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Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 12:46

Aproximação Brasil-México é fundamental para unidade latino-americana, diz Dilma Rousseff

Brasil e México A primeira visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México, nos próximos dias 26 e 27 de maio, abre um novo capítulo na relação entre os dois países. A declaração é da própria presidenta, em entrevista publicada neste domingo (24), pelo jornal mexicano La Jornada. “Eu vou ao México com uma consciência muito forte da importância que o país tem na formação de uma relação e de uma unidade latino-americana, mas que respeita diferenças”.

Ela contou que, quando recebeu o então presidente eleito Peña Nieto no Brasil, antes de ele tomar posse, os dois chegaram a um “forte consenso” de que era fundamental que ambos os países se aproximassem. E, além disso, “que era importante para a nossa região toda. (…) Porque o México é a maior nação [latina] no Hemisfério Norte. E, de todas as nações que tem dentro desse continente, é uma das mais ricas, culturalmente falando. Não é só economicamente, é culturalmente falando. E essa relação interessa, eu acho, para o Brasil”.

México é vital para unidade da América Latina, diz presidenta Dilma em entrevista a jornal La Jornada

México é vital para unidade da América Latina, diz presidenta Dilma em entrevista a jornal La Jornada. Foto: Divulgação/PR

Compromisso
A presidenta relembrou que, no passado, o Brasil estava de costas para seus vizinhos latinos no continente. “Achava que tanto a Europa como os Estados Unidos eram o que nós devíamos nos relacionar. Não que não devamos, pelo contrário, devemos. Mas [hoje] temos um compromisso. E eu acho que isso mudou a política externa do Brasil. Nós temos um compromisso com a América Latina e com a África. Esse é o compromisso que temos pela nossa identidade cultural”, destacou.

Contou que desde que conheceu o México, por volta de 1982, admira sua imensa riqueza cultural. “Ela valoriza o que nós temos. Eu senti orgulho do continente, orgulho da América Latina. Então, acho que ela mexe muito com a sua autoestima. Mostra que houve aqui uma civilização daquele tamanho”.

Na entrevista, Dilma Rousseff reforçou que o Brasil tem muito a ganhar com essa aproximação cultural. “Eu acredito que essa relação é especial”. E que é preciso ter consciência sobre a importância de estreitar e de aproximar as relações em outros setores também. “Eu tenho a convicção de que, do ponto de vista comercial, do ponto de vista de investimento, enfim, do ponto de vista econômico, os dois países só têm a ganhar”.

A presidenta recordou ainda a história de lutas da grande nação mexicana. “Eu sei de todas as histórias da relação do México com os Estados Unidos, que na Revolução de 1910 diziam: ‘Ah, pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos’”. Por isso hoje, ressaltou, em um mundo globalizado, a proximidade de todos tem de ser valorizada.

Acordo automotivo indica um caminho
Sobre o acordo automotivo Brasil-México, que foi renovado por mais quatro anos em maio passado, ela considerou que foi um passo importante porque mostra um caminho. “Não é ele em si, ele é um caminho. É um passo que mostra que é possível fazer um acordo e os dois países ganharem”.

Por isso, a presidenta brasileira descartou as teses de que as duas economias seriam concorrentes. “Nós não somos isso. Somos economias complementares. O México tem o segundo maior mercado, nós temos o primeiro maior mercado [da América Latina]. Daí porque é uma vantagem para nós que o México possa exercer a sua atividade comercial de investimento no Brasil e vice-versa”.

Disse ainda ter ficado impressionado quando soube, há algum tempo, que o Brasil era o segundo destino dos investimentos externos mexicanos, atrás apenas dos Estados Unidos. E que há um crescente interesse dos brasileiros de investir no país. Por isso, para a presidenta, o momento é oportuno para fazer essa parceria se ampliar ainda mais. “Então, a roda está girando, favorecendo essa integração”, enfatizou.

