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Quarta-feira, 25 de março de 2015 às 10:00

Trabalho incansável da assistência social garante direitos aos brasileiros de norte a sul

Com informações da revista O Brasil Mudou

Quase metade dos brasileiros já foi atendida alguma vez em uma unidade de assistência social. Hoje, mais de 27 milhões de famílias – perto de 100 milhões de pessoas – estão registradas no Cadastro Único do Governo Federal. E o registro no Cadastro, porta de entrada para dezenas de programas sociais, é feito por um dos mais de 260 mil trabalhadores da rede pública que atuam no Sistema Único de Assistência Social (Suas) em todo o Brasil.

Assistentes sociais são os responsáveis por registrar os 27 milhões de famílias no Cadastro Único do governo federal, porta de entrada para programas sociais. Foto: Sérgio Amaral

Assistentes sociais são os responsáveis por registrar os 27 milhões de famílias no Cadastro Único do governo federal, porta de entrada para programas sociais. Foto: Sérgio Amaral

São profissionais diversos, assistentes sociais, psicólogos, advogados, auxiliares administrativos, educadores sociais, sociólogos e antropólogos (nas localidades onde há forte presença indígena). E, para todos eles, resiliência – a capacidade de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – é palavra chave na rotina diária.

A assistente social Iara Maysa Gonçalves de Brito, 33 anos, vê seu trabalho como “uma profissão em que você se angustia, se envolve com as causas. Você se depara com situações muito difíceis”. Segundo ela, no começo da sua vida profissional, tinha insônia, sentia dores de cabeça fortíssimas pensando nas situações que vivenciara nas visitas e nos relatos das pessoas que a procuravam. “É uma profissão em que você se depara com negligência com idoso, com deficiente, com criança… Já senti vontade de chorar na frente do usuário”, conta ela.

Nascida em Itaporanga, no Vale do Piancó, sertão da Paraíba, ela trabalha nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de Pedra Branca, município vizinho, e de Patos, a pouco mais de 100 quilômetros de sua casa. “Hoje já enfrento com mais maturidade, não levo para casa os problemas que a gente vivencia no dia a dia”, explica. “A gente atende 15, 20 pessoas por dia com problemas muito graves, que trazem relatos sofridos. Enquanto escuto, vou pensando em como elaborar um caminho para esta pessoa, para onde encaminhar.”

Iara Maysa sempre trabalhou em Cras. Foto: divulgação MDS

Iara Maysa sempre trabalhou em Cras. Foto: divulgação MDS

Formada em Serviço Social em 2003, ela sempre trabalhou em Cras. Em todo o país, são mais 7,5 mil unidades mantidas pelos governos federal, estaduais e municipais.

Hoje, o sucesso do Pronatec para o público do Brasil Sem Miséria, por exemplo, vem da intermediação que a assistência social faz para negociar os cursos e vagas necessárias com o empresariado local e mobilizar as pessoas para se inscreverem, participarem da qualificação e arrumar um emprego melhor.

“Ajudamos as pessoas a descobrir suas potencialidades. Até mesmo estudamos o que o município tem a oferecer, para que possamos dar palestras, fazer orientação, tudo a partir das próprias famílias”, conta Iara.

Criando exemplos
“Adoro trabalhar com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, com as famílias. O retorno é muito bom. E vejo os resultados, especialmente, com os jovens. Quando o adolescente que fez um curso está empregado, para nós é um ganho muito grande”, conta Selma da Silva, desde 2002 assistente social do Cras de Jacupiranga, município paulista no Vale do Ribeira, a menos de 200 quilômetros da capital.

Selma da Silva coordena o Bolsa Família em Jacupiranga (SP). Foto: divulgação MDS

Selma da Silva coordena o Bolsa Família em Jacupiranga (SP). Foto: divulgação MDS

Hoje com 52 anos, ela começou a trabalhar na assistência social como voluntária da igreja em uma organização não governamental que cuidava de crianças com deficiência em Cubatão, cidade da Baixada Santista onde nasceu. Acabou contratada e se tornou secretária da entidade. Mas não podia tomar providências para ajudar as crianças e suas famílias por não ser assistente social.

Depois de fazer faculdade, Selma foi indicada para trabalhar na prefeitura de Iguape, também na região do Vale do Ribeira.

