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Sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 às 18:06

Informações sobre políticas sociais estão disponíveis ao cidadão em novo site

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) disponibilizou o site MDS Pra Você, que informa ao cidadão os programas e serviços do Ministério, as formas de acessá-los e os respectivos compromissos e padrões de qualidade de atendimento ao público. O site inovador, de fácil navegação e com linguagem simples e direta é o primeiro neste formato entre os órgãos e entidades do Poder Executivo Federal.

Site MDS

Portal permitirá acesso mais rápido e fácil às informações de programas sociais e serviços ao cidadão.

O secretário executivo da Pasta, Marcelo Cardona, diz que se trata de mais uma ferramenta que promoverá a melhoria permanente na relação entre o cidadão e o ministério. “É mais um instrumento para promover o acesso da população a políticas públicas com mais transparência e inclusão.” A criação do hotsite, reforçou o secretário, reuniu esforços de todas as áreas do ministério “para aproximar a linguagem do Estado ao cidadão”.

O MDS Pra Você foi desenvolvido em linhas temáticas para garantir mais agilidade no acesso ao conteúdo. Cadastro Único, Bolsa Família, Segurança Alimentar e Nutricional, Cursos de Qualificação Profissional, Assistência Social e Informações Sociais são os seis temas disponibilizados. Em Cadastro Único, por exemplo, o cidadão encontra informações sobre as regras de acesso aos programas sociais do governo federal.

O site dá ainda acesso ao banco de dados do ministério com informações e estatísticas completas sobre as ações e programas do Brasil Sem Miséria, plano criado em 2011 com o objetivo de superar a extrema pobreza no País.

Participação
Coordenadora do projeto, a ouvidora do MDS, Mônica Ribeiro, destaca ainda que, com o MDS Pra Você, o direito à participação social está garantido à população. “O direito à participação está diretamente ligado ao acesso à informação, principalmente para o público dos nossos programas”, disse. Os canais de atendimento da Ouvidoria terão destaque no site. Assim, o cidadão pode contribuir com sugestões e elogios, além de fazer denúncias e reclamações. O MDS Pra Você também é acessível a pessoas com deficiência visual.

Criada pelo decreto nº 6.932 da Presidência da República, a Carta de Serviços ao Cidadão deve conter informações claras e precisas em relação a cada um dos serviços prestados pelos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 às 12:26

Embarcações levam serviços essenciais a comunidades ribeirinhas e isoladas

Especial Cidadania a Bordo

O Brasil tem quilômetros de rios navegáveis e, nas suas margens, milhares vivem isolados dos serviços comumente encontrados nas áreas urbanas. Sabendo dessa realidade das populações ribeirinhas e de áreas rurais afastadas, o governo brasileiro está cada vez mais se adaptando às particularidades desse estilo de vida. Atendimento de saúde, educação, serviços bancários e outros essenciais à vida do brasileiro estão sendo levados aos mais longínquos afluentes para encontrar e atender a esses cidadãos.

Na nova série do Blog do Planalto, você conhecerá um pouco do cotidiano desses profissionais que contribuem para integrar o Brasil. A primeira matéria trata dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) itinerantes.

Busca Ativa, Lancha Social. Rio Preto da Eva no Amazonas. 30/05/2014. Foto:  Ubirajara Machado.

Busca Ativa, Lancha Social. Rio Preto da Eva no Amazonas. 30/05/2014. Foto: Ubirajara Machado.

Lancha Social
Todo mês o assistente social Saturnino de Almeida Filho prepara a mala para navegar por sete dias pelos afluentes do Pantanal. Ele é um dos funcionários do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) itinerante de Corumbá (MS) que percorre 380km por viagem para prestar atendimento socioassistenciais a mais de 650 famílias ribeirinhas em 28 comunidades da região pantaneira, um trabalho possível graças à Lancha Social.

“O trabalho na lancha é bem diferenciado, até porque as populações atendidas ficam muito distantes. Elas são bem carentes de tudo. Então, é bem gratificante trabalhar para essas pessoas”, admite Saturnino.

