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Terça-feira, 28 de julho de 2015 às 21:05

Bolsa Família garante escola a 17 milhões de crianças, mas ainda é alvo de preconceitos

Tereza Campello

Tereza Campello disse que o valor máximo do Bolsa Família, de R$ 170, não é suficiente para justificar alguém deixar de trabalhar. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Garantir que 17 milhões de crianças pobres que, provavelmente, estariam no trabalho infantil estejam hoje na escola. Essa é uma das vitórias que o Bolsa Família permitiu ao Brasil alcançar nos últimos anos, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Mesmo assim, o programa continua sendo alvo de críticas preconceituosas e descabidas, acrescentou.

“Ao contrário do que todo mundo imagina, o Bolsa Família é uma política que complementa a renda das famílias. São R$ 170 o máximo que uma família pode receber, independente de número de filhos ou qualquer coisa, garantindo que essa família tenha um pequeno alívio da sua pobreza. Isso não justificaria alguém deixar de trabalhar para ganhar R$ 170, como as pessoas falam. Isso é fruto de desconhecimento”, enfatizou.

A ministra fez essa afirmação no lançamento do Dialoga Brasil – nova plataforma de participação social do governo federal, lançado nesta terça-feira (28) pela presidenta Dilma Rousseff. Na ocasião, Campello demostrou que vários comentários sobre o Bolsa Família são inverídicos. E ainda destacou outra conquista fundamental para o desenvolvimento do País, que também atribuiu ao maior programa de transferência de renda do mundo: só na última década, o Brasil conseguiu reduzir em 60% a mortalidade infantil nas famílias pobres do País.

“Esses são alguns dos números que permitem a gente dizer que vale a pena gastar 0,5% do PIB, ou seja, uma política barata que garante o alívio à pobreza das famílias, mas que garante, acima de tudo, saúde e educação. E garante que essas famílias se articulem com um conjunto de outras políticas públicas estruturais. Tem gente que diz ‘eu sou a favor do Bolsa Família, mas não pode ser só isso’. Por isso eu digo, não é só isso. […] O alívio à pobreza é uma das ações do Bolsa Família, mas não é o principal”, enfatizou a ministra, ao citar a interlocução do programa com uma série de outras políticas públicas como Pronatec, a formalização de meio milhão de microempreendedores provenientes do Bolsa Família e o acesso à escola em tempo integral.

Tereza Campello ressaltou que, apesar do sucesso do programa, muitos desses resultados continuam desconhecidos da maioria da população brasileira. E convidou os cidadãos para acessar a página do Bolsa Família, no site do Dialoga Brasil, e conferir um pouco desses números.

Terça-feira, 28 de julho de 2015 às 18:53

Sucesso do Mais Médicos e do Bolsa Família resulta de amplo processo de discussão social

Dilma Dialoga

Dilma:”Todos os programas do governo receberam sugestões de pessoas como vocês que, nas conferências, aprovaram uma série de propostas”. Foto: Ichiro Guerra/PR

O sucesso dos programas sociais do governo brasileiro, como o Mais Médicos, não nasceu por mágica. Resulta de um diálogo constante com a sociedade, da escuta atenta das demandas da população, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta terça-feira (28), ao lançar a plataforma Dialoga Brasil, em cerimônia realizada com várias entidades sociais no Teatro Plínio Marcos da Fundação Nacional de Artes (Funarte) de Brasília.

O Dialoga Brasil apresenta 14 temas e 80 programas prioritários do governo federal para que a população proponha melhorias nas políticas públicas e na vida dos brasileiros e brasileiras. Para a presidenta Dilma, essa resposta é fundamental para a formatação e o aprimoramento de programas.

“Eu dou o exemplo do Mais Médicos. Ele começa basicamente porque havia uma grande reclamação no nosso País a respeito da assistência básica à saúde. Nós sabíamos que o Brasil estava tendo um problema [nessa área], não só nas pequenas cidades, mas nas capitais, nas regiões metropolitanas, na parte em que a população do País vive a exclusão”, comentou.

Dilma Rousseff lembrou que o Brasil tinha, antes do programa, uma das menores taxas do mundo de médicos por habitante e o governo percebeu que não haveria condição de formar médicos e atender a população, “porque a prevenção da doença era algo necessário ontem”.

