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Quinta-feira, 5 de setembro de 2013 às 4:30

Presidenta Dilma participa de reunião de trabalho do G20 em São Petersburgo, Rússia

Quinta-feira, 30 de junho de 2011 às 18:57

Audiências com empresas chinesas que investirão US$ 500 milhões no Brasil foram preparadas por ministérios, esclarecem MDIC e MCT

Durante a visita da presidente Dilma Rousseff à China, em abril de 2011, houve encontros, entre outros, com duas grandes empresas de tecnologia chinesas que pretendiam ampliar seus investimentos no Brasil: Huawei e ZTE. Nos encontros, a presidenta ouviu dos executivos explanação sobre planos de investimentos de US$ 500 milhões no País – US$ 300 milhões da Huawei e US$ 200 milhões da ZTE.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou nos últimos dias reportagens que lançaram suspeitas sobre a inclusão desses compromissos na agenda presidencial.

Para afastar qualquer dúvida sobre a legitimidade da relação do governo com as empresas citadas, gigantes internacionais do setor de tecnologia, os Ministérios de Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, além da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, enviaram notas ao jornal, informando sobre os procedimentos que resultaram nas agendas da China.

Aqui, as notas são reproduzidas na íntegra, para levar aos demais interessados os esclarecimentos que sepultam qualquer tentativa de distorção dos fatos narrados:

1) Nota do MCT

Respostas aos questionamentos do jornal O Estado de S. Paulo
 
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, participou de todas as tratativas de investimentos preparatórias para a viagem a China.

A construção da agenda presidencial, sobre investimentos de Tecnologia de Informação, foi construída a partir da visita do embaixador Kiu Xiaogi, em 11 de março, às 16h30, no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em Brasília (DF).

Xiaogi comunicou que, além da Foxconn, que estava em negociação com o MCT para ampliar seus investimentos no Brasil, que além dos 6 mil empregos já existentes, enviarão novos investimentos para a produção de Ipad e Iphone, com mais de 3,5 mil empregos a serem criados na cidade de Jundiaí (SP).

O embaixador chinês comunicou o grande interesse do seu país para que o MCT recebesse a equipe da ZTE, empresa estatal chinesa.
 
De fato, o encontro ocorreu em 18 de março, com os secretários de Política de Informática, Virgilio Almeida, e o de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Ronaldo Mota, sem a presença do ministro.

Na reunião, foi tratado sobre o memorando de entendimento entre a prefeitura de Hortolândia (SP) e a ZTE, no valor US$ 200 milhões e da geração de 2 mil novos empregos.

O lançamento desse memorando foi feito no dia 25 de março, em Hortolândia (SP). Convidado pelo prefeito da cidade, Ângelo Perugine, o ministro Mercadante esteve presente na prefeitura com ampla cobertura da mídia regional e visitou o Centro da IBM regional.

O ministro Aloizio Mercadante esteve em dois encontros com a diretoria da ZTE. No dia 25 de março, em Hortolândia, e em visita a China, no Centro de P&D.

Na segunda-feira (27), por questões de agenda, não pode participar da reunião da presidente da República, Dilma Roussef, com o presidente mundial da ZTE.

Segundo os planos divulgados pela ZTE nesta data, a nova fábrica da ZTE iniciará a produção de telefones celulares em três meses e de tablets em seis meses.

O embaixador comunicou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) havia iniciado tratativas com a empresa ZTE e a Huawei e também solicitou audiência entre a presidenta e o presidente das duas empresas na China, o que aconteceu nesta oportunidade, foi feito um novo anúncio de investimentos de US$ 300 milhões e doação de equipamentos no valor de US$ 50 milhões para a pesquisa relacionada à computação em nuvem, por parte da Hauwei.

Os investimentos estão previstos para cidade de Campinas (SP), onde está sua planta inicial, mas não foram efetivados até o momento.

O acompanhamento das três empresas é feito pelas Secretarias de Política de Informática do MCT, que tem oficializada a demanda de 14 novas empresas de investimentos de produção de tablets no Brasil, a partir das novas regras exigidas pelo governo.

Existe um grupo interministerial constituído por técnicos de MCT, MDIC, Ministério da Fazenda e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para esse conjunto de investimento, bem como para outros investimentos que estão em andamento na cadeia de TI.

