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Quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 às 13:45

“O melhor jeito de cuidar da floresta é cuidar da gente que vive na floresta”

Quinta-feira, 25 de novembro de 2010 às 23:48

Prioridade na América Latina é diplomacia da solidariedade e do entendimento entre iguais

Viagens internacionaisO Brasil está determinado a trabalhar pela convergência dos processos de integração política e econômica da América do Sul, América Central e Caribe e prioriza, em sua política externa, uma relação baseada na diplomacia da solidariedade e do entendimento entre iguais. Essa foi a tônica do discurso do presidente Lula nesta quinta-feira (25/11), em Georgetown, durante cerimônia em que foi condecorado com a Ordem de Excelência, a mais alta distinção guianesa.

Sempre uso a imagem de que não é possível o Brasil desenvolver-se sem que seus vizinhos também encontrem o caminho da paz e da prosperidade. Nossa empreitada é um trabalho comum. Esse espírito de fraternidade é a base indispensável de uma América do Sul mais unida, próspera e justa.

Os presidentes Lula e Bharrat Jagdeo, da Guiana, em cerimônia realizada em Georgetown que homenageou o presidente brasileiro. Foto: Ricardos Stuckert/PR

O presidente brasileiro fez questão de enfatizar o esforço do Brasil em consolidar “o destino continental da Guiana”, lembrando o avanço dos dois países na relação bilateral. Como exemplo, citou a criação do Comitê de Fronteira, o acordo “Regime Especial Fronteiriço e de Transporte para as Localidades de Bonfim e Lethem”, que será implantado em breve, e a inauguração da ponte sobre o rio Tacutu, primeira ligação física entre os dois países.

Ao presidente guianense, Bharrat Jagdeo, Lula ratificou que é necessário somar esforços e continuar estabelecendo “sólidas pontes de diálogo e cooperação”, para enfrentar com maior êxito os desafios da integração regional. Segundo ele, os dois países devem trabalhar juntos para o fortalecimento da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e a posição dos países amazônicos nas negociações sobre mudança do clima.

Nesse sentido devemos impulsionar juntos o projeto de integração não só da América do Sul, mas também da América Latina e Caribe. Esperamos contar com apoio da Guiana para iniciar as negociações Mercosul-Caricom, tão logo o bloco caribenho esteja pronto.

Após a cerimônia, o presidente Lula foi homenageado com uma apresentação cultural local e, em seguida, participa de um jantar com os chefes de Estado da Unasul.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula durante a cerimônia:

 

Sexta-feira, 29 de outubro de 2010 às 16:03

Brasil tem tudo para se destacar na produção de carros ‘verdes’

Com o aquecimento global, a indústria e a engenharia automobilística têm se apressado em trazer para escala comercial carros híbridos e elétricos, e o Brasil tem tudo para ser um grande destaque nesse novo mercado, pela facilidade de sua matriz energética na área de combustível, afirmou o presidente Lula nesta sexta-feira (29/10), em entrevista coletiva concedida após visita ao 26º Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo.

Nós temos vários modelos de carros híbridos produzidos aqui no Brasil, que eu acho que é extremamente importante, acho que nós temos o etanol, que é uma alternativa extraordinária, acho que nós temos agora o biodiesel, que passa a ser produzido em escala no Brasil, e nós temos a perspectiva do carro elétrico… A gente poder produzir carro elétrico ou carro híbrido que seja tocado um pouquinho a álcool, um pouquinho a gasolina, mas que ele funcione à eletricidade, é tudo o que o mundo precisa.

Lula disse que continuará dialogando com a indústria automobilística uma vez que interessa ao País que a produção e a venda continuem crescentes, gerando mais empregos e contribuindo para o desenvolvimento:

Nós queremos que as indústrias venham produzir aqui, venham gerar emprego aqui e gerar distribuição de renda. É gratificante ver os avanços da indústria automobilística brasileira, ver a sofisticação, a preocupação com os avanços tecnológicos, ver a preocupação ambiental dos novos carros e, sobretudo, a preocupação em construir carro que possa ser adquirido por setores médios da sociedade.

