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Quinta-feira, 23 de outubro de 2014 às 10:33

Ex-beneficiária do programa de transferência de renda chega à universidade

Desde que se separou do marido, em 2005, Neiva Oliveira do Nascimento passou a ser a responsável pelas despesas da casa, assim como acontece em 38% dos lares brasileiros, que são chefiados por mulheres. Ela lembra que esses foram tempos difíceis em que passou a vender doces de casa em casa para sustentar as três filhas: Rebeca, Fabiana e Priscila. “Minha vida sempre foi de muita luta e trabalho, saía de casa todos os dias às 6 horas da manhã para vender rapadura e cocada na rua”, lembra.

Nessa época, Dona Neiva passou a receber o apoio financeiro ao cidadão de baixa renda. Moradora da Boca do Rio, bairro popular de Salvador (BA), ela foi uma das primeiras mulheres da capital baiana a receber o benefício. Segundo ela, como já tinha o gás garantido, ela usava o dinheiro principalmente para garantir a alimentação das filhas, assim como ocorre com 87% das famílias beneficiadas pelo programa. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, (Ibase), a alimentação é o principal gasto dos beneficiários do programa, seguida por material escolar e vestuário.

Em 2010, Dona Neiva saiu do programa por ter conseguido emprego fixo. Hoje, com 51 anos, ela é auxiliar administrativa em um condomínio comercial de Salvador e passou a fazer parte dos 1,7 milhão de brasileiros que deixaram de receber o benefício por não precisar mais da ajuda do governo.

Entrada na Universidade
Em 2012, Dona Neiva viu no programa de capacitação técnica uma oportunidade: fez o curso técnico de desenho e topografia, o que a estimulou a tentar uma vaga na Universidade. Hoje ela cursa o segundo semestre de Arquitetura e Urbanismo em faculdade particular da capital baiana, com auxílio do programa de financiamento de estudos em instituições de ensino superior.

“Eu acredito que a gente tem que procurar melhorar, estudar, se aperfeiçoar, eu sempre falo isso para as minhas filhas. O dinheiro do programa me ajudou em um momento difícil, mas eu sempre batalhei para sustentar a minha família. O benefício foi um apoio importante para que hoje eu pudesse caminhar com as minhas própria pernas”, afirma.

Das três filhas da Dona Neiva – que puderam permanecer na escola durante os anos em que a mãe recebia o benefício – duas delas, Rebeca e Priscila, estudam hoje Enfermagem e Veterinária na Universidade Federal da Bahia (UFBA). As estudantes entraram na faculdade pelo sistema de cotas para remanescentes de escolas públicas. A filha do meio, Fabiana, estuda Administração e trabalha hoje em uma importante indústria de alimentos de Salvador

Aniversário
Na segunda-feira (20) o programa completou 11 anos ampliando acesso da população mais pobre e reduzindo desigualdades de forma multidimensional. Na ocasião, a ministra Tereza Campello afirmou que “famílias pobres com garantia de renda gastavam imediatamente em alimentação, vestuário, calçados, remédios, material escolar, ou seja, em produtos produzidos no Brasil, o que faz a economia ficar muito mais dinâmica.”

Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 às 11:19

Programa de transferência de renda completa 11 anos ampliando acesso da população mais pobre

Terça-feira, 21 de outubro de 2014 às 16:15

Saúde libera R$ 12 milhões para combate à desnutrição infantil

O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 12 milhões para combater a desnutrição infantil em 216 municípios de pequeno porte, a maioria no Norte e Nordeste e com menos de 20 mil habitantes, onde ainda mais de 10% das crianças menores de cinco anos estão abaixo do peso ideal para a idade. Esta é a terceira parcela enviada às cidades que aderiram à Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil (ANDI), totalizando R$ 36 milhões.

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Para receber os recursos, os gestores locais se comprometem a enfrentar os determinantes sociais que causam a desnutrição, ampliando o acompanhamento das condicionalidades de saúde das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família e a abrangência do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), e a melhorar a identificação e o acompanhamento de crianças com desnutrição ou atraso no desenvolvimento infantil, com busca ativa, visitas domiciliares e melhor acolhimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Dos 238 elegíveis, 216 cumpriram a meta.