O MCT tem relação republicana, transparente e pública com empresas em áreas estratégicas e interessadas em investir no Brasil, instalar centros de pesquisa, transferir tecnologia e fortalecer o parque industrial brasileiro.

Como exemplo, estivemos ontem, em São Paulo, na sede da IBM inaugurando seu novo Centro de Pesquisa. O Brasil é o primeiro país do hemisfério sul e o sexto no mundo a receber este tipo de instrumento.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Ciência e Tecnologia

2)Nota explicativa do MDIC

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel visitou  a cidade de Pequim, na China, entre os dias 2 e 5 de março. A viagem teve por objetivo a preparação da visita da Presidente Dilma Rousseff, agendada para o mês seguinte. Acompanhado do ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, o ministro Fernando Pimentel participou de uma reunião conjunta MDIC/MRE com o primeiro-ministro Wen Jiabao. Em seguida, teve reuniões privadas com o ministro de Comércio, Chen Deming e Chen Yuan, Presidente do Banco de Desenvolvimento da China. A comitiva ministerial também visitou o Centro de Negócios da APEX, em Pequim, para reunião com empresários brasileiros instalados naquele país.

2)      No dia 4 de março, o ministro Fernando Pimentel participou de uma reunião com o vice-presidente mundial da Huawei. Na ocasião, o vice-presidente informou o ministro sobre os investimentos da empresa chinesa no Brasil. Solicitou também um encontro com a presidente da República, Dilma Rousseff, para o anúncio oficial desses investimentos, durante a visita presidencial

3)      No 12 de abril, a reunião entre a Presidente Dilma Rousseff e o presidente mundial da Huawei, em Pequim, foi acompanhada pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, de Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante e de Relações Exteriores, Antônio Patriota.

4)      O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,  em parceria com a APEX-BRASIL, foi também responsável  pela organização da visita da presidente Dilma Rousseff ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ZTE, em Xian (China), no dia 15 de abril.

5)      Atualmente, o MDIC mantém contato, por meio de grupos de trabalho interministeriais, com as empresas de tecnologia de informação Huawei, ZTE e Foxconn que anunciaram investimentos no Brasil naquela ocasião.

6)      Destaca-se também que entre os dias 7 e 12, o MDIC e a APEX-BRASIL divulgaram outros negócios fechados durante a Missão Comercial à China com  empresas chinesas como a Chery Automobile que anunciou a instalação de uma fábrica em São Paulo e a XCMG (Xu Zhou Construction Machinery Group) que também negocia a instalação de uma unidade industrial para a fabricação de máquinas para a construção civil.  

Assessoria de Comunicação Social
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

3)Nota explicativa da Secretaria de Imprensa da Presidência da República

Prezado Jornalista,
 
Em esclarecimento às suas dúvidas sobre a agenda da presidenta Dilma Rousseff na China, em abril último, informamos que ambas as empresas citadas apresentaram pedidos para agendamento de atividades com a presidenta.
 
Um dos pedidos, para ambas, foi feito por intermédio da embaixada chinesa no Brasil. A Huawei também fez solicitação por intermédio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Prefeitura de Campinas, onde possui instalações. A ZTE também reforçou o pedido diretamente ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
 
Ambos os ministros tiveram contatos prévios com as empresas, tomaram conhecimentos dos seus planos de investimento para o Brasil e recomendaram que os contatos com as diretorias de ambas fossem incluídos na agenda presidencial na China.
 
Nos encontros com a presidenta, as empresas anunciaram formalmente seus planos de investimentos, de US$ 300 milhões, pela Huawei, e de US$ 200 milhões, pela ZTE.
 
Atenciosamente,
 
Secretaria de Imprensa da
Presidência da República

(matérias publicadas sobre os dois encontros no Blog do Planalto)

Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 14:00
ZTE construirá fábrica de US$ 200 milhões no estado de São Paulo

Segunda-feira, 11 de abril de 2011 às 15:16
Chinesa Huawei anuncia investimento de US$ 300 milhões em centro tecnológico

Terça-feira, 31 de maio de 2011 às 9:07

Parcerias comunitárias, abertura de novos mercados no exterior e controle da inflação

Conversa com a Presidenta

A coluna Conversa com a Presidenta publicada nesta terça-feira (31/5), em dezenas de jornais e revistas no Brasil e no exterior, aborda temas como a parceria de associações de bairro ou comunitárias para pôr fim à fome e à miséria, a abertura de novos mercados para o setor agropecuário e o controle da inflação. A primeira questão veio de Arcoverde (PE). A aposentada Maria José Bezerra perguntou quais são ações de governo para acabar com a fome e a miséria.

