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Quarta-feira, 6 de maio de 2015 às 10:07

Tempo Real: Presidenta Dilma lança Plano Nacional de Defesa Agropecuária

11h23 – Termina a cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuária. Confira em instantes a cobertura completa do Blog do Planalto.

11h15 – Em sua fala, a presidenta Dilma reforça o compromisso do seu governo com a simplificação de regras e a desburocratização de processos também no setor agropecuário. De acordo com Dilma, as medidas anunciadas hoje, como a atualização do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) e do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), vão beneficiar o agronegócio, mas principalmente os pequenos agricultores, com a melhoria de renda desses produtores.

11h09 – Dilma: “O Plano Nacional vai permitir que possamos atender as demandas de consumidores cada vez mais exigentes e conscientes da importância do acesso a alimentos seguros. Além de capacitar o Brasil, ainda mais, para superar as barreiras sanitárias que ganham cada vez mais relevo no mercado internacional.”

Presidenta Dilma no lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuária  que aumentará a competitividade do setor no cenário internacional e melhorará a vida do pequeno produtor rural. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma no lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuária que aumentará a competitividade do setor no cenário internacional e pretende melhorar a vida do pequeno produtor rural. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

11h04 – Presidenta Dilma destaca a qualidade, a quantidade e a diversidade dos alimentos produzidos no Brasil para seu mercado interno. Além disso, ressalta a capacidade do Brasil ter se firmado como um dos grandes produtores de alimentos e proteínas do mundo, exportando sua produção para os mais diversos países.

11h – A presidenta Dilma Rousseff começa a discursar no lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuária.

10h50 – A ministra Kátia Abreu destaca também a criação hoje pela presidenta Dilma Rousseff da Matopiba, a última fronteira agrícola em expansão do País sem desmatamento. A Matopiba  é a região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A criação vai garantir investimentos em infraestrutura, logística e fornecimento de energia para a região, com foco em políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável.

10h42 – Kátia Abreu anuncia que a presidenta Dilma regulamentará a lei que estabelece o uso de medicamentos genéricos veterinários no País, o que poderá reduzir o custo para a atividade pecuária em até 70%.

10h35 - De acordo com a ministra Kátia Abreu, o novo Plano permitirá a redução dos custos da defesa agropecuária em até 30% no Brasil.

10h32 – A ministra Kátia Abreu destaca, em seu pronunciamento, que a defesa agropecuária representa hoje a prioridade número 1 do Ministro da Agricultura. “A defesa agropecuária é muito mais que um simples instrumento de organização do setor, mas o que garante a qualidade e a segurança alimentar do País”, destaca.

10h25 – Começa a cerimônia em Brasília. Ministra Kátia Abreu inicia o seu discurso.

10h05 – Para a ministra Kátia Abreu, o plano é um avanço na defesa agropecuária brasileira e representa a modernização de toda a legislação para o setor, além de transformar a qualificação na defesa agropecuária em um trabalho ativo, em parceria com estados e municípios.

9h56 – Daqui a alguns minutos, a presidenta Dilma Rousseff e a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, lançam, no Palácio do Planalto, o Plano Nacional de Defesa Agropecuária. O programa tem como objetivo modernizar o marco regulatório para o campo e avançar nas ações de prevenção e respostas aos riscos nas lavouras e rebanhos do País.

Quarta-feira, 29 de abril de 2015 às 20:00

Jovem só ficará no campo se tiver mesmos benefícios dos que moram nas cidades

Os jovens brasileiros só vão permanecer na zona rural se tiverem as mesmas oportunidades e garantias dos que moram nas cidades, afirmou a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (29), durante o 3º Festival da Juventude Rural, em Brasília.

Nesta quarta-feira, a presidenta Dilma anunciou que o Governo Federal vai investir, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e com BNDES, R$ 5 milhões em cooperativas para a juventude rural. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta anunciou que o governo vai investir, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e com o BNDES, R$ 5 milhões em cooperativas para a juventude rural. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Neste sentido, ela destacou os 22,8 mil jovens que serão atendidos pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) em 23 estados brasileiros, a partir da nova chamada aberta pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e anunciada nesta segunda-feira (27), pelo titular da Pasta, Patrus Ananias.