A verba repassada aos municípios pode ser utilizada nas ações relacionadas à organização da atenção nutricional, na qualificação profissional, na realização de oficinas com a comunidade sobre alimentação e nutrição, aleitamento materno e outros cuidados e também na contratação de profissionais para apoiar o cuidado integral à saúde da criança. A desnutrição na infância pode prejudicar o desenvolvimento, causar doenças infecciosas e respiratórias, comprometer o aproveitamento e a capacidade produtiva na idade adulta e até levar à morte.

Pesquisa realizada pelos Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome indica que a desnutrição crônica caiu 51,4% entre as crianças do programa Bolsa Família em cinco anos. De acordo com a pesquisa “Evolução temporal do estado nutricional das crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família”, em 2008, 17,5% das crianças entre zero e cinco anos analisadas estavam abaixo da estatura indicada para a idade. Após quatro anos sob os cuidados dos profissionais do SUS, o índice desse mesmo grupo de crianças caiu para 8,5%, queda de nove pontos percentuais.

Fonte: Ministério da Saúde.

Segunda-feira, 20 de outubro de 2014 às 19:48

Programa de transferência de renda completa 11 anos ampliando acesso da população mais pobre

O principal programa de transferência de renda do País completa, nesta segunda-feira (20), 11 anos de criação. Lançado em outubro de 2003, o programa retirou, nos últimos anos, 36 milhões de pessoas da extrema pobreza e atende, atualmente, 50 milhões de brasileiros e 14 milhões de famílias de baixa renda.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, destaca a importância da redução da pobreza para o desenvolvimento do Brasil na última década: “Qualquer país com menos desigualdade é um país socialmente muito mais desenvolvido. Agora nós já temos como provar que a família pobre com garantia de renda gasta imediatamente em alimentação, vestuário, calçados, remédios, material escolar, ou seja, em produtos produzidos no Brasil, o que faz a economia ficar muito mais dinâmica”, afirmou.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), a cada R$ 1 investido no programa Bolsa Família há um aumento de R$ 1,78 no PIB do Brasil, o que, de acordo com Tereza Campello é o chamado efeito multiplicador do programa, segundo ela, muito maior do na maioria dos outros gastos públicos

Indicadores
De acordo com indicadores de pobreza elaborados pelo Banco Mundial, a pobreza crônica caiu de 8% para 1,1% no Brasil na última década. O indicador toma como base não só o parâmetro de renda, mas o acesso da população a serviços como saúde, educação, habitação, saneamento básico e o alcance a bens de consumo. O objetivo do Banco Mundial é que em 2030 o mundo consiga reduzir a pobreza extrema para 3% da população global.

Já para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) – que analisa a pobreza levando em conta indicadores como escolaridade, mortalidade infantil e acesso a bens e serviços – o índice de pobreza extrema no Brasil caiu de 6% em 2003 para 2,8% em 2013.

Redução da mortalidade infantil
Para a ministra Tereza Campello uma dos grandes avanços registrados pelo programa Bolsa Família foi a redução de 58% na mortalidade infantil, causada por desnutrição, nos últimos dez anos no País. “A destinação de renda para as famílias de baixa renda fez com que elas tivessem acesso à alimentação e isso fez com que crianças pobres brasileiras deixaram de morrer por uma causa evitável”, destacou. Segundo a ministra, tem havido uma mudança de perspectiva importante no Brasil, a partir da ampliação do número de crianças pobres que frequentam a escola e do aumento da escolaridade dos jovens.

