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Sábado, 15 de dezembro de 2012 às 13:17

Dilma concede entrevista em Moscou e fala sobre exportação de carne e conflito na Síria

Terça-feira, 19 de julho de 2011 às 12:59

Governo edita portaria que facilita operações de comércio exterior

Portaria n° 23 publicada nesta terça-feira (19/7) no Diário Oficial da União consolida as alterações normativas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), efetuadas pelas portarias anteriores de 2010 e 2011. A nova legislação visa facilitar o acesso dos operadores de comércio exterior às normas que regem o tratamento administrativo das importações, exportações e do regime especial de drawback, referente à concessão de benefícios fiscais para os exportadores brasileiros. A iniciativa procura ainda dar maior transparência às regras com a consolidação em um documento único.

De acordo com o MDIC, além de consolidar os 36 atos normativos anteriores, a nova portaria também apresenta importantes inovações. Uma delas é o esclarecimento sobre a dispensa de exigência referente à data de embarque no licenciamento de importação, quando o embarque da mercadoria tiver ocorrido antes da entrada em vigor da exigência de licença para o produto. Esta medida traz maior segurança jurídica para as operações ao evitar que haja dúvidas sobre estes casos.

Drawback Isenção para pequenas e médias empresas

Outro ponto importante, informa o MDIC, trata da possibilidade do uso de declarações de importação referentes a operações feitas ‘por conta e ordem’ de terceiro para fins de habilitação ao regime de drawback integrado isenção. Esta medida se aplica para os casos em que a empresa que solicita o benefício fiscal realiza a importação dos insumos ‘por conta e ordem’ de outra empresa.

A condição para a aceitação, nestes casos, é que a empresa beneficiária se declare como ‘adquirente’ e que a informação sobre a operação ‘por conta e ordem’ esteja apresentada em campo específico. Esta medida visa atender, entre outras situações, aquelas relacionadas às pequenas e médias empresas que se utilizam de empresas trandings para realizar suas aquisições no mercado internacional,. O objetivo é facilitar o acesso ao benefício fiscal para as exportações das empresas deste porte.

Mais de 15% em exportação

A nova portaria cria ainda o procedimento para casos de realização de exportações amparadas por atos concessórios de drawback em valores ou quantidades acima daquelas estabelecidas no ato. Quando esses números superarem em mais de 15% o fixado no ato, a empresa deverá apresentar justificativa ou corrigir os registros de exportação que foram vinculados ao ato concessório de maneira equivocada. A medida busca atender as empresas que tenham obtido ganhos de produtividade em suas exportações e que se beneficiam do regime de drawback.

Facilidades no Siscomex

A Portaria nº 23 prevê ainda a criação de um alerta no tratamento administrativo do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) para produtos sujeitos ao licenciamento automático. O alerta torna mais transparente para os usuários a modalidade de licença exigida, facilitando o cumprimento com as demandas feitas pelos órgãos de governo.

Está definido também um novo roteiro para orientar o preenchimento, por meio do Siscomex, dos pedidos de drawback integrado suspensão, com o objetivo de facilitar o acesso ao sistema, reduzindo erros nos pedidos dos atos concessórios. Há ainda uma nova regulamentação para habilitação de servidores públicos para operar no Siscomex, com a consequente melhoria do controle do governo sobre as atividades do sistema.

Sexta-feira, 1 de julho de 2011 às 14:50

Comércio brasileiro tem superávit de US$ 12,985 bilhões no primeiro semestre de 2011

De janeiro a junho de 2011 (124 dias úteis), o superávit foi de US$ 12,985 bilhões e a média por dia útil, de US$ 104,7 milhões, conforme dados da balança comercial brasileira divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo comercial é 63,3% maior que o do mesmo período de 2010, na comparação pelo resultado médio diário.

As exportações, no primeiro semestre do ano, chegaram a US$ 118,306 bilhões (média diária de US$ 954,1 milhões), valor 31,6% maior que o do mesmo período de 2010. Já as importações, fecharam o período em US$ 105,321 bilhões (média diária de US$ 849,4 milhões) – resultado 28,5% maior, considerando o mesmo critério e períodos comparativos. A corrente de comércio totalizou US$ 223,627 bilhões, com média diária de US$ 1,803 bilhão. Na comparação com a média diária do primeiro semestre de 2010, houve aumento de 30,1%.

