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Terça-feira, 26 de janeiro de 2016 às 11:30

Na pauta de Dilma e Correa, o eixo que vai ligar o Pacífico Equatoriano a Manaus

Viagens internacionaisA principal pauta que será tratada na reunião desta terça-feira (26) entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente equatoriano, Rafael Correa, em Quito, capital do Equador, é o projeto Eixo Multimodal Mantas-Manaus, que vai ligar o Pacífico Equatoriano com a Amazônia Brasileira por meio de portos e rodovias. No dia seguinte, a presidenta vai participar da IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O Eixo Manta-Manaus pretende unir essas duas cidades com o objetivo de melhorar as relações comerciais dentro da América do Sul, além de ser uma alternativa ao Canal do Panamá para o comércio com a Ásia.

“Há, na perspectiva equatoriana e brasileira, uma possibilidade grande de integração de cadeias produtivas da Amazônia ocidental brasileira com toda a produção e o mercado do Equador, do Peru e da Colômbia também”, disse o embaixador do Brasil no Equador, Carlos Alfredo Lazary Teixeira.

O embaixador do Brasil no Equador, Carlos Alfredo Lazary, acredita que o encontro entre os dois presidentes estimulam o diálogo em todos os níveis de integração. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

O embaixador do Brasil no Equador, Carlos Alfredo Lazary, acredita que o encontro entre os dois presidentes estimulam o diálogo em todos os níveis de integração. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Segundo o embaixador, o eixo tem seu planejamento consolidado e é o único projeto entre o Brasil e Equador que está entre os prioritários do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan) da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Além do Eixo Multimodal Manta-Manaus, a pauta da reunião entre os dois presidentes inclui também temas como comércio, investimentos, educação, ciência, tecnologia e inovação, entre outros. Para o embaixador Carlos Alfredo, o encontro é muito importante porque vai consolidar as conquistas já alcançadas entre os dois países e também projetar novos caminhos.

“O diálogo presidencial estimula o diálogo em todos os níveis, não só no poder Executivo, mas também nos legislativos e judiciários, e entre toda a sociedade dos dois países. Esse diálogo gera cooperação e aproximação”.

O encontro entre Dilma e Correa será no Palácio de Carondelet, localizado no centro histórico da capital equatoriana. Foto: Rafael Carlota/PR

O encontro entre Dilma e Correa será no Palácio de Carondelet, localizado no centro histórico da capital equatoriana. Foto: Rafael Carlota/PR

Balança Comercial
Em 2015, a balança comercial entre os dois países foi de U$ 783 milhões. As exportações brasileiras somaram US$ 665 milhões, enquanto o Equador exportou produtos no total de US$ 118 milhões.

“Há um desbalanço em favor do Brasil que está pouco a pouco diminuindo e o nosso desafio é diversificar essa pauta e fazer com que ela tenha mais qualidade, que tenha mais produtos com valor agregado, como manufaturados”, comentou o embaixador Lazary.

Os principais produtos exportados pelo Brasil para o Equador são manufaturados, como automóveis, plástico, aço e máquinas mecânicas. Do lado equatoriano, os produtos de bens primários, como carne, cacau, açúcar e madeira, dominam as exportações para o Brasil.

Cooperação Técnica
Na área de cooperação técnica há um caminho percorrido entre os dois países. São sete projetos em execução e cinco em negociação em varias áreas: agricultura, saúde, telecomunicações, gestão pública e, principalmente, desenvolvimento social.

“Há um grande interesse do Equador pelas conquistas do Brasil nos últimos anos em matéria de inclusão social”, afirma o embaixador.

Segundo ele, o governo equatoriano está tentando implantar, com o apoio do Brasil, o Programa Farmácia Popular, para ampliar o acesso aos medicamentos contra as doenças mais comuns entre os cidadãos.

No campo da agricultura, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está ajudando os equatorianos com diversas tecnologias agrícolas, como manejo de ecossistemas, zoneamento territorial, desenvolvimento e comercialização de produtos, capacitação técnica dos pequenos agricultores e programas de agricultura familiar.

“É uma cooperação muito rica. A gente tem muito caminho pela frente. Pretendemos, com o reforço importante da visita da presidenta, avançar cada vez mais essa cooperação”, diz Lazary.

