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Quinta-feira, 6 de junho de 2013 às 11:35

Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 terá R$ 39 bilhões

A presidenta Dilma Rousseff anuncia, nesta quinta-feira (6), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 com o investimento de R$ 39 bilhões. O Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal fonte de crédito de custeio e investimento dos pequenos produtores, terá o investimento de R$ 21 bilhões, uma expansão de mais de 400% desde 2003.

O lançamento para a safra 2013/2014 marca os dez anos do Plano para a agricultura familiar. Nesse período, a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. O segmento é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País; 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e por empregar 74% da mão de obra no campo.

Dez anos

Em dez anos de Plano Safra da Agricultura Familiar, 2,5 milhões de agricultores familiares movimentaram R$ 97 bilhões. O investimento do governo federal foi de R$ 22,3 bilhões para a safra 2012-2013, 430% a mais do que o destinado no primeiro plano, destinado ao perído 2002-2003. Nesta quinta-feira (6), será lançado a nova edição do plano para a safra 2013-2014.

Já a compra de alimentos pelo governo federal movimentou R$ 4,5 bilhões e apoiou cerca de 160 mil famílias durante os dez anos de Plano Safra. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma das políticas públicas centrais no fomento à agricultura familiar e recebeu R$ 1,2 bilhão na safra atual (2012-2013) – 630% mais do que os R$ 164,6 milhões de 2003.

Quarta-feira, 24 de abril de 2013 às 11:45

Dilma Rousseff se reúne com representantes do 19º Grito da Terra Brasil

Dilma Rousseff recebe no Palácio do Planalto representantes do Grito da Terra. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma Rousseff recebe no Palácio do Planalto representantes do Grito da Terra. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff se encontrou, nesta quarta-feira (24), no Palácio do Planalto, com os representantes do 19º Grito da Terra Brasil 2013, e recebeu do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, a pauta de reivindicações da entidade.

Segundo o ministro Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário, as demandas serão discutidas no governo. Uma resposta deverá ser dada até o próximo mês, quando os representantes da Contag voltarão a Brasília. Pepe Vargas afirmou que a divulgação das medidas do Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 deverá ser adiantada para a mesma data.

A edição 2012/2013 do plano contou com R$ 18 bilhões em recursos, com R$ 17 bilhões sendo contratados, até março, pelos agricultores familiares. O ministro lembrou o compromisso da presidenta Dilma de que não faltarão recursos para o setor. Segundo ele, se todo o crédito for contratado, mais será liberado pelo governo.

Terça-feira, 23 de abril de 2013 às 9:00

Dilma fala sobre o Farmácia Popular, combate aos efeitos da estiagem e segurança nas fronteiras

Conversa com a PresidentaNa coluna Conversa com a Presidenta desta terça-feira (23), a presidenta Dilma Rousseff falou sobre o Plano Estratégico de Fronteiras, que envolve as Forças Armadas e as polícias federal e estadual; os instrumentos para proteger os rebanhos dos efeitos da estiagem; e o programa Aqui Tem Farmácia Popular, que já beneficiou, desde 2011, 17,9 milhões de pessoas, com 14 milhões recebendo medicamento gratuitamente.

“O programa Aqui Tem Farmácia Popular está presente em 3.779 municípios brasileiros, inclusive em 1.282 que têm um percentual elevado de população extremamente pobre. (…) Hoje, 14 medicamentos são oferecidos gratuitamente à população e outros 11 comercializados com até 90% de desconto. O número de farmácias cresceu de 15 mil em 2011 para 25,7 mil em 2013”, detalhou.

Sobre o apoio a pequenos produtores rurais na região do Semiárido Nordestino, a presidenta lembrou que, neste momento, o governo está dando apoio emergencial aos criadores com a venda subsidiada de milho, a R$ 18 a saca. Ela afirmou que está sendo preparado um programa para apoiar a formação de estoques de alimentação animal na região para os períodos de estiagem.