Resultado Mensal

O mês de junho de 2011 registrou saldo comercial positivo de US$ 4,430 bilhões, com valor médio diário de US$ 211 milhões. O superávit do período é 31,6% maior que o de maio deste ano e está 95,4% acima do registrado em junho do ano passado, na comparação pela média diária.

Nos 21 dias úteis do mês, as exportações totalizaram US$ 23,692 bilhões, fechando com média diária de US$ 1,128 bilhão. Por esse critério, o resultado é maior que o verificado no mês passado (6,9%) e em junho de 2010 (38,6%).

Nas importações de abril (US$ 19,262 bilhões e média diária de US$ 917,2 milhões), houve crescimento pelo resultado médio diário de 29,9% em relação a maio de 2011 e 2,5% considerando junho do ano passado. Como resultado da soma das exportações e importações, a corrente de comércio foi de US$ 42,954 bilhões, com média diária de US$ 2,045 bilhões.

Últimas Semanas

O saldo comercial da quarta semana de junho foi positivo em US$ 966 milhões e média diária de US$ 241,5 milhões. A corrente de comércio, nestes quatro dias úteis (20 a 26), foi de US$ 8,118 bilhões e média diária de US$ 2,029 bilhões. As exportações foram de US$ 4,542 bilhões (média diária de US$ 1,135 bilhão) e importações de US$ 3,576 bilhões (média diária de US$ 894 milhões).

Na quinta semana do mês, o superávit contabilizado foi de US$ 849 milhões, com média diária de US$ 212,3 milhões, levando-se em consideração que houve quatro dias úteis (27 a 30). As vendas ao mercado externo somaram US$ 4,877 (média diária de US$ 1,219 bilhão) e as compras foram de US$ 4,028 bilhões (resultado diário de US$ 1,007 bilhão).

Quinta-feira, 2 de junho de 2011 às 18:18

Suspensão de estabelecimentos exportadores de carne para a Rússia

Nota Oficial O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em nota à imprensa divulgada na tarde desta quinta-feira (2/6), diz que recebeu com estranheza a notificação russa sobre a suspensão temporária dos estabelecimentos produtores de carne localizados nos estados do Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

“Pela segunda vez, a notificação chega sem nem mesmo ter sido enviado ao governo brasileiro o relatório técnico das inspeções russas feitas no Brasil”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim.

De acordo com o secretário, a SDA enviou nesta quinta-feira, 2 de junho, correspondência às autoridades russas reiterando o pedido de envio do relatório técnico. Jardim anunciou ainda que o Ministério da Agricultura promoverá, na próxima segunda-feira (6), reunião com os presidentes de todas as empresas exportadoras de carne do Brasil e respectivas associações – (ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, UBABEF – União Brasileira de Avicultura e Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos, ABRAFRIGO – Associação Brasileira de Frigoríficos e ABIPECS – Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína) – com a participação de representantes do ministério das Relações Exteriores, para avaliar o impacto da medida.

“Causa estranheza o fato de as medidas terem sido anunciadas sem consistência técnica, repetindo argumentos anteriormente já esclarecidos”, diz o secretário. Isso reforça, diz ele, a sensação de que existem outras motivações para a decisão russa, além das questões técnicas alegadas.

O secretário lembrou que durante reunião em Moscou entre a SDA e o Rosselkhoznadzor, em maio, foram apresentadas ao governo russo todas as informações técnicas solicitadas, bem como todas as providências adotadas, com a garantia de todas as correções. As mesmas informações já haviam sido fornecidas no Brasil por ocasião da reunião final da missão de inspeção feita pelos russos. Além disso, ficou acertada na ocasião entre as partes nova reunião, em Moscou, para a segunda quinzena de junho, dando prosseguimento aos entendimentos.

Com referência à declaração do porta-voz do serviço de Inspeção Sanitária Agrícola da Rússia (Isar), Alexéi Alexéyenko, sobre a suposta presença de bactérias e parasitas na carne brasileira, o secretário considera a afirmação “completamente destituída de fundamentos científicos”.

“São alegações jamais apresentadas oficialmente ao governo brasileiro pelas autoridades russas e sem nenhum relatório de análise nesse sentido”, destacou.

