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Segunda-feira, 10 de novembro de 2014 às 13:29

Dilma conversa com secretário da Unasul sobre infraestrutura regional e redução de desigualdades

O secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, disse que a agenda com presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (10) no Palácio do Planalto, tratou de desenvolvimento regional, de redução de desigualdade social, além de agenda política. “Em síntese, o que queremos é passar da visão à ação. Temos que ter ações concretas (…) que beneficiem os sul-americanos. (…) Para a Unasul é muito importante o papel que tem o Brasil como grande articulador dos equilíbrios regionais”, disse o secretário após o encontro.

Ernesto Samper destacou o papel do Brasil como grande articulador do equilíbrio regional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ernesto Samper destacou o papel do Brasil como grande articulador do equilíbrio regional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ernesto Samper defendeu que países que compõem a Unasul não precisem, necessariamente, buscar em outras partes do mundo possibilidades de desenvolvimento, citando o crescimento do comércio entre os países sul-americanos: “O maior crescimento nos investimentos têm sido em investimento que vêm da região.” Segundo Samper, também também foi conversada a prioridade de desenvolvimento de projetos de infraestrutura e interesse mútuo entre os países, como uma ferrovia ligando o oceano Pacífico ao Atlântico, além de sistema de hidrovias do Sul.

Agenda social e política
Samper ratificou o papel da Unasul em encontrar fórmulas concretas de combater as desigualdades de gêneros. O secretário-geral também considerou que a Unasul deve seguir vigilante e atuante nos casos de ameaça à ordem e à democrática no continente.

A próxima cúpula da Unasul ocorrerá em dezembro no Equador, quando será inaugurada sua sede. Na ocasião, o presidente José Mujica, do Uruguai, assumirá a presidência pró-tempore do organismo.

Quarta-feira, 16 de julho de 2014 às 9:16

Agenda: Primeiro-ministro da Índia, VI Cúpula do Brics e Celac

Agenda presidencial

Nesta quarta-feira (16), às 9h, a presidenta Dilma Rousseff recebe o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no Palácio da Alvorada. Às 9h30, eles participam de cerimônia de assinatura de atos. Em seguida, às 10h30, a presidenta se dirige ao Itamaraty para a 2ª sessão de trabalho da VI Cúpula do Brics com países da América do Sul. Às 13h30, haverá almoço em homenagem aos Chefes de Estado e de Governo do Brics e da América do Sul.

À noite (19h), a presidenta participa de coquetel com líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), da América do Sul e da República Popular da China.

Quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 às 6:00

Agenda: viagem para a Guiné Equatorial

Agenda presidencialA presidenta Dilma Rousseff se reúne, nesta quinta-feira (21), às 9h30, com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Às 12h, Dilma parte para Guiné Equatorial, onde participa, na sexta (22), da III Cúpula de Chefes de Estado e de Governo América do Sul-África (ASA).

Segunda-feira, 30 de maio de 2011 às 18:16

Na avaliação da presidenta Dilma, o futuro já chegou para o Brasil e o Uruguai

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, durante declaração à imprensa, em Montevidéu. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais Os governos do Brasil e do Uruguai reativarão, até o fim de 2011, a conexão ferroviária entre os dois países, nos trechos Santana do Livramento – Cacequi (RS) e Rivera – Montevidéu, e irão acelerar as obras da ponte sobre o Rio Jaguarão. A informação é da presidenta Dilma Rousseff, que concedeu declaração à imprensa ao lado presidente do Uruguai, José Mujica, nesta segunda-feira (30/5), em Montevidéu, onde realiza visita oficial.

Dilma Rousseff afirmou que Brasil e Uruguai seguirão adiante com os grandes projetos de integração física, logística e energética, fundamentais para o desenvolvimento da região fronteiriça, num esforço de “criar uma sinergia de desenvolvimento entre o norte do Uruguai e o sul do Brasil”. Segundo a presidenta, os governos darão prioridade também aos trabalhos de dragagem, sinalização e balizamento para a implantação da hidrovia Uruguai-Brasil, utilizando a Lagoa Mirim como portal de entrada e de escoamento “em prol do desenvolvimento integrado econômico e social” da região.