Junto com Saturnino, viajam na embarcação mais um assistente social, um psicólogo, o piloteiro, o maquinista e a coordenadora do Cras da região. Uma das principais atribuições da equipe é encontrar, por meio da busca ativa, pessoas extremamente pobres que ainda não são incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, além de acolhidas, visitas domiciliares e encaminhamento para recebimento dos benefícios previdenciários e de prestação continuada.

Nos três meses de funcionamento da Lancha Social na região, 90% da população atendida já foi inserida no Cadastro Único. O atendimento nas comunidades começa cedo, por volta de 8h, e termina muitas vezes com o sol se pondo. Saturnino conta que na região de Taquari, no porto de Sairú, encontrou uma família com avó, filha e neta, todas sem certidão de nascimento. “Graças à lancha, chegamos até essa família, fizemos a certidão de nascimento de todas elas e cadastramos no Cadastro Único. Eram três gerações sem certidão de nascimento. Isso me marcou muito”, ressalta. Hoje, a família está incluída no programa Bolsa Família.

As Lanchas Sociais são uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Marinha do Brasil para a execução de serviços socioassistenciais e apoio à busca ativa na Amazônia Legal e no Pantanal. São 123 embarcações doadas pelo MDS para os estados de Roraima, Rondônia, Pará, Tocantins, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Amapá e Acre. Cada lancha atende a um diferente município.

Para a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin, as lanchas sociais são importantes para garantir a presença efetiva do estado brasileiro nas regiões atendidas. “Nós identificamos pessoas que não tinham carteira de identidade e certidão de nascimento, então, elas não eram reconhecidas como cidadãos brasileiros. Com esse trabalho, podemos fortalecer a permanência, a cultura e a forma de convivência com a melhor qualidade de vida possível, mas com acesso a um conjunto de bens e serviços que todo cidadão brasileiro deve exercer com um mínimo de qualidade”, afirma Denise.

As lanchas possuem 7,70 metros de comprimento e capacidade para 12 pessoas. Todas são equipadas com os itens necessários à segurança dos passageiros, e com acessórios complementares para a realização dos serviços socioassistenciais, como rádio, tenda, mesas, bancos e notebooks com acesso à internet.

Equipes fazem busca ativa de lancha para incluir socialmente comunidades ribeirinhas em programas sociais do governo e políticas públicas de Estado. Foto: Divulgação/Gabinete Digital - PR.

Lancha Social presta atendimento socioassistenciais a mais de 650 famílias ribeirinhas em 28 comunidades da região pantaneira de Corumbá (MS). Foto: Divulgação/MDS.

Após a assinatura de termo de doação, a prefeitura começa a receber, ainda, um repasse de R$ 7 mil mensais do MDS, para manutenção das lanchas, compra de combustível e contratação de pessoal. E ainda são destinados mais R$ 4,5 mil por mês para as equipes volantes dos Cras e mais um repasse, que varia de R$ 4,5 mil a R$ 9 mil conforme o porte do município, para a oferta do serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif).

Segundo Denise, o balanço do projeto é positivo. “A avaliação é absolutamente positiva, tanto dos gestores e dos prefeitos quanto das próprias comunidades, que se sentem cidadãos pertencendo àquela localidade, em poder trazer suas demandas, em ter orientação de onde buscar os seus direitos, de fortalecer o convívio das famílias e daquela própria comunidade. E também da geração de empregos, como das equipes técnicas, que são adicionais aos Cras, quanto de barqueiros, e da própria comunidade que, com essa orientação, tem acesso a uma série de bens e de serviços”, analisa a secretária.

Lanchas Amazônicas
Também em parceria com a marinha, o MDS vai disponibilizar 15 lanchas oceânicas, que vão atender populações extrativistas que vivem em áreas isoladas e de difícil acesso na Amazônia Legal. As embarcações oceânicas, maiores que as lanchas fluviais, irão trafegar por locais que têm influência marítima, sujeitos a correntezas, ventos e marés.

