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Sexta-feira, 13 de novembro de 2015 às 21:59

G20 se tornou principal instância de decisões econômicas no mundo, diz professor

Professor UnB G20

Roberto Menezes: “Ascensão, nos últimos anos, de países como o Brasil, a China e a Índia fizeram que o ambiente central de decisão econômica internacional saísse dos tradicionais G7 e G8″. Foto: Blog do Planalto

ONUDesde a crise internacional de 2008, o G20 se tornou o principal fórum de discussão para as grandes questões financeiras e econômicas internacionais. É o que afirma o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (Unb), Roberto Goulart Menezes.

De acordo com o professor, em um mundo cada vez mais marcado pelo multilateralismo, a ascensão, nos últimos anos, de países como o Brasil, a China e a Índia fizeram que o ambiente central de decisão econômica internacional saísse dos tradicionais G7 e G8 para um organismo mais compatível com a atual configuração de forças globais.

“Não há dúvidas de que o G7 perdeu esse espaço como o ‘locus’ central de decisão para as grandes questões econômicas do mundo”,afirmou em entrevista ao Blog do Planalto. 

Criado em 1999, após a crise da Ásia que atingiu as grandes economias exportadores do continente, o Grupo dos 20 (G20) passou a reunir os 19 países com maior PIB do mundo e a União Europeia.

O fórum foi criado para buscar coordenar posições dentre as principais economias globais que, juntas, reúnem 80% do PIB do mundo”, explicou o professor.

É nesse ambiente que a presidenta Dilma Rousseff se reúne a partir deste final de semana com as principais lideranças internacionais em busca de saídas para a crise que atinge o Brasil e a maior parte das economias do mundo.

“A importância da participação do Brasil no G20 neste momento é a de buscar construir saídas para a crise que sejam benéficas para países do seu perfil. Construir saídas para a crise significa construir novas regras do jogo como, por exemplo, na questão do protecionismo comercial. Sempre que temos uma crise é esperado que os países se retraiam mais e, com isso, o nacionalismo econômico volte a falar mais alto”, ponderou.

Exemplo disso é que neste final de semana o Brasil defenderá na reunião de Cúpula do G20 que os países do bloco assumam o compromisso de não aumentar os subsídios para produtos agrícolas em meio ao chamado fim do superciclo das commodities, responsável pela queda internacional dos preços de matérias-primas e que atingiu, sobretudo, os países mais dependentes da exportação de produtosagrícolas.

Como destaca o professor Menezes, se as origens da crise financeira de 2008 já são um consenso entre os países, os meios para superá-la não o são. “É aí que, novamente, o jogo de forças político, econômico e geopolítico volta a contar de maneira crucial”, acrescentou.

Brasil
Sétima economia do mundo e maior economia da América Latina, o Brasil ocupa uma posição importante dentro do G20, sobretudo pela influência que exerce na América do Sul, explica o professor da Unb. Brasil e Argentina são os únicos representantes sul-americanos no grupo.

“Na reunião do G20 o Brasil busca coordenar posições com países como China, Argentina, Turquia e, certamente, com seus parceiros do Brics. Não necessariamente os Brics vão conseguir criar uma posição de consenso em todas as pautas. Mas eles vão tentar coordenar suas agendas e naqueles pontos que coincidem vão procurar trabalhar em bloco”.

Prova disso é que antes do início da reunião do G20, na manhã deste domingo (15), os presidentes dos cinco países que compõem os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se reúnem em Antalia, na Turquia, para alinhar posições.

Temas de discussão
Tema já confirmado para a reunião deste domingo, a crise dos refugiados que atinge o Oriente Médio, o norte da África e a Europa será trazido pela Turquia para a cúpula do Grupo dos 20.

“A Turquia tem todo o interesse em incluir esse tema na discussão, porque dos quatro milhões de refugiados sírios que chegaram à Europa, dois milhões estão na Turquia. Então, os turcos têm todo o interesse em incluir esse debate”, afirmou.