Entre 1998 e 2002, ela estruturou a assistência social em Iporanga, município vizinho. Hoje, coordena o programa Bolsa Família, o Renda Cidadã, do governo estadual, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e ainda faz reuniões periódicas com 54 mulheres.

A alegria constante estampada no rosto da assistente brilha ainda mais quando ela conta a importância do Cras no município. “Em uma cidade pequena, as pessoas procuram muito a assistência social, para todos os serviços: saúde, educação, liberar visitas para pessoas presas, documentação para auxílio reclusão. As pessoas sabem que têm os direitos, mas não sabem como fazer. Nós ouvimos e encaminhamos para outros departamentos, explicamos como elas devem proceder”, afirma. “E se eu não tiver empatia, se eu não me colocar no lugar do usuário, eu posso me aposentar. Temos que ser sensíveis às situações de cada uma das famílias, para entender e ajudar.”

Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 às 14:00

Ações em educação garantem pleno desenvolvimento intelectual dos jovens

Com informações da revista O Brasil Mudou

A habilidade para desenhar despertou na estudante carioca Andressa Leal Mendes, 15 anos, o interesse pela arquitetura. “Vejo na televisão o que os arquitetos fazem numa casa e digo pra mim mesma: um dia vou conseguir fazer melhor”, planeja. Estudiosa, organizada e detalhista, a adolescente de Nova Iguaçu (RJ) gosta de matemática e é apaixonada pela leitura. Toda a semana retira um livro na biblioteca. Após o horário escolar, Andressa se dedica à oficina de fotografia oferecida. Ela é destaque na turma.

Escola integral, motivação e incentivo da mãe conduzem Andressa Leal para o sonho da universidade. Foto: divulgação MDS

Escola integral, motivação e incentivo da mãe conduzem Andressa Leal para o sonho da universidade. Foto: divulgação MDS

Andressa cursa o 9º ano no Centro Integrado de Educação Pública Ministro Salgado Filho, que oferece aulas em período integral pelo programa Mais Educação. A estratégia faz parte do Plano Brasil sem Miséria e garante às escolas o aumento da jornada em até sete horas diárias. No país, 35,7% das escolas que participam do programa têm maioria de alunos beneficiários do Bolsa Família. No contraturno, os alunos conciliam as disciplinas do currículo escolar e atividades esportivas e culturais.

A cada dia na escola, a menina vem traçando um futuro diferente do de sua mãe, Aline da Silva Leal, 31 anos. A vendedora ambulante precisa do programa Bolsa Família para ajudar no sustento de Andressa e suas duas irmãs. A infância foi difícil. Aos seis anos, foi obrigada a vender doces na rua sozinha para ajudar em casa. O sacrifício a impediu de frequentar a escola. “A primeira vez em que pisei numa sala de aula, na minha vida, foi para participar de uma reunião de pais”, relata.

Aline aprendeu sozinha o pouco que sabe sobre ler e escrever. Ela lamenta nunca ter auxiliado as meninas nas tarefas escolares. “Não posso ajudar, mas estimular sim.” E completa: “Não quero filho meu na rua trabalhando. Posso me apertar um pouco, mas meus filhos têm que estar na escola para ter oportunidades.” Andressa se emociona com as palavras da mãe e diz que, ao pensar no que ela passou, tem mais motivação para estudar. “Não quero essa vida para mim.”

Estudar para superar
A assiduidade na escola e as aulas em tempo integral contribuem para a redução das diferenças no aprendizado de crianças e jovens mais pobres. Os dois fatores vêm se mostrando uma importante combinação para interromper a miséria entre as gerações.

Indianara Vargas (esquerda) aproveita o contraturno da escola em Novo Hamburgo para aprender música. Foto: divulgação MDS

Indianara Vargas (esquerda) aproveita o contraturno da escola em Novo Hamburgo para aprender música. Foto: divulgação MDS

Entre 2002 e 2012, a defasagem idade/série entre os alunos 20% mais pobres caiu de forma notável em decorrência da exigência de frequência às aulas. Em 2012, menos da metade dos estudantes de 15 anos desta faixa de renda ainda registrava defasagem. Dez anos antes, esse percentual beirava 70%.