Ampliação de acesso
Levando em conta a perspectiva da redução da pobreza a partir de uma dimensão global verifica-se entre a população brasileira um aumento do acesso a bens de consumo como a máquina de lavar, por exemplo, que cresceu 67,6% entre 2004 e 2013. Na faixa dos 5% mais pobres, esse índice subiu 219,2%. Já o número de domicílios em que os moradores possuem ensino fundamental completo cresceu 33% nos últimos dez anos. Entre os 5% mais pobres, esse índice cresceu 100%. O acesso à água potável também aumentou 6,3% na população como um todo (entre 2004 e 2013) e 5 vezes mais nos 5% mais pobres: 32,3%. Enquanto o acesso a escoamento sanitário, na população brasileira, aumentou 10,9% na população em geral e quatro vezes mais nos 5% mais pobres (41,7%)

Histórico
Criado em 2003 pelo Governo Federal, o programa Bolsa Família é considerado pela Associação Internacional de Seguridade Social (AISS) o maior programa de transferência de renda do mundo, embora possua um custo relativamente baixo. Em 2013, o orçamento do programa chegou aos R$ 24 bilhões de reais, cerca de 0,5% do PIB brasileiro. No entanto, a iniciativa beneficia, hoje, 50 milhões de brasileiros e mais de 14 milhões de famílias de baixa renda.

Sexta-feira, 26 de setembro de 2014 às 11:38

1,7 milhão de famílias já deixaram o programa de apoio ao cidadão de baixa renda voluntariamente

A digitadora Ana Paula Bezerra, 26 anos, devolveu o seu cartão do programa de apoio ao cidadão de baixa renda no dia 22 de julho de 2014. “Graças a Deus, não preciso mais. Quero que outra família seja atendida no meu lugar”, comemora. Ana Paula representa uma das 1,7 milhões de famílias que deixaram voluntariamente de receber o benefício desde 2003, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O abandono se dá, principalmente, pela melhoria de renda dos beneficiários. Há, ainda, mais 1 milhão de famílias que abandonaram o programa sem informar o motivo.

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Ana Paula vive em Guamaré (RN) com seu marido, Josenílson, e dois filhos. Estavam desempregados quando se inscreveram no programa, há cinco anos. No início, receberam R$ 90,00. Quando o filho mais velho, Samuel, foi para a escolinha, o benefício aumentou para R$ 112,00. A última parcela recebida foi de R$ 147,00. Hoje, a família não recebe nada, e está feliz com isso. Ana Paula tem um emprego na unidade de saúde da prefeitura, onde ganha R$ 780,00. O marido, técnico em eletricidade, também está empregado e recebe R$ 2.500,00. A família mora em uma casa de dois quartos, sala, cozinha e banheiro. O próximo passo do casal é comprar um carro.

Para Ana Paula, o programa foi importante para a melhoria de vida da sua família. “A gente estava sem emprego e o dinheiro ajudou muito. Como conseguimos trabalhar e nossa vida mudou, achei justo devolver o cartão. Não ia passar para outra pessoa receber. Preferi ir ao Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e entregar para o Caio, que trabalha lá. Graças a Deus não preciso mais. Tomara que as pessoas que estão desempregadas ou ganhem pouco tenham a mesma ajuda”.

Melhoria na renda
No Brasil, 75% dos beneficiários do programa de apoio ao cidadão de baixa renda, com mais de 18 anos, trabalham ou estão procurando trabalho. Atualmente, o programa atende a quase 50 milhões de pessoas, o que corresponde a mais de 13,9 milhões de famílias. Do total de beneficiários, 42% possuem menos de 18 anos.

Desde 2011, o programa reforçou sua focalização nas pessoas extremamente pobres. Por conta disso, 22 milhões de pessoas saíram da situação de miséria sob a ótica da renda, superando o patamar de R$ 77 per capita por mês. Além disso, também foram ampliadas as ações de inclusão produtiva e ampliação de acesso a serviços públicos.

Capacitação e empreendedorismo
Uma quantidade expressiva de beneficiados também tem investido na qualificação profissional. Por meio do programa de capacitação técnica já foram registradas mais de 1,43 milhão de matrículas em 3,5 mil municípios. São oferecidos mais de 600 cursos de qualificação profissional destinados também aos integrantes do cadastro único para programas sociais do governo federal que estão inseridos no plano de erradicação da miséria.