O presidente disse ainda que está convencido de que o Brasil continua vivendo um momento excepcional da sua história, sendo do ponto de vista do crescimento econômico, da distribuição de renda, da geração de emprego e das possibilidades para o crescimento do comércio. A classe média está fortalecida e os indicadores econômicos do País são de nação desenvolvida.

Eu vejo como um horizonte de futuro só melhora para o Brasil. Nós entramos em uma fase em que não há como o Brasil retroceder. O mundo está acreditando no Brasil, os brasileiros estão acreditando no Brasil, os empresários estão acreditando no Brasil, os trabalhadores estão acreditando no Brasil e, portanto, eu acho que o caminho está totalmente sólido para que o Brasil se transforme rapidamente em uma economia avançada.

Ouça a íntegra da entrevista:

 

Terça-feira, 26 de outubro de 2010 às 19:35

Brasil cada vez mais capacitado para enfrentar as mudanças climáticas

Hoje durante a reunião anual do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, conversamos com duas pessoas que participaram do evento para contarem um pouco sobre o teor do encontro e suas expectativas em relação ao posicionamento brasileiro no cenário internacional em relação ao combate às mudanças climáticas. Pelo que se viu na reunião, o Brasil está bem na fita, com previsão de antecipar em quatro anos as metas de redução de emissão de gases do efeito estufa estabelecidas em 2009.

Na avaliação de Paulo Gustavo do Prado Pereira, diretor de políticas ambientais da ONG Conservação Internacional e representante do Observatório do Clima, com a assinatura do Fundo de Clima pelo presidente Lula, o Brasil está muito mais equipado para enfrentar as mudanças climáticas – na prática, e não só no discurso – do que a maioria dos países. “É o país com as melhores condições relativas de trilhar esse difícil caminho sustentável”, avalia.

Para Branca Americano, secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ) do Ministério do Meio Ambiente, o próximo desafio do Brasil é aprimorar as ações previstas para prevenção e controle do desmatamento na Amazônia e Cerrado e para os setores de energia, agricultura e siderurgia, e regulamentar outras áreas previstas na Lei da Política Nacional de Mudança do Clima, como construção, transporte e saúde, entre outras.

Terça-feira, 26 de outubro de 2010 às 15:18

Combate às mudanças climáticas

Segunda-feira, 25 de outubro de 2010 às 20:04

Brasil anuncia novas ações em reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

O governo brasileiro vai antecipar nesta terça-feira (26/10), durante reunião anual do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas com o presidente Lula, seu posicionamento em relação às negociações internacionais que visam estabelecer as diretrizes de ação contra as mudanças climáticas. O encontro vai também apresentar resultados obtidos pelo Brasil até agora e preparar a estratégia do País para a 16ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP16), que será realizada entre os dias 29 de novembro e 10 de dezembro deste ano, em Cancun, no México.

A reunião está marcada para as 10 horas no Salão Oeste do Palácio do Planalto. Após o evento ministros da área e o secretário-executivo do Fórum, professor Luiz Pinguelli Rosa.

Três ações estruturantes serão apresentadas na reunião desta terça-feira:

Segunda Comunicação Nacional à Convenção sobre Mudança do Clima – apresenta o status no Brasil da implementação da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. O documento apresenta dados sobre os programas e ações relativos à mudança do clima, desenvolvidos até 2010 e inclui o Inventário Nacional de Emissões Antrópicas por Fontes e Remoções por Sumidouros de Gases de Efeito Estufa, para o período de 1990 a 2005.

O Inventário é um dos principais instrumentos para a definição de ações previstas na Política Nacional sobre Mudança do Clima porque reúne informações sobre as emissões nos diversos setores da atividade econômica. Esse documento avançou em cinco anos além do período estabelecido pelas diretrizes da Convenção que era de 1990 a 2000. O Segundo Inventário atualiza os dados de 1990 a 1994 e apresenta novas informações para o período de 1995 a 2005. Mais de 600 instituições e cerca de 1.200 especialistas de diversos setores – energético, industrial, florestal, agropecuário, de tratamento de resíduos – foram mobilizados para sua elaboração.

Assinatura do Decreto de Regulamentação do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima – institui o Comitê Gestor do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima com o objetivo de administrar, acompanhar e avaliar a aplicação de recursos. O Comitê decidirá sobre a destinação dos recursos para projetos, estudos e empreendimentos de mitigação e adaptação da mudança do clima e seus efeitos, e será composto por representantes governamentais, comunidade científica, empresários, trabalhadores e organizações não governamentais. O orçamento inicial do fundo previsto para 2011 é de R$226 milhões.

