anos se deve à inclusão das famílias de baixa renda às instituições bancárias, que aumentou signifitivamente entre 2003 e 2010. Segundo balanço de Gilson Bittencourt, secretário-adjunto da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o número de pessoas físicas com vínculo a um banco ou cooperativa de crédito passou de 70 milhões para 115 milhões, uma ampliação de 40% para 59% da população com ligação a alguma instituição do Sistema Financeiro Nacional.

“O resultado dessa política ajuda a explicar parte do próprio desenvolvimento econômico do país”, afirmou Bittencourt ao Blog do Planalto, lembrando que, no período da crise financeira mundial, no último trimestre de 2008, a concessão de crédito, seja pessoal ou industrial, teve importância no enfrentamento deste momento crítico. “As políticas de baixa renda contribuíram para o aumento da massa de consumo. Isso pode ser constatado nos 10 milhões de operações de crédito realizadas no País.”

Atualmente existem no Brasil 6,5 milhões de contas correntes simplificadas, a grande maioria em bancos públicos federais. Essas contas foram criadas para a população de baixa renda, cuja vantagem é a ausência de cobrança de tarifas e comprovação de rendimento por parte do correntista. Boa parte dessas contas são de beneficiários do Bolsa Família (2,85 milhões deles) na Caixa Econômica Federal (CEF). Do total dos beneficiários do programa, 580 mil tiveram acesso a microcréditos produtivos por meio dos programas AgroAmigo/Pronaf e Crediamigo, do Banco do Nordeste. Os beneficiários têm também acesso a cursos sobre educação financeira.

A inclusão de famílias de baixa renda ao sistema financeiro provocou o aumento dos pontos de atendimento bancário e correspondentes bancários (ex.: lotéricas) – de 70 mil pontos em 2002 para mais de 180 mil em 2010. De acordo com Bittencourt, os correspondentes bancários já são os principais meios utilizados pela população para efetuar as transações de pagamento de contas, tributos e para transferência de crédito.

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Quarta-feira, 17 de novembro de 2010 às 9:38

Dulci: aumento real do salário mínimo deve ser contínuo, “mas sem irresponsabilidades”

bom dia, MinistroO governo tem que continuar dando aumento real para o salário mínimo sem cometer irresponsabilidades e prejudicar os trabalhadores, já que “a crise financeira não foi colocada por eles”, afirmou o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, nesta quarta-feira (17/11), no programa de rádio Bom Dia, Ministro.

Dulci fez questão de ponderar que a política de reajuste do salário mínimo garantiu um ganho real de 60% aos trabalhadores durante o governo do presidente Lula e que a regra de reajuste vigente foi criada porque o governo ouviu e aceitou a proposta das centrais sindicais em mesa de diálogo. Segundo ele, todas as políticas públicas foram pautadas pela participação da sociedade civil, presente nas 73 conferências nacionais organizadas durante os oito anos de governo. “Não me recordo de nenhum setor que não tenha sido ouvido”, disse.

O presidente Lula instaurou um sistema de participação popular no Brasil que vem a enriquecer o processo democrático como um todo e os próprios canais de representação. É importante sempre lembrar que a democracia participativa não prejudica em nada o papel do Parlamento. Aliás, há nove passagens da Constituição Federal que estabelecem a participação popular nas políticas públicas.

Ouça aqui a íntegra do programa:

[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2010/11/bdm171110.mp3[/podcast]

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Quinta-feira, 11 de novembro de 2010 às 10:02

Mais do que desvalorizar o real, é preciso valorizar o dólar

Presidente Lula e a presidente eleita, Dilma Rousseff, com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, na sede do governo coreano, em Seul. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionaisNo momento atual de crise cambial que o mundo enfrenta, o Brasil está menos preocupado com medidas a serem tomadas para desvalorizar o real do que com as medidas que os americanos tem que tomar para valorizar o dólar, revelou o presidente Lula nesta quinta-feira (11/11) em entrevista coletiva realizada para jornalistas brasileiros e coreanos em Seul, Coreia do Sul, onde se encontra para participar da reunião de cúpula do G20. Após a entrevista, o presidente seguiu para o Museu Nacional da capital coreana, onde está sendo realizado o jantar de trabalho dos Chefes de Estado e de Governo do G20, sob o tema Economia Global e Parâmetros.

