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Quinta-feira, 4 de setembro de 2014 às 20:13

Discurso da presidenta Dilma na 8ª Olimpíada do Conhecimento

Quarta-feira, 3 de setembro de 2014 às 15:00

“Construímos aqui um alicerce para o futuro”, afirma Dilma na 8ª Olimpíada do Conhecimento

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“O ambiente aqui é o ambiente que liga estudo, experimentação, tecnologia e inovação”, afirmou a presidenta Dilma em visita à 8ª Olimpíada do Conhecimento 2014. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Em visita à 8º Olimpíada do Conhecimento nesta quarta-feira (3), a presidenta Dilma Rousseff apontou a importância da inovação para a melhora da produtividade na indústria. Para ela, eventos como esses descortinam o futuro e permitem salto na educação técnica.

“Nós temos de apostar na melhoria da produtividade no Brasil. Nós queremos um Brasil moderno, inclusivo, produtivo e competitivo. Então eu considero a oitava Olimpíada do Conhecimento, a WorldSkills, a Olimpíada de Matemática, considero tudo isso como os grandes sinais do futuro nessa área. Elas fazem a ligação entre a indústria, a academia, os pesquisadores, os laboratórios e o governo, mostrando que é essa parceria é que leva o Brasil para frente. Não é só um empurrando, são todos empurrando juntos”, disse Dilma.

Realizada na Expominas em Belo Horizonte (MG), a competição de educação profissional é a maior das Américas nas áreas da Indústria, Serviços e Agropecuária. Jovens competidores realizam tarefas semelhantes às enfrentadas em situações reais do mundo do trabalho e é avaliada a formação técnica oferecida pelas instituições de educação.

A presidente enfatizou que 82% dos competidores são provenientes de programas de ensino técnico e de intercâmbio do governo federal. A Olimpíada reúne 726 jovens que apresentam soluções inovadoras para problemas industriais. Será a primeira edição em que participarão alunos dos Institutos Federais, além de alunos do Senai e do Senac. Segundo Dilma, a parceria com esses institutos “internaliza” geração de oportunidades para técnicos.

“Houve uma mudança do perfil social do País em termos de renda. Essa mudança para ser uma mudança permanente, ela vai exigir de nós o que está sendo feito aqui hoje. É isso que será o caminho do futuro, tanto para a gente assegurar uma redução efetiva da desigualdade quanto para a gente entrar na economia do conhecimento agregando valor cada vez de forma mais sofisticada aos nossos produtos, aos nossos serviços”, defendeu a presidenta.

Dilma considera que a indústria vive momento de transição e defendeu a política industrial do governo de oferecer crédito e subsidiar a produção. Ela ressaltou a importância do BNDES como “ativador” da atividade da indústria. Entre outras medidas adotadas, destacou a redução do custo do trabalho através da eliminação da Contribuição Previdenciária sobre a Folha de Pagamento, a redução da tributação sobre bens de capital, e a ampliação da faixa de enquadramento do Simples.

Para a presidenta, um dos principais mantenedores da produção e emprego industriais foi a política de conteúdo local. Como exemplo, Dilma citou a mudança ocorrida na indústria naval brasileira.

“Quando nós voltamos com uma política de conteúdo nacional, que não é uma política tradicional, é assim: o que pode ser produzido no Brasil deve ser produzido no Brasil, com prazo, qualidade e preço competitivos, mas prioritariamente produzidos no Brasil. Isso possibilitou que essa indústria naval, que estava inteiramente sucateada, se transformasse na quarta indústria mundial de produção de plataformas, sondas, navios e equipamentos. Isso tem um efeito na vida das pessoas. É oferecer para o Brasil um aumento de mais de 10 vezes, em termos de emprego.”

Outro exemplo é a indústria petrolífera. Segundo Dilma, a lei converteu o petróleo “numa poderosa máquina de investimento em educação e saúde”.