Nós atendemos a totalidade da demanda que foi colocada pra nós. O BNDES e o Banco do Brasil vão investir para apoiar a organização de empreendimentos coletivos da juventude de base familiar”, acrescentou, referindo-se ao edital, realizado em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 5 milhões, para cooperativas e associações da juventude rural, com o foco na agroecologia e na questão de gênero.

Essas duas ações, que estão alinhadas com algo que, para mim, é a revolução feita pela agricultura familiar no Brasil, estão em andamento”, disse a presidenta, pontuando que especialmente na questão da agroindústria familiar, as mulheres têm um papel muito importante.

Outra questão importante que destacou foi a internet na zona rural. “A internet é uma forma de te ligar com o mundo, onde quer que você more. Se você mora no lugar mais distante, pode conversar com outro lugar mais distante, daí a importância da internet para a juventude de trabalhadores e trabalhadoras rurais”.

A internet faz parte das condições essenciais para a vida dos agricultores familiares, de assentamentos da reforma agrária, “porque, sem ela, não vai haver presença dos jovens no campo. Por isso meu governo tem o compromisso de levar a banda larga para a região rural do Brasil”, concluiu.

Confira a íntegra

 

 

Sexta-feira, 20 de março de 2015 às 18:30

Dilma destaca importância de bancos públicos no financiamento de projetos agroecológicos

A presidenta Dilma Rousseff defendeu, nesta sexta-feira (20), a participação de bancos públicos em financiamentos a projetos agroecológicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição já é parceira de programas como o Terra Forte, juntamente com a Fundação Banco do Brasil (FBB). A iniciativa prevê a modernização de empreendimentos coletivos nos assentamentos da reforma agrária (agroindústrias); e o Ecoforte, que estimula a produção familiar orgânica e de base agroecológica.

“Temos clareza da importância do crédito e de os bancos públicos financiarem a agroindustrialização. Sabemos que a agroindústria aumenta a renda de cada uma das famílias de um assentamento”, frisou durante a inauguração de uma nova unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), em Eldorado do Sul, região metropolitana de Porto Alegre (RS).

Ela lembrou que o Banco do Brasil também participa do Terra Forte e assumiu o compromisso de fortalecer essa participação. “Eu vou assumir de público, com vocês, que é um compromisso meu”, garantiu.

Orçamento 2015
Em entrevista coletiva após a cerimônia, Dilma Rousseff lembrou que o Orçamento de 2015, aprovado nesta semana pelo Congresso, será sancionado e que ela fará, imediatamente, o decreto de contingenciamento dos gastos. Segundo a presidenta, esse contingenciamento será “significativo”.

“Nosso orçamento (…), assim que sancionado, vamos também, a exemplo do que fizeram todos os governos quando já tinham seus orçamentos aprovados, fazer o contingenciamento, que será significativo. Não vai ser um pequeno contingenciamento”, avisou.

Segundo ela, o contingenciamento é fundamental porque o governo tem o objetivo de fazer um superávit primário de 1,2% de superávit primário em 2015. Para alcançar essa meta, além do corte de despesas, a presidenta disse que o governo conta com as medidas de ajuste fiscal enviadas ao Congresso. “Aprovado o orçamento, vamos fazer cortes no orçamento, vamos fazer um contingenciamento de gastos”. A partir daí, é necessário que se aprove o ajuste fiscal e todas as demais medidas vão ser tomadas.

Dilma declarou considerar importante que se reconheça que houve, no final de 2014, “uma grande deterioração nas arrecadações, não só da União, mas também dos estados.” No entanto, destacou que o ajuste fiscal proposto pelo governo para as contas públicas não visa prejudicar o consumo e o investimento no País. “Ele é feito justamente para garantir que haja continuidade no crescimento do consumo e do investimento. Ele é precondição. Por isso, nós fazemos tanta questão de que seja aprovado”, explicou.