Veja a entrevista completa em: http://www.jornada.unam.mx/2015/05/24/politica/002n1pol

 

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 11:18

Acordo entre Petrobras e Pemex pode avançar em áreas de investimento comum, como o setor naval

Brasil e México A presidenta Dilma Rousseff afirmou neste domingo (24), em entrevista ao jornal mexicano La Jornada, que a duas gigantes do petróleo na América Latina, a Petrobras e a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), poderiam avançar em diversas áreas, alem do atual Convênio Geral de Colaboração Científica, Técnica e de Treinamento, fechado em 2005. Segundo ela, as empresas podem atuar de forma conjunta em investimentos comuns e também na cadeia de fornecedores, especialmente na área naval. “Produzir um pedaço aqui e um pedaço lá”, disse ela.

“No Brasil, nós estamos fazendo estaleiros em um mercado que é demandante, porque temos de explorar o pré-sal”. Por sua vez, no México também há uma grande demanda. Assim, seria possível ter ações conjuntas na área da indústria de equipamentos e na cadeia de óleo e gás.

Brasil tem necessidade de navios e plataformas por causa do pré-sal e o México também tem grande demanda de produtos navais. Foto: Agência Petrobras

Além disso, a cooperação fica mais fácil porque Petrobras e Pemex têm características semelhantes, uma vez que a estatal brasileira já tem ações em bolsa e, agora, a empresa mexicana está indo pelo mesmo caminho.”Nós temos um marco muito similar”, avaliou. Além de estarem mais ou menos num mesmo ambiente regulatório, há presença de empresas internacionais tanto no México e quanto no Brasil.

Além disso, afirmou Dilma Rousseff, a Pemex também seria muito bem-vinda na área do pré-sal. De acordo com ela, isso seria de interesse estratégico do Brasil e bom para a Pemex porque a Petrobras detém a tecnologia de exploração em águas profundas.

A visita da presidenta ao México, nesta semana, é uma oportunidade para a criação de um marco político nesse sentido. “Nós veríamos com imensa simpatia. Afinal de contas, a Pemex é uma das maiores national oil companies do mundo. A Pemex é uma empresa absolutamente conceituada, por trás dela está o povo do México”. E a Petrobras é tão importante para o Brasil como a seleção. Se a seleção é a pátria de chuteiras, como dizia o escritor Nelson Rodrigues, a Petrobras é a pátria com as mãos sujas de óleo, acrescentou.

Petrobras é estratégica para o Brasil
Segundo a presidenta Dilma Rousseff, a Petrobras tem um papel um papel estratégico no Brasil, principalmente pelo grau de avanço tecnológico que alcançou. “Ela, hoje, tem uma coisa que ninguém tira. Nem competição nenhuma, pode vir quem quiser: nós conhecemos a bacia sedimentar continental brasileira como poucos conhecem. Então, se você pegar uma empresa internacional e perguntar para ela: ‘Como é que você quer entrar no Brasil?’ Posso te dizer que ela quererá entrar no Brasil aliada à Petrobras”. Isso faz da estatal brasileira uma empresa poderosa.

Sobre as investigações da Operação Lava-Jato, a presidenta ressaltou que a Petrobras tem 90 mil funcionários e apenas quatro deles estão sendo investigados. E a competência da empresa está mantida, tanto que ganhou recentemente o prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore – segundo Dilma, o “Oscar” da área de petróleo e gás.

Sábado, 11 de abril de 2015 às 15:30

Dilma Rousseff elogia coragem de Raúl Castro e Obama e defende fim do embargo a Cuba

Cúpula das Américas 2015

A 7ª Cúpula das Américas, realizada no Panamá, inaugura uma nova era nas relações hemisféricas, na qual é exigência conviver com diferentes visões de mundo sem receitas rígidas, afirmou neste sábado (11) a presidenta Dilma Rousseff, referindo-se à primeira conferência em que os líderes dos Estados Unidos e de Cuba participam lado a lado, desde a ruptura das relações diplomáticas, há mais de 50 anos. Ela elogiou a “iniciativa corajosa” dos presidentes cubano e norte-americano, Raúl Castro e Barack Obama, que encerra o último vestígio da guerra fria no Século XXI.