Ouça abaixo íntegra da declaração à imprensa concedida pela presidenta Dilma Rousseff, durante visita de Estado ao Uruguai:

 

Na área de inovação, ciência e tecnologia, a presidenta deu ênfase à implantação da TV digital no Uruguai, que adotou o modelo nipo-brasileiro, e citou acordos bilaterais nos campos da biotecnologia, nanotecnologia, tecnologias da informação e telecomunicações. “Tais esforços incorporarão importante vertente educacional”, completou. Disse, ainda, que Brasil e Uruguai adotaram – a partir do encontro em Montevidéu – um plano de ação conjunto para a massificação do acesso à internet em banda larga.

“Nos nossos países o futuro já começou”, defendeu a presidenta.

Quanto à cooperação em temas sociais, Dilma Rousseff comunicou a assinatura do memorando de entendimento na área de habitação e planejamento urbano, por meio do qual o Brasil irá compartilhar a experiência do programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso – continuou a presidenta – foi firmado acordo relativo à segurança pública, que estabelece base jurídica para iniciativas de cooperação entre os países.

Outro ponto importante da reunião, segundo a presidenta brasileira, foi a criação de marco jurídico para o aumento do intercâmbio bilateral de energia elétrica. Pelo acordo firmado, os países contarão com o suprimento adicional da linha de transmissão de 500 kV que será construída entre San Carlos e Candiota, com conclusão prevista para 2013.

“As decisões tomadas nesta visita consolidam o que nós acreditamos ser uma relação estratégica entre o Brasil e o Uruguai. Uma relação estratégica que deve olhar para o futuro (…). Temos o orgulho de poder dizer que somos uma das regiões que mais crescem no mundo”, disse.

Multipolaridade – O encontro entre os presidentes do Brasil e Uruguai foi oportunidade para se discutir o quadro internacional “extremamente complexo”, avaliou a presidenta Dilma Rousseff. Ela citou os vinte anos de criação do Mercosul e os avanços da Unasul “em prol da integração regional, da paz, estabilidade e segurança da América do Sul”.

Frisou, entretanto, a necessidade de um mundo multipolar, “no qual as responsabilidades dos Estados, grandes ou pequenos, sejam determinadas pela contribuição de cada um à paz, ao diálogo e à cooperação, e não pelo seu potencial de afirmação pela força ou pela ameaça do uso da força”.

“Coincidimos [Brasil e Uruguai] em nossa visão comum de um mundo multipolar e inclusivo”, frisou.

Quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 às 18:22

Política externa baseada em não-intervenção, multilateralismo, direitos humanos e paz

Em sua primeira viagem internacional após posse, presidenta Dilma Rousseff vai à Argentina e é recepcionada pela presidenta Cristina Kircher na Casa Rosada. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Relações Exteriores
A política externa no governo Dilma Rousseff será marcada pela forte presença em organismos multilaterais, pela defesa aos Direitos Humanos e à estabilidade democrática e pelo fortalecimento da América Latina. O balanço, feito pelo assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidenta da República, Marco Aurélio Garcia, compõe a série “Relações Exteriores”, que o Blog do Planalto traz durante esta semana. Para ver os outros posts da série, clique no selinho ao lado.

Marco Aurélio afirmou que, ao mesmo tempo em que o governo dará continuidade a iniciativas de fortalecimento da América Latina e África, terá como foco a preservação e o desenvolvimento do relacionamento com os Estados Unidos, a União Europeia e “uma intervenção muito clara nas esferas multilaterais – nas Nações Unidas, na Organização Mundial do Comércio e no G20”.

“Enfim, em todas aquelas instâncias nas quais de alguma maneira se está esboçando um novo formato geopolítico e geoeconômico”, completou.

Em discurso durante entrega de Mensagem ao Congresso Nacional proferido ontem (2/2), a presidenta Dilma Rousseff endossou essa posição ao afirmar que “nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo. Nossa participação nas forças da ONU – especialmente na Missão para a Estabilização do Haiti – é emblemática do nosso compromisso com a paz e a estabilidade democrática”.

“O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao da América do Sul. Se geografia é destino, como se diz na geopolítica, estamos muito felizes com o nosso destino. Juntamente com nossos vizinhos sul-americanos, poderemos transformar nossa região, que vemos como um espaço de paz e crescente cooperação, em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à Unasul”, disse a presidenta aos membros do Congresso Nacional.

