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Domingo, 16 de novembro de 2014 às 12:34

China retira oficialmente embargo à carne bovina brasileira após encontro entre Dilma e Xi Jinping

G20

A presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês, Xi Jinping, assinaram protocolo para liberação de venda de carne bovina para o mercado chinês, embargada desde 2012 devido suspeita, não confirmada, de registro de mal da vaca louca, ocorrido no Paraná.

O encontro ocorreu durante intervalo da reunião de Cúpula do G20, em Brisbane, na Austrália, às 08h30 deste domingo (16), 20h30 de sábado (15), no horário de Brasília.

Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping. (Brisbane - Austrália, 16/11/2014) Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping. (Brisbane – Austrália, 16/11/2014) Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Com o acordo bilateral, a expectativa do governo brasileiro é vender de US$ 800 milhões a US$ 1,2 bilhão de carne para China só em 2015. Também foram tratados avanços das relações entre os dois países no setor aéreo, como a venda de aeronaves da Embraer para a China.

O último encontro da presidenta Dilma com Xi Jinping ocorreu em julho, no Brasil, durante a realização da VI Cúpula do Brics em Fortaleza (CE). A China é considerada o principal parceiro comercial do Brasil. Só em 2013, o comércio entre os dois países superou os US$ 83 bilhões.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 22:39

Novas parcerias comerciais aumentam valor agregado das exportações brasileiras à China

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 22:03

Novas parcerias comerciais aumentam valor agregado das exportações brasileiras à China

Brasil e China

Na reunião bilateral entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês Xi Jinping, realizada nesta quinta-feira (17) no Palácio do Planalto, foram assinados 32 atos, dentre eles, importantes parcerias comerciais. O Brasil tem na China seu principal parceiro comercial desde 2009, sendo que o volume de negócios chegou a quase US$ 90 bilhões em 2013. Este valor deve crescer ainda mais com o levantamento do embargo e disposição de compra de carne bovina pela China.

Sobre a exportação de carne, o Blog do Planalto conversou com o diretor de Assuntos Corporativos da Brasil Foods, Marcos Jansk. Ele destacou a complementariedade que existe entre os dois países e o potencial de aumento nas exportações para o parceiro comercial.

“Quase metade do que se vende para a China é agronegócio, mas eu diria que quase 80% é soja, e nós temos a chance agora de adicionar mais valor aos nossos produtos através de proteínas animais, de carnes. Então, ao invés de a gente estar exportando US$ 500 por tonelada, nós podemos chegar a até US$ 5 mil por tonelada, a partir da exportação da proteína.”
, avaliou o diretor.

Durante a reunião, a presidenta Dilma destacou a necessidade de diversificar e agregar valor às exportações e investimentos brasileiros relacionados à China. Ela citou como exemplo importante a venda de 60 aeronaves da Embraer. Frederico Fleury Curado, presidente da fabricante de aviões, contou ao Blog mais sobre os contratos assinados durante a cerimônia.

“Nós assinamos hoje dois contratos: um de 40 aeronaves, com uma empresa que já é cliente nossa, chamada Tianjin Airlines; e outro de 20 aeronaves com uma empresa que na verdade é uma empresa de leasing, que é do maior banco chinês, atualmente o maior banco do mundo, o ICBC. (…) além das commodities, além de minérios, além de soja e produtos agrícolas, o Brasil também passa a exportar para a China produtos com alto valor agregado”, declarou.

Outro setor que apresenta grandes oportunidades de aumentar o valor agregados das exportações ao país asiático, é o de serviços. Essa é a avaliação de Luigi Nese, presidente da Confederação Nacional de Serviços. Ele ressaltou a experiência do Brasil em informatização/tecnologia bancária como geradora de oportunidades de negócios.

“Nós temos uma expertise muito grande aqui no Brasil, o sistema financeiro brasileiro é um dos melhores informatizados do mundo e podemos ter condições de implementar isso na abertura de mercado que eles estão fazendo agora, implementando o setor financeiro dentro da China, inclusive para financiamento de varejo”, afirmou Nese.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 20:10

Presidenta anuncia criação de fórum e fundos de investimento entre China e América Latina

Presidenta Dilma e presidente Xi Jinping posam com chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma e presidente Xi Jinping posam com chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidenta Dilma Rousseff detalhou, em coletiva de imprensa, uma série de propostas apresentadas na reunião da Cúpula Brasil-China e líderes da América, nesta quinta-feira (17), devido à visita do presidente chinês Xi Jinping. Eles decidiram constituir o Fórum América Latina, Caribe e China, que deve se reunir pela primeira vez no ano que vem.

Além deste fórum, algumas medidas foram propostas pelo governo chinês no sentido de aproximar as relações com a América Latina. Entre elas, o lançamento de um fundo específico para financiar projetos de infraestrutura, com capital inicial de US$ 10 bilhões, e total de US$ 20 bilhões. A China propôs a ideia para estar pronta também em 2015.

