Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:


Sexta-feira, 28 de agosto de 2015 às 18:24

Minha Casa Minha Vida garante moradia a mais de 500 mil beneficiários do Bolsa Família

Durante entrega simultânea de 2.701 moradias do Programa Minha Casa Minha Vida em Caucaia (CE), nesta sexta-feira (28), a presidenta Dilma Rousseff comemorou a marca de 515 mil casas destinadas a beneficiários do Bolsa Família. Segundo a presidenta, o número alcançado é mais uma prova do sucesso do programa habitacional.

Dilma também destacou que a meta do governo é continuar a garantir casas para a população e que até o final de 2018 um total de 27 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma destacou que a meta do governo é continuar a garantir casas para a população e que até o final de 2018 um total de 27 milhões de pessoas serão beneficiadas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Hoje, ao entregar essas casas, é importante que vocês saibam que nós atingimos uma marca muito forte, 500 mil dessas casas são para pessoas que recebiam Bolsa Família, ou seja, para aquelas pessoas, do Brasil, mais pobres. Dentre as pobres, as mais pobres. É um momento de comemoração”, afirmou a presidenta.

Dilma também destacou que a meta do governo federal é continuar a garantir casas para a população e que até o final de 2018 um total de 27 milhões de pessoas deverão ser beneficiadas com moradia digna.

“Nós queremos fazer mais casas e, o nosso objetivo é fazer mais três milhões de casas. Com isso nós chegaremos a mais de seis milhões. Vai ter no Brasil, até 2018, com muito esforço, em torno de 27 milhões de pessoas com a casa própria”, assegurou Dilma.

A presidenta lembrou do início do programa, em que a meta estabelecida foi considerada ousada. “Àqueles que diziam que não ia acontecer o Minha Casa Minha Vida, hoje nós estamos dando uma boa resposta. Está aí o Minha Casa Minha Vida, estão aí vocês dentro dessas casas”, salientou.

Sexta-feira, 14 de agosto de 2015 às 20:30

Governo recebeu mais de 8 mil propostas pelo Dialoga Brasil nos primeiros 15 dias

Vários ministros de Estado explicaram como a plataforma digital Dialoga Brasil pode contribuir para melhorar as políticas públicas durante a participação da presidenta Dilma Rousseff no evento Dialoga Bahia, nesta sexta-feira (14), em Salvador.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, abriu o evento informando que, somente nos primeiros 15 dias da plataforma, mais de um milhão de pessoas visitaram e interagiram no site. Foram mais de 8 mil propostas, com 160 mil votações.

“Esse diálogo produz boas políticas, inova, cria e corrige. Portanto, nós temos permanentemente participado, todos os ministros, desse intenso processo de avaliação permanente e de construção das nossas políticas públicas”.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, lembrou que o Dialoga Brasil, além de uma ferramenta de participação, é também um espaço para conhecer as políticas públicas do governo, como a redução da pobreza e da mortalidade infantil.

“Muita gente, por exemplo, não sabia, no caso do Bolsa Família, e vai saber se entrar na página do Dialoga Brasil, que o programa, ao contrário do que as pessoas acham, não tira ninguém do trabalho. São só, em média, 170 reais por família. Alguém ia deixar de trabalhar, de ganhar um salário mínimo, de ter carteira assinada, para ganhar 170 reais por mês?”, questionou a ministra.

Segundo a ministra, o conhecimento das iniciativas contribui para uma participação mais eficaz do cidadão. “Temos muito a avançar e um longo caminho. E certamente chegaremos mais rápido e mais longe se estivermos juntos e se tivermos a opinião de cada um no Dialoga Brasil”.

Segunda-feira, 10 de agosto de 2015 às 13:50

Defendemos os diversos programas sociais e por isso defendemos o governo Dilma, diz Flávio Dino

Dino com Dilma

O governador do Maranhão, Flávio Dino, defendeu o respeito à constituição e às regras do jogo estabelecidas pela nação brasileira. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 

O governador do Maranhão, Flávio Dino, defendeu nesta segunda-feira (10) os programas sociais do governo federal. “Defendemos e apoiamos o Bolsa Família; o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego); o Minha Casa Minha Vida; o ProUni (Programa Universidade para Todos); o Luz para Todos; o Brasil Carinhoso e por isso, defendemos e apoiamos o governo de Vossa Excelência”, disse se referindo a presidenta Dilma Rousseff, durante a cerimônia de entrega de moradias do Minha Casa, Minha Vida, em São Luís (MA).

