Quinta-feira, 22 de setembro de 2011 às 9:29

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no programa Bom Dia Ministro, explica que a partir de agora o Bolsa Família pagará benefícios para até cinco filhos menores de 15 anos (por família), antes era concedido no máximo para até três crianças e adolescentes. Foto: Elza Fiuza/ABr
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, detalhou no programa de rádio Bom dia, Ministro as três novas medidas de aprimoramento do Programa Bolsa Família, anunciadas esta semana. Elas reforçam o foco nas crianças atendidas, asseguram renda à população extremamente pobre e garantem o retorno ao programa, caso necessário, de beneficiário que se desligue voluntariamente. As novidades fazem parte do Plano Brasil Sem Miséria.
A ministra Tereza Campello disse que dos 16 milhões de brasileiros em situação de extrema pobreza, ou seja, que vivem com até R$ 70,00 por mês, quarenta porcento são menores de 14 anos. Ela frisou que cabe ao Estado garantir que as crianças e adolescentes tenham recursos para poder se alimentar bem e ter um bom desempenho na escola. “Crianças e adolescentes não devem trabalhar, não podem trabalhar, devem estar na escola e têm que ser protegidos”, disse.
Segundo a ministra, a ampliação de três para cinco crianças beneficiárias – uma das novidades anunciadas essa semana – não terá impacto na taxa de natalidade do país e sim na redução da extrema pobreza. Ela enfatizou que a nova medida não servirá de estímulo para que os casais tenham mais filhos.
“Não conheço nenhum especialista ou conhecedor do assunto que acredite que a ampliação de um benefício de R$ 32 vá levar à ampliação da taxa de natalidade. Pelo contrário, há oito anos, o Bolsa Família tem repassado recursos com a parcela variável, atingindo crianças, e o que tivemos foi a redução da taxa de natalidade, inclusive na população pobre e extremamente pobre”, frisou.
Ouça abaixo a íntegra do programa Bom Dia, Ministro:
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Terça-feira, 6 de setembro de 2011 às 9:05

A coluna “Conversa com a Presidenta” desta terça-feira (6/9) aborda temas como liberação de recursos para a agricultura familiar, reajuste do Bolsa Família e parcelamento de dívidas de empresas,junto à Receita,que foram excluídas do Simples Nacional. Publicada em 197 jornais e revistas no Brasil e no exterior, a coluna traz uma pergunta da agricultora Jerusa de Alencar Viveiros, moradora de Petrolina (PE). Ela quer saber “como o governo pode incentivar os agricultores familiares para que eles possam plantar mais, ganhar mais dinheiro, se capitalizar, colocar comida na mesa”.
“Jerusa, nós já temos várias políticas voltadas para a agricultura familiar, que é um dos pilares do nosso processo de crescimento econômico com inclusão social. Em julho, lançamos o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, que disponibiliza R$ 16 bilhões para financiamento. As taxas de juros para projetos de investimentos foram reduzidas à metade – passaram de 4% ao ano para apenas 2% ao ano – e o limite de crédito foi ampliado para R$ 130 mil, com até 10 anos para pagar. Visando garantir a renda dos produtores, reservamos R$ 300 milhões para a Política de Garantia de Preços Mínimos para a Agricultura Familiar (PGPM-AF), que serão utilizados quando os preços do mercado estiverem muito baixos.”
Na resposta, a presidenta Dilma disse que “outro incentivo foi a ampliação, para R$ 793 milhões, do orçamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que permite a compra de produtos da agricultura familiar, garantindo a regulação de preços e destinando parte da produção às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional”.
Moradora de Teresópolis, região Serrana do estado do Rio, a doméstica Dagmar Ferreira de Queiroz indagou se o programa Bolsa Família ganhará algum aumento ainda neste ano. A presidenta explicou que o Bolsa Família teve os valores reajustados este ano. Segundo a presidenta, desde abril, os benefícios estão sendo pagos com reajuste médio de 19,4%, o que representa um ganho real, ou seja, acima da inflação, de 8,7%. “Os valores dos benefícios, que iam de R$ 22,00 a R$ 200,00, passaram a variar de R$ 32,00 a R$ 242,00″, informou.