O FNMC permite que os recursos já existentes e os previstos na Lei do Petróleo sejam utilizados para adaptação e mitigação da mudança do clima. Além dos recursos oriundos da participação especial nos lucros da cadeia produtiva do petróleo, o Fundo Clima poderá receber recursos de outras fontes, inclusive recursos internacionais, dentre os quais aqueles que venham a ser estabelecidos no âmbito da Convenção do Clima.

Diretrizes e ações estratégicas voltadas para cinco setores, reunidos no Sumário Executivo dos Planos de Mitigação (compromissos voluntários assumidos na COP 15 de Copenhague – são duas ações voltadas para prevenção e controle do desmatamento (amazônia e cerrado) e três específicas para os setores de energia, agricultura e siderurgia. Esses planos reúnem diretrizes e propostas de ações estratégicas para a redução voluntária da emissão de gases previstos na Política Nacional sobre Mudança do Clima, aprovada em 2009.

A elaboração desses planos contou com a participação de diversos segmentos da sociedade representativos dos setores. Os Sumários serão entregues ao Fórum para que sejam discutidos e aprofundados em uma reunião específica, prevista para ocorrer em novembro desse ano.

Para mais detalhes, confira aqui as perguntas mais comuns sobre o tema – e as respectivas respostas.

Segunda-feira, 18 de outubro de 2010 às 13:18

Investimento em estudo e pesquisa gera riqueza e desenvolvimento

Presidente Lula e trabalhadores da refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos (SP). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Grandes conquistas, como o Pré-sal, só aparecem com investimento em estudo, pesquisa e produção científica, e seus benefícios têm efeito multiplicador na economia – no caso, recuperando a indústria naval brasileira, que hoje emprega 50 mil trabalhadores. O presidente Lula citou esse exemplo nesta segunda-feira (18/10) durante a inauguração de novas unidades da Petrobras na Refinaria Henrique Lage (Revap) em São José dos Campos (SP) para reafirmar o compromisso do seu governo não apenas com a autossufiência na produção de petróleo mas também na produção de combustíveis limpos e não-poluentes.

Tudo isso vai gerar muito emprego, muita riqueza e muitos dólares para o Brasil. Porque a gente não quer apenas exportar o óleo cru, a gente quer exportar derivados com maior valor agregado. Além disso, está acontecendo uma revolução no Brasil e por conta disso é importante vocês saberem o que esta acontecendo. Além do polo petroquímico do Rio de Janeiro, a gente resolveu fazer mais quatro refinarias – a Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, a Abreu e Lima, em Pernambuco, uma em Fortaleza e outra em São Luís do Maranhão.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

 

Lula está convicto de que o Brasil será vanguarda na produção de combustíveis limpos e não poluentes, a exemplo do óleo diesel que está sendo produzido na Revap, que é “da mais alta qualidade e com um baixo teor de enxofre”.

Na verdade, tal como o óleo diesel é hoje, parece o óleo que colocamos na frigideira para fritar um bife. Dê uma olhada na cor do óleo de hoje e veja, ele vai ficar assim, ó, branquinho, ou seja, isso aqui, quando os caminhões estiverem usando o óleo, não vão liberar partículas, então vamos respirar melhor.

Em operação desde 24 de março de 1980, a Revap processa 14% dos derivados de petróleo do Brasil, o que representa 252 mil barris/dia. A Refinaria é responsável pelo abastecimento integral de querosene de aviação no Aeroporto Internacional de Guarulhos e atende a demanda dos demais derivados de petróleo no Vale do Paraíba, Sul de Minas Gerais, Litoral Norte de São Paulo, Sul Fluminense, Grande São Paulo e o Centro-Oeste do País. A modernização da Revap vai proporcionar a produção de combustíveis mais limpos, a redução das importações de derivados e o aumento das exportações de gasolina e maior arrecadação de impostos. As obras compreendem nove projetos principais, dos quais sete fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre 2000 e 2009, foram investidos US$ 3,5 bilhões e, para o período de 2010 a 2014, será de US$ 1,97 bilhão.