As medidas de inclusão produtiva dos beneficiários do programa também incluem operações de microcrédito produtivo orientado. Até abril de 2014, foram registradas 3,2 milhões de operações voltadas ao fortalecimento de pequenos negócios e empreendimentos. Além disso, os beneficiários também buscaram a formalização como Microempreendedor Individual. Nessa modalidade, segundo o MDS, foram 406 mil inscrições. Na área rural, 66,6 mil beneficiários do programa de apoio ao cidadão de baixa renda, entre extrativistas, assentados e ribeirinhos, participam do programa Bolsa Verde, em que recebem recursos e participam de cursos de capacitação para continuar produzindo, ao mesmo tempo em que garantem a conservação do meio ambiente por meio do manejo sustentável.

Terça-feira, 16 de setembro de 2014 às 20:59

Livro coloca a favela como protagonista para combater estereótipos

Segunda-feira, 15 de setembro de 2014 às 20:58

Geração de emprego formal muda realidade das favelas, afirma autor de “Um País Chamado Favela”

O livro “Um País chamado Favela”, dos autores Renato Meirelles e Celso Athayde, foi lançado nesta segunda-feira (15) na Cufa, em Madureira (RJ) e teve participação da Presidenta Dilma Rousseff. A publicação, da editora Gente, é resultado de pesquisa inédita, feito pelo Instituto Data Favela, e divulgada em 2013 em que apresenta radiografia das favelas brasileiras, reunindo hoje 12 milhões de habitantes, o equivalente a 6% da população brasileira.

“’Um país chamado favela’ tem como objetivo eliminar uma série de informações erradas que as pessoas sempre tiveram a respeito deste universo...

“’Um país chamado favela’ tem como objetivo eliminar uma série de informações erradas que as pessoas sempre tiveram a respeito deste universo…”, disse Celso Athayde, um dos autores do livro lançado hoje. Foto: Divulgação/assessoria de imprensa.

De acordo com os autores, o resultado surpreende quem só conhece o tema pelo estereótipo mostrado pela mídia, que muitas vezes passa uma visão de preconceito que a cidade tem da favela. Por exemplo, no País, a renda dos favelados é o equivalente ao consumo de países como Paraguai e Bolívia; e se fossem um estado, as favelas seriam o quinto mais populoso da federação, capaz de movimentar R$ 64,5 bilhões por ano.

“’Um País Chamado Favela’ tem como objetivo eliminar uma série de informações erradas que as pessoas sempre tiveram a respeito deste universo (…) e pautar a favela de uma maneira que a favela fosse a protagonista”, destacou Celso Athayde. A pesquisa que deu origem ao livro corrobora essa visão ao concluir que a maioria absoluta dos moradores das favelas se considera feliz, não tem vontade de deixar a comunidade onde mora e tem orgulho do local onde vivem. Otimistas em relação ao futuro, os moradores também acreditam que a vida na comunidade melhorou de alguma forma. E essa percepção está associada, principalmente, ao aumento da renda e da geração de emprego.

Renato Meirelles também chama atenção ao fato de favela ter passado por mudanças ao passo que o Brasil reduziu desigualdades nos últimos anos, com a renda dos 25% mais pobres crescendo 45% nos últimos 10 anos, enquanto que a dos 25% mais ricos cresceu 12%.

“A favela mudou porque mudou a economia. (…) A gente teve a favela crescendo mais economicamente que o asfalto. Essa classe média, que é 65% da favela, é 54% no Brasil. Então, em dez anos, praticamente se dobrou a participação da classe média na favela”, disse Meirelles.

O pesquisador também ressalta que o principal indutor da mudança se deu em função da criação de empregos formais, que trouxe também direitos trabalhistas e benefícios que muitos moradores das comunidades não usufruíam.

“Por mais que 1/4 da favela receba o Bolsa Família, isso é menor que no Nordeste, onde 46% recebem o Bolsa Família. O que efetivamente mudou a realidade das favelas foi a geração de emprego formal. Isso muda tudo, as pessoas passam a ter direito a crédito, passam a ter direito a férias. Com a legislação trabalhista, passam a receber 13 salários e ter 11 meses de trabalho; e recebem o adicional de 1/3 de férias. Com isso aumenta o turismo para a favela. No ano passado 1,93 milhão moradores de favela viajaram de avião”, declarou.