"A geografia nos legou um só continente. Estamos todos neste mesmo e imenso barco. Cabe a nós levá-lo a porto seguro”, disse a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“A geografia nos legou um só continente. Estamos todos neste mesmo e imenso barco. Cabe a nós levá-lo a porto seguro”, disse a presidenta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Estamos seguros de que outros passos serão dados, como o fim do embargo [econômico] que há mais de cinco décadas vitima o povo cubano e enfraquece o sistema interamericano. Aí sim, continuaremos construindo as linhas que pautarão nosso futuro e estaremos sendo contemporâneos de nosso presente”, afirmou durante a primeira sessão plenária da cúpula.

A presidenta disse que é responsabilidade dos chefes de Estado e de governo dos 35 países presentes fazer deste século um período de paz e desenvolvimento para todos.  “É nosso desafio fazer da régua pela qual nos medimos seja a que medimos todos os demais. Não podemos achar que somos superiores ou inferiores a quem quer que seja.”.

O século XXI, afirmou Dilma Rousseff, tem que resgatar a esperança que um dia marcou nossa região. Região que, como disse o escritor uruguaio Eduardo Galeano: “Se encuentra al otro lado de la mar – mágica mar que transfigura destinos – la gran promesa de todos los tiempos, ”

A geografia, disse Dilma, “nos legou um só continente, onde vivemos juntos, separados do resto do mundo por dois oceanos. Estamos todos neste mesmo e imenso barco. Cabe a nós levá-lo a porto seguro”.

Fim tardio da Guerra Fria
A presidenta reiterou que esta Cúpula das Américas celebra a iniciativa corajosa dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama, de reestabelecer relações entre Cuba e EUA, pondo fim a esse último vestígio da Guerra Fria na região, “que tantos prejuízos nos trouxe”. Ela agradeceu igualmente a contribuição do Papa Francisco, para que essa aproximação se realizasse.

“Com aplauso de todos líderes presentes nesse encontro, os dois presidentes deram uma prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da história e deixamos de lado preconceitos e antagonismos que tanto afetaram nossa sociedade”.

Prosperidade e cooperação
Dilma Rousseff disse que o tema escolhido para a cúpula (Prosperidade com Equidade: o desafio de cooperação nas Américas) significa “valores muito caros a todos nós, junto com a inclusão social e democracia. E representam tudo pelo que nos lutamos nos últimos anos desta década. Refletem ainda o espírito que deve presidir essa nova etapa nas relações hemisféricas”.

A chefe de Estado brasileira lembrou que, desde a primeira Cúpula das Américas, realizada em dezembro de 1994 em Miami, nos Estados Unidos, muitos avanços foram notados. “Em 1994, enfrentávamos problemas crônicos, como a fome, a miséria, o desemprego, causados, em grande medida, por visões e políticas equivocadas que agravavam a exclusão social. Recém-saídos de regimes autoritários, recebemos um legado de endividamento, concentração de renda e baixo desenvolvimento”.

Mas hoje, os países americanos estão reunidos no Panamá em um contexto diferente. “A consolidação da democracia e novos paradigmas políticos, em cada um dos nossos países, inverteram a lógica da ação do Estado, conferindo prioridade ao desenvolvimento sustentável com justiça social”.

A América Latina e o Caribe têm agora menos pobreza, menos fome, menos mortalidade infantil e materna, menos analfabetismo, lembrou Dilma. Também, tem mais comércio, mais investimentos e mais turismo. “Mas sabemos que é preciso mais riqueza, mais dignidade, mais segurança, mais educação e, assim, é o que construiremos nos próximos anos. Sem dúvida, aumentamos a expectativa de vida, o Índice de Desenvolvimento Humano e o PIB per capita. Mas, diante de nós ainda resta um longo caminho e muitos desafios”.