“Vamos estimular a armazenagem de alimentação animal, ampliar a pesquisa agropecuária e a assistência técnica nessa área, e fomentar o cultivo de forragens nativas e exóticas adaptadas ao semiárido, para manter o rebanho. A palma forrageira é uma das melhores soluções já identificadas, e por isso teremos uma rede de multiplicação e distribuição de mudas forrageiras com qualidade genética e fitossanitária, para agricultores familiares do Nordeste”, explicou.

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Terça-feira, 5 de março de 2013 às 19:10

Em congresso de trabalhadores rurais, Dilma afirma que pretende acelerar reforma agrária

A presidenta Dilma Rousseff pediu, em discurso durante o 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, nesta terça-feira (5), em Brasília, uma parceria com os trabalhadores rurais para encontrar os últimos brasileiros que vivem em condições de pobreza extrema. A presidenta aproveitou para afirmar que o país está pronto para uma fazer uma aceleração da reforma agrária.

“Nós gostaríamos também de ter todas as pessoas que precisam de terra cadastradas no Cadastro Único, porque elas têm direito a um pedaço de terra da Reforma Agrária. Mas não é um pedaço qualquer de terra, porque também no Brasil fazer Reforma Agrária era assim: pega a pior terra e joga na Reforma Agrária. Aí, ninguém consegue viver do assentamento. Nós, agora, temos condição de fazer uma aceleração do processo de terras”, afirmou Dilma.

Dilma também contou ter visitado assentamentos em que os trabalhadores, com a assistência adequada, conseguiram gerar renda e manter o agricultor e sua família no campo. É o caso da agroindústria de laticínios em Arapongas, no Paraná, com capacidade para processar até 90 mil litros de leite por dia.

“Nós queremos que as nossas, os nossos assentados tenham condições de viver daquela renda. Então, a terra precisa ser produtiva, não pode colocar em qualquer terra. Não é possível justificar que a terra já foi dada e a coisa está resolvida. O governo não fará isso. E eu quero prometer a vocês: eu vou acelerar a reforma agrária. Mas eu vou acelerar com terra de qualidade, vou acelerar e quero que vocês me ajudem numa coisa. Eu quero todo mundo cadastrado para ganhar a terra”, completou.

Terça-feira, 6 de setembro de 2011 às 9:05

Agricultura familiar, Bolsa Família e parcelamento de débitos de empresas excluídas do Simples Nacional

Conversa com a Presidenta

A coluna “Conversa com a Presidenta” desta terça-feira (6/9) aborda temas como liberação de recursos para a agricultura familiar, reajuste do Bolsa Família e parcelamento de dívidas de empresas,junto à Receita,que foram excluídas do Simples Nacional. Publicada em 197 jornais e revistas no Brasil e no exterior, a coluna traz uma pergunta da agricultora Jerusa de Alencar Viveiros, moradora de Petrolina (PE). Ela quer saber “como o governo pode incentivar os agricultores familiares para que eles possam plantar mais, ganhar mais dinheiro, se capitalizar, colocar comida na mesa”.

“Jerusa, nós já temos várias políticas voltadas para a agricultura familiar, que é um dos pilares do nosso processo de crescimento econômico com inclusão social. Em julho, lançamos o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, que disponibiliza R$ 16 bilhões para financiamento. As taxas de juros para projetos de investimentos foram reduzidas à metade – passaram de 4% ao ano para apenas 2% ao ano – e o limite de crédito foi ampliado para R$ 130 mil, com até 10 anos para pagar. Visando garantir a renda dos produtores, reservamos R$ 300 milhões para a Política de Garantia de Preços Mínimos para a Agricultura Familiar (PGPM-AF), que serão utilizados quando os preços do mercado estiverem muito baixos.”

Na resposta, a presidenta Dilma disse que “outro incentivo foi a ampliação, para R$ 793 milhões, do orçamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que permite a compra de produtos da agricultura familiar, garantindo a regulação de preços e destinando parte da produção às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional”.

