Quinta-feira, 11 de março de 2010 às 19:30

Não foi à toa que o Brasil ganhou o respeito do mundo e a dianteira nas discussões sobre combate às mudanças climáticas durante a Conferência da ONU realizada em dezembro de 2009 em Copenhague (COP 15). Nos últimos anos o País promoveu ações que reduzir significativamente o desmatamento na Amazônia, puniu desmatadores, ofereceu um modelo sustentável de desenvolvimento na região e vem conseguindo manter limpa a sua geração de energia. “O mundo viu que o Brasil tinha uma posição corajosa”, afirmou o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, no décimo programa da série 7 Anos em 7 Minutos que o Blog do Planalto publica nesta quinta-feira (11/3).
Minc lembra algumas das grandes vitórias obtidas em favor do meio ambiente, como a redução recorde do desmatamento na Amazônia em 2009, de 18 mil quilômetros quadrados para 7 mil. “Salvamos 700 mil árvores. Mas ainda é muito, inaceitável. Por isso, em 2010, vamos reforçar ações com Ibama, Polícia Federal, Rodoviária, as polícias estaduais e a Força Nacional”, afirmou o ministro, que está confiante em ver a redução inicialmente planejada de 80% para 2020 ser superada.
O ministro também falou sobre o trabalho feito para garantir alternativas sustentáveis para os trabalhadores que vivem na região amazônica, para que possam conseguir seu sustento com a floresta em pé.
Por isso o governo criou a operação Arco Verde, que atende a mais de 200 mil pessoas nos 43 municípios que mais desmatavam na Amazônia. Catorze ministérios, vários órgãos, levaram a essa região cidadania, respeito à floresta, atividades sustentáveis que impediam a destruição.
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Segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 às 12:51
A Lei de Mudanças Climáticas, que institui no País a Política Nacional sobre Mudanças no Clima, com metas de redução na emissão de gases do efeito estufa (ver aqui), vai ser sancionada nesta segunda-feira (28/12), afirmou o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) após se reunir com o presidente Lula no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.
ATUALIZAÇÃO: A sanção da lei pelo presidente Lula será feita nesta terça-feira, com publicação numa edição extra do Diário Oficial.
O presidente decidiu aceitar três dos dez vetos pedidos. Confira a explicação do ministro Minc:
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Sábado, 19 de dezembro de 2009 às 17:26

A 15a. Conferência da ONU sobre Clima terminou oficialmente neste sábado (19/12), com a elaboração do “Acordo de Copenhague” após negociação entre líderes dos países do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) e dos Estados Unidos e da União Européia, realizada na noite de sexta-feira (18/12). O acordo foi aceito oficialmente pela ONU mas não teve aprovação unânime – em seu anexo haverá lista com os países contrários ao acordo.
O primeiro-ministro dinamarquês Lars Løkke Rasmussen se mostrou satisfeito com desfecho, mas seu otimismo não é compartilhado por outros líderes. O presidente Lula deixou clara sua frustração no discurso que fez na sessão plenária da conferência – veja aqui.
De acordo com o texto, os países ricos se comprometeram a doar US$ 30 bilhões nos próximos três anos (até 2012) para um fundo de luta contra o aquecimento global. O valor é menor do que os US$ 16,6 bilhões anuais que o Brasil deverá gastar para atingir sua meta de redução nas emissões de gases do efeito estufa.
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Sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 às 16:29

Por iniciativa do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os chefes de Estado que participam da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP15), em Copenhague (Dinamarca), estão sendo convidados a permanecerem mais 24 horas naquele país. Ki-moon quer tentar, a todo custo, que as potências mundiais fechem um acordo sobre o clima, meta não alcançada até o momento.
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Sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 às 10:51
O mundo não chegará a um acordo climático com meias palavras e barganhas, com a assinatura de qualquer documento, sem um compromisso forte com metas de redução de emissões de CO2 e a garantia do direito das nações mais pobres de se desenvolverem. Ao ser chamado nesta sexta-feira (18/12) pela segunda vez para falar na sessão plenária final da 15ª Conferência da ONU sobre Clima (COP 15), em Copenhague (Dinamarca), o presidente Lula afirmou que, se necessário, o Brasil pode até fazer um sacrifício a mais e contribuir com o fundo para financiamento de países mais pobres, mas lembrou que dinheiro apenas não resolveu o problema no passado, não está resolvendo no presente, nem resolverá no futuro.

Em seu discurso na plenária da 15a. Conferência da ONU sobre Clima, em Copenhague, o presidente Lula fez veemente defesa do direito das nações mais pobres se desenvolverem e afirmou que o Brasil não veio ao encontro 'barganhar metas'. Foto: Ricardo Stuckert/PR
No discurso improvisado que fez, bastante aplaudido pelos chefes de Estado presentes à plenária, Lula lembrou de sua posse em 2003, quando assumiu o compromisso de garantir que cada brasileiro pudesse tomar café da manhã, almoçar e jantar. Algo que para o mundo desenvolvido é coisa do passado, mas para países africanos, latino-americanos e muitos asiáticos, ainda é coisa do futuro:
E isso está ligado à discussão que estamos fazendo aqui, porque não é discutir apenas a questão do clima. É discutir desenvolvimento e oportunidades para todos os países.
Veja trecho do discurso:
Para ver mais trechos do discurso, clique aqui. Para baixar um arquivo de vídeo, clique aqui.
Ouça aqui a íntegra:
Leia aqui a íntegra do discurso.
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Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 às 17:26
Uma reunião extraordinária entre os principais chefes de Estado presentes à 15a. Conferência da ONU sobre Clima (COP 15), em Copenhague, foi convocada para a noite desta quinta-feira (17/12) para tentar salvar o acordo climático que está sendo discutido na capital dinamarquesa. O anúncio foi feito agora há pouco na coletiva de imprensa concedida pelos presidentes Lula e Nicolas Sarkozy (França) no hotel D’Angleterre, em Copenhague.