Ajuste fiscal é imprescindível ao País e deve ser rápido
Por isso, disse considerar “absolutamente imprescindível para o Brasil – e aí acho que não é uma questão do governo apenas, é uma questão do conjunto do País, da nossa nação – a aprovação do nosso ajuste fiscal. Obviamente quanto mais rápido isso for feito, mais rápido o governo, a economia, a sociedade vai sair de uma situação de maior restrição”.

A presidenta ressalvou que, mesmo precisando do ajuste fiscal, o Brasil tem uma relação extremamente sóbria entre percentual de gasto na folha e o orçamento do governo. “Não somos um país que tem o descontrole na folha de pagamento. Não somos um país que tem descontrole nos gastos previdenciários. Somos um país que possui reservas substantivas. Então, as flutuações que ocorrem neste momento no mercado internacional, que atingem a todos, atingem a nós também”.

Para ela, a diferença é que, no passado tais flutuações quebravam o País e hoje não. “Somos um país que tem uma relação [entre a] dívida sobre o Produto Interno Bruto pequena, se você olhar para o resto do mundo. Então, o que temos de fato é um desequilíbrio fiscal”.

Esse desequilíbrio fiscal se deve ao fato de que o governo absorveu uma parte grande, “uma parte imensa” da crise que atingia o Brasil. “Absorvemos no orçamento. Fizemos desonerações muito significativas, como essa da folha. Ela sozinha equivale a R$ 25 bilhões. O que nós estamos fazendo não é acabar com os R$ 25 bilhões. Estamos reduzindo de 25 para R$ 12 bilhões. Continuamos desonerando. Não estamos tirando desoneração da folha. E estamos fazendo correções em programas sociais que têm de ter correções”.

Sexta-feira, 20 de março de 2015 às 15:40

Dilma: Agricultura familiar baseada em assentamentos é um alto negócio

Dilma colhe sementes sementes de arroz agroecológico na 12ª Abertura da Colheita do Arroz Ecológico. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Dilma colhe sementes sementes de arroz agroecológico na 12ª Abertura da Colheita do Arroz Ecológico. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidenta Dilma Rousseff afirmou que o modelo ideal de reforma agrária é baseado na agricultura familiar dos assentamentos de reforma agrária e que se trata de um alto negócio. A declaração foi feita na inauguração da unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap), em Eldorado do Sul (RS).

“É muito importante provar, até para a América Latina, que é possível, sim, ter desenvolvimento sustentável, de alta qualidade, baseada em assentamentos da reforma agrária”, afirma a presidenta. No caso da Cootap, são 471 famílias produzindo 20 mil toneladas de arroz ecológico em uma área de 4 mil hectares. “Este é o Brasil que nós queremos”, enalteceu.

Dilma listou três características que estruturam uma reforma agrária de qualidade para o País: o uso da cooperativa, a cadeia produtiva e a produção agroecológica. “Primeiro, a existência de trabalhadores e de famílias que se organizaram em cooperativas; segundo, os que não ficaram só na produção e que estão apostando em algo muito importante que é a produção agroecológica. E portanto, criaram não só a produção, mas o beneficiamento, armazenagem, o ensacamento e a indústria”.

A presidenta também destacou o compromisso do governo de investir na agroindustrialização como forma de aumentar a renda das famílias assentadas. “A agroindustrialização vai dar condições aos agricultores familiares do nosso país. Dar condições a eles de agregar valor à sua produção e de produzir industrializando aquilo que eles plantam e colhem, ou aquilo que eles criam, e os produtos daí derivados”, avaliou.

Dilma Rousseff destacou ainda a chamada pública do governo para compra de arroz orgânico por meio Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Segundo ela, o governo dá exemplo quando o faz. “Nós iremos comprar arroz ecológico para distribuir para onde sempre o PAA distribui”, disse. E acrescentou que uma das demandas que a compra destes alimentos atende é da população em estado de vulnerabilidade ou de carência alimentar.

