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Quarta-feira, 23 de março de 2016 às 14:33

Governo investirá R$ 649 milhões em pesquisa e desenvolvimento para combater Aedes e zika

Dilma: “As pesquisas e os trabalhos pioneiros colocam o Brasil no centro das atenções da comunidade científica internacional. Cabe-nos dar todas as condições para que esse trabalho se coloque em novos patamares”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma: “As pesquisas e os trabalhos pioneiros colocam o Brasil no centro das atenções. Cabe-nos dar todas as condições para que esse trabalho se coloque em novos patamares”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, nesta quarta-feira (23), investimento de R$ 649 milhões em pesquisa e desenvolvimento tecnológico para combate ao vírus zika, ao mosquito Aedes aegypti e às outros vírus que ele transmite. “Sendo 93% deste total aplicado até o final de meu mandato, em 2018”, anotou a presidenta. O governo também disponibilizará um montante de R$ 550 milhões em crédito na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e no Banco Nacional do Desenvolvimento (Bndes) para financiar a geração, a adoção e a comercialização de novas tecnologias.

O anúncio foi feito durante o lançamento do eixo de desenvolvimento tecnológico, educação e pesquisa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia, no Palácio do Planalto.

Dilma destacou a necessidade dos altos investimentos feitos pelo governo para combater o vírus que se espalhou em “velocidade espantosa” pelo mundo. “O nosso objetivo é avançar no conhecimento sobre o vírus zika, na oferta de diagnósticos, vacinas e medicamentos. Precisamos saber que medidas são mais efetivas para evitar que o feto de uma gestante desenvolva microcefalia, quais as razões para que algumas pessoas tenham formas mais graves da doença, e o que fazer para evitar estes agravos. Precisamos também de novos métodos para combater o mosquito transmissor da doença”.

O objetivo dos investimentos do governo envolve aprimorar os testes para diagnóstico, tornando mais rápido a identificação do vírus e a adoção de medidas de atenção aos que forem contaminados. Outra frente dos investimentos é no desenvolvimento de tecnologias para controlar o mosquito Aedes. Há pesquisas em curso no País, por exemplo, que têm como estratégia a introdução no meio ambiente de mosquitos estéreis ou portadores da bactéria Wolbachia, que coíbe a transmissão de vírus. Além disso, os recursos disponibilizados permitirão o desenvolvimento de vacinas contra as doenças transmitidas pelo mosquito.

Ao citar o trabalho que já vem sendo desenvolvido pelos institutos de pesquisa brasileiros – como a Fiocruz e o Instituto Butantan – a presidenta afirmou que o País tem alcançado papel de destaque internacional no combate ao Aedes e ao vírus zika.

“As pesquisas e os trabalhos pioneiros produzidos e publicados em ritmo acelerado e com qualidade inquestionável colocam o Brasil no centro das atenções da comunidade científica internacional. Cabe-nos, agora, dar todas as condições, mesmo nessa etapa, de dificuldades fiscais, para que esse trabalho se coloque em novos patamares”.

Quarta-feira, 16 de março de 2016 às 18:18

“Vinda de Lula fortalece o governo”, afirma Dilma

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Dilma sobre Lula: “Tudo que ele puder fazer para ajudar o Brasil será feito. Ele vai ajudar, nós vamos olhar a questão da retomada do crescimento, da estabilidade fiscal e do controle da inflação”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff conversou com a imprensa, na tarde desta quarta-feira (16), no Palácio do Planalto, sobre a nomeação do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil e a ida do ministro Jaques Wagner para o gabinete pessoal da Presidência da República. Ela defendeu a nomeação do ex-presidente para o cargo pelo significado que

“A minha relação com o Lula é uma sólida relação de quem constrói um projeto junto”, afirmou. “A vinda do Lula para o meu governo fortalece o meu governo e tem gente que não quer que ele seja fortalecido, o que eu posso fazer?”.

A presidenta descartou a ideia de que Lula será um ministro com superpoderes, afirmando que ele terá os poderes necessários para ajudar  Brasil. “Tudo que ele puder fazer para ajudar o Brasil será feito. (…) Ele vai ajudar, nós vamos olhar a questão da retomada do crescimento, da estabilidade fiscal e do controle da inflação. É isso”.