Além disso, o professor destacou como temas que certamente virão à tona na cúpula a crise bancária chinesa e a questão ambiental, que interessa diretamente ao Brasil. Nesse sentido, ele lembrou que logo depois do G20, os líderes internacionais voltam a se reunir em Paris, para a Cúpula do Clima, a Cop 21.

“A questão ambiental é um tema chave para a economia global e muitas vezes utilizada como mecanismo de protecionismo”,contextualizou.  

Busca por parcerias e diversificação de mercados
Além disso, o professor Roberto Menezes ressalta que, no G20, interessa ao Brasil reforçar suas parcerias estratégicas e seu potencial de ser reconhecido como um parceiro chave em um mundo marcado cada vez mais pelo multilateralismo e pelas múltiplas parcerias. E acrescenta, que de acordo com o tema – como no caso das questões ambiental e a energética – o Brasil é visto sim como um país crucial dentro do cenário internacional, além de possuir a confiança de diversos países dentro e fora de sua região.

Outro ponto importante destacado pelo professor é que o Brasil tem buscado, dentro do cenário e dos fóruns internacionais, reverter a retração que sofreu em suas exportações, no último ano, em função da redução da compra de commodities pela China, que era o principal destino das exportações brasileiras. “A economia chinesa retraiu, o que fez o Brasil também sentir em suas exportações. Mas o Brasil tem procurado reverter esse cenário”,

Ele destacou iniciativas por meio das quais o governo brasileiro tem se empenhado em promover a diversificação de seus mercados, como o esforço que tem sido feito pela presidenta Dilma para que o Mercosul apresente uma proposta consensual de acordo comercial com a União Europeia, até o final deste ano, e a busca pela renovação de acordos de complementação econômica, como os assinados recentemente com o México e Colômbia. “O Brasil não está parado”, salientou.

Sexta-feira, 9 de outubro de 2015 às 20:33

Dilma espera que Rio 2016 seja um espaço de celebração da paz colombiana

ONUA presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (9), que espera que os Jogos Olímpicos Rio 2016 possam celebrar o acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). A afirmação foi feita na declaração à imprensa durante visita de Estado à Colômbia.

Presidenta Dilma espera que, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a América Latina possa celebrar o acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). Na foto, ela entrega os mascotes dos jogos ao Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma espera que, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a América Latina possa celebrar o acordo de paz entre o governo colombiano e as Farc. Na foto, ela entrega os mascotes dos jogos ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Nada melhor que uma Olimpíada. Ela tem um marco histórico baseado na paz entre as cidades gregas. A Olimpíada é justamente isso, o momento em que o esporte, como relação entre povos, ultrapassa qualquer barreira e cria essa que é a comunhão pacífica entre as diferentes nações. Será uma Olimpíada que vai comemorar a paz e a unidade na Colômbia”, disse.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse esperar que o Brasil possa ser anfitrião da comemoração do fim “do último e único conflito armado do hemisfério” durante os Jogos. “Ainda temos um caminho pela frente, mas acredito que possamos chegar aos Jogos Olímpicos com a chama olímpica da paz. Acredito que isso seria muito importante”, afirmou.

Os Jogos Olímpicos no Brasil começam no dia 5 de agosto de 2016. A data marca o encontro de 10.500 atletas, de 206 países diferentes, nos primeiros jogos da América do Sul. Durante os 17 dias de competição serão disputadas 306 provas com medalhas em 42 modalidades.

Sexta-feira, 9 de outubro de 2015 às 18:06

Paz entre governo colombiano e as Farc é uma vitória de toda a América Latina, defende Dilma

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Dilma: êxito dessa negociação transcende fronteiras e o Brasil quer cooperar com essa fase de pós-conflito. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU
A presidenta Dilma Rousseff abriu a declaração que fez à imprensa, nesta sexta-feira (9), em Bogotá, na Colômbia, transmitindo o reconhecimento do Brasil pela decisão que ela chamou de “corajosa” do governo colombiano de implementar o processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Para a presidenta Dilma, o anúncio desse acordo, feito no final do mês de setembro em Cuba, pelo presidente Santos e pelo líder guerrilheiro Timoleón Jiménez, é um orgulho para toda a América do Sul e transcende as fronteiras da Colômbia e de toda a América Latina.