Sexta-feira, 21 de novembro de 2014 às 18:05

Brasil Carinhoso garante presença de 703 mil crianças do Bolsa Família em creches

O Brasil Carinhoso, estratégia central de atenção à primeira infância do Plano Brasil Sem Miséria, garantiu a presença, neste ano, de 703 mil crianças de zero a três anos do Bolsa Família em creches. Isto representa quase 20% da quantidade de meninos e meninas desta faixa etária que participam do programa de transferência de renda.

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Por meio da ação, o governo federal dá estímulos financeiros às prefeituras para quem aumentem o acesso da população mais pobre aos serviços de educação infantil. Historicamente o percentual de crianças de baixa renda matriculadas em creche é menor do que a média nacional.

Em 2013, eram 581 mil crianças do programa matriculadas em creches, o que representava 17,4% do total. Este resultado e outros estão disponíveis no Caderno de Resultados 2011-2014 do Plano Brasil Sem Miséria, divulgado nesta semana pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Aliada a outras iniciativas como o Mais Educação, que leva ensino integral às escolas públicas, e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), voltado ao público jovem e adulto do Brasil Sem Miséria, a ação de creches proporciona melhores condições para as famílias não apenas do ponto de vista da renda, mas de qualidade de vida.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social.

Quinta-feira, 20 de novembro de 2014 às 19:00

Mais de 17,1 milhões de negros superaram extrema pobreza no país

O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado nesta quinta-feira (20), reforça a importância da articulação de políticas públicas para a superação da extrema pobreza entre a população negra. Desde 2011, quando foi criado o Plano Brasil Sem Miséria, mais de 17,1 milhões de negros superaram a miséria. As ações do governo federal contribuem para um resgate histórico, que melhora a renda das famílias e dá mais acesso à saúde e à educação.

Foto: divulgação/MDS.

Foto: divulgação/MDS.

Estudo desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para avaliar a pobreza em uma visão multidimensional, a partir de trabalhos desenvolvidos por técnicos do Banco Mundial, aponta forte redução entre a população de negros e indígenas, passando de 12,6% em 2002 para 1,7% em 2013. “A vida dessas famílias, que por muito tempo foram excluídas da sociedade pela raça, pela baixa renda e pela falta de oportunidades, está se transformando para melhor”, observa a ministra Tereza Campello. Ela ressalta que, entre os 14 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família, 73% são negros e pardos.

Para o professor Joaquim Souza Ribeiro, 27 anos, da comunidade quilombola Vão das Almas, a 80 quilômetros de Cavalcante (GO), as políticas sociais mudaram, principalmente, a vida das crianças que frequentam a escola. Ele ensina 20 alunos, todos beneficiários do Bolsa.

Joaquim, que cresceu na comunidade quilombola, conta que só saiu de lá para concluir os estudos na cidade de Teresina de Goiás (GO). Ele acredita num futuro mais desenvolvido e reconhece que o programa está ajudando no progresso de Vão das Almas. “Com o benefício, ninguém mais tira os filhos da escola. Antes as crianças tinham que ajudar na roça e paravam os estudos. Hoje eles não podem perder aula porque têm Bolsa Família, que ainda ajuda os pais a comprar material.”

Outra mudança apontada por Joaquim é a merenda escolar, garantida por meio dos programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do governo federal. Os lanches respeitam o cardápio quilombola: quibebe de mandioca com carne, beiju com manteiga e sucos de frutas do Cerrado. “Os meninos andam muito até a escola e chegam com fome. Mas hoje estudam com a barriga cheia. Antes até tinha merenda, mas era pouca”, diz.

A agricultora familiar Dirani Francisco Maia, 46 anos, também vive no quilombo goiano, e superou a pobreza com o auxílio do Bolsa Família. Ela produz óleos de gergelim, mamona, pequi e coco para garantir o sustento de sete filhos. Também planta mandioca, arroz e feijão.

Os filhos, diz ela, “só estudam e brincam”. “Eles não podem perder o estudo. Então tem hora que tiro do Bolsa Família o dinheiro para pagar um trabalhador que me ajuda na roça”, explica ela, lembrando ainda que a saúde das crianças melhorou muito nos últimos anos, com a visita periódica do agente de saúde e o acompanhamento da carteira de vacinação. “Antigamente existiam muitos tipos de doença. Hoje já não tem. Até a gripe é mais fraca.”