Quarta-feira, 1 de junho de 2011 às 15:03

Em cinco meses, balança comercial tem saldo positivo de US$ 8,558 bilhões

Entre janeiro e maio de 2011, a balança comercial brasileira registra um saldo positivo de US$ 8,558 bilhões. Em 103 dias úteis, a média diária ficou em US$ 83,1 milhões. O valor é 51% maior, na comparação com a média diária, que o registrado no mesmo período do ano passado, quando ocorreu superávit de US$ 5,613 bilhões e média diária de US$ 55 milhões. Os números do comércio exterior foram divulgados nesta quarta-feira (1/6), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No ano, as exportações e importações aumentaram, na mesma comparação. Nos primeiros cinco meses de 2011, foram exportados US$ 94,616 bilhões – média diária de US$ 918,6 milhões -, frente aos US$ 72,093 bilhões (média diária de US$ 706,8 milhões) do mesmo período de 2010, com crescimento de 30% na média diária.

Já as importações, houve aumento de 28,2% na média em comparação com os cinco primeiros meses do ano passado, passando de US$ 66,480 bilhões (média diária de US$ 651,8 milhões) para US$ 86,058 bilhões (média diária de US$ 835,5 milhões), este ano.

Em consequência, a média diária da corrente de comércio cresceu 29,1%. Os valores passaram de US$ 138,573 bilhões (média diária de US$ 1,358 bilhão) para US$ 180,674 bilhões (média diária de US$ 1,754 bilhão), em 2011.

Em maio – com 22 dias úteis -, as exportações brasileiras foram de US$ 23,211 bilhões (média diária de US$ 1,055 bilhão) e as importações, de US$ 19,682 bilhões (média diária de US$ 894,6 milhões). A corrente de comércio (soma das duas operações) totalizou US$ 42,893 bilhões (média diária de US$ 1,949 bilhão) e houve um superávit (diferença entre exportações e importações) de US$ 3,529 bilhões (média diária de US$ 160,4 milhões).

Na comparação pela média diária de maio do ano passado (US$ 843 milhões), as exportações aumentaram 25,2%. Em relação às importações (média diária de US$ 678,8 milhões), o crescimento foi de 31,8% neste comparativo. A média diária do saldo comercial (US$ 164,2 milhões) diminuiu 2,3% frente ao mesmo período.

No comparativo com a média diária de exportações registrada em abril deste ano (US$ 1,061 bilhão), houve queda de 0,6%. A média diária das importações também reduziu 7,2% sobre a de abril (US$ 963,7 milhões), mas o saldo comercial teve aumento de 63,6%, na comparação com a média diária do mesmo mês (US$ 98,1 milhões).

Em relação à corrente de comércio, pela média diária, houve aumento de 28,1% na comparação entre maio deste ano e o mesmo mês de 2010 (média de US$ 1,521 bilhão) e retração de 3,7% no comparativo com abril passado (média de US$ 2,025 bilhões).

Semanas – A quarta semana do mês – cinco dias úteis (23 a 29) – teve superávit de US$ 320 milhões (média diária de US$ 64 milhões). No período, as exportações foram de US$ 4,783 bilhões (média diária de US$ 956,6 milhões) e as importações, de US$ 4,463 bilhões (média diária de US$ 892,6 milhões). A corrente de comércio alcançou US$ 9,246 bilhões (média diária de US$ 1,849 bilhão).

Os dois dias úteis (30 e 31) da quinta semana de maio registraram saldo positivo de US$ 463 milhões (média de US$ 231,5 milhões). Os embarques ao exterior somaram US$ 2,163 bilhões (média de US$ 1,081 bilhão) e as aquisições no mercado externo foram de US$ 1,700 bilhão (média de US$ 850 milhões). A corrente de comércio totalizou US$ 3,863 bilhões, com média diária de US$ 1,931 bilhão.

Segunda-feira, 16 de maio de 2011 às 19:22

Brasil quer aumentar exportações para a China em 21%, informa ministro Pimentel

Os ministros brasileiros Fernando Pimentel (Comércio Exterior) e Antonio Patriota (Relações Exteriores), no centro, com o ministro chinês do Comércio, Chen Deming, durante reunião em Brasília. Foto: Renato Araújo/ABr


O governo brasileiro anunciou hoje que pretende aumentar as exportações para a China em 21%, chegando a US$ 37,3 bilhões até o fim de 2011. Ano passado, foram exportados US$ 30,8 bilhões ao país. O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, após reunião com os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, e do Comércio da China, Chen Deming, em Brasília. O encontro foi realizado no âmbito da Subcomissão Econômico-Comercial da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), que discute as relações comerciais e econômicas entre os dois países, no Itamaraty.