Os alunos do Bolsa Família estão presentes em 80% das escolas públicas de educação básica, o que representa aproximadamente 160 mil escolas e abrange cerca de 30% das matrículas. O Censo Escolar de 2013 mostrou crescimento de 139% no número de estudantes matriculados em tempo integral: de 1,3 milhão em 2010 para 3,1 milhões em 2013.

Quando mudou de escola no início do ano, Indianara Beloto de Vargas, 13 anos, desconhecia o timbre da escaleta, instrumento de sopro com um pequeno teclado análogo ao do piano. Não sabia também que a nova escola – a Senador Alberto Pasqualini, em Novo Hamburgo (RS) – tinha uma banda marcial.

Uma amiga foi quem a convidou para participar das aulas da banda no contraturno da escola. Contou, com orgulho, que memorizou o Hino Nacional em apenas duas horas. “Basta se empenhar para aprender”, diz a garota. “Nada é difícil.”

Questionada sobre o que mais gosta de estudar, ela responde prontamente: “Adoro matemática.” Indianara quer ser arquiteta, mas não descarta a possibilidade de ser jogadora profissional de handebol, outra atividade que pratica por meio do Mais Educação.

A universidade é só o começo
A ex-beneficiária do Bolsa Família Ethiene Wenceslau conquistou uma vaga no concorrido curso de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Aos 22 anos, moradora da Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, está no sétimo semestre.

Ethiene Wenceslau estuda direito no Rio de Janeiro. É a primeira da família a chegar à universidade. Foto: divulgação MDS

Ethiene Wenceslau estuda direito no Rio de Janeiro. É a primeira da família a chegar à universidade. Foto: divulgação MDS

“Quando você tem um objetivo, você faz de tudo para alcançá-lo”, diz a jovem que foi a primeira na família a entrar na universidade. A mãe deixou os estudos no ensino fundamental e o pai tentou cursar enfermagem, mas “parou no meio do caminho.”

Na comunidade onde vive, cinco amigos entraram na faculdade na mesma época também pelo sistema de cotas. “Um tempo atrás, não teria nenhum”, pondera.

Para ingressar na faculdade, Ethiene enfrentou uma rotina exaustiva no último semestre do ensino médio. Precisou conciliar diariamente a escola pela manhã, o estágio obrigatório à tarde e as aulas em um pré-vestibular social à noite. Conseguiu desconto integral em um curso preparatório particular, que frequentava todos os sábados das 8h às 17h.

Atualmente, faz estágio e recebe R$ 1,2 mil. Ela diz que se sente feliz em conseguir cumprir, pouco a pouco, as metas que estabeleceu, mas ainda tem muitos planos. Quer ter tempo para fazer um curso de francês, comprar uma casa em um lugar melhor para a mãe e deseja conhecer a Europa, “mais por conta da França, que é o meu sonho.”

Leia as outras matérias da Revista O Brasil Mudou
* Subalimentação deixou de ser um fenômeno generalizado no Brasil
* Programas sociais impulsionam economia de pequenos municípios em todo o País
* Depois de curso do Pronatec, Simone Vieira consegue emprego e deixa o Bolsa Família
* Governo lança revista online com brasileiros que mudaram suas vidas por meio de programas sociais

Terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 às 17:30

Depois de curso do Pronatec, Simone Vieira consegue emprego e deixa o Bolsa Família

Da revista O Brasil Mudou

Ex-beneficiária do programa Bolsa Família, Simone Nunes Vieira, de 30 anos, é hoje um exemplo de que, com a ajuda de ações e programas sociais do governo federal e força de vontade, é possível crescer e ainda ter expectativa de ir mais longe.

Ela faz parte de uma das 1,7 milhões de famílias que já deixaram o Bolsa Família voluntariamente – foram às autoridades e pediram para sair – porque não precisavam mais da ajuda do Governo. O principal motivo para o desligamento é a melhoria da renda dessas famílias.

“Antes, queria comprar uma roupa para os guris e não podia", contou Simone. Foto: divulgação MDS

“Antes, queria comprar uma roupa para os guris e não podia”, contou Simone. Foto: divulgação MDS

Além disso, desde 2003 – quando o Bolsa Família foi criado – 1,1 milhão de beneficiários foram desligadas do programa por falta de recadastramento e nunca mais retornaram.