Confira a íntegra

Domingo, 1 de março de 2015 às 7:30

Relações entre Brasil e Uruguai estão em estágio excepcional, avalia embaixador

A presidenta Dilma Rousseff será uma das chefes de Estado presentes à cerimônia de posse de Tabaré Vázquez, que assume a presidência do Uruguai neste 1º de março, sucedendo José Mujica.

O Uruguai tem sido, nos últimos anos, um dos principais parceiros comerciais do Brasil na América Latina. O Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. Em 2014, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 4,86 bilhões (crescimento de mais de 25% em relação a 2013), superando recorde histórico anterior, registrado em 2012.

Segundo o embaixador brasileiro no Uruguai, João Carlos de Souza Gomes, as relações de cooperação e interconexão entre os dois países têm se ampliado nos últimos anos em diversos setores. Ele destaca que Brasil e Uruguai atuam fortemente para ampliar integração não só bilateralmente quanto regionalmente, sobretudo no âmbito do Mercosul e Unasul.

Prova disso é o Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai (GAN), um projeto de integração profunda e abrangente, concebido como motor e exemplo para o aprofundamento do processo de integração regional. Seu objetivo é coordenar a implementação de projetos bilaterais prioritários, centralizando as iniciativas desenvolvidas nas diversas áreas do relacionamento bilateral. O embaixador brasileiro enumera diversos projetos em andamento que trarão benefícios nas áreas de infraestrutura, circulação de bens e pessoas e comércio interregional.

“Foi concluída a ferrovia que vai unir o Brasil ao Uruguai e isso tem um significado muito importante porque a maior parte do comércio entre os dois países é feito através de rodovias. Então, ao disponibilizar-se uma ferrovia, você vai conseguir um aumento do comércio a custos mais reduzidos”, cita João Carlos.

João Carlos destaca outra obra que trará importantes benefícios para toda a região: a construção da segunda ponte sobre o rio Jaguarão, que divide Brasil e Uruguai. “Essa obra vai permitir o aumento do fluxo de caminhões e de carros de passeio e medidas também na área da livre circulação de bens e pessoas”, afirma.

O embaixador acredita que as relações entre Brasil e Uruguai atingiram um estágio excepcional e diz que o mandato de Tabaré Vázquez dará continuidade às parcerias já existentes entre os dois países.

“De fato, o Brasil e o Uruguai são países irmãos. Nós temos certeza que a relação deve continuar nesse mesmo nível de intensidade, de amizade e cooperação. Nós temos pela frente ainda um largo caminho a ser percorrido, mas que está sendo acelerado de uma forma muito harmônica em benefício dos dois países. Sempre digo que entre o Brasil e o Uruguai nada nos separa e tudo nos une”, finaliza.

Quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 às 0:04

Íntegra – Discurso da presidenta Dilma Rousseff na Reunião de Cúpula da Celac 2015

Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 às 23:10

Síntese do discurso da presidenta Dilma na Celac

Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 às 23:00

Na Celac, Dilma defende união para enfrentar desafios da economia e retomar crescimento

Presidenta Dilma Rousseff durante 2ª Sessão Plenária da III Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma Rousseff durante 2ª Sessão Plenária da III Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Ao discursar durante a sessão plenária da III Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), a presidenta Dilma Rousseff destacou que a cooperação entre os países que compõem a Comunidade será decisiva para enfrentar os desafios da crise econômica mundial e retomar o crescimento robusto. Segundo Dilma, a cooperação por meio do comércio intrarregional e do estímulo ao desenvolvimento e integração das cadeias produtivas são medidas urgentes.

Para a presidenta, os efeitos da crise na região foram amenizados pelo modelo de desenvolvimento econômico adotado, que enfatizou a inclusão social e as políticas anticíclicas, mas defendeu a criação de medidas imediatas para impulsionar a atividade comercial, como a criação de um fórum multissetorial.