Economia
Ainda no seu discurso, Dilma enfatizou que o governo, nos últimos seis anos, tomou todas as medidas possíveis para que a crise econômica não atingisse a população do País. “Nós aumentamos o subsídios, reduzimos os juros, desoneramos uma porção de coisas. Entre essas coisas, desoneramos a cesta básica, a folha de pagamento, tomamos medidas para reduzir o custo da energia no Brasil quando o petróleo estava R$ 120”.

Para que o País continue crescendo, a presidenta ressaltou a importância da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo e garantiu que os ajustes não vão influenciar nos programas sociais.

“Ajustar é dar vida, todo mundo faz isso. Nós não estamos ajustando por que gostamos ajustar. Estamos ajustando porque o país tem que continuar crescendo, gerando emprego e fazendo políticas sociais, e aí eu quero dizer uma coisa para vocês: O ajuste não acaba com a agroindustrialização, o ajuste não acaba com o Minha Casa, Minha Vida Rural”, destacou.

Confira a íntegra

Quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 às 18:40

Plano aprovado na Celac estabelece meta para erradicar fome até 2025

Quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 às 18:31

Plano aprovado na Celac estabelece meta para erradicar fome até 2025

Celac 2015

Foi aprovado, nesta quinta-feira (29), pelos chefes de Estado e de governo reunidos em San José, na Costa Rica, o “Plano de segurança alimentar, nutrição e erradicação da fome 2025 da Celac”. Elaborado com ajuda da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), o plano tem inspiração em muitos programas implantados com sucesso pelo Brasil.

A meta é atingir a erradicação completa da fome até 2025. Atualmente, há na América Latina 37 milhões de famintos e 71 milhões de indigentes, de acordo com os últimos dados da FAO e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) na região.

Para o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, esse plano é uma reafirmação de que o direito à alimentação é um direito básico no mesmo nível do direito à vida. Segundo ele, o plano é norteado pelo direito de todos à alimentação saudável e à disponibilidade de alimentos nutritivos, sendo dever dos Estados assegurarem isso. Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, gravada em San José, ele falou da influência brasileira para plano.

“Coletamos na região os programas de combate à fome mais exitosos e propiciaamos uma alimentação adequada. Muitos deles são programas brasileiros, implantados há muito tempo no Brasil. (…) Isso vem por uma tradição do papel que o Brasil sempre teve contra a fome na região e por ter, também o programa mais exitoso que começou com o presidente Lula, o Fome Zero, e foi aprofundado pelo governo da presidenta Dilma com o Brasil sem Miséria. Então, essa dobradinha – combate à fome e erradicação da miséria – são metas audaciosas que o Brasil começou a trilhar e que rapidamente foi adotado por todos os países da região”, avaliou.

Ele declarou que o foco principal do plano será na mulher. “O esforço maior de erradicação da fome terá como foco a mulher e as crianças, porque é a mulher a grande responsável pela alimentação das famílias latino-americanas.”

Graziano citou que um dos programas brasileiro replicados é o de distribuição de merenda escolar. Hoje é adotado em pelo menos dez países da Celac com assistência técnica da FAO. “Nós estamos incentivando cada vez mais que esse programa seja baseado em compras da agricultura alimentar. Nós queremos que a compra seja feita localmente, de produtos frescos, principalmente, para melhorar a qualidade do cardápio da merenda.” Também será adotada a compra da agricultura familiar. “Nós fizemos, no fundo, uma grande síntese de boas práticas e transformamos em um plano”, completou.

Apoio à reeleição na FAO
Na Declaração de Belém, documento aprovado nesta quinta-feira, os países que compõem a Celac apresentaram apoio formal à reeleição de José Graziano da Silva para o cargo de diretor-geral da FAO. A escolha acontece em junho deste ano.

“Fiquei muito feliz pelo apoio, estou muito honrado com essa preferência que foi dada. Acho que ela reflete o trabalho que a FAO teve na região, de se aproximar dos países. Nós estamos trabalhando com todos os países da região, não só com os ministros de agricultura, mas também com os ministros de saúde, de assistência social, de pesca”, manifestou Graziano.