Ela lembrou ainda que o ex-presidente é um hábil articulador político. E que conviveu com ele durante seis anos de trabalho cotidiano, daí porque não vê sua chegada com qualquer tipo de restrição. “Ele me deixa muito confortável, Eu estou muito feliz com a vinda dele”, acrescentou.

Nomeação de Lula e STF
A presidenta Dilma defendeu ainda que considerar a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil como um enfraquecimento da Justiça é uma afronta ao Supremo Tribunal Federal. E enfatizou que a mais alta instância jurídica do País tem poderes suficientes para julgar, condenar ou absolver qualquer pessoa, inclusive autoridades.

“O STF é a Suprema Corte do País. Tem poder de olhar a decisão de todas as outras instâncias. A ida de um presidente, de um ministro, de um deputado federal ou de um senador [para o Supremo] não significa que ele não é investigado, significa por quem ele é investigado. E a troco de que eu vou achar que a investigação do juiz Sérgio Moro é melhor do que a investigação do Supremo? Isso é uma inversão de hierarquia”.

 Dilma enfatizou que vários deputados federais e senadores, que têm foro privilegiado, vêm sendo investigados pelo Supremo. Por isso, disse estranhar as críticas à nomeação de Lula.

Sexta-feira, 4 de março de 2016 às 21:00

Governo apresenta proposta para alongar dívidas dos estados com a União

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Presidenta Dilma se reuniu com governadores nesta sexta-feira, em Brasília. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff recebeu governadores nesta sexta-feira (4) no Palácio do Planalto. Segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, durante o encontro foi apresentada uma proposta do governo para alongar as dívidas dos estados com a União.

A proposta prevê a adoção de um programa de recuperação fiscal, estendendo as dívidas dos estados com a União em até 20 anos. A ideia seria incluir também as dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), com alongamento de dez anos, sendo quatro anos de carência. De acordo com Barbosa, a medida iria ajudar os estados que se encontram com restrições fiscais mais severas.

“Com isso nós podemos lidar com o problema de curto prazo para estabilizar a economia mais rapidamente e ao mesmo tempo criar condições fiscais mais sustentáveis e mais estáveis a médio prazo”, afirmou.

Nelson Barbosa afirmou que os estados deverão trabalhar em conjunto com a União para construir uma proposta a ser enviada ao Congresso Nacional. “Os estados, assim como vários agentes da economia brasileira, precisam de um auxílio financeiro imediato para poder pagar a sua folha, para poder cumprir os seus compromissos de investimento. O nosso compromisso, nós já estamos trabalhando nisso, fazendo a redação desse projeto de lei para o Congresso Nacional”, assegurou.

O ministro afirmou que as proposta do governo para a CPMF também foram apresentadas aos representantes dos estados. “É um processo de construção, foi manifestado apoio por parte de vários governadores dessa proposta. Nós já revisamos a nossa proposta de CPMF para expandir a sua aplicação além da previdência social, incluindo a seguridade social e também para incluir recursos para estados e municípios”, afirmou.

Quinta-feira, 28 de janeiro de 2016 às 21:10

Governo lança ações para injetar R$ 83 bilhões na economia e incentivar o crescimento

Selo do CdesO governo federal apresentou nesta quinta-feira (28) um conjunto de medidas para aumentar a oferta de empréstimos e financiamentos na economia que totalizam R$ 83 bilhões. As ações foram anunciadas durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília.

Os recursos vão reforçar a oferta de crédito para obras de infraestrutura, para o setor imobiliário, para o financiamento de máquinas e equipamentos, para o crédito agrícola, capital de giro para empresas e empréstimos aos trabalhadores. O objetivo é dar fôlego para que pequenas, médias e grandes empresas melhorem o ritmo de negócios e abram vagas de trabalho com carteira assinada, gerando demanda e consumo, fazendo a roda da economia gerar crescimento.

Ao detalhar as medidas, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que a finalidade do governo é ampliar a oferta de empréstimos e financiamentos.