Leia aqui a íntegra da coluna Conversa com a Presidenta.

“Para o êxito dos nossos programas sociais, nós consideramos fundamental ampliar e fortalecer a parceria com estados, municípios e com a sociedade, o que inclui as entidades comunitárias. Desenvolvemos um programa de capacitação que está qualificando 21 mil conselheiros municipais de assistência social, entre os quais estão os representantes de associações das comunidades. Eles são fundamentais para o controle dos programas, garantindo que nossas ações cheguem de fato aos que mais precisam. Este ano, serão promovidas as conferências nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional e de Assistência Social, envolvendo cerca de 500 mil pessoas.”

E prosseguiu a presidenta Dilma: “Serão encontros importantes, que começam nos municípios, para que as comunidades possam participar. As associações comunitárias têm papel importante também na distribuição de alimentos.” No ano passado, disse a presidenta, nós desembolsamos R$ 800 milhões com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e, com aumentos gradativos até 2014, vamos chegar ao gasto anual de R$ 2 bilhões, um aumento de 150%.

“Os alimentos são comprados pela Conab e encaminhados aos que vivem em situação de insegurança alimentar pelas associações comunitárias, entre outros canais. Com o aumento da aquisição de alimentos, as entidades terão à disposição muito mais produtos e vão poder atender um número muito maior de pessoas.”

O agricultor Edson Benedetto, morador de Caçador (SC), disse que a viagem da presidenta Dilma à China, ocorrida em abril deste ano, “trouxe boas novas para a região do meio-oeste catarinense, que é forte na suinocultura”. Ele indagou: “Que setores agropecuários terão iguais boas novas, pela abertura de novos mercados no exterior?”

“Além da suinocultura, vários outros setores estão sendo beneficiados com a diversificação do nosso comércio exterior. Ampliamos o número de empresas exportadoras de carnes bovina e de frango para a China e conseguimos autorização para exportar gelatinas e produtos derivados do leite. No esforço para diversificar as exportações agropecuárias, já identificamos vários outros produtos com potencial de incremento das vendas por meio de promoção comercial. Alguns deles foram apresentados ao ministro do Comércio da China, Chen Deming, e sua comitiva, durante visita a Brasília este mês: milho, café torrado, cafés especiais, sucos, inclusive de laranja, carnes de aves, mel e vinhos.”

Dilma Rousseff disse também que “outras negociações estão sendo feitas pelo Ministério da Agricultura com mercados importantes, como os da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, para a exportação de carnes bovina e suína”. Essas estratégias, segundo informou a presidenta, contribuíram para o nosso país alcançar um superávit comercial de US$ 5 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado: US$ 2,1 bilhões.

“É importante ressaltar que o Brasil tem hoje a maior agropecuária do mundo e é o único país que ainda pode dobrar sua produção e suas exportações sem alterar o meio ambiente e sem afetar o mercado interno.”

Morador em Vila Velha (ES), o universitário Sidney Lima Neto perguntou: “Como a senhora pretende controlar a inflação, já que houve aumento abusivo no preço da gasolina e elevação nos valores dos produtos da cesta básica?”

“Sidney, posso assegurar a você que a inflação já começou a declinar mais fortemente. Esse recuo está acontecendo porque os preços no mercado internacional pararam de subir e porque adotamos as medidas corretas no Brasil. Tudo que fazemos é sempre com muito critério e equilíbrio, para controlar a inflação sem comprometer o crescimento econômico e a geração de empregos. Entre os mecanismos acionados, destaco o estímulo à agricultura. Para esta safra, a Conab prevê uma colheita recorde de 159,5 milhões de toneladas de grãos.”

