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Quinta-feira, 28 de janeiro de 2016 às 21:10

Governo lança ações para injetar R$ 83 bilhões na economia e incentivar o crescimento

Selo do CdesO governo federal apresentou nesta quinta-feira (28) um conjunto de medidas para aumentar a oferta de empréstimos e financiamentos na economia que totalizam R$ 83 bilhões. As ações foram anunciadas durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília.

Os recursos vão reforçar a oferta de crédito para obras de infraestrutura, para o setor imobiliário, para o financiamento de máquinas e equipamentos, para o crédito agrícola, capital de giro para empresas e empréstimos aos trabalhadores. O objetivo é dar fôlego para que pequenas, médias e grandes empresas melhorem o ritmo de negócios e abram vagas de trabalho com carteira assinada, gerando demanda e consumo, fazendo a roda da economia gerar crescimento.

Ao detalhar as medidas, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que a finalidade do governo é ampliar a oferta de empréstimos e financiamentos.

“Nosso desafio é normalizar a oferta de crédito. No ano passado, houve uma queda real (descontada a inflação). Precisamos normalizar o crédito e para isso temos que usar melhor os recursos disponíveis”, disse.

Para reforçar os projetos de infraestrutura, estão sendo destinados R$ 22 bilhões em recursos do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Já a construção civil receberá R$ 10 bilhões, também em recursos do FGTS.

Crédito rural e caixa das empresas
No crédito rural foi acertado que o Banco do Brasil ofertará R$ 10 bilhões para o pré-custeio da safra agrícola. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, avaliou a medida como bem-vinda, dizendo que o setor tem demanda por recursos.

Para melhorar o caixa dos empresários, o BNDES colocará R$ 5 bilhões para capital de giro para micro, pequenas, médias e grandes empresas.

O banco de fomento também ofertará R$ 4 bilhões de capital de giro específico para empresas exportadores financiarem os embarques dos produtos vendidos no exterior.

Também para melhorar o caixa das empresas, o governo passa a permitir que empresas refinanciem dívidas tomadas com o BNDES em anos anteriores usados na compra de máquinas e equipamentos. Para esse refinanciamento serão destinados R$ 15 bilhões.

Trabalhadores
Para estimular as pessoas a buscarem crédito, num incentivo ao consumo, o governo passa a autorizar que os trabalhadores usem até 10% do saldo que possuem na conta do FGTS e a multa do FGTS nas rescisões sem justa causa como garantia nos empréstimos no crédito consignado (crédito com desconto no salário).

Na avaliação do ministro Barbosa, se 10% dos recursos existentes nas contas do FGTS forem usados pelos trabalhadores nesse tipo de empréstimo, isso representará R$ 17 bilhões. Para entrar em vigor, essa última medida terá que ser aprovada no Congresso.

Terça-feira, 15 de dezembro de 2015 às 10:26

Presidenta Dilma inaugura Museu de Congonhas

A presidenta Dilma Rousseff participa nesta terça-feira (15) da inauguração do Museu de Congonhas (MG), localizado no sítio histórico do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde se encontra a obra-prima do escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Desde 1985, o sítio tem o título de Patrimônio Cultural Mundial.

A inauguração do museu integra as comemorações dos 30 anos do título e dos 70 anos de existência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, no Brasil), que organiza o evento junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura de Congonhas (MG).


No empreendimento foram investidos R$ 25 milhões, sendo R$ 7,5 milhões de recursos próprios da prefeitura e o restante financiado com recursos captados pela Lei Rouanet. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o patrocinador máster, com a destinação de R$ 7,2 milhões.

Para a presidenta do Iphan, Jurema Machado, o espaço “confirma a determinação do governo federal em investir no patrimônio cultural brasileiro. São investimentos contínuos, por mais de uma década, que tiveram início com o Programa Monumenta, um trabalho que evoluiu até chegar aos moldes atuais do PAC Cidades Históricas e que proporcionam ao país espaços culturais de qualidade como este que inauguramos agora”.

Já o diretor do novo museu, Sérgio Rodrigo Reis, avalia que o espaço vai proporcionar aos visitantes de Congonhas compreender melhor o valor do santuário.