“Nosso desafio é normalizar a oferta de crédito. No ano passado, houve uma queda real (descontada a inflação). Precisamos normalizar o crédito e para isso temos que usar melhor os recursos disponíveis”, disse.

Para reforçar os projetos de infraestrutura, estão sendo destinados R$ 22 bilhões em recursos do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Já a construção civil receberá R$ 10 bilhões, também em recursos do FGTS.

Crédito rural e caixa das empresas
No crédito rural foi acertado que o Banco do Brasil ofertará R$ 10 bilhões para o pré-custeio da safra agrícola. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, avaliou a medida como bem-vinda, dizendo que o setor tem demanda por recursos.

Para melhorar o caixa dos empresários, o BNDES colocará R$ 5 bilhões para capital de giro para micro, pequenas, médias e grandes empresas.

O banco de fomento também ofertará R$ 4 bilhões de capital de giro específico para empresas exportadores financiarem os embarques dos produtos vendidos no exterior.

Também para melhorar o caixa das empresas, o governo passa a permitir que empresas refinanciem dívidas tomadas com o BNDES em anos anteriores usados na compra de máquinas e equipamentos. Para esse refinanciamento serão destinados R$ 15 bilhões.

Trabalhadores
Para estimular as pessoas a buscarem crédito, num incentivo ao consumo, o governo passa a autorizar que os trabalhadores usem até 10% do saldo que possuem na conta do FGTS e a multa do FGTS nas rescisões sem justa causa como garantia nos empréstimos no crédito consignado (crédito com desconto no salário).

Na avaliação do ministro Barbosa, se 10% dos recursos existentes nas contas do FGTS forem usados pelos trabalhadores nesse tipo de empréstimo, isso representará R$ 17 bilhões. Para entrar em vigor, essa última medida terá que ser aprovada no Congresso.

Terça-feira, 15 de dezembro de 2015 às 10:26

Presidenta Dilma inaugura Museu de Congonhas

A presidenta Dilma Rousseff participa nesta terça-feira (15) da inauguração do Museu de Congonhas (MG), localizado no sítio histórico do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde se encontra a obra-prima do escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Desde 1985, o sítio tem o título de Patrimônio Cultural Mundial.

A inauguração do museu integra as comemorações dos 30 anos do título e dos 70 anos de existência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, no Brasil), que organiza o evento junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura de Congonhas (MG).


No empreendimento foram investidos R$ 25 milhões, sendo R$ 7,5 milhões de recursos próprios da prefeitura e o restante financiado com recursos captados pela Lei Rouanet. O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o patrocinador máster, com a destinação de R$ 7,2 milhões.

Para a presidenta do Iphan, Jurema Machado, o espaço “confirma a determinação do governo federal em investir no patrimônio cultural brasileiro. São investimentos contínuos, por mais de uma década, que tiveram início com o Programa Monumenta, um trabalho que evoluiu até chegar aos moldes atuais do PAC Cidades Históricas e que proporcionam ao país espaços culturais de qualidade como este que inauguramos agora”.

Já o diretor do novo museu, Sérgio Rodrigo Reis, avalia que o espaço vai proporcionar aos visitantes de Congonhas compreender melhor o valor do santuário.

“Até então as pessoas vinham à cidade e não compreendiam por que a gente está num lugar especial. Com esse museu, as pessoas vão ter toda a condição de entender a lógica do lugar”, disse. “É um processo de melhoria, de qualificação do bem histórico, do patrimônio, das tradições de [Congonhas]. Aqui a gente tem a obra-prima do Aleijadinho, o maior artista das Américas”.

O edifício do museu tem 3.452,30 m² e o projeto foi concebido com linhas que dialogam com as linhas do Santuário, desenho do arquiteto Gustavo Penna. Contempla em três pavimentos sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas.

O Santuário
O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, para onde o Museu dedica sua principal atenção, está localizado no Morro Maranhão, na zona urbana de Congonhas. Sua construção teve início em 1757 e se estendeu até o começo do século XIX. Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, escadaria em terraços decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas com cenas da Via Sacra, contendo 64 esculturas em cedro em tamanho natural. No conjunto trabalharam os artistas de maior destaque do período, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).

