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Sábado, 25 de abril de 2015 às 20:11

Presidenta Dilma lamenta mortes causadas pelo terremoto que atingiu Nepal, Índia e China

Nota OficialA presidenta Dilma Rousseff expressou pesar pelas vidas que foram perdidas em consequência do terremoto que atingiu Nepal, Índia e China neste sábado (25).

A embaixada brasileira em Katmandu está mobilizada para prestar apoio aos brasileiros que se encontram na região.

Confira a nota na íntegra:

Expresso meu grande pesar pelo terremoto que atingiu o Nepal, Índia e China na manhã deste sábado e que provocou a perda de tantas vidas.

Declaro minha solidariedade aos povos desses países e, em especial, aos brasileiros que estão na região e aos seus familiares.

Ressalto que a Embaixada do Brasil em Katmandu está tomando todas as providências em apoio aos cidadãos brasileiros que estão no Nepal.

Dilma Rousseff
Presidenta da República

Sexta-feira, 27 de março de 2015 às 21:15

Brasil será membro-fundador do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura

O governo brasileiro aceitou o convite da República Popular da China para participar como membro-fundador do Asian Infrastructure Investiment Bank (AIIB), de acordo com nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República. 

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, nesta sexta-feira (27), que o Brasil tem todo o interesse de participar da iniciativa, que deve garantir financiamento para projetos de infraestrutura na região da Ásia.

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 às 21:34

Grupo Celac-China decide ampliar investimentos mútuos a US$ 250 bilhões em dez anos

Com informações do MRE

Representantes da China e dos países da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), aprovaram três documentos principais durante a primeira reunião do foro, realizada na última semana, em Pequim. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (12), pelo Itamaraty, o principal documento aprovado foi o Plano de Cooperação 2015-2019, que abrange uma ampla gama de iniciativas.

Representantes da China e da Celac aprovaram o Plano de Cooperação 2015-2019. Foto: divulgação Itamaraty

Representantes da China e da Celac aprovaram o Plano de Cooperação 2015-2019. Foto: divulgação Itamaraty

Pelo plano, os signatários do acordo se comprometeram a ampliar o comércio e os futuros investimentos entre a China e os países da Celac, de forma equilibrada e benéfica para os dois lados. A meta prevista para o comércio é de US$ 500 bilhões e os investimentos recíprocos devem alcançar US$ 250 bilhões em dez anos, com ênfase especial em alta tecnologia e produção de bens de valor agregado (produtos industrializados).

O foro também decidiu aumentar a troca de visitas, encontros e foros multilaterais entre os líderes da China e da Celac e seus estados-membros, além de aumentar o diálogo e os mecanismos de consulta entre os dois lados. A meta é a plena utilização do fórum como plataforma.

Intercâmbio
Os países do foro consideram a possibilidade de realizar intercâmbios entre partidos políticos, governos locais e jovens chineses e latino-americanos. Nesse sentido, a China irá convidar 1.000 líderes políticos dos países da Celac para visita aquele país nos próximos cinco anos. A China oferecerá aos países da Celac mais de 10 mil bolsas de estudo em diversas categorias no período de quatro anos.

Deve ser realizado, no devido prazo, o Fórum China-América Latina e Caribe Prefeitos de Capitais e o Fórum de Cooperação China-América Latina e Caribe Governos Locais. A China manterá o Fórum China-América Latina e Caribe Jovens Líderes Políticos.

Fortalecimento das relações
O Foro Celac-China é o primeiro mecanismo de interlocução externa formalizado pela Celac com um país em desenvolvimento. Segundo o Itamaraty, o papel da Celac será gradualmente fortalecido, como mecanismo representativo da região, que veicula consensos regionais construídos com base nos interesses nacionais de seus Estados-membros.

Para o chanceler chinês, Wang Yi, a I Reunião Ministerial do Foro Celac-China abre uma nova janela para as relações entre os países envolvidos. Para ele, desde a entrada do novo século, a China e as nações da América Latina vêm seguindo estreitamente a tendência de desenvolvimento conjunto, reforçando de forma constante os intercâmbios político, econômico-comercial e cultural.