Confira a íntegra

Segunda-feira, 18 de agosto de 2014 às 10:00

Governo investe R$ 291 milhões em desenvolvimento do setor aeroespacial

Inova AeroDefesa injetará R$ 291 milhões para fomentar o desenvolvimento do setor. Foto: Tereza Sobreira e Embraer.

Inova AeroDefesa injetará R$ 291 milhões para fomentar desenvolvimento do setor. Foto: Tereza Sobreira e Embraer.

Empresas dos setores aeroespacial e de defesa do Brasil receberão, já neste ano, importante incentivo para desenvolvimento de projetos e produtos, informa o Ministério da Defesa (MD). Serão R$ 291 milhões não reembolsáveis, que poderão ser aplicados em estudos, absorção de tecnologias, sistemas de vigilância e supervisão de bordo.

Trata-se do plano Inova Aerodefesa, que tem o objetivo de impulsionar a produtividade e competitividade do setor. Os financiamentos não reembolsáveis são recursos disponibilizados geralmente por meio de editais públicos, para instituições públicas ou privadas de ciência e tecnologia, que não precisam devolver o dinheiro recebido.

O projeto é parte de um programa maior do governo federal chamado Inova Empresa, ação articulada entre vários órgãos, entre eles o Ministério da Defesa, para apoio financeiro a projetos por meio de instituições de fomento.

Para o pesquisador Ronaldo Carmona, da Universidade de São Paulo (USP), “o Brasil deverá buscar um novo ciclo de industrialização, ancorado em setores intensivos de tecnologia, conhecimento e inovação. A área de defesa poderá ser um dos pilares centrais de uma etapa de reindustrialização”.

Finep e BNDES
A maior parte do investimento para 2014 é de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que disponibilizará R$ 191 milhões em subvenção econômica para cooperação entre instituições de ciência e tecnologia e empresas. Os R$ 100 milhões restantes são provenientes do Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre as instituições apoiadas pelo Inova Aerodefesa estão a as empresas Embraer, Avibras, Odebrecht e Imbel.

Áreas de interesse
Estão previstas propostas sobre comunicações submarinas e sonar nacional; visão multiespectral para veículos blindados; radares; desenvolvimento de fibra de carbono; e bateria de uso militar.

Para acompanhar o desenvolvimento dessas tecnologias, os departamentos de ciência e tecnologia das Forças Armadas vão trabalhar em conjunto com as empresas contratadas. Além disso, as instituições beneficiadas precisarão enviar relatórios de prestações de contas para a Finep e o BNDES.

Incentivo financeiro
Além dos R$ 291 milhões não reembolsáveis previstos para 2014, outros R$ 8,4 bilhões poderão ser liberados em crédito reembolsável – que devem ser restituídos – para 64 empresas selecionadas, responsáveis por 315 projetos.
De acordo com o diretor do Departamento de Produtos de Defesa do MD, brigadeiro José Euclides Gonçalves, o programa Inova “sinaliza avanços em consonância com a política industrial e tecnológica do governo federal”. As empresas do setor, “de pequeno e médio porte”, segundo o diretor, “demandam urgentemente investimentos para que possam se tornar viáveis e competitivas”.

A Finep está em fase de conclusão das análises dos projetos para posterior aprovação. Os próximos passos preveem assinatura dos contratos e início dos convênios. A financiadora estabeleceu como meta o foco em empresas mais estruturadas, aumento no volume de contratações, aquisição de novos clientes e integração de instrumentos e políticas de governo.

Sobre o programa
O programa Inova Aerodefesa foi instituído em maio de 2013, com a assinatura de protocolo de intenções entre os ministérios da Defesa; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e o da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O programa tem vigência de cinco anos, podendo ser prorrogado por igual período. Até 2017, serão liberados, ao todo, R$ 2,9 bilhões.

A iniciativa é dividida em quatro linhas temáticas: aeroespacial, defesa, segurança e materiais especiais. Nesse contexto, podem ser beneficiados projetos acerca de plataformas espaciais, foguetes, sensores, sistemas de identificação biométrica, armas não letais, ligas metálicas, resinas, tubos e propelentes sólidos.