Durante o encontro, Pimentel ainda propôs que os dois países comecem a discutir uma mudança no padrão internacional de câmbio baseado no dólar. “Não há mais justificativa para termos o mesmo padrão criado no século passado”, destacou. Deming disse apoiar a discussão, mas que este é um assunto a ser tratado a longo prazo pelos Ministérios da Fazenda e os Bancos Centrais dos respectivos países.

Comércio bilateral

Pimentel e Deming ainda tiveram uma reunião reservada no MDIC e participaram do encerramento do Encontro Empresarial Brasil-China, realizado na Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os 66 empresários que integram a delegação oficial chinesa estiveram no evento ao lado de empresários brasileiros para discutir investimentos no Brasil.

Nos eventos públicos, os dois ministros destacaram o interesse em aumentar a corrente de comércio e os investimentos mútuos, que devem garantir transferência de tecnologia e parcerias com o Brasil, segundo Pimentel. Para ele, o aumento da corrente de comércio entre os dois países no primeiro quadrimestre deste ano mostra as boas perspectivas dessa relação comercial – US$ 20 bilhões, representando aumento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado.

O superávit brasileiro com a China foi de US$ 1,6 bilhões nesse período, mas ele lembrou da preocupação brasileira em diversificar a pauta exportadora. Em 2010, minério de ferro, soja em grão e petróleo responderam por 80% das exportações brasileiras para o país.

O ministro chinês disse reconhecer a preocupação brasileira e que apesar do déficit chinês, o país não adotará nenhuma medida que prejudique o Brasil.

“Estamos de braços abertos para os produtos brasileiros, não vamos focar no superávit”, destacou.

Deming ainda ressaltou que a China tem todo interesse em intensificar a relação comercial com o Brasil, que é o nono principal parceiro de comércio, sendo o mais importante da América Latina. Mas, segundo ele, é necessário que o país realmente diversifique sua produção industrial e facilite os investimentos estrangeiros.

Pimentel ainda anunciou a criação de grupo técnico de acompanhamento do comércio bilateral para resolver questões pontuais e tornar mais ágil a busca de soluções. A expectativa é que a comissão comece a atuar no próximo mês. Outro anúncio foi a realização de uma missão comercial à China, prevista para outubro, que será organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Segunda-feira, 2 de maio de 2011 às 11:59

Exportações brasileiras, em abril, ficaram em US$ 20,173 bilhões

As exportações brasileiras atingiram o volume de US$ 20,173 bilhões em abril. Já as importações ficaram em US$ 18,310 bilhões. Com isso a balança comercial registrou superávit de US$ 1,863 bilhão. O superávit do período é 32,6% maior que o de março deste ano e está 52,8% acima do registrado em abril do ano passado, na comparação pela média diária. Os números foram divulgados, nesta segunda-feira (2/5), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Entre janeiro e abril deste ano, segundo o ministério, as exportações alcançaram US$ 71,405 bilhões e as importações, US$ 66,373 bilhões. Deste modo, a corrente de comércio (exportações mais importações) ficou em US$ 137,778 bilhões e o saldo chegou a US$ 5,032 bilhões. As vendas externas nos quatro primeiros meses de 2011 cresceram 31,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. As importações entre janeiro e abril deste ano ficaram 27,1% acima do volume dos quatro meses de 2010.

Coletiva

A balança comercial detalhada do mês será divulgada hoje pelo ministro Fernando Pimentel e o secretário-executivo do MDIC, Alessandro Teixeira, durante entrevista coletiva. Excepcionalmente este mês, a coletiva será às 15h, em São Paulo, no auditório do Banco do Brasil, na Avenida Paulista.

Junto com o resultado mensal, também serão comentadas as operações de comércio exterior da quinta semana de abril, que teve corrente de comércio de US$ 10,609 bilhões e média diária de US$ 2,121 bilhões. O saldo comercial do período foi positivo em US$ 1,167 bilhão e média diária de US$ 233,4 milhões.