Oitavo diretor-geral à frente da organização, Graziano iniciou seu mandato em 2012. Ele foi responsável pelo desenho e a implementação, em 2003, do programa Fome Zero. Antes de ser eleito para o posto máximo da FAO, foi diretor-geral adjunto e representante da FAO para América Latina e Caribe entre 2006 e 2011.

Segunda-feira, 17 de novembro de 2014 às 10:00

Mais 85 mil agricultores familiares são incluídos no Garantia-Safra

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) autorizou o pagamento do Garantia-Safra para mais de 85 mil agricultores familiares dos estados de Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A informação foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (13), Portaria nº 53.

Foto: Albino Oliveira/ MDA

Foto: Albino Oliveira/MDA.

Os pagamentos são relativos à safra 2013/2014 e começarão a ser efetuados ainda neste mês, nas mesmas datas definidas pelo calendário de benefícios sociais da Caixa Econômica Federal.

O Garantia-Safra começou a ser pago em agosto deste ano. A cada mês, uma nova portaria é publicada incluindo novos beneficiários. Atualmente, mais de 698 mil pessoas estão aptas a receber o benefício, que é pago em cinco parcelas. O investimento é superior a R$ 118 milhões.

Garantia-Safra
O benefício é uma ação que visa auxiliar agricultores familiares que se encontram em municípios sujeitos a perdas de safra devido à seca ou ao excesso de chuvas. O programa abrange cidades em que forem verificadas perdas de, pelo menos, 50% do conjunto da produção de feijão, milho, arroz, mandioca, algodão, ou outras culturas definidas pelo órgão gestor do Fundo Garantia-Safra.

Podem participar do Garantia-Safra, agricultores familiares, com renda familiar mensal de, até, um salário mínimo e meio, que efetuem a adesão antes do plantio e que não detenham área superior a 4 módulos fiscais. A área total a ser plantada deve ser de, no mínimo, 0,6 hectares e, no máximo, 5 hectares.

Para aderir, o agricultor deve verificar se sua cidade participa do Garantia-Safra. Para isso, o município deve assinar o Termo de Adesão e definir a quantidade de agricultores que vão participar em sua jurisdição. Após esse processo, inicia-se o período de inscrição, seleção e adesão.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Quinta-feira, 6 de novembro de 2014 às 10:44

Agricultora teve apoio do Bolsa Família para criar oito filhos, melhorou de vida e devolveu o benefício

"Fiz questão de pedir que passassem o benefício para uma pessoa mais carente aqui da comunidade", revela Fafá. Foto: divulgação/MDS.

“Fiz questão de pedir que passassem o benefício para uma pessoa mais carente aqui da comunidade”, revela Fafá. Foto: divulgação/MDS.

Dona Fafá, como é carinhosamente chamada a cearense Maria de Fátima dos Santos (51), é ex-beneficiária do Bolsa Família. Assim como milhares de famílias, ela devolveu o cartão do programa. Percebeu que conseguiria sustentar os oito filhos com produção de verduras, hortaliças e frutas nas proximidades da sua casa, na comunidade Jenipapo, em Itapipoca (CE), a 130km de Fortaleza. “Fiz questão de pedir que passassem o benefício para uma pessoa mais carente aqui da comunidade”, revela Fafá.

Fafá não conhece outra lida, apenas a agricultura. Desde pequena, já ajudava o pai na plantação. Casou adolescente e continuou cuidando da roça. Depois, com a viuvez, teve a ajuda dos filhos para cuidar da plantação.

A agricultora conta que não teria saído do lugar se não fosse o Bolsa Família. A situação melhorou ainda mais depois de ter recebido cisternas, que lhe permitiram acesso à água. Tem duas: uma para o consumo da família e outra para produção. “É a coisa mais maravilhosa que já fizeram”, diz ela, ao lembrar que, antes das cisternas, “puxava” água do cacimbão que fica a 300 metros da sua casa.