O monumento possui ainda uma Sala de Milagres, que abriga uma coletânea de ex-votos, objetos oferecidos em agradecimento por graças alcançadas. Ali está exposta a notável coleção de 89 ex-votos pintados, datados dos séculos XVIII ao XXI. O Santuário, além do seu valor artístico, é também um importante centro de peregrinação. A grande romaria – o Jubileu – acontece todos os anos entre 7 e 14 de setembro, congregando uma multidão de fiéis.

Sexta-feira, 30 de outubro de 2015 às 22:41

Expansão de fábrica da Fibria mostra que Brasil retomará desenvolvimento, afirma Dilma

A presidenta Dilma Rousseff avaliou, em mensagem transmitida hoje, em Três Lagoas (MS), que em um momento de ajuste na economia, como o que vive o País atualmente, a expansão da fábrica da Fibria no Brasil torna-se ainda mais relevante.

Mostra que nossos empresários não se deixam levar por análises conjunturais pessimistas e não paralisam suas ações”, afirmou, em discurso lido pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, nesta sexta-feira (30).

A Fibria é uma empresa brasileira líder mundial na produção de celulose de eucalipto. Atualmente emprega 2,3 mil pessoas.

Ainda de acordo com as palavras da presidenta, o investimento lançado hoje mostra que nossas empresas sabem que o Brasil retomará o caminho do desenvolvimento e que vale a pena investir nele”.

Kátia Abreu representou a presidenta na cerimônia de lançamento do projeto de expansão da fábrica em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Dilma cancelou a viagem ao Estado e decidiu ficar em Brasília por causa de um mal-estar sentido por sua mãe, Dilma Jane Rousseff, de 92 anos.

Kátia Abreu

Kátia Abreu leu mensagem da presidenta: expansão de fábrica no Brasil mostra que empresários não se deixam levar pelo pessimismo e não paralisam suas ações. Foto: Valter Campanato/ABr

No texto, a presidenta afirma estar confiante no crescimento sustentável do Brasil, principalmente porque um investimento da “magnitude do que será feito no Projeto Horizonte 2 somente é realizado quando as perspectivas de rentabilidade e de crescimento são muito boas”.

“Afinal, nenhum empresário investe se não tiver confiança de que obterá retorno dos recursos aplicados”. A nova instalação recebeu investimentos por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A presidenta lembrou que o governo, por sua parte, está trabalhando intensamente para realizar os ajustes necessários ao estabelecimento de uma situação fiscal mais robusta e à redução da inflação. Dilma disse, contudo, que o País está, ao mesmo tempo, em busca da retomada do crescimento econômico nacional.

“Não estamos prisioneiros da agenda de ajustes. Ao contrário, temos uma agenda consistente de estímulo ao investimento”, ressalvou.

“Temos uma agenda robusta de investimentos em infraestrutura de transporte, em parceria com o setor privado. Faz parte desta agenda a nova etapa do Programa de Investimentos em Logística que lançamos em junho. Falo de um conjunto de investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, que alcança R$ 198 bilhões, a serem realizados em parceria com o setor privado”.

Estes investimentos, acrescentou a presidenta, permitirão agregar mais eficiência à infraestrutura de transporte, aumentando a competitividade da produção. Ao mesmo tempo, sua execução resultará em mais demanda para os setores produtivos, ajudando a dinamizar a economia.

“Ao contrário do que muitos pessimistas querem fazer crer, a segunda etapa do Programa de Logística está avançando. No caso de rodovias, já autorizamos a elaboração de propostas de manifestação de interesse para 11 trechos, entre os quais está o trecho da BR 262 entre Campo Grande e a divisa de Mato Grosso com São Paulo, passando por Três Lagoas”.  

Sexta-feira, 30 de outubro de 2015 às 21:45

Novo empreendimento no Mato Grosso do Sul gera 40 mil empregos e tem apoio do BNDES

A ampliação da fábrica de Três Lagoas (MS) da Fibria, empresa brasileira líder mundial na produção de celulose de eucalipto, cujo lançamento ocorreu nesta sexta-feira (30), tem investimento de R$ 7,7 bilhões, sendo que parte desse valor é financiado pelo BNDES e pelo Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO).