Moradora de Teresópolis, região Serrana do estado do Rio, a doméstica Dagmar Ferreira de Queiroz indagou se o programa Bolsa Família ganhará algum aumento ainda neste ano. A presidenta explicou que o Bolsa Família teve os valores reajustados este ano. Segundo a presidenta, desde abril, os benefícios estão sendo pagos com reajuste médio de 19,4%, o que representa um ganho real, ou seja, acima da inflação, de 8,7%. “Os valores dos benefícios, que iam de R$ 22,00 a R$ 200,00, passaram a variar de R$ 32,00 a R$ 242,00″, informou.

“Os reajustes foram diferentes para as diversas parcelas que compõem o benefício. O maior crescimento ocorreu em relação à parte correspondente às crianças e jovens de até 15 anos de idade, que teve reajuste de 45,5%. Isso por que nossa preocupação principal é com as crianças e jovens mais pobres – queremos criar as condições para que possam sair da pobreza. Esta foi a quarta recomposição dos valores dos benefícios, desde que o Bolsa Família foi criado, em outubro de 2003. Os recursos investidos no Bolsa Família dão imenso retorno ao Brasil, pois movimentam praticamente todos os setores da economia – cada R$ 1,00 investido no programa aumenta em R$ 1,44 o Produto Interno Bruto (PIB). Com esse estímulo ao crescimento e à geração de empregos, ganham, não apenas os beneficiários do Bolsa Família, mas todos os brasileiros.”

Já Ramalho Crispim, pequeno empresário de Varjota (CE), destacou que 35 mil empresas, com débitos totais de cerca de R$ 5 bilhões, foram excluídas do Simples Nacional. “Por que a Receita não permite que os débitos sejam parcelados, se existe parcelamento em todos os órgãos governamentais?”, indagou Crispim.

“Na realidade, em 2010, de todas as empresas optantes pelo Simples Nacional, existiam 560 mil com débitos que chegavam a R$ 4,3 bilhões. Desse imenso conjunto, Ramalho, a Receita notificou apenas as 35 mil que tinham as maiores dívidas. Como 5 mil regularizaram a situação, a Receita excluiu 30 mil devedores. Ou seja, 94,6% dos devedores tiveram uma segunda chance. O parcelamento não pôde ser feito porque a Lei que criou o Simples não permite. Mas nós incluímos a possibilidade de parcelamento no Projeto de Lei que enviamos ao Congresso para aperfeiçoar a Lei do Simples”.

E concluiu:”Com a aprovação, mesmo as empresas que foram excluídas podem parcelar os seus débitos e fazer nova opção pelo Simples Nacional. Este mesmo projeto aumenta o limite de faturamento anual, para opção pelo Simples, de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. Para os que exportam, o limite passará a ser de R$ 7,2 milhões, bastando que a metade deste valor seja de vendas para o exterior. O Simples Nacional, criado há quatro anos, entre outras vantagens, unifica 8 tributos das áreas federal, estadual e municipal, exigindo apenas uma declaração, e reduz a carga tributária em índices que variam de 12% a 67% no nível federal.”

Quarta-feira, 17 de agosto de 2011 às 19:20

Áudio – “Vocês têm em mim uma presidenta Margarida como vocês”

 

Segunda-feira, 25 de julho de 2011 às 13:00

Agricultura familiar distribui farinha de mandioca para rede de supermercados de Alagoas

Em Arapiraca (AL), presidenta Dilma Rousseff visita a Unidade Classificadora e Empacotadora de Farinha de Mandioca da Cooperativa Agropecuária de Campo Grande. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasil Sem Miséria A rede de supermercados do estado de Alagoas começa a receber 1,2 mil quilos de farinha de mandioca branca produzida por agricultores familiares. O projeto de comercialização foi mostrado à presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (25/7), durante visita ao galpão da Cooper-Agro (Cooperativa Agropecuária de Campo Grande), em Arapiraca, na região Agreste alagoana. Para o presidente da Cooper-Agro, Evaldo Pereira dos Santos – que recepcionou a presidenta – o ponto mais importante é a eliminação do atravessador.

“A nossa farinha pode chegar à mesa do consumidor por um preço mais barato”, contou Evaldo.