Meirelles ratificou o emprendedorismo como o próximo motor da economia das favelas, conforme entrevista ao Blog do Planalto, em agosto. Segundo ele, o crédito dentro das comunidades é fundamental para a estratégia de crescimento sustentável.

“Quando a gente pergunta sobre a vontade de empreender, é gigantesca dentro da favela. Detalhe interessante é que, além disso, eles não querem sair da Favela, seja para ter seu negócio, seja para morar. É como se o ecossistema econômico da Favela fizesse com que a renda de todos crescesse”, finalizou Meirelles.

De acordo com o Censo Empresarial de 2010, a Rocinha tinha 130 mil habitantes e aproximadamente 6 mil empreendimentos, a maior parte deles atuando na informalidade. Considerados os moradores que trabalham, a Rocinha é a favela campeã em empreendedores: 10,1% contra 8,5% no Complexo do Alemão; 28% dos moradores da favela têm intenção de um dia abrir o próprio negócio e, entre esses, 59% quer fazê-lo dentro da favela.

A pesquisa
O estudo Radiografia das favelas brasileiras foi realizado em setembro de 2013, pelo Instituto Data Favela, criado por Athayde e Meirelles. Foram entrevistadas 2 mil moradores de 63 favelas, de dez regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal).

“Para poder fazer esse livro, a gente construiu um instituto de pesquisas, que é entre nós da Cufa e o Data Popular. (…) A gente produziu em vários estados essa pesquisa, formalizou e formou uma série de pessoas de favela, com a supervisão do Data Popular, em que essas pessoas de favela aprenderam a aplicar questionário, aprenderam a elaborar questionários e aprenderam a fazer a reflexão do resultado dele”, explicou Athayde.

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Sobre os autores
Renato Meirelles - Pesquisador e presidente do Data Popular, instituto de pesquisa pioneiro no conhecimento dos consumidores das classes C, D e E no Brasil. Em 2012, integrou a comissão que estudou a Nova Classe Média, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. É fundador do Data Favela, especializado em análises profundas sobre as comunidades brasileiras. No Data Popular, conduziu diretamente mais de 300 estudos sobre o comportamento do consumidor emergente. Ao longo de sua carreira, já atendeu empresas de variados segmentos de varejo, indústria e serviços.

Celso Athayde - Produtor de eventos e ativista social, especializado nas favelas e periferias do Brasil. Criador da Central Única das Favelas, do Top Cufa, Prêmio Anú, Taça das Favelas, Liga de Basquete de Rua. Nasceu na Baixada Fluminense (RJ) e cresceu na Favela do Sapo. Celso escreveu os livros Falcão – Meninos do Tráfico, Mulheres e o Tráfico e Cabeça de Porco, os dois primeiros com o rapper MV Bill e o último com MV Bill e o sociólogo Luiz Eduardo Soares. Em 2013, deixou a Cufa para criar a primeira holding do Brasil focada em favelas, a Favela Holding.

Terça-feira, 24 de junho de 2014 às 15:12

Copa da Inclusão: 50 mil ingressos a estudantes beneficiários de programas sociais

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Tayhane Rodrigues da Silva, de 9 anos, foi uma das estudantes beneficiadas por programas sociais em todo o Brasil que recebeu ingressos para a Copa. Foto: Sergio Amaral/MDS

Copa 2014

Pela primeira vez na história das Copas, beneficiários de programas sociais e populações indígenas estão recebendo 50 mil ingressos para assistir às partidas. O Governo Federal distribuiu 48 mil ingressos doados pela FIFA para estudantes de escolas públicas de período integral, beneficiários de programas sociais, nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA 2014, e outros 2 mil para população indígena.

Nas 12 cidades, 901 escolas públicas foram selecionadas por meio de sorteio, baseada na Loteria Federal. Dentro das escolas, cada estudante sorteado ganhou dois ingressos para assistir ao jogo acompanhado de uma pessoa maior de idade. Foi o caso de Tayhane Rodrigues da Silva, de 9 anos, de Brasília.