Essa cooperação resultou em inúmeros êxitos nos domínios de recursos e energia, infraestrutura, finanças, agricultura e manufatura e tecnologia de ponta. Agora, acrescentou em artigo na imprensa local, a reunião ministerial materializa a cooperação integral entre China e Celac.

“Para mim é motivo de especial satisfação que minha primeira participação em um encontro multilateral como chanceler do Brasil se dê em uma reunião que congrega todos os países da América Latina e Caribe, com os quais compartilhamos história, cultura, desafios, bem como diversas oportunidades de cooperação, e a China, principal parceiro comercial do Brasil, importante parceiro estratégico”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

“Inauguramos um mecanismo com potencial para conceber e implementar novas iniciativas que reforcem e diversifiquem o relacionamento sino-latino-americano e caribenho. Lançamos, hoje, uma parceria duradoura, equilibrada e plena de possibilidades”, acrescentou.

O tema do foro foi Nova Plataforma, Novo Ponto de Partida, Nova Oportunidade. O grupo China-Celac foi criado em 2011 e é composto por 34 países, correspondendo a 21% do PIB, 26% da população e 19% do território mundiais. O foro foi lançado durante a Cúpula de Brasília que reuniu líderes da China e de países da América Latina e Caribe. A ideia da reunião entre os chanceleres foi proposta pela China, durante a Cúpula de Brasília de Líderes do país e da Celac em Brasília, em julho de 2014, como forma de incrementar sua aproximação e investimentos na região.

Quarta-feira, 31 de dezembro de 2014 às 11:44

Novembro: Ordem do Mérito Cultural, José Mujica, Cúpula do G20

Especial Retrospectiva 2014

A presidenta Dilma Rousseff começou novembro recebendo políticos no Palácio do Planalto, como o então do Ceará e novo ministro da Educação, Cid Gomes, e o governador eleito para sucedê-lo, Camilo Santana, e o governador reeleito do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

No Dia Nacional da Cultura (5), condecorou artistas na 20° edição da Ordem do Mérito Cultural (OMC), prêmio entregue para homenagear realizadores culturais. Este ano, 26 pessoas e quatro instituições serão agraciadas. Para Dilma, o prêmio valoriza e reconhece a cultura brasileira, uma das maiores riquezas do País. “A homenagem mostra que a extrema diversidade cultural do Brasil constitui um patrimônio tão importante quanto a nossa capacidade de construir, de criar e de produzir cultura nesse País”, afirmou.

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Dias depois, Dilma se encontrou com o presidente uruguaio, José Mujica. Após o encontro, a presidenta destacou a necessidade de fortalecimento das relações do Brasil com o Uruguai e com os países do Mercosul. Nesse sentido, ela lembrou o avanço de negociações pela integração energética e produtiva entre os países e do investimento em infraestrutura. Para a presidenta, é fundamental fazer investimentos que permitam o crescimento do mercado da região.

A presidenta desembarcou em Doha, no Catar, para visita de Estado de um dia e meio ao país do Oriente Médio. Dilma foi recebida pelo emir do Catar, Xeque Tamim bin Hamad Al Thani, no Emiri Diwan. Ela anunciou no encontro que o Brasil e o país do Oriente Médio criarão um grupo estratégico de trabalho de alto nível para atuação em pontos de interesse comum entre os dois países. O objetivo é ampliar a cooperação e estabelecer melhor intercâmbio em áreas estratégicas, como gás natural, defesa, educação e infraestrutura.

Depois, Dilma foi para Brisbane, na Austrália, para participar da reunião de Cúpula do G20.  Mas antes, aproveitou para se reunir com o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu. Eles trataram das relações comerciais e diplomáticas, além de temas relativos à crise econômica internacional.

Ela também se encontrou com chefes de Estado dos Brics (Índia, China, África do Sul, Rússia e Brasil), onde defendeu que os países do grupo trabalhem para fortalecer o Banco de Desenvolvimento dos Brics e o Acordo Contingente de Reservas e pediu que se concentrem em fortalecer seus mercados internos, no esforço de recompor suas economias.