Segunda-feira, 11 de agosto de 2014 às 11:21

Risco de racionamento de energia atualmente é zero, afirma Fazenda

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, descartou qualquer possibilidade de racionamento de energia elétrica no Brasil atualmente. A afirmação foi feita na quinta-feira (7), ao anunciar nova operação de crédito envolvendo consórcio de bancos públicos e privados de R$ 6,6 bilhões para o setor elétrico.

Desse valor, “R$ 3,6 bi virão de sete bancos, e outros R$ 3 bi, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – o banco de desenvolvimento demonstrou interesse em participar da operação”, afirmou o secretário-executivo.

Também na mesma semana, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia (MME), informou por meio de nota que, com base em avaliações técnicas, é possível afirmar que o risco de déficit de energia no sistema elétrico brasileiro em 2014, que poderia gerar crise de abastecimento, é “igual a zero para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste”. O Sudeste é a região que concentra a maior parte da produção industrial brasileira.

A nota explica ainda que valores iguais a zero foram obtidos levando em conta a configuração do sistema do Programa Mensal de Operação (PMO), de agosto de 2014, e simulando-se o desempenho do sistema utilizando as 81 séries observadas no histórico do programa, do Operador Nacional do Sistema (ONS). O limite aceitável para o risco de ocorrência de déficit no abastecimento do sistema é de 5%.

“Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), há sobra estrutural de cerca de 5.500 MW [megawatts] médios para atender a carga prevista, valor esse atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses”, afirmou o comitê.

Crédito ao setor
Sobre o empréstimo para distribuidoras de energia elétrica, o secretário-executivo da Fazenda informou que os bancos com participação confirmada são Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Santander, BTG/Pactual e Citibank.

A participação de cada um será proporcional à primeira operação anunciada no primeiro semestre. Segundo Caffarelli, “esses valores são suficientes dentro da equação do setor elétrico para a normalidade da questão”. O crédito da operação deve ocorrer na próxima sexta-feira (15).

O secretário-executivo descartou novas operações dessa natureza neste ano. “Não teremos mais operação de crédito em 2014 e não há previsão de nenhuma operação de crédito para o setor elétrico em 2015”.

A carência dessa operação também é igual à primeira (outubro de 2015) e os pagamentos acontecem de novembro de 2015 a novembro de 2017. Ele salientou ainda não ser possível estimar impacto nos preços da energia porque isso depende de diversos fatores além do empréstimo, como o regime de chuvas, a entrada de 5 mil megawatts no sistema em 2015, entre outros. Caffarelli também disse que o risco de racionamento de energia é zero.

Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério da Fazenda e MME.

Sábado, 2 de agosto de 2014 às 10:00

BNDES e banco japonês assinam acordo que beneficia pequenas e médias empresas

Brasil e Japão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco de Cooperação Internacional do Japão (JBIC) assinaram nesta sexta-feira (1º), Memorando de Entendimento direcionado a pequenas e médias empresas. A assinatura ocorreu durante a visita oficial do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao Brasil.

O memorando tem por objetivo identificar potenciais projetos de investimentos de pequenas e médias empresas (PMEs) japonesas no Brasil, realizados diretamente ou em parceria com empresas locais, que sejam de interesse dos dois países. Se viabilizados, estes investimentos podem abrir caminho para a ampliação das relações econômicas bilaterais. Entre as áreas com potencial para as parcerias estão tecnologia e inovação, nas quais o Japão possui alto grau de desenvolvimento.

Com vigência de três anos, o acordo também prevê intercâmbio de informações sobre potenciais projetos de interesse mútuo e que sejam organizados, nos dois países, seminários e reuniões para discutir ambiente de investimentos do Brasil, além de possíveis mecanismos de financiamento.