Os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy (França) anunciaram uma reunião extraordinária com líderes mundiais para hoje à noite, após jantar com a rainha Margarete II, da Dinamarca, para fechar um acordo climático em Copenhague. Foto: Ricardo Stuckert/PR
A reunião emergencial será realizada após o jantar de gala oferecido pela rainha da Dinamarca Margarete II no castelo Christiansborg aos líderes mundiais que vieram a Copenhague para a COP 15. O resultado do encontro emergencial após o jantar deverá ser apresentado na assembléia da conferência da ONU de amanhã, sexta-feira (18/12), no Centro de Convenções Bella Center.
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Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 às 15:30
O papel do Brasil de liderança entre os países em desenvolvimento, a reunião das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o combate à pobreza, o desmatamento na Amazônia, a exploração do petróleo na camada pré-sal e a diferença de estilos entres o presidentes Lula e Hugo Chávez (Venezuela) foram alguns pontos da entrevista exclusiva, concedida por escrito, pelo presidente Lula aos jornais Politiken (Dinamarca) e Dagbladet (Noruega), publicada nesta quinta-feira (17/12).
Lula diz-se muito feliz em participar da conferência em Copenhague. Ele retorna à cidade dinamarquesa após a vitória brasileira na reunião do COI que escolheu o Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos em 2016.
“Copenhague para mim é sinônimo de felicidade, porque foi aí que vivi um dos momentos mais emocionantes de toda a minha vida, com a escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Mas o momento de euforia já passou e há várias semanas começamos o trabalho de preparação para receber os Jogos. A questão do combate ao narcotráfico e ao crime organizado na cidade, que não é um problema exclusivo do Rio ou do Brasil, está entre os temas que merecem nossa atenção. Sempre reconhecemos a existência dele ao longo da campanha, e o Comitê Olímpico Internacional aprovou as formas inovadoras que o governo do Rio está adotando para enfrentar a violência. Essas formas, que têm o apoio do governo federal, não se limitam à repressão policial, e procuram levar cidadania e serviços públicos aos moradores das comunidades pobres ameaçadas pelo narcotráfico. As Olimpíadas darão outro impulso a esse esforço porque têm um apelo poderoso que motivará a juventude a buscar a inclusão social também por meio do esporte.”
Leia aqui a íntegra da entrevista.
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Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 às 14:35
O jornal Valor Econômico publica, na edição desta quinta-feira (17/12), artigo assinado pelo presidente Lula, o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, e o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono. Sob o título “Precisamos salvar as florestas tropicais remanescentes do mundo e o clima”, os autores afirmam que “a mudança do clima é o maior desafio de nossos tempos”.
“Estamos unindo esforços com outros países para estabelecer uma parceria Norte-Sul em defesa das florestas tropicais. Trabalhamos com cerca de 40 países – desenvolvidos e em desenvolvimento – para ampliar em bases provisórias o financiamento às florestas tropicais. O relatório final desse estudo concluiu ser possível reduzir até 2015 o desmatamento e a destruição de turfeiras em países em desenvolvimento em 25%. Seriam necessários entre 15 e 25 bilhões de euros, no período 2010-2015, para consolidar uma estrutura global de incentivos. Pode parecer muito dinheiro, mas a contenção do desmatamento e da destruição de turfeiras é, sem dúvida, uma das formas com melhor relação custo-benefício para enfrentar a mudança do clima. Com um centavo por dia para cada cidadão dos países ricos, poderíamos evitar a emissão de 7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em seis anos.”
Leia aqui a íntegra do artigo.
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Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 às 14:02
O presidente Lula, em discurso direto do plenário do Centro de Convenções Bella Center, onde ocorre a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP15), em Copenhague (Dinamarca), enfatizou que os países não devem ficar a espera de decisões de outros parceiros sob risco de “descobrir que é tarde demais”. Segundo o presidente brasileiro, “a mudança do clima é dos problemas mais graves que enfrenta a humanidade”.
“O combate à mudança do clima não pode fundamentar-se na perpetuação da pobreza. A mitigação é essencial. Mas a adaptação é um desafio prioritário para países em desenvolvimento, sobretudo para as pequenas ilhas e países sujeitos à desertificação, especialmente na África. É inaceitável que os países menos responsáveis pela mudança do clima sejam suas primeiras e principais vítimas. A Convenção estabeleceu a obrigação dos países desenvolvidos de oferecer apoio financeiro e tecnológico para os países em desenvolvimento. Será muito difícil aprofundar as iniciativas de mitigação ou reforçar a capacidade de adaptação, sobretudo dos mais pobres e vulneráveis, sem que os fluxos financeiros tenham forte componente de financiamento público. Mecanismos de mercado podem ser úteis, mas nunca terão a magnitude ou a previsibilidade necessárias para a transformação que queremos.”
Leia aqui a íntegra do discurso do presidente Lula.
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Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 às 11:13
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