Marco Aurélio comentou, ainda, afirmação da presidenta Dilma durante viagem à Argentina na segunda-feira (31/1), em que ela disse que o século XXI seria o “Século da América Latina”. Segundo ele, “significa concretamente que está havendo transformações em nossa região que vão nos habilitar a ter uma presença mais forte no mundo de hoje”.

“No passado mais distante, a região era colonizada; posteriormente foi submetida a formas de dominação econômica muito intensas, que eram também reproduzidas internamente. No entanto, o que nós estamos assistindo na última década é um processo muito forte de afirmação não só nacional de alguns países, mas um desejo de integração bastante grande”, disse.

Confira os principais trechos da entrevista

Viagem à Argentina

A aliança entre a Argentina e o Brasil não vai esgotar a problemática da integração sul-americana, latino americana, mas sem essa aliança não haverá uma integração consistente.


Venezuela no Mercosul

Traz para o Mercosul um mercado importante. A Venezuela é um país com mais de 25 milhões de habitantes, é um país extremamente rico em matéria de petróleo, o que interessa à região, e é um país no qual hoje tem sido feitos muitos investimentos brasileiros, tem aumentado bastante o nosso comércio exterior e dos outros países da região também. Com o ingresso da Venezuela e a eliminação de certas restrições de ordem alfandegária, nós vamos ter sem dúvida nenhuma uma expansão bastante consistente do comércio da região.

Colômbia

Se a Colômbia fizesse uma opção pelo Mercosul seria um aspecto extremamente importante. O Mercosul mudaria de perfil se a Colômbia efetivamente abrisse negociações com os outros quatro ou cinco países para seu ingresso.

Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 17:46

A parceria Brasil-Argentina busca ampliar o comércio bilateral

Viagens internacionais

A presidenta Dilma Rousseff realizou visita de trabalho, nesta segunda-feira (31/1), a Buenos Aires, Argentina. Ao chegar à Casa Rosada, a presidenta foi efusivamente cumprimentada pela presidenta Cristina Kirchner. O Blog do Planalto mostra as primeiras imagens feitas por Roberto Stuckert Filho, fotógrafo oficial da Presidência da República.

No palácio, a presidenta Dilma participou de reunião bilateral, assinou atos e encontrou-se com um grupo de mães e avós da Praça de Maio – movimento criado por mulheres que tiveram os filhos desaparecidos durante o período de ditadura militar na Argentina.

Ouça abaixo a íntegra da declaração à imprensa pela presidenta Dilma Rousseff.

 

Ouça abaixo a íntegra do brinde feito pela presidenta Dilma Rousseff durante almoço no Palácio San Martín.

 

Tratou-se da primeira viagem da presidenta brasileira ao exterior desde que tomou posse, no dia 1º de janeiro. Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a escolha da Argentina como primeiro destino internacional reafirma o caráter prioritário que o Brasil confere ao relacionamento com seu principal sócio da América do Sul.

No encontro de trabalho, ainda conforme o MRE, com a presidenta Cristina Kirchner, a presidenta Dilma Rousseff destacou o interesse brasileiro em manter a regularidade dos contatos de alto nível, incluindo os do Mecanismo de Integração e Coordenação Brasil-Argentina (MICBA), e em aprofundar a estreita coordenação entre os dois países nos foros regionais e multilaterais, em particular no Mercosul e na Unasul.

O governo brasileiro pretende manter e aprofundar a cooperação bilateral em áreas estratégicas que já contam com projetos em andamento, em particular em cooperação nuclear e espacial, integração da infraestrutura física, integração energética, cooperação nos setores aeronáutico e naval, cooperação entre os bancos de fomento e integração produtiva. Será firmado, por ocasião da visita, Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Bioenergia.

O Brasil é o principal destino das exportações argentinas e o principal fornecedor da Argentina. Em 2010, o intercâmbio bilateral chegou a cerca de US$ 33 bilhões, superando o recorde histórico de US$ 30,8 bilhões, registrado em 2008. Mais de 80% do intercâmbio comercial é composto por bens industrializados.

O Século da América Latina – Em declaração à imprensa concedida durante sua visita oficial a Buenos Aires, a presidenta Dilma Rousseff reafirmou que Brasil e Argentina têm um papel estratégico para o desenvolvimento da América Latina, por representarem o grande potencial de crescimento que a região conquistou nos últimos anos, a partir do “empenho político em implantar um novo modelo de desenvolvimento, que combinasse desenvolvimento econômico, afirmação da inclusão social, da soberania, do meio ambiente, (…) e onde os povos tivessem lugar”.