 

Sexta-feira, 13 de novembro de 2015 às 21:59

G20 se tornou principal instância de decisões econômicas no mundo, diz professor

Professor UnB G20

Roberto Menezes: “Ascensão, nos últimos anos, de países como o Brasil, a China e a Índia fizeram que o ambiente central de decisão econômica internacional saísse dos tradicionais G7 e G8″. Foto: Blog do Planalto

ONUDesde a crise internacional de 2008, o G20 se tornou o principal fórum de discussão para as grandes questões financeiras e econômicas internacionais. É o que afirma o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (Unb), Roberto Goulart Menezes.

De acordo com o professor, em um mundo cada vez mais marcado pelo multilateralismo, a ascensão, nos últimos anos, de países como o Brasil, a China e a Índia fizeram que o ambiente central de decisão econômica internacional saísse dos tradicionais G7 e G8 para um organismo mais compatível com a atual configuração de forças globais.

“Não há dúvidas de que o G7 perdeu esse espaço como o ‘locus’ central de decisão para as grandes questões econômicas do mundo”,afirmou em entrevista ao Blog do Planalto. 

Criado em 1999, após a crise da Ásia que atingiu as grandes economias exportadores do continente, o Grupo dos 20 (G20) passou a reunir os 19 países com maior PIB do mundo e a União Europeia.

O fórum foi criado para buscar coordenar posições dentre as principais economias globais que, juntas, reúnem 80% do PIB do mundo”, explicou o professor.

É nesse ambiente que a presidenta Dilma Rousseff se reúne a partir deste final de semana com as principais lideranças internacionais em busca de saídas para a crise que atinge o Brasil e a maior parte das economias do mundo.

“A importância da participação do Brasil no G20 neste momento é a de buscar construir saídas para a crise que sejam benéficas para países do seu perfil. Construir saídas para a crise significa construir novas regras do jogo como, por exemplo, na questão do protecionismo comercial. Sempre que temos uma crise é esperado que os países se retraiam mais e, com isso, o nacionalismo econômico volte a falar mais alto”, ponderou.

Exemplo disso é que neste final de semana o Brasil defenderá na reunião de Cúpula do G20 que os países do bloco assumam o compromisso de não aumentar os subsídios para produtos agrícolas em meio ao chamado fim do superciclo das commodities, responsável pela queda internacional dos preços de matérias-primas e que atingiu, sobretudo, os países mais dependentes da exportação de produtosagrícolas.

Como destaca o professor Menezes, se as origens da crise financeira de 2008 já são um consenso entre os países, os meios para superá-la não o são. “É aí que, novamente, o jogo de forças político, econômico e geopolítico volta a contar de maneira crucial”, acrescentou.

Brasil
Sétima economia do mundo e maior economia da América Latina, o Brasil ocupa uma posição importante dentro do G20, sobretudo pela influência que exerce na América do Sul, explica o professor da Unb. Brasil e Argentina são os únicos representantes sul-americanos no grupo.

“Na reunião do G20 o Brasil busca coordenar posições com países como China, Argentina, Turquia e, certamente, com seus parceiros do Brics. Não necessariamente os Brics vão conseguir criar uma posição de consenso em todas as pautas. Mas eles vão tentar coordenar suas agendas e naqueles pontos que coincidem vão procurar trabalhar em bloco”.

Prova disso é que antes do início da reunião do G20, na manhã deste domingo (15), os presidentes dos cinco países que compõem os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se reúnem em Antalia, na Turquia, para alinhar posições.

Temas de discussão
Tema já confirmado para a reunião deste domingo, a crise dos refugiados que atinge o Oriente Médio, o norte da África e a Europa será trazido pela Turquia para a cúpula do Grupo dos 20.

“A Turquia tem todo o interesse em incluir esse tema na discussão, porque dos quatro milhões de refugiados sírios que chegaram à Europa, dois milhões estão na Turquia. Então, os turcos têm todo o interesse em incluir esse debate”, afirmou.

Além disso, o professor destacou como temas que certamente virão à tona na cúpula a crise bancária chinesa e a questão ambiental, que interessa diretamente ao Brasil. Nesse sentido, ele lembrou que logo depois do G20, os líderes internacionais voltam a se reunir em Paris, para a Cúpula do Clima, a Cop 21.

“A questão ambiental é um tema chave para a economia global e muitas vezes utilizada como mecanismo de protecionismo”,contextualizou.  