A partir daí, o governo passou a estudar o assunto. “Nós escutamos muitas pessoas dizendo, vamos combinar, vamos abrir a oportunidade para trazer médicos estrangeiros e juntá-los com médicos brasileiros, para começar esse imenso esforço que era garantir atenção básica de saúde”. A proposta passou inclusive por um processo de discussão dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil se aproxima da Inglaterra, na relação médico x habitantes. O programa é um sucesso e está sendo considerado modelo por diversos países, que pretendem implantar iniciativas semelhantes.

O mesmo processo social de discussão ocorreu com o Bolsa Família e com os outros programas do governo “Em todos os projetos mais importantes do governo, o ‘Crack é preciso vencer’, ‘Viver sem Limites’, que é para pessoas com deficiência, tivemos sugestões vindas do conjunto da população, de lideranças, de parlamentares, de pessoas do movimento social, de pessoas como vocês que, nas conferências aprovaram uma série de propostas”, falou a presidenta aos participantes do lançamento do Dialoga, convidando a todos a participarem das discussões na nova plataforma.

Quarta-feira, 17 de junho de 2015 às 15:13

Bolsa Família, Pronatec e MEI completam círculo virtuoso para que brasileiros tenham oportunidade

O Bolsa Família está cumprindo mais um importante papel, destacou a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (17). Além de garantir a retirada de milhares de pessoas da fome e da miséria, o programa funciona como apoio e suporte para que essas pessoas se qualifiquem profissionalmente, por meio do Pronatec. Em seguida, o cidadão tem a oportunidade de ingressar no mundo empresarial, por meio das simplificações e desburocratizações que hoje estão à disposição dos micro e pequenos empresários (MEI).

Presidenta Dilma destacou, nesta quarta-feira, os mais de meio milhão de beneficiários do Bolsa Família hoje inscritos no MEI. “O MEI é uma porta de entrada para a atividade econômica, para [o cidadão] ter seu próprio negócio, para melhorar sua renda”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma destacou os mais de meio milhão de beneficiários do Bolsa Família hoje inscritos no MEI. “O MEI é uma porta de entrada para a atividade econômica, para o cidadão ter seu próprio negócio, para melhorar sua renda”, afirmou. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 “Hoje há um dado que eu considero importante: mais de meio milhão de beneficiários do Bolsa Família estão inscritos no MEI. O MEI é, de fato, uma entrada, uma porta de entrada para a atividade econômica, para [o cidadão] ter seu próprio negócio, para melhorar sua renda. E, portanto, essa porta de entrada para a atividade produtiva é, juntamente com o Bolsa Família, a política mais forte de inclusão social no Brasil”,disse a presidenta. Com isso, acrescentou, muitas dessas pessoas já devolveram seu cartão do Bolsa Família ao governo.

O MEI, continuou a presidenta, combina a inclusão que se faz no mundo do trabalho, ao se obter um emprego, com a inclusão que ocorre quando se cria seu próprio negócio, disse citando o caso da costureira gaúcha Delci Lutz, que foi beneficiária do Bolsa Família, entrou no Pronatec e hoje é uma microempresária individual (MEI) – e já devolveu o cartão do Bolsa Família ao governo.

“O Pronatec permitiu que ela se qualificasse e o MEI foi para ela uma oportunidade de formalizar seu negócio. E a Dona Delci virou uma empresária sustentável. E agora, Dona Delci, ao fazer o Enem, a senhora pode tranquilamente ter acesso à formação profissional universitária que a senhora tanto anseia”, enfatizou.

Sexta-feira, 22 de maio de 2015 às 19:36

Visita ao México aprofundará relações comerciais entre maiores economias da América Latina

O Brasil quer ampliar suas relações comerciais com o México. A ideia é promover a redução progressiva de barreiras tarifárias, de forma a expandir o já intenso comércio bilateral entre os dois países. O tema será discutido durante a primeira visita oficial de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México, nos próximos dias 26 e 27 de maio.

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Embaixador Antônio Simões, do Ministério das Relações Exteriores, explicou os principais pontos da visita que a presidenta Dilma fará ao México. Foto: José Cruz/Agência Brasil.