A presidenta Dilma chegou a Arapiraca no início da tarde e seguiu direto para o armazém da cooperativa. Na companhia de sete ministros, governadores dos estados da região Nordeste e assessores, tomou conhecimento do projeto da venda da farinha de mandioca produzida por agricultores familiares. O diretor da cooperativa, Eluísio Alves, informou ao Blog do Planalto que a produção de 1,2 mil quilos já foi vendida à rede de supermercado de Alagoas. O quilo da farinha ficou em R$ 1,30 para o varejo.

O mecanismo se dá com o repasse da produção para a Pindorama – cooperativa fundada em 1956 em Alagoas – com ramificação, atualmente, em nove estados nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O presidente da cooperativa, Klécio José dos Santos, informou que a farinha de mandioca era um produto que não constava da cesta de mercadorias vendidas e, por este motivo, veio a agregar valor ao comércio do grupo.

“Eles entram com a produção e nós seguimos com a comercialização. O objetivo é levar a farinha aos supermercados dos demais estados. Num primeiro momento, atenderemos apenas os pontos de venda de Alagoas”, informou Klécio dos Santos.

Durante a visita ao depósito da cooperativa, a presidenta conheceu também duas experiências da agricultura nos estados da Bahia – produção de compotas de frutas – e Sergipe – suco de laranja. Depois, com um saco de farinha nas mãos, a presidenta Dilma fez pose para fotógrafos e cinegrafistas.

No período em que permaneceu no local, Dilma Rousseff foi presenteada com escultura “Homem do Campo”, do artista Jackson Lima. A obra entregue pelo prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, é feita de material reciclável.

Terça-feira, 12 de julho de 2011 às 11:49

Uma política de preço mínimo para a agricultura familiar, destaca presidenta Dilma Rousseff

Na entrevista concedida a três emissoras de rádio do estado do Paraná, nesta terça-feira (12/7), a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância de se estabelecer uma política de preço mínimo para a agricultura familiar. A presidenta Dilma desembarcou no Aeroporto Municipal Dr. Paulo Abdala, em Francisco Beltrão, na região sudoeste do Paraná, para cerimônia e lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012. Durante a conversa com os locutores das emissoras Educadora AM 1060 e Onda Sul FM 98,7, de Francisco Beltrão; e Banda B 550 AM, de Curitiba, a presidenta disse também que o governo federal firmará convênios com os estados para permitir a comercialização dos produtos fabricados em pequenas propriedades rurais com o selo de qualidade.

“É muito bom que seja uma conversa. A agricultura familiar não tinha política de preço mínimo. Estamos destinando R$ 300 milhões. Quando se trata da circulação dos produtos, vamos descentralizar a fiscalização e passar para o estado esse processo. O Paraná é um desses estados. Nós construímos dentro da CEF [Caixa Econômica Federal] uma superintendência para tratar de reformas ou novas moradias para o agricultor. Tem uma outra dinâmica, outra característica. Vamos garantir que a posse da terra seja condição suficiente para receber o empréstimo.”

Dilma Rousseff reconheceu que a burocracia impedia que o pequeno produtor tivesse acesso aos recursos. Segundo explicou, neste Plano as barreiras foram rompidas e, com isso, o governo federal estará assegurando mais impulso à economia rural. “Criamos uma série de benefícios para o agricultor familiar para que ocorra o crescimento produtivo do país. Se a gente tiver essa teia de agricultores, então o Brasil inteiro cresce com o agricultor familiar”, explicou.

Durante a conversa, a presidenta reconheceu que o sudoeste do Paraná é uma das regiões mais importantes do país e, por tal motivo, merece a atenção do governo federal. Indagada, por exemplo, sobre a indústria têxtil – outro segmento importante da economia daquela região – a presidenta Dilma Rousseff lamentou a concorrência desleal com os produtores dos países da Ásia.

“No caso da indústria têxtil, estamos interessados que o Brasil seja mais competitivo em relação ao mundo asiático, que entra no mercado com preços baixos. É uma concorrência desleal. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) tem tido cuidado de preparar esse processo. Construir uma defesa da nossa competitividade. Vamos lançar agora no final do semestre Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).”