Ainda na Austrália, a presidenta e o presidente chinês, Xi Jinping, assinaram protocolo para liberação de venda de carne bovina para o mercado chinês, embargada desde 2012 devido suspeita, não confirmada, de registro de mal da vaca louca, ocorrido no Paraná.

Para fechar o mês, Dilma anunciou três nomes da nova equipe econômica do seu ministério. Para o Ministério da Fazenda, a presidenta indicou o sr. Joaquim Levy. O novo titular do Ministério do Planejamento será o sr. Nelson Barbosa. O ministro Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, foi convidado a permanecer no cargo.

Segunda-feira, 29 de dezembro de 2014 às 16:43

Julho: Terceira Etapa do Minha Casa Minha Vida, Final da Copa do Mundo e Cúpula do Brics

Especial Retrospectiva 2014

A presidenta Dilma Rousseff iniciou o mês de julho inaugurando uma importante obra de mobilidade para o Rio de Janeiro: o Arco Metropolitano, rodovia de ligação entre Itaboraí e Itaguaí, num percurso de 145 quilômetros, e que vai se conectar com todas as rodovias federais em território fluminense, integrando ainda os municípios de Nova Iguaçu, Paracambi, Duque de Caxias, Seropédica e Japeri.

No mesmo dia, foi celebrado o atingimento da marca recorde de produção de barris de petróleo no pré-sal. A Petrobras registrou produção diária de 500 mil barris de petróleo nas Bacias de Santos e de Campos.

A presidenta também participou do lançamento do Programa Brasil de Todas as Telas, iniciativa do governo federal para fomentar a produção audiovisual no país. O evento contou com a participação de atores, produtores e empresários do setor.

No Espírito Santo, Dilma participou da entrega de moradias do Minha Casa Minha Vida e de formatura de alunos do Pronatec. Além disso, ela também anunciou recursos do PAC para obras de mobilidade urbana, drenagem e contenção de encostas.

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Falando em Minha Casa Minha Vida, durante a entrega simultânea de 5.460 unidades habitacionais, a presidenta fez um importante anúncio sobre a continuidade do maior programa de moradia popular do país: novas três milhões de casas serão construídas nos próximos anos, destinadas às famílias de baixa renda. “Nosso objetivo é deixar claro que é possível contratar agora três milhões de moradias. Porque aquilo que está dando certo deve ter continuidade. As famílias de menor renda precisam continuar recebendo subsídio quase integral, tal como fizemos até agora. E nós precisamos sinalizar para os empresários se prepararem com terrenos, discutir com prefeitos para que isso ocorra a partir de 2015”, salientou.

Durante visita a Porto Alegre, a presidenta inaugurou as novas instalações do Hospital Restinga e Extremo-Sul. Ainda na capital gaúcha, Dilma anunciou a ajuda do governo federal para a reconstrução de áreas afetadas pelas enchentes no estado.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, veio a Brasília e se reuniu com a presidenta Dilma para tratar da organização para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Mesmo com a desclassificação da Seleção Brasileira, a presidenta Dilma recebeu autoridades e chefes de Estado para a partida final da Copa do Mundo, realizada no Maracanã. Antes da disputa, a presidenta saudou a Rússia, que será anfitriã do próximo mundial, em 2018, e fez um convite para que todos retornem ao Brasil para as Olimpíadas e Paraolimpíadas, em 2016. O presidente Russo Vladimir Putin esteve em Brasília e foi recebido com honras de chefe de Estado. Após o encontro, a presidenta falou das parcerias que vão além de acordos comerciais, mas também nas áreas de energia, defesa, infraestrutura, ciência e tecnologia.