O acordo colocará fim a décadas de um conflito armado que vitimou cerca de 220 mil pessoas e forçou o deslocamento de mais de seis milhões de colombianos para fora de suas regiões de origem, tanto por parte das forças oficiais quanto guerrilheiras.

“Quero aproveitar esta ocasião para transmitir o reconhecimento do Brasil, e meu apreço pessoal, por sua decisão corajosa ao implementar o processo de paz, aqui na Colômbia com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Abrir esse processo é um orgulho para toda América do Sul, para todo esse hemisfério. Acredito que o êxito dessa negociação transcende as fronteiras de seu país. Transcende as fronteiras também da América Latina (…) Em um momento em que nós vemos, no mundo, quase uma impotência em estabelecer acordos de paz, essa sua vitória vai ser uma vitória de todos nós”, defendeu a presidenta.

Além disso, Dilma enfatizou que o processo de paz é resultado de disposição e vontade política, que tem recebido apoio de diversos países e organizações, como é o caso da Unasul.

Ela acrescentou a disposição do Brasil em cooperar com a fase pós-conflitos na Colômbia e de contribuir para a reconstrução do país, a partir de experiências brasileiras bem sucedidas, em áreas como agricultura familiar e comercial, infraestrutura e inclusão social.

Eu gostaria de dizer que o Brasil tem imenso interesse em cooperar com a fase pós-conflitos, com a reconstrução tanto no que se refere ao Plano Nacional de Agricultura, contribuindo com a nossa experiência na área da agricultura familiar e da agricultura comercial, como também nos dispondo a cooperar nas questões relativas a infraestrutura com foco em inclusão social que também pode vir a facilitar bastante o desenvolvimento das áreas que até então estavam conflituadas”, acrescentou.

Conflito
Iniciada no início dos anos de 1960, após décadas de lutas regionais, a guerra civil colombiana é um dos conflitos internos mais antigos da América Latina e envolve a disputa entre forças conservadoras e guerrilheiras pelo poder na Colômbia. O conflito propagou-se com o tráfico de drogas, gerando consequências trágicas para a Colômbia, com reflexos até hoje para o cenário político colombiano e para a população civil do país.

Quinta-feira, 2 de julho de 2015 às 19:15

Obama cita presidenta Dilma ao anunciar reabertura de embaixada americana em Cuba

Finalmente, estamos trabalhando juntos para defender a democracia e os direitos humanos em toda a América Latina.

“Líderes em todas as Américas manifestaram apoio a nossa mudança de política. Vocês ouviram esse apoio expresso pela presidenta Dilma Rousseff”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que líderes “de todas as américas” manifestaram apoio à mudança da política norte-americana em relação a Cuba. No próximo dia 20 de julho, deverão ser reabertas as embaixadas em Washington e Havana, um passo importante na retomada das relações entre os dois países.

Ele destacou a presidenta Dilma Rousseff, que esteve nesta semana nos EUA. “Desde dezembro, já víamos enorme entusiasmo por esta nova abordagem. Vocês ouviram esse apoio expresso pela presidenta Dilma Rousseff ontem [dia 30]. Pesquisas de opinião pública em ambos os nossos países mostram amplo apoio a este compromisso”, disse Obama nesta quarta-feira, (1º), em pronunciamento na Casa Branca.

Na ocasião, o presidente Barack Obama afirmou que Cuba e Estados Unidos não devem ficar prisioneiros do passado. “Um cubano disse: ‘Eu me preparei para isso a minha vida inteira.’. Outro disse que ‘isto é como um injeção de oxigênio.’ Um professor cubano descreveu [a reabertura] de forma muito simples: ‘Somos vizinhos. Agora podemos ser amigos.’ .