Outras ações
Com o Brasil Sem Miséria, os negros também tiveram oportunidades de empreender e melhorar a renda. Do total de empreendedores do Cadastro Único que fizeram operações de microcrédito produtivo do Programa Crescer, 77% são negros. Eles também são mais de 680 mil entre os microempreendedores individuais que formalizaram suas atividades.

Além disso, os negros têm a oportunidade de se qualificar com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), voltado ao público do Brasil Sem Miséria. Eles representa 68% das mais de 1,5 milhão de matrículas no programa.

No campo, a população negra também está sendo incluída. Nos programas Luz para Todos e Água para Todos, eles são 80% do total de beneficiários. E também tem participação expressiva nos programas Bolsa Verde e de Fomento às Atividades Rurais.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social.

Quarta-feira, 19 de novembro de 2014 às 10:13

Programas sociais do Brasil podem ser referência em redução da pobreza para o resto do mundo

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

“Se o Brasil, que era um dos países mais desiguais do mundo, conseguiu em 12 anos reduzir a pobreza, é possível que outros países façam o mesmo”, enfatizou a ministra. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, falou nesta terça (17) sobre a experiência brasileira no combate à pobreza. Segundo a ministra, o Brasil tem muito a comemorar nos últimos anos pelas profundas transformações em seu mapa de desigualdade.

Para a ministra, a realização no Brasil da primeira edição do Seminário Internacional WWP (World Without Poverty) – Um Mundo sem Pobreza – mostra que a experiência acumulada com programas como Brasil Sem Miséria e Bolsa Família podem indicar em qual direção os esforços governamentais deverão se orientar para combater e reduzir os índices de pobreza e desigualdade. Segundo Tereza Campello, mais do que transferência de renda, o Bolsa Família se mostrou uma eficaz política de combate à pobreza, pois vem atuando em diferentes dimensões, como a renda, a inclusão produtiva e o acesso à educação e serviços, por exemplo.

“Eu acho que o principal recado que a gente teve aqui nesse Seminário é que se o Brasil, que era um país tão desigual, um dos países mais desiguais do mundo, conseguiu em uma trajetória de curtíssimo prazo, em 12 anos, reduzir a pobreza do jeito que a gente reduziu, é possível sim que outros países façam o mesmo. E é possível, sim, construir um mundo sem pobreza”, afirma Tereza Campello.

O tema está sendo abordado durante os dois dias do Seminário. Pesquisadores que são referência mundial na discussão da pobreza multidimensional discutem políticas sociais para sua superação. Entre os organismos parceiros do governo brasileiro estão o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Banco Mundial, que sugeriu que a plataforma fosse sediada no Brasil.

“Quando o Banco Mundial lançou essa plataforma resolveu que o Brasil iria sediar porque a experiência mais bem-sucedida de combate a pobreza quando ela é olhada nas suas múltiplas funções, ou deficiências, a melhor experiência, mais rápida, que teve maior abrangência, mais impacto, é a brasileira. Então eles estão usando o que aconteceu aqui no Brasil como plataforma para que outros países possam se inspirar”, afirma a ministra.

Confira apresentação da ministra no Seminário Internacional WWP

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 às 12:00

“Não parei só com o dinheiro do Bolsa Família, fui batalhar”, afirma beneficiária

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 às 11:46

“Não parei só com o dinheiro do Bolsa Família, fui batalhar”, afirma beneficiária

Cabelereira, depiladora e manicure que acumula dois empregos, dona de casa, esposa e mãe de Érica (13), Luciana Alcântara Rodrigues (32) é uma batalhadora. Ela faz parte do Bolsa Família desde 2006 e encara com bom humor os comentários de que beneficiários do programa sejam acomodados.

“Quem acredita que as pessoas que recebem o Bolsa Família não precisam trabalhar, não conhece a realidade no Brasil. O benefício é uma ajuda, mas ele não supre tudo. Quem recebe precisa trabalhar para conseguir se manter. Eu, por exemplo, fui correr atrás, fiz os cursos que eu pude e agora posso trabalhar para mim”, comemora. “Eu não parei só com o dinheiro do Bolsa Família. Eu não fiquei só esperando o governo me dar o dinheiro, eu fui batalhar”, enfatizou.