Tayhane é apaixonada por futebol e uma das poucas meninas que jogam bola na escola. Ela aproveita os intervalos para se divertir e disputar com os meninos, chute a chute, o domínio da bola. “Se falam que eu sou ruim (no futebol), não estou nem aí. Ninguém é melhor do que ninguém”, garante.

A adolescente mora em Águas Lindas (GO), na região do entorno da capital federal e pratica futebol na Escola Classe 407 Norte, em Brasília (DF), durante o recreio e nas atividades esportivas do Programa Mais Educação. Filha de catador de recicláveis e de faxineira, ela escolheu o pai para acompanhá-la ao Estádio Nacional Mané Garrincha, no jogo Brasil x Camarões ontem, segunda-feira (23), em Brasília.

As escolas selecionadas têm maioria de alunos em situação de vulnerabilidade social e fazem parte do programa Mais Educação. O programa, coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), tem como objetivo aumentar a jornada dos alunos nas escolas públicas em até sete horas diárias.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) age em conjunto com o Ministério da Educação para que o programa alcance prioritariamente as escolas em situação de maior vulnerabilidade. Por meio do cadastro do programa Bolsa Família, o Governo Federal detecta as escolas com maioria de alunos beneficiários e as estimula a aderirem ao período integral.

Como resultado, entre 2011 e 2013, o número de escolas com maioria de alunos do Bolsa Família que aderiram ao Mais Educação aumentou em seis vezes. Em 2013, das 48,5 mil escolas do programa Mais Educação, 31,7 mil tinham maioria de alunos beneficiários do Bolsa Família.

Tereza Campello disse que um dos indicadores importantes é o da proporção de jovens de 15 anos nas escolas na série correta, que passou de 30%, em 2002, para mais de 50%. ‘’Este jovem estar em sala de aula é que vai garantir que o Brasil seja outro daqui a 10 anos. Este jovem estar em sala de aula é que vai comprovar que há redução estrutural da desigualdade. Desigualdade não é só fenômeno de renda e pobreza”, disse.

“As transformações estruturais que estamos fazendo no Brasil são bem mais profundas e vão permitir que a gente olhe e veja um Brasil totalmente diferente”, completou.

Populações indígenas
Um grupo de 23 índios da etnia Bakairi e outros 10 da etnia Paresi também receberam ingressos doados pela FIFA ao Governo Federal e assistiram à partida entre Rússia e Coreia, na Arena Pantanal, em Cuiabá, no dia 17. Representando 62 aldeias Paresis, Nedino Maizokie, uma das principais lideranças da etnia, falou sobre a oportunidade. “Foi muito emocionante. Nós, indígenas, estamos aqui e também gostamos do futebol jogado pelo branco. Participar de uma Copa é especial’, afirmou.

Distribuição dos 48 mil ingressos para estudantes, por cidade-sede:
Belo Horizonte – 43 escolas, 2.228 ingressos
Brasília – 27 escolas, 1.344 ingressos
Cuiabá – 109 escolas, 7.016 ingressos
Curitiba – 124 escolas, 7.556 ingressos
Fortaleza – 146 escolas, 7.282 ingressos
Manaus – 36 escolas, 1.782 ingressos
Natal – 57 escolas, 2.812 ingressos
Porto Alegre – 116 escolas, 5.824 ingressos
Recife – 113 escolas, 5.674 ingressos
Rio de Janeiro – 11 escolas, 524 ingressos
Salvador – 76 escolas, 3.836 ingressos
São Paulo – 43 escolas, 2.122 ingressos

Fonte: MDS e Portal da Copa de Cuiabá.