“Os reajustes foram diferentes para as diversas parcelas que compõem o benefício. O maior crescimento ocorreu em relação à parte correspondente às crianças e jovens de até 15 anos de idade, que teve reajuste de 45,5%. Isso por que nossa preocupação principal é com as crianças e jovens mais pobres – queremos criar as condições para que possam sair da pobreza. Esta foi a quarta recomposição dos valores dos benefícios, desde que o Bolsa Família foi criado, em outubro de 2003. Os recursos investidos no Bolsa Família dão imenso retorno ao Brasil, pois movimentam praticamente todos os setores da economia – cada R$ 1,00 investido no programa aumenta em R$ 1,44 o Produto Interno Bruto (PIB). Com esse estímulo ao crescimento e à geração de empregos, ganham, não apenas os beneficiários do Bolsa Família, mas todos os brasileiros.”
Já Ramalho Crispim, pequeno empresário de Varjota (CE), destacou que 35 mil empresas, com débitos totais de cerca de R$ 5 bilhões, foram excluídas do Simples Nacional. “Por que a Receita não permite que os débitos sejam parcelados, se existe parcelamento em todos os órgãos governamentais?”, indagou Crispim.
“Na realidade, em 2010, de todas as empresas optantes pelo Simples Nacional, existiam 560 mil com débitos que chegavam a R$ 4,3 bilhões. Desse imenso conjunto, Ramalho, a Receita notificou apenas as 35 mil que tinham as maiores dívidas. Como 5 mil regularizaram a situação, a Receita excluiu 30 mil devedores. Ou seja, 94,6% dos devedores tiveram uma segunda chance. O parcelamento não pôde ser feito porque a Lei que criou o Simples não permite. Mas nós incluímos a possibilidade de parcelamento no Projeto de Lei que enviamos ao Congresso para aperfeiçoar a Lei do Simples”.
E concluiu:”Com a aprovação, mesmo as empresas que foram excluídas podem parcelar os seus débitos e fazer nova opção pelo Simples Nacional. Este mesmo projeto aumenta o limite de faturamento anual, para opção pelo Simples, de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. Para os que exportam, o limite passará a ser de R$ 7,2 milhões, bastando que a metade deste valor seja de vendas para o exterior. O Simples Nacional, criado há quatro anos, entre outras vantagens, unifica 8 tributos das áreas federal, estadual e municipal, exigindo apenas uma declaração, e reduz a carga tributária em índices que variam de 12% a 67% no nível federal.”
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Quinta-feira, 19 de maio de 2011 às 16:57
Lideranças dos movimentos sociais urbanos participaram nesta quinta-feira (19/5), no Palácio do Planalto, em Brasília, do debate com o governo federal para discutir o programa “Brasil sem Miséria”. O encontro de hoje – o segundo de uma série de dez – foi coordenado pela ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e pelo secretário-executivo Rogério Sottili (Secretaria-Geral da Presidência da República).
Tereza Campello, ao apresentar o programa para as entidades de economia solidária, reforma urbana, catadores de materiais recicláveis, população de rua e moradia popular, reforçou a ideia de que o projeto não substitui as políticas públicas consolidadas como o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos e vários outros.
A meta, de acordo com a ministra, é promover a inclusão social e produtiva da população extremamente pobre, tornando residual o percentual dos que vivem abaixo da linha da extrema pobreza, ou seja, 16,2 milhões de pessoas.
Estiveram presentes representantes da Central dos Movimentos Populares (CMP); Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam); Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES); Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU); Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); Movimento Nacional da População de Rua (MNPR); Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e União Nacional pela Moradia Popular (UNMP).
O “Brasil sem Miséria”, elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, deve ser lançado no próximo mês pela presidenta Dilma Rousseff.
