Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:


Sábado, 6 de dezembro de 2014 às 10:00

Lanchas vencem barreira das águas para levar alunos de forma rápida e segura a escolas do Pará

Especial Cidadania a Bordo

O que para muita gente pode ser um passeio exótico de barco pela maior floresta tropical do planeta faz parte do caminho rotineiro que algumas crianças brasileiras percorrem da casa para o colégio. É assim todos os dias para os alunos que frequentam, por exemplo, as escolas públicas das ilhas que existem em torno de Belém, a capital do Pará.

Lanchas do programa Caminho da Escola, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), são a solução nestes lugares, onde não é possível ir à escola de ônibus, taxi, bicicleta, de carro ou a pé. A essas ilhas só se chega mesmo pelas águas dos rios e a ajuda do programa é muito bem-vinda para alunos, pais e professores desse pedaço da Amazônia.

“Com as lanchas do Caminho da Escola os trajetos passaram a ser feitos mais rapidamente, em menos da metade do tempo”, conta a coordenadora de Educação das Ilhas de Belém, Iraneide Holanda. Foto: divulgação FNDE

“Com as lanchas do Caminho da Escola os trajetos passaram a ser feitos mais rapidamente, em menos da metade do tempo”, conta a coordenadora de Educação das Ilhas de Belém, Iraneide Holanda. Foto: Divulgação/FNDE.

O transporte permite que os alunos possam sair de casa um pouco mais tarde, à luz do dia, aos primeiros raios de sol. “Com as lanchas do Caminho da Escola os trajetos passaram a ser feitos mais rapidamente, em menos da metade do tempo”, conta a coordenadora de Educação das Ilhas de Belém, Iraneide Holanda.

Antes das lanchas, os alunos eram transportados em barcos de madeira, pesados, lentos e barulhentos, mais vulneráveis às chuvas, ventos, correntes e variações de marés. “Uma viagem que demorava uma hora e meia de barco pode ser feita em apenas 20 minutos numa lancha do Caminho da Escola”, compara a coordenadora.

Os alunos da professora Cleude Costa, da escola Nazaré, na Ilha Grande, passaram a fazer em 45 minutos uma viagem que podia demorar uma hora e meia ou mais, dependendo das condições do tempo e das marés, o que atrasava o início das aulas.

“A lancha é mais rápida e mais segura”, avalia Daniele Santiago, mãe de aluna. Foto: divulgação FNDE

“A lancha é mais rápida e mais segura”, avalia Daniele Santiago, mãe de aluna. Foto: Divulgação/FNDE.

“Eu tinha que começar a aula só às 8h30. Era muito estressante, as crianças ficavam muito agitadas. Meu tempo de trabalho era mínimo. Quando eu conseguia controlar a turma, já era quase hora de ir embora”, conta a professora. “Os alunos estavam desestimulados, o que prejudicava a frequência. A escola hoje está muito melhor. As lanchas melhoraram muito o trabalho e o desenvolvimento dos alunos”, acrescenta.

As lanchas do Caminho da Escola foram projetadas e construídas, inicialmente, pela Marinha do Brasil em cooperação com o FNDE. O projeto foi aprimorado e, atualmente, as embarcações são produzidas pela empresa vencedora do Pregão Eletrônico do FNDE, que registrou os preços das lanchas. Em ambos os casos, garantem mais rapidez e segurança que as embarcações comuns.

“A lancha é mais rápida e mais segura”, confirma a mãe da aluna Linda Evelyn, de 7 anos, Daniele Cruz Santiago. “Eu fico mais tranquila sabendo que a Linda viaja na lancha do Caminho da Escola. Antes, no barco, era mais arriscado, com muita maresia, viagens muito perigosas. Agora, as crianças chegam mais cedo, é melhor”, avalia.

A professora Analice Gomes da Mota confirma as melhorias e diz que as vantagens do ensino oferecido em Belém acabam atraindo vizinhos. “Tem gente que vem de outros municípios em busca do nosso ensino de qualidade”, garante.

O Caminho da Escola não despreza as tradições locais de usar os rios como estradas. Foto: divulgação FNDE

O Caminho da Escola não despreza as tradições locais de usar os rios como estradas. Foto: Divulgação/FNDE.