Gaúcha do pequeno município de Camaquã (RS), a 30 quilômetros de Porto Alegre, Simone trabalhou na roça quando criança. A vida difícil no campo a impediu de terminar os estudos. Teve três filhos. A oportunidade de melhorar de vida surgiu quando foi incluída no Bolsa Família, em 2011.

O dinheiro complementava a renda do marido, que trabalha em uma loja de material de construção. Ajudava a comprar roupas e alimentos para os três filhos. Mas Simone era inquieta. Queria aproveitar tudo o que ofereciam para melhorar sua vida e de sua família. Viu os panfletos para cursos gratuitos oferecidos pelo Pronatec e logo se inscreveu para pedreira de alvenaria.

“Escolhi esse curso porque já tinha ajudado a levantar a casa do meu pai, fazendo massa, carregando tijolo e levantando parede”, conta. Ao terminar o curso, Simone se candidatou a uma vaga em uma das maiores empresas de celulose do Rio Grande do Sul.

Como demoravam a chamar, não hesitou e fez também o curso de carpinteira. O emprego apareceu em 2013 e ela finalmente passou a fazer parte do quadro de funcionários da empresa. Quatro meses depois, veio a promoção. O salário aumentou de R$ 880 para R$ 1,5 mil, mais tíquete alimentação de R$ 320. Hoje, a renda mensal dela e do marido soma R$ 2,2 mil.

Assim como Simone, parte dos beneficiários do Bolsa Família que deixaram o programa são hoje novos empreendedores. Brasileiros que buscaram qualificação profissional, se colocaram no mercado de trabalho ou se formalizaram como microempreendedores, com a ajuda de programas como o Pronatec ou o Programa Crescer, de crédito orientado para produção.

Simone conta também que, no primeiro dia de trabalho, o corpo todo tremia, numa mistura de nervoso com alegria. Quase morreu de vergonha quando pisou na obra, lembra, porque grande parte dos trabalhadores eram homens. Com o tempo, foi se acostumando. Quando completou um ano, comprou um bolo – de padaria mesmo – para comemorar. Hoje tem vários amigos no local de trabalho. Ela agora sonha em fazer um supletivo e conquistar novos espaços no mercado.

Melhoria da renda familiar
Com o salário de Simone, a vida de toda a família mudou para melhor. Hoje, ela e o marido conseguem pagar uma pessoa para tomar conta da filha caçula de três anos. “Antes, queria comprar uma roupa para os guris e não podia. Não tinha como comprar, porque era só o salário dele. Agora, eu posso comprar, no mesmo mês, roupas para todos eles”, conta orgulhosa.

A família também comprou um carro popular e, em outubro do ano passado, pagou a última prestação. Eles já tiveram outro carro “tão velho que nem funcionava”, lembra a pedreira. Quanto aos sonhos, Simone agora quer construir a casa própria e deixar de pagar aluguel.

Pronatec Brasil Sem Miséria

Simone é um exemplo do quanto os cursos de qualificação profissional oferecidos pelo governo federal ajudaram a mudar a vida de milhares de brasileiros, de todos os cantos do País. Desde 2011, o Pronatec para o público do Brasil Sem Miséria oferece mais de 620 cursos orientados à população inscrita no Cadastro Único e registrou, nesse período, mais de 1,5 milhão de matrículas, de norte a sul do Brasil.

Quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 às 18:40

Plano aprovado na Celac estabelece meta para erradicar fome até 2025

Quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 às 18:31

Plano aprovado na Celac estabelece meta para erradicar fome até 2025

Celac 2015

Foi aprovado, nesta quinta-feira (29), pelos chefes de Estado e de governo reunidos em San José, na Costa Rica, o “Plano de segurança alimentar, nutrição e erradicação da fome 2025 da Celac”. Elaborado com ajuda da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), o plano tem inspiração em muitos programas implantados com sucesso pelo Brasil.

A meta é atingir a erradicação completa da fome até 2025. Atualmente, há na América Latina 37 milhões de famintos e 71 milhões de indigentes, de acordo com os últimos dados da FAO e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) na região.