“Gostaria de propor um Fórum de Empresários da Celac com a participação dos governos e das empresas. Seu objetivo será desenvolver o comércio, aproveitando as oportunidades diversificadas que nossas economias oferecem e estimular a integração produtiva no espaço Celac, promovendo nossas relações com o resto do mundo. O Brasil valoriza o papel da Celac como área de cooperação e de acordo e esse será mais um passo nessa valorização”, afirmou a presidenta.

Dilma também destacou que as discussões da cúpula tratarão de temas importantes para os países latino-americanos e caribenhos, como a promoção do desenvolvimento sustentável e políticas voltadas para erradicação da pobreza e redução da desigualdade. Ela afirmou que a aprovação de algumas medidas pela Cúpula são fundamentais nesse sentido.

“Aprovaremos o Plano de Ação, com as prioridades da cooperação regional para o ano que se inicia, em áreas como educação, cultura e desenvolvimento industrial”, afirmou a presidenta.

Indicadores sociais
Durante o discurso, Dilma citou avanços alcançados pelo Brasil e outros países da região para reduzir as desigualdades sociais. Ela ressaltou os índices obtidos pelo Brasil no combate à insegurança alimentar, por exemplo, o que tirou o país do Mapa da Fome da FAO. Ela também citou os esforços do governo para garantir a retirada de 22 milhões de pessoas da extrema pobreza somente nos últimos quatro anos. “Estamos resgatando os brasileiros da extrema pobreza e criando novas oportunidades para que progridam e melhorem continuamente de vida”, afirmou.

A presidenta avaliou que os avanços na área social têm sido uma tendência em todos os países da região. “Para nós é muito importante e um grande orgulho saber que este processo de inclusão social é comum a todos os nossos vizinhos da América Latina. Todos os indicadores disponíveis mostram que, na última década, a pobreza e a extrema pobreza diminuíram muito na região”, disse.

Reaproximação Cuba-EUA
Dilma Rousseff voltou a parabenizar os presidentes Barack Obama e Raúl Castro pela normalização das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos. Para ela, a Celac teve papel de destaque no processo de reaproximação.

“Os dois Chefes de Estado merecem nosso reconhecimento pela decisão que tomaram – benéfica para cubanos e norte-americanos, mas, sobretudo, benéfica para todos os cidadãos do continente. Não podemos esquecer, todavia, de que o embargo econômico, financeiro e comercial dos Estados Unidos a Cuba ainda continua em vigor. Essa medida coercitiva, sem amparo no Direito Internacional, que afeta o bem-estar do povo cubano e prejudica o desenvolvimento do país deve, tenho certeza, do ponto de vista de todos os países aqui representados, ser superada”, afirmou.

Confira a íntegra

Domingo, 25 de janeiro de 2015 às 14:00

Brasil apresentará políticas sociais na 3ª Reunião de Cúpula da Celac

Celac 2015

As políticas sociais do governo federal que nos últimos anos retiraram milhões de pessoas da pobreza, tiraram o Brasil do Mapa da Fome Mundial e elevaram o poder aquisitivo da população, serão apresentadas pela presidenta Dilma Rousseff na 3° Reunião de Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O encontro terá como tema “A Luta contra a Pobreza” e acontecerá nos dias 28 e 29 de janeiro, em São José, capital da Costa Rica.

Nesta sexta-feira (23), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, embaixador Antônio Simões destacou também que, além dos avanços em políticas sociais, o Brasil está empenhado na promoção de cooperação com os países da Comunidade nas áreas da agricultura familiar, direito dos afrodescendentes, desenvolvimento sustentável e energético.