Na ocasião, Dino também cumprimentou os contemplados pelo programa de moradias “que representam muito” do que está sendo feito no Brasil. “Uma casa não é feita só de telhado e parede. Uma casa é feita de gente, de calor, alegria, esperança e fé. É por isso que estamos em um momento bonito, em que milhares de pessoas trabalharam nessas obras”, destacou.

Para o governador maranhense, o País vai retomar o crescimento econômico. “Acreditamos no Brasil, a crise econômica vai passar (…) o Minha Casa, Minha Vida não parou, está continuando e terá fase 3 que vai garantir que outros milhares de maranhenses tenham acesso a esse bem especial”, enfatizou. Em seu discurso, o governador ressaltou ainda o cumprimento da democracia. Segundo ele, o País é contra a corrupção e defende a apuração de investigação sobre “qualquer tipo de coisa errada”. No entanto, destacou ser preciso separar as coisas, garantindo o “respeito à constituição e às regras do jogo estabelecidas pela nossa nação”.

A presidenta Dilma Rousseff entregou 4.467 moradias, simultaneamente, em quatro cidades de dois estados: São Luís e Caxias, no Maranhão; Campo Grande e Anastácio, no Mato Grosso do Sul. As unidades habitacionais, destinadas a famílias com renda de até R$1,6 mil (Faixa 1), beneficiaram mais de 17 mil pessoas.

Em São Luís, foram entregues 1.300 unidades do Residencial Amendoeira (Etapas 1,2 e 3) e 720 do Residencial Santo Antônio. No município de Caxias, 1.000 unidades do Residencial Vila Paraíso (blocos C e D). No Mato Grosso do Sul, as unidades entregues foram divididas entre, Campo Grande, 688 casas do Residencial Celina Jalad e Anastácio, 759 casas próprias do Residencial Jardim Independência II.

Terça-feira, 28 de julho de 2015 às 21:05

Bolsa Família garante escola a 17 milhões de crianças, mas ainda é alvo de preconceitos

Tereza Campello

Tereza Campello disse que o valor máximo do Bolsa Família, de R$ 170, não é suficiente para justificar alguém deixar de trabalhar. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Garantir que 17 milhões de crianças pobres que, provavelmente, estariam no trabalho infantil estejam hoje na escola. Essa é uma das vitórias que o Bolsa Família permitiu ao Brasil alcançar nos últimos anos, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Mesmo assim, o programa continua sendo alvo de críticas preconceituosas e descabidas, acrescentou.

“Ao contrário do que todo mundo imagina, o Bolsa Família é uma política que complementa a renda das famílias. São R$ 170 o máximo que uma família pode receber, independente de número de filhos ou qualquer coisa, garantindo que essa família tenha um pequeno alívio da sua pobreza. Isso não justificaria alguém deixar de trabalhar para ganhar R$ 170, como as pessoas falam. Isso é fruto de desconhecimento”, enfatizou.

A ministra fez essa afirmação no lançamento do Dialoga Brasil – nova plataforma de participação social do governo federal, lançado nesta terça-feira (28) pela presidenta Dilma Rousseff. Na ocasião, Campello demostrou que vários comentários sobre o Bolsa Família são inverídicos. E ainda destacou outra conquista fundamental para o desenvolvimento do País, que também atribuiu ao maior programa de transferência de renda do mundo: só na última década, o Brasil conseguiu reduzir em 60% a mortalidade infantil nas famílias pobres do País.

“Esses são alguns dos números que permitem a gente dizer que vale a pena gastar 0,5% do PIB, ou seja, uma política barata que garante o alívio à pobreza das famílias, mas que garante, acima de tudo, saúde e educação. E garante que essas famílias se articulem com um conjunto de outras políticas públicas estruturais. Tem gente que diz ‘eu sou a favor do Bolsa Família, mas não pode ser só isso’. Por isso eu digo, não é só isso. […] O alívio à pobreza é uma das ações do Bolsa Família, mas não é o principal”, enfatizou a ministra, ao citar a interlocução do programa com uma série de outras políticas públicas como Pronatec, a formalização de meio milhão de microempreendedores provenientes do Bolsa Família e o acesso à escola em tempo integral.