No lusco-fusco das manhãs amazônicas, os moradores da região ainda vivem as lendas das grandes matas, como a da Matita ou Matinta Pereira, que se apresenta como uma velha ou um pássaro para assustar as pessoas à noite com assovios e assombrações. Se alguém zombar de Matita Pereira, poderá ser perturbado por ela na escuridão da noite.

Linda Evelyn, por exemplo, assegura que viu a danada: “Matita Pereira apeou de noite perto da minha casa. Assoviou e foi para a casa do meu avô. Depois, sumiu no mato”, conta.

Rariane, colega de Linda, nunca viu Matita Pereira. Mas o primo dela, sim: “Mateus caminhava de noite tarde. Matita se escondeu no jambeiro e quase pulou nele. Meu primo correu pra casa da vovó e se escondeu lá. A vovó ficou meio coisa.”

É nessa paisagem cheia de desafios, mas onde se preservam tantas promessas e sonhos, que as lanchas do Caminho da Escola oferecem um futuro que não briga com o passado e nem despreza as tradições locais de usar os rios como estradas. Dessa forma, se preserva a nossa cultura e se encontram soluções bem brasileiras para garantir o acesso ao ensino para os jovens do País.

Sábado, 11 de outubro de 2014 às 10:02

Brasil quer compromisso de nações desenvolvidas com acordo global da ONU a ser fechado em 2015

O Brasil quer que nações desenvolvidas se comprometam, efetivamente, com acordo global sobre mudanças climáticas e proteção de florestas na próxima Conferência Internacional das Partes que compõem a Convenção do Clima das Nações Unidas, a COP 21, a ser realizada em Paris em 2015. O acordo entraria em vigor em 2020, em substituição ao Protocolo de Kyoto, assinado em 1997 com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mas que não foi realmente cumprido pelos países.

“O mundo não vai tolerar mais fracassos nesta área. Não vai aceitar uma outra Copenhague”, alerta a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, referindo-se à tentativa fracassada de realizar um grande acordo climático na COP 15, em 2009 na Dinamarca. “As ruas vão falar”, diz ela, lembrando que houve uma grande mobilização da população em várias metrópoles do mundo antes da Cúpula do Clima, realizada em Nova Iorque no mês passado, demandando metas e avanços reais neste sentido.

Meio_ambiente_Brasil_cumpre_acordo_cobra_paises

A ministra enfatiza que a presidenta Dilma Rousseff disse, no encontro de Nova Iorque, que o Brasil já está fazendo a sua parte e que não teme assumir compromissos formais com as reduções de emissões, e não voluntários como tem hoje. Mas ressalva que os outros países precisam se manifestar a respeito do tema. “Queremos que os países desenvolvidos assumam um compromisso com a redução de emissões em seus próprios territórios e não apenas metas de reduções evitadas”, conclama.

Em Nova Iorque, a presidenta Dilma destacou ainda que o Brasil fez a maior redução de desmatamento da história, reconhecida pelas Nações Unidas. Também declarou que o País quer ampliar seu compromisso com a matriz elétrica renovável, atualmente em 79%, e instalará o segundo parque de energia eólica no mudo em 2015.

Ações pioneiras
A proposta de um acordo global partiu do próprio Brasil em 2011, na COP 17, realizada em Durban, na África do Sul, quando a ministra Izabella Teixeira defendeu que todos os países se comprometessem com a redução de emissões. “Claro que temos uma nova dinâmica econômica 22 anos depois da Rio 91, quando se firmou a Convenção de Clima”, admite. Mas ela acha que é possível chegar a novo consenso e que o Brasil quer ter o protagonismo que lhe cabe nesta questão.