“Até então as pessoas vinham à cidade e não compreendiam por que a gente está num lugar especial. Com esse museu, as pessoas vão ter toda a condição de entender a lógica do lugar”, disse. “É um processo de melhoria, de qualificação do bem histórico, do patrimônio, das tradições de [Congonhas]. Aqui a gente tem a obra-prima do Aleijadinho, o maior artista das Américas”.

O edifício do museu tem 3.452,30 m² e o projeto foi concebido com linhas que dialogam com as linhas do Santuário, desenho do arquiteto Gustavo Penna. Contempla em três pavimentos sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas.

O Santuário
O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, para onde o Museu dedica sua principal atenção, está localizado no Morro Maranhão, na zona urbana de Congonhas. Sua construção teve início em 1757 e se estendeu até o começo do século XIX. Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, escadaria em terraços decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas com cenas da Via Sacra, contendo 64 esculturas em cedro em tamanho natural. No conjunto trabalharam os artistas de maior destaque do período, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).

O monumento possui ainda uma Sala de Milagres, que abriga uma coletânea de ex-votos, objetos oferecidos em agradecimento por graças alcançadas. Ali está exposta a notável coleção de 89 ex-votos pintados, datados dos séculos XVIII ao XXI. O Santuário, além do seu valor artístico, é também um importante centro de peregrinação. A grande romaria – o Jubileu – acontece todos os anos entre 7 e 14 de setembro, congregando uma multidão de fiéis.

Sexta-feira, 30 de outubro de 2015 às 22:41

Expansão de fábrica da Fibria mostra que Brasil retomará desenvolvimento, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff avaliou, em mensagem transmitida hoje, em Três Lagoas (MS), que em um momento de ajuste na economia, como o que vive o País atualmente, a expansão da fábrica da Fibria no Brasil torna-se ainda mais relevante.

Mostra que nossos empresários não se deixam levar por análises conjunturais pessimistas e não paralisam suas ações”, afirmou, em discurso lido pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, nesta sexta-feira (30).

A Fibria é uma empresa brasileira líder mundial na produção de celulose de eucalipto. Atualmente emprega 2,3 mil pessoas.

Ainda de acordo com as palavras da presidenta, o investimento lançado hoje mostra que nossas empresas sabem que o Brasil retomará o caminho do desenvolvimento e que vale a pena investir nele”.

Kátia Abreu representou a presidenta na cerimônia de lançamento do projeto de expansão da fábrica em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Dilma cancelou a viagem ao Estado e decidiu ficar em Brasília por causa de um mal-estar sentido por sua mãe, Dilma Jane Rousseff, de 92 anos.

Kátia Abreu

Kátia Abreu leu mensagem da presidenta: expansão de fábrica no Brasil mostra que empresários não se deixam levar pelo pessimismo e não paralisam suas ações. Foto: Valter Campanato/ABr

No texto, a presidenta afirma estar confiante no crescimento sustentável do Brasil, principalmente porque um investimento da “magnitude do que será feito no Projeto Horizonte 2 somente é realizado quando as perspectivas de rentabilidade e de crescimento são muito boas”.

“Afinal, nenhum empresário investe se não tiver confiança de que obterá retorno dos recursos aplicados”. A nova instalação recebeu investimentos por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A presidenta lembrou que o governo, por sua parte, está trabalhando intensamente para realizar os ajustes necessários ao estabelecimento de uma situação fiscal mais robusta e à redução da inflação. Dilma disse, contudo, que o País está, ao mesmo tempo, em busca da retomada do crescimento econômico nacional.

“Não estamos prisioneiros da agenda de ajustes. Ao contrário, temos uma agenda consistente de estímulo ao investimento”, ressalvou.

“Temos uma agenda robusta de investimentos em infraestrutura de transporte, em parceria com o setor privado. Faz parte desta agenda a nova etapa do Programa de Investimentos em Logística que lançamos em junho. Falo de um conjunto de investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, que alcança R$ 198 bilhões, a serem realizados em parceria com o setor privado”.