Busca por parcerias e diversificação de mercados
Além disso, o professor Roberto Menezes ressalta que, no G20, interessa ao Brasil reforçar suas parcerias estratégicas e seu potencial de ser reconhecido como um parceiro chave em um mundo marcado cada vez mais pelo multilateralismo e pelas múltiplas parcerias. E acrescenta, que de acordo com o tema – como no caso das questões ambiental e a energética – o Brasil é visto sim como um país crucial dentro do cenário internacional, além de possuir a confiança de diversos países dentro e fora de sua região.

Outro ponto importante destacado pelo professor é que o Brasil tem buscado, dentro do cenário e dos fóruns internacionais, reverter a retração que sofreu em suas exportações, no último ano, em função da redução da compra de commodities pela China, que era o principal destino das exportações brasileiras. “A economia chinesa retraiu, o que fez o Brasil também sentir em suas exportações. Mas o Brasil tem procurado reverter esse cenário”,

Ele destacou iniciativas por meio das quais o governo brasileiro tem se empenhado em promover a diversificação de seus mercados, como o esforço que tem sido feito pela presidenta Dilma para que o Mercosul apresente uma proposta consensual de acordo comercial com a União Europeia, até o final deste ano, e a busca pela renovação de acordos de complementação econômica, como os assinados recentemente com o México e Colômbia. “O Brasil não está parado”, salientou.

Terça-feira, 12 de maio de 2015 às 20:28

Dilma: Brasil e China têm relação estratégica e expertise chinesa em infraestrura é importante

Brasil e China têm hoje uma importante relação estratégica, já que ambos oferecem diversas oportunidades de interesse mútuo, como no mercado de exportação e, principalmente, na área de investimento em infraestrutura. A afirmação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff, em entrevista publicada pelo China Business News justamente quando o Brasil se prepara para receber a visita do primeiro-ministro chinês Li Keqiang, agora em maio, e às vésperas do lançamento do maior programa de investimento em infraestrutura do País.

“Nós hoje temos grandes oportunidades, apresentadas pelo perfil dos nossos países. Cooperação, por exemplo, na área de alimentos processados. A cooperação na área de transporte aéreo, na área de tecnologia da informação, em que a China teve grandes resultados. Tudo isso cria um caminho para nossa cooperação. Além disso, o Brasil passa por um momento em que todo o conhecimento e a expertise da China na área de investimento em infraestrutura nós podemos aproveitar, tanto na área de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos”, disse a presidenta.

Sobre a visita do primeiro ministro chinês, Dilma Rousseff acrescentou que acreditar que será discutida a questão do investimento em infraestrutura. “Eu acho um estreitamento dos fluxos de comércio entre o Brasil e a China e todo o continente latino-americano, porque quando o presidente Xi Jinping esteve no Brasil, para participar da reunião dos Brics e também da Copa, nós tivemos uma muito proveitosa reunião entre o presidente e todos os presidentes aqui da Unasul, que é a união dos dez países latino-americanos. Então, eu acho que também na questão do livre comércio nós daremos passos”, destacou.

A presidenta também enumerou novas áreas de cooperação, como alimentos processados, transportes aéreos, tecnologia da informação, do turismo “e até, também, eu acredito, de toda a indústria de software e também de indústrias criativas em que o Brasil e a China têm muito a compartilhar”.

Confira a entrevista da Presidenta Dilma ao China Business News:

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014 às 13:29

Dilma conversa com secretário da Unasul sobre infraestrutura regional e redução de desigualdades

O secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, disse que a agenda com presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (10) no Palácio do Planalto, tratou de desenvolvimento regional, de redução de desigualdade social, além de agenda política. “Em síntese, o que queremos é passar da visão à ação. Temos que ter ações concretas (…) que beneficiem os sul-americanos. (…) Para a Unasul é muito importante o papel que tem o Brasil como grande articulador dos equilíbrios regionais”, disse o secretário após o encontro.

Ernesto Samper destacou o papel do Brasil como grande articulador do equilíbrio regional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ernesto Samper destacou o papel do Brasil como grande articulador do equilíbrio regional. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ernesto Samper defendeu que países que compõem a Unasul não precisem, necessariamente, buscar em outras partes do mundo possibilidades de desenvolvimento, citando o crescimento do comércio entre os países sul-americanos: “O maior crescimento nos investimentos têm sido em investimento que vêm da região.” Segundo Samper, também também foi conversada a prioridade de desenvolvimento de projetos de infraestrutura e interesse mútuo entre os países, como uma ferrovia ligando o oceano Pacífico ao Atlântico, além de sistema de hidrovias do Sul.