Na terça-feira (30), durante a visita da presidenta Dilma aos Estados Unidos, Obama declarou à imprensa: “Finalmente, estamos trabalhando juntos para defender a democracia e os direitos humanos em toda a América Latina. Aprecio muito o forte apoio da presidenta Dilma Rousseff e do Brasil à nossa nova abertura com relação a Cuba. Eu atualizei Dilma sobre o nosso progresso, incluindo nosso trabalho para abrir embaixadas em Havana e Washington. E acredito que a liderança do Brasil na região, bem como sua própria jornada na direção da democracia e da economia de mercado, podem torná-lo um importante parceiro à medida que trabalhamos para criar mais oportunidades e prosperidade para o povo cubano”.

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 12:46

Aproximação Brasil-México é fundamental para unidade latino-americana, diz Dilma Rousseff

Brasil e México A primeira visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México, nos próximos dias 26 e 27 de maio, abre um novo capítulo na relação entre os dois países. A declaração é da própria presidenta, em entrevista publicada neste domingo (24), pelo jornal mexicano La Jornada. “Eu vou ao México com uma consciência muito forte da importância que o país tem na formação de uma relação e de uma unidade latino-americana, mas que respeita diferenças”.

Ela contou que, quando recebeu o então presidente eleito Peña Nieto no Brasil, antes de ele tomar posse, os dois chegaram a um “forte consenso” de que era fundamental que ambos os países se aproximassem. E, além disso, “que era importante para a nossa região toda. (…) Porque o México é a maior nação [latina] no Hemisfério Norte. E, de todas as nações que tem dentro desse continente, é uma das mais ricas, culturalmente falando. Não é só economicamente, é culturalmente falando. E essa relação interessa, eu acho, para o Brasil”.

México é vital para unidade da América Latina, diz presidenta Dilma em entrevista a jornal La Jornada

México é vital para unidade da América Latina, diz presidenta Dilma em entrevista a jornal La Jornada. Foto: Divulgação/PR

Compromisso
A presidenta relembrou que, no passado, o Brasil estava de costas para seus vizinhos latinos no continente. “Achava que tanto a Europa como os Estados Unidos eram o que nós devíamos nos relacionar. Não que não devamos, pelo contrário, devemos. Mas [hoje] temos um compromisso. E eu acho que isso mudou a política externa do Brasil. Nós temos um compromisso com a América Latina e com a África. Esse é o compromisso que temos pela nossa identidade cultural”, destacou.

Contou que desde que conheceu o México, por volta de 1982, admira sua imensa riqueza cultural. “Ela valoriza o que nós temos. Eu senti orgulho do continente, orgulho da América Latina. Então, acho que ela mexe muito com a sua autoestima. Mostra que houve aqui uma civilização daquele tamanho”.

Na entrevista, Dilma Rousseff reforçou que o Brasil tem muito a ganhar com essa aproximação cultural. “Eu acredito que essa relação é especial”. E que é preciso ter consciência sobre a importância de estreitar e de aproximar as relações em outros setores também. “Eu tenho a convicção de que, do ponto de vista comercial, do ponto de vista de investimento, enfim, do ponto de vista econômico, os dois países só têm a ganhar”.

A presidenta recordou ainda a história de lutas da grande nação mexicana. “Eu sei de todas as histórias da relação do México com os Estados Unidos, que na Revolução de 1910 diziam: ‘Ah, pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos’”. Por isso hoje, ressaltou, em um mundo globalizado, a proximidade de todos tem de ser valorizada.

Acordo automotivo indica um caminho
Sobre o acordo automotivo Brasil-México, que foi renovado por mais quatro anos em maio passado, ela considerou que foi um passo importante porque mostra um caminho. “Não é ele em si, ele é um caminho. É um passo que mostra que é possível fazer um acordo e os dois países ganharem”.