Os dois resultam de exportações de US$ 5,888 bilhões (média diária de US$ 1,177 bilhão) e importações de US$ 4,721 bilhões (média diária de US$ 944,2 milhões).

Terça-feira, 12 de abril de 2011 às 18:33

“Nós vamos buscar uma taxa de juros compatível com as taxas internacionais”

Presidenta Dilma Rousseff, ao lado do presidente chinês, Hu Jintao, comemorou os resultados da visita oficial à China. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (12/4), em entrevista coletiva concedida após jantar oferecido pelo presidente da China, Hu Jintao, em Pequim, que o governo brasileiro está consciente e alerta em relação à questão cambial e que está “tomando as medidas necessárias para que isso não se transforme num problema maior do que já é”. A presidenta admitiu, ainda, que o Brasil opera com taxas de juros mais elevadas que as do resto do mundo, mas que, ao longo de seu governo, irá perseguir uma taxa de juros compatível com as taxas internacionais.

“Eu não estou dizendo que vou derrubar os juros depois de amanhã; estou dizendo que num horizonte de quatro anos é possível sim, perfeitamente. Esse é o grande desafio que o Brasil vai ter que enfrentar pelo menos dessa vez”, frisou.

Vídeo da entrevista – primeira parte

A presidenta ressaltou, ainda, que manteve durante o encontro com o presidente Hu Jintao a mesma manifestação na questão de direitos humanos que manteve com os Estados Unidos, na ocasião da visita do presidente Barack Obama ao Brasil, e completou:

“Todos os países têm problemas de direitos humanos. Nós sempre começamos a falar dos nossos – nós temos problemas de direitos humanos; todos os países têm. Nossa posição sobre direitos humanos nessa questão está expressa na nossa nota conjunta, assim como a posição em relação ao caso recente da nossa nota conjunta com os Estados Unidos”, disse.

Na nota conjunta Brasil e China, mencionada pela presidenta e divulgada hoje mais cedo pelo Ministério das Relações Exteriores, os dois países se comprometeram a fortalecer consultas bilaterais em matéria de direitos humanos, promover o intercâmbio de experiências e boas práticas e avaliar a criação de um mecanismo de cooperação dedicado aos temas sociais.

Vídeo da entrevista – segunda parte

Segundo o Itamaraty, Brasil e China decidiram intensificar a cooperação na área social, em especial sobre políticas e programas de combate à pobreza e, neste sentido, decidiram criar o grupo de trabalho sobre temas sociais e combate à pobreza. O GT será liderado, do lado brasileiro, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e outros órgãos competentes, e, do lado chinês, pelo Gabinete de Políticas de Combate à Pobreza do Conselho de Estado,

Balança comercial – Durante a entrevista, a presidenta Dilma Rousseff elogiou a disposição do presidente chinês em abrir mais espaço para produtos brasileiros manufaturados e disse também que Hu Jintao tem “uma consciência muito clara da questão relativa à necessidade de o Brasil e a China passarem para uma nova etapa de relacionamento”.

Vídeo da entrevista – final

“O presidente Hu Jintao também se mostrou extremamente consciente da importância que tem, para a nossa parceria, [a inserção de] mecanismos mais amplos. Primeiro a questão do valor agregado, de a China abrir espaço para o Brasil no que se refere à valor agregado. E aí uma das coisas que nós temos que comemorar é o fato de que se definiu a ida ao Brasil de uma missão de compra – aquelas missões que você manda aos países para avaliar quais são as oportunidades de importação em setores manufatureiros – e fazer com que de fato o nosso relacionamento tenha maior densidade econômica”.

Segundo a presidenta, a missão, liderada pelo ministro de comércio da China, Chen Deming, chegará ao Brasil em maio de 2011.

Acordo na área de TI - Durante a entrevista, a presidente Dilma anunciou também um projeto de investimento na área de tecnologia da informação no Brasil pela Foxconn de US$ 12 bilhões em seis anos. O investimento – firmado durante audiência com o presidente da Foxconn, Terry Gou – seria para a instalação da produção de telas usadas em equipamentos como celulares de terceira geração e iPads. A Foxconn é o maior fornecedor de produtos da Apple na China.