Para Lula, é importante encontrar um equilíbrio entre os interesses de cada país para que as decisões tomadas no G20 não representem apenas os anseios das nações mais ricas do mundo, sem levar em conta as necessidades e interesses dos demais países, que têm economias menores e mais frágeis. “Tem que ter um mínimo de conforto e isso só é possível se houver equilíbrio. Não pode ficar cada um tentando resolver só o seu problema, sem levar em conta os reflexos na política de outros países”, disse o presidente brasileiro, que antes da entrevista se encontrou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, na sede do governo coreano, acompanhado da presidente eleita Dilma Rousseff, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, o governador Cid Gomes (Ceará) e o embaixador brasileiro em Seul, Edmundo Fujita.

Veja o vídeo do encontro de Lula e Dilma com o presidente coreano:

Cada divergência que a gente descobrir (na reunião), nós temos que colocá-la na mesa e negociar, para descobrir o ponto de equilíbrio que precisamos ter, para que o presidente Obama se sinta confortável com a política americana, que o presidente Lula se sinta confortável com a política brasileira, e assim por diante. (…) Nós não podemos, enquanto maiores economia do mundo, tomar uma decisão apenas pensando em nós no G20 sem levar em conta os reflexos que isso pode trazer em outros países que não estão aqui, que são menores, de economias mais frágeis. O G20 não é para cada um se salvar, cada um pra si, e Deus por todos. Não. É todos por todos, e Deus por todos. Somente assim é que vai dar certo.

Ouça aqui a íntegra da declaração do presidente Lula na entrevista coletiva:
[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2010/11/pr2137-2@.mp3[/podcast]

Presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff chegam ao Museu Nacional, em Seul, para jantar de trabalho do G20. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula afirmou ainda, durante a entrevista coletiva, que o dólar não pode continuar sendo a única moeda de referência no mundo. É preciso, disse ele, haver outras possibilidades. “Até porque países que têm altas reservas como a China ou Brasil, nós ficamos dependentes da política de um país de valorizar ou não as nossas reservas”, afirmou.

Lula defendeu o sistema de câmbio flutuante existente hoje no Brasil, descartando qualquer possibilidade de fixá-lo. “Tem que continuar flutuante. O que queremos é que os Estados Unidos valorizem a moeda deles, e não desvalorize como está fazendo hoje para que a moeda dele não fique inflando os mercados emergentes”, afirmou.

Bandeira da Coreia do Sul Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Coreia do Sul.

Quarta-feira, 10 de novembro de 2010 às 9:00

Oportunidades na Coreia estão na estética e no meio ambiente

Viagens internacionaisA economia da Coreia do Sul é uma das mais vibrantes e sofisticadas da Ásia e empresas brasileiras podem se beneficiar desse vigor se focarem em setores como arquitetura, moda, design e cosméticos, além de produtos e serviços ligados a bioenergia e meio ambiente. “A Coreia já tem uma boa infraestrutura e alta tecnologia, agora eles estão embelezando o país, estética e ambientalmente”, avalia o embaixador brasileiro em Seul, Edmundo Fujita, que fez boa parte de sua carreira na Ásia e foi diretor geral do Itamaraty para a região. Ele assumiu a embaixada do Brasil em Seul há um ano e meio, após três anos e meio em Jacarta, na Indonésia, e vem trabalhando para aproximar investidores brasileiros e sul-coreanos. A complementaridade das duas economias é o grande atrativo. “Não é aquele negócio de um colocar azeitona na empada do outro não. Não é uma complementariedade da dependência, mas da equivalência”, afirma.

A Coreia do Sul, explica o embaixador brasileiro, tem bons projetos de infraestrutura e energia e alta tecnologia a oferecer, e campo aberto a produtos e serviços de grife e qualidade internacional para atender a uma população de alta renda e gosto homogêneo. O Brasil busca justamente esses bons projetos de infraestrutura e alta tecnologia para a exploração do Pré-sal e grandes obras como o trem-bala entre Rio e São Paulo, e tem criatividade de sobra nas áreas de interesse dos coreanos – moda, arquitetura, design -, bem como toda a matéria-prima que falta aos coreanos. Há também um interesse cada vez maior na Coreia pelo desenvolvimento da bioenergia (etanol e biodiesel) e projetos ambientais, áreas em que o Brasil já avança significativamente. ”

