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Sexta-feira, 29 de julho de 2011 às 14:57

Brasil e Argentina defendem integração da América do Sul frente à crise econômica global

Presidenta Dilma Rousseff e a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, durante declaração à imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Após reunirem-se no Palácio do Planalto, as presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner defenderam uma coordenação entre os países da América do Sul em resposta à crise econômica global. A presidenta argentina realiza nesta sexta-feira (29/7) visita oficial ao Brasil, onde, além do encontro com a presidenta Dilma Rousseff, participa da inauguração da Embaixada da Argentina em Brasília (DF).

“Devemos definir ações conjuntas e concretas para defender nossos países da excessiva liquidez que valoriza artificialmente nossas moedas e da avalanche de produtos manufaturados que, não encontrando mercados nos países desenvolvidos, atingem o emprego e a indústria nas nossas regiões”, disse a presidenta Dilma.

Cristina Kirchner, por sua vez, defendeu uma atitude proativa do continente frente à crise financeira global, mas esclareceu: “não se trata de uma posição agressiva, mas de um reposicionamento de nossa região em um mundo diferente que estamos vislumbrando”.

Em declaração à imprensa, a presidenta Dilma lembrou dos grandes avanços alcançados por Brasil e Argentina, e defendeu um aprofundamento das relações bilaterais. Segundo ela, a parceria entre os dois países conta com bases sólidas, inclusive no campo da economia, e é marcada pelo dinamismo do comércio que, em oito anos, cresceu mais de 360%.

Dilma Rousseff frisou que, em 2010, as trocas comerciais bilaterais bateram recorde histórico, com quase US$ 33 bilhões de intercâmbio, e, no primeiro semestre de 2011, o aumento no fluxo comercial atingiu a taxa de quase 30%.

“A qualidade de nossas trocas bilaterais – 90% das quais correspondem a produtos industrializados – reflete seu caráter estratégico e seu potencial de irradiação de desenvolvimento. Com uma integração econômica dessa magnitude, é impossível retroceder. Diante dela, os problemas que surgem aqui e ali – e que estamos pacientemente resolvendo – são de pouca monta.”

A presidenta brasileira reforçou o desafio de construir uma nova relação entre os dois países, centrada na constituição de uma agenda cidadã, e concluiu seu discurso homenageando o ex-presidente da Argentina, Nestor Kirchner, a quem se referiu como exemplo na luta pelo fortalecimento da América do Sul e pelo relacionamento fraterno entre os dois países.

“Que seu exemplo siga inspirando todos aqueles que sonham com uma América do Sul próspera, soberana, livre e democrática”, finalizou.

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Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 20:37

Fundamental às nações, Brasil e Argentina mantêm relação de confiança, afirma presidenta Dilma

Presidenta Dilma Rousseff é recepcionada pela presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, na Casa Rosada, em Buenos Aires. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais

Em entrevista coletiva concedida antes do embarque para Brasília após visita oficial à Argentina, nesta segunda-feira (31/1), a presidenta Dilma Rousseff elogiou a determinação da presidenta Cristina Kirchner em fazer uma aliança estratégica com o Brasil. A presidenta brasileira lembrou que foi a partir da política bilateral estabelecida pelos ex-presidentes Lula e Néstor Kirchner que os dois países passaram a ter uma relação de mútua confiança, “algo fundamental na relação entre as pessoas e as nações”.

“No passado, Brasil e Argentina por vários motivos foram colocados separadamente. Houve interesse de várias nações em nos separar. Eu acho que nos últimos anos, com o Lula e o Kirchner e até com o Lula e a Cristina, se estabeleceu uma relação de parceria e uma coisa que é algo fundamental na relação entre as pessoas e as nações: confiança. Existe uma relação de confiança e de que nós podemos (…) construir um caminho comum”, disse.

Ouça abaixo a íntegra da entrevista coletiva concedida pela presidenta Dilma Rouseff.

 

Questionada sobre um possível pedido das Mães da Praça de Maio – que se reuniram durante a tarde com a presidenta – sobre a abertura de arquivos da ditadura, a presidenta Dilma negou que tal pedido tivesse sido feito e informou que encontro foi um momento de manifestação de carinho e de apresentação de projetos sociais da Fundação Mães da Praça de Maio.

Sobre a Usina Hidrelétrica de Garabi, a presidenta informou que a parte que cabe ao Brasil no projeto bilateral já foi feita e que aguarda a conclusão, por parte da Argentina, de estudo de viabilidade da obra. A partir disso, a expectativa é de o projeto seja concluído entre 2013 e 1014.