Dilma Rousseff destacou ainda temas como a pareceria sino-brasileira na geração de energia limpa, a presença, pela primeira vez, dos integrantes do BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) como membros não-permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas e a expectativa para a reunião do bloco de países, que acontece na próxima quinta-feira (14/4), em Sanya, China.

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Segunda-feira, 11 de abril de 2011 às 7:09

Brasil e China buscam ampliar as parcerias comercial e tecnológica

Presidenta Dilma Rousseff chegou a Pequim para visita de Chefe de Estado e foi recebida pela diplomacia do Brasil e da China. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais

A presidenta Dilma Rousseff desembarcou nesta segunda-feira (11/4), em Pequim, China, em sua primeira visita oficial ao continente asiático. Em cerimônia de chegada, a presidenta Dilma foi recebida pela diplomacia dos dois países. Além disso, a presidenta recebeu flores.

Na capital chinesa, Dilma Rousseff participará do “Diálogo de Alto Nível Brasil – China em Ciência, Tecnologia e Inovação” e do “Seminário Empresarial Brasil – China: Para Além da Complementaridade”. Estes encontros reunirão cerca de 800 empresários brasileiros chineses para discutir a ampliação do comércio entre os dois países.

Ainda em Pequim, a presidenta terá uma série de encontros com o presidente da República Chinesa, Hu Jintao, onde serão discutidos o fortalecimento do relacionamento político e econômico bilateral e assinados atos nas áreas de ciência e tecnologia, defesa, agricultura, energia, educação, esportes, entre outras. No campo empresarial, serão celebrados atos nos setores de energia, telecomunicações e eletrônica.

A presidenta Dilma manterá, também, encontros com o presidente do Comitê Permanente da Assembléia Nacional Popular, Wu Bangguo, e com o primeiro-ministro Wen Jiabao. O objetivo da visita oficial à China, segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), é discutir “o aprofundamento da parceria estratégica sino-brasileira, com foco na ampla agenda bilateral, em particular comércio, investimentos e ciência e tecnologia e em temas da agenda multilateral”.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil, com intercâmbio de US$ 56 bilhões em 2010, o que representou crescimento de 52,7% em relação a 2009. O saldo comercial foi favorável ao Brasil em 2010, em mais de US$ 5 bilhões. Em 2010, a China foi igualmente o maior investidor estrangeiro no Brasil.

O MRE divulgou nota com o programa da visita à Pequim.

Ministério das Relações Exteriores – Nota nº 149
Visita da Presidenta Dilma Rousseff à China – Pequim, 11 a 13 de abril de 2011 – Programa de imprensa

Segunda-feira, 11 de abril de 2011
10h30 – Chegada da presidenta Dilma Rousseff a Pequim
Local: Aeroporto Internacional de Pequim
Cobertura: imprensa credenciada

Terça-feira, 12 de abril de 2011
09h – Cerimônia de abertura do Diálogo de Alto Nível Brasil – China em
Ciência, Tecnologia e Inovação
Local: Complexo Diaoyutai
Cobertura: imprensa credenciada

11h50 – Cerimônia de encerramento do Seminário Empresarial Brasil – China: Para Além da Complementaridade
Local: China World Summit Wing (Ballroom)
Cobertura: imprensa credenciada

16h45 – Cerimônia Oficial de Boas Vindas
Local: Ala Norte do Grande Palácio do Povo
Cobertura: imprensa credenciada

17h – Reunião ampliada com o presidente da República Popular da China, Senhor Hu Jintao
Local: Salão Leste do Grande Palácio do Povo
Cobertura: pool de imagens

18h30 – Cerimônia de Assinatura de Atos
Local: Sala Hebei do Grande Palácio do Povo
Cobertura:imprensa credenciada

18h45 – Banquete Oficial oferecido pelo presidente Hu Jintao em homenagem à presidenta da República
Local: Salão Oeste do Grande Palácio do Povo
Cobertura: imprensa oficial

Quarta-feira, 13 de abril de 2011

15h10 – Encontro com o presidente da Assembleia Popular Nacional, Wu Bangguo
Local: Grande Palácio do Povo
Cobertura: pool de imagem

16h – Encontro com o primeiro-ministro da RPC, Senhor Wen Jiabao
Local: Grande Palácio do Povo
Cobertura: pool de imagem

17h30 – Partida da presidenta Dilma Rousseff para Sanya
Local: Aeroporto Internacional de Pequim
Cobertura: sem cobertura de imprensa

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Sexta-feira, 1 de abril de 2011 às 13:01

CNI: Brasil vai à China estabelecer parcerias com foco em infraestrutura e tecnologia

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, fala com a imprensa na saída do Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/ABr-Arquivo

A missão presidencial à China, que contará com 212 empresários na comitiva brasileira, foi o tema central do encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, que ocorreu na manhã desta sexta-feira (1/4), no Palácio do Planalto. A informação foi dada por Andrade, em entrevista coletiva após a audiência.