E continuou: “Além disso, também estamos controlando o crescimento do consumo, com o corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União e medidas financeiras para moderar a expansão do crédito. Mais importante, estamos mantendo os estímulos aos investimentos, pois é o aumento da capacidade de produção de nosso país que garante o controle da inflação. Todas estas medidas reduzirão a inflação sem comprometer o crescimento da economia.”

Segunda-feira, 18 de abril de 2011 às 10:08

“Estou muito confiante na cooperação mútua entre o Brasil e a China”

Café com a presidenta

A mudança do perfil das exportações da indústria brasileira para a China foi um dos pontos abordados pela presidenta Dilma Rousseff no programa “Café com a Presidenta”, transmitido pela Rádio Nacional na manhã desta segunda-feira (18/4). De acordo com a presidenta, que na semana passada esteve em visita oficial à China, as reuniões ocorridas neste país asiático permitiram “um salto de qualidade nas nossas relações.”

“Mas, ainda, queremos mais. Hoje, nós vendemos muita matéria-prima para a China, queremos vender a matéria-prima, mas também queremos vender os produtos mais elaborados. Vou explicar um exemplo: o produto que mais vendemos para os chineses é o minério de ferro. Queremos, também, vender aço e mesmo produtos acabados de aço. Estou muito confiante na cooperação mútua entre o Brasil e a China.”

Ouça abaixo a íntegra do programa “Café com a Presidenta” ou clique aqui para ler a transcrição.

 

Na avaliação da presidenta Dilma, “a viagem foi bastante proveitosa”. E prosseguiu: “eu diria que foi muito bem sucedida, porque nós alcançamos os nossos principais objetivos: o de abrir as portas para que mais produtos brasileiros, produtos mais elaborados entrassem na China; e trabalharmos juntos em áreas importantes, como a de ciência e tecnologia.”

“Assinamos 20 acordos com o governo chinês. Alguns para desenvolvermos pesquisa nessa área – ciência e tecnologia – e também fecharmos bons negócios com empresários, que vão investir mais no Brasil.”

A presidenta explicou que os investimentos anunciados, “além de trazer dinheiro e novas tecnologias, também vão gerar emprego para milhares de trabalhadores”. Ela apresentou alguns exemplos: “a ZTE, que é uma grande empresa estatal chinesa que produz equipamentos para a área de comunicação. A ZTE vai construir uma nova fábrica, com investimento de mais R$ 350 milhões, gerando milhares de novos empregos em Hortolândia, no interior de São Paulo. Outro exemplo, foi a Foxconn, que é uma grande empresa, líder no setor de componentes para computadores, celulares e televisores. Esta empresa propôs, e nós vamos começar as negociações, para a instalação de uma fábrica no Brasil que irá produzir telas de celulares, telas de televisores e telas de tablets.”

“Nós não achamos que será fácil. Nós vamos ter muito trabalho pela frente, vamos ter de formar brasileiros e brasileiras capacitados para trabalhar nesta área de tecnologia de informação. Mas uma coisa é certa: as empresas não estão vindo para cá por acaso. No ano passado, o Brasil foi o terceiro país que mais vendeu computador no mundo, e isso significa um grande mercado potencial.”

Outro fator importante, segundo explicou na entrevista, é que a produção no Brasil terá como consequência baratear os equipamentos. Numa outra vertente, empresas brasileiras estarão exportando carne de porco e fabricando aviões para atender o mercado chinês. A Embraer fechou acordos para produção do Legacy e a venda de 35 aviões da família B-190 que vão gerar em torno de US$ 1 bilhão para o Brasil.

“Desde 2004, quando o presidente Lula esteve pela primeira vez na China, nós evoluímos muito no volume do nosso comércio, e a China tornou-se o nosso maior parceiro comercial. Essa parceria tem sido boa em vários setores. Nós realizamos, por exemplo, várias pesquisas e iniciativas na área de satélite, lançamos, juntos, três satélites, e agora vamos lançar o quarto e o quinto. Esses satélites servem para acompanhar a agricultura, ver como está a lavoura e, também, monitorar a Amazônia. E essa parceria vai ser muito importante para a implantação do nosso programa de prevenção de catástrofes.”