“Não é por acaso que fiz questão que a minha primeira passagem pelo exterior, meu primeiro contato com um país fosse com a Argentina. Eu considero que a Argentina e o Brasil são cruciais para que nós possamos transformar esse século XXI no século da América Latina”, afirmou.

Na ocasião, a presidenta Dilma prestou homenagem ao ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner que, segundo ela, atuou desde sempre para a melhoria e o crescimento dos dois países, não só como presidente da Argentina, mas também como condutor da Unasul.

À Cristina Kirchner, a presidenta brasileira ressaltou a importância de se garantir a igualdade de gêneros e a participação feminina, papel reforçado pelos dois países que, pela primeira vez, elegeram democraticamente duas mulheres à Presidência da República.

“Uma sociedade pode ser medida por seu avanço, por sua modernidade, desde que ela também assegure a participação das mulheres e a não-discriminação das mulheres”, defendeu.

Bandeira da Argentina Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Argentina.

Segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 às 8:18

No Natal, gaste com responsabilidade para não atropelar o futuro

Sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 às 13:26

Divergências entre países é a razão de existir do Mercosul

A divergência entre os países que integram o Mercosul é a própria razão de existir do bloco econômico, que analisa conjuntamente o interesse soberano apresentado por cada país e faz concessões aqui e ali, “para que a gente possa construir um consenso comum de interesse coletivo de todos os países”, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17/12) após sessão plenária da 40ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR). Sempre haverá um país com interesses diferentes do outro, disse Lula ao responder pergunta da repórter Tânia Monteiro, do jornal O Estado de S. Paulo sobre a intenção da Argentina em sobretaxar alguns produtos brasileiros.

“O Mercosul não é um convento. Isso aqui não é um encontro de freiras. Isso aqui é um encontro de chefes de Estado, de países soberanos, que sempre vão ter divergências. Sempre haverá um país com interesses diferentes do outro, tentando não prejudicar o outro, mas defender a sua soberania, os seus interesses de desenvolvimento, os seus interesses de se industrializar, os seus interesses de ter acesso a ciência e tecnologia. Sempre vai haver.”

Lula reafirmou que a relação entre os países do Mercosul é bem sucedida e certamente melhor do que a dos Estados Unidos com a China ou da Alemanha com a França. “Aqui no Mercosul somos muito mais unidos e muito mais compreensivos e temos muito mais necessidades. A divergência faz parte do processo democrático do Mercosul”, disse o presidente brasileiro, que participou da coletiva ao lado do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que assumiu hoje a presidência Pro-Tempore do Mercosul.

O presidente Lula pediu desculpas aos presentes pela pressa, porque tinha que voltar logo a Brasília (DF) para participar da cerimônia de diplomação da presidente eleita Dilma Rousseff. Ele ainda respondeu outra pergunta, sobre a indicação de seu nome para a direção da ONU, feita pelo presidente Evo Morales, da Bolíva. Lula agradeceu a lembrança e disse que só poderia ver a indicação “como um gesto de cortesia”, reafirmando sua posição contra a ideia:

“Eu só posso compreender a indicação como um gesto de cortesia do meu companheiro Evo Morales (Bolívia). Essa coisa a gente não reivindica, não pede, a gente não articula. Eu acho que a ONU precisa ser dirigida por algum técnico competente da ONU, não pode ter um político forte na ONU porque ele não pode ser maior que os presidentes dos países, e eu fico meio preocupado porque se virar moda presidente de país presidir a ONU, daqui a pouco os Estados Unidos está disputando além do Conselho de Segurança também o controle da ONU, e aí tudo ficará mais difícil.”

Quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 às 22:30

Viva o Mercosul! Viva a Cúpula Social do Mercosul!

Presidente Lula participa, juntamente com outros chefes de Estado e de Governo do Mercosul e de Países Associados, do encerramento da reunião da Cúpula Social do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Depois de tudo que foi conquistado no Mercosul, governos e sociedade civil não podem recuar, porque ainda falta muito para conquistar. Em seu discurso no encerramento da 10ª Cúpula Social do Mercosul, realizada nesta quinta-feira (16/12) em Foz do Iguaçu (PR), o presidente Lula conclamou os movimentos sociais a continuarem gritando, protestando e levantando suas bandeiras, para que os líderes da América do Sul jamais se esqueçam deles, e pediu para que mantenham sua cooperação com os governos sem perder autonomia. “Os movimentos sociais não podem ser correia de transmissão nem de governo nem de partido, mas dos interesses da sociedade civil que vocês tão bem representam”, afirmou Lula.