Luciana lembra que começou a receber o benefício quando a filha ainda era pequena. Ela havia se separado do pai da criança e cuidava da filha sozinha: “Eu fazia faxina para fora e cuidava da Érica. Fazer o cartão do Bolsa Família me ajudou nas contas da casa. Com o que eu ganhava, eu comprava comida, pagava água, luz… eu ainda tinha que bancar o aluguel, alguém para ficar com a menina. Foi uma época muito difícil”, lembra. Luciana recebe hoje R$ 112 por mês, o que a ajuda a manter a filha na escola. A menina sonha em ser veterinária.

Capacitação
Com o tempo, Luciana aprendeu a fazer o trabalho de manicure sozinha. Foi quando conseguiu emprego em um salão de beleza em Luziânia (GO), entorno de Brasília. Ela buscou qualificação para o ofício nos cursos do Pronatec/Brasil sem Miséria, iniciativa criada em 2011 pelo Governo Federal para promover a capacitação técnica da população mais pobre, principalmente daquela que recebe o benefício mensal do Bolsa Família. Desde então, a medida beneficiou mais 1,5 milhão de pessoas.

Foi pelo Pronatec que Luciana fez cursos de depilação e maquiagem, no centro comunitário do Jardim Ingá, em Luziânia. Na mesma época, ela se matriculou no curso de cabelereira oferecido pelo Senac. Segundo ela, os cursos do programa oferecem capacitação profissional importante para o público destinado.

“Os cursos são muito bons, a professora é muito dedicada, só não aprende mesmo quem não quer”, afirma. A moça destaca também a ajuda financeira de R$ 6 por dia para passagem e a alimentação dos alunos dos cursos, tornando viável a conclusão das capacitações.

De acordo com a cabelereira, a conclusão desses cursos profissionalizantes permitiram seu empoderamento. Com o dinheiro do Bolsa Família e do seu trabalho, ela comprou geladeira, fogão e micro-ondas para casa, além dos equipamentos necessários para montar o seu próprio salão, nos fundos de casa, como cadeira de lavagem e secadores.

Como muitos outros, Luciana espera não precisar mais do benefício daqui a algum tempo, para assim, o benefício poder ajudar outra pessoa que passe pelas mesmas dificuldades vividas por ela, que se diz cada vez mais independente: “Meu sonho é me tornar uma empresária bem sucedida”, concluiu.

Quinta-feira, 6 de novembro de 2014 às 21:24

Brasil é exemplo de soluções consistentes contra pobreza, diz Oxfam

A próxima reunião do G20, que será realizada nos dias 15 e 16 de novembro, na Austrália, apresentará aos lideres financeiros do grupo sérios desafios que ameaçam a recuperação econômica mundial, como as disputas cambiais, a luta para manter competitividade da indústria e a falta de crescimento que continua a gerar desemprego no mundo, apesar da indicação de recuperação dos Estados Unidos e dos bilhões de dólares de estímulos governamentais já despejados nas economias desde o início da crise, em 2008.

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Será uma oportunidade para o Brasil defender a atenção global para as políticas públicas que permitiram o País a manter o emprego e reduzir a desigualdade entre ricos e pobres, em um momento em que a crise tem levado a maioria das nações a trilhar o caminho contrário, o da concentração da renda.

Segundo afirma o relatório “Equilibre o Jogo: É hora de acabar com a Desigualdade extrema”, elaborado pela organização não governamental Oxfam, que desenvolve ações de combate à pobreza no mundo, o Brasil tem se diferenciado neste sentido, inclusive, entre os Brics.

No G20, O Brasil é a nação com maior sucesso nessa missão, ao lado do México e da Coreia do Sul – dois países que, apesar dos avanços, estão abaixo do Brasil em termos de redução das desigualdades.