A presidenta também considerou “muito importante” a reunião dos BRICS oportunidade em que se debateu “temas importantes para os países em desenvolvimento, como o combate à pobreza, um comércio mundial mais equilibrado e o controle da especulação financeira, responsável pela crise”. Ela afirmou ter sido importante o fato de o Brasil ter sido convidado para participar do Fórum de Boao, que reúne todos os governos, os empresários e as lideranças da Ásia.

Sábado, 16 de abril de 2011 às 10:20

Antes do embarque para o Brasil, presidenta visita “Guerreiros de Terracota”

Presidenta Dilma Roussef, antes do retorno para o Brasil, visitou o parque Guerreiros de Terracota, em Xian, na China. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais

Após seis dias de visita oficial à China, a presidenta Dilma Rousseff conheceu, neste sábado (16/4), o parque dos “Guerreiros de Terracota” na cidade de Xian, construído no século 3 durante a dinastia do primeiro imperador chinês, Qin Shi Huang. Segundo informações locais, no livro de visitas monumento conhecido como a “oitava maravilha do mundo”, a presidenta Dilma registrou que o exército de terracota demonstra a imensa capacidade do povo chinês ao longo dos séculos.

Presidenta Dilma Rousseff observa atentamente imagem do parque Gierreiros de Terracota. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ainda de acordo com relatos de quem acompanhou a visita, a presidenta Dilma Rousseff viu de perto o local descoberto em 1974 por moradores que cavavam um poço de água. Ela teria ficado impressionada com o complexo mecanismo de um eixo usado em carruagens da época. “Maravilha, perfeito”, disse. “E funciona?”, perguntou, ao que a guia respondeu que sim. A presidenta fazia perguntas constantemente e queria entender, em detalhes, como tudo funcionava.

A visita oficial à China terminou com um saldo de investimentos concretos, promessas de diversificação comercial, acordo para permanência da fábrica da Embraer no país, encomenda de novos aviões, a abertura parcial do mercado chinês para importação de carne suína e uma série de acordos de cooperação em diversas áreas, entre as quais Ciência e Tecnologia.

A presidenta já embarcou rumo ao Brasil. A chegada na Base Aérea de Brasília está prevista para 6h de domingo (17/4).

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Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 18:12

No último dia de visita à China, Fórum de Boao e fábrica da ZTE

Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 14:35

Imagens da presidenta Dilma Rousseff no Fórum Boao e visita ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ZTE, na China

Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 14:00

ZTE construirá fábrica de US$ 200 milhões no estado de São Paulo

Na companhia de auxiliares diretos, a presidenta Dilma Rousseff visita o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ZTE. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais

A presidenta Dilma Rousseff encerrou visita oficial à China, nesta sexta-feira (15/4), num compromisso no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ZTE, em Xian. O conglomerado chinês de telecomunicações – que tem escritório no Brasil – comunicou, no início da semana, investimentos de US$ 200 milhões na construção de um parque industrial, um centro de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, uma plataforma de distribuição de equipamentos, um centro de treinamento e um call center, na cidade de Hortolândia (SP).

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os executivos da empresa informaram à presidenta Dilma a intenção de investir na primeira fábrica da empresa no Brasil, com uma geração de cerca de 2 mil empregos. Durante a visita que aconteceu nesta sexta-feira, Dilma estava na companhia dos ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e de Tecnologia, da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

Antes da visita à ZTE, Dilma Rousseff participou do Fórum de Boao. Em discurso para um público de empresários e chefes de Estado e de Governo, ela afirmou que há “grandes oportunidades” no Brasil e destacou atrativos para investimentos como a estabilidade econômica e política do país.

O complexo industrial da ZTE que será instalado no estado de São Paulo produzirá, inicialmente, dispositivos como celulares e tablets, mas também fabricará equipamentos de infraestrutura para redes de telecomunicações. “Estamos visando o atendimento do Plano Nacional de Banda Larga, fornecendo tanto para a Telebrás quanto para outras operadoras”, disse Eliandro Ávila, CEO da empresa no Brasil.

A ZTE é fabricante de equipamentos de telecomunicações, de equipamentos 3G e 4G, e de soluções de rede. A empresa fornece produtos e serviços para mais de 140 países e está presente no Brasil desde 2001. Apesar de não possuir ainda nenhuma fábrica no país, a ZTE mantém apenas escritórios e um centro de treinamento e distribuição na cidade de Barueri (SP). Entre os interesses da companhia no Brasil, está a participação no Plano Nacional de Banda Larga.