Sexta-feira, 15 de outubro de 2010 às 9:40

Brasil aprimora políticas públicas para garantir o uso sustentável da água

Nesta sexta-feira (15/10), blogs de todo mundo levantam a discussão sobre um tema de relevância global: a água. O tema foi selecionado por votação entre blogueiros de todo o mundo para o Blog Action Day, um evento anual que reúne este ano mais de 4 mil blogs de 131 países, entre eles o Blog do Planalto. Atualmente quase 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável e milhões de crianças morrem todos os anos devido a doenças causadas pela contaminação da água, como a diarréia, responsável por 15% de toda a mortalidade infantil mundial, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Para marcar a data, conversamos com a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e com o coordenador do projeto Manejo Integrado dos Recursos Aquáticos na Amazônia (AquaBio) no Pará, Crisomar Lobato, para mostrar um pouco do que o Brasil vem fazendo para proteger seu patrimônio hídrico.

Segundo a ministra Izabella Teixeira, é importante avançar no controle social da água e implementar políticas inovadoras. Ela cita o Plano Nacional de Consumo Sustentável que prevê, entre outros pontos, a redução do desperdício, tanto do ponto de vista da eficiência energética quanto do ponto de vista da eficiência do uso da água. “Nós estamos procurando aprimorar esse processo de convergência de políticas públicas para assegurar as reservas hídricas do País e incrementar o uso sustentável da água”, afirma.

Crisomar diz que o principal objetivo do projeto AquaBio é promover a conservação e o uso sustentável da biodiversidade aquática e dos recursos hídricos da bacia amazônica, internalizando a questão de forma participativa, nas políticas e programas de desenvolvimento para a Amazônia. “Para isso, realizamos capacitações, arranjos institucionais e apoio a subprojetos locais, propiciando a implementação de um conjunto de ações voltadas aos recursos aquáticos nas sub-bacias dos rios Negro, Xingu e Tocantins”, diz Crisomar, que também é coordenador de ecossistemas da Secretaria de Meio Ambiente do Pará.

Criado em 2008, o AquaBio já investiu mais de R$ 1 milhão em ações como capacitação das comunidades ribeirinhas e representantes da sociedade civil em corporativismo, gestão de conflitos, gestão ambiental, manejo participativo da pesca e recursos aquáticos, entre outros, Promoveu também seminários, palestras e monitoramento da água na bacia do Xingu, onde é realizado um acompanhamento mensal da qualidade e quantidade de água e medida a sua vazão.

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Quinta-feira, 30 de setembro de 2010 às 19:21

A lição do Golfo do México nos tornou mais exigentes em relação ao Pré-sal

Terça-feira, 31 de agosto de 2010 às 13:59

Sustentabilidade e justiça social são desafios para indústria de agroenergia

A indústria sucroalcooleira brasileira está de parabéns pelo desenvolvimento de uma agroenergia de qualidade e competitiva internacionalmente, mas precisa investir ainda mais para melhorar as condições de trabalho no campo, até mesmo como estratégia de negócio, já que adversários comerciais poderão usar essa brecha para barrar o avanço da indústria nacional. Em discurso feito na abertura da 18ª Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro) e da 8ª Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Acúcar (Agrocana), em Sertãozinho (SP), o presidente Lula afirmou que é preciso mostrar ao mundo que os avanços conquistados pela indústria brasileira vão além do etanol, chegando também à qualidade de vida dos trabalhadores:

A liderança conquistada tecnologicamente pela nossa agroenergia deve agora vencer o desafio de associar ao etanol brasileiro o selo da sustentabilidade e o primado da justiça social.

Lula elogiou o amadurecimento do setor sucroalcooleiro brasileiro, que soube superar desconfianças que tinha do governo para estabelecer uma relação sadia, de lealdade, e disse que também tinha dúvidas sobre o comportamento dos empresários do setor. Mas hoje ambos os lados aprenderam a conviver harmoniosamente, para o bem do País – o governo estabelecendo o etanol como diretriz para a matriz energética brasileira e os empresários desenvolvendo e entregando o combustível do século 21, ajudando assim o País a cumprir metas de emissão de gases do efeito estufa.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

 

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