Tereza Campello ressaltou que, apesar do sucesso do programa, muitos desses resultados continuam desconhecidos da maioria da população brasileira. E convidou os cidadãos para acessar a página do Bolsa Família, no site do Dialoga Brasil, e conferir um pouco desses números.

Terça-feira, 28 de julho de 2015 às 18:53

Sucesso do Mais Médicos e do Bolsa Família resulta de amplo processo de discussão social

Dilma Dialoga

Dilma:”Todos os programas do governo receberam sugestões de pessoas como vocês que, nas conferências, aprovaram uma série de propostas”. Foto: Ichiro Guerra/PR

O sucesso dos programas sociais do governo brasileiro, como o Mais Médicos, não nasceu por mágica. Resulta de um diálogo constante com a sociedade, da escuta atenta das demandas da população, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta terça-feira (28), ao lançar a plataforma Dialoga Brasil, em cerimônia realizada com várias entidades sociais no Teatro Plínio Marcos da Fundação Nacional de Artes (Funarte) de Brasília.

O Dialoga Brasil apresenta 14 temas e 80 programas prioritários do governo federal para que a população proponha melhorias nas políticas públicas e na vida dos brasileiros e brasileiras. Para a presidenta Dilma, essa resposta é fundamental para a formatação e o aprimoramento de programas.

“Eu dou o exemplo do Mais Médicos. Ele começa basicamente porque havia uma grande reclamação no nosso País a respeito da assistência básica à saúde. Nós sabíamos que o Brasil estava tendo um problema [nessa área], não só nas pequenas cidades, mas nas capitais, nas regiões metropolitanas, na parte em que a população do País vive a exclusão”, comentou.

Dilma Rousseff lembrou que o Brasil tinha, antes do programa, uma das menores taxas do mundo de médicos por habitante e o governo percebeu que não haveria condição de formar médicos e atender a população, “porque a prevenção da doença era algo necessário ontem”.

A partir daí, o governo passou a estudar o assunto. “Nós escutamos muitas pessoas dizendo, vamos combinar, vamos abrir a oportunidade para trazer médicos estrangeiros e juntá-los com médicos brasileiros, para começar esse imenso esforço que era garantir atenção básica de saúde”. A proposta passou inclusive por um processo de discussão dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil se aproxima da Inglaterra, na relação médico x habitantes. O programa é um sucesso e está sendo considerado modelo por diversos países, que pretendem implantar iniciativas semelhantes.

O mesmo processo social de discussão ocorreu com o Bolsa Família e com os outros programas do governo “Em todos os projetos mais importantes do governo, o ‘Crack é preciso vencer’, ‘Viver sem Limites’, que é para pessoas com deficiência, tivemos sugestões vindas do conjunto da população, de lideranças, de parlamentares, de pessoas do movimento social, de pessoas como vocês que, nas conferências aprovaram uma série de propostas”, falou a presidenta aos participantes do lançamento do Dialoga, convidando a todos a participarem das discussões na nova plataforma.

Quarta-feira, 17 de junho de 2015 às 15:13

Bolsa Família, Pronatec e MEI completam círculo virtuoso para que brasileiros tenham oportunidade

O Bolsa Família está cumprindo mais um importante papel, destacou a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (17). Além de garantir a retirada de milhares de pessoas da fome e da miséria, o programa funciona como apoio e suporte para que essas pessoas se qualifiquem profissionalmente, por meio do Pronatec. Em seguida, o cidadão tem a oportunidade de ingressar no mundo empresarial, por meio das simplificações e desburocratizações que hoje estão à disposição dos micro e pequenos empresários (MEI).