Tal protagonismo, segundo a ministra, se baseia nas ações pioneiras que o País adota na área ambiental. “Somos a única nação do mundo que tem uma legislação florestal efetiva, determinando que um proprietário privado deve manter uma área de preservação permanente, uma APA na sua propriedade, que tem que ter reserva legal. Se for na Amazônia, 80% da área dessa propriedade tem que ficar em pé. Nenhum país do mundo já se comprometeu a fazer isto”, destaca Izabella Teixeira. Além disso, nenhum outro país define, em uma lei nacional, o compromisso de restaurar áreas desmatadas até 2008, como ocorre com o código florestal brasileiro. Tampouco se conhece uma lei como a que proíbe desmatamentos na Mata Atlântica. Nesse bioma, explica a ministra, o desmatamento legal só pode ser feito quando há interesse público relevante e, ainda assim, é obrigatório fazer uma compensação ambiental. “Eu tenho de recuperar muito mais do que eu retirei. Está em lei”, enfatiza.

Instrumentos
Na área de florestas, o Brasil criou inúmeros instrumentos de monitoramento e detecção de desmatamentos ilegais e de queimadas, como o Projeto de Estimativa de Desflorestamento da Amazônia (Prodes Amazônia), que faz o monitoramento da floresta por satélite. O governo também criou sistemas para garantir a posse da terra e evitar a grilagem, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico de alcance nacional, obrigatório para todos os proprietários rurais.

No CAR, todas as informações ambientais das propriedades e posses rurais ficam reunidas e acessíveis ao público pela internet. A base de dados serve para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico, além do combate ao desmatamento.

O trabalho do Ministério do Meio Ambiente vem sendo admirado inclusive por entidades ambientais como o WWF, que concedeu em setembro um prêmio à ministra pelo cumprimento das metas da terceira fase do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), considerado o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo.

Segundo o WWF, esse programa permite aumentar a governabilidade das pessoas sobre seus territórios, dinamizando o avanço de uma economia mais sustentável e justa na região. “São US$ 215 milhões de doadores destinados ao fundo de proteção às áreas protegidas e para criar novas unidades de conservação da Amazônia”, explica a ministra.

Cerrado
“Proteger as florestas, não tem país no mundo que possa dizer que faz mais que o Brasil. Não somente pela taxa de desmatamento na Amazônia, como também do Cerrado – inclusive na proteção ao cerrado amazônico, dentro programa de combate ao desmatamento ilegal na região”, diz Izabella Teixeira. Ela conta que o governo está elaborando o PPS Cerrado, que entra em vigor no final do ano, além de um novo sistema de monitoramento em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “A partir do ano que vem teremos um Prodes Cerrado, igualzinho ao Prodes Amazônia. Estamos trabalhando junto com o Instituto de Biociências (IB), com o Ibama e com a Embrapa nos outros biomas do País”.

Cooperação internacional
A ministra lembrou a cooperação entre o Brasil e outros países do mundo em prol de uma proteção ambiental com respeito aos mais pobres. “Temos um compromisso com o fim da fome e com a segurança alimentar e nutricional, a partir da agricultura de baixo carbono para o agronegócio, e a partir da Política Nacional de Agroecologia para o pequeno proprietário, para o agricultor familiar”, diz.

“Nós estamos fazendo [o combate ao desmatamento] e queremos que as outras nações também façam. Estamos ajudando outros nesse sentido”, afirma. Tanto assim, que o Brasil está financiando o combate ao desmatamento ilegal nos países do bioma amazônico, relata a ministra. “Para que eles possam compartilhar da nossa experiência. E estamos aprendendo com eles como é possível melhorar os nossos esforços”.

Em Nova Iorque, a presidenta Dilma anunciou também, que até o final do ano, o Brasil financiará, via FAO, um projeto de cooperação Sul-Sul de combate ao desmatamento ilegal, compartilhando experiências brasileiras exitosas com os países da bacia do Rio Congo, na África, a segunda bacia mais importante no que diz respeito à proteção de florestas tropicais no mundo.

“Estamos colocando quase US$ 40 milhões [nessa região] para financiar as medidas de proteção, de mitigação de danos, medidas concretas de combate ao desmatamento com inclusão social. Isso está sendo negociado com os países”, relata Izabella Teixeira.