Outra das propostas discutidas na Cúpula foi o lançamento de uma linha de crédito preferencial com a Celac, dentro de um banco chinês, podendo chegar a US$ 10 bilhões. Por fim, um fundo de cooperação sino-americano e caribenho no valor de US$ 5 bilhões, para investimentos em áreas a serem definidas em comum acordo entre as partes, além do lançamento de uma linha para a América Latina com 6 mil bolsas de estudo.

Na visão da presidenta, o que mais importante, tanto no relacionamento Brasil-Brics como no relacionamento América Latina-China, é que se trata de uma região sem guerras militares.

“Qual é a grande vantagem da América Latina? É viver em paz, sem conflitos religiosos, étnicos ou de qualquer espécie. E fiquei orgulhosa, tanto na reunião com chefas e chefes de Estado e Governo, ontem na reunião com a Unasul, quanto na reunião agora feita com a Celac. Eu considero que demonstrou-se uma reunião de alto nível, em que questões importantes foram olhadas, numa ótica e perspectiva da América Latina”, analisou.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 17:05

Brasil e China: parceiros na construção da paz, da democracia e da inclusão

Brasil e China

Durante almoço oficial pela visita do presidente chinês Xi Jinping, a presidenta Dilma Rousseff considerou que a relação bilateral tem o objetivo de transformar Brasil e China em nações com oportunidades para seus povos. Dilma ressaltou também os investimentos anunciados nesta quinta-feira (17), ampliação da cooperação em áreas variadas e afirmou que os dois países são parceiros na construção de uma ordem internacional pacífica, democrática e inclusiva e qualificou como sólida a relação de 40 anos com o país.

“Nós celebramos os 40 anos do estabelecimento de nossas relações diplomáticas da melhor forma possível, fazendo avançar uma parceria estratégica, sólida e promissora. Anunciamos juntos novos investimentos e a ampliação de nossa cooperação em todas as áreas. Mantivemos diálogo fluído e amistoso sobre o atual momento das relações internacionais nas quais Brasil e China ocupam papel crescente”, brindou.


Confira a íntegra

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 14:02

Acordos na área de energia reforçam parceria entre Brasil e China

Presidenta Dilma recebe o presidente chinês, Xi Jinping, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma recebe o presidente chinês, Xi Jinping, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

As parcerias comerciais e no setor de infraestrutura entre Brasil e China saíram reforçadas da reunião bilateral entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês Xi Jinping nesta quinta-feira (17). Dois acordos na área de energia mereceram destaque entre os 32 atos assinados entre os governos. O primeiro, firmado entre Eletrobrás e a chinesa State Grid, estabelece os parâmetros para construção de linhas de transmissão para ultra-alta tensão na Usina de Belo Monte. No segmento de geração, um segundo acordo firmado entre Eletrobrás/Furnas com os construtores da hidrelétrica chinesa de Três Gargantas deve dar as bases do projeto de construção da usina hidrelétrica do Rio Tapajós.

A presidenta destacou o fato do Brasil ser o principal destino de investimentos chineses na América Latina.

“Esses investimentos apresentam forte tendência ao crescimento e à diversificação em áreas como energia, tecnologias da informação e da comunicação, automóveis, alta tecnologia, bancos, petróleo, entre outros setores consolidam a China como grande parceira do desenvolvimento brasileiro.”

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Dilma ressaltou também a abertura de oportunidades para que empresas chinesas participem de licitações em projetos de infraestrutura e logística. Nesse setor, o destaque foi para o Memorando de Entendimento sobre Cooperação Ferroviária, assinado entre o Ministério dos Transportes e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que abre espaço para a participação de empresas chinesas na licitação do trecho 4 da Ferrovia Transcontinental, que ligará Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO).

“ Essa obra integra a Ferrovia Transoceânica Brasil – Peru, fundamental para a integração sulamericana e o escoamento das exportações brasileiras para a Ásia”, analisou a presidenta.

Investimentos e comércio bilateral
Durante a assinatura de atos, a presidenta lembrou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, passando de US$ 3 bilhões para quase US$ 90 bilhões em 2013. O volume deve crescer ainda mais com o levantamento do embargo e disposição de compra de carne bovina para a China. Dilma afirmou ainda que a relação bilateral ganha força com as indústrias chinesas que serão instaladas no país.

“No setor industrial, a relação bilateral sai fortalecida com os anúncios de investimentos significativos para a fábrica de maquinário para construção civil, pela Sany, no valor de US$ 300 milhões, e a instalação da montadora Chery, no valor de US$ 400 milhões, ambas em Jacareí. Cada uma gerará mil novos postos de trabalho. Identificamos, ainda, amplas oportunidades de cooperação no setor do agronegócio”, explicou.