Por isso, a presidenta brasileira descartou as teses de que as duas economias seriam concorrentes. “Nós não somos isso. Somos economias complementares. O México tem o segundo maior mercado, nós temos o primeiro maior mercado [da América Latina]. Daí porque é uma vantagem para nós que o México possa exercer a sua atividade comercial de investimento no Brasil e vice-versa”.

Disse ainda ter ficado impressionado quando soube, há algum tempo, que o Brasil era o segundo destino dos investimentos externos mexicanos, atrás apenas dos Estados Unidos. E que há um crescente interesse dos brasileiros de investir no país. Por isso, para a presidenta, o momento é oportuno para fazer essa parceria se ampliar ainda mais. “Então, a roda está girando, favorecendo essa integração”, enfatizou.

Veja a entrevista completa em: http://www.jornada.unam.mx/2015/05/24/politica/002n1pol

 

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 11:18

Acordo entre Petrobras e Pemex pode avançar em áreas de investimento comum, como o setor naval

Brasil e México A presidenta Dilma Rousseff afirmou neste domingo (24), em entrevista ao jornal mexicano La Jornada, que a duas gigantes do petróleo na América Latina, a Petrobras e a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), poderiam avançar em diversas áreas, alem do atual Convênio Geral de Colaboração Científica, Técnica e de Treinamento, fechado em 2005. Segundo ela, as empresas podem atuar de forma conjunta em investimentos comuns e também na cadeia de fornecedores, especialmente na área naval. “Produzir um pedaço aqui e um pedaço lá”, disse ela.

“No Brasil, nós estamos fazendo estaleiros em um mercado que é demandante, porque temos de explorar o pré-sal”. Por sua vez, no México também há uma grande demanda. Assim, seria possível ter ações conjuntas na área da indústria de equipamentos e na cadeia de óleo e gás.

Brasil tem necessidade de navios e plataformas por causa do pré-sal e o México também tem grande demanda de produtos navais. Foto: Agência Petrobras

Além disso, a cooperação fica mais fácil porque Petrobras e Pemex têm características semelhantes, uma vez que a estatal brasileira já tem ações em bolsa e, agora, a empresa mexicana está indo pelo mesmo caminho.”Nós temos um marco muito similar”, avaliou. Além de estarem mais ou menos num mesmo ambiente regulatório, há presença de empresas internacionais tanto no México e quanto no Brasil.

Além disso, afirmou Dilma Rousseff, a Pemex também seria muito bem-vinda na área do pré-sal. De acordo com ela, isso seria de interesse estratégico do Brasil e bom para a Pemex porque a Petrobras detém a tecnologia de exploração em águas profundas.

A visita da presidenta ao México, nesta semana, é uma oportunidade para a criação de um marco político nesse sentido. “Nós veríamos com imensa simpatia. Afinal de contas, a Pemex é uma das maiores national oil companies do mundo. A Pemex é uma empresa absolutamente conceituada, por trás dela está o povo do México”. E a Petrobras é tão importante para o Brasil como a seleção. Se a seleção é a pátria de chuteiras, como dizia o escritor Nelson Rodrigues, a Petrobras é a pátria com as mãos sujas de óleo, acrescentou.

Petrobras é estratégica para o Brasil
Segundo a presidenta Dilma Rousseff, a Petrobras tem um papel um papel estratégico no Brasil, principalmente pelo grau de avanço tecnológico que alcançou. “Ela, hoje, tem uma coisa que ninguém tira. Nem competição nenhuma, pode vir quem quiser: nós conhecemos a bacia sedimentar continental brasileira como poucos conhecem. Então, se você pegar uma empresa internacional e perguntar para ela: ‘Como é que você quer entrar no Brasil?’ Posso te dizer que ela quererá entrar no Brasil aliada à Petrobras”. Isso faz da estatal brasileira uma empresa poderosa.