O diplomata está seguro de que o momento é perfeito para o governo brasileiro aprofundar as relações comerciais com a Coreia do Sul, país que se destaca na região juntamente com China e Japão. “A Coreia do Sul saiu muito rápido da última crise econômica mundial, foi um dos últimos países a entrar e um dos primeiros a sair – a exemplo do Brasil – e tem uma flexibilidade econômica muito grande, como nós”, analisa. “É o momento de a gente aproveitar esse momento. Tanto a Coreia está vendo o Brasil com cada vez mais interesse como interessa ao Brasil despertar para as oportunidades que a Coreia oferece hoje.” A Coreia é hoje o terceiro parceiro comercial do Brasil na Ásia, atrás apenas da China e do Japão.

No entanto, o embaixador faz um alerta aos empresários brasileiros que se animarem com as oportunidades de investimentos na Coreia: são muitos os sacrifícios exigidos inicialmente e é preciso ter muita paciência. A competição no mercado coreano, diz Fujita, é fortíssima, e o consumidor exigente. Por isso é bom se mirar no exemplo das próprias empresas da Coreia, que só saem para brigar no exterior quando atingem um alto padrão em termos de competitividade. “Só sai para fora quem ganhou aqui dentro.”

Seul recebe nos próximos dois dias (11 e 12/11) a reunião de cúpula do G20, que contará com a participação do presidente Lula e da presidente eleita Dilma Roussef – que chegou no início da tarde desta quarta-feira (horário da Coreia) à capital sul-coreana. A chegada do presidente Lula a Seul está prevista para o meio-dia desta quinta-feira (11/11).

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Segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 23:57

Abílio Diniz (Pão de Açúcar) e Roberto Setúbal (Itaú) comprovam: Brasil mudou

Ao ouvir os empresários Abílio Diniz (grupo Pão de Açúcar) e Roberto Setúbal (Itaú) reconhecerem em seus discursos hoje, durante a premiação das empresas mais admiradas do Brasil promovida pela revista Carta Capital, que o seu governo fez o que tinha que ser feito para melhorar a economia do País e a vida da população, o presidente Lula não teve mais dúvida: definitivamente o Brasil está mudando e estabelecendo uma relação democrática e de respeito entre governo, empresas e sociedade civil. “Aprendemos a superar nossas divergências estabelecendo uma relação democrática, na diversidade, aprender a conviver com as divergências e a construir um País que todos nós queremos que seja construído”, afirmou o presidente em seu discurso.

Lula fez questão de lembrar o caso do sequestro de Abílio Diniz, em 1989, que tentaram associar ao Partido dos Trabalhadores dias antes da eleição presidencial daquele ano, que tinha Lula como candidato, e agradeceu ao empresário pelas palavras e reconhecimento. “Hoje eu ouvindo você fazer esse discurso aqui, eu digo que vale à pena a gente acreditar no ser humano, acreditar nas pessoas, vale à pena construir as possibilidades que a vida nos oferece”, afirmou.

(veja o discurso na íntegra: parte 1 / parte 2)

O presidente Lula fez duras críticas à hipocrisia dos que defendem a liberdade de expressão no País apenas parcialmente e à atacou também sanha acusatória de parte da imprensa, que faz acusações sem obrigação de provar nada. Lembrou que nunca precisou almoçar com dono de jornal e que fazia isso não por orgulho, mas por independência. E fez um alerta:

Enquanto a classe política não perder o medo da imprensa, a gente não vai ter liberdade de imprensa neste País. (…) A covardia é muito grande neste País.

Afirmando estar de “consciência tranquila” em relação ao seu governo, Lula comemorou o fato de poder entregar um País bem diferente ao seu sucessor, com mais universidades, escolas técnicas, crédito e investimentos em setores importantes como ciência e tecnologia.

Esse País mudou porque nós acreditamos. Tiramos 28 milhões de pessoas da pobreza e elevamos 36 milhões de brasileiros para a classe média, transformando a população de classe média em mais de 50% da população brasileira, que vai comprar aço da Gerdau, leite da Nestlé, produtos da Natura, abrir conta no Itaú, comprar mais no Extra, no Pão de Açúcar, comprar mais as coisas que vocês produzem, fabricam e oferecem ao consumidor.

Ouça aqui a íntegra do discurso:
[podcast]http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2010/10/pr2104-2@.mp3[/podcast]

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