O presidente da CNI afirmou que a indústria brasileira pretende alavancar parcerias com a China, país que tem recursos disponíveis para investimentos no Brasil, especialmente nas áreas de infraestrutura e tecnologia, e que a temática será foco da missão. Ele afirmou que a presidenta Dilma compartilha da visão de que a indústria brasileira tem que ser fortalecida, visto que é grande responsável pela geração de emprego e renda, e que não é interessante ao país “ser apenas importador de produtos manufaturados da China, que tem preços que não são competitivos na indústria mundial”.

“O que nós mostramos para a presidenta é que o interesse da indústria com relação à China é de ser parceiros nos investimentos no Brasil em infraestrutura (…). Por outro lado, acho que podemos ter indústrias chinesas de setores de produção de manufaturados investindo no Brasil dentro do nosso ambiente de negócio, tanto voltados para o mercado interno quanto para o externo”, afirmou.

Entre os setores que serão priorizados nos debates com os empresários chineses, Andrade destacou rodovias, ferrovias, saneamento e energia, áreas que a China tem produção e recursos para serem aplicados no Brasil “dentro de parcerias público-privadas ou em associação com empresas brasileiras”.

Durante a entrevista, Andrade afirmou que é necessário que o Brasil reformule a política cambial e que “a taxa de câmbio é um problema que o governo brasileiro pode resolver a curto prazo”. Segundo ele, a presidenta Dilma “concorda plenamente com essa agenda e acha que nós temos que agir de maneira rápida e eficiente”. Como medidas, a CNI sugeriu a tributação sobre a entrada de recursos financeiros para aplicação no mercado financeiro no Brasil, de maneira a coibir a entrada de recursos especulativos.

“O governo pode criar limitações à entrada desse capital, pode criar tributação, pode criar quarentena, e acho que o governo deve estar pensando em tomar essas medidas”, opinou.

Micro e Pequenas Empresas – Questionado se durante o encontro com a presidenta foi tratada a criação da Secretaria de Micro e Pequenas Empresas, Robson Andrade afirmou que embora o assunto estivesse na pauta, não houve tempo para tratar a questão, mas que considera adequada a criação de uma secretaria que possa englobar as políticas para o segmento.

“Nós temos diversas políticas, propostas e ações que estão ‘espalhadas’ no MDIC, no BNDES, na própria Receita Federal, no Ministério da Fazenda e precisa que essas políticas estejam concentradas em um lugar para que elas tenham mais eficácia, mais eficiência, e que possa estudar as novas proposições”, disse.

Comércio Brasil-China – Os investimentos da China no Brasil superaram US$ 13 bilhões em 2010. O gigante asiático é, desde 2009, o maior parceiro comercial do Brasil e vem se tornando um grande investidor no País. Os investimentos estão concentrados principalmente nos setores de Energia – petróleo e gás (54,7%), mineração (22,3%) e siderurgia (11,8%), portos (3,4%) e energia elétrica (3,3%). Os setores automobilístico, ferro e aço, agronegócio, máquinas para construção, bancário e comunicação representam os 3% restantes.

As informações são de um estudo publicado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), divulgado nesta quarta-feira (30/4), em workshop realizado no Itamaraty, em Brasília. O conselho reúne algumas das maiores empresas de ambos países.

Uma das prioridades da comitiva brasileira que vai à China no dia 11 de abril é atrair mais investimentos e abrir oportunidades de cooperação nas áreas de infraestrutura, em especial aquelas relacionadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mineração e energia.

O estudo da CEBC revela não apenas os US$ 13 bilhões realizados no ano passado (44% do total), mas também os US$ 8 bilhões anunciados pelos chineses (27%) e os US$ 8,6 bilhões que ainda estão em fase de negociação, em um total de US$ 29,6 bilhões.

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