Em relação à situação no Egito, a presidenta lembrou que “o governo brasileiro, assim como qualquer governo do mundo, olha com expectativa a situação do Egito e torce para que ele seja um país democrático e um país que leve seu povo a ter todas as condições de desfrutar o desenvolvimento”.

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Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 17:46

A parceria Brasil-Argentina busca ampliar o comércio bilateral

Viagens internacionais

A presidenta Dilma Rousseff realizou visita de trabalho, nesta segunda-feira (31/1), a Buenos Aires, Argentina. Ao chegar à Casa Rosada, a presidenta foi efusivamente cumprimentada pela presidenta Cristina Kirchner. O Blog do Planalto mostra as primeiras imagens feitas por Roberto Stuckert Filho, fotógrafo oficial da Presidência da República.

No palácio, a presidenta Dilma participou de reunião bilateral, assinou atos e encontrou-se com um grupo de mães e avós da Praça de Maio – movimento criado por mulheres que tiveram os filhos desaparecidos durante o período de ditadura militar na Argentina.

Ouça abaixo a íntegra da declaração à imprensa pela presidenta Dilma Rousseff.

 

Ouça abaixo a íntegra do brinde feito pela presidenta Dilma Rousseff durante almoço no Palácio San Martín.

 

Tratou-se da primeira viagem da presidenta brasileira ao exterior desde que tomou posse, no dia 1º de janeiro. Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a escolha da Argentina como primeiro destino internacional reafirma o caráter prioritário que o Brasil confere ao relacionamento com seu principal sócio da América do Sul.

No encontro de trabalho, ainda conforme o MRE, com a presidenta Cristina Kirchner, a presidenta Dilma Rousseff destacou o interesse brasileiro em manter a regularidade dos contatos de alto nível, incluindo os do Mecanismo de Integração e Coordenação Brasil-Argentina (MICBA), e em aprofundar a estreita coordenação entre os dois países nos foros regionais e multilaterais, em particular no Mercosul e na Unasul.

O governo brasileiro pretende manter e aprofundar a cooperação bilateral em áreas estratégicas que já contam com projetos em andamento, em particular em cooperação nuclear e espacial, integração da infraestrutura física, integração energética, cooperação nos setores aeronáutico e naval, cooperação entre os bancos de fomento e integração produtiva. Será firmado, por ocasião da visita, Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Bioenergia.

O Brasil é o principal destino das exportações argentinas e o principal fornecedor da Argentina. Em 2010, o intercâmbio bilateral chegou a cerca de US$ 33 bilhões, superando o recorde histórico de US$ 30,8 bilhões, registrado em 2008. Mais de 80% do intercâmbio comercial é composto por bens industrializados.

O Século da América Latina – Em declaração à imprensa concedida durante sua visita oficial a Buenos Aires, a presidenta Dilma Rousseff reafirmou que Brasil e Argentina têm um papel estratégico para o desenvolvimento da América Latina, por representarem o grande potencial de crescimento que a região conquistou nos últimos anos, a partir do “empenho político em implantar um novo modelo de desenvolvimento, que combinasse desenvolvimento econômico, afirmação da inclusão social, da soberania, do meio ambiente, (…) e onde os povos tivessem lugar”.

“Não é por acaso que fiz questão que a minha primeira passagem pelo exterior, meu primeiro contato com um país fosse com a Argentina. Eu considero que a Argentina e o Brasil são cruciais para que nós possamos transformar esse século XXI no século da América Latina”, afirmou.

Na ocasião, a presidenta Dilma prestou homenagem ao ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner que, segundo ela, atuou desde sempre para a melhoria e o crescimento dos dois países, não só como presidente da Argentina, mas também como condutor da Unasul.

À Cristina Kirchner, a presidenta brasileira ressaltou a importância de se garantir a igualdade de gêneros e a participação feminina, papel reforçado pelos dois países que, pela primeira vez, elegeram democraticamente duas mulheres à Presidência da República.

“Uma sociedade pode ser medida por seu avanço, por sua modernidade, desde que ela também assegure a participação das mulheres e a não-discriminação das mulheres”, defendeu.

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Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 15:47

Brinde da presidenta Dilma Rousseff em almoço no Palácio San Martín, Buenos Aires

 

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Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 14:52

Declaração à imprensa na Casa Rosada

 

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Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 7:05

Encontros com a presidenta da Argentina e mães e avós da Praça de Maio

Agenda presidencial

As presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner (Argentina) se encontram, nesta segunda-feira (31/1), na Casa Rosada, sede do governo argentino em Buenos Aires. A presidenta Dilma, segundo agenda de trabalho, faz sua primeira viagem internacional àquele país parceiro do Brasil.