Hoje, a fábrica possui 2.300 empregados, e a ampliação vai trazer mais desenvolvimento ainda para a região. Ao longo dos dois anos de execução do projeto serão criados cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos. Durante o pico da obra, serão cerca de 10 mil trabalhadores. Quando entrar em operação, no último trimestre de 2017, a nova linha de celulose da Fibria terá 3 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos.

“É importante ressaltar que não estamos falando apenas de empregos diretos, mas também de um aquecimento da economia local aqui do município de Três Lagoas e dos arredores, visto que essas pessoas estarão morando aqui por um período e, portanto, fazendo uso de refeições, hospedagem e todos os outros serviços na própria cidade”, disse a diretora de Sustentabilidade e Relações Corporativas da Fibria, Maria Luiza de Oliveira Paiva.

A execução do Projeto Horizonte 2 contará com cerca de 60 fornecedores locais e terá um impacto positivo nas finanças públicas, com a estimativa de arrecadação de impostos no valor de R$ 450 milhões durante a construção. Quando a ampliação acabar, a unidade da empresa em Três Lagoas terá sua capacidade de produção ampliada de 1,75 milhão de toneladas de celulose/ano para 3,05 milhões de toneladas de celulose/ano.

“Desde o início de sua atuação em nosso município, a Fibria contribuiu com o desenvolvimento local, gerando grandes oportunidades de trabalho, qualificação de nossos profissionais, melhoria de nossos serviços e de nossa capacidade de progresso”, afirma a prefeita de Três Lagoas, Márcia Moura.

A celulose produzida pela Fibria em Três Lagoas, além de ser vendida ao mercado interno, é levada por transporte ferroviário até o Porto de Santos (SP), de onde é exportada para os mercados europeu, norte-americano e asiático.

Quarta-feira, 14 de outubro de 2015 às 14:48

Brasil lança complexo de laboratórios tecnológicos e se torna referência em biotecnologia de cana

O milho, o algodão e a soja modificados geneticamente são responsáveis por melhorias na produção de alimentos em todo o mundo há mais de duas décadas. A partir desta quarta-feira (14), o Brasil vai trazer esses benefícios também para o setor sucroenergético e será pioneiro mundial da nova tecnologia. Com a presença da presidenta Dilma Rousseff, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugura seu novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP).

O novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP), que está sendo inaugurado nesta quarta-feira (14), é dedicado à busca por inovações em cana-de-açúcar. Foto: divulgação

O novo Complexo de Laboratórios de Tecnologia, em Piracicaba (SP), que está sendo inaugurado nesta quarta-feira (14), é dedicado à busca por inovações em cana-de-açúcar. Foto: divulgação

Os laboratórios são dedicados à busca por inovações em cana-de-açúcar, incluindo variedades de cana geneticamente melhoradas, sementes artificiais e marcadores moleculares. Segundo o presidente do Conselho de Administração do CTC, Luís Roberto Pogetti, essa é uma transição do “mundo antigo para o mundo moderno do desenvolvimento”.

“Ainda existe uma avenida enorme para ser explorada na cana de açúcar. A biotecnologia é o passaporte para isso, para avançar do mundo tradicional para a transformação genética, que é a tecnologia do futuro. Esse laboratório vai viabilizar essa passagem para esse mundo mais moderno”, comentou.

O Brasil vai ser pioneiro na área de biotecnologia para cana-de-açúcar. O presidente do CTC, Gustavo Leite, ressaltou que o produto, 100% nacional, precisa ser valorizado pelos brasileiros. “Empresas multinacionais não vão olhar para a cana. Se nós brasileiro não fizermos nada pela cana, a gente vai estar perdendo uma oportunidade de ouro porque ela tem potencial imcomparável”, mencionou.

Indústria Brasileira com Tecnologia Brasileira
O presidente do CTC destacou que para dar salto na tecnologia é preciso além de laboratórios de ponta. É necessário atrair profissionais com qualificação diferenciada. Nesse sentido, dos 450 profissionais do complexo, 60% são pesquisadores. E para completar o conhecimento brasileiro, 20 são do exterior. O intercâmbio de formação visa garantir que todo o conhecimento seja englobado e acelere as pesquisas.