Reconhecimento
Por tudo isso, o Brasil foi reconhecido como uma liderança na questão ambiental  durante a Convenção do Clima, em Nova Iorque no mês passado, em todas as seções realizadas durante o encontro. “Todos os vídeos que passaram sobre conservação de florestas começaram mostrando o que está sendo realizado no Brasil. Foram feitas homenagens públicas ao Brasil por todos os países do mundo. Inclusive em um jantar, conduzido pelo presidente da empresa Unilever com representantes das maiores empresas do mundo, que foi aberto com um vídeo sobre o Brasil, elogiando o nosso desempenho e mostrando o que é possível fazer mais na área ambiental”.

Para Izabella, “nossa povo tem que ter orgulho do que estamos fazendo. Pois reflete um anseio da própria sociedade. O governo faz porque a sociedade assim deseja e considera intolerável o desmatamento ilegal neste país e temos que acabar com ele”, finalizou.

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 16:50

Investimento em banda larga democratizará internet na Amazônia

Os aportes feitos na expansão da infraestrutura de banda larga na Amazônia facilitarão a democratização dos serviços de internet na região. A avaliação é do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que participou nesta quarta-feira (23) de reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da World Telecom Italia, Marco Patuano.

De acordo com o executivo, o plano da companhia é manter o nível de investimento de R$ 4 bilhões ao ano e fazer novos investimentos, como do leilão de novas frequências do 4G. O compromisso da empresa também envolve a telefonia rural. Serão atendidas as regiões rurais de quatro estados: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

“Se a gente considerar que Manaus e região metropolitana tem mais de dois milhões de habitantes e a Zona Franca de Manaus, vai ser um consumo muito grande, vai fazer uma diferença extraordinária. Hoje facilmente você encontra pessoas que pagam R$ 600 por uma conexão de 256 Kbps, isso vai cair para a faixa de R$ 25 a R$ 30 por mês por uma conexão com mais de 1 Mb”, observou Paulo Bernardo.

Os executivos e o ministro declararam que a expansão da infraestrutura de banda larga já está sendo executada na Amazônia. O chamado “linhão”, linha de fibra óptica que liga Tucuruí a Manaus, foi construído e está em operação. O trecho de Manaus a Macapá, com extensão de 2 mil km, está em construção com previsão de entrada em operação ainda este ano. Também será feita extensão de Manaus até Urucu, atendendo mais oito cidades nas margens do Rio Amazonas. Com a conclusão de todos os trechos, mais de 70% da população do estado do Amazonas será atendida.

“No último ano e meio acho que fizemos um trabalho muito importante de melhoria da qualidade, mas ainda não estamos em um nível que podemos considerar de primeiro mundo. Eu acho que o Brasil precisa de um nível totalmente igual ao que temos na Europa ou nos Estados Unidos e não tem mágica, para ter mais qualidade necessita ter mais investimentos e mais frequências”, afirmou Patuano.

Para o desenvolvimento tecnológico da ultra banda larga fixa no Brasil, a companhia firmou, recentemente, parceria de cooperação estratégica para implantar um Centro de Pesquisa e Inovação Tecnológica no País. O objetivo é trabalhar de forma inovadora no desenvolvimento e testes das mais novas tecnologias de acesso, a fim de estabelecer um novo patamar de ultrabanda larga.

Veja outros detalhes em reportagem da TVNBr:

Segunda-feira, 10 de junho de 2013 às 9:00

Brasil bate recorde de produção de alimentos com menor desmatamento em 24 anos

Café com a presidentaA presidenta Dilma Rousseff falou, no Café com a Presidenta desta segunda-feira (10), sobre os R$ 136 bilhões em investimentos para o Plano Safra da Agricultura e da Pecuária 2013/2014, e destacou o desenvolvimento da agropecuária brasileira, combinado com a conservação ambiental. Em 2012, a produção de grãos cresceu quase 11%, chegando a safra recorde de 184 milhões de toneladas, e a área plantada aumentou 4,6%. Ainda assim, foi registrado o menor desmatamento na Amazônia nos últimos 24 anos.