Para o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, esse plano é uma reafirmação de que o direito à alimentação é um direito básico no mesmo nível do direito à vida. Segundo ele, o plano é norteado pelo direito de todos à alimentação saudável e à disponibilidade de alimentos nutritivos, sendo dever dos Estados assegurarem isso. Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, gravada em San José, ele falou da influência brasileira para plano.

“Coletamos na região os programas de combate à fome mais exitosos e propiciaamos uma alimentação adequada. Muitos deles são programas brasileiros, implantados há muito tempo no Brasil. (…) Isso vem por uma tradição do papel que o Brasil sempre teve contra a fome na região e por ter, também o programa mais exitoso que começou com o presidente Lula, o Fome Zero, e foi aprofundado pelo governo da presidenta Dilma com o Brasil sem Miséria. Então, essa dobradinha – combate à fome e erradicação da miséria – são metas audaciosas que o Brasil começou a trilhar e que rapidamente foi adotado por todos os países da região”, avaliou.

Ele declarou que o foco principal do plano será na mulher. “O esforço maior de erradicação da fome terá como foco a mulher e as crianças, porque é a mulher a grande responsável pela alimentação das famílias latino-americanas.”

Graziano citou que um dos programas brasileiro replicados é o de distribuição de merenda escolar. Hoje é adotado em pelo menos dez países da Celac com assistência técnica da FAO. “Nós estamos incentivando cada vez mais que esse programa seja baseado em compras da agricultura alimentar. Nós queremos que a compra seja feita localmente, de produtos frescos, principalmente, para melhorar a qualidade do cardápio da merenda.” Também será adotada a compra da agricultura familiar. “Nós fizemos, no fundo, uma grande síntese de boas práticas e transformamos em um plano”, completou.

Apoio à reeleição na FAO
Na Declaração de Belém, documento aprovado nesta quinta-feira, os países que compõem a Celac apresentaram apoio formal à reeleição de José Graziano da Silva para o cargo de diretor-geral da FAO. A escolha acontece em junho deste ano.

“Fiquei muito feliz pelo apoio, estou muito honrado com essa preferência que foi dada. Acho que ela reflete o trabalho que a FAO teve na região, de se aproximar dos países. Nós estamos trabalhando com todos os países da região, não só com os ministros de agricultura, mas também com os ministros de saúde, de assistência social, de pesca”, manifestou Graziano.

Oitavo diretor-geral à frente da organização, Graziano iniciou seu mandato em 2012. Ele foi responsável pelo desenho e a implementação, em 2003, do programa Fome Zero. Antes de ser eleito para o posto máximo da FAO, foi diretor-geral adjunto e representante da FAO para América Latina e Caribe entre 2006 e 2011.

Quarta-feira, 19 de novembro de 2014 às 10:13

Programas sociais do Brasil podem ser referência em redução da pobreza para o resto do mundo

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

“Se o Brasil, que era um dos países mais desiguais do mundo, conseguiu em 12 anos reduzir a pobreza, é possível que outros países façam o mesmo”, enfatizou a ministra. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, falou nesta terça (17) sobre a experiência brasileira no combate à pobreza. Segundo a ministra, o Brasil tem muito a comemorar nos últimos anos pelas profundas transformações em seu mapa de desigualdade.

Para a ministra, a realização no Brasil da primeira edição do Seminário Internacional WWP (World Without Poverty) – Um Mundo sem Pobreza – mostra que a experiência acumulada com programas como Brasil Sem Miséria e Bolsa Família podem indicar em qual direção os esforços governamentais deverão se orientar para combater e reduzir os índices de pobreza e desigualdade. Segundo Tereza Campello, mais do que transferência de renda, o Bolsa Família se mostrou uma eficaz política de combate à pobreza, pois vem atuando em diferentes dimensões, como a renda, a inclusão produtiva e o acesso à educação e serviços, por exemplo.

“Eu acho que o principal recado que a gente teve aqui nesse Seminário é que se o Brasil, que era um país tão desigual, um dos países mais desiguais do mundo, conseguiu em uma trajetória de curtíssimo prazo, em 12 anos, reduzir a pobreza do jeito que a gente reduziu, é possível sim que outros países façam o mesmo. E é possível, sim, construir um mundo sem pobreza”, afirma Tereza Campello.