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A presidenta destacou ainda a necessidade de diversificar e agregar valor às exportações e investimentos brasileiros. Ela citou como exemplo importante a venda de 60 aeronaves da Embraer às empresas chinesas Tianjin Airlines e ICBC Leasing.

Assinatura de atos
Os 32 atos assinados na cerimônia desta quinta-feira (17) abrangem áreas de transporte, energia, infraestrutura, tecnologia, comércio e educação. Dentre vários tópicos, os acordos falam sobre facilitação de vistos de negócios, cooperação na área de Defesa, Aviação Civil, cooperação industrial, além da ampliação da presença de estudantes brasileiros na China por meio do programa de bolsas de intercâmbio do governo brasileiro, do aprendizado do mandarim no Brasil, e do lançamento de um serviço chinês para buscas na internet.


Confira a íntegra

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 9:48

Brasil e China celebram 40 anos de cooperação e querem mudar pauta de comércio bilateral

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 9:39

Novo banco terá postura diferenciada em relação a países em desenvolvimento

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 9:35

Brasil e China celebram 40 anos de cooperação e querem mudar pauta de comércio bilateral

Brasil e China

A presidenta Dilma Rousseff recebe, nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, para reunião bilateral e assinatura de acordos como parte da visita de Estado do líder chinês ao Brasil. É a primeira viagem dele para a América Latina desde a sua posse em 2013.

Os dois países celebram 40 anos de harmonia e cooperação em 2014. A China é, desde 2009, o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2013, foram trocados US$ 83,3 bilhões entre os países, um aumento de 10% em relação a 2012. Esse valor deverá ultrapassar US$ 90 bi neste ano. O embaixador Francisco Mauro Brasil de Holanda, diretor do Departamento da Ásia do Leste do Itamaraty conversou com o Blog do Planalto sobre esta relação importante para o Brasil.

“Pretendemos reforçar o compromisso, mas também expressar o interesse para que a pauta exportadora possa contemplar uma proporção maior de produtos de maior valor agregado. Atualmente três famílias de produtos, que são os minérios, soja e petróleo, respondem por mais de 80% da pauta de exportação brasileiras, o que torna essa pauta muito suscetível a oscilações do ciclo econômico. Então estamos fazendo um esforço muito grande no sentido de aumentar a participação de produtores de maior valor agregado”, diz Francisco.

Para o embaixador, a China está promovendo uma segunda onda de investimentos.

“No campo dos investimentos há uma segunda onda de investimentos chineses no Brasil. A primeira se dirigia para os três setores: minérios, soja e petróleo. E progressivamente há participações em setores industriais, alta tecnologia, equipamentos pesados, automóveis”, afirma o diplomata.

O embaixador enfatiza dois pontos importantes em que se espera expandir o comércio: expansão das vendas de aviões da Embraer e normalização do acesso à carne bovina. Francisco Mauro também cita outras áreas que se pretende aumentar as trocas: educação, cultura, ciência e inovação aeroespacial e satélites meteorológicos. Segundo o embaixador, a maior expectativa é em relação a avanços de cooperação em infraestrutura, em particular ferroviária e portuária.

“São setores em que a China alcançou avanços tecnológicos extraordinários e que é uma área na qual nós somos muito carentes de investimentos, sobretudo na ligação da região Centro Norte do Brasil com os portos da região Norte, que são portos de águas profundas que estão muito próximos do Canal do Panamá”, explica o embaixador.

Além da reunião presidencial, haverá um encontro do conselho empresarial dos dois países e uma conferência entre Brasil, China, quarteto da Comunidade de Estados Latino-americanos (CELAC), México e América do Sul.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 9:24

Visita oficial do presidente da China, Xi Jinping, reunião de Cúpula Brasil-China e líderes da América Latina e do Caribe

Agenda presidencial

Nesta quinta-feira (17), às 09h30, a presidente Dilma Rousseff participa, no Palácio do Planalto, da cerimônia oficial de chegada do Presidente da República Popular da China, Xi Jinping. Logo depois, às 10h, a presidenta Dilma tem reunião bilateral com o presidente chinês, seguida de reunião ampliada, às 10h30 e, então, declaração à imprensa de ambos às 11h30.

Às 12h, no Palácio do Itamaraty, Dilma participa do encerramento do Conselho Empresarial Brasil-China, seguido de almoço em homenagem ao presidente Xi Jinping, às 12h30. A fotografia oficial ocorrerá às 16h e, às 16h10, será iniciada a reunião de Cúpula Brasil-China e líderes da América Latina e do Caribe.

A presidenta Dilma Rousseff encerra o dia às 20h30, na celebração Brasil-China: 40 anos de harmonia e cooperação Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

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