Fonte: BNDES.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 14:02

Acordos na área de energia reforçam parceria entre Brasil e China

Presidenta Dilma recebe o presidente chinês, Xi Jinping, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma recebe o presidente chinês, Xi Jinping, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

As parcerias comerciais e no setor de infraestrutura entre Brasil e China saíram reforçadas da reunião bilateral entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês Xi Jinping nesta quinta-feira (17). Dois acordos na área de energia mereceram destaque entre os 32 atos assinados entre os governos. O primeiro, firmado entre Eletrobrás e a chinesa State Grid, estabelece os parâmetros para construção de linhas de transmissão para ultra-alta tensão na Usina de Belo Monte. No segmento de geração, um segundo acordo firmado entre Eletrobrás/Furnas com os construtores da hidrelétrica chinesa de Três Gargantas deve dar as bases do projeto de construção da usina hidrelétrica do Rio Tapajós.

A presidenta destacou o fato do Brasil ser o principal destino de investimentos chineses na América Latina.

“Esses investimentos apresentam forte tendência ao crescimento e à diversificação em áreas como energia, tecnologias da informação e da comunicação, automóveis, alta tecnologia, bancos, petróleo, entre outros setores consolidam a China como grande parceira do desenvolvimento brasileiro.”

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Dilma ressaltou também a abertura de oportunidades para que empresas chinesas participem de licitações em projetos de infraestrutura e logística. Nesse setor, o destaque foi para o Memorando de Entendimento sobre Cooperação Ferroviária, assinado entre o Ministério dos Transportes e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que abre espaço para a participação de empresas chinesas na licitação do trecho 4 da Ferrovia Transcontinental, que ligará Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO).

“ Essa obra integra a Ferrovia Transoceânica Brasil – Peru, fundamental para a integração sulamericana e o escoamento das exportações brasileiras para a Ásia”, analisou a presidenta.

Investimentos e comércio bilateral
Durante a assinatura de atos, a presidenta lembrou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, passando de US$ 3 bilhões para quase US$ 90 bilhões em 2013. O volume deve crescer ainda mais com o levantamento do embargo e disposição de compra de carne bovina para a China. Dilma afirmou ainda que a relação bilateral ganha força com as indústrias chinesas que serão instaladas no país.

“No setor industrial, a relação bilateral sai fortalecida com os anúncios de investimentos significativos para a fábrica de maquinário para construção civil, pela Sany, no valor de US$ 300 milhões, e a instalação da montadora Chery, no valor de US$ 400 milhões, ambas em Jacareí. Cada uma gerará mil novos postos de trabalho. Identificamos, ainda, amplas oportunidades de cooperação no setor do agronegócio”, explicou.

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A presidenta destacou ainda a necessidade de diversificar e agregar valor às exportações e investimentos brasileiros. Ela citou como exemplo importante a venda de 60 aeronaves da Embraer às empresas chinesas Tianjin Airlines e ICBC Leasing.

Assinatura de atos
Os 32 atos assinados na cerimônia desta quinta-feira (17) abrangem áreas de transporte, energia, infraestrutura, tecnologia, comércio e educação. Dentre vários tópicos, os acordos falam sobre facilitação de vistos de negócios, cooperação na área de Defesa, Aviação Civil, cooperação industrial, além da ampliação da presença de estudantes brasileiros na China por meio do programa de bolsas de intercâmbio do governo brasileiro, do aprendizado do mandarim no Brasil, e do lançamento de um serviço chinês para buscas na internet.


Confira a íntegra

Quarta-feira, 16 de julho de 2014 às 9:57

Presidenta Dilma concede entrevista antes da VI Cúpula do Brics, em Fortaleza

Quarta-feira, 16 de julho de 2014 às 9:56

Presidente do BNDES fala do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics

Terça-feira, 15 de julho de 2014 às 11:46

Banco do Brics permitirá avanços na infraestrutura de países em desenvolvimento

Presidenta Dilma Rousseff na primeira sessão privada de trabalho da VI Cúpula dos Brics, em Fortaleza. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma Rousseff na primeira sessão privada de trabalho da VI Cúpula dos Brics, em Fortaleza. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Brics 2014

A criação do banco de desenvolvimento do Brics foi um dos principais temas do encontro dos bancos nacionais de desenvolvimento dos cinco países, realizado nesta segunda-feira (14) na VI Cúpula em Fortaleza. Antes de se dirigir ao local das reuniões dos Brics, no Centro de Eventos do Ceará, a presidenta Dilma Rousseff considerou que a criação do banco beneficiará e dará mais segurança aos Brics e demais países.