Estes investimentos, acrescentou a presidenta, permitirão agregar mais eficiência à infraestrutura de transporte, aumentando a competitividade da produção. Ao mesmo tempo, sua execução resultará em mais demanda para os setores produtivos, ajudando a dinamizar a economia.

“Ao contrário do que muitos pessimistas querem fazer crer, a segunda etapa do Programa de Logística está avançando. No caso de rodovias, já autorizamos a elaboração de propostas de manifestação de interesse para 11 trechos, entre os quais está o trecho da BR 262 entre Campo Grande e a divisa de Mato Grosso com São Paulo, passando por Três Lagoas”.  

Sexta-feira, 30 de outubro de 2015 às 21:45

Novo empreendimento no Mato Grosso do Sul gera 40 mil empregos e tem apoio do BNDES

A ampliação da fábrica de Três Lagoas (MS) da Fibria, empresa brasileira líder mundial na produção de celulose de eucalipto, cujo lançamento ocorreu nesta sexta-feira (30), tem investimento de R$ 7,7 bilhões, sendo que parte desse valor é financiado pelo BNDES e pelo Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).

Hoje, a fábrica possui 2.300 empregados, e a ampliação vai trazer mais desenvolvimento ainda para a região. Ao longo dos dois anos de execução do projeto serão criados cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos. Durante o pico da obra, serão cerca de 10 mil trabalhadores. Quando entrar em operação, no último trimestre de 2017, a nova linha de celulose da Fibria terá 3 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos.

“É importante ressaltar que não estamos falando apenas de empregos diretos, mas também de um aquecimento da economia local aqui do município de Três Lagoas e dos arredores, visto que essas pessoas estarão morando aqui por um período e, portanto, fazendo uso de refeições, hospedagem e todos os outros serviços na própria cidade”, disse a diretora de Sustentabilidade e Relações Corporativas da Fibria, Maria Luiza de Oliveira Paiva.

A execução do Projeto Horizonte 2 contará com cerca de 60 fornecedores locais e terá um impacto positivo nas finanças públicas, com a estimativa de arrecadação de impostos no valor de R$ 450 milhões durante a construção. Quando a ampliação acabar, a unidade da empresa em Três Lagoas terá sua capacidade de produção ampliada de 1,75 milhão de toneladas de celulose/ano para 3,05 milhões de toneladas de celulose/ano.

“Desde o início de sua atuação em nosso município, a Fibria contribuiu com o desenvolvimento local, gerando grandes oportunidades de trabalho, qualificação de nossos profissionais, melhoria de nossos serviços e de nossa capacidade de progresso”, afirma a prefeita de Três Lagoas, Márcia Moura.

A celulose produzida pela Fibria em Três Lagoas, além de ser vendida ao mercado interno, é levada por transporte ferroviário até o Porto de Santos (SP), de onde é exportada para os mercados europeu, norte-americano e asiático.

Quarta-feira, 14 de outubro de 2015 às 14:48

Brasil lança complexo de laboratórios tecnológicos e se torna referência em biotecnologia de cana

O milho, o algodão e a soja modificados geneticamente são responsáveis por melhorias na produção de alimentos em todo o mundo há mais de duas décadas. A partir desta quarta-feira (14), o Brasil vai trazer esses benefícios também para o setor sucroenergético e será pioneiro mundial da nova tecnologia. Com a presença da presidenta Dilma Rousseff, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugura seu novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP).

O novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP), que está sendo inaugurado nesta quarta-feira (14), é dedicado à busca por inovações em cana-de-açúcar. Foto: divulgação

O novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP), que está sendo inaugurado nesta quarta-feira (14), é dedicado à busca por inovações em cana-de-açúcar. Foto: divulgação

Os laboratórios são dedicados à busca por inovações em cana-de-açúcar, incluindo variedades de cana geneticamente melhoradas, sementes artificiais e marcadores moleculares. Segundo o presidente do Conselho de Administração do CTC, Luís Roberto Pogetti, essa é uma transição do “mundo antigo para o mundo moderno do desenvolvimento”.