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Quarta-feira, 30 de março de 2011 às 18:56
Os municípios ganharam mais 30 dias para prestar contas sobre uso de recursos administrativos do Bolsa Família. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) – segundo divulgou a assessoria de imprensa – prorrogou o prazo para a prestação de contas sobre a aplicação dos recursos do Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M), que terminaria nesta quinta-feira (31). Com a medida, os gestores do Fundo Municipal de Assistência Social têm até 29 de abril para lançar a comprovação de gastos do IGD-M, referente ao exercício de 2009, no aplicativo do Suasweb (um dos sistemas de gestão do ministério) e o Conselho Municipal de Assistência Social tem até 31 de maio para análise das contas.
Esses prazos serão considerados para pagamento do IGD-M de maio e de junho. Após essas datas, o sistema permanecerá aberto, mas o município só voltará a receber recursos quando as contas tiverem sido apresentadas e aprovadas. O MDS, por meio da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania, decidiu prorrogar o prazo por se tratar de uma ação nova e para não prejudicar a gestão do Programa Bolsa Família nos municípios. Orienta, no entanto, para que os técnicos não deixem a prestação de contas para os últimos dias.
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Segunda-feira, 7 de março de 2011 às 10:37

Nesta segunda-feira (7/3), carnaval e véspera do Dia Internacional da Mulher, a presidenta Dilma Rousseff relembrou do seu compromisso com as mulheres brasileiras e afirmou que o reajuste do programa Bolsa Família, anunciado na última terça-feira (1/3), foi a primeira ação em homenagem ao mês da mulher. A afirmativa foi feita no programa semanal de rádio, ‘Café com a Presidenta’, transmitido na manhã de hoje.
“Nessa semana nós lançamos o reajuste do Bolsa Família. Sabe, Luciano, no dia 8 de março, amanhã, é o Dia Internacional da Mulher. E como nesse ano caiu na terça-feira de carnaval, nós resolvemos comemorar todo o mês como sendo o mês da mulher. O aumento do Bolsa Família, abre uma dessas comemorações, porque é um programa – o Bolsa Família – feito para as mulheres, para a sua família e seus filhos”, frisou.
Ouça abaixo a íntegra da entrevista ao programa ‘Café com a Presidenta’.
Leia aqui a entrevista.
Dilma Rousseff lembrou que o Bolsa Família foi criado para reduzir a pobreza e que está cumprindo este propósito. Entretanto, ressaltou, sem a participação ativa das mães, das mulheres, isso não estaria acontecendo. “Dos quase 13 milhões de benefícios que nós distribuímos atualmente, 93%, ou seja, quase tudo, é responsabilidade das mães de família. A mulher pega o dinheiro do Bolsa Família e vai comprar o alimento, mantém os filhos na escola e cuida da saúde deles. Essa mulher, está ajudando a construir o futuro dos seus filhos, e também o futuro do Brasil”, disse.
A presidenta explicou que o aumento do benefício (médio de 19%) foi maior para crianças e adolescentes de zero a 15 anos (45,5%) porque é justamente nesta faixa etária que se encontra a parte mais frágil da família. Ela disse, ainda, que o reajuste foi o primeiro passo para “para começar a implantação do nosso Programa para a Erradicação da Miséria”
Durante a entrevista, a presidenta Dilma lembrou que o Bolsa Família, criado em 2004, era um compromisso que o ex-presidente Lula assumiu, de que no Brasil nós não queríamos que as pessoas passassem fome, mas que ao mesmo tempo que presta auxílio exige, por parte das famílias, alguns compromissos e condicionalidades.
“A condição é levar as crianças para receber atenção médica e também garantir que as crianças fiquem na escola. Porque o sentido maior do Bolsa Família é fazer com que as gerações futuras, as crianças que vão ser os adultos de amanhã, tenham uma vida diferente da vida dos seus pais.“
O resultado, afirmou a presidenta, é que o país alcançou melhorias grandes, tanto na educação quanto na saúde – em parte pelo programa Bolsa Família, como a queda da desnutrição infantil e na evasão escolar.