O relatório Oxfam identificou duas forças que estão levando ao rápido recrudescimento das desigualdades em tantos países: o fundamentalismo do mercado e a apropriação da política pelas elites. Como resultado, o número de bilionários do mundo dobrou desde que a crise financeira teve início. E o aumento da desigualdade pode levar a um retrocesso de décadas na luta contra a pobreza. O trabalho destaca alguns passos concretos que podem ser tomados para lidar com essa ameaça.

Para o ex-secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, o crescente abismo entre pobres e ricos chegou a um ponto crítico. “Ou fazemos mudanças concretas agora, para revertê-lo ou ele pode se aprofundar, pondo em risco todos os nossos esforços para reduzir a pobreza”, analisou.

Em entrevista ao Fantástico, no último domingo (2), o indiano Kailash Satyarthi, prêmio Nobel da Paz deste ano, disse que o Brasil deveria ser exemplo a ser seguido pelos outros países. “Quando você fala do Brasil, você pode ver a minha cara. É como a minha segunda casa. Eu amo o país, eu amo o povo. Alguns dos meus melhores amigos são brasileiros. Eu acho que o Brasil é um bom exemplo. É um modelo que pode ser replicado”, enfatizou ele.

Kailash afirmou que a iniciativa do Bolsa Família “é muito interessante, tira as crianças do trabalho e as coloca na escola. Há muitos esforços que precisam ser integrados: educação, luta contra o trabalho infantil, saúde, tudo pode ser convertido em um único esforço. Como o Bolsa Família, que pode ser utilizado em outros países”, recomenda o indiano, famoso pela luta para retirar crianças do trabalho forçado em seu país.

O economista Jeffrey Sachs, professor da Universidade de Columbia e diretor do Instituto Terra naquela instituição, comentou o trabalho da Oxfam, afirmando que se trata de chamado para agirmos contra a atual tendência de crescimento da desigualdade em todo o mundo. “Esse relatório chegou na hora certa, quando os governos do mundo estão a ponto de adotarem novas Metas de Desenvolvimento Sustentável, em 2015”, defendeu.

Para ele, essa meta significa uma prosperidade econômica que seja inclusiva e ambientalmente sustentável. “Muito do crescimento atual não é inclusivo e nem sustentável. Os ricos ficam mais ricos, enquanto o planeta e os pobres pagam o preço. Devíamos todos lutar juntos pelo objetivo comum [de colocar] a causa do desenvolvimento sustentável inclusivo no coração dos objetivos do milênio, no próximo ano”, afirmou.

Sachs é conhecido por seu trabalho em agências internacionais para a redução da pobreza, cancelamento de dívidas e controle de doenças em países em desenvolvimento.

Fonte: com informações da Oxfam.

Quinta-feira, 6 de novembro de 2014 às 10:44

Agricultora teve apoio do Bolsa Família para criar oito filhos, melhorou de vida e devolveu o benefício

"Fiz questão de pedir que passassem o benefício para uma pessoa mais carente aqui da comunidade", revela Fafá. Foto: divulgação/MDS.

“Fiz questão de pedir que passassem o benefício para uma pessoa mais carente aqui da comunidade”, revela Fafá. Foto: divulgação/MDS.

Dona Fafá, como é carinhosamente chamada a cearense Maria de Fátima dos Santos (51), é ex-beneficiária do Bolsa Família. Assim como milhares de famílias, ela devolveu o cartão do programa. Percebeu que conseguiria sustentar os oito filhos com produção de verduras, hortaliças e frutas nas proximidades da sua casa, na comunidade Jenipapo, em Itapipoca (CE), a 130km de Fortaleza. “Fiz questão de pedir que passassem o benefício para uma pessoa mais carente aqui da comunidade”, revela Fafá.

Fafá não conhece outra lida, apenas a agricultura. Desde pequena, já ajudava o pai na plantação. Casou adolescente e continuou cuidando da roça. Depois, com a viuvez, teve a ajuda dos filhos para cuidar da plantação.

A agricultora conta que não teria saído do lugar se não fosse o Bolsa Família. A situação melhorou ainda mais depois de ter recebido cisternas, que lhe permitiram acesso à água. Tem duas: uma para o consumo da família e outra para produção. “É a coisa mais maravilhosa que já fizeram”, diz ela, ao lembrar que, antes das cisternas, “puxava” água do cacimbão que fica a 300 metros da sua casa.