“No ano passado, nós atingimos a menor taxa de desmatamento na Amazônia dos últimos 24 anos. Ao mesmo tempo, nós batemos recordes de produção de alimentos no Brasil. Isso mostra que nós temos a capacidade de combinar o crescimento da produção agrícola com a proteção do meio ambiente. E neste Plano Agrícola, nós ampliamos ainda mais o Programa ABC, que significa Agricultura de Baixo Carbono, que vai ter R$ 4,5 bilhões para financiar práticas sustentáveis na agricultura, como, por exemplo, o plantio direto na palha, a recuperação de pastagens degradadas, a plantação de florestas”, detalhou Dilma.

A presidenta também lembrou da importância da criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que terá a missão, por meio de empresas públicas e privadas contratadas, de levar a tecnologia pesquisada e desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para os pequenos e médios produtores rurais. Segundo Dilma, a agência ainda trará de volta para a Embrapa as necessidades e demandas dos agricultores e pecuaristas.

“A Anater é uma novidade. Com ela, nós vamos aumentar o acesso dos agricultores do nosso país ao conhecimento e à tecnologia que vão ajudar a melhorar a produtividade no campo. A Anater vai trabalhar muito ligada à Embrapa. Uma, a Embrapa, pesquisa, cria tecnologias, inova processos e produtos; a outra difunde essa tecnologia, esses processos e esses novos produtos, e faz com que o agricultor, o pecuarista tenha acesso ao que há de melhor em matéria de inovação e novas práticas. A Anater vai atender a toda agricultura brasileira, pequenos, médios e grandes produtores”, afirmou.

Confira a íntegra

 

Quarta-feira, 5 de junho de 2013 às 12:44

Nós mostramos que é possível crescer, distribuir renda e preservar, afirma Dilma

Nesta quarta-feira (5), data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, a presidenta Dilma Rousseff afirmou, durante reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), que o Brasil vai demonstrar que é capaz de liderar um processo essencial, o da economia de baixo carbono. A presidenta ainda comemorou avanços importantes, como o nível de desmatamento registrado em 2012, o menor em 24 anos. “Nós mostramos que é possível crescer e preservar, crescer e distribuir renda”, afirmou.

“Os resultados dão uma clara perspectiva de porque somos considerados uma referência mundial. Não porque sejamos, absolutamente e claramente, um país que preserva o meio ambiente apenas. Mas porque, além de preservar o meio ambiente, nós enfrentamos algumas questões que sempre foram colocadas como excludentes. Em muitos lugares do mundo, crescer é considerado algo que é contrário a faze-lo de forma sustentável e ambientalmente correta. Incluir, só se pode fazer, em alguns países, destruindo as condições que a natureza ofereceu para o crescimento do planeta” destacou.

Na abertura da reunião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, detalhou os dados consolidados do desmatamento em 2012 (Prodes), com 4.571 km² de áreas desmatadas, ficando abaixo do esperado para o período. O número representa uma redução de 84% do registrado em 2004, ano do primeiro Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAM).

A reunião ainda marcou o lançamento dos planos setoriais de mitigação das mudanças no clima. Para a presidenta Dilma, o sucesso de cada um dos planos dos setores da indústria, mineração, transportes/mobilidade urbana e saúde se dará com um esforço de diálogo com os estados e municípios, criando uma dimensão de política nacional para o meio ambiente. Ela ainda ressaltou a importância de se ir além, envolvendo os municípios no debate.

Confira a íntegra

 


Quinta-feira, 2 de junho de 2011 às 19:58

Operação Defesa da Vida será empreendida na região Amazônica

Quinta-feira, 19 de maio de 2011 às 9:28

Áudio – Forças Armadas iniciam operação conjunta na Amazônia

 

Sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 às 10:02

Comissão Nacional da Verdade tem apoio do Ministério da Defesa

bom dia, MinistroO ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro desta sexta-feira (7/1) – a primeira edição do ano – ser favorável à instalação da Comissão Nacional da Verdade para investigar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, e disse que não há divergência entre ele e Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos. “Não há nenhuma divergência com a ministra de Direitos Humanos, ela conhece bem o projeto e nós temos uma excelente relação”, disse Jobim, destacando ter ido à posse de Maria do Rosário no cargo.