Agenda social e política
Samper ratificou o papel da Unasul em encontrar fórmulas concretas de combater as desigualdades de gêneros. O secretário-geral também considerou que a Unasul deve seguir vigilante e atuante nos casos de ameaça à ordem e à democrática no continente.

A próxima cúpula da Unasul ocorrerá em dezembro no Equador, quando será inaugurada sua sede. Na ocasião, o presidente José Mujica, do Uruguai, assumirá a presidência pró-tempore do organismo.

Quarta-feira, 16 de julho de 2014 às 9:16

Agenda: Primeiro-ministro da Índia, VI Cúpula do Brics e Celac

Agenda presidencial

Nesta quarta-feira (16), às 9h, a presidenta Dilma Rousseff recebe o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no Palácio da Alvorada. Às 9h30, eles participam de cerimônia de assinatura de atos. Em seguida, às 10h30, a presidenta se dirige ao Itamaraty para a 2ª sessão de trabalho da VI Cúpula do Brics com países da América do Sul. Às 13h30, haverá almoço em homenagem aos Chefes de Estado e de Governo do Brics e da América do Sul.

À noite (19h), a presidenta participa de coquetel com líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), da América do Sul e da República Popular da China.

Quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 às 6:00

Agenda: viagem para a Guiné Equatorial

Agenda presidencialA presidenta Dilma Rousseff se reúne, nesta quinta-feira (21), às 9h30, com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Às 12h, Dilma parte para Guiné Equatorial, onde participa, na sexta (22), da III Cúpula de Chefes de Estado e de Governo América do Sul-África (ASA).

Segunda-feira, 30 de maio de 2011 às 18:16

Na avaliação da presidenta Dilma, o futuro já chegou para o Brasil e o Uruguai

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Mujica, durante declaração à imprensa, em Montevidéu. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Viagens internacionais Os governos do Brasil e do Uruguai reativarão, até o fim de 2011, a conexão ferroviária entre os dois países, nos trechos Santana do Livramento – Cacequi (RS) e Rivera – Montevidéu, e irão acelerar as obras da ponte sobre o Rio Jaguarão. A informação é da presidenta Dilma Rousseff, que concedeu declaração à imprensa ao lado presidente do Uruguai, José Mujica, nesta segunda-feira (30/5), em Montevidéu, onde realiza visita oficial.

Dilma Rousseff afirmou que Brasil e Uruguai seguirão adiante com os grandes projetos de integração física, logística e energética, fundamentais para o desenvolvimento da região fronteiriça, num esforço de “criar uma sinergia de desenvolvimento entre o norte do Uruguai e o sul do Brasil”. Segundo a presidenta, os governos darão prioridade também aos trabalhos de dragagem, sinalização e balizamento para a implantação da hidrovia Uruguai-Brasil, utilizando a Lagoa Mirim como portal de entrada e de escoamento “em prol do desenvolvimento integrado econômico e social” da região.

Ouça abaixo íntegra da declaração à imprensa concedida pela presidenta Dilma Rousseff, durante visita de Estado ao Uruguai:

 

Na área de inovação, ciência e tecnologia, a presidenta deu ênfase à implantação da TV digital no Uruguai, que adotou o modelo nipo-brasileiro, e citou acordos bilaterais nos campos da biotecnologia, nanotecnologia, tecnologias da informação e telecomunicações. “Tais esforços incorporarão importante vertente educacional”, completou. Disse, ainda, que Brasil e Uruguai adotaram – a partir do encontro em Montevidéu – um plano de ação conjunto para a massificação do acesso à internet em banda larga.

“Nos nossos países o futuro já começou”, defendeu a presidenta.

Quanto à cooperação em temas sociais, Dilma Rousseff comunicou a assinatura do memorando de entendimento na área de habitação e planejamento urbano, por meio do qual o Brasil irá compartilhar a experiência do programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso – continuou a presidenta – foi firmado acordo relativo à segurança pública, que estabelece base jurídica para iniciativas de cooperação entre os países.

Outro ponto importante da reunião, segundo a presidenta brasileira, foi a criação de marco jurídico para o aumento do intercâmbio bilateral de energia elétrica. Pelo acordo firmado, os países contarão com o suprimento adicional da linha de transmissão de 500 kV que será construída entre San Carlos e Candiota, com conclusão prevista para 2013.