“Nós vamos levar para a Celac uma série de experiências que funcionaram bem aqui no Brasil e que resultaram na redução das desigualdades e que fizeram com que mais pessoas pudessem ascender aos bens, declarou o subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe do Itamaraty, embaixador Antônio Simões. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

“Nós vamos levar para a Celac uma série de experiências que funcionaram bem aqui no Brasil e que resultaram na redução das desigualdades e que fizeram com que mais pessoas pudessem ascender aos bens”, declarou Simões. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

O embaixador ainda destacou avanços comerciais obtidos pelo Brasil nos últimos anos por meio do estreitamento das relações com o bloco. De 2002 a 2014, o comércio do Brasil com a Celac mais que quadriplicou, saindo de U$$ 20 bilhões em 2002 para U$$ 84 bilhões no ano passado, o que representa mais de 18% das trocas comerciais do Brasil com o mundo.

Na coletiva, Simões lembrou a realização da próxima reunião de Cúpula Brasil – União Europeia, que acontecerá em junho, em Bruxelas.

Sobre a Celac
Trata-se de organismo internacional de cooperação formada por 33 países da América Latina e do Caribe. A comunidade foi criada em 2010, na Cúpula do México, e tem como objetivo aprofundar a integração política, econômica, social e cultural dos países da região.

Além disso, o bloco tem avançado, nos últimos anos, à favor de políticas públicas e projetos de cooperação internacional, com base nos valores democráticos e nos direitos humanos.

Assista à entrevista de briefing na íntegra

Quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 às 10:23

Brasil registra em 2014 recorde na concessão de refúgio a estrangeiros

Do Ministério da Justiça

O Brasil bateu um recorde em 2014 ao acolher 2.320 refugiados de diversos países do mundo. O número é três vezes maior que em 2013 (651) e onze vezes maior que 2012 (199). Sírios e angolanos são os que mais entraram no País. O balanço é do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

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Para o secretário nacional de Justiça e presidente do Conare, Paulo Abrão, o aumento no número da concessão de refúgios em 2014 reafirma o compromisso do Brasil com a proteção internacional aos refugiados e com os diretos humanos. Além disso, o secretário destaca que “algumas resoluções administrativas permitiram a simplificação e a desburocratização de processos, gerando resultados mais ágeis, capazes de atender à maior demanda”.

No período compreendido entre 2011 e 2014, o Comitê contou com um aumento nas solicitações de refúgio de 1.138 em 2011 para 8.302 em 2014. Hoje, o País tem um total de 6.492 refugiados de mais de 80 nacionalidades diferentes.

Um número expressivo de estrangeiros que apresentou solicitação de refúgio nesse período são muçulmanos. Além disso, muitos haitianos pediram proteção ao Brasil. Os pedidos desses cidadãos passaram a ser remetidos para o Conselho Nacional de Imigração, que emite autorização de residência permanente em caráter humanitário.

Um terceiro fenômeno migratório nesse período foi a chegada de sírios em decorrência do conflito no Oriente Médio. Para proteger esses cidadãos, o Conare emitiu uma resolução que acelerou o processo de reconhecimento de sírios que pedem refúgio no Brasil.

Soluções duradouras
Em 2011, o Programa de Reassentamento Solidário brasileiro recepcionou 25 refugiados latino-americanos nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. Já em 2012, chegaram ao Brasil 38 colombianos. Em 2013, foram mais 59. Em março de 2014, 57 equatorianos foram acolhidos em território brasileiro. O Equador é o País da América Latina com maior número de refugiados abrigados no Brasil.

Desde 2012, colombianos podem ainda solicitar residência temporária no Brasil como parte do Acordo de Residência do Mercosul. A residência permanente pode ser solicitada depois de dois anos, prazo menor que os quatro previstos para refugiados.

Além de capacitar agentes da Polícia Federal no atendimento a solicitantes de refúgio, o Conare também busca contribuir para a integração dessa população. Uma medida, de 2012, por exemplo, atendeu a uma demanda histórica desse público ao eliminar a palavra “refugiado” da documentação pessoal desses cidadãos, o que colaborava para a estigmatização dos refugiados, confundidos com fugitivos.

Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 às 18:45

Dilma fala da retomada de relações entre EUA e Cuba e importância do Porto de Mariel

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