Uma missão empresarial chinesa, liderada pelo ministro do Comércio, Chen Deming, virá ao Brasil em maio para mais uma rodada de negócios entre os dois países. Segundo o ministério, empresários chineses têm interesse em negócios e investimentos nos setores de energia, obras de infraestrutura para as Olimpíadas de 2016 e inovação tecnológica.

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Sexta-feira, 15 de abril de 2011 às 10:30

Um Brasil de grandes oportunidades em infraestrutura para investidores asiáticos

Presidenta Dilma Rousseff discursa na cerimônia de abertura do Fórum Boao, na China. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais
A presidenta Dilma Rousseff aproveitou o discurso de abertura do Fórum Boao, na China, para apresentar um Brasil disposto a receber investimentos estrangeiros. Durante quase 13 minutos, a presidenta Dilma mostrou um país de grandes oportunidades como as obras de infraestrutura incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do pré-sal, da Copa do Mundo 2014 e dos Jogos Olímpicos 2016. Dilma Rousseff contou também sobre programas sociais implantados pelo governo federal, como o Bolsa Família, e o firme propósito para os próximos anos de erradicar a pobreza.

“Por isso, existem grandes oportunidades no Brasil. Também estamos ampliando nossos investimentos em ciência, tecnologia e inovação, bem como na construção de um desenvolvimento ambientalmente sustentável. Nós hoje combinamos estabilidade econômica, crescimento acelerado, projeto estratégico de desenvolvimento, impulso à ciência, tecnologia e inovação, inclusão social e distribuição de renda, Estado de direito democrático, estabilidade política, compromisso com os direitos humanos e com a sustentabilidade ambiental e um profundo sentimento de autoestima de nosso povo.”

Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff no Fórum Boao, na China.

 

De acordo com a presidenta, “o mundo do século XXI requer criatividade para forjar novos laços entre regiões e continentes”. Ela frisou que “a Ásia e a América Latina podem e devem estreitar seus vínculos, seus laços, seus negócios e suas parcerias, reduzindo distâncias físicas, aproximando visões de mundo, integrando povos e culturas”.

E prosseguiu: “atuamos em cenários econômicos, políticos e sociais distintos. Não buscamos modelos únicos, nem tampouco unanimidades. Os consensos que se tentaram na história recente sob a égide do mercado ou do Estado, que supostamente nunca falhariam, mostraram-se frágeis como castelo de cartas. O grande desafio é construir na diversidade, associando distintos projetos em ambiente de cooperação para o desenvolvimento de todos.”

Ao terminar o pronunciamento, a presidenta brasileira disse esperar que o 10º Fórum de Boao “se fortaleça e que também se fortaleça a determinação de romper paradigmas para aperfeiçoar um diálogo pioneiro entre Estados, sociedades, empresas e instituições, para juntos vencermos os desafios de construir um mundo com as nossas melhores tradições de humanidade, de paz e de solidariedade”.

A pose para foto oficial dos chefes de Governo e de Estado durante abertura do Fórum Boao, na China. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

No último dia da visita oficial à China, a presidenta participou da abertura do Fórum de Boao para a Ásia, cujo tema este ano é “Desenvolvimento Inclusivo: agenda comum e novos desafios”. Participaram ainda da cerimônia os presidentes Hu Jintao, da China; Jacob Zuma, da África do Sul e Dmitri Medvedev, da Rússia; os primeiros-ministros da Coreia do Sul, Kim Hwang-Sik; da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero; e da Ucrânia, Mykola Azarov; além do vice-primeiro ministro da Nova Zelândia, Bill English.

Para uma plateia bastante diversificada, inclusive com empresários expoentes do mercado asiático, a presidenta brasileira iniciou o pronunciamento destacando a importância de participar do encontro. Ela avaliou que o fórum “se constitui num dos mais importantes espaços multilaterais de discussão sobre o destino desta parte importante da Humanidade”.

“Somos favoráveis a todas as iniciativas que busquem aproximar, integrar e desenvolver as relações da Ásia e da América do Sul, as duas regiões que mais crescem no mundo. Apesar da distância entre nossas regiões, o Brasil se reconhece no continente asiático. Nosso país tem composição multiétnica e se formou por fortes movimentos de migrações europeias, africanas e também asiáticas.”