“As decisões tomadas nesta visita consolidam o que nós acreditamos ser uma relação estratégica entre o Brasil e o Uruguai. Uma relação estratégica que deve olhar para o futuro (…). Temos o orgulho de poder dizer que somos uma das regiões que mais crescem no mundo”, disse.

Multipolaridade – O encontro entre os presidentes do Brasil e Uruguai foi oportunidade para se discutir o quadro internacional “extremamente complexo”, avaliou a presidenta Dilma Rousseff. Ela citou os vinte anos de criação do Mercosul e os avanços da Unasul “em prol da integração regional, da paz, estabilidade e segurança da América do Sul”.

Frisou, entretanto, a necessidade de um mundo multipolar, “no qual as responsabilidades dos Estados, grandes ou pequenos, sejam determinadas pela contribuição de cada um à paz, ao diálogo e à cooperação, e não pelo seu potencial de afirmação pela força ou pela ameaça do uso da força”.

“Coincidimos [Brasil e Uruguai] em nossa visão comum de um mundo multipolar e inclusivo”, frisou.

Quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 às 18:22

Política externa baseada em não-intervenção, multilateralismo, direitos humanos e paz

Em sua primeira viagem internacional após posse, presidenta Dilma Rousseff vai à Argentina e é recepcionada pela presidenta Cristina Kircher na Casa Rosada. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Relações Exteriores
A política externa no governo Dilma Rousseff será marcada pela forte presença em organismos multilaterais, pela defesa aos Direitos Humanos e à estabilidade democrática e pelo fortalecimento da América Latina. O balanço, feito pelo assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidenta da República, Marco Aurélio Garcia, compõe a série “Relações Exteriores”, que o Blog do Planalto traz durante esta semana. Para ver os outros posts da série, clique no selinho ao lado.

Marco Aurélio afirmou que, ao mesmo tempo em que o governo dará continuidade a iniciativas de fortalecimento da América Latina e África, terá como foco a preservação e o desenvolvimento do relacionamento com os Estados Unidos, a União Europeia e “uma intervenção muito clara nas esferas multilaterais – nas Nações Unidas, na Organização Mundial do Comércio e no G20”.

“Enfim, em todas aquelas instâncias nas quais de alguma maneira se está esboçando um novo formato geopolítico e geoeconômico”, completou.

Em discurso durante entrega de Mensagem ao Congresso Nacional proferido ontem (2/2), a presidenta Dilma Rousseff endossou essa posição ao afirmar que “nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo. Nossa participação nas forças da ONU – especialmente na Missão para a Estabilização do Haiti – é emblemática do nosso compromisso com a paz e a estabilidade democrática”.

“O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao da América do Sul. Se geografia é destino, como se diz na geopolítica, estamos muito felizes com o nosso destino. Juntamente com nossos vizinhos sul-americanos, poderemos transformar nossa região, que vemos como um espaço de paz e crescente cooperação, em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à Unasul”, disse a presidenta aos membros do Congresso Nacional.

Marco Aurélio comentou, ainda, afirmação da presidenta Dilma durante viagem à Argentina na segunda-feira (31/1), em que ela disse que o século XXI seria o “Século da América Latina”. Segundo ele, “significa concretamente que está havendo transformações em nossa região que vão nos habilitar a ter uma presença mais forte no mundo de hoje”.

“No passado mais distante, a região era colonizada; posteriormente foi submetida a formas de dominação econômica muito intensas, que eram também reproduzidas internamente. No entanto, o que nós estamos assistindo na última década é um processo muito forte de afirmação não só nacional de alguns países, mas um desejo de integração bastante grande”, disse.

Confira os principais trechos da entrevista

Viagem à Argentina

A aliança entre a Argentina e o Brasil não vai esgotar a problemática da integração sul-americana, latino americana, mas sem essa aliança não haverá uma integração consistente.


Venezuela no Mercosul

Traz para o Mercosul um mercado importante. A Venezuela é um país com mais de 25 milhões de habitantes, é um país extremamente rico em matéria de petróleo, o que interessa à região, e é um país no qual hoje tem sido feitos muitos investimentos brasileiros, tem aumentado bastante o nosso comércio exterior e dos outros países da região também. Com o ingresso da Venezuela e a eliminação de certas restrições de ordem alfandegária, nós vamos ter sem dúvida nenhuma uma expansão bastante consistente do comércio da região.