O tema está sendo abordado durante os dois dias do Seminário. Pesquisadores que são referência mundial na discussão da pobreza multidimensional discutem políticas sociais para sua superação. Entre os organismos parceiros do governo brasileiro estão o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Banco Mundial, que sugeriu que a plataforma fosse sediada no Brasil.

“Quando o Banco Mundial lançou essa plataforma resolveu que o Brasil iria sediar porque a experiência mais bem-sucedida de combate a pobreza quando ela é olhada nas suas múltiplas funções, ou deficiências, a melhor experiência, mais rápida, que teve maior abrangência, mais impacto, é a brasileira. Então eles estão usando o que aconteceu aqui no Brasil como plataforma para que outros países possam se inspirar”, afirma a ministra.

Confira apresentação da ministra no Seminário Internacional WWP

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 às 14:00

Brasil Carinhoso retira 8,1 milhões de crianças e adolescentes da extrema pobreza

Em dois anos e meio, 2,8 milhões de crianças de até seis anos de idade foram retiradas da extrema pobreza pelo aumento da transferência de renda para suas famílias por meio da Ação Brasil Carinhoso. A ação, parte do Plano Brasil Sem Miséria, teve papel estratégico no combate à miséria no país, por enfrentar o problema na primeira infância, onde a concentração da pobreza extrema era maior. Crianças até seis anos representavam 10% da população, mas concentravam 17,4% do total de indigentes, o maior percentual entre as faixas etárias.

Em maio de 2012, quando foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff, o Brasil Carinhoso garantiu que toda família com pelo menos uma criança de zero a seis anos passasse a receber uma renda mensal mínima de R$ 70 por pessoa da família. Esse valor equivalia, na época, à linha da extrema pobreza. O valor foi reajustado em 2014 para R$ 77.

A beneficiária Beatriz dos Santos Nascimento com os filhos. Foto: Ana Nascimento/MDS

A beneficiária Beatriz dos Santos Nascimento com os filhos. Foto: Ana Nascimento/MDS

Numa segunda fase do Brasil Carinhoso, a garantia mínima de renda foi estendida a famílias com crianças e adolescentes de até 15 anos de idade. Nessa segunda fase, 5,3 milhões de jovens e crianças saíram da miséria, por meio da transferência de renda do Bolsa Família. No total, 8,1 milhões de crianças e jovens foram atendidas pelo Brasil Carinhoso, em famílias que reúnem 16,4 milhões de pessoas. Além da superação da extrema pobreza, o plano teve como objetivo ampliar o acesso à creche, à pré-escola e à saúde.

Com o início da distribuição de sachês com micronutrientes, em outubro, entrou em vigor a última das medidas anunciadas no Brasil Carinhoso. Neste semestre, a suplementação alimentar beneficiará 330 mil crianças em 6.864 creches, que funcionam em 1.717 municípios.

Antes, o Brasil Carinhoso já havia distribuído doses de sulfato ferroso para complementar a alimentação de 1,4 milhões de crianças menores de dois anos. Doses de vitamina A também foram distribuídas a 9,1 milhões de crianças desde 2012, seguindo orientação das Nações Unidas.

As vagas para crianças beneficiárias do Bolsa Família em creches aumentaram para 581 mil em maio de 2014. Por cada vaga para esse público, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) pagou às creches um adicional de 50%. Entre 2012 e 2014, os investimentos somaram R$ 1,45 bilhão.

O acompanhamento de peso e altura das crianças beneficiárias do Bolsa Família alcança mais de 5 milhões de meninos e meninas. Estudos feitos a partir de dados coletados pelo Sistema Nacional de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) indicam a queda no déficit de estatura de meninos e meninas.

Num período de quatro anos, os meninos de cinco anos de idade cresceram quase um centímetro, em média, e estão apenas 1,4 centímetro abaixo da altura recomendada para a idade pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Houve ainda expansão das escolas em tempo integral nos territórios de maior vulnerabilidade. As escolas com pelo menos a metade de alunos entre os beneficiários do Bolsa Família cresceram de 15 mil (em 2011, quando surgiu o Brasil Sem Miséria) para 48,5 mil, em 2013.