Em maio de 2010 um projeto de lei que cria a Comissão foi enviada ao Congresso Nacional pelo então presidente Lula, mas ainda não foi votado. Segundo o ministro, a Comissão Nacional da Verdade tem que ser usada para o País conhecer os fatos, não para ser um instrumento de retaliação. “Vamos aguardar o debate no Congresso, para a elaboração e criação da Comissão Nacional da Verdade, para depois desenvolver a ela relativas”, afirmou.

Atualmente, disse Jobim, o Brasil tem apenas um grupo de trabalho do Araguaia, sendo feita pelo Ministério da Defesa, cumprindo determinação da Advocacia-Geral da União (AGU). O grupo já está trabalhando há dois anos na busca dos corpos dos desaparecidos na região durante a ditadura militar (1964-1985).

A entrevista com o ministro Jobim também abordou outros temas importantes, como a Estratégia Nacional de Defesa e sua contribuição para o desenvolvimento do País, a importância da proteção das fronteiras nacionais, principalmente na Amazônia e a aviação civil brasileira. Ele conversou com os jornalistas durante quase uma hora, falando sobre a necessidade de fortalecimento do programa Calha Norte, que está completando 25 anos, e a transferência do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) da Casa Civil para a Defesa. O ministro explicou ainda as medidas adotadas em sua gestão durante o governo Lula para a aviação civil, que segundo ele servirão de base para os novos projetos a partir de 2011. Outro assunto abordado foi a atuação da Força de Pacificação para a manutenção da segurança pública nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, assinaram em dezembro acordo que autorizou o início dos trabalhos e definiu as regras de implementação da Força de Pacificação (FPaz) no complexo Penha-Alemão. Constituída pelo Exército e pelas polícias Civil e Militar, a Força atua para garantir a lei e a ordem na área abrangida pelo complexo.

Ouça a íntegra da entrevista aqui:

 

Leia o artigo completo »

Segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 às 10:21

Café com o Presidente: educação, eclusa de Tucuruí e redução no desmatamento

Café com o presidenteA inaguração simultânea de novos institutos federais e campi de universidades federais, a eclusa da usina hidrelétrica de Tucuruí e a redução do desmatamento na Amazônia foram os temas do programa Café com o Presidente desta segunda-feira (6/12), transmitido por rede de emissoras de rádio no País.

Lula afirmou que há “boas notícias sob todos os aspectos” na área de educação e lembrou que semana que vem o governo receberá resultados de estudos que mostrarão que o Brasil “começa a ter melhora substancial no ensino fundamental”:

Esse é um passo extremamente importante porque vai colocando o povo brasileiro numa confiança de que nós poderemos dar os passos que nós não demos nas décadas passadas. Só para você ter ideia, nós temos 704 mil alunos no ProUni, o que é uma revolução a quantidade de jovens que eu encontro, que estão estudando no ProUni. Com o Reuni nós, praticamente, mais do que duplicamos a renovação de estudantes na rede federal. A gente tinha uma renovação de 113 mil alunos por ano. Nós, agora, passamos a ter 229 mil alunos por ano, ou seja, é mais do que o dobro. E com a inauguração dessas universidades – são 14 universidades federais novas, 126 extensões – mais as escolas técnicas, a gente está dando um salto de qualidade para colocar o Brasil num outro patamar. Eu estou convencido de que a companheira Dilma vai continuar esse processo, porque todos nós já descobrimos há muito tempo que é através da educação, é através de muito investimento em educação e em ciência e tecnologia que a gente vai colocar o Brasil no patamar dos países altamente desenvolvidos.

Ouça aqui a íntegra do programa:

 

O presidente Lula abordou também a inauguração da primeira eclusa da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Ele lembrou que a obra teve início há quase 30 anos. Ela demorou para sair por falta de recursos, mas ao ser incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ganhou os investimentos necessários – R$ 1 bilhão nas obras que ainda resultarão em mais outra eclusa que, quando pronta, permitirá o transporte de 40 milhões de toneladas de carga por ano.