Presidenta Dilma destacou, nesta quarta-feira, os mais de meio milhão de beneficiários do Bolsa Família hoje inscritos no MEI. “O MEI é uma porta de entrada para a atividade econômica, para [o cidadão] ter seu próprio negócio, para melhorar sua renda”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma destacou os mais de meio milhão de beneficiários do Bolsa Família hoje inscritos no MEI. “O MEI é uma porta de entrada para a atividade econômica, para o cidadão ter seu próprio negócio, para melhorar sua renda”, afirmou. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 “Hoje há um dado que eu considero importante: mais de meio milhão de beneficiários do Bolsa Família estão inscritos no MEI. O MEI é, de fato, uma entrada, uma porta de entrada para a atividade econômica, para [o cidadão] ter seu próprio negócio, para melhorar sua renda. E, portanto, essa porta de entrada para a atividade produtiva é, juntamente com o Bolsa Família, a política mais forte de inclusão social no Brasil”,disse a presidenta. Com isso, acrescentou, muitas dessas pessoas já devolveram seu cartão do Bolsa Família ao governo.

O MEI, continuou a presidenta, combina a inclusão que se faz no mundo do trabalho, ao se obter um emprego, com a inclusão que ocorre quando se cria seu próprio negócio, disse citando o caso da costureira gaúcha Delci Lutz, que foi beneficiária do Bolsa Família, entrou no Pronatec e hoje é uma microempresária individual (MEI) – e já devolveu o cartão do Bolsa Família ao governo.

“O Pronatec permitiu que ela se qualificasse e o MEI foi para ela uma oportunidade de formalizar seu negócio. E a Dona Delci virou uma empresária sustentável. E agora, Dona Delci, ao fazer o Enem, a senhora pode tranquilamente ter acesso à formação profissional universitária que a senhora tanto anseia”, enfatizou.

Sexta-feira, 22 de maio de 2015 às 19:36

Visita ao México aprofundará relações comerciais entre maiores economias da América Latina

O Brasil quer ampliar suas relações comerciais com o México. A ideia é promover a redução progressiva de barreiras tarifárias, de forma a expandir o já intenso comércio bilateral entre os dois países. O tema será discutido durante a primeira visita oficial de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México, nos próximos dias 26 e 27 de maio.

960642-entrevista-5564

Embaixador Antônio Simões, do Ministério das Relações Exteriores, explicou os principais pontos da visita que a presidenta Dilma fará ao México. Foto: José Cruz/Agência Brasil.

 

Atualmente, o Brasil é o segundo país que mais recebe investimentos mexicanos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. No total, a economia brasileira já recebeu cerca de U$$ 23 bilhões em investimentos mexicanos. “A realidade é que são as duas maiores economias da América Latina que devem, portanto, trabalhar mais em conjunto”, afirmou o embaixador Antônio Simões, subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (22).

“A ideia é que a gente busque um novo horizonte comercial com o México. Exatamente o que vai ser esse novo horizonte nós vamos ter que ver na visita. Mas a ideia é justamente que a gente possa ter mais comércio, que a gente possa trabalhar para diminuir as barreiras aos produtos brasileiros e trabalhar, sobretudo, por essa expansão econômica”, acrescentou Antônio Simões.

Encontro de presidentes
O embaixador destacou que o encontro da presidenta Dilma com o presidente Peña Nieto será marcado pela assinatura de um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, que – pela primeira vez – será assinado entre o Brasil e um País latino-americano.

Está prevista também a assinatura de um acordo de facilitação de transporte aéreo e de um memorando sobre cooperação turística. Atualmente, o México absorve cerca de 15% do turismo internacional, além de ser o principal destino turístico da América Latina.

Na parte mais geral da relação, os presidentes deverão relançar os trabalhos da chamada Comissão Binacional, que é chefiada pelos chanceleres dos dois países e reúne membros de vários ministérios. A comissão é composta de quatro subcomissões: uma política, outra econômica, comercial e financeira; a terceira de cooperação técnico-científica e, a última, de cooperação educativo-cultural.

Luta do Brasil contra fome é modelo para mexicanos
“Essa visita é fruto de um entendimento da presidenta como presidente Peña Nieto, no sentido de que há muitas convergências entre o Brasil e o México. Essas convergências se manifestam tanto no âmbito regional, por exemplo no âmbito da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), como também no campo global, em iniciativas, por exemplo, na luta contra a fome”.

Nesse sentido, disse Antônio Simões, o México lançou recentemente um programa com algumas características semelhantes ao Bolsa Família e tem trabalhado muito essa questão.