Sobre as investigações da Operação Lava-Jato, a presidenta ressaltou que a Petrobras tem 90 mil funcionários e apenas quatro deles estão sendo investigados. E a competência da empresa está mantida, tanto que ganhou recentemente o prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore – segundo Dilma, o “Oscar” da área de petróleo e gás.

Sábado, 11 de abril de 2015 às 15:30

Dilma Rousseff elogia coragem de Raúl Castro e Obama e defende fim do embargo a Cuba

Cúpula das Américas 2015

A 7ª Cúpula das Américas, realizada no Panamá, inaugura uma nova era nas relações hemisféricas, na qual é exigência conviver com diferentes visões de mundo sem receitas rígidas, afirmou neste sábado (11) a presidenta Dilma Rousseff, referindo-se à primeira conferência em que os líderes dos Estados Unidos e de Cuba participam lado a lado, desde a ruptura das relações diplomáticas, há mais de 50 anos. Ela elogiou a “iniciativa corajosa” dos presidentes cubano e norte-americano, Raúl Castro e Barack Obama, que encerra o último vestígio da guerra fria no Século XXI.

"A geografia nos legou um só continente. Estamos todos neste mesmo e imenso barco. Cabe a nós levá-lo a porto seguro”, disse a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“A geografia nos legou um só continente. Estamos todos neste mesmo e imenso barco. Cabe a nós levá-lo a porto seguro”, disse a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Estamos seguros de que outros passos serão dados, como o fim do embargo [econômico] que há mais de cinco décadas vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano. Aí sim, continuaremos construindo as linhas que pautarão nosso futuro e estaremos sendo contemporâneos de nosso presente”, afirmou durante a primeira sessão plenária da cúpula.

A presidenta disse que é responsabilidade dos chefes de Estado e de governo dos 35 países presentes fazer deste século um período de paz e desenvolvimento para todos.  “É nosso desafio fazer da régua pela qual nos medimos seja a que medimos todos os demais. Não podemos achar que somos superiores ou inferiores a quem quer que seja.”.

O século XXI, afirmou Dilma Rousseff, tem que resgatar a esperança que um dia marcou nossa região. Região que, como disse o escritor uruguaio Eduardo Galeano: “Se encuentra al otro lado de la mar – mágica mar que transfigura destinos – la gran promesa de todos los tiempos, ”

A geografia, disse Dilma, “nos legou um só continente, onde vivemos juntos, separados do resto do mundo por dois oceanos. Estamos todos neste mesmo e imenso barco. Cabe a nós levá-lo a porto seguro”.

Fim tardio da Guerra Fria
A presidenta reiterou que esta Cúpula das Américas celebra a iniciativa corajosa dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama, de reestabelecer relações entre Cuba e EUA, pondo fim a esse último vestígio da Guerra Fria na região, “que tantos prejuízos nos trouxe”. Ela agradeceu igualmente a contribuição do Papa Francisco, para que essa aproximação se realizasse.

“Com aplauso de todos líderes presentes nesse encontro, os dois presidentes deram uma prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da história e deixamos de lado preconceitos e antagonismos que tanto afetaram nossa sociedade”.

Prosperidade e cooperação
Dilma Rousseff disse que o tema escolhido para a cúpula (Prosperidade com Equidade: o desafio de cooperação nas Américas) significa “valores muito caros a todos nós, junto com a inclusão social e democracia. E representam tudo pelo que nos lutamos nos últimos anos desta década. Refletem ainda o espírito que deve presidir essa nova etapa nas relações hemisféricas”.

A chefe de Estado brasileira lembrou que, desde a primeira Cúpula das Américas, realizada em dezembro de 1994 em Miami, nos Estados Unidos, muitos avanços foram notados. “Em 1994, enfrentávamos problemas crônicos, como a fome, a miséria, o desemprego, causados, em grande medida, por visões e políticas equivocadas que agravavam a exclusão social. Recém-saídos de regimes autoritários, recebemos um legado de endividamento, concentração de renda e baixo desenvolvimento”.