“Com esse dinheiro, a família, a mãe de família, vai e compra alimento, compra os produtos de higiene, e compra todos os produtos de primeira necessidade, inclusive material escolar. E aí, gera renda também para o dono do mercadinho, da lojinha, da farmácia, fazendo então, Luciano, a roda da economia girar, gerando emprego e aumentando a riqueza de todos (…).O Bolsa Família está alcançando o seu objetivo de ajudar a criança a estudar, a progredir na vida, a ser alguém, a ter uma profissão”, concluiu.
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Quinta-feira, 3 de março de 2011 às 17:53

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi recebido pela presidenta Dilma Rousseff e pleo ministro Guido Mantega (Fazenda). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A receita para o crescimento da economia passa também por ações de combate a pobreza. A avaliação foi feita pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, após ter sido recebido em audiência pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também participou da conversa. Numa entrevista, Strauss-Kahn explicou que o FMI passa por processo de reformulação que fará o organismo internacional ser bem diferente daquela entidade do século 20, que ditava regras aos países emergentes.
“Estamos lançando o FMI 3.0. Fiquei muito feliz em saber que a presidenta Dilma compartilha com o nosso ponto de vista”, disse conforme explicou um tradutor que o acompanhou na coletiva.
Strauss-Kahn explicou que durante a audiência abordou a perspectiva da economia naquilo que se refere ao crescimento global. Ele avaliou que em alguns países o crescimento da economia ainda apresenta algumas incertezas. Ele frisou também que “a discussão do crescimento por si só não é bastante” e completou: “usar o crescimento para tirar as pessoas da pobreza como o programa Bolsa Família, um ótimo exemplo para o resto do mundo”.
O diretor do FMI também fez elogios às determinações do governo brasileiro, como o contingenciamento de R$ 50 bilhões do orçamento geral da União. Ele lembrou também que o Brasil tem participação importante no âmbito do G20 e um dos 10 acionistas do FMI.
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Quinta-feira, 3 de março de 2011 às 13:19

Ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) em entrevista ao programa "Bom Dia Ministro" contou os critérios para o reajuste dos benefícios do 'Bolsa Família'. Foto: Antonio Cruz/ABr
Não há contradição entre a revisão geral que o governo federal está fazendo no Orçamento Geral da União e a ampliação dos recursos do Bolsa Família, porque esse é um programa prioritário do governo. A explicação foi dada hoje pela ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, no Bom Dia Ministro, ao falar sobre o reajuste de R$ 2,1 bilhões anunciado na terça-feira (1º/3) para o programa Bolsa Família.
Segundo a ministra, os ajustes e cortes que estão sendo feitos são importantes para garantir ao país um crescimento sustentável, mas projetos prioritários não serão mexidos, como o Bolsa Família, pois representam a realização do programa de governo e dos principais compromissos da presidenta Dilma Rousseff.
Ouça abaixo íntegra da entrevista da ministra Tereza Campelo:
Na avaliação de Campello, o reajuste dado ao Programa é mais do que um reajuste, é o primeiro passo no plano de erradicação da extrema pobreza no Brasil. Trata-se, segundo ela, de um reajuste variável que vai beneficiar fundamentalmente famílias pobres e extremamente pobres com crianças.
“Essa é uma aposta muito importante, é uma aposta no Brasil do futuro, nós não queremos que essas crianças repitam a história dos seus pais, de continuar em situação de extrema pobreza.”
O Bolsa Família hoje atinge 50 milhões de pessoas no Brasil, explicou a ministra. São quase 13 milhões de famílias, sendo que 56% dos beneficiários são crianças e jovens com menos de 20 anos; sendo que um quarto da população beneficiada tem menos de 9 anos.
Uma das questões tratadas na entrevista, a possibilidade de fraude no recebimento do benefício, foi esclarecida pela ministra, que detalhou as medidas que vêm sendo tomadas pelo governo federal para garantir que os recursos cheguem realmente a famílias pobres. Para reduzir o índice de fraudes, que atualmente é de apenas 0,3%, segundo ela, famílias e municípios são obrigados a atualizar seu cadastro, sob pena de deixar de receber o benefício. Além disso, também são feitas auditorias permanentes em parceria com o TCU. Todo esse rigor e cuidado tornaram o Cadastro Único um exemplo, no mundo, de cadastro eficiente, contou Campello.