“Acredito que os Brics têm dado grandes passos no sentido de criar instituições que vão beneficiar os países emergentes e em desenvolvimento. Por exemplo, o banco. O banco vai contribuir com recursos para garantir investimentos em infraestrutura. E por outro lado, o acordo contingente de reserva, que tem um montante de US$ 100 bilhões, ele vai contribuir para que esse processo de volatilidade, enfrentado por diversas economias, quando da saída dos Estados Unidos da política de expansão monetária, seja mais contido, seja mais administrado. E dá segurança, dá uma espécie de rede de proteção, aos países Brics e aos demais, amplia a segurança”, afirmou a presidenta.

De acordo com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, um trabalho de cooperação vem sendo construído ao longo dos últimos cinco anos e ganhará maior expressão com criação do novo banco. Na Cúpula realizada na China, o tema infraestrutura foi priorizado; na Índia, o intercâmbio de investimentos diretos entre países; e na África do Sul, a oportunidade de atuar conjuntamente em países africanos. Um dos temas principais discutidos na Cúpula do Brasil é a criação de banco de desenvolvimento dos Brics.

“Olhando para o futuro, toda essa cooperação ganhará maior expressão a partir do momento em que se criar um banco dos países Brics, porque essa nova entidade poderá tirar proveito das experiências dos nossos países, e dos seus respectivos bancos de desenvolvimento, mas também se tornará certamente mais um parceiro da rede de bancos nacionais de desenvolvimento para projetos em vários outros países em desenvolvimento (…) e não apenas dos países Brics. Nesse sentido, abrir-se-á mais espaço de mercado para diversificação das exportações brasileiras. É claro que as nossas comoditties continuarão a ter um peso relevante em função da elevada competitividade que o Brasil tem. Mas o desenvolvimento de novos mercados estará facilitado na medida em que os países em desenvolvimento possam crescer mais rapidamente”, declarou Luciano Coutinho.

A criação do banco de desenvolvimento dos Brics contribuirá com crédito de longo prazo, modalidade carente, especialmente para investimentos em infraestrutura. Segundo Coutinho, há déficit de pelo menos US$ 800 bilhões ao ano em investimentos nesse setor que poderiam se realizar nos países em desenvolvimento. A perspectiva é de que o novo banco seja instrumento de cooperação no financiamento da infraestrutura nos países do Brics e também em outros países em desenvolvimento. Este avanço na infraestrutura também cria oportunidades para o Brasil.

“Nesse sentido o BNDES vem se esforçando para que essa cooperação com bancos do Brics se aprofunde e se aperfeiçoe. A nossa presença, por exemplo, na África, com instalação da nossa representação em Johanesburgo, está abrindo nesse momento a possibilidade de muitos projetos em comum com a chance de cofinanciarmos projetos em parceria com os bancos dos países Brics. (…) O avanço na infraestrutura abre espaços também para o Brasil. O Brasil tem uma indústria competitiva em equipamentos, tem uma engenharia e empresas de construção bastante competentes, portanto ela abre também espaço para exportação de equipamentos, bens de capital, exportação de máquinas e exportação de serviços de engenharia e de construção”, disse.

Do encontro dos bancos, também resultará um memorando de entendimento de cooperação na área da inovação tecnológica. Ainda de acordo com o presidente do BNDES, os países dos Brics têm uma diversidade de tecnologias, o que propicia a complementariedade. Espera-se fomentar essa cooperação inclusive entre as empresas dos cinco países.