No dia seguinte à partida de encerramento, a presidenta fez um balanço positivo de toda a organização do Brasil para receber o maior evento do futebol mundial. Durante a cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff agradeceu aos envolvidos na organização da Copa do Mundo 2014 e considerou que o povo mostrou sua capacidade de bem receber. “Mais uma vez, o povo brasileiro revelou toda a sua capacidade de bem receber. (…) os torcedores e todos os amantes do futebol, asseguraram uma festa que eu tenho certeza é, sem dúvida, uma das mais bonitas do mundo”, afirmou.

O mês de julho também foi intenso na área das relações internacionais. A presidenta recebeu em Brasília o presidente russo Vladimir Putin; foi a anfitriã da VI Cúpula do Brics, quando foi anunciada a criação do banco de desenvolvimento do bloco e do fundo de reservas; assinou acordos bilaterais com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; recebeu líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), encontrou o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, com quem assinou acordos comerciais e realizou a reunião empresarial entre os dois países, que contou também com a participação de líderes da América Latina. A presidenta também teve encontro com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Dilma Rousseff foi a Uruguaiana para verificar a situação dos municípios atingidos por enchentes na região e confirmou repasse de R$ 54 milhões do governo federal para socorrer as localidades na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

Os representantes do Bom Senso Futebol Clube voltaram ao Palácio do Planalto para conversar com a presidenta sobre os rumos do esporte no Brasil.

Também em julho, a presidenta sancionou a lei 13.018/2014, que estabelece a Política Nacional de Cultura Viva. A lei tem como principal objetivo ampliar o acesso da população brasileira aos direitos culturais.

Dilma foi a Recife prestar homenagens ao escritor Ariano Suassuna. A presidenta divulgou nota de pesar pela morte de Suassuna.

Em Caracas, na Venezuela, a presidenta participou da 46a Reunião de Cúpula do Mercosul e defendeu o fortalecimento dos mercados internos dos membros do Mercosul e a importância da integração dos países sul-americanos. “O Brasil aposta e todos os demais parceiros do Mercosul apostamos na ampliação das trocas econômicas e comerciais. E aí, é muito importante a economia boliviana e as demais economias da América do Sul. Devemos buscar a implementação da desgravação tarifária, o que vai permitir que nós criemos zona de livre comércio sul-americana”, disse na ocasião.

A presidenta fechou o mês sancionando a lei do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que trata do regime de parcerias das Organizações da Sociedade Civil com o Estado.

Confira a série de matérias da Retrospectiva 2014 no Blog do Planalto.

 

Sábado, 13 de dezembro de 2014 às 10:00

Brics propõem acesso universal a medicamentos contra tuberculose

Facilitar o acesso aos medicamentos de combate à tuberculose aos países do Brics e em países de baixa renda. Este é principal resultado da 4ª Reunião de Ministros da Saúde do Brics, realizada de 2 a 5 de dezembro em Brasília. O enfrentamento à má nutrição e as trocas de experiências em relação às ações de prevenção a aids e ebola também foram incluídos entres os compromissos firmados em um comunicado apresentado na sexta-feira (5) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Ações cooperativas entre países do Brics, que reúnem 43% da população mundial, impactam fortemente no mapa da saúde global. Foto (ministros da Saúde do Brics): José Cruz/Agência Brasil

Ações cooperativas entre países do Brics, que reúnem 43% da população mundial, impactam fortemente no mapa da saúde global. Foto (ministros da Saúde do Brics): José Cruz/Agência Brasil

“O documento reflete a preocupação dos cinco países com a saúde global. A possibilidade de garantirmos o fornecimento gratuito de medicamentos de primeira linha contra a tuberculose é um marco e demonstra nosso compromisso, o fomento ao desenvolvimento tecnológico, e respaldo às iniciativas multilaterais de saúde”, declarou Chioro.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 22 países sejam responsáveis por mais de 80% dos casos de tuberculose no mundo e que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul representam 50% dos casos notificados. A expectativa é que seja atingida a meta de 90% dos grupos vulneráveis, e que 90% dos pacientes sejam diagnosticados. Como resultado, o tratamento com sucesso de 90% das pessoas. O plano para universalização dos medicamentos de tuberculose será finalizado em março de 2015, quando especialistas do Brics se encontrarão para definir as estratégias e metas que deverão ser adotadas pelos países.