“Ainda existe uma avenida enorme para ser explorada na cana de açúcar. A biotecnologia é o passaporte para isso, para avançar do mundo tradicional para a transformação genética, que é a tecnologia do futuro. Esse laboratório vai viabilizar essa passagem para esse mundo mais moderno”, comentou.

O Brasil vai ser pioneiro na área de biotecnologia para cana-de-açúcar. O presidente do CTC, Gustavo Leite, ressaltou que o produto, 100% nacional, precisa ser valorizado pelos brasileiros. “Empresas multinacionais não vão olhar para a cana. Se nós brasileiro não fizermos nada pela cana, a gente vai estar perdendo uma oportunidade de ouro porque ela tem potencial imcomparável”, mencionou.

Indústria Brasileira com Tecnologia Brasileira
O presidente do CTC destacou que para dar salto na tecnologia é preciso além de laboratórios de ponta. É necessário atrair profissionais com qualificação diferenciada. Nesse sentido, dos 450 profissionais do complexo, 60% são pesquisadores. E para completar o conhecimento brasileiro, 20 são do exterior. O intercâmbio de formação visa garantir que todo o conhecimento seja englobado e acelere as pesquisas.

“Esforçamo-nos para trazer pessoas de outros países do mundo que tenham conhecimento que precisamos para complementar o nosso conhecimento local. Mapeamos o mundo para descobrir os principais talentos nas linhas de pesquisa de atuação da área. Essa é uma forma de acelerar o processo e reter conhecimento. Queremos indústria brasileira com tecnologia brasileira”, explicou.

O Laboratório de Biotecnologia Agrícola
O investimento no laboratório foi de R$ 40 milhões. Parte dos recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Para o diretor de negócios do CTC, apesar de Brasil ser referência mundial pela cana-de-açúcar, o País ainda não se beneficiou da biotecnologa. "Estabelecemos esses laboratórios para enfim trazer a biotecnologia para a cana", disse. Foto: divulgação

Para o diretor de negócios do CTC, o País, que já é referência mundial,  traz agora a biotecnologia para a cana. Foto: divulgação

Melhoramento evita prejuízo de R$ 4 bi
Baratear, simplificar e aumentar a eficiência do plantio são os principais benefícios da biotecnologia para os produtores da cana-de-açúcar. O novo laboratório vai permitir o uso das  mais modernas tecnologias para gerar transformações genéticas em larga escala.

Segundo o diretor de negócios de melhoramento genético do CTC, William Lee Burnquist, a cana-de-açúcar modificada beneficiará o produtor com variedades mais produtivas, de maior teor de açúcar, tolerantes à seca e resistentes a pragas. A primeira dessas variedades, a cana resistente à broca (praga) deve chegar ao mercado em 2017. Com o uso da nova tecnologia, será possível evitar prejuízo de R$ 4 bilhões por ano.

“Nossa cana geneticamente modificada vai proteger a cana de praga. Isso porque inserimos uma proteína dentro que não vai permitir o consumo pela broca. Isso significa menos inseticida, porque hoje se usa inseticida para combater a praga, menos poluição ambiental, maior facilidade para o produtor e maior benefício para o País”, explicou o diretor de negócios de melhoramento genético do CTC, William Lee Burnquist.

O pesquisador destacou ainda que o Brasil já em referencia no mundo pela cana-de-açúcar. “O Brasil é o país da cana, mas a gente ainda não se beneficiou da tecnologia da biotecnologa. Então nós estabelecemos esses laboratórios para enfim trazer a biotecnologia para a cana-de-açúcar”.

No caso de Marcadores Moleculares, o uso vai permitir a identificação de características desejáveis na cana-de-açúcar por meio da análise de seu DNA. Cada variedade tem um código de barras (molecular) único e com os marcadores é possível identificá-los. Isso também permite a realização de cruzamentos dirigidos, gerando variedades melhores em menos tempo. “Seremos capazes de reduzir o tempo de desenvolvimento de uma nova variedade, diminuindo ainda mais os atuais oito anos”, completou o diretor.