A agenda da presidenta informa que o embarque para Buenos Aires será às 9h. Às 11h (horário local, uma hora a menos em relação ao horário de Brasília), a chegada na Base Aérea de Buenos Aires.

De lá, a comitiva da presidenta Dilma desloca-se até a Casa Rosada, onde ocorre a primeira reunião privada com a presidenta Kirchner. Minutos depois, o encontro com as mães e avós da Praça de Maio.

Em seguida, reunião ampliada, no Salão Mujeres, no mesmo palácio, e assinatura de atos. Ao término, as duas presidentas fazem declaração à imprensa e, do local, se deslocam para o Palácio San Martin, onde será oferecido almoço. Após compromissos na capital argentina, a presidenta Dilma retorna para o Brasil.

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Sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 às 18:43

Brasil e Argentina juntos para fortalecer o comércio e a relação econômico-social

Viagens internacionais

Brasil e Argentina assinarão uma série de medidas que visam estreitar as relações entre os dois países tanto no campo do comércio quanto das relações econômico-sociais, dentre as quais destacam-se convênios para a construção de reatores nucleares e de duas usinas hidrelétricas e um programa bilateral de habitação. Os acordos serão assinados durante a visita da presidenta Dilma Rousseff à Argentina na próxima semana, informou nesta sexta-feira (28) o embaixador Antonio Simões, subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe, em briefing à imprensa concedido no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF).

De acordo com o embaixador, a escolha da Argentina como o primeiro país a ser visitado pela presidenta após sua posse se deve à importante parceria entre os dois países e ao aumento significativo do comércio bilateral, que atualmente gira em torno de US$ 33 bi. Além disso, ressaltou Simões, pela primeira vez na história os dois países são governados por mulheres.

“Entre 80% e 90% [desse comércio] é composto por manufaturados (…), então é um comércio muito interessante, pois é um comércio que gera emprego de carteira assinada, que gera prosperidade nos dois países e gera, sobretudo, uma interdependência econômica que é extremante importante para alavancar o desenvolvimento da relação também em outras áreas”, disse.

As presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner também assinarão uma declaração para a promoção da igualdade de gênero e proteção às mulheres, um memorando sobre bioenergia, um protocolo adicional para trabalhar de forma mais aprofundada a questão das fronteiras e a construção de uma ponte sobre o rio Peperi-Guaçu, que liga Santa Catarina à província argentina de Misiones.

Além disso, informou Simões, será instituído um fórum de altos executivos Brasil e Argentina, instância onde se discutirá o desenvolvimento dos dois países sob a ótica empresarial, e no campo econômico-social, um memorando para promoção comercial conjunta entre os dois países em diversos mercados.

“Esses [acordos] dão bem o caráter estratégico que estamos trabalhando. A gente tem pela frente um horizonte de aprofundamento da relação [bilateral] muito interessante. Nós temos de um lado coisas que vinham do governo passado, mas nós temos novos horizontes sendo abertos também pelas duas presidentas”, afirmou.

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Quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 às 10:31

Entrevista a jornais argentinos e audiências com ministra do Planejamento e governador de Sergipe

Agenda presidencial

A presidenta Dilma Rousseff passa a quarta-feira (26/1), em Brasília, onde cumpre agenda de trabalho no Palácio do Planalto. Agora pela manhã, a presidenta despacha com auxiliares de seu gabinete.

Às 11h, ela recebe em audiência a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. À tarde, a presidenta concede entrevista a jornais argentinos.

O governador de Sergipe, Marcelo Déda, será recebido pela presidenta, às 17h, conforme previsto na agenda.

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Sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 às 13:26

Divergências entre países é a razão de existir do Mercosul

A divergência entre os países que integram o Mercosul é a própria razão de existir do bloco econômico, que analisa conjuntamente o interesse soberano apresentado por cada país e faz concessões aqui e ali, “para que a gente possa construir um consenso comum de interesse coletivo de todos os países”, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17/12) após sessão plenária da 40ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR). Sempre haverá um país com interesses diferentes do outro, disse Lula ao responder pergunta da repórter Tânia Monteiro, do jornal O Estado de S. Paulo sobre a intenção da Argentina em sobretaxar alguns produtos brasileiros.