Em seguida, a presidenta brasileira apresentou votos de pesar aos povos do Japão e da Nova Zelândia, que passaram por recentes “eventos naturais”, como terremoto seguido de tsunami. Neste momento, Dilma Rousseff informou que após os compromissos na China, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, visitará o Japão para “expressar ao governo japonês a nossa solidariedade e disposição de apoio”.

Após apresentar seus sentimentos aos dois povos, a presidenta tratou, no discurso, da parte econômica lembrando que “o mundo atravessa um período de profundas transformações”. A multipolaridade econômica e comercial avança, segundo ela, deslocando velhas hegemonias e paradigmas. Esse processo abre espaço para um novo dinamismo, no qual a Ásia é um polo emergente e a América Latina desponta como espaço econômico relevante. Lembrou também da recente crise financeira mundial de 2008.

“Hoje a economia mundial está em recuperação, mas com velocidades diferentes de crescimento entre países avançados e em desenvolvimento. Esta assimetria tem gerado desafios para a administração de nossas economias. De um lado, a expansão da liquidez por parte dos países avançados pressiona a inflação mundial e aprecia as moedas de vários países, sobretudo dos exportadores de commodities, ao mesmo tempo em que promove a insegurança alimentar e energética em outras nações.”

Dilma Rouseff assegurou também ser favorável ao controle da inflação e à estabilidade fiscal. “Eu gostaria de destacar que, para nós, o controle da inflação e a estabilidade são fundamentais para a recuperação da economia mundial”, manifestou.

“Mas isso tem que ter como objetivo criar condições para o crescimento econômico, para a inclusão social, sobretudo naqueles países onde parcelas enormes da população ainda vivem em situação de pobreza ou de pobreza extrema. Desenvolver com inclusão social – que é o tema deste Fórum – é a questão chave para todos nós, mulheres e homens do século XXI. Os movimentos em todo o Oriente Médio e no Norte da África evidenciam que as pessoas estão carentes de inclusão social. Eu acredito que não haverá crescimento sustentado e estável de longo prazo sem fortes programas de inclusão social, redução de desigualdades e participação.”

A presidenta disse também que é importante conjugar o crescimento econômico com melhora na distribuição de renda; passou pela consolidação da macroeconomia e explicou sobre a rede de proteção social como programas de distribuição de renda, aumentos do salário real e de universalização dos serviços públicos.

“Citando alguns exemplos: na área de combate à pobreza e educação criamos o Bolsa Família, um dos maiores programas de renda do mundo, que elevou a renda de milhões de pessoas. Ampliamos o acesso ao ensino básico, criamos mecanismos de financiamento que garantiram o acesso a milhões… milhares de jovens de baixa renda ao ensino superior. Elevamos o nosso investimento e levamos à população rural eletricidade, beneficiando milhões e milhões de famílias. Na habitação, também iniciamos um grande programa de construção de casas.”

Dilma Rousseff destacou também outro ponto de grande importância para o governo brasileiro: a ampliação do investimento e do consumo. Isso permitiu ao país, segundo ela, sair de forma rápida e consistente da grave crise econômica internacional. No setor financeiro, ampliamos o acesso ao crédito. Com isso, fortalecemos a nossa economia e geramos mais de 15 milhões de empregos formais. Nos primeiros três meses deste ano, mantivemos o mesmo ritmo de geração de emprego.

“Foi o aumento do emprego e da renda que viabilizou a construção de um mercado interno de consumo de massas, capaz de sustentar o crescimento de nossa economia e gerar ótimas oportunidades de investimento para o capital privado. Enfim, a democratização do crédito, a elevação da renda do trabalho, as transferências de renda, a universalização de serviços e investimentos em infraestrutura retiraram 36 milhões de pessoas da pobreza num país de 190 milhões e expandiu a classe média brasileira.”

A agenda da presidenta Dilma Rousseff, neste último dia de visita oficial à China, inclui ida ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ZTE, em Xian.

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Quinta-feira, 14 de abril de 2011 às 18:13

Imagens da III Cúpula BRICS de chefes de Governo e Estado, em Sanya, China

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