Em Campo da Tuca, bairro de uma das regiões mais violentas de Porto Alegre (RS), um dos orgulhos dos moradores é a creche, que abriga 118 crianças de um a seis anos no berçário e jardins. No estabelecimento, são oferecidas 598 refeições por dia. Há oito anos, não existem mais casos de subnutrição entre as crianças atendidas.

No ano passado, o Brasil Carinhoso repassou recursos para reformas e até compra de refrigerador industrial. “Antes dos programas federais, a gente tinha de catar a xepa dos alimentos na Ceasa”, diz Cleonice Silva, coordenadora pedagógica da creche. “Hoje, os alimentos chegam fresquinhos aqui na porta.”

Fonte: Com informações do MDS

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 às 12:00

“Não parei só com o dinheiro do Bolsa Família, fui batalhar”, afirma beneficiária

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 às 11:46

“Não parei só com o dinheiro do Bolsa Família, fui batalhar”, afirma beneficiária

Cabelereira, depiladora e manicure que acumula dois empregos, dona de casa, esposa e mãe de Érica (13), Luciana Alcântara Rodrigues (32) é uma batalhadora. Ela faz parte do Bolsa Família desde 2006 e encara com bom humor os comentários de que beneficiários do programa sejam acomodados.

“Quem acredita que as pessoas que recebem o Bolsa Família não precisam trabalhar, não conhece a realidade no Brasil. O benefício é uma ajuda, mas ele não supre tudo. Quem recebe precisa trabalhar para conseguir se manter. Eu, por exemplo, fui correr atrás, fiz os cursos que eu pude e agora posso trabalhar para mim”, comemora. “Eu não parei só com o dinheiro do Bolsa Família. Eu não fiquei só esperando o governo me dar o dinheiro, eu fui batalhar”, enfatizou.

Luciana lembra que começou a receber o benefício quando a filha ainda era pequena. Ela havia se separado do pai da criança e cuidava da filha sozinha: “Eu fazia faxina para fora e cuidava da Érica. Fazer o cartão do Bolsa Família me ajudou nas contas da casa. Com o que eu ganhava, eu comprava comida, pagava água, luz… eu ainda tinha que bancar o aluguel, alguém para ficar com a menina. Foi uma época muito difícil”, lembra. Luciana recebe hoje R$ 112 por mês, o que a ajuda a manter a filha na escola. A menina sonha em ser veterinária.

Capacitação
Com o tempo, Luciana aprendeu a fazer o trabalho de manicure sozinha. Foi quando conseguiu emprego em um salão de beleza em Luziânia (GO), entorno de Brasília. Ela buscou qualificação para o ofício nos cursos do Pronatec/Brasil sem Miséria, iniciativa criada em 2011 pelo Governo Federal para promover a capacitação técnica da população mais pobre, principalmente daquela que recebe o benefício mensal do Bolsa Família. Desde então, a medida beneficiou mais 1,5 milhão de pessoas.

Foi pelo Pronatec que Luciana fez cursos de depilação e maquiagem, no centro comunitário do Jardim Ingá, em Luziânia. Na mesma época, ela se matriculou no curso de cabelereira oferecido pelo Senac. Segundo ela, os cursos do programa oferecem capacitação profissional importante para o público destinado.

“Os cursos são muito bons, a professora é muito dedicada, só não aprende mesmo quem não quer”, afirma. A moça destaca também a ajuda financeira de R$ 6 por dia para passagem e a alimentação dos alunos dos cursos, tornando viável a conclusão das capacitações.

De acordo com a cabelereira, a conclusão desses cursos profissionalizantes permitiram seu empoderamento. Com o dinheiro do Bolsa Família e do seu trabalho, ela comprou geladeira, fogão e micro-ondas para casa, além dos equipamentos necessários para montar o seu próprio salão, nos fundos de casa, como cadeira de lavagem e secadores.

Como muitos outros, Luciana espera não precisar mais do benefício daqui a algum tempo, para assim, o benefício poder ajudar outra pessoa que passe pelas mesmas dificuldades vividas por ela, que se diz cada vez mais independente: “Meu sonho é me tornar uma empresária bem sucedida”, concluiu.

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014 às 20:40

Governo comemora a marca de 750 mil cisternas no semiárido

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