Após ler seu discurso institucional, em que elogiou a iniciativa brasileira de reunir presidentes sul-americanos e movimentos sociais – algo que, lembrou, é muito difícil de acontecer em outras cúpulas, como a do G20, por exemplo -, e reafirmou sua vontade de ver o Mercosul cada vez mais “democrático, cidadão e solidário”, o presidente brasileiro pediu licença aos convidados presentes para “dar umas duas palavrinhas” de improviso.

Ouça aqui a íntegra dos discursos (institucional e de improviso) do presidente Lula:

 

Destacou que muito já foi conquistado pelo bloco econômico, principalmente se não perdermos de vista as coisas como elas eram há oito, dez anos, em que havia muita dependência da região aos países europeus e aos Estados Unidos:

“Somente quando tivemos coragem de dizer que nós queríamos ser donos de nossas decisões, é que conseguimos vencer alguns obstáculos que pareciam intransponíveis.”

Leia o artigo completo »

Quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 às 14:25

Turma da Mônica quer parceiros sul-americanos para alegrar crianças do Mercosul

Um projeto do governo brasileiro, lançado na manhã desta quinta-feira (16/12) em Foz do Iguaçu, vai integrar um milhão de crianças com idade entre 8 e 13 anos por meio de uma história em quadrinhos da Turma da Mônica. A revista, Turma da Mônica – Amizade Sem Fronteiras, será distribuída para os países que integram o Mercosul. O anúncio foi feito com a participação do desenhista Maurício de Sousa, autor das histórias da Turma da Mônica, e com os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Luiz Dulci (Secretaria Geral), além do presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek.

A próxima etapa do projeto é colocar no ar um site com atualização diária de assuntos que têm como público alvo as crianças. Após a cerimônia de lançamento da revista, Maurício de Sousa lançou um desafio aos desenhistas sul-americanos: “Minha proposta é estimular o aparecimento de novos desenhistas para que possam contracenarem com a Turma da Mônica neste projeto de integração sul-americano. Quero convidar os desenhistas das nações vizinhas para a conquista deste mercado”, afirmou.

O desenhista explicou que o trabalho direto com a criança – seja em atividades culturais ou sociais – possibilitará às gerações futuras o melhor conhecimento regional. Segundo Maurício, crianças de diferentes nacionalidades conseguem o bom convívio mesmo não sabendo os respectivos idiomas de outros países. Por isso, o projeto serve como incentivo à prática deste bom relacionamento infanto-juvenil.

“Estamos colaborando com nossa técnica, nossa arte e alguns personagens para que possam chegar o mais rapidamente às crianças, pois a história em quadrinhos e o desenho animado passam mensagens muito rápidas. E a união com outros desenhistas da região tornou-se uma de minhas bandeiras.”

Maurício tem outros projetos. Como forma de integrar as crianças brasileiras, a sua empresa está lançando no mercado nacional os gibis da Mônica em espanhol. Segundo explicou o objetivo é permitir que os leitores se interessem pelo idioma e acabe de vez com o chamado “portunhol”. O grupo está no mercado há 48 anos e cobre 86% das bancas e livrarias do país. Além disso, os produtos são publicados em 30 idiomas. Ele conta que fechou um contrato com o governo da República Popular da China para edição da Turma da Mônica em mandarim. Trata-se de um projeto de alfabetização com tiragem de 180 milhões de exemplares.

΅É quase a população do Brasil”, comparou.

O projeto Amizade Sem Fronteiras é parte da 10ª Cúpula Social do Mercosul, evento que ocorre no Parque Tecnológico de Itaipu e será encerrado na noite de hoje pelo presidente Lula. Amanhã, o presidente brasileiro cumpre o último compromisso internacional antes de transmitir o cargo para a presidente eleita Dilma Rousseff. Trata-se da 40ª Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados. Na ocasião, a Presidência Pró Tempore do bloco econômico será transferida para o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

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