 

Atualmente, o Brasil é o segundo país que mais recebe investimentos mexicanos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. No total, a economia brasileira já recebeu cerca de U$$ 23 bilhões em investimentos mexicanos. “A realidade é que são as duas maiores economias da América Latina que devem, portanto, trabalhar mais em conjunto”, afirmou o embaixador Antônio Simões, subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (22).

“A ideia é que a gente busque um novo horizonte comercial com o México. Exatamente o que vai ser esse novo horizonte nós vamos ter que ver na visita. Mas a ideia é justamente que a gente possa ter mais comércio, que a gente possa trabalhar para diminuir as barreiras aos produtos brasileiros e trabalhar, sobretudo, por essa expansão econômica”, acrescentou Antônio Simões.

Encontro de presidentes
O embaixador destacou que o encontro da presidenta Dilma com o presidente Peña Nieto será marcado pela assinatura de um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, que – pela primeira vez – será assinado entre o Brasil e um País latino-americano.

Está prevista também a assinatura de um acordo de facilitação de transporte aéreo e de um memorando sobre cooperação turística. Atualmente, o México absorve cerca de 15% do turismo internacional, além de ser o principal destino turístico da América Latina.

Na parte mais geral da relação, os presidentes deverão relançar os trabalhos da chamada Comissão Binacional, que é chefiada pelos chanceleres dos dois países e reúne membros de vários ministérios. A comissão é composta de quatro subcomissões: uma política, outra econômica, comercial e financeira; a terceira de cooperação técnico-científica e, a última, de cooperação educativo-cultural.

Luta do Brasil contra fome é modelo para mexicanos
“Essa visita é fruto de um entendimento da presidenta como presidente Peña Nieto, no sentido de que há muitas convergências entre o Brasil e o México. Essas convergências se manifestam tanto no âmbito regional, por exemplo no âmbito da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), como também no campo global, em iniciativas, por exemplo, na luta contra a fome”.

Nesse sentido, disse Antônio Simões, o México lançou recentemente um programa com algumas características semelhantes ao Bolsa Família e tem trabalhado muito essa questão.

Investimentos

Os principais setores brasileiros beneficiados com os investimentos mexicanos são a produção industrial, alimentícia, bebidas, telecomunicações e sobretudo o setor automotivo, que responde por quase metade do comércio total entre Brasil e México.

Em março passado, o acordo automotivo Brasil-México, renovado por mais quatro anos em maio passado, prevê que cada país exporte para o outro até US$ 1,56 bilhão, sem o pagamento de imposto de importação, durante 12meses. Após esse período, subirá 3% a cada ano.

Por outro lado, existe um crescente investimento brasileiro no país, que já movimenta US$ 2 bilhões. Simões destacou duas iniciativas. Uma é um polo petroquímico da brasileira Brasken com a mexicana Idesa. Trata-se do projeto Etileno 21, que envolve cerca de US$ 5 bilhões, no estado mexicano de Vera Cruz. A outra é um complexo siderúrgico da Gerdau, no estado de Idalgo, no valor de US$ 600 milhões.

Sábado, 28 de março de 2015 às 9:57

Ao contrário do que dizem, número de filhos de beneficiários do Bolsa Família tem diminuído

Do Ministério do Desenvolvimento Social


Quebrando mitos
Em dez anos, o número médio de filhos nas famílias mais pobres do país caiu mais do que a média brasileira, o que prova que as mães do programa Bolsa Família não têm mais filhos para ganhar um benefício maior. Entre 2003 e 2013, enquanto o número de filhos até 14 anos caía 10,7% no Brasil, as famílias 20% mais pobres do país – faixa da população que coincide com o público beneficiário do programa de complementação de renda – registravam uma queda mais intensa: 15,7%. Para as mães das famílias 20% mais pobres do Nordeste, a queda foi ainda maior, alcançando 26,4% no período analisado.

Os números de filhos até 14 anos por mulher, colhidos nas sucessivas edições da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, mostram que não passa de preconceito a visão de que as mães beneficiárias do Bolsa Família procuram ter mais filhos para receber mais dinheiro do governo. O pagamento por filho até 15 anos de idade é de R$ 35 mensais. O valor pode chegar até R$ 77, no caso das famílias extremamente pobres, sem nenhuma renda.