Hoje, ela produz sem agrotóxicos e colocou em prática as técnicas de agroecologia que aprendeu em um curso. Além do milho e do feijão, Fafá cultiva cheiro verde, tomate, pimentão, alface, manga, maracujá, banana, graviola e abacaxi. Já ensinou vizinhos a plantar mastruz do lado do pé de tomate e do pimentão, o que evita pragas. “Ensino o pessoal daqui e de fora também. Fiz até palestra em Recife”, conta, com vaidade.

Na feira agroecológica da cidade, chega a faturar R$ 500 por mês, o que completa a pensão que recebe. Com o aumento da renda, a agricultora sonha em comprar um carro. “Cada dia a gente está melhorando. Já estou fazendo minhas economias.” Boa de conversa, conta que gosta de “prosear” com as plantas no quintal. “Saio de lá boazinha depois de conversar com elas.”

Fonte: MDS.

Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 às 16:09

Governo abre edital de R$ 22,5 mi para projetos de capacitação e extensão voltados à juventude rural

O governo abriu edital para capacitação profissional e extensão tecnológica e inovadora para a juventude de áreas rurais. Lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com a Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), as inscrições para projetos vão até 13 de novembro.

Edital_projetos_capacitacao_tecnologica_juventude_rural

O responsável pela apresentação da proposta deve ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, possuir o título de doutor, ser coordenador do projeto e ter vínculo com a instituição de execução do projeto.

O objetivo do edital é contribuir para a formação dos jovens, a produção de conhecimentos, a capacitação técnico-profissional,a produção e a disseminação de tecnologias sociais.

Com investimento de cerca de R$ 22 milhões, a chamada pública é voltada para projetos que beneficiem jovens de 15 a 29 anos, estudantes de nível médio, visando contribuir para o desenvolvimento dos assentamentos do Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), da agricultura familiar e de comunidades tradicionais. Os projetos devem ter foco na inovação tecnológica com ações de experimentação, validação e disponibilização participativa de tecnologias.

Fonte: Participatório.

Segunda-feira, 20 de outubro de 2014 às 13:23

Governo e Anfavea firmam parceria para equipar trabalhador do campo

O governo federal fechou novo acordo de cooperação com a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) para venda de veículos e máquinas para agricultores familiares. A renovação foi assinada nesta sexta-feira (17), em São Paulo, pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller, na sede da entidade, em São Paulo.

A medida valerá até 2017. Desde o início da parceria em 2008 foram vendidos 80 mil tratores e 48 mil veículos. Agora, a expectativa é elevar esse volume para 100 mil tratores, aumentando o número de agricultores com acesso a tecnologias e maquinário para trabalho no campo, além de incentivar a indústria a produzir máquinas e implementos agrícolas. Segundo o ministério, o acordo proporcionará melhor preço e custo/benefício para agricultores familiares interessados em novos equipamentos.

Há 11 anos esse investimento era de R$ 2 bilhões ao ano. Atualmente, o número subiu para R$ 3 bilhões ao mês.

“Mais da metade do valor vai para investimento em máquinas. Nós temos um rural que está se desenvolvendo, mas que ainda precisa muito de tecnologia, e isso dará um salto na produção de alimentos e no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Temos muito a comemorar, mas queremos incentivar ainda mais a compra de equipamentos, aumentando a produção de alimentos”, salientou o ministro ao observar que a agricultura familiar produzirá muito mais e com tecnologia.

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, afirmou que nos seis anos as empresas puderam atingir a marca de 80 mil tratores vendidos. Antes disso, o número de tratores comercializados, no Brasil, era de 300 mil.

“Nós comercializamos 15 veículos. Em 2013-2014, chegamos ao número de 25 mil veículos vendidos, sendo 19 mil tratores, com a busca do aumento da produtividade dos agricultores familiares e impacto muito significativo para os fabricantes de automotores”, salientou.

Atualmente, há 525 empresas ofertantes – um aumento de mais de 15% de empresas cadastradas em relação à safra 2013-2014. Além dos 80 mil tratores, 47 mil veículos de transporte de carga, entre outras máquinas, foram financiados.

Fonte: com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

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