Ouça abaixo a íntegra da entrevista da presidenta Dilma Rousseff em Francisco Beltrão (PR) ou leia aqui a transcrição.

 

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Terça-feira, 12 de julho de 2011 às 11:46

Francisco Beltrão, o celeiro da agricultura familiar

O casal Nelson e Seli Parizotto mostra a produção de leite em Francisco Beltrão (PR). Foto: Rafael Alencar/PR

Em cada município brasileiro há, em média, duas mil pequenas propriedades de agricultura familiar. Em Francisco Beltrão, situado no Sudoeste do Paraná, esse número chega a 19.588 chácaras ou sítios. São famílias que herdaram dos primeiros colonos da década de 1960 o gosto pelo trabalho na terra. Nelson Parizotto, 50 anos, é um dos muitos exemplos. Tinha cinco anos quando aportou nesta região, deixando a gaúcha Carazinho.

“O Rio Grande do Sul tinha terra fraca e o Paraná era mato. As estradas eram abertas no braço quando viemos”, lembra.

A fixação dos colonos no Sudoeste do Paraná e no Oeste de Santa Catarina abriu caminho para a agricultura familiar no Brasil. Uma experiência que deu origem à expressão e serviu de modelo para a atividade no país. Em Francisco Beltrão, 88% das propriedades são voltadas para a agropecuária e se enquadram no perfil dos agricultores familiares. Juntas, ocupam uma área de 277.868 hectares. De lá, os pequenos trabalhadores rurais conseguem o sustento com o comércio do leite, frango, suínos, trigo, soja, feijão, frutas e hortaliças, entre outros.

Dono de um sítio de nove hectares, onde são criadas 16 vacas, Nelson Parizotto e a mulher Seli retiram 300 litros de leite de dois em dois dias. Cada litro é comercializado por R$ 0,65. Com a ajuda dos recursos do Pronaf, o casal adquiriu um equipamento de resfriamento do leite e duas ordenhadeiras. Uma realidade bem diferente de quando começaram a trabalhar na terra, há mais de 20 anos. Tinham de ordenhar as vacas à mão e plantar sementes esperando que tudo desse certo.

“Antes, a gente pegava a semente e plantava ao Deus dará. Eu tinha de ir trabalhar por dia para sobreviver”, revela ele. “Por isso que eu digo que um homem dura muito e que o trabalho não mata ninguém”, completa.

A produção leiteira é o forte da região, assim como a organização em cooperativas, outra referência de Francisco Beltrão. Para se ter ideia, 200 agricultores integram a Cooperativa de Leite da Agricultura Familiar. Juntas, as ordenhadeiras retiram de 150 mil a 200 mil litros de leite por mês, que são vendidos in natura para a indústria que, por sua vez, produz queijo e iogurte ou comercializa com a rede de ensino para uso na merenda escolar. Nesta região paranaense, 27 cooperativas de leite estão organizadas em 27 cidades. Todo mês, essa união resulta em seis milhões de litros de leite.

Jovens no campo – O casal Parizotto é organizado e econômico. Todos os recursos que buscam junto ao Pronaf têm como destino a compra de sementes e a preparação da terra para o plantio. Nelson e Seli investem na lavoura de milho e outros grãos que seguem para a ração dos animais. A cada ano, destinam R$ 2,5 mil. “Hoje é muito fácil. Pego o dinheiro no banco e pago no ano seguinte. Três dias depois de pagar, já tenho o dinheiro de novo na conta”, detalha.

No passado, disse, era tanta burocracia para ter acesso à linha de financiamento, que até desanimava. O agricultor só lamenta que o apego que ele e a mulher têm pela terra não é o mesmo que o dos dois filhos. Diz que os jovens não querem seguir o caminho. “Quem vai plantar depois de nós?”, indaga.