Mas hoje, os países americanos estão reunidos no Panamá em um contexto diferente. “A consolidação da democracia e novos paradigmas políticos, em cada um dos nossos países, inverteram a lógica da ação do Estado, conferindo prioridade ao desenvolvimento sustentável com justiça social”.

A América Latina e o Caribe têm agora menos pobreza, menos fome, menos mortalidade infantil e materna, menos analfabetismo, lembrou Dilma. Também, tem mais comércio, mais investimentos e mais turismo. “Mas sabemos que é preciso mais riqueza, mais dignidade, mais segurança, mais educação e, assim, é o que construiremos nos próximos anos. Sem dúvida, aumentamos a expectativa de vida, o Índice de Desenvolvimento Humano e o PIB per capita. Mas, diante de nós ainda resta um longo caminho e muitos desafios”.

Confira a íntegra

Domingo, 1 de março de 2015 às 7:30

Relações entre Brasil e Uruguai estão em estágio excepcional, avalia embaixador

A presidenta Dilma Rousseff será uma das chefes de Estado presentes à cerimônia de posse de Tabaré Vázquez, que assume a presidência do Uruguai neste 1º de março, sucedendo José Mujica.

O Uruguai tem sido, nos últimos anos, um dos principais parceiros comerciais do Brasil na América Latina. O Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. Em 2014, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 4,86 bilhões (crescimento de mais de 25% em relação a 2013), superando recorde histórico anterior, registrado em 2012.

Segundo o embaixador brasileiro no Uruguai, João Carlos de Souza Gomes, as relações de cooperação e interconexão entre os dois países têm se ampliado nos últimos anos em diversos setores. Ele destaca que Brasil e Uruguai atuam fortemente para ampliar integração não só bilateralmente quanto regionalmente, sobretudo no âmbito do Mercosul e Unasul.

Prova disso é o Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai (GAN), um projeto de integração profunda e abrangente, concebido como motor e exemplo para o aprofundamento do processo de integração regional. Seu objetivo é coordenar a implementação de projetos bilaterais prioritários, centralizando as iniciativas desenvolvidas nas diversas áreas do relacionamento bilateral. O embaixador brasileiro enumera diversos projetos em andamento que trarão benefícios nas áreas de infraestrutura, circulação de bens e pessoas e comércio interregional.

“Foi concluída a ferrovia que vai unir o Brasil ao Uruguai e isso tem um significado muito importante porque a maior parte do comércio entre os dois países é feito através de rodovias. Então, ao disponibilizar-se uma ferrovia, você vai conseguir um aumento do comércio a custos mais reduzidos”, cita João Carlos.

João Carlos destaca outra obra que trará importantes benefícios para toda a região: a construção da segunda ponte sobre o rio Jaguarão, que divide Brasil e Uruguai. “Essa obra vai permitir o aumento do fluxo de caminhões e de carros de passeio e medidas também na área da livre circulação de bens e pessoas”, afirma.

O embaixador acredita que as relações entre Brasil e Uruguai atingiram um estágio excepcional e diz que o mandato de Tabaré Vázquez dará continuidade às parcerias já existentes entre os dois países.

“De fato, o Brasil e o Uruguai são países irmãos. Nós temos certeza que a relação deve continuar nesse mesmo nível de intensidade, de amizade e cooperação. Nós temos pela frente ainda um largo caminho a ser percorrido, mas que está sendo acelerado de uma forma muito harmônica em benefício dos dois países. Sempre digo que entre o Brasil e o Uruguai nada nos separa e tudo nos une”, finaliza.

Quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 às 0:04

Íntegra – Discurso da presidenta Dilma Rousseff na Reunião de Cúpula da Celac 2015

Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 às 23:10

Síntese do discurso da presidenta Dilma na Celac

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