Terça-feira, 24 de junho de 2014 às 11:12

Saúde Não Tem Preço faz a diferença na vida de muita gente, afirma Dilma

Conversa com a Presidenta

Em sua coluna semanal Conversa com a Presidenta desta terça-feira (24), a presidenta Dilma Rousseff destaca os resultados do Programa Saúde Não Tem Preço, ação do governo federal para distribuir remédios de graça para auxiliar pessoas que necessitam de tratamento contínuo para doenças como hipertensão, diabetes e asma. Desde sua criação, em 2011, o programa beneficiou quase 20 milhões de brasileiros e brasileiras. Somente em maio deste ano, foram entregues medicamentos a 6,4 milhões de pessoas.

“Cuidar da saúde é prioridade para todos. Foi pensando nisso que, no início de meu governo, lançamos o Saúde Não Tem Preço, programa que distribui remédios de graça para as brasileiras e os brasileiros de todo o país. O Saúde Não Tem Preço é importantíssimo e o seu sucesso me traz muita satisfação e até orgulho”, diz a presidenta.

O programa realiza a distribuição dos medicamentos por meio das mais de 30.400 farmácias do Aqui Tem Farmácia Popular espalhadas em 4.100 municípios. Para qualquer brasileiro ter acesso a esses remédios, basta chegar a uma Farmácia Popular e apresentar a receita médica, CPF e um documento pessoal com foto.

“Distribuir gratuitamente medicamentos para tratamento de diabetes e da chamada “pressão alta” foi um compromisso que assumi durante a campanha eleitoral de 2010. Poucos meses depois de assumir a Presidência, a promessa foi cumprida com o Saúde Não Tem preço, porque sabemos que hipertensão e diabetes são doenças crônicas, precisam de tratamento diário, contínuo, pelo resto da vida. No entanto, muitos que sofrem desses males não tinham condições de comprar os remédios, ou compravam uma vez e interrompiam o tratamento”, destacou Dilma.

Segundo a presidenta, o Saúde Não Tem Preço já está fazendo a diferença na vida de muita gente, que sofria com internações súbitas e vivia em hospitais e unidades de saúde. A asma era a segunda principal causa de internação de crianças de até cinco anos no Sistema Único de Saúde  (SUS). Depois do início da distribuição dos remédios para o combate à asma, foi reduzido em 36 mil o número de internações por conta dessa doença.

“Com os remédios de que precisam e um acompanhamento médico adequado, milhões de brasileiros passam a ter uma vida mais tranquila e saudável. O Saúde Não Tem Preço é um excelente exemplo de nosso jeito de governar o país, gerando benefícios para todos. Os medicamentos gratuitos podem ser retirados pelo trabalhador, pelo aposentado, por aquele que ganha um salário mínimo, pela mãe que vive com o Bolsa Família. Enfim, por todos os brasileiros, sem distinção. Essa é a nossa melhor receita para construir um futuro cada vez melhor para as brasileiras e os brasileiros”, finalizou a presidenta.

Confira a íntegra

Terça-feira, 10 de junho de 2014 às 20:39

Quebrando Mitos: Bolsa Família não estimula a fecundidade

Quebrando mitos

O mito de que o Bolsa Família estimula o aumento do número de filhos é outro que caiu por terra nestes 11 anos de programa. Pelo contrário, a média de fecundidade entre as mulheres mais pobres diminuiu.

“O dinheiro dá às mulheres mais autonomia sobre a possibilidade de comprar e usar contraceptivos. Cada vez menos as mulheres se sentem como propriedade dos homens”, comentou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, à reportagem do jornal inglês The Guardian.

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Análise feita com base nos Censos populacionais do IBGE em 2000 e 2010 aponta que o grupo de mulheres mais pobres apresentou recuo de 30% no número médio de filhos, enquanto a média nacional foi de 20,17%.

Além de dar a elas mais autonomia, o Bolsa Família teve outros impactos positivos: a diminuição de partos prematuros e queda da mortalidade de menores de cinco anos. Os resultados foram atingidos graças ao acompanhamento pré-natal para gestantes e de cumprimento do calendário de vacinação para os filhos. Essas são contrapartidas obrigatórias para ingressar no programa.

Na avaliação do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, o programa também refletiram de forma evidente também em outras nas áreas. Segundo ele, levantamentos mostram aumento na frequência escolar e queda da evasão de crianças e adolescentes beneficiários.

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