O que eu acho importante é que vai atender, além do estado do Pará e a região de Tucuruí, vai atender Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Vai baratear o custo do Brasil dos produtos que a gente vai mandar para os Estados Unidos e para União Europeia. É uma obra gigantesca. Eu, que só conhecia o Canal do Panamá, eu fiquei muito feliz porque era uma obra que estava muito amarrada, ou seja, ela ficou parada praticamente 30 anos, até que nós conseguimos inaugurar. Eu acho que a partir de agora nós tomamos consciência de que outras eclusas precisam ser feitas para que a gente possa tirar proveito dos nossos rios, além de cuidar deles com muito carinho, não permitir que haja assoreamento, que haja degradação dos nossos rios.

A redução do desmatamento na amazônia, divulgada na semana passada, reforça a posição do governo brasileiro com o cumprimento das metas colocadas na COP 15, em Copenhague (Dinamarca). “Quando nós fomos a Copenhague no ano passado e nós levamos uma proposta de diminuir as emissões de gases de efeito estufa em 39% até 2020, e nós também nos comprometemos em diminuir o desmatamento da Amazônia em 80%, muita gente achava que era impossível”, disse o presidente Lula.

Na medida em que o governo federal envolve prefeitos e governadores, e na medida em que o governo federal coloca à disposição de prefeitos e governadores ajuda para que esses estados possam se desenvolver sem precisar o desmatamento – e se houver desmatamento, que seja uma coisa feita de forma bem cuidada, com o manejo correto da floresta – a gente percebe que todo mundo participa e a gente percebe que os resultados são mais extraordinários do que apenas proibir ou perseguir. O governo resolveu conversar e eu acho que isso é extremamente importante. Eu quero dar os parabéns à nossa ministra do Meio Ambiente, a Izabella, pelo sucesso da diminuição do desmatamento.

Quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 às 12:04

Nunca antes: atenção especial e bons resultados para o meio ambiente

Com políticas públicas eficazes, Brasil dá continuidade à redução da taxa de desmatamento. Na imagem, trecho da Floresta Amazônica próximo a Rio Branco (AC). Foto: Jefferson Rudy/MMA

Nunca antesNosso segundo post da série Nunca antes… é sobre um dos assuntos mais sensíveis e importantes da atualidade: o meio ambiente. São inúmeras as ações de sucesso do governo na área, garantindo meios efetivos para a preservação ambiental no País. Os bons resultados vem ganhando destaque mundialmente, como por exemplo a redução histórica no desmatamento da floresta amazônica – hoje, foi anunciado que o índice caiu para 14% (entre outubro deste ano e outubro de 2009), como nunca antes… Não à toa o Brasil tem sido destaque em fóruns internacionais como a Conferência da ONU para Mudanças Climáticas (COP), por apresentar metas ousadas de redução das emissões de gases do efeito estufa – e melhor, estar cumprindo todas elas – em seu Plano Nacional sobre Mudança no Clima, apresentado na COP 15, em Copenhague. Lá, o Brasil fez bonito e foi considerado um exemplo para demais países – até desenvolvidos.

Para ler todos os posts feitos até agora da série Nunca antes…, clique no selinho acima.

No caso da meta de redução de 80% no desmatamento na Amazônia até 2020, por exemplo, ela não só vai ser cumprida como antecipada em pelo menos quatro anos, de acordo com os dados acumulados apresentados pelo governo. E reduzindo o desmatamento, o Brasil reduz também suas emissões de gases do efeito estufa, já que a derrubada da floresta é a principal fonte brasileira dessa emissão.

Historicamente, a forma de se combater o desmatamento na Amazônia – e em outros biomas – sempre foi baseada em duas ações: proibição e punição. Não funcionava. Agora, o governo acrescentou também ingrediente fundamental: a adoção de políticas públicas e incentivos para conquistar a adesão dos principais interessados: moradores locais, prefeitos, madeireiros e empresários. Esses são os principais aliados e interessados na preservação ambiental.

Programas como o Arco Verde Terra Legal, do Ministério do Meio Ambiente, estabeleceram importantes parcerias com governos estaduais e municipais, além de moradores das regiões afetadas, para a prevenção e controle do desmatamento, além atacar um problema antigo na Amazônia, a regularização de terras. Confira aqui mais detalhes do programa Arco Verde Terra Legal.

Leia o artigo completo »

Tweets

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-