“Quanto mais correto estiver o cadastro, melhor para todo mundo, porque nós vamos ter mais foco nas famílias pobres, que são as famílias com mais filhos, …e mais famílias vão poder estar recebendo o recurso também.”
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Quarta-feira, 2 de março de 2011 às 10:14

Na cerimônia de assinatura do decreto que reajusta o Bolsa Família, a presidenta Dilma Rousseff recebe uma cesta com produtos de agricultores familiares de Irecê (BA) acompanhada pelo governador Jaques Wagner. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O Decreto nº 7.447 assinado pela presidenta Dilma Rousseff, em cerimônia que marcou o início do mês da mulher, no município de Irecê, interior da Bahia, foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (2/3). O decreto institui os novos valores do programa Bolsa Família. O reajuste pode chegar até 45,5% e, pela nova metodologia, terá maior impacto de acordo com a quantidade de filhos da família beneficiada pelo programa.
O texto prevê um benefício básico fixado em R$ 70, destinado a famílias que se encontram em situação de extrema pobreza. Institui, ainda, um valor variável de R$ 32 por beneficiário, até o limite de R$ 96, para as famílias que tenham em sua composição gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de zero a 15 anos. Para os jovens de 16 e 17 anos matriculados em estabelecimentos de ensino, o valor do benefício variável mensal passa a ser de R$ 38, até o limite de R$ 76 por família.
“Nós vamos dar um reajuste para o Bolsa Família beneficiando a quem tem mais filhos. Porque as famílias com mais filhos são aquelas também que têm maior dificuldade de enfrentar a vida e que têm o nível de pobreza maior. Além disso, no Brasil, as crianças e os jovens são a parte da população também que sofre mais com a pobreza extrema (…). As crianças e os jovens beneficiados pelo Bolsa Família avançam mais na escola, eles se alimentam melhor, e eles demoram mais a ser tirados da escola e a ser colocados para trabalhar”, frisou ontem a presidenta Dilma, em seu discurso de anúncio do reajuste do programa.
As famílias beneficiárias receberão os valores ajustados a partir do dia 1° de abril de 2011.
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Terça-feira, 1 de março de 2011 às 19:47

Presidenta Dilma Rousseff destacou a importância dos investimentos da Petrobras e contou que mais cedo autorizou reajuste para o benefício do 'Bolsa Família'. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff, durante cerimônia de anúncio da implantação do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Bahia, deu a senha sobre o comportamento do governo federal: “não vai parar de investir”. A presidenta explicou que pretende “controlar os gastos”, mas assegurar recursos necessários para que “o Brasil cresça com mais qualidade e de forma acelerada”. Um dos exemplos é a obra do terminal de GNL que terá investimentos de US$ 706 milhões, com oferta de 850 empregos diretos e 2,4 mil postos de trabalho indiretos.
“É por isso que viemos aqui hoje lançar o programa de investimento. Não estamos cortando investimentos. Além disso, lancei também o reajuste do programa ‘Bolsa Família’ que irá privilegiar o social dentro do esforço do governo de erradicar a miséria”, disse a presidenta.
No começo do discurso, a presidenta Dilma afirmou que a obra da Petrobras consiste na oportunidade para o estado da Bahia gerar emprego e renda para a população. Numa outra vertente, conforme explicou, a oferta de gás ao mercado também alavancará o crescimento do setor privado. Em seguida, a presidenta destacou a importância da Petrobras para o desenvolvimento econômico brasileiro e citou o lucro líquido de R$ 35,189 bilhões registrado em 2010 para mostrar o tamanho da companhia petrolífera.
“Primeiro quero dar os parabéns a Petrobras. Vocês devem ter visto que a Petrobras teve maior lucro da história da empresa. Um crescimento muito significativo. Então, cumprimento os funcionários da Petrobras. Quero dizer que tenho muito orgulho de ter sido presidenta do Conselho de Administração da Petrobras.”