Semente de cana-de-açúcar
Ainda serão conduzidas, no complexo, pesquisas para o desenvolvimento de sementes artificiais de cana-de-açúcar. Inovação que promete revolucionar a maneira como se planta a cultura, proporcionando reduções de custo, melhoria da produtividade e simplificação operacional.

“Hoje chega ao produtor através de pedaços de cana, mudas de cana-de-açúcar. No futuro essa tecnologia vai chegar através de uma semente artificial, que é outra revolução que estamos desenvolvendo, que significa plantar um hectare de cana de açúcar com 300 quilos de semente artificial, em vez de 20 toneladas de muda”, enfatizou Lee Burnquist.

Segundo o pesquisador, as inovações são uma solução para tornar o mesmo hectare mais produtivo o que “fatalmente” vai tornar mais barato a produção. “Quanto mais você produzir por área, mais barato fica a produção unitária. Essa é uma solução para as dificuldades que o setor está passando em termos de aumento de produtividade “, acrescentou.

Quarta-feira, 22 de julho de 2015 às 21:26

Dilma: País passa por transição e persegue reequilíbrio das contas para retomar o crescimento

O Brasil passa por um momento de transição na economia, resultado de mudanças nas condições internacionais, como o fim do superciclo das commodities. Mas o País busca o equilíbrio fiscal e vai voltar a crescer, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (22), durante cerimônia de inauguração de uma usina de álcool de bagaço de cana em Piracicaba, interior de São Paulo.

Segundo ela, esse é um momento de travessia, em que o governo busca estimular maior produtividade, menores custos, maior inovação para garantir empregos e um crescimento econômico no curto, no médio e no longo prazo. “Estamos atualizando as bases da nossa economia e vamos voltar a crescer dentro do nosso potencial”, assegurou.

Dilma lembrou que o governo persegue o reequilíbrio das contas públicas, que é essencial para que a economia se recupere. E vem avançando nas iniciativas adotadas nesse sentido.

“Nós já tomamos um conjunto de medidas, algumas já estão dando resultado, como é o caso do realinhamento dos preços, no caso do etanol, por exemplo, o aumento da mistura. Tem dado resultado também o fato de que tem havido um aumento agora das exportações no Brasil. Nós vamos continuar tomando medidas microeconômicas para facilitar a atividade e para garantir um ambiente de negócios mais amigável”, garantiu.

“Queremos que o Brasil seja um país de classe média. E, ao mesmo tempo, queremos que nós tenhamos competitividade em relação aos demais países do mundo”.

Citou ainda, como exemplo, que o governo vai ampliar as concessões e fazer um grande esforço para manter os principais programas em funcionamento, como é o caso do Minha Casa Minha Vida.

Parceria com o setor produtivo
A presidenta falou sobre as parcerias que o governo vem desenvolvendo com o setor produtivo, como é o caso da usina Raízen, de etanol de segunda geração, a quem Dilma congratulou “por estar na vanguarda desse processo, por estar olhando o médio e o longo prazo”.

“O compromisso do meu governo é atuar sempre em parceria. E atuar em parceria com esse setor [do álcool e açúcar] é estratégico para o desenvolvimento do Brasil”, acrescentou. Segundo ela, o etanol de segunda geração ganha maior competitividade e sustentabilidade ao mesmo tempo produzindo renda e emprego.

Finalmente, a presidenta Dilma lembrou que o governo inclusive tem uma linha de crédito estratégica para o setor, que privilegia a inovação nesta cadeia de produção e que será mantida. “Ela vai continuar. Hoje o BNDES e a Finep têm uma carteira de R$ 4,28 bilhões. Nós sabemos que o pré-sal trouxe novas perspectivas para o Brasil. É importante saber também que não há contradição entre o pré-sal e a produção de etanol de primeira e segunda geração. A grande capacidade e o grande potencial desse setor é que eles são complementares”, concluiu.