Na área de HIV e aids, o debate foi em torno da adesão às metas voltadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença. Os países pretendem cumprir a meta estabelecida pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e pela OMS, conhecida como 90-90-90, até 2020. A meta é testar 90% da população e, das pessoas que apresentarem resultado positivo, tratar 90%. Como resultado, conseguir que 90% das pessoas tratadas apresentem carga viral indetectável.

Os representantes expressaram preocupação sobre a epidemia do ebola e aprovaram a criação de um grupo de trabalho para desenvolver um plano conjunto de enfrentamento da doença. Na quarta-feira (3), o governo brasileiro já havia anunciado a doação de R$ 25 milhões a agências das Nações Unidas para combate ao ebola.

Outro item debatido foi o número elevado de mortes prematuras associadas a doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) em países em desenvolvimento. Os ministros reforçaram a importância da adoção de estratégias para reduzir fatores de risco (consumo de tabaco, dieta inadequada, inatividade física e do uso nocivo do álcool), para fortalecer seus serviços de saúde e para promover a investigação e desenvolvimento e acesso a medicamentos.

Brics
As ações cooperativas entre os representantes do Brics impactam fortemente no mapa da saúde global, tendo em vista que juntos reúnem 43% da população mundial. Os países enfrentam uma série de desafios de saúde pública similares, incluindo o acesso aos serviços de saúde e medicamentos, aumento dos custos de saúde especialmente referente a doenças infecciosas e também as taxas crescentes de doenças não transmissíveis.

Nos encontros anteriores, os governos apresentaram a necessidade de equacionar as diversas assimetrias na área de saúde. Uma das propostas foi a possibilidade de se estabelecer uma Rede de Cooperação Tecnológica, como forma de promover a transferência de tecnologias e o acesso a medicamentos. Em 2013, foi adotado o Marco do Brics para a Colaboração em Projetos Estratégicos em Saúde.

Com informações do Ministério da Saúde.

Domingo, 16 de novembro de 2014 às 12:34

China retira oficialmente embargo à carne bovina brasileira após encontro entre Dilma e Xi Jinping

G20

A presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês, Xi Jinping, assinaram protocolo para liberação de venda de carne bovina para o mercado chinês, embargada desde 2012 devido suspeita, não confirmada, de registro de mal da vaca louca, ocorrido no Paraná.

O encontro ocorreu durante intervalo da reunião de Cúpula do G20, em Brisbane, na Austrália, às 08h30 deste domingo (16), 20h30 de sábado (15), no horário de Brasília.

Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping. (Brisbane - Austrália, 16/11/2014) Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping. (Brisbane – Austrália, 16/11/2014) Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Com o acordo bilateral, a expectativa do governo brasileiro é vender de US$ 800 milhões a US$ 1,2 bilhão de carne para China só em 2015. Também foram tratados avanços das relações entre os dois países no setor aéreo, como a venda de aeronaves da Embraer para a China.

O último encontro da presidenta Dilma com Xi Jinping ocorreu em julho, no Brasil, durante a realização da VI Cúpula do Brics em Fortaleza (CE). A China é considerada o principal parceiro comercial do Brasil. Só em 2013, o comércio entre os dois países superou os US$ 83 bilhões.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 22:39

Novas parcerias comerciais aumentam valor agregado das exportações brasileiras à China

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 22:03

Novas parcerias comerciais aumentam valor agregado das exportações brasileiras à China

Brasil e China

Na reunião bilateral entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês Xi Jinping, realizada nesta quinta-feira (17) no Palácio do Planalto, foram assinados 32 atos, dentre eles, importantes parcerias comerciais. O Brasil tem na China seu principal parceiro comercial desde 2009, sendo que o volume de negócios chegou a quase US$ 90 bilhões em 2013. Este valor deve crescer ainda mais com o levantamento do embargo e disposição de compra de carne bovina pela China.