“O Mercosul não é um convento. Isso aqui não é um encontro de freiras. Isso aqui é um encontro de chefes de Estado, de países soberanos, que sempre vão ter divergências. Sempre haverá um país com interesses diferentes do outro, tentando não prejudicar o outro, mas defender a sua soberania, os seus interesses de desenvolvimento, os seus interesses de se industrializar, os seus interesses de ter acesso a ciência e tecnologia. Sempre vai haver.”

Lula reafirmou que a relação entre os países do Mercosul é bem sucedida e certamente melhor do que a dos Estados Unidos com a China ou da Alemanha com a França. “Aqui no Mercosul somos muito mais unidos e muito mais compreensivos e temos muito mais necessidades. A divergência faz parte do processo democrático do Mercosul”, disse o presidente brasileiro, que participou da coletiva ao lado do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que assumiu hoje a presidência Pro-Tempore do Mercosul.

O presidente Lula pediu desculpas aos presentes pela pressa, porque tinha que voltar logo a Brasília (DF) para participar da cerimônia de diplomação da presidente eleita Dilma Rousseff. Ele ainda respondeu outra pergunta, sobre a indicação de seu nome para a direção da ONU, feita pelo presidente Evo Morales, da Bolíva. Lula agradeceu a lembrança e disse que só poderia ver a indicação “como um gesto de cortesia”, reafirmando sua posição contra a ideia:

“Eu só posso compreender a indicação como um gesto de cortesia do meu companheiro Evo Morales (Bolívia). Essa coisa a gente não reivindica, não pede, a gente não articula. Eu acho que a ONU precisa ser dirigida por algum técnico competente da ONU, não pode ter um político forte na ONU porque ele não pode ser maior que os presidentes dos países, e eu fico meio preocupado porque se virar moda presidente de país presidir a ONU, daqui a pouco os Estados Unidos está disputando além do Conselho de Segurança também o controle da ONU, e aí tudo ficará mais difícil.”

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Sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 às 11:22

A marca do Mercosul hoje é do desenvolvimento com justiça social

Mais do que apenas promover trocas comerciais, os países que integram o Mercosul compartilham de um valor maior, que é o desenvolvimento com justiça social. “Essa é a marca do Mercosul que estamos construindo”, afirmou o presidente Lula nesta sexta-feira (17/12) em declaração na sessão plenária da 40ª Cúpula do bloco econômico, em Foz do Iguaçu (PR). “E temos muito do que nos orgulhar.”

Em 20 anos de Mercosul, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai conseguiram desenvolver um histórico processo de integração política, econômica e social na América do Sul, disse o presidente brasileiro, destacando que as conquistas foram obtidas em ambiente de paz e cooperação. Como resultado, os países do bloco vivem um momento extraordinário de dinamismo econômico e social. Enquanto os países do Mercosul apresentam consistente crescimento de suas economias, bem acima da média mundial, países desenvolvidos enfrentam a estagnação, desemprego e endividamento.

“Nosso modelo de integração sustenta um dos mais altos índices mundiais de crescimento do pós-crise. Enquanto as economias centrais se defrontam com problemas de estagnação e altas taxas de endividamento e desemprego, de acordo com numeros da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), o Paraguai deverá terminar o ano com o maior crescimento de toda a America Latina e Caribe -- 9,7%. Seguido do Uruguai (9%), Argentina (8,4%) o Brasil (estimado em 7,7%), deverá ser o quinto pais em crescimento aqui na America do Sul.”

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula em Foz do Iguaçu:

 

Para ler a transcrição, clique aqui.

O presidente aproveitou a oportunidade para voltar a criticar a forma como os países desenvolvidos tem procurado enfrentar a crise, penalizando trabalhadores e premiando “a imprevidência de especuladores mal sucedidos”. Enquanto isso, argentinos, brasileiros, uruguaios e paraguaios reiteram sua determinação em consolidar o Mercosul, persistindo no caminho de sua convergência com outros processos na América Latina, Caribe e outras regiões -- a reunião de Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu atraiu altos representantes de países como Austrália, Nova Zelândia, Cuba, Palestina, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Marrocos, Egito, Índia, Coreia do Sul, Indonésia e Malásia.

“Nosso bloco tornou-se realidade inquestionável. O comércio no Mercosul cresceu oito vezes em 17 anos. Fomos uma das últimas regiões do planeta a sentir os efeitos da crise, e uma das primeiras a sair delas. Nossas políticas de crescimento com inclusão social e integração protegeram-nos dos efeitos mais adversos e prolongados da crise. Sempre insisti em defender o Mercosul dentro da política externa brasileira e tive a fortuna de encontrar muitos líderes com a mesma visão.”

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