“Esforçamo-nos para trazer pessoas de outros países do mundo que tenham conhecimento que precisamos para complementar o nosso conhecimento local. Mapeamos o mundo para descobrir os principais talentos nas linhas de pesquisa de atuação da área. Essa é uma forma de acelerar o processo e reter conhecimento. Queremos indústria brasileira com tecnologia brasileira”, explicou.

O Laboratório de Biotecnologia Agrícola
O investimento no laboratório foi de R$ 40 milhões. Parte dos recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Para o diretor de negócios do CTC, apesar de Brasil ser referência mundial pela cana-de-açúcar, o País ainda não se beneficiou da biotecnologa. "Estabelecemos esses laboratórios para enfim trazer a biotecnologia para a cana", disse. Foto: divulgação

Para o diretor de negócios do CTC, o País, que já é referência mundial,  traz agora a biotecnologia para a cana. Foto: divulgação

Melhoramento evita prejuízo de R$ 4 bi
Baratear, simplificar e aumentar a eficiência do plantio são os principais benefícios da biotecnologia para os produtores da cana-de-açúcar. O novo laboratório vai permitir o uso das  mais modernas tecnologias para gerar transformações genéticas em larga escala.

Segundo o diretor de negócios de melhoramento genético do CTC, William Lee Burnquist, a cana-de-açúcar modificada beneficiará o produtor com variedades mais produtivas, de maior teor de açúcar, tolerantes à seca e resistentes a pragas. A primeira dessas variedades, a cana resistente à broca (praga) deve chegar ao mercado em 2017. Com o uso da nova tecnologia, será possível evitar prejuízo de R$ 4 bilhões por ano.

“Nossa cana geneticamente modificada vai proteger a cana de praga. Isso porque inserimos uma proteína dentro que não vai permitir o consumo pela broca. Isso significa menos inseticida, porque hoje se usa inseticida para combater a praga, menos poluição ambiental, maior facilidade para o produtor e maior benefício para o País”, explicou o diretor de negócios de melhoramento genético do CTC, William Lee Burnquist.

O pesquisador destacou ainda que o Brasil já em referencia no mundo pela cana-de-açúcar. “O Brasil é o país da cana, mas a gente ainda não se beneficiou da tecnologia da biotecnologa. Então nós estabelecemos esses laboratórios para enfim trazer a biotecnologia para a cana-de-açúcar”.

No caso de Marcadores Moleculares, o uso vai permitir a identificação de características desejáveis na cana-de-açúcar por meio da análise de seu DNA. Cada variedade tem um código de barras (molecular) único e com os marcadores é possível identificá-los. Isso também permite a realização de cruzamentos dirigidos, gerando variedades melhores em menos tempo. “Seremos capazes de reduzir o tempo de desenvolvimento de uma nova variedade, diminuindo ainda mais os atuais oito anos”, completou o diretor.

Semente de cana-de-açúcar
Ainda serão conduzidas, no complexo, pesquisas para o desenvolvimento de sementes artificiais de cana-de-açúcar. Inovação que promete revolucionar a maneira como se planta a cultura, proporcionando reduções de custo, melhoria da produtividade e simplificação operacional.

“Hoje chega ao produtor através de pedaços de cana, mudas de cana-de-açúcar. No futuro essa tecnologia vai chegar através de uma semente artificial, que é outra revolução que estamos desenvolvendo, que significa plantar um hectare de cana de açúcar com 300 quilos de semente artificial, em vez de 20 toneladas de muda”, enfatizou Lee Burnquist.

Segundo o pesquisador, as inovações são uma solução para tornar o mesmo hectare mais produtivo o que “fatalmente” vai tornar mais barato a produção. “Quanto mais você produzir por área, mais barato fica a produção unitária. Essa é uma solução para as dificuldades que o setor está passando em termos de aumento de produtividade “, acrescentou.

Quarta-feira, 22 de julho de 2015 às 21:26

Dilma: País passa por transição e persegue reequilíbrio das contas para retomar o crescimento

O Brasil passa por um momento de transição na economia, resultado de mudanças nas condições internacionais, como o fim do superciclo das commodities. Mas o País busca o equilíbrio fiscal e vai voltar a crescer, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (22), durante cerimônia de inauguração de uma usina de álcool de bagaço de cana em Piracicaba, interior de São Paulo.