Sobre a exportação de carne, o Blog do Planalto conversou com o diretor de Assuntos Corporativos da Brasil Foods, Marcos Jansk. Ele destacou a complementariedade que existe entre os dois países e o potencial de aumento nas exportações para o parceiro comercial.

“Quase metade do que se vende para a China é agronegócio, mas eu diria que quase 80% é soja, e nós temos a chance agora de adicionar mais valor aos nossos produtos através de proteínas animais, de carnes. Então, ao invés de a gente estar exportando US$ 500 por tonelada, nós podemos chegar a até US$ 5 mil por tonelada, a partir da exportação da proteína.”
, avaliou o diretor.

Durante a reunião, a presidenta Dilma destacou a necessidade de diversificar e agregar valor às exportações e investimentos brasileiros relacionados à China. Ela citou como exemplo importante a venda de 60 aeronaves da Embraer. Frederico Fleury Curado, presidente da fabricante de aviões, contou ao Blog mais sobre os contratos assinados durante a cerimônia.

“Nós assinamos hoje dois contratos: um de 40 aeronaves, com uma empresa que já é cliente nossa, chamada Tianjin Airlines; e outro de 20 aeronaves com uma empresa que na verdade é uma empresa de leasing, que é do maior banco chinês, atualmente o maior banco do mundo, o ICBC. (…) além das commodities, além de minérios, além de soja e produtos agrícolas, o Brasil também passa a exportar para a China produtos com alto valor agregado”, declarou.

Outro setor que apresenta grandes oportunidades de aumentar o valor agregados das exportações ao país asiático, é o de serviços. Essa é a avaliação de Luigi Nese, presidente da Confederação Nacional de Serviços. Ele ressaltou a experiência do Brasil em informatização/tecnologia bancária como geradora de oportunidades de negócios.

“Nós temos uma expertise muito grande aqui no Brasil, o sistema financeiro brasileiro é um dos melhores informatizados do mundo e podemos ter condições de implementar isso na abertura de mercado que eles estão fazendo agora, implementando o setor financeiro dentro da China, inclusive para financiamento de varejo”, afirmou Nese.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 20:10

Presidenta anuncia criação de fórum e fundos de investimento entre China e América Latina

Presidenta Dilma e presidente Xi Jinping posam com chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma e presidente Xi Jinping posam com chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidenta Dilma Rousseff detalhou, em coletiva de imprensa, uma série de propostas apresentadas na reunião da Cúpula Brasil-China e líderes da América, nesta quinta-feira (17), devido à visita do presidente chinês Xi Jinping. Eles decidiram constituir o Fórum América Latina, Caribe e China, que deve se reunir pela primeira vez no ano que vem.

Além deste fórum, algumas medidas foram propostas pelo governo chinês no sentido de aproximar as relações com a América Latina. Entre elas, o lançamento de um fundo específico para financiar projetos de infraestrutura, com capital inicial de US$ 10 bilhões, e total de US$ 20 bilhões. A China propôs a ideia para estar pronta também em 2015.

Outra das propostas discutidas na Cúpula foi o lançamento de uma linha de crédito preferencial com a Celac, dentro de um banco chinês, podendo chegar a US$ 10 bilhões. Por fim, um fundo de cooperação sino-americano e caribenho no valor de US$ 5 bilhões, para investimentos em áreas a serem definidas em comum acordo entre as partes, além do lançamento de uma linha para a América Latina com 6 mil bolsas de estudo.

Na visão da presidenta, o que mais importante, tanto no relacionamento Brasil-Brics como no relacionamento América Latina-China, é que se trata de uma região sem guerras militares.

“Qual é a grande vantagem da América Latina? É viver em paz, sem conflitos religiosos, étnicos ou de qualquer espécie. E fiquei orgulhosa, tanto na reunião com chefas e chefes de Estado e Governo, ontem na reunião com a Unasul, quanto na reunião agora feita com a Celac. Eu considero que demonstrou-se uma reunião de alto nível, em que questões importantes foram olhadas, numa ótica e perspectiva da América Latina”, analisou.

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