Investimentos

Os principais setores brasileiros beneficiados com os investimentos mexicanos são a produção industrial, alimentícia, bebidas, telecomunicações e sobretudo o setor automotivo, que responde por quase metade do comércio total entre Brasil e México.

Em março passado, o acordo automotivo Brasil-México, renovado por mais quatro anos em maio passado, prevê que cada país exporte para o outro até US$ 1,56 bilhão, sem o pagamento de imposto de importação, durante 12meses. Após esse período, subirá 3% a cada ano.

Por outro lado, existe um crescente investimento brasileiro no país, que já movimenta US$ 2 bilhões. Simões destacou duas iniciativas. Uma é um polo petroquímico da brasileira Brasken com a mexicana Idesa. Trata-se do projeto Etileno 21, que envolve cerca de US$ 5 bilhões, no estado mexicano de Vera Cruz. A outra é um complexo siderúrgico da Gerdau, no estado de Idalgo, no valor de US$ 600 milhões.

Sábado, 28 de março de 2015 às 9:57

Ao contrário do que dizem, número de filhos de beneficiários do Bolsa Família tem diminuído

Do Ministério do Desenvolvimento Social


Quebrando mitos
Em dez anos, o número médio de filhos nas famílias mais pobres do país caiu mais do que a média brasileira, o que prova que as mães do programa Bolsa Família não têm mais filhos para ganhar um benefício maior. Entre 2003 e 2013, enquanto o número de filhos até 14 anos caía 10,7% no Brasil, as famílias 20% mais pobres do país – faixa da população que coincide com o público beneficiário do programa de complementação de renda – registravam uma queda mais intensa: 15,7%. Para as mães das famílias 20% mais pobres do Nordeste, a queda foi ainda maior, alcançando 26,4% no período analisado.

Os números de filhos até 14 anos por mulher, colhidos nas sucessivas edições da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, mostram que não passa de preconceito a visão de que as mães beneficiárias do Bolsa Família procuram ter mais filhos para receber mais dinheiro do governo. O pagamento por filho até 15 anos de idade é de R$ 35 mensais. O valor pode chegar até R$ 77, no caso das famílias extremamente pobres, sem nenhuma renda.

Dados da Pnad mostram que mães nordestinas e pobres têm, em média, dois filhos. Foto: Ubirajara Machado/MDS

Dados da Pnad mostram que mães nordestinas e pobres têm, em média, dois filhos. Foto: Ubirajara Machado/MDS

 “Atribuem aos mais pobres um comportamento oportunista em relação à maternidade, como se essas mães fossem capazes de ter mais filhos em troca de dinheiro. Isso é puro preconceito”, analisa a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. “Quem diz isso não pensa quanto custa ter um filho. É óbvio que este valor não paga o leite da criança e as despesas que virão depois. Além disso, o preconceito parte do princípio de que o que move as pessoas para a maternidade ou a paternidade é apenas uma motivação financeira”. 

Os motivos da queda da fecundidade vêm sendo analisados no Brasil. Entre eles, estão o maior acesso à informação sobre os métodos contraceptivos e sobre a sexualidade, o aumento da escolaridade da mulher jovem, a ampliação da urbanização e com ela o acesso aos serviços médicos. “As mães do Bolsa Família têm de levar os filhos a cada seis meses para o acompanhamento nos postos de saúde, o que ajuda a ampliar o acesso à informação e aos contraceptivos”, lembra a ministra.

reducao-quant-filhos

Em números absolutos, a pesquisa mostra que, em 2013, as mães brasileiras tinham, em média, 1,6 filho até 14 anos. Entre aquelas 20% mais pobres do Nordeste, a média foi de 2 filhos. Nas famílias 5% mais pobres do Nordeste, com perfil de extremamente pobres, a média foi de 2,1 filhos.

 “Com esses dados, me pergunto por que algumas pessoas mantêm o preconceito de que pobres têm muitos filhos. As pessoas que estigmatizam os pobres têm um comportamento semelhante ao racismo ou estão desinformadas”, avalia Tereza Campello.