Dados da Pnad mostram que mães nordestinas e pobres têm, em média, dois filhos. Foto: Ubirajara Machado/MDS

Dados da Pnad mostram que mães nordestinas e pobres têm, em média, dois filhos. Foto: Ubirajara Machado/MDS

 “Atribuem aos mais pobres um comportamento oportunista em relação à maternidade, como se essas mães fossem capazes de ter mais filhos em troca de dinheiro. Isso é puro preconceito”, analisa a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. “Quem diz isso não pensa quanto custa ter um filho. É óbvio que este valor não paga o leite da criança e as despesas que virão depois. Além disso, o preconceito parte do princípio de que o que move as pessoas para a maternidade ou a paternidade é apenas uma motivação financeira”. 

Os motivos da queda da fecundidade vêm sendo analisados no Brasil. Entre eles, estão o maior acesso à informação sobre os métodos contraceptivos e sobre a sexualidade, o aumento da escolaridade da mulher jovem, a ampliação da urbanização e com ela o acesso aos serviços médicos. “As mães do Bolsa Família têm de levar os filhos a cada seis meses para o acompanhamento nos postos de saúde, o que ajuda a ampliar o acesso à informação e aos contraceptivos”, lembra a ministra.

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Em números absolutos, a pesquisa mostra que, em 2013, as mães brasileiras tinham, em média, 1,6 filho até 14 anos. Entre aquelas 20% mais pobres do Nordeste, a média foi de 2 filhos. Nas famílias 5% mais pobres do Nordeste, com perfil de extremamente pobres, a média foi de 2,1 filhos.

 “Com esses dados, me pergunto por que algumas pessoas mantêm o preconceito de que pobres têm muitos filhos. As pessoas que estigmatizam os pobres têm um comportamento semelhante ao racismo ou estão desinformadas”, avalia Tereza Campello.

Mitos
Segundo a ministra, o mito de que o Bolsa Família estimula o aumento do número de filhos não se sustenta ao longo dos 11 anos do programa de complementação de renda. “Esse é um dos grandes mitos que envolvem o Bolsa Família”, lembra.

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Outra crença é que o benefício estimula a preguiça e que o beneficiário não trabalha. As pesquisas mostram que os adultos beneficiários participam tanto do mercado de trabalho quanto os adultos que não são beneficiários. Três em cada quatro adultos do Bolsa Família trabalham.

Além disso, pesquisa recente do Instituto Data Popular aponta que 7 em cada 10 beneficiários do Bolsa Família que moram em favelas trabalham. “É preciso deixar claro que o benefício médio pago às famílias é de R$ 170 mensais. Esse valor serve para complementar e não substituir a renda do trabalho”, destaca Tereza Campello.

Além de dar mais autonomia às mulheres na decisão da maternidade, o Bolsa Família teve outros impactos positivos, como a diminuição de partos prematuros e queda da mortalidade de menores de cinco anos. Os resultados foram atingidos graças ao acompanhamento pré-natal para gestantes e ao acompanhamento dos filhos nos postos de saúde. Essas são contrapartidas obrigatórias dos beneficiários.

 

Terça-feira, 24 de março de 2015 às 18:52

Ajustes estão sendo feitos para garantir programas sociais, afirma Dilma

"O crescimento econômico não se dá em detrimento do trabalhador”, garantiu a presidenta Dilma em cerimônia de assinatura da MP da Política de Valorização do Salário Mínimo.  Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“O crescimento econômico não se dá em detrimento do trabalhador”, garantiu a presidenta Dilma em cerimônia de assinatura da MP da Política de Valorização do Salário Mínimo. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff explicou que os ajustes que estão sendo feitos pelo governo têm por objetivo retomar o crescimento econômico e garantir as políticas sociais do governo, dentre elas programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. As declarações foram feitas na tarde desta terça-feira (24) durante cerimônia de assinatura da Medida Provisória da Política do Salário Mínimo para o período de 2015 a 2019.

“O crescimento econômico não se dará com a gente reduzindo políticas sociais. Nós vamos manter todas as políticas sociais. Para fazer isso, eu quero reconhecer que o governo federal vai fazer profundos cortes no seu gasto, vai buscar ineficiência em todos os ministérios. Nós queremos embolsar o dinheiro? Não. Nós queremos que esse dinheiro seja aquele que vá sustentar os programas sociais.”

A presidenta também destacou que a desoneração da cesta básica não será mexida. “É bom dizer que pela primeira vez, a cesta básica é integralmente desonerada”, lembrou.