Segundo ela, esse é um momento de travessia, em que o governo busca estimular maior produtividade, menores custos, maior inovação para garantir empregos e um crescimento econômico no curto, no médio e no longo prazo. “Estamos atualizando as bases da nossa economia e vamos voltar a crescer dentro do nosso potencial”, assegurou.

Dilma lembrou que o governo persegue o reequilíbrio das contas públicas, que é essencial para que a economia se recupere. E vem avançando nas iniciativas adotadas nesse sentido.

“Nós já tomamos um conjunto de medidas, algumas já estão dando resultado, como é o caso do realinhamento dos preços, no caso do etanol, por exemplo, o aumento da mistura. Tem dado resultado também o fato de que tem havido um aumento agora das exportações no Brasil. Nós vamos continuar tomando medidas microeconômicas para facilitar a atividade e para garantir um ambiente de negócios mais amigável”, garantiu.

“Queremos que o Brasil seja um país de classe média. E, ao mesmo tempo, queremos que nós tenhamos competitividade em relação aos demais países do mundo”.

Citou ainda, como exemplo, que o governo vai ampliar as concessões e fazer um grande esforço para manter os principais programas em funcionamento, como é o caso do Minha Casa Minha Vida.

Parceria com o setor produtivo
A presidenta falou sobre as parcerias que o governo vem desenvolvendo com o setor produtivo, como é o caso da usina Raízen, de etanol de segunda geração, a quem Dilma congratulou “por estar na vanguarda desse processo, por estar olhando o médio e o longo prazo”.

“O compromisso do meu governo é atuar sempre em parceria. E atuar em parceria com esse setor [do álcool e açúcar] é estratégico para o desenvolvimento do Brasil”, acrescentou. Segundo ela, o etanol de segunda geração ganha maior competitividade e sustentabilidade ao mesmo tempo produzindo renda e emprego.

Finalmente, a presidenta Dilma lembrou que o governo inclusive tem uma linha de crédito estratégica para o setor, que privilegia a inovação nesta cadeia de produção e que será mantida. “Ela vai continuar. Hoje o BNDES e a Finep têm uma carteira de R$ 4,28 bilhões. Nós sabemos que o pré-sal trouxe novas perspectivas para o Brasil. É importante saber também que não há contradição entre o pré-sal e a produção de etanol de primeira e segunda geração. A grande capacidade e o grande potencial desse setor é que eles são complementares”, concluiu.

Quarta-feira, 22 de julho de 2015 às 15:37

Brasil é maior do que qualquer crise e Dilma é correta e lutadora de fibra, afirma Ometto

O controlador de um dos maiores grupos empresariais do País, Rubens Ometto, destacou nesta quarta-feira (22) que o Brasil é maior do que “qualquer crise” e que é preciso reconhecer os méritos da presidenta Dilma Rousseff, que hoje inaugurou, em Piracicaba (SP), a fábrica piloto da Raízen que produzirá o etanol de segunda geração, feito com o bagaço da cana-de-açúcar.

Ometto é presidente do Conselho de Administração da Cosan, empresa que se uniu à Shell para criar a nova planta corporativa da fábrica, que visa atuar no mercado internacional. Ele participou da inauguração ao lado da presidenta. Em seu discurso, afirmou que ela é uma “mulher patriota brasileira, correta, lutadora e de fibra”.

O empresário lembrou que, desde quando a presidenta Dilma era ministra – de Minas e Energia e, depois, da Casa Civil –, a interlocução dela com o grupo e com os empresários do setor sucroalcooleiro sempre foi “no sentido de nos empurrar para frente. Sempre nos incentivou a buscar o que somos hoje”, afirmou.

“Hoje é muito fácil criticar, mas temos que reconhecer os méritos onde estão, não só reclamar do que poderia ter sido melhor”, acrescentou.

BNDES é motivo de orgulho, diz Ometto
Rubens Ometto agradeceu ainda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financiou o projeto. “O Brasil tem que se orgulhar de poder contar com um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo”, enfatizou.

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