Mitos
Segundo a ministra, o mito de que o Bolsa Família estimula o aumento do número de filhos não se sustenta ao longo dos 11 anos do programa de complementação de renda. “Esse é um dos grandes mitos que envolvem o Bolsa Família”, lembra.

reducao-quant-filhos2

Outra crença é que o benefício estimula a preguiça e que o beneficiário não trabalha. As pesquisas mostram que os adultos beneficiários participam tanto do mercado de trabalho quanto os adultos que não são beneficiários. Três em cada quatro adultos do Bolsa Família trabalham.

Além disso, pesquisa recente do Instituto Data Popular aponta que 7 em cada 10 beneficiários do Bolsa Família que moram em favelas trabalham. “É preciso deixar claro que o benefício médio pago às famílias é de R$ 170 mensais. Esse valor serve para complementar e não substituir a renda do trabalho”, destaca Tereza Campello.

Além de dar mais autonomia às mulheres na decisão da maternidade, o Bolsa Família teve outros impactos positivos, como a diminuição de partos prematuros e queda da mortalidade de menores de cinco anos. Os resultados foram atingidos graças ao acompanhamento pré-natal para gestantes e ao acompanhamento dos filhos nos postos de saúde. Essas são contrapartidas obrigatórias dos beneficiários.

 

Terça-feira, 24 de março de 2015 às 18:52

Ajustes estão sendo feitos para garantir programas sociais, afirma Dilma

"O crescimento econômico não se dá em detrimento do trabalhador”, garantiu a presidenta Dilma em cerimônia de assinatura da MP da Política de Valorização do Salário Mínimo.  Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“O crescimento econômico não se dá em detrimento do trabalhador”, garantiu a presidenta Dilma em cerimônia de assinatura da MP da Política de Valorização do Salário Mínimo. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff explicou que os ajustes que estão sendo feitos pelo governo têm por objetivo retomar o crescimento econômico e garantir as políticas sociais do governo, dentre elas programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. As declarações foram feitas na tarde desta terça-feira (24) durante cerimônia de assinatura da Medida Provisória da Política do Salário Mínimo para o período de 2015 a 2019.

“O crescimento econômico não se dará com a gente reduzindo políticas sociais. Nós vamos manter todas as políticas sociais. Para fazer isso, eu quero reconhecer que o governo federal vai fazer profundos cortes no seu gasto, vai buscar ineficiência em todos os ministérios. Nós queremos embolsar o dinheiro? Não. Nós queremos que esse dinheiro seja aquele que vá sustentar os programas sociais.”

A presidenta também destacou que a desoneração da cesta básica não será mexida. “É bom dizer que pela primeira vez, a cesta básica é integralmente desonerada”, lembrou.

Valorização do Salário Mínimo
Ao assinar a MP, Dilma destacou o papel que a política de valorização do salário mínimo, iniciada ainda no governo Lula, teve nos esforços do governo brasileiro em enfrentar os efeitos da crise internacional de 2008.

“É importante o Brasil continuar com a política de valorização do salário mínimo. Por que é importante? Porque é o reconhecimento que o crescimento econômico, ele não se dá em detrimento do trabalhador”, garantiu a presidenta. Ela frisou que desde que essa política foi iniciada, houve reajuste em torno de 70% no salário mínimo. “E isso representou certamente um dos motivos pelos quais nós conseguimos passar por esse momento de dificuldade da crise de forma a não ter a perda decorrente dos processos de redução do crescimento econômico, nas costas dos trabalhadores”, disse.

Dilma lembrou de um momento do País em que a luta política era para discutir a possibilidade de o salário mínimo alcançar US$ 100, o que contrasta com a política atual em que valorizar a renda do trabalhador é algo normal. “Agora nós temos uma situação de sistemático reajuste e valorização do salário mínimo. Creio que é um sustentáculo do desenvolvimento”, avaliou.

Confira a íntegra

Terça-feira, 10 de março de 2015 às 16:00

Subalimentação deixou de ser um fenômeno generalizado no Brasil

Com informações da revista O Brasil Mudou

img_materia5_vinicius

Vinícius Dexter, filho da auxiliar educacional Ângela Machado, faz cinco refeições diárias na creche que frequenta em Porto Alegre. Foto: Divulgação/Mds

A fome e o frio fizeram parte do passado da gaúcha Ângela Maria Machado, 34 anos, filha de uma família de 24 irmãos. Os pais trabalhavam como carroceiros na periferia de Porto Alegre (RS). Por vezes, faziam bicos para dar conta das despesas da casa.