Sexta-feira, 11 de julho de 2014 às 12:43

Copa do Mundo confirma capacidade do Brasil para organizar grandes eventos

“Estamos aqui celebrando o que até agora ocorreu”, disse o ministro Gilberto Carvalho, lembrando que não houve nenhum grande problema de segurança em entrevista coletiva ontem, Centro Aberto de Mídia. Foto: Centro Aberto de Mídia/Portal Brasil

“Estamos aqui celebrando o que até agora ocorreu”, disse o ministro Gilberto Carvalho, lembrando que não houve nenhum grande problema de segurança. Foto: Centro Aberto de Mídia/Portal Brasil

“A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 confirma o Brasil como local com condições de organizar e sediar grandes eventos internacionais, com democracia e participação social”. A afirmação é do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em entrevista coletiva no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

“Estamos aqui celebrando o que até agora ocorreu”, disse o ministro, lembrando que não houve nenhum grande problema de segurança. “Nosso povo soube, de um lado, mostrar altivez, vencendo uma verdadeira barreira que se formou no País num dado momento em que parecia que a Copa seria uma tragédia. E ao mesmo tempo com uma incrível capacidade de receber as pessoas, de serem bons anfitriões.”

Ao falar das manifestações populares que ocorreram no Brasil em junho do ano passado e que não se repetiram durante a Copa, o ministro Gilberto Carvalho lembrou que brasileiros reivindicaram serviços públicos melhores e criticaram corrupção, mas também pediram mais democracia. Por isso, houve atenção especial do governo ao diálogo com a sociedade. Nas 12 cidades-sede da Copa, a Secretaria-Geral da Presidência realizou a série de encontros denominados “Diálogos Governo-Sociedade Civil: Copa 2014” para ouvir reivindicações, grande parte delas sem relação direta com a Copa, e apresentar esclarecimentos. Participaram desses encontros 3.101 pessoas representando 808 instituições.

O ministro lembrou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou R$ 4 bilhões e cidades e estados investiram outros R$ 4 bilhões na construção e reforma de estádios entre 2010 e 2014, enquanto o investimento de saúde e educação é de mais de R$ 800 bilhões no mesmo período. “Não havia sentido falar que a Copa estava sendo organizada em detrimento da saúde e da educação. No mesmo período investiu-se 100 vezes mais nestas duas áreas do que os gastos com a Copa”, disse Carvalho. Ele considerou o Mundial como oportunidade e, nesse sentido, citou investimentos de R$ 17,5 bi em infraestrutura para a Copa.

Para Carvalho, o ganho de imagem e estímulo ao turismo são resultados positivos da realização da Copa do Mundo. Segundo o ministro, ao decidir sediar a Copa, o Brasil tinha ambição de mostrar ao mundo um modelo de desenvolvimento com distribuição de renda, que tem uma cultura de paz e uma política econômica que permite que o país cresça de forma consistente, principalmente a renda dos trabalhadores, e uma democracia que se desenvolve para efetiva participação da sociedade. “Não perdemos em nenhum momento a nossa soberania e nossa independência em relação à FIFA.”

O ministro citou grandes eventos realizados recentemente no país, com destaque para participação da sociedade. O primeiro deles foi a Rio+20, o maior evento da história das Nações Unidas, em junho de 2012, que credenciou 45,4 mil pessoas de 193 países e teve o site da conferência acessado por mais de 50 milhões de pessoas interessadas no debate ambiental. Paralelamente à Conferência, o governo brasileiro promoveu os eventos “Diálogos Sustentáveis” e a “Cúpula dos Povos”.

Ele citou ainda a Jornada Mundial da Juventude com o Papa Francisco, que reuniu 3,7 milhões de jovens no Rio de Janeiro, em julho de 2013; e a Net Mundial, o encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet, que contou com a presença física, além da virtual, de 1.229 participantes de 97 países, em São Paulo. Lembrou também do carnaval e do Rock in Rio.

Fonte: Centro Aberto de Mídia/Portal Brasil

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