Hoje, ela produz sem agrotóxicos e colocou em prática as técnicas de agroecologia que aprendeu em um curso. Além do milho e do feijão, Fafá cultiva cheiro verde, tomate, pimentão, alface, manga, maracujá, banana, graviola e abacaxi. Já ensinou vizinhos a plantar mastruz do lado do pé de tomate e do pimentão, o que evita pragas. “Ensino o pessoal daqui e de fora também. Fiz até palestra em Recife”, conta, com vaidade.

Na feira agroecológica da cidade, chega a faturar R$ 500 por mês, o que completa a pensão que recebe. Com o aumento da renda, a agricultora sonha em comprar um carro. “Cada dia a gente está melhorando. Já estou fazendo minhas economias.” Boa de conversa, conta que gosta de “prosear” com as plantas no quintal. “Saio de lá boazinha depois de conversar com elas.”

Fonte: MDS.

Quinta-feira, 23 de outubro de 2014 às 10:33

Ex-beneficiária do programa de transferência de renda chega à universidade

Desde que se separou do marido, em 2005, Neiva Oliveira do Nascimento passou a ser a responsável pelas despesas da casa, assim como acontece em 38% dos lares brasileiros, que são chefiados por mulheres. Ela lembra que esses foram tempos difíceis em que passou a vender doces de casa em casa para sustentar as três filhas: Rebeca, Fabiana e Priscila. “Minha vida sempre foi de muita luta e trabalho, saía de casa todos os dias às 6 horas da manhã para vender rapadura e cocada na rua”, lembra.

Nessa época, Dona Neiva passou a receber o apoio financeiro ao cidadão de baixa renda. Moradora da Boca do Rio, bairro popular de Salvador (BA), ela foi uma das primeiras mulheres da capital baiana a receber o benefício. Segundo ela, como já tinha o gás garantido, ela usava o dinheiro principalmente para garantir a alimentação das filhas, assim como ocorre com 87% das famílias beneficiadas pelo programa. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, (Ibase), a alimentação é o principal gasto dos beneficiários do programa, seguida por material escolar e vestuário.

Em 2010, Dona Neiva saiu do programa por ter conseguido emprego fixo. Hoje, com 51 anos, ela é auxiliar administrativa em um condomínio comercial de Salvador e passou a fazer parte dos 1,7 milhão de brasileiros que deixaram de receber o benefício por não precisar mais da ajuda do governo.

Entrada na Universidade
Em 2012, Dona Neiva viu no programa de capacitação técnica uma oportunidade: fez o curso técnico de desenho e topografia, o que a estimulou a tentar uma vaga na Universidade. Hoje ela cursa o segundo semestre de Arquitetura e Urbanismo em faculdade particular da capital baiana, com auxílio do programa de financiamento de estudos em instituições de ensino superior.

“Eu acredito que a gente tem que procurar melhorar, estudar, se aperfeiçoar, eu sempre falo isso para as minhas filhas. O dinheiro do programa me ajudou em um momento difícil, mas eu sempre batalhei para sustentar a minha família. O benefício foi um apoio importante para que hoje eu pudesse caminhar com as minhas própria pernas”, afirma.

Das três filhas da Dona Neiva – que puderam permanecer na escola durante os anos em que a mãe recebia o benefício – duas delas, Rebeca e Priscila, estudam hoje Enfermagem e Veterinária na Universidade Federal da Bahia (UFBA). As estudantes entraram na faculdade pelo sistema de cotas para remanescentes de escolas públicas. A filha do meio, Fabiana, estuda Administração e trabalha hoje em uma importante indústria de alimentos de Salvador

Aniversário
Na segunda-feira (20) o programa completou 11 anos ampliando acesso da população mais pobre e reduzindo desigualdades de forma multidimensional. Na ocasião, a ministra Tereza Campello afirmou que “famílias pobres com garantia de renda gastavam imediatamente em alimentação, vestuário, calçados, remédios, material escolar, ou seja, em produtos produzidos no Brasil, o que faz a economia ficar muito mais dinâmica.”

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