Já Vinícius Dexter, filho de Ângela, faz cinco refeições diárias na creche que frequenta em Porto Alegre filhos para a creche da Associação Comunitária do Campo da Tuca, na zona leste da capital gaúcha. Lá, havia apenas uma refeição: polenta com guisado ou salsicha. “Não tinha esse luxo que tem agora”, comenta ela, que hoje trabalha como auxiliar de educadora na instituição.

Vinícius frequenta a mesma creche que a mãe, 30 anos depois, mas não reprisa a mesma história de miséria e fome. Além das refeições, recebe acompanhamento médico e nutricional. Parte dos ingredientes das refeições oferecidas na creche vem da agricultura familiar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Ele repete o que aconteceu com o irmão mais velho, Wellington Benício, nove anos, que deixou a creche há três anos, onde superou um quadro de desnutrição. A mãe relembra que os dois filhos entraram na instituição abaixo do peso ideal.

Ângela ainda é beneficiária do Bolsa Família e está consciente de que, com o aumento da renda, já não precisará do dinheiro do programa. No entanto, sabe o quanto ele foi fundamental para que a vida de seus filhos fosse diferente da sua. “O Bolsa me ajudou muito, principalmente na alimentação dos meus filhos. Eu não quero que eles passem pelo que passei”, diz ela, que buscou se qualificar profissionalmente para conseguir o emprego na creche.

img_materia5_grafico1 (1)

A realidade dos filhos de Ângela não representa casos isolados. A fome, que atingia as crianças brasileiras e respondia por parcela significativa da mortalidade infantil, deixou de ser um fenômeno generalizado no Brasil. Em pouco mais de dez anos (2002 a 2013), de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 15,6 milhões de pessoas no Brasil deixaram a condição de subalimentadas, uma queda de 82,1%. Hoje, com um índice de apenas 1,7% de brasileiros em situação de subalimentação, o Brasil saiu do Mapa da Fome das Nações Unidas.

A FAO destacou, entre as ações que contribuíram para tirar o país do Mapa da Fome, não apenas as que garantiram renda à população e investimentos em agricultura familiar, como também a oferta de merenda escolar nas escolas públicas e creches do país. Todos os dias, 43 milhões de crianças e jovens (mais do que a população da Argentina) recebem refeições, com produtos vindos, em parte, da agricultura familiar, comprada pelo governo diretamente dos pequenos produtores e repassada às instituições. Além de ajudar a melhorar a renda de famílias de produtores rurais, o programa de merenda escolar contribui fortemente para os resultados alcançados nos últimos anos na redução da desnutrição, aguda e crônica.

Não apenas caiu drasticamente a mortalidade infantil devido à desnutrição (58%), como a estatura dos meninos e meninas melhorou. Crianças beneficiárias do Bolsa, medidas entre 2008 e 2012, estão na média quase um centímetro maiores, num espaço de tempo de apenas quatro anos, segundo estudo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Ministério da Saúde, baseado nos dados de condicionalidades do Bolsa Família. É uma vitória incontestável: o déficit de altura é um dos sinais de desnutrição crônica, que afeta o desenvolvimento intelectual das crianças.

As novas gerações sem fome serão brasileiros mais saudáveis e mais desenvolvidos, um investimento no futuro do país. Dentre as cinco regiões do Brasil, os efeitos das transferências de renda e suas condicionalidades, integradas às ações do Plano Brasil Sem Miséria em seus vários eixos de atuação, foram particularmente marcantes para as crianças das regiões Norte e Nordeste do país.

Leia as outras matérias da Revista O Brasil Mudou
* Ações em educação garantem pleno desenvolvimento intelectual dos jovens
* Programas sociais impulsionam economia de pequenos municípios em todo o País
* Depois de curso do Pronatec, Simone Vieira consegue emprego e deixa o Bolsa Família
* Governo lança revista online com brasileiros que mudaram suas vidas por meio de programas sociais

Tweets

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-