Leia aqui a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff.
Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff.
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Terça-feira, 1 de março de 2011 às 15:30

Presidenta Dilma Rousseff, em Irecê (BA), na chegada à cerimônia em que anunciou o reajuste de até 45,5% no Bolsa Família. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O programa Bolsa Família “é um caminho para melhorar a distribuição de renda em nosso país”. A afirmação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff, nesta terça-feira (1/3), em Irecê, interior do estado da Bahia, após assinar decreto que autoriza reajuste de até 45,5% aos benefícios pagos pelo governo federal. A presidenta lembrou que desde setembro de 2009 o valor não era reajustado. A cerimônia marcou também o início do mês da mulher, além do reconhecimento às agricultoras que lideram a produção artesanal de alimentos no país.
“Venho aqui a Irecê lançar o programa que demonstra desde a época do presidente Lula o nosso compromisso com a parcela da população brasileira que foi sempre tratada como a parte da população que não interessava ao Brasil”, disse.
Para participar do primeiro evento de grande porte após dois meses na Presidência da República, a presidenta Dilma escolheu o estado da Bahia. No município de Irecê, um dos territórios da cidadania, foi montada a estrutura para que pudesse receber a cerimônia com duas vertentes. A primeira delas teve por finalidade destacar a importância da mulher na agricultura familiar e a segunda anunciar o percentual de reajuste do Bolsa Família.
Antes do início da solenidade, a presidenta conheceu o “Expresso Cidadã”, um ônibus onde é possível emitir documentos como RG e notas fiscais que permitirão a legalidade da comercialização dos produtos artesanais. Em seguida, a presidenta Dilma percorreu a mostra da Feira Feminista e Solidária do Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais (POMR).
Na cerimônia, a presidenta assistiu a apresantação de um grupo folclórico regional, recebeu uma cesta de produtos rurais e participou assinatura de contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com agricultoras familiares, totalizando financiamentos de R$ 59.729,90. Sete contratos são da linha Pronaf Mulher (R$ 53.729,90) e três do AgroAmigo (R$ 6 mil), do Banco do Nordeste.
Também foi assinado um contrato do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no valor de R$ 140,2 mil, com a Associação de Mulheres em Ação de Aguada Nova (Amaan), do município de Lapão (BA). O grupo produtivo, formado por 61 mulheres, vai fornecer 51 toneladas de produtos como alface, polpas de frutas (caju, manga, umbu, acerola e goiaba) e ovos para escolas e entidades de assistência social da região.
Mulheres agricultoras
Depois, em discurso, a presidenta Dilma Rousseff explicou que sua visita ao município de Irecê tinha dois motivos. Primeiro, como forma de retribuir ao estado que teve votação expressiva e, em seguida, pelo fato de a Bahia ter o maior número de famílias que recebem benefício do Bolsa Família. Dilma Rousseff assegurou que estava muito comovida e também orgulhosa por celebrar o início do mês da mulher – que terá o Dia Internacional da Mulher comemorado em 8 de março -, na Bahia.
“Temos convicção de que esse país só será grande se todos forem grandes com ele. Cada família tem que ser o centro da nossa política. Se não for assim, o Brasil perde parte de sua maior riqueza…”,afirmou.
Segundo a presidenta Dilma, a construção de um Brasil melhor e mais igualitário só é possível com a participação de todos, ou seja, o envolvimento do governo e da sociedade, em especial os movimentos sociais. Em seguida, ela explicou que comparecia ao município baiano para assinar o decreto que reajusta o valor do benefício do Bolsa Família, que estava defasado desde o último quadrimestre de 2009 por causa do período pré-eleitoral.
Ainda no discurso, a presidenta destacou a participação da mulher à frente do programa, pois é a mulher que na maioria dos casos cumpre o papel de liderança familiar. O reajuste irá possibilitar um desembolso de R$ 2,1 bilhões que, segundo a presidenta Dilma, trata-se da primeira parte do programa de erradicação da miséria, uma das principais bandeiras de seu governo.
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