Manter os filhos dos herdeiros dos colonos no campo é a missão da agricultora familiar Daniela Celuppi, 28 anos. Formada em Pedagogia, ela trocou de profissão. Mora com os pais numa propriedade que produz frutas e sete mil litros de leite por mês. Quer ensinar os filhos a amar a terra. “Hoje a situação das famílias é boa, os juros do Pronaf são baixos, não há burocracia”, diz ela.

Antes do Pronaf, a família tinha de usar os ganhos da propriedade e qualquer mudança climática acabava com a produção. “Com o Pronaf, tem até dinheiro para o seguro. Tua safra fica assegurada”, comemora. Daniela revela que aguarda com ansiedade a visita da presidenta Dilma à cidade. É a primeira vez que um presidente vem a Francisco Beltrão. “É uma honra grande. Tenho a esperança de chegar um pouquinho perto dela”, contou.

Sábado, 28 de maio de 2011 às 8:26

Prioridade do governo federal, agricultura familiar tem recorde em volume de recursos

Secretário nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller, comenta a política do governo para os pequenos agricultores. Foto: Thiago Dieb/PR

Nessa semana, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que o governo federal colocará à disposição, para a safra 2011-2012, R$ 16 bilhões exclusivamente para os pequenos agricultores rurais. Outra novidade é a redução dos juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, a partir de julho, quando passará a operar com taxas entre 0,5% a 2%; atualmente chegam a até 4%.

Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, o secretário nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller, comentou a política do governo para os pequenos agricultores e antecipou que, a partir do diálogo constante com as lideranças do setor, a presidenta Dilma prepara uma série de ações que irão impactar diretamente na vida das famílias agricultoras e fazer a economia do país girar.

Laudemir Müller comenta que a partir da injeção de recursos dessa ordem no setor de agricultura familiar – responsável por 70% da produção dos alimentos consumidos no país – o governo pretende incentivar a prática de preços justos e estáveis tanto para o agricultor quanto para o consumidor final. Na opinião do secretário, “são os alimentos justamente o que o povo, o país, precisa para crescer de forma continuada e com estabilidade”. Ele acrescenta que investir na produção agrícola é apostar na continuidade do crescimento acelerado, ao mesmo tempo em que são ampliados a geração de empregos e a distribuição de renda, com inclusão social.

“Nós temos o grande desafio de fazer esse crescimento econômico acelerado com distribuição de renda e com estabilidade. E para isso, aproveitando essa grande oportunidade de aumento de renda e de consumo que a sociedade brasileira está alcançando, nós precisamos produzir mais alimentos”, defendeu.

A criação do Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para a agricultura familiar e a unificação de normas do Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) também são novidades, informou o secretário. A política de preços – continuou Müller – reduz os impactos das oscilações de mercado sobre as famílias produtores rurais; já a regulamentação do Suasa visa flexibilizar barreiras para a escoar a produção agrícola para outros estados.

“Isso [a revisão do Suasa] é muto importante, é uma grande vitória para a agricultura familiar e também uma grande vitória para o Brasil”, comemorou.

Pronaf - O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar financia projetos individuais ou coletivos que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. Operando com as taxas mais baixas de juros dos financiamentos rurais, o programa registra os menores índices de inadimplência entre os sistemas de crédito do país.

Para acessar o crédito – explica o secretário – as famílias devem procurar o sindicato rural ou a Emater para obtenção da declaração de aptidão ao Pronaf, que será emitida segundo a renda anual e as atividades exploradas. Os beneficiários da reforma agrária e do crédito fundiário devem procurar o Incra ou a Unidade Técnica Estadual. Já os produtores que tomaram crédito do Pronaf em safras anteriores devem ir ao mesmo banco ou cooperativa de crédito que fizeram o empréstimo e solicitar o crédito para a nova safra.

“É importante frisar que esse crédito pode ser acessado para qualquer tipo de atividade no meio rural que gere renda. Então pode ser uma atividade agrícola ou não agrícola, como por exemplo o artesanato, pode ser para custeio, para comprar semente, para comprar adubo, para fazer a safra específica do ano, ou até para investimento”, informou Müller.

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