Valorização do Salário Mínimo
Ao assinar a MP, Dilma destacou o papel que a política de valorização do salário mínimo, iniciada ainda no governo Lula, teve nos esforços do governo brasileiro em enfrentar os efeitos da crise internacional de 2008.

“É importante o Brasil continuar com a política de valorização do salário mínimo. Por que é importante? Porque é o reconhecimento que o crescimento econômico, ele não se dá em detrimento do trabalhador”, garantiu a presidenta. Ela frisou que desde que essa política foi iniciada, houve reajuste em torno de 70% no salário mínimo. “E isso representou certamente um dos motivos pelos quais nós conseguimos passar por esse momento de dificuldade da crise de forma a não ter a perda decorrente dos processos de redução do crescimento econômico, nas costas dos trabalhadores”, disse.

Dilma lembrou de um momento do País em que a luta política era para discutir a possibilidade de o salário mínimo alcançar US$ 100, o que contrasta com a política atual em que valorizar a renda do trabalhador é algo normal. “Agora nós temos uma situação de sistemático reajuste e valorização do salário mínimo. Creio que é um sustentáculo do desenvolvimento”, avaliou.

Confira a íntegra

Terça-feira, 10 de março de 2015 às 16:00

Subalimentação deixou de ser um fenômeno generalizado no Brasil

Com informações da revista O Brasil Mudou

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Vinícius Dexter, filho da auxiliar educacional Ângela Machado, faz cinco refeições diárias na creche que frequenta em Porto Alegre. Foto: Divulgação/Mds

A fome e o frio fizeram parte do passado da gaúcha Ângela Maria Machado, 34 anos, filha de uma família de 24 irmãos. Os pais trabalhavam como carroceiros na periferia de Porto Alegre (RS). Por vezes, faziam bicos para dar conta das despesas da casa.

Já Vinícius Dexter, filho de Ângela, faz cinco refeições diárias na creche que frequenta em Porto Alegre filhos para a creche da Associação Comunitária do Campo da Tuca, na zona leste da capital gaúcha. Lá, havia apenas uma refeição: polenta com guisado ou salsicha. “Não tinha esse luxo que tem agora”, comenta ela, que hoje trabalha como auxiliar de educadora na instituição.

Vinícius frequenta a mesma creche que a mãe, 30 anos depois, mas não reprisa a mesma história de miséria e fome. Além das refeições, recebe acompanhamento médico e nutricional. Parte dos ingredientes das refeições oferecidas na creche vem da agricultura familiar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Ele repete o que aconteceu com o irmão mais velho, Wellington Benício, nove anos, que deixou a creche há três anos, onde superou um quadro de desnutrição. A mãe relembra que os dois filhos entraram na instituição abaixo do peso ideal.

Ângela ainda é beneficiária do Bolsa Família e está consciente de que, com o aumento da renda, já não precisará do dinheiro do programa. No entanto, sabe o quanto ele foi fundamental para que a vida de seus filhos fosse diferente da sua. “O Bolsa me ajudou muito, principalmente na alimentação dos meus filhos. Eu não quero que eles passem pelo que passei”, diz ela, que buscou se qualificar profissionalmente para conseguir o emprego na creche.

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A realidade dos filhos de Ângela não representa casos isolados. A fome, que atingia as crianças brasileiras e respondia por parcela significativa da mortalidade infantil, deixou de ser um fenômeno generalizado no Brasil. Em pouco mais de dez anos (2002 a 2013), de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 15,6 milhões de pessoas no Brasil deixaram a condição de subalimentadas, uma queda de 82,1%. Hoje, com um índice de apenas 1,7% de brasileiros em situação de subalimentação, o Brasil saiu do Mapa da Fome das Nações Unidas.

A FAO destacou, entre as ações que contribuíram para tirar o país do Mapa da Fome, não apenas as que garantiram renda à população e investimentos em agricultura familiar, como também a oferta de merenda escolar nas escolas públicas e creches do país. Todos os dias, 43 milhões de crianças e jovens (mais do que a população da Argentina) recebem refeições, com produtos vindos, em parte, da agricultura familiar, comprada pelo governo diretamente dos pequenos produtores e repassada às instituições. Além de ajudar a melhorar a renda de famílias de produtores rurais, o programa de merenda escolar contribui fortemente para os resultados alcançados nos últimos anos na redução da desnutrição, aguda e crônica.