Quarta-feira, 22 de julho de 2015 às 15:37

Brasil é maior do que qualquer crise e Dilma é correta e lutadora de fibra, afirma Ometto

O controlador de um dos maiores grupos empresariais do País, Rubens Ometto, destacou nesta quarta-feira (22) que o Brasil é maior do que “qualquer crise” e que é preciso reconhecer os méritos da presidenta Dilma Rousseff, que hoje inaugurou, em Piracicaba (SP), a fábrica piloto da Raízen que produzirá o etanol de segunda geração, feito com o bagaço da cana-de-açúcar.

Ometto é presidente do Conselho de Administração da Cosan, empresa que se uniu à Shell para criar a nova planta corporativa da fábrica, que visa atuar no mercado internacional. Ele participou da inauguração ao lado da presidenta. Em seu discurso, afirmou que ela é uma “mulher patriota brasileira, correta, lutadora e de fibra”.

O empresário lembrou que, desde quando a presidenta Dilma era ministra – de Minas e Energia e, depois, da Casa Civil –, a interlocução dela com o grupo e com os empresários do setor sucroalcooleiro sempre foi “no sentido de nos empurrar para frente. Sempre nos incentivou a buscar o que somos hoje”, afirmou.

“Hoje é muito fácil criticar, mas temos que reconhecer os méritos onde estão, não só reclamar do que poderia ter sido melhor”, acrescentou.

BNDES é motivo de orgulho, diz Ometto
Rubens Ometto agradeceu ainda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financiou o projeto. “O Brasil tem que se orgulhar de poder contar com um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo”, enfatizou.

Quarta-feira, 22 de julho de 2015 às 15:20

Etanol de 2ª geração contribuirá para compromisso de fontes renováveis de energia até 2030

A produção de energia a partir de fontes renováveis, como a do etanol de segunda geração, o G2, significa colocar o País em uma rota inovadora, que traz aumento de produtividade, mais e melhores empregos. A afirmação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (22), ao inaugurar uma fábrica de etanol de bagaço de cana, em Piracicaba (SP). “Sobretudo, significa também colocar o Brasil em uma posição especial para essa nova etapa na longa história do etanol como um dos combustíveis alternativos ao petróleo”.

Outra questão importante, acrescentou, é que o etanol de segunda geração vai emitir 15 vezes menos carbono na atmosfera que o etanol de primeira geração. “Essas razões são importantíssimas no momento em que o mundo olha com extrema preocupação para a questão da mudança do clima e, uma das mais importantes reuniões multilaterais nessa área terá lugar no final do ano em Paris, a COP21. Todos os países se preparam para isso, todos os países se preparam para demonstrar a sua preocupação, o seu empenho e as suas realizações nessa área”.

Por isso, para a presidenta, o uso do etanol fortalece a posição do Brasil como nação líder no uso de fontes renováveis na matriz energética. Isso qualifica ainda mais o País nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas, disse ela, lembrando que, durante sua recente visita aos Estados Unidos, uma das questões mais importantes levantadas nas discursões com o governo americano, e em especial com o presidente Barack Obama, foi o compromisso recíproco de chegar a 20% de fontes renováveis – excluídas as hidrelétricas – na matriz de energia elétrica até 2030.

Quarta-feira, 22 de julho de 2015 às 12:17

País dá salto tecnológico com produção em escala do etanol de segunda geração, afirma Dilma

No seu discurso, Dilma afirmou que o etanol de segunda geração proporciona um salto tecnológico para o Brasil. Foto: Ichiro Guerra/PR

No seu discurso, Dilma afirmou que o etanol de segunda geração proporciona um salto tecnológico para o Brasil. Foto: Ichiro Guerra/PR

O salto tecnológico proporcionado pelo etanol de segunda geração, obtido do reaproveitamento do bagaço da cana, é imenso, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, nesta quarta-feira (22), em Piracicaba, no interior de São Paulo. Com ele, será possível aumentar a produção de etanol em até 50% sem ampliar a área de cultivo, disse ela, ao inaugurar a fábrica piloto da empresa Raízen.

Além disso, a entressafra deixará de ser um problema para a produção de biocombustíveis. Outro aspecto é o ganho em relação ao meio ambiente, já que o etanol de segunda geração poderá emitir 15 vezes menos carbono na atmosfera que o etanol de primeira geração.