Colômbia

Se a Colômbia fizesse uma opção pelo Mercosul seria um aspecto extremamente importante. O Mercosul mudaria de perfil se a Colômbia efetivamente abrisse negociações com os outros quatro ou cinco países para seu ingresso.

Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 17:46

A parceria Brasil-Argentina busca ampliar o comércio bilateral


Viagens internacionais

A presidenta Dilma Rousseff realizou visita de trabalho, nesta segunda-feira (31/1), a Buenos Aires, Argentina. Ao chegar à Casa Rosada, a presidenta foi efusivamente cumprimentada pela presidenta Cristina Kirchner. O Blog do Planalto mostra as primeiras imagens feitas por Roberto Stuckert Filho, fotógrafo oficial da Presidência da República.

No palácio, a presidenta Dilma participou de reunião bilateral, assinou atos e encontrou-se com um grupo de mães e avós da Praça de Maio – movimento criado por mulheres que tiveram os filhos desaparecidos durante o período de ditadura militar na Argentina.

Ouça abaixo a íntegra da declaração à imprensa pela presidenta Dilma Rousseff.
 

Ouça abaixo a íntegra do brinde feito pela presidenta Dilma Rousseff durante almoço no Palácio San Martín.
 

Tratou-se da primeira viagem da presidenta brasileira ao exterior desde que tomou posse, no dia 1º de janeiro. Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a escolha da Argentina como primeiro destino internacional reafirma o caráter prioritário que o Brasil confere ao relacionamento com seu principal sócio da América do Sul.

No encontro de trabalho, ainda conforme o MRE, com a presidenta Cristina Kirchner, a presidenta Dilma Rousseff destacou o interesse brasileiro em manter a regularidade dos contatos de alto nível, incluindo os do Mecanismo de Integração e Coordenação Brasil-Argentina (MICBA), e em aprofundar a estreita coordenação entre os dois países nos foros regionais e multilaterais, em particular no Mercosul e na Unasul.

O governo brasileiro pretende manter e aprofundar a cooperação bilateral em áreas estratégicas que já contam com projetos em andamento, em particular em cooperação nuclear e espacial, integração da infraestrutura física, integração energética, cooperação nos setores aeronáutico e naval, cooperação entre os bancos de fomento e integração produtiva. Será firmado, por ocasião da visita, Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Bioenergia.

O Brasil é o principal destino das exportações argentinas e o principal fornecedor da Argentina. Em 2010, o intercâmbio bilateral chegou a cerca de US$ 33 bilhões, superando o recorde histórico de US$ 30,8 bilhões, registrado em 2008. Mais de 80% do intercâmbio comercial é composto por bens industrializados.

O Século da América Latina – Em declaração à imprensa concedida durante sua visita oficial a Buenos Aires, a presidenta Dilma Rousseff reafirmou que Brasil e Argentina têm um papel estratégico para o desenvolvimento da América Latina, por representarem o grande potencial de crescimento que a região conquistou nos últimos anos, a partir do “empenho político em implantar um novo modelo de desenvolvimento, que combinasse desenvolvimento econômico, afirmação da inclusão social, da soberania, do meio ambiente, (…) e onde os povos tivessem lugar”.

“Não é por acaso que fiz questão que a minha primeira passagem pelo exterior, meu primeiro contato com um país fosse com a Argentina. Eu considero que a Argentina e o Brasil são cruciais para que nós possamos transformar esse século XXI no século da América Latina”, afirmou.

Na ocasião, a presidenta Dilma prestou homenagem ao ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner que, segundo ela, atuou desde sempre para a melhoria e o crescimento dos dois países, não só como presidente da Argentina, mas também como condutor da Unasul.

À Cristina Kirchner, a presidenta brasileira ressaltou a importância de se garantir a igualdade de gêneros e a participação feminina, papel reforçado pelos dois países que, pela primeira vez, elegeram democraticamente duas mulheres à Presidência da República.

“Uma sociedade pode ser medida por seu avanço, por sua modernidade, desde que ela também assegure a participação das mulheres e a não-discriminação das mulheres”, defendeu.

Bandeira da Argentina Clique na bandeira para ver todos os posts da viagem à Argentina.

Segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 às 8:18

No Natal, gaste com responsabilidade para não atropelar o futuro

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