Não apenas caiu drasticamente a mortalidade infantil devido à desnutrição (58%), como a estatura dos meninos e meninas melhorou. Crianças beneficiárias do Bolsa, medidas entre 2008 e 2012, estão na média quase um centímetro maiores, num espaço de tempo de apenas quatro anos, segundo estudo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Ministério da Saúde, baseado nos dados de condicionalidades do Bolsa Família. É uma vitória incontestável: o déficit de altura é um dos sinais de desnutrição crônica, que afeta o desenvolvimento intelectual das crianças.

As novas gerações sem fome serão brasileiros mais saudáveis e mais desenvolvidos, um investimento no futuro do país. Dentre as cinco regiões do Brasil, os efeitos das transferências de renda e suas condicionalidades, integradas às ações do Plano Brasil Sem Miséria em seus vários eixos de atuação, foram particularmente marcantes para as crianças das regiões Norte e Nordeste do país.

Leia as outras matérias da Revista O Brasil Mudou
* Ações em educação garantem pleno desenvolvimento intelectual dos jovens
* Programas sociais impulsionam economia de pequenos municípios em todo o País
* Depois de curso do Pronatec, Simone Vieira consegue emprego e deixa o Bolsa Família
* Governo lança revista online com brasileiros que mudaram suas vidas por meio de programas sociais

Quinta-feira, 5 de março de 2015 às 12:00

Bolsa Família: 70% dos beneficiários que moram em favelas trabalham

Do site do MDS

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, afirmou nesta terça-feira (3) que o comportamento dos mais pobres ainda é desconhecido pelos brasileiros e acaba reforçando os mitos de que são perdedores ou preguiçosos. Pesquisa apresentada durante o 2º Fórum Nova Favela Brasileira, em São Paulo, aponta que 7 em cada 10 beneficiários do Bolsa Família que moram em favelas trabalham.

Ministra Tereza Campello participou do 2º Fórum Nova Favela Brasileira e criticou os preconceitos contra os pobres e moradores de favelas. Foto: divulgação MDS

Ministra Tereza Campello participou do 2º Fórum Nova Favela Brasileira e criticou os preconceitos contra os pobres e moradores de favelas. Foto: divulgação MDS

Os dados confirmam estudos do governo federal, que apontam que mais de 70% das famílias que recebem a complementação de renda estão no mercado de trabalho. “Essa ideia de que o favelado gosta do tráfico, que é o jeito fácil de ganhar dinheiro, é a mesma ideia que faz as pessoas pensarem que o nordestino é preguiçoso”, contou.

A pesquisa foi apresentada pelo presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. “Eles trabalham e ganham pouco. E necessitam do Bolsa Família para sonhar mais longe”, afirmou. O estudo ainda mostrou que um em cada quatro moradores das favelas recebem a complementação de renda. “Estamos vendo o Bolsa Família hoje como um grande aliado para a redução extrema da pobreza”, disse Meirelles.

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Nos últimos 10 anos, com mais trabalho e renda, os moradores das favelas ascenderam economicamente. “O que mudou na vida dos moradores foi aquela carteirinha azul, não foi só o Bolsa Família”, completou, ao citar a carteira de trabalho e os empregos criados nos últimos anos.

A ministra Tereza Campello defendeu o trabalho do governo na geração de empregos que garantiram ganhos sociais nos últimos anos.

“Parece que a geração de mais de 20 milhões de empregos formais nos últimos 12 anos ocorreu naturalmente, mas não ocorreu”, ressaltou. “A questão da empregabilidade é um esforço do governo brasileiro.”

Menos filhos
O aumento do número de filhos é outro mito que foi rebatido pela ministra Tereza Campello. “Os dados mostram que o número de filhos caiu violentamente em todo Brasil, 10% em média. Entre os pobres caiu 16% e os pobres nordestinos caiu 26%, muito mais que a média nacional. No entanto as pessoas continuam repetindo a mesma coisa”, finalizou.

Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 às 20:15

Íntegra da entrevista da presidenta após entrega de credenciais a embaixadores estrangeiros

Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 às 20:12

Íntegra – Entrevista coletiva da entrega das credenciais dos embaixadores estrangeiros

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