“A inauguração dessa planta de produção de etanol celulósico, [produzido] com base na celulose, que é o chamado etanol de segunda geração, é a materialização de um sonho que, muitos daqueles que trabalham nessa área vêm perseguindo há anos e anos, para não dizer há décadas”, afirmou.

Essas são razões mais que suficientes para explicar porque a construção dessa planta foi financiada com um investimento de RS$ 207,7 milhões do governo federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acrescentou.

O projeto foi um dos selecionados no âmbito do Inova Empresa, na linha estratégica do Plano Nacional de Apoio à Inovação Tecnológica e Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (Paiss), “um programa cujo objetivo é assegurar que o Estado brasileiro participe do incentivo inicial para a inovação”, acrescentou a presidenta.

Desta forma, ressaltou Dilma, o governo federal se tornou parceiro da Raízen nesta planta, “porque, ao consolidar a produção do etanol celulósico em escala comercial, nos manteremos na vanguarda da produção e do uso desse combustível. E também porque entendemos a importância de somar esforços quando se investe em inovação, uma das bases decisivas para o novo ciclo de crescimento que estamos construindo”.

Confira a íntegra

Quinta-feira, 25 de junho de 2015 às 15:32

Recursos para São Paulo são fundamentais e estruturantes contra a crise hídrica, diz Kassab

A assinatura do contrato de financiamento entre Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), nesta quinta-feira (25), é um entendimento de fundamental importância principalmente por não ser empreendimento emergencial e sim, estrutural. A avaliação foi feita pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, em entrevista ao Blog do Planalto. Ele destacou como o governo da presidenta Dilma vem atuando como parceira do governo do estado de São Paulo no enfrentamento dos efeitos da crise hídrica. Segundo o ministro, a expectativa é de que as obras sejam concluídas por volta de maio de 2017.

"Nós realmente estivemos presentes desde o início dessa crise, o governo federal entendeu a importância dessa parceria, de contribuir com recursos para apoiar esses projetos”, afirmou Kassab. Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto

“Nós realmente estivemos presentes desde o início dessa crise, o governo federal entendeu a importância dessa parceria, de contribuir com recursos para apoiar esses projetos”, afirmou Kassab. Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto

“O governo federal, e essa tem sido a orientação da presidenta Dilma, tem sido parceiro do governo do estado de São Paulo. Nós realmente estivemos presentes desde o início dessa crise, o governo federal entendeu a importância dessa parceria, a importância de contribuir com recursos para apoiar esses projetos.”

Kassab afirmou ainda que, juntamente com a atuação do governo federal, está sendo construída uma solução de médio prazo para garantir a segurança hídrica na maior cidade do País e em sua região metropolitana.

“É uma solução definitiva e vai permitir, quando concluída a integração entre o sistema de Jaguari e o Paraíba com o sistema Atibainha, que os dois sistemas possam conversar entre si. Tanto que, quando chover muito num sistema, a água pode ser direcionada para o outro sistema e vice e versa. Isso vai trazer muita segurança hídrica para a região.”

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também falou sobre a importância do financiamento para a obra. De acordo com ele, trata-se de uma obra estruturante de engenharia que dobrará a capacidade de reserva dos dois sistemas.

“São R$ 747 milhões em financiamento. Com isso, nós vamos fazer uma grande obra. Dobra a capacidade de reservação de ambos os sistemas. Passa de 1,0 bilhão para 2,1 bilhões de m³/s por segundo. Diminui a vulnerabilidade. Quando chove hoje, chove demais, quando faz seca faz seca demais, com as mudanças climáticas que, tudo indica, vieram para ficar. Então, a medida que nós aumentamos a reservação, quando chover guarda, quando precisar usa.”

O governador ainda avaliou a importância da parceria com o governo federal ao lembrar da parceria público privada (PPP) do rio São Lourenço. “Eu dei o exemplo para a presidenta Dilma da PPP do São Lourenço, que nós estamos fazendo uma PPP de água, dois anos de obra já. Ela tem hoje 3 mil pessoas trabalhando na obra, vamos chegar a dezembro com 3,5 mil”, lembrou.

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